A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
87 pág.
Aula 03

Pré-visualização | Página 15 de 23

ao Poder Judiciário conferir disciplina legal ao caso 
concreto sob pena de violação ao princípio da separação dos poderes. 
Comentários: 
Como vimos, atualmente (a partir de 2007) o STF vem adotando a 
posição concretista do mandado de injunção, ou seja, quando se 
entra em juízo com um mandado de injunção, a autoridade julgadora 
deverá decidir o caso concreto, fazendo com que desde já o 
impetrante consiga exercer o direito que está sendo impedido pela 
omissão normativa. 
Gabarito: Errado. 
 
85. (CESPE/Procurador - Pref. Boa Vista/2010) A previsão 
constitucional de regras diferenciadas de aposentadoria para quem 
exerça atividades sob condições especiais que prejudiquem a sua 
saúde ou a sua integridade física carece de regulamentação 
infraconstitucional. Por essa razão, caso a regulamentação não seja 
produzida, os servidores que exerçam atividades nocivas podem 
solicitar a aplicação, por analogia, das regras do regime geral de 
previdência. 
Comentários: 
É isso aí, essa questão foge do tema "direitos individuais" mas 
coloquei aqui pois é um exemplo de adoção da teoria concretista pelo 
STF. O STF julgou diversos mandados de injunção nos quais 
servidores públicos pleiteavam o seu direito constitucional à 
aposentadoria especial. 
CURSO ON-LINE - D. CONSTITUCIONAL MPU 
PROFESSORES: VÍTOR CRUZ E RODRIGO DUARTE 
54 
Prof. Vítor Cruz e Rodrigo Duarte WWW.PONTODOSCONCURSOS.COM.BR 
No julgamento, o STF adotou teoria concretista e conferiu o direito 
dos servidores usarem a analogia das regras do RGPS, aplicáveis aos 
trabalhadores celetistas. 
Gabarito: Correto. 
 
86. (ESAF/ ATRFB /2012) Conceder-se-á mandado de injunção 
para proteger direito líquido e certo, não amparado por habeas 
corpus ou habeas data, quando o responsável pela ilegalidade ou 
abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica 
no exercício de atribuições do Poder Público. 
Comentários: 
O examinador tentou confundir o candidato utilizando mandado de 
injunção ao invés de mandado de segurança. 
Gabarito: Errado. 
 
Habeas data 
LXXII - conceder-se-á "habeas-data": 
a) para assegurar o conhecimento de informações relativas 
à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos 
de dados de entidades governamentais ou de caráter 
público; 
b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo 
por processo sigiloso, judicial ou administrativo; 
Organizando: 
• Motivos: 
a) conhecimento de informações relativas à pessoa do 
impetrante (após ter pedido administrativamente e ter sido 
negado); 
b) retificar dados, caso não prefira fazer isto por meio sigiloso 
administrativamente ou judicialmente. 
• Quem pode usar: qualquer pessoa. 
• Quem pode sofrer a ação: qualquer entidade governamental 
ou ainda não-governamental, mas que possua registros ou 
bancos de dados de caráter público. 
• Custas: (LXXVII) são gratuitas as ações de “habeas-data”; 
 
Obs. 1 - A lei 9507/97 que regulamenta o "habeas data" dispõe logo 
em seu art. 1º parágrafo único: Considera-se de caráter público todo 
CURSO ON-LINE - D. CONSTITUCIONAL MPU 
PROFESSORES: VÍTOR CRUZ E RODRIGO DUARTE 
55 
Prof. Vítor Cruz e Rodrigo Duarte WWW.PONTODOSCONCURSOS.COM.BR 
registro ou banco de dados contendo informações que sejam ou que 
possam ser transmitidas a terceiros ou que não sejam de uso 
privativo do órgão ou entidade produtora ou depositária das 
informações. 
Deve-se ter muita atenção, pois as bancas constantemente 
tentam confundir o candidato com este remédio constitucional. 
O habeas data é usado para se requerer informações sobre a 
pessoa do impetrante que constam em banco de dados públicos, são 
aquelas informações pessoais. Primeiro deve-se pedir admi-
nistrativamente e, se negado, impetra-se o HD. 
Não confunda com o caso de se negarem o direito líquido e certo de 
receber informações em órgãos públicos, assegurado pelo art. 5º, 
XXXIII, quando as informações não forem pessoais ao impetrante, 
nem com o indeferimento do direito de petição ou de obter certidões 
– art. 5º, XXXIV. 
 
87. (CESPE/Analista - TRE-MT/2010) O habeas data destina-se 
a assegurar o conhecimento de informações pessoais constantes de 
registro de bancos de dados de entidades governamentais ou de 
caráter público, desde que geridas por servidores do Estado. 
Comentários: 
Estava correta até dizer: desde que geridas por servidores do Estado. 
A lei 9507/97 que regulamenta o "habeas data" dispõe logo em seu 
art. 1º parágrafo único: Considera-se de caráter público todo registro 
ou banco de dados contendo informações que sejam ou que possam 
ser transmitidas a terceiros ou que não sejam de uso privativo do 
órgão ou entidade produtora ou depositária das informações. 
Gabarito: Errado. 
 
88. (CESPE/Agente-Polícia Federal/2009) Conceder-se-á 
habeas data para assegurar o conhecimento de informações relativas 
à pessoa do impetrante ou à de terceiros, constantes de registros ou 
bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público. 
Comentários: 
Não pode ser informações referentes a terceiros, somente relativas a 
própria pessoa. 
Gabarito: Errado. 
 
89. (CESPE/TCE-AC/2009) O mandado de segurança é o meio 
correto para determinar à administração a retificação de dados 
relativos ao impetrante nos arquivos da repartição pública. 
CURSO ON-LINE - D. CONSTITUCIONAL MPU 
PROFESSORES: VÍTOR CRUZ E RODRIGO DUARTE 
56 
Prof. Vítor Cruz e Rodrigo Duarte WWW.PONTODOSCONCURSOS.COM.BR 
Comentários: 
Neste caso o remédio utilizado deverá ser o habeas data, logo, não se 
poderá usar o Mandado de Segurança. 
Gabarito: Errado. 
 
90. (CESPE/TJAA - TRT 5ª/2009) O habeas data é o 
instrumento adequado para afastar ilegalidade de privação do direito 
de liberdade. 
Comentários: 
O remédio constitucional que se presta para este fim é o habeas 
corpus. 
Gabarito: Errado. 
 
91. (ESAF/MDIC/2012) A respeito da tutela constitucional das 
liberdades, é correto afirmar que 
a) o habeas corpus poderá ser utilizado para a correção de qualquer 
inidoneidade, mesmo que não implique coação ou iminência direta de 
coação à liberdade de ir e vir. 
b) será possível à pessoa jurídica figurar como paciente na 
impetração de habeas corpus. 
c) o entendimento pacificado nos Tribunais Superiores é o de que não 
se concederá habeas data caso não tenha havido uma negativa do 
pedido no âmbito administrativo. 
d) o cabimento do mandado de segurança ocorrerá mesmo quando 
existir decisão judicial da qual caiba recurso suspensivo. 
e) os processos de habeas data terão prioridade sobre qualquer outro 
processo. 
Comentários: 
Letra A – Errado. O habeas corpus é remédio ligado à liberdade de 
locomoção (direito de “ir e vir”). Pela sua importância, o habeas 
corpus tem o seu escopo bem ampliado e não necessita de muitas 
formalidades, no entanto, é errado dizer que se prestará a corrigir 
“qualquer inidoneidade”, isso é um exagero, pois o habeas corpus 
deve ter estrita ligação com a liberdade, ainda que essa coação não 
seja direta. 
CURSO ON-LINE - D. CONSTITUCIONAL MPU 
PROFESSORES: VÍTOR CRUZ E RODRIGO DUARTE 
57 
Prof. Vítor Cruz e Rodrigo Duarte WWW.PONTODOSCONCURSOS.COM.BR 
Letra B – Errado. Embora a pessoa jurídica possa figurar como 
coatora (coagindo a liberdade de alguém) em uma ação de habeas 
corpus, ela não pode figurar como paciente (estando coagida em sua 
liberdade de locomoção) já que pessoas jurídicas (empresas, órgãos, 
instituições...) não existem fisicamente de forma a possuírem o 
“direito de ir e vir”. 
Letra C – Correto. Segundo a jurisprudência, o habeas data é uma 
exceção ao princípio da inafastabilidade do Poder Judiciário,