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Ministério Público: Conselho Nacional e o TCU - Resumo

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Conselho Nacional do Ministério Público: regras gerais e composição
Conselho Nacional do Ministério Público: escolha dos membros do MPU
Art. 130-A, CRFB/88 (introduzido pela EC n. 45/2004 e regulamentado pela Lei n.
11.372/2006): prevê a criação do Conselho Nacional do Ministério Público. O CNMP é
composto de 14 membros, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada
a escolha pela maioria absoluta do Senado, pra um mandato de 2 anos, sendo admitida
uma recondução. Os 14 membros são:
I - o Procurador-Geral da República, que o preside.
II - quatro membros do Ministério Público da União, assegurada a representação de
cada uma de suas carreiras.
III - três membros do Ministério Público dos Estados.
IV - dois juízes, indicados um pelo Supremo Tribunal Federal e outro pelo Superior Tri-
bunal de Justiça.
V - dois advogados, indicados pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil.
VI - dois cidadãos de notável saber jurídico e reputação ilibada, indicados um pela Câ-
mara dos Deputados e outro pelo Senado Federal.
Art. 128, I, a – d, CRFB/88: o MPU se divide em MP Federal, MP do Trabalho, MP Militar e
MP do DF e TFs (MPDFT).
Art. 1, caput, Lei n. 11.372/2006: os membros do CNMP oriundos do MPU devem ser es-
colhidos pelo Procurador-Geral de cada um dos ramos, a partir de lista tríplice composta
de membros com mais de 35 anos de idade, que já tenham completado mais de 10 na
respectiva carreira.
Essas listas são elaboradas pelos respectivos Colégios de Procuradores do MPF, do MPT
e do MPM, e pelo Colégio de Procuradores e Promotores de Justiça do MPDFT.
O nome escolhido pelo Procurador-Geral de cada um dos ramos é encaminhado ao PGR,
depois aprovado pelo Senado pela maioria absoluta, pra mandato de 2 anos, podendo
haver uma recondução.
Ministério Público - Parte 5
Direito Constitucional II

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Conselho Nacional do Ministério Público: escolha dos membros do MPE
Conselho Nacional do Ministério Público
Art. 2º, Lei n. 11.372/2006: os membros do CNMP oriundos dos MPs dos Estados são indi-
cados pelos respectivos Procuradores-Gerais de Justiça, a partir de lista tríplice elaborada
pelos integrantes da carreira de cada instituição, composta de membros com mais de 35
anos de idade, que já tenham completado mais de 10 anos na respectiva carreira.
Os Procuradores-Gerais de Justiça dos Estados, em reunião conjunta especialmente con-
vocada pra isso, formam uma lista com 3 nomes indicados para as vagas destinadas a
membros do MP dos Estados, a ser submetida à aprovação do Senado por maioria abso-
luta dos membros, pra mandato de 2 anos, podendo haver uma recondução.
Sabatina do SF e a falta de critérios para indicação dos demais membros
Com exceção do PGR, os nomes indicados devem passar por uma sabatina do Senado
Federal, e se aprovados pela maioria absoluta dos seus membros, são nomeados pelo
Presidente da República.
Havendo rejeição de qualquer nome pelo Plenário do Senado, a autoridade máxima do
órgão ou da instituição competente pra indicação vai ser ociada, pra que um novo nome
seja apresentado no prazo de 15 dias.
Os critérios pra escolha dos membros do CNMP foram regulamentados só pros mem-
bros oriundos do MP, como a gente acabou de ver. Então não existe um critério norma-
tivo pra indicação dos outros membros do Conselho.
Corregedor Nacional
O Corregedor Nacional vai ser eleito pelo Conselho dentre os membros do MP que o in-
tegram, de acordo com as regras previstas no art. 17 do RI-CNMP, Res. n. 92/2013:
O mandato é 2 anos, sendo vedada a recondução.
A eleição se dá pelo voto secreto, na sessão imediatamente posterior à vacância do
cargo, sendo eleito o candidato escolhido pela maioria absoluta.
A posse se dá imediatamente após a proclamação do resultado da eleição.
O mandato expira junto com o mandato de Conselheiro.
As funções serão exercidas pelo Corregedor Nacional em regime de dedicação exclusi-
va, cando afastado do órgão do Ministério Público ao qual ele pertence.

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Além das atribuições conferidas pela lei ou pelo Regimento Interno do CNMP, compete
ao Corregedor Nacional:
Receber reclamações e denúncias, de qualquer interessado, relativas aos membros do
Ministério Público e dos seus serviços auxiliares.
Exercer funções executivas do Conselho, de inspeção e correição geral.
Requisitar e designar membros do Ministério Público, delegando-lhes atribuições.
Requisitar servidores de órgãos do Ministério Público.
Atribuições
Art. 130-A, § 2º. Compete ao Conselho Nacional do Ministério Público o controle da
atuação administrativa e nanceira do Ministério Público e do cumprimento dos de-
veres funcionais de seus membros, cabendo lhe:
I - zelar pela autonomia funcional e administrativa do Ministério Público, podendo expe-
dir atos regulamentares, no âmbito de sua competência, ou recomendar providências.
II - zelar pela observância do art. 37 e apreciar, de ofício ou mediante provocação, a
legalidade dos atos administrativos praticados por membros ou órgãos do Ministério
Público da União e dos Estados, podendo desconstituí-los, revê-los ou xar prazo
para que se adotem as providências necessárias ao exato cumprimento da lei, sem
prejuízo da competência dos Tribunais de Contas.
III - receber e conhecer das reclamações contra membros ou órgãos do Ministério Pú-
blico da União ou dos Estados, inclusive contra seus serviços auxiliares, sem prejuízo
da competência disciplinar e correicional da instituição, podendo avocar processos
disciplinares em curso, determinar a remoção, a disponibilidade ou a aposentadoria
com subsídios ou proventos proporcionais ao tempo de serviço e aplicar outras san-
ções administrativas, assegurada ampla defesa.
IV - rever, de ofício ou mediante provocação, os processos disciplinares de membros
do Ministério Público da União ou dos Estados julgados há menos de um ano.
V - elaborar relatório anual, propondo as providências que julgar necessárias sobre a
situação do Ministério Público no País e as atividades do Conselho, o qual deve inte-
grar a mensagem prevista no art. 84, XI.
Outras regras
O Presidente do Conselho Federal da OAB terá assento e voz no Plenário, podendo se
fazer representar em suas sessões por membro da Diretoria do Conselho Federal da
entidade. Isso está lá no art. 4.º, parágrafo único, do RICNMP.