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Gabarito de prova discursiva para o concurso CFOPM (IADES): analisa cenário de desacato a militar (art. 299 CPM), pena (detenção 6 meses–2 anos), ação pública incondicionada pelo Ministério Público Militar, competência da Justiça Militar/Auditorias Militares e vedação dos juizados (art. 90‑A Lei 9.099/1995).

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Instituto Americano de Desenvolvimento - IADES – www.iamericano.org.br Página 1 
QE 32 Conjunto C Lote 2 – Guará II – Brasília – DF 
Fone: (61) 3574.7200 – Fax: (61) 3574.7200– e-mail: cac@iades.com.br 
 
CONCURSO PU ́BLICO DE ADMISSA ̃O AO CURSO DE FORMAÇÃO DE 
OFICIAIS POLICIAIS MILITARES DA POLÍCIA MILITAR DO DISTRITO 
FEDERAL (CFOPM) 
EDITAL N° 35/DGP – PMDF, DE 17 DE NOVEMBRO DE 2016. 
 
 
PADRÃO DE RESPOSTA DA PROVA DISCURSIVA 
 
 
Leia, com atenção, a situação hipotética a seguir. 
 
Durante uma ação de suporte a uma força de pacificação, um civil, sem razão aparente, proferiu 
palavras de baixo calão e jogou cerveja no uniforme de um cabo do Exército Brasileiro. 
 
Considerando a situação hipotética apresentada e segundo a lei e o entendimento jurisprudencial do 
Superior Tribunal Militar, redija um texto dissertativo e (ou) descritivo acerca da conduta do civil que 
aborde, necessariamente, os seguintes tópicos: 
a) crime cometido pelo civil; 
b) pena cabível em abstrato; 
c) modalidade de ação penal cabível; 
d) instituição responsável para o oferecimento da ação penal; 
e) justiça competente; 
f) juízo competente para julgamento; e, 
g) indicação e justificativa se são cabíveis ou não os institutos despenalizadores da lei dos 
juizados especiais criminais (Lei no 9.099/1995). 
 
Padrão de resposta ou resultado esperado (gabarito prévio): 
 
Em relação ao Tema/Texto (TX) foram levados em consideração a adequação ao tema e a 
organização textual. 
 
Quanto ao crime praticado pelo civil, pontualmente, o candidato deve indicar que o Código Penal 
Militar estabelece em seu artigo 299 “Desacatar militar no exercício de função de natureza militar ou em 
razão dela: pena - detenção, de seis meses a dois anos, se o fato não constitui outro crime”. Portanto, o 
civil cometeu o crime de desacato a militar com pena em abstrato de seis meses a dois anos. 
 
Por sua vez, a modalidade de ação penal cabível é a pública incondicionada e o órgão responsável 
para o oferecimento da ação penal é o Ministério Público Militar, conforme artigo 29 “A ação penal é 
pública e somente pode ser promovida por denúncia do Ministério Público Militar”. 
 
Quanto à Justiça competente, tendo em vista o artigo 125, § 3o, da CF/88, ipsis litteris: “Os Estados 
organizarão sua Justiça, observados os princípios estabelecidos nesta Constituição. § 3º A lei estadual 
poderá criar, mediante proposta do Tribunal de Justiça, a Justiça Militar estadual, constituída, em primeiro 
grau, pelos juízes de direito e pelos Conselhos de Justiça e, em segundo grau, pelo próprio Tribunal de 
Justiça, ou por Tribunal de Justiça Militar nos Estados em que o efetivo militar seja superior a vinte mil 
 
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integrantes”. Nesse sentido, a competência é da Justiça Militar e o juízo competente são as Auditorias 
Militares, leia-se Conselhos de Justiça ou juízes de Direito onde não houver os referidos órgãos. 
 
No que toca à aplicabilidade ou não dos institutos despenalizadores da lei dos juizados especiais 
criminais pela Justiça Militar, em síntese, o candidato deve fazer referência ao dispositivo legal que veda 
sua aplicabilidade, artigo 90-A da Lei no 9.099/1995, in verbis: “As disposições desta Lei não se aplicam no 
âmbito da Justiça Militar”. 
 
 
 Brasília-DF, 10 de maio de 2017. 
 
 
 
Coordenação Pedagógica 
Instituto Americano de Desenvolvimento-IADES

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