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20/04/2016
1
INSTITUTO FEDERAL DE RONDÔNIA
CAMPUS COLORADO DO OESTE
Produção de Plantas Bioenergéticas (NP 92)
Turma: EA 112 
Professor Esp. Fábio José das Dores
E-mail: fabio.jose@ifro.edu.br
Cana-de-açúcar
(Saccharum spp.)
20/04/2016
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Origem e Difusão
 Origem: Nova-Guiné (centro de expansão).
 Sul da Ásia: Xarope.
 Pérsia (500 a.C.): açúcar na forma sólida.
 Árabes (VIII): norte da África e sul da Europa (mar
Mediterrâneo).
Origem e Difusão
 Continente americano: tropical e subtropical.
 Segunda expedição de Cristóvão Colombo: 1493.
 América Central e do Sul.
 Brasil (1502) – Ilha da Madeira – Martin Afonso de Sousa.
 Primeiro engenho fundado no Brasil: 1532.
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Origem e Difusão
 Século XVI: Pernambuco e Bahia.
 Início do século 20: estações experimentais e programas
de melhoramento genético – resistência a pragas e
doenças – novas variedades.
 Produtividade e Teor de sacarose.
 Copersucar (usineiros) e o Planalsucar (Governo
Federal).
Descrição da Planta
 Divisão: Magnoliophyta
 Classe: Magnoliopsida
 Ordem: Graminales
 Família: Poaceae
 Gênero: Saccharum
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Descrição da Planta
 Espécies:
• Saccharum officinarum
• Saccharum spontaneum
• Saccharum sinensis
• Saccharum barberi
• Saccharum robustum
Descrição da Planta
 Saccharum officinarum
• Apresenta alto teor de açúcar e baixa porcentagem
de fibra, sendo, portanto, constituída pelas “canas
nobres”. São consideradas canas tropicais, por seus
colmos grossos (3,5 cm ou mais de diâmetro), e o
sistema radicular reduzido e superficial. São
exigentes quanto ao clima e solo e são suscetíveis a
doenças como o mosaico e resistentes a inúmeras
outras. As principais variedades são: Riscada, Roxa,
Cristalina, Manteiga, Caiana e Preta.
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Descrição da Planta
 Saccharum spontaneum
• Conhecida como cana selvagem. Possui colmos
curtos e muito finos (máximo 1,5 cm de diâmetro),
perfilha abundantemente e com alto teor de fibras,
não possuindo, portanto valor industrial. O sistema
radicular é bem desenvolvido e vegeta bem, mesmo
em situações adversas. Devidos às suas
características de vigor, rusticidade e resistência a
pragas e doenças tem dado boa contribuição aos
programas de melhoramento.
Descrição da Planta
 Saccharum simensis
• São conhecidas como chinesas ou japonesas. Seu
sistema radicular é bem desenvolvido, vegetando
bem em solos pobres e secos. As variedades
pertencentes a esta espécie possuem colmos finos,
compridos, com baixo teor de açúcar, e com
internódios alongados e fibrosos. Seu biótipo
característico é a cana Ubá, cultivada na China
Continental e em Formosa, a qual é diferente da cana
Ubá ou cana Flecha encontrada no Brasil,
pertencente ao gênero Cynerium.
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Descrição da Planta
 Saccharum barberi
• Conhecida como canas indianas, devido a sua
origem. São amplamente utilizadas nos programas de
melhoramento na Ilha de Java. É constituída por
variedades precoces, com alto teor médio de
sacarose, alta porcentagem de fibra, é resistente ao
frio e suscetível ao mosaico.
Descrição da Planta
 Saccharum robustum
• Esta espécie se caracteriza por apresentar um grande
crescimento com colmos de até 10 metros de altura, com
baixo teor de sacarose e alta porcentagem de fibras e é
utilizada até como cerca viva.
• São canas selvagens que se adaptam às inúmeras
condições ambientais, mas são suscetíveis ao mosaico.
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Descrição da Planta
 Saccharum robustum
• As variedades cultivadas comercialmente são um
complexo de Saccharum provenientes de um
cruzamento inicial e interespecífico dos gêneros
Saccharum e Ripdium sclerostachy, sendo as
variedades gigantes da nova Guiné suas
representantes típicas.
Morfologia
 Desenvolve-se em forma de touceira.
 Parte aérea
• Colmos
• Folhas
• Inflorescência (conjunto de flores arranjadas em uma
haste)
• Frutos
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Morfologia
 Subterrânea
• Raízes
• Rizomas
Morfologia
 Raízes
• São fasciculadas ou em cabeleira.
• 85% delas encontram-se nos primeiros 50 cm.
• Aproximadamente 60% entre os primeiros 20 – 30
cm de profundidade.
• 4 m de profundidade.
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Morfologia
Morfologia
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Morfologia
 Sistema radicular de cana
planta mostrando os três
tipos característicos de
raízes, a distribuição
percentual em
profundidade e a
distância lateral atingida
pelas raízes superficiais
Morfologia
 Rizomas
• Os rizomas são constituídos por nódios ou nós,
internódios ou entrenós e gemas, as quais são
responsáveis pela formação dos perfilhos da touceira.
• As novas touceiras da soca se originam dos rizomas
que brotarão após a colheita.
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Morfologia
 Rizomas de cana-de-açúcar fornecedores de touceiras
em cana soca.
Morfologia
 Colmo
• É a parte da planta que fica acima do solo,
sustentando as folhas e a panícula.
• O colmo é constituído por nós bem marcados e
entrenós distintos.
• O seu porte apresenta-se como: ereto, semi-ereto ou
decumbente, dependendo da idade da planta.
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Morfologia
 Colmo
• O entouceiramento pode-se apresentar como fraco,
médio ou forte.
• O capitel mostra-se ralo, médio ou fechado.
Morfologia
 Touceira com vários colmos na época de colheita
(maduros).
Fonte: Neto, J. D. et al, 2010e-
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Morfologia
 Detalhe do capitel da cana-de-açúcar.
Morfologia
 Nó, Nódio ou Região Nodal
• É uma região muito importante para a descrição de
variedades de cana-de-açúcar.
• Engloba a gema, o anel de crescimento, a cicatriz
foliar e a zona radicular.
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Morfologia
Morfologia
 Gema
• A gema caracteriza a definição das variedades. Além
de reentrâncias, a gema possui um poro germinativo
que, ao germinar, emite um broto, dando origem a um
novo colmo.
• A gema pode ter pêlos e asas, ser estreita ou larga e
possui tamanho diferentes (grande, médio ou
pequena) e ainda ser saliente ou achatada.
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Morfologia
 Tipos de gemas algumas delas apresentando asas.
Fonte: Cesnik & Miocque, 2004
Morfologia
 Exemplo de gema tipo oval alongada.
Fonte: www.ctcanavieira.com.br
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Morfologia
 Anel de crescimento
• Situa-se na base do internódio e difere das demais
partes do colmo pela coloração.
• Pode apresentar-se reentrante, plano ou saliente.
• Pode ser estreito (com menos de 3 mm), médio
(entre 3 e 4 mm) ou largo (com mais de 4 mm).
Morfologia
 Cicatriz foliar
• É a base da bainha da folha quando se destaca do
colmo.
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Morfologia
 Zona radicular
• A zona radicular é a região que abriga a gema e os
primórdios radiculares.
• Ao germinar, a planta de cana-de-açúcar emite
pontos de primórdios radiculares esbranquiçados,
com ponto no centro lilás ou marrom. Esse será as
raízes da nova planta.
Morfologia
 Internódio ou Entrenó
 É a parte do colmo que se situa entre dois nódios,
apresentando-se de várias formas, a saber: cilíndrica,
em carretel, conoidal, obconoidal, tumescente ou
ainda em barril.
 Podendo conter ou não: rachaduras, cera e ranhura
da gema.
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Morfologia
 Tipos de entrenós:
Fonte: Cesnik & Miocque, 2004
Morfologia
 Folha
• A folha completa da cana-de-açúcar é constituída
pela lâmina foliar, bainha e colar.
• Ao longo de todo o colmo, especificamente na região
nodal, a folha é ligada a ele, onde forma duas fileiras
opostas e alternadas.
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Morfologia
 Folha
• Pode se apresentar com os seguintes aspectos:
 Ereta até o topo
 Dobrada ou curvada próximo ao topo Curvada em sua altura média.
Morfologia
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Morfologia
Morfologia
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Morfologia
 Inflorescência
• A inflorescência típica da cana-de-açúcar é uma
panícula aberta, denominada bandeira ou flecha.
• As flores muito pequenas formam espigas florais
agrupadas em panículas e rodeadas por longas fibras
sedosas, congregando-se em enormes pendões
terminais de coloração cinza-prateada.
Morfologia
 Inflorescência
• É formada por um eixo principal, a raque, de onde se
originará ramificações secundárias e terciárias. Em
cada espigueta encontra-se uma flor que produzirá
um fruto.
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Morfologia
 Cana-de-açúcar em inflorescência.
Fonte: Neto, J. D. et al, 2010
Morfologia
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Morfologia
 Flor
• A flor da cana-de-açúcar é hermafrodita.
• O órgão feminino (gineceu) é constituído por um
ovário. Na extremidade superior do ovário encontram-
se dois pistilos e dois estigmas plumosos de
coloração vermelho-arroxeada.
Morfologia
 Flor
 O órgão masculino da flor (androceu) é constituído
por três estames e anteras de coloração amarelada
ou arroxeada, dependendo da variedade, e nas
anteras estão os grãos de pólen.
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Morfologia
Anteras da cana-de-açúcar
Morfologia
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Morfologia
 Fruto
 Cariopse (1,5 x 0,5 mm)
 Depressão na região do embrião
Atividades de aprendizagem
1. Quais as principais regiões de plantio e processamento de cana-de-
açúcar no Brasil?
2. Qual a diferença entre produção e produtividade?
3. Cite três benefícios que a lavoura da cana-de-açúcar oferece.
4. Quais são as partes da cana-de-açúcar?
5. Quais são os tipos de gemas e quais são os tipos de entrenós?
6. Ao moer a cana-de-açúcar temos a garapa. Em que parte da planta está
armazenada a garapa?
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Obrigado pela Atenção !!!

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