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1 http://www.euvoupassar.com.br Eu Vou Passar – e você? 
 
Ricardo Resende – Direito do Trabalho 
Dicas gerais de preparação para o AFT 2009/2010 
 
Caros colegas concurseiros, 
Diante do sucesso da 1ª versão do “Manual do Futuro AFT”, e tendo em vista a publicação do 
edital para o tão esperado concurso (AFT, lógico) no último dia 24 de dezembro, apresento a 
vocês a versão 2.0 do “Manual”, agora devidamente adaptada aos ditames do MTE e da ESAF. 
Saímos do campo do “achismo” e passamos à análise do “esafismo”. 
Reitero, por oportuno, que as considerações que faço adiante são apenas minhas opiniões, 
razão pela qual não pretendo debater e/ou justificar nada do que esteja escrito neste texto. 
Tenho dois objetivos ao escrevê-lo: a) ajudar no direcionamento do estudo de cada um de 
vocês; b) responder antecipadamente inúmeras dúvidas que certamente seriam (e já são) 
recorrentes, as quais me são direcionadas por e-mail, enchendo minha caixa de mensagens e 
demandando, para respostas individuais, um tempo precioso que poderá ser melhor utilizado 
na preparação das aulas que ainda faltam para concluir o Curso Completo de Direito do 
Trabalho a tempo do concurso. 
Como observado na 1ª versão, não pretendo, pelos motivos acima expostos, responder de 
forma individual tudo o que já foi dito aqui. Dessa forma, e-mails com tal conteúdo serão 
ignorados. 
 
1. Análise sintética do edital: 
Para quem não tiver paciência para ler todo o texto, seguem algumas observações resumidas. 
São simplesmente as minhas constatações diante do edital. Lembro apenas que todo e 
qualquer juízo de valor se refere ao que eu penso. Se você não concorda, bom também, mas 
não precisa tentar me convencer porque não fará qualquer diferença. Este texto é pra quem 
quer a minha opinião, não é para ver quem está “certo”. Valorizo “a verdade de cada um”, 
sempre. 
1.1. Sob o ponto de vista dos candidatos: 
1.1.1. Vantagens em relação ao edital 2006 
a) reequilíbrio dos pesos das matérias em geral, e de Direito do Trabalho e SST em especial; 
 
 
2 http://www.euvoupassar.com.br Eu Vou Passar – e você? 
 
b) redução considerável do programa de SST, com a cobrança apenas das NR’s efetivamente 
mais utilizadas na prática; 
c) provas discursivas, porque exploram o conhecimento de forma muito mais eficaz que as 
provas objetivas. Tem o problema da correção (relativa subjetividade), mas as provas 
discursivas praticamente inviabilizam o fator “sorte”. A única sorte que você pode ter em uma 
prova discursiva é pedirem um tema que você domine mais. Mas, ao menos de forma geral, a 
discursiva te obriga a saber como funciona aquele ramo do conhecimento, não bastando 
treinar exaustivamente questões de concursos anteriores. O conhecimento se sobrepõe ao 
condicionamento puro e simples. 
1.1.2. Desvantagens em relação ao edital 2006 
a) mínimo por matéria (40%), o que dificulta absurdamente a variação de estratégia de estudo; 
b) extinção do rol de súmulas do TST, o que obriga você a conhecer todas as súmulas 
referentes aos assuntos abordados no edital. E nem venham argumentar que só pode cair 
súmula se o edital assim prevê expressamente, pois isso não tem o menor cabimento; 
1.2. Sob o ponto de vista da carreira da Auditoria-Fiscal do Trabalho: 
Aqui eu só consigo ver vantagens. Acredito que uma carreira se fortalece, dentre outras coisas, 
através do enrijecimento dos critérios de seleção e admissão. Se queremos que a Auditoria-
Fiscal do Trabalho seja tratada como carreira de Estado, se queremos justificar o subsídio como 
forma de remuneração, e se queremos uma lei própria de regência (a Lei Orgânica do Fisco, 
que por mais que o pessoal da Receita não entenda compreende também os AFT’s), devemos 
tratar de aperfeiçoar a seleção dos integrantes desta carreira. Este movimento é observado 
atualmente em várias carreiras, das quais menciono, com exemplo, a AGU. Quando eu terminei 
a faculdade os concursos da AGU (tanto para Procurador Federal quanto para Advogado da 
União) eram apenas trampolins, uma fase para quem queria, na verdade, alcançar as carreiras 
da Magistratura e do MPT. De forma hábil, na minha opinião, a AGU tratou de mudar este 
quadro, valorizando a carreira ($$) e apertando as regras do concurso de admissão. Hoje eles 
têm um concurso muito parecido com o da Magistratura e do MPT, com provas orais inclusive. 
Dessa forma, acho que as alterações do edital do MTE 2009/2010 só farão bem à inspeção do 
trabalho. Eu mesmo afirmei, na 1ª versão deste “Manual”, que o concurso para AFT era muito 
mais fácil que o concurso da Receita (para AFRFB), tendo em vista que o nosso não cobrava um 
mínimo por prova. Agora não temos mais tal “facilidade”. Temos mínimo por prova, temos 
provas discursivas, e temos um quadro de provas que demonstra um bom equilíbrio entre as 
matérias, não tornando nenhuma dispensável, e nenhuma absolutamente decisiva 
individualmente, como ocorreu com SST no último concurso. Não temos mais loteria. Assim, 
espero tenhamos como colegas AFT’s, em breve, 234 candidatos extremamente bem 
preparados, os melhores dentre todos os concorrentes. Confesso que não esperava uma 
alteração tão substancial na “cara” do concurso, mas estou satisfeito com a mesma. Espero 
 
 
3 http://www.euvoupassar.com.br Eu Vou Passar – e você? 
 
que a ESAF possa fazer valer, na prática, a idéia, elaborando uma prova condizente com a 
grandeza desta carreira. 
 
2. Estratégias de estudo daqui pra frente 
Aqui transcrevo o texto da 1ª versão, com as devidas alterações. 
Estratégia de estudo é um negócio complicado, pois é pessoal demais. Cada um tem uma 
maneira de ver as coisas e uma forma diferente de lidar com suas habilidades e com suas 
limitações. Acredito que a melhor forma de definir uma estratégia vencedora seja 
diagnosticando da forma mais realista possível este binômio habilidade/deficiência. Se você 
tem muita habilidade em alguma matéria, invista nela para “fechar a prova”. Se, por outro 
lado, tem muita dificuldade em determinada matéria (desde que não seja uma das principais, 
naturalmente), talvez seja inteligente deixá-la um pouco de lado para não perder tempo, 
observando, por óbvio, que você precisa obter no mínimo 40% em cada matéria. 
Também influi demais na estratégia de estudo a situação em que cada um se enquadra 
atualmente. Utilizando um método para mim muito eficaz que vi uma vez em um texto do Alex 
Meirelles, sujeito de bom gosto, grande vascaíno, tentarei emitir a minha opinião diante de 
diversas situações-tipo, logicamente as mais comuns. Por favor, não me mandem e-mail com o 
seu caso pedindo dicas individualizadas de preparação, senão não sobrará tempo de produzir 
nenhum material para ajudar vocês em Direito do Trabalho... E-mails com este teor não serão 
respondidos. Faça um esforço e tente enquadrar a sua história numa das situações-tipo 
apresentadas, e então adapte as dicas ao seu gosto. 
Hipótese 1: Você nunca estudou para concursos e quer tentar AFT 
Bom, o concurseiro sempre tem que começar um dia, não é mesmo?! Desde que você tenha 
em mente que suas chances neste concurso são reduzidas, beleza. Quando menos, você terá a 
oportunidade de se apaixonar por Direito do Trabalho... hehehe... Agora não vale a dica da 
versão 1 de cuidar apenas das matérias básicas, pois temos mínimo por matéria. Temos 
também as provas discursivas. Logo, se eu estivesse nessa situação estudaria Português, 
Direito Constitucional, Direito do Trabalho, SST e Legislação Previdenciária e Direito 
Administrativo e Ética na Administração Pública. Quanto ao restante, torceria para fazer 40%. 
Sem estas cinco matérias você não terá chances na prova discursiva depois, então elassão 
absolutamente indispensáveis. Estudando as matérias básicas você terá, no mínimo, começado 
a edificar sua “carreira de concurseiro”, quem sabe podendo colher frutos em breve. Se passar 
para AFT, melhor ainda! 
Hipótese 2: Você já estuda há algum tempo para concursos, mas nunca viu Direito do Trabalho 
 
 
4 http://www.euvoupassar.com.br Eu Vou Passar – e você? 
 
Você tem boas chances, desde que organize bem o seu tempo. Se você tem uma boa base em 
Direito Constitucional e Direito Administrativo, tem facilidade em Português, e já viu as outras 
matérias coadjuvantes (Raciocínio Lógico, Administração Pública, Civil, Penal e Comercial) de 
forma a garantir o mínimo por prova, há tempo suficiente para o restante, dependendo, é 
claro, do seu tempo disponível para estudo. Aprenda Direito do Trabalho, leia as NR’s 
elencadas no edital, a Lei 8.213 e, se sobrar algum tempo, dê uma olhada no resto. 
Hipótese 3: Você já estuda há algum tempo para concursos, tem um bom conhecimento de 
Direito do Trabalho, e agora resolveu prestar para AFT 
Você tem meio caminho andado (ou mais). Se tiver uma boa base em Direito Administrativo, 
Direito Constitucional e Direito do Trabalho, terá tempo suficiente para estudar as NR’s, a Lei 
8.213 e revisar as outras matérias, de forma a garantir o mínimo em cada uma. 
Hipótese 4: Você estava estudando para a Receita Federal, não foi bem, e agora quer tentar 
AFT 
Você já conhece a ESAF, já fez várias provas com o mesmíssimo conteúdo há poucos dias (sim, 
há várias matérias cujo conteúdo para AFT é idêntico ao cobrado para AFRFB), e 
provavelmente tem uma base sólida em Constitucional e Administrativo. Há tempo suficiente 
para aprender Direito do Trabalho e decorar as NR’s. Como você já estudou Economia, 
aprender Economia do Trabalho é mais fácil pra você. Programe-se bem que suas chances são 
muito boas. 
Hipótese 5: Você está estudando para AFT desde o último concurso 
Parabéns, você continua sendo um dos favoritos! Basta manter a concentração até o final da 
batalha e é provável que uma vaga seja sua. É hora de revisar o básico já estudado e partir para 
o que é específico. Com as NR’s delimitadas é muito mais fácil. A tarefa continua sendo decorá-
las, mas você provavelmente já tem uma noção de cada uma delas. De novidade, só a Lei 8.213 
e o mínimo por matéria, que agora exige eventuais correções de estratégia, de forma a estudar 
todas as matérias. 
 
3. Estratégia básica para todos os candidatos 
Antes de tratar das matérias de forma individual, acho que vale mencionar o que eu faria, em 
qualquer destas situações citadas acima, ou seja, a estratégia básica que utilizaria como ponto 
de partida, com as adaptações cabíveis em cada caso específico. 
Para isso, vejamos a grade de matérias com o respectivo peso nos dois últimos concursos e no 
edital atual: 
 
 
5 http://www.euvoupassar.com.br Eu Vou Passar – e você? 
 
 
AFT 2003 
Mínimos 
Matéria Peso 
Nº 
Questões 
Valor 
total % 
p/ 
disc. 
p/ 
prova total 
P1 
Língua Portuguesa 1 20 20 6,6 8 
30 
180 
Inglês E Espanhol 1 10 10 3,3 
Ética na Administração Pública 1 10 10 3,3 
Raciocínio Lógico-Quantitativo 1 10 10 3,3 
Informática 1 10 10 3,3 
P2 
Direito Constitucional e Administrativo 2 20 40 13,3 
60 
Direito (Civil, Penal, Proc. Penal, 
Comercial) 2 20 40 13,3 
Administração Pública 2 20 40 13,3 
P3 
Direito do Trabalho 2 40 80 26,6 
60 Economia do Trab. e Sociologia do 
Trabalho 2 20 40 13,3 
300 
AFT 2006 
Mínimos 
Matéria Peso 
Nº 
Questões 
Valor 
total % 
p/ 
disc. 
p/ 
prova total 
P1 
Língua Portuguesa 1 20 20 5,5 8 
30 
216 
Inglês OU Espanhol 1 10 10 2,7 
Ética na Administração Pública 1 10 10 2,7 
Raciocínio Lógico-Quantitativo 1 5 5 1,4 
Informática 1 5 5 1,4 
Administração Pública 1 10 10 2,7 
P2 
Direito do Trabalho 2 30 60 16,6 
60 Direito Constitucional e Administrativo 2 15 30 8,3 
Direito Civil, Comercial e Penal 2 15 30 8,3 
P3 
Segurança e Saúde no Trabalho 3 50 150 41,7 
90 Economia do Trab. e Sociologia do 
Trabalho 3 10 30 8,3 
360 
 
 
6 http://www.euvoupassar.com.br Eu Vou Passar – e você? 
 
 
AFT 2009 
Mínimos 
Matéria Peso 
Nº 
Questões 
Valor 
total % 
p/ 
disc. 
p/ 
prova total 
P1 
Língua Portuguesa 2 20 40 14,8 16 
 
270 
Inglês OU Espanhol 1 10 10 3,7 4 
Raciocínio Lógico-Quantitativo 1 10 10 3,7 4 
Administração Pública 1 10 10 3,7 4 
Direito Constitucional 2 10 20 7,4 8 
 
Economia do Trabalhoe Sociologia do 
Trabalho 2 10 20 7,4 8 
 
P2 
Direito Civil, Comercial e Penal 2 15 30 11,1 12 
 
Direito do Trabalho 2 30 60 22,2 24 
SST e Legislação Previdenciária 2 20 40 14,8 16 
Direito Administrativo e Ética na Adm. 
Pública 2 15 30 11,1 12 
270 
P3 Discursiva 6 200 120 
 
Observe que as matérias da prova discursiva (incluída a Língua Portuguesa, indispensável para 
quem deverá escrever com coesão, coerência e correção) representam 70,3% do total de 
pontos da “1ª fase” do concurso (provas objetivas). Considerando que você terá que garantir o 
mínimo de 40% por prova, já temos mais 11,88% (40% de [100 – 70,3]) que deverão ser 
assegurados. Logo, você tem 82,18% dos pontos só com as 5 básicas mais o mínimo em cada 
uma das outras. Lógico que você perderá pontos nas básicas, mas também é de se esperar que 
consiga pontos além do mínimo em várias das outras matérias. Como a nota de corte não 
costuma superar a casa dos 70% (imaginemos 75% como margem de segurança), você ainda 
terá algum espaço para definir a estratégia conforme suas habilidades individuais. 
Portanto, eu me preocuparia, em primeiro lugar, com Direito do Trabalho, SST e Lei 8213, 
Constitucional, Administrativo e Ética, e Língua Portuguesa. Depois garantiria os mínimos nas 
outras e garimparia pontos preciosos naquelas cujo estudo me dão algum prazer. 
Sobre as provas discursivas, preocupe-se com elas depois da 1ª fase. Por ora, eu apenas 
direcionaria a maioria do meu esforço para as cinco matérias que interessam também à 2ª fase. 
Não adianta me perguntarem “o que eu acho que pode cair na prova discursiva”, pois eu não 
tenho a mínima idéia. Como já mencionei, não sou vidente. E prova discursiva é novidade em 
concursos fiscais organizados pela ESAF, então pode vir qualquer coisa. Vamos esperar a prova 
da Receita para termos uma base qualquer. 
 
 
 
 
7 http://www.euvoupassar.com.br Eu Vou Passar – e você? 
 
4. Matérias do concurso 
Bom, a partir de agora vou discorrer brevemente sobre cada uma das matérias. Advirto, 
entretanto, que as minhas impressões sobre as matérias (exceto Direito do Trabalho, claro) 
podem estar defasadas, tendo em vista que não mais as estudei para este tipo de concurso 
depois de 2003. No máximo folheei um livro ou outro. 
1. Português 
Valor relativo: 14,8% do total (sim, quase o triplo do que valia no último concurso). 
Passou a ser muito importante na sua nota final! 
Português costuma ser o cartão de visitas da ESAF. Prova muito pesada, com textos 
longos e muitas vezes complexos. É para testar os nervos do candidato. Por isso é a 
primeira prova. Saí da P1 do meu concurso como se tivesse sido atropelado por um 
trator. Mas não há muito o que estudar. A prova é muito instrumental, sem cobrar 
aquela decoreba de regras de gramática. Isso é bom. Se você não tem muita afinidade 
com a língua portuguesa, pegue um livro de “questões ESAF” e não perca muito tempo 
com ele. Já ouvi boas referências sobre o livro do Décio Sena, mas não o conheço (aqui 
em casa tem, da minha esposa, mas nunca sequer o folheei). Um grandediferencial da 
prova de Português é que normalmente serve como critério de desempate. Logo, você 
pode ficar dois Estados mais longe de casa por conta de um mau desempenho em 
Português. :-P Agora a prova de Português tem importância também para a prova 
discursiva. 
 
2. Inglês ou Espanhol 
Valor relativo: 3,7% do total (custo/benefício horrível) 
Como em 2006, a língua estrangeira é optativa (inglês OU espanhol). Vá para a prova 
com o que você já tem, exceto se acha não consegue sequer o mínimo. Dez questões 
com peso 1 não valem um grande investimento, a não ser que esteja sobrando muito 
tempo no seu dia. É a minha sincera opinião! 
 
3. Ética na Administração Pública 
Valor relativo: 11,1%, junto com Direito Administrativo. São pontos importantes e a 
matéria é fácil de estudar. Além disso, pode cair na discursiva. Eu investiria! 
Nada mais justo que seja unificada ao programa de Direito Administrativo, pois como eu 
já havia comentado na 1ª versão do presente “Manual”, são matérias conexas. Eu fiz a 
 
 
8 http://www.euvoupassar.com.br Eu Vou Passar – e você? 
 
prova só com o que já conhecia da Lei 8112, mais uma leitura rápida das outras leis 
mencionadas no programa. Hoje a matéria ganhou importância porque pode ser 
cobrada na prova discursiva, então é bom estudar bem as leis mencionadas no edital. 
Não conheço nenhum livro desta matéria, mas sei que atualmente existem alguns no 
mercado. 
 
4. Raciocínio Lógico 
Valor relativo: 3,7% do total (custo/benefício muito ruim, mas cuidado com o mínimo!) 
Se você está lendo este texto, é porque freqüenta o EVP. Se é assim, tem à sua 
disposição o melhor professor de Raciocínio Lógico do Brasil, que é, sem nenhuma 
dúvida, o Sérgio Carvalho. Não preciso dizer mais nada! Também é uma matéria que 
rende bons pontos na P1. São dez questões com peso 1, mas você deve tomar cuidado 
para garantir o mínimo. Guiem-se pela prova da Receita. 
 
5. Administração Pública 
Valor relativo: 3,7% do total (custo/benefício muito ruim, e não é difícil conseguir o 
mínimo guiado só pelo bom senso). 
10 questões de peso 1. Representa muito pouco do total. Deixaria para o final, não 
obstante seja uma matéria muito fácil de estudar. Estudei por apostila e acertei 18 em 
20. Hoje em dia já tem um monte de livros da matéria. Não conheço nenhum, então não 
posso opinar. 
 
6. Direito Constitucional e Direito Administrativo 
Valor relativo: 7,4% para Direito Constitucional e 11,1% para Direito Administrativo + Ética. 
Matérias fundamentais, inclusive para a discursiva. 
Aqui normalmente todos devem fazer boa pontuação, pois são as duas matérias 
comuns a todos os concursos. Então, nem pense em perder muitos pontos nestas 
matérias. São básicas para qualquer concurseiro. A prova de Direito Constitucional 
costuma explorar bastante a jurisprudência do STF, então é bom estudar por um livro 
que acompanhe de perto o posicionamento do Supremo. Dos livros que já li, os 
melhores são os “Descomplicados”. São muito bem atualizados e objetivos. O Prof. 
Sylvio Motta tem também um livro bacana de Direito Constitucional. O Pedro Lenza 
(Direito Constitucional) também é bom, mas acho que foge um pouquinho da proposta 
 
 
9 http://www.euvoupassar.com.br Eu Vou Passar – e você? 
 
da prova de AFT. Seria melhor, eu acho, para as primeiras fases das carreiras jurídicas. 
Há outros bons livros de Direito Administrativo, como o do Barchet, o do Cláudio José, 
etc. Aí é questão de gosto, porque boas obras é o que não falta. 
Procure aproveitar o estudo dessas matérias para iniciar a preparação para a discursiva. 
Tudo bem que você diga que se preocupará com a discursiva só depois da 1ª fase, mas 
não custa nada racionalizar seus estudos e cumprir os programas das matérias 
indicadas para a discursiva desde já. Assim, entre estudar Economia do Trabalho feito 
louco e estudar Constitucional e Administrativo, eu optaria pela segunda opção. 
 
7. Direito Civil, Comercial e Penal 
Valor relativo: 11,1% (peso alto no total dos pontos, mas com um custo/benefício 
individual horrível: um programa imenso para fazer aproximadamente cinco questões 
de cada uma das matérias) 
Apesar de ter peso 2, os programas são imensos. Então, se você não tem formação 
jurídica, tem um problema para resolver. Não dá tempo de aprender tudo isso até o 
edital. Escolha um deles (ou dois, se você tiver muito tempo livre), e estude o que 
puder. Para quem nunca viu a matéria, talvez seja interessante procurar um livro 
“concurseiro” mesmo. Tem alguns no mercado, mas não os conheço. Procurem se 
informar com os professores destas matérias aqui no EVP. Para quem tem formação 
jurídica, acho que uma boa revisão (com resumos ou sinopses) é o bastante. Sobre o 
ponto específico de “Responsabilidade Civil no novo Código Civil e seu impacto no 
Direito do Trabalho”, há algumas considerações a respeito no Capítulo 10 do Curso 
Completo de Direito do Trabalho (aulas 101 em diante). A questão cobrada na prova da 
Receita, por exemplo, foi comentada em uma das aulas. Sobre o programa de Direito 
Penal, há alguns erros no edital, os quais devem ser corrigidos adiante, com uma 
retificação. Coisas da ESAF. Informem-se a respeito com o professor da matéria. 
 
8. Economia e Sociologia do Trabalho 
Valor relativo: 7,4% do total (é razoavelmente importante, mas aprender Economia do 
Trabalho pra fazer apenas cinco questões é dose...) 
Nenhuma das duas tem material regular para estudo (livros). Então, vocês terão que 
aguardar as famosas “apostilas”, e/ou procurar algum curso específico isolado. Não 
conheço nenhum bom, nem apostila nem curso, mas na minha época as apostilas, 
mesmo ruins, eram suficientes. 
 
 
10 http://www.euvoupassar.com.br Eu Vou Passar – e você? 
 
Sociologia do Trabalho é, por assim dizer, a história do Direito do Trabalho. Para quem 
gosta de história, é prato cheio. Dá pra fazer a prova praticamente com interpretação 
de texto, pois os enunciados das questões trazem, geralmente, o indício da resposta. 
Quanto a Economia do Trabalho, aí o bicho pega, pois é muito chato estudar aquilo. E 
não tem livro “arrumadinho” como vocês têm na maioria das outras matérias. É “na 
unha” e nas apostilas “meia-boca” mesmo. 
Apesar de ser peso 2, são apenas 10 questões (provavelmente 5 de cada), então o 
custo/benefício é ruim. Eu estudaria muito pouco dessas duas matérias, porque, como 
mencionado, as questões de Sociologia normalmente são resolvidas por dedução. 
Quanto a Economia, se você nunca estudou Economia lhe digo que é brabo estudar 
tudo aquilo pra fazer apenas 5 questões. Eu arriscaria, mas lembre-se do mínimo por 
matéria... 
 
9. Saúde e Segurança do Trabalhador – SST 
Valor relativo: 14,8%, somadas as eventuais questões de “legislação previdenciária”. 
Muito importante! 
Como disse no site um monte de vezes, nunca acreditei que neste próximo concurso a 
ênfase em SST fosse tão grande como foi no último (2006). Realmente não será, 
felizmente. Enquanto tivemos 41,7% da prova de 2006 para SST, agora em 2009 teremos 
apenas 14,8% da prova, e aí ainda está incluída a “Legislação Previdenciária”, que nada 
mais é que a Lei de Benefícios da Previdência (Lei nº 8.213). Modéstia à parte, aqui a 
minha previsão foi feliz, senão vejamos o seguinte trecho da versão 1 do Manual: 
“montaria um cronograma de estudos, conforme a estratégia individual montada, e 
incluiria SST na base de 15 a 20% do total dos pontos.” ;-) 
Não conheço nenhuma obra satisfatória desta matéria. Iria só pelas Normas 
Regulamentadoras – NR’s “secas” mesmo. Na versão 1 do Manual mencionei que não 
estudaria as tabelas/anexos das NR’s, e entãorecebi um monte de e-mails me 
interpelando a esse respeito, no sentido de que poderia cair questão(ões) versando 
sobre tais anexos/tabelas. Ora, claro que podem cair. Caíram na última prova inclusive, e 
não foi só uma questão. O que eu disse, e reitero, é que eu não os estudaria, mas isso 
por minha conta e risco. Se você consegue decorar tabelas, parabéns, vá em frente! 
Outra coisa: tenho lido nos fóruns o pessoal discutindo se devem estudar os textos das 
NR’s atualizados ou originais... Pode parecer absurdo, mas há dúvida quanto a isso. 
Atualizados, sem nenhuma dúvida. 
 
 
11 http://www.euvoupassar.com.br Eu Vou Passar – e você? 
 
A parte boa do estudo das NR’s é que tiraram um monte delas do programa, e deixaram 
somente as que são realmente utilizadas com mais freqüência no cotidiano da 
fiscalização. Alguém mencionou em um fórum que o fato de incluírem no programa os 
artigos 154/201 da CLT significaria que qualquer NR poderia ser cobrada na prova. Não 
posso concordar com o argumento, entretanto. Se assim fosse, a banca não arrolaria as 
demais. Mencionaria os artigos da CLT e regulamentações. Como enumerou as NR’s no 
programa, não podem cobrar além disso. 
 
10. Legislação Previdenciária 
Valor relativo: 14,8%, junto com SST 
Embora muitos venham afirmando que teremos Direito Previdenciário para AFT, não 
vejo assim. O edital é claro: “Segurança e Saúde no Trabalho e Legislação 
Previdenciária”. A meu ver há uma grande diferença entre “Direito Previdenciário” e 
“Legislação Previdenciária”. Eu não estudaria doutrina, e sim a Lei nº 8.213 seca. Não 
vejo como estudar Direito Previdenciário sem a Lei de Custeio (8.212). Mas quem poderá 
lhes ajudar de forma mais segura e efetiva é o Prof. Hugo Góes. 
 
11. Direito do Trabalho 
Valor relativo: 22,2% do total (finalmente as coisas voltaram aos seus devidos lugares!) 
Bom, nem preciso dizer o quanto acho esta matéria importante, né?! Sério gente, dá 
pra pensar num Fiscal do Trabalho que não saiba Direito do Trabalho? Para sorte de 
vocês, assim como D. Administrativo e D. Constitucional, há farto material de qualidade 
para estudo. Não acho nenhum livro impecável, mas há muitos livros corretos. Tenho o 
projeto pessoal de escrever um com o que acho essencial, mas tem me faltado tempo. 
Ao contrário do estudo para analista e técnico dos TRT’s, acho que o estudo de Direito 
do Trabalho para AFT não deve começar pela “lei seca”. Para fazer prova da ESAF você 
deve entender como funciona este ramo jurídico, isto é, conhecer seus princípios, sua 
estrutura. Então é interessante ler um livro, ainda que bem simplificado, a fim de 
conhecer este conjunto. Aí sim, depois é hora de dar uma passada pela CLT e pelas leis 
específicas (FGTS, portuários, domingos e feriados, etc). Muitos alunos me pedem 
referências sobre CLT’s comentadas. Particularmente não gosto delas para estudo. São 
úteis para operadores do direito, mas acho meio contraproducentes para concurseiro. 
Isso porque as referências são, no mais das vezes, descontextualizadas, de forma que 
você não encontra uma lógica nos autores. E, quando encontra, geralmente é uma 
lógica meio “patronal”... Quanto ao estudo da jurisprudência, normalmente as 
súmulas do TST eram mencionadas no programa. Dessa vez não foi assim, de forma que 
 
 
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todas as súmulas referentes aos assuntos elencados no edital podem ser cobradas na 
prova. Para saber quais são as súmulas mais importantes, acompanhe seus estudos por 
um livro qualquer, que certamente os verbetes de jurisprudência mais relevantes serão 
mencionados ao longo do estudo de cada ponto da matéria. As súmulas são 
importantíssimas para a prova. Se alguma alternativa trouxer o texto de uma súmula, 
não perca tempo, marque-a logo. A banca não rema contra a jurisprudência, 
simplesmente porque é mais fácil assim. Evita recursos e anulações. 
Cuidado com a retirada da “lei do estágio” do programa, pois a mesma pode 
perfeitamente ser cobrada no tópico “relação de trabalho e relação de emprego”. Eu 
estudaria esta lei, até porque é pequena. Além disso, fará parte do seu dia-a-dia como 
AFT. 
Outra alteração substancial em relação ao programa dos últimos concursos foi a 
exclusão do ponto sobre o “direito de greve”. Este eu entendo que não podem cobrar 
mesmo, pois não se enquadra em nenhum outro. 
Quanto à alteração de “trabalho do menor” para “Estatuto da Criança e do 
Adolescente”, cuidado que vários artigos, notadamente entre o 60 e o 69, não foram 
recepcionados pela CRFB (com a redação dada pela EC 20/1998). Ademais, acredito que 
somente os artigos relativos ao trabalho do menor interessem, por razões óbvias. 
A parte de Direito Internacional do Trabalho será tratada no Curso Completo de Direito 
do Trabalho da forma mais objetiva possível. As convenções da OIT podem ser baixadas 
em http://www.oit.org/ilolex/portug/docs/, no site da OIT Brasil (www.oit.org.br), no 
site do Sinait (http://www.sinait.org.br/Site2009/index.php?act=ratificadas), entre 
outros. Há pequenas divergências entre os textos baixados de sites diferentes, mas 
nada que prejudique o estudo. Os textos do site do Sinait são os textos ratificados, com 
os respectivos Decretos inclusive, então acho que não tem erro estudar por lá. 
Insalubridade e periculosidade saíram do programa de Direito do Trabalho, mas 
continuam no programa de SST (item 1, Capítulo V do Título II da CLT, arts. 154/201). 
Temos uma infinidade de livros adequados para estudo do Direito do Trabalho. Como 
cada dia um monte de gente pergunta sobre um diferente, farei uma resenha dos que 
eu conheço. Os não mencionados eu não conheço, então não posso opinar sobre eles. 
a) Direito do Trabalho – Renato Saraiva 
É talvez o livro mais indicado para concursos atualmente. É bem atualizado (comprei 
recentemente a edição de 2009 e ela trata de temas bem atuais, como, por exemplo, 
a base de cálculo do adicional de insalubridade) e sucinto. De leitura rápida, mas há 
alguma desconexão entre os assuntos. Não é o que se pode chamar de completo, 
 
 
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mas é objetivo e apresenta bom custo/benefício, considerando-se volume de 
informações, tempo de leitura e preço. 
 
b) Manual de Direito do Trabalho – Vicente Paulo & Marcelo Alexandrino 
Também é muito bem recomendado para este concurso. É um livro de concepção 
mais antiga que o do Renato Saraiva (em 2003 já estudei por ele a revisão para o 
meu concurso). Também não é completo, mas trata de alguns assuntos 
interessantes para AFT que outros sequer mencionam, como Seguro-Desemprego, 
PAT (que ainda que não caia no concurso é interessante conhecer o básico), entre 
outros. A grande falha deste livro, na minha opinião, é a cultura dos autores de não 
referenciarem o que escrevem. Assim, o leitor fica meio perdido quanto à fonte da 
informação, se confiável ou não. Mas, de forma geral, ainda considero um bom 
manual. 
 
c) Curso de Direito do Trabalho – Gustavo Filipe Barbosa Garcia 
É um livro bem novo, e um pouco “maior” que os dois primeiros. O autor foi AFT, 
então há algumas citações bem ligadas ao cotidiano da fiscalização, menção a 
Precedentes Administrativos do MTE, enfim, uma linguagem “caseira” em relação à 
fiscalização. Entretanto, não acho que isso tenha peso para o concurso em questão. 
Uso para consulta, mas não é meu livro de cabeceira. Acho o autor pouco preciso em 
alguns posicionamentos. 
 
d) Curso de Direito do Trabalho – José Cairo Júnior 
Não li todo ainda, mas pela extensão não me impressionou muito quanto ao 
conteúdo. Prefiro um dos dois primeiros(“a” ou “b”). 
 
e) Curso de Direito do Trabalho Aplicado – Homero Batista Mateus da Silva 
É um curso novo em vários volumes. Acho descabido para este concurso, até porque 
as questões discutidas são mais voltadas para os concursos da Magistratura. Uso 
para consulta, e assim mesmo raramente. 
 
 
 
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f) Direito do Trabalho – Vólia Bomfim Cassar 
É um livro ótimo, mas muito extenso para quem tem pouco tempo. Se você tem 
tempo de ler 1300 páginas sem prejuízo do estudo das outras matérias, dá para 
considerar a utilização deste livro. A vantagem, na minha opinião, é a ilustração de 
boa parte das situações com exemplos práticos. Mas não acho a consistência teórica 
impecável. É um livro do tamanho do Godinho, sem o brilhantismo do Godinho. 
Porém, a leitura é muito mais fácil que a do livro do Godinho. A referência a este livro 
é voltada para aqueles que já leram algo mais básico, como os dois primeiros (“a” e 
“b”), e agora querem aprofundar um pouco mais. 
 
g) Curso de Direito do Trabalho – Maurício Godinho Delgado 
Este é o meu livro de cabeceira! Mas não significa seja o que eu recomendo para 
AFT. É um livro muito pesado, muito extenso, muito caro e muito repetitivo. Mas é o 
melhor de todos! Hehehe... Bom, sou fã de carteirinha do Min. Godinho. Aprendi 
Direito do Trabalho com ele ainda na faculdade, quando ainda não existia o Curso de 
Direito do Trabalho, e sim algumas monografias do Godinho e alguns artigos em 
uma obra coletiva que eu adotei como manual na faculdade (“Curso de Direito do 
Trabalho – Estudos em Memória de Célio Goyatá”, coordenado pela Profª. Alice 
Monteiro de Barros). Aliás, é exatamente em razão da existência dessas 
monografias que o livro dele é repetitivo em vários assuntos. O seu “Curso de 
Direito do Trabalho” é, de certa forma, uma compilação dessas várias monografias, 
então ele acabou repetindo a introdução um monte de vezes. 
Prós do livro: consistência teórica inigualável; as bancas adoram o autor; ele 
representa o que há de moderno em Direito do Trabalho no Brasil que é aceito no 
mundo dos concursos. 
Contras do livro: leitura pesada; atualização deficiente (nada muito comprometedor, 
mas não é aquele livro que você compra a edição recém-lançada e lê ali uma decisão 
do TST do mês anterior); não trata de vários assuntos (é um livro mais conceitual, 
mais doutrinário mesmo, então não se propõe a esgotar os assuntos cobrados em 
concursos). 
h) Curso de Direito do Trabalho – Alice Monteiro de Barros 
É um livro interessante, pois trata de vários assuntos pontuais (bem específicos). 
Porém, o faz de forma também pontual, muitas vezes superficial. Não o utilizo muito 
atualmente. A Profª. Alice é imbatível quando se trata de contratos especiais de 
 
 
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trabalho, tema que desenvolve, inclusive, em um livro específico de grande valor, 
chamado “Contratos e Regulamentações Especiais de Trabalho”. 
i) Outros autores consagrados, como Amauri Mascaro do Nascimento, Sérgio Pinto 
Martins, Octávio Bueno Magano, Orlando Gomes, entre outros. 
Não recomendo, porque são livros mais adequados para a graduação. Não foram 
feitos para concurseiros e, dentre tantas opções interessantes, não faz sentido usar 
um desses. É o que eu acho. 
 
j) Livros de questões comentadas 
Não conheço nenhum que tenha me convencido. Tenho o do Fábio Goulart Villela e 
o da Maria da Graça Manhães Barreto. Acho que servem como revisão superficial, 
não mais que isso. Custo/benefício ruim. 
 
k) Livros de comentários às súmulas do TST 
Acho um exagero pra esse concurso, até porque as súmulas geralmente são 
cobradas de forma literal. Eu uso, para consulta, os “Comentários às Súmulas do 
TST”, do Francisco Antonio de Oliveira. Se você tiver dinheiro sobrando, pode até 
valer a pena. 
 
l) CLT + leis 
Você pode baixá-las gratuitamente no site do Planalto (www.planalto.gov.br; aba 
“legislação”). Há vários aplicativos gratuitos de conversão de arquivos em .pdf 
como, por exemplo, o “PDF Creator” (procure no Google ou em um site de 
downloads). A partir daí, basta encontrar a lei no “Planalto” e “imprimi-la como 
.pdf”, e estará pronto seu material de estudo. Se você quiser comprar a CLT, 
recomendo a da LTr, que é bem completinha. Uma observação, entretanto: a edição 
2009 tem uns errinhos... � 
Bom, é isso quanto ao material. A escolha do seu “kit” é pessoal e intransferível. Depende do 
seu gosto, do seu tempo, do seu bolso, enfim, de tudo seu. Logo, não me peça pra escolher 
para você. O máximo que posso fazer é falar sobre as minhas escolhas, e isso está feito acima. 
Sobre cursos específicos, sejam eles on-line ou presenciais, nunca fiz nenhum para AFT, então 
não posso avaliá-los. Dêem uma olhada nos fóruns que tem muita informação de quem já fez. 
 
 
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5. Cursos EVP específicos para AFT 
Não estou sabendo nada a respeito de cursos de outras matérias. Perguntem a respeito para os 
professores e/ou para o João Antonio. 
Quanto a Direito do Trabalho, não teremos especificamente um curso com nome de 
“preparatório para AFT”, mas teremos a conclusão do Curso Completo de Direito do Trabalho 
até a prova. Assim, você terá todo o conteúdo de Direito do Trabalho do edital AFT coberto, 
este é o meu compromisso. Se for necessário posso inclusive adiantar o conteúdo do programa 
de AFT e completar depois com assuntos que interessem a outras carreiras (como, por 
exemplo, “greve”). Dessa forma, meu compromisso com vocês é filmar aulas de todo o 
programa de Direito do Trabalho, dentro da proposta do Curso Completo. Não teremos aulas 
específicas de questões comentadas, nem aulas de SST, nem de Economia ou Sociologia do 
Trabalho. Não comigo. 
Quanto às aulas do Curso Completo já disponibilizado, há um post com a correspondência entre 
as aulas e os tópicos do edital. 
 
6. Impressões sobre as vagas 
Como eu já esperava, o concurso veio mesmo nacional. Depois da grande confusão do último 
concurso (regionalizado), e com boas possibilidades de convocar mais 50% do número inicial de 
vagas, a lógica toda era mesmo de concurso nacional. 
As vagas oferecidas são teoricamente “menos atrativas” que as dos últimos concursos. Ao 
menos para quem é do sul/sudeste. 
Não sei grande coisa sobre essas lotações, exceto em relação às duas cidades do Rio Grande do 
Sul, que são bons locais para se trabalhar. Logo, não tenho o que comentar. Na hora de decidir 
fazer ou não o concurso em face das vagas oferecidas você deve levar em consideração sua 
vida, suas prioridades, suas necessidades, então eu não tenho como opinar a respeito. Como já 
disse outras vezes, essa história de “segurança” na atividade fiscal não é uma equação exata. 
Apenas como exemplo, e sem qualquer juízo de valor a respeito, com todas essas lotações 
fronteiriças e longínquas (em relação ao centro do país, frise-se), o único caso de AFT’s 
assassinados em decorrência de suas atividades foi registrado em Unaí, a apenas 610km de 
Belo Horizonte e 150km de Brasília. Há registros (esporádicos, felizmente) de violência em 
relação a fiscais (da Receita, estaduais, etc), peritos do INSS, policiais federais, entre outros 
servidores públicos, nas mais diferentes regiões do país. 
Para encerrar esta questão, repito o que eu já disse na 1ª versão do Manual: 
 
 
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Não somos queridos por boa parte da população, isto é um fato. Mas também não é uma coisa 
ostensiva, de forma que você saia de casa “com medo”.Se você não gosta nada de 
enfrentamento, acho que deve procurar outro cargo para disputar. Se convive bem com isso, 
tranqüilo. 
Bom, se quiserem saber “mais detalhes”, dêem uma olhada nos fóruns, pois há muita 
informação. Não tratarei mais desse assunto por e-mail. 
Quanto ao concurso de remoção, não comece a se preocupar com isso agora, pois muda 
demais de um concurso pro outro. As regras que valem agora provavelmente não valerão mais 
quando você tentar se remover. Assim, faça o concurso pensando nas vagas existentes, e em 
numa delas durante um bom tempo. Eu voltei para perto de casa em 11 meses, mas tem gente 
do meu concurso (posse em 2004) que ainda está longe até hoje. Depende muito de vários 
fatores, como a concorrência para os locais que te interessam, as vagas oferecidas, as novas 
chamadas durante o prazo de validade do concurso (tanto os 50% a mais como as vagas para 
preencher o lugar dos desistentes), a data do exercício. Quanto a este último fator, caso não 
seja marcada posse coletiva para a sua turma, corra para tomar posse e entrar em exercício o 
quanto antes, pois a data do início do exercício é o primeiro critério de classificação no 
concurso de remoção. 
 
7. Remuneração 
Como não mudou nada desde a versão 1, não muda nada também nos meus comentários. 
Não vejo nenhum problema em tratar do tema com vocês aqui, a uma porque a remuneração 
dos servidores públicos federais é publicada periodicamente no site www.servidor.gov.br 
(confira em 
http://www.servidor.gov.br/publicacao/tabela_remuneracao/tab_remuneracao/tab_rem_09/ta
b_48_2009.pdf), e a duas porque a remuneração será divulgada também no próprio edital do 
concurso. 
Atualmente, nos termos da Lei nº 11.890/2008, o subsídio do AFT nível A 1 (inicial) é de 
R$13.067,00. Isso líquido, sem desconto por dependente, dá R$8.980,30. 
Outro mito a ser quebrado: há sempre um monte de penduricalhos no salário de servidor, 
então no final das contas a remuneração é sempre bem maior. Não é! Ao menos no caso do 
Executivo Federal. Desde a EC 19 o servidor federal ficou só com o “basicão”, ainda mais agora, 
com o subsídio, cuja finalidade é exatamente esta. Não sei dizer como está a questão dos 
servidores que já “traziam” adicionais (anuênios, qüinqüênios, etc) de outros órgãos. Como eu 
não tenho nada disso, não obstante seja servidor público desde 1997, não sei como funciona. 
Além do subsídio, só verbas indenizatórias, que são duas: 
 
 
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Auxílio-alimentação: conhecido carinhosamente como “vale-coxinha”, alcança atualmente a 
importância de aproximadamente R$140,00 (aproximadamente porque varia conforme a 
cidade/região de lotação) por mês. O meu é R$143,99. Acho que é isso que está 
desequilibrando as contas da União! 
Indenização de transporte: conhecido como pezinho, no valor fixo de R$17,00 por dia que você 
tenha utilizado veículo próprio para fiscalizar. Não interessa se andou 1km ou 100km, o valor é 
fixo. 
Ah, ia me esquecendo, há também a Assistência Pré-Escolar para quem tem filho menor de 6 
anos. R$66,75 per capita, e ainda incide IR. 
 
8. Dicas gerais de estudo 
Bom, agora eu deixo de falar especificamente para os candidatos a AFT, tecendo considerações 
que considero válidas para todos os concurseiros. São pequenas dicas do que eu acho 
importante na preparação eficiente para concursos públicos. 
1º) Não interessa quanto tempo diário você tem, mas é importante que estude todos os dias. É 
melhor estudar 1 hora todo dia que 10 horas no sábado e nada nos outros dias. Estudo é hábito 
e, além disso, os intervalos entre uma sessão de estudos e outra ajudam na fixação do 
conteúdo estudado; 
2º) Organize seu tempo considerando sua disponibilidade em face das suas necessidades. Se 
você precisa aprender determinada matéria “do zero”, mas já tem base nas outras, dedique 
mais tempo a esta “nova”. Parece óbvio, mas muita gente reluta em fazer isso; 
3º) Procure intercalar uma matéria da qual você goste (aquela que te dá algum prazer em 
estudar) com uma da qual você não goste. Caso contrário, você nunca estudará as matérias 
chatas, e elas também te exigem mínimo na prova (essa é específica para AFT... ;-)); 
4º) Não vejo grande vantagem em utilizar ciclo de estudos (estudo de todas as matérias em 
sequência, com cronograma previamente definido, somente voltando à primeira quando você 
termina a última) ao invés de estudar as matérias por blocos (um capítulo ou um assunto de 
cada vez, por exemplo). Desde que você seja capaz de, honestamente, dividir seu tempo 
conforme sua estratégia de estudo, as duas modalidades são válidas (e qualquer outra que 
você adote, afinal). O ciclo de estudos é, em tese, mais disciplinador, e evita dispersão. 
Entretanto, de certa forma engessa o estudo, e muitas vezes te tira da matéria exatamente no 
momento em que você estava pegando o fio da meada. Acho que cada um deve estabelecer o 
que é mais eficaz no seu caso, conforme suas habilidades/dificuldades. Não há receita! 
 
 
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5º) As matérias são insuportáveis enquanto você não as compreende. Tudo que você sabe fazer 
passa a ser, no mínimo, interessante. Tenha em mente que o conhecimento é fascinante e que 
todas as áreas do mesmo igualmente o são. Basta descobrir a lógica do negócio e manter o 
coração e a mente abertos a novas descobertas. Também ajuda pensar que aquilo que você 
não gosta provavelmente poderá ser deixado de lado quando você passar. Mais um motivo 
para estudar logo e ficar livre de vez. Só não vale, por óbvio, para as matérias intrínsecas às 
atividades do cargo que você almeja, como, por exemplo, Direito do Trabalho para um AFT. 
 
9. Considerações finais 
Aproveite cada minuto até o dia das provas. A hora é de acionar o “turbo” e se colocar com 
segurança entre os 234 melhores do país! 
Na minha época de concurseiro eu lia resumo até enquanto andava a pé na rua. Muitos deviam 
me achar maluco, mas quem ri por último ri melhor, a não ser que não tenha entendido a 
piada... :P 
Em uma programação de estudos com duração de dois anos, por exemplo, eu acho que o 
candidato deve manter ao menos uma atividade física regular, uma alimentação equilibrada, 
um convívio social regular, etc. Agora, com edital publicado, e a apenas 80 dias da prova, o 
momento exige imersão. Esqueça todo o resto, coma mais e “pior” se isso te acalma (pra mim 
faz um bem danado!), e escreva a sua história vencedora. Depois você faz uma dieta de 
desintoxicação com água de coco, volta pra academia, e fica tudo certo... ;-) 
Abraço e bons estudos! 
Ricardo Resende 
ricardoresende@euvoupassar.com.br

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