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O Genoma de Eucariontes Biologia Molecular de Eucarioto - Aula 3 - 12/04 O genoma eucariótico é mais complexo por apresentar um nucléolo e pela presença de organelas que possuem genoma próprio (mitocôndria e cloroplastos). O cromossomo humano é diploide: um cromossomo vem da mãe e outra do pai. Esses cromossomos são homólogos, mesmo que possuam algum polimorfismo (diferença). Leveduras tem uma fase haploide e poliploide. Os cromossomos são lineares: isso faz diferença na hora da replicação também. Quando o cromossomo está em divisão as duas cromátides (replicadas) permanecem ligadas por um centrômero. Este será importante na hora da separação do DNA para cada célula que está se dividindo.Dessa forma, existem 22 cromossomos normais e 1 cromossomo sexual (um do pai e um da mãe). O cromossoma é compactado se enrolando em proteínas chamadas histonas. Estas não existem em procariontes, mas existem proteínas que atuam de maneira semelhante. Elas são necessárias porque o cromossomo precisa caber dentro da célula, e ele só cabe se estiver compactado. Ainda, as histonas têm papel importante durante os processos de divisão celular e atuam na regulação gênica. Isso é importante porque se o DNA estiver muito compactado, existe o risco de uma determinada proteína não ser expressa. A cromatina é essa estrutura do DNA ligado a essas proteínas (empacotado), sendo a principal as histonas. As principais funções da cromatina envolvem o empacotamento do DNA e a regulação gênica. A compactação ocorre porque as histonas são básicas e o DNA é ácido. Outras proteínas são específicas para desempacotar o DNA. Isso é necessário quando há necessidade de expressar o gene que está muito empacotado. Estas acetilam se houver necessidade de desempacotar, para desenrolar a estrutura de histonas. A metilação ou acetilação faz as histonas perderem um pouco da sua característica básica. Dessa forma, o DNA afrouxa. Esse desenrolamento é específico. Existem regiões que estão sempre compactadas e não se desenrolam, chamadas de heterocromatina. Essas regiões contém mais sequencias não codificantes. A eucromatina então é a parte que se enovela e desenovela, que possui mais genes. A dupla hélice se associa as histonas e forma uma estrutura de nucleossomos. Quando a histona H1 se liga aos nucleossomos, forma-se a fibra de cromatina, que são os nucleossomos enrolados. Outras proteínas, chamadas proteínas scaffold, irão se associar a essa fibra de cromatina, fazendo um enovelamento ainda maior (cromatina descondensada). E finalmente, outras proteínas se unem a esse complexo para finalizar a estrutura de cromossomo condensado. As diferenças alterações na forma dos cromossomos podem estar associadas a doenças genéticas em alguns casos. Tanto a forma quanto o número de cromossomos. Muitas das proteínas que interagem com a cromatina (sem ser as histonas) são conhecidas como proteínas da família SMC, que são importantes na manutenção da estrutura do cromossomo. Essas ptnas são ATPases e são dímeros formadas por duas subunidades. As duas subunidades se ligam pelo domínio dobradiça. O domínio antiparalelo é o espiral enrolado. E por fim o domínio ATPásico, que vai fazer a quebra do ATP. Duas SMC são muito importantes: coesina e condensina. A primeira tem o papel de unir duas fitas de DNA, é importante para a formação do centrômero e são importantes na mitose e na meiose. A condensina faz parte daquelas proteínas do scaffold para formação das cromátides. A pintura de cromossomos é uma hibridização in cito, a célula é corada com uma sonda (que fica associada a um fluorocromo). Com essa técnica podemos estudar doenças genéticas que ocorrem por translocação. Nesse caso, parte de um cromossomo é trocado por parte de outro. Esse caso causa como doença uma leucemia crônica mielogênica ou uma leucemia linfoblástica aguda. Essa deformidade induz a multiplicação celular, o que causa o câncer. Antigamente tinha-se a ideia de quanto maior o conteúdo de DNA mais evoluído seria o organismo. Na realidade o mais importante não é o tamanho, e sim a quantidade de proteínas que são expressas por aquele DNA. Quanto mais superior é o ser, mais sequencias repetitivas ele tem. Nesses casos, a quantidade de sequencias repetitivas é muito maior que as áreas codificantes. Isso não ocorre em procariotos, por exemplo, que quase todo o DNA é codificante. Essa questão abordada explica o paradoxo C. Ou seja, além da complexidade, o proteoma também deve ser avaliado, por exemplo os eucariotos podem sofrer edição e splicing alternativo. Ou seja, o numero de proteínas produzidas não é igual ao número de genes. O proteoma será muito maior. No homem, por exemplo, existem muitas isoformas de proteínas, que vieram do mesmo gene mas houveram alterações para gerar proteínas diferentes. Outros dados importantes: geralmente o tamanho dos íntrons é maior que o tamanho dos éxons; o genoma mitocondrial não apresenta histonas; o núcleo apresenta grane quantidade de DNA repetitivo e a mitocôndria muito pouco; na mitocôndria a transcrição e tradução ocorre constantemente, como em procariotos; a célula eucariótica tem herança paterna e materna e a mitocôndria apenas materna. É importante saber as diferenças. Pseudogenes são sequencias gênicas que se assemelham a genes funcionais mas não codificam nenhuma proteína. Esse pseudogene é alinhado em banco de dados genéticos e geralmente ele é descoberto por ser um gene codificante em outra espécie mas que perdeu seu promotor, se tornando assim um pseudogene. O teste de paternidade é baseado nas sequencias repetitivas ao longo do genoma. As sequencias repetidas em tandem possuem repetições da mesma unidade de nucleotídeos várias vezes. Dependendo do tamanho dessa sequencia em tandem, pode ser chamada de microsatélites (small tandem repeats) ou minisatélites. As minisatélites são estudadas em evolução, para identificar a relação entre diferentes espécies, famílias, etc. São áreas que sofrem menos alterações, é importante para saber se dois organismos apresentam um ancestral comum, por exemplo. As microsatélites são utilizadas na identificação de indivíduos, entre pessoas que não possuem parentesco, primos, vizinnhos, por exemplo. (não entendi direito a diferença nem na hora da aula nem ouvindo agora, se quiserem escutar ta em 01:25) Genes parálogos são genes que se duplicaram. São homólogos (vieram do mesmo ancestral), possuem funções diferentes, mas parecidas. Por exemplo: a família das imunoglobulinas é uma família de genes parálogos. Voltando as sequencias repetitivas em tandem, elas são similares em familiares. Uma mãe que tem 4 repetições, pode ter um filho com 3 repetições. Isso acontece por conta do quiasma. A sequencia é conservada, mas o numero de repetições entre indivíduos pode ou não variar. No teste de paternidade, vários marcadores de short tandem repeats são avaliados. Isso porque existe variação entre mãe, pai e filho. Dessa forma, a maioria dos marcadores deve ser idêntico para que o indivíduo seja filho da mãe.