Prévia do material em texto
Cortes Verticais Prof. Halan Vieira INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO RIO GRANDE DO NORTE - Campus Apodi Objetivos - Construir, a partir da planta baixa, cortes verticais transversal e longitudinal de uma edificação; - Identificar as partes e os elementos cortados verticalmente; - Ler e interpretar corte verticais. 13. Cortes verticais 13.1. Definição São vistas do que se observa quando uma edificação é verticalmente cortada por um plano de corte. Ø Corte transversal: o plano de corte é direcionado no sentido da menor dimensão externa (largura) è Corte é uma vista frontal e o plano de corte é frontal; Ø Corte longitudinal: o plano de corte é direcionado no sentido da maior dimensão externa (comprimento)è Corte é uma vista lateral e o plano de corte é de perfil. 13.2. Finalidade Mostrar as informações que não ficam caracterizadas na planta baixa: alturas (principalmente), distâncias, etc... 13. Cortes verticais Corte transversal: plano de corte 13. Cortes verticais Corte transversal: posição de visada Corte transversal: visão após o corte 13. Cortes verticais Corte transversal: vista frontal 13. Cortes verticais Corte longitudinal: plano de corte 13. Cortes verticais Corte longitudinal: plano de corte 13. Cortes verticais Corte longitudinal: vista lateral direita 13. Cortes verticais 13. Cortes verticais Ø Deve-se usar a mesma escala da planta baixa; Ø A posição do corte é identificada na P. B. através de uma linha traço e ponto; Ø Linha traço e ponto: ü Estreita em seu comprimento e larga nas extremidades e mudança de direção; ü Posição de visada: Letras maiúsculas (AB, CD ou AA, BB). 13.3. Escala e posicionamento do corte na planta: 13.4. Tipos de cortes a) Corte total ou pleno: O objeto é cortado totalmente por um único plano em uma direção escolhida, resultando em uma linha de corte reta. 13. Cortes verticais 13. Cortes verticais b) Corte composto ou em desvio: O objeto é cortado por mais de um plano, geralmente paralelos, resultando em uma linha de corte composta por dois ou mais segmentos de reta. 13.4. Tipos de cortes 13. Cortes verticais c) Meio corte: O objeto é cortado por um plano até sua metade, resultando em linha de corte reta até a metade da vista superior. Utilizado em objetos simétricos, pois representa simultaneamente a forma externa e interna da peça. 13.4. Tipos de cortes 13.5. Termos técnicos utilizados em construções: 13. Cortes verticais a) Pé direito: Altura do piso ao forro ou do piso à parte mais baixa da coberta de uma edificação. Valores recomendados: Ø Quartos e salas: 3,00 m; Ø Cozinha, copa, banheiro e corredor: 2,40 m; Ø Garagem: 2,00 m. Ø Nossa região: mínimo 2,80 m. 13. Cortes verticais b) Beiral: É a distância horizontal da face externa da parede à extremidade do telhado. Finalidade: proteger as paredes contra chuvas, sol, etc. Valores recomendados: Ø Mínimo de 0,50 m; Ø Na nossa região é recomendado um mínimo de 0,70 m. 13.5. Termos técnicos utilizados em construções: 13. Cortes verticais c) Verga: Pequena viga de concreto armado, madeira ou pedra que se constrói ou se coloca horizontalmente sobre as ombreiras de portas e janelas. Ø Comprimento mínimo: largura da porta ou janela + 0,20 m; Ø Pode ser substituída por uma cinta de amarração. 13.5. Termos técnicos utilizados em construções: 13. Cortes verticais d) Embasamento: Parte inferior da edificação destinada à sua sustentação. É a altura da parte superior do piso em relação ao nível do terreno. Ø Constitui-se do aterro e do baldrame (sapata). Ø Altura mínima de 0,15 m. 13.5. Termos técnicos utilizados em construções: 13. Cortes verticais e) Fundação: Parte da construção destinado a distribuir cargas sobre o terreno. É a parte que sustenta a construção sobre o terreno. Ø Em pequenas residências, a mais comum é a de superfície ou alicerce, sendo construída em alvenaria de pedra (concreto ciclópico). 13.5. Termos técnicos utilizados em construções: 13. Cortes verticais f) Água: É a parte plana e inclinada de um telhado ao longo da qual ocorre o escoamento das águas das chuvas. Ø Telhado de uma água Ø Telhado de duas águas Ø Telhado de quatro águas, etc. 13.5. Termos técnicos utilizados em construções: 13. Cortes verticais g) Cumeeira: Parte mais elevada da coberta ou encontro de águas de um telhado. 13.5. Termos técnicos utilizados em construções: 13.6. Cobertura ou telhado 13. Cortes verticais a) Inclinação: depende do tipo de telha, do clima e da arquitetura regional. Pode ser dada em percentagem. Ø Inclinação (%): dada pela tangente do ângulo que o telhado forma com a horizontal que passa na altura do pé direito (expressa em %). Inclina ção (% ) )( 2 2 )( θθ tgVhV htg ×=⇒= 13. Cortes verticais Fonte: Montenegro (2002) Tipo Ângulo (º) Percentagem (%) 26 50 21 40 18 33 Francesa 16 30 Canal 13 (14) 25 Adulada 7 13 Alumínio 4 8 Tabela 1. Inclinação recomendada para um telhado em função do tipo de telha a ser usada na cobertura. 13.6. Cobertura ou telhado 13. Cortes verticais Francesa Germânica Colonial – Canal Ondulada- fibrocimento 13.6. Cobertura ou telhado 13. Cortes verticais 13.6. Cobertura ou telhado – telha de concreto b) Altura total de uma edificação (H): A altura total de uma edificação é a soma da altura do pé direito com a da altura de empena (paredes em forma de triângulo acima do pé direito). 13. Cortes verticais hDPH += .. 13.6. Cobertura ou telhado c) Estrutura de madeira de um telhado 13. Cortes verticais 13.6. Cobertura ou telhado Algumas convenções são adotadas no desenho arquitetônico a fim de facilitar sua interpretação: 13. Cortes verticais 13.7. Convenções 13. Cortes verticais 13.8. Cotagem dos cortes Segue às mesmas regras de cotagem da planta baixa, sendo obrigatório cotar: Ø Altura (s) de pé direito; Ø Altura total da edificação; Ø Altura do revestimento das paredes impermeabilizadas; Ø Espessura das lajes do forro e do piso; Ø Embasamento; Ø Largura do beiral e inclinação do telhado 13.9. Como desenhar um corte 13. Cortes verticais Ø Traçar uma linha horizontal representando o terreno nivelado; Ø Marcar a(s) cota(s) do piso e traçar (embasamento); Ø Desenhar as paredes cortadas pelo plano de corte e suas alturas; Ø Desenhar o forro (quando houver) e o telhado; Ø Desenhar as fundações (abaixo da linha de terra); Ø Desenhar as portas e janelas que são seccionadas pelo plano de corte (lâmina fechada); Ø Desenhar os elementos que são vistos após o plano de corte; Ø Diferenciar as arestas em linhas estreitas, médias e largas; Ø Fazer diferenciação dos diversos materiais e criar uma convenção; Ø Colocar as linhas de cotas e cotar; Ø Identificar o desenho e a escala utilizada. 13.10. Exercícios 1) Construir os cortes transversais AB e CD indicados na planta da baixa do exercício anterior, considerando: a) Escala de 1:50; b) Pé direito: 3,00 m (casa) 2,80 m (banheiro e varanda); c) Inclinação do telhado de 25%, d) Altura interna da caixa dágua de 0,70 m; e) Altura dos revestimentos: 1,90 m (banheiro) 1,80 m (cozinha); f) Largura do baldrame de 0,30 m; g) Espessura das lajens: 0,10 m (caixa dágua); 0,05 m (piso); h) Madeiramento: 5x7 cm (frechal); 7x10 cm (terças e cumeeira);5x3 cm (Caibro); i) Fundações: 0,50x0,60 m (no banheiro fazer fundação reforçada a exemplo da figura da página 54). 13. Cortes verticais