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Anatomia do Sistema Digestório 
Desenhe e nomeie os órgãos que compõem o sistema digestório.
Desenhe e nomeie as estruturas anexas do sistema digestório. 
Esquematize o trajeto percorrido pelo alimento, da sua ingestão à eliminação. 
Nomeie os principais vasos sanguíneos relacionados ao sistema digestório.
Órgãos que compõe o sistema digestório 
Dois grupos de órgãos compõem o sistema digestório
Trato gastrointestinal (GI)
Órgãos acessórios da digestão.
Trato gastrointestinal (GI): 
É um tubo contínuo que se estende da boca até o ânus, passando pelas cavidades torácica e abdominopélvica.
Cavidade oral
Faringe
Esôfago 
Estômago
Intestino delgado 
Intestino grosso. 
Órgãos acessórios: 
Dentes,
Língua
Glândulas salivares
Fígado
Vesícula biliar 
Pâncreas.
 Os dentes auxiliam a ruptura mecânica do alimento, a língua auxilia a mastigação e a deglutição. No entanto, os outros órgãos acessórios da digestão nunca entram em contato direto com o alimento. Produzem ou armazenam secreções que fluem para o trato GI pelos duetos; as secreções auxiliam a decomposição química do alimento.
O trato GI contém o alimento do momento em que é ingerido até que seja digerido e absorvido ou eliminado. As contrações musculares na parede do trato GI decompõem mecanicamente o alimento, misturando-o vigorosamente e empurrando-o ao longo do trato, do esôfago até o ânus. As contrações também ajudam a dissolver os alimentos, misturando-os com os líquidos secretados no trato. As enzimas secretadas pelos órgãos acessórios da digestão e as células que revestem o trato decompõem o alimento quimicamente.
O sistema digestório, de uma forma geral, realiza seis processos funcionais básicos
 Ingestão. Este processo compreende a introdução de alimentos e líquidos na boca (comer).
Secreção. Todos os dias, as células no interior das paredes do trato GI e dos órgãos acessórios da digestão secretam um total de aproximadamente 7 litros de água, ácido, tampões e enzimas no lume (espaço interior) do trato.
 Mistura e propulsão. A contração e o relaxamento alternados do músculo liso nas paredes do trato GI misturam o alimento e as secreções, empurrando-os em direção ao ânus. Essa capacidade do trato GI de misturar e mover material ao longo de sua extensão é denominada motilidade.
Digestão. Processos químicos e mecânicos decompõem o alimento ingerido em partículas menores. Na digestão mecânica, os dentes cortam e trituram o alimento antes de ser deglutido e, em seguida, os músculos lisos do estômago e intestino delgado misturam vigorosamente o alimento. Como resultado, as moléculas de alimento são dissolvidas e completamente misturadas com as enzimas digestivas. Na digestão química, grandes moléculas de carboidrato, lipídio, proteína e ácido nu- cleico, presentes no alimento, são fragmentadas em moléculas menores, por hidrólise. As enzimas digestivas produzidas pelas glândulas salivares, língua, estômago, pâncreas e intestino delgado catalisam essas reações catabólicas. Umas poucas substâncias presentes no alimento são absorvidas sem digestão química, incluindo vitaminas, íons, colesterol e água.
Absorção. A entrada de líquidos, íons e produtos da digestão secretados e ingeridos nas células epiteliais que revestem o lume do trato GI é chamada de absorção. As substâncias absorvidas passam para o sangue ou linfa e circulam por todo o corpo para as células.
Defecação. Resíduos, substâncias indigeríveis, bactérias, células desprendidas do revestimento do trato GI e materiais digeridos que não foram absorvidos no processo pelo trato digestivo deixam o corpo através do ânus, em um processo chamado de defecação. O material eliminado é chamado de fezes.
Ingestão Mastigação Deglutição Digestão Absorção Peristaltismo Defecação Eliminação dos resíduos.
Funções 
 Aproveitamento pelo organismo, de substâncias alimentares que asseguram a manutenção de seus processos vitais. 
Transformação mecânica e química das macromoléculas alimentares ingeridas (proteínas, carboidratos, etc.) em moléculas de tamanhos e formas adequadas para serem absorvidas pelo intestino.
Transporte de alimentos digeridos, água e sais minerais da luz intestinal para os capilares sanguíneos da mucosa do intestino. 
Eliminação de resíduos alimentares não digeridos e não absorvidos juntamente com restos de células descamadas da parte do trato gastrointestinal e substâncias secretadas na luz do intestino
Descrição anatômica dos órgãos
BOCA
FUNÇÕES:
Formar um receptáculo para o alimento.
Iniciar a digestão por meio da mastigação.
Engolir o alimento.
Articular palavras.
Respiração.
A boca ou cavidade oral é constituída pelo vestíbulo da boca e cavidade própria da boca e é formada por: 
Palato mole e duro 
Bochechas
Língua 
Vestíbulo da boca: É um espaço limitado externamente pelas bochechas e lábios e internamente pelas gengivas e dentes. 
Cavidade própria da boca: É um espaço que se estende das gengivas e dentes até as fauces, a abertura entre a cavidade oral e a parte oral da faringe (garganta).
Limite anterior: Lábios 
Limite superior: Palato
Limite inferior: Língua e assoalho 
Limite lateral: Bochechas
Limite posterior: Ístmo da garganta (Fauces) 
 
Palato: 
É uma parede ou septo que separa a cavidade oral da cavidade nasal, formando o teto da boca. Essa estrutura importante toma possível mastigar e respirar ao mesmo tempo. O palato duro — a parte anterior do teto da boca, é formado pelas maxilas e palatinos e recoberto por uma túnica mucosa, formando uma parte óssea entre as cavidades oral e nasal. O palato mole, que forma a parte posterior do teto da boca, é uma partição muscular, em forma de arco, entre as partes oral e nasal da faringe, revestida por túnica mucosa
Palato duro: Processo palatino maxula e ossos palatinos 
Palato mole: Músculos
Arco palatoglosso
Arco palatofaríngeo 
Palato mole 
Deglutição: Tensor do palato do véu, palatoglosso, levantador véu palatino
Respiração: Palatofaríngeo
Movimento da úvula: Músculo da úvula 
Úvula, Arco palatoglosso, Arco palatofaríngeo
Durante a deglutição, o palato mole e a úvula são puxados para cima, fechando a parte nasal da faringe e impedindo que alimentos e líquidos deglutidos entrem na cavidade nasal. Lateralmente à base da úvula encontram-se duas pregas musculares que correm para baixo nas bordas laterais do palato mole: anteriormente, o arco palatoglosso estende-se até a parte lateral da base da língua; posteriormente, o arco palatofaríngeo estende-se até a parte lateral da faringe. As tonsilas palatinas estão situadas entre os arcos, e as tonsilas linguais, na base da língua. Na margem posterior do palato mole a boca se abre na parte oral da faringe, através das fauces
Lábios 
São pregas carnudas que envolvem a abertura da boca. Contêm o músculo orbicular da boca e são recobertos externamente por pele e, internamente, por uma túnica mucosa. A face interna de cada lábio está presa à sua gengiva correspondente por uma prega da linha mediana da túnica mucosa, chamada de frênulo do lábio. Durante a mastigação, a contração dos músculos bucinadores, nas bochechas, e orbicular da boca, nos lábios, ajuda a manter o alimento entre os dentes superiores e inferiores. Esses músculos também auxiliam a fala.
Língua
É o principal órgão do paladar e um importante órgão da fala, além de auxiliar na mastigação e deglutição dos alimentos. Localiza-se no assoalho da boca. A raiz é a parte posterior, por onde se liga ao osso hioide pelos músculos hioglosso e genioglosso à epiglote, por três pregas da mucosa; ao palato mole, pelo arco palatoglosso e à faringe, pelos músculos constritores superiores da faringe.
Ápice da língua.
Corpo ou dorso.
Sulco terminal.
Raíz.
Frênulo lingual
No dorso da língua encontramos um sulco mediano que divide a língua em metades simétricas. Nos 2/3 anteriores do dorso da língua encontramos as papilas linguais. Já no 1/3 posterior encontramos numerosas glândulas mucosas e folículos linfáticos (tonsila lingual).Papilas Linguais: Distribuídas nos 2/3 anteriores da língua, dando a essa região uma aspereza característica. Os tipos de papilas são
Valadas,
Fungiformes, 
Filiformes 
Foliadas.
Músculos Extrínsecos da Língua
Genioglosso 
Hioglosso
Estiloglosso
Condroglosso
Palatoglosso.
Músculos Intrínsecos da Língua
Longitudinal Superior
Longitudinal Inferior
Transverso; Vertical.
Movimenta o alimento no interior da boca durante a mastigação e ajuda na deglutição. Durante a deglutição, a língua apoia-se no palato duro, nesse momento o palato mole é levantado, fechando a nasofaringe.
 
Dentes 
São estruturas cônicas, duras, fixadas nos alvéolos da mandíbula e maxila que são usados na mastigação e na assistência à fala.
Crianças apresentam 20 dentes decíduos (de leite).
Adultos normalmente possuem 32 dentes permanentes.
Incisivos: dentes afiados em forma de cinzel, para cortar os alimentos.
Caninos: dentes com pontas agudas que rasgam os alimentos.
Pré-molares: dentes com duas cúspides na superfície para esmagar e moer os alimentos.
Molares: trituram os alimentos, estes dentes possuem várias cúspides na superfície de mordida.
Glândulas Salivares
São glândulas anexas digestivas anexas que produzem uma secreção líquida denominada saliva.
A saliva funciona como solvente, limpando os dentes e dissolvendo moléculas alimentares para que sejam degustadas.
A saliva possui enzimas (amilase salivar/ptialina) que digerem o amido e muco lubrificante que ajuda na deglutição (mucina).
Comumente, é secretada saliva suficiente apenas para manter as túnicas mucosas da boca e da faringe úmidas e limpar a boca e os dentes. No entanto, quando o alimento entra na boca, a secreção de saliva aumenta para lubrificar, dissolver e começar a decomposição química do alimento. 
Existem três pares de glândulas salivares maiores: 
Glândulas parótidas
Submandibulares
Sublinguais 
 As glândulas parótidas encontram-se localizadas inferior e anteriormente às orelhas, entre a pele e o músculo masseter. Cada uma secreta saliva na cavidade oral via dueto parotídeo, que perfura o músculo bucinador para se abrir no vestíbulo oposto ao segundo dente molar maxilar (superior). As glândulas submandibulares são encontradas no assoalho da boca; situam-se mediai e parcialmente abaixo do corpo da mandíbula. Seus duetos, os duetos submandibulares, correm sob a túnica mucosa, em ambos os lados da linha mediana do assoalho da boca, e entram na cavidade própria da boca, lateralmente ao frênulo da língua. As glândulas sublinguais encontram-se abaixo da língua e acima das glândulas submandibulares. Seus duetos, os duetos sublinguais menores, abrem-se no assoalho da boca, na cavidade própria da boca.
Glândula salivar menor
Palato
Digestão química e mecânica na boca 
A digestão mecânica na boca resulta da mastigação, na qual o alimento é manipulado pela língua, triturado pelos dentes e misturado com saliva. Como resultado, o alimento é reduzido a uma massa flexível, mole, facilmente digerível, chamada de bolo. As moléculas do alimento começam a se dissolver na água da saliva, uma atividade importante, porque as enzimas reagem com as moléculas do alimento apenas em um meio líquido. Duas enzimas, a amilase salivar e a lipase lingual, contribuem para a digestão química na boca. 
FARINGE
É um órgão tubular de mais ou menos 13 cm, que se estende da boca até o esôfago. Apresenta suas paredes muito espessas devido ao volume dos músculos que a revestem externamente, por dentro, o órgão é forrado pela mucosa faríngea, um epitélio liso, que facilita a rápida passagem do alimento.
Dividida em três partes
Nasofaringe
Orofaringe
Laringofaringe
Nasofaringe: situa-se posteriormente ao nariz e acima do palato mole e se diferencia da outras duas partes por sua cavidade permanecer sempre aberta. Comunica-se anteriormente com as cavidades nasais através das coanas. Na parede posterior encontra-se a tonsila faríngea.
Orofaringe: Estende-se do palato mole até o osso hioide. Em sua parede lateral encontra-se a tonsila palatina.
Laringofaringe: Estende-se do osso hióide à cartilagem cricóide.
Limites da faringe
Superior: corpo do esfenóide e porção basilar do osso occipital.
Inferior: esôfago
Posterior: coluna vertebral e fáscias musculares.
Anterior: processo pterigoideo, mandíbula, língua, osso hióide e cartilagens tireoide e cricóide.
Lateral: processo estiloide e músculos.
A faringe comunica-se com as vias nasal, respiratória e digestória. O ato da deglutição normalmente direciona o alimento da garganta para o esôfago, um longo tubo que se esvazia no estômago. Durante a deglutição, o alimento normalmente não pode entrar nas vias nasal e respiratória em razão do fechamento temporário das aberturas dessas vias. Assim durante a deglutição, o palato mole move-se em direção a abertura da parte nasal da faringe; a abertura da laringe é fechada quando a traqueia moves para cima e permite que uma prega de tecido, chamada de epiglote, cubra a entrada da via respiratória.
 
ESÔFAGO 
É um órgão tubular de aproximadamente 25 cm fibro-músculo-mucoso que se estende entre a faringe e o estômago. Localiza-se posteriormente à traqueia começando na altura da 7ª vértebra cervical. Perfura o diafragma pela abertura chamada hiato esofágico e termina na parte superior do estômago.
A presença de alimento no interior do esôfago estimula a atividade peristáltica, e faz com que o alimento mova-se para o estômago. As contrações são repetidas em ondas que empurram o alimento em direção ao estômago. A passagem do alimento sólido, ou semi-sólido, da boca para o estômago leva 4 – 8 segundos ; alimentos muito moles e líquidos passam cerca de 1 segundo.
O esôfago é dividido em 3 porções:
Porção Cervical: porção que está em contato íntimo com a traqueia.
Porção Torácica: passa por trás do brônquio esquerdo (entre a traqueia e a coluna vertebral).
Porção Abdominal: repousa sobre o diafragma e pressiona o fígado, formando nele a impressão esofágica.
Ocasionalmente, o refluxo do conteúdo do estômago para o interior do esôfago causa azia (ou pirose). A sensação de queimação é um resultado da alta acidez do conteúdo estomacal. O refluxo gastresofágico se dá quando o esfíncter esofágico inferior (localizado na parte superior do esôfago) não se fecha adequadamente após o alimento ter entrado no estômago, o conteúdo pode refluir para a parte inferior do esôfago.
Mecanismo de deglutição:
Primeira fase: voluntária.
Segunda fase: involuntária.
Terceira fase: involuntária
ESTÔMAGO
Está situado no quadrante superior esquerdo da cavidade abdominal, logo abaixo do diafragma, anteriormente ao pâncreas, superiormente ao duodeno e a esquerda do fígado. É parcialmente coberto pelas costelas. É o segmento mais dilatado do tubo digestório, em virtude dos alimentos permanecerem nele por algum tempo, necessita ser um reservatório entre o esôfago e o intestino delgado.
A forma e posição do estômago são muito variadas de pessoa para pessoa; o diafragma o empurra para baixo, a cada inspiração, e o puxa para cima, a cada expiração.
É divido em 4 regiões principais:
Cárdia
Fundo
Corpo 
Piloro
O fundo situa-se no alto, acima do ponto onde se faz a junção do esôfago com o estômago. O corpo representa cerca de 2/3 do volume total. A cárdia é situada logo acima da curvatura menor do estômago. É assim denominada por estar próximo ao coração. Para impedir que o bolo alimentar passe ao intestino delgado prematuramente, o estômago é dotado de uma poderosa válvula muscular, um esfíncter chamado Piloro. Pouco antes da válvula pilórica encontra-se uma porção denominada antro-pilórica.
Funções digestivas:
Secreção do suco gástrico que inclui pepsinogênio e ácido clorídrico como substâncias mais importantes.
Secreção de hormônio gástrico (gastrina) e fator intrínseco (absorção vitamina B12).
Regulação do padrão no qual o alimento é parcialmente digerido e entregue ao intestinodelgado.
Absorção de pequenas quantidades de água e substâncias dissolvidas 
 
Digestão Química e Mecânica no Estômago
Diversos minutos após o alimento entrar no estômago, movimentos peristálticos ondulados e suaves, chamados de ondas de mistura, passam sobre o estômago a cada 15 a 25 segundos. Essas ondas maceram o alimento, misturando-o com secreções das glândulas gástricas, reduzindo-o a uma massa semilíquida, chamada de quimo. Poucas ondas de mistura são observadas no fundo gástrico, cuja função básica é o armazenamento. A medida que a digestão prossegue no estômago, ondas de mistura mais vigorosas começam no corpo gástrico e se intensificam conforme chegam ao piloro. O músculo esfíncter do piloro, normalmente, permanece quase fechado, mas não completamente. Quando o alimento chega ao piloro, cada onda de mistura força, periodicamente, quase 3 mL de quimo para o interior do duodeno, através do músculo esfíncter do piloro, um fenômeno chamado de esvaziamento gástrico. A maior parte do quimo é forçada de volta para o corpo gástrico, no qual as ondas de mistura continuam. A próxima onda empurra o quimo para a frente, novamente, forçando-o um pouco mais para o interior do duodeno. Esses movimentos de um lado para o outro dos conteúdos gástricos são responsáveis pela maior parte da mistura do estômago. Os alimentos podem permanecer no fundo gástrico por aproximadamente uma hora sem serem misturados com o suco gástrico. Durante esse período, a digestão, por meio da amilase salivar, continua. 
INTESTINO DELGADO 
Porção do Trato Gastro-intestinal entre o estômago e intestino grosso. Localiza-se na porção central e inferior da cavidade abdominal e é sustentado pelo mesentério. Apresenta aproximadamente 3 m de comprimento e 2,5 cm de largura. Principal local para absorção de alimentos.
Estende-se do piloro até a junção ileocólica (ileocecal), onde encontra com o intestino grosso. Sua extensão fornece grande área de superfície para a digestão e absorção, sendo ainda muito aumentada pelas pregas circulares, vilosidades e microvilosidades.
Consiste em
Duodeno
Jejuno 
Íleo
Duodeno
É a primeira porção do intestino delgado. Órgão tubular, em forma de “C”, medindo aproximadamente 25 cm, se estende do Esfíncter Pilórico à Flexura Duodenojejunal. É a única porção do intestino delgado que é fixa. Está presente na parte retroperitoneal e não possui mesentério.
Possui quatro partes
Parte Superior ou 1ª porção: Origina-se no piloro e estende-se até o colo da vesícula biliar.
Parte Descendente ou 2ª porção: Encontra-se a chegada de dois Ductos (Ducto Colédoco – provêm da vesícula biliar e do fígado (bile); Ducto Pancreático – provêm do pâncreas (suco ou secreção pancreática). Ampola Hepatopancreática (Ampola de Vater).
Parte Horizontal ou 3ª porção: Corre para a esquerda e cruza, anteriormente, a veia cava inferior, a aorta e o músculo Psoas maior, direito e esquerdo. Os vasos mesentéricos superiores cruzam anteriormente esta parte do duodeno.
Parte Ascendente ou 4ª porção: Ascende sobre o músculo psoas maior esquerdo e curva-se anteriormente para continuar-se no jejuno (flexura duodenojejunal).
Ligamento de Treitz 
Músculo suspensor do duodeno 
Quimo --> Secretina --> Pâncreas: Suco pancreático e bicabornato de sódio
Suco pancreático: 
Amilase pancreática: Degrada carboidrato, transformando-o em açúcares menores: maltose, sacarose e lactose.
Lipase pancreática: Degrada gordura.
Tripsina e quimotripsina: Quebra proteínas em peptídeos
Bile:
Emulsiona a gordura, facilitando a ação da lipase pancreática, em ácidosgraxos e glicerol, favorecendo sua absorção. - pH alcalino.
Composta por: Ácidos biliares. Fosfolipídeos. Colesterol. Pigmentos biliares. Íons inorgânicos.
Suco entérico: 
Final da digestão, principalmente das proteínas e carboidratos 
Transformar peptídeos em aminoácidos 
Maltase, sacarase e lactase Glicose 
 
Jejuno
É a parte do intestino delgado que faz continuação ao duodeno e estende-se até o íleo ( 2/5). Localiza-se no quadrante superior esquerdo. É mais largo (aproximadamente 4 centímetros), sua parede é mais espessa, mais vascular e de cor mais forte que o íleo.
Íleo
É o último segmento do intestino delgado que faz continuação ao jejuno (3/5). Localiza-se no quadrante inferior direito. É mais estreito e suas túnicas são mais finas e menos vascularizadas que o jejuno. Distalmente, o íleo desemboca no intestino grosso (Ceco) no orifício denominado óstio ileocecal (Papila Ileal).
 
INTESTINO GROSSO
Pode ser comparado com uma ferradura, aberta para baixo, mede aproximadamente 6,5 cm de diâmetro e 1,5 metros de comprimento. Estende do íleo até o ânus e está fixo à parede posterior do abdome pelo mesocolo.
Absorção de a água, formando o bolo fecal. 
O intestino grosso apresenta algumas diferenças em relação ao intestino delgado:
Calibre
Tênias
Gaustros 
Apêndices epiplóicos(omentais).
Divide-se em:
Ceco
Cólons ascendente, transverso, descendente e sigmoide
Reto
Canal anal
Ceco
Bolsa dilatada posicionada abaixo da papila ileal (prega mucosa entre ID e IG).
 Em sua margem ínfero-medial: Apêndice vermiforme 
Cólons
Ascendente: Superiormente, do ceco até superfície inferior do fígado.
Transverso: Da flexura hepática segue para esquerda e curva-se na flexura esplênica.
Descendente: Da flexura esplênica, inferiormente em direção à pelve.
Sigmóide: Curvatura em forma de “S”.
 
Reto: 
Anteriormente ao sacro aproximadamente 20 cm. 
Canal anal 
Óstio externo: Ânus (Esfíncter interno e externo)
FÍGADO
O fígado é quase completamente recoberto por peritônio visceral e é completamente recoberto por uma camada de tecido conjuntivo não modelado denso, que se situa profundamente ao peritônio. O fígado é dividido em dois lobos principais — um grande lobo direito e um pequeno lobo esquerdo — divididos pelo ligamento falciforme, uma prega do peritônio. O ligamento falciforme estende-se da face inferior do diafragma, entre os dois lobos principais do fígado, até a face superior do fígado, ajudando a suspender o fígado na cavidade abdominal. Na margem livre do ligamento falciforme encontra-se o ligamento redondo do fígado, um resquício da veia umbilical do feto; esse cordão fibroso estende-se do fígado até o umbigo. Os ligamentos coronários direito e esquerdo são extensões estreitas do peritônio parietal que prendem o fígado ao diafragma. As partes da vesícula biliar incluem o fundo largo, que se projeta para baixo, além da margem inferior do fígado; o corpo, a parte central; e o colo, uma parte afilada. O corpo e o colo projetam-se para cima.
Apresenta duas faces:
Diafragmática 
Visceral.
A face diafragmática é subdivida em 2 lobos
Direito (Maior)
Esquerdo 
A Face Visceral é subdividida em 4 lobos pela presença de depressões em sua área central 
Direito
Esquerdo
Quadrado
Caudado 
Entre os lobos caudado e quadrado, há uma fenda transversal: A PORTA DO FÍGADO (pedículo hepático, hilo hepático), por onde passam a artéria hepática, a veia porta, o ducto hepático comum, os nervos e os vasos linfáticos.
Aparelho Excretor do Fígado: é formado pelo ducto hepático, vesícula biliar, ducto cístico e ducto colédoco.
O fígado é um órgão vital, sendo essencial o funcionamento de pelo menos 1/3 dele – além da bile que é indispensável na digestão das gorduras – ele desempenha o importante papel de armazenador de glicose e, em menor escala, de ferro, cobre e vitaminas.
A Função Digestiva do Fígado é produzir a bile, uma secreção verde amarelada, para passar para o duodeno. A bile é produzida no fígado e armazenada na vesícula biliar, que a libera quando gorduras entram no duodeno. A bile emulsiona a gordura e a distribui para a parte distal do intestino para a digestão e absorção.
 
 
VESÍCULA BILIAR 
Órgão fixo ao fígado que apresentade 7 a 10 cm de comprimento e situa-se na fossa da vesícula biliar na face visceral do fígado, na junção do lobo direito e do lobo quadrado do fígado. Apresenta capacidade de armazenar até 50 ml de bile.
O Ducto Cístico (4 cm de comprimento) liga a vesícula biliar ao Ducto Hepático comum (união do ducto hepático direito e esquerdo) formando o Ducto Colédoco (5 a 15 cm de comprimento). O ducto colédoco desce posterior a parte superior do duodeno e situa-se na face posterior da cabeça do pâncreas. No lado esquerdo da parte descendente do duodeno, o ducto colédoco entra em contato com o ducto pancreático principal.
Esfíncter colédoco
Esfíncter pancreático
Esfíncter da ampola (De oddi)
 
PÂNCREAS 
Conhecido como glândula mista. É achatado no sentido ântero-posterior, posicionado ao longo da parede abdominal, posterior ao estômago. Comprimento varia de 12,5 a 15 cm e apresenta ~ 2,5 cm de espessura. Seu peso na mulher é de 14,95 g e no homem 16,08 g.
Apresenta duas faces, uma a Face Diafragmática (ântero-superior) que é convexa e lisa relacionando-se com a cúpula diafragmática e, a Face Visceral (póstero-inferior) que é irregularmente côncava pela presença d e impressões viscerais.
 Divide-se em
 Cabeça (aloja-se na curva do duodeno
Colo
Corpo (dividido em três partes: anterior, posterior e inferior) 
Cauda
Produz através de uma secreção exócrina o suco pancreático que entra no duodeno através dos ductos pancreáticos e uma secreção endócrina que produz glucagon e insulina. O pâncreas produz diariamente 1200 – 1500 ml de suco pancreático.
Ducto Pancreático: O ducto pancreático principal começa na cauda do pâncreas e corre para sua cabeça, onde se curva inferiormente e está intimamente relacionada com o ducto colédoco. O ducto pancreático se une ao ducto colédoco (fígado e vesícula biliar) e entra no duodeno como um ducto comum chamado ampola hepatopancreática.
 
 
PERITÔNIO
É uma membrana serosa fina, dividida em duas camadas: uma que reveste a parede abdominal (PERITÔNIO PARIETAL) e outra que reveste as vísceras (PERITÔNIO VISCERAL). 
MESENTÉRIO: Dupla membrana de peritônio. Sendo formado por tecido conjuntivo denso, vasos e nervos.
Omento: Corresponde a dois folhetos do peritônio unidos que conectam duas vísceras
Omento Menor: Conecta a curvatura menor do estômago à parte proximal do duodeno e ao fígado.
Ligamento gastrohepático 
Ligamento hepatoduodenal 
Omento Maior: Vai da curvatura maior do estômago ao ao Colo transverso e deste se dispõe como um “avental”, anteriormente às alças intestinais.
Ligamento gastrofrênico 
Ligamento gastroesplênico 
Ligamento gastrocólico

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