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CENTRAL 
 
DE 
 
ABASTECIMENTO 
 
FARMACÊUTICO 
 
 
 
 
 
CONTEÚDO E ATUALIZAÇÃO PARA VOCÊ AVANÇAR MAIS RÁPIDO 
 
 
 
 
ITEM I: CENTRAL DE ABASTECIMENTO 
FARMACÊUTICO (CAF): 
Um dos principais fatores de influência na qualidade final dos produtos farmacêuticos é 
o armazenamento adequado dos mesmos, respeitando-se as regras básicas de estocagem, 
manuseio, guarda e empilhamento máximo. 
Depende também da organização da CAF, a distribuição ou remanejamento dos 
fármacos que, por diminuição de consumo ou mudanças de protocolo, corram o risco de 
perder a validade; a conferência da entrega de remessas adquiridas por compra ou troca; 
o controle de lotes para organização adequada nas prateleiras e a confecção e 
organização de documentação para registro de entrada, saída, estorno e perdas de 
medicamentos, sempre de acordo com as características fisicoquímicas das 
composições, em relação à temperatura e umidade, às orientações do fabricante e às 
determinações regulamentares. 
É também, a partir do trabalho desenvolvido na CAF, que se apura o giro dos estoques, 
o consumo médio dos medicamentos padronizados e os estoques mínimos. 
A organização dos almoxarifados deve ser orientada de modo a cumprir três objetivos 
principais: 
 Garantir a correta recepção, conservação e distribuição, dentro de padrões e 
normas técnicas específicas. 
 Manter condições ambientais adequadas para assegurar o rendimento, a 
produtividade do trabalho, minimizar o risco de erros e possibilitar limpeza e 
manutenção. 
 Dispor de meios materiais e humanos para conseguir os dois objetivos 
anteriores. 
Para alcançar os objetivos, é necessário dotar o local de condições adequadas, como: 
a) Acesso – os acessos externo ou interno, assim como a circulação devem ser 
otimizados, facilitando o recebimento e distribuição. 
b) Água e eletricidade – o almoxarifado deverá contar com instalações hidráulicas e 
elétricas suficientes para o desempenho das atividades. 
c) Comunicações – o almoxarifado deverá possuir sistema eficiente de comunicação 
(deve-se programar, também, a instalação de cabos de rede para computador), para 
todas as dependências da farmácia e do hospital. 
d) Drenagem – caso seja necessário, deverá contar com sistema de drenagem, para 
prevenir inundações. 
e) Circulação – o local deverá estar disposto em um só plano, com divisões e portas, de 
modo a favorecer a circulação e a liberdade de movimentos. 
f) Segurança – deverá conter equipamentos adequados à segurança patrimonial, contra 
incêndio e contra acidentes ocupacionais. 
g) Ventilação / Circulação de ar – tanto o mobiliário quanto o armazenamento dos 
produtos deve ser disposto de forma a permitir a circulação de ar entre as unidades de 
estocagem, para não comprometer a manutenção da temperatura. Nas regiões muito 
quentes é recomendável o uso de tijolos vazados. Nas áreas de ventilação também deve 
haver proteção de tela milimétrica. 
h) Instalações – devem ser de fácil conservação: pisos, teto e paredes laváveis, porém 
sem reter umidade, permitindo a correta limpeza. 
As tubulações, luminárias e outras instalações devem ser projetadas e instaladas de 
modo a possibilitar a sua manutenção pelo lado externo das áreas de produção. Os ralos 
devem ser de tamanho adequado, sifonados, para evitar refluxos de líquidos ou gás e 
mantidos fechados. Se necessário, devem ser rasos, para facilitar limpeza e desinfecção. 
i) Condições ambientais – o ambiente deve ser construído de modo a evitar a incidência 
direta de luz solar e controlar ao máximo a temperatura e umidade. As janelas devem 
ter proteção contra o acesso de insetos e roedores (através de tela milimétrica) ou 
possuir lacre. 
j) Espaço físico – deve ser planejado de acordo com a quantidade de material a ser 
estocado, dos equipamentos para movimentação de carga e das áreas especiais, além de 
considerar os locais instalação de câmaras frigoríficas e estufas. O pé direito deve ser 
compatível com as unidades de estocagem e os equipamentos empregados na 
movimentação de cargas. 
 
Item 1.1 – PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS: 
Os procedimentos operacionais indispensáveis são: recepção e inspeção de remessas; 
armazenamento; limpeza e manutenção das instalações incluindo sistema de controle de 
insetos e roedores; registro das condições ambientais de armazenamento; segurança dos 
produtos estocados e instruções para o seu transporte; movimentação de estoque; 
controle dos pedidos das clínicas; produtos devolvidos e planos de recolhimento, com o 
devido registro; procedimentos e registros de segurança patrimonial e incêndio. 
Estes documentos devem ser escritos, aprovados, assinados e datados pelo responsável 
técnico. Devem manter-se disponíveis, a qualquer momento, à inspeção sanitária. Os 
funcionários envolvidos em cada operação devem ter amplo conhecimento e fácil 
acesso aos mesmos. 
 
ITEM II: RECEPÇÃO E IDENTIFICAÇÃO DE 
MEDICAMENTOS: 
A área física da recepção de medicamentos deve, impreterivelmente, proteger as 
mercadorias de qualquer risco e ser separada da área de armazenamento. 
Dependendo do tipo de hospital e do volume e compras, o quantitativo a receber pode 
ser volumoso e pesado. Por isso, é aconselhável que o espaço físico do serviço ou pelo 
menos o espaço destinado ao recebimento tenha o maior acesso possível a uma zona de 
descarga no hospital, ou a um monta-carga exclusivo para este procedimento. 
A área de recebimento deve ter espaço suficiente para análise dos produtos, revisão e 
confirmação, para posterior cadastro no estoque e armazenamento. É recomendável a 
colocação de uma geladeira para manutenção da temperatura dos produtos termolábeis. 
De acordo com a resolução RDC nº 50, de 21 de fevereiro de 2002, a área destinada à 
recepção e inspeção das remessas deve ocupar 10% da área de instalação da C.A.F. 
 
Item 2.1 - AÇÕES DE RECEBIMENTO: 
As entregas devem ser examinadas no recebimento, para verificação da integridade das 
embalagens, da fidelidade à encomenda e da conferência dos lotes em relação ao laudo 
de análise e validade. 
Quanto às condições das embalagens primárias e secundárias dos produtos, é necessária 
a concordância com as aquisições, em relação à quantidade e às formas farmacêuticas. 
As Boas Práticas de Distribuição determinam que as seguintes informações devem 
constar obrigatoriamente nas notas fiscais a razão social do fornecedor, a data, a 
designação dos produtos farmacêuticos – nomes genérico e/ou comercial, o número do 
lote, a quantidade fornecida, a forma farmacêutica, o nome e endereço do fornecedor 
com CNPJ, o número de autorização de funcionamento e de licença estadual, os preços 
unitário e total, além do valor total da nota. 
Em relação à validade dos lotes remetidos, deve ser vetada a aceitação de mercadorias, 
cujo prazo de validade seja inferior a 24 meses, excluindo-se os casos em que a 
mercadoria seja mais perecível e tenha prazo de validade de 24 meses ou inferior. Neste 
caso deve-se proceder da seguinte forma: 
• Prazo de validade 24 meses – aceitar prazo mínimo de 16 meses. 
• Prazo de validade inferior a 24 meses – aceitar mercadoria com validade de até 
80% do prazo de validade máximo estipulado. 
Ainda em relação às determinações regulamentares (portaria 2814), é recomendável a 
conferência do laudo de análise emitido pelo fabricante, atestando ser de sua fabricação 
o lote remetido. Se a venda for efetuada por firma distribuidora, este laudo deve ser 
emitido por laboratório filiado à REBLAS (Rede Brasileira de Laboratórios Analíticos 
em Saúde). 
É necessária a conferência de toda a mercadoria, anotando no corpo da Nota Fiscal o 
número do lote fornecido e a validade do produto. 
O canhoto da Nota Fiscal deve ser assinado com nome, data da entrega e carimbo (se 
houver). 
Ao ser constatada qualquer irregularidade, como embalagens violadas, manchadas,molhadas ou úmidas, a Nota Fiscal deve ser devolvida juntamente com a mercadoria. 
O funcionário designado como responsável pelo recebimento dos medicamentos deve 
carimbar, assinar e datar no verso de todas as vias da Nota Fiscal e remeter a Nota 
Fiscal para processamento, após arquivamento de uma das vias ou de cópia no setor, 
para quaisquer verificações que se fizerem necessárias. 
 
ITEM III - BOAS PRÁTICAS DE DISTRIBUIÇÃO: 
Entendem-se como Boas Práticas de Distribuição as medidas para garantir que a 
qualidade do produto farmacêutico elaborado sob as diretrizes de Boas Práticas de 
Fabricação chegue ao consumidor final. Mesmo que o trabalho da farmácia hospitalar 
seja exclusivamente institucional, o serviço também é considerado pela regulamentação 
como um distribuidor e deve implantar estas diretrizes. 
A adaptação destas medidas e as diretrizes de gestão pela qualidade visam garantir que 
os produtos farmacêuticos disponham de registro no Ministério da Saúde e sistema de 
gestão pela qualidade que permita a reconstituição de sua trajetória, para localização 
imediata em um processo de interdição, recolhimento ou devolução; que tenham 
condições adequadas de armazenamento, transporte e movimentação da carga, além de 
rotatividade adequada e a certeza de que os produtos certos estejam sendo fornecidos 
aos destinatários certos. 
As Boas Práticas de Distribuição determinam, ainda, que as empresas produtoras devem 
obrigatoriamente comercializar, em cada unidade produzida para a venda final 
(primária, secundária e rótulos) as informações descritas conforme as determinações da 
Resolução ANVISA nº 333, de 19 de novembro de 2003 (orientações para rotulagem). 
As bulas devem conter as informações relacionadas na Resolução ANVISA RDC nº 
140, de 29 de maio de 2003. 
Essas informações devem ser mantidas pelos estabelecimentos de distribuição, comércio 
atacadista, dispensação e comércio varejista e nenhum produto que não contenha essas 
informações deverá ser aceito por estabelecimentos de distribuição e dispensação. 
Para verificação e cumprimento das Boas Práticas, é necessário escriturar o 
Procedimento Operacional Padrão (POP) para o recebimento de produtos e inspecionar 
as unidades recebidas, quanto às informações obrigatórias acima. É recomendável a 
utilização de um protocolo de recebimento para agilizar esta conferência, formatando 
este protocolo para cada caso especial. 
Os fabricantes também estão obrigados a manter arquivo informatizado, com registro de 
todas as operações comerciais, especificando a designação na nota fiscal, a data, a 
designação dos produtos farmacêuticos – nome genérico/ou comercial, o número do 
lote, a quantidade fornecida, o nome e endereço do destinatário, o número da 
autorização de funcionamento e da licença estadual e o número do registro do produto. 
Estes arquivos devem ser mantidos por 5 (cinco) anos. 
Embora esta norma pareça implicar em tarefa exclusiva da indústria, deve ser encarada 
como um fator limitante para o recebimento, pois todas as informações deverão estar, 
sempre que possível, impressas nos documentos fiscais e deverão ser transcritas com 
clareza para os arquivos da empresa, sob pena de denúncia de recebimento de 
determinada mercadoria/lote que efetivamente não entrou na empresa. 
Os distribuidores são responsáveis pelo fornecimento dos produtos e pelo recolhimento 
dos mesmos, quando este for determinado pela autoridade sanitária e/ou titular do 
registro do produto. 
 
Item 3.1 – DEVERES DOS DISTRIBUIDORES: 
Para o cumprimento das Boas Práticas de Distribuição, os distribuidores devem: 
- Dispor de locais, instalações e equipamentos adequados e suficientes, de forma a 
assegurar uma boa conservação e distribuição dos produtos farmacêuticos; 
- Dispor de pessoal qualificado; 
- Dispor de plano de emergência para ação de retirada do mercado, ordenada pelas 
autoridades competentes ou definida em cooperação com o fabricante do produto em 
questão, ou com o importador titular do registro do produto no país; 
- Dispor de farmacêutico responsável técnico devidamente inscrito no Conselho 
Regional de Farmácia; 
- Dispor de equipamentos de controle de temperatura e umidade devidamente 
calibrados; 
- Dispor de meios e recursos informatizados para conservar a documentação relativa a 
qualquer transação de entrada e saída, que contenha no mínimo a designação da Nota 
Fiscal, data e designação dos produtos farmacêuticos; 
- Dispor de meios e recursos para manter a documentação à disposição das autoridades 
fiscais, relacionada a qualquer operação de entrada e saída, por cinco anos; 
- Adquirir produtos farmacêuticos legalmente registrados no país, em empresas titulares 
dos produtos, autorizadas e licenciadas a dispensar estes produtos; 
- Manter manual de Boas Práticas de Distribuição e Armazenamento de Produtos 
juntamente com os respectivos procedimentos operacionais adotados pela empresa, à 
disposição das autoridades sanitárias para efeito de inspeção; 
- Garantir a qualquer tempo aos agentes responsáveis pelas inspeções o acesso aos 
documentos, locais, instalações e equipamentos; 
- Manter a qualidade dos produtos que distribui durante todas as fases da distribuição, 
sendo responsáveis por quaisquer problemas conseqüentes ao desenvolvimento de suas 
atividades; 
- Notificar à autoridade sanitária competente, em caráter de urgência, quaisquer 
suspeitas de alteração, adulteração, fraude ou falsificação dos produtos que distribui, 
com a indicação do número do lote para averiguação das denúncias, sob pena de sanção 
nos termos da legislação penal, civil e sanitária; 
- Identificar e devolver, ao titular do registro, os produtos com prazo de validade 
vencido, mediante operação com nota fiscal ou, na impossibilidade desta devolução, 
solicitar orientação à autoridade sanitária competente da sua região; 
- Utilizar serviço de transporte legalmente autorizado pela autoridade sanitária. 
As normas vigentes para a distribuição de substâncias entorpecentes e psicotrópicos, 
hemoderivados, imunobiológicos, radiofármacos e qualquer produto de controle 
especial devem atender às determinações de suas regulamentações específicas. 
ITEM IV: ARMAZENAMENTO E CONSERVAÇÃO DE 
MEDICAMENTOS 
O armazenamento é um aspecto importante do sistema de controle de medicamentos. O 
controle ambiental adequado (temperatura, luz, umidade, sanitização, segurança, 
ventilação e segregação), deve ser mantido na instituição em qualquer lugar onde há 
estoque de medicamento. 
A organização do almoxarifado pressupõe o alcance de metas responsáveis pelo bom 
funcionamento do setor, como o pronto acesso aos principais medicamentos, o alto grau 
de flexibilidade do arranjo físico, a utilização adequada do espaço, a redução da 
necessidade de equipamentos de movimentação de produtos, a minimização das perdas 
por deterioração ou desvio dos produtos e a garantia dos requisitos mínimos de 
segurança individual e coletiva. 
A primeira etapa na organização de um almoxarifado consiste na avaliação de todas as 
informações sobre cada item a ser estocado, que permitirá identificar os fatores críticos 
para o correto armazenamento. 
É recomendável prever a quantidade máxima para estoque, avaliar o tamanho do lote de 
cada requisição e as condições de embalagem, além da freqüência de requisição dos 
produtos e levantamento das clínicas consumidoras dos mesmos. 
No estudo do tipo de instalação mais adequada para o armazenamento do material, 
levam-se em conta características como o peso, volume, fragilidade do material e/ou sua 
embalagem, formato do material e/ou de sua embalagem, condições de preservação 
(perecibilidade), facilidade ou dificuldade de manuseio e os requisitos de segurança 
exigidos para o seu armazenamento, tais como segurança individual e coletiva, higiene e 
segurança de trabalho, segurança patrimonial e "social" (no armazenamentode 
materiais inflamáveis ou explosivos). 
 Para cada uma dessas avaliações, deverão ser estimados os custos totais de 
armazenamento (custos de planejamento e operacionais) e a escolha deve recair sobre a 
alternativa de menor custo. O critério que leva em conta os custos e benefícios é o que 
melhor atende ao estudo. 
O controle sobre o estoque de medicamentos deve ser realizado tanto na C.A.F. quanto 
nas áreas de internação (farmácias satélites, postos de enfermagem, clínicas, salas de 
emergência, centro cirúrgico e consultórios). As datas de vencimento dos medicamentos 
perecíveis devem ser monitoradas em todos os locais mencionados e deve ser 
estabelecida uma rotina de averiguação da rotatividade destes estoques. A contagem 
destes medicamentos tem que ser obrigatoriamente incluída nos inventários periódicos. 
 
Item 4.1 – ÁREAS FÍSICAS DE ARMAZENAMENTO: 
A CAF, assim como a farmácia, deve situar-se no local mais idôneo do hospital, em 
função de suas prestações de serviço. As áreas estabelecidas devem permitir 
modificações ou ampliação devido às necessidades correntes ou futuras. Os setores que 
requerem maior volume de trabalho devem ter prioridade na distribuição do espaço. 
Dispõem as Resoluções RDC ANVISA nº189 e nº50, que deve haver, separadamente, 
áreas para armazenamento e controle de matérias primas, material de embalagem e 
envase, quarentena, contrastes radiológicos, medicamentos termolábeis, materiais e 
artigos médicos descartáveis, saneantes, soluções parenterais de grande volume, 
produtos para saúde (correlatos), materiais de escritório e embalagens. 
A área total de armazenamento deve ter espaço físico calculando-se 0,6 m2 para cada 
leito do hospital. Esses espaços devem ser amplos, higiênicos e iluminados, dispostos de 
modo a permitir fácil acesso aos meios de transporte e planejados de modo a evitar 
alteração de temperaturas no tempo decorrido entre a descarga do medicamento e a 
recepção em lugar seguro. A arrumação dos medicamentos não deve prejudicar os 
acessos às portas de emergência, aos extintores de incêndio ou à circulação de pessoal 
especializado no combate a incêndios. 
A área para armazenamento de produtos deve compreender: 
- circulação, que deve atravessar o almoxarifado em linha reta até a porta ou parede 
oposta, com largura estabelecida em função das necessidades de movimentação do 
material, sendo limitada ao mínimo indispensável, sem prejuízo da circulação dos 
equipamentos; 
- corredores de acesso (áreas localizadas entre duas unidades de estocagem ou áreas 
livres), destinados a facilitar a movimentação do material e o trânsito de pessoas; 
- corredores de segurança (áreas localizadas entre as paredes e as áreas de estocagem ou 
áreas livres), destinados, basicamente, a atender à segurança; 
- zonas de estoque (espaços destinados ao armazenamento de produtos), podendo ser 
abertas, para material que não requeira condições especiais de segurança, ou fechadas, 
para armazenamento de produtos por determinação legal ou que requeiram segurança; 
- áreas livres, para armazenamento de unidades cujo peso, dimensão ou embalagem, 
impede o acondicionamento em estantes ou armações. Dentre os medicamentos, a 
fluidoterapia (diálise, irrigação, soluções parenterais) deve usar este espaço estratégico, 
preparado para armazenamento de solução de grande volume e peso. 
- área de segregação, para armazenamento de produtos interditados ou vencidos. 
 
Item 4.2 – NORMAS GERAIS DE CONSERVAÇÃO 
A boa conservação de medicamentos depende de fatores intrínsecos e extrínsecos. Os 
fatores intrínsecos são os diretamente relacionados à produção do medicamento, como a 
necessidade de adição de espessantes, antioxidantes ou o emprego de frascos 
siliconizados e os fatores extrínsecos são as características ambientais que podem 
interferir no princípio ativo do medicamento, como temperatura, luz e umidade. 
Em sistemas de distribuição coletiva é recomendável conservar os medicamentos em 
sua embalagem externa original, que, além de proteger, permite sua fácil identificação. 
 
Item 4.3 – MÉTODOS DE ORGANIZAÇÃO DOS MEDICAMENTOS 
Cada almoxarifado deve ter as suas normas de funcionamento, segundo as 
peculiaridades da organização, cujos preceitos devem ser observados rigorosamente 
pelos operadores e usuários da C.A.F. Deve ser papel do gestor farmacêutico a seleção e 
supervisão dos funcionários para o trabalho no setor. 
Mesmo que exista variação de um almoxarifado para outro, em organizações diferentes, 
tais regras buscam os mesmos objetivos, ou seja, a redução das perdas por quebra, a 
diminuição de acidentes no trabalho, a diminuição do esforço humano na movimentação 
de cargas pesadas, o menor tempo gasto nas movimentações e expedição e o melhor 
aproveitamento de área útil de armazenamento. 
Em síntese, o que se procura por meio das normas de armazenamento é o aumento da 
eficiência do processo de estocagem, traduzindo, em expressões máximas, o seu 
rendimento e, em expressões mínimas, os seus custos. 
Os critérios mais comuns que orientam a elaboração de normas de armazenamento, são 
a rotatividade de materiais, o volume e peso dos produtos, as ordens de entrada/saída, a 
similaridade, os valores, os acondicionamentos e as embalagens. 
Para os medicamentos sem restrições legais, cuja recomendação do fabricante requer 
armazenamento à temperatura ambiente, a disposição nas prateleiras pode seguir 
diferentes métodos: 
• disposição por grupo e classe terapêuticos – mais recomendada para os hospitais 
especializados. A disposição por grupo e classe terapêuticos tem a finalidade de permitir 
rápida visualização de insuficiência ou ausência de estoque, para providenciar a tempo a 
substituição por medicamentos com o mesmo fim terapêutico, na falta da substância 
solicitada. 
• por fabricante ou pela ordem alfabética dos nomes comerciais - são disposições de 
arrumação mais úteis em farmácias comerciais e distribuidoras. Permitem rápida 
localização e visualização do fabricante que ainda não completou a entrega. 
• pela classificação ABC - para os controles de estoque que utilizam o método 
"ABC" (ou "curva ABC"), o valor financeiro que um determinado material representa 
para o estoque influencia a sua forma de armazenamento, onde os itens mais 
importantes integram a letra "A". 
• pelas formas farmacêuticas – é indicada para as farmácias hospitalares que 
possuem fornecimento interno e ambulatorial, pois facilita a localização das formas 
farmacêuticas mais utilizadas pelos pacientes de ambulatório. 
• por ordem alfabética de substância - A ordem alfabética de substâncias agiliza a 
dispensação e o inventário de produtos. Para um hospital geral de grande porte, o 
armazenamento de medicamentos pode ser ordenado de acordo com a forma 
farmacêutica, as condições necessárias de temperatura e umidade e segundo a ordem 
alfabética, para facilitar a dispensação e o controle de inventário. O almoxarifado deve 
ter identificação alfabética nas prateleiras. A ordenação das prateleiras deve ser disposta 
pelo nome genérico do medicamento, por haver no mercado vários nomes comerciais 
para o mesmo produto. 
• por carga unitária - o almoxarifado é arrumado por pacotes e unidades menores 
ou em cubagem para quantidades maiores, ou seja, as unidades simples são 
transformadas em unidades múltiplas. 
 
Item 4.4 – FICHAS DE PRATELEIRA: 
As fichas de prateleira possuem a finalidade de informar, junto às embalagens do 
medicamento, para rápida auditoria, as datas de movimentação do medicamento, o 
histórico da movimentação do mesmo, a possível perda e o saldo restante. Este saldo 
deve refletir, obrigatoriamente, a mesma quantidade do produto armazenado ao qual a 
ficha se referir. No inventário, a contagem verificada pelo inventariante deve ser 
anotada na ficha, em vermelho. As fichas devem estar sempre dispostas junto às 
embalagens do produto em questão.Item 4.5 – CUIDADOS NO ARMAZENAMENTO DOS PRODUTOS: 
Ao dispor as remessas adquiridas nas prateleiras, o lote de aquisição mais recente deve 
ser ordenado no fundo da prateleira, para poder ser dispensado por último, a fim de 
preservar a rotatividade adequada e evitar situações de esquecimento de itens em 
estoque, o que pode causar oxidações, deterioração, obsoletismo, perda de propriedades 
físicas, endurecimentos, ressecamentos e outras situações que impliquem em perda de 
material. Este sistema é conhecido como sistema FIFO (first in, first out) ou PEPS 
(primeiro que entra, primeiro que sai). As embalagens de embarque que permanecerem 
lacradas e apresentam o mesmo produto da prateleira devem ser acondicionadas na parte 
superior das estantes, respeitando-se a distância do teto. Devem permitir rápida 
identificação do produto de forma visível, por fixação de etiquetas contendo o nome da 
substância, a quantidade de unidades estocadas e a validade do lote acondicionado. Na 
impossibilidade do emprego das etiquetas, o recomendável é a escrituração dessas 
informações com caneta hidrográfica. 
A arrumação de materiais deve manter voltada para o lado de acesso ao local de 
armazenagem, a face da embalagem (ou etiqueta) para permitir a fácil e rápida leitura 
de identificação e das demais informações. 
O empilhamento do material deve ser uniforme, com formação das pilhas sempre do 
fundo para a frente e da esquerda para a direita das áreas de estocagem. 
Os produtos devem ser conservados em suas embalagens originais, que serão abertas ou 
removidas em ocasiões de fornecimento ou inspeção. Se a ação de fornecimento não 
dispensar a embalagem em sua totalidade, a caixa incompleta deve ser identificada e 
manter-se fechada, para preservação da limpeza dos produtos. Não é recomendável a 
abertura de outra caixa enquanto a aberta ainda tiver estoque, para evitar erro de 
contagem nos inventários. 
O material solto deve ser estocado por meio de empacotamento ou amarração uniforme, 
com marcação externa dos dados de identificação. 
A rotina de limpeza das instalações e a verificação de controle de insetos e roedores 
deve ser planejada de modo a não interferir no sistema de rotatividade de 
armazenamento e evitar proliferação desses animais. 
Os materiais devem ser resguardados contra o furto ou roubo e protegidos contra a ação 
dos perigos mecânicos e das ameaças climáticas, bem como de animais daninhos. 
Os materiais que possuem grande movimentação devem ser estocados em lugar de fácil 
acesso, próximo das áreas de expedição. O material que possui pequena movimentação 
deve ser estocado na parte mais afastada das áreas de expedição. 
Os materiais pesados e/ou volumosos devem ser estocados nas partes inferiores das 
estantes e porta-estrados, eliminando-se os riscos de acidentes e avarias, além de 
facilitar a movimentação. 
 
Item 4.6 – ETIQUETAS DE VALIDADES DE PRODUTOS: 
As pilhas devem ser ordenadas colocando-se etiquetas ou cartolina fixada em um dos 
cartuchos, com a data de validade de cada lote armazenado, de modo a permitir em 
rápida visualização o controle das saídas, sem risco de perder a ordenação de acordo 
com o sistema FIFO. Colocar a etiqueta de validade presa em uma das embalagens de 
cada lote ou anotar a validade diretamente na embalagem (se esta o permitir), com 
caneta hidrográfica. 
 
Item 4.7 – PALETIZAÇÃO: 
As embalagens hospitalares de grande volume que não puderem ser dispostas em 
prateleiras devem ter seu acondicionamento por paletização. 
Os pallets ou estrados podem ser retangulares ou quadrados e dispostos à distância 
mínima de 50cm das paredes ou prateleiras. As pilhas devem respeitar as 
recomendações de empilhamento máximo para cada produto, de acordo com as 
informações das embalagens de embarque, para evitar o comprometimento da 
qualidade. Contudo, não devem ter distância inferior a pelo menos 50cm do teto do 
almoxarifado, para não prejudicar a circulação de ar. As caixas devem ser dispostas de 
acordo com o tamanho, de modo a não ultrapassar a medida dos pallets. É necessário, 
também, respeitar a ventilação e a posição das setas das embalagens. 
 
Item 4.8 – ÁREAS DE SEGREGAÇÃO: 
Os produtos interditados, devolvidos ou recolhidos devem ser identificados e separados 
dos estoques comercializáveis, para evitar a redistribuição, até que seja adotada decisão 
quanto a seu destino. As áreas de segregação devem ser compatíveis com o volume de 
estoque do serviço e podem variar desde um simples armário, até uma sala destinada 
exclusivamente para este fim. Na área de segregação devem ficar bem definidos os 
espaços para os produtos interditados ou vencidos e para os produtos que tenham sido 
recolhidos, mas que aguardam decisão quanto ao seu destino, pois podem ser 
reintegrados ao estoque. 
 
ITEM V: EQUIPAMENTOS 
O mobiliário e os equipamentos de refrigeração devem ser adaptados para cada 
condição de armazenamento de produtos, respeitando-se as determinações 
regulamentares. 
As estantes para acondicionamento dos medicamentos devem ser suficientes para 
possibilitar arrumação de embalagens de embarque ou hospitalares. Devem ser 
metálicas ou de madeira tratada contra fogo e insetos, com divisões internas fixadas por 
parafusos ou grampos, formando prateleiras ou escaninhos e sub-escaninhos, ou ainda 
providas de gavetas destinadas à estocagem de material com peso ou volume 
relativamente pequenos. 
Os estrados (pallets) para as soluções de grande volume devem ser de madeira, plásticos 
ou de metal, sem elementos ou fechamento lateral, para material de grande peso ou 
volume, que não pode ser acondicionado em estantes. Deve ser em número suficiente 
para acomodação das embalagens. Permitem a formação de pilhas e o máximo 
aproveitamento vertical, desde que obedecidas as normas de armazenagem e paletização 
de cada produto, conforme descrito acima. 
Os engradados são estrados com proteção lateral utilizados para armazenamento e 
transporte de materiais, que, devido à fragilidade de sua embalagem e/ou à 
irregularidade de seu formato, não admitem o uso de pallets. 
Os contenedores ou containers (caixas de carga), são caixas metálicas retangulares, 
revestidas de chapa de aço, alumínio ou fibra de vidro, hermeticamente fechadas e 
seladas, destinadas ao acondicionamento e transporte intermodal de mercadorias 
consolidadas (desde o fabricante até o consignatário ou importador). 
As câmaras frigoríficas ou geladeiras devem ter tamanho ou número suficiente para 
armazenamento de todos os produtos com restrição de temperatura. 
Obs: na construção de uma câmara frigorífica devem ser planejados o remanejamento e 
o armazenamento de emergência, em caso de defeito do equipamento (ou instalar motor 
sobressalente), apesar do cumprimento do programa de revisão do equipamento e da 
validação diária. 
Para as instituições que efetuam transplantes de orgãos: 
Torna-se necessário que o serviço farmacêutico disponha de um freezer para 
armazenamento de soluções congeladas como Ringer lactato ou Collins. 
Em todos os casos, para evitar problemas na escrituração, é necessária a identificação 
dos produtos, com colocação da ficha de prateleira na parte exterior da câmara, em 
arquivo disposto estrategicamente. 
 
ITEM VI: TRABALHO ADMINISTRATIVO 
Os equipamentos destinados ao controle dos estoques como computadores ou fichas, 
mesas para funcionários e arquivos dos livros de escrituração obrigatórios devem ser em 
número suficiente para permitir cadastramento das informações, disponíveis a qualquer 
momento para inspeção fiscal. 
O armazenamento de materiais impressos deve ser feito de forma segura e por pessoal 
exclusivo, segundo procedimentos operacionais definidos e escriturados. 
O sistema de controle empregado deve, no mínimo, permitir o registro dos 
fornecedores, das notas fiscais, do recebimento, cadastramento e fornecimento dos 
medicamentos,além do rastreamento de lotes e validades de cada produto adquirido. 
Os meios materiais adequados são importantes, como a fácil comunicação telefônica, 
fax, computador, calculadoras, xerox. 
O chefe de almoxarifado deve definir as funções, os protocolos de trabalho, o 
treinamento de cada membro para as funções que irá desempenhar, avaliar a 
estabilidade do pessoal nas funções e a previsão de ausências por férias, doenças ou 
licenças. Todo o pessoal deve receber treinamento inicial e contínuo sobre a aplicação 
das Boas Práticas de Distribuição, com programas específicos que facilitem a 
compreensão dos sistemas de garantias de qualidade, envolvendo todo pessoal. Todos 
os treinamentos devem ser registrados. 
 
ITEM VII: TEMPERATURA; 
As medições de temperatura devem ser realizadas e registradas por um responsável, 
diariamente, para garantir a integridade dos produtos armazenados e a correção de 
qualquer anormalidade no menor tempo possível. 
Estudos de engenharia clínica preconizam que para cada 15m2 são necessários 6 mil 
BTU’s de capacidade de refrigeração. 
Considera-se como local fresco, a temperatura compreendida entre 8 e 15 ºC. 
A temperatura ambiente é a temperatura situada entre 15 e 30 ºC, tendo como ideal a 
manutenção em torno de 20 ºC. 
A faixa de temperatura entre 30 e 40 ºC é considerada quente. 
A temperatura excessivamente quente situa-se acima de 40 ºC. 
Nas recomendações para refrigeração, o controle de temperatura deve situar-se entre 2 e 
8 ºC. Os equipamentos frigoríficos devem ser controlados continuamente por 
termógrafos, nas câmaras frias e termômetros de máxima e mínima (ou equipamentos 
equivalentes), nos refrigeradores e congeladores. 
A cada dez graus de elevação de temperatura ocorre duplicação da velocidade do 
processo de deterioração das substâncias medicamentosas. 
 
ITEM VIII: SEGURANÇA 
As medidas de segurança servem para prevenir incêndios, furtos ou retiradas para fins 
extra-médicos de produtos que podem vir a ter alto valor econômico, além da prevenção 
de acidentes pessoais, bem como medidas que assegurem o patrimônio. 
É necessário estabelecer áreas de acesso limitado, orientar os funcionários do serviço no 
cumprimento dessas medidas, vetar os acessos fora da jornada de trabalho e tomar 
medidas precisas na detecção de qualquer irregularidade. 
Normas de segurança: 
_ Somente devem ser habilitados a ingressar na guarda de medicamento os funcionários 
do setor. 
_ As pessoas estranhas ao serviço devem ter permissão de permanecer somente na área 
de recepção. 
_ Os funcionários mantenedores de refrigeração, iluminação ou hidráulica só deverão 
ter acesso, se devidamente acompanhados por funcionário do setor. 
_ Deve ser terminantemente proibido o acesso de qualquer funcionário ao estoque de 
medicamento, fora da jornada de trabalho. 
- As instalações que possuírem áreas de ventilação deverão ser protegidas com telas de 
malha fina, em nylon ou metálicas. 
- Os corredores, escadas e saídas de emergência devem possuir sinalização de 
advertência, de fácil visualização e leitura. 
- As instalações e os equipamentos elétricos devem possuir manutenção periódica, de 
preferência preventiva. 
- Os equipamentos de proteção contra incêndio devem estar dentro do prazo de validade 
e periodicamente inspecionados, para verificação de sua eficiência. 
 
ITEM 8.1 – CLASSES DE INCÊNDIOS: 
Para fins de combate, os incêndios se classificam em A, B ou C. Muitas vezes, o 
incêndio apresenta-se com duas ou mais classes combinadas. Nestes casos, deve-se 
apagar, em primeiro lugar, o fogo mais perigoso. 
Classe A – fogo em material comum de fácil combustão, como madeira, papel, têxtil, 
borracha, algodão, entulho e similares. Devem ser resfriados e encharcados com água. 
Classe B – fogo em líquido inflamável – gasolina, querosene, óleo, graxa, tinta, verniz, 
benzina e similares. Devem ser abafados com espuma, pó, areia, terra, cobertores, lonas 
ou semelhantes, para eliminação do ar atmosférico. 
Classe C – fogo em tudo que se relacionar a eletricidade: motor, transformador, gerador 
e similares. Deve ser aplicado elemento que não seja transmissor de eletricidade – gás e 
pó – e que não prejudique as instalações. 
Os extintores são equipamentos que possuem substância, destinada a agir pelo efeito de 
cobertura (abafamento ou resfriamento do fogo). A substância extintora deve ser 
expelida com vazão e pressão suficientes para assegurar combate ao fogo e oferecer 
segurança. Os extintores podem ser de água pressurizada (para incêndios classe A), 
espuma (para incêndios classe A e B), gás carbônico – CO2 (para incêndios classes B e 
C) ou pó químico (para incêndios classes B e C). 
Os extintores deverão ser fixados de modo que nenhuma de suas partes ultrapasse a 
altura de 1,80 m do piso, em local de boa visibilidade. Deve ser pintada no piso, em 
vermelho, uma área de 1m2 abaixo do mesmo, que, em hipótese alguma, poderá ser 
ocupada. 
 
Item 8.2 – EVITANDO PERDAS E ROUBOS 
Para garantir a segurança da CAF, além de preservar e melhor controlar o giro dos 
estoques, é recomendável que existam procedimentos de verificação das negociações, 
solicitações, recebimentos e pagamentos, de modo a permitir aferição de itens e 
auditagem periódica de todas as funções de compra. 
Os sistemas de distribuição devem verificar todas as ordens dispensadas e todos os 
medicamentos não administrados devem retornar para a farmácia. 
Deve existir apuração de doses não fornecidas e sistema para monitorar a freqüência e a 
justificativa das mesmas. 
Deve existir comparação e registro de prescrição e administração de substâncias 
controladas. 
Para minimizar perda de administrações EV, deve existir norma escriturada para uso de 
bombas de infusão e outros sistemas de infusão de drogas, com publicação de uma lista 
de drogas aprovadas para uso em bombas, assim como para o uso de equipos de 
administração EV. Ainda visando redução de perdas, deve haver, também, protocolos 
para notificação de suspensão de tratamentos e uma política de restrição de pedidos 
verbais. 
E, por fim, a farmácia deve ser uma área de trabalho segura, com trancas e com 
limitação do número de chaves. 
 
ITEM IX: ARMAZENAMENTOS ESPECIAIS: 
O espaço físico ou o mobiliário destinado ao armazenamento destes produtos depende 
da rotatividade de seus estoques, avaliada pela sua freqüência de dispensação. 
 
Item 9.1 - INFLAMÁVEIS: 
Os medicamentos inflamáveis representam grave perigo de catástrofe, com graus de 
periculosidade distintos e tratamento diferenciado, como éter, álcool e anestésicos 
halogenados. Os locais de guarda ideais, quando em áreas cobertas e fechadas, deverão 
ser bem arejados, com paredes laterais e frontais e possuir exaustor para vapores e 
sistema contra incêndio, além de pisos e tetos constituídos de material não combustível. 
Uma prática eficaz para evitar qualquer incidente é estocá-los em salas climatizadas por 
refrigeração, sem que percam sua estabilidade ou sofram alterações físicas ou químicas. 
 
Item 9.2 - TERMOLÁBEIS: 
Dada a quantidade cada vez maior de fármacos que exigem temperatura entre 2 e 8 ºC, é 
necessária a ampliação da capacidade de armazenamento. O recurso mais prático é a 
instalação de câmara frigorífica com prateleiras, no almoxarifado de estoque, além de 
um balcão frigorífico na área de dispensação. Os medicamentos sujeitos a 
armazenamento refrigerado, após identificação, devem ser acondicionados em 
embalagens plásticas (para preservação de integridade dos volumes) e armazenados nos 
refrigeradores, respeitando-se a circulação de ar dentro dos mesmos. As fichas de 
prateleira correspondentes devem ser fixadas na porta do refrigerador, para identificação 
rápida do estoque no seu interior. 
 
Item 9.3 - MEDICAMENTOS SUJEITOS A CONTROLE ESPECIAL, 
CONFORME PORTARIA 344/98: 
Devido às características destes produtos, suas áreasde armazenamento devem ser 
consideradas de segurança máxima. É obrigatório dispor de armário para o devido 
acondicionamento, fechado com chave, que possua capacidade para armazenamento 
conforme o consumo e estoque. Recomenda-se, para as instituições de grande porte, a 
disposição dos medicamentos em um armário maior para estoque e outro de pequeno 
porte, vinculados à dispensação / manipulação. 
 
Item 9.4 - ANTÍDOTOS: 
Devem estar dispostos em armários situados em lugar visível, de fácil acesso, com 
indicação em ordem alfabética, para rápido fornecimento. 
 
Item 9.5 - NUTRIÇÃO ENTERAL / PARENTERAL: 
O armazenamento de insumos destinados aos suportes nutricionais, de responsabilidade 
do serviço de farmácia, deve ser acondicionado em almoxarifado distinto (se possível), 
em estantes com prateleiras resistentes, por se tratarem de soluções de grande volume e 
peso, para desvincular o seu consumo médio do restante dos medicamentos do hospital. 
 
Item 9.6 – ANTINEOPLÁSICOS (citotóxicos): 
Assim como para a nutrição parenteral, o armazenamento de antineoplásicos para a 
central de manipulação deve ser separado dos demais estoques. As prateleiras das 
estantes devem possuir barreira frontal, assim como as prateleiras internas da geladeira, 
a fim de evitar acidente com conseqüente quebra dos vidros e contaminação do local 
com produtos citotóxicos. 
 
Item 9.7 - RADIOFÁRMACOS: 
Quando a farmácia se dispõe a armazenar estes produtos, deve seguir as normas 
estabelecidas pela Comissão Nacional de Energia Nuclear. 
 
Item 9.8 – PRODUTOS SEGREGADOS: 
Os produtos podem ser interditados por várias razões. No entanto, pode ser que este 
processo de interdição seja suspenso e o lote em questão esteja novamente apto à 
comercialização. Por isso, no recolhimento do produto, deve constar o motivo da 
interdição, em documentação específica. As caixas lacradas com os produtos devem ser 
identificadas com etiqueta (ou a caixa deve ser escriturada com caneta pilot), contendo o 
nome da substância, lote, quantidade e validade, para permitir a identificação. 
 
Item 9.9 – ESTOQUES DE EMERGÊNCIA: 
Os estoques ditos de emergência devem ser definidos como aqueles produtos que se 
deve usar em uma crise e que não podem esperar o envio da farmácia. Devem ser 
armazenados próximo às enfermarias. 
 
Item 9.10 – FARMÁCIAS SATÉLITES: 
Segundo as condições de cada hospital, é necessário descentralizar os serviços de 
farmácia, como nos casos em que o hospital possui grandes dimensões ou é um 
complexo com vários edifícios ou pavilhões independentes. Nestes casos, a criação de 
farmácias satélites possui o objetivo único de agilizar o serviço, para que a dispensação 
se processe de modo fácil, cômodo e eficaz. 
 
ITEM X: CONTROLE DE VALIDADES 
Na recepção de medicamentos deve-se revisar a validade, já que podem ser recusados os 
medicamentos com menos de seis meses de vigência. Deve ser destinada especial 
atenção aos medicamentos que precisam de maior vigilância ou tenham menor 
rotatividade de estoques. 
 
Item 10.1 - CONTROLE INFORMATIZADO DE VALIDADE: 
Nas ações de recebimento dos medicamentos, devem ser cadastrados a validade (mês e 
ano) e os números de lote. Se uma aquisição implicar em diferentes lotes do mesmo 
medicamento, todas as partidas devem ser digitadas, assim como suas validades. 
Se a informatização do sistema for ágil o suficiente, ao se confeccionar a folha 
farmacoterapêutica, o computador pode indicar o lote que deve ser dispensado, a fim de 
preservar o sistema FIFO e a baixa do estoque se fará automaticamente, de acordo com 
a validade dos lotes armazenados. 
A qualquer momento deve-se poder obter uma lista dos medicamentos com suas 
validades, ou a listagem conforme uma data de validade escolhida, para permitir a 
averiguação os medicamentos a vencer. 
 
Item 10.2 - CONTROLE MANUAL DE VALIDADE: 
Para se conseguir um controle razoavelmente eficaz da validade dos medicamentos em 
uma farmácia de porte médio, o farmacêutico deve optar por, ao realizar as autorias 
periódicas dos medicamentos, priorizar a contagem dos estoques sujeitos às 
sazonalidades, dos medicamentos de preço elevado e dos medicamentos de baixo giro 
de estoques e excetuar os medicamentos cuja rotação é tão dinâmica que garante o seu 
consumo muito antes da validade, controlando sempre a boa execução da reposição e 
assegurando a dispensação dos vencimentos mais recentes. 
Quando um lote alcança a data de validade sem ter sido usado, deve-se separá-lo dos 
demais e guardá-lo em local específico para este fim, distinto dos locais de 
armazenamento e distribuição, em armário fechado ou acondicionado em caixas 
fechadas e etiquetadas, com indicação do conteúdo. A devolução dos medicamentos só 
pode ser efetuada se as embalagens não tiverem sofrido manipulação e se foram 
mantidas as boas condições de armazenamento. 
 
ITEM XI: ÁREAS DE DISPENSAÇÃO: 
Portaria ANVISA nº 802: “Todo distribuidor deverá manter um cadastro atualizado 
dos estabelecimentos farmacêuticos e dos serviços de saúde que com eles transacionam, 
especificando lotes e respectivos quantitativos a eles correspondentes, a fim de permitir 
um adequado controle e a pronta localização dos produtos identificados como 
impróprios ou nocivos a saúde.” 
Toda operação de dispensação deverá estar devidamente registrada em documento 
apropriado e disponível à inspeção sanitária. 
O documento empregado na dispensação de medicamentos deve conter, pelo menos, a 
identificação do produto, a identificação do código de registro, a forma farmacêutica, a 
quantidade solicitada, a quantidade fornecida, a data, a assinatura do funcionário 
requerente, a assinatura do funcionário da guarda responsável pela separação dos 
produtos e a assinatura do funcionário fornecedor dos produtos no setor de dispensação. 
 
Item 9.1 – DISPENSAÇÃO INTERNA: 
A área de dispensação interna deve ser provida de setor de recepção e análise de 
prescrições (informatizadas ou impressas) com grau adequado de tranqüilidade e 
silêncio. O setor de dispensação deve ter seu estoque arrumado de nodo a facilitar o 
acesso aos medicamentos mais dispensados. 
 
Item 9.1 – DISPENSAÇÃO AMBULATORIAL: 
Existem patologias nas quais a farmácia deve dispensar medicamentos de uso 
hospitalar, como na AIDS, hemofilia, fibrose cística, entre outras. Nestes casos, o setor 
de dispensação deve ser adaptado para o fornecimento destes fármacos, provendo 
dispensação, continuidade de atendimento, informação e orientações aos pacientes. É 
recomendável que este atendimento seja feito de modo a evitar o trânsito destes 
pacientes pelo serviço. 
 
ITEM XII: TRANSPORTE 
Como os distribuidores devem garantir que o transporte de produtos farmacêuticos seja 
realizado conforme determinação dos fabricantes, todo produto que necessita de 
controle específico de temperatura deve ser transportado em condições especiais 
adequadas. 
As etapas do transporte de medicamentos devem ter rotina de prevenção contra roubos, 
com o uso de trancas ou outras ferramentas de segurança, quando necessário. 
Os procedimentos de transferência dos medicamentos para as enfermarias devem ser 
descritos no POP relativo à distribuição. 
 
ITEM XIII: PRODUTOS DEVOLVIDOS 
O(s) lote(s) dos produtos interditados devem ser identificados e separados em áreas 
especificas. A destruição do(s) lote(s) dos produtos com prazo de validade expirado 
deve ser realizada de acordo com procedimentos operacionais escritos e orientados pelo 
titular do registro, conforme o caso, contemplando a legislação pertinente em cada 
Estado Parte. 
O chefe de guarda de medicamento, ao receber comunicação por escrito acompanhando 
a devolução do medicamento, deve notificar a ocorrência à chefia do serviço, para 
verificação, pelo farmacêutico responsável, da possibilidade de reintegração ao estoque. 
Se for permitida a redistribuição, o períodoremanescente até o final do prazo de 
validade deve ser suficiente para que o produto percorra as outras etapas da cadeia, até o 
consumo, mantidas as validades. 
Os medicamentos que foram condenados pelo responsável devem ser empacotados, 
devidamente identificados e separados em local de acesso restrito, para devolução ao 
fornecedor. 
Os procedimentos de recolhimento devem ser escriturados em livro específico. 
Os medicamentos habilitados à reintegração no estoque devem ser recadastrados no 
sistema de controle de estoques. 
 
Item 13.1 - PROCEDIMENTOS DE RECOLHIMENTO: 
A partir da publicação da portaria 802, de 7 de outubro de 1998, ficam os distribuidores 
co-responsáveis por todas as ações que envolvem a retirada do mercado dos lotes de 
produtos interditados pelo fabricante, pela vigilância sanitária ou dos produtos com 
prazo de validade vencidos. 
Caberá a estes manter o registro de todas as operações que possibilitem o rastreamento 
do lote do produto a ser recolhido, bem como a escrituração das normas específicas com 
o detalhamento de todas as operações de recolhimento, designando, na empresa, o 
funcionário responsável por tal ação. 
Toda operação deverá ser registrada e notificada, de acordo com a regulamentação. 
Os produtos que tenham sido devolvidos à farmácia somente poderão regressar ao 
estoque de produtos aptos à distribuição, se: 
- Os medicamentos estiverem nas respectivas embalagens originais, estas não tiverem 
sido abertas e se encontrarem em boas condições. 
- Os medicamentos foram armazenados ou manuseados de modo adequado, conforme 
suas especificações. 
- Os produtos foram examinados pelo farmacêutico responsável, com avaliação 
correspondente da natureza do produto e das eventuais condições especiais de 
armazenamento do tempo decorrido desde que foi enviado. 
Deverá ser dada especial atenção aos produtos que requeiram condições especiais de 
armazenagem. 
Sempre que necessário, o fabricante deverá ser consultado. 
Todas as devoluções deverão ser registradas e aprovadas pelo farmacêutico responsável. 
No caso de reintegração ao estoque, esta operação não deverá comprometer o 
funcionamento eficaz da distribuição. 
 
ITEM 13.2 - PLANOS DE RECOLHIMENTO E SUAS AÇÕES: 
Todo o distribuidor deve manter um procedimento escrito para as necessidades urgentes 
e não urgentes de recolhimento e indicar um responsável por estas ações. 
Para assegurar a eficácia do plano, o sistema de registro deverá possibilitar a imediata 
identificação de todos os destinatários dos produtos envolvidos. 
No caso de recolhimento de um lote, todos os clientes a quem o lote tenha sido 
distribuído, devem ser informados do procedimento com a urgência necessária. 
O recolhimento decidido pelo titular do registro do produto, fabricante, importador, ou 
determinado pelas autoridades sanitárias competentes, deve também abranger os 
estabelecimentos dispensadores, sejam eles públicos, privados e filantrópicos. 
Na ação de recolhimento, o distribuidor deve identificar os produtos, retirá-los 
imediatamente dos depósitos de produtos comercializáveis e segregá-los em área 
própria até que sejam devolvidos, de acordo com as instruções do titular do registro ou 
da autoridade sanitária. Todo este procedimento deve ser registrado em documento. 
Item 13.3 - METODOLOGIA DO RECOLHIMENTO NA 
FARMÁCIA HOSPITALAR: 
Para permitir o rastreamento e o registro das devoluções, o sistema de controle de 
estoques da farmácia deve informar: 
- Sempre que possível, o nome do fabricante e o número de lote nas prescrições 
médicas, no prontuário, nas requisições para o estoque e nos rótulos. 
- Deve haver possibilidade de busca destes arquivos, para determinar os materiais 
empregados nos lotes manipulados e nos novos lotes designados pela farmácia. 
- Na determinação de recolhimento de certo lote de produto com significado clínico 
importante, é necessário, além de rastrear o fornecimento do medicamento, assegurar a 
continuidade do tratamento, em ação de substituição do lote. 
- A equipe de assistência deve ser informada dos procedimentos. 
- O registro dos recolhimentos deve informar o nome da substância, o lote da farmácia, 
o nome do fabricante, o destino do medicamento, o motivo da determinação do 
recolhimento e o número de lote do fabricante. 
 
Item 13.4 - PRODUTOS INTERDITADOS: 
“Caso sejam identificados produtos farmacêuticos adulterados, falsificados ou com 
suspeita de falsificação ou ainda interditados por diversos motivos na rede de 
distribuição, estes devem ser imediatamente separados dos demais produtos, para evitar 
confusões, devendo a sua identificação indicar claramente que não se destinam à 
comercialização.” 
Na detecção de adulteração, o farmacêutico deve notificar imediatamente à autoridade 
sanitária competente, indicando o número do lote, a fim de apreender em todo território 
nacional o lote em questão, proceder a sua inutilização e orientar os usuários do lote do 
produto adulterado ou falsificado, a interromper seu uso e buscar acompanhamento 
médico imediato; fornecer às autoridades policiais as informações sobre o produto e 
sobre a movimentação dos lotes em questão e comunicar à autoridade sanitária qualquer 
operação de devolução, reconhecimento e recepção de produtos não comercializáveis. 
Estas operações deverão ser registradas em documento apropriado. 
 
ITEM XIV: ROTINAS DE LIMPEZA 
Os procedimentos de limpeza devem evitar a contaminação cruzada, o acúmulo de 
poeira e sujeira ou qualquer outro efeito adverso que possa afetar a qualidade dos 
produtos. 
O lixo coletado nas dependências das áreas de armazenamento e suas proximidades 
devem ser eliminados através de sistemas seguros e higiênicos. 
Todas as áreas adjacentes aos depósitos devem ser mantidas limpas sem acúmulo e nem 
formação de pó. 
Os locais de trabalho e de armazenamento devem ser mantidos limpos e isentos de 
contaminantes. 
O lixo deverá ser depositado em recipientes especiais com tampa e deverão ser 
esvaziados e limpos fora da área de armazenamento. 
 
Item 14.1 - DIARIAMENTE: 
Passar o espanador nas prateleiras de medicamentos, a fim de retirar a poeira acumulada 
sobre as caixas. 
Limpar sanitários e chão (com pano enrolado em rodo ou mopi). 
Retirar o lixo para acondicionamento em sacos comuns ou de lixo hospitalar, conforme 
o caso. 
Item 14.2 - SEMANALMENTE: 
Limpeza das paredes e portas com detergente, nas prateleiras com panos, retirando os 
medicamentos para limpeza e acondicionando-os novamente de acordo com o sistema 
FIFO. Limpeza dos tetos com vassoura e limpeza geral dos sanitários. 
 
Item 14.3 - QUINZENALMENTE 
Fazer faxina no chão. 
Prateleiras – substituição do papel de forração das mesmas, após limpeza dos cartuchos 
de medicamentos. 
 
ITEM XV: REGISTROS DE TEMPERATURA DE 
REFRIGERADORES: 
Fazer – diariamente, em hora pré-determinada, a medição da temperatura interna dos 
refrigeradores de armazenamento dos medicamentos. 
Anotar em ficha específica para tal, fixada no próprio refrigerador, a data, a hora e a 
temperatura, registrados na aferição. 
 
ITEM XVI: INVENTÁRIOS PERIÓDICOS: 
As auditorias periódicas dos estoques físicos têm, por finalidade principal, manter um 
controle eficiente de níveis quantitativos dos produtos armazenados, para evitar rupturas 
de estoques, capital imobilizado pelo armazenamento de produtos em quantidade 
superior à necessária, reduzir ao máximo a perda de validade dos produtos armazenados 
e aumentar as condições de segurança de pessoal e dos produtos, com respeito à 
apropriação indevida. 
Os procedimentos de auditoria são realizados para verificação de quaisquer operações 
que possam interferir na qualidade dos medicamentos ou na atividade da distribuição, 
como: 
- Recepção e inspeção das remessas; 
- Armazenamento em temperatura / umidade adequadas; 
- Limpeza das instalações; 
- Verificação do armazenamento conformeas determinações normativas; 
- Identificação das prateleiras; 
- Validade dos lotes; 
- Anotações imprescindíveis nas embalagens hospitalares; 
- Mudanças de consumo médio; 
- Estabelecimento de estoques mínimos; 
- Revisão da validação dos refrigeradores; 
- Produtos devolvidos por estorno ou caducidade – revisão e anotação dos 
recolhimentos, movimentação dos estoques; 
- Verificação e conferência dos estoques em relação às fichas de prateleiras; 
- Revisão dos estoques de segurança. 
Para auxiliar a eficácia das auditorias periódicas, o chefe de serviço deve 
frequentemente responder às seguintes questões: 
– Há, freqüentemente perdas não ressarcidas? 
– Existem perdas frequentes? 
- O inventário emprega controles pelo método ABC ou ponto de pedido? 
– Os pontos de pedido são ajustados de acordo com a necessidade? 
- Estoques em excesso são devolvidos imediatamente? 
– O espaço destinado para cada produto é restrito? 
- Existem inventários de medicamentos fora da farmácia (enfermarias, emergência, salas 
de cirurgia)? 
– As áreas são verificadas mensalmente para avaliação de excessos de estoque e drogas 
vencidas? 
 
ITEM 16.1 – CONTROLE DE INVENTÁRIO: 
Para garantir a máxima eficiência nos procedimentos de inventário, é recomendável o 
estabelecimento de normas de avaliação do serviço, como a implantação de um 
calendário para inventário periódico, calculado pela organização. Este agendamento 
deve ser feito, inclusive, para as avaliações de condição das instalações. 
Em relação aos estoques, deve ser determinada a aplicação de controles, como o método 
ABC, com cálculo e verificação das quantidades máximas e mínimas, controles de 
pontos de pedido, para os suprimentos just-in-time, a intervalos regulares, para verificar 
se os métodos de controle de compra e inventário estão sendo seguidos e se são 
ajustados de acordo com a necessidade. 
Nas áreas de dispensação, onde o espaço destinado para cada produto é restrito, deve 
haver rotina de avaliação de produtos vencidos e excessos de estoques. 
Os inventários devem incluir as drogas fora da farmácia (enfermarias, emergência, salas 
de cirurgia), acompanhados de uma lista de itens não farmacêuticos. Nestes estoques, 
deve ser estabelecida a quantidade máxima permitida para cada item e um inventário 
financeiro estabelecido para cada área. 
 
ITEM 16.2 - AUDITORIAS DOS ESTOQUES FÍSICOS DA C.A.F: 
A simples conferência física dos estoques controlando-se as quantidades armazenadas 
com as registradas deve ser uma prática periódica, não pelo fato de apontar desvios mas, 
principalmente, para confirmar a eficiência dos sistemas de controle praticados. Por 
outro lado, a contagem global dos itens armazenados acarretará numa quebra da rotina 
diária de fornecimento, podendo interferir na qualidade dos serviços prestados. 
Os balanços de estoques físicos devem ser realizados pelo menos a cada três meses, 
para que se tenha tempo necessário à adequação das mudanças necessárias às rotinas 
diárias, sem solução de continuidade do serviço. 
Verifica-se também a adoção de critérios que possibilitem determinar quais produtos 
requerem maior ou menor vigilância de seus estoques e condições de armazenagem. 
 
Item 16.2.1 - AUDITORIAS POR GRUPOS DE PRODUTOS 
Pelas classificações abc e xyz: 
 Importância econômica – produtos com elevado preço unitário ou 
classe A ou Z grande quantidade 
 Importância estratégica – produtos que não podem zerar estoque 
A auditoria deve ser realizada semanalmente ou, no máximo, quinzenalmente, pelo 
menos para os que representam elevado grau de importância econômica. Os produtos 
que apresentam e prazo de validade curto deverão ser inspecionados a cada quinzena. 
Produtos de média importância – mensal – classe B ou Y 
Produtos de pouca importância – bimensal – classe C ou X 
 
ITEM 16.2.2 - AUDITORIAS DE VALIDADES DOS PRODUTOS: 
A apuração deve ser realizada mensalmente por relatório obtido na informatização para 
evitar que, por mudanças de protocolo de tratamentos de determinado medicamento, o 
mesmo fique retido na prateleira até o vencimento do lote. 
Estima-se que o produto Y tem consumo mensal X e validade Z. Se a validade do 
produto ultrapassar o consumo, faz-se necessário uma tentativa de troca ou doação do 
medicamento com alguma outra unidade hospitalar, cuja característica médica indique 
um maior consumo do fármaco em questão. 
Prazo de validade dos produtos: 
 Longo – acima de 2 (dois) anos 
 Médio _ entre 1 e 2 anos 
 Curto – até 1 (um) ano 
 
Item 16.3 - AUDITORIAS DE EQUIPAMENTOS E AMBIENTE: 
A rotina mensal de auditoria das instalações e equipamentos requer inspeção da 
eficiência de validação dos refrigeradores e da periodicidade de manutenção dos 
equipamentos, sejam elas realizadas por firmas contratadas, pelo próprio pessoal do 
serviço ou do hospital. Deve ser realizada verificação da eficiência do sistema de 
refrigeração e manutenção da pressão positiva das salas limpas, dos equipamentos que 
impeçam o acesso de roedores e insetos, dos equipamentos de informática (limpeza dos 
arquivos desnecessários, atualização dos back-up’s para armazenamento de dados), da 
manutenção dos filtros HEPA nas salas de manipulação de medicamentos estéreis, da 
periodicidade dos processos de controle microbiológico das salas limpas, da eficiência 
da rotina de limpeza das salas, dos protocolos de validação, calibração das capelas de 
fluxo laminar e conferência dos manuais de normas e procedimentos, registrando-se 
todas as modificações que se fizerem necessárias. 
 
Item 16.5 - AUDITORIAS DOS ESTOQUES DE EMERGÊNCIA: 
Para verificação da manutenção da embalagem original, da ausência de amostras grátis 
e revisão das quantidades de acordo com as cotas estabelecidas para cada medicamento, 
dos prazos de validade, armazenamento de acordo como sistema FIFO, utilização 
sequencial conforme o lote, retirada dos medicamentos desnecessários e dos 
medicamentos com estoque próximo ao vencimento (60 dias antes, para garantir um 
destino mais rápido e sem vencimentos). 
Deve ser realizado o registro da inspeção em formulário próprio. 
 
A – ASPECTOS DO LOCAL SIM NÃO 
Boas condições higiênicas 
Cumpre condições de conservação 
Presença de artigos não farmacêuticos 
B – MEDICAMENTOS DE GELADEIRA SIM NÃO 
Todos os produtos são de geladeira 
A geladeira está com temperatura adequada 
Presença de artigos não farmacêuticos 
C – ORDENAÇÃO DOS MEDICAMENTOS SIM NÃO 
Estão em ordem alfabética 
Estão separados por forma farmacêutica 
Armazenados pelo sistema FIFO 
Existem amostras grátis 
Correspondem às cotas estabelecidas 
Há medicamentos não padronizados 
Os medicamentos são facilmente identificáveis quanto ao lote e validade 
Os medicamentos fotossensíveis estão protegidos 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 
1) Portaria n.º 1131/GM Em 18 de junho de 2002 - “Regulamento Técnico Mercosul 
sobre Boas Práticas de Distribuição de Produtos Farmacêuticos”. 
2) AMERICAN SOCIETY OF HOSPITAL PHARMACISTS. ASHP Guidelines On 
The Safe Use Of Automated Medication Storage And Distribution Devices - Am. J. 
Hosp. Pharm. V. 55, p. 1403–7, 1998. 
3) Associação Brasileira de Normas Técnicas - Normas ABNT para Ar Refrigerado – 
NBR 6401 (origem NR 10); Normas para tratamento de ar em unidades médico-
assistenciais – NBR 7256 (origem NB 658); Normas para extintores de incêndio – 
classe B – líq inflamáveis – NBR 9444 (origem MB 2080); Normas para extintores de 
incêndio – classe C – condutividade elétrica – NBR 12992 (origem MB 3655); Normas 
para extintores de incêndio – carga d’água – NBR 11718(5) (origem EB 149); Normas 
para extintores de incêndio – pó químico – NBR 10721 (origem EB 148); Normas para 
extintoresde incêndio – CO2 – NBR 11716 (origem EB 150); Normas para saídas de 
emergência – NBR 9077 (origem NB 208) 
4) BRASIL – MINISTÉRIO DA SAÚDE – Boas Práticas para Armazenagem de 
Medicamentos – Central de Medicamentos – p. 5-22; 1994. 
5) BRASIL – MINISTÉRIO DA SAÚDE - portaria nº 344, de 05 de maio de 1998 – 
Agência Nacional de Vigilância Sanitária. 
6) MANUAL DE FARMACIA HOSPITALAR GLAXOSMITHKLINE. Fascículo 2; 
pag. 81-100; Fascículo 5; pag 137-156(1998). 
7) Vecina Neto, Gonzalo; Reinhardt Filho, Wilson; “Gestão de Recursos Materiais e de 
Medicamentos – Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo 
8) Portaria 802 - Agência Nacional de Vigilância Sanitária – 31 de dezembro de 1998 – 
“Boas Práticas de Distribuição” 
9) Acosta, M; Molero, R; “Planificación y Organización de un Servicio de Farmácia - 
Libro de Farmácia Hospitalaria – Sociedad Española de Farmácia Hospitalaria – 3a 
Edición – 2002 
10) AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA – Resolução RDC nº 
134, de 13 de julho de 2001 – “Roteiro de Inspeção para Empresas Fabricantes de 
Medicamentos.” 
11) Resolução RDC nº 189, de 18 de julho de 2003 e RDC nº 50, de 21 de fevereiro de 
2002 – Regulamentos técnicos para o planejamento, programação, elaboração, avaliação 
e aprovação dos projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde, em todo 
território nacional, na área pública ou privada. 
12) Resolução RDC nº 63, de 06 de julho de 2000 - regulamento técnico que institui as 
Boas Práticas de Manipulação de Nutrição Enteral. 
13) Resolução RDC nº 33, de 19 de abril de 2000 – regulamento técnico que institui as 
Boas Práticas de Manipulação em Farmácias. 
14) Portaria SVS nº 272, de 08 de abril de 1998 – regulamento técnico para fixar os 
requisitos mínimos exigidos para Terapia de Nutrição Parenteral. 
15) Portaria SVS nº 2814, de 18 de novembro de 1998 – estabelece procedimento para 
as empresas produtoras, importadoras e distribuidoras e do comércio Farmacêutico, para 
comprovação da identidade e qualidade do produto, objeto de denúncia sobre possível 
falsificação, adulteração e fraude.

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