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HETEROSÍDEOS CARDIOTÔNICOS FACULDADE ESTÁCIO DA BAHIA CURSO DE GRADUAÇÃO EM FARMÁCIA COMPONENTES: ALEF LIMA MOREIRA ANA CLAUDIA ABREU DA SLVA CADJA ANIRAN MARIA RAYMUNDA ULLIAN LEITE DE SOUZA VITÓRI A AKKARI CORAÇÃO Funciona como uma bomba É responsável pelo fluxo sanguíneos que circula em nosso corpo. Os heterosídeos cardioativos são esteróides caracterizado pela sua alta especificidade e poderosa ação sobre o músculo cardíaco. Os glicosídeos compreendem uma classe de substâncias químicas formada pela união de moléculas de glicídeos, gliconas. Grupo químico perfeitamente individualizado e de grande homogeneidade estrutural e farmacológica. Heterosídeos Cardioativos Bufo viridis Lepidópteros Scrophulariaceae ( Digitalis), Asclepiadaceae (Asclepias), Chrysolina ssp.) Estrutura Química As estrutura química dos heterosídeos apresentam-se as oses ligadas a genina de natureza esteroidal da hidroxila B EM C-3, os resíduos de hexoses podem variar de um a quatro , unidos por ligações B 1-4, quando a glicose esta presente, encontra-se sempre na porção terminal da estrutura. Os heterosídeos podem ser distinguidos em primários e secundários, os primários são encontrados nas plantas frescas, onde contêm uma molécula terminal de glicose, que pode ser facilmente eliminada por hidrólise durante o processo de secagem, onde vão formar os heterosídeos secundários. Digoxina Cardenolídeos Porção glicosídica Anel lactônico com 4 carbonos Todas as geninas têm em comum o esqueleto tetracíclico característico dos esteroides, o encadeamento AB é do tipo cis, raramente trans nas (Asclepiadáceas), BC trans e CD cis, sendo esse último caráter conformacional especifico dos cardioativos. Todas as geninas apresentam duas hidroxilas, uma secundaria e uma terciaria, um hidrogênio ou uma hidroxila em C-5 e uma metila em C-13. O ultimo elemento que completa a estrutura básica das geninas cardiotônicas é a presença de um ciclo lactônico ( alfa e beta) sendo insaturado na posição C-17B. O tamanho do anel lactônico permite distinguir dois tipos de geninas os cardenolideos e bufadienolídeos. AGLICONA + GLICONA Os heterosídeos cardioativos são mais potentes do que as geninas mas causam efeitos tóxicos similares. A porção genina do heterosídeo retêm a atividade cardíaca mesmo sendo isolada. A porção osídica confere propriedades de solubilidade, que são importantes na absorção e distribuição dessas moléculas. A atividade cardiotônica dos heterosídeos pressupõe a existência de alguns fatores estruturais essenciais ou favoráveis. A glicona não atua diretamente, e sim modula a atividade, aumenta a solubilidade e poder de fixação no miocárdio. Farmacologia Os heterosíeos são recomendados para o tratamento da insuficiência cardíaca congestiva (ICC) geralmente em associação com diuréticos; A toxicidade e reações adversas dos digitálicos advêm geralmente do seu baixo índice terapêutico, a concentração capaz de produzir efeitos tóxicos é apenas duas vezes maior a concentração terapêutica. Os efeitos adversos que podem ocorrer são os transtornos neuropsíquicos, como fadiga, pesadelos, confusão, vertigem, e mudanças de personalidade. Podem também ocorrer toxicidade devido interações medicamentosas. Insufiência cardíaca + Heterosídeos cardioativos = Indice cardíaco e o fluxo sanguíneo em ajsute Propriedades Físico-Químicas Os heterosídeos são solúveis em água e ligeiramente solúveis no etanol e clorofórmio; insolúveis em solventes orgânicos apolares (benzeno,éter); Polaridade depende do número de hidroxila; as agliconas livres são insolúveis em água e solúveis em álcool e clorofórmio; O anel lactano confere sabor amargo e instabilidade em meio básico ( hidrolisam facilmente em meio básico e o anel se abre). A polaridade da molécula depende da presença ou ausência de hidroxilas suplementares que determinam o grau de lipofilia e definem a farmacocinética dos heterosídeos cardiotaivos. Planta + etanol 50% Solução extrativa Acetato de chumbo= precipitação de macromoléculas Filtração Fase líquida Extração com clorofórmio Fase clorofórmica= heterosídeos purificados Reações de caracterização e análise cromatográfica MÉTODOS DE OBTENÇÃO E ANÁLISE Reações por coloração Identificação dos açúcares (Keller-Kiliani)= H2SO4 + ácido acético=anel vermelho pardo Identificação do núcleo esteroidal (Liebermann-Burchard); Identificação do anel lactona (Kedde= ácido 3,5 dinitrobenzóico, com coloração vermelho-violácea, Baljet- ácido pícrico,com coloração laranja); Reações de fluorescência ao ultravioleta (Pesez)- xantidrol Cromatografia em CCD. Drogas Vegetais Clássicas As principais drogas são derivados do gênero Digitalis: D purpúrea L.(digitoxina) e D. lanata Ehrh.(digitoxina e digoxina). São essas espécies que cobrem cerca de 90% da produção dos heterosídeos cardioativos obtidos de fontes naturais. As principais fontes são Digitalis purpúrea (folha); Digitalis lanata (folha); Strophanthus kombe, S.hispidus (sementes); Strophanthus gratus (semente); Urginea marítima (bulbo). As folhas das espécies de Digitalis contém numerosos compostos como flavonóides, antraquinonas, saponosídeos , digitanol-heterosídeos e os de interesse que são os cardioativos. D purpúrea L.(digitoxina) D. lanata Ehrh O estrofanto é uma das plantas com atividade mais importante e por isso era usado em flechas em dose tóxicas para envenenar animais. Pode ser empregado na insuficiência cardíaca aguda, contém heterosideo cardioativos. A espirradeira planta que contêm um látex amargo e muito tóxico, as folhas contêm 1,5% de cardenolídeos Estrofanto Espirradeira CURIOSIDADE . Referências Bibliográficas BARROSO, G. M. Sistemática de angiospermas do Brasil. Viçosa: Universitária, 1991. V.3 BIGGER,J.T.; Jr,M.D.Digitalis toxicty. J.Clin.Pharmacol., v.25, n.10,p.514-521, 1985. BRUNETON, J.Elementos de Fitoquímica y de farmacognosia.Madrit: Acríbia KELLY,R.A.;W.T. Tratamento Farmacológico da insuficiência cardíaca. In: GILMAN, A.G. et al. (ed.).Goodman e Gilman as bases farmacológicas da terapêutica. 9.ed. Rio de Janeiro: McGraw-Hill Iteramericana, 1996.cap. 34, p.160-193. HOFMAN, B.F.;BIGGER.J.T. Digital e glicosídeos cardíacos.In: GILMAN,A.G. et al. (ed.). Goodman e Gilman as bases farmacológicas da terapêutica. 8.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,1991. Cap.34, p.536-552.