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. 1 Câmara Municipal de Sumaré/SP Técnico Legislativo Lei Orgânica do Município de Sumaré ................................................................................................. 1 Regimento Interno da Câmara Municipal de Sumaré ......................................................................... 52 Candidatos ao Concurso Público, O Instituto Maximize Educação disponibiliza o e-mail professores@maxieduca.com.br para dúvidas relacionadas ao conteúdo desta apostila como forma de auxiliá-los nos estudos para um bom desempenho na prova. As dúvidas serão encaminhadas para os professores responsáveis pela matéria, portanto, ao entrar em contato, informe: - Apostila (concurso e cargo); - Disciplina (matéria); - Número da página onde se encontra a dúvida; e - Qual a dúvida. Caso existam dúvidas em disciplinas diferentes, por favor, encaminhá-las em e-mails separados. O professor terá até cinco dias úteis para respondê-la. Bons estudos! 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 1 Caro(a) candidato(a), antes de iniciar nosso estudo, queremos nos colocar à sua disposição, durante todo o prazo do concurso para auxiliá-lo em suas dúvidas e receber suas sugestões. Muito zelo e técnica foram empregados na edição desta obra. No entanto, podem ocorrer erros de digitação ou dúvida conceitual. Em qualquer situação, solicitamos a comunicação ao nosso serviço de atendimento ao cliente para que possamos esclarecê-lo. Entre em contato conosco pelo e-mail: professores@maxieduca.com.br LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DE SUMARÉ1 PREÂMBULO Nós, vereadores desta Casa de Leis, eleitos para o Quadriênio 20092012, investidos da responsabilidade e dedicação com que exercemos nossos mandatos e atentos às leis que regem nosso país e à Carta Magna, tivemos a honra de adequar, suprimir e inserir novas redações que objetivaram a atualização e revisão da LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DE SUMARÉ, cujo novo texto passa a vigorar com a redação abaixo descrita. EMENDA DE REVISÃO E ATUALIZAÇÃO DA LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DE SUMARÉ N° 016, DE 19 DE SETEMBRO DE 2011. Dispõe sobre a revisão e atualização da Lei Orgânica Municipal de Sumaré, e dá outras providências. EMENDA À LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DE SUMARÉ N° 017, DE 22 DE AGOSTO DE 2012. "Altera os artigos 98 e 114 da Lei Orgânica do Município de Sumaré e dá outras providências". A MESA DA CÂMARA MUNICIPAL DE SUMARÉ, usando das atribuições promulga a seguinte REVISÃO À LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO: Art. 1º - Os artigos 1° a 362 da Lei Orgânica do Município de Sumaré e os artigos 1° a 17 das disposições gerais e transitórias, após revisão, atualização, supressões e renumerações, passam a vigorar com a seguinte nova redação: TÍTULO I DO MUNICÍPIO E SUA COMPETÊNCIA CAPÍTULO I DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS Art. 1° - Os direitos sociais, a educação, a saúde, o trabalho, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, são garantidos a todo habitante do Município, nos termos da Constituição Federal e desta Lei Orgânica. Art. 2° - O poder municipal emana privativamente do povo local, que o exerce por meio de seus representantes eleitos ou diretamente, nos termos da Constituição Federal e desta Lei Orgânica. Art. 3° - A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos e mediante plebiscito, referendo e pela iniciativa popular no processo legislativo. Art. 4° - São assegurados aos habitantes do Município a prestação e fruição a todos os serviços públicos básicos na circunscrição administrativa em que residam, sejam executados indireta ou diretamente pelo Poder Público. Art. 5° - O Município é entidade política dotada de autonomia em relação à União e aos Estados- membros, e reger-se-á por esta Lei Orgânica, atendidos os princípios das Constituições Federal e Estadual. 1 Câmara Municipal de Sumaré. Disponível em: http://www.camarasumare.sp.gov.br/. Lei Orgânica do Município de Sumaré 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 2 Art. 6° - O Município, através de seus órgãos de Poder, garantirá o bem-estar e condições dignas de existência de sua população e será administrado com obediência aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade dos atos e contas. Art. 7° - São Poderes do Município, independentes e harmônicos entre si: o Legislativo e Executivo. Art. 8° - A Lei Orgânica tem supremacia sobre os demais atos normativos municipais. Art. 9° - Enquanto o Poder Público Municipal não editar Diário Oficial para publicação dos Atos dos Órgãos Legislativo e Executivo, estes deverão ser publicados em periódico de circulação no Município de Sumaré. I- Com transparência e moralidade; II Com participação popular nas decisões; III - Com descentralização. Art. 10 – É mantido o atual território do Município, cujos limites só poderão ser alterados de acordo com a Constituição do Estado. Parágrafo único – O território do Município poderá ser dividido em distritos, mediante lei municipal, atendidos os requisitos previstos em Lei Complementar Estadual, garantida a participação popular. Art. 11 - Constituem objetivos fundamentais do Município contribuir para: I - construir uma sociedade livre, justa e solidária; II - erradicar a pobreza, a marginalização e reduzir as desigualdades sociais; III - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, religião, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação; IV- promover adequado ordenamento territorial, de modo a assegurar a qualidade de vida de sua população. Art. 12 - Ao município é proibido: I - permitir ou fazer uso do estabelecimento gráfico, jornal, estação de rádio, televisão, serviço de alto- falante ou qualquer outro meio de sua propriedade para propaganda político-partidária ou fins estranhos à administração; público devidamente justificado, sob pena de nulidade do ato. Art. 13 – São símbolos do Município de Sumaré a Bandeira, o Brasão de Armas e o Hino Municipal, instituídos por lei. Art. 14 - Compete ao Município, no exercício de sua autonomia, legislar sobre tudo quanto respeite ao interesse local, cabendo-lhe privativamente, entre outras, as seguintes atribuições: I- elaborar o plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e os orçamentos anuais, prevendo a receita e fixando a despesa com base em planejamento adequado; II – instituir e arrecadar os tributos de sua competência, fixar e cobrar preços, bem como aplicar suas rendas; III - prestar contas e publicar balancetes nos prazos fixados em lei. IV - organizar e prestar, prioritariamente, por administração direta ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços públicos de interesse local, inclusive os de transporte coletivo que têm caráter essencial; V - disciplinar a utilização dos logradouros públicos, em especial, quanto ao trânsito e, tráfego: a) determinar o itinerário e os pontos de parada dos transportes coletivos; b) fixar local de estacionamento de táxis e demais veículos; c) disciplinar os serviços de cargas e descargas e fixar a tonelagem máxima permitida a veículos que circulem em vias públicas municipais. VI - organizar o quadro e instituir o regime jurídico único e plano de carreira de servidores da administração direta, das autarquias e fundações públicas; VII - dispor sobre a administração, uso e alienação de seus bens; VIII - promover a proteção do patrimônio histórico-cultural local, observadas a legislaçãoe a ação fiscalizadora federal e estadual; IX - cuidar da limpeza das vias e logradouros públicos, remoção e destinação de lixo residencial, hospitalar, industrial e comercial e outros resíduos de qualquer natureza; X - conceder licença para abertura e funcionamento de estabelecimentos industriais, comerciais e 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 3 similares, conforme lei de zoneamento; XI - ordenar as atividades urbanas fixando condições e horários para funcionamento de estabelecimentos industriais, comerciais e similares, observadas as normas federais e estaduais pertinentes; XII - dispor sobre os serviços funerários e cemitérios públicos e fiscalizar os pertencentes a entidades particulares; XIII - regulamentar, autorizar e fiscalizar a fixação de cartazes e anúncios, bem como a utilização de quaisquer outros meios de publicidade e propaganda, nos locais sujeitos ao poder de polícia municipal; XIV - dispor sobre concessão, permissão e autorização de serviços públicos locais; XV - constituir guardas municipais na forma da lei; XVI - promover, no que couber, adequado ordenamento territorial mediante controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano, estabelecendo normas de edificação, de loteamento, de arruamento e de zoneamento urbano, bem como as limitações urbanísticas convenientes à ordenação do seu território; XVII - estabelecer e impor penalidades por infrações de suas leis e regulamentos; XVIII - criar, organizar e suprimir distritos, observada a legislação complementar estadual, garantida a participação popular; XIX - regulamentar e fiscalizar os jogos esportivos, os espetáculos e os divertimentos públicos; XX - dispor sobre registro, vacinação, captura, depósito e venda de animais e mercadorias apreendidas em decorrência da transgressão da legislação municipal; XXI - integrar consórcios com outros municípios para a solução de problemas comuns; XXII - participar de entidades que congreguem outros municípios integrados à mesma região metropolitana na forma estabelecida em lei; XXIII - elaborar o Plano Diretor conforme diretrizes gerais fixadas em lei federal; XXIV - promover e incentivar o cooperativismo e o associativismo como fator de desenvolvimento social e econômico; XXV - sinalizar as vias urbanas e as estradas municipais, bem como disciplinar e fiscalizar a sua utilização. Parágrafo Único - O Município poderá, no que couber, suplementar a legislação federal e estadual. Art. 15 - Compete ao Município, concorrentemente com a União e o Estado, entre outras, as seguintes atribuições: I- zelar pela guarda da Constituição, da lei e das instituições democráticas e conservar o patrimônio público; II – cuidar da saúde, higiene e assistência pública, da proteção e garantia das pessoas portadoras de deficiência física; III - criar condições para proteção dos documentos, as obras e outros bens de valor histórico, artístico e cultural, os monumentos, as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos; IV - impedir a evasão, a destruição e a descaracterização de obras de arte e de outros bens de valor histórico, artístico e cultural; V - proporcionar os meios de acesso à cultura, educação e à ciência; VI - proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas; VII - preservar as florestas, a fauna e a flora; VIII - fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar e estimular o melhor aproveitamento da terra; IX - promover e executar programas de construção de moradias populares e garantir, em nível compatível com a dignidade da pessoa humana, a melhoria das condições habitacionais, de saneamento básico e acesso ao transporte; X - combater as causas da pobreza e os fatores da marginalização, promovendo a integração social dos setores desfavorecidos; XI - registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e exploração de recursos hídricos e minerais em seu território; XII - estabelecer e implantar política de educação para a segurança do trânsito; XIII - dispensar às microempresas e às empresas de pequeno porte, tratamento jurídico tributário diferenciado; XIV - promover e incentivar o turismo como fator de desenvolvimento social e econômico; XV - fiscalizar em colaboração com as autoridades Federais e Estaduais da saúde pública, a produção, a conservação, o comércio, o transporte e a manutenção dos gêneros alimentícios destinados ao abastecimento público do município; 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 4 XVI - colaborar no amparo à maternidade, à infância, aos idosos, aos desvalidos, bem como a proteção dos menores abandonados; XVII - tomar as medidas necessárias para restringir a mortalidade e morbidez infantis, bem como medidas de higiene social que impeçam a propagação de doenças transmissíveis; XVIII — dispor sobre extinção e combate de incêndio. TÍTULO II DA ORGANIZAÇÃO DOS PODERES CAPÍTULO I DO PODER LEGISLATIVO Art. 16 - O Poder Legislativo é exercido pela Câmara Municipal, composta por 21 vereadores, eleitos na forma do artigo 29, 1 da Constituição Federal, com base nos preceitos constitucionais, nesta Lei Orgânica e no seu Regimento Interno. Parágrafo Único - Caberá ao Poder Legislativo Municipal fixar o número de vereadores para o novo período, no primeiro semestre do último ano de cada legislatura, com observância do disposto no inciso IV do artigo 29 da Constituição Federal, com a nova redação dada pela Emenda Constitucional 58/09. Art. 17 - No primeiro ano de cada legislatura, no dia 1º de janeiro, às dez horas, em sessão solene de instalação, independente do número, sob a presidência do Vereador mais votado dentre os presentes, os Vereadores prestarão compromisso e tomarão posse. § 1º - O Vereador que não tomar posse na sessão prevista neste artigo deverá fazê-lo no prazo de quinze dias, salvo motivo justo aceito pela Câmara. § 2° No ato da posse os Vereadores deverão desincompatibilizar-se e, na mesma ocasião e ao término do mandato, deverão fazer declaração de seus bens, a qual será transcrita em livro próprio, constando de ata o seu resumo. § 3° - Na mesma ocasião a Câmara dará posse ao Prefeito e ao Vice-Prefeito e elegerá sua Mesa, a Comissão Representativa e as Comissões Permanentes. Art. 18 - A Câmara reúne-se em sessões ordinárias, extraordinárias e solenes conforme dispõe o seu Regimento. Art. 19 - Durante a sessão legislativa a Secretaria da Câmara e seus serviços funcionarão diariamente, nos dias úteis. Art. 20 - Em caso de força maior que impossibilite o seu funcionamento, a Câmara reunir-se-á em qualquer outro local, na circunscrição do Município, por deliberação da Mesa, "ad referendum” da maioria absoluta da Câmara. Art. 21 - A convocação extraordinária da Câmara durante a sessão legislativa cabe a requerimento da maioria dos membros da Câmara, ao seu Presidente, ou ao Prefeito. Parágrafo Único - Nas sessões legislativas extraordinárias a Câmara somente pode deliberar sobre a matéria da convocação. Art. 22 - As sessões da Câmara são públicas, salvo resolução em contrário, e somente nos casos previstos nesta Lei e no Regimento Interno, o voto será secreto. SEÇÃO II DAS ATRIBUIÇÕES DA CÂMARA MUNICIPAL Art. 23 - Cabe a Câmara, com a sanção do Prefeito, legislar sobre assuntos de interesse local, observadas as determinações e a hierarquia constitucional, e fiscalizar, mediante controle externo, a Administração direta e indireta, as fundações e as empresas em que o Município detenha a maioria do capital social com direito a voto, e especialmente: I - suplementar a legislação federal e estadual; II - legislar sobre o sistema tributário municipal, bem como autorizarisenções, anistias fiscais e a remissão de dívidas; III - deliberar sobre o plano plurianual, a lei de diretrizes orçamentárias e o orçamento anual; IV - deliberar sobre a obtenção e concessão de empréstimos e operações de créditos, bem como autorizar a abertura de créditos suplementares e especiais; 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 5 V - autorizar a concessão de auxílios e subvenções; VI - autorizar a concessão de serviços públicos; VII - autoriza, quanto aos bens municipais imóveis; a) o seu uso, mediante concessão administrativa ou de direito real; b) a sua alienação. VIII - autorizar a aquisição de bens imóveis, salvo quando se tratar de doação sem encargos; IX - dispor sobre a criação, organização e supressão de distritos, mediante prévia consulta plebiscitária; X - criar, transformar, extinguir cargos, empregos e funções de seus serviços e fixar os respectivos vencimentos através de lei de sua iniciativa; XI - criar, dar estruturas e atribuições às Secretarias e órgãos da administração municipal; XII - aprovar o Plano Diretor; XIII - autorizar a disposição, a qualquer título, no todo ou em parte, de ações ou capital em que o Município tenha subscrito, adquirido, realizado ou aumentado; XIV - autorizar ou aprovar convênio, acordos ou contratos de que resultem para o Município encargos não previstos na lei orçamentária; XV - delimitar o perímetro urbano; XVI - legislar sobre a denominação e suas alterações, de próprios, bairros, vias e logradouros públicos; XVII - legislar sobre o regime jurídico dos servidores municipais; XVIII - tomar a iniciativa de projetos de leis estaduais, na forma da Constituição Estadual. Parágrafo Único - Em defesa do bem comum, a Câmara se pronunciará sobre qualquer assunto de interesse público. Art. 24 - Compete a Câmara Municipal, privativamente, as seguintes atribuições, entre outras; I- eleger e destituir sua Mesa e constituir suas Comissões; II - elaborar e votar seu Regimento Interno; III - dispor sobre a organização de sua Secretaria, funcionamento, polícia, criação de cargos, empregos e funções de seus servidores e fixação da respectiva remuneração, observados os parâmetros estabelecidos na Lei de Diretrizes Orçamentárias; IV - dar posse ao Prefeito e ao Vice-Prefeito eleitos, conhecer de suas renúncias e afastá-los provisória ou definitivamente do exercício dos cargos; V - conceder licença aos Vereadores, ao Prefeito e ao Vice-Prefeito para afastamento do cargo; VI - conceder licença ao Prefeito e ao Vice-Prefeito para ausentar-se do Município por mais de dez dias úteis; VII - fixar, de uma para outra legislatura, a remuneração dos Vereadores, do Prefeito e do Vice-Prefeito; VIII - tomar e julgar, anualmente, as contas do Prefeito, deliberando sobre o parecer do Tribunal de Contas do Estado, no prazo máximo de 60 (sessenta) dias de seu recebimento; IX - fiscalizar e controlar os atos do Executivo, inclusive os da administração indireta; X – Convocar secretários ou diretores de autarquias, concessionárias e diretores de empresa de economia mista para prestar pessoalmente informações sobre assuntos previamente determinados no prazo de quinze dias. (Emenda à Lei Orgânica nº 18, de 06 de setembro de 2017). XI - requisitar informações aos Secretários ou Diretores Municipais sobre assunto relacionado com sua Pasta, cujo atendimento deverá ser feito em quinze dias úteis; XII - declarar a perda de mandato do Prefeito; XIII - autorizar referendo e convocar plebiscito; XIV - zelar pela preservação de sua competência legislativa em face da atribuição normativa do executivo; XV - criar comissões especiais de inquérito, sobre fato determinado que se inclua na competência municipal, por prazo certo, sempre que o requerer pelo menos um terço de seus membros, não podendo funcionar, concomitantemente, mais de três comissões; XVI - criar comissões de investigação e processante nos casos de denúncia de crimes de responsabilidade e de atos puníveis com pena de cassação de mandato de Prefeito e Vereador, por voto da maioria de seus membros; XVII - julgar em escrutínio secreto os Vereadores, o Prefeito e o Vice-Prefeito; XVIII - deliberar, mediante resolução, sobre assuntos da sua economia interna e nos demais casos de sua competência privativa, por meio de decreto legislativo; XIX - apreciar vetos do Prefeito; XX - conceder honrarias a pessoas que, reconhecida e comprovadamente, tenham prestado serviços relevantes ao município, ou nele se destacado pela atuação exemplar na vida pública e particular, limitado a propositura de um título por vereador por sessão legislativa; 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 6 XXI - solicitar ao Prefeito, no prazo de quinze dias úteis, informações sobre os atos de sua competência privativa. XXII – sustar os atos normativos do Executivo que exorbitem o poder regulamentar; XXIII – transferir, temporária ou definitivamente, o local de suas reuniões; SEÇÃO III DOS VEREADORES Art. 25 - Os Vereadores gozam de inviolabilidade por suas opiniões, palavras e votos no exercício do mandato, na circunscrição do Município. Parágrafo Único - Os vereadores não serão obrigados a testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas em razão do exercício do mandato, nem sobre as pessoas que lhes confiarem ou deles receberem informações. Art. 26 - É dever do Vereador representar a comunidade, comparecendo às sessões, participando dos trabalhos do Plenário e das votações, dos trabalhos da Mesa e das comissões, quando integrantes destes órgãos, usando de suas prerrogativas exclusivamente para atender ao interesse público e colaborando para o bom desempenho de suas funções administrativas. Art. 27 - É assegurado ao Vereador livre acesso e permanência para verificação e consulta a todos os documentos oficiais de qualquer órgão do Legislativo, da Administração Direta, Indireta, das Fundações, empresas de economia mista com participação acionária majoritária da municipalidade, conquanto que: I- oficie ao respectivo responsável, informando-o do interesse em diligenciar ao órgão, em prazo nunca inferior a cinco dias da data do protocolo do respectivo ofício; II - Conste a indicação da documentação a ser consultada, a qual deverá estar à disposição do Vereador no dia da diligência. Art. 28 - O mandato de Vereador será remunerado na forma fixada pela Câmara Municipal, de uma legislatura para outra, obedecido o disposto no artigo 37, incisos X e XI, cc. o artigo 39, § 4° da Constituição Federal, com a nova redação da Emenda Constitucional nº 19. § 1° - O recebimento do subsídio de Vereador deverá estar condicionado ao seu comparecimento às sessões ordinárias da Câmara Municipal de Sumaré, para cuja ausência haverá desconto na proporção do número de sessões ordinárias realizadas no mês do pagamento, salvo se as mesmas faltas forem devidamente justificadas. §2º-A fixação do subsídio de que trata este artigo deverá dar-se através de projeto de resolução aprovado pela maioria da Câmara Municipal até 90 (noventa) dias antes das eleições municipais, vigorando para a legislatura subsequente, ficando, na ausência de nova fixação, automaticamente prorrogado o ato fixador vigente. § 3° - A fixação será veiculada por lei de iniciativa da Mesa da Câmara proposta até 120 (cento e vinte dias) dias antes das eleições e aprovada pelo Plenário. § 4° - Ao Presidente da Câmara, enquanto representante legal do Poder Legislativo, será fixado subsídio diferenciado daquele estabelecido para os demais vereadores, passando a constituir o teto para o subsídio daqueles. Art. 29 - O total de despesa do Poder Legislativo Municipal, incluídos os subsídios de Vereadores e excluídos os gastos com inativos, atenderáo limite estabelecido pelo artigo 29-A da Constituição Federal, com a nova redação da Emenda Constitucional n° 58/09. Artigo 30 - A Câmara Municipal de Sumaré não gastará mais de setenta por cento de sua com folha de pagamento, incluído o gasto com o subsídio de seus Vereadores. Art. 31 - O vereador não poderá: I - desde a expedição do diploma: a) firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público, autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviços públicos, salvo quando obedeça a cláusulas uniformes; b) aceitar ou exercer cargo, função ou emprego remunerado, inclusive os de que sejam demissíveis "ad nutum”, nas entidades constantes da alínea anterior. II - desde a posse: a) ser proprietário, controlador ou diretor de empresa que goze de favor de contrato com pessoa 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 7 jurídica de direito público, ou nela exerça função remunerada; b) ocupar cargo ou função de que sejam demissíveis "ad nutum”, nas entidades referidas na alínea "a" do inciso I; c) exercer o constante no inciso I, alínea “b”, caso não haja compatibilidade entre o horário normal de trabalho e das atividades no exercício do mandato; d) patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades a que se refere a alínea “a” do inciso I; e) ser titular de mais de um cargo ou mandato eletivo federal, estadual ou municipal. Art. 32 - Perderá o mandato o Vereador: I- que infringir qualquer das proibições estabelecidas no artigo anterior; II - cujo procedimento for declarado incompatível com o decoro parlamentar; III - que deixar de comparecer, em cada sessão legislativa à terça parte das sessões ordinárias, salvo licença ou missão autorizada pela Câmara Municipal; IV - que utilizar-se do mandato para a prática de atos de corrupção ou de improbidade administrativa; V - que perder ou tiver suspensos os direitos políticos; VI - quando o decretar a Justiça Eleitoral, nos casos previstos na Constituição Federal; VII - que sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado; VIII - que fixar residência fora do Município. § 1º - É incompatível com o decoro do Legislativo, além dos casos definidos no Regimento Interno, o abuso das prerrogativas asseguradas ao Vereador ou a percepção de vantagens indevidas. §2º - Nos casos dos incisos I, II e VII deste artigo, a perda do mandato será decidida pela Câmara Municipal, por voto secreto e maioria de dois terços, mediante provocação da Mesa ou de partido político representado no Legislativo, assegurada ampla defesa. § 3° - Nos casos previstos nos incisos III e VI, a perda será declarada pela Mesa, de ofício ou mediante a provocação de qualquer dos membros da Câmara Municipal ou de partido político nela representado no Legislativo, assegurada ampla defesa. Art. 33 - Não perderá o mandato o vereador: I - investido na função de Secretário Municipal, quando poderá optar pela remuneração do mandato; II – licenciado pela Câmara: a) por moléstia devidamente comprovada ou em licença-gestante; b) para desempenhar missões temporárias de caráter cultural ou de interesse do município; c) para tratar de interesses particulares, por prazo determinado, nunca inferior a trinta dias, não podendo reassumir o exercício do mandato antes do término da licença. § 1° - Para fins de remuneração considerar-se-á em exercício o Vereador licenciado nos termos das alíneas “a” e “b” do inciso II. § 2º - O Vereador investido no cargo de Secretário Municipal, considerar-se-á automaticamente licenciado. § 3° - A Licença gestante será concedida a Vereadora segundo os mesmos critérios e condições estabelecidas para a funcionária pública municipal; Art. 34 - O suplente será convocado nos casos de: a) vaga; b) investidura do titular na função de Secretário Municipal; c) licença do titular por período superior a trinta dias; d) impedimento legal de votação de alguma matéria pelo titular. §1º - O suplente convocado deverá tomar posse dentro do prazo de 10 (dez) dias, salvo motivo justo aceito pela Câmara. § 2º - Ocorrendo vaga e não havendo suplente far-se-á recálculo da proporcionalidade de votos entre os partidos políticos que disputaram as eleições para o legislativo, não computando-se os votos dados aos que tiverem a vaga extinta. SEÇÃO IV DA MESA DA CÂMARA SUBSEÇÃO I DA ELEIÇÃO Art. 35 - Imediatamente após a posse os Vereadores reunir-se-ão sob a Presidência do mais votado 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 8 dentre os presentes e, havendo maioria absoluta dos membros da Câmara, elegerão os componentes da Mesa, que ficarão automaticamente empossados os eleitos. Parágrafo Único - Não havendo número legal, o Vereador mais votado dentre os presentes permanecerá na Presidência e convocará sessões diárias, até que seja eleita a Mesa. Art. 36 - Os membros da Mesa serão eleitos para um mandato de dois anos, vedada a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subsequente. §1° - A eleição far-se-á, em primeiro escrutínio, pela maioria absoluta da Câmara Municipal. Art. 37 - A mesa será composta de um Presidente, um Vice-Presidente e dois Secretários. Art. 38 - A eleição para renovação da Mesa realizar-se-á sempre, logo após o encerramento da última Sessão Ordinária do ano legislativo, independentemente de convocação, considerando-se automaticamente empossados os eleitos no dia 1º de janeiro do ano seguinte. Art. 39 - Qualquer componente da Mesa poderá ser destituído, justificadamente e com direito a defesa prévia, pelo voto de dois terços dos membros da Câmara, quando faltoso, omisso ou ineficiente no desempenho de suas atribuições regimentais, elegendo-se outro Vereador para completar o mandato. Parágrafo Único - O Regimento Interno disporá sobre a eleição, composição e destituição da Mesa. SUBSEÇÃO II DAS ATRIBUIÇÕES DA MESA Art. 40 - Compete à Mesa, dentre outras atribuições: I- elaborar e expedir, mediante Ato, as medidas que digam respeito aos Vereadores; II - elaborar e expedir, mediante Portaria, as medidas referentes aos servidores da Secretaria da Câmara Municipal, como provimento e vacância dos cargos públicos, e ainda, abertura de sindicância, processos administrativos e aplicações de penalidades; III - propor Projeto de Resolução que disponha sobre a: a) secretaria da Câmara e suas alterações; b) polícia da Câmara; c) criação, transformação ou extinção dos cargos, empregos e funções de seus servidores e fixação da respectiva remuneração, observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias. IV - elaborar e expedir, mediante Ato, quadro de detalhamento das dotações, observado o disposto na lei orçamentária e nos créditos adicionais abertos em favor da Câmara; V - apresentar Projetos de Lei dispondo sobre a autorização para abertura de créditos adicionais, quando o recurso a ser utilizado for proveniente da anulação de dotação da Câmara; VI - solicitar ao Prefeito, quando houver autorização Legislativa, a abertura de créditos adicionais para a Câmara; VII - devolver à Prefeitura, no último dia do ano, o saldo de caixa existente; VIII - enviar ao Prefeito, até o dia primeiro de março, as contas do exercício anterior; IX - declarar a perda de mandato de Vereador, de ofício ou por provocação de qualquer de seus membros, ou ainda, de partido político representado na Câmara, nas hipóteses previstas nos incisos III e V do artigo 31 desta Lei, assegurada ampla defesa; X - propor ação direta de inconstitucionalidade. XII - A Mesa da Câmara decidirá pelo voto da maioria de seus membros. XIII - Qualquer ato duvidoso no exercício das atribuições da Mesa deverá ser apreciado porsolicitação de Vereador. SUBSEÇÃO III DO PRESIDENTE Art. 41 - Compete ao Presidente da Câmara, dentre outras atribuições: I - representar a Câmara em juízo e fora dele; II - dirigir, executar e disciplinar os trabalhos legislativos e administrativos, em conjunto com os demais membros da Mesa, conforme atribuições definidas no Regimento Interno; III - interpretar e fazer cumprir o Regimento Interno; IV - promulgar as Resoluções e os decretos legislativos, bem como as leis com sanção tácita ou cujo veto tenha sido rejeitado; 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 9 V - fazer publicar as Portarias e Atos da Mesa, bem como as Resoluções, os Decretos Legislativos e as Leis por ele promulgadas; VI - conceder licença aos Vereadores nos casos previstos nos incisos II, letras a, b e c do Artigo 32; VII - declarar a perda de mandato de Vereadores, do Prefeito e Vice-Prefeito, nos casos previstos em lei; VIII - requisitar numerário destinado às despesas da Câmara e aplicar as disponibilidades financeiras no mercado de capitais; IX - apresentar ao plenário, até o dia vinte de cada mês, o balancete relativo aos recursos recebidos e as despesas do mês anterior; X - manter a ordem no recinto da Câmara, podendo solicitar a força necessária para esse fim; XI - solicitar intervenção no Município, nos casos previstos na Constituição Estadual. XII – exercer, em substituição, a chefia do Executivo municipal, nos casos previstos em lei; XIII – propor a realização de audiência públicas com entidades da sociedade civil e com membros da comunidade. SEÇÃO V DAS REUNIÕES Art. 42 - As sessões da Câmara, que serão públicas, só poderão ser abertas com a presença de, no mínimo, um terço dos seus membros. Parágrafo Único - Considera-se presente à sessão o Vereador que assinar o livro de presença e participar dos trabalhos e das votações. Art. 43 - Independentemente de convocação, a sessão legislativa anual desenvolver-se-á de 1º de fevereiro a 15 de dezembro, com recesso facultativo durante o mês de julho. Parágrafo Único - As reuniões marcadas dentro desse período serão transferidas para o primeiro dia útil subsequente quando recaírem em sábados, domingos ou feriados. Art. 44 - A sessão legislativa não será interrompida sem aprovação do projeto de lei de diretrizes orçamentárias e do projeto de orçamento. Art. 45 - A sessão legislativa terá reuniões: I- ordinárias, as realizadas conforme dispuser o Regimento Interno; II - extraordinárias, as convocadas pelo Presidente para realizar-se em dias ou horários diversos das sessões ordinárias; III - solenes, as realizadas conforme dispuser o Regimento Interno. Art. 46 - A convocação extraordinária da Câmara Municipal, possível no período de recesso, far-se-á: I - pela maioria absoluta dos membros da Câmara Municipal; II - pelo Prefeito, em caso de urgência ou interesse público relevante; III - pela Comissão Representativa. Parágrafo Único - Nas sessões legislativas extraordinárias, a Câmara deliberará somente sobre a matéria para a qual foi convocada. SEÇÃO VI DAS COMISSÕES Art. 47 - A Câmara terá comissões permanentes e temporárias constituídas na forma e com as atribuições definidas em Regimento Interno. Parágrafo Único - Na constituição das Comissões assegurar- se-á, tanto quanto possível, a representação proporcional dos partidos políticos com assento na Câmara Municipal. Art. 48 - Cabe às Comissões, em matéria de sua competência: I- convocar para prestar pessoalmente, no prazo de dez dias, informações: a) secretários Municipais e Diretores de Departamento; b) dirigentes de autarquias, empresas públicas, sociedades de economia mista e fundações instituídas ou mantidas pelo Município. II – acompanhar a execução orçamentária; III - realizar audiências públicas; IV - receber petições, reclamações, representações ou queixas de qualquer pessoa contra atos ou 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 10 omissões das autoridades ou entidades públicas; V - velar pela completa adequação dos atos do Executivo que regulamentem dispositivos legais; VI - tomar o depoimento de autoridade e solicitar o de cidadão; VII - fiscalizar e apreciar programas de obras e planos municipais de desenvolvimento e, sobre elas, emitir parecer; VIII - emitir parecer em projetos de leis, de resoluções e de decretos legislativos, ou em outros expedientes quando provocados. Parágrafo Único - A recusa ou o não atendimento das convocações previstas no inciso I deste artigo caracterizará infração administrativa de acordo com a lei. Art. 49 - As Comissões Especiais de Inquérito terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, e serão criadas mediante requerimento de um terço dos membros da Câmara, para apuração de fato determinado e por prazo certo, sendo suas conclusões, quando for o caso, encaminhadas ao Ministério Público para que promova a responsabilidade civil e criminal dos infratores. §1º - Os membros das Comissões Especiais de Inquérito, no interesse da investigação, poderão, em conjunto ou isoladamente: I- proceder a vistorias e levantamentos nas repartições públicas municipais e entidades descentralizadas, onde terão livre ingresso e permanência; II – requisitar de seus responsáveis a exibição de documentos e a prestação dos esclarecimentos necessário; III - transportar-se aos lugares onde se fizer mister a sua presença, ali realizando os atos que lhes competirem. § 2º - É fixado em dez dias, prorrogável por igual período, desde que solicitado e devidamente justificado, o prazo para que os responsáveis pelos órgãos da Administração Direta e Indireta prestem as informações e encaminhem os documentos requisitados pelas Comissões Especiais de Inquérito. §3° - No exercício de suas atribuições poderão, ainda, as Comissões Especiais de Inquérito, através de seu Presidente: a - determinar as diligências que reputem necessárias; b - requerer a convocação de Secretário Municipal; c - tomar o depoimento de quaisquer autoridades, intimar testemunhas e inquiri-las sob compromisso; e d - proceder a verificações contábeis em livros, papéis e documentos dos órgãos da Administração Direta e Indireta. § 4° - O não atendimento no prazo estipulado às determinações contidas nos SS anteriores, faculta ao Presidente da Comissão solicitar, na conformidade de legislação federal, a intervenção de Poder Judiciário para fazer cumprir a legislação. § 5º - Nos termos do artigo 3° da Lei Federal no 1.579, de 18 de março de 1952, as testemunhas serão intimadas, de acordo com as prescrições estabelecidas na legislação penal e, em caso de não comparecimento sem motivo justificado, a intimação será solicitada ao juiz criminal da localidade onde reside ou se encontra, na forma do artigo 218 do Código de Processo Penal. Art. 50 - A Comissão Representativa funcionará durante o recesso legislativo, exceto quando houver convocação extraordinária, e tem as seguintes atribuições: a) zelar pelas prerrogativas do Legislativo; b) zelar pela observância da Lei Orgânica; § 1º - As normas relativas ao desempenho das atribuições da Comissão Representativa serão estabelecidas em Regimento Interno da Câmara. § 2° - A composição da Comissão Representativa reproduzirá, tanto quanto possível, a proporcionalidade de representação partidária na Câmara. Art. 51 - A Comissão Representativa da Câmara Municipal, constituída por número ímpar de Vereadores, será composta pelo Presidente da Câmara e pelos Líderes de Bancada da Câmara ou Vereadores indicados pelos mesmos. Parágrafo Único - A Presidência da Comissão Representativa caberá ao Presidente da Câmara, cuja substituição se fará na forma regimental.Art. 52 - A Comissão Representativa deverá apresentar relatório dos trabalhos por ela realizados quando do reinício do período de funcionamento ordinário da Câmara. 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 11 SEÇÃO VII DAS DELIBERAÇÕES Art. 53 - A discussão e votação de matéria constante da Ordem do Dia só poderá ser efetuada com a presença da maioria absoluta dos membros da Câmara. § 1° - A aprovação da matéria em discussão, salvo as exceções previstas nos parágrafos seguintes, dependerá do voto favorável da maioria dos Vereadores presentes na sessão. § 2º - Dependerão do voto favorável da maioria absoluta dos membros da Câmara a aprovação e as alterações das seguintes matérias: 1 - Código Tributário do Município; 2 - Código de Obras ou de Edificações; 3 - Estatuto dos Servidores Municipais; 4 - Regimento Interno da Câmara; 5 - Criação de cargos e aumento de vencimento de servidores; 6 - Rejeição de veto e do projeto de Lei Orçamentária; 7 - Aprovação de projeto de lei sobre operações de créditos que excedam o montante de despesas de capital; § 3º - Dependerão do voto favorável de dois terços dos membros da Câmara: I- Leis concernentes a: a) aprovação e alteração do Plano Diretor; b) zoneamento urbano; c) concessão de serviços públicos; d) concessão de direito real de uso; e) alienação de imóveis; f) aquisição de bens imóveis por doação com encargos; g) alteração de denominação de próprios, vias e logradouros públicos; h) obtenção de empréstimo particular; i) emendas à Lei Orgânica; j) rejeição parecer prévio do Tribunal de Contas. II – realização de sessão secreta; III - concessão de título de cidadão honorário ou qualquer outra honraria ou homenagem; IV - aprovação de representação solicitando a alteração do nome do Município; V - julgamento de Prefeito por crime de responsabilidade; VI - rejeição do parecer prévio do Tribunal de Contas do Estado. § 4° - O Presidente da Câmara ou seu substituto só terá direito a voto: I- na eleição da Mesa; II – quando a matéria exigir para a sua aprovação o voto favorável de dois terços dos membros da Câmara; III - quando houver empate em qualquer votação no Plenário. 5° - O Vereador que tiver interesse pessoal na deliberação não poderá votar, sob a pena de nulidade da votação, se seu voto decisivo. § 6° - O voto será sempre público nas deliberações da Câmara, salvo nos seguintes casos: a) no julgamento de seus pares e do Prefeito; b) eleição dos membros da Mesa e dos substitutos, bem como no preenchimento de vagas; c) na votação de Decreto Legislativo a que se refere o item III do E 3º deste artigo; d) no exame de veto aposto pelo Prefeito. SEÇÃO VIII DO PROCESSO LEGISLATIVO SUBSEÇÃO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 54 - O Processo Legislativo Municipal, sucessão ordenada de atos necessários à formação de proposituras com força de lei, compreende a elaboração de: I- Emendas à Lei Orgânica; II – Leis Ordinárias; III - Decretos Legislativos; IV - Resoluções. 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 12 Art. 55 - São ainda entre outras, objeto de deliberação da Câmara Municipal, na forma do Regimento Interno: I- indicações; II – requerimentos. SUBSEÇÃO II DAS EMENDAS À LEI ORGÂNICA Art. 56 - A Lei Orgânica do Município poderá ser emendada mediante proposta: I- de um terço, no mínimo, dos membros da Câmara Municipal; II – do Prefeito; III - por iniciativa popular, mediante proposta assinada, no mínimo, por 5% (cinco por cento) do eleitorado. § 1° - A tramitação de proposta de iniciativa popular receberá tratamento especial. § 2° - A proposta será discutida e votada em dois turnos considerando-se aprovada quando obtiver, em ambas as votações, o voto favorável de dois terços dos membros da Câmara Municipal. § 3° - A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada só poderá ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa se subscrita pela maioria absoluta dos Vereadores. § 4° - A emenda à Lei Orgânica será promulgada pela Mesa da Câmara Municipal na sessão seguinte àquela em que se der a sua aprovação com o respectivo número de ordem. § 5º - Não será objeto de deliberação a proposta tendente a abolir, no que Couber, o disposto no art. 60, 4°, da Constituição Federal, e as formas de democracia direta; § 6° - A Lei Orgânica não poderá ser emendada na vigência de Intervenção Estadual no Município, Estado de Defesa e de Estado Sítio. Art. 57 - Mediante solicitação, subscrita por cinco por cento do eleitorado do Município poderá ser requerido à Câmara Municipal a realização de referendo sobre Emenda à Lei Orgânica, observada a Legislação Federal pertinente, desde que pleiteada no prazo de noventa (90) dias a contar da data da promulgação. SUBSEÇÃO III DAS LEIS Art. 58 - A iniciativa de Projeto de Lei cabe a qualquer Vereador, à Mesa Diretora, Comissão da Câmara de Vereadores, ao Prefeito, e aos cidadãos, na forma e nos casos previstos nesta Lei Orgânica. Art. 59 - Compete, exclusivamente, ao Prefeito a iniciativa dos projetos de Lei que disponham sobre: I- criação e extinção de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica, bem como a fixação da respectiva remuneração; II – organização administrativa, matéria tributária, orçamentária e serviços públicos. Art. 60 - É da competência exclusiva da Mesa da Câmara a iniciativa de projetos de Lei que: I- autorizem a abertura de créditos suplementares ou especiais através da anulação parcial ou total de dotação da Câmara; II – criem, alterem ou extingam cargos dos servidores da Câmara e fixem os respectivos vencimentos. Art. 61 - A iniciativa popular de projetos de Lei será exercida mediante a subscrição por no mínimo 5% (cinco por cento) do eleitorado do Município. § 1° - Os projetos de Leis apresentados através da iniciativa popular serão inscritos prioritariamente na ordem do dia da Câmara, desde que devidamente tramitado com os pareceres das respectivas Comissões. § 2º - Os projetos serão discutidos e votados no prazo máximo de sessenta dias, garantida a defesa em plenário por um dos cinco primeiros signatários. § 3º - Decorrido o prazo do parágrafo anterior o projeto irá automaticamente para votação, independente de pareceres. § 4° - Não tendo sido votado até o encerramento da sessão legislativa o projeto estará inscrito para a votação na primeira sessão legislativa subsequente, em primeiro lugar. § 5° - Não serão susceptíveis de iniciativa popular matéria de iniciativa exclusiva assim definida nesta Lei. 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 13 Art. 62 - Não serão admitidos aumentos de despesa prevista: I- nos projetos de iniciativa privativa do Prefeito Municipal e da Mesa da Câmara, ressalvado o processo legislativo orçamentário; II – nos projetos sobre a organização dos serviços da Câmara Municipal. Art. 63 - O Prefeito poderá solicitar urgência para apreciação de propositura de sua iniciativa mediante justificativa em mensagem. § 1º - Caso a Câmara não se manifeste sobre a propositura dentro de quarenta e cinco dias será esta incluída na ordem do dia da primeira sessão subsequente, sobrestando-se a deliberação quanto aos demais assuntos, para que se ultime a votação. § 2º - o prazo previsto no parágrafo anterior não corre nos períodos de recesso. § 3° - A tramitação dos projetos com solicitação de urgência só entrará na ordem do dia, no mínimo, após quinze dias de sua leitura, salvo decisão em contrário, deliberada por dois terços dos membros da Câmara. § 4° - O disposto neste artigo não é aplicável nos projetos de codificação. Art. 64 - Atravésde reunião de disposição legal sobre a mesma matéria, de modo orgânico e sistemático, serão estabelecidas as Codificações, dispondo os princípios gerais do sistema adotado, e a prover, completamente, a matéria tratada. Parágrafo Único - Consideram-se para esses fins: a) Código Tributário; b) Código de Saúde; c) Código de obras e edificações; d) Código de Postura; e) Código Sanitário; f) Estatuto dos Servidores; g) Estatuto do Magistério; h) Leis sobre normas técnicas e elaboração legislativa. Art. 65 - Na apreciação de projetos de codificação, será estabelecido processo de tramitação diferenciado do processo legislativo comum, não cabendo pedido de urgência. Parágrafo Único - Os projetos de Códigos, depois de apresentados ao Plenário da Câmara, serão publicados e distribuídos por cópia aos Vereadores e encaminhados à Comissão de Justiça e Redação, garantindo-se o prazo de trinta dias para apresentação de emendas e posteriores pareceres. Art. 66 - Aprovado o Projeto de Lei na forma regimental, será ele imediatamente enviado ao Prefeito que, concordando, o sancionará e o promulgará. § 1° - Se o Prefeito julgar o projeto, no todo ou em parte inconstitucional ou contrário ao interesse público, vetá-lo-á total ou parcialmente dentro de quinze dias úteis contados da data do recebimento, e comunicará dentro de quarenta e oito horas ao Presidente da Câmara os motivos do veto. § 2º - Comunicado o veto, a sua apreciação pela Câmara deverá ser feita dentro de trinta dias de seu recebimento, em uma só discussão, realizando-se a votação em escrutínio secreto. § 3° - O veto parcial somente abrangerá texto integral de artigo, de parágrafo, de inciso ou de alinea. § 4° - A manutenção de veto não restaura matéria suprimida ou modificada pela Câmara. § 5° - Decorrido o prazo de quinze dias úteis, o silêncio do Prefeito importará em sanção. § 6º - Se o veto não for mantido, será o projeto enviado ao Prefeito Municipal para promulgação. § 7° - Se a lei não for promulgada dentro de quarenta oito (48) horas pelo Prefeito Municipal, nos casos dos 5º e 6º, o Presidente da Câmara o fará dentro de igual período, entrando em vigor na data de sua publicação, e, se tratar de veto parcial, a Lei terá o mesmo número da anterior. Art. 67 - Caso o Projeto de Lei seja vetado durante o recesso da Câmara o Prefeito comunicará o veto à Comissão Representativa da Câmara. Art. 68 - A matéria constante de Projeto de Lei rejeitado somente poderá constituir objeto de novo projeto, na mesma sessão legislativa, mediante proposta de maioria absoluta dos Membros da Câmara. Art. 69 - Os Projetos de Lei de zoneamento urbano somente tramitarão após sessenta dias de sua publicação. Art. 70 - O Projeto de Lei que receber parecer contrário, quanto ao mérito, de todas as comissões, será 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 14 tido como rejeitado. SUBSEÇÃO IV DOS DECRETOS LEGISLATIVOS E DAS RESOLUÇÕES Art. 71 - As proposições destinadas a regular matéria político-administrativa de competência exclusiva da Câmara são: a) Decreto Legislativo: de efeito externo; b) Resoluções: de efeito interno. Parágrafo Único - Os projetos de Decreto Legislativo e de Resolução aprovados pelo Plenário, em um só turno de votação, não dependem de sanção do prefeito municipal, sendo promulgados pelo Presidente da Câmara. Art. 72 - O Regimento Interno da Câmara disciplinará os casos de Decreto Legislativo e de Resolução cuja elaboração, redação, alteração e consolidação serão feitos com observância das mesmas normas técnicas relativas às Leis. SEÇÃO IX DA FISCALIZAÇÃO CONTÁBIL FINANCEIRA, ORÇAMENTÁRIA, OPERACIONAL E PATRIMONIAL Art. 73 - A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial do Município e das entidades da Administração Direta e Indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas será exercida pela Câmara Municipal, mediante controle externo. § 1° -0 controle externo, a cargo da Câmara Municipal, será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas do Estado. § 2º - Prestará contas qualquer pessoa física ou entidade pública que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiro, bens valores públicos ou pelos quais o Município responda, ou que em nome desta assuma obrigações de natureza pecuniária. § 3° - Fica assegurado o exame e apreciação das contas do Município, durante 60 (sessenta) dias, anualmente, por qualquer contribuinte, o qual poderá questionar-lhe a legitimidade na forma da lei. Art. 74 - A Câmara Municipal e o Executivo manterão de forma integrada, sistema de controle interno com a finalidade de: I- avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a execução dos programas de governo e dos orçamentos do Município; II - comprovar a legalidade e avaliar os resultados quanto a eficácia e eficiência da gestão orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da administração municipal, bem como da aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado; III - exercer controle sobre o deferimento de vantagens e a forma de calcular qualquer parcela integrante da remuneração, vencimento ou salário de seus membros ou servidores; IV - exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem como dos direitos e haveres do Município. V - apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional. § 1º - Os responsáveis pelo controle interno, ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade, ilegalidade ou ofensa aos princípios do Art. 37 da Constituição Federal, dela darão ciência à Câmara Municipal e ao Tribunal de Contas do Estado, sob pena de responsabilidade solidária. § 2º - Qualquer cidadão, partido político, associação ou entidade sindical é parte legítima para, na forma da lei, denunciar possíveis irregularidades à Câmara Municipal e ao Tribunal de Contas do Estado. Art. 75 - A prestação de contas do Prefeito referentes à gestão financeira do ano anterior será apreciada pela Câmara até sessenta dias após o recebimento do parecer prévio do Tribunal de Contas do Estado, o qual somente deixará de prevalecer por decisão de dois terços dos membros da Câmara. Art. 76 - As disponibilidades de caixa do Município, bem como das empresas sob o seu controle, serão depositadas em instituições financeiras oficiais do Estado ou da União. 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 15 CAPÍTULO II DO EXECUTIVO SEÇÃO I DO PREFEITO E DO VICE-PREFEITO Art. 77 - O Poder Executivo é exercido pelo Prefeito Municipal, eleito dentre os brasileiros maiores de vinte e um anos, para um mandato de quatro anos, na forma estabelecida pela Constituição Federal. Art. 78 - Substituirá o Prefeito, no caso de impedimento e suceder-lhe-á no caso de vaga o Vice- Prefeito. Parágrafo Único - O Vice-Prefeito, além de outras atribuições que lhe forem conferidas por lei, auxiliará o Prefeito sempre que for ele convocado para missões especiais. Art. 79 - A eleição do Prefeito e do Vice-Prefeito realizar-se-á noventa dias antes do término do mandato de seus antecessores, e a posse ocorrerá no dia 1º de janeiro do ano subsequente. Parágrafo Único - Se decorridos dez dias da data fixada para a posse, o Prefeito ou Vice-Prefeito, salvo motivo de força maior, não tiver assumido o cargo, este será declarado vago pelo Plenário. Enquanto não ocorrer a posse do Prefeito assumirá o Vice-Prefeito e, na falta ou impedimento deste, o Presidente da Câmara. Art. 80 - Em caso de impedimento do Prefeito e do Vice-Prefeito ou vacância dos respectivos cargos serão sucessivamente chamados ao exercício do cargo o Presidente da Câmara e o Vereadoreleito pelo Plenário com a maioria de dois terços, que completarão o período se as vagas ocorrerem na segunda metade do mandato. Art. 81 - Se as vagas ocorrerem na primeira metade do mandato far-se-á a eleição direta noventa dias depois de aberta a última vaga, cabendo aos eleitos completar o período de mandato. Art. 82 - O Prefeito e o Vice-Prefeito tomarão posse em seguida à dos Vereadores, na mesma Sessão Solene de instalação da Câmara, prestando compromisso de cumprir e fazer cumprir a Constituição Federal, a do Estado e a Lei Orgânica do Município de Sumaré, assim como a legislação em geral. Parágrafo Único - O Prefeito e o Vice-Prefeito deverão fazer declaração pública de bens no ato da posse e ao término do mandato, as quais serão transcritas em livro próprio, constando de ata seu resumo. Art. 83 - O Prefeito e o Vice-Prefeito deverão desincompatibilizar-se desde a posse, não podendo, sob pena de perda do cargo: I- firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público, autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista ou concessionária de serviço público, salvo quando obedeça a cláusulas uniformes; II - aceitar ou exercer cargo, função ou emprego remunerado, nas entidades constantes do inciso anterior, ressalvada a posse em virtude de concurso público ou em cargos demissíveis "ad nutum". III - ser titular de mais de um cargo ou mandato público eletivo; V - patrocinar causas em que seja interessada qualquer das entidades já referidas no inciso I; V - ser proprietário, controlador ou diretor de empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público, ou nela exercer função remunerada. Art. 84 - São inelegíveis para os mesmos cargos no período subsequente o Prefeito, o Vice-Prefeito e quem os houver sucedido ou substituído nos últimos seis meses anteriores à eleição. Art. 85 - Para concorrerem a outros cargos eletivos, o Prefeito, o Vice-Prefeito devem renunciar ao mandato até seis meses antes do pleito. Art. 86 - O Prefeito e o Vice-Prefeito não poderão, sem licença da Câmara Municipal, ausentar-se do Município por período superior a dez dias úteis, sob pena de perda do cargo. Art. 87 - O Prefeito poderá licenciar-se: I- quando a serviço ou em missão de representação do Município; II - quando impossibilitado do exercício do cargo, por motivo de doença devidamente comprovada ou no período de gestação. § 1º - No caso do inciso I, o período de licença, amplamente motivado, indicará, especialmente, as razões da viagem, o roteiro e a previsão de gastos. § 2º - O Prefeito licenciado nos casos dos incisos I e II receberá a remuneração integral. 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 16 Art. 88 - Os subsídios do Prefeito e do Vice-Prefeito Municipal de Sumaré serão fixados por lei de iniciativa do Poder Legislativo, no último ano da legislatura até 90 (noventa) dias antes das eleições, vigorando para a legislatura subsequente, assegurada a revisão anual sempre na mesma data e sem distinção de índices dos que foram concedidos para os servidores locais. § 1° - O subsídio do prefeito e do vice-prefeito será fixado, determinando-se o valor em moeda corrente no País, vedada qualquer vinculação, estabelecido em parcela única e atendido o limite constitucional. § 2º - Os subsídios de que trata o caput deste artigo não poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, observado o que dispõe os artigos 37, XI, 39, § 4°, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I da Constituição Federal. § 3° - A ausência de fixação implica na prorrogação automática do ato normativo fixador do subsídio do Prefeito e do Vice-Prefeito Municipal do mandato anterior. § 4° - O Poder Executivo publicará, anualmente, os valores dos subsídios do Prefeito e do Vice-Prefeito Municipal de Sumaré. Art. 89 - O Prefeito e o Vice-Prefeito deverão residir no município de Sumaré. SEÇÃO II DAS ATRIBUIÇÕES DO PREFEITO Art. 90 - Compete privativamente ao Prefeito, além de outras atribuições: I- representar o Município nas relações judiciais, políticas e administrativas; II - exercer a direção superior da administração pública segundo os princípios desta Lei Orgânica; III - sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir decretos para sua fiel execução; V - vetar projetos de lei, total ou parcialmente; V - prover os cargos públicos e expedir os demais atos referentes à situação funcional dos servidores, salvo os de competência da Câmara; VI - nomear e exonerar os Secretários Municipais, os dirigentes de autarquias e fundações e indicar os diretores de empresas públicas, na conformidade desta lei; VII - decretar desapropriações por necessidade ou utilidade pública, ou por interesse social; VIII - expedir decretos, portarias e outros atos administrativos; IX - prestar, dentro de quinze dias úteis, as informações solicitadas pela Câmara; X - prestar até sessenta dias após o início da Sessão Legislativa as contas do exercício anterior; XI - iniciar o processo legislativo na forma e nos casos previstos na Lei Orgânica; XII - permitir ou autorizar a título precário o uso de bens municipais por terceiros; XIII - praticar os demais atos de administração nos limites da competência do Executivo; XIV - delegar, por decreto, à autoridade do Executivo, funções administrativas que não sejam de sua exclusiva competência; XV - enviar à Câmara Municipal projetos de lei relativos ao Plano Plurianual, Diretrizes Orçamentárias, Orçamento Anual, Dívida Pública e Operações de Créditos; XVI - enviar à Câmara Municipal projeto de lei sobre o regime de concessão ou permissão de serviços públicos; XVII - encaminhar ao Tribunal de Contas do Estado até trinta e um de março de cada ano a sua prestação de contas e a da Mesa da Câmara, bem como os balanços do exercício findo; XVIII - fazer publicar os atos oficiais; XIX - colocar numerário à disposição da Câmara até o dia 20 (vinte) de cada mês; XX - aprovar projetos de edificações, planos de loteamento, arruamento e zoneamento urbano, obedecidas as normas urbanísticas; XXI - apresentar à Câmara Municipal projeto de Plano Diretor; XXII - decretar estado de calamidade pública; XXIII - solicitar auxílio da polícia estadual para garantia do cumprimento de seus atos; XXIV - administrar os bens, as rendas municipais, promover o lançamento, a fiscalização e a arrecadação de tributos. Art. 91 - É dever do Prefeito convocar audiência pública sempre que: I- apreciar projetos de licenciamento que envolva impacto ambiental; II - atos que envolvam conservação ou modificação de patrimônio arquitetônico, histórico, artístico ou cultural do Município; III - propor a realização de obra ou empréstimo que comprometa mais de 20% (vinte por cento) do orçamento municipal no ano vigente. 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 17 Art. 92 - A audiência prevista no artigo anterior deverá ser divulgada em pelo menos 2 (dois) órgãos de imprensa de circulação municipal, com, no mínimo, 15 (quinze) dias de antecedência. SEÇÃO III DA RESPONSABILIDADE POLÍTICO-ADMINISTRATIVA Art. 93 - O Prefeito cometerá infração sujeita à apreciação da Câmara Municipal se: I- impedir o funcionamento regular da Câmara; II - impedir o exame de livros ou documentos que devam ser arquivados na Prefeitura, bem como a verificação de obras e serviços municipais por comissão parlamentar da Câmara regularmente constituída; III - negar-se a prestar informações solicitadas regularmente pela Câmara ou impedir que os Secretários Municipais o façam; IV - retardar a publicação ou deixar de publicar as leis e atos sujeitos a essa formalidade; V - deixar de apresentar à Câmara no devido tempo, e emforma regular, a proposta de diretrizes orçamentária, plano plurianual ou o orçamento anual; VI - descumprir o orçamento aprovado para o exercício financeiro; VII - praticar, contra expressa disposição de lei, ato de sua competência ou omitir-se na sua prática; VIII - praticar ou omitir-se na prática de ato de sua competência, movido por razões que atentarem contra os princípios da justiça, da eficácia, da moralidade, da impessoalidade ou publicidade da ação municipal; IX - omitir-se ou negligenciar-se na defesa de bens, rendas, direitos ou interesses do município sujeitos à administração da Prefeitura; X - ausentar-se do Município ou afastar-se por tempo superior ao permitido nesta lei sem licença da Câmara; XI - residir fora do município; XII - deixar de fornecer certidões de atos ou contratos municipais no prazo estabelecido em lei; XIII - nomear, admitir ou designar servidor contra expressa disposição de lei; XIV - negar-se a executar lei federal, estadual ou municipal, ou deixar de cumprir ordem judicial; XV - adquirir bens ou realizar serviços e obras sem licitação, nos casos exigidos em lei; XVI - alienar, onerar ou conceder o uso de imóveis municipais sem autorização da Câmara ou em desacordo com a lei; XVII - fazer uso de imóveis municipais em desacordo com a sua destinação original sem autorização da Câmara; XVIII - antecipar ou inverter a ordem de pagamento de credores municipais sem vantagens ao erário; XIX - atentar contra o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais. Art. 94 - Aceita a acusação contra o Prefeito Municipal por dois terços dos Vereadores, será ele submetido a julgamento perante a Câmara Municipal nos crimes de responsabilidade, garantida ampla defesa. § 1° - O Prefeito ficará suspenso de suas funções: I- nas infrações penais comuns se recebida a denúncia ou queixa-crime pelo Tribunal de Justiça; II - nos crimes de responsabilidade, após a instauração do processo pela Câmara Municipal. § 2º - Sobre o substituto do prefeito, incidem as infrações políticoadministrativas de que trata este artigo, sendo-lhe aplicável o processo pertinente, ainda que cessada a substituição § 3° - Se decorrido o prazo de cento e oitenta dias o julgamento não estiver concluído cessará o afastamento do Prefeito sem prejuízo do regular prosseguimento do processo. Art. 95 - O Prefeito na vigência de seu mandato não poderá ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções. Art. 96 - Qualquer cidadão, partido político, associação ou entidade sindical poderá denunciar o Prefeito, o Vice-Prefeito e os Secretários Municipais por crime de responsabilidade perante a Câmara Municipal. 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 18 SEÇÃO IV DOS AUXILIARES DIRETOS DO PREFEITO Art. 97 - São auxiliares diretos do Prefeito: I- Os secretários municipais; II - os administradores regionais; III - os diretores de autarquias. Art. 98 - Os Secretários Municipais e os Diretores de Autarquias serão escolhidos dentre os brasileiros maiores de 21 (vinte e um) anos e no exercício dos direitos políticos, preferencialmente os que residam no Município de Sumaré. Parágrafo Único:- É vedada a nomeação e o exercício das funções constantes do "caput" deste artigo, por pessoas que incidam nos casos de inelegibilidades, nos termos da legislação federal, sendo que deverão comprovar que estão em condições de exercício do cargo, por ocasião da nomeação, bem como ratificar esta condição, anualmente, até 31 de janeiro. Art. 99 - A Lei disporá sobre a criação, estruturação e atribuições das Secretarias. Art. 100 - Os Secretários Municipais, auxiliares diretos e de confiança do Prefeito, serão responsáveis pelos atos que praticarem ou referendarem no exercício do cargo. Art. 101 - Os secretários e Diretores de Autarquias serão sempre nomeados em comissão e farão Declaração Pública de Bens, no ato da posse e no término do exercício do cargo, e terão os mesmos impedimentos estabelecidos para os Vereadores e Prefeito enquanto neles permanecerem. Art. 102 - Além das atribuições fixadas em leis ordinárias compete a cada Secretário Municipal, especialmente: I- orientar, dirigir e fazer cumprir os serviços que lhe são afetos; II – referendar os atos assinados pelo Prefeito; III - expedir atos e instruções para a boa execução das leis e regulamentos; IV - propor, anualmente, o orçamento de sua Secretaria ao Prefeito; V - comparecer perante a Câmara Municipal ou qualquer de suas comissões para prestar esclarecimentos, espontaneamente ou quando regularmente convocado; VI - delegar atribuições, por ato expresso, aos seus subordinados; VII - praticar atos pertinentes às atribuições que lhe forem outorgadas pelo Prefeito; VIII - apresentar anualmente ao Prefeito o relatório dos serviços de sua Secretaria. Art. 103 - Aplicam-se aos Diretores de Autarquias e Empresas de Economia Mista os incisos I, V, VIII do artigo anterior. Art. 104 - Os Administradores Regionais serão nomeados observadas as obrigações do Art. 102 e terão os mesmos impedimentos estabelecidos para o Prefeito Municipal enquanto permanecerem no cargo. Art. 105 - Compete aos Administradores Regionais: I- cumprir e fazer executar, de acordo com as instruções recebidas, as leis, resoluções, regulamentos e demais atos do Prefeito; II – fiscalizar os serviços das regionais; I- atender às reclamações das partes e encaminhá-las ao Prefeito quando se tratar de matéria estranha às suas atribuições; IV - indicar ao Prefeito as providências necessárias à Regional; V - prestar contas, mensalmente, ou quando lhe for solicitado. SEÇÃO V DA PROCURADORIA GERAL DO MUNICÍPIO Art. 106 - A Procuradoria Geral do Município é a instituição que representa o Município, judicial e extrajudicialmente, cabendo-lhe, ainda, nos termos de lei especial, as atividades de consultoria e assessoramento do Poder Executivo, e, privativamente, a execução da dívida ativa de natureza tributária. 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 19 Art. 107 - A Procuradoria Geral do Município reger-se-á por lei própria atendendo-se, com relação aos seus integrantes, o disposto no artigo 39, 1° da Constituição Federal. Art. 108 - 0 ingresso na classe inicial da carreira de Procurador Municipal far-se-á mediante concurso público de provas e títulos, sendo vedado o exercício do cargo a servidor estranho ao quadro. Art. 109 - A Procuradoria Geral do Município tem por chefe o Procurador Geral do Município, de livre nomeação pelo Prefeito Municipal, preferentemente dentre os integrantes da carreira de Procurador Municipal. TÍTULO III DA ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA CAPÍTULO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DIRETA E INDIRETA SEÇÃO T DOS PRINCÍPIOS Art. 110 - A administração municipal é constituída dos órgãos integrados na estrutura administrativa da Prefeitura e de entidade dotadas de personalidade jurídica própria. Parágrafo Único - Os órgãos da administração direta que compõem a estrutura administrativa da Prefeitura se organizam e se coordenam atendendo-se aos princípios técnicos recomendáveis ao bom desempenho de suas atribuições. Art. 111 - As autarquias, empresas públicas, sociedade de economia mista e fundações controladas pelo Município: I- dependem de lei para a sua criação, transformação, fusão, cisão, incorporação, privatização ou extinção; II - dependem de lei para serem criadas subsidiárias, assim como a participação desta em empresas públicas; III - terão seus diretores nomeados pelo Prefeito, sendo obrigatório a declaração pública de bens no ato da posse e do seu desligamento. Art. 112 - Os órgãos da administração direta e indireta ficam obrigados aconstituir Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e, quando assim o exigirem, Comissão de Controle Ambiental, visando a proteção da vida, do meio ambiente e das condições de trabalho dos seus servidores, na forma da lei. Art. 113 - As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. Art. 114 - A administração pública direta, indireta e fundacional do Município obedecerá aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, transparência e também o seguinte: I- os cargos, empregos e funções públicas serão acessíveis aos Brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei; II – a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, ressalvadas as nomeações para cargos em comissão ou funções de confiança exercidos, preferencialmente, por servidores ocupantes de cargo de carreira técnica ou profissional, declarado em lei de livre nomeação e exoneração; III -o prazo de validade do concurso público será de dois anos, prorrogável uma vez por igual período, vedada a estipulação de limite de idade para ingresso por concurso na administração pública, respeitando-se apenas o limite constitucional para aposentadoria compulsória; IV - durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação, aquele que aprovado em concurso público de provas ou der provas e títulos serão convocados com prioridade sobre novos concursados para assumir cargo ou emprego na carreira; V – A Lei estabelecerá os casos de contratações por tempo determinado de um (01) ou (02) anos, para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público, condicionada a admissão à prova de habilitação nas profissões cujos exercícios são regulamentados por lei. (Emenda à Lei Orgânica nº 19, de 13 de dezembro de 2017). Parágrafo Único. As admissões nas empresas de economia mista far-se-ão mediante processo de seleção pública, obedecendo-se rigorosamente a ordem classificatória, assegurada ampla publicidade dos atos do procedimento. (Emenda à Lei Orgânica nº 19, de 13 de dezembro de 2017). VI. - Para fins de preservação da probidade pública e moralidade administrativa, é vedada a admissão e nomeação para cargo, função ou emprego público, de pessoas que incidam nas hipóteses de 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 20 inelegibilidade, previstas na legislação federal. VII - Os servidores ocupantes de cargos em comissão e conselheiros tutelares deverão comprovar por ocasião da nomeação ou admissão, que estão em condições de exercício do cargo ou função, nos termos do inciso VI, bem como ratificar esta condição, anualmente, até 31 de janeiro. VIII - Os ocupantes de cargos em comissão e conselheiros tutelares em exercício deverão comprovar, no prazo de 90 (noventa) dias contados da publicação desta Emenda, que não incidem nos casos de inelegibilidade, sob pena de exoneração. IX - Os empregados públicos e servidores públicos efetivos somente deverão comprovar que não incidem nos casos de inelegibilidades a partir da investidura em novos cargos ou empregos públicos. X - No caso de servidores efetivos, a comprovação das condições de exercício do cargo e função pública, a que se refere o inciso VI, será feita no momento da posse. Art. 115 - É obrigatória a participação de servidores públicos efetivos em Comissão Organizadora ou Examinadora de Concurso Público para acesso em quadro do pessoal na Administração Direta e Indireta. Parágrafo Único - Os membros participantes das Comissões Organizadora e Examinadora de Concurso Público respondem, civil e criminalmente por qualquer infração cometida. Art. 116 - É garantido aos participantes de concurso público acesso a todos os atos realizados após a publicação dos resultados, inclusive para efeito de impugnação. § 1º - Para os efeitos do disposto no caput deste artigo todos os atos realizados para a consecução dos concursos públicos deverão obrigatoriamente ser arquivados pelo período mínimo de três anos. § 2° - A entrevista, parte integrante do concurso público, não terá caráter eliminatório ou peso classificatório maior que dez por cento da pontuação das provas. SEÇÃO II DAS LEIS E DOS ATOS MUNICIPAIS Art. 117 - As leis e atos municipais terão publicidade após a afixação no quadro oficial de avisos do órgão emissor e posterior publicação em jornal local, Diário Oficial do Município ou Semanário Oficial do Município de Sumaré. § 1° - A publicação dos atos normativos pela imprensa, poderá ser resumida. § 2º - Para efeitos de necessidade de conhecimento público, os prazos dos atos junto aos órgãos governamentais, auditorias eletrônicas ou outros, somente produzirão efeitos externos após a afixação na sua íntegra no quadro de avisos do órgão emissor e também disponibilizados no sitio oficial da Prefeitura Municipal de Sumaré na rede mundial de computadores. § 3° - A escolha do órgão de imprensa para a divulgação das leis e atos municipais deverá ser feita por licitação, em que se levará em conta não só as condições de preço, como as circunstâncias de frequência, horário, tiragem e distribuição. Art. 118 - Os atos administrativos de competência do Prefeito devem ser expedidos com observância das seguintes normas: I- Decreto, numerado em ordem cronológica, nos seguintes casos: a) regulamentação de lei; b) instituição, modificação e extinção de atribuições não privativas de Lei; c) abertura de créditos especiais e suplementares até o limite autorizado por lei, assim como de créditos extraordinários; d) declaração de utilidade pública ou necessidade pública, ou de interesse social ou de servidão administrativa; e) aprovação de regulamento ou regimento dos órgãos da administração indireta; f) fixação e alteração dos preços públicos ou tarifas dos serviços prestados pelo Município, concedidos ou autorizados; g) permissão para a exploração de serviços públicos ou uso de bens municipais; h) criação, extinção, declaração ou modificação de direitos dos administrados não privativos de lei; i) normas de efeitos externos não privativos de lei. II - Portaria, nos seguintes casos: a) provimento e vacância de cargos públicos; b) lotação e relotação nos quadros de pessoal; c) abertura de sindicância e processos administrativos e aplicação de penalidades; d) outros atos que, por sua natureza e finalidade, não sejam objeto de lei ou decreto. Parágrafo Único - Poderão ser delegados os atos constantes do item Il deste artigo. 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 21 Art. 119 - Para a perfeita execução de seus serviços, o Município terá entre outros, obrigatoriamente, os seguintes livros: I- Termo de compromisso e posse; II – Declaração pública de bens; III - Atas das Sessões da Câmara; IV - Registro de leis, decretos, resoluções, regulamentos, instruções e portarias; V - Cópia de correspondência oficial; VI - Protocolo, índice de papéis e livros arquivados; VII - Licitações e contratos para obras e serviços; VIII - Contrato de servidores; IX - Contratos em geral; X - Contabilidade e finanças; XI - Concessões e permissões de bens imóveis e de serviços; XII - Tombamento de bens imóveis; XIII - Registro de loteamentos aprovados; XIV - Registros de vias e logradouros públicos; XV - Relação, permanentemente atualizada, dos bens imóveis e veículos do Município. § 1º - Os livros serão abertos, rubricados e encerrados pelo Prefeito e pelo Presidente da Câmara, conforme o caso, ou por funcionário designado para tal fim. § 2º - Os livros referidos neste artigopoderão ser substituídos por fichas ou outro sistema, convenientemente autenticados, garantida a sua perpetuidade para fins de arquivamento. SEÇÃO III DAS CERTIDÕES E DOS DIREITOS DE PETIÇÃO E REPRESENTAÇÃO Art. 120 - Todo cidadão tem direito a receber da administração pública direta e indireta informações de seu interesse particular ou de interesse coletivo e geral, que serão prestadas no prazo de quinze dias úteis, sob pena de responsabilidade da autoridade ou servidor que negar ou retardar a sua expedição. Art. 121 - São a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas: I- Direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder. II - A obtenção de certidões em repartições públicas para a defesa de direitos e esclarecimentos de situação de interesse pessoal. § 1° - As requisições judiciais deverão ser atendidas no mesmo prazo se outro não for fixado pela autoridade judiciária. § 2º - A Certidão relativa ao exercício do cargo de Prefeito será fornecida pelo Presidente da Câmara Municipal. Art. 122 - As reclamações relativas à prestação de serviços públicos serão disciplinadas em lei ordinária. Art. 123 - É assegurado ao munícipe o direito a uma decisão conclusiva quanto às petições e reclamações. SEÇÃO IV DA PUBLICIDADE Art. 124 - A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos, ainda que custeada por entidades privadas, obedecendo os seguintes critérios: I- deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social; II - não poderá conter nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridade ou servidores públicos. Parágrafo Único - A veiculação da publicidade a que se refere este artigo é restrita ao território do Município, exceto aquelas inseridas em órgãos de comunicação impressos de circulação estadual. CAPÍTULO II DOS BENS MUNICIPAIS Art. 125 - Constituem o patrimônio municipal os bens imóveis, móveis e semoventes e os direitos e ações que, a qualquer título, pertençam ou vierem a pertencer ao Município. 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 22 Art. 126 - Compete ao Prefeito a administração dos bens municipais, respeitada a competência da Câmara Municipal quanto àqueles utilizados em seus serviços. Art. 127 - Todos os bens municipais devem ser cadastrados com a identificação respectiva, numerando-se os móveis segundo o que for estabelecido em regulamento e mantendo-se livro tombo com a relação descritiva dos bens imóveis. Art. 128 - A denominação ou alteração dos próprios, ruas, e avenidas municipais dependerão de lei, vedada a atribuição de nomes de pessoas vivas. Art. 129 - A alienação de bens municipais subordinada à existência de interesse público devidamente justificado será sempre precedida de avaliação e obedecerá as seguintes normas: a) quando imóveis, dependerá de autorização legislativa e concorrência pública, dispensada esta nos casos de doação; b) quando móveis, dependerá de licitação, dispensada esta nos casos de doação que será permitida somente para fins assistenciais, ou quando houver interesse público relevante. § 1° - O Município, preferencialmente à venda ou doação de seus bens imóveis, outorgará concessão de direito real de uso mediante prévia autorização legislativa e concorrência. A concorrência poderá ser dispensada por lei, quando seu uso destinar-se a concessionário de serviço público, a entidades assistenciais, ou quando houver relevante interesse público devidamente justificado. § 2° - As áreas urbanas remanescentes e inaproveitáveis para edificação, resultantes de obras públicas ou de modificações de alinhamento, para serem vendidas aos proprietários lindeiros dependerão de prévia avaliação e autorização legislativa, dispensada, porém, a licitação. Art. 130 - A aquisição de bens imóveis por compra ou permuta dependerá de prévia avaliação a ser efetuada por órgão especializado da municipalidade e dependerá de autorização legislativa. Art. 131 - O uso de bens imóveis municipais por terceiros poderá ser feito mediante autorização, concessão ou permissão, conforme o caso e o interesse público exigir, garantindo-se em qualquer hipótese, a preservação do meio ambiente e do patrimônio histórico-cultural. §1° - A autorização, que poderá incidir sobre qualquer bem público, será outorgada para atividades específicas e transitórias, pelo prazo máximo de 90 (noventa) dias, prorrogável por igual período, no máximo uma vez, salvo no caso de formação de canteiro de obra pública, quando, então, corresponderá ao de sua autorização. §2° - A permissão, que poderá incidir sobre qualquer bem público, será outorgada por tempo indeterminado e a título precário, formalizada através de decreto. §3° - A concessão administrativa dependerá de autorização legislativa e licitação formalizando-se mediante contrato. §4° - A lei estabelecerá o prazo de concessão e a sua gratuidade ou remuneração podendo dispensar a licitação no caso de destinatário certo, havendo interesse público manifesto. §5° - A concessão administrativa de bens públicos de uso comum somente pode ser outorgada para finalidades escolares ou de assistência social, mediante autorização legislativa. Art. 132 - Poderão ser cedidos a particular para serviços transitórios, máquinas e operadores da Administração Pública direta e indireta, desde que não haja prejuízo para os trabalhos do Município e o interessado recolha previamente a remuneração arbitrada e assine termo de responsabilidade pela conservação e devolução dos bens recebidos. Parágrafo Único - A cessão de que trata esse artigo, não poderá ser realizada, para uso que não seja dentro do território do Município. Art. 133 - A concessão de direito real de uso sobre bem imóvel do Município dependerá de prévia avaliação, autorização legislativa e licitação. Parágrafo Único - Lei municipal poderá dispensar a licitação quando o uso tiver destinatário certo e em havendo interesse público manifesto. Art. 134 - Reverterão ao Município ao termo da vigência de qualquer concessão para o serviço público local com privilégio exclusivo, todos os bens materiais do mesmo serviço, independentemente de qualquer indenização. 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 23 CAPÍTULO III DAS OBRAS PÚBLICAS Art. 135 - A competência do Município para a realização de obras públicas de interesse local abrange: I-a construção de edifícios públicos; II - a construção de obras e instalações para implantação e prestação de serviços necessários e úteis às comunidades; III - a execução de quaisquer outras obras destinadas a assegurar a funcionalidade e o bom aspecto da cidade, distritos, loteamentos e áreas rurais. Art. 136 - A edificação pública se sujeita às exigências e limitações constantes da regulamentação geral estabelecida pelo Código de Obras do Município e deve integrar-se no plano urbanístico. Parágrafo Único - As construções públicas se destinam a prover o Município das edificações necessárias para a instalação e o funcionamento de suas repartições administrativas e das atividades e serviços necessários ou úteis à população, compreendendo especialmente: 1 - edifícios públicos; 2 - sedes de entidades da administração indireta; 3 - edifícios escolares; 4 - edifícios para hospitais, centros de saúde e posto de saúde; 5 - cemitérios e velórios; 6- mercados, postos de abastecimentos e feiras; 7 - matadouros; 8 - recintos de recreação; 9 - estações e terminais rodoviários. Art. 137 - As obras que constituem atividades públicas específicas do Município, compreendendo equipamentos urbanos e melhoramentos locais destinados a assegurar à comunidademunicipal a realização das funções básicas de habitação, trabalho, recreação e circulação, rege-se pelas normas gerais de urbanismo. Parágrafo Único - Integra-se no planejamento urbanístico municipal as obras referidas no artigo, que abrangem as seguintes realizações de competência do Município: I- obras de viação urbana e rural; II – obras locais de engenharia sanitária; III - obras paisagísticas, estéticas e de arte; IV - obras locais de base de serviços de utilidade pública. Art. 138 - A execução de obras públicas municipais deverá ser sempre precedida de projeto elaborado segundo as normas técnicas adequadas, bem como de acordo com o Plano Diretor. Parágrafo Único - É indispensável a aprovação prévia do projeto pelos órgãos técnicos do Município, Estado e da União, de acordo com a esfera de competência dos mesmos. Art. 139 - As obras públicas poderão ser executadas, diretamente, pela Prefeitura, por suas autarquias e sociedade de economia mista, e, indiretamente, por terceiros, mediante processo licitatório. Art. 140 - As empresas de economia mista, em que o Município for acionista majoritário ficam obrigadas a realizar processo licitatório nos casos de subempreitada de obras, nos termos exigidos em lei para o poder público. Art. 141 - As obras e melhoramentos públicos poderão ser realizados mediante Plano Comunitário, conforme regulamentação em lei. § 1° - A execução das obras e melhoramentos públicos poderá partir da iniciativa dos respectivos proprietários, da própria administração, ou ainda de empresas particulares especializadas. § 2º - Determinada a execução das obras e melhoramentos, serão elaborados os projetos e orçamentos de custos, os quais serão submetidos aos interessados, juntamente com o plano de rateio entre os proprietários dos imóveis beneficiados. § 3º - Os interessados deverão ter prazo fixado para impugnação dos elementos constantes do parágrafo anterior. §4° - Aos não anuentes de Planos Comunitários serão obrigatoriamente cobrados os melhoramentos através de lançamento de contribuição de Melhoria. 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 24 Art. 142 - Caberá ao Poder Executivo a execução direta de obras públicas municipais quando: I- dispondo de órgãos técnicos especializados, estiver em condições de cumprir o cronograma físico- financeiro correspondente ao orçamento aprovado; II - promovida a licitação, não se apresentar licitante. Art. 143 - A administração pública, na realização de obras, não poderá contratar empresas que desatendam as normas relativas à saúde e segurança no trabalho. Art. 144 - O Município poderá realizar obras de interesse comum mediante: a) convênio com o Estado, a União ou entidades particulares; b) consórcio com outros Municípios. Art. 145 - As obras públicas de qualquer esfera de Governo ou das entidades governamentais só poderão ser iniciadas e executadas se observada a legislação municipal pertinente. CAPÍTULO IV DOS SERVIÇOS MUNICIPAIS Art. 146 - No exercício de sua competência para organizar e regulamentar os serviços locais de utilidade pública, o Município procurará assegurar que a prestação deles satisfaça os requisitos de comodidade, conforto e bem-estar dos usuários. § 1º - A regulamentação e fiscalização dos serviços de utilidade pública obedecerão às diretrizes de caracterização precisa e proteção eficaz do interesse público e dos direitos dos usuários, garantindo a: I- generalidade, para que o serviço esteja à disposição de todos os cidadãos; II - eficiência, para que o serviço apresente condições técnicas satisfatórias e sempre atualizadas; III - economicidade, para que o serviço seja prestado pelo menor custo compatível com a sua viabilidade; IV - permanência, para que haja continuidade na prestação do serviço. Art. 147 - O programa de implantação e prestação de serviços de utilidade pública integrar-se-á no plano municipal de obras e serviços. § 1º - No processo de elaboração do programa, partir-se-á da definição de objetivos e prioridades estabelecidos com base na realidade socioeconômica do Município. § 2º - O programa conterá a especificação de quaisquer serviços locais de utilidade pública, classificáveis nas seguintes categorias: 1 - serviços de água e esgoto; 2 - serviços em rede de energia elétrica e iluminação pública; 3 - serviços de transporte coletivo; 4 - serviços funerários; 5 - serviços de limpeza e higiene de vias e logradouros públicos; 6- serviços de abastecimento. Art. 148 - Incumbe ao Poder Público executar diretamente os serviços públicos e de utilidade pública ou realizá-los sob regime de concessão ou permissão, mediante autorização legislativa. § 1º - Quando executar indiretamente, o Poder Executivo regulamentará e fiscalizará os serviços públicos ou de utilidade pública de que trata o caput deste artigo. § 2° - A concessão ou permissão será precedida de processo licitatório, respeitadas as disposições deste Capítulo. § 3º - A prorrogação da concessão ou permissão será permitida através de autorização legislativa. Art. 149 - Os serviços permitidos ou concedidos estão sujeitos a regulamentação e permanente fiscalização por parte do Executivo e podem ser retomados quando não mais atendam aos fins ou as condições do contrato, sendo vedado quaisquer alterações contratuais, sem autorização legislativa, nos cento e oitenta (180) dias que antecederem a posse de nova administração, estendendo-se a vedação inclusive aos contratos de fornecimento, prestação de serviços e afins, que apresentarem vínculos expressos ou subjetivos da contratação principal. Parágrafo Único - Os serviços permitidos ou concedidos quando prestados por particulares, não serão subsidiados pelo Município. 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 25 Art. 150 - O não cumprimento dos encargos trabalhistas, bem como das normas de higiene e de segurança no trabalho, pelas prestadoras de serviços públicos, importará em rescisão do contrato sem direito a indenização. Art. 151 - Lei específica disporá sobre: I- o regime das empresas concessionárias e permissionárias de serviços públicos ou de utilidade pública, o caráter especial de seu contrato e de sua prorrogação e as condições de caducidade, fiscalização e rescisão da concessão ou permissão; II – os direitos dos usuários; III - a política tarifária; IV - a obrigação de manter serviço adequado; V - as reclamações relativas às prestações de serviços públicos ou de utilidade pública. Art. 152 - A lei assegurará o controle popular na prestação dos serviços públicos municipais. Parágrafo Único - As pessoas responsáveis pela prestação de serviço público, sempre que solicitadas pelos órgãos públicos, sindicatos ou associações de usuários, prestarão, no prazo fixado em lei, informações detalhadas sobre os planos, projetos, programas, investimentos, custos, desempenho e demais aspectos pertinentes à sua execução, sob pena de responsabilidade. CAPÍTULO V DAS LICITAÇÕES Art. 153 - Ressalvados os casos especificados na legislação, as obras, serviços, aquisições e alienações serão contratadas mediante processo de licitação pública que: I- assegure igualdade de condições a todos os concorrentes, com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento, mantidas as condições efetivas da proposta, nos termos da lei; II - permita somente exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações. Parágrafo Único - O Município deverá observar as normas gerais de licitação e contratação editadas pela União e as específicas constantes de lei estadual. Art. 154 - As licitações de obras e serviços públicos deverão ser procedidas da indicação do local ondeserão executados e do respectivo projeto técnico, que permita a definição precisa de seu objetivo e previsão de recursos orçamentários, sob pena de invalidade da licitação. Parágrafo Único - Na elaboração do projeto deverão ser atendidas as exigências de proteção do patrimônio histórico - cultural e do meio ambiente. Art. 155 - As concorrências para a concessão de serviço público deverão ser precedidas de ampla publicidade, mediante edital ou comunicado resumido em imprensa de circulação estadual. Art. 156 - A publicidade das concorrências será assegurada pela publicação de notícia resumida de sua abertura, no Diário Oficial do Estado e na imprensa local, e para as Tomadas de preço, a publicação na imprensa local, bem como pela comunicação às respectivas entidades de classe. Art. 157 - Relatório resumido de todas as modalidades de licitação realizadas durante o mês será encaminhado ao Poder Legislativo até o dia 20 do mês subsequente. Art. 158 - Nenhuma compra será feita sem a adequada caracterização de seu objeto e indicação dos recursos financeiros para seu pagamento. CAPÍTULO VI. DOS SERVIDORES MUNICIPAIS Art. 159 - O município estabelecerá regime jurídico único para todos os servidores da administração direta e indireta, através de lei, em estatuto próprio que disporá sobre direitos, deveres e regime disciplinar, assegurados os direitos adquiridos. Parágrafo Único - Aplica-se aos servidores a que se refere este artigo, o disposto no artigo 7°, IV, V, VI, VII, VIII, IX, X, XII, XIII, XIV, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XXII, XXIII, XXVIII, XXX, da Constituição Federal. 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 26 Art. 160 - O município deverá instituir planos de carreira para os servidores da administração pública direta e indireta, mediante lei. Parágrafo Único - Os servidores municipais que integram o quadro do Magistério Municipal serão regidos por estatuto próprio inerente ao exercício de suas funções, garantidos todos os direitos dos demais servidores. Art. 161 - Lei fixará a relação de valores entre a maior e a menor remuneração dos servidores públicos da Administração direta e indireta, observado como limite máximo os valores percebidos em espécie pelo Prefeito. Art. 162 - É vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto quando houver compatibilidade de horários, nos seguintes casos: I - a de dois cargos de professor; II - a de um cargo de professor com outro técnico ou científico; III -a de dois cargos privativos de médico; Parágrafo Único - A proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias, empresas públicas, sociedades de economia mista e fundações mantidas pelo Poder Público. Art. 163 - Os acréscimos pecuniários por servidor público não serão computados nem acumulados para fins de concessão de acréscimos ulteriores, sob o mesmo título ou idêntico fundamento. Art. 164 - Os cargos públicos serão criados por lei, que fixará sua denominação, padrão de vencimento, condições de provimento e indicará os recursos pelos quais serão pagos seus ocupantes. Parágrafo Único - A criação e extinção dos cargos da Câmara, bem como a fixação e alteração de seus vencimentos dependerão de projeto de lei de iniciativa da Mesa. Art. 165 - A primeira investidura em cargo ou emprego público depende sempre de aprovação prévia em concurso público de provas e de provas e títulos, ressalvadas as nomeações para cargos em comissão, de livre nomeação e exoneração, nos termos desta lei. Art. 166 - Lei assegurará aos servidores da administração direta e indireta isonomia de vencimentos para cargos, empregos e atribuições iguais ou assemelhados do mesmo Poder, ou entre servidores dos poderes Executivo e Legislativo, ressalvadas as vantagens de caráter individual e as relativas à natureza ou ao local de trabalho. Art. 167 - São estáveis, após três anos de efetivo exercício, os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público. § 1° - O servidor público estável só perderá o cargo em virtude de: I- sentença judicial transitada em julgado; II - mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa; III - mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma da lei, assegurada a ampla defesa. § 2º - Invalidada por sentença judicial a demissão de servidor estável será ele reintegrado, e o eventual ocupante da vaga, se estável, reconduzido ao cargo de origem, sem direito a indenização, aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de serviço. § 3° - Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade o servidor estável ficará em disponibilidade, com remuneração proporcional ao tempo de serviço, até seu adequado aproveitamento em outro cargo. § 4° - Como condição para aquisição da estabilidade, é obrigatória a avaliação especial de desempenho por comissão instituída para essa finalidade. Art. 168 - As vantagens de qualquer natureza só poderão ser concedidas por lei e quando atendam efetivamente ao interesse público e às exigências de serviços. Art. 169 - Ao servidor público municipal é assegurado o recebimento de adicional por tempo de serviço, sempre concedido por quinquênio, bem como a sexta-parte dos vencimentos integrais concedidas após 25 (vinte e cinco) anos de efetivo exercício, que incorporar-se-ão aos vencimentos para todos os efeitos. Art. 170 - Nenhum servidor poderá ser Diretor ou integrar conselho de empresa fornecedora, ou que realize qualquer modalidade de contrato com o Município, sob pena de demissão do serviço público. 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 27 Art. 171 - É vedada a participação dos servidores públicos municipais no produto da arrecadação de tributos, multas, inclusive os da Dívida Ativa, a qualquer título. Art. 172 - Todos os atos relativos à vida funcional dos servidores públicos municipais serão obrigatoriamente publicados em meios de comunicação utilizados para os Atos da Administração Municipal. Art. 173 - O vencimento, as vantagens ou qualquer parcela remuneratória pagos com atraso deverão ser corrigidos monetariamente, de acordo com os índices oficiais aplicáveis à espécie. Art. 174 - Fica assegurada aos servidores públicos a percepção de licença-prêmio por quinquênio quando afastado por motivo de doença, conforme regulamentação em lei. Art. 175 - A Administração Pública Municipal promoverá o aperfeiçoamento profissional, a atualização e a reciclagem dos conhecimentos técnicos de seus servidores, através de cursos periódicos ministrados por profissionais especializados. Art. 176 - É assegurado ao servidor municipal a livre associação sindical. Art. 177 - A associação de servidores ou sindicato servidores gozarão de adequada proteção, nos termos desta Lei Orgânica, contra todo ato de ingerência de qualquer autoridade pública em sua constituição, funcionamento ou administração. § 1° - A Associação de Servidores e Sindicato são órgãos representativos dos servidores públicos nas negociações diretas com a administração pública direta, empresas públicas, sociedades de economia mista, fundações e autarquias, visando principalmente o estabelecimento de condições de trabalho, por meio de acordo ou convenção coletiva, sendo obrigatória à participação da Associação ou Sindicato nas referidas negociações. § 2º - É vedada a demissão de servidor a partir do registro de sua candidatura a cargo de direção ou representação na Associação ou sindicato, e, se eleito, ainda que suplente, até um ano após o final do mandato, salvo se cometer falta grave, nos termos desta Lei. § 3º - Os servidores públicos gozarão de proteção adequadacontra todo ato de discriminação antiassociativa ou sindical em relação ao desempenho de suas funções. Art. 178 - Fica garantido o direito ao afastamento das funções inerentes ao cargo público que ocupam junto da Prefeitura, da Câmara Municipal de Sumaré ou da Autarquia Municipal, a pelo menos três membros da Diretoria Executiva da A.S.M.S. Associação dos Servidores Municipais de Sumaré, e três membros da Diretoria do SINDISSU - Sindicato dos Servidores e Funcionários Públicos e dos Trabalhadores em Empresas de Economia Mista Municipal de Sumaré, pelo tempo em que durar os respectivos mandatos, assegurado o recebimento dos vencimentos integrais do cargo ou função, bem como das vantagens adquiridas, nos termos da lei. Parágrafo Único - A indicação de que trata o caput do artigo será feita pelo Presidente da entidade da qual faz parte o membro eleito. Art. 179 - O tempo de mandato eletivo exercido em cargo de Associação Representativa ou Sindicato da Categoria será contado para todos os efeitos. Art. 180 - É assegurada à Associação de Servidores e ou Sindicato dos Servidores Municipais os descontos em folhas de pagamento de seus associados, dos valores monetários, sendo os mesmos, repassados imediatamente às respectivas entidades. Parágrafo Único - Ocorrendo o atraso por mais de 05 (cinco) dias, ou o não repasse desses valores, os mesmos serão corrigidos monetariamente de acordo com os índices oficiais aplicáveis à espécie, mais juros de mora, até a efetiva liquidação. Art. 181 - É assegurado o direito de greve aos servidores públicos municipais, nos termos do inciso VII do artigo 37 da Constituição Federal. Art. 182 - O servidor será aposentado conforme regras constitucionais. Art. 183 - O Município estabelecerá, através de lei, o regime previdenciário dos seus servidores. 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 28 Art. 184 - Aos servidores aposentados ou pensionistas por outro regime previdenciário que não o municipal, será assegurada uma complementação de aposentadoria proporcional ao tempo de serviço prestado para a municipalidade, nos termos da lei. Art. 185 - Ao servidor público no exercício de mandato eletivo aplicar-se-á o disposto do Art. 38 e incisos da Constituição da República. Art. 186 - Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade de bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação prevista em lei, sem prejuízo da ação penal cabível. Art. 187 - O valor monetário dos salários, vencimentos, proventos e pensões dos servidores e pensionistas da administração direta e indireta deverão ser corrigidos de forma periódica, em conformidade com o inciso X do artigo 37 da Constituição Federal, adotando-se, preferencialmente os índices oficiais da inflação, ressalvadas as disposições legais e convencionais. Art. 188 - A lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para pessoas portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão. Art. 189 - Ao servidor público que tiver a sua capacidade de trabalho reduzida em decorrência de acidente de trabalho ou doença no trabalho será garantida a transferência para locais ou atividades compatíveis com a situação, sem perda de nenhuma espécie. Art. 190 - É obrigatória a fixação de quadro de lotação numérica de cargos e funções, sem o que não será permitida a nomeação ou contratação de servidores. Parágrafo Único - A lei que objetivar transformar cargos e funções deverá respeitar o grau de escolaridade exigida para o cargo original no caso de a transformação exigir para o preenchimento do cargo transformado nível de escolaridade superior, dispensando, neste caso, a prestação de novo concurso. Art. 191 - É assegurada a liberdade de filiação político-partidária aos servidores municipais. Art. 192 - É assegurada a participação de funcionários públicos na gerência de fundos e entidades para as quais contribui, após a regularização em lei. Art. 193 - Os servidores públicos municipais terão direito a licença maternidade de 180 dias, mediante inspeção médica, com vencimentos ou remuneração integrais. § 1º - Salvo prescrição médica em contrário a licença será concedida a partir do oitavo mês de gestação. § 2° - Ocorrido o parto sem que tenha sido ocorrido a licença, será concedida mediante apresentação da certidão de nascimento e revigorará a partir da data do evento, podendo retroagir até 15 (quinze) dias. § 30 - No caso de natimorto, será concedida a licença para tratamento de saúde, a critério médico. §4° - Durante a licença maternidade a servidora não poderá exercer qualquer atividade remunerada e a criança não poderá ser mantida em creche ou organização similar, sob pena de suspensão da licença e respectiva remuneração. § 5° - A licença maternidade será concedida a servidora pública que adorar uma criança ou obtiver a guarda judicial para fins de adoção, conforme os seguintes requisitos: I- se a criança tiver até 02 (dois) meses de idade, 180 dias: II – de dois meses a um ano de idade, 120 dias; III – de um ano a quatro anos de idade, 60 dias; IV – de quatro a oito anos de idade, 30 dias. §6° - A licença paternidade dos servidores públicos do Município de Sumaré, será de 15 dias, contados a partir da data de nascimento, adoção ou da obtenção da guarda judicial da crianças, sejam elas recém- nascidas ou de até oito anos de idade. Art. 194 - O Município concederá licença para o servidor municipal para atendimento de parentes até primeiro grau, mediante comprovação por atestado médico indicando a gravidade da doença, apresentado ao Serviço Médico Municipal e com atendimento da Assistência Social da Prefeitura, nos termos da lei. 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 29 Art. 195 - É assegurado à servidora municipal gestante a mudança de função, nos casos em que houver recomendação médica, sem prejuízo de seus vencimentos ou salários e demais vantagens do cargo ou função. Art. 196 - O município permitirá a seus servidores, na forma da lei, a conclusão de cursos em que estejam inscritos ou em que venham a inscrever-se, desde que possa haver compensação de horário com a prestação do serviço público. Art. 197 - É assegurado a todos os servidores municipais o direito ao vale-transporte, conforme dispõe Lei federal. Art. 198 – O Município de Sumaré, no limite se suas atribuições, não proverá por via de nomeação ou contratação, os cargos públicos municipais em comissão disponíveis em sua estrutura, ou que venham a ser criados, por pessoas que ostentem a condição de cônjuge, companheiro(a) e parentesco por consanguinidade, afinidade ou civil, conforme a definição do Código Civil e limitado ao 3° (terceiro) grau, com o(a) Prefeito(a) Municipal, os(as) Secretários(as) Municipais, os(as) Vereadores(as) bem como com os(as) Presidentes ou titulares de cargos equivalentes de igual nível hierárquico das Autarquias, Fundações, Empresas Públicas ou Sociedades de Economia Mista instituídas ou mantidas pelo Poder Público Municipal. §1º - O ocupante de cargo de provimento em comissão, de livre nomeação e exoneração, no caso de nomeação superveniente de parente para os cargos nomeados do “caput" será exonerado. § 2 º - O disposto no parágrafo anterior não se aplica se o nomeado superveniente for servidor de carreira e o seu parente não estiver subordinado diretamente a ele. TÍTULO IV DA TRIBUTAÇÃO, DAS FINANÇAS E ORÇAMENTOS CAPÍTULO I DO SISTEMA TRIBUTÁRIO MUNICIPAL SEÇÃO I DOS PRINCÍPIOS GERAIS Art. 199 - A receita pública será constituída por tributos, preços e outros ingressos. Parágrafo Único - Os preços públicos serão fixados pelo Executivo. Art.200 - Compete ao Município instituir: I - os impostos previstos nesta Lei Orgânica e outros que venham a ser de sua competência; II – taxas em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização efetiva ou potencial, de serviços públicos de sua atribuição, específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou posto a sua disposição; III - contribuição de melhoria decorrente de obras públicas; V - contribuição cobrada de seus servidores para custeio, em benefício destes, de sistemas de previdência e assistência social. § 1º - Os impostos, sempre que possível, terão caráter pessoal e serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte, facultado a administração tributária, especialmente para conferir efetividade a esses objetivos, identificar, respeitados os direitos individuais e nos termos da lei, o patrimônio, os rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte. § 2º - As taxas não poderão ter base de cálculo própria dos impostos. Art. 201 - Fica o Município autorizado a emitir Títulos do Tesouro Municipal, resgatáveis e remunerados segundo as normas pertinentes ao mercado financeiro, bem como disposição em Legislação Federal. SEÇÃO II DOS IMPOSTOS DO MUNICÍPIO Art. 202 - Compete ao Município instituir imposto sobre: I- propriedade predial e territorial urbana; II – transmissão “intervivos”, a qualquer título, por ato oneroso: a) dos bens imóveis, por natureza ou acessão física; b) de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia; c) cessão de direitos a aquisição de imóveis. III - vendas a varejo de combustível líquido e gasoso, exceto óleo diesel; IV - serviços de qualquer natureza não compreendidos na competência estadual, definidos em lei. § 1º -imposto previsto no inciso l poderá ser progressivo, nos termos da lei, de forma a assegurar o 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 30 cumprimento da função social da propriedade. § 2º - O imposto previsto no inciso II: a) não incide sobre a transmissão de bens ou direitos incorporados ao patrimônio de pessoas jurídicas em realização de capital, nem sobre a transmissão de bens ou direitos decorrentes de fusão, incorporação, cisão ou extinção de pessoa jurídica, salvo se, nesses casos, a atividade preponderante do adquirente for a compra e venda desses bens ou direitos, locação de imóveis ou arrendamento mercantil; b) compete ao Município de Sumaré quando o bem estiver situado em seu território. Art. 203 - O Município concederá isenção do imposto predial e territorial a: a - Em definitivo aos proprietários de um único imóvel residencial de até 80 (oitenta) metros quadrados e de posse de seu respectivo habite-se e desde que o mesmo seja destinado para sua moradia; b - Pelo prazo de 05 (cinco) anos aos imóveis construídos com destinação residencial, com metragem de até 100 (cem) metros quadrados, concedida após a obtenção do habite-se; c - As pessoas jurídicas, de natureza assistencial, instaladas no município que tenham como objetivo o amparo à criança, ao deficiente e ao idoso, sem fins lucrativos e que sejam declaradas de utilidade pública. SEÇÃO III DA PARTICIPAÇÃO DO MUNICÍPIO NAS RECEITAS TRIBUTÁRIAS Art. 204 - Pertence ao município: I- o produto da arrecadação do imposto da União sobre renda e proventos de qualquer natureza, incidente na fonte sobre rendimentos pagos, a qualquer título, por ele, suas autarquias e fundações que institua ou mantenha; II - cinquenta por cento do produto da arrecadação do imposto da União sobre a propriedade territorial rural, relativamente aos imóveis nele situados; III - cinquenta por cento do produto da arrecadação do imposto do Estado sobre a propriedade de veículos automotores licenciados em seu território; IV - vinte e cinco por cento do produto da arrecadação do imposto do Estado sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre a prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. § 1º - As parcelas de receita pertencentes ao Município mencionadas no inciso IV serão creditadas conforme os seguintes critérios: a) três quartos, no mínimo, na proporção do valor adicionado nas operações relativas à circulação de mercadorias e nas prestações de serviços, realizadas em seu território; b) até um quarto, de acordo com o que dispuser lei estadual. § 2º - Para fins do disposto no parágrafo 1°, "a", deste artigo, lei complementar federal definirá valor adicionado. Art. 205 - A União entregará vinte e dois inteiros e cinco décimos do produto da arrecadação dos impostos sobre a renda e proventos de qualquer natureza e sobre produtos industrializados ao Fundo de Participação dos Municípios. Art. 206 - O Estado entregará ao Município vinte e cinco por cento dos recursos que receber da União, a título de participação no Imposto sobre Produtos Industrializados, observados os critérios estabelecidos no art. 158, parágrafo único, I e II da Constituição federal. Art. 207 - O município divulgará, até o último dia do mês subsequente ao da arrecadação, o montante de cada um dos tributos arrecadados, os recursos recebidos, os valores de origem tributária entregues e a entregar e a expressão numérica dos critérios de rateio. CAPÍTULO II DAS FINANÇAS PÚBLICAS Art. 208 - A despesa de pessoal ativo e inativo ficará sujeita aos limites estabelecidos no Art. 38 e parágrafo único das Disposições Transitórias, enquanto não regulamentado por Lei Complementar o Art. 169 da Constituição Federal. Parágrafo Único - A concessão de qualquer vantagem ou aumento de remuneração, a criação de cargos ou a alteração de estrutura de carreiras, bem como a admissão de pessoal, a qualquer título, pelos órgãos e entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas ou mantidas pelo 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 31 Poder Público, só poderão ser feitas: I- se houver prévia dotação orçamentária suficiente para atender às projeções de despesa de pessoal e aos acréscimos dela decorrentes; II - Se houver autorização específica na lei de diretrizes orçamentárias, ressalvadas as empresas públicas e as sociedades de economia mista. Art. 209 - O poder Executivo publicará e enviará ao legislativo, até 30 (trinta) dias após o encerramento de cada bimestre, relatório resumido da execução orçamentária. Art. 210 - O numerário correspondente às dotações orçamentárias do Poder Legislativo, compreendidos os créditos suplementares e especiais sem vinculação a qualquer tipo de despesa, será entregue em duodécimos até o dia 20 (vinte) de cada mês em cotas estabelecidas na programação financeira, com participação percentual nunca inferior à estabelecida pelo Poder Executivo para seus próprios órgãos. Art. 211 - A Administração Pública Direta e Indireta enviará ao poder Legislativo, até o dia 25 do mês subsequente, relatório resumido dos empenhos prévios de despesas realizados no mês. Art. 212 - O movimento de caixa do dia anterior será publicado diariamente, por edital afixado no edifício da Prefeitura e da Câmara. Art. 213 - O balancete relativo à receita e despesa do mês anterior será encaminhado à Câmara e publicado mensalmente até o dia vinte, mediante edital afixado no edifício da Prefeitura e da Câmara, conforme o caso. Parágrafo Único - Existindo órgão de publicação oficial do Município, o balancete mensal será nele publicado. Art. 214 - As disponibilidades financeiras serão depositadas ou aplicadas em instituições financeiras oficiais do Estado ou da União. CAPÍTULO III DO PLANO PLURIANUAL, DAS DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS E DA LEI DE ORÇAMENTOS SEÇÃO I DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 215 - Leis de iniciativa do executivo estabelecerão, com observânciados preceitos da Constituição Federal, Lei Federal n° 4320/64, Lei Complementar no 101/2000, determinações da Secretaria do Tesouro Nacional e desta lei: I- o plano plurianual; II - as diretrizes orçamentárias; III - os orçamentos anuais. Art. 216 - Os projetos relativos ao plano plurianual, as diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais, bem como suas emendas, serão apreciados pela Câmara Municipal. § 1º - As emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que o modifiquem serão admitidas desde que: I- sejam compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias; II - indiquem os recursos necessários, aceitos apenas os provenientes da anulação de despesa, excluídas as que incidam sobre: a) dotação para pessoal e seus encargos; b) serviço da dívida; III - relacionadas: a) com a correção de erros ou omissões; b) com os dispositivos do texto do projeto de lei; § 2º - As emendas ao projeto de lei de diretrizes orçamentárias não poderão ser aprovadas quando incompatíveis com o plano plurianual. § 3º - O Prefeito poderá enviar mensagem à Câmara municipal para propor modificações nos projetos a que se refere o artigo, enquanto não iniciada, na comissão competente, a votação da parte cuja alteração é proposta. § 4° - Aplica-se aos projetos mencionados neste artigo, no que não contrariar o disposto neste capítulo, as demais normas relativas ao processo legislativo. 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 32 SEÇÃO I DO PLANO PLURIANUAL Art. 217 - O planejamento governamental possibilitará ampla participação da sociedade e o Plano plurianual identificará, de forma regionalizada, quando couber: I- os principais problemas a enfrentar e oportunidades a explorar; II as ações a executar e as entidades públicas responsáveis; III - os objetivos e metas a alcançar; IV - o financiamento do plano e medidas necessárias para obtê-lo; V - os incentivos públicos a usar e seus efeitos na receita e despesa pública; VI - em quadros sintéticos os aspectos globais, setoriais e regionais, quando Couber, dos dispêndios e das fontes de financiamento; VII - os cenários considerados para o possível desenvolvimento do plano; VIII - outros aspectos que o Executivo considere conveniente para uma melhor apreciação e análise por parte do Legislativo. Parágrafo Único - O plano plurianual do município tratará de compatibilizar-se com planos Plurianuais do Estado e da União no que se refere aos planos e programas previstos e destinados ao município. Art. 218 - O Plano Plurianual será elaborado pelo poder Executivo e encaminhado ao Poder Legislativo até 31 de agosto do seu primeiro ano de mandato. Art. 219 - O Poder Executivo estabelecerá as normas, orientações e prioridades para a elaboração do Plano Plurianual, inclusive os prazos para o recebimento de propostas parciais, servindo-se de base para a elaboração das diretrizes Orçamentárias referentes ao exercício do governo. Art. 220 - O Plano Plurianual deverá abranger um período continuado que compreenda, inclusive o primeiro exercício financeiro do mandato subsequente. Parágrafo Único - O Plano Plurianual poderá ser alterado ou atualizado a qualquer tempo, mediante lei de iniciativa do poder Executivo. Art. 221 - Na elaboração do Plano Plurianual serão adotadas as classificações do orçamento anual para explicitar objetivos, metas, ações e recursos financeiros de forma agregada. Art. 222 - O Plano Plurianual compreenderá a totalidade das ações e recursos das entidades das administrações direta e indireta, inclusive as fundações, empresas públicas, e ressaltará as ações orientadas à solução dos problemas prioritários e à exploração das oportunidades mais importantes. Art. 223 - Mensagem do poder Executivo encaminhando ao Poder Legislativo o Projeto de Lei de Plano Plurianual do Governo justificará as prioridades para os problemas e as ações estabelecidas, os recursos previstos e as formas de financiá-los. Parágrafo Único - Acompanharão o Projeto de Lei de Plano Plurianual as informações previstas no artigo 217 desta lei. SEÇÃO III DAS DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS Art. 224 - Anualmente, até o dia 15 de abril, o Poder Executivo encaminhará ao Poder Legislativo projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para o exercício financeiro subsequente, explicando as prioridades e metas da respectiva administração pública estabelecidas no Plano Plurianual e ajustadas conforme as possibilidades previstas, bem como disporá sobre as alterações na legislação tributária. Art. 225 - O Projeto de lei de diretrizes Orçamentárias poderá propor alterações à Lei do Plano Plurianual, indicando as mudanças para os anos seguintes. Art. 226 - Mensagem encaminhando à apreciação do Poder Legislativo o poder de Lei de Diretrizes Orçamentárias informará e justificará: I- a política orçamentária proposta; II – a receita arrecadada no exercício anterior, reestimativa da arrecadação do ano corrente e estimativa para o exercício a ser orçado; III - a despesa executada no exercício anterior, comparada com a autorizada no ano corrente e a estimativa para o exercício seguinte; 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 33 IV - outros elementos esclarecedores que a critério do Poder Executivo possam orientar a apreciação do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias pelo poder Legislativo. Art. 227 - O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias fixará: I- as diretrizes gerais para a elaboração do orçamento para o exercício financeiro seguinte tendo em conta a Lei do Plano Plurianual e os ajustes propostos; II – a política a ser adotada para o financiamento e os gastos públicos visando à consecução dos objetivos gerais, a solução dos problemas específicos e o aproveitamento das oportunidades indicadas no Plano Plurianual e em seus ajustes; III - diretrizes específicas relativas ao orçamento fiscal das administrações direta e indireta; IV - as previsões de alterações na legislação tributária e de incentivos fiscais a constarem de legislação específica e seu efeito no funcionamento e na despesa orçamentária. Art. 228 - As previsões de alterações na legislação do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentária do Município deverão ser apreciadas de acordo com o previsto no art. 166 e parágrafos da Constituição Federal, devendo sua votação estar concluída até o dia 30 de junho. Art. 229 - As estimativas de receita, as previsões de despesas e as prioridades e metas estabelecidas na Lei de Diretrizes Orçamentárias poderão ser ajustadas pelo poder Executivo no Projeto de Lei de Orçamento Anual, desde que justifiquem as modificações propostas. SEÇÃO IV DOS ORÇAMENTOS Art. 230 - A Lei Orçamentária Anual compreenderá: I- o orçamento fiscal referente aos fundos, órgãos e entidades das administrações direta e indireta, inclusive as fundações instituídas ou mantidas pelo Município; II -o orçamento de investimento das empresas em que o Município, direta ou indiretamente, detenha maioria do capital social com direito a voto; III - o orçamento de seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados, das administrações direta e indireta, bem como os fundos e fundações instituídas ou mantidas pelo município. § 1º - O Projeto de Lei Orçamentária será acompanhado de demonstrativo dos efeitos decorrentes de isenções, anistia remissões, subsídios e benefícios de natureza financeira, tributária e creditícia. § 2° - A lei Orçamentária Anual não conterá dispositivos estranhos à previsão de receita e à fixação de despesas, não se incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos suplementares e contratação de operação de crédito, ainda que por antecipaçãode receita, nos termos da lei. Art. 231 - São vedados: I- o início de programas, projetos e atividades não incluídas na Lei Orçamentária Anual; II - a realização de despesas ou assunção de obrigações diretas que excedam os créditos orçamentários ou adicionais: III - a realização de operações de crédito que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pela Câmara Municipal por maioria absoluta; V - a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas a repartição do produto da arrecadação dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159 da Constituição Federal, a destinação de recursos para ações e serviços públicos de saúde, para manutenção e desenvolvimento do ensino e para realização de atividades da administração tributária, como determinado, respectivamente, pelos arts. 198, § 2º, 212 e 37 XXII da Constituição Federal, e a prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita, previstas no art. 165, § 8º, bem como o disposto no § 4º do art. 167 da Constituição Federal; V - a abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autorização legislativa e sem indicação dos recursos correspondentes; VI - a transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de programação para outra ou de um órgão para outro, sem prévia autorização legislativa; VII - a concessão ou utilização de créditos ilimitados; VIII - a utilização, sem autorização legislativa específica de recursos dos orçamentos fiscal e da seguridade social para suprir necessidades ou cobrir "déficit" de empresas, fundações ou fundos; IX - a instituição de fundos de qualquer natureza, sem prévia autorização legislativa; X- a utilização dos recursos provenientes das contribuições sociais de que trata o art. 195, I, a, e, II, 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 34 da Constituição Federal, para a realização de despesas distintas do pagamento de benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. 201 da Constituição Federal; § 1° - Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro poderá ser iniciado sem prévia inclusão no plano plurianual, ou sem lei que autorize a inclusão, sob pena de crime de responsabilidade. § 2° - Os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro em que forem autorizados, salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos 4 (quatro) meses daquele exercício, caso em que, reabertos nos limites dos seus saldos, serão incorporados ao orçamento do exercício financeiro subsequente. § 3° - A abertura de crédito extraordinário somente será admitida para atender as despesas imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública, observado o disposto no art. 62 da Constituição Federal; § 4° - É permitida a vinculação de receitas próprias geradas pelos impostos a que se referem os arts. 155 e 156 da Constituição Federal, e dos recursos de que tratam os arts. 157, 158 e 159, I, a e b, e Il da Constituição Federal, para prestação de garantia ou contra garantia à União e para pagamentos de débitos para com esta. Art. 232 - Não poderão ser fixadas despesas sem que estejam definidas as fontes de recursos. Art. 233 - O Prefeito enviará à Câmara Municipal, até o dia 30 de setembro de cada ano, o projeto de Lei Orçamentária para o exercício seguinte. TÍTULO V DA ORDEM ECONÔMICA CAPÍTULO I DOS PRINCÍPIOS GERAIS Art. 234 - O Município dispensará às microempresas, as empresas de pequeno porte aos micros e pequenos produtores rurais, assim definidos em lei, tratamento jurídico diferenciado visando incentivá-los pela simplificação de suas obrigações administrativas, tributárias, ou pela eliminação ou redução destas, por meio de lei. Parágrafo Único - As microempresas e empresas de pequeno porte constituem categorias econômicas diferenciadas apenas quanto às atividades industriais, de prestação de serviços e de produção rural, a que se destinam. Art. 235 - O Município apoiará e estimulará o cooperativismo e outras formas de associativismo. Art. 236 - Compete ao Município estimular a descentralização geográfica das atividades de produção de bens e serviços visando ao desenvolvimento equilibrado das regiões. Art. 237 - O Município, de acordo com as respectivas diretrizes de desenvolvimento urbano e rural, criará e regulamentará zonas ou distritos industriais, obedecendo aos critérios estabelecidos pelo Estado, e mediante lei Municipal. Parágrafo Único - O Município incentivará todas as indústrias que desenvolvem suas atividades em áreas residenciais, centrais ou periféricas, a sua relocação para os distritos industriais. CAPÍTULO II DA UTILIZAÇÃO DO SOLO URBANO Art. 238 - A política de desenvolvimento urbano, executada exclusivamente pelo Poder Público Municipal, conforme diretrizes gerais fixadas em Lei, tem como objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus habitantes assegurando: I- a preservação, proteção e recuperação do meio ambiente urbano e cultural; II - a observância das normas urbanísticas, de segurança, higiene e qualidade de vida; III - a criação e manutenção de áreas de especial interesse histórico, urbanístico, ambiental, turístico e de utilidade pública; IV - a participação da sociedade civil e das entidades de classe legalmente constituídas, no estudo, encaminhamento e soluções dos problemas, planos, programas e projetos que lhe sejam concernentes, seja por meio dos Conselhos Municipais, Conferência das cidades e/ou por Audiências Públicas; V- as áreas definidas em projeto de loteamento como áreas verdes ou institucionais não poderão ter alterados sua destinação, fins e objetos originalmente estabelecidos; VI - a restrição à utilização de áreas de riscos geológicos. 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 35 Art. 239 - O Plano Diretor, obrigatório, aprovado pela Câmara Municipal, é o instrumento básico da política de desenvolvimento e de expansão urbana, devendo considerar a totalidade do território Municipal. § 1º - o estabelecimento de normas sobre zoneamento, loteamento, parcelamento, uso e ocupação do solo, índices urbanísticos, proteção ambiental e demais limitações administrativas pertinentes serão regidos em conformidade com as diretrizes do Plano Diretor. § 2° - A Lei de Zoneamento urbano, somente poderá ser alterada duas vezes em cada ano, uma em cada semestre. § 3° - A vedação prevista no parágrafo anterior aplica-se, tão somente, às alterações gerais, não sendo vedadas as alterações específicas e aplicáveis a situações particulares, que não desnaturem a Lei de Zoneamento. Art. 240 - Estão sujeitos às normas ínsitas nesta Lei todos os órgãos municipais da Administração Direta e Indireta. CAPÍTULO III DA HABITAÇÃO Art. 241 - A casa própria é direito do cidadão, devendo a atividade governamental estar voltada para garanti-la, bem como para prevenir, superar a sub habitação e o favelamento. Art. 242 - Incumbe ao Município, objetivando a solução da carência habitacional, a construção de moradias populares e a dotação de condições habitacionais e de saneamento básico, utilizando-se de recursos orçamentários próprios ou oriundos de financiamentos, convênios entre outras modalidades de recursos. Parágrafo Único - O atendimento da demanda social por moradias populares poderá realizar- se através de: I- transferência de direito de propriedade e cessão de direito de uso de moradia construída; II - incentivos à formação de cooperativa popular de habitação; III – formação de programas habitacionais pelosistema de mutirão e autoconstrução; IV - garantia de projeto padrão para a construção de moradias populares; V - assessoria técnica gratuita à construção de moradia popular; VI - regularização fundiária e urbanização específica para áreas ocupadas por população de baixa renda. Art. 243 - Para planejar e executar a atuação dos poderes municipais segundo os objetivos acima propostos é criado o Fundo municipal de Habitação, cuja lei regulamentará e estabelecerá o percentual do orçamento a ser aplicado. Parágrafo Único –O Conselho Gestor do Fundo Municipal de Habitação será composta nos termos da lei, assegurada a participação popular dos diversos setores da sociedade, dos movimentos de moradia, da Câmara Municipal e do Poder Executivo. Art. 244 - Ao Fundo Municipal de Habitação caberá entre outras as seguintes atribuições: I- a captação de recursos dos órgãos públicos ou não, seu gerenciamento, sua aplicação no combate ao déficit habitacional e a prestação de contas anual à Câmara Municipal; II -o inventário atualizado do déficit habitacional do Município, das unidades faveladas e daquelas que importem risco para a integridade de seus ocupantes; III - a indicação pelo poder Público de áreas de terras públicas ou particulares a serem destinadas prioritariamente à construção de núcleos habitacionais e a assentamentos de baixa renda; IV - o cadastramento e seleção da população beneficiaria de seus empreendimentos, mediante comprovação de carência de recursos para participar em outros programas habitacionais, ouvido o departamento de Bem-Estar Social; V - elaboração de um programa de construção de moradias populares e saneamento básico nos termos da lei; VI - avaliação e desenvolvimento de soluções de formas alternativas para programas habitacionais; VII - a fixação de política habitacional do município, em conjunto com outros órgãos públicos. Art. 245 -O Fundo Municipal de Habitação será composto através de: a - dotações orçamentárias consignadas sob essa rubrica nos orçamentos anual e plurianual; b - repasse de dotações públicas de outras entidades estatais; c - doações; d - prestações pagas pelos adquirentes das moradias construídas pelo fundo; e- outras fontes que a 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 36 lei indicar. Art. 246 - Os recursos financeiros do fundo Municipal de Habitação serão, quando disponíveis, aplicados nos sistemas de investimentos de agências oficiais. Art. 247 - Nos loteamentos realizados em áreas públicas do Município, o título de domínio ou de concessão de uso será conferido ao homem e à mulher, independentemente de estado civil. CAPÍTULO IV DO MEIO AMBIENTE Art. 248 - Ao município compete providenciar, com a participação da coletividade, a preservação, conservação, defesa, recuperação e melhoria do meio ambiente natural, artificial e do trabalho, atendidas as peculiaridades regionais e em harmonia com o desenvolvimento social e econômico. Art. 249 - A execução de obras, atividades, processos produtivos e empreendimentos e a exploração de recursos naturais de qualquer espécie, quer pelo setor público, quer pelo privado, serão admitidas se houver resguardo do meio ambiente ecologicamente equilibrado. § 1° - A outorga de licença ambiental por órgão ou entidade governamental competente, integrante de sistema unificado para esse efeito, será feita com observância dos critérios gerais fixados em lei, além de normas e padrões estabelecidos pelo poder público e em conformidade com o planejamento e o zoneamento ambiental. § 2° - A licença ambiental, renovável na forma da lei, para a execução e a exploração mencionadas no "caput" deste artigo, quando potencialmente causadoras de significativa degradação do meio ambiente, será precedida, conforme critérios que a legislação especificar, da aprovação do Estudo de Impacto ambiental e respectivo relatório a que se dará prévia publicidade, garantida a realização de audiências públicas. Art. 250 - O Município, mediante lei, criará um sistema de administração de qualidade ambiental, que em conjunto com o Estado atuará na proteção, controle e desenvolvimento do meio ambiente e uso adequado dos recursos naturais, para organizar, coordenar e integrar as ações dos órgãos e entidades da administração pública direta e indireta, assegurada a participação da coletividade, com o fim de: I- propor uma política municipal de proteção ao meio ambiente; II - adotar medidas, nas diferentes áreas de ação pública e junto ao setor privado, para manter e promover o equilíbrio ecológico e a melhoria da qualidade ambiental, prevenindo a degradação em todas as suas formas, e impedindo ou mitigando impactos ambientais negativos e recuperando o meio ambiente degradado; III - realizar periodicamente auditorias nos sistemas de controle de poluição e de atividades potencialmente poluidoras; IV - informar a população sobre os níveis de poluição, a qualidade do meio ambiente, as situações de risco de acidentes, a presença de substâncias potencialmente nocivas à saúde na água potável e nos alimentos, bem como os resultados das monitoragens e auditorias a que se refere o inciso III deste artigo; V - estimular e incentivar a pesquisa, o desenvolvimento e a utilização de fontes de energia alternativas, não poluentes, bem como de tecnologias brandas e materiais poupadores de energia; VI - preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais das espécies e dos ecossistemas; VII - proteger a flora e a fauna, nesta compreendidos todos os animais silvestres, exóticos e domésticos, vedadas as práticas que coloquem em risco sua função ecológica e que provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais à crueldade, fiscalizando a extração, produção, criação, métodos de abate, transporte, comercialização e consumo de seus espécimes e subprodutos; VIII - controlar e fiscalizar a produção, armazenamento, transporte, comercialização, utilização e destino final de substâncias, bem como o uso de técnicas, métodos e instalações que comportem risco efetivo ou potencial para a qualidade de vida e meio ambiente, incluindo o de trabalho; IX - promover a captação e orientar a aplicação de recursos financeiros destinados ao desenvolvimento de todas as atividades relacionadas com a proteção e conservação do meio ambiente. X - disciplinar a restrição à participação em correspondências públicas e ao acesso a benefícios fiscais e créditos oficiais às pessoas físicas ou jurídicas condenadas por atos de degradação do meio ambiente; XI - promover medidas judiciais e administrativas de responsabilidade dos causadores de poluição ou de degradação ambiental; XII - promover a educação ambiental e a conscientização pública para a preservação, conservação e recuperação do meio ambiente; 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 37 XIII - promover e manter o inventário e o mapeamento da cobertura vegetal nativa, visando a doação de medidas especiais de proteção, bem como promover o reflorestamento, em especial às margens de rios e lagos, visando a sua perenidade; XIV - estimular e contribuir para a recuperação da vegetação em áreas urbanas, com plantio de árvores, preferencialmente frutíferas, objetivando especialmente a consecução de índices mínimos de cobertura vegetal; XV - incentivar e auxiliar tecnicamente as associações de proteção ao meio ambiente constituídas na forma da lei, respeitando a sua autonomia e independência de atuação; XVI - instituir programas especiais mediante a integração de todos os seus órgãos, incluindo os de créditos, objetivando incentivar os proprietários rurais a executarem as práticas de conservação do solo e da água, de preservação e reposição das matas ciliares e replantio de espécies nativas; XVII - controlare fiscalizar obras, atividades, processos produtivos e empreendimentos que, direta e indiretamente, possam causar degradação do meio ambiente, adotando medidas preventivas ou corretivas e aplicando as sanções administrativas pertinentes; XVIII - realizar o planejamento e o zoneamento ambientais, considerando as características regionais e locais, e articular os respectivos planos, programas e ações; XIX - proteção aos rios, represas e mananciais existentes no Município, adotando-se suplementarmente as normas técnicas do Código Florestal; XX - proteger, preservar e restaurar todas as fontes de água do município, adotando as normas técnicas da Cetesb; XXI - incentivar e implantar gradativamente a coleta seletiva do lixo domiciliar; XXII - adotar medidas legais atendendo às normas da Cetesb para a coleta de lixo industrial e hospitalar; XXIII - apoiar e integrar os órgãos regionais voltados à manutenção de um sistema integrado de proteção ao meio ambiente. XXIV - Criação de parques naturais visando à consecução de índices mínimos de cobertura vegetal; XXV - Inclusão obrigatória de disciplina atinente à educação ambiental, em todas as escolas públicas do Município, inclusive priorizando a educação ambiental vivenciada nos estabelecimentos que possuam espaços livres. Parágrafo Único - O sistema mencionado no “caput" deste artigo será coordenado por órgão da administração direta que será integrado por: a) Conselho Municipal do Meio ambiente, órgão colegiado, normativo e recursal, com participação de segmentos da sociedade civil, associações de classe e Poder Público de forma paritária, cujas atribuições serão definidas em lei; b) órgãos executivos incumbidos da realização das atividades de desenvolvimento ambiental. Art. 251 - Os critérios locais e condições de deposição final de resíduos sólidos domésticos, industriais e hospitalares serão definidos em lei. Parágrafo Único - Não será admitida a deposição final de resíduos radioativos no território do Município. Art. 252 - Aquele que explorar recursos naturais fica obrigado a recuperar o meio ambiente degradado, de acordo com a solução técnica exigida pelo órgão público competente, na forma da lei. Parágrafo Único - É obrigatória, na forma da lei, a recuperação, pelo responsável, da vegetação adequada nas áreas protegidas, sem prejuízo das demais sanções cabíveis. Art. 253 - As condutas e atividades lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, às sanções penais e administrativas com aplicação de multas diárias e progressivas no caso de continuidade da infração ou reincidência, incluídas a redução do nível de atividade e a interdição, independentemente da obrigação dos infratores de reparação dos danos causados. § 1º - Os recursos oriundos de multas administrativas e condições judiciais por atos lesivos ao meio ambiente e das taxas incidentes sobre a utilização dos recursos ambientais serão destinados a um Fundo gerido pelo Conselho Municipal de Meio Ambiente, na forma da lei. § 2º - O sistema de proteção e desenvolvimento do meio ambiente será integrado pela polícia Militar, mediante suas unidades de policiamento florestal e de mananciais, com a colaboração da guarda Municipal, incumbidas de prevenção e repressão das infrações cometidas contra o meio ambiente, sem prejuízo dos corpos de fiscalização dos demais órgãos especializados. 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 38 Art. 254 - São áreas de proteção permanente: I- as nascentes, os mananciais e matas ciliares; II - as áreas que abriguem exemplares raros da fauna e da flora, bem como aquelas que sirvam como local de pouso ou reprodução de migratórios; III - as paisagens notáveis. Art. 255 - O Município estabelecerá, mediante lei, os espaços definidos no inciso III do artigo anterior, a serem implantados como especialmente protegidos, bem como as restrições ao uso e ocupação desses espaços, considerando os seguintes princípios: I- preservação e proteção da integridade de amostras de toda a diversidade de ecossistemas; II - proteção de processo evolutivo das espécies; III - preservação e proteção dos recursos naturais. Art. 256 - As áreas declaradas de utilidade pública para fins de desapropriação, objetivando a implantação de unidades de conservação ambiental serão consideradas espaços territoriais especialmente protegidos, não sendo nelas permitidas atividades que degradem o meio ambiente ou que, por qualquer forma, possam comprometer a integridade das condições ambientais que motivaram a expropriaҫӑо. Art. 257 - Fica proibida a caça, sob qualquer pretexto, em todo o Município. Art. 258 - É obrigatória a restauração e a conservação da mata ciliar ao longo de todos os cursos d'água, conforme se dispuser em lei. Art. 259 - É vedada a ocupação de áreas ribeirinhas, seja para habitação urbana, clandestina ou não. Art. 260 - É obrigatório o tratamento de esgotos residenciais e industriais, mediante especificações da lei. Art. 261 - Compete ao Município desenvolver e incentivar programas de educação ambiental nas escolas, praças, parques e jardins. Art. 262 - Compete ao município estabelecer redução nos impostos municipais, aos munícipes (pessoas físicas ou jurídicas) que adotarem as seguintes medidas preservacionistas: a) comprometerem-se através de convênio ou contrato com a Municipalidade, em preservar, na forma contratual, as árvores e demais tipos de vegetação existentes em praças e logradouros públicos especificamente definidos; b) manter em 10% (dez por cento) da área de sua propriedade a cobertura arbórea existente, implantando ou regenerando-a. Art. 263 - Compete ao Município promover a recuperação da vegetação em áreas urbanas, com plantio de árvores objetivando, especialmente, a conservação de índices mínimos de cobertura vegetal. Art. 264 - O Município estimulará a realização de consórcios e convênios intermunicipais para a realização de obras e atividades visando a melhoria do meio ambiente e despoluição de seus cursos d'água. CAPÍTULO V DOS RECURSOS HÍDRICOS Art. 265 - O Município instituirá sistema integrado do gerenciamento dos recursos hídricos congregando a sociedade civil, e assegurará meios financeiros e institucionais para: I- a utilização racional das águas superficiais e subterrâneas e sua prioridade para abastecimento às populações; II -o aproveitamento múltiplo dos recursos hídricos e o rateio dos custos das respectivas obras, na forma da lei; III - a proteção das águas contra ações que possam comprometer o seu uso atual e futuro; V - a defesa contra eventos críticos que ofereçam riscos à saúde e segurança pública e prejuízos econômicos ou sociais; V - a celebração descentralizada, participativa e integrada em relação aos demais recursos naturais e 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 39 às peculiaridades da respectiva bacia hidrográfica. Art. 266 - As águas subterrâneas, reservas estratégicas para o desenvolvimento econômico-social e valiosas para o suprimento de água às populações, deverão ter programa permanente de conservação e proteção contra poluição e super exploração com diretrizes fixadas em lei. Art. 267 - O Município adotará medidas em lei para controle de erosão, estabelecendo-se normas de conservação do solo em áreas agrícolas e urbanas. Art. 268 - Para proteger e conservar as águas e prevenir seus efeitos adversos, o Município incentivará a adoção de medidas no sentido de: I- instituir áreas de preservação das águas utilizáveis para abastecimento às populações e da implantação, conservação e recuperação de matas ciliares; II - determinar o zoneamento de áreas inundáveis, com restrição a usos incompatíveissujeitas a inundações frequentes e da manutenção da capacidade de infiltração do solo; III - determinar a implantação de sistemas de alerta e defesa civil para garantir a segurança e a saúde pública contra eventos hidrológicos indesejáveis; IV - instituir programas permanentes de racionalização do uso das águas destinadas ao abastecimento público e industrial e a irrigação, assim como de combate às inundações e à erosão. Art. 269 - A proteção da quantidade e da qualidade das águas será obrigatoriamente levada em conta quando da elaboração de normas legais relativas a florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do solo e demais recursos naturais e ao meio ambiente. CAPÍTULO VI DO SISTEMA VIÁRIO E TRANSPORTES Art. 270 - No serviço de Transporte Coletivo deverá o Município organizar a prestação do serviço, diretamente, ou sob o regime de concessão ou permissão, ressalvada a competência: I- da organização e gerenciamento do transporte coletivo de passageiros por ônibus; II - da organização e gerenciamento de fundos de venda de passes e vale-transporte; III - da organização e gerenciamento dos serviços de táxis e lotação; IV - da regulamentação e fiscalização dos serviços de transporte escolar, fretamento e transporte especiais de passageiros; V - da administração dos terminais rodoviários e urbanos de passageiros, promovendo sua integração com os demais meios de transporte; VI - da administração de fundos de melhoria de transportes coletivos provenientes de receitas de publicidade no sistema, aluguéis de lojas nos terminais, receitas diversas, taxa de embarque rodoviário e outras que venham a ser estabelecidas por lei. Art. 271 - Para a consecução do disposto no artigo anterior o Poder Público Municipal fará observar os seguintes aspectos: I - a comodidade, o conforto, a rapidez e a segurança para os usuários; II – o caráter permanente dos serviços; III - a qualidade do serviço prestado; IV - a frequência e a pontualidade do serviço; V - o atendimento satisfatório a toda a população. § 1° - Sempre que o atendimento aos itens acima exigir, o Poder Público poderá permitir a operação dos mesmos serviços por duas ou mais empresas sem vínculos de interdependência econômica, ainda que haja superposição dos itinerários cumpridos. § 2º - Em caso de calamidade pública ou desvio de finalidade, fica o Poder Executivo autorizado a intervir no transporte coletivo do Município, a fim de assegurar o serviço a seus usuários. Art. 272 - Para assegurar o disposto no artigo anterior fica criado o Conselho Municipal de Transporte Coletivo do Município de Sumaré. Parágrafo Único - A composição e demais atribuições do Conselho será fixada em lei, atendendo-se aos seguintes princípios: I- representação singular do Chefe do Executivo, da Câmara Municipal, das empresas permissionárias e de representantes de entidades de bairros; II - amplo acesso às informações necessárias para o cumprimento de suas atribuições; III - promoção de integração entre todos os meios de transporte de passageiros municipais e 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 40 intermunicipais, conforme lei específica; IV - estabelecimento das formas dos serviços a serem criados ou alterados nas já existentes; V - opinar sobre novas permissões; VI - possibilidades de se propor ao Prefeito Municipal e à Câmara de Vereadores alterações nas planilhas para aferição do custo do serviço, em conjunto com a Comissão Tarifária do Município; VII - colaboração de todos os órgãos públicos no cumprimento de todas as atribuições; VIII - promoção de integração entre todos os meios de transporte de passageiros municipais e intermunicipais, conforme lei ou convênio específicos. Art. 273 - Para o melhor desenvolvimento do tráfego nas áreas urbanas, compete ao Município: I- a organização e o gerenciamento das atividades de cargas e descargas em vias e locais públicos; II - a organização e gerência dos estacionamentos em vias e locais públicos; III - a determinação de parâmetros para a classificação do sistema viário municipal; IV - o fornecimento das diretrizes viárias dos loteamentos e desmembramentos de glebas. § 1º - Fica facultado ao Poder Público Municipal manter convênio com o Governo Estadual no sentido da obtenção de recursos oriundos das multas de trânsito aplicadas no território do Município. § 2° - A Guarda Municipal poderá auxiliar a Polícia Militar na fiscalização e operação do sistema viário municipal. Art. 274 - O Poder Público estabelecerá em lei específica norma para o transporte de cargas perigosas no sistema viário municipal. Art. 275 - Compete à Municipalidade a administração e a fiscalização do serviço de guinchamento e guarda de veículos apreendidos, mediante lei específica. CAPÍTULO VII DA POLÍTICA RURAL Art. 276 - Compete ao Município manter, em cooperação com o Estado, as medidas previstas no art. 184 da Constituição Estadual, bem como: a) estimular a efetiva exploração agrícola das terras que se encontram ociosas, sub aproveitadas ou aproveitadas inadequadamente; b) compatibilizar a ação na área agrícola através de diretrizes e metas que visem o aumento da produção, atendendo-se à demanda interna do município, bem como a comercialização dos excedentes; c) atender preferencialmente aos mini e pequenos produtores rurais. Art. 277 - Caberá ao Município: I- orientar o desenvolvimento rural mediante zoneamento agrícola; II - orientar e fiscalizar a utilização racional dos recursos naturais, compatível com a preservação do meio ambiente, especialmente quanto à proteção do solo e da água: III - manter um sistema de defesa sanitária animal e vegetal; IV - criar programas especiais para fornecimento de energia, de forma favorecida, com o objetivo de amparar e estimular a irrigação; V - dar prioridades à manutenção de estradas rurais não asfaltadas, fundamentais para o escoamento da produção; § 1° - Para efeito do cumprimento ao disposto nos incisos acima o Município criará e manterá obrigatoriamente o Conselho Municipal de Agricultura, órgão colegiado autônomo e deliberativo, composto por representantes do Poder Público, Sindicatos de classes, agricultores e pecuaristas, e da sociedade civil, na forma da lei; § 2° O Município assegurará assistência técnica ao produtor local, além de recursos humanos e materiais mantidos por si e em convênios com a Secretaria da Agricultura, para a consecução daqueles objetivos. Art. 278 - Para fins de implantação de sua política agrícola o Poder Público Municipal deverá constituir o Fundo Municipal da Agricultura gerida pelo Conselho Municipal de Agricultura. Art. 279 - Compete ao Município organizar programa de abastecimento alimentar, dando prioridade aos produtores do Município com a criação de Mercado Municipal, Varejães e Feiras. Art. 280 - O Poder Público, para a preservação do meio ambiente, manterá mecanismos de controle e fiscalização do uso do solo e dos produtos agrotóxicos utilizados, especialmente quanto ao receituário e sua aplicação. Parágrafo Único Compete ao agricultor, com auxílio do Poder Público Municipal, a proteção 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 41 contra erosão, proteção dos mananciais e a realização de depósitos para resíduos de defensivos agrícolas. TÍTULO VI DA ORGANIZAÇÃO POPULAR E DA DEFESA DOS CIDADÃOS CAPÍTULO I DA ORGANIZAÇÃO POPULAR Art. 281 - Todo cidadão tem direito de ser informado dos atos da administração municipal. Parágrafo Único - Compete à Administração garantir os meios para que essa informação se realize, respeitado o § 1° do Art. 37 da Constituição Federal. Art. 282 - Poderá ser concedido a todas Sociedades Amigos de Bairros direito real de uso debens imóveis pertencentes ao Município, desde que a entidade tenha sido constituída há mais de um ano e declarada de utilidade pública, destinando-se o imóvel para construção de sua sede própria, mediante lei específica que estipulará as condições, obrigações e direitos pertinentes. Art. 283 - Toda entidade civil, legalmente constituída e com sede no Município poderá solicitar a realização de audiência pública, a fim de ver esclarecido ato ou projeto da administração. § 1º - No requerimento a que se refere este artigo a entidade deverá indicar a autoridade pública municipal que deseja ser ouvida, a qual poderá pessoalmente atender a solicitação ou indicar outra autoridade para tanto. § 2° - A audiência realizar-se-á em local previamente fixado pelas partes, de comum acordo, correndo por conta da entidade solicitante a divulgação da mesma. § 3° - Cada entidade terá direito à realização de uma audiência por ano, ficando a critério da autoridade competente deferir ou não um novo pedido. § 4° - Da audiência pública poderão participar além da entidade requerente, qualquer cidadão ou entidades interessadas, que terão direito a voz. Art. 284 - As audiências públicas na conformidade do artigo anterior se referem exclusivamente a: I- projetos de licenciamento que envolva impacto ambiental; II - atos que envolvam conservação ou modificação do patrimônio arquitetônico, histórico, artístico ou cultural do Município; III - realização de obra que comprometa mais de 10% (dez por cento) do orçamento municipal. Art. 285 - Qualquer cidadão, eleitor no município, terá direito ao uso da Tribuna Livre da Câmara, para, na forma do Regimento Interno, expor problemas locais ou municipais. CAPÍTULO II DA DEFESA CIVIL Art. 286 - A Defesa Civil será exercida através da Comissão Municipal de Defesa Civil, órgão que será subordinado ao Gabinete do Prefeito e ligada à Coordenadoria Regional de Defesa Civil, com a finalidade de coordenar as medidas permanentes de defesa destinadas a prevenir consequências nocivas de eventos desastrosos e a socorrer as populações e as áreas atingidas por esses eventos. CAPÍTULO III DA DEFESA DO CONSUMIDOR Art. 287 - O Município promoverá a defesa do consumidor mediante: I - política governamental de acesso ao consumo e de promoção de interesses e direitos dos destinatários e usuários finais de bens e serviços; II - legislação específica e suplementar na forma do inciso II do Art. 30 da Constituição federal e artigos 275 e 276 da Constituição do Estado; III - incentivo ao controle de qualidade dos serviços públicos; IV - atendimento, orientação, conciliação e encaminhamento do consumidor por meios dos órgãos especializados; V - pesquisa, informação e divulgação, educação do consumidor, política de qualidade de bens e serviços, prevenção e reparação de danos ao consumidor; VI - assistência jurídica para o consumidor carente; VII - elaboração de convênios com entidades federais, estaduais, municipais e privadas de defesa e proteção ao consumidor; VIII - veiculação e informes de orientação e defesa do consumidor por parte integrante da publicidade 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 42 da administração direta e indireta; IX - incentivo à criação de associações privadas de defesa do consumidor; X - estímulo à organização de produtores rurais voltados para a produção de alimentos e para a sua comercialização direta aos consumidores, buscando garantir e priorizar o abastecimento da população; XI - fiscalização de produtos e serviços, pelos órgãos competentes de vigilância sanitária; XII - estímulo ao associativismo e cooperativismo; XIII - organização do abastecimento alimentar e promoção de moradia; XIV - divulgação sobre o consumo adequado dos bens e serviços, resguardada a liberdade de escolha. Art. 288 - O Sistema Municipal de Defesa ao Consumidor, cuja estrutura será definida em lei específica, tem por objetivo a orientação e defesa em lei no âmbito do Município e será composto dos seguintes órgãos: I - Deliberativo: Conselho Municipal de Proteção ao Consumidor, órgão consultivo e deliberativo do Sistema Municipal de Defesa ao Consumidor, coordenado pelo Prefeito Municipal e composto por entidades representativas e de classe: II - Executivo: Serviço Municipal de Defesa do Consumidor, órgão executivo do Sistema Municipal de defesa ao Consumidor. § 1º - Será instituído, nos órgãos de administração direta e indireta do Município, que atendam diretamente a população, núcleo próprio de atendimento ao consumidor sobre serviços por eles prestados. § 2º - Os órgãos públicos, através do Conselho Municipal de defesa ao Consumidor, instituirão cartilha dos direitos do consumidor a ser distribuída gratuitamente, contendo os direitos específicos de cada área, bem como legislação e procedimento específico, tudo em vista à defesa do consumidor. Art. 289 - O Serviço Municipal de Proteção ao Consumidor deverá ser integrado ao Sistema Estadual de proteção ao Consumidor, mediante convênio com o Estado. CAPÍTULO IV DA DEFENSORIA POPULAR Art. 290 - Lei Municipal organizará o Escritório de Defesa Popular, incumbido de fiscalização da Administração Pública direta e indireta e fundacional do Município de Sumaré, vinculado ao Gabinete do Prefeito, para apurar erros, abusos e omissões que importem em conduta administrativa injusta e danosa a qualquer pessoa física ou jurídica. CAPÍTULO V DOS CONSELHOS POPULARES Art. 291 - Além das diversas formas de participação popular prevista nesta Lei, fica assegurada a existência de Conselhos Populares que serão compostos por representantes comunitários dos diversos segmentos da sociedade local. § 1º - Os Conselhos previstos no "caput” do artigo terão os seguintes objetivos: I- Discutir os problemas suscitados pela comunidade; II – Auxiliar o Executivo e Legislativo no encaminhamento de problemas; III - discutir as prioridades do Município, através das Administrações regionais: IV - auxiliar o planejamento municipal § 2º - As funções dos membros dos Conselhos populares não serão remuneradas, sendo consideradas de relevante interesse público e serão definidas em lei ordinária. CAPÍTULO VI DA GUARDA MUNICIPAL Art. 292 - O Município poderá constituir Guarda Municipal destinada à proteção de seus bens, serviços e instalações e, nos termos do Art. 144, caput da Constituição Federal, em concurso com os demais órgãos públicos, a concorrer para a preservação da incolumidade pública e do patrimônio. Art. 293 - Os guardas municipais, quando em serviço, estarão necessariamente uniformizados e poderão portar armas de defesa. Art. 294 - Lei municipal disporá sobre a criação da Guarda disciplinando obrigatoriamente que ela deverá: I- exercer atividade eminentemente preventiva; 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 43 II - possuir caráter essencialmente civil; III - dar cumprimento ao que dispõe o inciso I do art. 23 da Constituição Federal. Art. 295 - É vedada a utilização da guarda como instrumento de repressão às atividades políticas, sindicais ou manifestações populares. Art. 296 - Compete à Guarda Municipal manter um grupo especializado na fiscalização e orientação sobre o meio ambiente. Art. 297 - O Serviço Municipal de Bombeiros está subordinado ao comando e direção da Guarda Municipal. TÍTULO VII DA ATIVIDADE SOCIAL DO MUNICÍPIO CAPÍTULO I DA SAÚDE Art. 298 - É dever do Poder Público assegurar, no limite de sua competência, a saúde de todos os munícipes. Parágrafo Único - O Município garantirá esse direto mediante: I- políticas sociais, econômicas e ambientais que visem ao bem-estar físico, mental e social do indivíduo e da coletividade ea redução do risco de doenças e outros agravos: II - acesso universal e igualitário de todos os habitantes do Município às ações e serviços de promoção, proteção e recuperação da saúde, sem qualquer discriminação; III - respeito ao meio ambiente e controle da poluição ambiental; IV - direito à obtenção de informações e esclarecimentos de interesse da saúde individual e coletiva, assim como as atividades desenvolvidas pelo sistema e os agravos; V - proibição de cobrança ao usuário pela prestação de serviços de assistência à saúde, públicos ou contratados; VI - atendimento integral do indivíduo, abrangendo a promoção, recuperação e preservação da saúde; VII - condições dignas de trabalho, saneamento, moradia, alimentação, educação, transporte e lazer; VIII - o provimento de serviços de realização física e social às pessoas portadoras de deficiência. IX - resguardo do direito à auto-regulação da fertilidade com livre decisão do homem, da mulher ou do casal, tanto para exercer a procriação como para evitá-la, vedada qualquer forma coercitiva ou de indução por parte de instituições públicas ou privadas. Art. 299 - As ações e serviços da saúde são de relevância pública cabendo ao Município dispor, nos termos da lei, sobre: a) saneamento básico e controle de endemias e epidemias; b) serviços de prevenção à saúde; c) saúde da mulher, garantindo assistência integral à saúde nas diferentes fases de sua vida; d) saúde do idoso; e) saúde do trabalhador; f) saúde da criança e do adolescente; g) saúde dos portadores de deficiências, garantindo a prevenção e sua reabilitação. Art. 300 - O Poder Público garantirá verbas especiais e recursos orçamentários suficientes à área de saúde, e para: I - montagem e manutenção de centros de aprendizagem, reabilitação e recuperação de deficientes físicos, mentais e sensoriais, com equipamentos multiprofissionais das áreas de saúde, educação, social e lazer; II - assegurar o direito à infraestrutura de saneamento básico a todos os munícipes; III - criação de programas de prevenção de deficiências abrangendo, desde a atenção primária, secundária e terciária da saúde, até o fornecimento de todos os equipamentos necessários à sua integração social; IV - assegurar convênios para reabilitação de deficientes através de entidades filantrópicas de utilidade pública sem fins lucrativos. Art. 301 - As ações de saúde são de natureza pública, devendo sua execução ser feita, preferencialmente, através de serviços oficiais e, supletivamente, por serviços de terceiros, através de concessão pública. 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 44 Art. 302 - as ações e serviços de saúde realizados no Município integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem o Sistema Municipal de Saúde, organizado de acordo com as seguintes diretrizes: a) a Secretaria Municipal de Saúde e Higiene é gestora do Sistema de Saúde, ao nível do Município; b) integralidade na prestação das ações de saúde adequada às realidades epidemiológicas; c) participação em nível de decisão de entidades representativas dos usuários dos trabalhadores de saúde, prevenção e reabilitação de deficiências e dos representantes governamentais na formulação, gestão e controle da política municipal e das ações de saúde, através da constituição de Conselho Municipal de Saúde, de caráter deliberativo e paritário; d) demais diretrizes emanadas da Conferência Municipal de Saúde, que se reunirá a cada ano com representações dos vários segmentos sociais para avaliar a situação de saúde do Município e estabelecer diretrizes da política municipal de saúde, convocada pelo Secretário Municipal de Saúde e Higiene ou extraordinariamente pelo Conselho Municipal de Saúde. Parágrafo Único - Para efeito deste artigo a administração do Sistema Municipal de Saúde se dará através das seguintes instâncias: I- Conferência Municipal de Saúde; II – Conselho Municipal de Saúde; III - Secretaria Municipal de Saúde; IV - Conselhos locais de Saúde. Art. 303 - O Sistema Municipal de Saúde será financiado com recursos do orçamento municipal, do Estado, da seguridade social da União, além de outras fontes, que constituirão o Fundo Municipal de Saúde. Art. 304 - Os recursos financeiros do Sistema Municipal de Saúde, vinculados à Secretaria Municipal de Saúde e Higiene serão subordinados ao planejamento e controle do Conselho Municipal de Saúde. Art. 305 - As instituições privadas poderão participar de forma suplementar ao Sistema Municipal de Saúde mediante permissão ou concessão desde que sejam entidades filantrópicas ou sem fins lucrativos. Art. 306 - As instituições privadas de saúde ficarão sob o controle do setor público nas questões de controle de qualidade e de informação e registros de atendimento, conforme os códigos sanitários e as normas do Sistema único de Saúde. Art. 307 - É de responsabilidade do Sistema Municipal de Saúde garantir o cumprimento das normas legais que dispuserem sobre as condições e requisitos que facilitem a remoção de órgãos, tecidos e substâncias humanas para fins de transplantes, pesquisas e tratamento, bem como a coleta, o processamento e a transfusão de sangue e seus derivados, vedado todo tipo de comercialização. Art. 308 - Ficará sujeito às penalidades na forma da lei, o responsável pelo não cumprimento da legislação relativa à proibição de comercialização do sangue e seus derivados, dos órgãos, tecidos e substâncias humanas. Art. 309 - A instalação ou extinção de quaisquer serviços públicos de saúde deve ser discutida e aprovada no âmbito do Sistema Único de Saúde e do Conselho Municipal de Saúde, levando-se em conta a demanda, cobertura, distribuição geográfica, grau de complexidade e articulação no Sistema. Art. 310 - É de competência do Município e exercidos pela Secretaria de Saúde e Higiene: a) o comando do Sistema Único de Saúde, no âmbito do município, em articulação com a Secretaria Estadual de Saúde e do Ministério da Saúde; b) a elaboração e atualização periódica do plano municipal de saúde, em termos de prioridade e estratégias municipais, em consonância com o plano estadual de saúde e de acordo com as diretrizes do Conselho Municipal de Saúde; c) a elaboração e atualização da proposta orçamentária do SUS para o Município; d) a administração do Fundo Municipal de Saúde; e) a proposição de projetos de leis municipais que contribuam para viabilizar e concretizar o SUS no Município; f) a compatibilização e complementação das normas técnicas do Ministério da Saúde e da Secretaria Estadual de Saúde, de acordo com a realidade municipal; g) a administração e execução dos serviços de saúde; 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 45 h) a formulação e implementação da política de recursos humanos na esfera municipal, de acordo com as políticas nacional e estadual de desenvolvimento de recursos humanos para a saúde; i) implementação do sistema de informação em saúde, no âmbito municipal; j) o acompanhamento, avaliação e divulgação dos indicadores de morbimortalidade no âmbito municipal; l) a prestação de serviços de saúde, de vigilância sanitária e epidemiológica, incluídos os relativos à saúde do trabalhador, além de outros de responsabilidade do Sistema, e, de modo complementar e coordenados com o Sistema Municipal, o desenvolvimento, a formulação e a implantação de medidas que atendam à saúde do trabalhador e a seu ambiente de trabalho; m) o planejamento e execução das ações de controle do meio ambiente e de saneamento básico no âmbito do Município, em articulação com os demais órgãos governamentais; n) a complementação das normas referentes às relações com o setor privado e a celebração de contratos com serviços privadosde abrangência municipal; o) a celebração de consórcios intermunicipais para formulação de sistemas de saúde quando houver indicação técnica e consenso das partes ou ainda gerenciamento de nosocômios; p) garantia ao excepcional do direito ao acesso de medicamentos que controlem as enfermidades crônicas que interferem em seu desenvolvimento neuropsicomotor. Parágrafo Único - O Poder Público poderá intervir ou desapropriar os serviços de natureza privada necessários ao alcance dos objetivos do Sistema, em conformidade com a lei. Art. 311 - 0 gerenciamento do Sistema Municipal de Saúde deve seguir critérios de compromisso com o caráter público dos serviços e a eficácia no seu desempenho. § 1º - A avaliação será feita pelos órgãos colegiados deliberativos. § 2° - É vedada a nomeação ou designação, para cargo ou função de chefia ou assessoramento na área de saúde, em qualquer nível, de pessoa que participe de direção, gerência ou administração de entidades que mantenham contratos ou convênios com o Sistema Único de Saúde, a qualquer nível, ou sejam por ele credenciados. § 3° - É vedada a destinação de recursos públicos para auxílios as subvenções a instituições privadas com fins lucrativos. Art. 312 - O Município estabelecerá normas de fiscalização e controle das edificações, instalações, estabelecimentos, atividades, procedimentos, produtos, substâncias e equipamentos que interfiram na coletividade, incluindo os referentes à saúde do trabalhador. Art. 313 - Compete à autoridade municipal de Saúde, de ofício ou mediante denúncia de risco à saúde, proceder à avaliação das fontes de riscos no ambiente de trabalho e determinar a adoção das devidas providências para cessar os motivos que lhe deram causa. Art. 314 - Aos Sindicatos de Trabalhadores é assegurada a participação nas ações de vigilância sanitária municipais desenvolvidas nos locais de trabalho. Art. 315 - Aos Sindicatos de Trabalhadores é garantido requerer mediante petição fundamentada a interdição de máquinas, setor de serviço ou de todo o ambiente de trabalho quando houver exposição a risco eminente para a vida e a saúde dos empregados, nos termos da legislação em vigor. Parágrafo Único - Será garantido aos trabalhadores e a seus representantes sindicais acesso às informações referentes às atividades laboriais que impliquem risco à saúde dos empregados, bem como aos métodos e resultados de avaliação realizados nos locais de trabalho. Art. 316 - Compete ao Poder Público Municipal as seguintes atribuições relativas à ocorrência de acidentes e doenças profissionais: a) organizar um sistema de informação rotineira e de vigilância epidemiológica de acidentes de trabalho e doenças profissionais; b) planejar, organizar, executar e avaliar as ações de assistência médica ao acidentado de trabalho no âmbito municipal; c) aos serviços de Assistência Médica do SUS - Serviço Unificado de Saúde municipal a competência para definição do nexo causal dos acidentes de trabalho e de doenças profissionais. 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 46 CAPÍTULO II DA EDUCAÇÃO Art. 317 - A Educação ministrada dentro dos princípios estabelecidos no art. 237 e seguintes da Constituição do Estado de São Paulo visa ao pleno desenvolvimento da pessoa para sua auto realização, preparação para o trabalho e o exercício consciente da cidadania. Art. 318 - O Município promoverá a Educação Pré-Escolar e o ensino de 10 grau, e a educação especial com a colaboração da sociedade e a cooperação técnica e financeira da União e Estado, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa humana, podendo atuar em nível mais elevado. § 1° - A Educação Pré-Escolar abrange o atendimento em creches e pré-escolas, as crianças de 3 (três) meses a 6 (seis) anos e 11 (onze) meses integrada no sistema de ensino municipal, respeitadas as características próprias dessas faixas etárias. § 2° - A Educação Especial abrange o atendimento de pessoas portadoras de deficiências, utilizando- se de métodos e técnicas específicas à sua área de atendimento. Art. 319 - O Poder Público Municipal assegurará na promoção da Educação: a pré-escola, o ensino de 1° grau e a Educação Especial, com a observância dos seguintes princípios: I- igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; II - garantia do ensino fundamental, obrigatório e gratuito na rede escolar, inclusive para os que a ela não tiveram acesso em idade própria; III – garantia de padrão de qualidade de ensino; IV - gestão democrática do ensino; V - pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas; VI - garantia de prioridade de aplicação no ensino público municipal, dos recursos orçamentários do Município, na forma estabelecida pelas Constituições Federal e Estadual; VII - utilização das escolas públicas nas férias escolares e fins de semana visando ao aprimoramento da educação fundamental; VIII - atendimento ao educando, no ensino fundamental, através de programas suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde; IX - valorização dos profissionais do ensino garantindo-lhes, na forma da lei, o estatuto, o plano de carreira e o ingresso no magistério exclusivamente por concurso público de provas e títulos, inclusive para o cargo de diretor que comporá o quadro efetivo; X - participação ampla de entidades que congreguem pais de alunos, professores e outros funcionários com o objetivo de colaborar para o funcionamento eficiente de cada estabelecimento de ensino; XI - adequação dos currículos escolares às peculiaridades do Município e valorização de sua cultura e de seu patrimônio histórico, artístico cultural e ambiental, no que couber. Parágrafo Único - Além de outras modalidades que a lei vier a estabelecer no ensino médio, fica assegurada a especificidade do curso de formação do magistério para a pré-escola e das quatro primeiras séries do ensino fundamental, inclusive com a formação de docentes para atuarem na educação de portadores de deficiência. Art. 320 - O atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência cabe ao Município, preferencialmente na rede regular de ensino. § 1° - O atendimento às pessoas deficientes poderá ser oferecido mediante o estabelecimento de convênios com instituições sem fins lucrativos, sob a prévia autorização legislativa e sob a supervisão do Poder Público. § 2º - Os estabelecimentos públicos eliminarão as barreiras arquitetônicas que impeçam o acesso dos deficientes físicos. Art. 321 - O município promoverá a reabilitação integral da criança que precisar de uma orientação especial, propondo adequá-la e reintegrá-la na comunidade de acordo com suas potencialidades. Art. 322 - Caberá ao Poder Público realizar o censo nas escolas, procedendo anualmente à chamada de alunos para a matrícula e zelando junto aos pais e responsáveis pela frequência à escola. Parágrafo Único - Todo empregador é obrigado a informar os casos de empregados ou dependentes destes que não estejam cursando o ensino fundamental na idade própria, podendo, para atendimento, exigir a comprovação semestral da matrícula e frequência à escola. Art. 323 - A lei criará o Conselho Municipal de Educação e assegurará, na sua composição, a participação efetiva de todos os segmentos sociais envolvidos no processo educacional do Município, 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 47 desde que devidamente habilitados. § 1º - São atribuições do Conselho Municipal de Educação: I- elaborar e manter atualizado o Plano Municipal de Educação; II - fixar critérios para o emprego de recursos destinados à educação, provenientes do Município, do Estado, da União ou de outra fonte, assegurando-lhe aplicação harmônica,bem como se pronunciar sobre convênios de quaisquer espécies; III - fixar normas de fiscalização e supervisão no âmbito de competência do Município dos estabelecimentos componentes do Sistema Municipal de Educação; IV - estudar e formular propostas de alteração de estrutura técnico administrativa, da política de recursos humanos e outras medidas que visem o aperfeiçoamento do ensino; § 2° - A composição do Conselho Municipal de Educação não será inferior a sete e nem excederá vinte e um membros efetivos. Art. 324 - O Município aplicará anualmente nunca menos de vinte e cinco por cento de sua receita, inclusive a proveniente de transferências governamentais, que serão destinadas à manutenção e desenvolvimento exclusivo do ensino público. § 1° - Não se incluem no percentual previsto no "caput" do artigo verbas destinadas a atividades culturais, desportivas e recreativas promovidas pela municipalidade. § 2º - Será requerida a intervenção estadual no Município quando não houver sido aplicado o mínimo exigido da receita na manutenção e desenvolvimento do ensino. Art. 325 - A eventual assistência financeira a que se refere o art. 213 da Constituição Federal a outros níveis de ensino, através de convênios para subvenções ou auxílios a estabelecimentos escolares de comprovada natureza comunitária, confessional ou filantrópica sediados no município, poderá ocorrer desde que plenamente atendida a demanda de vagas na Rede Escolar Municipal. Parágrafo Único - A comprovação da natureza comunitária, confessional ou filantrópica das instituições referidas neste artigo ficará a cargo do Conselho Municipal de Educação. Art. 326 - É assegurada a participação do Conselho Municipal de Educação quando da elaboração do orçamento municipal de educação. Art. 327 - O plano municipal de educação e o plano plurianual de educação referir-se-ão ao ensino de educação pré-escolar, Educação Especial, e ao 1º Grau incluindo obrigatoriamente todos os estabelecimentos de ensino público sediados no Município. § 1° - O plano de que trata este artigo poderá ser elaborado em conjunto ou de comum acordo com a Rede Escolar mantida pelo Estado, na forma estabelecida pela Lei Federal. § 2°- Os planos referidos no "caput" serão de responsabilidade do Poder Público Municipal, elaborados sob a coordenação da Secretaria Municipal de Educação, consultada a comunidade educacional, e a Câmara Municipal, a partir do diagnóstico das necessidades levantadas. Art. 328 - O poder público municipal poderá conceder bolsa de estudo e auxílio transporte para o ensino superior a alunos que demonstrarem comprovadamente insuficiência de recursos para manutenção de seus estudos, cabendo à lei específica a sua regulamentação. Art. 329 - O ensino fundamental, público e gratuito, com 9 anos de duração, é obrigatório para todas as crianças a partir de 6 anos de idade. § 1° - A garantia à obrigatoriedade e gratuidade do ensino público municipal será efetivamente mediante oferta de ensino regular, adequada às condições do educando, podendo instituir cursos noturnos quando a demanda o exigir e as características da clientela solicitarem. § 2º - O Município cuidará, na medida das possibilidades, para o aumento do período de permanência do aluno na escola. § 3° - Atendida plenamente a demanda das crianças de 6 anos de idade completos será permitida a matrícula para os maiores de 5 anos, desde que completem a idade exigida no ano em curso. Art. 330 - O Município, através da escola pública, promoverá cursos de iniciação e qualificação profissional, englobando educação geral e técnica integradas ao sistema de ensino. 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 48 CAPÍTULO III DA CULTURA Art. 331 - A lei criará o Conselho Municipal de Cultura e o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico, Etnológico e Ambiental do Município. Parágrafo Único - Compete ao Município o planejamento e gestão do conjunto de ações, garantida a participação de representantes da comunidade. Art. 332 - O Município, mediante lei específica, estimulará os empreendimentos privados que se voltarem à preservação, à restauração do patrimônio histórico, artístico e cultural do Município, bem como incentivará os proprietários de bens tombados que atendam às recomendações de preservação do patrimônio cultural. Parágrafo Único - A proteção contra danos e ameaças ao patrimônio histórico, artístico, cultural, bem como as penalidades serão previstas em lei específica. Art. 333 - O Município incentivará a livre manifestação cultural através: I- da criação, manutenção de espaços públicos devidamente equipados e capazes de garantir a produção, divulgação e apresentação de manifestações artísticas e culturais; II - do oferecimento de estímulos concretos ao cultivo das ciências, artes e letras; III - da cooperação com a União e o Estado na proteção aos locais e objetos de interesse histórico, artístico e arquitetônico; IV - do incentivo à promoção e divulgação da história, dos valores humanos e das tradições locais; V - do desenvolvimento do intercâmbio cultural e artístico com outros Municípios, Estados e Países; VI - do acesso aos acervos das bibliotecas, Centros de Memória, arquivos e congêneres; Parágrafo Único - É facultado ao Município: a) firmar convênios de intercâmbio e cooperação financeira com entidades públicas ou privadas para a prestação de orientação e assistência na criação e manutenção de bibliotecas públicas; b) promover, mediante incentivos especiais ou concessão de prêmios e bolsas na forma da lei, atividades e estudos de interesse local, de natureza científica ou socioeconômica; c) a produção de livros, discos, vídeos e revistas que visem à divulgação de autores que enalteçam o patrimônio cultural da cidade, ouvido sempre o Conselho Municipal de Cultura. Art. 334 - Compete ao Município contribuir para a promoção de obras e trabalhos dos artistas locais. Art. 335 - Na realização de festivais culturais e artísticos ou na realização de festas em datas comemorativas é garantida a participação de artistas e conjuntos locais. CAPÍTULO IV DA PROMOÇÃO E ASSISTÊNCIA SOCIAL Art. 336 – As Políticas Públicas Municipais de Assistência Social no Município de Sumaré, integradas com a da União e a do Estado de São Paulo, regem-se pelos seguintes princípios: I- Supremacia de atendimento às necessidades sociais sobre as exigências de rentabilidade econômica; Il- Respeito à dignidade do cidadão, à sua autonomia e ao seu direito a benefícios e serviços de qualidade, bem como à convivência familiar e comunitária, vedando-se qualquer comprovação vexatória de necessidade; III- Universalização dos direitos sociais, a fim de tornar o destinatário da ação assistencial alcançável pelas demais políticas públicas; IV- Igualdade de direitos no acesso ao atendimento, sem discriminação de qualquer natureza, garantindo-se equivalência às populações urbanas e rurais; V- Divulgação ampla dos benefícios, serviços, programas e projetos assistenciais, bem como dos recursos oferecidos pelo poder público e dos critérios para sua concessão. Art. 337 - A Assistência Social será prestada a quem dela necessitar, independente de contribuição, através de um conjunto articulado de planos, projetos, serviços e ações desenvolvidos por ações governamentais e não governamentais, bem como um compêndio de orientações legais, regulamentares e normativas, todos devidamente integrados nus sistema único, seguindo as seguintes diretrizes. Art. 338 - As ações governamentais e os programas de Promoção Social, pela sua natureza emergencial e compensatória, não deverão prevalecer sobre a formulação e aplicação de políticas sociais básicas nas áreas de saúde, educação,abastecimento, transporte, alimentação e habitação. 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 49 Art. 339 - É vedada a distribuição de recursos públicos na área de promoção social, diretamente ou por indicação e sugestão ao órgão competente, por ocupantes de cargos eletivos. Art. 340 - Compete ao Município na área de promoção social: I - formular políticas municipais de promoção social em articulação com a política estadual e federal no combate às causas dos problemas, e não apenas aos seus efeitos; II - apoiar iniciativas comunitárias dando assessoria técnica, programática, jurídica e contábil frente à instalação e funcionamento de entidades sociais não governamentais. Parágrafo Único - A coordenação e execução das atividades de promoção social no Município será exercida pela Secretaria Municipal de Promoção Social e desenvolvida por profissionais do serviço social. Art. 341 - Para efeito de subvenção municipal, as entidades sociais atenderão aos seguintes requisitos: a) integração dos serviços à política municipal de Promoção Social; b) garantia de qualidade de serviço; c) subordinação dos serviços ao controle da Secretaria Municipal de Promoção social, concessora de subvenção; d) prestação de contas para fins de renovação de subvenção. Art. 342 – O Poder Público garantirá a gratuidade em transporte coletivo urbano para os portadores de deficiências e seu acompanhante, idosos maiores de 60 anos, aposentados e pensionistas, mediante lei específica. Art. 343 - As ações do Executivo Municipal na área de Promoção Social serão realizadas com recursos do orçamento de seguridade social, além de outras fontes, e organizado com base nas seguintes diretrizes: I- execução de programas nos termos do Art. 204, inciso I, da Constituição Federal; II - participação popular por meio de organizações representativas, na formulação das políticas e no controle das ações em todos os níveis; III - criação de Centros de Triagem, centros de convivência de terceira idade, nos termos de lei específica. Art. 344 – O financiamento das ações do Executivo Municipal na área da Assistência Social será realizado com recursos do orçamento da Seguridade Social, além de outras fontes alocadas aos Fundos Municipais da Assistência Social, de Combate e Erradicação da Pobreza, da Pessoa ldosa, da Criança e do Adolescente, dos Direitos da Mulher, da Seguridade Alimentar e Nutricional e da Pessoa com Deficiência, com base nas seguintes diretrizes: I- execução de programas nos termos do Art. 204, inciso I, da Constituição Federal; II – Organização da Política Pública num Sistema único com criação de Centros de Referência de Assistência Social nas regiões com maior vulnerabilidade social, garantindo Proteção Social Básica a quem dela necessite; III – Criação de Centros de Referência Especializados de Assistência Social, garantindo Proteção Social Especial a quem dela necessite; V – Garantia da Proteção Social Especial da Alta Complexidade a crianças, adolescentes, idosos ou adultos com vínculos familiares rompidos, fragilizados e sem meios próprios de prover suas necessidades essenciais. Art. 345 - O município incentivará a celebração de convênios com as empresas públicas e privadas locais, assegurando o acesso aos portadores de deficiência no mercado de trabalho. Art. 346 - O município incentivará o planejamento, com a secretaria de inclusão, assistência e desenvolvimento social, ou sua sucessora e demais secretarias afins, a celebração de convênios com as empresas públicas e provadas locais, assegurando a acessibilidade dos munícipes garantindo o direito a Assistência Social, Saúde, Educação, Trabalho e Lazer. CAPÍTULO V DOS ESPORTES, LAZER E TURISMO Art. 347 - O Município garantirá o acesso às práticas esportivas como direito de todos. Art. 348 - O Município proporcionará meios de lazer sadio e construtivo à comunidade, mediante: 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 50 I- a reserva de espaços verdes ou livres, em forma de parques, bosques, jardins, como base física de recreação urbana e turismo; II - a construção de equipamentos de parques infantis, piscinas públicas, centros de juventude e de idosos e edifícios de convivência comunal; III - o aproveitamento e adaptação de lagos, matas e outros recursos naturais, como locais de passeio e distração, bem como dos pontos turísticos; IV - a construção e adaptação de locais e equipamentos para as práticas de lazer de pessoas deficientes; V - a manutenção de equipamentos e pessoal técnico especializado na formação de atletas, em todas as modalidades, nas escolas públicas municipais, desde o ciclo básico até o juvenil. Art. 349 - O Poder Público incentivará o esporte e o lazer como forma de integração social e garantirá: a) o lazer popular; b) a construção e manutenção de espaços devidamente equipados; c) a realização de campeonatos, competições e promoções esportivas em todas as modalidades; d) o estímulo e apoio às entidades e associações das comunidades dedicadas às práticas esportivas; e) a promoção de eventos esportivos e recreativos envolvendo alunos da rede municipal e estadual de ensino: f) o livre acesso às quadras de esportes das Escolas municipais e centros esportivos nos fins de semana. § 1º - Cabe ao Poder Público garantir verbas especiais e recursos orçamentários para as práticas desportivas. § 2º - Organizar escolinhas e zelar pela manutenção das mesmas, bem como utilizar pessoal especializado nas diversas modalidades. Art. 350 - Compete ao Poder Público a criação do Conselho Municipal de Esporte e Lazer, garantindo a participação da comunidade e das associações desportivas do Município. Art. 351 - Os serviços municipais de turismo e recreação articular-se-ão entre si com as atividades culturais do Município. Art. 352 - O Poder Público poderá autorizar a exploração de placas de programas nos estádios municipais e ginásios de esportes como fonte de receita. Art. 353 - É facultado ao Município firmar convênios com a União, o Estado, empresas ou instituições privadas, com fins de proporcionar melhoria no atendimento e desenvolvimento esportivo a nível municipal. DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS Art. 1º - Ficam mantidos os convênios estabelecidos com instituições sem fins lucrativos, para atendimento às pessoas deficientes, e os mesmos somente serão rompidos após prévia autorização legislativa. Art. 2° - Através de Lei, o Município promoverá a adaptação dos logradouros públicos, dos edifícios de uso público e dos veículos de transporte coletivo, a fim de garantir acesso adequado aos portadores de deficiência. Art. 3° - O Município reservará em seu orçamento dotação orçamentária para tratamento de esgoto e expansão da rede, assegurando que a população obtenha os benefícios. Art. 4° - A data-base para recomposição monetária dos vencimentos, proventos, aposentadoria e pensões de servidores públicos municipais será em 10 de março de todo ano. Art. 5º - Os pagamentos das Parcelas de Planos Comunitários de Obras e Melhoramentos a serem realizados serão depositados em conta vinculada. Art. 6° - O Poder Público Municipal promoverá a edição do texto integral desta Lei Orgânica que, gratuitamente, será colocado à disposição de todos os interessados. 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 51 Art. 7° – O disposto no artigo 16 da presente revisão se aplicará a partir das próximas eleições municipais. Art. 8° - A emenda revisional desta Lei Orgânica será realizada a cada 05 (cinco) anos, pelo voto de 2/3 (dois terços), dos membros da Câmara Municipal. Art. 9° - Esta Emenda Revisional entrará em vigora partir de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. Câmara Municipal de Sumaré, 19 de setembro de 2011. Questões 01. (Câmara de Sumaré/SP – Procurador Jurídico – VUNESP/2017) Com base na Lei Orgânica do Município de Sumaré, compete ao Prefeito (A) prover todos os cargos públicos e expedir os demais atos referentes à situação funcional dos servidores do Município, inclusive os pertencentes à Câmara Municipal. (B) aprovar projetos de edificações, planos de loteamento, arruamento e zoneamento urbano, obedecidas as normas urbanísticas. (C) alienar, onerar ou conceder o uso de imóveis municipais, por ato do Poder Executivo. (D) dispor sobre a criação, organização e supressão de distritos, mediante prévia consulta plebiscitária. (E) autorizar a disposição, a qualquer título, no todo ou em parte, de ações ou capital em que o Município tenha subscrito, adquirido, realizado ou aumentado. 02. (Câmara de Sumaré/SP – Procurador Jurídico – VUNESP/2017) São considerados legitimados para propor Emenda à Lei Orgânica do Município de Sumaré: (A) um terço, no mínimo, dos membros da Câmara Municipal e 1% (um por cento) da população local. (B) o Prefeito, um terço, no mínimo, dos membros da Câmara Municipal e o eleitorado, por meio de proposta de 5% (cinco) por cento dos seus componentes. (C) o Prefeito, o Presidente da Câmara e um terço, no mínimo, dos membros da Câmara Municipal. (D) o Prefeito, o Presidente da Câmara e um terço, no mínimo, dos membros da Câmara Municipal e o eleitorado, por meio de proposta de 5% (cinco) por cento dos seus componentes. (E) o Prefeito, o Presidente da Câmara, um terço, no mínimo, dos membros da Câmara Municipal e os líderes das Maiorias. 03. Sobre a Lei Orgânica do Município de Sumaré julgue o item abaixo e marque certo ou errado: Ao município é cabível permitir ou fazer uso do estabelecimento gráfico, jornal, estação de rádio, televisão, serviço de alto-falante ou qualquer outro meio de sua propriedade para propaganda político- partidária desde que devidamente justificado (....) Certo (....) Errado 04. Em concordância com a Lei Orgânica do Município de Sumaré é vedada a distribuição de recursos públicos na área de promoção social, diretamente ou por indicação e sugestão ao órgão competente, por ocupantes de cargos eletivos. (....) Certo (....) Errado Respostas 01. Resposta: B. Art. 90, XX - aprovar projetos de edificações, planos de loteamento, arruamento e zoneamento urbano, obedecidas as normas urbanísticas. 02. Resposta: B. Art. 56 - A Lei Orgânica do Município poderá ser emendada mediante proposta: I- de um terço, no mínimo, dos membros da Câmara Municipal; II – do Prefeito; III - por iniciativa popular, mediante proposta assinada, no mínimo, por 5% (cinco por cento) do eleitorado. 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 52 03. Resposta: Errado. Art. 12 - Ao município é proibido: I - permitir ou fazer uso do estabelecimento gráfico, jornal, estação de rádio, televisão, serviço de alto- falante ou qualquer outro meio de sua propriedade para propaganda político-partidária ou fins estranhos à administração; público devidamente justificado, sob pena de nulidade do ato. 04. Resposta: Certo. Art. 339 - É vedada a distribuição de recursos públicos na área de promoção social, diretamente ou por indicação e sugestão ao órgão competente, por ocupantes de cargos eletivos. RESOLUÇÃO N° 257, DE 20 DE DEZEMBRO DE 20122 Dispõe sobre o Regimento Interno da Câmara Municipal de Sumaré. O PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE SUMARÉ, Faço saber que a Câmara Municipal aprovou e eu promulgo a seguinte Resolução: TÍTULO I DA CÂMARA MUNICIPAL CAPÍTULO I Disposições preliminares Art. 1º - A Câmara Municipal é órgão deliberativo e fiscalizador do Município e compõe-se de Vereadores eleitos nas condições e termos da legislação vigente e tem sua sede na Travessa 1° Centenário, n° 32, nesta cidade. Art. 2° - As sessões da Câmara, exceto as solenes e comemorativas que poderão ser realizadas em outro recinto, terão, obrigatoriamente, por local, o Plenário “José Maria Matozinho”, considerando-se nulas as que se realizarem fora dele. Parágrafo Único – Por motivo de interesse público devidamente justificado, as sessões da Câmara de Vereadores poderão ser realizadas em outro recinto, dentro do território do Município, designado em Ato da Mesa e publicado, no mínimo, 03 (três) dias antes da reunião. Art. 3° - Para efeitos regimentais, a legislatura é dividida em 04 (quatro) sessões legislativas. Parágrafo único – Cada sessão legislativa será contada de 1º de fevereiro a 30 de junho e de 1º de agosto a 15 de dezembro. CAPÍTULO II Da instalação Art. 4° - A Câmara Municipal instalar-se-á no dia 1º de janeiro de cada legislatura, às 10h00min, em sessão solene, independentemente de número, sob a presidência do Vereador mais votado, dentre os presentes, que designará um de seus pares para secretariar os trabalhos. Art. 5° - Os Vereadores presentes, regularmente diplomados, serão empossados após a leitura do compromisso pelo Presidente, nos seguintes termos: “PROMETO EXERCER, COM DEDICAÇÃO E LEALDADE, O MEU MANDATO, RESPEITANDO A CONSTITUIÇÃO E AS LEIS, DEFENDENDO OS INTERESSES DO MUNICÍPIO E O BEM ESTAR DE SUA POPULAÇÃO” Ato continuo os demais Vereadores presentes, dirão, em pé: “ASSIM PROMETO”. 2 Câmara Municipal de Sumaré. Disponível em: http://www.docvirt.com/docreader.net/docreader.aspx?bib=LeisSumare. Regimento Interno da Câmara Municipal de Sumaré 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 53 Parágrafo Único- O Presidente convidará, a seguir, o Prefeito e o Vice-prefeito, eleitos e regularmente diplomados, a prestar o compromisso a que se refere o caput deste artigo, e os declarará empossados. Art. 6° - O Prefeito, Vice-Prefeito e os Vereadores eleitos deverão apresentar seus diplomas à Secretaria Administrativa da Câmara, antes da sessão de instalação, bem como apresentar no ato da posse: I- documento comprobatório de desincompatibilização sob pena de extinção do mandato, II – declaração pública de bens, sob pena de cassação do mandato. Art. 7° - O exercício do mandato dar-se-á, automaticamente com a posse, assumindo o Prefeito, Vice- Prefeito e Vereadores, todos os direitos e deveres inerentes ao cargo. Art. 8° - A recusa do Vereador eleito a tomar posse, importa em renúncia tácita ao mandato, devendo o Presidente da Câmara, após o decurso do prazo de 15 dias, declarar extinto o mandato e convocar o respectivo suplente. Art. 9° - Enquanto não ocorrer a posse do Prefeito, assumirá o cargo o Vice-prefeito e, na falta ou impedimento deste, o Presidente da Câmara. Art. 10 - A recusa do Prefeito eleito em tomar posse importa em renúncia tácita ao mandato, devendo o Presidente da Câmara, após o decurso do prazo de 10 dias, declarar a vacância do cargo. § 1° - Ocorrendo a recusa do Vice-Prefeito em tomar posse, observar-se-á o mesmo procedimento previsto no caput deste artigo. § 2° - Ocorrendo a recusa do Prefeito e do Vice-Prefeito, o Presidente da Câmara deverá assumir o cargo de Prefeito, até a posse dos novos eleitos. CAPÍTULO II Das funções da Câmara Art. 11 - A Câmara tem funções legislativas, exerce atribuições de fiscalização externa, financeira e orçamentária de controle e de assessoramento dos atos do Executivo e prática de atos de administração interna. § 1° – A função legislativa consiste em deliberar por meio de Emendas à Lei Orgânica, Leis, Decretos Legislativos, Resoluções sobre as matérias decompetência do Município. § 2° - A função de fiscalização, compreendendo a contábil, financeira, orçamentária e patrimonial do Município e das entidades da Administração indireta, é exercida com o auxílio do Tribunal de Contas do Estado, compreendendo: I - apreciação das contas do exercício financeiro, apresentadas pelo Prefeito; II – acompanhamento das contas do exercício financeiro, apresentadas pelo Prefeito; III – acompanhamento das atividades financeiras do Município; IV- julgamento da regularidade das contas dos administradores e demais responsáveis por bens e valores públicos da Administração Direta e Indireta, incluídas as Fundações Sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público e as contas daqueles que derem causa à perda, extravio ou irregularidade de que resulte prejuízo ao erário público. § 3° - A função de controle é de caráter político-administrativo e se exerce sobre o Prefeito, Administradores Regionais, Secretários Municipais, Diretores Municipais, Mesa do Legislativo e Vereadores. § 4° - A função de assessoramento consiste em sugerir medidas de interesse público ao Executivo, mediante indicação. § 5° - A função administrativa é restrita à sua organização interna, à regulamentação de seu funcionalismo e a estruturação e direção de seus serviços auxiliares. TITULO II DOS VEREADORES CAPÍTULO I Da investidura do Mandato Art. 12 - Os Vereadores são agentes políticos investidos no mandato legislativo municipal, para uma legislatura, pelo sistema partidário e de representação proporcional, por voto direto e secreto. 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 54 CAPÍTULO II Dos Direitos e Prerrogativas do Vereador Art. 13 – São prerrogativas e direitos do Vereador, além de outros previsto na legislação vigente: I – uso da palavra em sessão, nos termos deste Regimento; II – inviolabilidade por suas opiniões, palavras e votos, no exercício do mandato e na circunscrição do Município; III - remuneração mensal condigna, nos termos da Lei Orgânica do Município; IV- licenças; V- Livre acesso e permanência para verificação e consulta de todos os documentos oficiais de quaisquer órgãos do Legislativo, da Administração Direta e Indireta, Fundações, Empresas de Economia Mista, nos termos da Lei Orgânica do Município de Sumaré. CAPÍTULO III Dos deveres do Vereador Art. 14 — São deveres do Vereador, além de outros previstos na legislação vigente: I – respeitar, defender e cumprir as Constituições Federal e Estadual, Lei Orgânica do Município e demais leis; II – agir com respeito ao Executivo e Legislativo, colaborando para o bom desempenho de cada um desses Poderes, III – usar de suas prerrogativas exclusivamente para atender ao interesse público, IV- obedecer às normas regimentais; V - representar a comunidade, comparecendo convenientemente trajado, à hora regimental, nos dias designados, para abertura das sessões, nelas permanecendo até o seu término, salvo motivo justo; VI - comparecer às reuniões das Comissões Permanentes ou Temporárias das quais seja integrante, prestando colaboração, emitindo pareceres no processo que lhe forem distribuídos, sempre com observância dos prazos regimentais; VII - votar as proposições submetidas à deliberação da Câmara, salvo quando tiver, ele próprio ou parente, afim ou consanguíneo, até o terceiro grau, interesse manifesto na deliberação, sob pena de nulidade da votação quando seu voto for decisivo; VIII – desempenhar os encargos que lhe forem atribuídas em Comissões Temporárias e Especiais, declinando-os, salvo motivo justo alegado perante a Presidência ou a Mesa, conforme o caso, IX - propor à Câmara todas as medidas que julgar convenientes aos interesses do Município e à segurança e bem estar da comunidade, bem como impugnar as que lhe pareçam contrárias ao interesse público, X – comunicar suas faltas ou ausências, quando tiver motivo justo para deixar de comparecer às sessões plenárias ou às reuniões das Comissões; XI - observar as disposições deste Regimento no que se refere às proibições e incompatibilidades. Art. 15 – Se qualquer vereador cometer, dentro do recinto da Câmara excesso que deva ser reprimido, o Presidente conhecerá do fato e tomará as seguintes providências, conforme a gravidade: I - advertência pessoal; II – advertência em plenário; III – cassação da palavra; IV – determinação para retirar-se do Plenário; V- outras medidas previstas neste Regimento. CAPÍTULO IV Das proibições e incompatibilidades Art. 16 – O Vereador não poderá: I – desde a expedição do diploma, firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de Direito Público, Autarquia, Empresa Pública, Sociedade de Economia Mista ou Empresa Concessionária de Serviços públicos, salvo quando obedeça às cláusulas uniformes: II – desde a posse: a) ser proprietário, controlador ou diretor de empresa que goze favor de contrato com pessoa jurídica de direito público, ou nela exerça função remunerada; b) aceitar ou exercer cargo, função ou emprego remunerado, nas entidades constantes do inciso anterior, caso não haja compatibilidade entre o horário normal de trabalho e das atividades no exercício do mandato; c) patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades a que se refere o inciso anterior; 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 55 d) ser titular de mais de um cargo ou mandato eletivo federal, estadual ou municipal. Art. 17 – Perderá o mandato o Vereador: I - que infringir qualquer das proibições estabelecidas no artigo anterior; II - cujo procedimento for declarado incompatível com o decoro parlamentar; III – que deixar de comparecer, em mais de três sessões ordinárias, salvo licença ou missão autorizada pela Câmara Municipal; IV- que perder ou tiver suspensos os direitos políticos; V- quando o decretar a Justiça Eleitoral; VI – que sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado, que implique em restrição de liberdade; VII – que fixar residência fora do Município. CAPÍTULO V Das Faltas e licenças Art. 18 – Será atribuída falta ao Vereador que não comparecer às sessões plenárias. § 1° - São motivos plenamente justificáveis para faltas de Vereador: luto, gala, desempenho de missões oficiais e doença comprovada por relatório médico. § 2° - Considera-se faltoso o Vereador que, embora tenha assinado o livro de presenças, não participe da Ordem do Dia. Art. 19 – O Vereador poderá licenciar-se: I - automaticamente: a) quando investido da função de Secretário Municipal, quando poderá optar pela remuneração do mandato, II – licenciado pela Câmara: a) por moléstia devidamente comprovada ou em licença-gestante, b) para desempenhar missões temporárias de caráter cultural ou de interesse do Município; c) para tratar de interesses particulares, por prazo determinado, nunca inferior a 30 (trinta) dias, não podendo reassumir o exercício do mandato antes do término da licença. § 1° - Para fins de remuneração considerar-se-á em exercício o Vereador licenciado nos termos das alíneas “a” e “b” do inciso II. § 2° - A licença gestante será concedida a Vereadora seguindo os mesmos critérios e condições estabelecidas da legislação municipal vigente. CAPÍTULO VI Da remuneração dos Vereadores Art. 20 – O mandado de Vereador será remunerado na forma fixada pela Câmara em cada legislatura para a subsequente, estabelecido como limite máximo o percentual previsto no art. 29, inciso VI, da Constituição Federal. Art. 21 – A gratificação de representação do Presidente da Câmara poderá fazer parte da mesma resolução ou resolução própria na mesma ocasião e no mesmo prazo. Art. 22 – A ausência de fixação da remuneração dos vereadores e da verba de representaçãodo Presidente da Câmara, implica em prorrogação automática da Resolução fixadora da remuneração para a legislatura posterior. CAPÍTULO VII Da Extinção do Mandato Art. 23 – Extingue-se o mandato do Vereador, que assim será declarado pelo Presidente da Câmara Municipal quando ocorrer falecimento ou renúncia por escrito. Art. 24 - Ao Presidente da Câmara compete declarar a extinção do mandato. § 1° - A extinção do mandato torna-se efetiva pela declaração do ato ou fato extintivo pela Presidência, comunicada ao Plenário e inserida na Ata, na primeira sessão após sua ocorrência e comprovação. § 2° - Efetivada a extinção, o Presidente convocará imediatamente o respectivo suplente. § 3° - O Presidente que deixar de declarar a extinção ficará sujeito às sanções de perda do cargo. § 4° - Em caso de omissão do Presidente, o suplente de vereador interessado poderá requerer a 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 56 declaração de extinção do mandato. Art. 25 - É livre o Vereador para renunciar ao mandato, devendo formalizar o ato por meio de oficio à Mesa da Câmara. Art. 26 - Considera-se formalizada a renúncia, e, por conseguinte, produzindo todos os efeitos para fins de extinção do mandato, com o protocolo do oficio na Secretaria Administrativa da Câmara e a comunicação ao Plenário. Parágrafo único- A renúncia é irretratável. CAPÍTULO VIII Da cassação do mandato Art. 27 – A perda e a extinção do mandato de Vereador ou Prefeito dar-se-ão nos casos previstos na Lei Orgânica do Município de Sumaré, mediante iniciativa da Mesa, Vereador ou Partido político com representação na Câmara, por deliberação de maioria qualificada. Art. 28 – A perda do mandato será declarada pela Mesa, com base na Lei Orgânica do Município e no Decreto Lei n° 201 de 27 de fevereiro de 1967, obedecendo o seguinte procedimento: I - a denúncia escrita da infração conterá a exposição dos fatos e a indicação das provas; II – de posse da denúncia o Presidente da Câmara, na primeira sessão dará ciência consultando a Câmara sobre o seu recebimento; a) decidido pelo recebimento, pelo voto da maioria dos presentes, na mesma sessão será constituída a Comissão Processante, com três vereadores sorteados entre os desimpedidos os quais elegerão o presidente e o relator. III - de posse do processo o Presidente da Comissão iniciará os trabalhos dentro de cinco dias, notificando o denunciado, com a remessa de cópias da denúncia e documentos que instruírem o processo, para que no prazo de 10 (dez) dias, apresente defesa prévia e indique provas que pretende produzir; a) decorrido o prazo de defesa, a Comissão Processante emitirá parecer dentro de cinco dias, opinando pelo prosseguimento ou arquivamento da denúncia; IV – opinado pelo prosseguimento da denúncia, o Presidente da Comissão designará início da instrução determinando atos, diligências e audiências para depoimento do denunciado e inquirição de testemunhas, V – é assegurado ao denunciado direito de intimação de todos os atos com antecedência de pelo menos 24 horas, sendo-lhe permitido assistir diligências e audiências, requerer e formular perguntas às testemunhas em sua defesa. VI - concluída a instrução o acusado terá vistas do processo para razões finais no prazo de cinco dias, em seguida a Comissão emitirá parecer final pela procedência ou improcedência da acusação, solicitando no Presidente da Câmara convocação de sessão para julgamento; a) na sessão de julgamento o processo será lido, podendo manifestarem-se pelo tempo máximo de quinze minutos cada um dos vereadores, cabendo ao denunciado ou seu procurador o tempo máximo de duas horas para defesa oral. VII - concluída a defesa, preceder-se-á tantas votações nominais quantas forem às infrações contidas da denúncia, considerando-se afastado definitivamente do cargo quando a denúncia for acolhida pelo voto de 2/3, pelo menos, dos membros da Câmara; VIII –o Presidente da Câmara proclamará o resultado, lavrando competente ata e em caso de condenação, e a Mesa Diretora expedirá competente Decreto Legislativo de cassação de mandato do denunciado. Sendo a votação absolutória, o processo será arquivado, comunicando a decisão a Justiça Eleitoral. IX – o presente processo deverá ser concluído dentro de noventa dias contados da notificação do acusado, sob pena de arquivamento no estado em que se encontre. CAPÍTULO IX Do decoro parlamentar Art. 29 – Considera-se procedimento incompatível com o decoro parlamentar: I - abuso das prerrogativas asseguradas aos membros da Câmara de Vereadores: II - percepção de vantagens indevidas em decorrência do cargo de Vereador; III – transgressão reiterada dos preceitos deste Regimento Interno; IV – perturbações da ordem nas sessões da Câmara ou nas reuniões das Comissões Permanentes 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 57 ou Temporárias, V - desrespeito manifesto à Mesa ou a qualquer de seus membros; VI – prática de atos atentatórios a dignidade da Câmara, da Mesa Diretora ou qualquer dos seus componentes, VII — comportamento vexatório ou indigno, na Câmara ou fora dela, capaz de comprometer a dignidade e majestade do Poder Legislativo. CAPÍTULO X Do suplente de Vereador Art. 30 - 0 suplente de Vereador sucederá o titular no caso de vaga, licença e impedimentos. Art. 31 – Quando convocado, o suplente deverá tomar posse no prazo de 07 (sete) dias, contados da convocação. Art. 32 – Enquanto não ocorrer a posse do suplente, o “quórum” será calculado em função dos Vereadores remanescentes. Art. 33 – 0 suplente de vereador, quando no exercício do mandato, terá os mesmos direitos, prerrogativas, deveres e obrigações do Vereador. Parágrafo único – O suplente no exercício temporário da vereança, não poderá fazer parte das Comissões Permanentes. TÍTULO III DA MESA CAPÍTULO I Disposições preliminares Art. 34 – A Mesa eleita, com mandato de 02 (dois) anos, será composta do Presidente, do 1º Secretário e do 2º Secretário. Parágrafo único - Para suprir a falta ou impedimento do Presidente, em Plenário, haverá um Vice- Presidente, eleito juntamente com os membros da Mesa. Na ausência de ambos, os Secretários substituem-nos sucessivamente. Art. 35 – As funções dos membros da Mesa somente cessarão: I - pela morte; II – com a posse da nova Mesa Diretora; III – pela renúncia, apresentada por escrito; IV- pela destituição do cargo; V- pela perda do mandato. Art. 36 – Vago qualquer cargo da Mesa, a eleição respectiva deverá realizar-se na Fase do Expediente da primeira sessão subsequente à vaga ocorrida, ou em sessão extraordinária para esse fim convocada. § 1° - Vaga a Presidência, assumirá a função em caráter interino, sucessivamente: I- Vice-Presidente; II – 1º Secretário, III – 2º Secretário; IV – Vereador mais idoso. § 2° - Até que se proceda à eleição prevista neste artigo, o Presidente interino ficará investido na plenitude das funções do cargo. CAPÍTULO II Da eleição da Mesa Art. 37 – Imediatamente após as solenidades de posse dos Vereadores, do Prefeito e do Vice-Prefeito, proceder-se-á, ainda sob a presidência do Vereador mais votado dentre os presentes, à eleição dos membros da Mesa Diretora da Câmara e da Vice-presidência. Parágrafo único – Na eleição da Mesa, o Presidente em exercício terá direito a voto. Art. 38 – Verificando o “quórum” da maioria absoluta dos vereadores, o Presidente anunciará os nomes dos candidatos aos cargos da Mesa e Vice-Presidência, devidamente registrados junto à Secretaria da Câmara Municipal. 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 58 Art. 39 – As chapas poderão ser completas ou em nomes avulsosdos candidatos aos cargos da Mesa Diretora e Vice-Presidência, previstos neste Regimento. § 1° - Poderá fazer uso da palavra, pelo prazo de cinco minutos, um representante de cada chapa inscrita e os candidatos em nome avulsos. § 2° - A eleição será feita mediante voto secreto, em cédula própria, contendo os nomes dos candidatos das chapas e dos candidatos isolados à Presidente, Vice-presidente e Secretários, procedendo-se a eleição num só ato de votação, para todos os cargos. § 3° - Não sendo possível, por qualquer motivo, efetivar-se ou completar-se a eleição da Mesa e Vice- Presidência, na primeira sessão para esse fim convocada, o Presidente convocará sessão para o dia seguinte e, se necessário, para os dias subsequentes, até plena consecução desse objetivo. § 4° - Se ocorrer empate, será considerado eleito o mais idoso dos concorrentes, e, se persistir o empate, disputarão o cargo por sorteio. Art. 40 – Na composição da Mesa será assegurada, na medida do possível, a participação proporcional dos partidos com representação na Câmara Municipal. Art. 41 – Na eleição da Mesa, observar-se-á o seguinte procedimento: I - Realização, por ordem do Presidente, da chamada regimental, para verificação de quórum mínimo, ou seja, a maioria absoluta dos membros na Câmara Municipal; II - Registro, junto à Mesa, individualmente ou por chapa, de candidatos; III - Chamada de Vereadores, por ordem alfabética, para votação secreta, para a chapa ou caso não haja, cargo a cargo, iniciando a votação a Presidente, Vice-presidente, Primeiro Secretário e Segundo Secretário; IV – A apuração será acompanhada pelo Secretário em exercício que lavrará a ata de votos outorgados a cada chapa ou candidatos; V – Observar-se-á a maioria simples de votos em único escrutínio; VI – Após a lavratura do resultado pelo Secretário em exercício, o Presidente declarará os nomes dos vereadores eleitos para os respectivos cargos; VII - Leitura pelo Presidente do resultado da eleição na ordem decrescente dos votos. Art. 42 - É vedada a reeleição para o biênio subsequente, dentro da mesma legislatura de qualquer dos membros da Mesa, para o mesmo cargo, inclusive o de Vice-Presidente. Art. 43 - A eleição para renovação da Mesa e Vice-Presidência, realizar-se-á, sempre, logo após o encerramento da última sessão ordinária do ano legislativo, independentemente de convocação, observando-se os mesmos procedimentos, considerando-se automaticamente empossados os eleitos no dia 1º de janeiro do ano seguinte. Art. 44 - O Presidente não poderá fazer parte de nenhuma Comissão Permanente. Art. 45 – Os membros da Mesa não poderão fazer parte da liderança. CAPİTULO I Competência da Mesa e de seus membros Seção I Das atribuições da Mesa Art. 46 – À Mesa compete, dentre outras atribuições estabelecidas em lei e neste Regimento ou deles implicitamente resultantes, a direção dos trabalhos legislativos e dos serviços administrativos da Câmara, especialmente: I - propor projetos de Decreto-Legislativo dispondo sobre: a) licença do Prefeito para afastamento do cargo; b) autorização ao Prefeito para, por necessidade de serviço, ausentar-se do Município por mais de 10 (dez) dias úteis, II – propor projetos de Resolução dispondo sobre: a) organização da Câmara e seu funcionamento; b) polícia interna, c) concessão de licença aos Vereadores, d) fixação dos subsídios dos Vereadores e verba de representação do Presidente para a legislatura subsequente; III - promulgar emendas à Lei Orgânica; 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 59 IV- declarar a perda do mandato do Vereador, nos termos da Lei Orgânica do Município de Sumaré e deste Regimento; V- solicitar ao Prefeito, através de oficio, a propositura de Projeto de Lei que disponha sobre abertura de créditos suplementares ou especiais ao Orçamento da Câmara Municipal; VI - elaborar e encaminhar ao Prefeito, até 30 de julho, a proposta orçamentária do Município, e fazer, mediante ato, a discriminação analítica das dotações respectivas, bem como alterá-las, quando necessário; VII – suplementar, mediante ato, as dotações orçamentárias da Câmara, observado o limite autorizado constante da Lei Orçamentária, desde que os recursos para sua cobertura sejam provenientes da anulação total ou parcial de suas dotações, VIII — devolver à Fazenda Municipal, até 31 de dezembro, o saldo numerário que lhe foi liberado durante o exercício; IX – enviar ao Executivo Municipal, até 1° de março, as contas do exercício anterior; X – enviar até o dia 10 do mês seguinte, para o fim de serem incorporados aos balancetes do Município, os balancetes financeiros e suas despesas orçamentárias relativos ao mês anterior; XI - abrir, mediante ato, sindicâncias e processos administrativos e aplicar penalidades; XII – assinar as atas das sessões da Câmara; XIII – apresentar ao Plenário até o dia 20 de cada mês, o balancete relativo às verbas recebidas e às despesas do mês anterior; XIV – designar, mediante ato, Vereadores para missão de representação da Câmara Municipal. Art. 47 – Os atos administrativos da Mesa serão numerados em ordem cronológica, com renovação a cada Legislatura. Parágrafo único - A recusa injustificada de assinatura dos atos da mesa ensejará o processo de destituição do membro faltoso. Art. 48 – As decisões da Mesa serão tomadas por maioria de seus membros. Seҫӑо II Das atribuições do Presidente Art. 49 - O Presidente é o representante legal da Câmara nas suas relações externas, competindo-lhe as funções administrativas e diretivas internas, além de outras expressas neste Regimento ou decorrentes da natureza de suas funções e prerrogativas. Art. 50 – Ao Presidente da Câmara compete, privativamente: I - quanto às sessões; a) convocar, presidir, abrir, encerrar, suspender e prorrogar as sessões, observando e fazendo observar as normas vigentes e as determinações deste Regimento; b) determinar ao Secretário a leitura da Ata e das comunicações dirigidas à Câmara; c) determinar, de ofício ou a requerimento de qualquer Vereador, em qualquer fase dos trabalhos a verificação de presença; d) declarar a hora destinada ao Expediente, à Ordem do Dia e a Explicação Pessoal e os prazo facultados aos oradores, e) anunciar a Ordem do Dia e submeter à discussão e votação a matéria dela constante; f) conceder ou negar a palavra aos Vereadores, nos termos deste Regimento e, não permitir divagações ou apartes estranhos ao assunto em discussão; g) interromper o orador que se desviar da questão em debate ou falar sem o respeito devido à Câmara ou a qualquer de seus membros, advertindo-o e, em caso de insistência, cassando lhe a palavra, podendo, ainda, suspender a Sessão, quando não atendido e as circunstâncias assim o exigirem; h) autorizar o Vereador a falar da bancada; i) submeter à discussão e votação a matéria, bem como estabelecer o ponto da questão que será objeto de votação; j) decidir sobre impedimento de Vereador para votar; k) votar nos seguintes casos: 1) na eleição da Mesa Diretora; 2) quando a matéria exigir “quórum” de 2/3 (dois terços) dos membros da Câmara; 3) no empate das votações públicas; 4) nas votações secretas, l) anunciar o resultado da votação e declarar prejudicabilidade dos projetos; 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 60 m) decidir questões de ordem e as reclamações; n) anunciar o término das sessões, II – quanto às atividades legislativas: a) comunicar aos Vereadores, a convocação de sessões extraordinárias; b) deferir, por requerimento do autor, a retirada de proposições; c) despachar requerimento; d) determinar o arquivamento ou desarquivamento de proposições, nos termos regimentais, e) devolver ao autora proposição que não esteja devidamente formalizada nos termos deste Regimento ou que verse sobre matéria alheia à competência da Câmara; f) recusar o recebimento de substitutivo ou emendas que não sejam pertinentes à proposição inicial; g) expedir os processos às Comissões e incluí-los na pauta; h) declarar prejudicada a proposição em face de rejeição ou aprovação de outra com o mesmo objetivo, salvo requerimento que consubstanciar reiteração de pedido não atendido ou resultante de modificação da situação de fatos anteriores, i) fazer publicar os atos da Mesa e da Presidência, Portarias, Resoluções e Decretos Legislativos, bem como as Leis por ele promulgadas, j) incluir na Ordem do Dia da primeira sessão subsequente, sempre que tenha sido esgotado o prazo previsto para apreciação, os vetos opostos pelo Poder Executivo, ficando sobrestadas as demais proposições até que se ultime a votação; l) promulgar as Resoluções e os Decretos Legislativos, bem como as leis com sanção tácita ou cujo veto tenha sido rejeitado pelo Plenário; m) assinar Autógrafos dos Projetos de Lei destinados à sanção e promulgação do Chefe do Executivo Municipal; n) apresentar proposição à consideração do Plenário, devendo afastar-se da presidência para discuti- la; o) convocar sessões ordinárias da Câmara, expedindo a Ordem do Dia; p) presidir a sessão ou sessões da eleição da Mesa do período seguinte; q) comunicar ao Plenário a declaração de extinção do mandato do Prefeito ou Vereador, na primeira sessão subsequente à apuração do fato fazendo constar de ata a declaração e convocando imediatamente respectivo suplente, no caso de extinção de mandato de vereador; r) dar ciência ao Plenário do relatório apresentado por Comissão Parlamentar de Inquérito; s) apreciar e encaminhar pedidos escritos de informação ao Prefeito, aos Secretários e Diretores Municipais; III – quanto à competência geral: a) substituir o Prefeito ou sucedê-lo na falta deste e do Vice Prefeito, completando, se for o caso, o seu mandato, ou até que se realizem novas eleições, nos termos da lei; b) representar a Câmara em juízo ou fora dele; c) dar posse ao Prefeito, ao Vice-Prefeito e aos Vereadores que não forem empossados no primeiro dia da legislatura e aos suplentes de vereadores; d) declarar extinto o mandato do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Vereadores, nos casos previstos em lei; e) promulgar Decreto-Legislativo de cassação de mandato; f) declarar vacância do cargo de Prefeito, nos termos da lei; g) não permitir a publicação de pronunciamentos ou expressões atentatórias ao decoro parlamentar; h) zelar pelo prestígio e decoro da Câmara, bem como pela dignidade e respeito às prerrogativas constitucionais de seus membros; i) autorizar a realização de eventos culturais e de interesse público no Plenário da Câmara, fixando- lhes data, local e horário; j) cumprir e fazer cumprir o Regimento Interno; k) publicar e remeter ao Tribunal de Contas do Estado as decisões do Plenário, sobre as contas do Executivo, IV – quanto à mesa: a) convocá-la e presidir suas reuniões; b) tomar parte nas discussões e deliberações com direito a voto; c) executar as decisões da Mesa. V- quanto às Comissões: a) designar seus membros titulares e suplentes mediante indicação dos líderes ou blocos parlamentares, b) assegurar os meios e condições necessárias ao seu pleno funcionamento; c) nomear os membros das Comissões Temporárias e Comissões Parlamentares de Inquérito, 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 61 VI – quanto às atividades administrativas: a) zelar pelos prazos do processo legislativo e daqueles concedidos as Comissões e ao Prefeito, b) dar andamento legal aos recursos interpostos contra atos da Presidência, da Mesa ou da Câmara; c) organizar e enviar a Ordem do Dia, com no mínimo, 48 (quarenta e oito) horas de antecedência da sessão respectiva; d) executar as deliberações do Plenário, e) assinar as atas das sessões, os editais, portarias e expediente da Câmara; f) abonar as faltas dos vereadores nos termos deste Regimento; g) rubricar os livros destinados aos serviços da câmara e de sua Secretaria, h) proceder às licitações para compras, obras e serviços da Câmara de acordo com a legislação federal pertinente; i) providenciar nos termos da legislação em vigor, a expedição de certidões que lhe forem solicitadas, relativas a despachos, atos ou informações a que os mesmos, expressamente, se refiram; VII – quanto aos serviços da Câmara: a) remover e readmitir servidores da Câmara, conceder-lhes férias e abono de faltas; b) superintender o serviço da Secretaria da Câmara; c) autorizar nos limites do orçamento, as despesas e requisitar o numerário ao Executivo; d) determinar a abertura de sindicâncias e processos administrativos. VIII – quanto às relações externas da Câmara: a) conceder audiências públicas em dias e horários prefixados; b) solicitar ao Prefeito os pedidos de informações formulados pela Câmara; c) interpelar judicialmente o Prefeito, quando este deixar de colocar à disposição da Câmara, no prazo legal, as quantias requisitadas ou a parcela correspondente ao duodécimo das dotações orçamentárias; IX – quanto a polícia interna: a) policiar o recinto da Câmara com auxílio de seus servidores, podendo requisitar elementos de corporação civil e militar para manter a ordem interna; b) permitir que qualquer cidadão assista às sessões da Câmara na parte do recinto que lhe é reservada desde que: 1. apresente-se convenientemente trajado; 2. não porte armas, 3. não se manifeste desrespeitosa ou excessivamente em apoio ou desaprovação ao que se passa em Plenário; 4. respeite os Vereadores, 5. atenda às determinações da Presidência; 6. não interpele os Vereadores. c) admitir, no recinto do Plenário e em outras dependências da Câmara, a seu critério, somente a presença de Vereadores, servidores da Secretaria Administrativa e apoio Jurídico, estes quando em serviço; d) credenciar representantes, em número não superior a 02 (dois) de cada órgão de imprensa escrita, falada ou televisionada, que o solicitar, para trabalhos correspondentes à cobertura jornalística das sessões. Art. 51 – À hora do início dos trabalhos da sessão, não se achando o Presidente no recinto, será ele substituído, sucessivamente, pelo Vice-Presidente, pelo 1° Secretário, 2º Secretário, ou ainda, pelo Vereador mais idoso entre os presentes. Parágrafo único – A Mesa, composta na forma deste artigo, dirigirá os trabalhos até o comparecimento de algum de seu membro titular ou de seus substitutos legais. Art. 52 - O Presidente em exercício será sempre considerado para efeito de “quórum”, em discussão e votação do Plenário. Art. 53 – Todos os Atos da Presidência serão numerados e em ordem cronológica. Seҫӑо III Das atribuições do Vice – Presidente Art. 54 – Compete ao Vice-Presidente substituir o Presidente em suas faltas ou impedimentos em Plenário. 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 62 Parágrafo Único – Compete-lhe ainda, substituir o Presidente fora do Plenário em suas faltas, ausências, impedimentos ou licenças, ficando, nas duas últimas hipóteses, investido na plenitude das respectivas prerrogativas. Art. 55 – Compete ainda ao Vice-Presidente, promulgar as leis com sanção tácita ou cujo veto tenha sido rejeitado pelo Plenário, sempre que o Presidente deixar de fazê-lo em igual prazo concedido a este. Seção IV Das atribuições dos Secretários Art. 56 — São atribuições do 1º Secretário: I - proceder à chamada dos vereadores nas ocasiões determinadas pelo Presidente e nos casos previstos neste Regimento, assinado as respectivas folhas, II – ler a ata e as matérias do expediente, bem como proposiçõese demais papéis sujeitos ao conhecimento ou deliberação do Plenário; III – determinar o recebimento e zelar pela guarda das proposições e documentos entregues à Mesa, para conhecimento e deliberação do Plenário; IV – constatar a presença dos Vereadores ao se abrir a sessão confrontando-a com o livro de presença e painel eletrônico, anotando os presentes e os que ausentarem, assim como encerrar o referido livro, ao final da sessão, V – superintender a ata, resumindo os trabalhos da sessão e assinando-as juntamente com o Presidente e 2º Secretário; VI - assinar com o Presidente e 2º Secretário os Atos da Mesa e as Portarias. Art. 57 – São atribuições do 2º Secretário: I - auxiliar o 1º Secretário no desempenho de suas atribuições quando da realização da Sessão Plenária; II – assinar, juntamente com o Presidente e o 1º Secretário os Atos da Mesa, as Atas e as Portarias. Capítulo III Da Extinção do Mandato da Mesa Seção I Das Disposições Preliminares Art. 58 – As funções dos membros da Mesa cessarão: I - pela posse da Mesa eleita para o mandato subsequente; II – pela renúncia apresentada por escrito; III – pela destituição; IV - pela cassação ou extinção do mandato de vereador. Art. 59 - Vagando qualquer cargo da Mesa, será realizada eleição no Expediente da primeira sessão ordinária seguinte, ou em sessão extraordinária, convocada para esse fim, para completar o mandato. Parágrafo único – Em caso de renúncia ou destituição total da Mesa, proceder-se-á à nova eleição, para completar o período do mandato na sessão imediata àquela em que ocorreu a renúncia ou destituição, sob a presidência do Vereador mais votado dentre os presentes, que ficará investido na plenitude das funções até a posse da nova Mesa. Seção II Da Renúncia da Mesa Art. 60 – A renúncia do Vereador ao cargo que ocupa na Mesa dar-se-á por oficio a ela dirigido e efetivar-se-á independentemente de deliberação do Plenário, a partir do momento em que for lido em sessão. Art. 61 – Em caso de renúncia total da Mesa, o oficio respectivo será levado ao conhecimento do Plenário pelo Vereador mais votado dentre os presentes, exercendo ele as funções de Presidente. 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 63 Seҫӑо III Da Destituição da Mesa Art. 62 - Os membros da Mesa, isoladamente ou em conjunto, poderão ser destituídos de seus cargos, mediante Resolução aprovada por 2/3 (dois terços), no mínimo, dos membros da Câmara, assegurado o direito de ampla defesa. Parágrafo único – É passível de destituição o membro da Mesa quando faltoso, omisso ou ineficiente no desempenho de suas atribuições regimentais, ou quando exorbite das atribuições a ele conferidas por este Regimento. Art. 63 – O processo de destituição terá início por denúncia subscrita necessariamente por, pelo menos 1/5 (um quinto) dos vereadores, que será dirigida ao Plenário e lida em qualquer fase da sessão. § 1° – Da denúncia deverá constar: I - nome do membro ou dos membros da Mesa denunciados, II – a descrição circunstanciada das irregularidades supostamente cometidas, III – as provas que se pretende produzir. § 2º - Lida a denúncia, será imediatamente submetida ao Plenário pelo Presidente, salvo se este estiver envolvido nas acusações, caso em que essa providência e demais relativas ao procedimento de destituição competirão a seus substitutivos legais, e se estes também estiverem envolvidos, pelo Vereador mais votado, dentre os presentes. § 3° - Os membros da Mesa envolvidos nas acusações continuarão exercendo suas funções exceto quando o Plenário ou Comissões estiver discutindo ou deliberando qualquer ato relativo ao processo de sua destituição. § 4° - Os denunciantes e o denunciado ou denunciados são impedidos de deliberar sobre o recebimento da denúncia, não sendo necessária a convocação de suplente para esse ato. § 5° - Considerar-se-á recebida a denúncia se for aprovada por maioria simples. § 6° - Recebida a denúncia, serão sorteados 3 (três) vereadores para compor a Comissão Processante de Destituição. § 7° - O processo de destituição terá os mesmos procedimentos adotados no Art. 28 e seus incisos deste Regimento, subsidiariamente aos adotados nesta seção. Art. 64 - Concluídos os trabalhos, a Comissão Processante de Destituição deverá apresentar seu parecer na primeira sessão ordinária subsequente, para ser lido, discutido e votado nominalmente em turno único, na fase de expediente. § 1° - O Parecer da Comissão que concluir pela improcedência das acusações será votado por maioria simples, procedendo-se: a) ao arquivamento do processo, se aprovado o Parecer; b) à remessa do processo à Comissão de Justiça e Redação, para elaboração do Projeto de Resolução, se rejeitado. § 2° - A Comissão de Justiça e Redação deverá elaborar, dentro de 03 (três) dias, o Projeto de Resolução propondo a destituição do denunciado ou denunciados. Art. 65 – A aprovação do Projeto de Resolução, pelo quórum de 2/3 (dois terços), implicará o imediato afastamento do denunciado ou denunciados, devendo a Resolução respectiva ser dada à publicação, pela autoridade que estiver presidindo os trabalhos, dentro do prazo de 48 (quarenta e oito) horas, contado da deliberação do Plenário. TÍTULO IV DAS COMISSÕES CAPÍTULO I Disposições Preliminares Art. 66 - As Comissões são órgãos internos destinados a estudar, investigar e apresentar conclusões ou sugestões sobre o que for submetido à sua apreciação e, serão permanentes ou temporárias. Parágrafo único - Na constituição de cada Comissão é assegurada, tanto quanto possível, a representação proporcional dos partidos ou dos blocos parlamentares com representação na Câmara Municipal. Art. 67 – A representação dos partidos ou blocos será obtida dividindo-se o número de membros da Câmara Municipal pelo número de membros de cada comissão e o número de Vereadores de cada partido 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 64 o bloco, pelo resultado assim alcançado, obtendo-se, então, o quociente partidário, que representará o número de lugares que cada bancada terá nas Comissões. CAPÍTULO II Das Comissões Permanentes Seção I Da composição das Comissões Permanentes Art. 68 - As Comissões Permanentes são as que subsistem através da legislatura e têm por objetivo estudar os assuntos submetidos ao seu exame e sobre ele exarar parecer. Art. 69 – As Comissões Permanentes serão constituídas na mesma sessão legislativa em que for eleita a Mesa da Câmara, imediatamente após a eleição desta. Art. 70 – Os membros das Comissões Permanentes serão nomeados pelo Presidente da Câmara, por indicação dos líderes da bancada, para um período de 02 (dois) anos, observada a representação proporcional partidária. Parágrafo Único - Havendo concordância entre lideranças, poderá ocorrer a permuta de vagas para prevalecer o critério da atividade profissional do Vereador com a competência da Comissão. Art. 71 - Não havendo acordo, proceder-se-á a escolha dos membros das Comissões Permanentes por eleição na Câmara, votando cada vereador em um único nome para cada Comissão, considerando- se eleitos os mais votados. § 1º - Proceder-se-á a tantos escrutínios quantos forem necessários para completar o preenchimento de todos os lugares de cada Comissão. § 2º - Havendo empate, considerar-se-á eleito o Vereador do Partido ainda não representado na Comissão. § 3° - Se os empatados se encontrarem em igualdade de condições, será considerado eleito o mais votado na eleição para Vereador. § 4° - Cada Vereador, se possível, deverá participar de uma Comissão Permanente. Art. 72 - A votação para constituição de cada uma das Comissões Permanentes far-se-ámediante voto aberto. Art. 73 - As Comissões Permanentes, logo que constituídas, reunir-se-ão para eleger os respectivos Presidentes e deliberar sobre a ordem dos trabalhos, deliberações essas que serão consignadas em livro próprio. Art. 74 - Os suplentes no exercício temporário da Vereança não poderão fazer parte das Comissões Permanentes. Parágrafo Único – O Vice-Presidente da Mesa, no exercício da presidência, nos casos de impedimento ou licença do Presidente, nos termos deste Regimento, terá substituto nas Comissões Permanentes a que pertencer, enquanto substituir o Presidente da Mesa. Art. 75 - O preenchimento das vagas ocorridas nas Comissões, nos casos de impedimento, destituição ou renúncia, será apenas para completar o período do mandato. Art. 76 – As modificações numéricas que venham a ocorrer nas bancadas dos partidos, que importem modificações da proporcionalidade partidária na composição das comissões, só prevalecerão a partir da sessão legislativa subsequente. SEÇÃO II Da Competência das Comissões Permanentes Art. 77 - As Comissões Permanentes são sete, compostas cada uma de três membros, no mínimo, com as seguintes denominações: I- Justiça e Redação; II – Finanças e Orçamento; III – Obras, Serviços públicos e Atividades privadas; IV- Educação, Saúde, Assistência Social, Cultura, Lazer e Turismo; V- Segurança Pública, VI – Meio Ambiente, Estatuto da Cidade, Plano Diretor, Uso, Ocupação e Parcelamento do Solo, 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 65 VII – Assuntos da Região Metropolitana de Campinas. Art. 78 – Às Comissões Permanentes, em razão da matéria de sua competência, cabe: I - estudar proposições e outras matérias submetidas ao exame, apresentando conforme o caso: a) parecer, b) substitutivos ou emendas, c) relatório conclusivo, pesquisa e investigações; II – realizar audiências públicas, III – convocar Secretários e Diretores Municipais e os responsáveis pela administração direta e indireta para prestar informações inerentes às suas atribuições, no exercício das funções fiscalizadoras da Câmara; IV - solicitar ao Prefeito informações sobre assuntos referentes à Administração; V- fiscalizar, inclusive efetuando diligências, vistorias e levantamento “in loco”, os atos da administração direta e indireta, nos termos do artigo 27 da Lei Orgânica do Município, em especial para verificar a regularidade, a eficiência e a eficácia dos seus órgãos no cumprimento dos objetivos institucionais; VI - acompanhar junto ao Executivo a elaboração da proposta orçamentária, bem como a sua posterior execução. Art. 79 – E vedado às Comissões Permanentes, ao apreciar proposição ou qualquer matéria submetida ao seu exame, opinar sobre aspectos que não sejam de sua atribuição específica. Art. 80 – É obrigatório o parecer das Comissões Permanentes nos assuntos de sua competência. Art. 81 - Compete à Comissão de Justiça e Redação manifestar-se sobre todos os assuntos entregues à sua apreciação, quanto ao seu aspecto constitucional, legal ou jurídico e quanto a seu aspecto gramatical e lógico, quando solicitado o seu parecer por imposição regimental ou por deliberação do Plenário, bem como emitir redação final. Parágrafo único – A Comissão de Justiça de Redação compete ainda, manifestar-se sobre o mérito das seguintes proposições: I - organização administrativa da Câmara e da Prefeitura Municipal; II – contratos, ajustes, convênios e consórcios, III – licença ao Prefeito e Vereadores; IV - prestação de contas do Prefeito, mediante Parecer Prévio do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. Art. 82 – Compete à Comissão de Finanças e Orçamento emitir parecer sobre todos os assuntos de caráter financeiro, e especialmente sobre: I - projetos de lei relativos ao Plano Plurianual, às Diretrizes Orçamentárias, ao Orçamento Anual e aos créditos adicionais; II – prestação de Contas do Prefeito, mediante parecer prévio do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, concluindo pelo projeto de Decreto-Legislativo; III – proposições referentes à matéria tributária, empréstimos públicos e as que, direta e indiretamente altera a despesa ou receita do Município, acarretem responsabilidade ao erário público municipal ou interessem ao crédito público; IV - proposições que fixem vencimentos dos servidores e subsídios. Art. 83 – Compete à Comissão de Obras e Serviços públicos emitir parecer sobre todos os assuntos atinentes a: I – realização de obras e serviços públicos, seu uso e gozo, venda, hipoteca, permuta, outorga de concessão administrativa ou direito real de uso de bens imóveis de propriedade do município; II – sobre serviços de utilidade pública, sejam ou não objeto de concessão ou permissão municipal; III – sobre serviços públicos realizados ou prestados pelo Município diretamente ou por intermédio de autarquias; IV – sobre transporte coletivo e individuais, frete, carga, utilização das vias urbanas e estradas municipais e sua respectiva sinalização, bem como sobre os meios de comunicação. Art. 84 – Compete à Comissão de Educação, Saúde, Assistência Social, Cultura, Lazer e Turismo, examinar e emitir parecer sobre os processos referentes à educação, ensino, artes, ao patrimônio 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 66 histórico, artístico e cultural, aos esportes, às atividades de lazer, higiene, saúde e assistência social e, em especial: I - sistema municipal de ensino; II – concessão de bolsa de estudo e auxílio transporte aos estudantes; III – programa de merenda escolar; IV- preservação da memória da cidade no plano estético, paisagístico, de seu patrimônio histórico, cultural, artístico e arquitetônico, V – denominação e alteração de próprios, vias, logradouros públicos; VI - concessão de títulos honoríficos, outorga de honrarias, prêmios ou homenagens a pessoas que reconhecidamente tenham prestado serviços ao Município, VII - serviços, equipamentos e programas culturais, educacionais, esportivos, recreativos e de lazer voltados à comunidade; VIII – Sistema Único de Saúde; IX – vigilância sanitária, epidemiológica e nutricional; X – segurança e saúde do trabalhador; XI - programas de proteção ao idoso, à mulher, à criança, ao adolescente e ao portador de necessidades especiais; X - turismo e defesa do consumidor; XI - abastecimento de produtos. Art. 85 – Compete à Comissão de Meio Ambiente, Estatuto da Cidade, Plano Diretor, Uso, Ocupação e Parcelamento do Solo examinar e emitir parecer sobre assuntos referentes a: I - cadastro territorial do Município, planos gerais e parciais de urbanização ou reurbanização, zoneamento, uso e ocupação do solo; II – criação, organização ou supressão de distritos e sub-distritos, divisão de território em áreas administrativas, III – plano diretor; IV – controle de poluição ambiental em todos os seus aspectos de preservação dos recursos naturais; V - disciplinação das atividades econômicas desenvolvidas no Município. Art. 86 – Compete à Comissão de Segurança Pública examinar e emitir parecer sobre assuntos relacionados à Segurança, às atividades da Guarda Municipal, além de realizar estudos sobre serviços efetuados pelas polícias civis e militares, propondo sugestões às autoridades estaduais. Art. 87 – Compete à Comissão de Assuntos da Região Metropolitana de Campinas, examinar e emitir parecer sobre assuntos atinentes a: I - eficiência e a abrangência metropolitana de proposições de iniciativa do Poder Executivo e Legislativo Municipal; II - compatibilidade das proposições do Poder Municipal com interesses dos municípios pertencentes à Região Metropolitana de Campinas. SEÇÃO III Do Presidente, Vice-Presidente e Secretáriosdas Comissões Permanentes Art. 88 – Ao Presidente de Comissão Permanente compete: I - convocar audiências públicas, ouvida a Comissão, II – presidir as reuniões e zelar pela ordem dos trabalhos; III - convocar reuniões extraordinárias, de oficio ou a requerimento da maioria dos membros da Comissão, IV – zelar pela observância dos prazos concedidos à Comissão; V- representar as Comissões nas relações com a Mesa e o Plenário, VI - enviar à Mesa toda a matéria da Comissão destinada ao conhecimento do Plenário. Art. 89 - Ao Vice-Presidente compete substituir o Presidente em suas faltas, impedimento e licenças. Art. 90 – Os presidentes de Comissões Permanentes poderão reunir-se, quinzenalmente, sob a Presidência do Presidente da Câmara para examinar assuntos de interesse comum das comissões e determinar providências sobre o melhor e mais rápido andamento das proposições. 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 67 Art. 91 – Ao Secretário das Comissões Permanentes compete: I - presidir as reuniões da Comissão nas ausências simultâneas do Presidente e Vice-Presidente, II – fazer observar os prazos regimentais dos processos que tramitam na Comissão. Art. 92 – Se, por qualquer razão, o Presidente deixar de fazer parte da Comissão ou renunciar ao cargo, proceder-se-á a nova eleição, salvo se faltarem menos de três meses para o término da sessão legislativa, sendo, neste caso, substituído pelo Vice-presidente. SEÇÃO IV Das Reuniões das Comissões Art. 93 – As Comissões Permanentes reunir-se-ão: I - ordinariamente, às quartas e/ou quintas-feiras, com início às 14h00min, exceto nos dias de feriados e pontos facultativos, II – extraordinariamente, sempre que necessário, mediante convocação de oficio pelos respectivos Presidentes, ou a requerimento da maioria dos membros da Comissão, mencionando-se, em ambos os casos, a matéria a ser apreciada. § 1° - Quando a Câmara estiver em recesso, as comissões só poderão reunir-se em caráter extraordinário, para tratar de assunto relevante e inadiável. § 2º - As Comissões não poderão reunir-se durante o transcorrer das sessões ordinárias, ressalvados os casos expressamente previstos neste Regimento. Art. 94 - As Comissões Permanentes devem reunir-se em local destinado para esse fim, com a presença da maioria absoluta de seus membros. Art. 95 – As reuniões, salvo deliberação em contrário, tomada por maioria absoluta dos membros das Comissões Permanentes, serão públicas. Art. 96 – Poderão participar das reuniões, técnicos de reconhecida competência na matéria, assessoria jurídica, ou representantes de entidade idôneas, em condições de propiciar esclarecimentos sobre assunto submetido à apreciação das comissões. SEÇÃO V Dos Trabalhos das Comissões Art. 97 – As Comissões somente deliberarão com a presença da maioria de seus membros. Art. 98 – Salvo exceções previstas neste Regimento, para emitir parecer sobre qualquer matéria, cada Comissão terá o prazo de 15 dias, prorrogáveis por mais 05 (cinco) dias pelo Presidente da Câmara, a requerimento devidamente fundamentado. Parágrafo Único- o prazo previsto neste artigo começa a correr a partir da data em que o Presidente da Comissão for formalmente oficiado pelo Presidente da Câmara da matéria a ser apreciada pela Comissão. Art. 99 - Decorridos os prazos previstos no artigo anterior, deverá a Comissão apresentar o parecer sobre a matéria submetida a sua apreciação, em caso da falta de parecer, a Comissão deverá declarar o motivo por escrito. Art. 100 – Decorridos os prazos de todas as Comissões a que tenham sido enviados, poderão ser incluídos na Ordem do Dia, com ou sem parecer, pelo Presidente da Câmara, de oficio ou a requerimento de qualquer vereador, independentemente do pronunciamento do Plenário. Parágrafo único – Na falta de parecer, será designado pelo Presidente da Câmara um Relator Especial, para exarar parecer dentro do prazo improrrogável de 05 (cinco) dias. Art. 101 – 0 recesso da Câmara interrompe todos os prazos consignados na presente seção. Art. 102 - Quando qualquer processo for distribuído a mais de uma Comissão, cada qual dará seu parecer separadamente, dentro do mesmo prazo estabelecido no art. 98 deste Regimento. 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 68 Art. 103 – Mediante comum acordo de seus Presidentes, em caso de urgência justificada, poderão as Comissões Permanentes realizar reuniões conjuntas para exame de proposições ou de qualquer matéria a elas submetidas, facultando-se, neste caso, a apresentação de parecer conjunto. SEÇÃO VI Dos pareceres Art. 104 – Parecer é o pronunciamento da Comissão sobre qualquer matéria sujeita ao seu estudo. Art. 105 - Os membros das Comissões emitirão seu juízo sobre a manifestação mediante a oposição de assinatura. Art. 106 – Poderá o membro da Comissão exarar voto em separado, devidamente fundamentado. Art. 107 – O voto não acolhido pela maioria da Comissão constituirá voto vencido. Art. 108 – O relatório acolhido pela maioria dos membros passará a constituir seu parecer. Art. 109 - Para emitir parecer verbal, nos casos expressamente previstos neste Regimento, o Presidente, ao fazê-lo, indicará sempre os nomes dos membros da Comissão ouvidos e declarará quais os que se manifestaram favoráveis e quais os contrários à proposição. Art. 110 – O projeto de lei que receber parecer contrário, quanto ao mérito, de todas as comissões a que foi distribuído, será tido como rejeitado. Art. 111 - Quando somente uma Comissão Permanente tiver competência regimental para apreciação do mérito de uma propositura, seu parecer contrário não acarretará a rejeição, que deverá ser submetida ao Plenário. SEÇÃO VII Das Audiências Públicas Art. 112 – Cada Comissão Permanente poderá realizar isoladamente ou em conjunto, audiências públicas com entidades da sociedade civil para instruir matéria legislativa em trâmite, bem como tratar de assuntos de interesse público relevante, atinentes à sua área de atuação, mediante proposta da maioria de seus membros. Parágrafo Único – As Comissões Permanentes poderão convocar uma só audiência, englobando dois ou mais projetos de lei relativos a mesma matéria. Art. 113 - A Mesa, tão logo receba comunicação de realização de audiência pública, por parte de qualquer das comissões, obriga-se a publicar, no mínimo três vezes, o ato convocatório na Imprensa Oficial, do qual constará local, horário e pauta. Art. 114 - A Comissão selecionará para serem ouvidas pessoas interessadas e especialistas ligados às entidades cujas atividades sejam afetas ao tema, cabendo ao Presidente da Comissão expedir os convites. Art. 115 – Os expositores e vereadores presentes terão o prazo de 10 (dez) minutos para fazer uso da palavra. Art. 116 – Caso o orador se desvie do assunto ou perturbe a ordem dos trabalhos, o Presidente da Comissão, poderá adverti-lo, cassar lhe a palavra ou determinar sua retirada do recinto. Art. 117 - No caso de audiências requeridas por entidades ou eleitores, serão obedecidas as seguintes normas: I - o requerimento de eleitores deverá conter o nome legível, o número do título, zona eleitoral, seção e a assinatura ou impressão digital, se analfabeto; II - as entidades legalmente constituídas e em funcionamento há pelo menos um ano deverão instruir o requerimento com cópia autenticada de seus estatutos sociais registrados em cartório, ou do CNPJ, bem como cópia da ata da reunião ou assembleia que decidiu solicitar a audiência. 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 69 Art. 118 – Da reunião de audiência pública lavrar-se-á Ata, arquivando-se,no âmbito da Comissão, os pronunciamentos escritos e documentos que os acompanharem. SEÇÃO VIII Das Petições, Reclamações e Representações Art. 119 – As petições, reclamações e representações de qualquer munícipe ou de entidade local, regularmente constituída há mais de um ano, contra ato ou omissão das autoridades e entidades públicas, ou imputadas a membros da Câmara, serão recebidas e examinadas pelas Comissões ou pela Mesa respectivamente, desde que: I - encaminhadas por escrito, vedado o anonimato do autor; II – o assunto envolva matéria de competência da Câmara. Art. 120 – A participação popular poderá, ainda, ser exercida através do oferecimento de pareceres técnicos, exposições e propostas oriundas de entidades científicas ou culturais, de associações ou sindicatos e demais instituições representativas locais. SEÇÃO IX Das vagas, Licenças e Impedimentos nas Comissões Permanentes Art. 121 – As vagas das Comissões Permanentes verificar-se-ão com: I - a renúncia; II – a destituição; III – a perda do mandato de vereador. § 1° - A renúncia de qualquer membro da Comissão será ato acabado e definitivo, desde que manifesta, por escrito, à Presidência da Câmara. § 2° - Os membros das Comissões Permanentes serão destituídos caso não compareçam, sem justificativas, a 03 (três) reuniões ordinárias consecutivas, não mais podendo participar de qualquer Comissão Permanente, durante o biênio. § 3° - As faltas às reuniões da Comissão poderão ser justificadas, no prazo de 02 (dois) dias, quando ocorra justo motivo. § 4° - A destituição dar-se-á por simples representação de qualquer vereador, dirigida ao Presidente da Câmara que, após comprovar a ocorrência das faltas e a sua não justificativa em tempo hábil, declarará vago o cargo na Comissão Permanente. § 5° - O presidente da Comissão Permanente poderá ser destituído quando deixar de cumprir decisão plenária relativa ao recurso contra seu ato, mediante processo sumário, iniciado por representação subscrita por qualquer vereador, sendo-lhe facultado o direito de defesa no prazo de 10 (dez) dias e cabendo decisão final ao Presidente da Câmara. § 6° - O Presidente da Comissão destituído nos termos do parágrafo anterior, não poderá participar de qualquer Comissão Permanente até o final da sessão legislativa. § 7° - O Presidente da Câmara preencherá, por nomeação, as vagas verificadas nas Comissões Permanentes, de acordo com a indicação do líder do partido respectivo, não podendo a nomeação recair sobre o renunciante ou o destituído. Art. 122 – No caso de licença ou impedimento de qualquer membro das Comissões Permanentes, caberá ao Presidente da Câmara a designação do substituto, mediante indicação do líder do partido a que pertença o Vereador licenciado ou impedido. Parágrafo único – A substituição perdurará enquanto persistir a licença ou o impedimento. CAPİTULO II Das Comissões Temporárias SEÇÃO I Disposições Preliminares Art. 123 – Comissões Temporárias são as constituídas com finalidade especial e se extinguem com o término da legislatura ou antes de quanto atingidos os fins para os quais foram constituídas. Art. 124 – As Comissões Temporárias poderão ser: I - Comissões de Assuntos Relevantes; II – Comissões de Representação; III – Comissões Parlamentares de Inquérito; IV – Comissões Processantes. 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 70 SEÇÃO II Das Comissões de Assuntos Relevantes Art. 125 – Comissões de Assuntos Relevantes são aqueles que se destinam à elaboração e apreciação de estudos de problemas municipais e a tomada de posição da Câmara em assuntos de reconhecida relevância. § 1° - As Comissões de Assuntos Relevantes serão constituídas mediante apresentação de Projeto de Resolução, aprovado por maioria simples. § 2° - O Projeto de Resolução a que alude o parágrafo anterior, independentemente de parecer, terá uma única discussão e votação na Ordem do Dia da mesma sessão de sua apresentação. § 3° - O Projeto de Resolução que constituir a Comissão de Assuntos Relevantes deverá indicar, necessariamente: a) finalidade, devidamente fundamentada, b) o número de membros, não superior a três; c) o prazo de funcionamento. § 4° - Ao Presidente da Câmara caberá indicar os Vereadores que comporão a Comissão de Assuntos relevantes, assegurando-se, tanto quanto possível, a representação proporcional dos partidos. § 5° - O primeiro ou o único signatário do Projeto de Resolução que propõe a criação da Comissão, obrigatoriamente, dela fará parte, na qualidade de seu Presidente. § 6° - Concluídos seus trabalhos, a Comissão elaborará parecer sobre a matéria, o qual será protocolado na Secretaria da Câmara, para sua leitura em Plenário, na primeira sessão ordinária subsequente. § 7° - Se a Comissão de Assuntos Relevantes deixar de concluir seus trabalhos dentro do prazo estabelecido, ficará extinta, salvo se o Plenário houver por aprovar prorrogação de seu prazo de funcionamento. § 8° - Não caberá constituição de Comissão de Assuntos Relevantes para tratar de assuntos de competência de qualquer das Comissões Permanentes. SEÇÃO III Das Comissões de Representação Art. 126 - As Comissões de Representação têm por finalidade representar a Câmara em atos externos de caráter social ou cultural, inclusive participação em Congressos, Seminários e Palestras. Art. 127 – As Comissões de Representação serão constituídas mediante apresentação de Projeto de Resolução, aprovado por maioria simples. Art. 128 - O Projeto de Resolução que constituir a Comissão de Representação deverá conter: d) finalidade; e) o número de membros, não superior a cinco; f) o prazo de duração. Art. 129 – A Comissão de Representação será sempre presidida pelo único ou primeiro signatário do requerimento que a solicitou, quando dela não fizer parte o Presidente ou Vice-Presidente da Câmara. Art. 130 – Os membros da Comissão de Representação constituída nos ermos dos artigos anteriores, deverão apresentar ao Plenário relatório de atividades desenvolvidas durante a representação. SEÇÃO IV Das Comissões Parlamentares de Inquérito Art. 131 – As Comissões Parlamentares de Inquérito terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais e serão propostas mediante requerimento de 1/3 (um terço) dos membros da Câmara, para apuração de fato determinado e por prazo certo, sendo suas conclusões quando for o caso, encaminhadas ao Ministérios Público para que promova responsabilidade civil e criminal do responsável. Parágrafo único – As Comissões Parlamentares de Inquérito destinar-se-ão a apurar irregularidades sobre fato determinado que se incluam na competência municipal. Art. 132 - 0 requerimento de criação de Comissão Parlamentar de Inquérito será apreciado na mesma sessão ordinária de sua apresentação, independentemente de parecer, terá única discussão na Ordem do Dia da mesma sessão de sua apresentação. 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 71 § 1°- Após discussão do requerimento, será apresentado Projeto de Resolução pelo Presidente da Câmara, devendo indicar, necessariamente: a) o fato certo e determinado, devidamente fundamentado; b) o número de membros, não superior a cinco, indicando o Presidente, o Relator e os membros; c) o prazo de funcionamento de 120 (cento e vinte dias) podendo ser prorrogado uma única vez, por igual período. § 2° - A designação dos membros das Comissões Parlamentares de Inquérito caberá ao Presidente da Câmara, assegurando-se, tanto quanto possível, a representação proporcional partidária. § 3° - O Presidente da Comissão será sempre o primeiro ou único signatário do requerimento que a propôs. Art. 133 - Poderão funcionar, concomitantemente,na Câmara até 03 (três) Comissões Parlamentares de Inquérito. Art. 134 – Caberá ao Presidente da Comissão designar local, horário e data das reuniões e requisitar servidores, se for ocaso, para secretariar os trabalhos de Comissão. § 1° - A Comissão que não se instalar e iniciar seus trabalhos dentro do prazo máximo de 15 (quinze) dias estará automaticamente extinta. § 2º - A Comissão, devidamente instalada, poderá, a critério de seus membros, desenvolver seus trabalhos no período de recesso parlamentar. Art. 135 - No interesse da investigação, as Comissões Parlamentares de Inquérito poderão: I - tomar depoimento de autoridade municipal, intimar testemunhas e inquiri-las sob compromisso, II - proceder a verificações contábeis em livros, papéis e documentos de órgãos da administração direta, indireta e fundacional; III - requerer a intimação judicial ao juízo competente, quando do não comparecimento do intimado pela Comissão, por duas convocações consecutivas. Art. 136 - A Comissão Parlamentar de Inquérito elaborará relatório sobre a matéria, votando-o e enviando-o à publicação, no prazo máximo de 15 (quinze) dias após a conclusão de seus trabalhos. Parágrafo único - O Presidente da Comissão deverá comunicar, em Plenário, a conclusão de seus trabalhos, mencionando o encaminhamento do respectivo relatório para publicaҫӑо. Art. 137 - Sempre que a Comissão Parlamentar de Inquérito julgar necessário consubstanciar o resultado de seu trabalho numa proposição, ela a apresentará em separado, constituindo seu relatório a respectiva justificação. Art. 138 - Se a Comissão deixar de concluir seus trabalhos dentro do prazo estabelecido, ficará automaticamente extinta, salvo se o Plenário houver aprovado por voto favorável de 1/3 (um terço) dos membros da Câmara, em tempo hábil, prorrogação de seu prazo de funcionamento, a requerimento de membro da Comissão. Parágrafo único - Só será admitido um pedido de prorrogação na forma do presente artigo, não podendo o prazo ser superior àquele fixado originariamente para seu funcionamento. SEÇÃO V Das Comissões Processantes Art. 139 – As Comissões Processantes serão constituídas com a finalidade de apurar infrações político- administrativas do Prefeito e dos Vereadores no desempenho de suas funções e nos termos dos artigos 27, 28 e 29 deste Regimento. TÍTULO V Das Sessões Legislativas CAPÍTULO I Das Sessões SEÇÃO I Das Disposições Preliminares Art. 140 – A legislatura compreenderá quatro sessões legislativas com início cada uma, a 1º de fevereiro e término a 15 de dezembro de cada ano. Art. 141 – Serão consideradas como de recesso legislativo os períodos compreendidos entre 16 de dezembro a 31 de janeiro e entre 1° e 31 de julho de cada ano. 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 72 Art. 142 – As sessões da Câmara serão: I - Solenes, II – Ordinárias, III – Extraordinárias, IV - Secretas. § 1° - Sessão legislativa Ordinária é a correspondente ao período norma de funcionamento da Câmara durante um ano. § 2° - Sessão legislativa Extraordinária é a correspondente ao funcionamento da Câmara no período de recesso. Art. 143 – As sessões serão públicas, salvo deliberação em contrário, tomada por 2/3 (dois terços) dos membros da Câmara, quando da ocorrência de motivo relevante ou nos casos previstos neste Regimento. Art. 144 – As sessões da Câmara, com exceção das solenes, só poderão ser abertas com a presença de, no mínimo, 1/3 (um terço) dos membros da Câmara, constatada através da chamada nominal. Art. 145 – Em sessão da Câmara, cuja abertura e prosseguimento dependa de “quórum”, este poderá ser constatado através da verificação de presença feita de oficio pelo Presidente ou a pedido de qualquer vereador. § 1° - Ressalvada a verificação de presença determinada de oficio pelo Presidente, nova verificação somente será deferida depois de decorridos 30 (trinta) minutos do término da verificação anterior. § 2° - Ficará prejudicada a verificação de presença se, ao ser chamado, encontrar-se ausente o vereador que a solicitou. Art. 146 – Declarada aberta a sessão, o Presidente designará um dos vereadores presentes, para fazer a evocação a Deus. SEÇÃO II Do Plenário Art. 147 – Plenário é o órgão deliberativo e soberano da Câmara Municipal, constituído pela reunião de vereadores em exercício, em local, forma e número estabelecido neste Regimento. § 1°-O local é o recinto da Câmara Municipal. § 2º - Por motivo de interesse público devidamente justificado, as reuniões da Câmara de Vereadores poderão ser realizadas em outro recinto, designado em ato da Mesa e publicado, no mínimo, 03 (três) dias antes da reunião. § 3° - Na sede da Câmara não se realizarão atividades estranhas às suas finalidades, sem prévia autorização da Presidência. § 4° - A forma legal para deliberação é a sessão, regida pelos dispositivos referentes à matéria estatuída em Lei ou neste Regimento. § 5° - O número é o “quórum” determinado em lei ou neste Regimento para a realização das sessões e para as deliberações. Art. 148 – Durante as sessões somente os vereadores poderão permanecer no recinto do Plenário. § 1° - Á critério do Presidente serão convocados os servidores da Secretaria Administrativa e apoio Jurídico, quando necessários ao andamento dos trabalhos. § 2° - A convite da Presidência, por iniciativa própria ou sugestão de qualquer vereador, poderão assistir aos trabalhos, no recinto do Plenário, autoridades públicas, federais, estaduais, municipais e personalidades homenageadas. § 3° - Os visitantes recebidos no Plenário, em dias de sessão, poderão usar a palavra somente para agradecer a saudação que lhe for feita pelo Legislativo. SEÇÃO III Do Uso da Palavra em Sessão Art. 149 - Durante as sessões, o Vereador somente poderá usar a palavra: I - para versar assunto de sua livre escolha no período destinado ao Expediente; II – na fase destinada à Explicação Pessoal; III – para discutir matéria em debate; IV – para apartear; V – para declarar voto; 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 73 VI – para apresentar ou reiterar requerimento; VII – para levantar questão de ordem. Art. 150 – O uso da palavra será regulado pelas seguintes normas: I - qualquer vereador, com exceção do Presidente, no exercício da Presidência, falará em pé e somente quando enfermo ou portador de necessidades especiais, poderá obter permissão para falar sentado; II – 0 orador deverá falar da tribuna, exceto nos casos em que o Presidente permita ao contrário; III – a nenhum vereador será permitido falar sem pedir a palavra e sem que o Presidente a conceda; IV – com exceção do aparte, nenhum vereador, poderá interromper o orador que estiver na tribuna, assim considerado, o vereador ao qual o Presidente já tenha concedido a palavra; V- o vereador que pretender falar sem que lhe tenha sido concedida a palavra ou permanecer na tribuna além do tempo que lhe tenha sido concedido, será advertido pelo Presidente, que o convidará a sentar-se; VI - se, apesar da advertência e do convite, o vereador insistir em falar, o Presidente dará seu discurso por terminado; VII – persistindo a insistência do vereador em falar e em perturbar a ordem ou o andamento regimental da sessão, o Presidente convidá-lo-á a se retirar do recinto, VIII – qualquer vereador, ao falar, dirigirá a palavra ao Presidente ou aos demais vereadores e só poderá falar voltado para a Mesa, salvo quando responder a aparte; IX – referindo-se em discurso a outro vereador, o orador deverá preceder seu nome do tratamento “Senhor” ou “Vereador”; X – dirigindo-se a qualquer de seus pares, o vereador dar-lhe-á o tratamento “Excelência”,“Nobre Colega” ou “Nobre Vereador”. SEÇÃO IV Do Tempo de Uso da Palavra Art. 151 – O tempo de que dispõe o Vereador para o uso da palavra em sessão é assim fixado: I - 15 (quinze) minutos: a) discussão de projetos; a) discussão de vetos; b) manifestação no processo de cassação de mandato, c) manifestação no processo de destituição membro da Mesa. II – 10 (dez) minutos: a) discussão de moções; b) explicação pessoal; c) uso da tribuna para versar tema livre na fase do expediente; d) uso da tribuna livre; e) discussão de pareceres. III – 05 (cinco) minutos: a) discussão de requerimento; b) requerimento de retificação de Ata; c) requerimento de invalidação de Ata; d) encaminhamento de votação; e) questão de ordem; f) comunicações de liderança; IV - 02 (dois) minutos para declaração de voto; V- 01 (um) minuto para apartear. Parágrafo único – O tempo de que dispõe o Vereador será controlado pelo 1º Secretário, para conhecimento do Presidente, e se houver interrupção de seu discurso, exceto por aparte concedido, o prazo respectivo não será computado no tempo que cabe. SEÇÃO IV Da Questão de Ordem Art. 152 - Questão de Ordem é toda a manifestação do vereador em Plenário, feita em qualquer fase da sessão, para reclamar contra o não cumprimento de formalidade regimental ou para suscitar dúvidas quanto à interpretação do Regimento. § 1° - 0 vereador deverá pedir a palavra “PELA ORDEM” ou “QUESTÃO DE ORDEM” e formular a questão com clareza, indicando as disposições regimentais que pretende sejam elucidadas ou aplicadas. § 2° - Cabe ao Presidente da Câmara resolver, soberanamente, a questão de ordem ou submetê-la ao 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 74 Plenário, quando omisso o Regimento. § 3° - Cabe ao vereador recursos da decisão do Presidente, que será encaminhado à Comissão de Justiça e Redação, cujo parecer será submetido ao Plenário, nos termos deste Regimento. SEÇÃO V Da Duração e Prorrogação da Sessão Art. 153 – As sessões, ressalvadas as solenes, terão duração máxima de 05 (cinco) horas, com interrupção de 15 (quinze) minutos entre o final de Expediente e o início da Ordem do Dia, podendo ser prorrogadas por iniciativa do Presidente ou a pedido verbal de qualquer Vereador, aprovado pelo Plenário. Art. 154 — A prorrogação de sessão será para tempo determinado ou para terminar a discussão e votação de proposição em debates, não podendo ser objeto de discussão. § 1° - Havendo dois ou mais pedidos simultâneos de prorrogação dos trabalhos, será votado o que determinar menor prazo. § 2° - Poderão ser solicitadas outras prorrogações, mas sempre por igual prazo ou menor ao que já foi concedido SEÇÃO VI Da Suspensão e Encerramento da Sessão Art. 155 - A sessão poderá ser suspensa: I- para preservação da ordem; II – para permitir, quando for o caso, que a Comissão possa apresentar parecer verbal ou escrito; III – para reuniões de bancadas e blocos parlamentares; IV – para recepcionar visitantes ilustres. § 1° - A suspensão da sessão no caso dos incisos II e III não poderá exceder o prazo de 30 (trinta) minutos. § 2° - O tempo de suspensão não será computado no tempo de duração da sessão. Art. 156 – A sessão será encerrada antes da hora regimental nos seguintes casos: I - por falta de “quórum” regimental para prosseguimento dos trabalhos; II – em caráter excepcional, por motivo de luto nacional, pelo falecimento de autoridade ou alta personalidade ou na ocorrência de calamidade pública, em qualquer fase dos trabalhos, mediante requerimento verbal, deliberado pelo Plenário; III – tumulto grave. SEÇÃO VII Da Publicidade das Sessões Art. 157 - Será dada ampla publicidade às sessões, facilitando-se o trabalho da imprensa e publicando- se a pauta no quadro de avisos na sede da Câmara. Art. 158 – As sessões, a critério do Presidente, poderão ser transmitidas por emissora local ou através da internet. SEÇÃO VIII Das Atas das Sessões Art. 159 - De cada sessão da Câmara lavrar-se-á Ata dos trabalhos, contendo resumidamente os assuntos tratados. Art. 160 – A Ata da sessão anterior será lida e votada, sem discussão, na Fase do Expediente da sessão subsequente. § 1° - Se não houver “quórum” para deliberação, os trabalhos terão prosseguimento e a votação da Ata se fará em qualquer fase da sessão, à primeira constatação de existência de número regimental para deliberação. § 2° - Se o Plenário, por falta de quórum, não deliberar sobre a Ata até o encerramento da sessão, a votação será transferida para o Expediente da sessão ordinária seguinte. Art. 161 - A Ata poderá ser impugnada, quando for totalmente inválida, por não descrever os fatos e situações realmente ocorridos, mediante requerimento de invalidação. 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 75 Art. 162 – Poderá ser requerida a retificação da Ata, quando nela houver omissão ou equívoco parcial. Art. 163 – Feita e impugnação ou solicitada a retificação da Ata, o Plenário deliberará à respeito. Art. 164 - Aceita a impugnação, lavrar-se-á nova Ata, aprovada a retificação, será nela incluída, registrando o fato na Ata em que ocorrer a sua votação. Art. 165 – Votada e aprovada a Ata, será assinada pelo Presidente e Secretários. Art. 166 – A Ata da última sessão de cada legislatura será redigida e submetida à aprovação do Plenário, independentemente, de quórum antes de encerrada a sessão. CAPÍTULO II Das Sessões Ordinárias SEÇÃO I Das Disposições Preliminares Art. 167 - As sessões ordinárias serão semanais, realizando-se às terças-feiras, com início às 18h00min. Parágrafo único – Recaindo a data da sessão ordinária, em ponto facultativo ou feriado, sua realização ficará automaticamente transferida para o primeiro dia útil seguinte, ressalvada a sessão de instalação da legislatura. Art. 168 – As sessões ordinárias compõem-se de três partes: I - Expediente; II – Ordem do Dia; II – Explicação Pessoal. Art. 169 - O Presidente da Câmara declarará aberta a sessão à hora prevista para o início dos trabalhos, após a verificação do comparecimento de 1/3 (um terço) dos membros da Câmara, feita pelo 1º Secretário através da chamada nominal. § 1° - Não havendo número regimental para a instalação, o Presidente ou quem o substituir, aguardará 15 (quinze) minutos, após o que declarará prejudicada a sessão, lavrando-se Ata resumida do ocorrido, que independerá de aprovação. § 2° - Instalada a sessão, mas não constatada a presença da maioria absoluta dos vereadores, não poderá haver qualquer deliberação na fase do Expediente, passando-se imediatamente, após a leitura da Ata da sessão anterior à fase destinada ao uso da palavra sobre tema livre. § 3° - Não havendo oradores, antecipar-se-á o início da Ordem do Dia, com a respectiva chamada regimental. § 4° - Persistindo a falta da maioria absoluta de vereadores na fase da Ordem do Dia e, observado o prazo de tolerância de 15 (quinze) minutos, o Presidente declarará encerrada a sessão, lavrando-se Ata do ocorrido, que independerá de aprovação. § 5º - As matérias constantes da Ordem do Dia, inclusive a Ata da sessão anterior, que não forem votadas em virtude da ausência de quórum, passarão para a Pauta da Sessão Ordinária seguinte. Art. 170 – A sessão legislativa ordinária não será interrompida, sem aprovação dos projetos de Plano Plurianual, Lei de Diretrizes Orçamentárias e do Orçamento Anual. SEÇÃO II Do Expediente Art. 171 - O Expediente terá duração máxima de 03 (três) horas a partir do início da sessão, e destina- se à leitura e votação da Ata da sessão anterior, à leitura resumida das matérias oriundas do Executivo ou de outras origens, à apresentaçãode proposições pelos vereadores e ao uso da tribuna sobre tema livre. Art. 172 - Aprovada a Ata, o Presidente determinará ao Secretário a leitura do resumo das matérias apresentadas ao Expediente, obedecendo à seguinte ordem: I - expediente recebido do prefeito; II – expediente diverso; III – expediente apresentado pelos vereadores. 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 76 Art. 173 - Terminada a leitura do resumo das matérias em pauta, o Presidente destinará o tempo restante da hora do Expediente, obedecida a seguinte preferência: I - leitura das indicações; II – leitura, discussão e votação de requerimentos submetidos à apreciação do Plenário, III – leitura, discussão e votação de moções submetidas à apreciação do Plenário; IV – uso da palavra sobre tema livre pelos vereadores. Art. 174 – O uso da palavra sobre tema livre será precedido de inscrição no livro de presença, sob a fiscalização do 1º Secretário. Parágrafo único – O vereador que, inscrito para uso da palavra sobre tema livre, não se achar na hora que lhe for dada a palavra perderá a vez e só poderá ser novamente inscrito em último lugar, na lista organizada. Art. 175 – Findo o Expediente e decorrido o intervalo de 15 (quinze) minutos, o Presidente determinará ao 1º Secretário a efetivação da chamada regimental para que se possa iniciar a Ordem do Dia. Parágrafo único - Poderá ocorrer, a pedido de qualquer vereador e aprovado por maioria simples, a passagem direta para a Ordem do Dia. SEÇÃO III Da Ordem do Dia Art. 176 – A Ordem do Dia é a fase da sessão onde serão discutidas e deliberadas as matérias previamente organizadas em pauta. Parágrafo único - A Ordem do Dia somente será iniciada com a presença da maioria absoluta dos vereadores. Art. 177 – A pauta da Ordem do Dia que deverá ser organizada, com antecedência mínima de 48 (quarenta e oito) horas antes da sessão, obedecerá à seguinte disposição: a) vetos; b) matérias em discussão e votação únicas, c) matérias em segunda discussão e votação; d) matérias em primeira discussão e votação. Parágrafo único - Obedecidas essa classificação, as matérias figurarão ainda segunda a ordem cronológica de antiguidade. Art. 178 – A Secretaria fornecerá aos vereadores cópias das proposições, bem como a relação da Ordem do Dia correspondente, com antecedência mínima de 48 (quarenta e oito) horas antes do início da sessão, ou somente a relação da Ordem do Dia, se as cópias das proposições já estiverem sido encaminhadas após a sua leitura em plenário. Art. 179 - O Presidente anunciará o item da pauta para discussão e votação, determinado ao 1º Secretário que se proceda à leitura da ementa. Parágrafo único - A leitura de determinada matéria ou de todas as constantes da Ordem do Dia pode ser dispensada a requerimento de qualquer vereador, aprovado por maioria absoluta. Art. 180 – Não mais havendo matéria sujeita à deliberação do Plenário na Ordem do Dia, será destinado o restante do tempo de sessão para deliberação das matérias não apreciadas no Expediente. Parágrafo único – Não havendo matéria do Expediente a deliberar o Presidente declarará aberta a fase de Explicação Pessoal ao vereador inscrito para uso da palavra. Art. 181 - A requerimento subscrito no mínimo por 1/3 (um terço) dos vereadores, poderá ser convocada sessão extraordinária para apreciação de matéria remanescente da pauta de sessão ordinária. SEÇÃO IV Da Explicação Pessoal Art. 182 – Esgotada a pauta da Ordem do Dia, desde que presente 1/3 (um terço), no mínimo, dos vereadores, passar-se-á a Explicação Pessoal. Art. 183 - Explicação Pessoal é a fase destinada à manifestação dos vereadores sobre atitudes pessoais assumidas durante a sessão ou no exercício do mandato. 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 77 § 1° - O Presidente concederá a palavra aos oradores inscritos segundo a ordem de inscrição. § 2° - A inscrição para falar em Explicação Pessoal será solicitada durante a sessão e anotada cronologicamente pelo 1º Secretário no livro de presença, não se admitindo inscrições após o encerramento da Ordem do Dia. § 3° - 0 orador não poderá desviar-se da finalidade da Explicação Pessoal, nem ser aparteado durante o uso da palavra. § 4° - 0 não atendimento do disposto no parágrafo anterior sujeitará o orador à advertência pelo Presidente e, na reincidência, à cassação da palavra. § 5° - A sessão não poderá ser prorrogada para uso da palavra na Explicação Pessoal. Art. 184 – Não havendo mais oradores para falar em Explicação Pessoal, o Presidente declarará encerrada a sessão. SEÇÃO V Da Tribuna Livre Art. 185 – A Tribuna da Câmara poderá ser utilizada por cidadãos, eleitores no Município, observados os requisitos e condições estabelecidas nas seguintes disposições: I - o uso da Tribuna Livre por pessoas não integrantes da Câmara será facultado após o término da Explicação Pessoal. II – para fazer uso da Tribuna é necessário proceder à inscrição, mediante requerimento dirigido ao Presidente, com antecedência mínima de 48 (quarenta e oito) horas da sessão ordinária, contendo os seguintes requisitos: a) qualificação, identidade e endereço; b) comprovação de domicílio eleitoral no município; c) indicação expressa da matéria a ser exposta; Parágrafo único – Os inscritos serão notificados, pessoalmente, pela Secretaria da Câmara Municipal, da data em que poderão usar a Tribuna, de acordo com à ordem de inscrição. Art. 186 - O Presidente poderá indeferir o uso da Tribuna quando: I - a matéria não disser respeito, direta ou indiretamente ao município; II – a matéria tiver conteúdo político-ideológico ou versar questões exclusivamente pessoais, Parágrafo único – A decisão do Presidente será irrecorrível. Art. 187 – Ficará sem efeito a inscrição no caso de ausência da pessoa chamada, que não poderá ocupar a Tribuna a não ser mediante nova inscrição. Art. 188 – A pessoa que ocupar a Tribuna poderá ter seu tempo prorrogado, mediante requerimento aprovado por maioria simples de vereadores. § 1° - 0 orador responderá pelos conceitos que emitir, mas deverá usar da palavra em termos compatíveis com a dignidade da Câmara, obedecendo às restrições impostas pelo Presidente. § 2° - O Presidente poderá cassar imediatamente a palavra do orador que se expressar em linguagem imprópria, cometendo abuso ou desrespeito à Câmara ou às autoridades constituídas ou se desviar do tema indicado na sua inscrição. Art. 189 – Qualquer vereador poderá fazer uso da palavra após a exposição do orador inscrito, pelo tempo de 10 (dez) minutos. CAPÍTULO III Das Sessões Extraordinárias Art. 190 - A Câmara Municipal poderá reunir-se extraordinariamente durante períodos legislativos e no recesso. Art. 191 – As sessões extraordinárias no período normal de funcionamento da Câmara serão convocadas pelo Presidente em sessão ou fora dela. § 1° - Quando feita fora da sessão, a convocação será levada ao conhecimento dos vereadores pelo Presidente da Câmara, através de comunicação pessoal e escrita, com antecedência mínima de 24 (vinte e quatro) horas. § 2° - Sempre que possível a convocação será feita em sessão. § 3° - As sessões extraordinárias poderão ser realizadas em qualquer hora do dia, inclusive aos 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 78 domingos e feriados. Art. 192 - A Câmara, no período de recesso, somente poderá ser convocada, pelo Prefeito ou pela maioria absoluta dos vereadores, mediante oficio dirigido ao Presidente, com antecedência mínima de 03 (três) dias da data da sessão, salvo motivo de extrema urgência devidamente fundamentada. § 1° - A Câmara poderá ser convocadapara uma única sessão, para um período determinado de várias sessões, em dias sucessivos ou para todo o período de recesso. § 2° - Se do oficio de convocação não constar o horário da sessão ou das sessões a serem realizadas, será obedecido o previsto neste Regimento para as sessões ordinárias. § 3° - A convocação extraordinária da Câmara implicará a imediata inclusão de projeto constante da convocação na Ordem do Dia, dispensadas todas as formalidades regimentais anteriores, inclusive a de parecer das comissões. § 4° - Se a propositura objeto da convocação não constar com emendas ou substitutivos, a sessão será suspensa por 30 (trinta) minutos, para oferecimento daquelas proposições necessárias, podendo esse prazo ser prorrogado ou dispensado a requerimento de qualquer vereadores, aprovado pelo Plenário. § 5° - Continuará a correr, na sessão extraordinária, e por todo o período de sua duração, o prazo a que estiverem submetidos os projetos objeto de convocação. Art. 193 - Nas sessões extraordinárias não haverá Expediente nem Explicação Pessoal, sendo todo o seu tempo destinado à Ordem do Dia. Art. 194 – As sessões extraordinárias de que trata este capítulo serão abertas com a presença de, no mínimo, 1/3 (um terço) dos membros da Câmara e não terão tempo de duração determinado. CAPÍTULO IV Das sessões Solenes Art. 194 - As sessões solenes serão convocadas pelo Presidente ou por deliberação da Câmara mediante requerimento aprovado por maioria simples, destinando-se às solenidades cívicas, oficiais e de entrega de honrarias e homenagens. § 1° - Essas sessões poderão ser realizadas fora do recinto da câmara e independem de quórum para sua instalação e desenvolvimento. § 2° - Não haverá Expediente, Ordem do Dia e Explicação Pessoal nas sessões solenes, sendo, inclusive, dispensada a verificação de presença e leitura da Ata da sessão anterior. § 3° - Nas sessões solenes não haverá tempo determinado para seu encerramento. § 4° - Será elaborado previamente e com ampla divulgação o programa a ser obedecido na sessão solene, podendo, inclusive, usar da palavra autoridades, homenageados e representantes de classe e de associações, sempre a critério de deliberação. § 5° - 0 ocorrido na sessão solene será registrado em Ata, que independerá de deliberação. § 6° - Independe de convocação a sessão solene de posse e instalação da legislatura de que trata o artigo 4º desta Resolução. CAPÍTULO V Dos líderes Art. 195 – Os vereadores serão agrupados por representações partidárias ou blocos parlamentares, cabendo-lhes escolher o líder quando a representação for igual ou superior a (3) três vereadores. Art. 196 – A escolha do líder será comunicada à Mesa, no início de cada legislatura ou após a criação do bloco parlamentar, em documento subscrito pela maioria absoluta dos integrantes da representação. § 1° - Os líderes permanecerão no exercício de suas funções até que nova indicação venha a ser feita pela respectiva representação. § 2º - O partido com bancada inferior a 3 (três) vereadores não terá liderança, mas poderá indicar um de seus integrantes para expressar a posição do partido quando da votação de proposições ou para fazer uso da palavra, durante o período destinado à comunicações de lideranças. Art. 197 – O Líder tem as seguintes prerrogativas: I - encaminhar a votação de qualquer proposição sujeita à deliberação do Plenário, para orientar sua 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 79 bancada; II – usar o tempo de que dispõe o seu liderado no Expediente, quando ausente, sendo-lhe vedada, entretanto, a cessão desse tempo. Art. 198 - O Prefeito poderá indicar vereador para exercer a liderança do governo, que gozará de todas as prerrogativas concedidas às lideranças. TÍTULO VI Das proposições CAPÍTULO I Disposições preliminares Art. 199 – Proposição é toda a matéria sujeita a deliberação do Plenário. § 1° - As proposições poderão consistir em: a) Propostas de Emenda à Lei Orgânica, b) Projetos de Lei; c) Projetos de Decretos Legislativos; d) Projetos de Resolução; e) Substitutivos; f) Emendas e Subemendas, g) Vetos; h) Requerimentos; i) Indicações, j) Moções; k) Pareceres § 2° - As proposições deverão ser redigidas em termos claros e sintéticos e autuadas, consignando- se na respectiva capa, no ato da organização do processo a natureza da proposição, o número, ano de apresentação, ementa completa e o autor. § 3° - Toda proposição recebida pela Secretaria da Câmara, após ter sido numerada e datada será lida no Expediente. § 3° - Somente serão lidas no Expediente das Sessões Plenárias, as proposições protocoladas na Secretaria Administrativa até as 14h00min horas do dia da Sessão. Art. 200 – Considerar-se-á autor da proposição para efeitos regimentais, o seu primeiro signatário, sendo de simples apoio as assinaturas que se seguirem à primeira, ressalvada as proposições que exijam quórum para sua apresentação e as de iniciativa popular. CAPÍTULO II Da retirada das proposições Art. 201 – A retirada de proposições em curso na Câmara é permitida: I - quando de iniciativa popular, mediante requerimento assinado, no mínimo, por 10% (dez por cento) dos signatários da proposição; II – quando de autoria de um ou mais vereadores, mediante requerimento do único signatário ou do primeiro deles, quando as demais assinaturas forem de simples apoio; III – quando de autoria da Comissão ou Mesa Diretora, mediante requerimento da maioria absoluta de seus membros, IV – quando de autoria do Executivo, mediante ofício subscrito pelo Prefeito. Art. 202 – O requerimento de retirada de proposição só poderá ser recebido antes de iniciada a votação da matéria, caso em que o Presidente poderá apenas determinar seu arquivamento. Art. 203 – Se a matéria constar da Ordem do Dia caberá ao Plenário a decisão sobre o arquivamento. CAPÍTULO III Do arquivamento e do desarquivamento das proposições Art. 204 – Finda a legislatura, arquivar-se-ão todas as proposições que no seu decurso tenham sido submetidas à deliberação da Câmara e ainda se encontram em tramitação. 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 80 CAPÍTULO IV Das proposições de competência exclusiva da Câmara Seção I Dos requerimentos Art. 205 – Requerimento é a proposição dirigida por qualquer vereador ou comissão, ao Presidente ou à mesa, sobre matéria de competência da Câmara e serão verbais ou escritos. Art. 206 – Quanto à competência para decidi-los, os requerimentos são de duas espécies: I - sujeitos apenas a despacho do Presidente; II – sujeitos à deliberação do Plenário. Art. 207 - Serão decididos pelo Presidente da Câmara e formulados verbalmente os requerimentos que solicitem: I - a palavra ou desistência dela; II – permissão para falar sentado; III – leitura de qualquer matéria para conhecimento do Plenário; IV – informações sobre os trabalhos ou sobre a pauta da Ordem do Dia; V - a palavra para declaração de voto; VI – voto de pesar por falecimento, quando não apresentado moção de pesar. Art. 208 – Serão decididos pelo Presidente da Câmara e formulados por escrito os requerimentos que solicitem: I- pedido de transcrição em Ata de declaração de voto; II – inserção de documento em Ata; III - requisição de documentos ou processos relacionados com alguma proposição; IV - juntada ou desentranhamento de documentos, V – informações de caráter oficial sobre atos da Câmara; VI – requerimento de reconstituição de processos. Art. 209 - Serão decididos pelo Plenário e formulados verbalmente os requerimentos que solicitem: I - retificação de Ata; II – invalidade de Ata; III — dispensa de leitura de determinadamatéria, ou de todas as constantes da Ordem do Dia; IV – adiamento da discussão ou da votação de qualquer proposição da Ordem do Dia; V - preferência na discussão ou na votação de proposição sobre outra; VI- prorrogação prazo de suspensão da sessão; § 1° - O requerimento verbal de adiamento da discussão ou votação deve ser formulado por prazo determinado, devendo coincidir o seu término com a data da sessão ordinária subsequente. § 2°- O requerimento de retificação e o de invalidação da Ata serão discutidos e votados na fase do Expediente da Sessão Ordinária em que for deliberada a Ata. Art. 210 – Serão decididos pelo Plenário e formulados por escrito os requerimentos que solicitem: I - prorrogação de prazo para Comissão Parlamentar de Inquérito; II – retirada de proposição incluída na Ordem do Dia; III – convocação de sessão solene; IV – urgência especial; V- constituição de precedente; VI – pedido de informações ao Prefeito sobre assunto determinado, contendo exposição da matéria de forma detalhada e questionamentos sobre atos e fatos da Administração Municipal; VII – convocação de Secretário Municipal; VIII – licença de vereador Parágrafo único – O requerimento de urgência especial será apresentado, discutido e votado no início ou no transcorrer da Ordem do Dia e os demais serão lidos, discutidos e votados no Expediente da mesma sessão de sua apresentação. Art. 211 - Os requerimentos e representações de outras edilidades solicitando manifestação da Câmara, sobre qualquer assunto, serão lidos na fase do Expediente, para conhecimento do Plenário. 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 81 Art. 212 - O Presidente deixará de encaminhar requerimentos de informação que contenham expressões pouco corteses e deixará de receber resposta, que esteja baseada em termos tais, que possam ferir a dignidade de algum vereador ou da Câmara. Parágrafo único – Encaminhado requerimento de informações, e estas não forem prestadas dentro do prazo legal, o Presidente fará reiterar a pedido, através de oficio, em que acentuará aquela circunstância. Seҫӑo I Das Indicações Art. 213 – Indicação é a proposição em que o vereador ou comissão sugere medidas de interesse público às autoridades competentes. Art. 214 – As indicações serão lidas no Expediente e encaminhadas de imediato a quem de direito. Art. 215 – A Presidência não permitirá a tramitação de proposição, que contendo matéria objeto de indicação, seja apresentada em forma de requerimento. Seҫӑо III Das Moções Art. 216 – Moções são proposições da Câmara expondo posicionamento a favor ou contra determinado assunto. § 1° - As moções podem ser: I - Agradecimento; II – Apoio; III – Congratulação, Louvor ou Parabenização, IV – Pesar; V- Protesto; VI – Repúdio § 2° - As moções serão lidas, discutidas e votadas na fase do Expediente da mesma sessão de sua apresentação. § 3° - As moções de pesar não serão discutidas e nem votadas, sendo automaticamente aprovadas pela Mesa Diretora. TÍTULO VII Do processo legislativo CAPÍTULO I Dos projetos SEÇÃO I Disposições Preliminares Art. 217 – A Câmara Municipal exerce sua função legislativa por meio de: I - Propostas de Emenda à Lei Orgânica, II – Projetos de Lei; III – Projetos de Decreto Legislativo; IV - Projetos de Resolução. Parágrafo único – São requisitos para apresentação de projetos: a) Ementa de seu conteúdo; b) Enunciação exclusivamente da vontade legislativa; c) Divisão de artigos numerados, claros e concisos, d) Menção da revogação das disposições em contrário, quando for o caso; e) Assinatura do autor; f) Justificativa com exposição dos motivos de mérito que fundamentem a adoção da medida proposta. SEÇÃO II Da Proposta de Emenda à Lei Orgânica Municipal Art. 218 – Proposta de Emenda à Lei Orgânica é a proposição destinada a modificar, suprimir ou acrescentar dispositivos à Lei Orgânica do Município. 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 82 Art. 219 – A Câmara apreciará Proposta de Emenda à Lei Orgânica desde que apresentada por 1/3 (um terço) dos membros da Câmara, pelo Prefeito ou por, no mínimo, 5% (cinco por cento) do eleitorado do Município. Art. 220 – A Proposta de Emenda à Lei Orgânica será submetida a 2 (dois) turnos de votação, com interstício mínimo de 10 (dez) dias, considerando-se aprovada quando obtiver, em ambas as votações, o voto favorável 2/3 (dois terços) dos membros da Câmara Municipal. Art. 221 - A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada só poderá ser objeto de nova proposta, na mesma sessão legislativa, se subscrita pela maioria absoluta dos vereadores. Art. 222 – A Emenda à Lei Orgânica será promulgada pela Mesa da Câmara Municipal na sessão seguinte àquela em que se der a sua aprovação, com o respectivo número de ordem. SEÇÃO III Dos Projetos de Lei Art. 223 – Projeto de Lei é a proposição que tem por finalidade regular a matéria de competência da Câmara, sujeita à sanção do Prefeito. Parágrafo único – A iniciativa dos projetos de leis será: I- do vereador; II – da Mesa da Câmara, III – das Comissões Permanentes; IV – do Prefeito; V- de, no mínimo, 5% (cinco por cento) do eleitorado. Art. 224 – As competências exclusivas para a iniciativa dos projetos de leis são aquelas expressamente constantes da Lei Orgânica do Município de Sumaré. Art. 225 – A matéria constante de projeto de lei rejeitado, somente poderá constituir objeto de novo projeto na mesma sessão legislativa, mediante proposta de maioria absoluta dos vereadores. Seção IV Dos Projetos de Decreto Legislativo Art. 226 – Projeto de Decreto Legislativo é a proposição de competência privativa da Câmara que excede os limites de sua economia interna, não sujeita à sanção do Prefeito e cuja promulgação compete ao Presidente da Câmara. Art. 227 – Constitui matéria de Decreto Legislativo, entre outras: I - concessão de licença ao Prefeito; II – cassação de mandato do Prefeito e Vice-Prefeito; III – cassação de mandato de vereador; IV – concessão de título de cidadão sumareense, benemérito, honorário ou qualquer outra homenagem. Seção V Dos Projetos de Resolução Art. 228 – Projeto de Resolução é a proposição destinada à regular assuntos de economia interna da Câmara Municipal, de natureza político-administrativa e versará sobre a sua Secretaria Administrativa, à Mesa e Vereadores. Art. 229 – Constitui matéria de Resolução, entre outras: I- destituição de Mesa; II – fixação dos subsídios dos vereadores e a verba de representação do Presidente da Câmara; III - elaboração e revisão do regimento interno, IV – constituição das comissões parlamentares de inquérito, de assuntos relevantes e de 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 83 representação; V – organização, funcionamento e polícia; VI –demais atos de economia interna. Art. 230 – A iniciativa dos Projetos de Resolução poderá ser da Mesa, das Comissões e dos Vereadores. Art. 231 - Os projetos de Resolução serão apreciados na sessão subsequente à sua apresentação, salvo exceções previstas neste Regimento. Seção VI Dos Substitutivos, Emendas e Subemendas Art. 232 – Substitutivo é a proposição apresentada por um vereador ou Comissão para substituir Projeto de Lei, Decreto Legislativo ou Resolução que estejam em tramitação, versando sobre o mesmo assunto. § 1° - Não é permitido ao Vereador ou Comissão apresentar mais de um substitutivo a um mesmo projeto. § 2°- Apresentado o substitutivo, será lido na Sessão e enviado às Comissões competentes e será discutido antes do projeto original. §3°- Sendo aprovado o substitutivo, o projeto original ficará prejudicado. § 4° - No caso de rejeição do substitutivo, o projeto original tramitará normalmente. Art. 233 - Emenda é a proposição apresentada como acessória da propositura, podendo ser supressivas, substitutivas, aditivas ou modificativas. § 1° - Emenda supressiva é a que visa suprimir, em parte ou no todo, artigo, parágrafo, inciso, alínea ou item do projeto. § 2° - Emenda substitutiva é a que deve ser colocada em lugar de artigo, parágrafo, inciso, alínea ou item do projeto. § 3° - Emenda aditiva é a que dever ser acrescentada ao corpo ou termos do artigo, parágrafo, inciso, alínea ou item do projeto. § 4° - Emenda modificativa é a que se refere apenas à redação de artigo, parágrafo, inciso, alínea ou item do projeto, sem alterar a sua substância. Art. 234 – A emenda apresentada a outra emenda, denomina-se subemenda. Art. 245 - A emenda à redação final só será admitida, para evitar incorreções, incoerências, contradição, evidente absurdo, ficando excluídas de discussão e votação em Plenário. Art. 246 - Os substitutivos, emendas e subemendas apresentados à proposição já aprovada em primeira discussão, prosseguirá a tramitação normal para a segunda discussão e votação. Art. 247 – Não serão aceitos substitutivos, emendas e subemendas que não tenham relação direta ou indireta com a matéria da proposição principal. Art. 248 – O substitutivo estranho à matéria do projeto tramitará como projeto novo. Seção VII Da iniciativa Popular Art. 249 – A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara Municipal de propostas de emendas à Lei Orgânica ou Projetos de Lei de interesse específico do Município, através da manifestação de, pelo menos 5% (cinco por cento) do eleitorado local, obedecidas as seguintes condições: I - assinatura de cada eleitor deverá ser comprovada de seu nome completo e legível, endereço e dados identificadores de seu título eleitoral; II – será lícito à entidade de sociedade civil, regularmente constituída há mais de um ano, patrocinar a apresentação de projeto de lei de iniciativa popular, responsabilizando-se pela coleta de assinaturas; III – o projeto será instruído com documento hábil da Justiça Eleitoral, quanto ao contingente de eleitores alistados no Município, aceitando-se, para esse fim, os dados referentes ao ano anterior, se não 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 84 disponíveis outros mais recentes; IV - o projeto será protocolizado na Secretaria Administrativa, que verificará se foram cumpridas as exigências constitucionais para a sua apresentação; V – Não se rejeitará, liminarmente, Projeto de Lei de iniciativa popular, por vícios de linguagem, lapsos ou imperfeições de técnica legislativa, incumbindo à Comissão de Justiça e Redação, escoimá-lo dos vícios formais para sua regular tramitação. CAPÍTULO II Do recebimento e Distribuição das Proposições Art. 250 – A Presidência não permitirá a tramitação de projetos que: I - aludindo à lei, decreto, regulamento ou qualquer outra norma legal, não venha acompanhada de seu texto; II – fazendo menção à cláusula de contratos ou de convênios não os transcreva por extenso, III – seja anti-regimental; IV – seja apresentado por vereador ausente à sessão e não ser subscrito por outro vereador, dentre os presentes; V – tenha sido rejeitado ou vetado na mesma sessão legislativa e não seja subscrita pela maioria absoluta da Câmara. Art. 253 – Antes da distribuição o Presidente mandará verificar se existe proposição em trâmite que trate de matéria análoga ou conexa, caso em que fará a distribuição por dependência, determinando seu apensamento. CAPÍTULO III Do Regime de Tramitação Especial Art. 254 – Os projetos poderão ser submetidos aos regimes de tramitação especial, conforme segue: I - urgência especial; II – urgência. Art. 255 – A Urgência Especial é a dispensa de exigências regimentais, salvo a de número legal e de parecer, para que determinado projeto seja imediatamente considerado, desde que a matéria objetivamente, evidencie necessidade premente e atual, de tal sorte que não sendo tratada desde logo, resulte em grave prejuízo, perdendo a sua oportunidade. Art. 256 – Para concessão da Urgência Especial serão obrigatoriamente observadas as seguintes normas e condições: I - a concessão de urgência especial dependerá de apresentação de requerimento escrito, que somente será submetido à apreciação do Plenário se for apresentado com a necessária justificativa nos seguintes casos: a) por Comissão em assunto de sua especialidade; b) por 1/3 (um terço), no mínimo de vereadores, II - o requerimento de urgência especial poderá ser apresentado em qualquer fase da sessão, mas somente será submetido à apreciação do Plenário durante o tempo destinado à Ordem do Dia; III –o requerimento de urgência especial não sofrerá discussão. Art. 257 – Concedida a Urgência Especial para projeto que não conste com pereceres, o Presidente suspenderá a sessão por 30 (trinta) minutos para elaboração de parecer. Parágrafo Único – A matéria submetida à urgência especial, devidamente instruída de pareceres das comissões, entrará imediatamente em discussão e votação, com preferência sobre todas as demais matérias da Ordem do Dia. Art. 258 – Regime de Urgência implica na redução dos prazos regimentais e se aplica sobre: I - matéria emanada do Executivo, quando solicitado, na forma da lei, seja o projeto submetido ao prazo de 45 (quarenta e cinco) dias para apreciação; II – matéria de iniciativa popular, com prazo de 60 (sessenta dias); III – matéria emanada por 1/3 (um terço) de vereadores, quando assim solicitar, sendo apreciados em 90 (noventa) dias. 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 85 CAPÍTULO IV Dos Recursos Art. 259 – Aos atos do Presidente da Mesa ou do Presidente de qualquer Comissão poderão ser interpostos recursos, dentro do prazo de 05 (cinco) dias contados da data da ocorrência, por simples petição dirigida à Presidência. § 1° - O recurso será encaminhado à Comissão de Justiça e Redação para opinar elaborar parecer. § 2º - Apresentado o parecer, será ele submetido a uma única discussão e votação na Ordem do Dia da primeira sessão ordinária a se realizar após sua leitura. § 3° - Aprovado o recurso, o recorrido deverá observar a decisão soberana do Plenário e cumpri-la fielmente, sob pena de se sujeitar a processo de destituição. § 4° - Rejeitado o recurso, a decisão recorrida será integralmente mantida. TÍTULO VIII Dos Debates e das Deliberações CAPÍTULO Disposições Preliminares Seção I Da prejudicabilidade Art. 260 – Na apreciação pelo Plenário consideram-se prejudicadas: I - a discussão ou a votação de qualquer projeto idêntico a outro que já tenha sido aprovado na mesma sessão; II – a discussão ou a votação de proposições anexas, quando aprovada ou rejeitada for idêntica; III – a proposição original com as respectivas emendas ou subemendas, quanto tiver substitutivo aprovado; IV – requerimento com a mesma finalidade, já aprovado ou rejeitado, salvo se consubstanciar reiteração de pedido não atendido ou resultante de modificação da situação anterior. Seção II Da Preferência Art. 261 - Preferência é a primazia na discussão ou na votação de uma proposição sobre outra, mediante requerimento aprovado pelo Plenário. Parágrafo Único - Terão preferência para discussão e votação independentemente de requerimento, as emendas, substitutivos e o requerimento de licença de vereador, o projeto de decreto legislativo concessivo de licença e o requerimento de adiamento. Seҫӑo I Do Pedido de VistaArt. 262 – O vereador poderá requerer vista de processo relativo a qualquer proposição, desde que não esteja sujeita ao regime de urgência especial. Parágrafo único – O requerimento de vista deve ser deliberado pelo Plenário, não podendo o seu prazo exceder o período de tempo correspondente ao intervalo entre uma sessão ordinária e outra. Seção III Do Adiamento Art. 263 – 0 requerimento de adiamento de discussão de qualquer proposição estará sujeito à deliberação do Plenário e somente poderá ser proposto no início da Ordem do Dia ou durante a discussão da proposição a que se refere. § 1° - A apresentação do requerimento não pode interromper o orador que estiver com a palavra e o adiamento deve ser proposto por tempo determinado, contado em sessões. § 2° – Apresentados 02 (dois) ou mais requerimentos de adiamento, será votado, primeiramente, o que marcar menor prazo. § 3° – Somente será admissível o requerimento de adiamento da discussão de projetos quando estes não estiverem sujeitos ao regime de tramitação de urgência especial ou com prazo esgotado para sua apreciação. 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 86 CAPÍTULO II Das Discussões Art. 264 – Discussão é a fase dos trabalhos destinados aos debates em Plenário. Art. 265 – Serão votados em dois turnos de discussão e votação: I – com intervalo mínimo de 10 (dez) dias entre eles, as propostas de Emenda à Lei Orgânica; II – com intervalo mínimo de uma sessão, os projetos de Lei do Plano Plurianual, de Diretrizes Orçamentárias, do Orçamento Anual e os Projetos de Codificação; Parágrafo único – Terão discussão e votação únicas todas as demais proposições. Art. 266 - Os debates deverão realizar-se com dignidade e ordem, cumprindo aos vereadores atender às determinações sobre o uso da palavra. Art. 267 - O Presidente solicitará ao orador, por iniciativa própria ou a requerimento de qualquer vereador, que interrompa o seu discurso, nos seguintes casos: I - para leitura de requerimento de urgência especial; II – para comunicação importante à Câmara; III – para recepção de visitantes; IV - para votação de requerimento de prorrogação de sessão, V - para atender pedido de palavra pela ordem, para propor questão de ordem regimental. Art. 268 - Quando mais de um vereador solicitar a palavra simultaneamente, o Presidente deverá conceder obedecendo à seguinte ordem de preferência: I - ao autor do substitutivo ou do projeto; II – ao relator de qualquer Comissão; III – ao autor da emenda ou subemenda. Parágrafo único – Cumpre ao Presidente dar a palavra, alternadamente, se possível, a quem seja pró ou contra a matéria em debate, quando não prevalecer a ordem determinada neste artigo. Seção I Dos Apartes Art. 269 - Aparte é a interrupção do orador para indagação ou esclarecimento relativo à matéria em debate. § 1° -0 aparte deve ser expresso em termos corteses. § 2° -Não serão permitidos apartes paralelos, sucessivos ou sem licenças do orador. § 3° - Não é permitido apartear o Presidente nem o orador que fala pela Ordem, em Explicação Pessoal ou declaração de voto. § 4° - Quando o orador negar o direito de apartear, não lhe será permitido dirigir-se diretamente aos vereadores presentes. Seção II Do encerramento da Discussão Art. 270 – 0 encerramento da discussão dar-se-á: I- por inexistência de solicitação da palavra; II – pelo decurso de prazos regimentais; III - a requerimento de qualquer vereador, mediante deliberação do Plenário. CAPÍTULO II Das Votações Seção I Disposições Preliminares Art. 271 - Votação é o ato complementar da discussão através do qual o Plenário manifesta sua vontade a respeito da rejeição ou aprovação da matéria, nos termos deste Regimento. § 1°- Considera-se qualquer matéria em fase de votação a partir do momento em que o Presidente 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 87 declara encerrada a discussão. § 2° - A discussão e a votação pelo Plenário de matéria constante da Ordem do Dia só poderão ser efetuadas com a presença de maioria absoluta dos membros da Câmara. Art. 272 – Quando a matéria for submetida a 2 (dois) turnos de discussão e votação, ainda que rejeitada no primeiro, deverá passar obrigatoriamente pelo segundo turno, prevalecendo obrigatoriamente, o resultado da última, ressalvado as propostas de Emenda à Lei Orgânica. Seção II Do Quórum Art. 273 – As deliberações da Câmara serão tomadas por maioria simples de voto, presente a maioria absoluta de seus membros, salvo nos casos regulados por legislação superior e neste Regimento Interno. Art. 274 - As deliberações do Plenário serão tomadas por: I - maioria simples, II - maioria absoluta; III – maioria qualificada. § 1° - A maioria simples é a que representa o maior resultado de votação, dentre os presentes à reunião. § 2° - A maioria absoluta é a que compreende mais da metade dos membros da Câmara. § 3° - A maioria qualificada é a que atinge ou ultrapassa 2/3 (dois terços) dos membros da Câmara. Art. 275 – Não havendo quórum para votação, a matéria será discutida e, depois de encerrada a discussão, será retirada da pauta e, automaticamente incluída na Ordem do Dia da sessão subsequente. Art. 276 – O Plenário deliberará: I- por Maioria Absoluta a aprovação e as alterações das seguintes matérias: a) matéria tributária; b) códigos de obras e de edificações, c) estatuto dos servidores municipais, d) regimento interno e precedentes regimentais; e) criação de cargos e aumento de vencimento de servidores; f) rejeição de veto e dos projetos de lei orçamentária; g) aprovação de projeto de lei sobre operações de créditos que excedam o montante de despesas de capital; h) licença ao Prefeito; II – por Maioria Qualificada a aprovação e as alterações das seguintes matérias: a) aprovação e alteração do Plano Diretor; b) zoneamento urbano, parcelamento, uso e ocupação do solo; c) concessão de serviços públicos; d) concessão de direito real de uso; e) alienação de imóveis; f) aquisição de bens móveis por doação com encargos; g) alteração de denominação de próprios, vias e logradouros públicos, h) obtenção de empréstimo particular. i) rejeição do parecer prévio do Tribunal de Contas; j) destituição dos membros da Mesa, l) emendas à Lei Orgânica. Art. 277 - Quando a matéria for declarada em votação, o vereador deixar o Plenário, terá sua presença computada para efeito de “quórum”, cabendo a qualquer vereador, no ato, alertar o Presidente para as devidas providências. Art. 278 – Vereador presente na sessão não poderá escusar-se de votar, devendo, porém, abster-se quanto tiver interesse pessoal na deliberação, sob pena de nulidade de votação, quando seu voto for decisivo. § 1° - O vereador que se considerar impedido de votar, nos termos deste artigo, fará a devida comunicação ao Presidente, computando-se, todavia, sua presença para efeito de “quórum”. 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 88 § 2° - O impedimento poderá ser arguido por qualquer vereador, cabendo a decisão ao Presidente. Art. 279 – Nenhum projeto poderá ser votado, sem que haja em Plenário o número de vereadores exigido para a votação. Parágrafo único – O Presidente será contado para efeito de “quórum”, apenas para prosseguimento dos trabalhos, ressalvados os casos em que seu voto seja obrigatório. Seҫӑо III Do Encaminhamento da Votação Art. 280 – A partir do instante em que o Presidente da Câmara declarar a matéria já debatida e com a discussão encerrada, poderá ser solicitada a palavra para encaminhamento de votação. Art. 281 – No encaminhamento da votação, será assegurado aos líderes da bancada falarapenas uma vez, para propor ao Plenário a rejeição ou aprovação da matéria a ser votada, sendo vedado os apartes. Art. 282 – Ainda que tenham sido apresentados substitutivos, emenda e subemendas ao projeto, haverá apenas um encaminhamento de votação, que versará sobre todas as peças. Seção IV Dos Processos de Votação Art. 283 – Os processos votação podem ser: |- simbólicos; II – nominais; III – secretos. Art. 284 - No processo Simbólico de votação, o Presidente convidará os vereadores que estiverem de acordo a permanecerem sentados e os que foram contrários a se levantarem, procedendo, em seguida, à necessária contagem dos votos e à proclamação do resultado. Parágrafo Único – No processo simbólico, poderá ser utilizado painel eletrônico para votação, com terminais individuais. Art. 285 - O processo Nominal de votação consiste na contagem dos votos favoráveis e contrários, respondendo os vereadores “sim” ou “não” à medida que forem chamados pelo 1º Secretário. Parágrafo único - Proceder-se-á, obrigatoriamente, à votação nominal para votação de pareceres do Tribunal de Contas sobre as contas do Prefeito. Art. 286 - Enquanto não for proclamado o resultado de uma votação seja nominal ou simbólica, é facultado ao vereador retardatário expender seu voto. Art. 287 - 0 vereador poderá retificar seu voto antes de proclamado o resultado. Art. 288 - As dúvidas quanto ao resultado proclamado só poderão ser suscitadas e esclarecidas antes de anunciada a discussão de nova matéria ou, se for o caso, antes de passar à nova fase da sessão ou de se encerrar a Ordem do Dia. Art. 289 - O processo de votação Secreta será utilizado aos seguintes casos: I - eleição da Mesa; II – concessão de título de cidadão, benemérito, honorário ou qualquer outra honraria ou homenagem; III- apreciação de veto. Art. 290 - A votação secreta consiste na distribuição de cédulas aos vereadores e no recolhimento dos votos em urna ou através de painel eletrônico, desde que assegure o sigilo da votação, com o seguinte procedimento: I - realização por ordem do Presidente, da chamada regimental para verificação da existência de “quórum”; II – chamada de vereadores, a fim de assinarem a folha de votação, III – distribuição de cédulas aos vereadores votantes, feitas em material opaco e facilmente dobráveis, contendo a palavra sim e a palavra não, antecedidas de figura gráfica que possibilite a marcação da 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 89 escolha do votante, e encabeçadas; a) no processo de cassação de mandato, pelo texto do quesito a ser respondido, atendendo-se à exigência de votação, apuração e proclamação do resultado de cada quesito em separado, se houver mais de um quesito; b) no decreto legislativo concessivo de título de cidadão sumareense, benemérito, honorário ou qualquer outra homenagem, pelo número, data e ementa do projeto a ser deliberado, c) na eleição dos membros da Mesa Diretora da Câmara, através de inscrição de chapas dos candidatos ou cargo. IV - apuração, mediante a leitura dos votos pelo Presidente, que determinará a sua contagem; V - proclamação do resultado pelo Presidente. Seção V Declaração de voto Art. 291 – Declaração de voto é o pronunciamento do vereador sobre os motivos que o levaram a manifestar-se contra ou favoravelmente à matéria votada. Art. 292 – A declaração de voto far-se-á depois de concluída a votação da matéria, se aceito o requerimento respectivo pelo Presidente. Parágrafo único - Só caberá declaração de voto ao vereador que não fizer uso da palavra ou que a usando, votou contrariamente à sua manifestação na Tribuna. CAPÍTULO IV Da Redação Final Art. 293 – Ultimada a fase de votação, será a proposição, se houver substitutivo, emenda e subemenda aprovados, enviada à Comissão de Justiça e Redação para elaboração de Redação Final. Art. 294 – A Redação Final será discutida e votada depois de lida em Plenário, podendo ser dispensada a leitura, a requerimento de qualquer vereador. § 1° - Somente serão admitidas emendas à redação final para evita incorreções de linguagem ou contradições evidentes. § 2° - Aprovada qualquer emenda ou rejeitada a redação final, a proposição voltará à Comissão de Justiça de Redação para elaboração de nova redação final. § 3° - A nova redação final será considerada aprovada se contra ela não votarem 2/3 (dois terços) dos vereadores. Art. 295 – Quando, após a aprovação da redação final e até a expedição do Autógrafo, verificar-se a inexatidão do texto, a Mesa procederá à respectiva correção, da qual dará conhecimento ao Plenário. § 1° - Não havendo impugnação, considerar-se-á aceita a correção e, em caso contrário, será reaberta a discussão para a decisão final do Plenário. § 2° - Aplicar-se-á o mesmo critério deste artigo aos projetos aprovados sem emendas, nos quais, até a elaboração do Autógrafo, verifica-se a inexatidão do texto. CAPÍTULO V Da Sanção Art. 296 – Aprovado um projeto de lei da forma regimental, e transformado em Autógrafo, será ele, imediatamente enviado ao Prefeito, para fins de sanção e promulgação. Art. 297 - Os Autógrafos de projetos de lei, antes de serem remetidos ao Prefeito, serão registrados em livro próprio e arquivados na Secretaria Administrativa, levando a assinatura do Presidente. Art. 298 - Decorrido o prazo de 15 (quinze) dias úteis, contados da data do recebimento do respectivo Autógrafo, sem a sanção do Prefeito, considerar-se-á tacitamente sancionado o projeto, sendo obrigatória a sua promulgação pelo Presidente da Câmara dentro de 48 (quarenta e oito) horas, se este não o fizer, caberá ao Vice-Presidente fazê-lo em igual prazo. 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 90 CAPÍTULO VI Do Veto Art. 299 - O Prefeito exercerá o direito de veto, parcial ou total, dentro do prazo de 15 (quinze) dias úteis contados da data de recebimento do respectivo Autógrafo, por julgar o projeto inconstitucional, ilegal ou contrário ao interesse público, devendo encaminhar ao Presidente da Câmara, dentro de 48 (quarenta e oito) horas a comunicação motivada do aludido ato. § 1° - O veto parcial somente abrangerá texto integral de artigo, parágrafo, inciso ou alínea. § 2º - Recebido o Veto pelo Presidente da Câmara, depois de lido em sessão ordinária, será encaminhado à Comissão de Justiça e Redação, que poderá solicitar audiência de outras Comissões. § 3° - As Comissões têm o prazo conjunto e improrrogável de 15 (quinze) dias para manifestarem-se sobre o Veto. § 4° - Se a Comissão de Justiça e Redação não se pronunciar no prazo indicado, a Presidência da Câmara incluirá a proposição na Ordem do Dia da sessão imediata, independente de parecer. § 5° – 0 Veto deverá ser apreciado pela Câmara dentro de 30 (trinta) dias a contar de seu recebimento na Secretaria Administrativa. § 6° - O Presidente convocará sessões extraordinárias para discussão do Veto, se necessário. § 7° - Rejeitado o Veto, as disposições aprovadas serão encaminhadas ao Chefe do Executivo para promulgação em 48 (quarenta e oito) horas. § 8° - Esgotado o prazo do parágrafo anterior sem que o Prefeito tenha promulgado a lei, caberá ao Presidente da Câmara fazê-lo, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, e se este não fizer, caberá ao Vice- Presidente a promulgação em igual prazo. § 9° - O prazo previsto no parágrafo quinto não corre nos períodos de recesso da Câmara. CAPÍTULO VII Da Promulgação e da Publicidade Art. 300 – Os Decretos Legislativos e as Resoluções, desde que aprovados os respectivos projetos, serão promulgados e publicados pelo Presidente da Câmara. Art. 301 – Serão também promulgados e publicadospelo Presidente da Câmara: I - as Leis que tenham sido sancionadas tacitamente; II – as Leis cujos Vetos, total ou parcial, tenham sido rejeitadas pela Câmara e que não foram promulgados pelo Prefeito. Art. 302 – Na promulgação de Leis, Resoluções e Decretos Legislativos pelo Presidente da Câmara serão utilizadas as seguintes cláusulas promulgadoras: I – leis, a) Com sanção tácita: O Presidente da Câmara Municipal de Sumaré, Faço saber que a Câmara Municipal aprovou e eu, nos termos do artigo 66, &7° da Lei Orgânica do Município, promulgo a seguinte Lei: b) Cujo Veto total foi rejeitado: O Presidente da Câmara Municipal Faço saber que a Câmara Municipal manteve e eu promulgo, no termos do artigo 66, 87° da Lei Orgânica do Município, promulgo a seguinte Lei: c) Cujo Veto parcial foi rejeitado: O Presidente da Câmara Municipal de Sumaré, Faço saber que a Câmara Municipal manteve e eu promulgo, nos termos do artigo 66, 87° da Lei Orgânica do Município, os seguintes dispositivos da Lei n°, de: II – Decretos Legislativos: O Presidente da Câmara Municipal de Sumaré, Faço saber que a Câmara Municipal aprovou e eu promulgo o seguinte Decreto Legislativo. III – Resoluções: O Presidente da Câmara Municipal de Sumaré, Faço saber que a Câmara Municipal aprovou e eu promulgo a seguinte Resolução. Art. 303 – Para promulgação e a publicação de Lei com sanção tácita ou por rejeição de veto total, utilizar-se-á a numeração subsequente àquela existente na Prefeitura Municipal. 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 91 Art. 304 – Quando se tratar de Veto Parcial, a lei terá o mesmo número do texto anterior a que pertence. Art. 305 – A publicação das Leis, Decretos Legislativos e Emendas à Lei Orgânica obedecerão ao disposto na Lei Orgânica do Município de Sumaré. TÍTULO IX Da Elaboração Legislativa Especial CAPÍTULO I Dos Códigos Art. 306 – Código é a reunião de disposições legais, sobre a mesma matéria de modo orgânico e sistemático, visando estabelecer os princípios gerais do sistema adotado e prover completamente a matéria tratada. Art. 307 – Os projetos de Código, depois de apresentados ao Plenário, serão publicados e permanecerão à disposição dos vereadores na Secretaria Administrativa pelo prazo de 30 (trinta) dias. § 1° - Durante o prazo de que trata este artigo, os vereadores poderão encaminhar emendas e subemendas. § 2° - As Comissões Permanentes terão o prazo comum de 15 (quinze) dias para exarar parecer ao projeto e às proposições apresentadas pelos vereadores. § 3° - Com os pareceres, o projeto será incluído na pauta da Ordem do Dia para primeira discussão e votação. Art. 308 – Aprovado em primeiro turno, com emendas, voltará à Comissão de Justiça e Redação, por mais 15 (quinze) dias, para incorporação das emendas ao texto do projeto original. Art. 309 – Não se aplicará o regime deste Capítulo aos projetos que cuidem de alteração parcial de Códigos. CAPÍTULO II Do Processo Legislativo Orçamentário Art. 310 – Leis de iniciativa privativa do Poder Executivo estabelecerão: I - o Plano Plurianual; II – as Diretrizes Orçamentárias; III - os Orçamentos Anuais. Art. 311 - Recebidos os projetos, o Presidente da Câmara, após comunicar o fato ao Plenário e determinar imediatamente a sua publicação, o remeterá à Secretaria Administrativa, onde permanecerá pelo prazo de 30 (trinta) dias à disposição dos Vereadores. § 1° - Durante o prazo de que trata este artigo, os vereadores poderão encaminhar emendas e subemendas. § 2º - As Comissões Permanentes de Justiça e Redação e Finanças e Orçamento terão o prazo comum de 15 (quinze) dias para exarar parecer ao projeto e às proposições apresentadas pelos vereadores. § 3° - Com os pareceres, o projeto será incluído na pauta da Ordem do Dia para primeira discussão e votação. Art. 312 – As sessões nas quais se discutem as leis orçamentárias terão a Ordem do Dia, preferencialmente, reservada a essa matéria e o Expediente ficará reduzido a 30 (trinta) minutos, contados do final da leitura dos papéis. Art. 313 – No primeiro e segundo turnos serão votadas primeiramente as emendas e subemendas, por ordem de protocolo, uma a uma, e depois o projeto. Art. 314 – Se não apreciados pela Câmara os projetos nos prazos legais previstos neste Capítulo, serão automaticamente incluídos na Ordem do Dia, sobrestando-se a deliberação quanto aos demais assuntos, para que se ultime a votação. Parágrafo único - A Câmara funcionará, se necessário, em sessões extraordinárias, de modo que a discussão e votação das leis orçamentárias estejam, concluídas nos prazos estabelecidos. 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 92 Art. 315 - A sessão legislativa não será encerrada sem a manifestação sobre os projetos referidos neste Capítulo, suspendendo-se o recesso até que ocorra a deliberação. Art. 316 – Não se aplicará o regime deste Capítulo aos projetos que cuidem de alteração parcial dos projetos de Plano Plurianual, Lei de Diretrizes Orçamentárias e Orçamento Anual. TÍTULO X Do Julgamento das Contas Municipais Art. 317 - O controle externo de fiscalização financeira e orçamentária será exercido pela Câmara Municipal, com o auxílio do Tribunal de Contas do Estado. Art. 318 - Recebidos os processos do Tribunal de Contas do Estado, com os respectivos pareceres prévios, o Presidente, independentemente da leitura dos mesmos em Plenário, mandará publicá-los, remetendo os processos à Secretaria Administrativa, onde permanecerá à disposição dos vereadores e dos interessados em conhecê-las. § 1º - A Comissão de Justiça e Redação e Finanças e Orçamento, no prazo de 30 (trinta) dias, prorrogáveis por mais 10 (dez) dias, apreciará os pareceres do Tribunal de Contas, concluindo por projeto de Decreto Legislativo, relativos às contas do Prefeito, dispondo sobre sua aprovação ou rejeição. § 2º - Se a Comissão não exarar os pareceres no prazo indicado, a Presidência designará um relator especial, escolhido aleatoriamente entre os vereadores, que terá o prazo de 3 (três) dias, improrrogável, para consubstanciar os pareceres do Tribunal de Contas no respectivo projeto de Decreto Legislativo, aprovando ou rejeitando as contas, conforme a conclusão do referido Tribunal. § 3º - Exarados os pareceres pelas Comissões ou pelo relator especial nos prazos estabelecidos ou, ainda, na ausência dos membros, os processos serão incluídos na pauta da Ordem do Dia da sessão imediata. Art. 319 - A Câmara tem o prazo máximo de 60 (sessenta) dias a contar do recebimento do parecer prévio do Tribunal de Contas para tomar e julgar as Contas Municipais. Art. 320 - 0 parecer do Tribunal de Contas somente poderá ser rejeitado por decisão de 2/3 (dois terços) dos membros da Câmara; § 1º - Rejeitadas as contas, serão imediatamente remetidas ao Ministério Público, para os devidos fins. § 2º - Rejeitadas ou aprovadas as Contas Municipais, serão publicados os respectivos atos legislativos e remetidos aos Tribunais de Contas do Estado. Art. 321 - As Comissões de Justiça e Redação e Finanças e Orçamento, para emitir o seu parecer, poderá vistoriar as obras e serviços, examinar processos, documentos e papéis nas repartições da Prefeitura e, conforme o caso, poderá também solicitar esclarecimentos complementares ao Prefeito, para aclarar partes obscuras. Art. 322 - Cabe a qualquer Vereador o direito de acompanhar os estudos das Comissões no período em que o processo estiver entregue à mesma. Art. 323 - A Câmara funcionará, se necessário, em sessões extraordinárias, de modo que as contas possam ser tomadas e julgadas dentro do prazo estabelecido no art. 319 deste Regimento. Art. 324 – Nassessões em que se discutirem as Contas Municipais, não haverá a fase do Expediente nem a Explicação Pessoal, sendo todo o seu tempo destinado à Ordem do Dia, lavrando-se a respectiva ata. Art. 325 – Aplicam-se ao disposto neste título os incisos LIV e LV do Art. 5° da Constituição Federal, garantindo-se a obediência aos princípios do devido processo legal, contraditório e ampla defesa. TÍTULO XI Das Honrarias Art. 326- Por via de Projeto de Decreto Legislativo, aprovado em discussão e votação únicas, no mínimo por 2/3 (dois terços) de seus membros, através de votação secreta, a Câmara Municipal poderá conceder os seguintes títulos: 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 93 I - Título de Cidadão Sumareense: título a personalidades nacionais ou estrangeiras radicadas no País, comprovadamente dignas de honraria e que comprovadamente prestaram relevantes serviços à Sumaré ou à sua gente. Parágrafo único - E vedada a concessão de títulos de cidadão sumareense às pessoas naturais do Município de Sumaré e aos ex-agentes políticos que tenham sido investidos em mandatos em nosso Município. II – Título Benemérito: título a personalidades nacionais ou estrangeiras radicadas no País, que se tenham projetado nas atividades esportivas, culturais, políticas, científicas e sociais em nosso Município. III – Título Honorífico: título a personalidades nacionais ou estrangeiras, mundialmente consagradas pelos serviços prestados à humanidade, comprovadamente dignas da honraria. Art. 328 - O projeto de concessão de título poderá ser proposto por qualquer vereador e vir acompanhado de circunstanciada biografia da pessoa que se deseja homenagear. Parágrafo único – E vedada a concessão de títulos a pessoas no exercício de mandato eletivo, de cargos executivos por nomeação na Administração direta ou indireta da União, Estado ou Município ou cargo de comando militar. Art. 329 - O signatário será considerado fiador das qualidades da pessoa que se deseja homenagear e da relevância dos serviços que tenha prestado. Parágrafo único - Cada Vereador poderá figurar, no máximo, por 02 (duas) vezes, como signatário de projeto de concessão da honraria, em cada legislatura. Art. 330- Para discutir projeto de concessão de título honorífico, cada Vereador disporá de 05 (cinco) minutos. Parágrafo único - Tão logo seja aprovada a concessão do título honorífico, será expedido o respectivo diploma, com a imediata assinatura do autor da propositura. Art. 331- A entrega dos títulos será feita em sessão solene convocada para este fim. TÍTULO XII Da Administração da Câmara CAPÍTULO I Dos Serviços Administrativos Art. 332 – Os serviços administrativos da Câmara far-se-ão através de sua Secretaria Administrativa, regulamentando-se através de ato do Presidente. Parágrafo único - Todos os serviços da Secretaria Administrativa serão dirigidos e disciplinados pela Presidência da Câmara que contará com o auxílio dos Secretários. Art. 333 – A nomeação, exoneração, promoção, comissionamento, licenças, disponibilidade, emissão, aposentadoria e punição dos servidores da Câmara serão veiculados através de Portaria da Mesa. Art. 334 – A correspondência oficial da Câmara será elaborada pela Secretaria Administrativa, sob responsabilidade da Presidência. Art. 335 – As dependências da Secretaria Administrativa, bem como seus serviços, equipamentos e materiais serão livremente utilizados pelos vereadores, desde que observadas às regulamentações constantes de Ato da Presidência. Art. 336 - Os vereadores poderão interpelar a Presidência, mediante requerimento, sobre os serviços da Câmara ou sobre a situação do respectivo pessoal, bem como apresentar sugestões para melhor andamento dos serviços. CAPÍTULO II Dos Atos e Portarias Art. 337 - Os atos administrativos de competência da Mesa e da Presidência, serão expedidos com observância das seguintes normas: I - ATOS DA MESA, por ato numerado em ordem cronológica, nos seguintes casos: 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 94 a) elaboração e expedição da discriminação analítica das dotações orçamentárias da Câmara, bem como alterações necessárias; b) suplementação das dotações do orçamento da Câmara, observado o limite da autorização constante da Lei Orçamentária, desde que os recursos para a cobertura sejam provenientes da anulação total ou parcial de suas dotações orçamentárias; c) outros casos como tais definidos em lei ou resolução. II – ATOS DA PRESIDÊNCIA, por ato numerado em ordem cronológica, nos seguintes casos: a) regulamentação dos serviços administrativos; b) concessão de férias e licenças aos servidores da Câmara; c) assuntos de caráter financeiro, d) outros casos de competência da Presidência e que não estejam enquadrados como Portaria III – PORTARIAS, expedidas pela Mesa, nos seguintes casos: a) provimento e vacância nos cargos da Câmara, bem como concessão de benefícios individuais previstos em Lei; b) abertura de sindicância e processo administrativo, aplicação de penalidades e demais atos individuais de efeitos internos, c) outros casos determinados em lei ou resolução. Parágrafo único – As numerações dos Atos da Mesa, Atos da Presidência e Portarias, obedecerão ao período da legislatura. CAPÍTULO II Dos Livros Destinados aos Serviços Art. 338 – A Secretaria Administrativa terá os livros e fichas necessários aos seus serviços, que poderão ser substituídos por fichas, em sistema mecânico, magnético ou de informatização, desde que convenientemente autenticados. § 1° - A Secretaria providenciará os seguintes registros: I - termos de compromisso e posse do Prefeito, Vice-Prefeito e dos Vereadores, II – termos de posse da Mesa; III – declaração de bens dos agentes políticos, IV – atas das sessões da Câmara; V – registro de Leis, Decretos Legislativos, Resoluções, Atos da Mesa, Atos da Presidência e Portarias; VI - cópias de correspondências; VII – protocolo, registro e índices de papéis, livros e processos arquivados; VIII - protocolo, registro e índices de proposições em andamento e arquivadas; IX – licitações e contratos; X – termos de compromisso e posse dos servidores; XI – contabilidade e finanças; XII – cadastramento de bens; XIII — inscrição de oradores para uso de Tribuna do Cidadão; XIV – registro de precedentes regimentais. § 2º - Os livros serão abertos e rubricados e encerrados pelo Presidente da Câmara ou por servidor designado para tal finalidade. TÍTULO XIII Do Prefeito e do Vice-Prefeito CAPÍTULO I Dos Subsídios Art. 339 - Os subsídios do Prefeito e Vice-Prefeito serão fixados em uma Legislatura para vigorar na seguinte, através de Projeto de Lei cuja iniciativa é da Mesa da Câmara, obedecendo-se o disposto no Art. 88 e seus parágrafos da Lei Orgânica do Município de Sumaré. CAPÍTULO II Das Licenças Art. 340 – - O Prefeito e o Vice-Prefeito não poderão, sem licença da Câmara Municipal, ausentar-se do Município por período superior a dez dias úteis, sob pena de perda do cargo. 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 95 Art. 341 - O Prefeito poderá licenciar-se: I - quando a serviço ou em missão de representação do Município; II - quando impossibilitado do exercício do cargo, por motivo de doença devidamente comprovada ou no período de gestação. § 1° - No caso do inciso I, o período de licença, amplamente motivado, indicará, especialmente, as razões da viagem, o roteiro e a previsão de gastos. § 2º - O Prefeito licenciado nos casos dos incisos I e II receberá a remuneração integral. Art. 342 – O pedido de licença do Prefeito obedecerá à seguinte tramitação: I - recebidoo pedido na Secretaria Administrativa, o Presidente convocará, em 24 (vinte e quatro) horas, reunião da Mesa para transformar o pedido do Prefeito em Projeto de Decreto Legislativo; II - elaborado o projeto de Decreto Legislativo pela Mesa, o Presidente convocará, se necessário, sessão extraordinária para que o pedido seja imediatamente deliberado, III – o Decreto Legislativo concessivo de licença ao Prefeito será discutido e votado em turno único, tendo a preferência regimental sobre qualquer matéria; IV - o Decreto Legislativo concessivo da licença ao Prefeito será considerado aprovado se obtiver o voto de maioria absoluta dos membros da Câmara. CAPÍTULO II Da Convocação dos Secretários e Diretores Municipais Art. 343 – Os Secretários e Diretores Municipais poderão ser convocados pela Câmara, bem como Presidentes de Autarquias e Presidentes de órgãos da administração indireta, para prestarem informações de suas administrações. § 1° - O requerimento deverá ser escrito e indicar com precisão o objeto da convocação, ficando sujeito à deliberação do Plenário. § 2° - Aprovada a convocação, nos termos do parágrafo anterior, o Presidente oficiará ao Prefeito, a fim de fixar dia e hora para seu comparecimento, dando-lhe, ao mesmo tempo, ciência da matéria sobre a qual versará a interpelação. § 3° - As autoridades mencionadas no “caput” deste artigo poderão fazer-se acompanhar de técnicos que julgar convenientes para prestar os esclarecimentos que se fizerem necessários. Art. 344 – Na sessão ou reunião a que comparecerem as autoridades farão inicialmente por si ou por intermédio de técnicos, uma exposição do objeto de seu comparecimento, respondendo a seguir, as interpelações de qualquer vereador. Parágrafo único - Durante a exposição, perguntas ou respostas as interpelações que lhe forem feitas, não poderão desviar-se do objeto da convocação e não sofrerão apartes. Art. 345- A Mesa designará o dia e hora para recepção do Prefeito, dos Secretários e demais autoridades referidas no artigo 337, quando esses desejarem comparecer espontaneamente à Câmara e às Comissões para prestarem esclarecimentos. Parágrafo único – As autoridades que comparecerem espontaneamente à Câmara ficarão sujeitas às normas deste Regimento. CAPÍTULO IV Dos pedidos de informações Art. 346 - Compete à Câmara solicitar ao Prefeito quaisquer informações sobre assuntos referentes à administração municipal. § 1° - As informações serão solicitadas por requerimento proposto por qualquer Vereador. § 2º - Os pedidos de informações serão encaminhados ao Prefeito, que terá o prazo de 15 (quinze) dias úteis, contados da data de recebimento, para prestar as informações. § 3º - Pode o Prefeito solicitar à Câmara prorrogação do prazo, sendo o pedido sujeito à aprovação do Plenário. § 4° - Os pedidos de informações poderão ser reiterados, se não satisfizerem ao autor, mediante novo requerimento, que deverá seguir à tramitação regimental, contando-se novo prazo. 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 96 TÍTULO XIV Do Regimento Interno CAPÍTULO ÚNICO Dos Precedentes Regimentais e Reforma do Regimento Art. 347 - Os casos não previstos neste Regimento serão decididos soberanamente pelo Plenário e constituirão objeto de projeto de resolução de responsabilidade da Mesa, objetivando emendá-lo. Art. 348 - As disposições deste Regimento serão interpretadas pela Presidência, em primeira instância, e pelo Plenário em grau de recurso. Art. 349 - O Regimento Interno poderá ser alterado ou reformado, através de projeto de Resolução de iniciativa de qualquer vereador, da Mesa ou de Comissão. TÍTULO XV DISPOSIÇÕES FINAIS Art. 350 – Os prazos de que trata este Regimento e que envolvem atividades da Câmara Municipal, não correm nos períodos de recesso e contam-se na forma do Código de Processo Civil. § 1° - Excetuam-se do disposto no caput deste artigo os prazos relativos às matérias objeto de convocação de extraordinária da Câmara e os prazos estabelecidos às Comissões Processantes. § 2º - Quando não se mencionarem expressamente dias úteis, o prazo será contado em dias corridos. Art. 351 - Esta resolução entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário, especialmente a Resolução n° 174, de 24 de novembro de 1989 e Resolução no 198, de 28 de junho de 1994, e suas alterações posteriores. Câmara Municipal de Sumaré, 20 de dezembro de 2012. Questões 01. (Câmara de Sumaré/SP – Procurador Jurídico – VUNESP/2017) Com base no Regimento Interno da Câmara Municipal de Sumaré, assinale a alternativa correta. (A) A Câmara Municipal instalar-se-á em 02 de fevereiro de cada legislatura, em sessão solene, sob a presidência do Presidente da Câmara da legislatura anterior. (B) O exercício do mandato de vereador dar-se-á quinze dias após a posse, podendo o prazo ser prorrogado por requerimento do interessado. (C) A recusa do Vereador eleito a tomar posse, importa em renúncia tácita ao mandato, devendo o Presidente da Câmara, após o decurso do prazo de 15 dias, declarar extinto o mandato e convocar o respectivo suplente. (D) Enquanto não ocorrer a posse do Prefeito, assumirá o cargo o Presidente da Câmara Municipal. (E) A recusa do Prefeito eleito a tomar posse, importa em renúncia tácita ao mandato, devendo o Presidente da Câmara, após o decurso do prazo de 15 dias, declarar extinto o mandato. 02. Sobre o Regimento Interno da Câmara Municipal de Sumaré julgue o item abaixo e marque certo ou errado: Os Vereadores são agentes políticos investidos no mandato legislativo municipal, para uma legislatura, pelo sistema partidário e de representação proporcional, por voto direto e secreto. (....) Certo (....) Errado 03. O requerimento de retirada de proposição não poderá ser recebido antes de iniciada a votação da matéria, caso em que o Presidente poderá apenas determinar seu arquivamento. (....) Certo (....) Errado 04. Sobre o Regimento Interno da Câmara Municipal de Sumaré julgue o item abaixo e marque certo ou errado: O Prefeito e o Vice-Prefeito poderão, ainda que sem licença da Câmara Municipal, ausentar-se do Município por período superior a dez dias úteis, sem a pena de perda do cargo. (....) Certo (....) Errado 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA . 97 Respostas 01. Resposta: C. Art. 8° - A recusa do Vereador eleito a tomar posse, importa em renúncia tácita ao mandato, devendo o Presidente da Câmara, após o decurso do prazo de 15 dias, declarar extinto o mandato e convocar o respectivo suplente. 02. Resposta: Certo. Art. 12 - Os Vereadores são agentes políticos investidos no mandato legislativo municipal, para uma legislatura, pelo sistema partidário e de representação proporcional, por voto direto e secreto. 03. Resposta: Errado. Art. 202 – O requerimento de retirada de proposição só poderá ser recebido antes de iniciada a votação da matéria, caso em que o Presidente poderá apenas determinar seu arquivamento. 04. Resposta: Errado. Art. 340 – - O Prefeito e o Vice-Prefeito não poderão, sem licença da Câmara Municipal, ausentar-se do Município por período superior a dez dias úteis, sob pena de perda do cargo. 1431015 E-book gerado especialmente para DENIS FERNANDO DA SILVA