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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS Como funciona um gliscosímetro Diogo Taceli Taveira Matrícula 2015105101 Belo Horizonte, 2017 Introdução Neste trabalho serão abordadas algumas formas de funcionamento de certos glicosímetros que possuem relação com a biofísica. Um glicosímetro é um aparelho usado para o automonitoramento de pessoas diabéticas, sendo utilizado diária e constantemente pelos pacientes. Esses aparelhos podem funcionar por sistemas fotométricos, sensores eletroquímicos e sistemas amperométricos. Além disso, seu funcionamento e resultados são tão confiáveis quanto exames de laboratório por utilizarem as reações da glicose para apresentarem os resultados. Os aparelhos que funcionam a partir de sensores eletroquímicos e sistemas amperométricos serão priorizados neste trabalho devido a terem maior relação com o conteúdo estudado em sala de aula. Já o uso do aparelho, é bem simples: basta fazer um pequeno furo no dedo com as lancetas específicas e depositar uma gota de sangue sobre a tira reagente. Depois, todo o trabalho é feito automaticamente pelo Glicosímetro, que pode reconhecer a mudança de cor ou quantificar a corrente produzida pela reação do sangue com a tira. Desenvolvimento No sistema fotométrico, é inserida uma amostra de sangue na fita, e de acordo com a variação da glicose, a intensidade da cor varia, e o aparelho lê o comprimento de onda gerado. Há ainda nesses sistemas, aparelhos que avaliam a reação da glicose com a hexocinase na fita de testes. Ao final das reações, é formado NADH que, junto a outra enzima, altera a cor da fita e a reflectância da reação é medida. Nos aparelhos que possuem sensores eletroquímicos, são medidas as correntes elétricas produzidas pela glicose através de reações bioquímicas. Tais correntes elétricas, podem ser relacionadas ao potencial de membrana gerado pelas reações da glicose, devido ao transporte de íons através da membrana. E por fim, nos sistemas amperométricos, um raio de luz é disparado onde o sangue é inserido e a luz refletida é medida. A quantificação da glicose é feita pela medição da corrente produzida quando a oxidação da glicose é catalisada pela glicose oxidase, formando ácido glucônico, ou quando a glicose desidrogenase catalisa a oxidação de glicose para gluconolactiona. Os elétrons que são gerados na reação são transferidos a partir do sangue para os eletrodos. As correntes elétricas geradas nesse sistema possuem mesmo princípio do sistema anterior, ligado ao transporte de íons através da membrana, gerando potencial de membrana. Bases biofísicas do tema abordado Com relação aos conteúdos estudados na disciplina, serão abordados os potenciais de mebrana e concentrações, que estão ligados à liberação de elétrons em algumas reações. Tais potenciais, podem ser relacionados às reações que a glicose sofre/realiza durante o contato com as enzimas. A oxidação ou redução dos produtos, faz com que íons entrem ou saiam da célula, alterando sua concentração e gerando certo gradiente, podendo liberar elétrons que servirão para a realização dos testes com glicosímetro. Conclusão Pode-se concluir que a importância da biofísica em situações diárias da vida das pessoas é imensa, e nesse caso específico sobre a diabetes pode ser considerada maior ainda. Curioso e interessante é um estudo sobre os conteúdos em sala de aula que muitas vezes fica só na teoria, pode fazer tanta diferença em um aparelho que pode salvar tantas vidas. E sobre a realização deste trabalho, pode ser considerado um feedback sobre a disciplina e clareia a resposta sobre a pergunta proposta: “Como e para quê o futuro profissional que serei utilizará esse conhecimento na sua vivência?”. Tal conhecimento pode ser usado para fabricação, manutenção e até esclarecimento de dúvidas dos equipamentos citados acima, como pode também ser usado para infinitas outras opções que podem parecer simples, mas que salvam vidas. Referências http://www.saude.pr.gov.br/arquivos/File/DiogoPracz/Vigilancia_Sanitaria/ReuniaoFarmacias/EstudoCasoGlicosimetro.pdf http://unb2013diabetes.blogspot.com.br/2013/09/glicosimetro.html http://www.diabetes.org.br/publico/colunas/32-dr-carlos-negrato/193-esclarecimentos-quanto-a-metodologia-utilizada-nos-monitores-de-glicemia-capilar-glicosimetros-e-erros-mais-frequeentes-na-pratica-clinica Sally Cristina Moutinho Monteiro , Elizabeth Gomes , Ilka Kassandra Belfort , Mauricio Fernandes Avelar , Romildo Martins Sampaio, ANÁLISE COMPARATIVA DA DETERMINAÇÃO DE GLICEMIA CAPILAR E VENOSA COM GLICOSÍMETRO VERSUS DOSAGEM LABORATORIAL, ISSN-2236-6288