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NOVO CPC megajuridico 2aEd

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imediatamente à fase de liquidação. 
§ 1o Na hipótese prevista no caput, não haverá condenação em honorários advocatícios 
de nenhuma das partes, e as custas serão rateadas segundo a participação das partes no 
capital social. 
§ 2o Havendo contestação, observar-se-á o procedimento comum, mas a liquidação da 
sentença seguirá o disposto neste Capítulo. 
Art. 604. Para apuração dos haveres, o juiz: 
I - fixará a data da resolução da sociedade; 
II - definirá o critério de apuração dos haveres à vista do disposto no contrato social; e 
III - nomeará o perito. 
§ 1o O juiz determinará à sociedade ou aos sócios que nela permanecerem que 
depositem em juízo a parte incontroversa dos haveres devidos. 
§ 2o O depósito poderá ser, desde logo, levantando pelo ex-sócio, pelo espólio ou pelos 
sucessores. 
§ 3o Se o contrato social estabelecer o pagamento dos haveres, será observado o que 
nele se dispôs no depósito judicial da parte incontroversa. 
Art. 605. A data da resolução da sociedade será: 
I - no caso de falecimento do sócio, a do óbito; 
II - na retirada imotivada, o sexagésimo dia seguinte ao do recebimento, pela sociedade, 
da notificação do sócio retirante; 
III - no recesso, o dia do recebimento, pela sociedade, da notificação do sócio dissidente; 
IV - na retirada por justa causa de sociedade por prazo determinado e na exclusão 
judicial de sócio, a do trânsito em julgado da decisão que dissolver a sociedade; e 
V - na exclusão extrajudicial, a data da assembleia ou da reunião de sócios que a tiver 
deliberado. 
Art. 606. Em caso de omissão do contrato social, o juiz definirá, como critério de 
apuração de haveres, o valor patrimonial apurado em balanço de determinação, tomando-se 
por referência a data da resolução e avaliando-se bens e direitos do ativo, tangíveis e 
intangíveis, a preço de saída, além do passivo também a ser apurado de igual forma. 
Parágrafo único. Em todos os casos em que seja necessária a realização de perícia, a 
nomeação do perito recairá preferencialmente sobre especialista em avaliação de sociedades. 
Art. 607. A data da resolução e o critério de apuração de haveres podem ser revistos 
pelo juiz, a pedido da parte, a qualquer tempo antes do início da perícia. 
Art. 608. Até a data da resolução, integram o valor devido ao ex-sócio, ao espólio ou aos 
sucessores a participação nos lucros ou os juros sobre o capital próprio declarados pela 
sociedade e, se for o caso, a remuneração como administrador. 
 
 
 
 
 
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Parágrafo único. Após a data da resolução, o ex-sócio, o espólio ou os sucessores terão 
direito apenas à correção monetária dos valores apurados e aos juros contratuais ou legais. 
Art. 609. Uma vez apurados, os haveres do sócio retirante serão pagos conforme 
disciplinar o contrato social e, no silêncio deste, nos termos do § 2o do Art. 1.031 da Lei 
no 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil). 
CAPÍTULO VI 
 DO INVENTÁRIO E DA PARTILHA 
Seção I 
 Disposições Gerais 
Art. 610. Havendo testamento ou interessado incapaz, proceder-se-á ao inventário 
judicial. 
§ 1o Se todos forem capazes e concordes, o inventário e a partilha poderão ser feitos por 
escritura pública, a qual constituirá documento hábil para qualquer ato de registro, bem como 
para levantamento de importância depositada em instituições financeiras. 
§ 2o O tabelião somente lavrará a escritura pública se todas as partes interessadas 
estiverem assistidas por advogado ou por defensor público, cuja qualificação e assinatura 
constarão do ato notarial. 
Art. 611. O processo de inventário e de partilha deve ser instaurado dentro de 2 (dois) 
meses, a contar da abertura da sucessão, ultimando-se nos 12 (doze) meses subsequentes, 
podendo o juiz prorrogar esses prazos, de ofício ou a requerimento de parte. 
Art. 612. O juiz decidirá todas as questões de direito desde que os fatos relevantes 
estejam provados por documento, só remetendo para as vias ordinárias as questões que 
dependerem de outras provas. 
Art. 613. Até que o inventariante preste o compromisso, continuará o espólio na posse do 
administrador provisório. 
Art. 614. O administrador provisório representa ativa e passivamente o espólio, é 
obrigado a trazer ao acervo os frutos que desde a abertura da sucessão percebeu, tem direito 
ao reembolso das despesas necessárias e úteis que fez e responde pelo dano a que, por dolo 
ou culpa, der causa. 
Seção II 
 Da Legitimidade para Requerer o Inventário 
Art. 615. O requerimento de inventário e de partilha incumbe a quem estiver na posse e 
na administração do espólio, no prazo estabelecido no Art. 611. 
Parágrafo único. O requerimento será instruído com a certidão de óbito do autor da 
herança. 
Art. 616. Têm, contudo, legitimidade concorrente: 
I - o cônjuge ou companheiro supérstite; 
II - o herdeiro; 
 
 
 
 
 
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III - o legatário; 
IV - o testamenteiro; 
V - o cessionário do herdeiro ou do legatário; 
VI - o credor do herdeiro, do legatário ou do autor da herança; 
VII - o Ministério Público, havendo herdeiros incapazes; 
VIII - a Fazenda Pública, quando tiver interesse; 
IX - o administrador judicial da falência do herdeiro, do legatário, do autor da herança ou 
do cônjuge ou companheiro supérstite. 
Seção III 
 Do Inventariante e das Primeiras Declarações 
Art. 617. O juiz nomeará inventariante na seguinte ordem: 
I - o cônjuge ou companheiro sobrevivente, desde que estivesse convivendo com o outro 
ao tempo da morte deste; 
II - o herdeiro que se achar na posse e na administração do espólio, se não houver 
cônjuge ou companheiro sobrevivente ou se estes não puderem ser nomeados; 
III - qualquer herdeiro, quando nenhum deles estiver na posse e na administração do 
espólio; 
IV - o herdeiro menor, por seu representante legal; 
V - o testamenteiro, se lhe tiver sido confiada a administração do espólio ou se toda a 
herança estiver distribuída em legados; 
VI - o cessionário do herdeiro ou do legatário; 
VII - o inventariante judicial, se houver; 
VIII - pessoa estranha idônea, quando não houver inventariante judicial. 
Parágrafo único. O inventariante, intimado da nomeação, prestará, dentro de 5 (cinco) 
dias, o compromisso de bem e fielmente desempenhar a função. 
Art. 618. Incumbe ao inventariante: 
I - representar o espólio ativa e passivamente, em juízo ou fora dele, observando-se, 
quanto ao dativo, o disposto no Art. 75, § 1o; 
II - administrar o espólio, velando-lhe os bens com a mesma diligência que teria se seus 
fossem; 
III - prestar as primeiras e as últimas declarações pessoalmente ou por procurador com 
poderes especiais; 
 
 
 
 
 
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IV - exibir em cartório, a qualquer tempo, para exame das partes, os documentos 
relativos ao espólio; 
V - juntar aos autos certidão do testamento, se houver; 
VI - trazer à colação os bens recebidos pelo herdeiro ausente, renunciante ou excluído; 
VII - prestar contas de sua gestão ao deixar o cargo ou sempre que o juiz lhe determinar; 
VIII - requerer a declaração de insolvência. 
Art. 619. Incumbe ainda ao inventariante, ouvidos os interessados e com autorização do 
juiz: 
I - alienar bens de qualquer espécie; 
II - transigir em juízo ou fora dele; 
III - pagar dívidas do espólio; 
IV - fazer as despesas necessárias para a conservação e o melhoramento dos bens do 
espólio. 
Art. 620. Dentro de 20 (vinte) dias contados da data em que prestou o compromisso, o 
inventariante fará as primeiras declarações, das quais se lavrará termo circunstanciado, 
assinado pelo juiz, pelo escrivão e pelo inventariante, no qual serão exarados: