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1 
MACROECONOMIA I – 1E201 
Licenciatura em Economia – 2009/10 
CAP 3. A MACROECONOMIA NO CURTO PRAZO - EXERCÍCIOS 
 
1. EXERCÍCIOS DAS AULAS 
1.1. No quadro dos pressupostos habituais do modelo keynesiano simples, 
considere uma economia cujo comportamento pode ser descrito pelas 
seguintes relações: 
• C = 50 + 0,75 Yd 
• I = 175 
• G= 125 
• X = 200 
• Q = 50 + 0,1 Y 
• T = 0,2 Y 
• R = 0 
• RLE = TLE = 0 (fluxos líquidos de rendimentos e de transferências 
correntes com o exterior são nulos) 
 
a) Determine o nível de rendimento de equilíbrio desta economia, bem como os 
valores de equilíbrio do saldo orçamental e da balança corrente, e evidencie 
a igualdade entre investimento e poupança. 
b) Suponha que, por motivo de uma recessão generalizada nas economias dos 
principais parceiros comerciais deste país, é previsível uma redução em 20% 
das exportações desta economia. Qual o efeito deste facto sobre o nível de 
rendimento de equilíbrio e os saldos orçamental e da balança corrente? 
Justifique os resultados obtidos, acompanhando a sua resposta de uma 
representação gráfica adequada. 
c) Em que medida os efeitos sobre o nível de rendimento seriam distintos se a 
função investimento planeado fosse descrita, alternativamente, por I = 100 + 
0,075 Y? 
d) Suponha que o governo pretende neutralizar os efeitos negativos sobre o 
nível de rendimento resultantes do facto referenciado na alínea b), estando a 
estudar duas hipóteses alternativas: o aumento das despesas públicas em 
 2 
bens e serviços ou uma descida da taxa de imposto. Discuta e quantifique as 
medidas a adoptar, bem como o seu efeito sobre o saldo orçamental. 
 
1.2. Considere uma economia cujo comportamento pode ser descrito pelas 
seguintes equações: 
C = 75 + 0,8 Yd 500=M ; 1=P 
G = 100 + 0,15 Y L = 250 + 0,4 Y – 10 i 
I = 225 - 10 i 
T = 0,25 Y 
R = 62,5 
 
a) Como caracterizaria a situação desta economia se ela se encontrasse no 
ponto (Y=1000; i=15)? 
b) É objectivo prioritário do Governo equilibrar as suas contas através da 
manipulação das suas despesas em bens e serviços. Quantifique a medida 
seleccionada, deduzindo o respectivo multiplicador. 
c) Se, alternativamente, fosse utilizada a política monetária, em que medida 
deveria manipular a oferta de moeda? Utilize o conceito de multiplicador. 
d) Diga se a situação a que a economia chegará com a política decidida em c) 
é semelhante à que se atingiria com a medida considerada em b). Justifique 
a sua resposta, explicitando os mecanismos de transmissão dos efeitos 
multiplicadores. 
e) Faça a representação gráfica das duas situações. 
 
1.3. Considere os seguintes dados relativos à economia A, que segue um regime de 
flutuação livre da taxa de câmbio: 
C = 2400 + 0,48Yd 5000M = ; 1P = 
G = 2300 + 0,08Y L = 725 + 0,3Y - 15i 
I = 2100 + 0,15Y - 50i K = -100 + 40i 
T = 0,2Y; 500R = 
e
1501800X += ; 
e
120Y1,01500Q −+= 
 
a) Determine a situação de equilíbrio. 
 
 3 
b) Admita que o governo de A pretende expandir o rendimento em 1% sem 
contudo reduzir o saldo da balança financeira não monetária (K). 
b1) Diga, justificando, qual deverá ser a actuação do governo. 
b2) Quantifique essa actuação, bem como os efeitos dela decorrentes. 
Explique todas as transformações ocorridas na economia e represente-
as graficamente. 
c) Analisando os resultados da política adoptada, o governo de A considera 
excessivos os seus efeitos sobre a taxa de câmbio e pretende anulá-los, 
mantendo, no entanto, uma estratégia de crescimento. Quantifique as 
medidas de política económica a implementar e explique os seus efeitos 
sobre o equilíbrio de A, representando-os graficamente. 
d) Se na economia A vigorasse um regime de câmbios fixos, as medidas de 
política económica seguidas em b) e c) gerariam maiores ou menores 
variações do produto real? Quantifique e explique. 
 
2. EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO 
2.1. No quadro dos pressupostos habituais do modelo keynesiano simples, 
considere uma economia cujo comportamento pode ser descrito pelas 
seguintes relações: 
• C = 480 + 0,6 Yd 
• I = 1300 
• G = 800 
• X = 600 
• Q = 300 + 0,08 Y 
• T = 0,2 Y 
• R = 200 
• RLE = TLE = 0 
a) Evidencie os ajustamentos que ocorreriam na economia se o nível efectivo 
de produto fosse de 5250 u.m. 
b) Mostre que um aumento do consumo público tem um impacto superior a um 
aumento de montante idêntico das transferências correntes do governo para 
as famílias. Como justifica tal diferença? 
c) Suponha, alternativamente que, perante a proximidade de eleições 
legislativas, o governo deste país desejaria contribuir para um aumento de 
 4 
5% no nível de produto da economia. Ao mesmo tempo, perante 
compromissos assumidos internacionalmente, o governo gostaria de manter 
equilibrado o saldo orçamental. Supondo a manutenção do valor das 
transferências públicas para as famílias, serão estes dois objectivos 
compatíveis? Que medidas deverá o governo adoptar? Quantifique e 
justifique adequadamente. 
 
2.2. Estudos econométricos permitiram estimar, para uma dada economia, as 
seguintes equações: 
C = 120 + 0,6 Yd L = 0,33 Y – 0,6 i 
I = 95 – 0,2 i 
T = 0,2 Y 
Sabendo que nesta economia a oferta de moeda, exogenamente determinada, 
é de 165 unidades monetárias (u.m.), que o nível geral de preços é 1,1 e que a 
procura agregada autónoma ascende a 265 u.m., determine: 
a) A expressão analítica das funções IS e LM, e a situação de equilíbrio 
simultâneo dos mercados de bens e serviços e monetário. 
b) Os multiplicadores orçamental e monetário, explicando os respectivos 
significados. 
c) O nível das despesas públicas em bens e serviços desta economia na 
situação de equilíbrio macroeconómico, tendo em conta que as 
transferências do governo para os demais agentes são puramente exógenas 
e totalizam 20 u.m.. 
d) O efeito sobre a taxa de juro de equilíbrio resultante de um aumento de 3% 
do nível da procura de equilíbrio por acção da política orçamental. Como 
deveriam proceder os responsáveis pela política económica se 
pretendessem evitar que a taxa de juro se alterasse? Explique e quantifique. 
e) O valor do saldo das contas públicas antes e depois das alterações ocorridas 
em (d). 
 
 5 
2.3. Considere as seguintes equações, representativas do funcionamento da 
economia do país P, que se encontra actualmente em equilíbrio com um nível 
de produto real, Y, de 2000 unidades monetárias (u.m.) e uma taxa de juro, i, 
igual a 20 (medida, como habitualmente, em pontos de percentagem). 
C = 20 + 0,8 Yd 500=M ; 
400=G 1=P
 
I = 500 - 10 i L = 100 + 0,3 Y – 10 i 
T = 0,2 Y 
O governo estabeleceu dois objectivos prioritários de política económica para o 
próximo ano, no qual haverá eleições gerais: 
• Crescimento do produto real em 4.5% 
• Aumento da despesa privada. 
O governo pondera neste momento duas hipóteses alternativas, no que 
respeita à intervenção sobre a despesa privada: 
A Aumentar o peso do consumo privado na despesa total, ainda que 
sacrificando o peso do investimento; 
B Aumentar o peso do consumo privado na despesa total, mantendo o peso 
do investimento. 
a) Identifique, justificando, as medidas que o governo deveria adoptar em cada 
hipótese A e B. 
b) Quantifique as medidas identificadas em a). 
c) Por qual das duas hipóteses deveria o governo optar se pretendesse: 
c1) maximizar o peso da despesa privada no total da despesa; 
c2) minimizar o défice do seu orçamento. 
d) Explique como seria afectada a eficácia das medidas adoptadas – em 
termos de expansão do produto real – se a função do Consumo Público 
passasse a ser dada pela expressão G = 400 + 0,05Y. 
 
 6 
2.4. Mobilidade internacional de capitais financeiros perfeita 
Considere uma pequena economia aberta cujo comportamentopode ser descrito 
pelas seguintes relações funcionais: 
C = 50 + 0,75 Yd M = 1000 
I = 500 – 10 i P = Pf = 1 
G = 400 L = 300 + 0,4 Y – 10 i 
X = 550 – 10 e if = 10 
Q = 50 + 0,2 Y + 5 e dBal. Fin./di = � 
T = 0,2 Y 
 
Nota: vigora um regime de câmbios flexíveis e a taxa de câmbio nominal (e’) está 
definida ao certo. Admita que Bal. Capital = 0. 
 
a) Indique a expressão analítica da linha BP=0. Justifique. 
b) Determine os níveis de equilíbrio do rendimento/produto, taxa de juro e taxa de 
câmbio nominal. Calcule os saldos orçamental, da balança corrente e da balança 
financeira (operações não monetárias). 
c) Preocupado com a situação deficitária da balança corrente, o governo deste país 
pretende tomar medidas no sentido de promover o equilíbrio desta balança. 
c1) Que medida(s) deve tomar? Justifique adequadamente e quantifique a(s) 
medida(s) e os seus efeitos sobre o rendimento, a taxa de juro e a taxa de 
câmbio nominal. 
c2) A(s) medida(s) a tomar seria(m) a(s) mesma(s) no caso de vigorar um 
regime de câmbios fixos, com o Banco Central comprometido com uma taxa 
de câmbio nominal igual a 10? Justifique devidamente e quantifique a(s) 
medida(s) necessária(s) neste caso ao reequilíbrio da balança corrente e os 
seus efeitos sobre os valores de equilíbrio das principais variáveis. 
c3) Represente graficamente as situações das duas alíneas anteriores. 
 
 7 
2.5. Mobilidade internacional de capitais financeiros imperfeita 
2.5.1. Considere os seguintes elementos relativos a uma determinada economia: 
 
 C = 200 + 0,8Yd 800=M
 
G = 200 L = 100 + 0,2Y - 4i 
 I = 300 - 12i 2=P 
 T = 0,25Y K= -350 + 10i 
 X = 474 + 30 (1/e) Q = 340 + 0,08Y - 12 (1/e) 
 
A economia está em equilíbrio global quando e = 1/5, Y = 1800; i = 15. 
 
a) Sabendo que a economia segue um regime de flutuação livre da taxa de câmbio 
e Admita que o Banco Central decide aumentar a oferta nominal de moeda para 
900 u.m.. Calcule a variação do produto provocada pela adopção desta medida. 
b) Considere uma outra economia em tudo idêntica à anterior mas em que vigora 
um regime de câmbios fixos, com e =1/5. 
b1) Admita que: 
• o governo desta economia está empenhado num programa de 
desenvolvimento da economia que exige o maior crescimento possível 
do produto; 
• o referido programa limita o aumento das despesas públicas autónomas a 
30 u.m.; 
• o Banco Central mostra total cooperação com o governo. 
Apresente, quantificando, a(s) política(s) económica(s) seleccionadas pelo 
governo e faça a respectiva representação gráfica. 
b2) Quantifique o efeito das medidas seleccionadas em b1) sobre a balança de 
bens e serviços desta economia. 
 
 8 
2.5.2. Imagine a Tuga-lândia, uma pequena economia aberta que adoptou um 
regime de câmbios fixos, cujo funcionamento pode ser descrito pelas 
seguintes relações: 
 
C = 600 + 0,7Yd G = 800 + 0,2Y 
I = 750 – 15i T = 0,3Y 
R = 250 X = 450 + 8(1/e) 
Q = 250 – 7(1/e) + 0,18Y K = - 75 + 50i 
M = 8000 L = 650 + 0,3Y – 15i 
P = 4 P f = 2 
 
Actualmente a Tuga-lândia encontra-se em equilíbrio interno, sendo o valor do 
rendimento disponível de 3750. 
 
a) Determine o valor que foi fixado para o objectivo de taxa de câmbio nominal, bem 
como os saldos da balança de bens e serviços e da balança financeira (op. não 
monetárias) na situação actual. 
b) Represente graficamente a situação actual da Tuga-lândia, explicando porque 
razão ela não é sustentável. 
c) Indique, justificando, que política as Autoridades da Tuga-lândia devem utilizar se 
pretenderem que o ajustamento da economia para o equilíbrio global seja feito 
em simultâneo com um aumento do produto face à situação actual. Quantifique 
essa política e os seus efeitos. 
d) Se, em contrapartida, a Tuga-lândia estivesse num regime de câmbios flexíveis, 
qual seria a sua resposta à questão b)? 
 
 
 9 
3. EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO – AVALIAÇÃO DE ANOS ANTERIORES 
3.1. 2º mini-teste 2008/09 
1) Considere que a economia A pode ser descrita pelos seguintes elementos de um 
modelo keynesiano simples: 
C = 200 + 0,8 Yd
I = 160 + 0,1 Y 
R = 100 – 0,2 Y 
G = 100 
T = 50 + 0,3 Y 
Defina e calcule o multiplicador dos gastos públicos (G ). 
2) Considere agora que a economia A pode ser melhor descrita por um modelo 
IS/LM, através das equações comportamentais abaixo. 
C = 200 + 0,8 Yd M = 700 
I = 190 – 3 i + 0,1 Y P = 2 
R = 100 – 0,2 Y L = 200 + 0,2 Y – 5 i 
G = 100 
T = 50 + 0,3 Y 
 
a) Calcule o equilíbrio global da economia A. 
b) Imagine que as autoridades de política económica pretendem aumentar o 
produto em 30 unidades utilizando, exclusivamente, a política monetária. 
b.1) Quantifique a medida de política bem como o seu impacto sobre o saldo 
orçamental. Justifique este impacto através do respectivo mecanismo de 
transmissão. 
b.2) Admita agora que as autoridades pretendiam obter o mesmo impacto sobre 
o produto, mas com uma melhoria do saldo orçamental em 24 unidades. 
Justifique e quantifique a opção de política. Represente graficamente. 
 
 10 
3.2. 3º teste 2008/09 
1) Considere que a economia A, actualmente em equilíbrio para Y = 5000 e i = 2, é 
descrita pelo seguinte modelo IS/LM: 
C = 660 + 0,8 Yd M = 7360 
Ip = 950 - 10 i P = 2 
G = 2610 - 0,4 Y L = 380 + 0,7 Y – 100 i 
T = 1500 
Suponha que esta economia regista um choque negativo no investimento 
autónomo no valor de 134 unidades. 
a) Calcule os impactos deste choque sobre o rendimento de equilíbrio. 
b) Admita agora, alternativamente, que os agentes económicos consideram que 
a taxa de juro (i = 2) tem um valor extremamente baixo e, esperando uma 
queda no preço dos activos financeiros, têm total preferência por moeda. 
Nesta situação, calcule o impacto do mesmo choque sobre o rendimento de 
equilíbrio e, justificando, compare-o com o impacto obtido na alínea anterior. 
Faça uma representação gráfica que ilustre as duas situações. 
 
2) Considere agora que se conhecem as equações que representam as relações 
externas da mesma economia A, mantendo-se o equilíbrio em Y = 5000 e i = 2: 
X = 3950 - 80 e Pf = 1 
Q = 2200 + 0,1 Y + 45 e K = - 50 + 25 i 
Imagine que as autoridades de política económica pretendem melhorar o saldo 
da balança corrente em 50 unidades. 
a) Assumindo que o Banco Central da economia A se comprometeu em manter 
fixa a taxa de câmbio actual, quantifique as acções a adoptar pelas 
autoridades de política económica. 
b) Suponha que a economia está agora em câmbios flexíveis. Pretendendo-se 
atingir o mesmo objectivo com o mesmo instrumento utilizado em a), 
quantifique a medida de política bem como os seus efeitos sobre o rendimento 
e taxa de juro de equilíbrio. 
 
 11 
3.3. Exame época normal 2008/09 
1) Considere que a economia A pode ser descrita pelos seguintes elementos de um 
modelo keynesiano simples: 
C = 750 + 0,6 Yd 
I = 300 + 0,4G 
G = 50 + 0,2 Y 
T = 1500 
Deduzindo o respectivo multiplicador, calcule o impacto sobre o rendimento de 
equilíbrio decorrente de um aumento dos impostos autónomos em 8 unidades. 
 
2) Considere os seguintes elementos, representativos do funcionamento da 
economia B: 
C = 875 + 0,5 Yd T = 0,21 Y 
G = 650 M = 1400 
I = 1600 - 25 i L = 400 + 0,25 Y - 25 i 
R = 300 P = 1 
 
a) Imagine que se observa na economia B um rendimento de 5000 e uma taxa 
de juro de 12. Verifique se esta situação é de equilíbrio no mercado de bens e 
serviços e no mercado financeiro/títulos. Justifique. 
b) Partindo da situação de equilíbrio global, as autoridades da economia B 
pretendem provocar um aumento de 2% no rendimento disponível das 
famílias através da manipulação da massa monetária. Quantifique esta 
medida de política. 
 
3) Considere agora que a economia B se abriu aoexterior, pelo que o seu 
funcionamento se caracteriza pelas equações de (2) e pelos seguintes 
comportamentos adicionais: 
X = 650 - 3 e if = 10 
Q = 100 + 0,1 Y + 2 e dK/di = ∞ 
Pf = 1 
 
 12 
a) Imagine que se sabe que uma subida na taxa de juro internacional provocaria 
um aumento no rendimento de equilíbrio. Qual o regime cambial adoptado 
pelas autoridades da economia B? Justifique sem quantificar. 
b) Suponha que vigora um regime de câmbios fixos nesta economia. 
Imagine que as autoridades pretendem melhorar o saldo orçamental. Para 
concretizar este objectivo podem seguir duas vias alternativas: i) alterar os 
gastos públicos autónomos em 100 ou ii) alterar as transferências autónomas 
em 100. Indique, justificando, qual a alternativa mais eficaz para atingir o 
objectivo definido. Quantifique a actuação das autoridades de política e o 
respectivo impacto sobre o saldo orçamental. 
 
3.4. Exame época recurso 2008/09 
1) Considere a figura seguinte que representa, à luz do modelo keynesiano simples, 
o impacto de um choque ocorrido numa determinada economia. 
 
Determine o multiplicador da procura autónoma e o declive da função Despesa 
Planeada (a) para esta economia. 
 
 13 
2) No contexto do modelo IS-LM em economia aberta, a estrutura de uma grande 
economia pode ser sintetizada pelas seguintes relações: 
C = 280 + 0,7 Yd M = 3237 
G = 500 + 0,1 Y P = 2 
I = 1250 - 15 i L = 150 + 0,3 Y - 15 i 
T = 0,2 Y 
R = 100 
 
X = 1000 - 5 e K = - 50 + 30 i 
Q = 300 + 0,15 Y + 5 e fP =1 
Sabe-se também que na Balança Financeira não Monetária foram registados 
apenas os seguintes lançamentos durante o período t. 
 Débito Crédito 
Investimento directo 203 
Outro investimento 100 
Esta economia fixou a taxa de câmbio nominal em 10 e durante o período t o 
rendimento foi de 5150. 
 
2)a) Caracterize a situação desta economia no período t quanto ao equilíbrio no 
mercado bens e serviços, no mercado monetário e quanto ao equilíbrio 
externo. 
2)b) Considere agora que se verifica nesta economia uma situação de equilíbrio 
global para Y = 5000 e i = 10. Mantém-se o regime cambial e todas as 
expressões analíticas do modelo, com a excepção de que M = 3000. 
Neste contexto, imagine que ocorre uma quebra nas expectativas dos 
agentes económicos que afecta negativamente o investimento autónomo 
em 282,5 unidades. 
 14 
2)b)1) Quantifique os impactos deste choque sobre o stock nominal de 
moeda e sobre o produto da economia. 
2)b)2) O Governo deste país não pode deteriorar o saldo das contas 
públicas. Por isso, argumentou que só há uma forma de eliminar os 
efeitos nefastos deste choque sobre o produto e que o programa de 
política económica em causa incluiria necessariamente a alteração 
para um regime de câmbios flexíveis. Quantifique a política a que o 
Governo se refere. 
 
3.5. Exame época especial 2008/09 
1) Considere que a economia A pode ser descrita pelos seguintes elementos de um 
modelo keynesiano simples: 
C = 576 + 0,32 Yd 
I = 255 + 0,4 G 
G = 75 + 0,2 Y 
T = 1050 
Deduzindo o multiplicador respectivo, calcule o impacto sobre o rendimento de 
equilíbrio decorrente de um aumento dos gastos públicos autónomos em 2 
unidades. 
 
2) Considere os seguintes elementos, representativos do funcionamento da 
economia B: 
C = 175 + 0,5 Yd T = 0,21 Y 
G = 130 M = 280 
I = 320 - 25 i L = 80 + 0,25 Y - 25 i 
R = 60 P = 1 
Sabe-se ainda que se observa na economia B um rendimento de 1000 e uma 
taxa de juro de 2. 
 15 
2)a) Verifique se na economia B se verifica a igualdade S (poupança) = I 
(investimento planeado). 
2)b) Considere que as autoridades da economia B têm como objectivo eleitoral 
aumentar o rendimento disponível, manipulando apenas os gastos 
públicos. Partindo da situação de equilíbrio global, quantifique qual a 
variação máxima no rendimento disponível que as autoridades poderão 
prometer, sem deteriorarem as contas públicas em mais de 20 unidades. 
 
3) Considere a abertura ao exterior da economia B, sendo agora caracterizada 
pelos seguintes comportamentos adicionais: 
 
X = 130 - 3 e if = 2 
Q = 20 + 0,1 Y + 2 e dK/di = ∞ 
Pf = 1 
 
3)a) Nesta economia vigora um regime de câmbios flexíveis. Neste novo 
contexto, pronuncie-se sobre a viabilidade da promessa eleitoral 
estabelecida em 2)b) Justifique sem quantificar. 
3)b) Imagine que a taxa de juro internacional se reduz para 1. Quantifique o 
impacto deste choque sobre o produto e a balança corrente da economia B. 
 
 
4. SOLUÇÕES DOS EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO 
2.1. 
a) Se o nível de rendimento efectivo fosse 5250 u.m., teríamos: 
Ep = 5100 
Ou seja, Y > Ep => acumulação involuntária de stocks por parte das empresas => 
redução do nível de produção e do nível de rendimento até que Y = Ep = E 
(Fazendo Y = E, vem Y = 5000) 
 16 
b) Em equilíbrio: 
pA*)6(6,1Y
pA*
08,0)2,0(1*6,01
1Y
pA*
qt)c(11
1Y
pA*
qt)c(11
1Y
qY)Q(XGI)RtYc(YCY
∆=∆
∆
+−−
=∆
∆
+−−
=∆
+−−
=
+−++++−+=
 
Ou seja, se houver uma variação de 1 u.m. na despesa autónoma, o nível de 
rendimento aumentará em 1,6(6) u.m., caeteris paribus. 
Para haver uma variação de 1 u.m. na despesa autónoma por via de uma elevação 
dos gastos públicos, estes têm de crescer exactamente em 1 u.m. Já pela via das 
transferências, estas terão de aumentar em 1/c u.m. (ou seja, 1,6(6) u.m.). Pelo que, 
para se obter a mesma variação no nível de rendimento, será necessário um 
aumento superior em R que em G; ou, de outra forma, um aumento de igual 
montante em G ou em R provoca um impacto maior sobre o nível de rendimento no 
caso de a intervenção ser pela via do acréscimo de G. 
Explicação: no caso de um aumento de 1 u.m. em G há um efeito directo sobre a 
despesa agregada em bens e serviços, de igual montante, e posteriormente um 
conjunto de efeitos indirectos resultantes de sucessivos aumentos rendimento / 
consumo; no caso de um aumento das transferências do governo para as famílias 
em 1 u.m., o impacto directo ocorre sobre o rendimento disponível, sendo que o 
primeiro impacto sobre o rendimento vem a ser apenas de c u.m., pelo que o 
conjunto global de efeitos directos/indirectos será menor. 
 
c) Objectivos: aumentar o produto da economia em 5% e manter o saldo orçamental 
equilibrado 
Instrumentos: t e G (a variarem necessariamente no mesmo sentido...) 
 
Quantificação das medidas: 
Y inicial = 5000 
 17 
Y final = 5000 + 5% * 5000 = 5250 
S.O. = 0 => t * 5250 – G – 200 = 0 (1) 
 
Equilíbrio: Y = E 
Y = 480 + 0,6 * (Y – tY + 200) + 1300 + G + 600 – (300 + 0,08Y) 
5250 = 480 + 0,6 * (5250 – t * 5250 + 200) + 1300 + G + 600 – 300 – 0,08 * 5250 
320 = G - 0,6 * t * 5250 (2) 
 
(1) + (2) => G - 0,6 * ( G + 200) = 320 
0,4 G = 440 
G = 1100 
t = 0,2476 
Em conclusão: deverá haver uma subida simultânea das despesas públicas em 
bens e serviços (no montante de 300 u.m.) e da taxa de imposto (em 4,76 p.p.); o 
aumento de G eleva o rendimento/produto, enquanto que a subida da taxa de 
imposto provoca a sua diminuição – em conjunto, contudo, o efeito da primeira 
medida predomina e o rendimento aumenta, tal como é objectivo do governo; por 
outro lado, a subida da taxa de imposto permite manter o orçamento equilibrado, 
apesar do aumento das despesas do governo. 
 
2.2. 
a) Uma vez que não se conhece a totalidade das funções de despesa, vamos 
utilizar directamente o dado referente a A , assumindo que apenas C e I têm 
componente induzida: 
IS: Y = Ep ⇔ Y = c(1-t)Y + A - b.i ⇔ Y
b
A
b
i
α
11
−= ⇔ i = 1325 - 26 Y. 
LM: ⇔+−=⇔−== Y
h
k
P
M
h
ihikYL
P
M D 1
 i = -250 + 0,55Y (nota: 0=L ). 
Equilíbrio global: i (LM) = i (IS) ⇔ 1325 - 2,6Y = -250 + 0,55Y ⇔ Y=500; i=25.18 
b) Multiplicador orçamental (por ex., de G∆ ). Calculando em termos de variações, 
temos: 
IS: 
⇔∆=∆ EpY ⇔∆−∆=∆ Y
b
A
b
i
α
11
⇔∆−∆=∆ Y
b
G
b
i
α
11 YGi ∆−∆=∆ 6,25 
LM: YiihYkL
P
M D ∆=∆⇔∆−∆=∆=��
�
�
��
�
�∆ 55,0 , com 0=∆M . 
Eq.º: GYYYG ∆=∆⇔∆=∆−∆ 587,155,06,25 . Logo, αG = 1,587. 
(Nota: se tivéssemos, por ex., R∆ , então αR = c . 1,587 = 0,9522. Porquê?) 
Multiplicador monetário ( M∆ ): 
IS: ⇔∆=∆ EpY 0,6,2 =∆∆−=∆ AcomYi . 
LM: 
YMiihYk
P
MihYkL
P
M D ∆+∆−=∆⇔∆−∆=∆⇔∆−∆=∆=��
�
�
��
�
�∆ 55,0515,1 
Eqº.: MYYMY ∆=∆⇔∆+∆−=∆− 481,055,0515,16,2 . Logo, αM = 0,481. 
 
c) Sabendo que R = 20, temos 38265 =⇔=+++= GRcGICA 
d) Se a política orçamental expansionista for implementada via G∆ , temos 
(utilizando o resultado da alínea b): 
Objectivo: 15=∆Y ; logo, como GY ∆=∆ 587,1 , então 45,9=∆G . 
Substituindo na LM, temos ∆i=8,25 . 
Se o objectivo for também 0=∆i , os responsáveis deverão, em simultâneo com a 
política orçamental, proceder a uma expansão monetária (policy-mix), isto porque o 
aumento de M => EOM/EPT => diminuição de i. 
Temos então, 
IS: YGi ∆−∆=∆ 6,25 ⇔ ∆G =7,8 
LM: YMi ∆+∆−=∆ 55,0515,1 ∆ M =5,4. 
 
e) Sg0 = T - (G+R) = 42; Sg1 = 37,2 
 
 19 
2.3. 
a) 
A: política orçamental expansionista: ∆+R ou ∆-t; 
B: política fiscal expansionista (como em A) + política monetária expansionista (de 
modo a que 0≤∆i ). 
 
b) 
Objectivo: 209090 =′�=∆ YY 
A: Se o instrumento for t, temos: 
IS: Y = C + G + I = 20 + 0,8 (Y – t’Y) + 400 + 500 - 10i ⇔ i = 92 - (0,02 + 0,08 t’)Y 
LM: i = -40 + 0,03Y. 
Eqº: 92 - (0,02 + 0,08 t’)Y = -40 + 0,03. 
Substituindo com Y = 2090, obtemos t’ = 0,1645 � ∆t=-0,0355; i’ = 22,7. 
Se optássemos pelo instrumento R , teríamos ∆ R = 74,3. 
 
B: Se o instrumento de política orçamental for t, temos: 
IS: i = 92 - (0,02 + 0,08 t’)Y 
LM: i = 10 - 0,1 M ′ + 0,03Y 
Restrição: como I/Y = 0,15 (valor no equilíbrio inicial), então I’/Y’ = 0,15 ⇔ 
0135,01865,015,0
2090
10500
−=∆�=⇔=−⇔ iii . 
Substituindo na LM e na IS, temos t’ = 0,1887 e M ′ = 540,5 (ou seja, ∆t = -0,0113 
e ∆ M = 40,5). 
 
c1) A: (C+I)/Y = 0,801; B: (C+I)/Y = 0,801 => É indiferente. 
c2) Como a opção B exige uma menor redução da taxa de imposto, espera-se que 
esta resulte num Sg maior (ou num défice menor). 
 
 20 
d) A eficácia viria aumentada: o efeito multiplicador (via multiplicador Keynesiano) 
viria aumentado em ambas as hipóteses A e B 
 
2.4. Mobilidade internacional de capitais financeiros perfeita 
a) Expressão da linha BP=0: i = if = 10 
De facto, tendo-se dBal.Fin./di = �, qualquer variação da taxa de juro interna (por 
pequena que fosse) levaria imediatamente a entradas/saídas de capitais de 
montante ilimitado, até que a taxa de juro interna re-convergisse para a taxa de juro 
internacional (note-se, aliás, que, tratando-se de uma pequena economia, o 
movimento de re-convergência ocorre apenas via taxa de juro interna). 
 
b) Em equilíbrio, verifica-se: 
• MBS: Y = Ep 
Y = C + I + G + X – Q 
i = 145 – 0,06 Y – 1,5 e [1] 
 
• MM: M/P = L 
i = -70 + 0,04 Y [2] 
 
• Mcambial: BP = 0 
i = if = 10 [3] 
 
Substituindo [3] em [2], vem Y = 2000 e, usando [1], e = 10 => e’= 10, dado que 
P=Pf=1. 
• Sg = T – G = 0,2 * 2000 – 400 = 0 
• Bal. Corrente = X – Q = 550 – 10 * 10 – (50 + 0,2 * 2000 + 5 * 10) = -50 
• Bal. Financeira (op. não monetárias) = - Bal. Corrente = 50 
 
c1) Para equilibrar a balança corrente, torna-se necessário elevar as exportações 
líquidas, o que exige uma depreciação cambial. Para induzir a depreciação cambial, 
o governo deverá implementar uma política monetária expansionista (aumento de 
M). A elevação da oferta de moeda deveria conduzir a uma descida da taxa de juro 
interna, gerando uma saída de capitais financeiros e provocando um défice externo. 
No contexto de câmbios flexíveis e preços fixos, tal leva a uma depreciação 
 21 
(nominal e real) da moeda nacional, conduzindo ao aumento das exportações e à 
diminuição das importações. 
 
Quantificando: 
• Objectivo: X – Q = 0 
500 – 0,2 Y – 15 e = 0 [1] 
• Equilíbrio no MBS: Y = Ep, com X - Q = 0 
Y = 50 + 0,75 (Y – 0,2 Y) + 500 – 10 i + 400 
i = 95 – 0,4 Y [2] 
• Equilíbrio no MM: M/P = L 
M/1 = 300 + 0,4 Y – 10 i [3] 
• Equilíbrio no Mercado Cambial: BP = 0 
i = if = 10 [4] 
• Logo, i = 10; Y = 2125; e = 5 (e’ = 5); M = 1050 
• O banco central deverá aumentar a oferta nominal de moeda em 50, 
conduzindo a uma depreciação nominal (∆e’ = -5) e à expansão do produto 
em 125. 
 
c2) Em câmbios fixos, a medida tomada no quadro da alínea anterior é ineficaz. 
Neste caso, a correcção do défice corrente exigirá uma política orçamental 
restritiva, por exemplo, uma redução da despesa pública em bens e serviços. 
Actuando desse modo, o rendimento irá diminuir, fazendo reduzir as importações. 
De igual modo e num primeiro momento (muito temporário...), a taxa de juro interna 
irá descer, conduzindo a uma saída de capitais financeiros e à necessidade de o 
banco central intervir em defesa da paridade da moeda nacional. O que significa 
que a oferta nominal de moeda irá reduzir-se, acomodando a igualdade entre i e if e 
acentuando a quebra no produto/rendimento, com a qual, induzindo menores 
importações, se corrige o défice corrente. 
 
Quantificando: 
• Objectivo: X – Q = 0 
500 – 0,2 Y – 15 e = 0 
Neste caso, e’ = e = 10 => Y = 1750 [1] 
• Equilíbrio no MBS: Y = Ep 
Y = C + I + G + X – Q, com X - Q = 0 
 22 
Com Y = 1750 => G = 250 [2] 
• Equilíbrio no MM: M/P = L 
M/1 = 300 + 0,4 Y – 10 i 
Com Y = 1750 e i = 10 => M = 900 [3] 
• Equilíbrio no Mercado Cambial: BP = 0 
i = if = 10 [4] 
• Logo, i = 10; e’ = 10; Y = 1750; G = 250; M = 900 
• O governo deverá reduzir os gastos públicos em 150, o que, associado à 
descida da oferta nominal de moeda em 100 por motivo da necessidade de 
manter a paridade, conduz a uma quebra de 250 no produto/rendimento 
 
c3) 
IS1(e=5) 
IS0(e=10) 
LM0(M=1000) 
LM1(M=1050) 
E0 E1 
E’1 
i = 
1000 
 
1125 
 
Alínea c1) 
 
 23 
 
IS1(G=250) IS0(G =400) 
LM0(M=1000) 
LM1(M=900) 
E0 E1 
E’1 
i = 10 
i 
Y 1000 
 
750 
Alínea c2) 
 
2.5. Mobilidade internacional de capitais financeiros imperfeita 
2.5.1. 
a) Trata-se de uma política monetária expansionista, em que M∆ =100. O efeito de 
esperar será uma expansão do nível de produto de equilíbrio global, como resultado 
da redução da taxa de juro e da consequente depreciação (nominal e real) da 
moeda nacional. Se resolvermos pelas variações temos, então: 
 
 IS: ∆Y = ∆Ep ⇔ 0,48 ∆Y = 42 ∆(1/e) – 12 ∆i. ⇔ ∆Y = 183,3 
 LM: ∆( M / P ) = ∆L 1/2 (∆ M ) = 0,2 ∆Y – 4 ∆i. ∆i = -3,34 
 BP=0: ∆X - ∆Q + ∆K = 0 42 ∆(1/e) – 0,08 ∆Y + 10 ∆i = 0 ∆ (1/e) = 1,143 
 
Note-se que, no novo equilíbrio, (1/e) = 6,143 => e = 0,1628, o que significa que ∆e 
= -0,0372 (verificou-se uma depreciação real). 
 
 24 
b1) Num regime de câmbios fixos, apenas a política orçamental tem eficácia. Logo, 
o governo implementará uma política orçamental expansionista, seleccionando 
como instrumento ∆G = 30 (note-se que, se existissem transferências públicas no 
modelo, poderia colocar-se a hipótese de 30=∆R , mas tal medida seria menos 
eficaz que ∆G = 30 em termos de impacto no produto de equilíbrio). Como ∆e = 0 
(estamos em câmbios fixos) e M∆ é determinado endogenamente (em virtude da 
intervenção do banco central em defesa da paridade cambial), temos: 
 
 IS: ∆Y = ∆Ep ⇔ 0,48 ∆Y = 30 – 12 ∆i. ⇔ ∆Y = 52,08 
 LM: ∆( M / P ) = ∆L1/2 (∆M) = 0,2 ∆Y – 4 ∆i. ∆M = 17,5 
 BP=0: ∆X - ∆Q + ∆K = 0 - 0,08 ∆Y + 10 ∆i = 0 ∆i = 0,4166 
 
Nota (1): Porque aumenta M? A subida de i resultante do aumento de G melhora a 
B.Fin. op. não mon., mais que compensando a deterioração da BBS resultante do 
aumento de Q (devido ao aumento de Y);1 dada a BP>0, surge uma pressão no 
sentido da apreciação da moeda, levando a que o banco central intervenha no 
mercado cambial comprando divisas e vendendo moeda nacional, o que faz 
aumentar a massa monetária. 
 
Nota (2): em alternativa, o governo poderia escolher um policy-mix de políticas 
monetária e orçamental expansionistas. A resolução seria idêntica à anterior, 
mas agora com ∆ M =17,5 a ser determinado exogenamente, como resultado de 
uma expansão da oferta nominal de moeda por parte do banco central no mercado 
monetário e já não de uma intervenção do banco central no mercado cambial. 
Em qualquer caso, teríamos graficamente: 
 
1
 Assume-se que a mobilidade internacional de capitais é imperfeita mas muito elevada, 
implicando que dK/di > dQ/dY. 
 25 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Y
LM0 
BP=0 
IS0 
E0 
IS1 
15 
1800 
LM1 
E1 
1852,05 
15,42 
 
b2) A partir dos resultados da alínea 2.a) retira-se que: 
∆BBS = ∆X - ∆Q = -0,08 ∆Y = -4,2. 
 
2.5.2. 
a) Sabendo que Yd = Y – 0,3Y + 250 = 3750 ⇔ Y = 5000 e que este é um ponto de 
equilíbrio interno da economia (mercado de bens e serviços e mercado monetário): 
MBS: Y = C + I + G + X - Q ⇔ 
⇔ 0,49Y = 2525 - 15i + 15(1/e). 
Com Y = 5000, temos -75 = -15i + 15(1/e) ⇔ i = 5 + (1/e). 
 
MM: P/M = L ⇔ 
⇔ 8000/4 = 650 + 0,3Y –15i ⇔ i = 10. 
 
Então, utilizando Y = 5000 e i = 10, obtemos: 
� i = 5 + (1/e) ⇔ e = 1/5. Como e = e’(P/Pf) ⇔ 1/5 = e’ (4/2) ⇔ e’ = 0,1 
� BBS = X – Q = -625 
� B.Financeira (não mon.) = K = 425. 
 
b) Como BP = X – Q + K = -625 + 425 = -200 < 0, em termos gráficos o ponto de 
equilíbrio interno (intersecção da IS com a LM) deverá localizar-se abaixo da curva 
BP=0. As expressões das curvas vêm: 
 IS (e=1/5): i = 173,3(3) – 0,0326(6) Y 
 LM ( M =8000): i = -90 + 0,02Y 
 BP=0 (e=1/5): X - Q + K = 0 ⇔ i = -4 + 0,0036Y. 
 26 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Y
LM 
BP=0 
IS 
E
BP<0 
10 
5000 
 
Do actual ponto de equilíbrio interno, a economia tenderá para um ponto de 
equilíbrio global (interno e externo): no ponto E, como BP<0, existe um excesso de 
oferta de moeda nacional no mercado cambial, o que gera uma pressão para a 
depreciação da moeda nacional; como estamos em câmbios fixos, o banco central 
terá que intervir em defesa da paridade cambial, comprando moeda nacional em 
troca de divisas; o que significa que a oferta nominal (e real) de moeda irá reduzir-
se, provocando uma deslocação da curva LM para cima, até que (via redução de 
Y => redução de Q e aumento da BBS; e aumento de i => aumento da B.Fin. não 
mon.) se chegue a [BP=0] ∩ IS ∩ LM � ponto de equilíbrio global com Y à esquerda 
de Y = 5000. 
 
c) Deverá ser seleccionada uma política orçamental expansionista (por exemplo, 
tendo como instrumento uma subida dos gastos públicos autónomos, G ). Esta 
medida leva ao aumento do produto e da taxa de juro de equilíbrio no MBS e no MM 
(deslocação da IS para cima); a subida de Y induz um aumento de Q e, logo, uma 
redução da BBS, mas que é mais que compensado pelo efeito ascendente da 
subida de i sobre K, até que se chegue a [BP=0] ∩ IS ∩ LM � ponto de equilíbrio 
global com Y à direita de Y = 5000. 
 
Utilizando algumas das expressões já deduzidas nas alíneas a) e b) e sabendo que 
∆e = 0 (estamos em câmbios fixos) e que 0=∆M (não existe política monetária e 
admite-se que não chega a verificar-se intervenção para defesa da paridade 
cambial), temos: 
 27 
 IS: 0,49 ∆Y = G∆ -15 ∆i ⇔ ∆Y = 1,2721 ∆G (1) 
 LM: 0 = 0,3 ∆Y – 15 ∆i ∆i = 0,02 ∆Y (2) 
 
Por outro lado, como na situação inicial BP=-200, então o estabelecimento de BP=0 
=> ∆BP=200. Resulta daqui que: 
∆BP = 200 ⇔ ∆X - ∆Q + ∆K = 200 ⇔ -0,18 ∆Y + 50 ∆i = 200 (3) 
 
A partir das equações (1) e (2), tiramos: 
∆Y = 243,9; ∆i = 4,88; ∆G = 192. 
 
Nota: o exercício podia ser resolvido calculando directamente os níveis de equilíbrio 
global de i’, Y’ e G ’, fazendo uso de BP’ = 0 e e =1/ 5. 
 
d) Num regime de câmbios flexíveis, o ponto E também não será sustentável. 
Nesse caso, o excesso de oferta de moeda nacional no mercado cambial leva a 
uma depreciação da moeda nacional (em termos nominais e reais, uma vez que P e 
Pf estão fixos), determinando uma melhoria da BBS (aumento de X e redução de Q). 
Daqui resulta, por um lado, uma melhoria da BP (deslocação da BP=0 para baixo) 
e, por outro, um aumento da despesa planeada e, consequentemente, do produto e 
da taxa de juro de equilíbrio no MBS e no MM (deslocação da IS para cima). O 
ajustamento prosseguirá até que (via aumento de i => aumento da B.Fin. não mon., 
que mais que compensa o aumento de Y => redução da BBS) se chegue a 
[BP=0] ∩ IS ∩ LM � ponto de equilíbrio global com Y à direita de Y = 5000 (mas não 
tanto como no resultado da alínea c). 
 
3.1. 2º mini-teste 2008/09 
1) Multiplicador dos gastos públicos autónomos (∆Y/∆G): variação no 
rendimento de equilíbrio induzida por um aumento dos gastos públicos autónomos 
em uma unidade. 
=> ∆Y/∆G = 2. 
2)a) 
Equilíbrio global (IS ∩ LM): 
IS: Y = 1060 – 6 i Y = 1000 
LM: Y = 750 + 25 i i =10 
 
 28 
2)b.1) 
Em variações: 
IS: ∆Y = – 6 ∆i ∆i = - 5 
LM: ∆M/2 = 0,2 ∆Y – 5 ∆i ∆M = 62 => ∆SO = 0,5*∆Y = 15 
∆Y = 30 ∆Y = 30 
 
Mecanismo de transmissão: 
∆+M ������� ∆−i ∆+Ls
∆+I
����	
��
�
∆+Y ∆+SO
 
 
2)b.2) 
Por um lado, a utilização da política monetária permite uma melhoria de apenas 15 
unidades no SO. Por outro lado, uma política orçamental contraccionista melhoraria 
o saldo orçamental no valor desejado, mas provocaria uma quebra no produto. 
Assim sendo, será necessário um policy mix, combinando uma política monetária 
expansionista com uma política orçamental contraccionista (por exemplo, redução 
dos gastos públicos). 
 
Em variações: 
IS: ∆Y = 2 ∆G – 6∆i ∆i = - 8 
LM: ∆M/2 = 0,2 ∆Y – 5 ∆i ∆M = 92 
∆Y = 30 ∆Y = 30 
∆SO = 0,5 ∆Y – ∆G = 24 ∆G = -9 
 
 29 
Representação gráfica: 
�
���
���
�� 
��
� 
��
��� ���
�
����
����
 
Respostas alternativas: 
∆t ou ∆r = 0,0087379 => ∆i = -7,4, ∆M = 86; 
∆T = 9 ou ∆R = -9 => ∆i = -7,4, ∆M = 86. 
 
3.2. 3º teste 2008/09 
1)a) 
Equilíbrio no Mercado de Bens e Serviços (MBS): 
Ocorrendo 134−=∆I , vem: 
∆Y = 0,8∆Y + ∆Ι – 10 ∆ i – 0,4 ∆Y (1) 
Equilíbrio no Mercado Monetário e Financeiro (MMF): 
Ocorrendo 134−=∆I , vem: 
0 = 0,7 ∆Y – 100 ∆ i (2) 
De (1) e (2) resulta: 
∆Y = – 200 
∆ i = – 1,4 
 
1)b) 
A situação descrita corresponde a uma armadilha de liquidez (LM horizontal) para 
i = 2. 
Face à 134−=∆I , (1) vem: 
0,6∆Y = – 134 – 10*0 
0,6∆Y = – 134 
∆Y = – 223,3(3) 
 30 
 
O impacto do choque negativo no investimento autónomo sobre o produto de 
equilíbrio é maior na situação de armadilha de liquidez do que no caso da alínea a). 
Isto porque, em armadilha de liquidez, os agentes económicos têm preferência total 
por moeda, absorvendo qualquer excesso de liquidez. Na situação da alínea a) o 
choque negativo no investimento autónomo conduz a um excesso de oferta de 
moeda face à diminuição do produto e subsequente diminuição da procura de 
moeda por motivos de transacção, exigindo-se uma redução da taxa de juro para a 
reposição do equilíbrio. Esta redução atenua a diminuição do produto de equilíbrio 
via investimento.Na armadilha de liquidez, como a moeda é imediatamente 
absorvida sem que para tal seja necessário a taxa de juro baixar, o impacto 
negativo sobre o produto é superior. 
�
�
��
���
���
��
���
��
����������
���
�
�	�
 ���!"��!##�	�#
 
 
2)a) 
Objectivo: ∆ (X – Q) = 50 
 
 
 
 
 
 
Resposta alternativa: 
∆T = 462,5 => ∆i =– 2, ∆Y = – 500 
 
 31 
2)b) 
Em câmbios flexíveis, para o mesmo objectivo, ∆ (X – Q) = 50 e para o mesmo 
instrumento de política: 
 
 
 
 
 
Resposta alternativa: 
∆T = 301,79 => ∆i =– 2, ∆Y = – 285,71, ∆e = – 0,17 
 
3.3. Exame época normal 2008/09 
1) 
Dedução: 
Y = Ep 
Y = C + G + I 
Y = 750 + 0,6*(Y - T) + 50 + 0,2 Y + 300 + 0,4*(50 + 0,2 Y) 
0,12Y = 1120 - 0,6 T 
∆Y/∆T = - 5. 
∆Y = -5*8 = -40. 
2)a) 
Mercado de bens e serviços: 
Y = 5000 > Ep = 4950 (EOBS) 
 
Mercado monetário: 
M/P = 1400 > L = 1350 (EOM) 
Como o mercado financeiro/títulos é simétrico do monetário, temos uma situação de 
EPT. 
 
2)b) 
Objectivo de política: 
Yd0 = (5000 - 0,21*5000) + 300 = 4250 => Yd1 = 1,02*4250 = 4335 
 
 32 
Em níveis: 
IS: 0,605 Y = 3275 - 25 i i = 7,3962 
LM: M/1 = 400 + 0,25 Y - 25 i M = 1491,994 
Obj: (Y - 0,21 Y)+300 = 4335 Y = 5107,595 
 
3)a) 
Ajustamento em câmbios flexíveis a um choque na taxa de juro internacional: 
Um aumento da taxa de juro internacional provoca um défice da Balança de 
Pagamentos => pressão para a depreciação nominal (e real) da moeda nacional => 
efectiva depreciação => melhoria da balança corrente => aumento da procura 
desejada => aumento do produto, em equilíbrio. 
 
Ajustamento em câmbios fixos a um choque na taxa de juro internacional: 
Um aumento da taxa de juro internacional provoca um défice da Balança de 
Pagamentos => pressão para a depreciação nominal (e real) da moeda nacional => 
o banco central intervém, via redução da massa monetária para evitar a 
depreciação => EPM => aumento da taxa de juro doméstica => diminuição do 
investimento => diminuição da procura desejada => diminuição do produto, em 
equilíbrio. 
 
Resposta: Regime de câmbios flexíveis. 
 
3)b) 
A opção mais eficaz será reduzir as transferências autónomas porque o 
multiplicador associado é inferior; logo, esta opção terá um menor impacto sobre a 
redução do produto e, consequentemente, sobre os impostos. O saldo orçamental 
melhorará mais via redução das transferências do que via redução dos gastos 
públicos. 
 
Objectivo de política: 
Melhorar o saldo orçamental através de uma redução em 100 das transferências 
autónomas. 
 33 
Em variações: 
IS: 0,705 ∆Y = - 0,5*100 - 25 ∆i – 5 ∆e ∆Y = -70,922 
LM: ∆M/1 = 0,25 ∆Y – 25 ∆i ∆M = -17,73 ∆SO = 0,21*(-70,922) + 100 = 85,1064 
LIF: ∆i = ∆if = 0 ∆i = 0 
∆e = 0 ∆e = 0 
 
3.4. Exame época recurso 2008/09 
1) Tendo em conta o gráfico dado, sabemos que uma variação da Despesa 
Planeada (Ep) de 50 unidades provoca uma variação do produto de 100 unidades. 
Logo, o multiplicador da procura autónoma é igual a 2. 
 
Sendo o multiplicador em causa igual a 1/(1-a), o declive da função Ep (=a) é igual a 
0,5. 
 
2)a) 
Para esta economia sabemos que Y = 5150 e que e’ = 10. 
Logo, e’ = 10 � e = (e’. P) / Pf = 20 
 
Podemos ainda determinar o saldo da Balança Financeira não Monetária (K). 
Fazendo a diferença entre crédito e débito, o saldo desta balança é igual a 103. 
Logo, sabendo que 
K = - 50 + 30i , obtemos i = 5,1. 
 
• Contas externas (CExt) 
X – Q = 1000 – 5e – 300 – 0.15Y – 5e 
Para os valores conhecidos, Y = 5150, e = 20, i = 5,1, vem (X – Q) = – 272,5 
Sabemos que K=103. Logo, o saldo económico da Balança de Pagamentos é – 
169,5. Podemos concluir que existe uma situação deficitária nas contas com o 
exterior. 
 
• Mercado de bens e serviços (MBS): 
Y = 5150 vs Ep = 5150 
Logo, verifica-se uma situação de equilíbrio no mercado de bens e serviços 
 
• Mercado Monetário (MM): 
M/P = 1618,5 vs L = 1618,5 
 34 
Logo, existe equilíbrio no mercado monetário. 
 
2)b)1) 
Em variações: 
IS: 0,49 ∆Y = - 15∆i – 282,5 ∆i = - 2,5 
LM: ∆M/2 = 0,3∆Y - 15∆i ∆M = - 225 
BP=0: - 0,15∆Y + 30∆i = 0 ∆Y = - 500 
 
2)b)2) 
Uma vez que não é possível deteriorar o saldo das contas públicas, o programa de 
política económica a seguir para eliminar os efeitos negativos do choque do 
investimento autónomo sobre o produto vai consistir na adopção de uma política 
monetária expansionista, no contexto de um regime de câmbios flexíveis. 
 
Concretizando, o objectivo de política é que, face à variação negativa do 
investimento autónomo em 282,5 unidades, Y não varie, ou seja, Y = 5150. 
 
 
Em variações: 
IS: 0,49 ∆Y = - 15∆i – 282,5 - 10∆e ∆i = - 6,2778 
LM: ∆M/2 = 0,3∆Y - 15∆i ∆M = -188,3(3) 
BP=0: - 0,15∆Y + 30∆i - 10∆e = 0 ∆e = -18,83(3) 
∆Y = 0 ∆Y = 0 
 
3.5. Exame época especial 2008/09 
1) Dedução: 
Y = Ep 
Y = C + G + I 
Y = 576 + 0,32*(Y - 1050) + G + 0,2 Y + 255 + 0,4*(G + 0,2 Y) 
0,4Y = 495 +1.4 G 
∆Y/∆G = 3,5 
∆Y = 3,5*2 = 7 
2)a) 
I=S: 
I = 320 - 25*2 = 270 vs S = Sprivada + Sg 
I = 270 = S = 250 +20 = 270 
Verifica-se a igualdade. 
 35 
 
2)b) 
Objectivo e instrumento de política: 
∆Yd > 0 <= ∆G > 0. 
Restrição de política: 
(∆T - ∆G - ∆R) = - 20 � (0,21∆Y - ∆G) = - 20. 
 
Em variações: 
IS: ∆Y = 0,5*(∆Y - 0,21 ∆Y) + ∆G - 25 ∆i ∆i = 0,31 
LM: 0 = 0,25 ∆Y - 25 ∆i ∆G = 26,5 
Restrição: 0,21∆Y - ∆G = - 20 ∆Y = 31 
 
∆Yd (máximo) = ∆Y- 0,21 ∆Y = 24,5. 
 
3)a) 
Ajustamento em câmbios flexíveis a um choque nos gastos públicos: 
Um aumento nos gastos públicos provoca um aumento do produto (1) e da taxa de 
juro doméstica (2) => superavit da Balança de Pagamentos => pressão para a 
apreciação nominal (e real) da moeda nacional => efectiva apreciação => 
deterioração da balança corrente => diminuição da procura desejada => redução do 
produto e da taxa de juro, anulando, sob perfeita mobilidade de capitais, os efeitos 
(1) e (2) devido ao efeito crowding-out externo total => a política orçamental não tem 
eficácia em câmbios flexíveis com perfeita mobilidade de capitais. 
 
3)b) 
Em variações: 
IS: ∆Y = 0,5*(∆Y - 0,21 ∆Y) - 25 ∆i - 3 ∆e - 0,1 ∆Y - 2 ∆e ∆e = 19,1 
LM: 0 = 0,25 ∆Y – 25 ∆i ∆Y = - 100 
LIF: ∆i = ∆if = - 1 ∆i = - 1 
 
Impactos sobre o produto e a balança corrente: 
∆Y = - 100 
∆(X - Q) = - 85,5