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FUDAMENTAÇÃO TEÓRICA 
Segundo Plaza (2011), a reverberação está associada à reflexão da onda sonora em obstáculos. Por esse motivo próximo a fonte do som, o som direto será o predominante, e quando distante dela, o som reverberado terá maior importância. 
De acordo com De Marco (1982), a reverberação incide incide de três modos na distribuição do som no recinto: 
Como a absorção dos diversos materiais é rigorosa com relação à frequência, o espectro do som reverberante não coincide com o do som direto. 
Uma vez que os materiais absorventes não serão distribuídos homogeneamente no ambiente, a distribuição espacial do som não é homogênea. 
O som reverberante persiste certo tempo no local, mesmo quando a fonte deixa de emitir som. 
Quando ocorre o terceiro tópico, de acordo com Plaza (2011), será possível a persepção do som, podendo esse pertubar a inteligibilidade da apresentação. Mas caso o contrário ocorra, ou seja, o som desaparecer imediatamente, ocorrerá dificuldade na audição em pontos afastados. 
Entende-se por tempo de reverberação (TR) o tempo necessário para que o nível de pressão sonora de determinado ambiente caia de 60 dB a partir do momento em que a fonte de excitação for extinta ou desligada (Silva, 1971)
Várias fórmulas analíticas vêm sendo aplicada para avaliar o TR. Dentre estas, a fórmula de Sabine é amplamente utilizada, particularmente em ambientes pouco absorventes (abaixo de 0.5).
A fórmula de Sabine, segundo Kinsler et al,(1982) pode ser expressa por:
TR = ((0.161 * V))⁄(∑ Sα) (1)
Sendo: 
TR, o tempo de reverberação em segundos; 
V= volume do local dado em m3 ;
S área da superfície em m2 ;
α o coeficiente de absorção do material(ais) em uma dada frequência e 
 Σ indica o somatório de S vezes para todas as superfícies do local.
Observa-se que o tempo de reverberação é diretamente proporcional ao volume do ambiente e inversamente proporcional à sua área de absorção. O modelo teórico, de acordo com Kinsler et al, (1982), da equação (1) requer que o ambiente apresente campo sonoro difuso, que consiste numa região onde a densidade média de energia é a mesma em qualquer ponto e todas as direções de propagação são igualmente prováveis, ou seja, o som é refletido muitas vezes enquanto se propaga, criando uma região homogênea no que se refere à distribuição sonora.
Inicialmente, segundo Navarro et al, (2004), o trabalho de Sabine foi limitado à frequência de 500 Hz, de modo que quando a expressão tempo de reverberação é usada sem especificação de nenhuma frequência em particular, entende-se que se refere a esta frequência. Desse modo, torna-se mister especificar em que frequência o TR está sendo calculado.
Já para locais onde há absorção média elevada (0.5 ou superior), adota-se de acordo com Plaza (2011), a equação de Norris- Eyring, apresentada abaixo, onde ā é o coeficiente de absorção médio ponderado em superfície e S a superfície total absorvente. 
TR = (0,161 ∗ 𝑉)/(−2,3 ∗ 𝑆 ∗ log(1 − ā)) (2)
Também de acordo com Plaza (2011), quando feito um projeto acústico, deve-se ser calcular o tempo de reverberação para as várias frequências correspondentes ao tipo de som que será produzido no recinto. Em seguida, deve-se comparar os valores obtidos com o tempo de reverberação ideal/ ótimo.
Segundo o roteiro estabelecido pela NBR12179/1992, o valor de aceitação para o tempo de reverberação pode ser obtido através do gráfico apresentado na Figura 1, com tolerância de 10%.
Figura 1: Tempo ótimo de reverberação segundo NBR12179/1992
Na pratica realizada em sala a foi utilizado como fonte os balões e o “ Clap” e como receptor aparelhos celulares, que tinham instalados nessa linha de medições acústicas, aplicativos como (AppAcoustiC, ClapIR, (seeth música e áudio), Riverbero (OSC Innovation), APM Tool (suonoevita) e OpeNoise) o quais conseguem medir o tempo de reverberação e alguns outros parâmetros acústicos úteis para a acústica arquitetônica. Medições feitas nesses aparelhos servem apenas como informativo da situação, não substituindo as medições feitas com os medidores de nível de pressão sonora, ou sonômetros, com filtros de frequência e microfones de precisão. Esses aplicativos nos permitem estimar o tempo de reverberação para as principais frequências (250 Hz, 500 Hz, 1 kHz e 2 kHz), dependendo do nível de ruído de fundo do ambiente e do tipo de aparelho utilizado.
	
REFERÊNCIAS : 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR12179 NB 101:Tratamento Acústico em Recintos Fechados. Rio de Janeiro: ABNT, 1992.
DE MARCO, C.S. Análise acústica de auditórios musicais depois de construídos. 2009. 115 p. Tese (Doutorado em Arquitetura) – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília, Brasília. 2009.
KINSLER, Lawrence E. et al. Fundamentals of acoustics.3 rd edition. USA: Wiley, 1982.
NAVARRO, Manuelina Porto Nunes. et al. Estudo do conforto acústico em ambientes de praça de alimentação em shopping centers. I CONFERÊNCIA LATINO AMERICANA DE CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL X ENCONTRO NACIONAL DE TECNOLOGIA DO AMBIENTE CONSTRUÍDO 18-21 julho 2004, São Paulo.
PLAZA, Conrado Vidotte. Projeto de melhoria do desempenho acústico e termo-energético do cinema Cine São Carlos. Trabalho de Conclusão de Curso (Engenharia Civil) – Universidade de São Paulo, São Carlos. 2011.
SILVA, Pérides. Acústica Arquitetônica. Belo Horizonte: Edições Engenharia e Arquitetura, 1971.