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a origem das drogas e os diversos consumos na sociedade primeiramente precisamos conhecer como surgiu a droga no mundo e principalmente no Brasil, para permitir a c

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1 CONSIDERAÇÕES SOBRE AS DROGAS
Breve História das Drogas
Para compreendermos a origem das drogas e os diversos consumos na sociedade primeiramente precisamos conhecer como surgiu a droga no mundo e principalmente no Brasil, para permitir a compreensão do momento histórico do cultivo e uso em diversas civilizações.
No início, a droga era utilizada e consumida de diferentes maneiras como remédios para a cura das doenças que atingiam as civilizações, aperfeiçoamento físico, inclusive para a busca da sensação de humor, excitação ou paz. Os efeitos e consequências das drogas no organismo humano era geralmente desconhecido nessa época (NEVES e SEGATTO, 2010).
O consumo de drogas é algo que caminha junto com a história da humanidade, a utilização da droga teve diversos objetivos na sociedade, tanto para fugir de situações desagradáveis e produzir sensações prazerosas, como também religiosas, místicas e curativas, sendo assim uma pratica milenar do ser humano (ARAÚJO et al, 2006).
De acordo com Machado e Boarini (2013) diz que, por uma ou outra razão, sempre as drogas, de modo geral, permaneceram presentes na sociedade:
O uso e o abuso de drogas lícitas e ilícitas não é um fenômeno da modernidade. Há milhares de anos, o homem faz uso de substâncias psicoativas por várias razões, como motivos religiosos ou culturais, para facilitar a socialização e mesmo para se isolar (MACHADO; BOARINI, 2013, p. 2).
Para BRASIL (2014, p. 31) desde épocas remotas, o consumo de drogas, já existia em rituais religiosos ou místicos, “o ser humano sempre fez uso das mais diversas substâncias para provocar alterações nas suas funções físicas, psíquicas e comportamentais”. Consumo de substâncias psicoativas que modificar-se os estados de consciência da pessoa é um fenômeno, em todas as culturas humanas é sempre acompanha a civilização.
A história da plantação e do uso de substâncias psicoativas não pode ser separada da história da humanidade, essas são componente da existência do ser humano em diferentes dimensões. Querer eliminar da sociedade é uma ilusão e um erro (SOUZA, 2012).
Nos séculos XVI e XVII no Brasil, foi uma época das grandes navegações, homens dessa época classificavam e consideravam o açúcar, tabaco e o pau-brasil, como drogas (GÓIS e AMARAL, 2010).
A droga apresentava pontos positivos na antiguidade de acordo Porto (2010, p. 2): 
As drogas eram utilizadas na antiguidade nas cerimônias e rituais, para obter prazer, diversão e experiências místicas, porém essa utilização não representava, em geral, uma ameaça, pois ainda não se sabia dos efeitos negativos que elas podiam causar. Porém na última década, o aumento siginificativo de consumidores e dos tipos de drogas usadas reflete-se em uma maior demanda para o tratamento de problemas relacionados ao abuso ou dependência de drogas (Porto,2010, p. 2).
De acordo Barros e Peres (2011) diz que no século passado a maconha era matéria – prima importante no Renascimento, um dos principais produtos agrícolas da Europa, utilizados como papel de cânhamo, e os primeiros livros impressos e telas pintadas por artistas foram usados este papel.
No início, a maconha era utilizada como uma planta medicinais e nutricionais, e também, pelas suas fibras têxteis. Considerada uma planta antigas e cultivadas por pessoas, em diferentes países das Américas e da Europa, o habito de fumar a planta torna – se um fenômeno, a sociedade capitalista de consumo, principalmente da década de 1960, no início do século XX (VIDAL, 2009).
De fato, embora tenha sido tornada uma droga ilícita no século passado, anteriormente, a maconha era não somente legalizada, como consistia num relevante insumo econômico na Europa, utilizado desde os tempos do paleolítico. Escrita com as mesmas sete letras, a palavra maconha é um anagrama de cânhamo, matéria-prima de grande importância no Renascimento (Barros; Peres, 2011, p. 2).
Romanos e os gregos, desde a antiguidade usavam a maconha para fazer velas e cordas de navios, o famoso cânhamo, Robinson (1999) (apud Barros; Peres, 2011, p.3) discorrerá o seguinte:
No século XV, cultivado nas regiões de Bordéus e da Bretanha, na França, em Portugal e na África, o cânhamo era destinado à confecção de cordas, cabos, velas e material de vedação dos barcos, que inundavam com frequência em longas navegações. O produto obtido de suas fibras, dotado de rigidez e elasticidade, proporcionava às caravelas uma enorme velocidade. Incluindo velame, cordas e outros materiais, havia 80 toneladas de cânhamo no barco comandado por Cristóvão Colombo, em 1496 (Barros; Peres, 2011, p. 3).
De acordo com Carlini (2006) a maconha era usada na Europa para produzir tecido e papel. A planta passou a ser consumo pessoal com o tempo. Daí em diante, passou a ser o produto agrícola de grande importância da Europa, inicia- se a expansão da maconha pela Europa, e seu uso como entorpecente. Assim como, nos Estados Unidos, a maconha foi muito cultivada, na Califórnia essa droga é legalizada, porém, liberada somente para uso medicinal e consumo próprio.
Assim como relata Neves e Segatto (2010), após a epidemia da Síndrome da Imune Deficiência Humana Adquirida (AIDS) entre outras doenças transmissíveis, na década de 60, iniciou- se uma nova visão a respeito da droga tanto no do contexto biopsicossocial como também do contexto sociocultural dos usuários de drogas.
Na década de 80, advento da epidemia da AIDS – síndrome da imunodeficiência adquirida, aumentavam ao redor do mundo, e principalmente no Brasil no ano de 1989, foram registrados 6.295 casos de AIDS e no ano de 1997, atingiu cerca de 22.593 os casos registrados. Em um primeiro momento, acreditava-se que os homossexuais, os hemofílicos, os haitianos e os viciados em heroína – denominados quatro Hs, eram denominados grupos de risco na sociedade e a principal intervenção realizada seria o seu isolamento do convívio social, no entanto AIDS nos anos seguintes expandir para além dos quatro Hs, exigido a intervenções mais eficazes (MACHADO; BOARINI, 2013).
Torcato (2016, p. 21), afirma que “O desenvolvimento do conhecimento herbário e, depois, a identificação dos princípios ativos derrubaram a associação das plantas com a magia”. Como respostas as exigências de uma nova ordem econômica, social, cultura e política, as drogas passaram a ter os primeiros movimentos proibitivos, até então o uso abusivo de drogas, além de envolve diversidade de opiniões a respeito de danos, benefícios, prazer e desprazer, abrange diferentes setores da sociedade, tais como, familiares, policiais, médicos, jurídico, educacionais, ocupacionais, dentre outros. A informação relacionada ao uso de drogas divide opiniões devido à violência causado por tráfico, e o uso de bebidas alcoólicas incentivada pela a mídia a venda, que traz serias consequências para a sociedade, por ser um tipo de droga que causa dependência.
Conceitos de Drogas
O que é drogas? Brasil (2014, p. 91), elucida que: “ Droga, segundo definição da Organização Mundial da Saúde (OMS), é qualquer substância não produzida pelo organismo que tem a propriedade de atuar sobre um ou mais de seus sistemas, produzindo alterações em seu funcionamento”. Deste modo, é importante o conhecimento dos complacentes tipos de drogas e seus resultados no organismo humano, para a real compreensão dos problemas que estas mesmas drogas causam ao ser humano.
Para Góis e Amaral (2010) o termo “droga” possivelmente decorre da palavra holandês droog, que no século XVI ao XVIII, indicar conjunto de substancias naturais usadas na medicina e na alimentação, a qual teve a definição de produtos secos.
É importante dizer que o significado do conceito da droga se encontra na Lei 11.343 de 2006, no parágrafo único do artigo 1, como “drogas as substâncias ou os produtos capazes de causar dependência”, a terminologia droga, é também usada pela Organização Mundial de Saúde (BRASIL, 2006).
Diz Bertelli (2012) que o conceito, as drogas se caracterizam, como substâncias químicas, naturais ou sintéticas, ao consumir

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