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TRABALHO DE ERGONOMIA TEMA: DOENÇAS OCUPACIONAIS PROFESSOR: LUCIANO INTEGRANTES: 1. 2. 3. Introdução O que é Ergonomia? A palavra “Ergonomia” vem de duas palavras Gregas: “ergon” que significa trabalho, e “nomos” que significa leis. Hoje em dia, a palavra é usada para descrever a ciência de “conceber uma tarefa que se adapte ao trabalhador, e não forçar o trabalhador a adaptar-se à tarefa”. Também é chamada de Engenharia dos Fatores Humanos, e ultimamente, também se tem preocupado com a Interface Homem-Computador. As preocupações com a ergonomia estão a tornar-se um fator essencial à medida que o uso de computadores tem vindo a evoluir. A falta e suas consequências: Uma das causas da baixa produtividade pode ser o desconforto, que entre as suas várias causas está diretamente ligada à adequação do corpo frente a um determinado equipamento. A questão da iluminação, que além de poder causar danos à visão, contribui significativamente na baixa pessoal da capacidade de produção de uma pessoa, quer seja em um escritório, indústria, como até mesmo em ambientes de trabalho mais sofisticados. Além disso, os ruídos e mudanças de temperatura também influem negativamente neste processo. Com relação aos problemas de coluna, o ideal ainda é a prevenção, portanto buscar no ambiente de trabalho, a adequação de cadeiras e mesas seria o ideal para protegê-la. Mas, quando não for possível contar com um escritório mais adequado, procure sempre sentar em cadeiras com encosto reto e em casa, fuja dos sofás muito macios. Aparentemente confortáveis, eles são um convite para que você se jogue no assento de qualquer jeito. Mas o que fazer? Atualmente várias empresas já buscam a melhoria da qualidade do trabalho dos empregados e já estabelecem uma série de programas como forma de incentivar a saúde do trabalhador. Nas grandes capitais e áreas mais industrializadas, o empresariado, já consciente dos futuros problemas, está investindo neste programa, como também, em estudos sobre as vantagens da ergonomia para a melhoria da produção nas empresas. Se por um lado, o uso da ergonomia pode sugerir maior gasto, por outro representa uma economia para a empresa e como consequência, a melhoria da saúde do trabalhador e da sociedade. DOENÇAS OCUPACIONAIS Definição Doença ocupacional caracterizada pelo desgaste de estruturas osteomusculares, como tendões, músculos, nervos, sinoviais e ligamentos, acometendo principalmente membros superiores, pescoço e região escapular. Esta abrange diferentes profissionais, em diferentes áreas, resultando em implicações legais, dentre elas direitos e obrigações. 1. Dermatose ocupacional Caracterizadas por alterações na pele e mucosa, as dermatoses ocupacionais (DO) englobam: Dermatites de contato Cânceres Infecções Ulcerações Essas e outras disfunções, quando diagnosticadas como doenças ocupacionais, são devidas a exposição do trabalhador a determinados agentes, durante o desempenho de suas funções. Esses agentes podem ser de natureza química, física ou biológica. Prevenção: exames médicos periódicos, orientações aos funcionários, afastamento do fator irritante ou que está causando a alergia. Câncer de mama Este é o único tipo de câncer que causa grande afastamento do trabalho entre as mulheres. Normalmente, está associado a genética ou má qualidade de vida. Por isso, diversas empresas incentivam suas funcionárias através de campanhas internas a realizar o autoexame. Então, prevenir doenças deve ser um dever da empresa e do empregado. Para diminuir o índice de doenças em geral, o indivíduo deve optar por hábitos saudáveis e check-ups regulares. O patrão também é responsável pela garantia da saúde de seus colaboradores. Para isso, é importante contar com uma equipe de medicina e segurança do trabalho para reduzir, ao máximo, os riscos do desenvolvimento de patologias causadas pela rotina na empresa. Doenças do coração Em sua maioria problemas cardíacos estão relacionados a problemas genéticos e má alimentação. Porém, elas podem se agravar com situações de constante estresse ocasionadas por cobrança de resultados no ambiente de trabalho. Para evitar problemas cardíacos em seus funcionários, diversas empresas estão investindo em estratégias para melhoria da qualidade de vida com a adesão da ginástica laboral e outras medidas de relaxamento. 2. LER/DORT A lesão por esforço repetitivo (LER) é um dos principais distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT). Abaixo, outros exemplos desses distúrbios: Mialgias Tendinites Bursites Dedo em gatilho Algumas das prováveis causas das doenças ocupacionais ligadas às articulações e ossos dos membros superiores são: riscos ambientais, atividades que exijam muito esforço das mãos, adoção de posturas erradas, repetição cotidiana de padrões de movimentos, falta de orientação por um profissional habilitado a instruir o trabalhador quanto às boas práticas para desempenho de suas funções. Prevenção: redução dos riscos ambientais e interrupção das atividades que estão provocando dor. Já no surgimento dos primeiros sintomas, que podem ser algumas pontadas ou dores suportáveis, é necessário que se faça um diagnóstico para possibilitar a rápida reversão do quadro. O QUE É TENDINITE? Uma definição rápida: Tendinite é uma inflamação do tendão, que pode aparecer com sinais de dor, calor, fadiga, vermelhidão e inchaço. Em uma definição mais completa, precisamos primeiro entender o que é tendão. É a estrutura que liga os músculos aos ossos, ou seja, o tendão possui uma ligação direta com os músculos e ossos do corpo. Ele desliza dentro de uma membrana chamada peritendão, que é revestida de líquido e que suaviza o atrito do tendão e as estruturas. A tendinite surge quando há atrito entre o tendão e as estruturas ao seu redor, causando as dores já conhecidas. Essa doença geralmente é motivada por esforço repetitivo ou por alguma outra doença. E pode surgir em qualquer parte do corpo, porém as regiões mais afetadas são mãos, punhos, cotovelos, ombros, joelhos e tornozelos. FATORES DE RISCO PARA SURGIMENTO DA TENDINITE Os fatores de riscos que geralmente acometem um trabalhador são: Postura errada Falta de alongamento muscular (tem post com dicas para alongar no trabalho Movimentos repetitivos (LER/DORT) Estresse Doenças autoimunes Sedentarismo As condições acima são as mais comuns, mas existem outras que podem ser associados à tendinite. MAS COMO DESCONFIAR QUE SEJA TENDINITE E CONSULTAR UM MÉDICO? Você deve se perguntar: sinto dores quando faço algum movimento ou quando seguro algum objeto? Por exemplo, quando digitamos estamos realizando um movimento repetitivo. Se isso lhe causa dores, tem suspeita de tendinite. Nesse caso, consulte um médico reumatologista. Mas saiba que usar o computador não provoca diretamente a doença, mas a postura incorreta, a falta de produtos ergonômicos e o uso excessivo sem pausas são fatores associados ao surgimento da tendinite. Lembra que comentamos no início do post que a Ergonomia tem grande importância no tratamento da doença? O posicionamento adequado das mãos, punhos, cotovelos, ombros, lombar e cervical diminui o atrito entre os tendões e as estruturas que estão ao redor. O uso de produtos ergonômicos irão amenizar as dores e diminuir o agravamento, desde que usados da maneira correta. COMO AMENIZAR AS DORES COM A ERGONOMIA? Como já abordamos em outros posts, a Ergonomia é o estudo da relação entre o homem e o meio laboral, que visa proporcionar conforto e qualidade de vida ao ser humano durante a sua condição de trabalho. E isso está diretamente associado ao ambiente e às condições oferecidas para execução da função. Uma estação de trabalho que não proporciona os requisitos mínimos pode estar causando sérios problemas aos seus trabalhadores. Por isso debatemos tanto o assunto: não só para evitar as doenças ocupacionais que afastam funcionários, mas também para contribuir no aumento da produtividade, assim como atenuar as patologiasa médio e a longo prazo. Em relação à tendinite, a Ergonomia pode ajudar na prevenção e, quando já diagnosticada, amenizar as dores. Algumas medidas que você pode ter para evitar: Corrija a postura Caso você sinta dores nos cotovelos, o Apoio para Antebraço Ergonômico é o produto que você precisa usar. O apoio possibilita o posicionamento correto do antebraço, ou seja, toda a base do antebraço estará apoiada sobre a superfície do suporte, aliviando dores e evitando futuras lesões. E cuidado! O antebraço quando mal posicionado prejudicará a circulação sanguínea da região. Faça pausas – a cada 2 horas trabalhadas, faça intervalo de 10 min – se a sua empresa oferece laboral, participe. Os exercícios também são eficazes na prevenção e para amenizar a dor que esteja sentindo. Faça alongamento – em relação às mãos e aos punhos, faça alongamentos pelo menos 1 vez ao dia, e use o Mousepad Ergonômico. O apoio para o pulso proporciona uma postura correta do punho e da mão, prevenindo as lesões causadas pelo esforço repetitivo (LER/DORT). Evite ficar na mesma posição por muito tempo – movimente-se! Se não pode levantar da mesa, movimente seu corpo, estique os braços e pernas e alongue a região do pescoço. Sempre com movimentos suaves. Mas atenção! Independentemente se você tem tendinite ou não, você pode evitar essa doença e tantas outras doenças ocupacionais usando produtos ergonômicos, que são regulamentados pelo Ministério do Trabalho (selo NR17) e que foram criados pensando no seu conforto e bem-estar. Ler A Lesão por Esforço Repetitivo é causada pelo uso excessivo do teclado ou do mouse por um período maior que o normal, o que pode ser pior se estiver usando o computador com a postura errada. Em alguns casos, a LER pode ficar restrita ao membro afetado, geralmente mãos e braços. Começa com uma inflamação, que acaba exigindo imobilização e medicação. Nesse caso, a volta ao trabalho ou atividades cotidianas pode demorar. Mesmo após esse período, as dores podem voltar com frequência ou não. Tenossinovite É uma das doenças mais comuns causadas pela má postura. Causa inflamação dos tendões, que em estágio avançado, provoca espasmos de dor, impedindo a pessoa de segurar até um objeto leve, como uma caneta, por exemplo. Nesse caso a recuperação não é fácil. Dores nas costas É provocada pelo uso de móveis não adaptados à pessoa. O uso da cadeira de forma errada é o maior causador de dores nas costas. O encosto da cadeira precisa estar posicionado exatamente na curvatura lombar, fazendo com que a coluna se mantenha apoiada. Também é necessário que o encosto seja flexível a ponto de não permitir que o usuário escorregue para trás. Lesões no joelho O segundo sintoma mais frequente são lesões no joelho. A ausência de exercícios e a permanecer o dia inteiro sentado em escritórios, clinicas ou atendimento ao público afetam as articulações. As lesões também podem ser causadas por problemas genéticos, carregamento de peso de maneira inadequada e obesidade. A equipe de ergonomia poderá ajudar em alguns casos. Cifose torácica É uma doença que afeta a respiração. Ela é decorrente de doença pulmonar, principalmente em asmáticos que adquirem uma postura errada para respirar enquanto estão sentados e usando o computador. Existem ainda outras doenças causadas pela má postura como a escoliose e hiperlordose. Qualquer sinal estranho no corpo que tenha relação com a postura, o ideal é procurar um fisioterapeuta para uma avaliação e, se preciso for, iniciar rapidamente o tratamento para amenizar o desconforto. 3. Doenças Psicossociais As doenças psicossociais ocupam um importante lugar dentre as principais causas de afastamentos do trabalho. Entre as principais razões, estão: Intensidade do trabalho; Tempo no desempenho da função; Insegurança decorrente da situação de trabalho; Exigências emocionais da função; Assédio moral ou sexual. Importante ressaltar que os riscos psicossociais referem-se ao que abala a saúde mental, física e social do trabalhador. Prevenção: avaliação e controle do risco para doenças psicossociais no local de trabalho, gestão do estresse laboral, adoção de ações capazes de promover o bem-estar mental dos colaboradores, entre outras medidas. 4. Doenças da visão Os olhos são vulneráveis a muitos dos riscos presentes em situações de trabalho. Entre eles, a exposição a agentes mecânicos, físicos, químicos, biológicos e sobre-esforço. As manifestações das doenças que acometem o aparelho visual vão desde leve sensação de desconforto até transtornos graves, como no caso da catarata e cegueira. Prevenção: implementação de programas que incluam vigilância à saúde no trabalho nos ambientes nos quais são executadas as tarefas, melhores condições para o desempenho das funções. Dores nos olhos Por concentrar a atenção durante muito tempo no brilho do monitor, a pessoa pisca menos e com isso a superfície da córnea resseca, resultando em irritação, vermelhidão e cansaço dos olhos. Nesse caso, é necessário fazer paradas frequentes, olhar para objetos que estão mais longe. Procurar piscar os olhos e fazer aquela paradinha básica de 5 minutos a cada meia hora pelos menos para poder descansar os olhos. 5. Estresse Ocupacional Essa doença ocupacional é ocasionada pelo desequilíbrio entre as exigências inerentes a um cargo/trabalho e a capacidade/habilidade do trabalhador para enfrentá-las. Conheça alguns dos fatores que podem estar presentes no ambiente de trabalho: Gerenciamento ineficiente; Medo de cometer erros; Chefia despreparada; Jornada de trabalho exaustiva; Alta demanda por concentração mental; Ambiente desfavorável ou muito competitivo; Trabalho monótono; Baixas chances de ascensão na carreira; Desmotivação. O estresse do trabalho tem sintomas em diferentes âmbitos, e pode resultar em: Pressão alta; Gastrite; Úlceras; Fuga do trabalho (absenteísmo); Baixo desempenho; Fadiga; Depressão; Acidentes no trabalho. Essas e muitas outras condições físicas, comportamentais e psicológicas são derivadas de situações desgastantes no ambiente de trabalho, e/ou no desempenho das atribuições do empregado. Uma das mais graves manifestações do estresse no trabalho é a Síndrome de Esgotamento Profissional, ou Síndrome de Burnout. Prevenção: valorização da dimensão humana do trabalhador, promoção de condições propícias à motivação e saúde dos colaboradores, entre outras ações. Fadiga Em função disso, a pessoa apresenta queda do rendimento e diminuição da capacidade no trabalho. A fadiga é causada por alteração nas propriedades dos músculos, intoxicação local ou jornadas excessivas de trabalho sem nenhum intervalo, somadas a postura corporal totalmente errada. Hérnias inguinais As hérnias inguinais ocorrem na região da virilha são responsáveis por 75% de todas as hérnias abominais. Elas atingem mais homens do que mulheres. Em média, 25% mais. Por não estarem ligadas diretamente ao ambiente de trabalho, as empresas não adotam medidas preventivas às hérnias inguinais. A doenca pode ser detectada através de um simples exame de rotina. Depressão e estresse A intensa cobrança por resultados aumenta o estresse, podendo se transformar em depressão. A patologia pode se desenvolver com mudanças de humor, tensão no trabalho e ansiedade. A confirmação ocorre através de um diagnóstico realizado por um médico do trabalho e o afastamento pode ser de semanas ou meses, dependendo do quadro clínico do empregado. Varizes As varizes afetam funcionários que trabalham muito tempo em pé ou sentados. Por mais que não pareçam graves, as varizes causam inúmeros afastamentos do trabalho. A presença de uma equipe de saúde do trabalhador e segurança do trabalho pode evitar o agravamento do quadro. As razões pelas quais tal estudo sente necessidade de se especificar principalmente em LER, resta no fato dela ser a doença que mais atinge trabalhadores que se empenham em funções que sobrecarregam o sistema musculoesquelético. Das DORT (Distúrbios Osteomusculares relacionados ao Trabalho),ela se enquadra na mais comum. A razão do enfoque em funcionários bancários, parte do fato deste ser o maior grupo de risco das doenças relacionadas a esforços repetitivos, uma vez que, os bancos ocupam o primeiro lugar no ranking dos DORT, que incluem além de, em especial, a LER, também a tendinite, bursite e doenças de coluna. Tais distúrbios somados, já se enquadram na maior causa de doenças entre os trabalhadores do país. De acordo com a fisioterapeuta Silvia Canevari Barros, membro da Sociedade Brasileira de RPG e diretora do ITC Vertebral de Jundiaí, o estresse piora ainda mais os problemas na coluna. "A musculatura sofre uma tensão muito grande por causa do estresse, o que reduz a circulação sanguínea dos tecidos e comprime articulações, discos e ligamentos", explica. O esgotamento físico e emocional causado por esses fatores, além de diminuir o rendimento do trabalhador, pode acarretar em problemas como dor de cabeça, lombalgia, cervicalgia, hipercifose (curvatura da coluna dorsal) e tendinite. "Na pior das hipóteses, doenças crônicas também podem aparecer, como escoliose e hérnia de disco", alerta a especialista. Quem trabalha no computador deve adotar posturas adequadas ao se sentar. A fisioterapeuta explica que os pés devem se manter fixos numa prancha de apoio, os joelhos num ângulo de 90º e a lombar deve tocar o encosto da cadeira. "Os braços e punhos também devem ficar retos e os cotovelos apoiados sem elevar os ombros", indica. Mas cuidar da postura não é incumbência apenas de trabalhadores. Segundo a especialista, cada um deve ficar atendo à própria postura durante as tarefas do cotidiano, mas "governo e empresas tem o seu papel e responsabilidade na prevenção das patologias da coluna". O Ministério do Trabalho e Emprego alterou em 2007 a Norma Regulamentadora 17, que agora exige das empresas um laudo ergonômico que comprove que ela está em conformidade com "parâmetros que permitam a adequação das condições de trabalho, às características físicas e mentais dos funcionários, visando seu conforto, segurança, saúde e melhoria do seu desempenho". Os móveis do escritório, portanto, devem ser bem escolhidos. A cadeira deve ter rodinhas, regulagem de altura, regulagem do encosto e do apoio dos braços. O monitor deve estar posicionado na linha dos olhos, "para quem usa óculos bifocal, o monitor deve ficar um pouco abaixo da linha dos olhos para a cabeça não rodar para cima, já que a parte de baixo das lentes contém o grau ideal para leitura", explica Dra. Silvia Canevari Barros fisioterapeuta. O trabalho, em um ambiente ergonomicamente correto, causa uma ótima sensação física, mas beneficia principalmente a mente. Uma vez que a qualidade no ambiente de trabalho depende de um conjunto de fatores. Neste contexto, surgem os riscos ergonômicos, que acarreta uma série de prejuízos a saúde dos trabalhadores. Saiba o que são e como evitá-los. Medidas Preventivas Para evitar que estes riscos comprometam as atividades e a saúde do trabalhador, é necessário um ajuste entre as condições de trabalho e o homem sob os aspectos de praticidade, conforto físico e psíquico por meio de: melhoria no processo de trabalho, melhores condições no local de trabalho, modernização de máquinas e equipamentos, melhoria no relacionamento entre as pessoas, alteração no ritmo de trabalho, ferramentas adequadas, postura adequada, etc. Risco ergonômico é qualquer fator que possa interferir nas características psicofisiológicas do trabalhador, causando desconforto ou afetando sua saúde. São exemplos de riscos ergonômicos: – O levantamento de peso; – Ritmo excessivo de trabalho; – Monotonia; – Repetitividade; – Postura inadequada de trabalho, etc. A postura no desenrolar de tarefas pesadas é a principal causa de problemas de coluna, mais precisamente na hora de levantar, transportar e depositar cargas, ocasião em que os trabalhadores mantêm as pernas retas e “dobram” a coluna vertebral. Pode ocorrer também outro movimento perigoso, o giro do tronco, quando a carga for pega ou depositada mais para o lado e não necessariamente à sua frente. Quanto maior o peso da carga, maior será a pressão sobre cada vértebra (vide figura ao lado) e cada disco. Quanto mais distante do corpo, maior será a pressão. Cargas que representam o equivalente a apenas 10% do peso do corpo, já causam problema à coluna. Movimentos repetitivos em construção A história do trabalho repetitivo é tão longa quanto a do próprio trabalho, visto que na agricultura primitiva e no comércio antigo, já existiam tarefas altamente repetitivas. Obedeça seus limites físicos Os limites físicos são aqueles ditados pelas características do indivíduo: sexo, altura, peso e biótipo. Caso uma dada tarefa exija que você ultrapasse esses limites, então, você precisa de ajuda. Essa ajuda pode ser uma escada, uma chave de fenda, uma carreta ou algo que aumente a sua capacidade física de realizar o trabalho. Limites mentais e emocionais Os limites mentais e emocionais são de predição mais difícil e, em geral, variam de dia para dia, dependendo do nível de estresse mental do indivíduo. Se uma pessoa tem a capacidade de entender uma tarefa, captar a informação e tomar decisões acertadas, deve também ser capaz de executar um bom trabalho com segurança. Considerando os aspectos mentais-emocionais, o trabalho mais seguro será aquele que permita ao trabalhador executá-lo de modo feliz, satisfeito e bem ajustado. Previna-se: Como Combater a Depressão No ambiente empresarial, os gestores devem dedicar uma atenção especial a estes sintomas que podem provocar erros em procedimento simples, problemas de relacionamento e taxas altas de absenteísmo. Existem algumas precauções que podem ajudar a prevenir: Realizar cartilhas explicando os sintomas das depressão para os próprios colaboradores saberem reconhecer os sintomas e logo podem procurar auxilio especializado a tempo. Criar um plano de ação para identificar os trabalhadores que estão com problemas. Espaço de lazer dentro da empresa Ginastica laboral Campanhas motivacionais Previna-se: Como Combater o Stress Existe um modelo definido por Robbins(2005) que aponta três dimensões geradoras ou fontes potenciais de estresse: fator ambiental: mudanças repentinas nas áreas tecnológicas, econômicas, sociais e políticas. fator organizacional: prazos de produção, lideranças inadequadas, controles rígidos, falta de treinamento, ambiente físico insalubre, tarefas repetitivas, falta de treinamento, etc. fator individual: problemas econômicos, familiares, etc. Como evitar? Defina prioridades: faça uma lista com atividades mais urgentes para não sobrecarregar-se. Evite autocobranças: não se preocupe em estar certo o tempo todo. Aprenda a perdoar: aceito o fato de que todos cometem erros e deixa a raiva de lado. Pense positivo: tente ver a vida sob uma perspectiva mais alegre e positiva. Tenha momentos relaxantes: gaste tempo com amigos e familiares, ouça música, assista a bons filmes e caminhe em meio a natureza. Comunique-se bem: procure entender de forma clara as expectativas dos seus superiores. Prevenção é a Solução Apesar da porcentagem de doenças relacionadas ao trabalho serem elevadas, ainda existem algumas maneiras para diminuir os casos: 1- Utilizar os canais de comunicação interna, visando conscientizar e alertar seus colaboradores quanto aos riscos e às ações de prevenção, para evitar doenças ocupacionais e acidentes no ambiente de trabalho. 2- Promover as palestras e os treinamentos específicos, ministrados por profissionais capacitados, que abordem temas relacionados às regras de proteção, à saúde e às boas condutas no ambiente laboral. 3- Estimular a prática diária de exercícios específicos para evitar, por exemplo, lesões corporais por movimentos repetitivos. Para que essas práticas sejam sempre eficientes é fundamental contar com a orientação de profissionais capacitados e especialistas em ergonomia. 4- Oferecer aos trabalhadoresmobiliários adequados no ambiente de trabalho para uma correta acomodação ergonômica. 5_Manter os trabalhadores sempre informados sobre os resultados obtidos a partir das avaliações realizadas no ambiente laboral. 6_Adotar programação de descanso entre as ocupações do dia e não delegar tarefas em que os colaboradores sejam submetidos a uma mesma atividade em tempo integral. 7_Orientar os funcionários a procurarem orientação médica em casos de manifestação de sintomas como: cansaço muscular nos braços ou nas pernas, dores, dormências, inchaços e outras alterações na saúde. 8_Informar aos trabalhadores os resultados dos exames médicos e dos exames complementares realizados, com o intuito de conscientizá-los sobre os diagnósticos obtidos e os cuidados com a saúde. 9- Divulgar e treinar os trabalhadores, quanto aos procedimentos corretos e imediatos que devem ser adotados em caso de acidentes. 10_ Cumprir com todas as normas regulamentadoras (NRs) que determinam os fatores de prevenção no ambiente laboral, visando atender as exigências legais da engenharia de segurança e da medicina do trabalho. O Que Você Sente Com o Stress O Corpo Pede Socorro Profissões e onde os seus profissionais sentem as dores. Com dados divulgados pela OIT (Organização Internacional do Trabalho) atualmente, no mundo, morrem dois milhões de trabalhadores a cada ano através de doenças ocupacionais e acidentes ocorridos no ambiente de trabalho. Porem, este sofrimento causado pelo trabalho não é vistos pela sociedade. Na maioria dos casos ocorre que o trabalhador é o culpado pelo acidente por desatenção, descuido ou desrespeito as normas de segurança. Nos últimos tempos houve um aumento das doenças do aparelho locomotor, que causa inflamações que atingem tendões e as bainhas nervosas que os recobrem, atingem os músculos, tendões nervos e ligamentos o que pode ocasionar invalidez permanente. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde do Brasil 70% das doenças relacionadas ao trabalho e ocasionada pelo LER (lesões por esforço repetitivo). As condições gerais de trabalho, considerando, a iluminação, o nível de ruídos e a temperatura, são os principais causadores dos problemas que afetam, diretamente, a saúde dos funcionários de uma empresa. Nesse caso, a ergonomia pode também contribuir muito para evitar que essas enfermidades ocorram, com objetivo de tornar cada vez mais eficiente os procedimentos de controle e de regulação das condições adequadas de trabalho. Considerando que a eficiência dos processos utilizados na ergonomia laboral seja apropriada para eliminar os riscos que afetam a saúde do trabalhador, pode-se afirmar que o custo-benefício dos métodos ergonômicos utilizados, minimiza para as empresas, as despesas com possíveis indenizações, quando não há condições adequadas de trabalho, causando aos funcionários algum tipo de incapacidade física que o impossibilite de exercer suas atividades diárias. A Ocupacional oferece aos seus clientes todo o suporte necessário para a realização da análise ergonômica no ambiente laboral. Com um programa completo que proporciona a adaptação postural dos trabalhadores às condições adequadas de trabalho, os resultados satisfatórios surgem e geram, consequentemente, uma maior eficiência produtiva. O programa ergonômico oferecido pela Ocupacional é elaborado em conformidade com as características peculiares de cada empresa, com treinamentos para capacitar os funcionários a uma maneira mais segura e eficiente de exercer suas funções laborais. O programa disponibiliza para as empresas: análise ergonômica do trabalho, laudo ergonômico, palestras e treinamentos, ginástica laboral, comitê ergonômico, dentre outros. O número de brasileiros que dedicam cada vez mais parte do seu tempo ao trabalho aumenta constantemente. Além disso, com a facilidade das novas tecnologias, como os tablets e os smartphones, as pessoas levam funções do trabalho para serem feitas em casa e também acabam não se desconectando totalmente durante o período em que tiram férias, o que pode prejudicar a saúde mental e física do corpo. Confira abaixo, mais algumas dicas concedidas pela fisioterapeuta: Para quem trabalha sentado: -O ideal é que a planta de seus pés esteja toda apoiada no chão, com os joelhos flexionados a 90º. Tenha cuidado para não exercer pressão entre a região posterior dos joelhos e a cadeira, pois isto comprime os vasos sanguíneos e dificulta o retorno venoso das pernas, contribuindo para formações de varizes e causando dor e formigamento nas pernas e pés. Se necessário utilize um apoio para os pés. -Utilize cadeiras giratórias e evite realizar movimentos rotacionais bruscos com o pescoço e tronco. O mais adequado é levantar-se da cadeira ou girá-la. -Procure levantar a cada 30 minutos, pois uma rápida caminhada estimula o retorno venoso das pernas através da contração muscular. Lembre-se de alongar braços, tronco e pernas pelo menos três vezes durante seu expediente. -Aproxime sua cadeira da mesa, evitando flexionar seu tronco ou a cabeça para digitar e mantenha as costas bem apoiadas no encosto da cadeira. -Para quem trabalha com computador, o ideal é manter o monitor a uma distância entre 45 a 75 cm dos olhos, regulando sua altura à linha de visão. Para quem trabalha em pé: -O ideal é usar calçados confortáveis, macios e sem saltos. Em muitos ambientes de trabalho o uso de calçados fechados é obrigatório. Se este for o caso e se os pés costumam ficar inchados ao longo do dia, uma dica é não apertá-los muito, deixando um pouco de folga para os pés dentro dos sapatos. -Procure alternar a posição de apoio sobre uma perna e outra, e sempre que possível, dê pequenas caminhadas e realize movimentos circulares com os pés para estimular a circulação sanguínea e minimizar as dores, desconfortos, inchaço e o aparecimento de varizes. -Procure ficar em postura ereta, evite ficar inclinado para frente ou para os lados por muito tempo. Para quem utiliza mesas ou bancadas para manusear peças e/ou objetos, o ideal é que estas estejam a uma altura próxima a do umbigo e próximas ao corpo. Procure manter os cotovelos flexionados a aproximadamente 90º e os ombros relaxados, isto ajuda a evitar tensões musculares na região cervical, nos ombros e costas. -Para pegar algum objeto no chão, procure flexionar os joelhos agachando ao invés de curvar-se para frente. Ao carregar algum objeto pesado, como uma caixa, por exemplo, procure mantê-lo próximo ao corpo, com os cotovelos flexionados. Para Alongar: -Em pé ou sentado, com a postura ereta e mãos na cintura, aproxime a orelha do ombro, incline a cabeça para a direita e para a esquerda, permanecendo em cada posição por 15 segundos. -Com a postura ereta, suba os ombros, aproximando-os das orelhas e em seguida relaxe. Repita essa movimentação por 10 vezes. -Em pé ou sentado, abra e feche a mão alternadamente, repetindo por 10 vezes. -Sentado mais à frente na cadeira, mantenha uma perna flexionada e apoiada no solo e a outra esticada a frente e com o calcanhar apoiado. Curve para frente tentando alcançar com a mão a ponta do pé no lado da perna esticada. Este alongamento também pode ser realizado em pé, permaneça em cada posição por 15 segundos. -Para realizar o relaxamento muscular, utilize uma bolinha de massagem e realize movimentos circulares exercendo leve pressão na região cervical, ombros, braços, região lateral dos cotovelos e punhos. Entenda os prejuízos causados pelos acidentes e doenças do trabalho A maioria dos gestores, atualmente, entendem a importância de investir em ferramentas para promover a saúde e segurança do trabalho. Entretanto, muitos, assim como grande parte da população, desconhecem o tamanho prejuízo que os acidentes e doenças ocupacionais geram. Gastos esses que comprometem a lucratividade e a imagem das empresas. Conhecer a realidade, desse preocupante cenário, é fundamental para estimular a conscientização e o investimento para melhoraresses índices. Mesmo que caiba ao governo promover algumas melhoras, os empresários têm papel de destaque nesse objetivo. Até porque, há uma série de normas e portarias visando a proteção dos colaboradores. Cenário brasileiro de acidentes e doenças do trabalho Segundo dados divulgados pelo Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho, de 2012 a 2017, mais de 15 mil trabalhadores morreram vítimas de acidentes trabalhistas. Nesse mesmo intervalo, calcula-se que foram registrados cerca de 4 milhões de casos de acidentes e doenças do trabalho. Ao todo, foram gastos mais de R$ 26 bilhões com despesas previdenciárias — aposentadoria por invalidez, pensão por morte, auxílio-doença, auxílio-acidente, entre outros. Além do prejuízo financeiro para as empresas e cofres públicos, há os gastos oriundos da mão de obra ativa. Os acidentes causaram a perda de 315 milhões de dias trabalhados. Números bastante expressivos que colocam o Brasil na quarta posição do ranking, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), dos países com mais acidentes de trabalho. De acordo com estudos da OIT, acidentes e doenças do trabalham geram aos países perda de 4% do Produto Interno Bruto (PIB). No Brasil, isso equivale a R$ 264 bilhões. Prejuízos empresariais Para a iniciativa privada, esses dados representam um cenário bastante preocupante. O elevado número de incidentes é revertido em prejuízos para as corporações. Isso tanto em decorrência de indenizações trabalhistas como também em multas, custos médicos, produtividade, etc. Além de comprometer a imagem e reputação da empresa para como mercado e a sociedade. Investimento em saúde e segurança no trabalho Na tentativa de minimizar esses prejuízos, proteger a vida das pessoas e incentivar a produtividade o investimento em saúde e segurança no trabalho é crucial. Isso pode ser alcançado por meio de treinamentos, equipamentos de proteção, adequações em postos de trabalho e cuidados médios periódicos. A prevenção e a disseminação de informações são as melhores estratégias para evitar possíveis acidentes e doenças do trabalho. Infelizmente, muitos gestores ainda desconhecem as normas vigentes de saúde e segurança no trabalho. Esse descuido coloca em risco o bem-estar dos colaboradores e pode gerar ônus financeiros à companhia. Valores melhores aproveitados quando revertidos em investimentos, contratações e modernizações, assegurando o desenvolvimento sustentável da marca. A importância da ergonomia e como ela pode aumentar a produtividade dos colaboradores É o espaço de trabalho que deve ser adequado ao colaborador, e não o contrário. Essa é a premissa básica que norteia os princípios da ergonomia no trabalho, relacionando-se com a produtividade de uma corporação. Mesmo sendo algo previsto na lei, muitos gestores de RH não se atentam à qualidade laboral da sua equipe. A consequência desse relapso pode ser sentida em diversas esferas dos negócios. A empresa perde produtividade, capital (com indenizações, afastamento, requalificação de funcionários, etc.), tempo, credibilidade, entre outros. Ônus que podem facilmente ser evitados entendendo como essa prática gera benefícios para todo o negócio. Entendendo a ergonomia A Associação Internacional de Ergonomia (IEA) diz que “ergonomia é uma disciplina científica relacionada ao entendimento das interações entre os seres humanos e outros elementos ou sistemas”. Definição reiterada pela Associação Brasileira de Ergonomia (Abergo) que coloca, também, que esse conceito é dividido em três domínios: • Ergonomia física: relacionada com a anatomia humana, inclui postura no trabalho, movimentos repetitivos, manuseio de materiais, etc; • Ergonomia cognitiva: relativo aos processos mentais, como stress, concentração, carga mental de trabalho, tomada de decisões, etc; • Ergonomia organizacional: Esta diz respeito ao ambiente de trabalho como um todo, relacionando-se com a cultura e clima da empresa. Avaliando a ergonomia no trabalho Como citado, a preocupação com a ergonomia é algo que se relaciona com a saúde e bem-estar das pessoas. Atributos necessários para o cumprimento de tarefas com precisão, agilidade e qualidade. Para tanto, os profissionais de RH devem zelar e planejar o ambiente de trabalho considerando os aspectos ergonômicos do funcionário. Dentre os aspectos que devem ser observados estão iluminação, ruídos, temperatura, conforto, postura, exposição a produtos nocivos e demais ameaças. Para auxiliar na avaliação, de forma sucinta, o local de trabalho deve: • Oferecer conforto ao colaborador; • Ser seguro; • Estar protegido contra possíveis acidentes de trabalho; • Reduzir cansaço físico e/ou mental; • Dar condições para que o mesmo desempenhe sua função sem prejudicar sua saúde; • Evitar lesões por conta de má postura ou esforços repetitivos. Relação com a produtividade Trabalhadores sujeitos a condições precárias de ergonomia podem desenvolver lesões por esforço repetitivo (LER) e distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT). Assim como são mais propensos a sofrer com hipertensão, ansiedade, estresse e distúrbios do sono. Não gozando de boa saúde, dificilmente um colaborador produzirá com a qualidade esperada. Além de perder qualidade de trabalho, a empresa que não investe em ergonomia está passiva de arcar com prejuízos financeiros. Estes podem ser provenientes de: • Afastamentos do funcionário por consultas ou atestados; • Indenizações trabalhistas por descumprir a lei e não oferecer um ambiente de trabalho adequado; • Multas por não respeitar as normas regulamentadoras; • Contratação e capacitação de um novo funcionário para suprir a falta de um trabalhador afastado. Obedecendo à lei Visto a importância da ergonomia na relação entre empresa e trabalhador, o Ministério do Trabalho e Emprego criou a norma regulamentadora Nº 17 — Ergonomia. Regulamentada pela Portaria Nº 3.214, de 8/6/78, que aprova as normas regulamentadoras do Capítulo V, Título II, da CLT, relativas à Segurança e Medicina do Trabalho. Dentre diversas obrigações, a norma estabelece que o empregador deve efetuar a análise ergonômica do trabalho. Que deve ser feita por meio de um profissional capacitado que elaborará um laudo dessa avaliação. Assegurando, assim, um ambiente institucional compatível com a saúde das pessoas, promovendo produtividade e bem-estar coletivo. MAPA DE RISCO Mapa de Risco é uma representação gráfica de um conjunto de fatores presentes nos locais de trabalho, capazes de acarretar prejuízos à saúde dos trabalhadores: acidentes e doenças de trabalho. Tais fatores têm origem nos diversos elementos do processo de trabalho (materiais, equipamentos, ginstalações, suprimentos e espaços de trabalho) e a forma de organização do trabalho (arranjo físico, ritmo de trabalho, método de trabalho, postura de trabalho, jornada de trabalho, turnos de trabalho, treinamento, etc.) O mapa é um levantamento dos pontos de risco nos diferentes setores das empresas. Trata-se de identificar situações e locais potencialmente perigosos. A partir de uma planta baixa de cada seção são levantados todos os tipos de riscos, classificando-os por grau de perigo: pequeno, médio e grande. Estes tipos são agrupados em cinco grupos classificados pelas cores vermelho, verde, marrom, amarelo e azul. Cada grupo corresponde a um tipo de agente: químico, físico, biológico, ergonômico e mecânico. Cores usadas no Mapa de Risco e Tabela de Gravidade Cor Verde São considerados riscos físicos: · ruídos; · calor; · vibrações; · pressões anormais; · radiações; · umidade. Cor Vermelha Os riscos químicos presentes nos locais de trabalho são encontrados na forma sólida, líquida e gasosa e classificam-se em: poeiras, fumos, névoas, gases, vapores, neblinas e substâncias, compostos e produtos químicos em geral. Poeiras, fumos, névoas, gases e vapores estão dispersos no ar (aerodispersóides). Cor Marrom São considerados riscos biológicos: vírus, bactérias, parasitas,protozoários, fungos e bacilos. Os riscos biológicos ocorrem por meio de microorganismos que, em contato com o homem, podem provocar inúmeras doenças. Muitas atividades profissionais favorecem o contato com tais riscos. É o caso das indústrias de alimentação, hospitais, limpeza pública (coleta de lixo), laboratórios, etc. Cor Amarela São considerados riscos ergonômicos: esforço físico, levantamento de peso, postura inadequada, controle rígido de produtividade, situação de estresse, trabalhos em período noturno, jornada de trabalho prolongada, monotonia e repetitividade, imposição de rotina intensa. Cor Azul São considerados como riscos geradores de acidentes: arranjo físico deficiente; máquinas e equipamentos sem proteção; ferramentas inadequadas; ou defeituosas; eletricidade; incêndio ou explosão; animais peçonhentos; armazenamento inadequado. Ambiente de Trabalho | Como Criar Um Bom Ambiente Na Sua Empresa! As dificuldade nas relações interpessoais no ambiente de trabalho é um dos principais problemas vivenciados no mundo empresarial moderno. São inúmeros os relatos de conflitos interpessoais. De modo geral essas desavenças surgem na interação diária entre duas ou mais pessoas, ocasionadas por divergência de ideias, por diferenças de personalidade, objetivos ou metas e por variedade de percepções e modos de analisar uma mesma informação ou fato. O problema se instala quando essas situações não são resolvidas ou não são percebidas pelos envolvidos, ficando mascaradas, invisíveis e internalizadas nos colaboradores que acabam demonstrando suas emoções somente em casos extremos. Sabotagens Conscientes e Inconscientes Tanto as pessoas quanto as empresas sofrem a consequência das relações interpessoais negativas que geram desmotivação da equipe, queda do rendimento e da produtividade, sabotagens conscientes (faltas e atrasos no trabalho) e inconscientes (“estou sem vontade de fazer isso agora”). As trocas constantes de informações e o diálogo são essenciais, quando se busca a preservação dos relacionamentos e o trabalho em equipe, o que acaba sendo imprescindível para o bom andamento das atividades organizacionais. Nesse sentido, para ter boas relações é necessário abrir-se para o novo, buscar ser aceito e ser entendido e entender o outro. Jogos de Interesses Vale ressaltar que sempre existirá não só no trabalho, mas no contexto social, os jogos de interesses, ou seja, “sou receptivo e agradável com determinadas pessoas, enquanto elas foram necessárias e convenientes para alcance das minhas necessidades e objetivos”, são aquelas alianças tidas como temporárias e frágeis. É obvio que essas ações não são éticas e nem humanas, mas a realidade nos revela que vivenciamos muitas vezes um jogo de interesses que estão mascarados e velados. Relações Interpessoais no Ambiente de Trabalho Onde passamos cerca de um terço de nossa vida é fundamental saber conviver com as pessoas e respeitá-las em suas individualidades, caso contrário, somente o fato de pensar em ir para o trabalho passa a ser insuportável e sofrível. A contribuição que é recebida das pessoas no trabalho equivale a forma com que elas são tratadas e respeitadas em suas diferenças e particularidades. Com isso é possível receber como retorno o apoio e um bom trabalho dos profissionais. O Papel do Líder nas Relações Interpessoais Se o líder for conflituoso, autoritário, isolado, invejoso e soberbo, só acumulará discórdias, desentendimentos e a falta de união. Alguns indivíduos não conseguem lidar com a adversidade e com opiniões diferentes da sua, colocando-se em uma posição julgadora, deixando-se levar por uma impressão negativa das pessoas, sem ao menos procurar compreendê-las ou conhecê-las. Com esses sujeitos fica difícil a convivência e o diálogo, pois eles se fecham em suas ideias e convicções e se isolam do restante da equipe. O papel do líder é fundamental no processo das relações interpessoais. Ele precisa ter habilidades especialmente importantes nas relações: são competências assertivas, humanizadas e conciliadoras, conduzindo a equipe de forma harmoniosa e coesa. Boas Relações Interpessoais e Clima Organizacional Positivo Para que o clima organizacional seja harmonioso e as pessoas tenham um bom relacionamento interpessoal, é necessário que cada um deixe de agir de forma individualizada e egoísta, promovendo relações amigáveis, construtivas e duradouras. Agir como um verdadeiro time. Clima harmonioso não significa ausência de conflito ou um ambiente sem qualquer desordem ou desentendimentos, mas quando um problema ocorre é o respeito e a colaboração de todos que prevalece, pois os objetivos compartilhados dentro da empresa são comuns. O mais interessante é que o alto nível de qualidade nos relacionamentos internos é um dos fundamentos da riqueza material, pois empresas que possuem relações interpessoais positivas tendem a ter resultados mais positivos. Ambiente de Trabalho Hostil – Como Lidar? Um ambiente de trabalho hostil é geralmente definido como um ambiente de trabalho que abriga o comportamento discriminatório ou assédio. Este tipo de comportamento não precisa afetar todos os empregados da empresa. Basta uma pessoa ser impactada negativamente pelo ambiente para que possa ser considerado hostil. Em muitos aspectos, o termo é um pouco subjetivo e embora pareça vagamente legalista, não existem geralmente quaisquer consequências jurídicas ou ramificações a menos que o comportamento envolve algum tipo de discriminação, ou seja possível provar um abuso sistemático de poder ou autoridade. Mesmo sendo em pequeno grau pode afetar a produtividade dos funcionários e a linha de fundo da empresa. Também pode causar problemas com a moral e a cultura corporativa geral. Por estas razões muitas empresas procuram maneiras de chegar aos empregados em todos os níveis para medir sua satisfação e procurar formas de correção de problemas de hostilidade, antes que eles saiam fora de controle. Por que isso acontece Outros nomes para um ambiente de trabalho hostil pode incluir “intimidar o ambiente de trabalho,” “ambiente de trabalho abusivo” ou “ambiente de trabalho ofensivo.” Há inúmeras razões pelas quais as pessoas podem usar esses termos para descrever situações hostis no trabalho, mas a maioria dos casos resume as interações interpessoais e os padrões gerais de relacionamentos entre pessoas com autoridade e aqueles que são em níveis hierárquicos abaixo. Enquanto um ambiente de trabalho hostil pode assumir muitas formas, algumas características comuns incluem abuso verbal e agressividade sobre territórios ou limites. Concorrência excessiva, jogos de poder, desafios desnecessários e o enfraquecimento do trabalho de uma pessoa também podem ser parte disso, assim como qualquer outro meio de sabotar a produtividade. Assédio sexual também faz parte do que se considera ambiente de trabalho hostil. Isto inclui o uso de linguagem sexual ou discriminatória, soslaio sexual ou olhar agressivo, contato físico não permitido, linguagem inadequada e gestos obscenos. Inclusões e exclusões comuns As questões que caracterizam um ambiente de trabalho hostil são difíceis de serem identificadas, por a questão é bastante subjetiva. Depende muito das circunstâncias e as pessoas envolvidas. Mesmo assim, especialistas em recursos humanos afirmam que o termo é melhor usado para descrever padrões de comportamento problemático. Nem todos os comportamento negativos são considerados assédio e atitudes como provocações indesejados, comentários isolados, não caem sob a definição. Isto é particularmente verdadeiro quando o problema é decorrente de uma só pessoa, um colega de trabalho, por exemplo. A intimidando vinda de um superior, pode qualificar-se, porém, particularmente que se acontece diversas vezes e em vários contextos e se esse tipo de comportamento é reforçado em outros aspectos da vida de trabalho, como nas reuniões, ou com a participação de outros membros da equipe. Colocando a culpa Muitas vezes é uma suposiçãocomum que a hostilidade no local de trabalho venha principalmente de um chefe, funcionário ou colega de trabalho. Estes são frequentemente os mais prováveis responsáveis e são também os casos mais comuns. Eles não são as únicas possibilidades, no entanto. Qualquer pessoa envolvida ou em contato com o local de trabalho pode ser considerada um antagonista, dependendo das circunstâncias. Clientes, empreiteiros independentes, convidados ou até mesmo outros fornecedores com quem uma pessoa tenha de trabalhar podem fazer um ambiente de trabalho inóspito. Impactos maiores O funcionário costuma ser a primeira vítima de um ambiente de trabalho hostil. Mas os efeitos vão além. Ambiente de trabalho negativo também pode afetar os negócios e os resultados da empresa. Os funcionários que se sentem perseguidos ou atormentados por nenhum motivo justificável a princípio, podem passar as suas horas de trabalho preocupados com a ameaça real ou percebida, frequentemente formulando defesas ou outra forma de lidar com a questão. Isso pode causar uma grave queda na produtividade. Outros observadores podem também ser afetados indiretamente. Espectadores que presenciam uma pessoa ou grupo de pessoas sendo mal tratados, podem parar de se comunicar e compartilhar suas ideias de forma livre e aberta, por medo de possíveis represálias. Esse tipo de comportamento muitas vezes é impulsionado pelo desejo de não ser notado para não virar um possível alvo. Quando a palavra se espalha que há hostilidade em um determinado ambiente de trabalho, reverter a situação se torna mais complicado e a empresa também pode ter dificuldade em atrair as pessoas certas para as posições em aberto. Implicações legais A maioria dos lugares não tem leis específicas contra a hostilidade no local de trabalho. Isto não significa, no entanto, que não existem sempre consequências jurídicas ou ramificações para situações verdadeiramente notórias. Em alguns casos, as circunstâncias sob as quais se desenvolve a hostilidade podem ser ilegal. Por exemplo, assédio ou intimidação que ocorre em função de raça, religião, nacionalidade, idade, sexo ou deficiência, pode ser motivo para análise jurídica e pena. Para ser punível, no entanto, o assédio deve ser comprovadamente grave e generalizado. Ttambém deve ocorrer repetidamente, para que possa ser interpretado como uma séria questão legal. Estratégias e soluções É do interesse dos proprietários certificarem-se de que todos os locais de trabalho são hospitaleiros lugares, onde os funcionários podem liberdade e satisfação para desenvolverem suas atividades e o seu potencial. Existem diferentes maneiras de alcançar esse objetivo. Uma delas é realizar de forma periódica, as pesquisas de satisfação, abrir a comunicação entre líderes e trabalhadores, além de oportunizar os colaboradores também avaliarem seus superiores, desde que essas avaliações sejam uma via de mão dupla, com base na justiça, profissionalismo e respeito. Nem sempre há uma maneira de evitar a hostilidade no local de trabalho, mas as empresas que fazem esforços para reconhecê-lo, removê-lo, promovendo canais positivos de comunicação, são as que atingem os melhores resultados. Organização no Ambiente de Trabalho Algumas pessoas acreditam que viver com um pouco de desorganização pode ser o segredo para a criatividade. Por outro lado, muitas pessoas se sentem improdutivas e dispersas em meio à falta de arrumação. Um pouco de desorganização pode sim trazer mais criatividade para algumas pessoas, porém viver de forma totalmente desorganizada não é nada saudável, principalmente porque a organização ou a falta dela pode influenciar diretamente o seu estado de espírito. O que é ser organizado? Ser uma pessoa organizada significa viver de forma mais produtiva e com mais qualidade. Ser organizado no ambiente de trabalho, por exemplo, pode te fazer poupar tempo (achando rapidamente um e-mail que você precisa) ou ter mais qualidade na atividade que está executando (focando mais no que está fazendo do que nas distrações causadas pela bagunça). Por que ser organizado? Por vários motivos, um deles é que isso pode facilitar muito a sua vida. Se você criar o hábito de arrumar as coisas logo após terminar de usar, por exemplo, não precisará perder tempo fazendo a arrumação durante horas ou dias. Outro bom motivo é que ser organizado pode influenciar positivamente o seu dia. Manter seu ambiente limpo e arrumado pode fazer bem para você e para o seu humor. Esses são apenas alguns exemplos, mas em resumo, ser organizado só traz benefícios, tanto para sua vida pessoal quanto para outras áreas da sua vida. Benefícios de Um Ambiente de Trabalho Organizado Um ambiente de trabalho organizado permitirá produtividade e criatividade. Aqui vão algumas idéias simples: Descarte Como na organização de qualquer ambiente comece com o descarte. Elimine catálogos velhos, folders, material que não é usado e tudo aquilo que não deveria estar lá e não serve para a execução do trabalho. Cada Coisa em Sua Casa Defina um local para cada item do escritório. Canetas, tesoura, arquivos, livros, agenda, papel, etc. Dessa maneira quando alguém precisar de algo, basta procurar no local determinado. Elimine o Caos da Sua Mesa Uma área de trabalho bagunçada reduz o espaço físico necessário para a produtividade, bloqueia a criatividade, aumenta as chances de se perder no meio do caminho e eleva drasticamente o estresse. Certifique-se de que há espaço suficiente. Mantenha uma lixeira próxima a sua mesa, também servindo de incentivo para realizar uma manutenção diária. Retire da sua área de trabalho todos os objetos que não precisa. Mantenha apenas algumas peças inspiradoras de que você realmente goste e que façam algum sentido, mas na parte de trás de sua mesa de trabalho (como um balcão), pois você precisa manter essas coisas fora do caminho. Planeje seu Local de Trabalho para ser mais Funcional Pense em como você usa este espaço diariamente. Se você com pagamento de contas, por exemplo, mantenha uma caneta, calculadora, bloco para rascunho e outros suprimentos necessários nessa área. Isso irá contribuir para tornar a sua tarefa mais fácil e eficiente. Use Objetos Organizadores Cestos, bandejas, organizadores de mesa, pastas e porta-arquivos. Essas ferramentas podem ajudar a tornar seu trabalho organizado e produtivo. Mas antes de comprar qualquer uma dessas ferramentas, não se esqueça de se certificar-se que realmente será útil. Faça as seguintes perguntas: Por que eu preciso dessa ferramenta? Essa ferramenta é mesmo a melhor para o meu tipo de trabalho? Devolva os Objetos no Lugar Quando você estiver usando qualquer objeto no trabalho, coloque tudo de volta em seu lugar assim que terminar ou no fim do dia. Não deixe seu espaço se transformar em um caos. Agindo assim, da próxima vez que você retornar à sua área de trabalho, você terá um espaço convidativo, o que permitirá que você comece a trabalhar sem demora. Referências Bibliográficas • Techy A, Siena C, Helfenstein M Jr. O exercício legal da medicina em LER/DORT. Rev Bras Reumatol 49(4):473-9 2009. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rbr/v49n4/14.pdf>. 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