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é vizinho do dono do canário. 
 
Dicas para solução do problema: 
 
• Comece selecionando as informações que surgem sob forma de 
axioma, isto é, aquelas que são afirmativas incontestáveis, tipo “A casa verde só tem 
vizinho do lado direito, a casa cinza. 
 
 
• Depois, parta para aquelas que prescindem de comprovação, tipo 
“O brasileiro é vizinho da casa azul”. E como se dá esta comprovação? Ora, à medida 
que o quadro vai sendo preenchido, testam-se as hipóteses e verifica-se sua validade 
em relação ao lugar que os dados vão ocupando no quadro. Se o brasileiro, por 
exemplo, não estiver colocado ao lado da casa azul, algum teorema foi mal formulado. 
Será necessário, portanto, voltar às pistas, para tentar novas hipóteses. 
 
 
 
10 
 
Característica/casa 101 103 105 107 109 
Proprietário 
Cor da casa 
Animal 
Bebida 
Marca do carro 
 
 
Não é divertido resolver este tipo de desafio? Mais adiante, f faremos outro, está bem? 
 
 
 A Falácia na Comunicação 
 
Neste tópico , trabalhemos um novo conceito: o sofisma. O nome pode parecer 
estranho, mas você vai perceber que ele não está tão distante de sua realidade assim. 
Lembra daqueles anúncios veiculados até há pouco tempo que vinculavam o ato de 
fumar determinada marca de cigarro a ser bem-sucedido? 
 
Pois é, a base desse tipo de comercial é um sofisma. Saiba por quê. 
 
Objetivos 
Esperamos que ao final dos estudos do módulo você seja capaz de entender o conceito 
de sofisma, perceber a diferença entre sofisma formal e material e identificar sofismas 
no dia a dia, como em textos publicitários, por exemplo. 
 
Sofismas 
 
Um sofisma é um falso raciocínio elaborado com a intenção de enganar. Os estudiosos 
dividem os sofismas em várias categorias, sejam eles sofismas formais (isto é, aqueles 
cujo erro reside em sua formulação) ou materiais (quando o erro reside em seu 
conteúdo). Um silogismo mal formulado é um exemplo de sofisma formal, já que seu 
erro resulta normalmente numa proposição inadequada. 
 Veja o exemplo a seguir! 
 
Disseram que eu sou ninguém. 
 Ninguém é perfeito. 
Logo, eu sou perfeito. 
 
Como se pode facilmente perceber, o que torna este silogismo um sofisma é o fato de 
que a premissa maior não tem caráter generalizante como deveria. Portanto, seu erro 
consiste na forma como foi elaborado. 
 
No caso do anúncio citado na introdução desta unidade, por exemplo, o raciocínio que 
estava por trás dele e que visava seduzir o leitor, era o seguinte: 
 
 
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Todos querem ser bem-sucedidos. 
Neste comercial, todos fumam o cigarro da marca X e são bem-sucedidos. 
Portanto, vou fumar este cigarro para ser bem-sucedido também. 
 
É fácil perceber a falha desse raciocínio que o torna um sofisma. Não há, em termos 
lógicos, nenhuma relação direta entre o fato de fumar (qualquer que seja a marca do 
cigarro) e ser bem-sucedido. Aliás, muito pelo contrário... 
 
Falsos axiomas 
 
Como já vimos, axiomas são verdades universalmente aceitas que não necessitam de 
comprovação, como uma frase do tipo “todos os homens são mortais”. No caso dos 
falsos axiomas, não há como comprovar a verdade de caráter universal do que está 
sendo afirmado. Um dos falsos axiomas mais conhecidos foi formulado por J. J. 
Rousseau, que afirma: “É um axioma geralmente admitido que, cedo ou tarde, se 
descobre a verdade.” Ora, não é preciso ir muito longe para pôr em dúvida tal 
afirmação. 
 
Falsos axiomas são empregados com frequência, por exemplo, em discursos políticos, 
nos quais encontramos frases do tipo “Nunca houve um líder político mais 
preparado do que Fulano” ou “Sem dúvida, é o representante político mais capaz 
e honesto de sua geração”. 
 
Entre os sofismas formais, também se enquadram aqueles que encerram 
generalização excessiva, consequentemente difícil de ser provada, uma vez que produz 
uma conclusão a partir de uma evidência insuficiente. É o que ocorre em frases do 
tipo: “Guilherme lê muito e, por isso, deve ser considerado um bom aluno”. 
Ora, o fato de ler muito não faz dele, necessariamente, um bom aluno. Outras 
comprovações seriam necessárias para tornar essa afirmativa verdadeira. 
 
Ignorância da questão ou da causa 
 
Neste caso, elabora-se um raciocínio deliberadamente enganoso para distrair o 
leitor/ouvinte do foco da questão. Isso é feito, em geral, apelando para aspectos como 
a emotividade. É muito comum, por exemplo, na prática do Direito. Suponha o 
seguinte caso: um advogado de defesa não tem mais como argumentar em defesa de 
seu cliente, culpado de homicídio. Passa então a apelar para a sensibilidade dos 
jurados, apresentando o réu como bom cidadão, cumpridor de seus deveres, pai e 
marido exemplar... 
 
Nada disso tem, de fato, a ver com o crime em questão, visa apenas a desviar, 
maliciosamente, a atenção dos jurados do fato em si, isto é, do crime cometido. 
 
É o mesmo recurso de que lançam mão alguns alunos quando chegam para a aula 
sem os trabalhos solicitados. Visando a desviar a atenção do professor para o fato de 
que a tarefa não foi cumprida, apelam para sua emotividade, contando casos tristes, 
falando de suas dificuldades, doenças na família... 
 
Mas nada disso muda o fato de que a tarefa não foi realmente cumprida. 
 
Ainda dentro do âmbito dos sofismas, encontramos alguns outros tipos, como a 
“petição de princípios”, na qual a própria declaração se torna sua prova, ou seja, é 
 
 
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uma afirmação vazia, que não leva a nada, do tipo “Fulano morreu de velho porque 
viveu muito”, ou “Sicrano morreu pobre porque não tinha dinheiro”. Também 
chamada de “círculo vicioso”, a petição de princípios mais famosa é a de um conhecido 
comercial: “Tostines é fresquinho porque vende mais ou vende mais porque é 
fresquinho?” 
 
Outro tipo de sofisma material que merece destaque é o da falsa analogia e 
probabilidade. Neste caso, partimos da observação de casos semelhantes e tentamos 
elaborar um raciocínio indutivo visando a descobrir a causa de um fato, porém sem 
comprovação científica. Embora seja também chamado de “indução imperfeita”, este 
tipo de raciocínio é muito usado em nosso dia a dia. 
 
Veja o exemplo! 
 
O cachorro de meu vizinho se coçava sem parar, mas os remédios para sarna 
não surtiram efeito. Ao levá-lo ao veterinário, meu vizinho descobriu que o que ele 
tinha não era sarna, mas ácido úrico, decorrente de alimentação inadequada. Bastou 
mudar a alimentação para que o animal ficasse bem. De repente, meu cão passou a 
apresentar os mesmos sintomas. Logo, deduzo tratar-se do mesmo problema e dou a 
ele a mesma alimentação do cachorro do vizinho. 
 
Como se pode perceber, é um raciocínio sem comprovação, baseado apenas na 
analogia, na semelhança entre os casos. Pode até ser que funcione, se os dois cães 
tiverem realmente o mesmo problema. Mas quem garante que, no caso de meu cão, 
não seja de fato sarna? 
 
A falácia, no caso desse tipo de raciocínio, consiste na possibilidade de erro em 
decorrência da não-comprovação da validade da indução feita. Isso não impede, 
porém, que seja empregado pelo senso comum. 
 
Quem nunca recebeu uma “dica” de tratamento, por exemplo, ao se queixar de “uma 
dorzinha do lado”? Sempre vai aparecer aquele amigo que vai dizer: “Rapaz, tive a 
mesma coisa. Era fígado! Tome Hepatolina que você fica bom rapidinho!” 
 
Tudo entendido até aqui? 
 
Antes de passar ao próximo tópico, que tal resolver mais um daqueles 
exercícios de inferências corretas? O desafio está novamente lançado! 
 
 Presentes especiais 
 
Daniel e outros quatro homens estiveram na Joalheria Pepita e cada um deles 
comprou uma joia para sua respectiva mulher para comemorar uma data especial. As 
cinco joias vendidas foram um anel, um bracelete, um par de brincos, um broche e 
um colar. Cada