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REVISÃO BCO AULAS 13 A 15
QUESTÃO 1
Os gregos honravam seus deuses de várias maneiras. Uma delas consistia em lhes consagrar oferendas. Uma outra era oferecer-lhes espetáculos de cantos, de músicas ou de danças. Uma terceira, enfim, era organizar concursos nos quais artistas e atletas rivalizavam em diversas provas, conforme regras previamente definidas. A participação tanto do público quanto do concorrente eram essenciais para os festivais pan-helênicos, neles haviam 4 jogos: olímpicos, os píticos, os nemeus e os ístmicos. Os dois primeiros ocorriam a cada quatro anos, os dois últimos, a cada dois.
As peças teatrais gregas que temos conservadas são fruto de festivais locais, atenienses. Em Atenas havia inúmeras festas religiosas, em algumas das quais ocorriam concursos dramáticos. Os festivais dramáticos atenienses estão intimamente associados ao deus Dioniso. Ele é o deus da videira, do vinho, do delírio místico e do teatro, celebrado em animadas procissões que seriam a origem da comédia. É também um deus de origem rural e, por conseguinte, popular e está associado à fertilidade.
QUESTÃO 2
O teatro grego se baseia em dois grandes subgêneros: a tragédia e a comédia. Na tragédia grega vemos que ela se baseia nos grandes mitos, sempre de um modo tradicional, sem inovações nos temas. Nela encontram-se os mesmos mitos, escritos por diversos tragediógrafos, em suas abordagens distintas.
Já na comédia, ao contrário da tragédia, existe uma abordagem variada e atual dos mitos, nela se parodia o caráter sério e trágico, por muitas vezes, colocando os deuses em situações ridículas. Na comédia nova não podemos deixar de citar Meneandro, que aborda o âmbito familiar e suas relações. 
QUESTÃO 3
Sobre à filosofia, pode-se afirmar que foi um dos primeiros gêneros literários a utilizar a prosa para a transmissão de seus textos. Sua criação é antiga, e atribui-se isto à Pitágoras, embora não possa ser comprovada esta afirmação. Como podemos ver que a filosofia se relaciona ao mito pelos gêneros literários e pela metrificação em prosa, também podemos relacionar pelo o fato dos filósofos buscarem passar seus conhecimentos para os próximos, assim como os mitos que eram contados de geração à geração.
QUESTÃO 4
Nós somos os prisioneiros da caverna e tudo o que temos visto durante nossa vida são apenas sombras toscas e ilusórias. A caverna, com sua escuridão, é o símbolo da ignorância e nós estamos nela aprisionados desde nosso nascimento. Nem sequer sabemos que há algo fora da caverna. As cadeias que nos prendem são o sinal de nosso imobilismo, físico, em um certo sentido, mas sobretudo intelectual. Se nos livramos dos grilhões, precisamos ser levados à força para o caminho de subida. Quando nos deparamos com alguma luz, isto é, com algum conhecimento mais aprofundado, sentimos um incômodo, inicialmente. Nossa inteligência sofre, como sofreriam nossos olhos, se, na escuridão, tivessem de olhar para a luz. Ao sermos retirados da caverna (símbolo de nossa indigência intelectual), encontramos um mundo luminoso, que causa um grande desconforto a nossos olhos (símbolo de nossa inteligência), pois eles não estão habituados e preparados para olhar diretamente para objetos iluminados (como nossa inteligência, apenas liberta da escuridão da ignorância, não conseguiria compreender facilmente verdades mais elevadas). O quadro traçado por Platão mostra-nos o percurso para o alto que devemos fazer para nos libertar da caverna-ignorância e isso se faz com a educação, mais especificamente, segundo nosso filósofo, com uma educação filosófica. A filosofia é vista, portanto, como o meio de escaparmos da ignorância (=caverna) e de chegarmos a contemplar o Bem (=sol)
QUESTÃO 5	
A busca eterna da filosofia é a verdade, como consequência obtém-se o caminho para a admiração. E quando se encontra a verdade perdemos a ignorância que tínhamos antes dela, esses elementos são essenciais para a filosofia, mas não são suficiente. Somente quando uma parcela da sociedade consegue não apenas o necessário para a sobrevivência, mas ainda conforto e bem-estar, é que teve o ócio para dedicar-se à busca da sabedoria, isto é, à filosofia.
AULAS 16 E 17
QUESTÃO 1, 2 E 3
Quando se trata da crítica ao ridicularizar Sócrates, temos como consequência o impacto causado pela filosofia nos hábitos, valores e instituições gregas, nos remetendo provavelmente ao primeiro confronto entre a razão e a fé no Ocidente. 
O destinatário mais importante para Aristófanes é o coro, público, tendo assim como aspiração principal do autor a atração e simpatia dos espectadores.
Sócrates é um indivíduo conhecido e facilmente identificado, e apresentava um modelo de educação que corrompia a juventude, segundo a peça Nuvens.
QUESTÃO 4
Expressões ricas de significados em nossa língua podem ter sido retiradas dos Evangelhos cristãos, tais como as parábolas, que trazem ensinamentos, mas também acabaram se tornando comuns na Língua Portuguesa, “separar o joio do trigo”, por exemplo, ganhou o significado de separar o que é bom do que é ruim. Alguns ditados populares não necessariamente provêm de parábolas, mas sim de trechos de pregação de Jesus, “ver para crer”, por exemplo, é originado da passagem do apóstolo São Tomé que não acredita quando os outros dizem que Jesus ressuscitou. Outro dito provindo de passagens bíblicas é “atirar a primeira pedra”, ser o primeiro a acusar alguém. Tais expressões podem ser assimiladas à poesia gnômica e sapiencial, pois todas elas retratam e passam ensinamentos, de caráter breve e filosófico, que direcionam a uma conduta correta a ser seguida, a fim de exprimir a riqueza da existência humana e o indivíduo possa alcançar alguma felicidade.
AULAS 18 A 20
QUESTÃO 1
Santo Agostinho ,bispo de Hipona, doutor da Igreja, um dos escritores maiores do cristianismo, teólogo de suma importância, cuja obra exerceu, desde a Antiguidade e durante toda a Idade Média, uma enorme influência na cultura ocidental. A influência de sua obra no pensamento e na cultura ocidentais é inegável. Agostinho é lido durante toda a Idade Média, marcando profundamente o pensamento filosófico e teológico, moldando a cristandade e representando um importante canal para a incorporação de elementos da cultura clássica ao cristianismo. Das suas mais de cem obras, algumas são verdadeiras obras-primas. 
QUESTÃO 2
Encontramos em Santo Agostinho passagens nas quais critica a literatura e o teatro. As críticas vêm de um Agostinho já convertido, cristão, o que poderia nos levar a associá-las ao cristianismo. A questão, no entanto, não é tão simples. Homero foi vitimado por Platão e a comédia grega foi censurada em plena Atenas do séc. V a. C., em um ambiente totalmente pagão. Na Grécia, o gênero dramático – tragédia e comédia – pertence ao âmbito da poesia. Em outras palavras: teatro é poesia. E, para Platão, a poesia é uma espécie de imitação.O mundo das Ideias é o mundo verdadeiro. Nosso mundo sensível é uma cópia desse mundo real e as artes, no geral, produzem obras que são cópias do mundo sensível. Uma obra de arte seria, assim, a cópia de uma cópia. A preocupação maior de Platão é que as crianças e os jovens sejam expostos a maus exemplos transmitidos pelos mitos narrados na poesia, pois estão em uma idade em que são por um lado bastante impressionáveis, por outro, muito imaturos para julgar o que é certo ou errado. E Platão, por fim, propõe que não se aceite o poeta na cidade, pois este, com suas composições, desperta, alimenta e fortalece a parte maldosa da alma.
QUESTÃO 3
Boécio, Cassiodoro e Santo Isidoro de Sevilha se desincumbiram da tarefa, de traduzir do grego para o latim obras importantes, compondo comentários sobre elas, compilando tratados sobre os diversos campos do saber, construindo uma enciclopédia etc. Os três autores – e muitíssimos outros com as mesma preocupações e projetos – são exemplos claros da cultura, do saber, da ciência e do livro (valorizados e fomentados durante o Medievo). Eles contribuíram também para a composição da Consolaçãoda Filosofia, obra em prosa e verso, ajudaram na composição das Instituições das letras divinas e profanas e na transmissão sistemática das 7 artes liberais antigas realizada por Cassiodoro e Santo Isidoro, o mesmo criou uma conexão permanente com a literatura e os autores antigos.
QUESTÃO 4
Santo Isidoro de Sevilha compõe, ele também, várias obras. Indiscutivelmente, a mais importante e cuja influência durante toda a Idade Média é imensa são as sua Etimologias ou Origens, uma grande enciclopédia do saber antigo em vinte livros, dedicada aos vários campos do saber, não apenas às sete artes liberais (ciências da linguagem e matemáticas), mas também à medicina, ao direito, à teologia, à zoologia, à geografia, à arquitetura, à mineralogia, à agricultura, à economia doméstica etc. O título da obra – Etimologias ou Origens – vem do método que ele utiliza para explorar os diversos temas nela tratados. Isidoro parte da origem etimológica dos termos para explorar seu sentido e estudar os conceitos por eles expressos.

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