Prévia do material em texto
1 UMA BREVE ANÁLISE E A HISTÓRIA DA SEGURANÇA PRIVADA NO BRASIL GILBRANTH DIEGO G. SANTOS 1 GIVALDO AUGUSTO DA SILVA2 JOVACI ROSA MENDONÇA3 MANOEL DA FRANÇA ALENCAR JUNIOR4 RESUMO A segurança privada inicia suas atividades no final da década de 60 no Brasil. De início essa atividade era mais vista, nos conglomerados das grandes empresas bancárias. Deste modo, em 1969 surge a primeira legislação o Decreto-Lei 1.034/69 regulamentando essa prática. Portanto este decreto autoriza as empresas prestarem serviços para entidades públicas e privadas. O artigo foi dividido em três tópicos: o primeiro tópico faz um breve relato da história da segurança pública no brasil. O segundo tópico traz uma análise de alguns artigos da lei 7.102 de 20 de junho de 1983. O terceiro tópico tece comentários sobre a Portaria nº 3.233/2012-DG/DPF, de 10 de dezembro de 2012. De acordo com portaria a segurança privada abrange as seguintes atividades ou categorias de prestação de serviço. Neste caso é interessante citar-se algumas atividades, que são oferecidas como prestação de serviço pela a empresa que trabalha na categoria de segurança privada. Analisando o artigo, percebe-se que o Governo Federal passa para as empresas uma possível responsabilidade que seria de sua competência. O problema de segurança pública no Brasil, ainda é. uma das questões difíceis de serem sanadas em nosso país. . Palavras Chave: Segurança privada. Segurança pública. Criminalidade. Violência. Lei. 1 Gilbranth Diego G. Santos Graduando do Curso Superior: Gestão Em Segurança Pública e Privada (FAI) Faculdade de Itapuranga-Go 2Givaldo Augusto da Silva Graduando do Curso Superior: Gestão Em Segurança Pública e Privada (FAI) Faculdade de Itapuranga-Go 3 Jovaci Rosa Mendonça Graduando do Curso Superior: Gestão Em Segurança Pública e Privada (FAI) Faculdade de Itapuranga-Go 4Manoel da França Alencar Junior Graduando do Curso Superior: Gestão Em Segurança Pública e Privada (FAI) Faculdade de Itapuranga-Go 2 INTRODUÇÃO O presente artigo é uma pesquisa de compilação de dados, totalmente de referência bibliográfica. O objetivo é fazer uma análise das leis que autorizaram o funcionamento de empresas, interessadas no comércio de prestação de serviços, na área de segurança privada. Também faz um breve histórico sobre a história da segurança privada no Brasil. Deste modo, mostra a primeira legislação que foi o Decreto-Lei 1.034/69 regulamentando essa prática no país. Em seguida aborda a LEI 7.102 de 20 de junho de 1983, que traz recomendações legais para os prestadores de serviços. No final traz uma visão da portaria Nº 3.233/2012-DG/DPF, de 10 de dezembro de 2012, que em seus pressupostos aborda assuntos interessantes para evolução da prática no país. A presente pesquisa encontra-se fundamentada nos seguintes autores: Azevedo, Queiroga (2015) e Sposato; Paschoal; Waldmann (2002). A metodologia usada para desenvolvimento do artigo, foi feita através de livros, artigos e periódicos. O artigo foi dividido em três tópicos: o primeiro tópico faz um breve relato da história da segurança pública no Brasil. O segundo tópico faz uma análise de alguns artigos da lei 7.102 de 20 de junho de 1983. O terceiro tópico traz comentários sobre a portaria nº 3.233/2012- DG/DPF, de 10 de dezembro de 2012 / relatos sobre a função das atividades na área de prestação de serviços de segurança privada. Portanto os temas desenvolvidos são bastantes interessantes, para compreender como a segurança privada foi evoluindo, ao longo dos anos no Brasil. 1-UM BREVE RELATO DA HISTÓRIA DA SEGURANÇA PRIVADA NO BRASIL Por volta da década de 60 no Brasil, surgem empresas interessadas na prestação de serviços de segurança privada, para os grandes conglomerados de instituições bancárias. Isso acontece devido a necessidade de proteção de seus patrimônios, pelas empresas bancárias. Desta forma, os assaltos as instituições e grandes empresas foram acontecendo com muita frequência. Já que a segurança pública não conseguia combater essas práticas de roubos e furtos, os empresários interessados em abrirem empresas neste ramo, perceberam esse nicho no mercado e foram à luta para regulamentar a prática desta atividade. Vala ressaltar, que 3 segurança privada no Brasil começa mesmo de fato sua luta para regulamentar as atividades em 1967. A atividade de segurança privada no Brasil teve início, em sua moderna conformação, em 1967. A primeira legislação sobre o assunto surgiu em 1969, com a instituição do Decreto-Lei 1.034/69. Este autorizou a prestação de serviços dessa natureza em função do aumento de assaltos a bancos, o que mostrou, à época, a necessidade de se recorrer à segurança privada. Tal decreto foi o primeiro a regulamentar a atividade de segurança privada. As empresas que exerciam a atividade eram controladas, inicialmente, pela Secretaria Estadual de Segurança Pública, razão pela qual até 1983 eram os governos estaduais os entes fiscalizadores. Demanda por segurança privada aumentou consideravelmente ao longo dos anos, deixando de ser uma necessidade exclusiva das instituições financeiras. [...] em 1983, a atividade foi regulamentada pela Lei 7.102 e a fiscalização deixou de ser estadual (SSP) e passou a ser federal (Polícia Federal - MJ) (AZEVEDO, QUEIROGA, 2015, p.07). Deste modo, em 1969 surge a primeira legislação o Decreto-Lei 1.034/69 regulamentando essa prática. Portanto este decreto autoriza as empresas prestarem serviços para entidades públicas e privadas. Logo depois desta legislação, as empresas que prestavam serviços na área de segurança privada eram controladas, pela Secretaria Estadual de Segurança Pública. Este controle das empresas de segurança pelos os governos estaduais, sendo estes os fiscalizadores duraram até 1983. Devido à grande procura no início da década de 80, por esses serviços, houve necessidade normatizar e expandir mais a lei de 1969. Os interessados e os que já atuavam no campo desta atividade, somaram esforços e pressionaram o Governo Federal para regulamentar o serviço de segurança privada através de uma legislação própria. Portanto em 1983, a atividade foi regulamentada pela Lei 7.102 e a fiscalização deixou de ser estadual e passou a ser federal (Polícia Federal). Levando-se em consideração esses aspectos, a história da segurança privada no Brasil fez o seu trajeto ao longo destes anos, rumo a uma prestação de serviço de qualidade, embora o crime tenha ferramenta sofisticada e evoluiu ao longo do tempo as suas ações criminosas, algumas empresas de segurança privada pararam no tempo, no quesito equipamento adequado, para enfrentar todo esse arsenal apresentado pelo os criminosos em suas ações. Portanto esse breve histórico, 4 mostrou o início e a luta das empresas durante estes anos, na busca por uma legislação mais específica sobre os interesses da categoria no Brasil. 2-ANÁLISE DE ALGUNS ARTIGOS DA LEI 7.102 DE 20 DE JUNHO DE 1983, SOBRE A SEGURANÇA PARTICULAR Antes de entrar na análise de alguns artigos da Lei 7.102/83 mostrarei o conceito de segurança privada de acordo com Azevedo e Queiroga (2015, p.08), “segurança privada é a atividade voltada à vigilância, segurança e defesa do patrimônio ou segurança física de pessoas, de forma armada ou desarmada, sendo autorizada, controlada e fiscalizada pelo Ministério da Justiça, através da Polícia Federal”. Conforme a Lei 7.102/83 em seu artigo primeiro, ela traz o seguinte enunciado: Art. 1º É vedado o funcionamento de qualquer estabelecimentofinanceiro onde haja guarda de valores ou movimentação de numerário, que não possua sistema de segurança com parecer favorável à sua aprovação, elaborado pelo Ministério da Justiça, na forma desta lei. (Redação dada pela Lei nº 9.017, de 1995) (Vide art. 16 da Lei nº 9.017, de 1995). Analisando o artigo, percebe-se que o Governo Federal passa para as empresas uma possível responsabilidade que seria de sua competência. O problema de segurança pública no Brasil, ainda é. uma das questões difíceis de serem sanadas em nosso país. Se o Estado tivesse condições e um contingente necessário para atender as demandas da sociedade, talvez, não seria necessário, a vigilância privada em nosso país. Em tese o Estado com seu policiamento, além de proteger o cidadão de bem, deveria também proteger os patrimônios de toda a sociedade em geral. De certa forma, pensar nessa possibilidade de proteção para todos pelo o Estado, soa um pouco, como uma ideia utópica. Diante desta falta de amparo pelo poder público, os empresários e até mesmo vários órgãos públicos, recorreram a essas empresas para proteção de pessoal de seus bens. Ainda no Art.1º, no parágrafo primeiro a Lei 7.102/83, deixa bem claro quais seriam essas entidades que deveriam contratarem segurança privada para proteção de seus bens. § 1º. “Os estabelecimentos financeiros referidos neste 5 artigo compreendem bancos oficiais ou privados, caixas econômicas, sociedades de crédito, associações de poupança, suas agências, postos de atendimento, subagências e seções, assim como as cooperativas singulares de crédito e suas respectivas dependências”. (Renumerado do parágrafo único com nova redação pela Lei nº 11.718, de 2008). É importante ressaltar aqui o crescimento do país e junto com esse crescimento, aumentaram desordenadamente os números de furtos e roubos pelo Brasil. Um desses fatores foi o aumento da população brasileira e junto a isso a falta de políticas públicas em todos os setores, seja ele: educação, saúde, habitação, condições sociais, distribuição de renda entre outros aspectos. Diante de um cenário com tantas intemperes, não restaram outra solução para os homens de negócios, há ser contratar vigilância particular para fazer a proteção de suas empresas. Art. 22 - Será permitido ao vigilante, quando em serviço, portar revólver calibre 32 ou 38 e utilizar cassetete de madeira ou de borracha. Parágrafo único - Os vigilantes, quando empenhados em transporte de valores, poderão também utilizar espingarda de uso permitido, de calibre 12, 16 ou 20, de fabricação nacional (LEI Nº 7.102, DE 20 DE JUNHO DE 1983). O artigo 22 da Lei é bem complexo para os dias atuais, quando se trata do material de trabalho, que seus profissionais irão usar para fazer a defesa da empresa do qual ele presta serviço e sua própria defesa. É evidente que o Brasil cresceu muito e junto com tal crescimento veio as armas produtos de contrabando e entraram no país e foram parar nas mãos de toda espécie de criminosos. Ainda nas empresas bancárias e outros estabelecimentos seja ele público ou privado, o que se nota são vigilantes fazendo a segurança com revolver ou sem. Com esse tipo de arma é notório que o criminoso não irá se sentir ameaçado, assim será fácil para ele executar a sua ação criminosa. Uma das justificativas segundo algumas pesquisas, a violência aumenta muito, à medida que o desemprego aumenta. A questão social ainda em todo o país é enorme, uma distribuição de renda bem inferior ao que seria, necessário para um ser humano ter pelo menos o básico para viver. Há também muitos pesquisadores, que não aceitam essa justificativa, em meio refutações de pesquisas, o que se nota mesmo é a expansão do crime organizado tomando conta das grandes metrópoles brasileiras. 6 Nos últimos anos, um dos aspectos bastante ressaltados diz respeito à relação entre recessão econômica, taxas de desemprego e criminalidade (Gunn, 1998). Esta é uma das grandes questões da criminologia, devida tanto às suas implicações teóricas, como para a definição de políticas públicas (Land, et alii. 1995). Não obstante sua importância, a relação entre desemprego e crime, há um dos grandes consensos existentes na literatura criminológica: ela é frequentemente fraca, inconsistente e insignificante. Na melhor das hipóteses, podemos dizer que existe um “consenso na dúvida” (Chiricos. 1987), cujos resultados variam em função das técnicas e estratégias utilizadas para sua análise (Land etalii, 1995) (SPOSATO; PASCHOAL; WALDMANN, 2002, p.13). Com base neste estudo, a solução para a questão da segurança pública e privada no Brasil parece muito longe de uma solução louvável, pois o problema esbarra em muitos fatores complexos, que precisam serem resolvidos com políticas públicas sérias. Um deste fator complexo é a questão econômica e social da maioria das pessoas no país, sabe-se que este não é o único problema, mais é contribuinte bastante interessante para o aumento e expansão da violência. Uma parte interessante na Lei Nº 7.102, de 20 de junho de 1983, são os pré-requisitos, para a contratação de um profissional para atuar nessa categoria. De acordo com o Art.16 e seus incisos, alguns requisitos são apresentados conforme a Lei apresenta e que devem ser seguidos pelas empresas no momento da concessão do contrato de trabalho. Primeiro é ser brasileiro, segundo ser maior de 21 anos, terceiro ter no mínimo a quarta série do ensino fundamental. O mais estranho nessa lei, é a exigência mínima da escolarização para a contratação do funcionário para atuar neste ambiente de trabalho. Uma das hipóteses levantadas seria que em 1983, o analfabetismo no Brasil ainda galgava altos índices pelo o país. Outra hipótese seria a questão de salário, apresentado pelas empresas, na busca de treinar e contratar uma pessoa para prestar tal serviço. Art. 16 - Para o exercício da profissão, o vigilante preencherá os seguintes requisitos: I - ser brasileiro; II - ter idade mínima de 21 (vinte e um) anos; III - ter instrução correspondente à quarta série do primeiro grau; IV - ter sido aprovado em curso de formação de vigilante; IV - ter sido aprovado, em curso de formação de vigilante, realizado em estabelecimento com funcionamento autorizado nos termos desta lei. (Redação dada pela Lei nº 8.863, de 1994) V - ter sido aprovado em exame de saúde física, mental e psicotécnico; VI - não ter antecedentes criminais registrados; e VII - estar quite com as obrigações eleitorais e militares (LEI Nº 7.102, DE 20 DE JUNHO DE 1983). 7 Se o salário não é atrativo, jamais conseguiria contratar um funcionário mais escolarizado especializado para trabalhar nesta profissão. Sabe-se que a maioria das empresas privadas buscam ganhar mais e gastar o menos possível. Dentro dessa perspectiva de visão empresarial e capitalistas da maioria das empresas, elas jamais irão contratar um profissional com curso superior em gestão pública ou privada, pois o que está em jogo aqui não é formação integral do profissional e sim os ganhos das empresas privadas. Outro quesito é que a pessoa interessada em atuar como vigilante, precisa fazer um curso de formação, credenciado pelo o estado, para prestação de tal atividade. Geralmente esses cursos são oferecidos por várias empresas, que atuam neste mercado por longos anos. Geralmente estes cursos de formação para vigilantes tem carga horária de 160 horas. Desta forma, os candidatos terão instruções sobre primeiros socorros, armamento e tiros, defesa pessoal e combate e prevenção de incêndios. Para ingressar no curso é preciso que o candidato não tenha antecedentes criminais,estar quite com as obrigações eleitorais e militares, ser aprovado em um exame de saúde física e psicológica, estando de acordo com essas normais o candidato estará apto para iniciar o seu curso de formação profissional. 3- COMENTÁRIOS SOBRE A PORTARIA Nº 3.233/2012-DG/DPF, DE 10 DE DEZEMBRO DE 2012 / RELATOS SOBRE A FUNÇÃO DAS ATIVIDADES NA ÁREA DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE SEGURANÇA PRIVADA De acordo com portaria a segurança privada abrange as seguintes atividades ou categorias de prestação de serviço. Neste caso é interessante citar-se algumas atividades, que são oferecidas como prestação de serviço pela a empresa que trabalha na categoria de segurança privada. É de extrema valia, abordar-se os locais que são aplicados vigilância patrimonial: ela poderá ser exercida dentro dos limites dos estabelecimentos urbanos e rurais, públicos ou privados, com o objetivo de garantir a segurança física das pessoas e livrar o patrimônio de danos, inclusive em grandes eventos (estádios, ginásios, etc.). Para o exercício da atividade de vigilância em grandes eventos o vigilante deve possuir extensão (capacitação) específica, uma preparação indelével, 8 de sua reputação, ter um controle emocional bastante preciso, para evitar tragédias, quando estiver atuando em conglomerado de pessoas agitadas. O autocontrole, educação são palavras chave para aquela pessoa, que se preste a atuar como profissional da área de segurança privada. A atividade de vigilância patrimonial possui regulamentação da Polícia Federal e encontra-se amparada pela Portaria nº 3.233/2012-DG/DPF, no Capítulo III, Seção I, a partir do art. 4º. Transporte de Valores: constitui no transporte de numerários, bens ou valores, mediante a utilização e deslocamento de veículos comuns ou especiais no caso (carros-fortes). O transporte de valores foi regulamentado pela Portaria nº 3.233/2012- DG/DPF, em especial, no Capítulo III, Seção II, a partir do art. 20. Portanto no Art. 20 está toda a redação, de como essa atividade precisa ser efetuada pelas empresas, que predispõem executar essa função de prestadora de serviço nesta categoria. Escolta Armada: visa garantir o transporte de qualquer tipo de carga ou valor, acompanhando o deslocamento dos bens protegidos por uma equipe especialmente treinada e preparada para prestar todas as garantias no transporte. Para ingressar no ramo de escolta armada a organização que é especializada em segurança privada precisa possuir experiência pelo menos de 01 ano na área de vigilância patrimonial ou de transporte de valores. A atividade de escolta armada possui regulamentação pela Portaria nº 3.233/2012-DG/DPF, especificamente, no Capítulo III, Seção III, a partir do art. 63, deixa bem claro como essa função precisa ser desenvolvida pelo os profissionais que atuam neste ramo de prestação de serviços. Geralmente grandes empresários, artistas de diversos setores, políticos são os que mais usam essa modalidade de serviços. Portanto a Segurança Pessoal: tem como finalidade garantir a proteção física de pessoas que contratam este serviço. Para prestar serviço nesta atividade de segurança pessoal a empresa especializada em segurança privada, precisa possuir pelo o menos de um ano na atividade de vigilância patrimonial ou de transporte de valores. A atividade de segurança pessoal foi regulamentada pela Portaria nº 3.233/2012-DG/ DPF, de modo mais específico, no Capítulo III, Seção IV, a partir do art. 69, irá relatar mais detalhadamente sobre tal função. Portanto esta portaria, veio deixar mais claro, a finalidade e objetivo de cada função, dentro do ramo de prestação 9 de serviços por partes das empresas de segurança privada, que atuam com ênfase por todo o território nacional. Art. 1o A presente Portaria disciplina as atividades de segurança privada, armada ou desarmada, desenvolvidas pelas empresas especializadas, pelas empresas que possuem serviço orgânico de segurança e pelos profissionais que nelas atuam, bem como regula a fiscalização dos planos de segurança dos estabelecimentos financeiros. § 1o As atividades de segurança privada serão reguladas, autorizadas e fiscalizadas pelo Departamento de Polícia Federal - DPF e serão complementares às atividades de segurança pública nos termos da legislação específica. § 2o A política de segurança privada envolve a Administração Pública e as classes patronal e laboral, observando os seguintes objetivos: (PORTARIA Nº 3.233/2012-DG/DPF, DE 10 DE DEZEMBRO DE 2012). Poderão prestar serviços de segurança privada, empresas devidamente autorizadas pela Polícia Federal, utilizando profissionais bem capacitados e habilitados, os vigilantes. Vale ressaltar, que quando uma empresa iniciar o processo de seleção e/ou contratação de uma empresa prestadora de serviços especializada em Segurança Privada, deve-se exigir os seguintes documentos que são disponibilizados pela a Polícia Federal autorizando o seu funcionamento como empresa prestadora de serviço de segurança pública. Portanto a citação abaixo, traz todo um enunciado sobre as seguintes recomendações da Polícia Federal, para abertura e funcionamento de uma empresa de segurança privada no Brasil. É preciso que as armas da empresa estejam devidamente registras na Federal, revisão de autorização tem que ser anual, curso de reciclagem dos vigilantes duas vezes por ano, antecedentes criminais, certidões negativas do FGTS, contribuição sindical em dias, cópia da convenção coletiva de trabalho. Portaria de autorização de funcionamento expedida pela Polícia Federal, através do Ministério da Justiça. Revisão de autorização de funcionamento fornecida anualmente pela Polícia Federal, a fim de confirmar que a empresa continua apta a operar na atividade. Segurança armada solicitar cópia dos registros das armas em nome da empresa de segurança privada para comprovação da respectiva regularidade e de que pertencem à empresa de vigilância. Curso de Reciclagem (atualização) bianual dos vigilantes expedido pelas Escolas de Formação e registrados na Polícia Federal. Apresentação das certidões de antecedentes criminais dos vigilantes que irão trabalhar junto aos postos de serviço. Exames de saúde física dos vigilantes, bem como o exame psicológico. Atestados de apresentação e recomendação de serviços. Certidões negativas de FGTS, Impostos Municipais, Estaduais e Federais. Comprovante de recolhimento da Contribuição Sindical do exercício atual (GRCS). Cópia da Convenção Coletiva de Trabalho da categoria registrada no Ministério do Trabalho e 10 Emprego (M.T.E.) fornecida pelo Sindicato Laboral e/ou Patronal, que comprova os benefícios e concessões estabelecidas pelas partes. (AZEVEDO, QUEIROGA, 2015, p.09-10). É preciso deixar bem claro que a abertura de uma empresa de segurança privada no Brasil, precisa seguir todas as normas do Ministério da Justiça, o qual delegou essa função para o departamento de Polícia Federal. No quesito funcionário, a pessoa que for trabalhar de vigilante deverá apresentar a Carteira Nacional do Vigilante – CNV para exercer a atividade. A CNV é a identificação profissional que habilita o vigilante para exercer a sua função. Vale ressaltar que a CNV é válida em todo o território nacional por cinco anos, e é expedida pela Polícia Federal. O vigilante só poderá prestar serviços, se o mesmo estiver vinculado a uma empresa autorizada pela Polícia Federal. Para tanto, vigilante autônomo não existe, se ele fizer a prática de segurança privada, está sendo ilegal com sua atividade e sujeito as punições pela Lei. CONCLUSÃO Em vista dos argumentos apresentados a pesquisa foi bastanteimportante, trazendo abordagens de extrema valia, para o conhecimento sobre a segurança privada no Brasil. O trabalho abordou temas bastante elucidativos, dentro das Leis, decretos e portarias, os artigos e parágrafos trouxeram uma visão prática da segurança particular no país. O artigo mostrou que somente a segurança pública, não é capaz de conseguir manter a integridade da pessoa e seu patrimônio. A pesquisa fez uma abordagem sobre a primeira legislação que surgiu em 1969, com a instituição do Decreto-Lei 1.034/69, que autorizou o serviço privado em função do aumento de assaltos a bancos, obrigados, diante dos acontecimentos que cada vez mais estavam aumentando, levou as empresas a recorrer à segurança privada. Iniciou-se a tentativa de trazer uma normatização e controle da atividade, deixando essa tarefa para cada estado regular o funcionamento das empresas em seus respectivos locais, fixando ou não formas de treinamento, registro das empresas. Desta forma, o artigo foi dividido em três tópicos: o primeiro tópico faz um breve relato da história da segurança pública no brasil. O segundo tópico traz uma análise de 11 alguns artigos da lei 7.102 de 20 de junho de 1983. O terceiro tópico abordou comentários sobre a Portaria nº 3.233/2012-DG/DPF, de 10 de dezembro de 2012. De acordo com portaria a segurança privada abrange as seguintes atividades ou categorias de prestação de serviço. Analisando o artigo, percebe-se que o Governo Federal passou para as empresas uma possível responsabilidade que seria de sua competência. Portanto o problema de segurança pública no Brasil, ainda é. uma das questões difíceis de serem sanadas em nosso país. REFERÊNCIAS AZEVEDO, Ronny; QUEIROGA, Ana Paula. Como contratar segurança privada legal e qualificada. Brasília – DF: FBCP, 2015. BRASIL. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MJ - DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL. BRASIL. Serviço público Federal MJ - Departamento de Polícia Federal. PORTARIA Nº 3.233/2012-DG/DPF, DE 10 DE DEZEMBRO DE 2012 (Alterada pela Portaria nº 3.258/2013 – DG/DPF, publicada no D.O.U em 14/01/2013) (Alterada pela Portaria nº 3.559, publicada no D.O.U. em 10/06//2013). Brasília-DF, 2013. BRASIL, Lei 7.102 / 83. Disponível em:www.planalto.gov.br. FIGUEIREDO, Isabel Seixas de; NEME, Cristna; LIMA, Cristiane do Socorro Loureiro. Coleção pensando a segurança pública Volume 1. Brasília – DF: SENASP, 2013. SPOSATO, Karyna; PASCHOAL, Janaina; WALDMANN, Erika Alessandra B. O Brasil diz não a violência: das políticas de segurança públicas às políticas públicas de segurança. São Paulo: ILANUD, 2002. .