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Profª Giovanna
Critérios de Classificação
 Características fenotípicas: morfologia, propriedades 
tintoriais, características bioquímicas, antigênicas e 
padrões de sensibilidade a drogas.
 Características genotípicas: sequência dos genes.
 Dentro de uma mesma espécie existem as cepas. Ex: E. 
coli sensível e E. coli resistente a antibióticos.
Estrutura
Região Nuclear
 Ausência de núcleo estruturado e de carioteca.
 Os genes estão no cromossomo, nos plasmídeos e 
nos transposons.
Cromossomo
 Molécula longa de DNA de fita dupla circular, 
extremamente condensado.
Plasmídeos
 Pequenas moléculas circulares de DNA de fita dupla.
 10% do DNA 
Transposons
 Pequenos segmentos de DNA móveis que trocam de 
posição e transferem genes entre os cromossomos e os 
plasmídeos e vice versa.
 São genes que codificam proteínas estruturais (toxinas 
e enzimas).
 Podem alterar o fenótipo, causando resistência, por 
exemplo.
Citoplasma
 80% de água.
 Alta concentração de íons 
orgânicos.
 Presença de ribossomos e 
grânulos de reserva.
Ribossomos
 Granulações presentes no 
citoplasma que participam da 
síntese de proteínas.
Membrana citoplasmática
 Dupla camada de fosfolipídeos.
 Possui proteínas que formam canais para trocas 
nutritivas e permeabilidade seletiva por processos 
passivos e ativos.
 Produção de energia: as bactérias não possuem 
mitocôndrias, a membrana as substituem na produção 
de ATP.
Parede celular
 Circunda a membrana citoplasmática.
 Protege contra alterações do ambiente e da lise por 
pressão osmótica.
 Manutenção da forma.
 Âncora para os flagelos.
 São complexas, rígidas e porosas.
 Contém peptidoglicano.
Parede Celular
 A estrutura dos componentes e funções das paredes 
celulares diferenciam as bactérias Gram positivas das 
Gram negativas.
 Contribuem para as repostas da imunidade inata 
humana.
Parede das Gram-positivas
 Parede espessa
 Constituição: 90% de peptidoglicano, até 40 
camadas.
 10%: ácidos teicóicos, lipoteicóicos e proteínas.
Parede das Gram-negativas
 Complexa.
 Pouco peptidoglicano
 Espaço periplasmático: abriga fatores de virulência 
das patogênicas.
 Possuem membrana externa.
 Lipopolissacarídeo (LPS): funciona como 
endotoxina, com ação tóxica contra células humanas.
 Não possuem ácido teicóico.
Gram-negativas
Lipopolissacarídeo (LPS)
 Localizado na membrana externa das Gram -
 Molécula de grandes dimensões constituída por um 
lipídio e um polissacarídeo (carboidrato).
 Lipídeo A.
 Igual em todas as bactérias Gram-negativas.
 Muito tóxico – endotoxina bacteriana.
 Provoca forte resposta imunológica.
Membrana externa
 Presente nas Gram-negativas
 Semelhante a membrana plasmática, porém mais seletiva.
Cápsula (Glicocálice):
 Camada rígida com fronteira definida formada por uma série de 
polímeros orgânicos que nas bactérias se deposita no exterior da 
sua parede celular.
 Confere proteção à fagocitose, que é um fator de virulência –
causa doenças mais graves.
 Forma o biofilme (ex: gosma de sabonete): aderência a 
superfícies de agregados de bactérias.
Flagelos
 Apêndices longos, filamentos rígidos.
 Locomoção e aderência.
Peritríqueo Anfotríqueo
Lofotríqueo
Monotríqueo
Fímbrias
 Semelhantes a pelos.
 2 tipos: adesão e conjugação (transferência de material 
genético, fímbria sexual).
Coloração de Gram
Coloração de Gram
 É um teste rápido, importante e fácil que permite 
aos clínicos a diferenciação entre as duas mais 
importantes classes de bactérias.
Coloração de Gram
 Coloração diferencial.
 Gram-positivas: retém o corante violeta de genciana 
devido à grande quantidade de peptidoglicano na 
parede celular.
 Gram-negativas: não fixam o corante violeta devido a 
pouca quantidade de peptidoglicano, fixando os 
corantes de contraste: safranina ou fucsina de 
tonalidade vermelha ou rosa.
Técnica
 Fixação por calor;
 Cristal de violeta (1min)
 Lavagem com H2O;
 Lugol (1min);
 Lavagem com H2O;
 Álcool-Acetona;
 Safranina (30 seg).
Princípio
 Forma-se um complexo: Lugol (Iodo) –
Peptidoglicano – violeta.
 Na etapa de descoloração o álcool quebra o complexo, 
retirando o Iodo e a Violeta do peptidoglicano.
 A descoloração retira então o corante da Gram-
negativa mas não é suficiente para retirar todo o 
corante da Gram-positiva.
Micobactérias
 São do gênero Mycobacterium
 Possuem na sua parede celular uma grande 
concentração de lipídeos ligados ao peptidoglicano, 
devido à presença de ceras e ácidos graxos (ácidos 
micólicos), o que dificulta a sua visualização através 
das colorações tradicionais.
 Esta cobertura é responsável por sua virulência e é 
antifagocitária. 
Bactérias álcool-ácido resistentes
 O ácido micólico na parede celular possui afinidade 
pelo corante fucsina. 
 Coloração específica – Ziehl-Neelsen: bactéria fica 
tingida em vermelho. É adicionada uma coloração de 
contraste de azul de metileno a qual permite 
observar a bactéria contra um fundo azul.
 Corantes fluorescentes também podem ser utilizados.
BAAR
 BAAR – bacilos álcool-ácido resistentes
Bactérias sem parede celular
 Não possuem parede celular de peptidoglicano.
 Apresentam membrana trilaminar.
 Membrana constituída por colesterol.
 Mycoplasma e Ureaplasma.
Características Gerais
Características Gram + Gram - Ácido resistente
Peptidoglicano espesso fino pequena
Ácido teicóico presente ausente ausente
Lipídeos raros LPS ác. Micólico
Membrana externa ausente presente ausente
Esp periplasmático ausente presente ausente
Forma rígida rígida ou flexível rígida ou flexível
Morfologia
 Cocos
 Bacilos
 Espiralados
Cocos
 Esféricos ou levemente ovalados.
Bacilos
 Cilíndricos.
Espiralados
 Uma ou mais curvaturas.
 Vibriões: ligeiramente curvos.
 Espirilos: forma helicoidal e 
corpo rígido.
 Espiroquetas: forma helicoidal e 
corpo flexível.
Esporos
 Estruturas de resistência.
 Produzidos por bacilos Gram + 
 Coferem resistência a condições adversas por longos 
períodos de tempo – suportam temperaturas extremas, 
falta de água, substâncias tóxicas.
 São células em repouso, desidratadas, produzidas por 
esporulação ou esporogênese.
 Após o processo de germinação a bactéria pode voltar a 
se multiplicar.
Morfologia

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