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Moldagem com moldeira aberta

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utilizar o transferente e a réplica 
específicos do que se quer moldar.
Já a moldeira individual possui uma janela 
posicionada sobre a região dos implantes a
A moldagem com moldeira aberta é uma 
técnica elaborada que emprega moldeiras e 
componentes de moldagem construídos 
especialmente para esse fim e permite 
transferir com grande precisão a posição 
tanto da plataforma ou cabeça de um 
implante, quanto de um componente 
protético intermediário. Em linhas gerais, a 
técnica consiste em conectar-se ao implante 
ou ao pilar intermediário um componente 
para moldagem e, em seguida, executar um 
procedimento de moldagem do arco, 
transferindo-se o componente dentro do 
molde com o registro da posição do 
implante e/ou pilar intermediário em 
relação ao restante do arco.
Para tanto, utilizam-se componentes de
Considerações clínicas relevantes 
sobre a técnica
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Moldagem com moldeira aberta
si, de forma que o material moldador deixa 
de ser o único responsável pela 
manutenção da posição desses 
componentes, o que confere ainda mais 
precisão à transferência.
Quanto mais rígido e preciso 
dimensionalmente for o material de 
moldagem utilizado, mais preciso será o 
procedimento. Assim, os poliéters são os 
materiais mais adequados para esta 
técnica, devido à sua grande rigidez e 
excelente precisão dimensional, aliado ao 
fato de possuírem um adesivo realmente 
eficaz na retenção do material à moldeira 
individual.
Indicações da técnica:
Na obtenção de quaisquer modelos de 
trabalho onde a precisão da transferência 
seja essencial para o resultado do
serem moldados (daí o nome da técnica), 
que permite acesso para soltar o parafuso 
passante do transferente e remover o 
molde da boca do paciente.
Ao transferente que fica retido dentro do 
molde é conectado uma réplica do implante 
ou pilar que foi moldado e, sobre o 
conjunto, é vazado gesso, obtendo-se um 
modelo que reproduz fielmente a situação 
presente em boca (ver Figs. 1 e 2).
Como os transferentes não são removidos 
e reinseridos dentro do molde, a técnica, ao 
eliminar um passo potencialmente gerador 
de imprecisões, é mais confiável na 
transferência da posição dos implantes, 
quando comparada à técnica com moldeira 
fechada. Além disso, por serem constituídos 
de duas partes, é possível realizar-se a 
união dos corpos dos transferentes entre
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Moldagem com moldeira aberta
procedimento restaurador;
Em próteses fixas de maior 
extensão, onde a realização de 
múltiplos procedimentos de 
soldagem para obter-se 
passividade de assentamento é
indesejável pelas dificuldades que 
criaria;
Para evitar-se a realização de 
novas transferências após 
procedimentos de soldagem 
realizados nas infra-estrutura 
metálicas das próteses, o que 
simplifica os passos 
restauradores;
Na obtenção de modelos para 
construção de pilares 
individualizados, onde a 
transferência da posição exata do 
sextavado do implante é essencial 
no sucesso da técnica.
Fig. 26 – Réplica do pilar cônico 
junto a conjunto corpo-parafuso 
passante do transferente .
Fig. 27 – Transferente parafusado à
réplica do pilar cônico.
Fig. 25 – Corpo e parafuso passante 
que formam o transferente do pilar 
cônico.
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Moldagem com moldeira aberta
A réplica e o transferente do pilar 
cônico (ver Figs. 25 a 27) são os 
mesmos utilizados no pilar cônico 
angulado visto que, acima da 
angulação do pilar, os encaixes 
são iguais.
É recomendável que se utilizem 
sempre transferentes e réplicas 
do mesmo fabricante do implante 
ou pilar intermediário, visando 
evitar diferenças de adaptação 
entre sistemas.
A réplica e o transferente do pilar 
cônico de perfil baixo são os 
mesmos utilizados no pilar cônico 
angulado de perfil baixo, visto 
que, acima da angulação do pilar, 
os encaixes são iguais.
Como os transferentes são 
construídos em duas peças, eles
Figs. 29 e 30 –
Transferência com poliéter 
em moldeira individual, as 
réplicas parafusadas nos 
transferentes e no modelo 
gerado. Abaixo um 
desenho esquemático da 
situação.
Fig. 28 – Transferentes 
dos pilares cônicos em 
suas posições. Ao lado 
um desenho 
esquemático da 
situação.
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Moldagem com moldeira aberta
podem ser unidos entre si durante 
o procedimento de moldagem 
porque, ao desrosquearmos os 
parafusos passantes, todo o 
conjunto se soltará.
A união dos transferentes confere 
mais precisão ao procedimento de 
moldagem dos pilares ou 
implantes (Figs. 31 a 35).
Como o modelo para construção 
da moldeira aberta não possui 
grande precisão, a união entre os 
transferentes deve ser seccionada 
e refeita em boca (Figs. 36 e 37).
A união dos transferentes em 
boca, ao fazer com que a 
transferência da posição dos 
pilares não fique dependente 
apenas do material de moldagem, 
confere precisão à técnica com 
moldeira aberta.
Fig. 32 – Modelo inicial obtido com 
transferentes cônicos e alginato, 
após instalação em boca de pilares 
cônicos de perfil baixo.
Fig. 33 – Transferentes 
parafusados nas réplicas dos pilares 
e unidos entre si com resina 
acrílica. 
Fig. 31 – Paciente desdentado total 
com 7 implantes instalados na 
maxila.
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Moldagem com moldeira aberta
A moldeira deve ser provada em 
boca para avaliar seu 
assentamento e perfurar a lâmina 
de cera que veda as janelas (Figs. 
37 e 38). Isso facilita sua correta 
inserção em boca durante a 
moldagem.
Deve-se usar adesivo específico 
para o material de moldagem (Fig. 
39), que deve ser colocado dentro 
da moldeira e injetado com uma 
seringa de moldagem ao redor dos 
pilares e dentes a serem 
moldados, evitando-se assim o 
aprisionamento de bolhas de ar.
Leva-se a moldeira com o material 
de moldagem à boca e, após a 
presa desse material, solta-se a 
moldeira desparafusando os 
parafusos que prendiam os 
transferentes na boca (Figs. 40 a 
42).
Fig. 35 – Moldeira individual em 
resina, com janelas para acesso aos 
parafusos passantes dos 
transferentes .
Fig. 36 – A união de resina entre os 
transferentes é seccionada para ser 
refeita em boca.
Fig. 34 – Alívio realizado com duas 
lâminas de cera 7 sobre os 
transferentes.
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Moldagem com moldeira aberta
Fig. 38 – Janelas da moldeira 
fechadas com cera para evitar 
extravasamento do material 
de moldagem.
Fig. 39 – Adesivo do poliéter 
aplicado internamente e na 
borda da moldeira.
Fig. 37 – Transferentes 
quadrados parafusados em 
boca, unidos entre si com 
resina. 
Fig. 41 – Molde resultante. 
Observe os transferentes 
retidos dentro do material 
de moldagem.
Fig. 42 – Vista inferior da 
moldeira após a 
moldagem. Observe o 
acesso aos parafusos dos 
transferentes.
Fig. 40 – Moldeira com 
poliéter inserida na boca 
do paciente. Observe os 
parafusos que prendem os 
transferentes.
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Moldagem com moldeira aberta
Dicas!
Ao rosquear as réplicas nos 
transferentes (Fig. 43) segure as 
mesmas com um alicate enquanto 
aperta os parafusos passantes na 
base da moldeira Isso evita 
transferir rotação aos 
transferentes, o que poderia 
deslocá-los dentro do molde.
 Ao vazar o molde, evite escorrer 
gesso pela borda externa da 
moldeira (Fig. 44), o que 
dificultará a remoção do modelo 
(Fig. 45).
Pode-se aferir a precisão do 
modelo de trabalho obtido, 
seccionando-se a união entre os 
transferentes e unindo-os 
novamente, agora presos no novo 
modelo. Leva-se então o conjunto 
de transferentes em boca e avalia-
Fig. 44 – Molde após o vazamento