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TELHADO VERDE: SOLUÇÃO ECONÔMICA PARA REDUÇÃO TÉRMICA 
 
 
Uillians Beringui Loureiro 
Graduando Engenharia Civil, Centro Universitário Augusto Motta, Rio de Janeiro, Rj, Brasil 
uillians@outlook.com 
 
Dayvison Rabello Campos 
Graduando Engenharia Civil, Centro Universitário Augusto Motta, Rio de Janeiro, Rj, Brasil 
dayvisonrcampos@gmail.com 
 
Luiz Eduardo Amancio Aguiar 
Mestre em Engenharia Civil (UFF/RJ) 
 Centro Universitário Augusto Motta, Rio de Janeiro, Rj, Brasil 
leduaguiar@yahoo.com.br 
 
 
 
 
 
 
RESUMO 
O presente artigo aborda redução de custo com climatização no município do Rio de Janeiro. 
Faz uma análise sobre a ocupação populacional no município do Rio de Janeiro e este como 
impactou para o aumento da temperatura. Explica como um microclima funciona e como o 
desenvolvimento urbano atual o afeta. Descreve como o aumento da temperatura influencia 
uma empresa e apresenta uma forma de redução térmica não tradicional a ser utilizada 
concomitantemente com as formas tradicionais já utilizadas, de modo a minimizar as perdas 
causadas pelo microclima local (O microclima no município do Rio de Janeiro) e 
demonstramos que o telhado verde é eficiente na redução de custo em climatização. 
Palavras-chave: Redução de custo. Microclima. Redução térmica. Redução térmica não 
tradicional. 
 
 
 
 2 
 
GREEN ROOF: ECONOMIC SOLUTION FOR THERMAL REDUCTION 
ABSTRACT 
The present article adress reduction of cost with climatization in the county of Rio de Janeiro. 
It makes a analysis about the population occupation in the county of Rio de Janeiro and this 
how it impacted for the increase in temperature. Explains how a microclimate works and how 
the current urban development affects it. It outlines how the temperature increase influence 
a company and presents a form of non-traditional thermal reduction to be used concomitantly 
with the traditional forms already used, so as to minimize the losses caused by the local 
microclimate (The microclimate in the county of Rio de Janeiro), 
we demonstrate shown that the green roof is efficient in reducing costs in air conditioning. 
Keywords: Reduction of cost. Microclimate. Thermal reduction. Non-traditional thermal 
reduction. 
1 INTRODUÇÃO 
Com a atual taxa de crescimento urbano e de ocupações desorganizadas de áreas 
verdes (Martins, 2012), o microclima nas áreas urbanas tem se alterado gradativamente (Savi, 
2012), a temperatura nas grandes cidades se mantem em uma taxa de crescimento (Martini 
et al., 2013) causando maior uso de climatizadores, isso aumenta os custos variáveis nas 
empresas (Soares et al., 2012) e um agravamento para esta situação é a estiagem que faz 
aumentar a tarifa de luz (Cerqueira et al., 2015). 
2 JUSTIFICATIVA 
Nossa produção de equipamentos geradores de energia limpa é pequena (Silva, 2015) 
e o preço é alto, ao adotarmos uma solução alternativa (Savi, 2012), trazermos a redução de 
custos para a empresa sem um alto valor no investimento (Alberto et al., 2012). 
3 OBJETIVO 
Este artigo irá demonstrar como implantar um telhado verde para a redução custo com 
refrigeração em uma empresa. 
4 CARACTERÍSTICAS DO TELHADO VERDE 
Para um melhor entendimento do funcionamento do sistema de telhado verde, 
devemos entender o conceito de microclima. O microclima é ““estação climática própria de 
uma zona, que difere do padrão climático total, geralmente por influências locais 
particulares”” (Michaelis, 2016). 
 
 
 3 
 
O crescimento urbano e as atividades antrópicas altera o clima urbano, a falta de 
vegetação é um dos principais responsáveis para isso (Martini et al., 2013), a capacidade de 
reflexão solar (Albedo) que a vegetação tem é maior que a capacidade de reflexão que 
construções em concreto tem (Alves et al., 2014), a vegetação consegue diminuir a 
temperatura de forma indireta através da evapotranspiração e o sombreamento do solo 
mantém um elevado nível de umidade (Fig. 1), com a troca de vegetação e solo por concreto 
e asfalto, perdemos esses fatores que contribuem para a redução térmica (Mendes, 2014). 
Figura 1-Funcionamento do telhado verde. 
 
Fonte: Próprio autor. 
O telhado verde é uma técnica empregada há séculos em países frios como a 
Escandinávia (Fig. 2), para a preservação do calor no interior da construção e em países 
quentes como a Tanzânia para a redução térmica das edificações (Ferraz, 2012). 
Figura 2-Church of Funningus, Ilhas Faroe-Dinamarca. 
 
Fonte: Marco Grassi. 
 
 
 4 
 
Pode-se definir telhado verde como a aplicação de vegetação sobre a cobertura de 
uma construção (Visentin, 2015), sendo dividido em 3 classes: extensivo para plantas de 
pequeno porte, semi-intensiva para plantas de pequeno e médio porte e intensiva para 
plantas de pequeno, médio e de grande porte (Ferraz, 2012), sendo o intensivo o de maior 
manutenção (Baldessar, 2012). A limitação é o carregamento total sobre a estrutura (Cargas 
permanentes: Substrato saturado, vegetação saturada e equipamentos de rega; Cargas 
acidentais: Atividade a ser exercida, circulação de pessoas e equipamentos de manutenção.) 
(Savi, 2015), o telhado extensivo por ser o mais leve, é o indicado para obter somente a 
redução térmica (Neto, 2014). 
O telhado verde é estruturado da seguinte forma, conforme a Fig. 3: 1º Laje ou telhado 
com uma camada de impermeabilizante, podendo ser flexível ou rígido (Dependendo do tipo 
do impermeabilizante, este pode já servir como uma camada anti raiz), 2º Camada anti raiz, 
pode ser uma lona resistente, 3º Camada drenante, argila expandida, 4º Filtro drenante, 
manta geotêxtil, 5º Substrato, podendo ser substratos vegetais simples ou substratos 
químicos desenvolvidos especialmente para este fim e 6º Vegetação, está estará de acordo 
com o tipo de telhado verde e o tipo de substrato a ser aplicado (Costa, 2012). 
 
 
 
 
 
 
1. A impermeabilização é a camada mais importante, pois ela protegerá a construção 
contra água e a umidade (Soares, 2014), por ser de fácil aplicação, o uso de argamassa 
polimérica é o indicado (NBR 11905/2015); 
2. A anti raiz tem a função de bloquear as raízes para que estas não penetrem na 
impermeabilização e posteriormente na estrutura da laje, comumente é usado lonas 
de PEAD para esta função (Savi, 2015); 
Figura 3-Estrutura do telhado verde. 
6 – Camada vegetal; 
5 – Substrato; 
4 – Manta geotêxtil; 
3 – Camada drenante; 
2 – Manta anti raiz; 
1 – Impermeabilização. 
Fonte: Próprio autor. 
 
 
 5 
 
3. A cama drenante serve para reter umidade abaixo do solo e encaminhar o restante da 
água para o dreno próximo, mantendo o solo úmido e não saturado (Santos et al., 
2013); 
4. A manta geotêxtil impede a passagem de grãos porem é porosa o suficiente para a 
passagem de líquidos, deixando somente que a água passe do solo para a cama 
drenante abaixo dela, é usado bidim ou manta de algodão (Lucas et al., 2015); 
5. O substrato é a segunda camada mais importante, ela é onde a planta irá enraizar, 
devemos montar um substrato pensando tanto na parte vegetal como no peso que ele 
irá fazer sobre a laje (Recomenda-se o peso máximo de 150 kg/m² (NBR 6120/2000)), 
existem hoje substratos de alta tecnologia que com 5,00 cm de altura substituem até 
15 cm de solo mais pobre, fornecendo material orgânico e mineral por mais de uma 
década para a vegetação (Skygarden, 2014); 
6. A escolha das espécies vegetais é de grande importância, pois quanto maior a área 
foliar, maior será a transferência de calor do telhado verde (Catuzzo, 2013). 
Segundo Jobim (2013) as plantas têm a capacidade de refletir o calor e resfriar o ar no 
entorno por meio da evapotranspiração.A vegetação contribui de forma significativa para o 
estabelecimento de microclimas mais frescos em locais de pouca e média chuva. Através da 
evapotranspiração do solo como no processo de fotossíntese que auxilia na umidificação do 
ar, a temperatura diminui, assim, além do bloqueio da radiação direta do sol que diminui a 
temperatura da cobertura, todo o entorno se beneficia do processo de fotossíntese (Júnior et 
al., 2012). Outras características positivas do telhado verde são a criação de espaços verdes 
que aumentam a biodiversidade urbana local (Gonçalves et al., 2016) e a redução no 
escoamento hídrico superficial (Araújo et al., 2013), essa redução pode chegar a 50% em 
telhados extensivos (Silva et al., 2014). 
5 Implantação 
Pode-se separar a implantação em três partes distintas, são elas: 
5.1 Pré-implantação 
Antes de iniciar a construção deve-se analisar qual o objetivo a atingir, para este artigo 
será analisada a implantação do telhado verde extensivo em uma sala de escritório hipotética 
 
 
 6 
 
situada no bairro de Bangu/RJ, ela terá as dimensões 3,00x8,00 metros, com 8 mesas de 
computadores e sua cobertura em telhas francesas. 
O objetivo será abaixar a temperatura para a redução do uso de ar-condicionado sem 
alterar a parte estrutural do prédio, não há a necessidade de projeto de paisagismo pois o 
mesmo não será usado como jardim, não terá trânsito de pessoas ou será usado como 
deposito e a vegetação rústica é indicada pois necessitam de menor cuidado e proporciona o 
peso para cada metro quadrado de 100,00 kg (Quadro 1) respeitando assim as normas (NBR 
6120/2000). 
Quadro 1 - Peso por metro quadrado 
Item 
Área 
[m²] 
Altura 
[m] 
Peso específico 
Peso final 
[kg] 
Impermeabilização 1,00 1,00 kg/m² 1,00 
Argila expandida 1,00 0,02 500,00 kg/m³ 11,00 
Substrato 1,00 0,05 1.600,00 kg/m³* 80,00 
Grama 1,00 8,00 kg/m² 8,00 
TOTAL 100,00 
Fonte: SCO RIO. Próprio autor (2017). 
* Peso do material saturado de água. 
Área x Altura x Peso específico = Peso final 
 
5.2 Implantação 
Inicialmente deve-se remover todas as telhas de cerâmica e o madeiramento, estes 
podem ser vendidos ou doados para empresas de reuso, depois de feita toda limpeza da laje 
verifica-se a existência alguma trinca ou qualquer outro patógeno na laje para que este seja 
corrigido, observa-se os caimentos da laje para saber onde instalar os drenos e caso haja a 
necessidade mais drenos podem ser instalados, após isso prosseguirá com a 
impermeabilização, o uso de manta flexível de base acrílica barateia os custos. 
A laje tratada recebe a lona plástica e a camada de 1,50 até 2,20 cm de altura de argila 
expandida, posiciona-se o dreno e é feita a cobertura com a manta filtrante, esta não necessita 
de soldas ou costuras, somente de haver uma sobreposição de 5,00 cm entre cada peça de 
manta. 
 
 
 7 
 
Com a camada drenante montada coloca-se o sistema de irrigação que será feito com 
uma tubulação de ¾” ao longo dos 8,00 m de extensão da laje, a cada 50,00 cm um “Te” ligado 
a um tubo de ½” com 3,00 m, este tudo deverá ter furos de medida 1,00 mm ao longo de todo 
o seu comprimento e a extremidade tampada, para que assim a água possa gotejar com baixa 
pressão, após a instalação do sistema de rega coloca-se o substrato com altura de 5,00 cm e 
ao final a espécie vegetal, a Arachis Repens (Grama Amendoim) por ser de baixo manuseio, 
resistir ao calor e ter auto semeadura é a melhor opção de implantação como mostrado na 
Fig. 4. 
Figura 4-Esquemático do projeto. 
 
 Fonte: Próprio autor. 
5.3 Pós implantação 
Na irrigação feita por gotejamento deve-se abrir o registro por 10 minutos pela manhã 
e em casos de dias mais quentes por mais 10 minutos a tarde, o controle da vazão de água 
deverá ser analisado com o tempo de uso pois inúmeros fatores podem alterar a necessidade 
de água da planta, a rega é recomendada três vezes por semana. Essa grama por ser rustica e 
de baixa crescimento não necessita de podas e a adubagem pode ser feita a cada 6 meses, 
com adubos líquidos ou sólidos (Terrosos ou em grânulos), a vegetação ficará com altura de 
20,00 cm e irá se renovar sozinha pois a mesma faz auto semeadura. 
 
 
 
 8 
 
6 DISCUSSÕES 
A calculadora de BTU fornecida pelo site da loja Casa&Construção 
(http://www.cec.com.br/calculadora-ar-condicionado) indica um ar condicionado de 32.000 
BTUs para o resfriamento do local e segundo a simulação da concessionária de energia elétrica 
no município do Rio de Janeiro Light (http://www.light.com.br/para-
residencias/Simuladores/consumo.aspx), o consumo desse aparelho é de 822 kwh/mês com 
valor de R$ 697,55 no mês de referência maio de 2017. 
Com a instalação do Telhado verde economiza-se em média 15% (Costa, et al., 2017) 
ao mês com o ar condicionado, isso representa uma economia de R$ 5.022,24 em quatro anos 
(Quadro 2), superando o valor de sua implantação que foi de R$ 4.170,58 (Quadro 3), isso 
sendo considerado o funcionamento da empresa das 8:00h até as 17:00h, para empresas que 
funcionam até o período noturno terá um economia maior, pois a cobertura comum preserva 
o calor até depois do pôr do sol, enquanto coberturas com telhado verde mantem a cobertura 
fria, o que ocasionaria no desligamento dos aparelhos ar condicionados. 
Quadro 2-Custo com ar condicionado 
Período 
Cobertura 
comum 
Cobertura com 
telhado verde 
1 Mês R$ 697,55 R$ 592,92 
48 Meses R$ 33.482,40 R$ 28.460,16 
Economia R$ 5.022,24 
Fonte: Próprio autor. 
 
Quadro 3 - Custo de implantação de um telhado verde em uma área de 3,00 x 8,00 m (24,00 m²), base de 
dados do Sistema de Custos de Obras e Serviços de Engenharia - SCO Rio - Mês de referência Fevereiro/2017 
 
Código Descrição Unidade 
Preço 
unitário 
Quantidade Valor 
P
re
p
ar
o
 d
o
 lo
ca
l 
CI 20.05.0100(/)* 
Retirada e recolocação de telhas francesas, inclusive cumeeira 
excluindo o fornecimento do material novo. Medida pela área 
coberta em projeção. 
m2 44,42 24,00 1.066,08 
SC 05.05.2850 (/) Remoção de madeiramento de cobertura de telhas francesas. m2 14,16 24,00 339,84 
TC 05.10.0050 (/) 
Transporte horizontal de material a granel em carrinho de mão, 
inclusive carga a pa. 
t.dam 3,65 6,00 21,90 
TC 10.05.0100 (/) 
Carga e descarga manual de peças de peso reduzido, em Caminhão 
de Carroceria Fixa, com capacidade útil de 7,5t. 
t 30,46 1,20 36,55 
TC 05.05.0050 (/) 
Transporte de carga de qualquer natureza, em baixa velocidade 
(Vm=30Km/h), em Caminhão de Carroceria Fixa, com capacidade 
útil de 7,5t. 
t.Km 1,01 36,00 36,36 
 
 
 
 9 
 
 Continuação do Quadro 3 
 Código Descrição Unidade 
Preço 
unitário 
Quantidade Valor 
 TC 10.05.0700 (/) 
Disposição final de materiais e resíduos de obras em locais de 
operação e disposição final apropriados. 
t 14,24 1,20 17,09 
Im
p
la
n
ta
çã
o
 
CI 15.05.0125 (/) 
Impermeabilização de terraços, com membrana flexível aderente, 
de base acrílica, aplicado a frio, em quatro demãos cruzadas, tipo 
TECRYL-D3 ou similar. 
m2 37,01 24,00 888,24 
ET 05.55.0050 (/) 
Lona de polietileno (lona terreiro) com espessura de 0,20mm. 
Fornecimento e colocação, inclusive com perdas e transpasse. 
m2 1,26 24,00 30,24 
DR 55.05.0200(A) 
Dreno ou Barbaça em tubo de PVC rígido, diâmetro de 2", inclusive 
fornecimento do tubo e material drenante. 
m 46,97 8,00 375,76 
CI 10.05.0050 (/) 
Argila expandida com granulometria fina de 2215. Fornecimento, 
inclusive transporte. 
m3 319,70 0,53 169,44 
DR 65.05.0100 (/) 
Manta Bidim ou similar tipo OP-30 em filtros de transição.Fornecimento e colocação. 
m2 5,58 24,00 133,92 
IT 05.35.0600 (/)* 
Te de PVC rígido soldável, linha Irriga LF 16, Tigre, ou similar. 
Fornecimento. 
un 4,91 16,00 78,56 
IT 05.10.0150 (A) 
Tubo de PVC rígido, soldável, com diâmetro de 20mm (1/2"). 
Fornecimento e instalação. 
m 5,81 48,00 278,88 
IT 05.10.0153 (A) 
Tubo de PVC rígido, soldável, com diâmetro de 25mm (3/4"). 
Fornecimento e instalação. 
m 6,81 11,00 74,91 
AP 05.15.0406 (/) 
Registro de esfera de PVC rígido, soldável, diâmetro de 25mm. 
Fornecimento e instalação. 
un 16,81 1,00 16,81 
PJ 20.05.0060 (/) 
Terra estrumada, inclusive carga, transporte e descarga. 
Fornecimento. 
m3 110,00 1,20 132,00 
PJ 05.05.0800 (/) 
Espécies vegetais com altura de (0,10 a 0,20), tipo Arachis Repens 
(Grama Amendoim), ou similar e considerando 25 mudas por m2. 
Fornecimento. 
m2 10,50 24,00 252,00 
PJ 05.10.0065 (/) Plantio de cobertura vegetal, considerando 25 mudas por m2. m2 9,25 24,00 222,00 
 TOTAL 
 
 
4.170,58 
Fonte: SCO RIO (FGV) - Base de preços oneradas - IO 02/2017. Próprio autor 
(2017). 
*Foi adotado este item por ser o que mais se enquadra em nossa 
necessidade. 
Adotado: 
Telhas e madeiramento - 50,00 kg/m². 
Distância até o local de carga - 5,00 dam. 
Distância até o bota-fora - 30,00 km. 
 
7 CONCLUSÃO 
Um telhado verde consegue diminuir a temperatura interna e externa das construções, 
atingindo condições que a NBR 6401 e a NR17 considera de conforto, com isso o uso de 
aparelhos climatizadores é reduzido em 15%, podendo chegar ao desligamento dos mesmos 
para empresas que funcionam no período noturno, em um prazo de menos de quatro anos o 
 
 
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proprietário irá recuperar o investimento inicial e passará a economizar com energia elétrica 
(Ferraz, 2012), além desta economia, a construção que possui telhado verde pode vir a 
receber redução no valor do IPTU, ITBI, no caso da construção da obra a redução do ISS (Lei 
6349, 2012), poderá receber um selo verde (Certificado de qualidade ecológica) e além da 
economia financeira, o proprietário pode plantar citronela, lavanda e crisântemo a fim de 
trazer proteção aos funcionários, pois elas afastam mosquitos transmissores de doenças 
(CicloVivo, 2015). 
Atualmente cresce a quantidade de construção com telhado, verifica-se neste artigo 
que este é um eficiente meio de redução térmica e consequentemente de custos para uma 
empresa, além de proporcionar outros benefícios, sugere-se agora estudar qual seria o 
impacto do uso coletivo, ou seja, como se comportaria um bairro inteiro possuindo telhado 
verde. 
 
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