Caminho para a Iniciação Feminina  -  Sylvia Perera
77 pág.

Caminho para a Iniciação Feminina - Sylvia Perera


DisciplinaPsicologia, Psicanálise, Psicologia Humano893 materiais8.136 seguidores
Pré-visualização33 páginas
CAMINHO
paÍa a inicia-f,0 frminina
Sdrit&ltrcra
CIP-Brasil. Catalogaçãona-Publicação
Câmara Brasileira do Livro, SP Sylvia Brinton Perera
Indices para catálogo sistemático:
l. Feminilidade: Psicologia sexual 155.333
2. Inana: Divindade: Mitologia sumeriana 299.9
5. Jung, Carl Gustav: Psicologia analítica 150.1954
4. Mulheres: Psicologia 155.633
Coleção AMOR E PSIQUE
Uma busca interior em Psicologia e Relieião, |ame's HillmanA sombra e o mal nos contos de fada, Marie-Louise von FranzA individuação nos contos de fada, Marie-Louise von FranzA psique como sauamento 
- 
C. G. lung e P. Tillich, lohn
Dourley
Do inconsciente a Deus, Erna Van de Winckel
Contos de fada vividos, Hans Dieckmann *Caminho paru a iniciação feminina, Sylvia Brinton Pererar Em preparação
P.
854743
Perera, Sylvia Brinton.
Caminho para a iniciação feminina / Sylvia Brinton
Perera; (tradução Aracéli M. Elman; revisão Marlene'
Crespo). 
- 
São Paulo: Ed.'Paulinas, 1985.
(Coleção amor e psique)
Bibliografia.
ISBN 85-05-00324-1
1. Feminilidade (Psicologia) 2. lnana (Divindade sume-
riana) 3. fung, Carl Gustav, 1875-1961 4. Mulheres 
-Psicologia I. Título.
""iii,iii-
CAMINHO PARA
A rNrclAÇÃo FEMININA
h*, .-'
Edições Paulinas
Tltulo orlglnal
Dcrcent to the Goddess, a way oÍ Intclatlon for women
@ Sylvla Brinton Perera
Tradução
Aracéll M. Elman
Revisão
Marlene Grespo
Coleção AMOR E PSIOUE
dirigida por
Dr. Léon Bonaventure
Pe. lvo Storniolo
Profa. Maria Elci S. Barbosa
cp EDrçÔEs PAULTNAS
Ruâ Dr. Pinto Ferraz, 183
04117 
- 
São Paulo 
- 
SP (Brasil)
End. telegr.: PAUL|NOS
O EDICÕES PAULINAS - SÃO PAULO . 1985
ISBN - 85-05-00324-1
TNTRODUçÃO À COLEçÃO AMOR E P§rQUE
Na busca de sua alma e do sentido de sua vida o
homem descobriu novos caminhos que o levam para a
sua interioridade: o seu próprio espaço interior torna-se
um lugar novo de experiência. Os viajantes destes ca-
minhos nos revelam que somente o Amor é capaz de
engendrar a Alma, mas também o Amor precisa da
Alma. Assim, em lugar de buscar causas, explicações psi-
copatológicas das nossas feridas e dos nossos sofrimen-
tos, precisamos em primeiro lugar amar a nossa alma,
assim como ela é. Deste modo é que poderemos reco-
nhecer que estas feridas e estes sofrimentos nasceram
de uma lalta de amor. Por outro lado revelam-nos que
a alma se orienta para um Centro pessoal e transpessoal,
para a nossa unidade e a realização de nossa totalidade.
Assim, a nossa própria vida carrega em si um sentido, o
de restaurar a nossa unidade primeira.
Finalmente não é o espiritual que aparece primeiro,
mas o psíquico, e depois o espiritual. É a partir do olhar
clo imo espiritual interior que a alma toma seu sentido,
o que significa que a psicologia pode de novo estender a
mão para a teologia.
Esta perspectiva psicológica nova é fruto do esforço
para libertar a alma cla dominação da psicopatologia,
do espírito analítico e do psicologismo, para que volte
a si mesma, à sua própria originalidade. Ela nasceu de
reflexões durante a prática psicoterápica, e está come-
çando a renovar o modelo e a finalidade da psicoterapia.É uma nova visão do homem na sua existência cotidiana,
do seu tempo, e dentro de seu contexto cultural, abrindo
dimensões diferentes de nossa existência para podermos
reencontrar a nossa alma. Ela poderá alimentar todos
aqueles que são sensíveis à necessidade de colocar mais
alma em todas as atividades humanas.
A finalidacle da presente coleção é precisamente res-
tituir a alma a si mesma e de "ver aparecer uma gera-
ção de sacerdotes capazes cle entenderem novamente a
linguagem da alma", como C. G. Jung o desejava.
Prólogo
;!,,
:'!l
:i,
1;'
*
,1,
O espírito positivista que ainda hoje informa todos
os setorei da ciência moderna levou-nos a um "complexo
de superioridade", graças ao qual julgamos ter atingido
o g.url máximo da ãssim chamada civilização ocidental,
" 
ão. comportamos como quem construiu e se instalou
num pedeslal no topo do mundo. E é do alto desse pe'
destaÍ que, com olhar orgulhosamente complacente e- sor'
riso irônico, costumamos considerar a vida dos antigo-s,
achando-os táo atrasados em suas cosmovisões e reli-
giões, táo ingênuos em seus mitos e lendas, táo grossei-ros
ã- .ru tecãologia e costumes. Contudo, basta que lan-
cemos um olhaicrítico para nós mesmos e o mundo que
nos rodeia para descobrlr que, no fundo, os verdadeiros
atrasados, ingênuos e grosseiros somos nós mesmos'
A mais elementar psicologia nos ensina que apenas
um décimo da psique humana é consciente; os outros'
nove décimos sáo inconscientes. Isso significa, no míni-
mo, que somos os mais ambíguos seres deste planeta,
e tão mais perigosos quanto menos conscientes estiver-
mos da t ottu piOpria ambigüidade. Em outras palavras,
na teoria so*ós càpares de pensar e projetar uma coisa,
mas na prática vivêmos outra, e geralmente o contrário
clo que havíamos pensaclo e projetado. Percebemos que
,rotà pedestal científico e tecnológico foi construído à
custa de uma atitude unilateral que privilegiou apenas a
consciência, exilando para a sombra e a treva do incons'
ciente as já tão obscuias dimensões do mundo dos afetos
e dos instintos qlle, na realidade, presidem ao nosso
comportamento e ação. Ora, como o inconsciente man'
tém uma atitude de compensação em relação à consciên-
cia, tudo o que é reprimido e relegado ao inconsciente
torna-se exatamente o contrário. E é assim que a nossa
#
*I
ambigüidade se torna extremamente perigosa: teorica-
mente elaboramos os mais refinados sistemas de pensa-
mento e produzimos os mais requintados instrumentos
mas, na prâtica, usamos nosso pensamento e instrumen-
tos não para o crescimento mas para a opressão, divisão
e até mesmo para a destruição da humanidade. Nossa
deusa razão calocou-nos numa armadilha: julgávamos
ser a fina flor da civilização, e descobrimos que nossos
afetos e instintos indiferenciados e reprimidos nos tor-
naram bárbaros, capazes de destruir o mundo todo e de-
sequilibrar a galâxia nunr só dia.
Descoberta a nossa fundamental e perigosa ambigüi-
dade, descemos do nosso pedestal, olhamos de novo para
os antigos, e levamos um choque: enquanto dedicamos
toda a nossa energia para elaborar um décimo da cons-
ciência eles trabalhavam com os nove décimos do incons-
ciente; enquanto ficamos purificando nossas idéias e ins-
trumentos, eles equacionavam o mundo obscuro dos ar-
quétipos, as matrizes inconscientes não só das nossas
idéias, mas também do nosso comportamento. Espanta-
dos e humilhados, descobrimos que eles têm muito mais
a nos ensinar do que nós a eles! Suas cosmovisões, reli-
giões, mitos e lendas são, na verdade, espelhos em que,
de forma projetada e simbólica, podemos contemplar a
nossa complexidade humana, mergulhada em seus pro-
blemas e dúvidas, angústias, anseios e buscas. Os anti-
gos, porém, não ficaram apenas na constatação do que
somos: também foram capazes de equacionar e analisar
os problemas e angústias, projetar e concretizar cami-
trhos de solução, alem de esclarecer as dúvidas e anseios
humanos, abrindo perspectivas de buscas equilibradas e
correta para o crescimento e maturação dp humano.
Devemos a Carl Gustav Jung a redescoberta da im-
portância das cosmovisões, religiões, mitos e lendas dos
antigos. Nessas projeções espontâneas do inconsciente co-
letivo, isto é, do inconsciente comum a toda a humani-
dade, Jung descobriu as estruturas básicas da psique,
percebendo que esses testemunhos antigos constituíam
8
um imenso e valioso parâmetro para equacionar os pro'
blemas psíquicos individuais e coletivos da humanidade
contemporânea. O presente livro de Sylvia Brinton Pe-
rera, terapeuta em Nova Iorque, se inscreve na longa
esteira das pesquisas de Jung, hoje continuadas de for-
ma vigorosa pelos discípulos e herdeiros do seu pensa-
mento e preocupações.
Sofia
Sofia fez um comentário
O índice é no final do livro!!
1 aprovações
Carregar mais