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7 - ESTATUTO DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS (8.112)

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à atividade é obrigatório. Caso o cargo do servidor esteja provido, este atuará como excedente até a abertura da primeira vaga para o cargo.
No caso da reversão de ofício a Administração possui o dever de trazer o servidor de volta para a atividade. Trata-se, pois, de ato vinculado.
A pedido do servidor:
O objetivo da reversão a pedido foi trazer de volta à atividade o servidor que se aposentou com proventos proporcionais antes da EC 20/98.
Requisitos:
São requisitos para admissibilidade do pedido do servidor:
Solicitação;
Aposentadoria na modalidade voluntária;
Estabilidade quando em atividade;
Pedido de reversão realizado dentro de 5 anos do pedido de aposentadoria;
Cargo vago.
 Mesmo preenchidos os requisitos, cabe à Administração decidir se o servidor retornará ou não à atividade. Trata-se, pois, de ato discricionário da Administração.
 
REINTEGRAÇÃO:
Reinvestidura de servidor estável no cargo anteriormente ocupado ou no resultante de sua transformação em razão da invalidação de sua demissão por decisão judicial ou administrativa.
O servidor não estável, caso consiga invalidar sua demissão, também retorna ao cargo anteriormente ocupado, uma vez que os efeitos da anulação são retroativos (ex tunc). Nesse caso, porém, não se está diante de reintegração, trata-se de um retorno inominado.
RECONDUÇÃO:
Consiste na investidura do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado em razão:
Da inabilitação no estágio probatório de novo cargo ou
Em razão da reintegração do antigo ocupante.
Observação.: em razão da posse em outro cargo inacumulável não se deve fazer pedido de exoneração, mas sim de vacância, o qual apenas suspende temporariamente o vínculo com a Administração. O sobretamento do vínculo perdura pelo período de estágio probatório do novo cargo. Uma vez ocorrida a aprovação no estágio probatório, o vínculo com o cargo anterior termina, porém, caso não haja aprovação no estágio probatório, o servidor poderá retornar ao cargo anteriormente ocupado.
STF e STJ: recondução a pedido: possibilidade do retorno ao cargo anteriormente ocupado por outras razões, desde que o pedido seja formulado dentro do estágio probatório.
A estabilidade relaciona-se ao serviço público, ao passo que o estágio probatório guarda relação com o cargo público. Este fato também consiste fundamento para a possibilidade de retorno do servidor ao cargo anteriormente ocupado antes do término do estágio probatório no cargo novo.
Art. 29.  Recondução é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado e decorrerá de: 
I - inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo; 
II - reintegração do anterior ocupante. 
Parágrafo único.  Encontrando-se provido o cargo de origem, o servidor será aproveitado em outro, observado o disposto no art. 30. 
A recondução e a reintegração são somente para SERVIDORES ESTÁVEIS.
APROVEITAMENTO
Retorno à atividade do servidor em disponibilidade.
Art. 30.  O retorno à atividade de servidor em disponibilidade far-se-á mediante aproveitamento obrigatório em cargo de atribuições e vencimentos compatíveis com o anteriormente ocupado. 
Art. 31.  O órgão Central do Sistema de Pessoal Civil determinará o imediato aproveitamento de servidor em disponibilidade em vaga que vier a ocorrer nos órgãos ou entidades da Administração Pública Federal. 
Parágrafo único.  Na hipótese prevista no § 3o do art. 37, o servidor posto em disponibilidade poderá ser mantido sob responsabilidade do órgão central do Sistema de Pessoal Civil da Administração Federal - SIPEC, até o seu adequado aproveitamento em outro órgão ou entidade. (Parágrafo incluído pela Lei nº 9.527, de 10.12.97)
Art. 32.  Será tornado sem efeito o aproveitamento e cassada a disponibilidade se o servidor não entrar em exercício no prazo legal, salvo doença comprovada por junta médica oficial. 
A disponibilidade do servidor estável ocorrerá no caso de o cargo ser extinto ou ser declarada sua desnecessidade.
O servidor em disponibilidade receberá proporcionalmente ao tempo de serviço.
Uma vez convocado, o servidor estável em disponibilidade deve retornar à atividade em 15 dias (aplicação analógica do artigo 15, parágrafo 1, Lei 8112/90 – prazo para entrar em exercício).
No caso de o servidor não respeitar o prazo de 15 dias para entrar em exercício depois da posse, será exonerado. Na hipótese de o servidor não retornar da disponibilidade em 15 dias depois de convocado, o aproveitamento será tornado sem efeito e será cassada sua disponibilidade.
PROMOÇÃO:
Servidor ocupando cargo com maior responsabilidade e complexidade nas atribuições dentro da mesma carreira.
Observação.: transferência e ascensão eram formas de provimento, mas foram banidas do nosso ordenamento jurídico por violação ao Princípio Constitucional do Concurso Público. Estes institutos foram revogados pela Lei 9527/97.
Na transferência o servidor mantém o cargo, mas altera o quadro funcional. Na ascensão, ao chegar no topo da carreira, o servidor passa a ocupar outro cargo (ADIs 231 e 837).
FORMAS DE DESINVESTIDURA
DEMISSÃO: Trata-se de penalidade taxativamente elencada na lei 8.112, com necessária observância do contraditório e ampla defesa.
O artigo 132, Lei 8112/90 traz as hipóteses de demissão, as quais deverão ser apuradas por meio de Processo Administrativo Disciplinar (PAD).
EXONERAÇÃO: Trata-se de mero desligamento do cargo, sem qualquer conotação de penalidade.
Cargo efetivo: A exoneração de servidor titular de cargo efetivo pode ser:
Exoneração a pedido do servidor;
Exoneração de ofício pela Administração.
Se dá quando o servidor não é habilitado no estágio probatório ou quando não entra em exercício no prazo de 15 dias.
A exoneração de ofício pela Administração não se confunde com exoneração ad nutum.
Exoneração de ofício pela Administração significa exoneração sem requerimento do servidor. Mesmo que o servidor não seja estável, necessário será que lhe seja conferido direito ao contraditório e à ampla defesa (RE 223904/RE 594040).
SÚMULA Nº 21
FUNCIONÁRIO EM ESTÁGIO PROBATÓRIO NÃO PODE SER EXONERADO NEM DEMITIDO SEM INQUÉRITO OU SEM AS FORMALIDADES LEGAIS DE APURAÇÃO DE SUA CAPACIDADE.
Há, também, a exoneração do art. 169, CF.
Art. 169. A despesa com pessoal ativo e inativo da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios não poderá exceder os limites estabelecidos em lei complementar.
§ 1º A concessão de qualquer vantagem ou aumento de remuneração, a criação de cargos, empregos e funções ou alteração de estrutura de carreiras, bem como a admissão ou contratação de pessoal, a qualquer título, pelos órgãos e entidades da administração direta ou indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo poder público, só poderão ser feitas: (Renumerado do parágrafo único, pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
I - se houver prévia dotação orçamentária suficiente para atender às projeções de despesa de pessoal e aos acréscimos dela decorrentes; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
II - se houver autorização específica na lei de diretrizes orçamentárias, ressalvadas as empresas públicas e as sociedades de economia mista. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§ 2º Decorrido o prazo estabelecido na lei complementar referida neste artigo para a adaptação aos parâmetros ali previstos, serão imediatamente suspensos todos os repasses de verbas federais ou estaduais aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios que não observarem os referidos limites. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§ 3º Para o cumprimento dos limites estabelecidos com base neste artigo, durante o prazo fixado na lei complementar referida no caput, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios adotarão as seguintes providências:  (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
I - redução em pelo menos vinte por cento das despesas com cargos em comissão e funções de confiança;  (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19,