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CONTABILIDADE EMPRESARIAL E COMERCIAL – PROF. CARLOS HINGST CORRÁ
DEPRECIAÇÃO
CONCEITO:
É a diminuição parcelada de valor que sofrem os bens de uso da empresa, em decorrência do desgaste pelo uso, da ação da natureza e da obsolescência.
Contabilmente, depreciar consiste em considerar como DESPESA ou CUSTO do período uma parte do valor gasto na compra dos bens de uso da empresa.
Os bens materiais, corpóreos ou tangíveis, classificados no Ativo Imobilizado, são necessários para que a empresa possa desenvolver suas atividades. São considerados bens de consumo durável porque não se desgastam no primeiro uso.
Quando uma empresa adquire um bem de duração não superior a um ano, o valor gasto na compra desse bem não estará sujeito à depreciação, devendo ser contabilizado diretamente como despesa operacional. Entretanto, cada um dos bens de consumo durável que será utilizado pela empresa para desenvolver suas atividades normais por vários anos e será depreciado ao longo do tempo de vida útil estimado para esse bem, permitindo que o valor gasto na sua aquisição seja distribuído proporcionalmente visando compor o custo ou o valor das despesas dos exercícios os quais esse bem foi utilizado.
A legislação tributária, constante do regulamento do IR (artigos 305 a 323 do RIR/99), disciplina esse assunto determinando as contas sujeitas à depreciação, fixando prazos, taxas, critérios, etc. 
Com o advento da Lei 11638/07 cujos efeitos entraram em vigor a partir de 1º. de janeiro de 2008, as regras para fixação do prazo bem como da taxa de depreciação que até então eram definidas pelo fisco, conforme citamos anteriormente, mudaram. Agora o que prevalece para se determinar as quotas de depreciação é o prazo de vida útil econômica do bem.
Segundo estabelece o item II do & 3º. do artigo 183 da Lei 6404/76 (introduzido pela Lei nº 11.941/09), as empresas deverão efetuar, periodicamente, análise sobre a recuperação dos valores registrados no imobilizado e no intangível e no diferido, a fim de que sejam:
“II – revisados e ajustados os critérios utilizados para determinação da vida útil econômica estimada e para cálculo da depreciação, exaustão e amortização.”
 
A depreciação, portanto, têm por objeto os bens materiais (tangíveis), integrantes do Ativo Imobilizado, como Computadores e Periféricos, Instalações, Móveis e Utensílios, Veículos, Edifícios e Construções etc. 
CAUSAS QUE JUSTIFICAM A DEPRECIAÇÃO
Desgaste pelo uso: após entrar em operação, com o decorrer do tempo, os bens adquiridos para uso se desgastam enfraquecendo a capacidade de produção. Por exemplo, um automóvel adquirido diariamente, no final de cinco anos, não terá o mesmo rendimento quando novo.
Ação do tempo: quando exposto aos rigores das variações atmosféricas (frio, calor, chuvas, sol, unidade, maresias), os bens de uso sofrem desgastes e também tem enfraquecida a capacidade de produção. Um automóvel, por exemplo, quando utilizado em região litorânea, em decorrência da maresia e das irregularidades das estradas, em pouco tempo apresenta ferrugens e desgaste de suas peças.
Obsolescência: o avanço tecnológico pode fazer, por exemplo, com que haja a necessidade de substituir a máquina antiga por máquinas mais modernas, para não perder a competividade na produção em relação aos concorrentes. 
TEMPO DE VIDA UTIL E TAXA
Tempo de vida útil de um bem é o período durante o qual seja possível sua utilização econômica. Esse tempo, portanto, é determinado em função do prazo em que o bem apresenta capacidade de produção.
Taxa de depreciação corresponde a um percentual fixado em função do prazo durante o qual se possa esperar utilização econômica do bem (tempo de vida útil), na produção de seus rendimentos.
Lembre-se: a partir de 1º. de janeiro de 2008, os critérios para se determinar os prazos de vida útil e respectivas taxas de depreciação mudaram: agora, o plano inicial de depreciação pode continuar sendo elaborado com base nos prazos e taxas que até então eram fixados pela legislação tributária, porém, periodicamente as empresas devem fazer o “teste de recuperabilidade”, que consiste na revisão e ajuste dos critérios utilizados para a determinação da vida útil econômica estimada para cálculo da depreciação.
Alguns prazos usualmente admitidos e as respectivas taxas de depreciação dos bens de uso mais comuns:
	ATIVO IMOBILIZADO
	PRAZOS ADMITIDOS
	TAXAS
	Edifícios e Benfeitorias
	25 anos
	4% a.a.
	Instalações
	10 anos
	10% a.a.
	Maquinários
	10 anos
	10% a.a.
	Móveis e Utensílios e Instalações
	10 anos
	10% a.a.
	Computadores e Periféricos
	5 anos
	20% a.a.
	Automóveis para transporte de mercadorias
	4 anos
	25% a.a
	Automóveis de Passageiros
	5 anos
	20% a.a.
	Motocicletas
	4 anos
	25% a.a.
	Ferramentas – em geral
	5 anos
	20% a.a.
A mesma legislação (art. 312) aceita, ainda, à opção da empresa, uma aceleração na depreciação dos bens móveis, em função do numero de horas diárias de operação com segue:
	Trabalho
	Coeficiente
	Um turno de 8 horas
	1,0
	Dois turnos de 8 horas
	1,5
	Três turnos de 8 horas
	2,0
Assim, se a empresa trabalha normalmente 8 horas diárias, a taxa admitida de depreciação dos móveis é de 10% a.a. Se trabalha em dois turnos (16 horas), pode usar a taxa de 15% a.a. e se trabalha em três turnos (24 horas), a taxa admitida é de 20% a.a. 
 MÉTODOS DE DEPRECIAÇÃO
Existem vários métodos de depreciação que podem ser aplicados. Vejamos alguns deles:
1) Método das Quotas Constantes (ou método linear): pela sua simplicidade é utilizado pelo grande maioria das empresas e consiste na divisão do valor a ser depreciado pelo tempo de vida útil do bem, sendo representada pela seguinte fórmula:
 
Taxa de Depreciação = 100% / Tempo de Vida Útil
Exemplo: suponhamos que o tempo de vida útil de um determinado bem, no valor de R$ 60.000,00, tenha sido estimado em 05 anos. Neste caso, a taxa anual de depreciação será de 20%. Veja a formula:
No exemplo:
 100% / 5 anos = 20% a.a.
R$ 60.000,00 x 20% = R$ 12.000,00 (depreciação no ano)
Caso a depreciação seja feita mensalmente, teremos:
No exemplo: 
20% a.a. / 12 meses = 1,66666% a.m.
R$ 60.000,00 x 1,66666% = R$ 1.000,00 (depreciação no mês)
2) Método da soma dos dígitos dos anos: consiste em estipular taxas variáveis, durante o tempo de vida útil do bem, sendo calculado da seguinte forma:
somam-se os algarismos que compõem o numero de anos de vida útil do bem. No exemplo anterior, teríamos:
1 + 2 + 3 + 4 + 5 = 15
O numero 15, encontrado, será o denominador da fração que determinará a taxa de depreciação de cada ano, podendo ser taxas crescentes ou taxas decrescentes, conforme se mostra:
	Ano
	Taxa Crescente (anual)
	Taxa Decrescente (anual)
	1º ano
	1/15 de 100% = 6,66666% 
	5/15 de 100% = 33,33333%
	2º ano
	2/15 de 100% = 13,33333%
	4/15 de 100% = 26,66666%
	3º ano
	3/15 de 100% = 20% 
	3/15 de 100% = 20%
	4º ano
	4/15 de 100% = 26,66666% 
	2/15 de 100% = 13,33333%
	5º ano
	5/15 de 100% = 33,33333%
	1/15 de 100% = 6,66666%
ou seja
	Ano
	Taxa (Valor) Crescente (anual)
	Taxa (Valor) Decrescente (anual)
	1º ano
	1 : 15 x R$ 60.000,00 = R$ 4.000,00
	5 : 15 x R$ 60.000,00 = R$ 20.000,00
	2º ano
	2 : 15 x R$ 60.000,00 = R$ 8.000,00
	4 : 15 x R$ 60.000,00 = R$ 16.000,00
	3º ano
	3 : 15 x R$ 60.000,00 = R$ 12.000,00
	3 : 15 x R$ 60.000,00 = R$ 12.000,00
	4º ano
	4 : 15 x R$ 60.000,00 = R$ 16.000,00
	2 : 15 x R$ 60.000,00 = R$ 8.000,00
	5º ano
	5 : 15 x R$ 60.000,00 = R$ 20.000,00
	1 : 15 x R$ 60.000,00 = R$ 4.000,00
O método decrescente de quotas de depreciação (maiores no inicio e menores no fim da vida útil), permite maior uniformidade nos custos, já que os bens,

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