Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

MATERIAL DIDÁTICO 
 
 
PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO 
PÚBLICO 
 
 
 
U N I V E R S I DA D E
CANDIDO MENDES
 
CREDENCIADA JUNTO AO MEC PELA 
PORTARIA Nº 1.282 DO DIA 26/10/2010 
 
Impressão 
e 
Editoração 
 
0800 283 8380 
 
www.ucamprominas.com.br 
 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
2 
 
SUMÁRIO 
 
INTRODUÇÃO .........................................................................................................................................3 
UNIDADE 1 - PLANEJAMENTO PÚBLICO ............................................................................................5 
UNIDADE 2 - EVOLUÇÃO CONCEITUAL DO ORÇAMENTO PÚBLICO .......................................... 16 
UNIDADE 3 - OS OBJETIVOS E A IMPORTÂNCIA DO ORÇAMENTO PÚBLICO PARA 
ESTABILIZAÇÃO ECONÔMICA .......................................................................................................... 24 
UNIDADE 4 - OS PRINCÍPIOS QUE REGEM O ORÇAMENTO PÚBLICO ........................................ 30 
UNIDADE 5 - PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO-PROGRAMA ....................................................... 36 
UNIDADE 6 - OS INSTRUMENTOS DO PLANEJAMENTO: PPA, LOA, LDO .................................. 39 
UNIDADE 7 - CLASSIFICAÇÃO DE RECEITA E DESPESA PÚBLICA ............................................ 43 
UNIDADE 8 - A LEI COMPLEMENTAR 101/00 - LRF ........................................................................ 61 
REFERÊNCIAS ..................................................................................................................................... 69 
 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
3 
 
INTRODUÇÃO 
 
A importância do conhecimento tem sido observada através de séculos e em 
cada época. Os maiores vencedores sempre detiveram a educação e o 
conhecimento, como é possível constatar através dos egípcios, gregos, romanos, 
grandes navegadores, militares, entre outros. 
As transformações pelas quais o mundo vem passando, da era industrial para 
a era da informação e o avanço tecnológico, faz surgir a configuração de um novo 
cenário, de mudanças constantes e profundas transformações nos aspectos social, 
político, econômico e cultural. Essa nova realidade faz com que a vida de pessoas e 
empresas torne-se globalizada. 
Nesse contexto, controlar déficits e equilibrar as contas públicas são 
preocupações latentes por parte de todos os setores da sociedade. 
Em relação aos organismos públicos, a administração pública precisa, cada 
vez mais, pautar por uma gerência transparente e eficaz para satisfazer aos anseios 
da população, o que significa buscar o saneamento geral das finanças dos governos 
em todas as suas esferas. Como meios para que consigam o intento, temos o 
planejamento, controle e o orçamento público. 
O planejamento objetiva corrigir distorções administrativas, alterar condições 
indesejáveis para a coletividade, remover empecilhos institucionais e assegurar a 
viabilização de objetivos e metas que se pretendem alcançar. 
Quanto ao controle da execução orçamentária, a Constituição Federal de 
1988 prevê, no art. 70, dois tipos de “fiscalização” sobre o orçamento: o controle 
interno e o controle externo. O controle interno é realizado pelos sistemas de 
Controle Interno de cada Poder. 
O orçamento, por sua vez, é um processo contínuo, dinâmico e flexível, que 
traduz, em termos financeiros, para determinado período, os planos e programas de 
trabalho, ajustando o ritmo de execução ao fluxo de recursos previstos, de modo a 
assegurar a contínua e oportuna liberação desses recursos. 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
4 
 
Esta apostila, que se trata de uma compilação, vem com o intuito de fornecer 
subsídios àqueles que trabalham na administração pública, mostrando um pouco de 
todo o processo que permeia o planejamento e o orçamento público e as 
implicações da Lei de Responsabilidade Fiscal que veio dar um norte ao país e 
contribuir para que a gestão pública seja, como falado, eficaz e transparente. 
Conceituaremos planejamento pela ótica de vários especialistas do assunto, 
falaremos de suas características, sua importância, os princípios e objetivos em 
termos governamental. 
Sobre o orçamento, analisaremos sua importância para a estabilização 
econômica, os princípios que o regem, o orçamento-programa, os instrumentos 
utilizados – Plano Plurianual (PPA), Lei Orçamentária Anual (LOA) e a Lei de 
Diretrizes Orçamentárias (LDO) – bem como o tratamento da Receita e Despesa 
pública e, evidentemente, análises mais profundas sobre a Lei de Responsabilidade 
Fiscal que engloba todos os instrumentos falados acima. 
Desejamos a todos uma boa leitura e ressaltamos que ao final, são 
disponibilizadas várias referências bibliográficas complementares, as quais 
sugerimos que utilizem para aprofundamento da matéria. 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
5 
 
UNIDADE 1 - PLANEJAMENTO PÚBLICO 
 
Um dos instrumentos administrativos que mais notoriedade obtiveram nos 
últimos 30 anos, foi o planejamento. Seu emprego sistemático, nos programas 
militares, desde a Segunda Guerra Mundial, contribuiu para aperfeiçoá-lo e 
desenvolvê-lo sobremaneira, o que estimulou as empresas e outros setores do 
governo a incorporar suas técnicas. 
Já existia uma tendência para aproximar mais e mais o orçamento do 
planejamento e, para isso, na década de 1960, surgiu o PPBS – Planning, 
Programming and Budgeting System (Sistema de Planejamento, Programação e 
Orçamento). Essa nova concepção que Giacomoni (2007) diz ser ambiciosa, 
integrava de forma sistemática: os diagnósticos, prognósticos, os objetivos, a análise 
de cursos alternativos, os programas e projetos com suas metas, os recursos a 
serem empregados, a indicação de custos, bem como os esquemas de avaliação e 
controle. O planejamento teria o papel mais saliente em todo o processo e isso seria 
possível devido ao estágio alcançado pelas modernas técnicas de informação que 
visam auxiliar a análise e a tomada de decisões. 
Entretanto, de acordo com Giacomoni (2007), surgiram problemas 
intransponíveis na trajetória de sua implantação que o levaram ao fracasso naquele 
momento, mas, felizmente não foi preciso retomar o modelo de orçamento 
tradicional, nem causou muitos estragos ao conceito moderno de orçamento. Dentre 
os problemas temos: crise econômica com a consequente escassez de recursos 
para novos empreendimentos, falta de técnicos especializados e até dificuldades 
políticas. 
 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
6 
 
1.1 - Conceitos e definições 
De acordo com Hoji (2003, p. 359): 
 
[...] o planejamento consiste em estabelecer com antecedência as ações a 
serem executadasdentro de cenários e condições preestabelecidos, 
estimando os recursos a serem utilizados e atribuindo as responsabilidades, 
para atingir os objetivos fixados. 
 
Segundo Chiavenato (2000, p. 168) “o planejamento constitui a primeira 
função da administração. Antes de qualquer função administrativa ser executada, a 
administração precisa determinar os objetivos e os meios necessários para alcançá-
los”. 
O planejamento administrativo significa decidir adiantadamente o que deve 
ser feito para alcançar determinado objetivo ou meta. 
Segundo Maximiano (1995, p. 197), “o processo de planejamento tem três 
finalidades principais: antecipação a situações previsíveis, predeterminação de 
acontecimentos e preservação da lógica entre eventos”. 
De acordo com Robbins (2002, p. 116): 
 
[...] planejamento compreende a definição das metas de uma organização, o 
estabelecimento de uma estratégia global para alcançar essas metas e o 
desenvolvimento de uma hierarquia de planos abrangente para integrar e 
coordenar atividades. Diz respeito, portanto, aos fins (o que será feito) e 
também aos meios (como será feito). 
 
Vejamos a definição de planejamento de Pereira (1999, p. 113): 
 
[...] processo de elaboração, execução e controle de um plano de 
desenvolvimento, a partir do qual fixam-se objetivos gerais e metas 
específicas, assim como a ordenação do elenco de decisões e providências 
indispensáveis para a consecução desses objetivos. Dessa forma, o plano 
de desenvolvimento poderá ser executado de maneira mais rápida, 
despendendo menos recursos e esforços. 
 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
7 
 
1.2 As dimensões do planejamento 
 Também, de grande contribuição para este estudo é o entendimento dos 
aspectos básicos das cinco dimensões do planejamento segundo Steiner apud 
Oliveira (2001, p. 32), que permitem uma visão da amplitude do planejamento, as 
quais são: 
 a primeira dimensão do planejamento corresponde ao assunto abordado, do 
que pode ser a produção, pesquisa, novos produtos, finanças, marketing, 
instalações, recursos humanos etc.; 
 outra dimensão corresponde aos elementos do planejamento, entre os quais 
podem ser propósitos, objetivos, estratégias, políticas, programas, orçamento, 
normas e procedimentos, entre outros; 
 uma outra dimensão corresponde à dimensão do tempo do planejamento, que 
pode ser, por exemplo, de longo, médio ou curto prazo; 
 outra dimensão corresponde às unidades organizacionais, pelas quais o 
julgamento é elaborado, nesse caso, pode-se ter planejamento corporativo, 
de subsidiárias, de grupos funcionais, de divisões, de departamentos, de 
produtos etc.; 
 uma quinta dimensão corresponde às características do planejamento que 
podem ser representadas por complexidade ou simplicidade, qualidade ou 
quantidade estratégica ou tática, confidencial ou público, formal ou informal, 
econômico ou caro. 
Segundo Giacomoni (2007), planejamento, programação e orçamento 
constituem os processos por meio dos quais os objetivos e os recursos, e suas inter-
relações, são levados em conta visando à obtenção de um programa de ação, 
coerente e compreensivo para o governo como um todo. 
De acordo com Sousa, Batista e Andrade (2004) planejamento é a forma de 
programar e administrar o futuro, pensando nas consequências e adaptações à 
realidade e aos fatos físicos, orçamentários, financeiros e históricos que intervenham 
no decorrer de uma ação e que podem influenciar os resultados esperados. Tal 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
8 
 
procedimento parte de premissas pré-definidas ou estimadas, as quais serão 
administradas mediante controles adequados, capazes de formalizar registros que 
buscam promover qualificação, quantificação, segurança, garantias, eficiência, 
eficácia, avaliação e, consequentemente, uma tomada de decisão mais acertada. 
Dessa maneira, pergunta-se: Mas, como planejar? Qual a ferramenta inicial 
do planejamento? Uma das resposta é que não se pode falar em planejamento sem 
controle. Essa correlação proporciona o acompanhamento da realização de fatos, 
que, agrupados, demonstram vantagens e desvantagens para qualquer ente ou 
administração pública, permitindo adaptações e ajustes, a fim de se obter resultados 
satisfatórios. 
Os autores, citados até o momento, ressaltam a íntima relação entre 
planejamento e controle, o que é verdade, pois não há sentido em estabelecer 
planos sem estabelecer formas de controlar a sua execução e, nos casos de 
desvios, executar ações de alinhamento ao objetivo e estabelecer os ajustes que a 
realidade for impondo ao longo do tempo. Assim, planejar deve ser uma constante e 
essa tarefa deve estar adequada à realidade e às necessidades da administração 
governamental. 
Tratando-se de administração pública, incluindo os órgãos das esferas 
federal, estadual e municipal, percebe-se uma exigência rotineira e constante de 
controles, relatórios e planejamento, por se tratar de administração dos direitos, 
deveres e obrigações dos bens de domínio público. O administrador público recebe 
a confiança de administrar, mediante o voto popular, e se subordina às penalidades 
da má administração, as quais são previstas em diversos instrumentos legais. 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
9 
 
Quadro 1 – Ambiente da Administração Pública 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: SOUZA, BATISTA E ANDRADE (2004). 
 
Fazendo uso do Planejamento, a Administração Pública passa a utilizar-se de 
métodos rotineiros e específicos, a fim de proporcionar ações que possam dar 
condições de se atingir determinados objetivos. Sousa, Batista e Andrade (2004) 
ressaltam que não se trata de pacotes de procedimentos padrões, pois cada 
entidade tem sua particularidade e cada uma terá seus procedimentos 
individualizados. 
De todo modo, o uso persistente e sistemático do planejamento contribui para 
desenvolvê-lo e aperfeiçoá-lo substancialmente, principalmente, se observarmos que 
a administração dos órgãos públicos atuava, digamos, “de qualquer maneira”, até 
pouco tempo atrás. Hoje, com o uso sistemático do planejamento, estão mais 
atentos às falhas e desvios, mesmo porque estão sujeitos a legislações rígidas, 
como veremos adiante. 
Observamos a importância do planejamento também nas organizações do 
setor privado, que utilizam com propriedade os seus benefícios e controles, 
elaborados de forma responsável e coerente, uma vez que é o futuro do negócio que 
está em jogo. Enumeramos abaixo algumas características relevantes ao 
planejamento: 
1. Antecedência, onde o planejamento deve anteceder aos atos e fatos 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
10 
 
previstos em seu plano de ação; 
2. Diagnóstico de situação que deve dar um feedback dos atos e fatos 
planejados; 
3. Identificação de necessidade que deve apontar os pontos que necessitam de 
mensuração e controle; 
4. Definição de programase objetivos que os explicitarão e canalizarão 
esforços para cumpri-los; 
5. Quantificação de metas e custos, onde traçará os objetivos e os custos dos 
mesmos; 
6. Avaliação de resultados; e 
7. Integração de todos os sistemas, influenciando a minimização de esforços e 
recursos e a maximização de resultados. 
 
Quando falamos acima de “legislação mais rígida”, estávamos nos 
reportando, principalmente, à Lei de Responsabilidade Fiscal – Lei Complementar nº 
101/2000, a qual ampliou a preocupação na tarefa de planejar, considerando que 
novas responsabilidades foram impostas aos gestores públicos. 
Para falarmos de responsabilidade → planejamento → administração 
precisamos entender algumas nuances entre gestão e administração. 
Vários autores inferem que gestão e administração são termos aplicados 
como sinônimos, entretanto, tem-se observado que todo gestor é administrador, mas 
nem todo administrador é gestor. Enquanto o conceito de administração para 
Ferreira (2004) é “conjunto de princípios, normas e funções que têm por fim ordenar 
a estrutura e funcionamento de uma organização”, o conceito de gestão é mais 
amplo, pois, além de envolver a administração, está diretamente ligado aos projetos 
da entidade, como relevar a situação mercadológica e preocupar-se com seus 
funcionários, fornecedores, governo e população. Assim, a efetiva gestão 
proporciona o atingimento de resultados com grandes repercussões junto ao status 
quo da entidade e de todos seus envolvidos. 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
11 
 
Segundo Sousa, Batista e Andrade (2004), quanto aos administradores 
públicos, esses estão sob evidência, já que, além de serem mandatários do povo 
que os elegeram, estão sob regime de leis e normatizações que os obrigam a ser 
veementes planejadores de seus atos. 
 
1.3 O planejamento governamental 
Para gerenciar a “coisa pública”, a própria legislação pública fornece 
instrumentos capazes de dar subsídios, ou seja, a Lei Orçamentária Anual (LOA), a 
Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), o Plano Plurianual (PPA), definidos no artigo 
165 da Constituição Federal (CF); o Plano Diretor, em cidades com mais de vinte mil 
habitantes, exaltado no artigo 182, §1º, da CF/88; e, ainda, o Estatuto da Cidade, 
conforme Lei nº 10.257/01; todos se apresentam como instrumentos governamentais 
que, ao mesmo tempo em que denotam e induzem a um planejamento real das 
condições das entidades públicas e de seus representantes, atendem às referidas 
exigências legais, dando todas as informações precisas e necessárias para a 
tomada de decisão. 
Os três primeiros instrumentos mencionados devem relacionar entre si de 
forma harmônica e eficaz. Essa harmonia deve refletir a coerência, a sistematização 
e a identidade de vontades presentes nas referidas normas legais e sua eficácia 
deve retratar os esforços para o atingimento de seus objetivos. Cada um deles será 
discutido em seus pormenores em capítulos adiante. 
Conforme Sousa, Batista e Andrade (2004), pode-se considerar o 
planejamento como uma forma de se direcionar energia, em busca de se atingir uma 
meta ou objetivo. Porém, pode-se definir, ainda, o nível de detalhamento de 
planejamento que se quer fazer. Considerando a precária aplicação do 
planejamento, sempre são criadas normas. Sob a luz da Constituição Federal de 
1988, da Lei nº 4.320/64 e da Lei Complementar nº 101/00 (LRF), combinadas com 
as Portarias do Ministério do Orçamento e Gestão, verifica-se que essas ditam 
preceitos relativos ao orçamento público, realçando as exigências de controle e 
planejamento, inclusive quanto à forma de programação estabelecida através de 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
12 
 
diretrizes, programas, objetivos, ações, metas e prioridades da administração. 
Todas as tarefas do planejamento, se bem trabalhadas, repercutirão na 
execução orçamentária, na previsão de metas bimestrais de arrecadação, a 
programação financeira e o cronograma mensal de desembolso, além da fixação e 
reprogramação de cotas orçamentárias e financeiras com maior grau de 
assertividade. 
Assim, pode-se observar que o processo de planejamento é contínuo; ele não 
pára, e pode ser visualizado conforme o Quadro 2: 
 
Quadro 2 – Processo do Planejamento 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Sousa, Batista e Andrade (2004) 
 
Enfim, o planejamento em uma administração pública é a programação do 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
13 
 
futuro, garantindo-lhe propostas e adaptações à realidade econômica e social local, 
aos aspectos orçamentários e financeiros, levando em consideração os fatos 
históricos. Aliado ao cumprimento do planejamento, busca-se o atendimento à Lei de 
Responsabilidade Fiscal, no que tange ao equilíbrio das contas, à transparência, à 
responsabilidade e ao controle, sendo necessária uma mudança de cultura dos 
gestores. 
O Estado, ao contrário das empresas, não tem por objetivo obter lucro, mas 
sim, promover o bem-estar da sociedade. Sendo assim, o planejamento 
governamental difere do planejamento organizacional em alguns aspectos e pode 
ser classificado também em: nacional – define as diretrizes para o país; regional – 
limita-se a regiões do país com peculiaridades econômicas e sociais específicas; 
urbano – limita-se a âmbito municipal planejando o crescimento e desenvolvimento 
da cidade e; setorial – quando relaciona-se a determinados setores, como por 
exemplo, saúde, educação, transportes, energia, dentre outros. 
No Brasil, por tratar-se de um estado federativo, observa-se também o 
planejamento estadual, que pode ser dividido por micro-regiões dentro do mesmo 
estado. 
Nesse ponto, faz-se necessário ressaltar que o planejamento governamental 
deve prever três variáveis políticas que interferem diretamente na implementação 
dos planos, que segundo Matus (1993, p. 92), são: “o poder, a cooperação e a 
coordenação”. A estrutura do poder, quando não prevista na formulação, inviabiliza 
ou torna deficiente a execução do planejamento. 
Salienta-se, ainda, que os problemas sociais e econômicos não possuem 
como opção uma única solução correta e viável. Nesse sentido, o planejamento 
deve selecionar uma entre as alternativas possíveis, fazendo uso dos aspectos 
políticos do planejamento. 
A decisão governamental a respeito de como conduzir o orçamento da União 
e aplicar as verbas públicas, interessa à sociedade como um todo, prevalecendo, 
neste momento, os critérios técnicos. 
Por último, no que diz respeito ao seu insucesso ou desuso, em escala 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
14 
 
mundial, evidenciam-se críticas, haja vista que a falta de planejamento é sinônimo 
de improvisação e despreparo. 
Segundo Souza (2009), embora seja verdadeiro que a experiência brasileira 
na década de 80 e o colapso das economias planificadas no início dos anos 90 
indiquemo possível insucesso do planejamento governamental, o planejamento 
continua a ser um instrumento que pode ser útil ao governo e à nação. Constitui-se, 
na verdade, na indicação dos caminhos do desenvolvimento econômico, bem como 
na transparência da aplicação dos recursos públicos. O malogro brasileiro, na 
década de 80, esteve muito mais ligado às oscilações da economia de então do que 
às falhas no planejamento em si. 
Segundo Matus (1993, p.95), no que diz respeito ao planejamento federal, 
que passou a ser utilizado a partir da década de 30, os estados passaram a utilizá-lo 
como ferramenta de alocação de recursos públicos. 
Constituem particularidades do planejamento em âmbito estadual: 
 
[...] o efetivo controle de um reduzido número dentre as variáveis de maior 
gravitação na vida econômica local; uma capacidade pouco definida de 
influenciar decisões que, ditadas por outros centros de poder, 
profundamente afetam o comportamento das economias estaduais; e o 
menor peso e grau de diversificação institucional dos poderes públicos das 
unidades federadas, quando em comparação com a União. (SOUZA, 2009, 
p. 17). 
 
Do exposto, depreende-se que o processo de planejamento estadual fica 
restringido, haja vista que os governos locais não possuem autonomia de decisão 
suficiente para interferir na realidade econômica local. Também, na maior parte dos 
estados brasileiros, a expressiva dependência de recursos alheios, faz com que 
suas metas e objetivos referentes ao planejamento só consigam ser concretizadas 
regionalmente. O caso dos estados pertencentes à região Nordeste, exemplifica 
essa contingência. 
Segundo Souza (2009, p. 23), no âmbito local ou municipal, o planejamento 
urbano diz respeito à ocupação espacial da cidade, bem como da distribuição dos 
serviços públicos essenciais à população. Um exemplo de planejamento urbano é o 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
15 
 
Plano Diretor de Brasília, que estabelece onde e como será o crescimento da cidade 
(onde haverá escolas, hospitais, prédios residenciais e comerciais, etc). 
A Constituição delega aos municípios a responsabilidade pelo planejamento 
urbano, ao determinar em seu art. 182: 
 
Art. 182 A política de desenvolvimento urbano, executada pelo Poder 
Público municipal, conforme diretrizes gerais fixadas em lei, tem por objetivo 
ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o 
bem-estar de seus habitantes. 
§ 1º o plano diretor, aprovado pela Câmara Municipal, obrigatório para 
cidades com mais de vinte mil habitantes, é o instrumento básico da política 
de desenvolvimento e de expansão urbana.§ 2º A propriedade urbana 
cumpre sua função social quando atende às exigências fundamentais de 
ordenação da cidade expressas no plano diretor. § 3º As desapropriações 
de imóveis urbanos serão feitas com prévia e justa indenização em dinheiro. 
 
No que tange às recentes mudanças no papel do Estado como principal 
agente condutor do processo de desenvolvimento econômico do país, o efeito mais 
imediato é a drástica redução no montante de recursos disponíveis para 
investimento na infraestrutura urbana. Nessas condições, o grande desafio das 
cidades passa a ser a mobilização de fontes alternativas de financiamento e a 
criação de novos arranjos institucionais que permitam compensar a crescente 
escassez de recursos 
Enfim, de acordo com Andrade (2002), o planejamento não é feito somente na 
ocasião da elaboração do plano plurianual, da lei de diretrizes orçamentárias e lei 
orçamentária. Durante a execução orçamentária, para garantir o equilíbrio das 
contas públicas, é necessário rever os planos iniciais e adequá-los à realidade, ou 
até mesmo replanejar. 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
16 
 
UNIDADE 2 - EVOLUÇÃO CONCEITUAL DO ORÇAMENTO 
PÚBLICO 
 
2.1 Origens 
Fazendo uma retrospectiva histórica, Freitas (2003) nos mostra que o 
orçamento público remonta à Constituição inglesa, outorgada em 1217, pelo rei João 
Sem Terra, e que em seu artigo 12 estabelecia restrições para a criação de tributos, 
os quais deveriam ser aprovados pelo Conselho Comum do Reino. 
Uma vez que os integrantes do conselho não estavam preocupados com as 
despesas do rei, mas com os tributos que este lhes impusera, temos nesse 
momento, muito provavelmente, o início da luta pelo controle parlamentar das 
finanças públicas, quando os nobres entenderam que o poder ilimitado do rei deveria 
ser controlado. 
Haver um excedente econômico por parte do Estado e da moeda foi condição 
primordial para as primeiras práticas orçamentárias que coincidiram com o advento 
da monarquia absoluta – passagem do feudalismo para o capitalismo. 
De acordo com Pompeu e Tassigny (2005), a partir do século XIX, a maioria 
dos orçamentos públicos, praticados em todo mundo, apresentava a forma 
semelhante dos orçamentos tradicionais: fixava a receita e a despesa. 
No século XX, o orçamento passou a ser mais que uma simples previsão de 
receita ou estimativa de despesa. Transformou-se em um instrumento legal da 
administração pública que tinha como fim auxiliar o Poder Executivo nos processos 
de planejamento, programação, execução e controle de propostas orçamentárias de 
determinado exercício, em se tratando da gestão de finanças públicas. 
O orçamento sofreu muitas alterações ao longo do tempo. Hoje em dia, 
representa um método utilizado pela administração para coordenar despesas e 
receitas públicas imprimindo-lhes organização e controle. 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
17 
 
2.2 Conceituações 
Conceitualmente, podemos dizer que constitui um mecanismo fundamental de 
planejamento e gestão dos recursos públicos. 
Segundo Ferreira (2004) o verbo orçar possui uma multiplicidade de sentidos: 
avaliar, calcular, estimar, atingir e, por extensão, planejar, calcular, etc. Acredita-se 
que a palavra “orçar” venha do italiano orzare ou do latim ordior, os quais se referem 
ao ato de planejar, de calcular ações orçamentárias ou simplesmente fazer cálculos. 
Analisando na categoria de Orçamento Público, segundo Pompeu e Tassigny 
(2005), podemos conceituar como sendo o ato de planejar, ou ainda, a execução e a 
aproximação de diversos objetivos de diferentes políticas que devem ser orçadas e, 
posteriormente, efetivadas por meio da administração pública. 
Segundo Baleeiro (1984) o orçamento-público é: 
 
o ato pelo qual o Poder legislativo prevê e autoriza ao Poder Executivo, por 
certo período e em pormenor, as despesas destinadas ao funcionamento 
dos serviços públicos e outros fins adotados pela política econômica ou 
geral do país, assim como a arrecadação das receitas já criadas em lei. 
 
 
Numa definição mais simples, Bastos (1991) diz que “é uma peça jurídica, 
visto ser aprovado pelo legislativo para vigorar como lei dispondo sobre a atividade 
financeira do Estado, quer do ponto de vista das receitas, quer das despesas”. 
O orçamento é um processo contínuo, dinâmico e flexível, que traduz, em 
termos financeiros, para determinado período, os planos e programas de trabalho, 
ajustando o ritmo de execução ao fluxo de recursosprevistos, de modo a assegurar 
a contínua e oportuna liberação desses recursos. 
Na realidade, o orçamento é um instrumento de grande valia no apoio à 
gestão pública. Contudo, mesmo sendo uma ferramenta gerencial, muitos 
administradores, especialmente aqueles que ainda não experimentaram a técnica 
orçamentária, ignoram seus benefícios. 
Ele não deixa de ser um meio de comunicação, ao corpo gerencial, dos 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
18 
 
planos de direção da empresa e, sobretudo, harmonizam os objetivos das unidades 
que compõem a organização como um todo. 
O Orçamento Público, em sentido amplo, é um documento legal (aprovado 
por lei) contendo a previsão de receitas e a estimativa de despesas a serem 
realizadas por um Governo em um determinado exercício (geralmente um ano). 
O orçamento tem como finalidade última, de acordo com Bastos (1991): 
 
se tornar um instrumento de exercício da democracia pelo qual os 
particulares exercem o direito, por intermédio de seus mandatários, de só 
verem efetivadas as despesas e permitidas as arrecadações tributárias que 
estiverem autorizadas na lei orçamentária. 
 
Não é possível deixar de expor o conceito ampliado de Giacomoni (1994) que 
caracteriza o orçamento público como “a resultante de uma multiplicidade de 
aspectos: jurídico, contábil, econômico, financeiro, administrativo, etc.”. 
 
2.3 Os tipos, os aspectos e as funções do orçamento público 
Segundo Angélico (1995), o orçamento pode ser classificado segundo o seu 
tipo, seus aspectos e suas funções. 
O tipo seria a característica que determina a maneira pela qual o orçamento é 
elaborado, dependendo do regime político vigente; daí podemos dizer que os 
orçamentos variam segundo a forma de Governo e podem ser classificados em três 
tipos: 
 Legislativo – é o orçamento cuja elaboração, votação e aprovação são da 
competência do Poder Legislativo, cabendo ao Executivo a sua execução. Esse tipo 
é utilizado em países parlamentaristas; 
 Executivo – é o orçamento cuja elaboração, aprovação, execução e controle 
são da competência do Poder executivo. É utilizado em países onde impera o poder 
absoluto; 
 Misto – é o orçamento elaborado e executado pelo Poder Executivo, cabendo 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
19 
 
ao Poder Legislativo a sua votação e controle. Esse tipo é utilizado pelos países em 
que as funções legislativas são exercidas pelo Congresso ou Parlamento, sendo 
sancionado pelo Chefe do Poder Executivo. Esse é o tipo utilizado no Brasil. 
Segundo o mesmo autor, citado anteriormente, os aspectos do orçamento 
seriam: 
 Aspecto econômico – é o resultado da evolução das características políticas 
do orçamento; 
 Aspecto político – diz respeito à sua característica de Plano de Governo ou 
Programa de Ação do grupo ou facção partidária que detém o poder; 
 Aspecto jurídico – é o que define a Lei orçamentária no conjunto de Leis do 
país; 
 Aspecto financeiro – é caracterizado pelo fluxo monetário das entradas da 
receita e das saídas da despesa, meio efetivo e normal da execução orçamentária. 
Do ponto de vista econômico, o orçamento passou por duas fases distintas: a 
tradicional e a moderna. Na primeira predominava a concepção liberal, na qual a 
organização da atividade econômica era regulada pelas leis de mercado (oferta e 
procura) e o papel do Estado era limitado às funções de justiça, educação e 
segurança. O Estado liberal tinha como preocupação manter o equilíbrio e impedir o 
crescimento dos gastos, assim, o orçamento relacionava as receitas e despesas, 
tornando-se um eficaz instrumento de controle das contas públicas. 
Em relação às suas funções, na fase moderna (final do século XIX e início do 
século XX), resultante de mudanças do papel do Estado na economia, quando este 
passou a intervir no sistema econômico para impedir distorções e corrigir os 
desequilíbrios do sistema, vimos a ampliação do papel do Estado e a definição de 
três funções básicas: alocativa, distributiva e estabilizadora. 
A função alocativa está relacionada com as necessidades do Estado em atuar 
como promotor de ajustes na alocação de recursos resultantes da deficiência do 
sistema de preços de mercado, ou seja, onde a ação privada é desestimulada por 
causa do alto volume de recursos financeiros necessários, o Estado atua. 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
20 
 
A função distributiva resulta do reconhecimento da incapacidade do mercado 
como distribuidor de rendas. O Estado intervém para corrigir as falhas decorrentes 
do sistema de preços, buscando tirar de uns para melhorar a situação de outros. 
Nesse aspecto, o orçamento público funciona como um mecanismo essencial para 
viabilizar as políticas públicas de distribuição de renda. 
A função estabilizadora, também, só entrou em atividade a partir da crise da 
década de 30, e da mesma forma que a distributiva, teve o propósito de atenuar o 
impacto social e econômico de crises de inflação e desemprego, tendo como 
principal instrumento de ação, a política fiscal por meio do aumento ou redução dos 
gastos públicos e a política monetária que ajusta a oferta da moeda às necessidades 
do contexto econômico. 
Sob o enfoque político, é um instrumento pelo qual são legitimadas as 
propostas de gastos do grupo detentor do poder, refletindo as ações governamentais 
para solucionar os problemas e necessidades de determinado grupo social ou 
região. 
Administrativamente, é um autêntico objeto de planejamento, no qual se 
procura administrar e compatibilizar as ações governamentais, tendo em vista as 
demandas prioritárias de recursos disponíveis e a eficiência dos serviços prestados 
pelo Estado. 
Como instrumento financeiro, o orçamento sistematiza o fluxo de entradas e 
desembolsos do Poder Público, ou seja, as receitas que o Estado recolhe e a 
utilização dessas para pagamento dos compromissos assumidos. 
 
2.4 O orçamento público no Brasil 
A necessidade de fortalecer os vínculos entre planejamento e orçamento tem 
sido observada no cenário brasileiro desde a implantação da Lei nº 4.320/64. 
Hoje em dia, ao contrário do que ocorria naqueles períodos de inflação alta, 
temos observado ações voltadas para a realização eficiente de políticas públicas 
onde a programação do orçamento não está direcionada somente para o controle de 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
21 
 
gastos, mas para a avaliação de resultados. 
No período inflacionário, o orçamento era elaborado a preços correntes e, ao 
longo da execução, corrigiam-se as distorções de preços através de 
suplementações, pois os valores orçados já não correspondiam, quando do 
desembolso, ao montante necessário ao cumprimento da despesa. Não havia 
correspondência entre a realidade da execução orçamentária com a execução 
financeira das despesas, que acabavam sendo mensalmente corrigidas. 
Elaborações foram feitas, principalmente atravésda implantação do Plano 
Plurianual e da Lei de Diretrizes Orçamentárias, objetivando acompanhar a 
execução do orçamento, adequando a necessidade de realização das despesas à 
realidade. 
Dessa forma, o orçamento passou a ser peça estratégica para o controle 
financeiro, deixando compatíveis receitas e despesas em volume, dentro de um 
determinado período de tempo. 
 
2.5 A lei 4.320/64 
De acordo com Freitas (2003), a partir de várias iniciativas e estudos 
procedentes de diversas áreas, dentre elas, a Terceira Conferência de Técnicos em 
Contabilidade Pública e Assuntos Fazendários (1949) e o Manual das Nações 
Unidas, o Congresso Nacional aprovou, em 17 de março, de 1964, a Lei nº 4.320 
que consolidou o modelo orçamentário padrão para os três níveis do governo 
brasileiro. 
Essa lei passou a ser um marco na legislação orçamentária brasileira, 
disciplinando as práticas orçamentárias através de: 
 dispositivos da receita e da despesa; 
 elaboração da proposta orçamentária: 
 do exercício financeiro; 
 dos créditos adicionais; 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
22 
 
 da execução orçamentária; 
 dos fundos especiais; 
 do controle da execução orçamentária; 
 da contabilidade nos segmentos orçamentário, financeiro, patrimonial e 
industrial; 
 dos balanços; 
 das autarquias e outras entidade. 
 
Foram apresentados 115 artigos. E pelo previsto no art. 113, são verificadas 
as adequações necessárias ao longo dos anos, de acordo com os anexos da lei e 
por meio dos atos administrativos. 
Em 1967, com o Decreto nº 200, descentralizando a administração pública 
federal (a primeira tentativa de reforma gerencial no Brasil), dando maior autonomia 
às empresas estatais e fundações, definiu conjuntamente que o planejamento seria 
um dos princípios fundamentais para orientar as atividades do governo, enfatizando 
o orçamento-programa. Isso quer dizer que desde 1967, o governo já utilizava a 
classificação funcional-programática da despesa, por meio de funções, programas e 
subprogramas (subdividido em projetos e atividades). 
Segundo Freitas (2003), em 1974, a Portaria nº 9 ampliou a sua utilização 
para estados e municípios, o que nos leva a observar que essa classificação é uma 
grande iniciativa de aproximar o planejamento do orçamento, o que foi feito através 
do fornecimento de informações mais amplas sobre as programações de governo 
nas leis orçamentárias anuais e, ainda, uniformizando também, as terminologias 
entre União, estados, municípios e Distrito Federal. 
Há que se ressaltar que antes da Lei nº 4.320/64, o orçamento utilizado no 
Brasil era o orçamento tradicional, ou seja, era um documento clássico caracterizado 
ser um documento de previsão de receita e de autorização de despesas, estas 
classificadas segundo o objeto de gasto e distribuídas pelos diversos órgãos, para o 
período de um ano. Em sua elaboração, não se enfatizava, primordialmente, o 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
23 
 
atendimento das necessidades da coletividade e da Administração; tampouco se 
destacavam os objetivos econômicos e sociais. 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
24 
 
UNIDADE 3 - OS OBJETIVOS E A IMPORTÂNCIA DO ORÇAMENTO 
PÚBLICO PARA ESTABILIZAÇÃO ECONÔMICA 
 
De acordo com a Constituição Federal de 1988, são objetivos a serem 
alcançados pela República Federativa do Brasil: 
Art. 3º [...] 
I – Construir uma sociedade livre, justa e solidária; 
II – garantir o desenvolvimento nacional; 
III – erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades 
regionais; 
IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, 
idade e quaisquer outras formas de discriminação. 
 
Percebe-se pelo exposto acima e após conceituarmos e analisarmos o que é 
orçamento, que seu objetivo maior evidentemente é o cidadão. 
Segundo Pompeu e Tassigny (2005), o instrumento orçamento público deve 
propiciar o desenvolvimento de uma sociedade democrática e participativa, na qual 
os cidadãos sentem-se partes integrantes do processo de gestão dos recursos 
público. 
Além do objetivo maior que é atender ao cidadão, temos outros objetivos de 
toda política orçamentária quais sejam: 
 corrigir as falhas de mercado e as distorções, visando manter a estabilidade; 
 melhorar a distribuição de renda e alocar os recursos com mais eficiência; 
 regular o mercado e coibir abusos, reduzindo falhas de mercado e 
externalidades negativas (fatores adversos causados pela produção, como poluição, 
problemas urbanos, etc.). 
O Governo intervém de várias formas no mercado. Por intermédio da política 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
25 
 
fiscal e da política monetária, por exemplo, é possível controlar preços, salários, 
inflação, impor choques na oferta ou restringir a demanda. 
Dentre os instrumentos e recursos utilizados pelo Governo para intervir na 
Economia, podemos citar: 
 Política Fiscal – envolve a administração e a geração de receitas, 
além do cumprimento de metas e objetivos governamentais no orçamento, utilizado 
para a alocação, distribuição de recursos e estabilização da economia. É possível, 
com a política fiscal, aumentar a renda e o PIB e aquecer a economia, com uma 
melhor distribuição de renda. 
 Política Regulatória – envolve o uso de medidas legais como 
decretos, leis, portarias, etc., expedidos como alternativa para se alocar, distribuir os 
recursos e estabilizar a economia. Com o uso das normas, diversas condutas podem 
ser banidas, como a criação de monopólios, cartéis, práticas abusivas, poluição, 
entre outras. 
 Política Monetária – envolve o controle da oferta de moeda, da taxa 
de juros e do crédito em geral, para efeito de estabilização da economia e influência 
na decisão de produtores e consumidores. Com a política monetária, pode-se 
controlar a inflação, preços, restringir a demanda, entre outros. 
Desse modo, é fácil entender o Orçamento Público funcionando como um 
balizador na Economia. Se tivermos elevados investimentos governamentais no 
Orçamento, provavelmente, o número de empregos aumentará, assim como a renda 
agregada melhorará. Em compensação, um orçamento restrito em investimentos, 
provocará desemprego, desaceleração da economia, e decréscimo no produto 
interno bruto. 
Antes de passarmos a analisar a importância do orçamento enquanto 
ferramenta de controle da estabilidade econômica, vamos falar um pouco sobre o 
orçamento participativo e sua contribuição enquanto mecanismo de afirmação da 
cidadania. 
 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
26 
 
3.1 Orçamento participativo 
O orçamento participativo, segundo Pires (2001, p.13), representa “umamodalidade de participação popular que teve início e vem se consolidando num 
contexto específico do desenvolvimento socioeconômico e da vida política 
brasileira”. 
Para Scheider citado por Calife (2002, p.7): “O orçamento participativo abre 
avenidas para a participação de segmentos da sociedade anteriormente ignorados, 
acentuando a accountability do governo”. 
É necessário deixar claro que, conforme seus ideólogos, o orçamento 
participativo busca um conceito de democracia no qual, a conquista do governo, por 
meio do voto popular, não esgote a participação da sociedade, mas, ao contrário, 
permita iniciar um outro processo, gerando dois focos de poder democráticos: um, 
originário do voto; outro, originário de instituições diretas de participação. 
Segundo Pires (2001), o Orçamento Participativo é um instrumento que serve 
para alocar os recursos públicos de forma eficiente e eficaz. Recursos (receitas) que 
advêm primordialmente do poder do governo de tributar, devendo, pois, reverter tais 
recursos em benefícios coletivos (gasto público), sendo estes benefícios a 
materialização das demandas levantadas mediante as diferentes opiniões, 
interesses e desejos da comunidade. Dessa forma, o orçamento vem, 
gradativamente, assumindo dois papéis: o de instrumento e expressão da 
democracia, uma vez que a lei orçamentária está definida nos marcos do chamado 
Estado de Direito. 
De acordo com Genro citado por Calife (2002, p.8): 
 
A principal riqueza do Orçamento Participativo é a democratização da 
relação do Estado com a sociedade. Esta experiência rompe com a visão 
tradicional da política, em que o cidadão encera a sua participação política 
no ato de votar, e os governantes eleitos podem fazer o que bem entendem, 
por meio de políticas tecnocráticas ou populistas e clientelistas. O cidadão 
deixa de ser um simples coadjuvante para ser protagonista ativo da gestão 
pública. 
 
 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
27 
 
De acordo com Souza (2002), ele surge como uma iniciativa de elaborar o 
orçamento público levando-se em conta a participação real e efetiva da população, 
tendo como objetivo, concretizar de forma mais direta e cotidiana o contato entre os 
cidadãos e o governo, de forma a possibilitar que esse considere os interesses e as 
concepções político-sociais no processo decisório. Portanto, o que está em jogo 
nesse processo é o estimulo à crescente participação da população, em geral, e dos 
setores mais carentes, em especial. 
Enfim, o orçamento participativo constitui-se num mecanismo relativamente 
simples, porém eficaz, porque contempla uma prática governamental transparente e 
que promove o exercício da democracia. 
 
3.2 A estabilização econômica 
O papel do orçamento público foi reforçado e deixou de ser um instrumento 
de controle financeiro ao atuar no processo de reformulação do Estado, o que 
podemos comprovar com a estabilidade da economia e com a redução do déficit 
público. 
O orçamento público é um instrumento de planejamento das ações 
governamentais e dele constam todas as receitas passíveis de serem arrecadadas 
num determinado exercício e sua destinação, pelas ações explicitadas nos diversos 
projetos e atividades. 
Segundo Fontenele (2007), em períodos de crise, em que os recursos se 
tornam mais escassos e as despesas maiores, e não havendo a desculpa dos altos 
índices de inflação, fica mais evidente o tamanho do déficit público. Ao mesmo 
tempo em que se recorre a iniciativas que promovam o aumento da arrecadação, 
exige-se, de outro lado, que o processo decisório de alocação desses recursos seja 
aperfeiçoado, para que todas as prioridades sejam atendidas e não haja 
descontinuidade nas ações de prestação de serviços básicos. 
O estabelecimento de limites de gasto leva os órgãos executores da política 
governamental a racionalizarem suas despesas, minimizando custos, através da 
redução de quantitativos físicos ou financeiros, negociando preços mais atrativos, 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
28 
 
enfim, toda uma reformulação da visão na consecução do gasto. 
Desse modo, segundo Fontenele (2007), além de instrumento de 
planejamento na formulação das ações de políticas públicas, o orçamento passa a 
ser ferramenta para a ação gerencial do Estado, visto que introduz novos conceitos 
e indicadores que permitem avaliar a eficácia e a efetividade da prestação dos 
serviços públicos. 
Não há, portanto, como se pensar em planejamento sem se aperfeiçoarem os 
orçamentos para que eles reproduzam fielmente os planos de governo e as políticas 
públicas. Para tanto, é necessário ter em vista uma efetiva cobrança de resultados 
pela sociedade das ações desenvolvidas pelos governos, as quais devem ser 
aferidas em termos de benefícios que lhe foram prestados, sem esquecer, é claro, 
da importância de promover a responsabilização dos "gerentes do poder" em caso 
de má gestão na realização dos gastos. 
O destaque que se tem dado para os indicadores pretende chamar a atenção 
para o fato de que o momento não concebe mais dissociar o planejamento financeiro 
das respectivas metas físicas. Não é possível empregar recursos em algo que não 
reverta benefícios, ou, o que é pior, que reverta benefícios em favor apenas dos 
detentores do poder. 
Essa mudança de modelo de planejamento, orçamento e gestão exige maior 
responsabilidade e racionalidade no processo de alocação dos recursos, impondo 
um novo padrão de cultura na administração pública, pautada em transformações 
qualitativas que passam, é claro, pela modernização da máquina governamental e 
da legislação correlata. 
Assim, de acordo com Fontenele (2007), o processo de mudança não se 
refere apenas à revisão do processo orçamentário e financeiro, mas, principalmente, 
à adoção de um código de boas condutas dos administradores públicos, que com 
suas ações revertam benefícios em favor da população, propiciando não só o 
equacionamento da questão fiscal, como também a elevação no nível de satisfação 
da sociedade quanto ao atendimento de suas necessidades. 
Para continuar mantendo uma estabilidade econômica garantindo o equilíbrio 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
29 
 
das contas públicas e o atendimento das necessidades sociais básicas, 
enumeramos os seguintes instrumentos que foram adotados pelo governo. 
1. Lei Complementar nº 101/00 (Lei da Responsabilidade na Gestão Fiscal) - 
que estabeleceu limites para as despesas de pessoal; 
2. O acompanhamento sistemático das despesas de Pessoal e Encargos 
Sociais que foi aperfeiçoado, assegurando-se com essa medida que os gastos com 
admissão e benefícios de pessoal não assumam montantes incompatíveis com a 
arrecadação; 
3. No âmbito da Lei de Diretrizes Orçamentárias é estabelecido valor mínimo 
para aplicação na área da saúde; 
4. Dispositivo Constitucional determina a aplicação mínima de 25% da receita 
tributária na área da educação; 
5. Foram estabelecidos parâmetros disciplinadores do gasto com os Poderes 
Legislativo e Judiciário; 
Espera-se com a adoção desses instrumentos, maior eficiência na gestão das 
políticaspúblicas e possibilidade de se ajustar o dispêndio às necessidades de 
retomada dos investimentos em áreas, hoje, carentes de expansão e modernização, 
em particular de elevado interesse social. 
Para que tais medidas sejam positivas e efetivas, é preciso que haja um 
orçamento executável e, muito importante, a cooperação entre o Poder Executivo e 
Poder legislativo que é de vital importância para que a política caminhe nesse 
sentido, o que nos mostrará a sensibilidade de ambos à necessidade de fortalecer 
os mecanismos de controle das finanças públicas. 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
30 
 
UNIDADE 4 - OS PRINCÍPIOS QUE REGEM O ORÇAMENTO 
PÚBLICO 
 
Existem princípios básicos que devem ser seguidos na elaboração e 
execução do orçamento, os quais estão definidos na Constituição Federal de 1988, 
na Lei nº 4.320/64, no Plano Plurianual e na Lei de Diretrizes Orçamentárias. Esses 
princípios constituem-se em características específicas que as leis orçamentárias 
têm e que as tornam distintas das demais e dos outros atos praticados pelo governo. 
Isso leva a uma maior facilidade no controle de sua execução. 
A Lei nº 4.320/64 em seu art. 2º, determina a obediência aos princípios da 
unidade, da universalidade e anualidade, ou seja, estabelece os fundamentos da 
transparência orçamentária, "A Lei do Orçamento conterá a discriminação da receita 
e despesa, de forma a evidenciar a política econômico-financeira e o programa de 
trabalho do governo, obedecidos os princípios da unidade, universalidade e 
anualidade". 
Antes de falarmos um pouco sobre cada um dos princípios, é preciso lembrar 
que o orçamento é dividido em duas partes ou seções separadas – Receitas e 
Despesas – tanto no aspecto jurídico como no aspecto contábil. 
Em matéria de despesa pública, as Previsões contidas no orçamento, sejam 
as iniciais ou a ele incorporadas em virtude de créditos adicionais abertos durante o 
exercício, destacam um caráter limitativo e imperativo, inibindo e proibindo a 
administração de efetuar gastos além dos créditos concedidos. 
Quanto à receita pública, ao estimar as receitas prováveis de cada fonte, o 
legislador não pretende limitar as faculdades de arrecadação do poder público. O 
objetivo de cálculo dos recursos é fundamentar o montante dos gastos e, por via de 
consequência, chegar ao nivelamento entre Receitas e Despesas. Entretanto, ao 
contrário das Despesas, tal previsão não constitui um limite, chegando ao qual a 
arrecadação deva ser suspensa. 
Dado o seu caráter de documento legislativo que autoriza e limita a ação do 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
31 
 
Poder Público, o orçamento deve incluir todas as receitas e todas as despesas, pois 
essa é a condição essencial para que o controle do Poder Legislativo seja efetivo. 
Reservamos um capítulo para discorrer sobre as receitas e despesas. 
Esses princípios básicos objetivam assegurar o cumprimento dos fins a que 
se propõe o orçamento e podem ser resumidos em dois aspectos: gerais e 
específicos. 
 
4.1 Princípio da Unidade 
Segundo Giambiagi e Além (2000): 
 
Pelo princípio da unidade, o orçamento deve ser uno, ou seja, todas as 
despesas e receitas de uma pessoa jurídica de direito público devem estar 
contidas numa única proposta orçamentária. Esse princípio tem como base 
a necessidade de centralização de gastos e receitas em uma só lei. 
 
Parágrafo 5º - art. 165 – “a lei orçamentária anual compreenderá o orçamento 
fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da 
administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder 
Público”. 
Isso quer dizer que só existe um Orçamento para cada ente federativo (no 
Brasil, existe um Orçamento para a União, um para cada Estado e um para cada 
Município). Cada ente deve possuir o seu Orçamento, fundamentado em uma 
política orçamentária e estruturado uniformemente. Não há múltiplos orçamentos em 
uma mesma esfera. O fato do Orçamento Geral da União possuir três peças, como o 
Orçamento Fiscal, o Orçamento da Seguridade Social e o Orçamento de 
Investimento não representa afronta ao princípio da unidade, pois o Orçamento é 
único, válido para os três Poderes. O que há é apenas volumes diferentes, segundo 
áreas de atuação do Governo. 
Ao adotar esse princípio, evita-se as manobras que visam à ocultação de 
despesas em contas especiais. 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
32 
 
 
4.2 Princípio da Universalidade 
O Orçamento deve agregar todas as receitas e despesas de toda a 
administração direta e indireta dos Poderes para a manutenção dos serviços 
públicos. 
 A Lei orçamentária deve incorporar todas as receitas e despesas, ou seja, 
nenhuma instituição pública que recebe recursos orçamentários ou gerencie 
recursos federais pode ficar fora do Orçamento. 
O objetivo principal desse princípio, segundo Giambiagi e Além (2000): 
 
é permitir um controle da atividade econômica do Estado. Não podem existir 
receitas e despesas que não configurem na lei orçamentária anual. Muitos 
autores aliam a esse princípio a premissa de que as receitas e despesas 
devem constar na lei orçamentária pelos seus totais brutos, sem quaisquer 
deduções. Tal premissa é denominada princípio do orçamento bruto. 
 
Dessa forma, quando um ente público tem a competência de arrecadar 
determinado tributo e repassar para outro ente público, deverá incluir a receita 
tributária pelo valor total sem dedução. 
 
4.3 Princípio da Anualidade/Periodicidade 
O Orçamento cobre um período limitado. No Brasil, esse período corresponde 
ao ano ou exercício financeiro, de 01/01 a 31/12. A lei orçamentária deve ser 
atualizada todos os anos. Sua vigência se fundamenta, principalmente, nas 
seguintes razões: 
 a previsão orçamentária não pode ter uma existência ilimitada, sob pena de 
ficar fora do alcance da capacidade humana; 
 sendo periódico o orçamento, há um maior controle quanto à sua execução; 
 o contribuinte está mais protegido, uma vez que se pode fazer uma revisão da 
carga tributária e adaptá-la às necessidades do Estado, que, como se sabe, variam 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
33 
 
no tempo e no espaço. 
 
4.4 Princípio da Legalidade 
O Orçamento é objeto de uma lei específica (Lei ordinária no Brasil), e como 
tal, deve cumprir o rito legislativo próprio, com o cumprimento de todos os quesitos, 
inclusive seu sancionamento e publicação pelo Presidente da República ou 
Congresso Nacional. 
Segundo Giambiagi e Além (2000), no caso específico das receitas, esse 
princípio refere-se às limitações e vedações ao poder de tributar do Estado. 
 
4.5 Princípio da Exclusividade 
O Orçamento só versa sobre matéria orçamentária, podendo conter 
autorização para abertura de créditos suplementares e operações de crédito, ainda 
que por antecipação da receita. Mas não pode, o texto da lei, estabelecerinstituição 
de tributo, nem qualquer outra determinação que fuja às finalidades específicas da 
previsão de receita e fixação de despesa. 
 
4.6 Princípio da Especificação ou discriminação ou especialização 
São vedadas autorizações globais no Orçamento. As despesas devem ser 
especificadas no Orçamento, no mínimo, por modalidade de aplicação. De acordo 
com Silva (2002, p.53), “a regra da especificação vincula-se com a classificação das 
receitas e despesas, sendo que as primeiras obedecem a critérios estabelecidos no 
Código Tributário e as segundas, a critérios econômicos financeiros e institucionais”. 
 
4.7 Princípio da Publicidade 
O Orçamento de um país deve ser sempre divulgado quando aprovado e 
transformado em lei. No Brasil, o Orçamento Federal é publicado no Diário Oficial da 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
34 
 
União. 
 
4.8 Princípio do Equilíbrio 
As despesas autorizadas no Orçamento devem ser, sempre que possível, 
iguais às receitas previstas. Não pode haver um desequilíbrio acentuado nos gastos. 
 
4.9 Princípio do Orçamento-Bruto 
A receita e despesa constante no Orçamento, exceto os descontos 
constitucionais (exemplo, transferências constitucionais), devem aparecer no 
Orçamento pelo valor total ou valor bruto, sem deduções de nenhuma espécie. 
 
4.10 Princípio da Não-afetação ou não-vinculação 
É vedada a vinculação dos impostos a órgão, fundo ou despesa, exceto as 
próprias transferências constitucionais para manutenção e desenvolvimento do 
ensino (FPE, FPM, etc.) e as garantias às operações de crédito por antecipação da 
receita. 
Em outras palavras, nesse princípio, observa-se que não pode haver 
mutilação das verbas públicas. O Estado deve ter disponibilidade da massa de 
dinheiro arrecadado, destinando-o a quem quiser, dentro dos parâmetros que ele 
próprio elege como objetivos preferenciais. Ele deve ter responsabilidade para agir. 
 
4.11 Princípio da Programação, tipicidade e atipicidade 
Durante a fase de consolidação da proposta de Orçamento, geralmente, 
seguem-se determinadas classificações orçamentárias existentes. Há uma tabela de 
classificação funcional de despesas, por exemplo, que classifica a despesa em 
funções, subfunções, programas e ações. Há outra tabela de classificação da 
despesa por fontes de recursos e outra por unidade orçamentária, por exemplo. No 
processo de programação da despesa no Orçamento, em primeiro lugar é preciso 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
35 
 
identificar a função a que pertence a despesa (se é uma despesa classificável na 
função Educação, Saúde, Ciência e Tecnologia, Transportes, ou qualquer outra). 
A função é o nível mais elevado de agregação de despesas, representando 
quase que uma área de atuação do Governo. As diferentes funções se dividem em 
subfunções que, por sua vez, comportam diferentes programas de Governo, 
compostos por ações (projetos, atividades ou operações especiais) a realizar no 
exercício. 
Programar uma despesa é classificar a despesa de maneira a ficar 
evidenciado onde será utilizado o recurso (em qual função, subfunção, programa ou 
ação do Governo). Porém, no processo de programação, pode ocorrer de um 
programa não se vincular à sua respectiva subfunção da tabela de classificação 
funcional, ou uma subfunção não se vincular à sua função típica, constante da tabela 
de classificação funcional, ou seja, em termos práticos, nem sempre se programa a 
despesa respeitando-se a classificação funcional existente nas tabelas 
orçamentárias. Quando um programa é vinculado a uma subfunção que não aquela 
correspondente à da tabela de classificação, dizemos que ocorreu atipicidade na 
programação da despesa, ou seja, não há uma classificação típica. O mesmo 
acontece quando uma despesa classificada no Orçamento em uma subfunção está 
vinculada a outra função que não a função correspondente, segundo a tabela de 
classificação orçamentária. A tabela de classificação funcional da despesa por 
funções e subfunções está consignada no livro “Manual Técnico de Orçamento” 
publicado pela Secretaria de Orçamento Federal do Ministério do Planejamento, 
Orçamento e Gestão (MPOG). 
Essa classificação será explicada com mais detalhes no capítulo adiante. 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
36 
 
UNIDADE 5 - PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO-
PROGRAMA 
 
Planejamento, programação e orçamento formam um sistema integrado de 
gerência inteligente. De acordo com Lopes (1990), o planejamento público é um 
“método coerente e compreensivo de formação e implementação de diretrizes, 
através de um controle central de vastas redes de órgãos e instituições 
interdependentes, viabilizados por conhecimentos científicos e metodológicos”. 
O planejamento é entendido como um processo racional para definir os 
objetivos e determinar os meios para alcançá-lo, devendo logicamente ser anterior à 
realização do empreendimento, ou seja, precede a elaboração orçamentária e tem 
como objetivo a seleção nacional das alternativas para a ação governamental em 
compatibilidade com os meios disponíveis, pois se houvesse uma quantidade 
ilimitada de recursos, não haveria em princípio, necessidade de planejamento. 
 Deve obedecer às seguintes características: 
 diagnóstico da situação existente; 
 identificação das necessidades de bens e serviços; 
 definição clara dos objetivos para a ação; 
 discriminação e quantificação de metas e seus custos; 
 avaliação dos resultados obtidos; 
 trabalho integrado. 
 
O processo de planejamento é desenvolvido nos seguintes níveis que 
integram e sincronizam os planos: 
 Diretriz – conjunto de critérios de ação e de decisão que deve disciplinar e 
orientar os diversos aspectos envolvidos no processo de planejamento. Trata-
se de um nível mais abstrato onde ocorre a formulação geral do objetivo. 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
37 
 
 Objetivo – indica os resultados que a administração pretende alcançar com a 
realização das ações governamentais. 
 Metas – é a especificação e a quantificação física dos objetivos 
estabelecidos. 
 Programa – corresponde às ações que resultam em serviços prestados à 
comunidade, passíveis de quantificação. 
O Orçamento-Programa deve, pois, ser entendido como uma etapa do 
planejamento e compreende os seguintes aspectos: 
 instrumento de ação administrativa para execução dos planos de longo, 
médio e curto prazos; 
 previsão das receitas e fixação das despesas com o objetivo de atender às 
necessidades coletivas definidas no programa de Ação do Governo; 
 instrumento de aferição e controle da autoridade e da responsabilidade dos 
órgãos e agentes da administração orçamentária e financeira, permitindo, 
igualmente, avaliar a execução dos programas de trabalho do Governo. 
Nesse sentido, de componente de um sistema integrado de gerência, o 
orçamento-programa é entendido como uma dasetapas do planejamento e foi 
adotado na esfera federal pela Lei nº 4.320/64. 
Segundo Silva (2002), identificam-se na elaboração de um orçamento-
programa, algumas fases nítidas e necessárias, quais sejam: 
1. Determinação da situação – identificação dos problemas existentes. 
2. Diagnóstico da situação – identificação das causas que concorrem para o 
aparecimento dos problemas. 
3. Apresentação das soluções – identificação das alternativas viáveis para 
solucionar os problemas. 
4. Estabelecimento das prioridades – ordenamento das soluções 
encontradas. 
5. Definição dos objetivos – estabelecimento do que se pretende fazer e o 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
38 
 
que se conseguirá com isso. 
6. Determinação das tarefas – identificação das ações necessárias para 
atingir os objetivos. 
7. Determinação dos recursos – arrolamento dos meios (recursos humanos, 
materiais, técnicos, institucionais e serviços de terceiros) necessários. 
8. determinação dos meios financeiros – expressão monetária dos 
recursos alocados. 
O orçamento-programa contribui para o planejamento governamental, pois é 
capaz de expressar com maior veracidade as responsabilidades do Governo para 
com a sociedade, visto que o orçamento deve indicar com clareza os objetivos 
perseguidos pela nação da qual o governo é intérprete. 
Assim, podemos constatar que é princípio fundamental do Estado moderno 
que os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário devem organizar e exercer suas 
atividades com planejamento permanente, atendendo às peculiaridades locais e aos 
princípios técnicos convenientes ao desenvolvimento econômico e social. 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
39 
 
UNIDADE 6 - OS INSTRUMENTOS DO PLANEJAMENTO: 
PPA, LOA, LDO 
 
O atual processo orçamentário brasileiro foi definido pela Constituição Federal 
de 1988, nos incisos I a III do art. 165, sendo necessários três instrumentos básicos 
para elaboração da proposta orçamentária e que consagram o orçamento-programa 
no Brasil. 
 
6.1 Lei do Plano Plurianual – PPA 
O Plano Plurianual – PPA – tem por finalidade abranger as ações 
relacionadas ao objetivo da administração pública para determinado período. Ele é 
publicado a cada quatro anos em forma de lei ordinária e deve ser enviado ao 
Congresso Nacional até o dia 31 de agosto do primeiro ano de cada mandato 
presidencial. 
Sua execução tem início no segundo mandato presidencial e é finalizado no 
primeiro ano do próximo mandato, assim, cobre o lapso de tempo entre o 2º ano de 
um mandato presidencial ao primeiro ano do mandato subsequente. O parágrafo 1º 
do art. 165 da CF/88 dispõe que o PPA: “estabelecerá, de forma regionalizada, as 
diretrizes, objetivos e metas da administração pública federal para as despesas de 
capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos processos de duração 
contínua”. 
Segundo o art. 174 da CF/88, o PPA é um instrumento normatizador do 
planejamento de médio prazo e de definição das macro-orientações do Governo 
Federal para a ação nacional em cada período de quatro anos, sendo estas 
determinantes (mandatórias) para o setor público e indicativas para o setor privado. 
Na realidade, o poder executivo ordena suas ações com a finalidade de atingir 
seus objetivos e metas usando o Plano Plurianual. 
Os investimentos cuja execução seja levada a efeito por períodos superiores 
a um exercício financeiro, só poderão ser iniciados se previamente incluídos no PPA 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
40 
 
ou se nele incluídos por autorização legal. A não observância desse preceito 
caracteriza crime de responsabilidade. 
 
6.2 Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO 
 A lei de Diretrizes Orçamentárias, de acordo com o parágrafo 2º do art. 195, 
da CF/88, compreenderá: 
 
as metas e prioridades da administração pública federal, incluindo as 
despesas de capital para o exercício financeiro subsequente, orientará a 
elaboração da lei orçamentária anual, disporá sobre as alterações na 
legislação tributária e estabelecerá a política de aplicação das agências 
financeiras oficiais de fomento. 
 
É uma lei ordinária que vale para somente um exercício e estabelece assim, 
de forma antecipada, as diretrizes, as prioridades de gastos e as normas e 
parâmetros que devem orientar a elaboração do projeto de lei orçamentária para o 
exercício seguinte. 
As prioridades e metas definidas pela LDO para os programas e ações são 
apresentadas em anexo ao texto legal, constituindo-se num detalhamento anual de 
metas estabelecidas no PPA e que foram selecionadas para constar do projeto de lei 
orçamentária de cada exercício. 
A LDO é delineada para fazer a articulação e o ajustamento conjuntural do 
PPA com o orçamento. 
As Leis de Diretrizes Orçamentárias e os orçamentos anuais têm de ser 
compatíveis com o que dispõe o PPA, bem como todos os planos e programas 
nacionais, regionais e setoriais previstos na Constituição ou quaisquer outros 
instituídos durante um período de governo. Nenhum investimento cuja execução 
ultrapassar um exercício financeiro poderá ser iniciado sem prévia inclusão no PPA 
ou sem lei que autorize tal inclusão, sob pena de crime de responsabilidade. As 
emendas parlamentares à LDO e ao orçamento, somente serão apreciadas pela 
comissão mista pertinente do Congresso Nacional se compatíveis com a lei do PPA 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
41 
 
(artigos 165, 166 e 167 da Constituição Federal). 
Com o advento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), a LDO passou 
também a conter dois anexos de extrema importância para orientar o governo e a 
sociedade sobre a condução da política fiscal. Trata-se do Anexo de Metas Fiscais, 
onde são estabelecidos os resultados primários esperados para os próximos 
exercícios, e que dão uma dimensão da austeridade dessa política; e o Anexo de 
Riscos Fiscais, onde são enumerados os chamados passivos contingentes, ou seja, 
aquelas dívidas que ainda não estão contabilizadas como tal, mas que, por decisão 
judicial, poderão vir a aumentar a dívida pública. 
Segundo Bastos et al. (2004), cabe apontar que as normas de direito 
financeiro, baixadas pela Lei nº 4.320/64, são ainda as que estabelecem as regras 
básicas de elaboração, execução e controle dos planos e orçamentos. Porém, face, 
principalmente, aos novos comandos orçamentários introduzidos pela Constituição 
de 88, essa lei ficou desatualizada. 
Assim, conforme Bastos et al. (2004), mediante a ausência da lei 
complementar prevista no § 9º do art. 165 da CF, que viria a substituir a referida lei, 
a LDO tem exercido também o papel de suprir as lacunas e imperfeições legais 
sobre a matéria, atuando de forma a compatibilizar as normas infraconstitucionais 
com as disposições contidas no texto da Lei Maior. 
 
6.3 Lei Orçamentária Anual – LOA 
A Lei Orçamentária Anual (LOA) é igualmente uma lei ordinária de iniciativado Poder Executivo com validade para cada exercício fiscal. De acordo com o § 5º 
do art. 165 da Constituição, essa lei deve conter três orçamentos: 
 o orçamento fiscal; 
 o orçamento da seguridade social; 
 o orçamento de investimento das empresas estatais. 
Os dois primeiros envolvem toda a programação de gastos dos Poderes da 
União, seus fundos, autarquias e fundações. Em suma, abrangem toda a 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
42 
 
administração pública, direta e indireta. O orçamento de investimentos das empresas 
estatais contém a previsão de investimentos das entidades em que a União, direta 
ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto. 
De acordo com Bastos et al. (2004), os orçamentos, fiscal e da seguridade 
social, listam todos os gastos da União, como os destinados à manutenção da 
máquina pública, os desembolsos com saúde, educação, defesa, estradas, portos, 
benefícios previdenciários, folha de pessoal, juros da dívida etc., bem como todas as 
receitas que são esperadas para serem arrecadadas. 
A LOA é elaborada pelo Poder Executivo e enviada ao Congresso nacional 
até o dia 31 de agosto de cada exercício, cabendo a este aprová-la até o término da 
sessão legislativa. 
Segundo Bastos et al. (2004, p. 3), pela análise conjunta desses três 
instrumentos, compreende-se que a concepção do processo de planejamento e 
orçamento no Brasil confere ao PPA, à LDO e à LOA uma atuação integrada, que 
pode ser assim resumida: 
 PPA estabelece o planejamento de longo prazo, por meio dos programas e 
ações de governo; 
 A LOA fixa o planejamento de curto prazo, ou seja, materializa anualmente as 
ações e programas a serem executados por meio de projetos, atividades e 
operações especiais; 
 A LDO, por sua vez, cumpre o papel de estabelecer a ligação entre esses 
dois instrumentos, destacando do PPA os investimentos e gastos prioritários que 
deverão compor a LOA, e definir as regras e normas que orientam a elaboração da 
lei orçamentária que irá vigorar no exercício seguinte ao da edição da LDO. 
 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
43 
 
UNIDADE 7 - CLASSIFICAÇÃO DE RECEITA E DESPESA 
PÚBLICA 
 
As receitas e as despesas são dois eixos básicos do orçamento público. 
 
7.1 Receitas 
São os recursos que o estado dispõe para realizar suas ações de governo. 
Silva e Vasconcelos (1997) definem receita, para fins de elaboração do 
orçamento, como “as previsões de recursos que se espera arrecadar durante o 
exercício financeiro, destinadas a dar suporte às despesas programadas, também, 
para o mesmo período”. 
Segundo o Manual de Procedimento da Receita Pública da Secretaria do 
Tesouro Nacional (Brasil, 2003), assim é definida Receita Pública: “são todos os 
ingressos de caráter não devolutivo auferido pelo poder público, em qualquer esfera 
governamental, para alocação e cobertura das despesas públicas”. 
Enfim, Receita Pública é o produto da arrecadação dos impostos, taxas, 
contribuições, auxílios, tarifas, receitas de alienações, rendimentos do patrimônio, 
recursos obtidos em aplicações financeiras e de transferências da União. 
As receitas podem ser classificadas, de acordo com sua natureza, em dois 
grupos: receitas orçamentárias e receitas extraordinárias. 
 
7.1.1 Receitas Orçamentárias 
São ditas orçamentárias quando sua arrecadação está prevista na lei 
Orçamentária e o Estado pode dispor como propriedade sua. Como exemplo, temos 
as receitas tributárias. 
A Receita Orçamentária é a mais importante, destacando-se, nesse contexto 
a Receita Tributária, que se constitui de impostos, taxas e contribuições de 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
44 
 
melhoria. 
Em relação ao imposto, podemos conceituar como uma obrigação genérica 
exigida pelo Estado para satisfazer as necessidades públicas. O Código Tributário 
Nacional (CTN) diz que o imposto é o tributo cuja obrigação tem por fator gerador a 
situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao 
contribuinte. 
O poder de tributar compete aos Governos Federal, Estadual, do Distrito 
Federal e Municipal. O imposto apresenta as seguintes características: é reclamado 
de forma geral; não possui sentido contraprestacional e atinge o ente humano e a 
coisa. Em função dessa distinção, o imposto se aplica de forma direta e indireta. O 
direto incide sobre o contribuinte e o indireto atinge as coisas, em outras palavras, 
alcança, indiretamente, a pessoa. Estão classificados como impostos diretos: os 
impostos de renda; territorial; predial; transmissão e serviços; e indiretos: IPI; ICMS; 
e outros. 
A taxa é a contribuição do ramo tributário cobrada para compensar a 
contraprestação de um serviço público efetuado ou colocado à disposição do 
contribuinte. O referido CTN declara que as taxas cobradas pela União, Estados, 
Distrito Federal e Municípios, tem como fato gerador o exercício do poder de polícia, 
a utilização efetiva ou potencial do serviço público específico e divisível, prestado ao 
contribuinte ou posto à sua disposição. 
A contribuição de melhoria corresponde ao ônus imposto ao proprietário que 
se beneficia por qualquer vantagem de ordem econômica com a valorização do seu 
imóvel em decorrência da realização de obras públicas no imóvel ou nas 
proximidades dele. O CTN estabelece que a Contribuição de Melhoria reclamada 
pela União, Estados, Distrito Federal ou Município foi instituída para fazer face ao 
custo de obras públicas que produzam a valorização imobiliária e tem como valor o 
acréscimo de valorização que a obra resultar para cada imóvel beneficiado. 
Quanto à categoria econômica, as receitas orçamentárias são classificadas 
em receitas correntes e receitas de capital. 
O parágrafo 1º do art. 11 da Lei 4.320/64, assim define receitas correntes: 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
45 
 
 
as receitas tributárias, de contribuições, patrimonial, agropecuária, industrial, 
de serviços e outras, e ainda, as provenientes de recursos financeiros 
recebidos de outras pessoas de direito público ou privado, quando 
destinadas a atender despesas classificáveis em Despesas Correntes. 
 
Dentre as receitas de contribuição, temos aquelas para a Previdência Social, 
a Contribuição do Salário Educação e as de ordem Econômica, tais como aquelas 
sobre tarifas de Telecomunicações, as Cotas de Contribuição para a Exportação, o 
Adicional sobre as tarifas de Passagens Aéreas Domésticas, entre outras. 
As receitas tributárias são aquelas resultantes da cobrança de títulos. De 
acordo com o Código tributário Nacional (Lei nº 5.172/66), o art. 3 fala que “tributo é 
toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa 
exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante 
atividade administrativa plenamente vinculada”. 
As receitas industrial, agropecuária e deserviços são aquelas oriundas da 
ação direta do Estado nas atividades ligadas à indústria, à exploração de atividades 
agropecuárias e à prestação de serviços, exemplos: agricultura (cultivo do solo), 
inclusive hortaliças e flores; pecuária (criação, recriação ou engorda de gado ou 
pequenos animais); silvicultura (ou reflorestamento) e extração de produtos vegetais; 
atividades de beneficiamento ou transformação de produtos agropecuários em 
instalações existentes nos próprios estabelecimentos. As receitas industriais são 
aquelas definidas pelo IBGE: indústrias de extração mineral; de transformação; de 
construção; de serviços industriais de utilidade pública. Relativas aos serviços são: 
comércio; transporte; comunicação; serviços hospitalares; armazenagem; serviços 
recreativos e culturais; entre outros. 
As receitas patrimoniais são resultantes da exploração de bens de 
propriedade do Estado, como por exemplo, aluguéis, arredamentos, foros e 
laudêmios, taxa de ocupação de imóveis, juros de títulos de renda, dividendos e 
outras participações em capital de outras empresas. 
As transferências correntes são os recursos recebidos de outras entidades de 
direito público ou privado, quando destinadas à aplicação em despesas correntes. 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
46 
 
Integram às receitas correntes, outras receitas provenientes de multas, juros, 
cobrança de dívida ativa, indenizações, receitas de convênios, etc. Podem ocorrer a 
nível intragovernamental ou intergovernamental, assim como recebidos de 
Instituições Privadas, do Exterior e de Pessoas. Destinam-se a aplicações correntes. 
As receitas de capital estão definidas no parágrafo 2º do art. 11 da Lei 
4.320/64, como: 
 
receitas provenientes de realização de recursos financeiros oriundos de 
constituição de dívidas; da conversão em espécie, de bens e direitos; os 
recursos recebidos de outras pessoas de direito público ou privado 
destinados a atender despesas classificáveis em Despesas de Capital e, 
ainda o superávit do Orçamento Corrente. 
 
São ainda classificadas como receitas de capital, as operações de crédito, a 
alienação de bens, as amortizações de empréstimos concedidos, as transferências 
de capital. 
A receita passa por dois estágios, pelos quais reúnem operações de mesma 
natureza, que são a provisão e realização. 
Segundo Piscitelli et al (1997), a previsão é feita considerando o que o Estado 
pretende arrecadar para financiar suas despesas. A fixação começa pelas 
estimativas, passa pela discussão e aprovação do orçamento e termina pelo 
lançamento, que permite identificar e individualizar o contribuinte ou devedor. 
Já o lançamento, que é o ato de repartição competente que reconhece a 
receita, identificando sua espécie, valor e vencimento fazem parte do estágio da 
realização, juntamente com a arrecadação e o recolhimento. A arrecadação 
acontece quando Estado recebe as receitas por meio de agentes de arrecadação. 
Por fim, na última fase da receita que é o recolhimento, os agentes repassam 
ao Poder Público os recursos por eles recebidos e somente após esse ato é que os 
recursos ficam disponíveis para serem aplicados. 
Segundo Sousa e Menezes Filho (2006), atualmente, as receitas ingressam 
no caixa único do Tesouro Nacional, basicamente de três formas, e são assim 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
47 
 
reconhecidas: 
a) Receitas administradas pela Secretaria da Receita Federal – SRF – são 
arrecadadas por meio de Documento de Arrecadação de Receitas Federais – DARF, 
utilizando-se dos bancos arrecadadores credenciados pela SRF. Da data em que o 
contribuinte paga o tributo, conhecida como data de arrecadação (D), o banco tem 
1(um) dia útil (D+1) para repassar os recursos para a conta única do Tesouro (data 
de recolhimento). A instituição financeira poderá permanecer ainda mais 1(um) dia 
com os recursos, sendo que neste caso, deverá remunerar o Tesouro Nacional pela 
permanência, devendo ser utilizada a taxa SELIC do dia. A receita é contabilizada 
decendialmente de forma automática no Sistema Integrado de Administração 
Financeira pelo decêndio de arrecadação do tributo. Assim, não existe 
contabilização diária da receita arrecadada, mas a cada dia 10, 20 ou 30 de cada 
mês, de acordo com o decêndio da arrecadação. 
b) Receitas Administradas pelo Instituto Nacional do Seguro Social – INSS – 
são arrecadadas por meio da Guia da Previdência Social – GPS, mediante 
pagamento junto à rede arrecadadora credenciada pelo INSS. Segue basicamente 
as mesmas regras do DARF e são reconhecidas mensalmente como receita, de 
acordo com as informações da área de arrecadação. 
c) Receitas Diretamente Arrecadadas – são arrecadas por meio de Guia de 
Recolhimento da União – GRU – e centralizada numa conta de referência do 
Tesouro Nacional mantida no Banco do Brasil – BB. O banco tem 2(dois) dias para 
repasse dos recursos para a conta única do Tesouro. São reconhecidas como 
receita na data de arrecadação. 
Segundo Souza e Menezes Filho (2006), do exposto acima, verifica-se que a 
contabilidade pública não registra suas receitas pela ótica de caixa e sim pela ótica 
de arrecadação que antecede ao ingresso dos recursos no caixa único do Tesouro. 
As únicas exceções eram as receitas diretamente arrecadadas que quando se 
utilizam da sistemática do depósito direto na conta única, até 2004, eram registradas 
sob a estrita ótica de caixa, ou seja, no momento do recolhimento. Com a 
implantação da GRU, essas também passaram a ser contabilizadas pela data de 
arrecadação em respeito ao artigo 35 da Lei 4.320/64. 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
48 
 
 
7.1.2 Receitas Extraorçamentárias 
São as receitas que ingressam nos cofres públicos, mas que não fazem parte 
do orçamento. Geralmente, recursos provenientes de terceiros e que o Estado terá 
que repassar ou devolver, como os depósitos de terceiros, as consignações, as 
cauções em dinheiro, etc. 
O Estado, neste caso, é simples depositário de valores que serão restituídos 
na época oportuna aos interessados por decisão administrativa ou sentença judicial. 
O governo poderá beneficiar-se com as prescrições, insubsistências, medidas 
administrativas e sentenças favoráveis. Constituem esses tipos de rendas: 
 os valores em poder de Agentes Financeiros e Outras Entidades; 
 salários de servidores não reclamados; 
 as consignações e outras retenções não pagas ou recolhidas no período; 
 os valores recebidos de Bens de Ausentes; 
 os valores registrados em Depósitos de Diversas Origens, que reúnem os 
depósitos administrativos e judiciais, bem como, as provisões para cheques não 
resgatados no exercício; 
 as inscrições de Restos a Pagar e do Serviço da Dívida a Pagar; 
 os saldos em poder dos Fundos Especiais. 
 
7.1.3 Codificação da Receita Orçamentária 
Para efeito de elaboração, acompanhamento e avaliação do orçamento, 
existe uma codificação da Receita, exemplificada abaixo, de acordo com Sousa e 
Menezes Filho (2006): 
 
Codificação da Receita Orçamentária 
(Natureza da Receita) 
Codificação da Receita Orçamentária(Fonte de Recursos) 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
49 
 
A.B.C.D.EF.GH 
A- Categoria Econômica 
1 - Receitas Correntes 
2 - Receitas de Capital 
B- Fonte de Receita 
1.1 -Receita Tributária 
1.2 -Receita de Contribuições 
1.3 - Receita Patrimonial 
1.4 - Receita Agropecuária 
1.5 - Receita Industrial 
1.6 - Receita de Serviços 
1.7 - Transferências Correntes 
1.9 - Outras Receitas Correntes 
2.1 - Operações de Crédito 
2.2 - Alienação de Bens 
2.3 - Amortização de Empréstimos 
Concedidos 
2.4 - Transferências de Capital 
2.5 - Outras Receitas de Capital 
C- Subfonte 
D- Rubrica 
EF- Alínea 
GH- Subalínea 
 
A.B.CD.EFGHIJ 
A- ID Uso 
0 - País 
1 – BIRD 
2 – BID 
3 – Outras Contrapartidas 
B- Grupo Fonte 
1 – Recursos Tesouro – Exercício 
Corrente 
2 – Recursos Outras Fontes – Exercício 
Corrente 
3 – Recursos Tesouro – Exercícios 
Anteriores 
4 – Recursos Outras Fontes – 
Exercícios Anteriores 
CD- Fonte 
EFGHIJ- Detalhamento da Fonte 
(Utilizado apenas na execução – SIAFI) 
 
 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
50 
 
Abaixo, apresentamos um quadro resumo com as classificações das 
Receitas, segundo as fontes econômicas de sua geração: 
1 - RECEITAS CORRENTES 
1.1 RECEITA TRIBUTÁRIA 
Impostos 
Taxas 
Contribuições de Melhoria 
1.2 RECEITA DE CONTRIBUIÇÕES 
Contribuições Sociais 
Contribuições Econômicas 
1.3 RECEITA PATRIMONIAL 
Receitas Imobiliárias 
Receitas de Valores Mobiliários 
Outras Receitas Patrimoniais 
1.4 RECEITA AGROPECUÁRIA 
Receita da Produção Vegetal 
Receita da Produção Animal e Derivados 
Outras Receitas Agropecuárias 
1.5 RECEITA INDUSTRIAL 
Receita da Indústria Extrativa mineral 
Receita da Indústria de Transformação 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
51 
 
Receita da Indústria de Construção 
Receita de Serviços Industriais e de Utilidade Pública 
1.6 RECEITA DE SERVIÇOS 
1.7 TRANSFERÊNCIAS CORRENTES 
Transferências Intragovernamentais 
Transferências Intergovernamentais 
Transferências de Instituições Privadas - Transferências do Exterior 
Transferências de Pessoas 
Transferências de Convênios 
1.8 OUTRAS RECEITAS CORRENTES 
Multas e Juros de Mora 
Indenizações e Restituições 
Receita da Dívida Ativa 
Receitas Diversas 
2 - RECEITAS DE CAPITAL 
2.1 OPERAÇÕES DE CRÉDITO 
Operações de Créditos/Lanternas 
Operações de Créditos/Externas 
2.2 ALIENAÇÃO DE BENS 
Alienação de Bens Móveis 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
52 
 
Alienação de Bens Imóveis 
2.3 AMORTIZAÇÃO DE EMPRÉSTIMOS 
2.4 TRANSFERÊNCIAS DE CAPITAL 
Transferências Intragovernamentais 
Transferências Intergovernamentais 
Transferências de Instituições Privadas Transferências do Exterior 
Transferências de Pessoas 
Transferências de Convênios 
2.5 OUTRAS RECEITAS DE CAPITAL 
Integralização do Capital Social 
Outras Receitas 
 
7.2 Despesas Públicas 
 São consideradas despesas públicas todos os gastos realizados pela 
administração pública no atendimento dos serviços demandados pela sociedade, ou 
seja, o conjunto de dispêndios do Estado ou de outra pessoa de direito público, para 
o financiamento dos serviços públicos. 
Como parte do orçamento, as despesas formam o complexo de distribuição e 
emprego das receitas para custeio de diferentes setores da administração. 
Quanto à natureza podem ser classificadas em: 
 Orçamentária – é a aplicação de recursos públicos na realização dos gastos 
necessários à manutenção e expansão dos serviços públicos. Trata-se de despesas 
que integram o orçamento, ou seja, derivam da lei orçamentária ou dos créditos 
adicionais e, por isso, sofrem rigorosa disciplina nos arts. 12 e 13, da lei nº 4.320/64, 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
53 
 
e alterações posteriores editadas pelo órgão central do orçamento. 
 Extraorçamentária – constitui uma saída financeira decorrente da devolução 
dos recursos recebidos anteriormente a título de ingresso extraorçamentário. Na 
realidade, é mais bem denominada de dispêndio extraorçamentário. É uma despesa 
que não consta da lei do orçamento e compreende as diversas saídas de numerário 
decorrentes do levantamento de depósitos, cauções, pagamento de restos a pagar, 
bem como de quaisquer valores que se revistam de características de simples 
transitoriedade, recebidos anteriormente e que, na oportunidade, constituíram 
receita extraorçamentária. 
Ainda, pela Lei nº 4.320/64, é classificado, em seu artigo 12, em duas 
categorias econômicas: Despesas Correntes e Despesas de Capital. 
 
7.2.1 Despesas Correntes 
São aqueles gastos realizados para a manutenção e o funcionamento dos 
serviços públicos em geral. Ainda, se subdividem em: 
 despesa de custeio; 
 transferências correntes. 
As despesas de custeio, de acordo com o parágrafo 1º do art. 12, da Lei nº 
4.320/64, são aquelas “dotações para a manutenção de serviços anteriormente 
criados, inclusive as destinadas a atender a obras de conservação e adaptação de 
bens imóveis”. 
Dentre as despesas de custeio, incluem-se as despesas com pessoal civil e 
militar, com material de consumo, serviços de terceiros, encargos diversos e outras. 
As transferências correntes são aquelas dispensadas para as quais, 
segundo o parágrafo 2º do art. 12, da Lei nº 4.320/64, “não corresponda a 
contraprestação direta em bens ou serviços, inclusive para contribuições e 
subvenções destinadas a atender à manutenção de outras entidades de direito 
público ou privado” 
Podemos citar as subvenções sociais e econômicas, as transferências 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
54 
 
intergovernamentais, as despesas com inativos, com pensionistas, salário-família e 
abono família, juros da dívida pública, benefícios da previdência social, indenizações 
de acidente do trabalho, dentre outros. 
 
7.2.2 Despesas de Capital 
As despesas de capital são os desembolsos para adquirir ou constituir bens 
de capital que contribuirão para a produção ou geração de novos bens ou serviços e 
integrarão o patrimônio público. Englobam três grupos: investimentos, inversões 
financeiras e transferências de capital. 
Os investimentos são as dotações para o planejamento e a execução de 
obras, inclusive as destinadas à aquisição de imóveis considerados, necessários à 
realização dessas últimas, bem como para os programas especiais de trabalho, 
aquisição de instalações,equipamentos e material permanente e constituição ou 
aumento do capital de empresas que não sejam de caráter comercial ou financeiro. 
De acordo com o Parágrafo 5º do art. 12, da Lei nº 4.320/64, as inversões 
financeiras são as dotações destinadas a: 
I - aquisição de imóveis, ou de bens de capital já em utilização; 
II - obtenção de títulos representativos do capital de empresas ou entidades 
de qualquer espécie, já constituídas, quando a operação não importe aumento de 
capital; 
III - constituição ou aumento de capital de entidades ou empresas que visem 
a objetivos comerciais ou financeiros, inclusive operações bancárias ou de seguro. 
As transferências de capital são as dotações destinadas a investimentos ou 
inversões financeiras que outras pessoas de direito público ou privado devam 
realizar, independentemente de contraprestação direta em bens ou serviços, 
constituindo essas transferências auxílios ou contribuições, segundo derivam 
diretamente da Lei de Orçamento ou de Lei especial anterior, bem como as dotações 
para amortização da dívida pública. 
Enfim, de acordo com o art. 12, da Lei nº 4.320/64, a classificação econômica, 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
55 
 
que abrange tanto a despesa quanto a receita, possibilita analisar o impacto das 
ações governamentais na economia como um todo. Ela pode proporcionar uma 
indicação de contribuição do Governo na formação bruta do capital do País. 
As categorias econômicas são assim codificadas: 
3000 - Despesas correntes 
3100 - Despesas de Custeio 
3200 - Transferências Correntes 
4000 - Despesas de Capital 
4100 - Investimentos 
4200 - Inversões Financeiras 
4300 - Transferências de Capital 
 
7.3 Os estágios da despesa pública 
Angélico (1997) coloca que o processamento da despesa pública consiste no 
“conjunto de atividades desempenhadas por órgãos de despesa na aquisição de 
bens e serviços”. Esse processamento engloba dois períodos distintos de atividades. 
O primeiro, refere-se à fixação da despesa, correspondendo ao momento da 
elaboração da proposta orçamentária no qual as despesas são previstas. O segundo 
período é denominado realização da despesa. Nos dois períodos de processamento 
da despesa são executados operações ou procedimentos, que se convencionou 
chamar de estágios, sendo quatro os estágios da despesa: fixação, empenho, 
liquidação e pagamento. Segundo o Art. 58, da Lei nº 4.320/64, "O empenho da 
despesa é o ato emanado de autoridade competente que cria para o Estado 
obrigação de pagamento pendente ou não de implemento de condição". 
O empenho é prévio, ou seja, precede a realização da despesa e está restrito 
ao limite do crédito orçamentário, como, aliás, o Art. 59, da Lei nº 4.320, diz: "O 
empenho da despesa não poderá exceder o limite dos créditos concedidos". Além 
disso, é vedada a realização de despesa sem prévio empenho (veja Art. 60, da Lei 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
56 
 
nº 4.320/64). A emissão do empenho abate o seu valor da dotação orçamentária, 
tomando a quantia empenhada indisponível para nova aplicação. 
Os empenhos, de acordo com a sua natureza e finalidade, têm a seguinte 
classificação: 
a) empenho ordinário - para acudir as despesas com montante previamente 
conhecido e cujo pagamento deva ocorrer de uma só vez; 
b) empenho global - para atender às despesas com montante também 
previamente conhecido, tais como as contratuais, mas de pagamento parcelado (§ 
3º do Art. 60, da Lei nº 4.320/64). Exemplos: aluguéis; prestação de serviços por 
terceiros; vencimentos; salários; proventos e pensões, inclusive as obrigações 
patronais decorrentes; etc. 
c) empenho por estimativa - para acolher despesas de valor não 
previamente identificável e, geralmente, de base periodicamente não homogênea. 
Exemplo: água; luz; telefone; gratificações; diárias; reprodução de documentos; etc. 
O empenho deverá ser anulado no decorrer do exercício: 
a) parcialmente, quando seu valor exceder o montante da despesa realizada. 
b) totalmente, quando o serviço contratado não tiver sido prestado; o material 
encomendado não tiver sido entregue; ou o empenho tiver sido emitido 
incorretamente. 
Segundo o Art. 63, da Lei nº. 4.320/64, o estágio da liquidação da despesa 
consiste na verificação do direito adquirido pelo credor, tendo por base os títulos e 
documentos comprobatórios do respectivo crédito. 
A liquidação tem por finalidade reconhecer ou apurar: 
a) a origem e o objeto do que se deve pagar; 
b) a importância exata a pagar; e 
c) a quem se deve pagar a importância para extinguir a obrigação. 
O estágio da liquidação da despesa envolve, portanto, todos os atos de 
verificação e conferência, desde a entrada do material ou a prestação do serviço até 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
57 
 
o reconhecimento da despesa. 
O pagamento é a última fase da despesa. Esse estágio consiste na entrega 
de recursos equivalentes à dívida líquida, ao credor, mediante ordem bancária, que 
será precedida de autorização do titular da Unidade Gestora, ou seu preposto, em 
documento próprio da Unidade. 
 
7.4 Classificações orçamentárias 
As classificações orçamentárias permitem visualizar a despesa sob diferentes 
enfoques, sendo que cada uma delas possui uma função ou finalidade específica e 
um objeto original que justificam sua criação e pode ser associada à um questão 
básica que procura responder, como por exemplo, qual é a finalidade da despesa. 
A classificação institucional identifica as unidades administrativas 
responsáveis pela execução da despesa, ou seja, os órgãos que utilizam os 
recursos públicos alocados ao orçamento. Essa classificação é fundamental para a 
definição de responsabilidades e para os processos de controle e avaliação de 
resultado da utilização dos recursos. 
A classificação institucional deve acompanhar a estrutura administrativa da 
entidade pública. 
Nem todos os setores aparecem em destaque no orçamento. O critério 
institucional mostra somente os órgãos e unidades orçamentárias responsáveis pela 
execução de projetos e atividades. 
O artigo 14, da Lei nº 4.320/64, define o conceito de unidade orçamentária 
como sendo “o agrupamento de serviços subordinados ao mesmo órgão ou 
repartição a que serão consignadas dotações próprias”. 
Segundo Machado Jr. e Reis (1998), cada unidade orçamentária corresponde 
a “responsabilidade pelo planejamento e execução de certos projetos e atividades e 
competência para autorizar despesas ou empenhar”. Logo, cada unidade 
orçamentária se tornará um centro de planejamento, elaboração orçamentária, 
execução orçamentária, controle interno e custos. 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
58 
 
Para Giacomoni (1994), a utilização da codificação Institucional resulta em 
vantagens e desvantagens. 
Vantagens: 
 permite “comparar” os vários órgãos em termos de dotações recebidas; 
 permiteidentificar o agente responsável pelas cotações autorizadas pelo 
Legislativo, para dado programa; 
 serve como ponto de partida para um sistema de contabilização de custos dos 
vários serviços ou unidades administrativas; 
 quando combinado com a classificação funcional, permite focalizar num único 
ponto a responsabilidade pela execução de determinado programa. 
Desvantagens: 
 se usado de forma predominante, impede que se tenha uma visão global das 
finalidades dos gastos do governo, em termos de funções precípuas que deve 
cumprir; 
 tende a gerar rivalidades interorganizacionais na obtenção de dotações, 
quando da preparação do orçamento e de sua aprovação no Legislativo; 
A demonstração de quanto um órgão está autorizado a despender, em 
determinado exercício, não contribuiu em nada para a melhoria das decisões 
orçamentárias, por apresentar apenas quantias que são necessárias para o 
funcionamento interno do órgão, fato que interessa mais ao administrador do mesmo 
do que ao legislador ou ao povo em geral. 
Para finalizar, é preciso falarmos da classificação funcional e do estabelecido 
pela Portaria SOF, nº 42/99, em relação à Portaria nº 09 que definia Funções, 
Programas e Subprogramas de governo, de forma independente das peculiaridades 
locais. 
Com a Portaria nº 42/99, prevalece hoje, a visão local, em que cada esfera de 
governo passa a ter sua própria estrutura de programas a partir do Plano Plurianual. 
Justificamos isso porque, num país de grandes proporções como o Brasil e 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
59 
 
recheado de desigualdades regionais expressivas, a adoção de nomenclatura 
padronizada para os programas e subprogramas trazia grandes prejuízos à 
transparência do gasto público. 
Na Lei orçamentária e nos documentos contábeis, as ações passam a ser 
identificadas por Funções, Subfunções, Programas, Atividades/Projetos/Operações 
Especiais. 
Os projetos e atividades correspondem às ações previstas no PPA e na LDO, 
já as operações especiais (despesas que não contribuem para a manutenção das 
ações de governo, como o pagamento da dívida pública), embora não contidas no 
PPA, integrarão a LOA em programas de trabalho específicos. 
No artigo 1º e seus parágrafos, a Portaria nº 42/99 define o conceito de 
FUNÇÃO como o maior nível de agregação das diversas áreas de despesas que 
competem ao setor público e SUBFUNÇÃO como uma partição da Função, que 
agrega determinado subconjunto de despesas. Institui, também, a função 
ENCARGOS ESPECIAIS para abrigar as despesas às quais não se pode atribuir um 
bem ou serviço prestado à população, como as relativas ao serviço da dívida 
pública. 
Essa nova codificação facilita a análise dos gastos do governo, tornando mais 
transparente e objetiva a aplicação dos recursos. Sem dúvida, é um ganho em 
relação a situação anterior, em que os gastos com Educação e Cultura, Saúde e 
Saneamento, Assistência e Previdência, Habitação e Urbanismo apareciam em 
grupos, embora muitas vezes as duas componentes tivessem características e 
públicos diversos. 
Conforme a Portaria SOF, nº 42/99, para a classificação funcional utilizar-se-á 
os seguintes conceitos: 
 Função - o maior nível de agregação das diversas áreas de despesa que 
competem ao setor público. 
 Subfunção - a partição da função, visando a agregar determinado 
subconjunto de despesa do setor público. 
 Programa - é o instrumento de organização da ação governamental visando 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
60 
 
à concretização dos objetivos pretendidos, sendo mensurado por indicadores 
estabelecidos no plano plurianual; 
 Projeto - é um instrumento de programação para alcançar o objetivo de um 
programa, envolvendo um conjunto de operações, limitadas no tempo, das quais 
resulta um produto que concorre para a expansão ou o aperfeiçoamento da ação de 
governo; 
 Atividade - é um instrumento de programação para alcançar o objetivo de um 
programa, envolvendo um conjunto de operações que se realizam de modo contínuo 
e permanente, das quais resulta um produto necessário à manutenção da ação de 
governo; 
 Operações Especiais - são despesas que não contribuem para a 
manutenção das ações de governo, das quais não resulta um produto e não geram 
contraprestação direta sob a forma de bens ou serviços. 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
61 
 
UNIDADE 8 - A LEI COMPLEMENTAR 101/00 - LRF 
 
 A Lei Complementar nº 101, de 04 de maio de 2000, foi criada com o objetivo 
de ditar normas de finanças públicas voltadas para uma boa administração e gestão 
fiscal dos recursos públicos, isso porque, na década de 80, o Brasil se encontrava 
numa grave crise, com suas finanças públicas desequilibradas, mostrando 
acentuado déficit orçamentário. 
 De acordo com Nóbrega (2002), conhecida também como LRF, veio 
estabelecer os princípios do equilíbrio fiscal, planejamento e transparência, ou 
seja, seus objetivos foram: 
1. Instituir uma gestão fiscal responsável, com ênfase no controle do gasto 
continuado e no endividamento; 
2. Prevenir desvios e estabelecer mecanismos de correção e dessa forma 
punições a administradores pelos desvios graves e por eventual não-adoção de 
medidas corretivas; 
3. Modificar profundamente o regime fiscal brasileiro, dando um "choque" de 
transparência no setor público, com maior divulgação das contas públicas e, ao 
mesmo tempo, tornando-as mais inteligíveis. 
 A LRF parte do pressuposto de que para uma boa gestão pública, os 
governantes não podem gastar mais do que arrecadam e os recursos públicos 
precisam ser administrados de forma responsável. 
 Portanto, para alcançar essa responsabilidade é necessário, segundo o 
Parágrafo 1º do art.1º, “ação planejada e transparente, em que se previnem riscos e 
corrigem desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas públicas”. 
Analisando ponto a ponto, temos os seguintes postulados: 
 Ação planejada e Transparente – consiste em ações voltadas para a 
satisfação de um programa definido por ações ou projetos que tenham sempre 
começo, meio e fim; 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
62 
 
 Prevenção de riscos e correção de desvios que afetem o equilíbrio das 
contas públicas – um dos aspectos mais relevantes da Lei de responsabilidade 
fiscal é justamente o acompanhamento das ações, projetos ou atividades dos 
administradores públicos pelos controles internos e externos, a cargo de funcionários 
dos próprios órgãos e Tribunais de Contas, respectivamente. 
 Garantia de equilíbrio nas Contas Públicas – cumprimento de metas e 
resultados entre receitas e despesas, com limites e condições para a renúncia de 
receita e a geração de despesas com pessoal, seguridade, dívida, operações de 
crédito, concessão de garantia e inscrição em restos a pagar; 
 Transparência – diversos pontos da LRF enfatizam a ação planejada e 
transparente na administraçãopública. 
 Foi inspirada em outras experiências internacionais, principalmente a da Nova 
Zelândia, que implementou uma profunda reforma dos sistemas e relatórios 
contábeis, introduzindo a análise gerencial dos dados gerados por eles. 
 Segundo Toledo Jr. e Rossi (2002) ela foi inspirada no Tratado de Maastrich, 
da Comunidade européia, de onde buscou a tolerância com desvios fiscais, desde 
que, mantido o efetivo compromisso de ajuste. Os mesmo autores dizem que ainda 
se inspirou na experiência americana, especialmente, quando exige a compensação 
da renúncia de receitas e das novas despesas obrigatórias de reprodução 
continuada. 
 A LRF se apóia em quatro grandes eixos: 
1. Planejamento - é aprimorado pela criação de novas informações, metas, limites e 
condições para a renúncia de receita, geração de despesas, despesas com pessoal, 
despesas da seguridade, dívidas, operações de crédito, ARO, concessão de 
garantias. 
2. Transparência - é prevista pela divulgação ampla, inclusive pela internet, de 4 
novos relatórios de acompanhamento da gestão fiscal, que permitem identificar as 
receitas e despesas e que são: 1. Anexo de Metas Fiscais; 2. Anexo de Riscos 
Fiscais; 3. Relatório de Gestão Fiscal; 4. Relatório Resumido da Execução 
Orçamentária. 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
63 
 
3. Controle - é aprimorado pela maior transparência e qualidade das informações, 
exigindo uma ação fiscalizadora mais efetiva e contínua dos Tribunais de Contas. 
4. Responsabilização - deverá ocorrer sempre que houver o descumprimento das 
regras, com a suspensão das transferências voluntárias, garantias e contratação de 
operações de crédito, inclusive ARO. 
 
 Como esclareceu Pelicioli (2000, p. 109), a LRF dá suporte à criação de um 
sistema de planejamento, execução orçamentária e disciplina fiscal, até então, 
inexistente no cenário brasileiro. Tem o objetivo de controlar o déficit público para 
estabilizar a dívida em nível compatível com o status de economia emergente. Seu 
aspecto inovador, segundo análise de Cruz (2001, p. 8), reside no fato de 
responsabilizar o administrador público pela gestão financeira, criando mecanismos 
de acompanhamento sistemático (mensal, trimestral, anual e plurianual) do 
desempenho. 
 O fundamento da Lei de Responsabilidade Fiscal está nos artigos 163 a 169 
da Constituição Federal, mas especificamente, no artigo 165, § 9º, os quais 
expressam a intenção do legislador de promover uma administração financeira 
eficiente, atendendo ao critério de maior controle da sociedade sobre o Estado. 
 Castro (2000, p.17) esclarece que o poder executivo federal, ao propor o 
projeto que deu origem à Lei Complementar 101/2000, apoiou-se no argumento de 
que a medida fazia parte do conjunto de estratégias componentes do Programa de 
Estabilidade Fiscal – PEF. Porém, o mesmo autor põe em dúvida essa intenção, 
identificando, implicitamente, o objetivo de ampliar a arrecadação de recursos e 
racionalizar seu emprego para cumprir compromissos nacionais relativos à dívida 
externa e atender às exigências oriundas do FMI, do Banco Mundial e dos Estados 
Unidos da América (organismos financeiros internacionais credores de nosso país). 
 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
64 
 
8.1 Histórico da Elaboração da Proposta 
 Sua origem é a Constituição de 1988, onde encontramos no Capítulo II – Das 
Finanças Públicas, Seção I – Normas Gerais que: 
Art. 163 - Lei complementar disporá sobre: 
I - finanças públicas; 
II - dívida pública externa e interna, incluída a das autarquias, fundações e demais 
entidades controladas pelo Poder Público; 
III - concessão de garantias pelas entidades públicas; 
IV - emissão e resgate de títulos da dívida pública; 
V - fiscalização das instituições financeiras; 
VI - operações de câmbio realizadas por órgãos e entidades da União, dos Estados, 
do Distrito Federal e dos Municípios; 
VII - compatibilização das funções das instituições oficiais de crédito da União, 
resguardadas as características e condições operacionais plenas das voltadas ao 
desenvolvimento regional. 
 
 Já, a Emenda Constitucional nº 19/98 – Reforma Administrativa – fixou o 
prazo de 180 dias, a partir da data da Promulgação da Emenda (04/06/98), para o 
Poder Executivo apresentar Projeto de Lei Complementar ao Congresso Nacional, 
regulamentando o art. 163 da CF/88. 
 
8.2 Estrutura da Lei 
I – Disposições Preliminares (arts. 1 a 2) 
II – Do Planejamento (arts. 3 a 10) 
III – Da Receita Pública (arts. 11 a 14) 
IV – Da Despesa Pública (arts. 15 a 24) 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
65 
 
V – Das Transferências Voluntárias (art. 25) 
VI – Da Destinação de Recursos Públicos para o Setor Privado (arts. 26 a 28) 
VII – Da Dívida e do Endividamento (arts. 29 a 42) 
VIII – Da Gestão Patrimonial (arts. 43 a 47) 
IX – Da Transferência, Controle e Fiscalização (arts. 48 a 59) 
X – Disposições Finais e Transitórias (arts.60 a 75) 
 
8.3 Dos crimes de responsabilidade fiscal 
 A partir da Lei nº 10.028/00, que introduziu no sistema jurídico-penal 
brasileiro, novas figuras típicas penais, no Código Penal e no Decreto-Lei que trata 
dos crimes de responsabilidade dos Prefeitos (nº 201/76), os agentes públicos 
ficaram inseguros, justamente devido às implicações de caráter penal que poderiam 
envolver os chefes do Executivo Municipal tanto quanto outros administradores 
públicos. Alcança os três poderes no que couber a cada um deles. 
 Em relação ao Código Penal, encaixou-se no último título, um capítulo 
acrescido de oito novas condutas ao artigo que previa o crime de responsabilidade 
dos Prefeitos. Enfatiza punição em situações de omissão e não adoção de medidas 
corretivas quando da ocorrência de desvios fiscais; má conduta no final de mandato, 
como por exemplo, aumento arbitrário de dívida ou folha salarial; pune com multa, 
inelegibilidade ou inabilitação para exercício de função, cargo ou empresa pública e 
ainda a reclusão. Acrescenta novas infrações ao rol dos crimes tipicamente políticos 
e próprios dos Chefes do Executivo como perda de mandato por não prestação de 
contas, etc. 
 Além de sanções aos administradores, o descumprimento das normas implica 
sanções para o Município, tais como proibição para receber transferências 
voluntárias, obter garantias, contratar operações de crédito e outras, conforme o tipo 
de desobediência a suas regras. 
 Em anos eleitorais, a Lei de Responsabilidade Fiscal contém restrições 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
66 
 
adicionais para controle das contas públicas, com destaque para o seguinte: 
 Fica impedida a contratação de operações de crédito por antecipação de 
receita orçamentária (ARO); 
 É proibido ao governante contrair despesa que não possa ser paga no 
mesmo ano. A despesa só pode ser transferida para o ano seguinte, se houver 
disponibilidade de caixa; É proibida qualquer ação que provoque aumento da despesa de pessoal nos 
Poderes Legislativo e Executivo nos 180 dias anteriores ao final da legislatura ou 
mandato dos chefes do Poder Executivo. 
 De acordo com o MPOG (2007), na medida em que os administradores de 
recursos públicos respeitem a LRF, agindo com responsabilidade, o contribuinte 
deixa de pagar a conta, seja por meio do aumento de impostos, redução nos 
investimentos ou cortes nos programas que atendam à sociedade. 
 Essa nova legislação vem em decorrência da LRF que, segundo Castro 
(2000), tem o objetivo de reduzir de forma drástica e veloz o déficit público, 
buscando a estabilização do montante da dívida em relação ao produto interno bruto 
da economia. 
 Segundo o MPOG (2007), quando o setor público gasta mais do que pode, o 
governo tem duas alternativas para se financiar. Uma delas é permitir a volta de 
inflação, imprimindo mais papel-moeda e colocando mais dinheiro em circulação na 
economia. Uma outra alternativa é o governo pegar dinheiro emprestado no mercado 
financeiro, emitindo títulos públicos. Para isso, vai pagar juros ao mercado, porque, 
caso contrário, ninguém vai lhe emprestar dinheiro. Com isso, cada vez que precisar 
se financiar, vai oferecer títulos e pagar juros, e, quanto mais se endividar, maior 
será o risco de não conseguir pegar o que deve. Resumindo, a taxa de juros sobe, 
toda a economia sofre, mas o governo cobre sua conta. 
 LRF vem, então, reforçar os alicerces do desenvolvimento econômico 
sustentado, sem inflação para financiar o descontrole de gastos do setor público, 
sem endividamento excessivo e sem a criação de artifícios para cobrir os buracos de 
uma má gestão fiscal. 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
67 
 
 
8.4 Os limites impostos pela LRF 
 Na Lei de responsabilidade Fiscal encontramos limites de gastos com 
pessoal, como percentual das receitas para os três Poderes da União, dos Estados, 
do Distrito Federal e dos municípios. Eles são assim distribuídos: 
Para a União, os limites máximos para gastos com pessoal (50% da Receita 
Corrente Líquida) são assim distribuídos: 
 2,5 % para o Poder Legislativo, incluindo o Tribunal de Contas; 
 6 % para o Judiciário; 
 0,6 % para o Ministério Público da União; 
 3 % para custeio de despesas do DF e de ex-territórios; 
 37,9% para o Poder Executivo. 
 
 Nos Estados, os limites máximos para gastos com pessoal (60% da Receita 
Corrente Líquida) serão: 
 3% para o Poder Legislativo, incluindo o Tribunal de Contas; 
 6% para o Poder Judiciário; 
 2% para o Ministério Público; 
 49% para as demais despesas de pessoal do Executivo. 
 
 Nos Municípios, os limites máximos para gastos com pessoal (60% da 
Receita Corrente Líquida) serão: 
 3% para o Poder Legislativo, incluindo o Tribunal de Contas; 
 6% para o Poder Judiciário; 
 2% para o Ministério Público; 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
68 
 
 49% para as demais despesas de pessoal do Executivo. 
 6% para o Legislativo, incluindo o Tribunal de Contas; 
 54% para o Executivo. 
 
 Esperamos ter contribuído com as explanações realizadas ao longo desta 
apostila, mas, salientamos que pesquisas adicionais e o aprofundamento dos 
estudos são de extrema importância para conhecimento de toda matéria pertinente 
ao Orçamento Público e à Lei de Responsabilidade Fiscal, uma vez serem assuntos 
que não se esgotam. 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
69 
 
REFERÊNCIAS 
 
BIBLIOGRAFIA BÁSICA 
ANDRADE, Nilton de Aquino. Contabilidade pública na gestão municipal. São 
Paulo: Atlas, 2002. 
 
CARVALHO, José Carlos de Oliveira de. Orçamento Público, teoria e questões 
atuais comentadas. 2. Ed. Campus, 2007. 256 p. 
 
GIACOMONI, James. Orçamento Público. 14. São Paulo: Ed. Atlas, 2007, 368 p. 
 
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR 
 
CASTRO, Flávio Régis Xavier de Moura e (org). Lei de Responsabilidade Fiscal: 
abordagens pontuais: doutrina, legislação. Belo Horizonte: Del Rey, 2000. 
 
CRUZ, Flávio da (Coord.) et alii. Lei de Responsabilidade Fiscal Comentada. São 
Paulo: Atlas, 2000. 
 
KOHAMA, H. Contabilidade Pública. São Paulo: Atlas, 1995. 
SERRA, José. Orçamento no Brasil – Raízes da Crise. São Paulo: Atual, 1994. 
 
LEIS E DECRETOS BÁSICOS 
 
Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constitui%C3%A7ao.htm 
 
Decreto nº 93.872 de 24 de dezembro de 1986. Dispõe sobre a Unificação dos 
Recursos de Caixa do Tesouro Nacional, Atualiza e Consolida a Legislação 
Pertinente, e dá outras Providências. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil/decreto/D93872.html 
 
Lei 4.320/64 Lei Complementar de Finanças Públicas. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/CCIVIL/Leis/L4320.htm 
 
Lei Complementar nº 101 de 04 de maio de 2000. Lei de Responsabilidade Fiscal. 
Disponível no site da Receita Federal - 
http://www.tesouro.fazenda.gov.br/hp/lei_responsabilidade_fiscal.asp 
 
OUTRAS BIBLIOGRAFIAS 
ANGÉLICO, João. Contabilidade Pública. 8 ed. São Paulo: Atlas, 1995. 
BALEEIRO, Aliomar. Uma introdução à Ciência das Finanças. 14 ed. Rio de 
Janeiro: Forense, 1984. 
 
BASTOS, Celso Ribeiro. Curso de Direito Financeiro e de Direito Tributário. São 
Paulo: Saraiva, 1991. 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
70 
 
BASTOS, Helena Assaf et al. Informação gerencial no orçamento público do 
Brasil. IX Congreso Internacional del CLAD sobre la Reforma del Estado y de la 
Administración Pública, Madrid, España, 2 - 5 Nov. 2004. 
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil, 1988. 
BRASIL. Lei nº. 4.320, de 17 de março de 1964. Estatui Normas Gerais de Direito 
Financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos 
Estados, dos Municípios e do Distrito Federal. São Paulo: Atlas, 1995. 
BRASIL. Ministério do Planejamento e gestão. Portaria SOF nº. 42/99 – Introduz a 
nova classificação funcional a ser utilizada nos orçamentos da União e dos Estados 
a partir de 2000, e nos Municípios, a partir de 2002. 
BRASIL. Secretaria do Tesouro Nacional. Relatório de gestão fiscal: manual de 
elaboração. Ministério da Fazenda. Coordenação-Geral de Contabilidade. 3 ed. 
Brasília: STN, 2003. 
CALIFE, Flavio Estévez. A Teoria Política do Orçamento Participativo. Cladea, 
2002. 
CASTRO, Flávio Régis Xavier de Moura e (org). Lei de Responsabilidade Fiscal: 
abordagens pontuais: doutrina, legislação. Belo Horizonte: Del Rey, 2000. 
CHIAVENATO, Idalberto. Administração: teoria, processo e prática. 3 ed. São 
Paulo : Makron, 2000. 
CRUZ, Flávio da. (coord.). Lei de Responsabilidade Fiscal Comentada. 2. ed. São 
Paulo: Atlas, 2001. 
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Dicionário Aurélio da Língua 
Portuguesa – século XXI. 3 ed. Editora Positivo, 2004. CDRom. 
FONTENELE, Alysson Maia. O orçamento público no Brasil: uma visão geral. Jus 
Navigandi, Teresina, ano 7, n. 62, fev. 2003. Disponível em: 
http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=3738Acesso em: 22 jul.2007. 
FREITAS, Mário Sebastião Nogueira de. Uma releitura do orçamento público sob 
uma perspectiva histórica. Revista Bahia Análise & Dados. Salvador. V.12. n.4 
março 2003. 
GIACOMONI, James. Orçamento Público. 5 ed. São Paulo: Atlas, 1994. 
GIAMBIAGI, Fábio; ALÉM, Ana Cláudia. Finanças Públicas: teoria e prática no 
Brasil. 2 ed. Rio de Janeiro: Campus, 2000. 
HOJI, Masakazu. Administração Financeira: uma abordagem prática - matemática 
financeira aplicada, estratégias financeiras, análise, planejamento e controle 
financeiro. 4 ed. São Paulo: Atlas, 2003. 
LOPES, Carlos Thomaz G. Planejamento, Estado e Crescimento. São Paulo: 
Pioneira, 1990. 
MACHADO JR, José Teixeira; REIS, Heraldo da Costa. A Lei 4.320 comentada. 28 
ed. Rio de Janeiro: IBAM, 1998. 
MATUS, Carlos. Política, Planejamento e Governo. Brasília: IPEA, 1993. 
MAXIMIANO, Antonio César Amaru. Introdução à administração. 4 ed. São Paulo : 
Atlas, 1995. 
 
NÓBREGA, Marcos. Lei de Responsabilidade Fiscal e leis Orçamentárias. São 
Paulo: Editora Juarez de Oliveira, 2002, p. 25/26. 
OLIVEIRA, Djalma de Pinho Rebouças. Planejamento Estratégico: conceitos, 
metodologias e práticas. 15 ed. São Paulo: Atlas, 2001. 
PELICIOLI, Angela Cristina. A lei de responsabilidade na gestão fiscal. In: Revista 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
71 
 
de informação legislativa. Brasília, ano 37 n. 146, abr/jun, 2000, p. 109-117. 
PEREIRA, José Matias. Finanças públicas: a política orçamentário no Brasil. São 
Paulo: Atlas, 1999. 
PIRES, Valdemir. Orçamento Participativo: o que é, para que serve, como se faz. 
São Paulo: Editora Manole, 2001. 
PISCITELLI, Roberto Bocaccio; TIMBO, Maria Zulene Farias; ROSA, Maria 
Berenice. Contabilidade Pública: uma abordagem da administração financeira 
pública. 5 ed. São Paulo: Atlas, 1997. 
POMPEU, Gina; TASSIGNY, Mônica. Orçamento e Participação: passaportes para 
a cidadania. Fortaleza: INESP, 2005. 
ROBBINS, Stephen P. Administração: mudanças e perspectivas. São Paulo : 
Saraiva, 2002. 
SILVA, Jair Cândido da; VASCONCELOS, Edílson Felipe. Manual de Execução 
Orçamentária e Contabilidade Pública. Brasília: Brasília Jurídica, 1997. 
SILVA, Lino Martins da. Contabilidade governamental: um enfoque administrativo. 
São Paulo: Atlas, 2002. 
SOUSA, Alexandre F. Lima; MENEZES FILHO, Altamiro Lopes de. Contabilidade 
Pública Aplicada ao SIAFI. III Semana de Administração, Orçamentária, 
Financeira e de Contratações Públicas do Governo Federal. Brasília: Ministério 
da Fazenda, MF; Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, 2006. 
SOUSA, Cleber Batista de; BATISTA, Daniel Gerhard; ANDRADE, Nilton de 
Aquino. O planejamento como base da contabilidade para a gestão pública. 
Revista do Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Sul. N.116 
abr/2004. 
SOUZA, Erica Xavier de. O Orçamento Participativo como uma Ferramenta de 
Cogestão da administração pública: Um estudo realizado na Secretaria de Cultura 
da Cidade do Recife. Trabalho de Formatura – Centro de Ciências Sociais Aplicadas 
– Universidade Federal de Pernambuco. Recife, Abr. 2002. 
SOUZA, Alexandra Barreto de. Planejamento Governamental no Brasil. 
Disponível em: <http://www.angelfire.com/ar/rosa01/page17.html> Acesso em: 12 
mar. 2009. 
TOLEDO JR., Flávio C.; ROSSI, Sérgio C. Lei de Responsabilidade Fiscal: 
comentada artigo por artigo. 2 ed. São Paulo: Editora NDJ, 2002.

Mais conteúdos dessa disciplina