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FOTOGRAFIA
História da Fotografia
A palavra Fotografia vem do grego [fós] ("luz"), e [grafis] ("estilo", "pincel") ou grafê, e significa "desenhar com luz e contraste".
Por definição, fotografia é, essencialmente, a técnica de criação de imagens por meio de exposição luminosa, fixando esta em uma superfície sensível. A primeira fotografia reconhecida remonta ao ano de 1826 e é atribuída ao francês Joseph Nicéphore Niépce. Contudo, a invenção da fotografia não é obra de um só autor, mas um processo de acúmulo de avanços por parte de muitas pessoas, trabalhando juntas ou em paralelo ao longo de muitos anos. Se por um lado os princípios fundamentais da fotografia se estabeleceram há décadas e, desde a introdução do filme fotográfico colorido, quase não sofreram mudanças, por outro, os avanços tecnológicos têm sistematicamente possibilitado melhorias na qualidade das imagens produzidas, agilização das etapas do processo de produção e a redução de custos, popularizando o uso da fotografia.
Atualmente, a introdução da tecnologia digital tem modificado drasticamente os paradigmas que norteiam o mundo da fotografia. Os equipamentos, ao mesmo tempo que são oferecidos a preços cada vez menores, disponibilizam ao usuário médio recursos cada vez mais sofisticados, assim como maior qualidade de imagem e facilidade de uso. A simplificação dos processos de captação, armazenagem, impressão e reprodução de imagens proporcionados intrinsecamente pelo ambiente digital, aliada à facilidade de integração com os recursos da informática, como organização em álbuns, incorporação de imagens em documentos e distribuição via Internet, têm ampliado e democratizado o uso da imagem fotográfica nas mais diversas aplicações. A incorporação da câmera fotográfica aos aparelhos de telefonia móvel têm definitivamente levado a fotografia ao cotidiano particular do indivíduo.
História
A fotografia não é a obra final de um único criador. Ao longo da história, diversas pessoas foram agregando conceitos e processos que deram origem à fotografia como a conhecemos. O mais antigo destes conceitos foi o da câmara escura, descrita pelo napolitano Giovanni Baptista Della Porta, já em 1558, e conhecida por Leonardo da Vinci que a usava, como outros artistas no século XVI para esboçar pinturas.
A primeira fotografia reconhecida é uma imagem produzida em 1826 pelo francês Joseph Nicéphore Niépce, numa placa de estanho coberta com um derivado de petróleo fotossensível chamado Betume da Judéia. A imagem foi produzida com uma câmera, sendo exigidas cerca de oito horas de exposição à luz solar. Nièpce chamou o processo de "heliografia", gravura com a luz do Sol. Paralelamente, outro francês, Daguerre, produzia com uma câmera escura efeitos visuais em um espetáculo denominado "Diorama". Daguerre e Niépce trocaram correspondência durante alguns anos, vindo finalmente a firmarem sociedade.
Imagem da primeira fotografia permanente do mundo feita por Nicéphore Niépce, em 1825.
Imagem da primeira fotografia colorida da história, tirada por James Clerk Maxwell em 1861.
A fotografia então popularizou-se como produto de consumo a partir de 1888. A empresa Kodak abriu as portas com um discurso de marketing onde todos podiam tirar suas fotos, sem necessitar de fotografos profissionais com a introdução da câmera tipo "caixão" e pelo filme em rolos substituíveis criados por George Eastman.
Desde então, o mercado fotográfico teve experimentado uma crescente evolução tecnológica, como o estabelecimento do filme colorido como padrão e o foco automático, ou exposição automática. Essas inovações indubitavelmente facilitaram a captação da imagem, melhoraram a qualidade de reprodução ou a rapidez do processamento, mas muito pouco foi alterado nos princípios básicos da fotografia.
A grande mudança recente, produzida a partir do final do século XX, foi a digitalização dos sistemas fotográficos. A fotografia digital mudou paradigmas no mundo da fotografia, minimizando custos, reduzindo etapas, acelerando processos e facilitando a produção, manipulação, armazenamento e transmissão de imagens pelo mundo. O aperfeiçoamento da tecnologia de reprodução de imagens digitais tem quebrado barreiras de restrição em relação a este sistema por setores que ainda prestigiam o tradicional filme, e assim, irreversivelmente ampliando o domínio da fotografia digital.
Processos fotográficos
Fotografia em preto e branco
A fotografia nasceu em preto e branco, mais precisamente como o preto sobre o branco, no início do século XIX. Desde as primeiras formas de fotografia que se popularizaram, como o daguerreótipo - aproximadamente na década de 1823
Meio tom
As fotografias em preto e branco destacam-se pela riqueza de tonalidades; a fotografia colorida não tem o mesmo alcance dinâmico.
Na fotografia P&B se costuma utilizar a luz e a sombra de forma mais proeminente para criar efeitos estéticos -¬ há quem prefira fotografar apenas em preto e branco.
Fotografia colorida
A fotografia colorida foi explorada durante o século XIX e os experimentos iniciais em cores não puderam fixar a fotografia, nem prevenir a cor de enfraquecimento. Durante a metade daquele século as emulsões disponíveis ainda não eram totalmente capazes de serem sensibilizadas pela cor verde ou pela vermelha - a total sensibilidade a cor vermelha só foi obtida com êxito total no começo do século XX. A primeira fotografia colorida permanente foi tirada em 1861 pelo físico James Clerk Maxwell. O primeiro filme colorido, o Autocromo, somente chegou ao mercado no ano de 1907 e era baseado em pontos tingidos de extrato de batata.
Fotografia digital
Fotografia digital é a fotografia tirada com uma câmera digital ou determinados modelos de telefone celular, resultando em um arquivo de computador que pode ser editado, impresso, enviado por e-mail ou armazenado em websites, CD-ROMs, pen drives, etc.
Álbuns virtuais
Com a popularização da fotografia digital, surgiram páginas da Internet especializadas em armazenar fotografias. Desse modo, suas imagens podem ser vistas por qualquer pessoa do planeta que acesse a rede. Elas ficam organizadas por pastas e podem ser separadas por assuntos a livre escolha.
Os álbuns virtuais podem ser usados com vários propósitos, abaixo estão listados alguns exemplos destes:
• Portfólio: Muito usado por fotógrafos amadores/profissionais para mostrarem seus trabalhos.
• Armazenamento: Quem não deseja ocupar espaço em seu HD pode usar o álbum para armazenar suas fotografias.
• Negócios: Outros usam os álbuns para vender seus trabalhos fotográficos.
Os controles das câmeras podem incluir:
• Foco
• Abertura das lentes
• Tempo de exposição (ou velocidade de abertura do obturador)
• Distância focal das objetivas fixas: (teleobjetiva, normal ou grande-angular), ou variáveis (zoom)
• Sensibilidade do filme
• Fotômetro
Usos da fotografia
A fotografia pode ser classificada como tecnologia de confecção de imagens e atrai o interesse de cientistas e artistas desde o seu começo. Os cientistas usaram sua capacidade para fazer gravações precisas, como Eadweard Muybridge em seu estudo da locomoção humana e animal (1887). Artistas igualmente se interessaram por este aspecto, e também tentaram explorar outros caminhos além da representação fotomecânica da realidade, como o movimento pictural. As forças armadas, a polícia e forças de segurança usam a fotografia para vigilância, identificação e armazenamento de dados.
Fotojornalismo
O fotojornalismo preenche uma função bem determinada e tem características próprias. O impacto é elementofundamental. A informação é imprescindível.
É na fotografia de imprensa, um braço da fotografia documental, que se dá um grande papel da fotografia de informação, o fotojornalismo. É no fotojornalismo que a fotografia pode exibir toda a sua capacidade de transmitir informações. E essas informações podem ser passadas, com beleza, pelo simples enquadramento que o fotógrafo tem a possibilidade de fazer. Nada acontece hoje nas comunicações impressas sem o endosso da fotografia.
Existem, basicamente, quatro gêneros de fotografia jornalistica:
• As fotografias sociais: Nessa categoria estão incluídas a fotografia política, de economia e negócios e as fotografias de fatos gerais dos acontecimentos da cidade, do estado e do país, incluindo a fotografia de tragédia.
• As fotografias de esporte: Nessa categoria, a quantidade de informações é o mais importante e o que influi na sua publicação.
• As fotografias culturais: Esse tipo de fotografia, tem como função chamar a atenção para a notícia antes de ela ser lida e nisso a fotografia é única. Neste item podemos colocar um grande segundo grupo, a esportiva, pois no fotojornalismo o que mais vende após a polícia é o esporte.
• As fotografias policiais: muitos, quase todos os jornais exploram do sensacionalismo para mostrar acidentes com morte, marginais em flagrante, para vender mais jornais e fazer uma média com os assinantes. Pode-se dizer que há uma rivalidade entre os jornais para ver qual aquele que mostra a cena mais chocante num assalto, morte, acidente de grande vulto.
Fotografia como arte
A discussão sobre se a fotografia é arte ou não é longa e envolve uma diversidade de opiniões.
De acordo com Barthes, muitos não a consideram arte, por ser facilmente produzida e reproduzida, mas a sua verdadeira alma está em interpretar a realidade, não apenas copiá-la. Nela há uma série de símbolos organizados pelo artista e o receptor os interpreta e os completa com mais símbolos de seu repertório.
Fazer fotografia não é apenas apertar o disparador. Tem de haver sensibilidade, registrando um momento único, singular. O fotógrafo recria o mundo externo através da realidade estética.
Em um mundo dominado pela comunicação visual, a fotografia só vem para acrescentar, pode ser ou não arte, tudo depende do contexto, do momento, dos ícones envolvidos na imagem. Cabe ao observador interpretar a imagem, acrescentar a ela seu repertório e sentimento.
Fotógrafo
Fotógrafo é a pessoa que tira (registra) fotografia, usando uma câmera. É geralmente considerado um artista, pois faz seu produto (a foto) com a mesma dedicação e da mesma forma que qualquer outro artista visual.
Faz parte da cultura brasileira a figura do Fotógrafo Lambe-lambe, profissional que ficava nas praças tirando fotos comercialmente, quando adquirir uma máquina fotográfica era algo muito difícil devido ao seu alto valor comercial.
Amadores e profissionais
Quando um determinado autor de fotografias baseia grande parte do seu rendimento nesta atividade, diz-se ser um fotógrafo profissional.
Por vezes, o adjetivo profissional é usado erroneamente na fotografia para valorizar uma determinada imagem fotográfica ou perícia de um autor. Na realidade, a qualidade da fotografia nem sempre está relacionada com o fato do seu autor ser ou não profissional. Muitos amadores realizam com regularidade imagens mais bem sucedidas que muitos profissionais.
Na realidade "profissional" refere-se apenas à profissão do autor, e não à qualidade do trabalho. Ao mesmo tempo que um profissional pode realizar um trabalho mal feito, pode-se entender melhor, adiante no parte de "arte".
O adjetivo amador, quando atribuído a um fotógrafo, pode ter um significado muito vasto. Pessoas que apenas fotografam a sua família e vida, para uso pessoal, consideram-se fotógrafas amadores. Outros fotógrafos amadores chegam a publicar livros, realizar exposições e dedicam uma vida inteira ao estudo da fotografia.
Fotografia e memória.
Na fotografia encontra-se a ausência, a lembrança, a separação dos que se amam, as pessoas que já faleceram, as que desapareceram.
Para algumas pessoas, fotografar é um ato prazeroso, de estar figurando ou imitando algo que existe. Já para outras, é a necessidade de prolongar o contato, a proximidade, o desejo de que o vínculo persista.
A foto faz que as pessoas lembrem do seu passado e que fiquem conscientes de quem são. O conhecimento do real e a essência de identidade individual dependem da memória. A memória vincula o passado ao presente, ela ajuda a representar o que ocorreu no tempo, porque unindo o antes com o agora temos a capacidade de ver a transformação e de alguma maneira decifrar o que virá.
A fotografia captura um instante, põe em evidência um momento, ou seja, o tempo que não pára de correr e de ter transformações. Ao olhar uma fotografia é importante valorizar o salto entre o momento em que o objeto foi clicado e o presente em que se contempla a imagem, porém a ocasião fotografada é capaz de conter o antes e depois.
Fotografa-se para recordar, porque os acontecimentos terminam e as fotografias permanecem, porém não sabemos se esses momentos foram significativos em si mesmos ou se tornaram
Fotografia
Por Gabriella Porto
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Fotografia é a técnica de criar imagens por exposição luminosa em uma superfície fotossensível.
Primeira fotografia, feita por Joseph Nicéphore Niépce, em 1826 na França.
A primeira fotografia reconhecida foi feita em 1826, pelo francês Joseph Nicéphore Niépce, no entanto o desenvolvimento da fotografia não pode ser atribuído apenas a uma pessoa. Diversas descobertas ao longo do tempo foram somadas para que fosse possível desenvolver a fotografia como é conhecida hoje. Químicos e físicos foram os pioneiros nesta arte, já que os processos da revelação e da fixação da fotografia são essencialmente físico-químicos, numa associação de condições ambientais e de iluminação a produtos químicos.
Com o passar do tempo a essência da forma de fazer fotografia não mudou, no entanto, os avanços tecnológicos permitem cada vez mais melhorar a qualidade da fotografia, aumentar a resolução e a realidade das cores. A busca pela acessibilidade da fotografia também era grande preocupação logo em seu surgimento, a busca era intensa por materiais duráveis, eficazes e de baixo custo e pela aceleração no processo de revelação.
O desenvolvimento da fotografia colorida foi também um processo lento e que necessitou de muitos testes. O primeiro filme colorido foi produzido em 1907, mas ainda hoje a fotografia colorida não alcançou a definição da escala de tons que a sensibilidade do filme preto e branco possui.
Com o advento da fotografia digital, muitos paradigmas fotográficos foram alterados. Com aparelhos cada vez menores, mais simples de manipular e que produzem fotografias em alta qualidade, a internet facilitando o fluxo das imagens, a fotografia tornou-se algo muito mais simples e popular do que era.
A fotografia abrange várias áreas da vida e do cotidiano humanos, pois é o mecanismo que permite arquivar um momento. A fotografia, logo que surgiu, não era considerada arte, e atualmente ainda existe uma gama de opiniões adversas quanto a isso. Para alguns críticos, a fotografia não pode ser considerada arte por conta da facilidade que existe em produzi-la, em contrapartida, outros críticos acreditam que ela pode ser considerada como arte a partir do momento em que ela é uma interpretação da realidade, e não apenas uma cópia.
A fotografia contribui positivamente em muitas coisas, vários âmbitos profissionais a agregaram como meio de amplificar as possibilidades e produzir estudos detalhados e precisos. A fotografia é utilizada na medicina, no jornalismo – fotojornalismo– e na ciência, para o desenvolvimento de vários estudos.
Muitos cientistas pesquisaram sobre fotografia, a fim de melhorá-la e aperfeiçoá-la. Por conta disto, não se pode atribuir a apenas uma pessoa a criação ou o desenvolvimento da fotografia, o produto que temos hoje é uma soma de várias técnicas descobertas por algumas pessoas. Os principais nomes do início do desenvolvimento da fotografia foram: Joseph Nicéphore Niépce, Louis Jacques Mandé Daguerre, William Fox Talbot, Hércules Florence, Boris Kossoy e George Eastman.
Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fotografia
http://www.fotoserumos.com/histfoto.htm
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Leia o texto completo em: fotografiadicas.com.br/4-motivos-pelos-quais-eu-amo-fotografar/ © Fotografia Dicas
Por que fotografar?
A fotografia tem funções diferentes em cada situação onde a pergunta do título pode ser feita. Tirando de cena o motivo óbvio da fotografia como simples registro estático de um momento, o sentimento por trás da percepção de uma imagem é que leva a fotografia para o cenários dos sentimentos.
É muito diferente olhar as fotos de família sozinho, com amigos ou com familiares. É ainda mais interessante observar as pessoas e os comentários que surgem nestes momentos. Alguns observam as mudanças de feição, as semelhanças entre os parentes ou como mudaram ao longo do tempo. Outros dão mais importância e comentam sobre os locais, as casas velhas, antigas e nostálgicas das fotos preto e branco da infância. Fotógrafos muitas vezes se perdem analisando a qualidade técnica da foto, a tecnologia usada na revelação, a iluminação e tudo mais que envolve o ato de fotografar. Isto é que torna a fotografia algo tão singular: a mesma foto gera emoções distintas que dependem de todos os fatores relacionados à foto, à data em que foi tirada, em que foi vista e de quem está ao nosso redor em cada momento. Nossa experiência ao nos reunir para ver fotos é influenciada até pelo momento de nossas vidas, que nos leva a ver a mesma imagem com outro ponto de vista.
Gerar tanta emoção é motivo de sobra para fotografar e acredito que este deve ser o objetivo principal de tal ato! Mesmo que a emoção seja no momento de fazer a foto e se superar com imagens melhores a cada dia. Claro que existem fotos com objetivos distintos em que a emoção não deve ser empregada. Para estas fotos as técnicas de fotografia bastam, e a arte não entra em cena. Para todas as outras, quanto mais emoção for provocada ou capturada na foto, melhor! Ao fazer as suas fotos pense nisso! Observe que os grandes fotógrafos tem suas melhores fotos expressando sentimentos, emoções, pensamentos, transparência no semblante e no olhar. Em geral são expressões que duram pouco, são discretas e quase automaticamente disfarçadas em meio às reuniões sociais, mas estão lá esperando pelo seu clique!
Um exemplo clássico de que uma boa foto precisar registrar algum tipo de emoção é a premiadíssima foto da mulher afegã Sharbat Gula, tirada em 1972 pela revista norte-americana National Geographic.
Foto famosa da afegã Sharbat Gula, em 1927 e vários anos depois
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DIFERENÇAS ENTRE CÂMERAS DIGITAIS E CONVENCIONAIS
11/10/10 em Dicas & Tutoriais.
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Aprenda mais sobre fotografia
1. Como Funciona uma Objetiva de Câmera Digital?
Uma objetiva digital funciona da mesma forma que uma objetiva convencional. Na câmera digital a imagem é formada sobre o CCD ou CMOS, na câmera convencional a imagem é formada sobre o filme. Em muitas câmeras digitais profissionais, como a Nikon D90, as objetivas das câmeras convencionais podem ser usadas normalmente.
2. Quais São os Principais Acessórios que Podem ser Usados em Câmeras Digitais?
Os acessórios usados em câmeras digitais dependem muito do modelo e da sofisticação da câmera. Nos modelos profissionais, temos um cardápio de diversas objetivas, flashes e filtros, para todos os tipos de bolsos. Nas câmeras compactas são oferecidos flashes externos, e adaptadores para teleobjetivas e grandes angulares que são normalmente adaptados sobre a objetiva original da câmera.
3. Como as Fotos Digitais Podem ser Utilizadas?
Basicamente de duas formas: Sistemas de impressão laser, fotoquímica ou jato de tinta e por meio do computador, visualização em TV e Internet. As fotos digitais podem ser impressas em impressoras domésticas cada vez com maior qualidade. O fotógrafo deve apenas tomar certos cuidados para que a reprodução das cores seja fiel. É sempre conveniente que se use papel e tinta de boa qualidade e que antes da impressão de uma cópia grande seja feita uma menor e mais econômica como teste. Os arquivos maiores são mais adequados para a impressão.
O uso de imagens digitais na Internet é muito mais simples, porém deve-se tomar cuidado para evitar o uso de arquivos grandes, por serem mais pesados para abrir. O ideal é o uso de arquivos JPEG em baixa resolução, que são compactos e mantém qualidade suficiente.
4. Há Limitações para o Acoplamento de Câmeras Digitais em Computadores?
As conexões entre as câmeras e os computadores podem ser feitas basicamente através de dois meios: cabos de conexão, como os cabos de vídeo e cabos rápidos como os sistemas USB / Firewire, sistema wireless (sem fio) ou ainda através de leitores da mídia ou ainda, da própria câmera, via cabo USB. Veja se as configurações de seu micro e o espaço de seu HD são suficientes para operar com grandes volumes de imagem.
5. Quais São as Configurações Mínimas dos Computadores para Usá-los com Câmeras Digitais?
É difícil determinar com exatidão as configurações mínimas dos computadores para usá-los em associação com as câmeras digitais.
Normalmente, o trabalho com imagens demanda memória RAM, e memória para o armazenamento dos arquivos. É sensato imaginar que, para o uso doméstico, 4 GIGA de RAM, 320 GB de disco rígido e um processador tipo 4Core são suficientes.
6. Qual é a Capacidade de Memória das Câmeras Digitais?
A capacidade de memória das câmeras digitais depende normalmente do cartão de memória que está sendo usado e também do tamanho e qualidade da imagem que está sendo gravada. Quanto maior a qualidade da imagem gravada, maior é o arquivo e assim a quantidade de fotos que podem ser “salvas” é menor. Prefira cartões entre 4 a 8 gigas. A média de vida de um cartão é de 2 anos, embora os fabricantes afirmem 8 anos.
7. O Que é Cartão de Memória?
Cartão de memória é um dispositivo de armazenamento de informação. Podem ser regravados várias vezes, e não necessitam de eletricidade para manter os dados armazenados. Atualmente são diversos os tipos de cartões de memória.
8. Qual é a Maior Ampliação que pode ser Obtida com uma Câmera Digital?
O tamanho da ampliação depende do arquivo gerado pela câmera, isto é, depende da resolução do CCD. Nas câmeras de 12 megapixels, como a Nikon D 90 é perfeitamente possível ampliações de 30 x 40 cm sem maiores manipulações. Através do uso de programas de manipulação de imagens, como o Câmera Raw, plug-in do Photoshop utilizando a extensão RAW, por exemplo, as ampliações podem ser maiores.
9. É Possível Produzir uma Foto Digital com a mesma Qualidade de uma Foto Convencional?
Sim, é possível que o arquivo gerado por uma câmera digital produza imagens com a mesma qualidade que a imagem produzida por uma câmera convencional. A qualidade vai depender da câmera, da lente, do tipo e tamanho de seu sensor digital, processador,memória RAM da câmera em questão e do dispositivo de saída. Há casos que ainda se fotografa com filme tradicional, digitaliza-se a imagem por meio de escaners, para utilização posterior. Isto ocorre quando o fotógrafo possui câmeras convencionais de grande formato e quer preservar a qualidade da imagem.
10. Há Outros Fatores que Diferenciam a Fotografia Analógica da Fotografia Digital?
Sim. Além da facilidade e praticidade do processo digital, há outro fator que diferencia o processo digital. Até o advento da imagem digital surgir, a maioria dos fotógrafos optava por capturar uma realidade tal como esta se apresentava à sua frente. Poderia, obviamente, intervir sobre alguns aspectos da imagem, como alternâncias no ponto de vista, mas, no fim, a imagem sempre seria utilizada conforme sua captação. Quebrá-la significava perder a sua semelhança.
Com a utilização de câmeras fotográficas digitais, o fotógrafo passa a ter a possibilidade de intervir de mais formas sobre a imagem. Pode ter uma atitude ainda mais criativa, porque tem a possibilidade de interferir na imagem em um segundo momento. Na altura da captação fotográfica, o profissional pode imaginar uma colagem com uma outra imagem que resulte numa terceira imagem. Isto é também ter uma abordagem criativa sobre o ato de fotografar e a aplicação dessas técnicas não desqualifica o resultado como fotografia.
Estes tópicos serão novamente abordados e discutidos, no decorrer do livro.
11. Configurando Modo de Exposição da Câmera Digital Reflex
• Disco de Comando: Botão de trava do disco de comando.
• Custom Function Set: Ajuste de funções personalizadas.
• Zona Criativa, ajustes com letras:
» P: Programa de Autoexposição.
» TV: Sigla da Canon.
» S: Sigla da Nikon e Sony Aplha, Pririodade de Velocidade.
» AV: Sigla da Canon.
» A: Sigla da Nikon e Sony Alpha.
» M: Modo de Exposição. Manual.
» DEP: Recurso Disponível em Algumas Câmeras Reflex Canon Ajuste automático de profundidade de campo.
• Zona Básica:
» Full Auto: Modo totalmente automático.
» Portrait Mode: Modo para retratos.
» Landscape Mode: Modo para paisagens.
» Sports Mode: Modo para fotografia de esporte.
» Night Scene Mode: Modo Cena Noturna.
O ajuste do EV pode ser obtido tanto nas zonas básicas de alguns modelos reflex digital, quanto nas zonas criativas. Entretanto, nas zonas criativas, o resultado será sempre melhor. O fotômetro, dispositivo responsável pela leitura da luz, fará sempre a leitura em EV= 0. Este valor poderá ser alterado em função do resultado técnico e da mensagem que o fotógrafo deseja transmitir.
12. Operando com o Fotômetro
Você determina uma variável, e o fotômetro vai a busca da outra. Por exemplo, você determina qual a velocidade quer usar, e ele escolhe qual a abertura correspondente. Não se esqueça de ajustar o ISO do seu filme, caso sua câmara não seja do tipo DX, lembre-se que velocidades abaixo de 1/30 necessitam o uso de um bom tripé, para não saírem tremidas. Examine a sua câmara com cuidado, e observe se seu fotômetro é analógico ou digital.
Tal como a bula, o fotômetro acusa um ajuste médio de leitura. Portanto, não se esqueça de efetuar o ajuste fino correto para cada cena.
13. Fotômetro Programável
Usado nos modelos tipo Hi Tech, este tipo de fotômetro decide por si só, o melhor ajuste de exposição, priorizando sempre a velocidade mínima para garantir a sustentação da câmara (1/30 ou 1/60) sem tremor 1/15, por meio do estabilizador de imagem. Dispensa qualquer tipo de decisão sua como profundidade de campo, ou controle do movimento.
Observação: Caso sua câmera possua objetiva zoom e queira fotografar em dia nublado ou com chuva, utilize filme de ISO 400 para compensar a falta de luminosidade de sua objetiva. Com filme de ISO 800, você poderá obter melhor profundidade de campo e congelar movimentos. Experimente também ISO 800 para fotos de interiores, durante o horário diurno. Fotografe sempre a mesma cena, variando o EV em, 0, +1 e -1. Caso tenha tripé, faça algumas fotos noturnas.
14. Conheça Melhor sua Câmera
Comecei a entender um pouco de microeletrônica, quando ganhei, de presente de aniversário, meu primeiro radinho de pilha, marca Sony, do tamanho de um maço de cigarros, vermelho, com estojo de couro, aos 8 anos, para ser mais exato, no início dos anos 60. Estes radinhos eram ótimos!
Quando o som começava a chiar muito, o diagnóstico era simples: trocar as pilhas. Parou de funcionar? Idem!
Perto da casa de meus pais, havia um técnico japonês. Hidachi-San (Senhor Hidachi) que consertava estes tipos de rádios, entre outras coisas eletrônicas e me explicava: “ kodomô! (criança em japonês). Esse aparelho só quebra se cair no chão ou tomar banho de mar!”. “Ou se o cachorro da madame o confundir com um osso!” Um dia uma senhora chegou na oficina dele com o radinho pingando água: “Tomou chuva, ela explicou” – “Passa amanhã…vai estar pronto!” Pegava o rádio, abria, punha embaixo de uma lâmpada de 60 watts, duas horas depois estava novinho em folha, com som impecável. Como carro recém saído lava – rápido! “Água da chuva é água destilada, neutra, não estraga”! Muitos clientes o procuravam reclamando que o rádio não funcionava mais. “Passa amanhã … vai estar pronto!” No dia seguinte o cliente ia buscar, o rádio estava falando como novo! “Devolva as pilhas … são minhas” berrava o japonês. Depois que o cliente foi embora, eu perguntava: “qual foi o defeito?” E ele respondia “pilha descarregada”. Havia até casos de clientes que esqueciam de colocar as benditas pilhas! “Passa amanhã, vai estar pronto!” E assim nosso amigo japa ia ganhando a vida “com sua sabedoria oriental”!
Toda vez que algo eletrônico deixa de funcionar, lembro na hora do grande Hidachi-San que ganhava dinheiro sem fazer força!
De lá para cá muita coisa mudou! Com o advento da tecnologia digital, passamos a ser mais dependente da energia elétrica, entender melhor como ela funciona e como seu gerenciamento, estimulado pela luz, poder gerar belas imagens digitais.
Tenha paciência! É um texto técnico, para aqueles que não gostam de teoria, poderá ser um pouco cansativo, mas é importante para entender melhor a câmera digital que você tem e o que ela poderá fazer para melhorar suas fotos. Tenha ao lado seu manual de instruções. Caso ainda não o tenha em versão portuguesa procure nos sites www.fotografia-dg.com ou www.focusfoto.com.br. Boa leitura!
15. Sistema das Câmeras Digitais
AD Converter
Sensores são constituídos de pixels com fotodiodos que convertem a energia dos fótons da carga elétrica. Essa carga elétrica é convertida em uma tensão que é amplificada a um nível em que podem ser processadas pelo Conversor Analógico Digital (ADC). O ADC classifica as tensões analógicas dos pixels em uma série de níveis discretos de brilho e atribui a cada nível de uma etiqueta binário composto de zeros e uns. Um bit ADC seria classificar os valores de pixel, como preto (0) ou branco (1). Dois bits ADC seria classificá-los em quatro (2 ^ 2) grupos: preto (00), brancos (11), e dois níveis entre (01 e 10). A maioria das câmeras digitais de consumo usam 8 bits ADCs, permitindo até 256 (2 ^ 8) valores distintos para o brilho de um único pixel. Valor 0 é o brilho do preto absoluto e 256 do branco absoluto. Caso você tenha o programa Photoshop, observe a ferramenta leves (inglês) níveis (português).
As câmeras digitais SLR têm sensores com maior gama dinâmica e geralmente são equipados com 10 ou 12 bits ADCs. Normalmente tais câmeras oferecem a opção de salvar as 10 ou 12 bits de dados por pixel em JPEG e RAW porque permite apenas 8 bits de dados por canal. Os bits determinam a profundidade de cores, também conhecidos, como padrões sRGB (8 bits de cor por canal) e ABOBE RGB (16 bits de cor por canal). Estes padrões determinam a gama de cores a ser reproduzida, quanto mais bits,melhor! Recomenda-se a ajustar a câmera para ADOBERBG. Alguns manuais de instruções informam na ficha técnica as características técnicas do AD Converter utilizado.
AF Assist Lamp
As câmeras são equipadas por alguns fabricantes, com uma lâmpada, para iluminar o assunto que você está focando ao fotografar em condições de pouca luz. Esta lâmpada auxilia o sistema de focagem das câmeras de autofoco, onde outras câmeras provavelmente falham. Estas lâmpadas funcionam em um intervalo relativamente curto e alcançam cerca de 4 metros. Algumas lâmpadas usam infravermelha em vez da luz visível. Alguns sistemas de flash externos apresentam o seu próprio foco auxiliar com luzes de alcance maior. O uso deste recurso poderá abreviar a carga da bateria. Nas câmeras reflex digitais este recurso pode ser habilitado ou desabilitado no menu da câmera. Consulte seu manual de instruções.
AF Servo
Autofoco Servo refere-se a capacidade da câmera para o contínuo foco em um objeto em movimento, um recurso normalmente encontrado em SLRs digitais. Este geralmente é usado por fotógrafos esportivos ou animais selvagens para manter um assunto móvel no foco. O foco fixa no assunto, mesmo em movimento.
Autofocus
Todas as câmeras digitais ja vêm com sistema autofoco (AF). No modo de foco automático a câmera, automaticamente focaliza o assunto na área de foco no centro do visor LCD. Todas as câmeras digitais profissionais permitem selecionar áreas adicionais. Mesmo periféricas com indicação da leitura de autofoco no visor óptico.
Em “single AF”, a câmera foca quando o botão do obturador é pressionado. Algumas câmeras oferecem “continuous AF” modo onde a câmera focaliza continuamente. Isso encurta o tempo de atraso, mas reduz a vida útil da bateria. Uma luz de confirmação de foco irá parar de piscar quando o assunto em foco. Autofoco é geralmente baseada na detecção de contraste e, por isso, funciona melhor em assuntos de alto contraste e menos ainda em condições de pouca luz, caso em que o uso de uma lâmpada auxiliar AF é muito útil. Algumas câmeras também possuem foco manual, para situações onde o “AF” poderá falhar. Cenas com prioridade de brancos, brilhos ou reflexos são o bastante para o AF “enlouquecer”. Os modos de AF são programados no menu de sua câmera ou por meio de um comando externo. Para conhecê-lo melhor, consulte manual de instruções.
. Baterias
• AA Descartáveis: Dado o elevado consumo de energia das câmeras digitais, é economicamente e ambientalmente injustificada usar pilhas descartáveis, exceto em situações de emergência quando suas fontes recarregáveis estão esgotadas. AA de lítio descartáveis são mais caras do que alcalinas, mas com cerca de três vezes o poder a mais pela metade do peso, são ideais para levar com você como um backup.
• AA Recarregáveis (NiCd e NiMH): NiMH (níquel metal hidreto) pilhas AA recarregáveis são muito melhores do que os mais velhos NiCd (níquel cádmio) AA. Eles não têm “efeito memória” (explicado abaixo) e são duas vezes mais poderosas. Capacidades estão melhorando constantemente e se diferem por marca.
• Baterias de Íon-lítio: Li-ion (lítio-ion) pilhas recarregáveis são mais leves, mais compactas, mas mais caras do que as baterias NiMH. Elas não têm nenhum efeito de memória e sempre vêm em formatos de cartuchos ou tabletes predefinidos por cada fabricante (não existem AA recarregável Li-ion). Algumas câmeras também aceitam baterias de lítio descartáveis, tais como: 2CR5s CR2s ou por meio de um adaptador, ideal para fins de backup.
• Carga: As baterias completamente carregadas perdem gradualmente a sua carga, mesmo quando não estão em uso. Então, se você não usou sua câmera por algumas semanas, certifique-se de trazer uma bateria recém carregada. Carregar baterias NiCD antes de estarem completamente descarregada irá reduzir a capacidade máxima de cargas. Como o efeito é mais forte quando repetida muitas vezes, é chamado “efeito memória”. Por isso, é recomendado para recarregar as baterias somente depois que eles estão totalmente esgotados. Em menor medida, isso também é útil para as baterias de NiMH ou de lítio-íon, embora tenham praticamente nenhum efeito memória. Isso também aumentar a vida útil da bateria, que é determinada pelo número de “carga-descarga” ciclos que depende do tipo e marca. As baterias recarregáveis foram projetadas para durar, em média 500 ciclos, mas esta durabilidade poderá ser menor em função do uso e de como são tratadas e armazenadas.
Veja no manual de sua câmera qual o tipo de bateria utilizada, tempo de recarga e tempo médio de vida útil da carga.
Buffer( Memória RAM)
Depois que o sensor é exposto á luz, os dados da imagem serão processados na câmara e, em seguida, para o cartão de armazenamento. O buffer da câmera digital consiste de memória RAM, que detém temporariamente as informações da imagem antes de serem salvas para cartão de memória, acelerando o “tempo entre os disparos”. Atualmente, a maioria das câmeras digitais têm buffers relativamente grandes que lhes permitem operar tão depressa quanto uma câmera de filme durante a gravação de dados para o cartão de memória em segundo plano (sem interromper a sua capacidade de fotografar).
. Color Filter Array
Cada “pixel” do sensor da câmera digital contém um fotodiodo sensível à luz, que mede o seu brilho. Porque fotodiodos são dispositivos monocromáticos, eles são incapazes de dizer a diferença entre diferentes comprimentos de onda da luz. Portanto, um padrão “mosaico” de filtros de cor, uma matriz de filtro de cor (CFA), é colocada no topo do sensor para filtrar os componentes vermelho, verde e azul da luz que incide sobre ele.
Conectividade
A maioria das câmeras digitais apresentam conectividade USB 1.1, com modelos mais sofisticados que oferecem USB 2.0 e FireWire (IEEE 1394) de conectividade. Quando maior o número USB, mais rápido será a taxa de transferência de dados.
As taxas de transferência reais são sempre inferiores às taxas de transferência teóricas. As velocidades de transferência de práticas dependem do seu hardware e configuração do software, o tipo de câmera ou o leitor, o tipo e a qualidade do cartão de memória, se você está lendo ou gravando (leitura é mais rápido do que gravar o arquivo de imagem), o tamanho médio de arquivo (alguns arquivos grandes de transferência sao mais rápido do que muitos arquivos pequenos), etc.
Em vez de ligar a câmara com um cabo para seu computador, você também pode inserir o cartão de memória no slot PC Card do notebook ou um leitor externo de cartões.
• Captura Remota: Em algumas câmeras, a ligação para transferir as imagens também podem ser usadas para a captura remota de aplicações e lapso de tempo. A conecção poderá ser feita por sensores, por meio de PC ou controle remoto sem fio. Veja no manual de instruções se sua câmera apresenta este recurso.
• Saída de Vídeo: A maioria das câmeras digitais também oferecem vídeo (e às vezes áudio) Saída para conexão a uma TV ou videocassete. Câmeras mais flexíveis permitem que você mude de saída entre os padrões de vídeo PAL e NTSC. As câmeras com controles remotos infravermelhos tornar mais fácil a fazer apresentações para amigos e familiares a partir do conforto de sua poltrona. Para o Brasil, uilize o sistema NTSC, em Portugal, PAL.
• Saída de Impressão: Algumas câmeras digitais, por exemplo, aqueles com PictBridge e USB Direct Print apoio, permitem que você imprima imagens diretamente da câmera para uma impressora ativada através de um cabo USB, sem a necessidade de um computador. Embora a impressão direta de uma câmera digital é conveniente, pois elimina um dos principais benefícios da capacidade de geração de imagens digitais de editar e otimizar suas imagens.
16. Pixels Efetivos
• Número Efetivo de Pixels: Uma distinção deve ser feita entre o número de pixels de imagem digital e do número de medições de sensores de pixel que foram usados para produzir essa imagem. Nos sensoresconvencionais, cada pixel tem um fotodiodo que corresponde a um pixel da imagem. Um sensor convencional, por exemplo, uma câmera de 5 megapixels que gera imagens de 2560 x 1920 tem um número igual de “efetiva” pixels, 4,9 milhões para ser mais exato. Pixels efetivo é a garantia de melhor qualidade de imagem.
• Número de Pixels Interpolado: Normalmente, cada pixel da imagem é baseado na medição em uma localização de pixel. Por exemplo, uma imagem de 5 megapixels é baseado em medições de 5 milhões de pixels, dar e receber o uso de alguns pixels em torno da área efetiva. Às vezes com uma câmera, por exemplo, um sensor de 3 megapixels, é capaz de criar imagens de 6 megapixels. Aqui, o firmware (sitema operacional da câmera) calcula e interpola, 6 milhões de pixels de informação, baseados na medição de 3 milhões de pixels efetivos no sensor. Ao fotografar em modo JPEG, este alargamento na câmara é de melhor qualidade que aquelas realizadas em seu computador, porque é feito antes da compressão JPEG é aplicada. Ampliar imagens JPEG no seu computador também faz com que os artefatos de compressão JPEG indesejável mais visível. Mesmo produzido pela câmera, a interpolação é sempre prejudicial para a qualidade da imagem. Veja se o manual de sua câmera informa na ficha técnica se os pixels são efetivos ou não. O firmware é um sistema operacional. O sistema operacional do seu PC é o Windows.
• Super CCD da Fujifilm Sensores: Normalmente os pixels são quadrados. sensores Super CCD da Fujifilm tem pixel octogonal. Assim, a distância “d2” entre os centros de dois pixels octogonal é menor do que a distância “d1” entre dois pixels quadrados convencionais, resultando em maior (melhor) pixels. Tecnologia proprietária da Fujifilm.
17. EXIF
Além de informações sobre os pixels da imagem, a maioria das câmeras também armazenam informações adicionais, tais como a data e hora a imagem foi tirada, a abertura, velocidade, tamanho da imagem ISO, e as configurações da câmera. Esses dados, também conhecido como “metadados” são armazenadas em um “header”. Um tipo comum de cabeçalho, conhecido como cabeçalho EXIF (Exchangeable Image File). EXIF é um padrão para armazenamento de informações criado pela JEIDA (Japan Electronic Industry Development Association) para promover a interoperabilidade entre dispositivos de imagem. Os dados EXIF são muito úteis porque você não precisa se preocupar em lembrar as configurações utilizadas quando se toma a imagem. Em algumas câmeras, a possibilidade de gravar o nome do fotógrafo, preservando assim o direito de imagem ao arquivo original. Posteriormente, você pode, então, analisar em seu computador que as definições da câmara criou a melhores resultados, assim você pode aprender com sua experiência. A maioria de edição de imagem e os programas atuais de visão são capazes de exibir, e até mesmo editar os dados EXIF. Note que os dados EXIF podem ser perdidos ao salvar um arquivo após a edição. É uma das muitas razões que você deve sempre preservar a sua imagem original e usar o “salvar como” após a edição. Caso você tenha uma imagem roubada ou com publicação não autorizada, o arquivo original, com o EXIF é causa ganha!
18. Lag Time
Lag é o tempo entre apertar o botão de disparo e a câmera de tirar a foto. Este atraso varia um pouco entre os modelos de câmera, e costumava ser a maior desvantagem da fotografia digital. As últimas câmeras digitais, especialmente as prosumer e profissional SLR tem praticamente nenhum tempo de demora e reagem da mesma maneira que câmeras de filme convencional, mesmo no modo de rajada.
19. LCD
• LCD como Visor: As câmeras digitais compactas permitem que você use o LCD como visor, fornecendo um vídeo ao vivo da cena a ser capturada. Os LCDs normalmente medem entre 1,5 “e 2,5” de diagonal, com resoluções típicas entre 120.000 e 240.000 pixels. Os melhores LCDs possuem um revestimento anti-reflexivo ou uma folha reflexiva por trás do LCD para permitir a exibição ao ar livre na luz do dia brilhante. Alguns LCDs podem ser puxado para fora do corpo ou angulado para cima ou para torná-lo mais fácil de tomar ângulo baixo ou elevado ângulo disparos. O LCD principal é, por vezes, completado por um visor eletrônico que utiliza um menor de 0.5 “LCD, simulando o efeito de um visor óptico TTL. LCDs de SLRs digitais, normalmente não suportam visualizações ao vivo e são utilizadas apenas para rever as imagens e alterar as configurações da câmera. No menu das câmeras digitais reflex temos a opção de programar o tempo que o LCD ficará ligado, para poupar energia elétrica, desligá-lo, no caso de casamentos e eventos sociais (o bom profissional não fica revendo o que fez na presença de todos). Ou ainda em fotojornalismo, em casos eminentes de furto. Se o fotógrafo fica toda hora consultando o visor, o ladrão logo saberá que se trata de camera reflex digital.
• LCD para Reproduzir Imagens: A tela LCD proporciona uma das principais vantagens da fotografia digital: a capacidade de reproduzir as suas imagens imediatamente após o disparo. Algumas câmeras permitem que funções básicas de edição como rotação, redimensionamento de imagens, aparando clipes de vídeo, etc. Em modo de reprodução também pode selecionar uma imagem a partir do índice em miniatura. Para conferir a qualidade da imagem capturada, utilize o zoom do seu LCD. Quanto mais ampliada, melhor.
• LCD Usado como Menu: O LCD também é usado para alterar as configurações da câmera através do botão da câmera, muitas vezes, que permite ajustar as configurações de brilho e cor do LCD em si. O LCD principal é frequentemente complementado por uma ou mais LCDs monocromáticos (que consomem menos energia) na parte superior e/ou na traseira da câmera, mostrando a câmera e definições mais importantes da exposição.
20. Foco Manual
O foco manual desativa a câmera built-in sistema de foco automático para que você possa focar a lente em mão. A focagem manual é útil para a luz baixa, macro fotografia ou especiais efeitos. É muito importante quando o sistema autofocus não consegue obter uma trava de foco bom, por exemplo, em situações de pouca luz. Note que algumas câmeras digitais permitem que você manualmente foque apenas para algumas distâncias predeterminadas. Higher-end câmeras digitais permitem a focalização utilizando o anel de foco normal a lente acoplada, assim como na fotografia convencional. Para obter focalização perfeita em modo manual, primeiro aproxime a imagem com o zoom de sua câmera, focalize nos detalhes e depois volte o zoom na posição que desejar. Este recurso é muito importante, principalmente se seu zoom for pouco luminoso.
21. Pixels
• Sensor Pixels: Semelhante a um conjunto de baldes coleta de água de chuva, sensores digitais consistem de uma matriz de “pixels” na recolha de fótons, os pacotes de energia da própria luz. O número de fótons coletados em cada pixel é convertido em uma carga elétrica pelo fotodiodo sensível à luz. Essa carga é então convertida em tensão, amplificada e convertida novamente para um valor digital através do conversor analógico-digital, para que a câmera possa processar os valores para gerar um arquivo digital final. Conforme expôsto no tópico sobre o tamanho do sensor, os sensores de câmeras digitais compactas são substancialmente menores que os de SLRs digitais, com uma contagem de pixels semelhantes. Como consequência, o tamanho do pixel é substancialmente menor. Isso explica a baixa qualidade de imagem de câmeras digitais compactas, especialmente em termos de ruído, faixa dinâmica e qualidade das cores.
• Pixels da Imagem Digital: Uma imagem digital é semelhante a uma planilha com linhas e colunas que armazena os valores de pixels gerada pelo sensor. Pixels da imagem digital não têm tamanho definido até que sejam exibidos em um monitor ou em imagens impressas. Por exemplo, com um 4 “x 6” de impressão, cada pixel de uma imagem de 5 megapixels só medir 0,01 milímetros, enquanto em um “x 10” 8 de impressão, ele vaimedir 0.05mm.
22. Densidade do Pixel
Densidade do pixel é um cálculo do número de pixels em um sensor, dividido pela área de imagem desse sensor. Se compararmos duas câmeras com sensor de diferentes tamanhos ou números de photosites (pixels). Como a área de coleta de luz e a eficiência de cada photosite irá variar entre as tecnologias e fabricantes, a densidade de pixels não deve ser utilizado como preditor de qualidade de imagem, mas sim como um parâmetro para ajudar a compreender o sensor.
Os sensores APS-C usados em DSLRs mais modernas têm uma área de aproximadamente 3,5 cm², enquanto o 1/1.7 “e 1/2.3” sensores comumente utilizados em câmeras compactas têm áreas de 0,43 e 0,29 cm², respectivamente. Nas câmeras DSLR- APS-C, o tamanho do sensor é de 4 a 5 vezes maior, em relação a uma câmera compacta, o que permite melhor qualidade de imagem. Os últimos modelos já gravam vídeo em formato Full HD.
23. Qualidade do Pixel
A corrida do marketing que instiga para termos cada vez “mais megapixels” fazendo-nos acreditar que quanto mais megapixels tiver, melhor. Infelizmente, não é assim tão simples. O número de pixels é apenas um dos muitos fatores que afetam a qualidade da imagem e mais pixels não é sempre melhor. A qualidade de um valor de pixel pode ser descrita em termos de precisão geométrica, precisão de cor, gama dinâmica, ruído e artefatos. A qualidade de um valor de pixel depende do número de fotodetectores, que foram utilizados para determiná-lo, a qualidade do conjunto da lente e do sensor, o tamanho dos fotodiodos, a qualidade dos componentes da câmera, o nível de sofisticação da câmera, software de processamento de imagem, o formato de arquivo de imagem usado para armazená-lo, etc. Desta forma é interessante questionar se o número de megapixels de deteminada câmera são efetivos ou interpolados.
• Precisão Geométrica: Precisão geométrica ou espacial está relacionado com o número de localizações de pixels no sensor e da capacidade da lente para corresponder à resolução do sensor. O tema resolução explica como isso é medido. Interpolação não vai melhorar a precisão geométrica, uma vez que não é possível criar o que não foi capturado.
• Precisão da Cor: Os sensores convencionais utiliza uma matriz de filtros de cor têm apenas um fotodiodo por local de pixel e irá exibir algumas imprecisões de cor nas bordas, pois os pixels faltando em cada canal de cor são estimados com base em algoritmos de mosaicos. Aumentar o número de localizações de pixels no sensor irá reduzir a visibilidade destes artefatos. Os sensores Foveon têm três fotodetectores por local de pixels e, portanto, cria uma maior precisão de cores, eliminando os artefatos de mosaicos. Infelizmente as sensibilidades estão mais baixas do que os sensores convencionais, a tecnologia só está disponível em algumas câmeras.
• Dynamic Range: O tamanho do pixel e localização do fator de preenchimento determina o tamanho do fotodiodo e isto tem um grande impacto sobre a gama dinâmica. Sensores de alta qualidade são mais precisos e será capaz de reproduzir uma maior gama, que são preservados ao armazenar os valores de pixel em um arquivo de imagem RAW.
• Ruído: O valor de pixel é composto por dois componentes: (1) o que você quer ver (a medida real do valor na cena) (2) o que você não quer ver (ruído). Alguns modelos de câmera apresentam “filtro para diminuir ruído”. Toda ação produz uma reação, para diminuir o ruído, a imagem será levemente desfocada. O maior (1), e menor (2), melhor a qualidade do pixel. A qualidade do sensor e do tamanho de seus locais de pixel tem um grande impacto sobre o ruído e como ela muda com o aumento da sensibilidade. A quantidade de ruído produzido também será inversamente proporcional ao tamanho do sensor, ou seja, quanto maior a área do sensor menor o ruído e melhor será a resolução da imagem.
• Artefatos: Além do ruído, existem muitos outros tipos de artefatos que determinam a qualidade de pixels.
Infelizmente não existe um número padrão de qualidade único e objetivo para comparar a qualidade da imagem em diferentes tipos de sensores e câmeras.
24. Sensor
• Os Novos Sensores Foveon: As células em forma de cone da retina de nossos olhos são sensíveis ao vermelho, verde e azul, conhecidas como “cores primárias”. Percebemos todas as outras cores como combinações destas cores primárias. Na fotografia convencional, os componentes vermelho, verde e azul da luz expoem as camadas química da película de cor correspondente. Os novos sensores Foveon se baseiam no mesmo princípio, e têm três camadas de sensores que medem as cores primárias. Combinando esses resultados, camadas de cores em uma imagem digital, basicamente, um mosaico de ladrilhos quadrados ou “pixels” de cor uniforme, que são tão pequenos que parece uniforme e lisa.
• Sensor de Linearidade: Sensores são dispositivos lineares se dobrar a quantidade de luz, dobra a saída do sensor, enquanto os pixels não estão cheios. Uma vez que um pixel atingir a capacidade plena, que lhe dará uma constante ou “cortado” de saída. A duplicação da luz em condições de pouca luz tem um efeito muito maior do que em ambientes muito iluminados. Nossa visão amplifica as sombras e comprime os destaques.
• Tamanho do Sensor: O tamanho do sensor das SLR digitais são tipicamente 40% a 100% da superfície do filme de 35 mm. As câmeras digitais compactas têm sensores substancialmente menor, oferecendo um número semelhante de pixels. Como consequência, os pixels são muito menores, que é uma das principais razões para a diferença de qualidade de imagem, especialmente em termos de ruído e faixa dinâmica.
25. Cartões de Memória
Os cartões de armazenamento são para câmeras digitais que os filmes são para as câmeras convencionais. Eles são dispositivos amovíveis que seguram as imagens tiradas com a câmera. Os cartões de armazenamento estão acompanhando o mercado de câmeras digitais em rápida mutação e são tendência no seguinte sentido:
» Maior capacidade (vários GB) e mais rápida velocidade de gravação para acomodar imagens de alta resolução e fotografar em RAW.
» Preços mais baixos por MB ou GB de armazenamento.
» Menor fator de forma para pequenas câmeras digitais.
A única desvantagem de todas essas boas notícias é a proliferação de formatos de cartão de memória, tornando mais difícil a utilização de cartões em diferentes câmeras, leitores de cartão e outros dispositivos (como PDAs, MP3 players, etc).
26. Índice em Miniatura
Quando em modo de reprodução, a maioria das câmeras digitais permitem que você acessar as imagens e clipes de vídeo no cartão de memória através de um índice em miniatura. Principalmente a 2 x 2 ou 3 x 3 grid de imagens é utilizado, e às vezes isso pode ser especificado pelo usuário. Botões da câmera permite que você navegue pelas miniaturas ou selecioná-los e, dependendo da câmara, realizar operações básicas, tais como, esconder, apagar, organizando-os em pastas, vê-las como uma apresentação de slides, imprimir diretamente da câmera, etc.
27. Visor
O visor óptico em uma câmera digital compacta consiste de um simples sistema de zoom óptico que, ao mesmo tempo em que a lente principal e tem um caminho óptico que corre paralelo à principal lente da câmera. Esses visores são pequenos e seu maior problema é imprecisão ao enquadrar. Uma vez que o visor está posicionado acima da lente real (muitas vezes, há também um deslocamento horizontal), o que você vê através do visor óptico é diferente do que os projetos lente do sensor. Este “erro” é mais evidente em distâncias relativamente pequenas do assunto. Assemelha-se ao erro de paralaxe, nas câmeras analógicas, de visor direto. Em muitos casos, apenas o visor óptico permite que você veja uma percentagem (80-90%) do que o sensor de captura.
Extraído do livro: “FOTOGRAFIA DIGITAL – APRENDENDO A FOTOGRAFAR COM QUALIDADE”
Autor: Prof. Dr. Enio Leite, Editora Viena, São Paulo, Brasil, Maio 2011
16 cm x 23 cm,384 paginas
Câmeras Digitais X Câmeras Convencionais
Já se passou o tempo em que muito ouvíamos falar que fotografia digital ainda era coisa para futuro e que demoraria muito para “vingar” no mercado. Pois bem, contrário ao que muitos diziam, a cada dia a fotografia digital vem ganhando o espaço antes ocupado pela fotografia tradicional, ou melhor, aquela coisa antiga onde era utilizado o filme fotográfico.
Hoje, são dezenas, ou melhor, centenas de opções em câmeras digitais disponíveis para o fotógrafo amador e profissional, com grandes variações em preços e opções de compra.
Sem dúvida nenhuma a fotografia digital irá facilitar muito a vida daqueles que curtem fotografar não profissionalmente. Simplesmente basta sair largando o dedo no disparador e selecionando as mais variadas opções de foco, abertura, ASA, potência de flash e etc. Depois, bastará selecionar as fotos desejadas e apagar o resto, sem perder um centavo se quer. Isso antigamente era impossível de ser feito, pois uma vez batida a tão sonhada foto, não havia como apagá-la e refazê-la, além disso, ao revelar o filme, você acaba pagando por pelas horríveis que saíam e o máximo de fotos que poderiam ser obtidas em um mergulho, eram 36.
Uma das novidades com as digitais é a quantidade de configurações disponíveis para o usuário, quanto aos novos tipos de lentes macro e close-up, que por sinal mais em conta, e a excelente idéia do monitor LCD, aquela telinha digital por onde é possível visualizar o que será fotografado. E sem dúvida nenhuma, o avanço da tecnologia japonesa nos trouxe uma qualidade superior em imagens, cor, brilho e contraste.
Isso mesmo, profundidade de campo, pois novos e complexos algoritimos foram criados com base na luz X densidade da água, para obtenção de um ganho em qualidade.
Se você pensa em adquirir uma câmera, tenha em mente que a fotografia convencional está com os dias contados. Veja as vantagens que uma câmera digital poderá lhe trazer. Melhor, veja um pequeno quadro comparativo entre os dois tipos de câmeras:
Câmera Digital
Câmera de Filme convencional
Precisa de filme
Não
Sim
Revelação de filme
Sim, mas você paga só pelas fotos desejadas. Apesar do custo médio girar em torno de R$ 1 contra os R$ 0.75 da revelação de filme convencional, lembre-se que você não precisou comprar um filme fotográfico, mais as pilhas.
Sim, e você paga por todas as fotos que saírem, mesmo sendo boas ou ruins.
Armazenamento
Sim e sem perda de qualidade, pois você poderá guardar todas as suas fotos em um CD-Rom
Simples, você vai guardar em seu armário e daqui a uns 10 anos as fotos estarão amareladas.
Qualidade
Normalmente boa e dependendo do modelo da câmera, excelente e tão boa ou superior quando comparada com os modelos profissionais convencionais.
Depende do modelo da câmera. Qualidade excelente é igual a custo superior.
Configurações
As mais variadas possíveis. Normalmente com controle de abertura, velocidade e ASA. Algumas câmeras possuem filtros internos.
As mais variadas possíveis conforme o modelo.
Dificuldade
Dependendo do que se deseja e tendo um conhecimento básico, nenhuma. Basta apenas treinar.
Mais complicada, pois se você não é um profissional, até pegar os macetes da câmera você gastará alguns filmes.
Manutenção
Isso é realmente difícil, pois as peças são caras. O mercado trabalha hoje para que os equipamentos durem em média de 3 a 5 anos. Porém, como a tecnologia anda com grande velocidade, seu modelo estará muito ultrapassado em 3 anos.
Mais fácil, mas também com manutenção cara e normalmente ficamos a mercê de alguns lojistas com aqueles papos para boi dormir, querendo dar uma boa desculpa para cobrar tão caro.
Pesquise, faça comparações entre as digitais e as convencionais. Não acredite em lojistas, pois muitos irão tentar empurrar uma câmera convencional para retirá-la logo de seu estoque e lhe passar uma bomba que ninguém mais quer.
Teoria da Cor 4.8/5 (5)
Alexsandro Stopa
23/01/2014
8 Comentários
O ano mudou mas nosso assunto continuará a ser a Luz. Abro um parêntesis para dizer que me sinto feliz em voltar e desejo a todos um maravilhoso ano.
Nesse artigo vamos falar sobre a cor da luz.
Newton, baseado em seus estudos de 1666, mostrou que a luz branca era formada a partir da soma de todas as outras cores. No entanto foi William Thomson, também conhecido como Lord Kelvin, nascido em Belfast em 1824, que, a partir dos ensinamentos de Newton, decidiu encontrar uma forma de medir os desvios de proporção na composição da luz branca. Para tal, teve a seguinte idéia:
Um objeto totalmente negro absorve toda luz que incide sobre ele (teoria do corpo negro). No entanto, quando Kelvin aqueceu um objeto negro, este passou a emitir luz, e a tonalidade da luz emitida mudou conforme o aumento da tempertura. Como exemplo, vamos aquecer um pedaço de ferro (um prego seguro por um alicate), observando como ele mudará de cor. Primeiro ficará vermelho escuro. Mantendo o aquecimento, mudará para alaranjado e depois para amarelo. Aquecendo o metal mais ainda, surgirá o verde claro, o azul claro, até atingir o azul escuro.
Quando falamos em temperatura da cor dois aspectos importantes devem ser analisados (Figura 03): a propriedade física da temperatura e o aspecto psicológico das cores. Em um quarto iluminado por velas, temos a sensação de ser um ambiente quente. Psicologicamente, a cor amarela é mais quente e produz um sentimento de fome, enquanto a azul é mais fria e transmite tranquilidade. Mas em seu experimento, Lord Kelvin atestou que a vela possui uma temperatura baixa (em torno de 1000k). Portanto, temperatura de cor e temperatura psicológica da cor são conceitos inversamente proporcionais.
Quando observamos uma cena, nosso cérebro compensa rapidamente a variação de cor e procura interpretar a cena como se fosse iluminada por uma luz neutra ou “branca”, mesmo que esta cena sofra interferência de uma luz de outra cor, como por exemplo, a luz esverdeada das lâmpadas fluorescentes, chamadas “frias”. Nossa câmera fotográfica, no entanto, quando em um ambiente iluminado por uma lâmpada incandescente (luz de cor amarela), por exemplo, sofre a influência dessa luz e todos os elementos da foto ficam contaminados por essa cor. Nossa foto será amarelada, assim como demostrado na figura 03.
Para evitarmos essa contaminação, devemos configurar o white balance (WB), balanço de cores ou balanço do branco.
Para cada situação de temperatura de cor no ambiente, temos uma correção específica de balanço de branco. Abaixo vamos comparar as fotos. Na coluna da esquerda todos estão com seus balanços corretos. Já na direita, ajustei erroneamente os balanços de branco (Figura 04).
Fotografia 05 (Luz do dia) e 06 (Tungstênio)
Fotografia 07 (Flash) e 08 (Tungstênio)
Fotografia 09 (Flas) e 10 (Automático)
Fotografia 11 (Sombra) e 12 (Tungstênio)
Outro fator a ser considerado é que, para os Arquivos capturados em RAW, podemos ajustar o balanço de branco no pós processamento, longe da pressão do ambiente fotográfico. No entanto, se você não fotografa em RAW e sim em JPG, lembre-se de ajustar seu balanço de branco sempre que mudar a cor da luz de seu ambiente.
Muito obrigado a todos e até o próximo artigo onde discutiremos sobre Direçao e Intensidade da luz.
As relações entre luz e cor
Foto: Schari Kozak
Os alunos do Curso Anual de Fotografia da ESPM-Sul tiveram no último sábado a aula de Cor, ministrada pelo professor Edy Kolts. A disciplina do Módulo de Formação resgata descobertas da Física relacionadas à óptica para proporcionar um conhecimento aprofundado sobre as relações entre as cores e a luz, além de abordar as diferentes ferramentas utilizadas para o balanço de cor.
Foto: Schari Kozak
O professor chamou a atenção para o processoque leva o cérebro a perceber as cores nos objetos ao nosso redor. Cada superfície absorve certas frequências e reflete outras. Portanto, a luz e a interpretação da nossa visão condicionam as cores que percebemos, e não o objeto por si só. Para entender melhor, vale retomar alguns momentos históricos do estudo sobre as cores, a começar pelas descobertas de Isaac Newton, que demonstraram como a luz branca é composta por várias cores. Mais tarde, os resultados dos experimentos de Newton seriam retomados por cientistas como Thomas Young e Hermann Helmholtz, que possibilitaram novos conhecimentos sobre as cores primárias e os receptores do olho humano.
Foto: Schari Kozak
A aula ainda tratou de temas como a temperatura de cor, medida em graus Kelvin, e a importância dessa escala para realizar o balanço de cor das fotografias. Esse trabalho pode ser feito de formas variadas: com acessórios usados nos equipamentos de iluminação, na escolha de uma determinada modalidade de balanço oferecida pela câmera, em um laboratório ou ainda por meio dos softwares para tratamento de imagens.
Foto: Schari Kozak
A escala RGB, dividida em 256 níveis tonais, o sistema aditivo – a partir das cores vermelho, verde e azul – e o subtrativo – a partir das cores amarelo, ciano e magenta – também foram apresentados na aula de Kolts. De qualquer forma, esses conhecimentos acabam sempre remontando à percepção da luz e de suas características. “Quando dominamos a luz, passamos a dominar a cor”, explica o professor.
Objetivas para fotografia digital
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A primeira coisa que precisa ser dita sobre lentes é: não existe “bom e barato” quanto se fala de objetivas. Infelizmente, lentes boas serão caras, e lentes mais baratas terão algum tipo de deficiência. Assim, o grande segredo para comprar lentes é saber até que ponto as deficiências de determinada lente vão atrapalhar o desempenho que você espera da sua câmera. Este desempenho está ligado diretamente ao uso que você fará , ou seja, do estilo de fotografia que você prefere.
Então como descobrir qual o tipo de lente mais apropriado entre os modelos disponíveis? Para descobrir isso, começaremos analisando quais os tipos de lentes, suas características e a quais estilos de fotografia cada um deles é mais adequado.
Só lembrando que não se falará de marcas específicas neste artigo, uma vez que cada sistema de câmeras tem suas lentes próprias e equivalentes, mas não necessariamente iguais.
Lentes Fixas ou Zoom
A grande diferença entre uma lente fixa – que também é conhecida por prime – e uma lente zoom é a variação da distância focal. Enquanto uma lente fixa é construída de forma a manter sua distância focal, as lentes zoom podem variar essa distância em menores ou maiores intervalos.
De certa forma, uma lente zoom pode ser comparada a várias lentes fixas. Como exemplo, se temos uma lente zoom 18-55 mm (perceba a notação em milímetros e o intervalo do zoom) ela pode ser considerada uma lente 18 mm e uma lente 55 mm, além de todas as variações do intervalo. Só que a praticidade de uma lente dessas tem seu contraponto. A construção de uma lente dessas é mais complicada do que a de uma lente fixa, encarecendo a objetiva. Além disso, um outro fator muito importante de cada objetiva – a abertura máxima – tende a ser pior em lentes zoom.
Para entender o conceito de abertura, imagine um valor 1 como sendo a quantidade de luz que seu olho consegue captar. Agora divida essa luminosidade pela metade. Esse número é, aproximadamente, equivalente a uma abertura f/2 (novamente, perceba a maneira como isso é anotado). A seguir você tem um esquema simplificado das aberturas que normalmente se encontram numa lente para fotografia digital.
Perceba que, como é uma divisão, quanto maior o orifício formado pelo diafragma – a peça da lente responsável pela abertura – menor é o número f. Pela lógica, então, quanto menor o número f, maior a abertura e mais luz a lente deixa passar até o sensor da câmera.
Outro efeito importante da abertura é que, quanto mais aberto o diafragma ficar, menor é a profundidade de campo que a lente oferece. Sabe aquelas fotos lindas, com uma flor toda certinha num plano, e tudo borrado no fundo? Isso é o efeito da profundidade de campo na fotografia. Para entender melhor, uma lente com uma abertura f/1.8 consegue desfocar muito mais, e muito mais perto do plano de foto, do que uma lente que só abre em f/4. O outro limite de abertura, os maiores números f da lente, já não são tão limitantes, pois praticamente todas as lentes atuais conseguem fechar até os mesmos f/22, aproximadamente. Assim sendo, ninguém se preocupa com a abertura mínima, pois todas as objetivas conseguem dar essa resposta ao fotógrafo.
Agora, sabendo disso tudo, como escolher a melhor lente possível? Comprar uma zoom poderosa, ou várias fixas de diferentes distâncias focais? Responder essa pergunta é mais complicado do que parece. Por um lado, comprar uma única zoom pode ser mais barato, mas as limitações de abertura, e principalmente o volume e peso da lente podem ser problemas graves. Além disso, ter uma única lente é um risco, já que, como todo equipamento, ela é sujeita a falhas.
A outra opção extrema é comprar todo um arsenal de lentes fixas, mas isso pode ficar muito caro, e é certamente pouco prático. Uma solução plausível é procurar lentes zoom menos poderosas e de boa qualidade, com intervalos pequenos de distância focal, e fazer um jogo com duas ou três lentes que satisfaçam suas necessidades. Também pode valer a pena comprar uma ou duas fixas mais simples e com uma boa abertura para ter essa opção disponível. Todas as principais fabricantes têm uma ou duas lentes fixas mais baratas e ainda assim com qualidade suficiente. Agora, para decidir quais serão essas lentes, é preciso pensar também na distância focal das objetivas, e no tipo de imagem que elas proporcionam.
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A importância da distância focal
Com o conceito de abertura resolvido, e entendendo a diferença entre uma lente fixa e uma zoom, só resta descobrir qual lente é mais apropriada para o estilo de fotografia que você prefere.
Para isso, existem três grandes grupos de objetivas a se considerar. As lentes normais, que formam uma imagem bem parecida com a que enxergamos sem lentes; as grande-angulares, que proporcionam um campo de visão mais amplo; e as teleobjetivas, que funcionam como uma luneta, aproximando imagens distantes.
A lente normal
Para as câmeras dSLR mais comuns, lentes normais são aquelas com distância focal próxima ou igual a 50 mm. Quando construídas como lentes fixas, essas objetivas tendem a ser mais baratas, e apresentam aberturas máximas entre f/2 e f/1.4.
As objetivas normais podem ser usadas para qualquer tipo de fotografia, já que a imagem que formam é muito próxima daquela que o olho humano enxerga. Por serem normalmente mais luminosas do que lentes de outras distâncias focais, também são muito utilizadas para fotografar em condições críticas de iluminação.
A grande-angular
As objetivas grande-angulares têm distância focal menor do que 50 mm, mas quanto mais curta for essa distância, mais perceptíveis serão suas características.
Além de abrir o ângulo de visão – em alguns casos para até 180º ou mais – essas lentes também distorcem objetos próximos devido à curvatura do vidro, fazendo com que linhas retas pareçam curvadas – efeito chamado de aberração esférica. Algumas dessas objetivas são conhecidas como “olho-de-peixe”, tamanha a distorção que apresentam.
As grande-angulares são muito utilizadas em fotografia de arquitetura, para retratar ambientes muito pequenos, e também costumam ter bons resultados quando se fotografa paisagens.
A teleobjetiva
Também conhecido apenas como “tele”, o famoso “canhão” apresenta distâncias focais maiores que 50 mm, e é usado para fotografar em detalhes objetos distantes do fotógrafo. O ângulo de visão de uma tele é menor do que o do olho humano,e quanto mais longa for a lente, maior essa diferença. Alguns ainda subdividem as teleobjetivas em meias-tele – com distância focal até 200 mm, teleobjetivas – variando de 200 a 400 mm, e superteles – com 400 mm ou mais. Vale lembrar que quanto mais longa a lente, mais cara ela será.
Essa divisão interna das tele existe devido ao uso de cada lente. As objetivas até 200 mm são muito utilizadas para retratos e para jornalismo, devido à sua versatilidade. Entre 200 e 400 mm encontram-se as objetivas preferidas pelos fotógrafos de esporte e de natureza, e as superteles são utilizadas para esportes, para coberturas muito distantes e até mesmo para fotografia astronômica.
A escolha da lente
Agora que todo o básico já está claro, pode-se pensar melhor em como escolher as lentes apropriadas para cada um. Provavelmente, sua câmera já tem uma lente zoom com intervalo de grande-angular a normal (a mais comum é a 18-55 mm) e com uma abertura média (entre f/3.5 e f/5.6) que resolve boa parte das necessidades comuns da fotografia amadora. Já para conseguir aquele “algo mais”, é preciso pensar no equipamento com mais cuidado.
A primeira decisão a ser tomada é o tipo de construção de lente a ser comprado. Se você pretende fotografar em estúdio, ou em casa mesmo, em situações que você não terá pressa para fotografar, recomenda-se comprar lentes fixas, e apenas aquelas que seriam imprescindíveis. Uma grande angular na faixa dos 10 ou 15 mm, uma normal de 50 mm e uma meia-tele curta, de 85 ou 90 mm já são suficientes para fotografar praticamente qualquer coisa em estúdio.
Para fotografar fora de um estúdio, entretanto, o raciocínio já não é tão simples. Se você pretende fotografar apenas temas determinados como paisagens, ou então só deseja fotografar pessoas, é bem provável que uma ou duas lentes fixas - claras e da distância focal apropriada - sejam suficientes. Uma grande angular de 25 ou 30 mm e uma normal de 50 mm formam um conjunto bastante confiável para fotografar paisagens, enquanto uma normal e uma meia-tele de 85 ou 90 mm formam um par excelente para se fazer retratos. Conjuntos apropriados podem ser pensados para cada estilo de fotografia que possa existir.
Agora, se você gosta de fotografar tudo o que aparece na sua frente, a situação muda bastante. Fotografar paisagem com uma objetiva de 200 mm é no mínimo desconfortável, e fazer retrato com uma grande angular é complicado por causa da aberração esférica que vai distorcer o rosto da pessoa.
Nessa situação, o ideal é ter mesmo uma lente zoom, que vai permitir a você mudar rapidamente de uma grande angular para uma normal, ou em alguns casos, até uma meia-tele. Vale lembrar também que as lentes têm limites, então às vezes vale mais a pena comprar duas zoom complementares do que apenas uma zoom com um intervalo enorme. Tanto um conjunto com uma objetiva 18-55 mm e uma lente 70-200 mm quanto uma única lente 18-135 mm, por exemplo, são boas escolhas para quem fotografa na cidade, podendo fazer panoramas e retratos variados facilmente, carregando apenas o mínimo de equipamento. Claro que cada uma dessas opções tem suas limitações, principalmente em termos de luminosidade.
Esses são os principais fatores a se considerar quando iniciando a compra de lentes para uma dSLR. A combinação de distância focal e abertura máxima, em conjunto com as possibilidade de zoom, vão determinar o preço da lente, mas pelo menos agora você já sabe que nem sempre o que você precisa é o mais caro.
10 dicas – Use melhor seu tripé para câmera fotográfica
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Tripés são companheiros inseparáveis de fotógrafos que desejam alcançar nitidez máxima em suas imagens e evitar fotografias borradas.
São muito utilizados para fotografias noturnas, de longa exposição, fotografias de arquitetura internas, macrofotografia etc.
Este artigo tem como objetivo dar algumas dicas de como melhor utilizar tripés, e aumentar a probabilidade de fotografar com nitidez máxima, enquanto protegemos nossos equipamentos fotográficos de possíveis incidentes.
Segue abaixo uma lista com 10 lições, que unem erros e dicas para tirar o máximo proveito do seu tripé.
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1. Não levante, não mova e nem carregue o tripé com a câmera montada nele.
A câmera pode se soltar e cair. Esta dica é encontrada em manuais de vários fabricantes de tripés para deixar bem claro que a cabeça do tripé não foi projetada para aguentar, quando em movimento, o peso da câmera e da lente.
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2. Não monte o tripé em local de alta circulação de pessoas.
Deixar a perna do tripé estendida no caminho de outras pessoas pode fazer com que alguém tropece, podendo se machucar e até mesmo derrubar a sua câmera. Portanto, procure um local calmo para armar o tripé e fique por perto para proteger suas pernas de chutes e tropeços alheios.
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3. Não utilize um tripé cuja cabeça não aguente o peso total da sua câmera+lente.
Algumas lentes, como lentes telefoto, por exemplo, podem ser tão pesadas quanto o corpo da câmera em si, ou até mesmo mais pesadas do que ele. A cabeça dos tripés é projetada para aguentar certos limites de peso. Se esses limites de peso máximo forem ultrapassados pode ser impossível travar a câmera em uma posição. Se mesmo quando apertada a cabeça não travar completamente, ela pode descer/se mover lentamente.
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4. Ao usar o tripé, desligue o modo de compensação de vibração da sua câmera (também conhecido como modo de Redução de Vibração ou modo de Estabilização de Imagem).
Se o modo de redução de vibração não for desligado, a parte interna da lente pode se mover durante a captura da imagem e com isso a fotografia pode sair borrada – mesmo que não haja nenhum movimento na câmera e ela esteja perfeitamente apoiada no tripé.
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5. Ao estender as pernas do tripé, mantenha as partes mais finas das pernas recolhidas, se possível. Procure também manter a coluna central do tripé recolhida.
As partes mais finas das pernas do tripé são mais frágeis, produzem menor suporte e vibram com mais facilidade. A coluna central do tripé também oferece um suporte menor e, ao ser suspendida, diminui a rigidez total do tripé. Lembre-se: vibração = foto borrada.
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6. Procure sempre armar o tripé em superfícies muito estáveis.
Fique atento à superfície em que o tripé está sendo montado. Por exemplo, na areia, o tripé às vezes vai afundando aos poucos, o que pode deixar a foto tremida. Ao fotografar na areia, procure utilizar umas pedras chatas embaixo dos pés do tripé, para aumentar a sua superfície de contato com o chão. Já estruturas metálicas, como pontes, tendem a vibrar com o passar de pessoas e automóveis.
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7. Ao utilizar uma lente telefoto, monte a lente no tripé, ao invés da câmera.
Dessa forma, o centro de gravidade do conjunto câmera+lente telefoto fica sobre a cabeça do tripé e reduz a probabilidade da câmera se mover sozinha durante a captura da fotografia.
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8. Trave e aperte todas as partes do tripé antes de fotografar.
O tripé precisa estar ajustado e completamente apertado para ser capaz de absorver vibrações geradas pela câmera e pelo vento sem se mover. Se deixarmos qualquer parte do tripé solta (sem aperto), é muito provável que a fotografia saia tremida.
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9. Fotografe com um disparador remoto ou ao menos com timer de 10 segundos.
Ao clicar o disparador com a mão, induzimos vibração na câmera e, por isso, a foto pode sair borrada. O disparador remoto evita este contato físico direto com o corpo da câmera e o temporizador de 10 segundos geralmente dá tempo suficiente para a vibração ser atenuada.
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10. Utilize o modo de espelho travado (Mirror lockup – MLU) se estiver fotografando com uma câmera SLR.
Neste modo, o espelho fica “preso para cima” antes mesmo do disparador ser acionado. Desse modo, elimina-se a vibração que seria causada pelo espelho se movendo em alta velocidade dentro do corpo da câmera, antes e depois da captura da fotografia.
Entenda como funcionam os filtros polarizadores para fotografia
Entenda como funcionao filtro polarizador e confira como ele pode ajudar a deixar suas fotos ainda melhores. Com este acessório é possível reduzir drasticamente reflexos, realçar cores e aumentar o contraste entre o céu e as nuvens.
Imagem de corredeira à esquerda, e de um farol à direita, evidenciando os resultados da utilização de filtro polarizador (Foto: Reprodução/LEE Filters)
O filtro polarizador utilizado em câmeras DSRL e demais câmeras digitais é o Filtro Polarizador Circular (“CPL – Circular Polarizer Lens Filter”). Este filtro é composto por dois anéis, sendo que o anel externo desliza sobre o interno. O encaixe do filtro na lente da câmera é do tipo “rosca”.
Detalhes do filtro polarizador circular (Foto: Adriano Hamaguchi)
Para cada ângulo que você girar a parte móvel, você terá resultados diferentes.
Comparativo de imagens de um lago e árvores ao fundo fotografados com filtro polarizador em diferentes ângulos (Foto: Reprodução/Olivia Speranza)
Há também filtros em formato de lâminas, conhecido por “formato Cokin”. Seu adaptador também permite que o filtro seja rotacionado para obter diferentes ângulos.
Esquema dos componentes do filtro polarizador Cokin à esquerda e perspectiva traseira da câmera à direita (Foto: Reprodução/Cokin)
Reduzindo reflexos
A função mais conhecida do filtro polarizador é eliminar ou atenuar efetivamente reflexos de superfícies não metálicas, como água e vidro.
Fotografia de corredeira sem o filtro polarizador à esquerda e com o filtro à direita (Foto: Reprodução/LEE Filters)
Você deve estar imaginando se o tratamento da imagem em programas como o Photoshop ou Lightroom pode simular os resultados do filtro polarizador. A resposta é simples, “não”.
Isto porque o reflexo oculta partes da imagem, e não há como manipular uma informação que o sensor não registrou. Observe no exemplo abaixo que foi possível captar o fundo do lago somente com o filtro polarizador.
Comparação de duas fotografias sem o filtro polarizador, à esquerda, e com este filtro, à direita (Foto: Alex Wise)
Realçando cores
Outra vantagem do filtro polarizador é captar cores mais vivas. Quando a luz do ambiente é excessiva e torna tudo muito “branco”, é possível filtrar os raios de luz sobressalentes com o ângulo desejado e registrar a tonalidade real das cores da cena.
Duas imagens de construção e jardim fotografados com filtro polarizador em diferentes ângulos (Foto: Reprodução/Olivia Speranza)
Com a angulação correta, podemos filtrar os raios de luz de direções indesejadas sem prejudicar a iluminação e a exposição da cena.
Esquema mostra a captação dos raios de luz provindo de todas as direções, à esquerda, e os raios filtrados à direita (Foto: Adriano Hamaguchi)
Fotógrafos de paisagem utilizam este filtro com muita frequência, uma vez que as cores do céu ficam mais vivas, com mais contraste e profundidade.
Farol com céu azul ao fundo com nuvens, fotografado sem filtro polarizador à esquerda, e com o filtro à direita (Foto: Reprodução/LEE Filters)
Existe filtro polarizador para minha câmera?
Os filtros são fabricados de acordo com os diâmetros mais comuns de lentes. Caso a sua lente tenha a rosca de tamanho fora dos padrões, utilize anéis adaptadores. Encaixe filtros com maior diâmetro com os adaptadores “step-up”, e com os “step-down”, filtros com menor diâmetro.
Imagem dos anéis adaptadores "step-down" à esquerda e o anéis "step-up" à direita (Foto: Reprodução)
As lentes de câmeras DSLR (lentes intercambiáveis) possuem rosca de encaixe com diâmetros compatíveis com a maioria dos filtros disponíveis no mercado. Basta escolher o filtro com o diâmetro de sua lente ou utilizar um anel adaptador. Para as câmeras digitais intermediárias, você encontrará facilmente adaptadores e filtros.
Já para os modelos de câmeras digitais compactas mais antigas, com algum esforço você encontrará tubos e anéis adaptadores que permitirão o uso de filtros de menor diâmetro, como os de 37 mm.
Imagem de câmera compacta e tudo adaptador para filtros à esquerda, e adaptador universal acoplado em câmera sobre tripé à direita (Foto: Reprodução)
Câmeras ultracompactas (aquelas que cabem no bolso) e celulares necessitam de assessórios específicos. O iPhone já conta com um clipe de suporte e filtro polarizador, comercializados pela Gizmon. Veja a redução do reflexo no vidro no comparativo abaixo.
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Phone com clipe e filtro polarizador à esquerda, e comparativo entre fotografias de uma vitrine sem o filtro, no meio, e com o filtro à direita (Foto: Reprodução/Gizmon)
Fotógrafos profissionais geralmente possuem acessórios próprios para a marca de suas lentes. E para quem possui mais de um tipo de lente, o recomendado é adquirir filtros alta qualidade e adaptadores para utilizar o mesmo filtro em lentes diferentes, em vez de adquirir um mesmo tipo de filtro para cada lente.
Limitações
Comparar o filtro polarizador circular com “óculos escuros” não seria totalmente correto. Isto porque nem todo tipo de luz é filtrado, como os reflexos de superfícies metálicas, por exemplo. Se você busca um filtro que reduz a quantidade de luz que chega ao sensor de maneira uniforme, o recomendado é o filtro de densidade neutra.
Fique atento ao manuseio do filtro para não sujá-lo. Assim como as lentes, sua superfície é facilmente danificada. Antes de encaixar o filtro em sua câmera, verifique se não há poeira entre a lente e o filtro. Os filtros já são vendidos com estojos protetores, então sempre que possível, leve-os com você.
Ao utilizar adaptadores “step-down”, provavelmente ocorrerá o efeito indesejado conhecido como “vinhetagem”, em que as bordas da fotografia são obstruídas pelas bordas do filtro.
Filtro de densidade neutra com rio ao fundo à esquerda, filtro polarizador apoiado em estojo no meio, e exemplo do efeito "vinhetagem" à direita (Foto: Reprodução)
Vale a pena o investimento?
Sim, principalmente se você gosta de fotografias outdoor: paisagem, praias, montanhas e natureza. É possível encontrar filtros polarizadores circular de diversas marcas e preços. Fique atento ao tamanho do filtro, e caso necessário, adquira os adaptadores.
Fotografia de uma praia com mata ao fundo sem o filtro polarizador, à esquerda, e com o filtro à direita (Foto: Tom Marshall)
Independente da utilização ou não de filtros, o amante da fotografia que deseja obter resultados cada vez melhores precisa testar e experimentar. Com a prática e o estudo de seu equipamento você irá aprimorar cada vez mais seus cliques.
ntrodução
Esse teste comparativo mostra os resultados de ampliação obtidos com uma câmera digital reflex com lente básica do kit com e sem o uso de lentes (às vezes erroneamente chamados de filtros) close-up. as lentes close-ups funcionam como lupas e são rosqueados diretamente na frente da lente. Elas são encontrados à venda individualmente ou em kits normalmente com 3 ou 4 lentes com diferentes dioptrias (quanto maior a dioptria maior sua capacidade de aproximação/ampliação).
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Nesse teste foi usada uma câmera reflex digital Canon EOS Rebel com lente básica do kit EF-S 18-55mm f3.5/5.6 II. Como o foco principal deste site é a macrofotografia, o teste mostra as ampliações máximas obtidas com a lente básica do kit em diversas distâncias focais (18 mm, 24 mm, 35 mm e 55mm) no seu mínimo de foco e as ampliações alcançadas com o uso de close-up dioptrias +1, +2, +4 e +10 na lente em posição 55mm e mínimo de foco. Como modelo foi usado uma folha de papel milimetrado com divisões mínimas de 1 mm.
Ampliações obtidas com lente 18-55mm
Imagem 100% redimensionada para tamanho apresentado.
18 mm mínino foco
24 mm mínino foco
35 mm mínino foco
55 mm mínino foco
55 mm mínimo foco + close-up +1
55 mm mínimo foco + close-up +2
55 mm mínimo foco + close-up +4
55 mm mínimo foco +close-up +10
(coloque o mouse sobre as opções acima para carregar a imagem).
Note que as imagens foram colocadas em ordem progressiva de ampliação, começando com a lente em posição 18mm no seu mínimo de foco, indo até a lente em posição 55 mm com o uso de lente close-up +10 (conhecido às vezes como macro).
Procurando acessórios para fotografia de natureza e macrofotografia?
Na tabela abaixo estão apresentadas a visão da lente (largura capturada pela câmera), distância de trabalho (distância da frente da lente até o assunto em foco) e ampliação. Para a ampliação estética, neste caso, multiplique a ampliação por 1,6 - fator de crop da câmera usada.
distância trabalho
visão (largura)
ampliação
18 mm mínimo foco
134,2 mm
200 mm
1:8,9
24 mm mínimo foco
125,5 mm
130 mm
1:5,8
35 mm mínimo foco
122,4 mm
103 mm
1:4,6
55 mm mínino foco
125,0 mm
66 mm
1:2,9
55 mm + close-up +1
103,5 mm
58,7 mm
1:2,6
55 mm + close-up +2
95,3 mm
53,8 mm
1:2,4
55 mm + close-up +4
80,7 mm
45,1 mm
1:2
55 mm + close-up +10
59,2 mm
34,7 mm
1:1,5
Conclusões
O uso de lentes close-up costuma ser o modo de entrada de muitos fotógrafos no ramo da fotografia macro e close-up (eu mesmo comecei com esse tipo de lentes na metade para o final da década de 90). A maior vantagem é que eles são fáceis de carregar, leves, baratos e podem ser usados praticamente em qualquer lente, sendo que os melhores resultados, com maior ampliação, obtidos em distâncias focais maiores (por esse motivo este comparativo mostra apenas as diferenças com a lente em posição 55mm).
Como desvantagem você não terá a mesma qualidade de imagem que a obtida com uma lente macro, em compensação, o seu custo também é muito inferior às lentes específicas.
Macrofotografia
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
A Fotografia MACRO é a fotografia de pequenos seres e objectos ou detalhes que normalmente passam despercebidos no nosso dia-a-dia;são fotografados em seu tamanho natural ou levemente aumentados através de aproximação da câmera ou fazendo uso de acessórios destinados a este tipo de fotografia; as macrofotografias são exibidas em tamanho bastante ampliado para maior impacto visual.
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Foto obtida com câmera Pentax K10D, objetiva SIGMA 17-70 mm F2.8-4.5 DC MACRO, velocidade: 1/90 s, abertura f:13
Classicamente, o campo da macrofotografia está delimitado pela captura de imagens em escala natural ou aumentada em até cerca de dez vezes seu tamanho natural (entre 1:1 e 10:1 de ampliação), mas uma definição precisa está cada vez mais difícil, uma vez que as muitas câmeras digitais usam sensores diminutos. Por outro lado, muitas fotos são obtidas à distância, com o uso de teleobjetivas para captura da imagem, e nem por isso a foto capturada deixa de ser uma macrofotografia.
Índice
[esconder]
1Técnicas e acessórios
2Exemplos de macrofotografias
2.1Fotos obtidas por câmeras compactas
2.2Fotos obtidas por câmeras SLR
3Ver também
4Ligações externas
Técnicas e acessórios[editar | editar código-fonte]
A maioria das câmeras digitais compactas são capazes de capturar imagens em macro ou close-up por simples aproximação da câmera e ativação de sua função "macro".
Já as câmeras dSLR herdaram das câmeras 35 mm diversos acessórios específicos para macrofotografia como objetivas macro, foles e tubos de extensão, lentes close-up, anéis de inversão, etc.
Cada um deles com suas vantagens e desvantagens:
As objetivas macro são objetivas projetadas para focalizar a distâncias curtas e fixas, em escala natural, algumas provocando algum aumento no tamanho natural.
Os foles ou tubos de extensão aproveitam a objetiva normal ou macro da câmera SLR, proporcionando um aumento maior, dependendo da objetiva e extensão usada.
Os anéis de inversão (ou de reversão) são dispositivos que permitem montar a objetiva SLR invertida para obter ganhos significativos na ampliação.
Lentes close-up diminuem a distância mínima de foco e com isso permitem o aumento da imagem obtida.
Os flashes circulares (em inglês, ring flash), são ideais (quando não são absolutamente necessários) para iluminação em macrofotografia por serem colocados na frente da lente, não criando sombras indesejadas. Outra opção é o uso de um ou mais cabeças de flash, colocados fora da sapata da câmera, para melhor posicionamento da luz.
Tripés asseguram nitidez nas imagens, evitando tremores de câmera, mais utilizados na macrofotografia em estúdio.
Filme Fotográfico
Por Gabriella Porto
O primeiro filme fotográfico foi produzido por George Eastman em 1884. O filme fotográfico é formado por uma base plástica à base de celulose, emulsionada por uma fina camada de gelatina à qual se aderem cristais de sais de prata – nitrato de prata – material fotossensível que se sensibiliza com a luz que passa pela lente da câmera fotográfica.
Um filme fotográfico por ser de vários tipos, além de possuir características diferentes destinadas a situações específicas. Essas características se dividem em exposição, cor, sensibilidade e formato.
A exposição é a quantidade de luz que atinge o filme, e está relacionada também com a quantidade de tempo que se expõe a película à luz. O mecanismo da câmera responsável pela exposição é o diafragma.
Os filmes coloridos negativos são destinados para cópias fotográficas em positivo e em papel. Há também os filmes preto-e-branco ou em escala de cinza negativos, que produzem cópias fotográficas monocromáticas em papel. E, por fim, os filmes diapositivos – slides ou cromos – que são em positivo e destinados para transparências e projeções.
A sensibilidade dos filmes fotográficos é determinada pelos números de ISO ou ASA. Quanto maior a sensibilidade do filme, menor é o tempo necessário de exposição à luz para fotossensibilizá-lo. Existem filmes de baixa, média e alta sensibilidade. Os mais comuns são os de média sensibilidade, com valores de ISO entre 100 e 400. Os filmes de baixa sensibilidade possuem valores de ISO entre 32 e 64 e os de alta sensibilidade entre 800 e 3200.
Cada um dos formatos dos filmes possui aplicação específica, e cada formato depende de um tipo diferente de câmera. Os filmes inferiores a 120 são considerados de pequeno formato, os de médio formato os de tamanho entre 120 e 127, e os de grande formato os de tamanho superior a 4X5 polegadas.
Os principais fabricantes mundiais de filmes fotográficos são a Fujifilm, a Kodak, a Polaroid, a Agfa-Gevaert, a Ilford e a Imation.
O que é um filme fotográfico?
As atuais máquinas fotográficas fazem uso do conhecido sistema de captura de imagem chamado de CCD. São placas especiais cheias de pontos sensíveis à luz, os pixels, reproduzindo a imagem de forma fiel e precisa. Quantos mais pontos mais definida é a imagem. Mas antes da invenção desse recurso eram utilizados os filmes fotográficos para registrar as imagens.
O filme fotográfico é uma fita plástica, normalmente de acetado, recoberta por uma base gelatinosa sustentando uma emulsão de sais de prata (haletos) sensíveis à luz, onde são registradas as imagens desejadas. Ao contrario das atuais maquinas digitais, era necessário um pouco mais de paciência para saber se as fotografias haviam ficado boas, já que não era possível visualizar as imagens logo após terem sido feitas, pois precisávamos revelar os negativos para saber se tudo tinha funcionado e depois fazer copiões, ou provas de contato, para poder selecionar as melhores, e dai então mandar fazer ampliações! Sem contar o espaça necessário para armazenar e guardar os negativos, que exigiam cuidados específicos e atenção pra sua preservação.
Cada filme possui um comportamento à luz, proporcionando uma reação a ela alterando a velocidade de captação da imagem. Essa característica é chamada de sensibilidade, ou ISO (International Organization for Standardization), ou ASA (AmericanStandards Association, americano) ou DIN (Deutsches Institut für Normung, alemão), ou como era chamada na antiga União Soviética, GOST. Então negativos com ISO menores são mais lentos para a captação da imagem ou mais resistentes a luz, possuindo uma quantidade maior de grãos por emulsão, e ISO maior são filmes mais rápidos, ou mais sensíveis à luz, possuindo uma quantidade de grãos menores.
O sistema ISO de classificação segue um padrão aritmético: por exemplo, um filme de ISO 400 é duas vezes mais "rápido" do que um de ISO 200, exigindo metade da exposição. Por outro lado, tem metade da velocidade de um filme de ISO 800, necessitando do dobro da exposição deste. No entanto, quanto maior o número ISO, maior a sensibilidade, e maiores são os grãos, haletos de prata, resultando numa imagem com pouca resolução.
Os ISOs mais comuns são: 32, 50, 64, 100, 125, 160, 200, 400, 800, 1600 e 3200.
Filmes de baixa sensibilidade: ISO 32 a ISO 64. São ideais para o trabalho com muita luz proporcionando imagens bem definidas e com bom contraste permitindo grandes ampliações.
Filmes de média sensibilidade: ISO 100 a 400 são os mais populares para os objetivos gerais. São filmes de granulação fina e ainda permitem trabalhos em condições de luz um pouco mais variadas. Indicados para dias ensolarados (ISO 100) ou nublados (ISO 200) e flashes de baixa potência (embutido na câmera).
Filmes de alta sensibilidade: ISO 800 a ISO 3200. Os filmes desta categoria apresentam um aspecto nitidamente granulado quando são ampliados. São ideais para trabalhos com pouca luz, como ambientes externos à noite, museus, teatros e casas de espetáculos em geral sem necessidade de uso de flash ou quando se necessita de alta velocidade para "congelar" o movimento.
Os filmes fotográficos podem ser coloridos ou em preto e branco. O preto e branco são monocromáticos, sendo sensibilizados por todos os comprimentos de onda de luz visível. Os filmes coloridos possuem várias camadas de haletos sensíveis, sendo cada camada sensível a um comprimento de onda específico, vermelho que formam pigmentos ciano, verdes que formam um pigmento magenta e azul que forma um pigmento amarelo, reproduzindo então as cores do objeto.
As imagens formadas nos filmes fotográficos são contrarias as imagens fotografadas, pois os haletos que são atingidas pela luz é que são sensibilizadas, escurecendo no caso dos preto e branco, ou alcançando cores complementares, no caso das coloridas, dai serem chamados de negativos.
Existem também os filmes do tipo Cromo ou Slide, que reproduzem a imagem tal como ela é, na realidade um positivo da imagem e não um negativo, são utilizados para ser fazer imagens transparentes para serem usadas em projetores.
Formatos
São variados os formatos de filme existentes no mercado. Cada formato tem a sua aplicação específica sendo necessária uma câmera apropriada para cada formato de filme. Existem diversos formatos de filme pelo motivo de que se alterarmos o tamanho do filme alteramos também a qualidade da imagem final (quanto maior o suporte original) maior definição terá a fotografia ou o vídeo final, permitindo assim maior plasticidade a artistas, maior versatilidade a amadores e maior exatidão para aplicações técnicas.
Atualmente, no meio fotográfico, designa-se por "pequeno formato" todos os tamanhos de filmes inferiores ao de 120, como "médio formato" os tamanhos de 120 e 127 e como "grande formato" todos os tamanhos iguais ou superiores a 4x5 polegadas, estes, normalmente dispostos em chapas.
Os formatos de filmes mais comuns em fotografia são:
Pequeno formato
O 16 mm – Formato usado quase em exclusivo nas câmeras Minox (câmeras de pequenas dimensões, conhecidas como câmeras de espião). Neste formato o filme vem contido num chassis blindado com duas bobines no interior. Numa destas bobinas está o pedaço de filme por expor, avançando o mesmo para a bobina seguinte após ser exposto à luz. Este formato por ser tão pequeno, ainda hoje é usado como filme cinematográfico.
O 110 e 126 - Para as câmaras simples de uso amador. Nos tamanhos 110 (retangular) e 126 (quadrado), são fáceis de colocar e retirar.��
Maquina MINOX com seu filme em 110 dentro de uma caixinha vedada.
Teve sua época áurea nos anos 70, sendo responsável pela popularização da fotografia, mas hoje se encontra em decadência, decorrente da fragilidade das suas câmeras e pelos resultados inferiores que apresentam, não permitindo grandes ampliações.
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Vista explodida de um filme 126 em sua caixa blindada.
Médio formato
O 120 e 220 - Formato em que o filme é enrolado num único pino de plástico juntamente com um papel de proteção a todo o seu comprimento. Destina-se a fazer fotogramas de 60x45mm, 60x60mm, 60x70mm e 60x90mm normalmente podendo variar consoante o modelo de câmera usado. O filme de 120 permite fazer 12 fotogramas de 60x60mm, o formato de 220 tem o dobro de filme, permitindo ao fotógrafo fazer 24 exposições de 60x60mm. Foi amplamente utilizado por profissionais em fotos de estúdio, propaganda e eventos sociais.
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Rolos de filme em formato 120 e sua bobina plastica.
O 124 e 127 - Ao longo da história da fotografia existiram diversos formatos desenvolvidos por alguns fabricantes, os quais foram abandonados por estes não se terem tornado norma padrão, são exemplo disso o formato de 124 e o de 127 perfurado, os quais eram semelhantes aos formatos 120 e 220 variando apenas a sua altura (o 124 com 43 mm de altura e o 127 com 73 mm de altura e com perfuração apenas num dos lados da película).
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Rolos de filme 127. Estrutura identica aos filmes de formato 120.
O 135 (conhecido como 35 mm) - É o formato mais usado por profissionais e amadores, no qual o filme vem enrolado dentro de uma bobina metálica ou plástica que o protege da luz. Este filme tem perfurações laterais as quais se destinam, em algumas câmeras, a facilitar o avançar e rebobinar do filme. O filme tem o nome de 35 mm pois esta é a medida de largura do filme.
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Rolo de filme em 35 mm, ou 135 mm. Bastante conhecido e com certeza o formato mais popular.
Originalmente destinava-se ao cinema, tendo sido adaptado ao uso fotográfico por volta de 1920. Normalmente produzem-se neste formato fotogramas de 24x36mm, podendo em algumas câmeras produzir formatos de 24x72mm, dando origem a fotografias panorâmicas. É o formato com mais opções de sensibilidade ISO e é a categoria de filme que mais recebe inovações tecnológicas pelos fabricantes. Sendo o mais utilizado, seja por amadores ou profissionais, devido à sua versatilidade e disponibilidade tanto para fotos coloridas em papel ou slides, e em preto-e-branco.
Grande formato
Os normalmente usados em estúdio, existindo em diversos tamanhos (4x5 pol., 8x10 pol., 11x24 pol.). Tem a sua aplicação em trabalhos onde é necessária a máxima qualidade, ou em que não é possível proceder-se a ampliação do negativo, por esta propiciar a diminuição da qualidade final da fotografia. Produzem fotografias de alta resolução e extremamente precisas. Normalmente demandam cuidados especiais na conservação e manuseio, sendo utilizados por profissionais de áreas como a arquitetura e publicitária.
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Filme de grande formato. Possuem uma proteção especial para cada fotograma devido ao seu tamanho.
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Proporção entre os vários formatos de filmes fotográficos.
Cuidados básicos
Os filmes fotográficos requerem cuidados especiais, tais como evitar o calor excessivo, armazenagem em locais secos, ventilados e livres de poeiras. É também aconselhável revelar o filme o mais cedo possível após este ter sido exposto, pois com o tempo vai-se degradando, podendo sofrer alterações na cor. Por essa mesma razão, os filmes têm prazo de validade. Também se deve tomar cuidado, durante viagens em aviões, pedir inspeções manuais dos rolos de filme, pois se passados pelos aparelhos de raios-X podem ser danificados. Normalmente os filmes de alta sensibilidade (ISO 800 ou superior) são mais suscetíveis a danos. Uma boa opção éarmazenar os filmes na geladeira, o que ajuda a prolongar o tempo de vida dos componentes químicos que o compõem.
Alexandre Rabelo.
DICAS PARA DOMINAR O FOCO MANUAL
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Sabemos que a sua DSLR possui um sistema de foco automático muito avançado. Então porque deveríamos te convencer a usar o foco manual? Na verdade, existem várias boas razões para isso. Vários elementos e condições ambientais podem enganar esse sistema, ou fazer com que seja muito difícil conseguir uma boa imagem no modo de foco automático.
O sensor AF da sua câmera digital precisa de algumas coisas para funcionar bem; e as principais são luz e contraste. Ele usa extremidades e texturas para focar em áreas com contraste. Se você estiver fotografando com condições de baixa luminosidade, o AF pode ter problemas em identificar elementos do cenário.
Se o contraste do cenário é baixo, como em dias de céu nublado, o circuito AF da sua câmera fotográfica tem dificuldade em se prender em um elemento único. O foco manual, portanto, ajuda você a ter imagens nítidas quando o AF não interpreta corretamente o que a lente da câmera está vendo.
SITUAÇÕES NAS QUAIS O FOCO MANUAL É MELHOR
Dito isso, conheça algumas situações na quais o foco manual é mais adequado que o foco automático e não tenha medo de usá-lo, principalmente nas seguintes condições:
FOTOGRAFANDO ANIMAIS
Quando você fotografa através de folhagens, ou grama, o foco manual e uma abertura maior transforma o primeiro plano em um blur agradável e colorido.
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REGISTRANDO O MOVIMENTO E A VELOCIDADE
Com objetos rápidos e em movimento, é melhor selecionar o ponto de foco antes de disparar a câmera. Quando o objeto chegar nesse ponto, você aperta o disparador e pronto!
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PAISAGENS
Se você focar o horizonte automaticamente, você vai perder muito da sua profundidade de campo. Por isso, nesses casos, o foco manual é o seu melhor amigo.
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FOCO MANUAL PARA FOTOGRAFIAS CRIATIVAS
Se você quiser combinar uma série de imagens em uma fotografia panorâmica, ou em uma imagem HDR, o foco manual é absolutamente essencial para te assegurar que o ponto focal não mude conforme você for fazendo as novas fotografias.
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PASSO 1
Acione o foco manual movendo o interruptor da sua lente referente ao foco para a opção MF. Dê zoom na lente para a configuração exigida.
PASSO 2
Olhe pelo visor e acione o disparador até a metade. Segure-o dessa maneira até ativar o display.
PASSO 3
Embalando a câmera com a mão esquerda, use seu dedão e indicador esquerdo para rotacionar o anel de foco da sua lente.
PASSO 4
Espere um ponto de foco e a confirmação de foco manual serem acionados através do seu visor – aí você vai saber que o foco no ponto desejado foi alcançado.
FOCO MANUAL PARA FOTOGRAFIA MACRO
Apesar de quase todas as lentes macro terem foco automático, o foco manual é a melhor técnica para closes e pequenos objetos.
É bem mais fácil você se frustrar ao tentar focar uma abelha, ou uma borboleta automaticamente. Isso porque omenor movimento – seu, ou do elemento principal da lente – vai fazer com que a lente saia de foco e procure outro ponto. E até você conseguir focar outro ponto, o que você queria anteriormente já vai ter ido embora.
Ao invés disso, ajuste sua lente para o foco manual para a distância que o elemento que você quer fotografar vai estar. Depois, mova-se vagarosamente para trás e para frente com a sua Câmera DSLR até que o seu elemento principal esteja nítido no seu visor.
A seguir, dispare a sua câmera várias vezes para maximizar suas chances de ter uma fotografia nítida.
DICAS FINAIS
A única maneira de conseguir bons resultados consistentemente ao utilizar o foco manual é praticar a sua técnica! Leia o manual de foco da sua lente e tente aplicar todas as configurações e técnicas nas suas imagens até você conseguir entender como o mecanismo funciona.
É importante testar as configurações de foco manual em várias situações de cenas e iluminação, pois elas podem mudar conforme o que você for fotografar.
Um Guia Prático com Dicas de Fotometria para você entender de uma vez por todas
Hoje é dia de Compartilhar Um Guia prático sobre Fotometria!
Como fotógrafo há mais de 10 anos, o assunto Fotometria já está bem conceituado pra mim, mas descobri que muitas pessoas tem dúvidas sobre como obter uma Fotometria correta, por isso nasceu este artigo. Espero que goste! 😉
Para algumas pessoas é um assunto simples e já bem definido, para outras parece um bicho de sete cabeças e, ainda há aquelas que fotografam (acredite nisso) e nunca haviam escutado o Termo. Independente de onde você se encaixa, tirei 2 horas para escrever um Guia Prático e simples sobre Fotometria.
Recomendo: 😉 Meu amigo Rodrigo criou um vídeo que explica sobre os fundamentos da fotografia, que pode te auxiliar de uma vez por todas também no assunto sobre Fotometria. Confira aqui o vídeo dele.
Poderia até escrever em menos tempo, mas decidi fazer um artigo com qualidade. Espero que goste. E se você já é conhece, compartilhe com amigos e se surpreenda pela quantidade de pessoas que não sabia sobre.
Já quero comunicar que não sou algum cientista maluco, por isso utilizarei os termos mais simples possíveis. Conheci uma pessoa que dizia assim “Você entendeu né, então “tá” bom”.
O que é Fotometria?
Com uma concepção simples e suficiente para nós fotógrafos. É um ramo da Óptica que tem por objetivo medir a luz.
A Fotometria na Fotografia
Do mesmo modo, é o processo e medir a luz refletida para o Sensor da Câmera utilizando o Fotômetro e, para as câmeras atuais o fotômetro já vem embutido nelas, ou pelo menos na maioria. Portanto, neste artigo falarei exclusivamente em utilizar o Fotômetro da Câmera para medir a luz. Tomara que os fotógrafos de estúdio, não estejam lendo este post. haha..
Como Utilizar sua câmera para Fotometria?
Acredito que todas as câmeras digitais Profissionais e Semi Profissionais (ou pelo menos a maioria delas e até mesmo algumas compactas) possuem Fotômetro Interno.
Para saber, procure em sua máquina por uma imagem como apresentada abaixo.
Entendendo o Fotômetro Acima. Temos uma espécie de régua, onde os números -2 e -1 (à esquerda) nos dizem que a Foto está Subexposta (escura). Os números da 1 e 2 (à direita) nos dizem que a Foto está Superexposta (com muita luz). Ao meio não temos alguma numeração, mas ali é o ponto ideal de luz
Importante: Não sei na Canon, mas na Nikon, o Fotógrafo pode escolher como deseja trabalhar com o fotômetro. Como está na imagem acima ou o invertido, ou seja, com o positivo do lado esquerdo e o negativo ao lado direito. Mas como está acima é o mais utilizado.
Exemplos com com diferentes Fotometrias
Na Primeira Fotografia, podemos dizer que temos uma Fotometria Correta. Tanto as áreas com muita luz e as de sombra, conseguimos perceber harmonia. Perceba apenas que uma pequena parte da fotografia, a área do Coliseu, logo atrás às grades estão estouradas. No entanto poderíamos resolver com uma Fotografia HDR. Mas é um assunto para este post (leia sobre HDR aqui) que escrevi recentemente.
Neste caso, o a imagem do fotômetro está mais próximo ao meio.
Nesta Segunda Imagem que está SubExposta, percebemos que há ausência de luz em toda imagem. Mesmo nas áreas das janelas do Coliseu, não há leitura suficiente de luz.
Neste caso, o fotômetro de sua câmera estaria apresentando um resultado similar ao gráfico abaixo.
Na última imagem, percebemos que o resultado da fotografia foi a Super Exposição!
Neste caso, a fotometria em sua câmera estaria assim.
Tipos de Fotometria nas Câmeras DSLR
Nas câmeras Profissionais e Semi Profissionais existem 3 maneias de medir a luz que chega no Sensor: a medição central, a ponderada e a matricial. Vou falar um pouco mais.
Medição Central
Conforme imagem acima, a Medição Central é representada pelo Ponto. Significa que a ênfase na leitura da luzpelo fotômetro da câmera será a área central do quadro. As luzes que estiverem fora desta área, não farão tanta importância assim.
Medição Parcial
Este tipo de Fotometria, abrange uma área de leitura da luz um pouco maior que a pontual.
Medição Matricial
Representada pela área mais preenchida na imagem acima. Ela abrange uma média do quadro inteiro da imagem, ou seja, de toda luz que chega ao sensor, será feita uma média e a câmera apresentará o que deve ser correto no fotômetro.
A Principio pode parecer confuso, mas você vai se acostumando. O ideal é ler o Manual de seu equipamento, eu aprendo muito com eles. Já li todos os manuais de meus equipamentos, alguns mais a fundos outros não. O importante é conhecer o equipamento, para pensar na criatividade no momento de clicar.
Considerações Finais
É importante que você fotógrafo, se atente ao fotômetro de sua câmera mas não se prenda 100% a ele, pois já enfrentei diversas situações em que me “enganou” apresentando resultados diferentes. O seu Feeling deve contar mais do que apenas teoria. Acredito que a teoria serve para se ter embasamento, errar menos e estar ciente do que é fotografia. Portanto fotos estouradas e escuras podem fazer parte da linguagem do trabalho ou até mesmo do Fotógrafo.
Espero que tenha aproveitado este artigo e não se esqueça de compartilhar com seus amigos.
Sugiro complementar sua leitura com este vídeo do Rodrigo e aperfeiçoar seu estudo na fotografia.
Princípios básicos da exposição
Você é um fã do modo automático da sua câmera, mas suas fotos ficam muito claras ou muito escuras? Aprenda a dominar a exposição de suas fotos descobrindo os três parâmetros que a regem.
Exposição, o que é isso?
Parâmetros da exposição
O tempo de exposição
Abertura do diafragma
Sensibilidade
Resumo
Na prática: consequências
Tempo de exposição e desfoque
Abertura do diafragma e profundidade de campo
Sensibilidade e barulho
O que escolher?!
Modos para ajudá-lo
Controle da máquina!
Exposição perfeita: um mito?
Contraluz
Impasses
Veja também: Iso e exposiçao para o dia?
Exposição, o que é isso?
A exposição de uma foto é a quantidade de luz recebida pelo o sensor da sua câmera para esta foto. Se o sensor receber muita luz, a foto ficará super exposta (ou "queimada"), ou seja, com áreas muito brancas, desprovidas de detalhes. Se o sensor não receber luz suficiente, a foto ficará subexposta (ou "mordida"): com áreas pretas, também desprovidas de detalhes.
O objetivo é encontrar o equilíbrio para não perder os detalhes.
Parâmetros da exposição
Três configurações permitem lidar com a exposição de suas fotos: o tempo de exposição, aabertura do diafragma e a sensibilidade do sensor. Estes três parâmetros formam o que chamamos de triângulo de exposição.
O tempo de exposição
O tempo de exposição é o tempo em que o obturador da máquina (a parte que isola o sensor da luz) se abre, deixando o sensor absorver os fótons. Quanto maior o tempo de exposição maior a absorção de luz pelo sensor, e mais exposta ficará a imagem. O tempo de exposição varia entre 1/8000° de segundo (tempo muito curto, maior velocidade) e vários segundos (tempo muito longo, velocidade menor). Concretamente, podemos distinguir os tempos curtos (menos de 1/60°) dos longos (mais de 1/60°).
Abertura do diafragma
A sua objetiva comporta um diafragma, ou seja, uma espécie de membrana que pode ser mais ou menos fechada, deixando passar, mais ou menos, luz. Quanto maior a abertura do diafragma, mais a imagem ficará exposta. A abertura é expressa por um número um pouco chato, porque ... quanto menor o número, maior a abertura! O formato é do tipo f/2,8 (grande abertura de 2.8). A abertura máxima depende das objetivas: algumas têm uma abertura máxima de f/3,5, outras de f/2,8, as mais caras descendo para f/1! A abertura máxima é, muitas vezes, de 22 nas distâncias focaismínimas, e pode chegar a 38, ou mais.
Sensibilidade
A sensibilidade do sensor (em ISO) é o ganho de amplificação do sinal elétrico fornecido por ele. Tradução: quanto maior a sensibilidade, maior a amplificação do sinal emitido pelo sensor (sinal da conversão do sinal de luz/sinal elétrico pelos fotosites) e, portanto, maior a exposição da foto.
Por que não colocar o máximo de sensibilidade ?, você me perguntará. Simplesmente porque se o "bom" sinal for amplificado, o "mau" também será: haverá cada vez mais parasitas, a medida em que a sensibilidade aumentar. Veremos, então, aparecer o "ruído" nas fotos, como pixels coloridos aleatoriamente em azul/vermelho/verde nas áreas escuras, por exemplo.
Em termos práticos, a sensibilidade das máquinas atuais atinge 12800 ISO, e o "ruido" ficará quase invisível até 3200 ISO. No entanto, é melhor mantê-lo o mais baixo possível: 100 ISO para dia ensolarado; 200 se nublado; até 400 ISO dentro de casa. Mas se a cena exigir (muito escuro, shows, etc ...) não hesite em subir!
Resumo
Resumindo estes três parâmetros:
Para expor mais uma foto, é possível:
Aumentar o tempo de exposição (cuidado com o desfoque!).
Aumentar a abertura do diafragma (isto é: diminuir o número f/..) .
Aumentar a sensibilidade (cuidado com o barulho!).
Para expor menos uma foto, é possível>:
Diminuir o tempo de exposição.
Diminuir a abertura do diafragma (isto é: aumentar o número f/..)
Diminuir a sensibilidade.
Na prática: consequências
Na prática, existem algumas regras a serem seguidas, porque cada um dos três parâmetros que vimos provoca mudanças em suas fotos.
Tempo de exposição e desfoque
O tempo de exposição afeta a indefinição de sua imagem. Se o obturador ficar aberto em modo "foto", você recriará uma espécie de filme, mas em uma única imagem: o movimento vai criar faixas de luz, mais ou menos, perturbadoras. No entanto, muitas vezes, este é o efeito desejado!
Existem três tipos de desfoque:
O desfoque borrão Este é o desfoque causado pelos movimentos parasitas da câmera em si. Relativamente chato, é fácil de ser evitado utilizando um tripé de câmera ou um curto tempo de exposição . Atenção, quanto maior a distância focal (teleobjetiva) mais os movimentos ficarão pronunciados, portanto, menor deverá ser o tempo de exposição ! Lembre-se da seguinte fórmula: Tempo de exposição : 1/(distância focal *2) sem estabilizador; 1/(distância focal) com estabilizador. Por exemplo, com uma distância focal de 100 milímetros, sem estabilizador, vamos tentar ter um tempo de exposição máximo de 1/(2*100): 1/200° de segundo!
Panning: é um desfoque devido ao movimento do sujeito ou movimento deliberado da câmera. Por exemplo, se você seguir um ciclista em movimento fazendo um movimento panorâmico, o ciclista ficará praticamente nítido, e o fundo, desfocado: é o panning. Se a câmera estiver fixa, o sujeito deixa um rastro de luz, isto também é um panning.
Desfoque artístico: também existem desfoques artísticos como o explozoom (tempo de exposição relativamente longo, e você aumenta o zoom durante a captura) ou desfoque circular (o mesmo princípio, mas girando a câmera sobre si mesma durante a captura).
Concluindo, basta lembrar duas coisas:
Um tempo de exposição curto causa um efeito "congelado" em todos os sujeitos em movimento.
Um tempo de exposição longo provoca desfoques (borrão, panning).
Abertura do diafragma e profundidade de campo
Chamamos de "profundidade de campo </gras >" a profundidade da imagem na qual ela ficará nítida, e o resto, desfocado. Esta profundidade de campo depende de vários critérios:
<gras> A abertura do diafragma: isto é o que nos interessa aqui. Quanto mais aberto , menor a profundidade de campo.
A distância focal: a focal longa (teleobjetivas) tendem a diminuir a profundidade de campo.
O Focus <bold> distância </ bold>: quanto mais o sujeito estiver perto, menor a profundidade de campo.
Para os retratos, por exemplo, procuramos pequenas profundidades de campo, para que o sujeito fiquenítido, mas o fundo completamente desfocado. Para isso, é preciso ter uma lente com uma grande abertura (ex: f/1,8), mas, em geral, são focais, muito caras.
Também podemos usar um zoom para fazer um close no sujeito, ficando perto o suficiente.
Concluindo, quanto à profundidade de campo, lembre disso:
Uma grande abertura (número pequeno) leva a uma profundidade de campo menor (pequena área de nitidez).
Uma pequena abertura (número maior) leva a uma profundidade de campo maior (área de nitidez profunda).
Sensibilidade e barulho
Como dissemos há pouco: o aumento da sensibilidade ISO aumenta o "barulho" nas fotos. Na prática, você deverá tentar manter um mínimo de sensibilidade (ou seja, menos de 400 ISO ou até 200 ISO durante um dia de sol) para minimizar o barulho.
O que escolher?!
O ISO fixo, a exposição de suas fotos vai depender do tempo de exposição e da abertura do seu diafragma. Geralmente, pelo menos um dos dois é decidido pelo que você está procurando: para um sujeito "fixo" um tempo de exposição relativamente longo (1/60°) não é um problema, logo, a abertura pode ser menor. Para congelar um objeto em movimento, você precisa de um tempo de exposição de curta duração (1/500° ou menos), logo, uma abertura maior. Conclusão, se você quiser um efeito "panning" em suas fotos, você precisará de pouca profundidade de campo e de uma grande abertura e, consequentemente, o tempo de exposição será curto ... Entendeu?!
Modos para ajudá-lo
Atenção, não estou dizendo para você passar do modo automático de iniciante para o modo manual de profissional! Há pelo menos duas maneiras prontas para te ajudar neste controle da exposição:
O modo de prioridade de abertura : Neste modo, você define a abertura do diafragma através da modificação do número f/.. (pequeno para uma abertura maior, grande para uma abertura menor, nunca repetirei isso o suficiente!). Assim, você administra diretamente a sua profundidade de campo, e a câmera calcula o tempo de exposição adequado para obter a exposição correta, em função da sensibilidade que você definiu.
O modo de prioridade de velocidade: é o inverso, você define o tempo de exposição e a câmera calcula a abertura do diafragma correspondente.
Os avançados usarão o modo manual para ajustar os dois parâmetros como quiserem.
Controle da máquina!
Uma última coisa: Se, apesar do uso destes modos a foto estiver super e/ou subexposta, lembre-se de que, na maioria das câmeras, (pelo menos nas SLR) é possível alterar a exposição de uma foto (em mais ou em menos) através de um botão especial. Ao escolher, por exemplo, aumentar a exposição de um IB (Índice de Brilho), a câmera se encarregará de selecionar um tempo de exposição ligeiramente maior, ou uma abertura um pouco maior, para que a imagem fique mais exposta. O inverso também é verdadeiro.
Exposição perfeita: um mito?
Contraluz
Você já tirou foto de um objeto (ou sujeito) diante de um céu claro, ou um animal escondido na sombra de uma árvore ensolarada? Sua foto está um fracasso? Isso é normal!
Na verdade, essa situação de contraluz (mesmo que não se trate, necessariamente, de "dia" (estritamente falando) é problemática porque as variações de luminosidade de um ponto para outro na cena são extremas. E é aí que a câmera mostra os seus limites: o olho humano tem uma resolução em luz muito maior do que o sensor da câmera, então, seria "estúpido" querer obter na sua foto a mesma coisa do que você está vendo, porque isto ainda é impossível atualmente(exceto usando tecnologias alternativas, como o HDR).
Seu papel é encontrar o melhor compromisso para obter o efeito desejado: um efeito de silhueta, dando preferência para as áreas claras para destacar o contorno do sujeito/objeto? Ou um céu branco, bem brilhante?
Lembre-se de usar as várias opções para medir a luz da sua câmera (ponderada, central, de matriz, spot, ...), que estão aí para te ajudar!
Impasses
Em fotografia, como em outras coisas, nem tudo é possível, nem é viável. Em alguns casos, raros, isso significa que você não pode tirar a foto dos seus sonhos ... A menos que você use acessórios úteis!
Primeiro caso: em um dia com muita luminosidade, se você quiser usar um tempo de exposição longo para fazer um panning (pessoa, rio, etc...). Apesar de você definir o seu tempo de exposição, a câmera te informará que, apesar de uma sensibilidade mínima de (100 ISO ou 80 ISO) e de uma abertura mínima (f/22 ou "mais"), a foto ficará superexposta. O que fazer, sabendo que você terá que escolher entre uma foto queimada ou uma foto bem exposta, mas sem o resultado esperado?
Segundo caso : ainda em um dia com grande luminosidade, você gostaria de tirar uma foto com efeito borrão: capturar uma papoula bem nítida deixando desfocado todo o campo atrás. Quanto a isto: abertura máxima, ISO mínimo. Mas o problema é o mesmo: apesar de um tempo de exposição mínimo de 1/8000, a foto ficará superexposta. Adeus, lindo desfoque !
Terceiro caso: A situação oposta: em um canto escuro, você aumenta a sensibilidade e diafragma ao máximo. O problema é que o tempo de exposição necessário para uma exposição adequada é superior a 1/60 e você não tem tripé à mão ... Fim do efeito borrão! O que fazer?!
O caso de superexposição pode ser facilmente corrigido através de um filtro neutro ou de umfiltro cinza variável . Estes filtros de foto ajudam a conservar as cores da foto, reduzindo a quantidade de luz que passa através da lente. Prático: você pode assim, para o mesmo sujeito/objeto, aumentar o tempo de exposição e de abertura do diafragma! Ao girar o cinza variável é possível escolher a quantidade de luz congelada.
Quanto ao problema de sub-exposição, nada complicado: você deverá mudar a perspectiva para algo mais brilhante ou investir em um sistema Flash Player melhor, veja esta dica.
ISO, abertura, obturador e outras configurações para vídeo — Tutorial
GLOSSÁRIO
DESLIGADOLIGADO
Play
Gravando vídeos com uma DSLR: – Configurações para vídeos
Gravar vídeos com sua câmera DSLR é fácil.
Bem como para fotos, as câmeras DSLR da Nikon oferecem uma variedade de opções para a gravação de vídeos, de ajustes automáticos a completamente manuais. Quanto mais vídeos você gravar com sua câmera Nikon, mais confiante você irá se sentir em experimentar entre os diversos ajustes disponíveis. Liberte o cinegrafista criativo que existe dentro de você.
Além de utilizar abertura e ISO de forma criativa, você terá também a opção de alterar a velocidade da captura de quadros, a resolução do vídeo e a velocidade do obturador, para gravação de vídeos únicos. Para começar, aqui estão alguns conceitos básicos:
Quadros por segundo (QPS) ou Taxa de Quadros
A velocidade de captura de quadros é o número de quadros gravados por segundo. A maioria dos vídeos hoje em dia é gravada em 24 QPS (24p) ou 30 QPS (30p). A 24 QPS, as imagens são gravadas com uma textura mais cinematográfica. A 30 QPS, a estética é mais parecida à vídeos de programas de televisão.
Resolução
A resolução Full HD é 1920x1080. Dependendo do modelo da sua câmera, você pode optar por gravar em Full HD a 60 QPS (60p), 30 QPS (30p) ou 24 QPS (24p). A resolução em alta definição (HD) é de 1280x720 e você pode optar por gravar HD a 30 QPS (30p) ou 24 QPS (24p). Como HD é uma resolução menor, diversos modelos também oferecem a gravação em HD 1280x720 a 60 QPS (60p), e quando as cenas forem reconvertidas para 30 qps na pós-produção ou software de edição, podem apresentar um efeito de câmera lenta bem “bacana”.
Outros três fatores também afetam a exposição:
Velocidade do obturador
A “velocidade do obturador” é o tempo pelo qual o obturador fica aberto durante a exposição. É normalmente expresso em segundos ou frações de segundo: 1s, 1/2s, 1/4s, 1/250s, 1/500s... Velocidades altas de obturador reduzem o tempo de permanência da luz que chega ao sensor de imagem, enquanto velocidades mais baixas têm o efeitooposto. Recomenda-se que o QPS seja duplicado para atingir sua velocidade do obturador funcional, de modo que ao gravar a 24 QPS seja usado pelo menos 1/50 de um segundo de velocidade do obturador e, ao gravar a 30 QPS, seja usado pelo menos 1/60 de um segundo de velocidade do obturador. Se preferir você pode usar uma velocidade do obturador menor, que exibirá mais desfoque nos objetos em movimento, e do mesmo modo poderá usar uma velocidade maior, que irá congelar a ação na tela.
Abertura (f/stop)
A abertura controla a intensidade de luz que chega ao sensor de imagem e é geralmente expressa como um número f: f/1.4, f/2, f/3.5, f/5.6, f/8, f/11, f/16, f/22, f/32. Mudar o número f altera o tamanho do orifício através do qual a luz entra na câmera (a abertura) e, portanto, muda a intensidade de luz que passa através da lente. Quanto maior o número f, menor a abertura, permitindo que menos luz entre na câmera. Use uma abertura maior quando quiser separar o assunto do plano de fundo, ou exibir apenas uma pequena parte da ação em foco, e uma abertura menor quando quiser focar tanto o plano de fundo quanto o primeiro plano.
Sensibilidade ISO
A sensibilidade da câmera à luz pode ser ajustada de acordo com as condições de iluminação. Em geral, quanto maior a sensibilidade ISO, menos luz é necessária para uma exposição, permitindo que sejam usadas velocidades de obturador maiores ou aberturas menores. Se preferir você pode aumentar o ISO, mas lembre-se que, quanto maior o ISO, mais ruído poderá ser visível na cena gravada.
Lembre-se de verificar o Manual do Usuário de sua câmera DSLR para instruções sobre seu menu de navegação e layout específicos.
Obturador
Obturador é o nome dado a uma pequena “janela” dentro da câmera, que funciona basicamente abrindo no momento do disparo para capturar a luz que passa pela lente. O tempo que o obturador passa aberto é chamado de tempo de exposição ou velocidade de obturação, ou seja, o tempo de exposição do filme (câmeras analógicas) ou do sensor (câmeras digitais), e a variação deste tempo determina a quantidade de luz que será capturada para a fotografia, quanto mais tempo aberto, mais luz é capturada, quanto menos tempo aberto, menos luz é capturada. A medida da velocidade do obturador é dada em frações de segundos: 1 1/2 1/4 1/250, etc, porém são costumeiramente tratadas como velocidade 60 (referente a 1/60) ou velocidade 100 (referente a 1/100) e assim sucessivamente.
O obturador é uma cortina que protege o sensor da câmera, abrindo somente no momento em que o disparador é acionado, para captar a luz. Ele fica atrás do diafragma, só que não na lente e sim no corpo da câmera. A velocidade do obturador (“Shutter”) é uma das variantes mais utilizadas para alterar o resultado final da foto.
O tempo de abertura do obturador deve ser combinado com a abertura do Diafragma e com o valor do ISO para que a foto não venha a “estourar” (super-exposta), ou para não ficar escura demais (sub-exposta).
A velocidade o obturador é considerada baixa quando vai de 1 até 30, média de 60 até 250 e alta de 500 até 8.000.
Nas câmeras digitais SLR (ou câmeras Reflex) são encontrados dois obturadores, o obturador mecânico e o obturador eletrônico.
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Obturador central
O obturador eletrônico serve para acionar o sensor digital da câmera, e reage mais rapidamente, sendo capaz de alcançar velocidades muito maiores. Ele vem acoplado a um obturador mecânico.
O obturador mecânico, também conhecido como obturador plano focal, é quem determina o tempo de exposição de acordo com a configuração que o fotógrafo determinar, ele pode ser de lâminas de metal ou de cortina.
Geralmente, nas câmeras compactas encontramos um obturador eletrônico, enquanto que o de lâminas de metal é utilizado mais comumente nas digitais SLR.
Além destes, temos também o raro obturador central, encontrado em câmeras fotográficas médias, este é composto por lamelas giratórias, que abrem e fecham de acordo com a configuração determinada pelo fotógrafo. Ele é bem mais preciso que os outros, permitindo ao fotógrafo sincronizá-lo com o flash de alta velocidade.
Como fazer fotos de longa exposição
PUBLICADO EM 21/JAN/13
Fotos com uma cachoeira toda aveludada ou um mar todo esfumaçado parecem estar gerando um interesse cada vez maior nos fotógrafos atuais. Se você roda a página de fotos em destaque do 500px, por exemplo, vai encontrar muitas paisagens assim por lá.
Esse efeito é resultado de uma técnica bem simples, mas cheia de segredinhos: a longa exposição.
Não sabe o que é tempo de exposição? Comece lendo a apostila Aprenda a fotografar em 7 lições!
A princípio é fácil realizar esse tipo de foto: é só colocar a câmera no tripé e usar exposições longas (que podem ter de 1 segundo a vários minutos.) Parece simples, mas assim que comecei a praticar fotos deste tipo comecei a encontrar alguns empecilhos. O que fazer?
Esqueci o tripé!
É quase impossível fazer longuíssimas exposições sem tripé, mas às vezes dá pra dar um jeito. Tripé é assim: quando você fica com aquela preguicinha de carregar o danado é exatamente quando vai aparecer a oportunidade para usá-lo!
Nesse caso faço o seguinte: primeiro apoio a câmera em um lugar sólido e firme. Na falta de algo assim na locação você pode sentar no chão e usar o joelho como apoio. Na hora de clicar prendo a respiração e aperto o disparador sem soltá-lo até o fim da foto.
Ok, não é sempre que funciona…
Mas depois de uma ou duas tentativas é possível que você tenha sucesso!
ISO 100 | 21mm | f/29 | 1.6seg
por claudia regina
No caso da foto acima coloquei a câmera em cima de uma das pedras e fiz este esquema. Consegui uma foto com exposição de 1.6 segundos que, sem tripé, é teoricamente impossível.
Tem luz demais aqui!
Para fazer essas fotos você precisa diminuir o ISO e fechar o diafragma ao máximo. Assim é possível compensar essa falta de luz com o tempo de exposição bem longo. Isso é fácil de fazer à noite, por exemplo, mas bem mais complicado quando existe luz demais (como durante o dia ou mesmo no amanhecer ou anoitecer.)
Às vezes, mesmo deixando o ISO lá em baixo e o diafragma bem fechadinho, ainda tem luz demais. Aí o tempo de exposição não é longo o suficiente para conseguir o efeito bonito que procuramos.
A solução ideal para situações assim é comprar um filtro de densidade neutra (ND). Tudo que este filtro faz é deixar passar menos luz para a câmera, permitindo que você use exposições mais longas sem mudar nada a foto.
ISO 100, 22mm, f/29, 10seg
por claudia regina
Se você ainda não tem um filtro ND ainda sobram duas opções: usar outros filtros que também comem alguns f/stops (como o filtro polarizador) ou fotografar em RAW superexpondo a foto para arrumar depois na pós. É trapaça, mas o negativo digital consegue manter muitas informações em luzes estouradas então pode ser uma alternativa pra quando não temos outra escapatória!
foto superexposta, para conseguir usar 0.4 segundos
recuperei os detalhes usando o lightroom (trapaça!) :-)
ISO 100 | 10mm | f/22 | 0.4seg
Na foto acima, por exemplo: para conseguir usar 0.4 segundos a foto original ficou superexposta. Depois tirei dois pontos de exposição no Lightroom.
A foto sai tremida mesmo com tripé!
Ao apertar o botão disparador você pode fazer a câmera tremer. O ideal, neste caso, é ter um disparador remoto. Ele permite que você aperte um botão longe da câmera, evitando que ela se mexa.
Se você não possui um disparador remoto também dá para deixar o timer da câmera em 2 segundos, dando um tempo para ela se estabilizar do seu apertão no disparador antes de começar a exposição.
Diafragma Fotográfico
Diafragma Fotográfico é um dispositivo existente dentro da lente objetiva, e que tem a função de regular a abertura da câmera, ou seja, de aumentar ou diminuir a abertura, fazendo assim com que passe mais ou menos luzatravés da lente.
O diafragma é composto por várias lâminas, como mostra a figura abaixo:
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O fechamento destas lâminas permite regular a entrada luz, e alterar assim a intensidade da luz que será capturada na fotografia. A representação da abertura do Diafragma é dada pela letra F ("f-stop") acompanhada de um número que indica a medida do diâmetro desde a abertura até a borda da lente. Sendo assim, quanto mais aberto o diafragma estiver, menor será este número, e quanto mais fechado o diafragma estiver, maior será este número.
O Diafragma trabalha em unidade com o obturador da câmera. Quanto menor a abertura do Diafragma, mais tempo o obturador passará aberto para capturar a foto, e vice-versa. De um modo geral, quanto mais aberto o diafragma estiver, mais rápido poderá ser feito o disparo, ou seja, mais rápido o obturador poderá abrir e fechar. Dependendo da sua intenção na foto, esta lógica pode ser quebrada propositalmente para se adquirir o efeito desejado.
Alguns chamam o diafragma de íris da lente, por ser semelhante a um olho humano. Outra função importante do Diafragma é controlar a profundidade de campo.
Confira nossas dicas para fotografar com longa exposição de forma criativa. Este recurso é utilizado para fotografar cenas em que o sensor precisa de mais tempo para captar a imagem adquadamente, o que é frequente em ambientes com pouca luz.
Imagem de fagulhas de esponja de aço fotografada com longa exposição (Foto: Vinicius Carvalho)
O que é?
Para obter uma fotografia, é preciso que a luz incida em um objeto foto sensível – como o sensor das câmeras digitais ou filme das câmeras analógicas –, fazendo com que aquela imagem seja captada. Para que esse objeto seja exposto corretamente (resultando em uma boa foto) são necessários três fatores: abertura do diafragma, ISO e velocidade do obturador.
O obturador é o mecanismo que abre e fecha em milissegundos, permitindo que a luz entre na câmera e exponha o sensor. Se você permite que ele fique muito tempo aberto, isso se chama longa exposição.
Entenda seu equipamento
Leia o manual e aprenda a operar os controles de configuração para longa exposição. Modelos mais básicos, as câmeras compactas geralmente oferecem os modos “fogos de artifício”, “luz de vela”, “noite com tripé” ou "modo noturno", mas não são o equipamento ideal. Para obter o efeito com câmeras amadoras que não permitem o controle manual, é preciso improvisar. Escolha o modo, desligue o flash e dimunua o ISO para no máximo 100. Dessa forma, a câmera vai ser “obrigada” a diminuir a velocidade do obturador automaticamente.
Já os modelos semiprofissionais oferecem o controle do tempo de exposição. Você pode optar pelo modo manual ou pelo modo “S”, Prioridade pela Velocidade do Obturador (“Shutter Speed Priority”). Os modelos profissionais normalmente oferecem o modo “Bulb“, em que o tempo da captura da imagem é controlado manualmente, além dos modos “S” e “Manual”.
À esquerda, ícones dos modos de longa exposição, ao meio, um controle seletor e à direita, um display indicando o modo "bulb" (Foto: Adriano Hamaguchi)
Para longas exposições, o uso do tripé é indicado para garantir a qualidade de suas imagens. Esta é a melhor forma de fotografar usando longa exposição, mas também é possível tentar estabilizar a câmera apoiando-a em algum lugar fixo. Outro ponto importante é que o flash embutido deve ser desativado.
Para uma fotografia profissional, é recomendável o uso do controle disparador. Ele permite que o fotografo dispare a câmera sem correr o risco de tremer a imagem com o movimento que faz ao apertar o botão. Esse acessório também permite travar a câmera no modo bulb.
Conheça os diferentes tipos de efeitos fotográficos com o uso de longa exposição.
Panning
Panning é o efeito em que o objeto fotografado aparece nítido em contraste com o fundo, que mostra uma aparência arrastada.
Moto sendo fotografada com câmera acompanhando seu movimento (Foto: Reprodução)
Para obter este efeito, o fotógrafo deve acompanhar o movimento do objeto. É preciso prática para conseguir uma imagem nítida.
Esquema mostra o ângulo da câmera acompanhando o movimento da motocicleta a ser fotografada (Foto: Adriano Hamaguchi)
No caso de veículos, como no exemplo acima, você pode utilizar uma velocidade entre 1/60 e 1/125 segundos. Para pessoas andando, 1/8 de segundo é suficiente. Nesses casos, é indicado usar um tripé de cabeça móvel ou um monopé para não correr o risco de tremer a imagem. Mantenha o objeto centralizado em sua composição.
Confira a matéria do TechTudo sobre a técnica Panning, que explica mais detalhes para compor uma fotografia com este efeito.
Light Painting
A técnica conhecida por Light Painting ("Pintura com Luzes", em tradução livre) consiste em utilizar uma baixa velocidade do obturador para capturar o “caminho” deixado pelos pontos de luz. Você pode aprender um pouco mais da técnica Light Painting no artigo do colunista Julio Preuss.
Uma maneira simples de obter o efeito é utilizar uma esponja de aço amarrada a um arame, queimar e girá-la, fazendo com que suas fagulhas sejam projetadas no sentido do movimento. Com uma exposição maior que cinco segundos, abertura F11 e ISO 200, é possível capturar belas imagens.
Fotografia de esponja de aço em chamas em movimentos circulares, com tempo de exposição de 39 segundos, F11 e ISO 200 (Foto: Vinicius Carvalho)
Realizamos outro experimento, desta vez utilizando uma velocidade de 5 segundos, abertura F8 e ISO 80. Observe que a quantidade de evoluções e fagulhas é maior na imagem anterior.
Fotografia de esponja de aço em chamas em movimentos circulares, com exposição de 5 segundos, abertura F8 e ISO 80 (Foto: Adriano Hamaguchi)
Capturando fantasmas
É possível também criar fantasmas em suas fotografias. Utilizando o flash, você pode configurá-lo para uma baixa potência e dispará-lo algumas vezes durante a exposição. Para isso será necessário utilizar um flash externo.
Foto de longa exposição com malabares. Imagem feita com exposição de 20 segundos, F11, ISO 100 e disparos de flash externo (Foto: Vinicius Carvalho)
Para fotografias sem o uso do flash, configure o tempo de exposição de 10 a 30 segundos. Para que o “fantasma” seja captado, mantenha o objeto imóvel na posição desejada por 1/3 do tempo total da exposição. Quanto mais tempo imóvel, mais visível será o “fantasma”.
Efeito fantasma obtido com longa exposição (Foto: Luiza Junqueira)
Confira a matéria do TechTudo e aprenda a criar fantasmas com longa exposição e a obter bons resultados com e sem o uso flash.
Rastro de luzes
Quanto mais escuro estiver o ambiente, mais fácil será captar o movimento das luzes. Em ambientes em que há iluminação, opte por tempos de exposição menores, para que a imagem não fique superexposta.
No comparativo a seguir, utilizamos duas velocidades diferentes: 4 e 8 segundos. Observe que o comprimento do rastro é proporcional ao tempo de exposição da imagem.
Fotografias de avenida, utilizando exposição de 8 segundos na imagem superior e de 4 segundos na imagem inferior (Foto: Adriano Hamaguchi)
Outros objetos interessantes para fotografar são os de parques de diversão. A imagem abaixo foi fotografada com 4 segundos de exposição, F8 e ISO 80.
Fotografia de brinquedo em parque de diversão com 4 segundos de exposição, F8 e ISO 80 (Foto: Adriano Hamaguchi)
Dependendo da velocidade do objeto, você também poderá utilizar velocidades maiores, ou seja, tempos de exposição menores. Com o movimento mais intenso de outro brinquedo, fizemos um comparativo entre duas fotografias obtidas com 10 e 1,6 segundos de exposição, com abertura F8 e ISO 80.
Fotografia de atração em um parque de diversão, utilizando velocidade de 10 segundos à esquerda e 1,6 segundos à direita (Foto: Adriano Hamaguchi)
Escrevendo com a luz
Usando um celular, uma laterna ou qualquer tipo de objeto luminoso, você pode desenhar formas abstratas, e até mesmo escrever durantea exposição. No exemplo abaixo, a fotógrafa utilizou uma abertura F5, 4 segundos de exposição e ISO 200.
Fotografia de casal ao lado das madrinhas escrevendo palavra "love" com fogos de artifício (Foto: Mary Dougherty)
Este é outro exemplo criativo de escrita com luzes (“light writing”), fotografado com utilização de leds.
Imagem de cidade desenhada por luzes de LED e fotografada utilizando exposição de 30 segundos (Foto: Michael Bosanko)
Fogos de artifício
Até mesmo as câmeras compactas já oferecem o modo “Fireworks”. Mas caso queira configurar sua câmera, usar um ISO máximo de 100 para garantir uma imagem nítida e limpa. Se possível, utilize um tripé ou um apoio firme para garantir que suas fotos não saiam tremidas, e utilize uma velocidade de 2 a 15 segundos.
Confira a matéria que o TechTudo preparou e aprenda a fotografar fogos de artifício.
Luzes dos fogos deixam um rastro na imagem (Foto: Adam Chaffins)
Lembre-se que sua segurança é mais importante que qualquer fotografia. Não realize experimentos sem o acompanhamento e autorização de um responsável.
Conheça mais sobre o trabalho do fotógrafo Vinicius Carvalho, autor de outros experimentos com longa e múltiplas exposições.
Diafragma Fotográfico
Diafragma Fotográfico é um dispositivo existente dentro da lente objetiva, e que tem a função de regular a abertura da câmera, ou seja, de aumentar ou diminuir a abertura, fazendo assim com que passe mais ou menos luz através da lente.
O diafragma é composto por várias lâminas, como mostra a figura abaixo:
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O fechamento destas lâminas permite regular a entrada luz, e alterar assim a intensidade da luz que será capturada na fotografia. A representação da abertura do Diafragma é dada pela letra F ("f-stop") acompanhada de um número que indica a medida do diâmetro desde a abertura até a borda da lente. Sendo assim, quanto mais aberto o diafragma estiver, menor será este número, e quanto mais fechado o diafragma estiver, maior será este número.
O Diafragma trabalha em unidade com o obturador da câmera. Quanto menor a abertura do Diafragma, mais tempo o obturador passará aberto para capturar a foto, e vice-versa. De um modo geral, quanto mais aberto o diafragma estiver, mais rápido poderá ser feito o disparo, ou seja, mais rápido o obturador poderá abrir e fechar. Dependendo da sua intenção na foto, esta lógica pode ser quebrada propositalmente para se adquirir o efeito desejado.
Alguns chamam o diafragma de íris da lente, por ser semelhante a um olho humano. Outra função importante do Diafragma é controlar a profundidade de campo.
ISO – Sensibilidade a luz
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Esse texto foi revisado e publicado novamente no novo espaço:
- ISO — Sensibilidade a luz
Nesse texto, trataremos de nível de sensibilidade a luz do meio de captura, seja sensor ou filme.
Nos filmes, o nível de sensibilidade é feito pelo tamanho dos grãos dos sais que irão reagir com a luz que está chegando ao filme, por isso dizemos que um filme de ISO alto tem maior granularidade, aparecendo mais o grão devido ao seu tamanho. No sensor a sensibilidade é regulada alterando eletricamente os fotorreceptores com uma ampliação do sinal liberado quando a luz o atinge, quando se aumenta essa carga no fotorreceptor, pode acontecer um ruído eletrônico provocado por indução. Com isso, já notamos que grão é ruído são de natureza distinta, mas que ocorrem com o aumento da sensibilidade.
No passado a sensibilidade a luz era medida de forma diferente pelos fabricantes de filmes fotográficos e isso gerava muita dificuldade em saber como medir a luz ao fazer a fotografia com filmes de fabricantes diferentes. Com a popularidade da fotografia, os fabricantes de filme e câmeras se uniram e, junto com um órgão internacional de padronizações (International Organization for Standardization – ISO), padronizaram o que é a sensibilidade a luz nos filmes. Da sigla do órgão é que veio o uso do nome ISO para a sensibilidade a luz dos filmes e do ajuste da sensibilidade nas câmeras digitais.
Quando veio a fotografia digital, os fabricantes viram que podiam alterar a sensibilidade a luz dos sensores e fizeram com que essa alteração de sensibilidade, estivesse adequada e compatível com o que já era comum nos filmes. Dessa forma um fotógrafo acostumado com filme, não sentia dificuldade ao fotografar com uma câmera digital.
Nos filmes é comum encontrar sensibilidade 100, 200, 400 e 800. Filmes de sensibilidade 1600 são incomuns, no passado havia 50 e 25, esse último ainda usado em microfilmagem (enquanto não se substitui esse processo pela digitalização). Quanto mais baixa a sensibilidade, mais fino é o grão, fazendo com que a foto tenha mais detalhes (resolução).
Na fotografia digital, a resolução não é influenciada pela sensibilidade, pois ela é dada pelo número de fotorreceptores. Porém quando se aumenta a sensibilidade, devido ao ruido, temos perda da qualidade da imagem capturada. Por isso, costuma ser recomendado o uso do menor ISO para a condição de luz que temos, de forma a não ter perda na qualidade da imagem.
Da mesma forma que os passos (stop) do diafragma e do tempo de exposição (explicados nos textos anteriores), cada aumento de um ponto na sensibilidade (passar de ISO 100 para 200, por exemplo) dobra a sensibilidade a luz. Não existiam filmes de sensibilidade intermediária entra cada ponto, mas nas câmeras digitais é comum podermos variar em 1/3 de ponto para podermos controlar melhor a sensibilidade e nível de ruido na imagem capturada.
As câmeras digitais costumam ter modo automático de sensibilidade, mas pode ser preferível escolher qual ISO usaremos na foto, de forma a termos mair controle na fotografia. Pessoalmente eu costumo usar o menor ISO disponível (sem ativar redução por software), se as condições de luz permitem. Dessa forma tenho sempre melhor qualidade de imagem.
Câmeras digitais modernas, mesmo as compactas, tem qualidade em ISO alto superior à qualidade do filme com o mesmo ISO. Nas SLR atuais podemos usar ISO 800 ou 1600 com tranquilidade, sem receio algum de ruído. Ou sem que o ruido tenha um resultado pior que uma foto com filme ISO 800 de filme 135 ampliada no mesmo tamanho.
No próximo texto, último da série, trataremos de como juntar abertura de diafragma, tempo de exposição e ISO para fazer nossas fotos. Como a alteração num desses parâmetros interfere nos outros.
Fotografia: modos de disparo
Você comprou uma câmera nova, mas não sabe exatamente como aproveitar melhor os recursos que ela traz? Neste artigo falaremos sobre os modos de disparo existentes na maior parte das máquinas fotográficas, qual é a função de cada um deles e quando é melhor utilizar um ou outro. Sabendo isso, vai ser muito mais fácil para você conseguir melhores resultados, não importando se a sua câmera é compacta ou profissional.
Conceitos básicos
A melhor forma de entender o mecanismo básico de uma câmera é pensar no olho humano como comparação. Seja ela digital ou analógica, alguns conceitos fundamentais podem ser entendidos melhor desta forma.
Por exemplo, se você pensar na íris do seu olho é mais fácil para entender o que é o diafragma da câmera. Ele é o responsável por abrir e fechar a passagem de luz na lente, e pode estar bem aberto ou mais fechado. Veja a imagem para entender melhor:
Quanto mais aberto o obturador estiver, mais luz passa por ele, em menos tempo Essa medida é mostrada em um número desta forma: “f/5.6”, sendo que quanto maior o número, menor a abertura e quanto menor for o número, mais aberto o diafragma se encontra. Se o tamanho desta abertura for muito pequeno, é preciso mais tempo com ele aberto para capturar a quantidade necessária de luz para a fotografia. Esse tempo se chama “exposição”.
Por exemplo, se o obturador estiver quase fechado, é preciso muito mais tempo de exposição para queseja possível ver algo no resultado final. É possível ajustar esse tempo para vários segundos, e em algumas câmeras, até minutos. Essas duas variáveis andam sempre juntas e são inversamente proporcionais: quanto mais aberto o obturador estiver, menos tempo de exposição é preciso. Quanto menos aberto, mais tempo.
Manual x Automático
Existem dois modos principais de ajustes em uma câmera: manual e automático. Se a sua câmera possui um menu circular (como o da imagem a seguir), com os modos de disparo desenhados nela, é fácil saber qual é qual: o manual é geralmente marcado por um “M” e o automático pode ter vários nomes (auto, smart, etc...), e normalmente o seu ícone é verde ou azul, diferente dos outros.
No modo manual, todos os ajustes são feitos pelo fotógrafo, e a câmera apenas obedece ao que foi pedido. É preciso um domínio um pouco maior de fotografia para conseguir bons resultados desta forma, porém com treino e determinação é possível aprender.
Os principais ajustes que precisam ser feitos são a abertura, a velocidade, o foco, o ISO e o balanço de brancos. É claro que existem outros, porém esses são bem importantes, e aprender a controlar cada um deles manualmente é fundamental.
Nem todas as câmeras possuem o modo manual completamente manual. Isto é, algumas compactas permitem que você ajuste ISO, balanço de brancos, área do foco e algumas vezes até a velocidade do disparo, porém outros ajustes são feitos por ela. Outras câmeras oferecem um modo no qual você faz todos os ajustes, menos a abertura e a velocidade. No menu circular, ele é marcado com um “P”.
Já no modo automático, todos os ajustes são feitos pela câmera, que “percebe” o ambiente e faz os cálculos necessários sozinha. Funciona? Sim, funciona, porém não com a mesma precisão do ajuste manual. Isso por que os ajustes que ela faz são programados para uma situação semelhante à que está acontecendo, mas poderiam ser melhorados ainda mais.
Prioridade de abertura e velocidade: modos “semimanuais”
Se você considera muito complicado saber balancear a abertura e a velocidade, existem soluções que podem ser muito úteis, são os modos de prioridade. Isso quer dizer que você ajusta um deles e a câmera ajusta o outro! No menu circular, eles geralmente vêm com as letras “S” e “A”.
A prioridade à abertura é geralmente mostrada por um “A” ou “Av”, e desta forma você ajusta o quanto o obturador se abrirá, e a câmera ajusta o tempo necessário de exposição para que seja possível fotografar com as condições de luz do ambiente. Todas as outras configurações podem ser feitas manualmente.
A abertura do diafragma interfere diretamente na “profundidade de campo” da fotografia. Ou seja, uma abertura pequena, vai resultar em uma profundidade maior, e mais regiões da foto vão estar focadas. Já aberturas maiores, resultam em fotografias com pontos mais específicos de foco, pois a sua profundidade de campo é menor. Veja a diferença:
Use o modo de prioridade de abertura quando você quiser controlar a profundidade de campo, para mostrar detalhes ou a cena toda. Em alguns momentos, será preciso uma velocidade muito pequena, com o tempo de exposição grande demais. Use um tripé, nesses casos, se quiser a foto nítida.
Já no modo de prioridade de velocidade (“S” ou “Tv”), você controla a velocidade e a máquina controla a abertura. Use essa configuração para os momentos em que você precisa capturar movimentos. Por exemplo, para fotografar alguém que esteja correndo, se você usar uma velocidade grande (1/2500), por exemplo, a pessoa ficará completamente nítida. Já uma velocidade menor dará a noção de movimento, com algumas partes borradas.
Fonte das imagens: Dave Herholz (cima) e Martin Pettitt (baixo)
Modos programados: quando usar?
Você já deve ter notado alguns outros modos na sua câmera, marcados por ícones como uma florzinha, duas montanhas, uma pessoa, uma lua, etc... Isso varia de fabricante para fabricante, sendo que existem máquinas com dezenas de ajustes pré-programados, e outras apenas com os mais básicos.
É importante ler o manual da sua máquina para saber exatamente o que cada um faz, porém nós vamos dar uma ajuda e mostrar os principais modos programados (“macro”, “esportes”, “paisagem”, “noturno” e “retrato”) que você pode encontrar na sua câmera, e em quais situações você pode usar cada um deles.
Macro
O “macro”, marcado com o ícone de uma flor, é um dos modos preferidos de quem está começando a fotografar, isso por que o seu efeito é muito bonito visualmente. As fotos no modo “macro” ficam bem nítidas no primeiro plano e borradas ao fundo, o que é perfeito para mostrar detalhes. Os personagens preferidos de quem fotografa assim são as flores e os insetos.
Esse modo prioriza a abertura, fazendo com que a profundidade de campo seja bem pequena, e todo o resto que não seja o objeto principal fique desfocado. Para que os resultados do macro sejam mais visíveis, a sua lente precisa conseguir captar a poucas distâncias, e se você preferir pode usar o zoom.
Fonte da Imagem: Ana Nemes
Se você for fotografar pessoas, priorize outros modos, como o “retrato”, pois esse é especialmente desenvolvido e dá mais resultados quando o objeto focado é pequeno. Porém lembre-se: nada na fotografia é realmente proibido, portanto se você quiser experimentar novos resultados, vá em frente!
Esportes
Fonte da Imagem: Dainis Matsons
Ao contrário do “macro”, o modo “esportes” prioriza a velocidade ao tirar uma foto. Geralmente indicado pelo ícone de uma pessoa correndo, essa configuração da câmera é ótima para quando o objeto está se movendo.
Apesar do nome, não quer dizer que ele seja adequado apenas para fotografar eventos esportivos. Você pode usá-lo, por exemplo, para tirar fotos dos seus filhos. Crianças dificilmente param para serem fotografadas, e com esse modo as chances de conseguir uma foto nítida são maiores.
Fonte da imagem: Will Raleigh
É preciso tomar cuidado apenas com um detalhe: no modo “esportes”, a máquina pode colocar um ISO muito alto, se necessário, e a foto pode ficar mais granulada. Se isso não faz tanta diferença, ou se o ambiente está bem iluminado, pode fotografar assim sem medo!
Paisagem
Fonte da imagem: Ana Nemes
O nome deste modo de disparo diz muito sobre a sua utilidade. Se você deseja fotografar grandes áreas, como paisagens, é esse o modo de disparo ideal! Geralmente o ícone deste modo na máquina são duas montanhas, indicando que o seu objetivo principal é capturar objetos muito grandes.
Pode ser uma vista bonita, um grupo grande de pessoas ou qualquer área aberta que precise estar inteiramente focada. A câmera, neste modo de disparo, faz exatamente o contrário do que acontece no “macro”. Ela ajusta a abertura do obturador de forma a deixar a profundidade de campo bastante grande, e focar a maior área possível na fotografia.
Por usar uma abertura muito pequena, em alguns ambientes pode ser preciso usar um tripé, pois a velocidade de disparo será muito pequena, resultando em mais tempo de exposição. Tome cuidado também com o ISO, se o ambiente estiver muito escuro, a foto pode ficar granulada.
Noturno
Fonte da imagem: Ana Nemes
Muitas pessoas reclamam que, quando fotografam no modo “noturno” (mostrado com o ícone de uma lua), a imagem sempre treme. Isso acontece, pois nesse tipo de disparo a câmera vai ajustar uma exposição maior, e se a máquina não for apoiada em algum lugar, é bem provável que a foto fique mesmo tremida. Portanto, ao fotografar no modo “noturno”, procure sempre usar um tripé ou apoio.
Uma alternativa usada por muitas câmeras é usar sempre o flash. Não é uma regra, porém é bastante comum. Dessa forma, o tempo de exposição pode ser menor e a cena é retratada sem borrões. Porém, tome cuidado: o flash pode realçar imperfeições da pele, ou deixar a foto “chapada”, isto é, sem profundidade.
Outro problema de se usar o flash é que ele ilumina o que está mais perto da máquina, portanto, para grandes distâncias o efeito pode ser o contráriodo desejado, deixando o fundo escuro demais. Paisagens fotografadas no modo “noturno” com flash dificilmente vão ficar boas. Para esses casos, use o modo “paisagem” com a máquina apoiada em um tripé.
Retrato
Fonte da imagem: Ana Nemes
O modo “retrato”, indicado pelo ícone de uma pessoa, é bem parecido com o “macro”, porém a sua profundidade de campo é um pouco maior. Ele permite fotografar pessoas, ou objetos maiores, focando-as completamente e desfocando levemente o fundo. No modo “macro”, o nariz e os olhos poderiam ficar focados, mas as bordas do cabelo já estariam fora do foco.
Apesar do nome, e do ícone, esse modo não é aconselhado apenas para retratos de pessoas, podendo ser usado quando o objeto a ser fotografado é grande demais para o “macro”, porém a intenção é destaca-lo, deixando o fundo desfocado.
MODO INTELIGENTE X MODO MANUAL Várias pessoas usam o modo inteligente para fotografar, no começo isso pode ser normal, afinal está se acostumando com a máquina e pode ser a sua primeira DSLR (algumas câmeras compactas e super zoom também possuem mod...
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