Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

1 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO 
FACULDADE DE MEDICINA 
DEPARTAMENTO DE MEDICINA PREVENTIVA 
DISCIPLINA DE EPIDEMIOLOGIA 
 
 
Transição demográfica e epidemiológica 
 
 
 “Em estudos epidemiológicos e demográficos, e para o planejamento de um 
programa em Saúde Pública, há necessidade de se conhecer a população-alvo”. O 
levantamento total e periódico da população é obtido através do recenseamento ou censo 
populacional realizado pelo IBGE. A representação gráfica da estrutura de uma 
população por sexo e faixa etária é feita através de Pirâmides de população (Laurenti, 
R., 1985)1. 
 
Observe as pirâmides populacionais do município de Niterói (Região Metropolitana do 
Rio de Janeiro) nos anos de 1980 e 1991. 
 
Figura 1: 
NITERÓI
PIRÂMIDE POPULACIONAL POR FAIXA ETÁRIA - 1980
Fonte: IBGE - Censo - 1980
Faixa Etária
65 A 69 
60 A 64 
55 A 59 
50 A 54 
45 A 49 
40 A 44 
35 A 39 
30 A 34 
25 A 29 
20 A 24 
15 A 19 
10 A 14 
0 A 4 
02468
%
0 2 4 6 8
%
Homens 
Mulheres 
5 A 9
70 +
 
 
1) O envelhecimento populacional, característica da transição demográfica, pode ser 
evidenciado pelas pirâmides populacionais do município de Niterói? Quando? 
Justifique, abordando o comportamento das principais variáveis que determinam a 
dinâmica populacional. 
 
 
1
 LAURENTI,R.et alli, 1985. Indicadores de Saúde.In: Estatísticas de Saúde, São Paulo:E.P.U.,pp 161-
75. 
NITERÓI
PIRÂMIDE POPULACIONAL POR FAIXA ETÁRIA - 1991
Fonte: IBGE - Censo-1991
Faixa Etária
80 +
75 A 79
70 A 74
65 A 69
60 A 64
55 A 59
50 A 54
45 A 49
40 A 44
35 A 39
30 A 34
25 A 29
20 A 24
15 A 19
10 A 14
5 A 9
0 A 4
02468
%
0 2 4 6 8
%
Homens
Mulheres
 
 2 
A seguir são apresentadas pirâmides populacionais de Niterói, referentes à população 
favelada (aglomerados subnormais/IBGE) e população não favelada, em 1991. 
 
Figura 2: 
Niterói - População Favelada Segundo o IBGE
PIRÂMIDE POPULACIONAL POR FAIXA ETÁRIA - 1991
Fonte: IBGE - Censo - 1991
Faixa Etária
80 + 
75 A 79 
70 A 74 
65 A 69 
60 A 64 
55 A 59 
50 A 54 
45 A 49 
40 A 44 
35 A 39 
30 A 34 
25 A 29 
20 A 24 
15 A 19 
10 A 14 
5 A 9 
02468
%
0 2 4 6 8
%
Homens
Mulheres
0 A 4
 
 
2) Com a divisão em dois estratos populacionais (favelada e não favelada), houve 
mudança nas formas das pirâmides quando comparadas com a apresentada na figura 1 
referente ao ano de 1991, do mesmo município. Justifique as diferenças entre as 
pirâmides da figura 2, e destas em relação à pirâmide de 1991, apresentada na figura 1. 
 
 O índice de envelhecimento populacional é a razão entre o número de habitantes 
com idade maior ou igual a 65 anos e de 0 a 14 anos, multiplicado por 100. Ele nos 
informa o número de idosos vivos para cada 100 jovens com menos de 15 anos. 
 
3) Comente a tabela 1 abaixo: 
 
Tabela 1: Índice de envelhecimento populacional - Niterói 1980 e 1991. 
 
População (ano) Índice de envelhecimento 
Niterói (1980) 21,3 
Niterói (1991) 30,9 
Fonte: Censo Demográfico - 1980 e 1991 - FIBGE 
 
 A esperança de vida é o número médio de anos que ainda restam para serem 
vividos, presumindo-se a manutenção das condições de vida e saúde em relação ao ano 
considerado. Pode ser calculado por idade e sexo. 
 No quadro 1, são comparadas as esperança de vida ao nascer por sexo para os 
municípios de Niterói (SE), Curitiba (Sul) e Maceió (NE) em 1970,1980 e 1991. 
 
Niterói - População Não Favelada Segundo o IBGE
PIRÂMIDE POPULACIONAL POR FAIXA ETÁRIA - 1991
Fonte: IBGE - Censo - 1991
Faixa Etária
80 + 
75 A 79 
70 A 74 
65 A 69 
60 A 64 
55 A 59 
50 A 54 
45 A 49 
40 A 44 
35 A 39 
30 A 34 
25 A 29 
20 A 24 
15 A 19 
10 A 14 
5 A 9 
02468
%
0 2 4 6 8
%
Homens
Mulheres
0 A 4
 
 3 
Quadro 1: Esperança de vida ao nascer por sexo - Niterói, Curitiba e Maceió - 1970, 
1980 e 1991. 
 
 Ano 
Cidade\ 1970 1980 1991 
 sexo Homem Mulher Homem Mulher Homem Mulher 
Niterói 58,29 67,11 60,63 70,38 61,57 73,09 
Curitiba 52,79 62,52 61,90 70,70 63,83 72,61 
Maceió 47,55 53,32 57,10 64,19 61,92 68,40 
Fonte: Censo Demográfico-1970,1980 e 1991-FIBGE. 
 
4) Comparando as estimativas da esperança de vida ao nascer (EVN) no tempo, a que 
podemos atribuir a melhora observada nas três cidades? 
 
5) Em relação ao sexo, a EVN é sempre maior para as mulheres. Justifique. 
 
6) Comente o quadro acima comparando a EVN no tempo e espaço. 
 
(Os exercícios discutidos até o momento são fruto do trabalho desenvolvido pelos 
alunos do Curso de Especialização em Saúde Coletiva, modalidade Residência, do 
NESC/UFRJ, junto à Superintendência de Análise e Programação em Saúde da 
Fundação Municipal de Saúde de Niterói, no biênio 1995/1996.) 
 
 A tabela 2 apresenta os óbitos de residentes do município de Niterói no ano de 
1992 segundo as causas básicas da morte, agrupadas nos capítulos da CID (9a revisão). 
 
7) Calcule a mortalidade proporcional por causas. Interprete os resultados. 
 
8) Este padrão de mortalidade é compatível com o esperado para um município com a 
estrutura populacional discutida no início do exercício? Justifique. 
 
9) Este padrão de mortalidade é semelhante ao encontrado para os países que já 
completaram sua transição demográfica? Justifique. 
 
10) O que seria recomendado para melhor caracterizar o momento de transição 
epidemiológica do município de Niterói, baseando-se em estudos de mortalidade? 
 4 
Tabela 2 - Mortalidade Proporcional por causas - Niterói 1992. 
 
Causa Básica (capítulo do CID 9ª Revisão) No de 
óbitos 
Mortalidade 
Proporcional (%) 
I-Doenças Infecciosas e Parasitárias 102 
II-Neoplasias 518 
III-D.Glând.Endócrinas, Nutricionais, Metabolismo e 
Imunitários 
206 
IV-D.do Sangue e orgãos hematopoiéticos 7 
V-Transtornos Mentais 7 
VI-Sistema Nervoso e Orgãos do Sentido 37 
VII- D.AP. Circulatório 1.230 
VIII- D.AP.Respiratório 458 
IX-D.Ap. Digestivo 165 
X-D.AP. Geniturinário 67 
XI-Complicações da Gravidez, parto e puerpério 4 
XII- D.Pele e Tec.subcutâneo 2 
XIII- D.Sistema Osteomuscular e tec.conjuntivo 7 
XIV-Anomalias Congênitas 37 
XV-Afecções Perinatais 77 
XVI-Mal Definidas 225 
XVII-Causas Externas 475 
Total 3.624 
 
 Fonte: Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro

Mais conteúdos dessa disciplina