Tirantes e Escoras - Resumo
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Tirantes e Escoras - Resumo


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Análise de Estruturas I - Resumo
TIRANTES E ESCORAS
Introdução
Depois de falarmos sobre as treliças nas últimas aulas, vamos voltar a discutir
um pouco os pórticos planos. Na aula de hoje vamos estudar dois elementos estruturais
muito importantes, que possuem particularidades que devem ser levadas em
consideração no momento do cálculo.
Estamos falando dos tirantes e das escoras. Vamos ver quais são essas
particularidades, e como podemos aplicar os elementos em uma estrutura. Além disso,
veremos como podemos aplicar os conceitos que conhecemos no cálculo de
estruturas que possuam estes elementos.
Definição e aplicações
Definição
Chamamos de tirante todo elemento estrutural rotulado nas extremidades e
sem nenhum carregamento diretamente aplicado, quando ele está submetido
apenas a esforços normais de tração. Se os esforços forem de compressão,
chamamos o elemento de escora.
Normalmente um tirante ou uma escora são instalados na estru tura de forma se
só suportem aquele tipo de esforço, respectivamente tração e compressão.
Portanto, devemos tomar cuidado durante a fase de projeto para que, por
exemplo, um tirante não esteja submetido, em algum momento ao longo da
vida da estrutura, a esforços de compressão.
Aplicações
Os tirantes podem ser utilizados como estais nas pontes estaiadas, ou como
elementos de sustentação de estruturas esbeltas, c omo treliças ou coberturas
de edifícios;
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As escoras possuem larga utilização durante a fase de construção de um edifício,
sendo usadas para o suporte de lajes e outros elementos estruturais de concreto
armado durante o processo de cura do concreto. Normalmente essas escoras
são de madeira, mas hoje em dia é comum utilizar escoras metálicas, com
tamanho ajustável, de forma a serem reaproveitáveis.
Exemplos de aplicações em tirantes
Exemplos de aplicações em escoras
Cálculo
Como vimos na aula de treliças, quando temos uma barra se m carregamentos
aplicados diretamente, e ela é rotulada nas extremidades, não teremos mo mento fletor
ou esforço cortante ao longo dessa barra. Sendo assim, vamos nos preocupar apenas
com os esforços normais.
Sabendo então que o tirante ou a escora possui um esforço normal N, se ja ele
de compressão ou de tração, podemos, sem perda de estabilidade, romper a barra,
aplicando no s pontos rompidos dois esforços normais iguais a N, de se ntidos opostos.
Isso adicionará uma variável ao nosso problema.
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Exemplo de aplicação
Resolva a estrutura abaixo, calculando as suas reações de apoio e traçando os
diagramas de esforços.
Primeiro passo: devemos “romper” a barra CF, incluindo esforços normais N,
inicialmente como sendo de tração, conforme a figura abaixo:
Segundo passo: cálculo das reações.
∑
= 0 → 
+  . 45° − . 45° − 10 = 0
= 10
 , = 0 4.
+ 2. . 45° = 0 = = −202 ≅
−28,3