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ÚLCERAS GENITAIS POR DST INTRODUÇÃO Em 1999, a Organização Mundial de Saúde (OMS) estimou um total de 340 milhões de casos novos por ano de DST curáveis em todo o mundo; DST e modo de transmissão; Os agentes etiológicos infecciosos mais comuns nas úlceras genitais são: Treponema pallidum (Sífilis primária e secundária); HSV-1 e HSV-2 (Herpes perioral e genital, respectivamente); Haemophilus ducreyi (Cancroide); Chlamydia trachomatis sorotipo L1, L2 e L3 (LGV); Klebsiella granulomatis (Donovanose), entre outros.; A prevalência dos agentes etiológicos; Os aspectos clínicos das úlceras genitais. SÍFILIS SÍFILIS É uma doença infecciosa sistêmica; Causada pela bactéria Treponema pallidum; O treponema é capaz de penetrar via pele e mucosas íntegras. No homem, localiza-se mais frequentemente no sulco balanoprepucial e na glande; Na mulher, nos pequenos lábios, na parede vaginal e no colo uterino; As lesões desaparecem mesmo se a doença não for tratada; Os jovens são os mais acometidos. SINAIS E SINTOMAS Feridas nos órgãos sexuais; Ínguas; Não coçam; Não doem; Manchas; Queda de cabelo; Cegueira; Doença cerebral; Problemas cardíacos; Podendo levar à morte. A sífilis classifica-se conforme o tempo de evolução: Recente (menos de um ano); Tardia (mais de um ano). A depender do tipo de lesão, podem ser: Primária; Secundária; Terciária. *Os maiores sintomas ocorrem nas duas primeiras fases. SÍFILIS PRIMÁRIA Lesão rosada; Fundo limpo; Base endurecida; Bordas elevadas; Única; Móvel; Indolor; Múltipla. SÍFILIS SECUNDÁRIA Em 25% dos pacientes não tratados na fase primária, a sífilis retorna disseminando pelo organismo; Erupções cutâneas generalizadas e simétricas; Posteriormente surgem pápulas simples e escamosas; São lesões úmidas e apresentam odor ativo. SÍFILIS TERCIÁRIA É a forma mais grave da doença podendo apresentar sinais e sintomas após 3 a 12 anos do contágio; Apresenta 3 tipos de manifestações: Goma sifilítica Sífilis cardiovascular Neurosífilis TRANSMISSÃO De pessoa para outra; Transfusão de sangue contaminado; Via transplacentária. DIAGNÓSTICO Podendo ser feita a olho nu; Quando não há evidencia de sinais e ou sintomas, é necessário fazer um teste laboratorial ou teste rápido; consistem em testes treponêmicos qualitativo da presença de anticorpos IgG e IgM anti-Treponema pallidum. PROFILAXIA Adoção de práticas sexuais seguras; Os indivíduos com sífilis primária ou secundária devem evitar o contato sexual; Os parceiros devem ser submetidos à triagem com um exame de pesquisa de anticorpos. SÍFILIS CONGÊNITA SÍFILIS CONGÊNITA É a transmissão da doença da mãe para filho; Pode causar má-formação do feto, aborto ou morte do bebê; O teste para detectar a sífilis é durante o pré-natal. SINAIS E SINTOMAS Estão presentes já nos primeiros meses de vida; Ao nascer, a criança pode ter pneumonia, feridas no corpo, cegueira; dentes deformados, problemas ósseos, surdez ou deficiência mental; Em alguns casos, a sífilis pode ser fatal. DIAGNÓSTICO O diagnóstico se dá por meio do exame de sangue e deve ser feito no primeiro e no último trimestre da gravidez e antes do parto, já na maternidade; O maior problema da sífilis é que as mulheres não sentem nada e só vão descobrir a doença após o exame. CANCRO MOLE CANCRO MOLE O cancro mole, também conhecido como úlcera mole venérea ou cancróide, é uma doença sexualmente transmissível (DST), que tem como agente etiológico, a bactéria Haemophilus ducreyi. Esta é uma bactéria gram-negativa, imóvel e difícil de ser cultivada em meios artificiais. *Trata se de um pequeno bacilo anaeróbio facultativo com dimensões de 1,5x0,5 micrometros, com tendência a formação de cadeias(estreptobacilos). Sinais e sintomas Os primeiros sintomas são: dor de cabeça, febre e fraqueza -aparecem de dois a 15 dias após o contágio. Depois, surgem pequenas e dolorosas feridas com pus nos órgãos genitais, que aumentam progressivamente de tamanho e profundidade. A seguir, aparecem outras lesões em volta das primeiras. Após duas semanas do início da doença, pode aparecer um caroço doloroso e avermelhado na virilha (íngua), que pode dificultar os movimentos da perna de andar. Esse caroço pode drenar uma secreção purulenta esverdeada ou misturada com sangue. Nos homens, as feridas aparecem na cabeça do pênis (glande). Na mulher, ficam na vagina e/ou no ânus. Nem sempre, a ferida é visível, mas provoca dor na relação sexual e ao evacuar. SINAIS E SINTOMAS No homem localiza-se na glande do pênis; Na mulher pode apresentar múltiplas lesões nos pequenos e grandes lábios. TRANSMISSÃO A transmissão ocorre pela relação sexual com uma pessoa infectada sem o devido uso de preservativo; Sendo o uso da camisinha a melhor forma de prevenção. DIAGNÓSTICO Aspectos clínicos Laboratorial Biopsia Diagnostico diferencial BALANITES/ BALANOPOSTITES BALANITE/ BALANOPOSTITE A Balanite provoca a inflamação da glande peniana em homens circuncidados podendo ocorrer em qualquer idade, enquanto balanopostite e a inflamação do prepúcio e da glande em homens não circuncidados. SINAIS E SINTOMAS Os sintomas mais comuns incluem vermelhidão, irritação, coceira e dor na glande. Pode variar desde uma pequena mancha vermelha confinada a uma parte da glande, até a glande toda se tornar avermelhada, inchada e dolorosa. Às vezes há uma secreção espessa, purulenta que é produzida abaixo do prepúcio. Inicio Avançado TRANSMISSÃO Há diversas forma de transmissão, entre elas estão: - Higienização; - Infecções não sexualmente transmissíveis; - Infecções sexualmente transmissíveis. DIAGNÓSTICO Um médico pode diagnosticar facilmente a balanites, pelo aspecto vermelho e inflamado da extremidade do pênis (glande). Em alguns casos, a causa mais provável pode ser determinado pela aparência da inflamação. PROFILAXIA Lava-se a extremidade do pênis (glande) a cada dia. Puxar o prepúcio para trás enquanto suavemente na banheira ou no chuveiro você a lava.Em seguida segue; Lave sempre as mãos antes de ir ao banheiro principalmente se estiver manuseando produtos químicos; Prefira o uso de camisinhas que e projetado para pele sensível se este for o seu caso; Sempre usar o preservativo ao ter relações sexuais; Evite sabonetes quando a glande estiver inflamada. HERPES HERPES Herpes genital é uma doença contagiosa viral (DST), de ocorrência muito frequente, afetando milhões de pessoas em todo mundo. A infecção é causada pelo vírus Herpes simples (HSV) responsável por lesões cutâneas. Existem dois tipos de vírus do herpes simples HSV: HSV 1 e HSV 2; Tanto o tipo I quanto o tipo II podem causar herpes genital; Nem todas as pessoas infectadas se tornam doentes. SINAIS E SINTOMAS Pequenas bolhas na região genital, que se rompem, formando feridas; Antes das bolhas, podem haver sintomas como, formigamento, ardor, coceira no local, febre e mal-estar; As bolhas se localizam na parte externa da vagina e na ponta do pênis. TRANSMISSÃO O herpes genital é transmitido por meio de relação sexual (oral, anal ou vaginal), sem CAMISINHA, com uma pessoa infectada. Em mulheres, durante o parto, o vírus pode ser transmitido para o bebê se a gestante apresentar lesões por herpes. DIAGNÓSTICO É essencialmente clínico (anamnese e exame físico) A cultura e a biópsia são raramente utilizados. PROFILAXIA Manter relação sexual usando sempre CAMISINHA, múltiplos parceiros e sexo oral. LINFOGRANULOMA VENÉREO (LGV) LINFOGRANULOMA VENÉREO O linfogranuloma venéreo é uma doença sexualmente transmissível causada pela bactéria Chlamydia trachomatis que provoca feridas cheia de líquido, indolores,na região íntima que nem sempre são percebidas. SINAIS E SINTOMAS Feridas na região íntima que geralmente curam-se por si só (de 3 a 5 dias) e podem passar despercebidas. Posteriormente elas voltam a aparecer com aspecto inflamado e com a presença de pus e sangue, acompanhadas de: - Febre; - Mal-estar; Suor noturno; Inflamações no reto ; - Íngua inflamada da região inguinal, que se não for tratada adequadamente, evolui para o rompimento espontâneo e saída de pus. TRANSMISSÃO Ocorre pelo sexo desprotegido com uma pessoa infectada. DIAGNÓSTICO O diagnóstico é basicamente clínico (íngua, elefantíase genital, estenose uretral, etc). A comprovação laboratorial é ocasional. PROFILAXIA As infecções genitais por Chlamydia trachomatis são prevenidas por práticas sexuais seguras (CAMISINHA) e higienização após o coito. Não há vacina. DONOVANOSE (GRANULOMA INGUINAL) DONOVANOSE (GRANULOMA INGUINAL) A Donovanose, também conhecida como granuloma inguinal, e uma enfermidade benigna, de evolução crônica provocada por uma bactéria Gram-negativa, denominada Calymatobacterium granulomatis; Acomete preferencialmente pele e mucosas das regiões genitais, perianais e inguinais; O reservatório é o homem; Acontece em climas tropicais e subtropicais; É pouco freqüente; A contagiosidade é baixa. CLASSIFICAÇÃO CLÍNICA Genitais e perigenitais Ulcerosas Ulcero-vegetantes Extra-genitais Sistêmicas CLASSIFICAÇÃO CLÍNICA Genitais e perigenitais Ulcerosas – Apresentam grandes dimensões, secreção abundante, auto-inoculação (dobras), aspecto carcinomatóide. - Com bordas hipertróficas - Com bordas planas CLASSIFICAÇÃO CLÍNICA Ulcero-vegetantes – Acontece com maior freqüência, com abundante tecido de granulação (sangra facilmente). Vegetantes: É pouco freqüente, ulceras pequenas, limitadas e com pouca secreção. Elefantiásicas: Ocorre após as formas ulcerativas. Alterações linfáticas, e em mulheres, causa elefantíase em genitália. Extra-genitais - Acontece após práticas sexuais anormais ou extensão do foco inicial. Por exemplo, em gengivas, axilas, parede abdominal e couro cabeludo. Sistêmicas - Acontece em áreas endêmicas, com manifestações ósseas, articulares, hepáticas, esplênicas e pulmonares. Por exemplo, pode ocorrer alterações do estado geral, toxemia, febre, anemia e perda de peso. SINAIS E SINTOMAS Inicia-se com um nódulo ou papula, no local da inoculação que erosa levando a formação de uma ulcera, chamada de ulcera “em espelho” por apresentar fundo amoleciso e vermelho vivo. Cresce lentamente, sangra com facilidade e é indolor. TRANSMISSÃO A transmissão é feita provavelmente por contato direto com lesões, durante a atividade sexual. Entretanto, esse ainda é assunto controvertido. A ocorrência em crianças e pessoas sexualmente inativas e a variedade da doença em parceiros sexuais de pacientes com lesões abertas são dados que se contrapõem ao estabelecimento definitivo da transmissão sexual exclusiva da doença. DIAGNÓSTICO O diagnóstico é laboratorial e é realizado através da pesquisa direta dos corpúsculos de Donovan, obtido através de esfregaço de biopsia da ulceração por Punch e pela biopsia realizada na ulceração. PROFILAXIA Uso de preservativo em qualquer tipo de contato íntimo; É importante verificar se o ferimento está protegido com o preservativo, pois se a ferida exposta entrar em contato com o parceiro, a donovanose corre grande risco de ser transmitida. Evitar o contato íntimo enquanto ainda existirem sintomas da doença; Realizar o auto-exame dos órgãos genitais, observando se o cheiro, cor, aparência e pele possuem alguma anormalidade, ajudam a identificar mais rápido a existência da donovanose e fazer a intervenção médica da forma mais breve possível. CONDILOMA ACUMINADO (HPV) CONDILOMA ACUMINADO (HPV) O HPV é o agente de uma doença sexualmente transmissível (DST), Condiloma Acuminado. Atualmente, existem mais de 100 tipos de HPV, alguns deles podendo causar câncer, principalmente no colo do útero e no ânus. Entretanto, a infecção pelo HPV é muito comum e nem sempre resulta em câncer. SINAIS E SINTOMAS Verrugas de tamanhos variáveis. No homem, é mais comum na cabeça do pênis (glande) e na região do ânus. Na mulher, os sintomas mais comuns surgem na vagina, vulva, região do ânus e colo do útero. As lesões também podem aparecer na boca e na garganta. TRANSMISSÃO A principal forma de transmissão desse vírus é pela via sexual, que inclui o contato oral-genital, genital-genital ou mesmo manual-genital. Porem, a infecção pode ocorrer mesmo na ausência de penetração vaginal ou anal. DIAGNÓSTICO O condiloma acuminado primeiramente pode ser diagnosticado através de um bom exame clínico. Teste de ácido acético; Biópsia; Papanicolau; Colposcopia. PROFILAXIA Como a forma mais freqüente de aquisição da infecção é sexual, as medidas de prevenção das DST são as mais importantes, tais como: Uso do preservativo (camisinha) nas relações sexuais; Evitar múltiplos parceiros sexuais; Realizar exame ginecológico periódico (ideal a cada 6 meses); Realizar o exame de Papanicolaou pelo menos uma vez por ano. Vacina PREVENÇÃO As infecções sexualmente transmissíveis são essencialmente transmitidas por sexo vaginal, anal e oral. Embora pareça clichê, a forma de prevenção para todas essas DST’s ainda seja o sexo seguro, o uso de camisinha; Saiba que a camisinha reduz o risco, mas não elimina a possibilidade de infecção ou de transmissão do vírus; Se você tiver uma vida sexual ativa faça exames médicos periodicamente. Obrigada pela atenção!