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Preparações para Banho
e
Higiene Corporal
Produtos para Limpeza da Pele
Sabonetes:
 Sabonetes em barra:
• Sabonetes Tradicionais (Óleos e sebo);
• Sabonetes Glicerinados (Transparentes)
• Sabonetes sintéticos ????
 Sabonetes Líquidos.
Sabonetes em Barra
Sabão:
 São sais de ácidos graxos obtidos 
pela ação de um álcali sobre uma 
substância graxa de origem natural 
(saponificação) ou sobre um ácido 
graxo diretamente (neutralização)
 Saponificação
R
C
OR'
O
+ NaOH
H
2
O
+ R'OH
R
C
O
-
O
Na+
ROSA, A.H.
SABÃO (MASSA BASE)
Ácido Esteárico 40,00%
Óleo de Coco 14,00%
Óleo de Rícino 9,00%
Hidróxido de Sódio qs
Álcool Etílico 9,00%
BHT 0,05%
Lanolina Etoxilada 1,00%
Fragrância qs
Corante qs
Água destilada qsp 100,00
Sabonetes em Barra
Sabonetes tradicionais
 Composição da massa base: 
• Material graxo para sabão (até 80% do sabão)
 Ácidos graxos de sebo: láurico, mirístico, palmítico, oleico, 
esteárico (~70 até 85%);
 Óleos vegetais: Óleo de Coco, de Palma ou de Oliva (15 – 30%);
• Substância saponificante: Hidróxido de sódio, de 
potássio, de amônia, aminas (mono, di ou trietanolamina), etc.
 pH = alcalino
Sabonetes em Barra
 Sabonetes glicerinados (transparentes)
 Composição da base glicerinada: 
• À base de óleos vegetais saponificados (base tadicionais), 
utilizando no processo, glicerina, álcool ou solução de 
sacarose, a fim de obter transparência;
• Espumam menos que os tradicionais
 pH = alcalino
Sabonetes em Barra
Sabonetes sintéticos
 Composição básica: 
• Menos que 10% de sabão base;
• Detergentes sintéticos sólidos (tensoativos): 
cocoato de sódio, estearato de sódio ou de trietanolamina, 
palmitato de sódio, etc;
 Menos irritante a pele
 pH = Neutro
Sabonetes em Barra
 Formulação
 Massa base
 H2O Purificada
 Álcool etílico, glicerina (sabonetes + transparentes)
 TiO2 (sabonetes opacos)
 Antioxidante - BHT 
 Agente Quelante – EDTA Na4
 Corante e Fragrâncias
 Ativos (umectantes, emolientes, vitaminas, 
extratos vegetais, antisépticos, antibacterianos, 
etc.)
Sabonetes Líquidos
 Produtos para a limpeza e condicionamento 
da pele
 Composição semelhante aos xampus com 
concentração maior de tensoativos (15 –
40%)
 Tipos de produto:
 Sabonete líquido transparente
 Sabonete líquido perolizado
 Shower Gel
Sabonetes Líquidos
 Requisitos desejáveis:
 Espumar e limpar com equilíbrio
 Ser de fácil aplicação e enxágue
 Ser adaptado ao tipo de pele
 Deixar a sensação de maciez, sedosidade e 
suavidade à pele após a lavagem
 Ser suave, não tóxico e não irritante
 Ter fragrância agradável com boa expansão e 
moderada fixação
Sabonetes Líquidos
 Composição:
 Tensoativos primários:
• Detergentes aniônicos (LESS)
 Tensoativos secundários
• Tensoativos não iônicos (Cocoamida MEA)
• Tensoativos anfóteros (Coco betaína, 
Cocoanfocarboxiglicinato)
 Estabilizadores de espuma
 Doadores de viscosidade
 Diminuem a irritação dos aniônicos
Sabonetes Líquidos
 Composição:
 Aditivos com ação específica
• Espessantes
• Redutores da irritação cutânea 
(Poliquaternium 7)
• Extratos vegetais
• Silicones e emolientes
 Estabilizantes da formulação
• Sequestrantes (EDTA-Na)
• Reguladores de pH (pH = 5,5 – 7,0)
• Conservantes
Sabonetes Líquidos
 Composição:
 Modificadores de caracteres 
organolépticos e atributos de marketing
• Essências
• Corantes
• Agentes opacificantes ou perolizantes
 Veículo
• Água
Óleos de banho
 Emoliência
 Lubrificacão
 Maciez e elasticidade da pele
 Proteção/Hidratação
 Dispersíveis e não dispersíveis
Sais de banho
 Antes – eliminar Ca e Mg da 
água
 Hoje - perfume
DESODORANTES 
e 
ANTIPERSPIRANTES
DESODORANTES & 
ANTIPERSPIRANTES
 Egito antigo e Roma  utilização de
perfumes com odor muito intenso para
mascarar o odor corporal e tentativa de uso de
adstringentes para reduzir a umidade das
axilas.
 Desodorantes e antiperspirantes 
Introduzidos no mercado cosmético somente
no início do século XX  transpiração e odor
começaram a ser considerados como
problema…
CC ?
TRANSPIRAÇÃO
 É o fluido salino (suor) 
 Glândulas sudoríparas 
 água, cloreto de sódio e outros sais + substâncias 
nitrogenadas (uréia, aminoácidos)
 Fenômeno natural - funcionamento do organismo.
 Excessiva - problemas (odor/desconforto/complicações) 
Funções: 
 regulação da temperatura corporal;
 excreção  eliminação de metabólitos orgânicos
 manutenção da hidratação da pele;
 Evidenciar situações de emotividade  estresse e 
emoção.
TRANSPIRAÇÃO
GLÂNDULAS SUDORÍPARAS
ÉCRINAS
 Numerosas, tamanho pequeno;
 Toda superfície corporal - poros;
 Secreção: SUOR (99% de água, eletrólitos, uréia, aa, sacarídeos
e lipídeos);
 pH suor: 3,8 a 5,6
 Mais abundante - menor importância no ODOR axilar;
 Produção indireta do ODOR: umidade - bactérias.
 Funcionamento: (1) participam na luta contra o calor; (2) palmas
das mãos e plantas dos pés (estimuladas unicamente pelas
emoções); (3) axilas (funcionamento misto: termorregulção e
estresse)
GLÂNDULAS SUDORÍPARAS
APÓCRINAS
 Tamanho maior e nº inferior (axilas, abdomen e regiões genitais)
anexas aos folículos polissebáceos;
 Puberdade;
 A secreção parece ser de ordem hormonal;
 Suor apócrino: Líquido viscoso, leitoso, esbranquiçado ou amarelado
(contém água, NaCl + grande qde de proteínas, lipoproteínas e lipídeos) e
pH alcalino;
 Responsável pelas mensagens olfativas (odor) específicas;
 Odor desagradável – degradação proteínas e lipídeos – enzimas
(bactérias)
Transpiração e odor 
corporal
 Odor da pele  secreções sebáceas
e sudoríparas - alimentos, medicamentos,
raça e condição física ou psicológica.
 Odor axilar:
 bactérias - secreções sudoríparas apócrinas e sebáceas.
 secreção sudorípara écrina - indiretamente (dispersão e
umidade)
 Pêlo axilar - local de concentração de glândulas apócrinas
Glândulas sudoríparas
 Disfunções – écrina e apócrina
 Hiperidrose: > funcionamento das glândulas
 Hipoidrose: diminuição do suor
 Anidrose: ausência do suor
 Osmidrose ou bromidose: perspiração odorífera
Formas de reduzir ou controlar o odor das 
axilas
 Reduzir o suor apócrino nas axilas e o suor écrino (adstringentes);
 Antimicrobianos;
 Inibidores enzimáticos das bactérias; 
 Substâncias absorventes de odores;
 Mascarar os odores corporais usando fragrâncias.
Categorias de produtos cosméticos
para controlar odor do corpo
 Antiperspirantes/Antitranspirantes
reduzem a umidade (suor) e indiretamente o mau odor.
 Desodorantes
reduzem e mascaram o mau odor.
DESODORANTE SPRAY
Triclosan 0,10%
Álcool Etílico 70,00%
Propilenoglicol 3,00%
Água Destilada qsp 100,00%
Fragrância qs
Triclosan 0,20%
Mentol 3,00%
Cânfora 1,00%
Álcool Etílico 70,00%
Propilenoglicol 4,00%
Água destilada qsp 100,00%
Corante qs
Fragrância qs
DESODORANTE PARA OS PÉS
CREME DESODORANTE 
ANTITRANSPIRANTE
Cosmowax J 15,00%
Álcool Cetílico 0,50%
Palmitato de cetoestearila 2,00%
Base de Absorção de Lanolina 2,00%
BHT 0,05%
Propilenoglicol 3,00%
Metilparabeno 0,18%
Propilparabeno 0,02%
Triclosan 0,15%
Ácido cítrico 0,20%
Água destilada qsp 100,00%
Cloridróxido de Alumínio 15,00%
Fragrância qs
DESODORANTE BASTÃO
Hidróxido de Sódio 0,70%
Água destilada
qsp 
100,00%
Triclosan 0,20%
Ácido esteárico 4,00%
Álcool etílico 70,00%
Propilenoglicol 15,00%
Corante qs
Fragrânciaqs
DESODORANTE ROLL-ON
Hidroxietilcelulose (Natrosol) 0,30%
Propilenoglicol 5,00%
Triclosan 0,10%
Metilparabeno 0,18%
Propilparabeno 0,02%
Cosmowax J 5,00%
Adipato de butila 2,00%
Cloridróxido de Alumínio e Zircônio 15,00%
Água destilada qsp 100,00%
Ciclometicone 1,00%
DESODORANTES
 Componentes com ação antimicrobiana, neutralizadores e
mascarantes de odores;
 reduzir ou disfarçar os maus odores;
 produtos de higiene pessoal - Grau I.
ANTIMICROBIANOS para uso em
DESODORANTES
Substância
Antimicrobiana
Concentração 
máxima
Propriedades
3,4,4´-
triclorocarbanilida
(Triclocarba ou
TCC)
0,2%
É efetivo como antimicrobiano, 
seguro e de baixa irritação;
É insolúvel em água, pode ser 
solubilizado em tensoativos não-
iônicos;
Mais ativo contra G-;
Não deve ser aquecido, pois se 
quebra em cloroanilina que é 
tóxica.
Cloreto de 
benzalcônio
0,1% É pouco efetivo contra bactérias G-, 
mas muito efetivo contra G+.
ANTIMICROBIANOS para uso em
DESODORANTES
Substância
Antimicrobiana
Concentração 
máxima
Propriedades
2,4,4´-tricloro-
2´hidroxidifeniléter
(Triclosan ou 
Irgazan)
0,3%
É efetivo contra bactérias G+ e G-;
É um produto não-iônico, seguro, 
não tóxico, não sensibilizante, de 
baixa irritação;
Compatível com tensoativos 
aniônicos;
Age sobre a membrana celular da 
bactéria.
Cloreto de 
benzetônio
0,2% Proibido em produtos que entram 
em contato com mucosas.
Cloreto de metil 
benzetônio
0,2% Proibido em produtos que entram
em contato com mucosas.
Substância
Antimicrobiana
Concentração 
máxima
Propriedades
Farnesol 0,2 a 0,6% Bacteriostático natural.
Usado em formulações de spray, 
gel, roll-on, creme.
Clorhexidina
0,1 a 0,3%
Possui baixa toxicidade;
Precipita com íons cloreto, sulfato, 
carbonato e fosfato.
É incompatível com CMC, goma
adraganta, alginatos e formaldeído
Atividade máxima: pH de 6 a 8.
É mais utilizado em sabonetes
bactericidas de uso
médico/hospitalar.
É pouco efetivo contra G-.
ANTIMICROBIANOS para uso em
DESODORANTES
Substância Anti-
séptica
Propriedades
Bicarbonato de sódio Atua como alcali e ácido. Reage com os 
subprodutos da degradação enzimática e 
forma sais inodoros instáveis.
Óleos essenciais
Extratos Glicólicos
Cravo, tomilho, sálvia, alecrim, sândalo, 
cipreste, louro e pinho (0,5 a 1,0%) 
substâncias que contém grupos fenólicos 
(timol e eugenol).
Chitosan (0,1%) Origem marinha, menos irritante à pele, 
melhora a adesão do perfume na pele, 
compatível com cloridróxido de alumínio.
Álcool etílico Ação bactericida e bacteriostática.
ANTI-SÉPTICOS
INIBIDORES 
ENZIMÁTICOS
 Derivados de ácido lático ou tartárico;
 Antioxidantes (BHT);
 Citrato de trietila: 
NEUTRALIZADORES DE ODORES
 Ricinoleato de sódio ou zinco: reagem com compostos 
orgânicos de baixo PM. 
 Óxido de zinco;
 Fenol sulfonato de zinco: máximo 6% de ativo;
ANTIPERSPIRANTES/ANTITRANSPIRANTES
 reduzir a produção de suor axilar e palmoplantar.
 Sais de alumínio e zircônio são adstringentes junto à queratina,
obstruindo os ductos sudoríparos.
 Alteram o estado fisiológico do ducto écrino – Grau II
Ação
• Possuem também função desodorante;
• Baixo pH → reduz o crescimento bacteriano;
• Redução da umidade → retarda a reprodução bacteriana.
Substâncias com ação ANTIPERSPIRANTE
Substância Concentração 
máxima
Propriedades
Cloreto de alumínio 
hexahidratado 15% de ativo
Mais irritante à pele que o 
cloridróxido, devido ao pH na faixa 
de 3,7 a 4. Proibido em aerossol.
Cloridróxido (ou 
cloridrato) de 
alumínio pó ou 
líquido
25% de ativo Sal inorgânico cloreto básico de 
alumínio.
Apresenta pH em solução aquosa 
15% entre 3,8 a 4,2.
Menos irritante devido ao maior pH 
e é incompatível com estearato de 
sódio (sabão).
Dicloridróxido de 
alumínio (pó ou 
líquido)
25% de ativo Mesmas propriedades do 
cloridróxido de alumínio.
Substâncias com ação ANTIPERSPIRANTE
Substância Concentração 
máxima
Propriedades
Sesquicloridrato de 
alumínio (pó ou 
líquido)
25% de ativo
Apresenta pH em solução aquosa 
entre 4,2 a 4,4.
É insolúvel em etanol 50%.
Cloridróxido de 
alumínio 
alantoinado
25% de ativo Contém alantoína em sua fórmula, 
resultando em menor irritação e 
ação calmante e antiinflamatória da 
pele.
Incompatível com estearato de 
sódio.
Cloridróxido de 
alumínio lactato de 
sódio
25% de ativo Compatível com estearato de sódio.
Substâncias com ação ANTIPERSPIRANTE
Substância Concentração 
máxima
Propriedades
Cloridróxido de 
alumínio e zircônio
20% de ativo Incompatível com estearato de 
sódio.
Cloridrato de 
alumínio zircônio 
glicina
5,4% como 
zircônio
Concentração normal de uso: 5 a 
8%.
Proibido para produtos na forma de 
spray atomizadores e aerosol, 
devido a toxicidade por inalação.
Cloreto de zinco 2% de ativo Uso: 0,2 a 2%.
Sulfato de alumínio
e amônio
8% de ativo 
como sulfato de 
alumínio
Produto temporariamente permitido
pelo FDA devido à eficácia e 
segurança.
Recomendações gerais para o uso de 
sais de alumínio
 Produtos base aquosa - cloridróxido de alumínio em solução (eficiência e 
transparência).
 Produtos anidros - cloridróxidos de alumínio em pó (ultrafinos);
 pH recomendado 3,7 a 4,4 (maior eficácia, mínima irritação). 
 Usar preferencialmente bases não-iônicas.
Recomendações gerais para o uso de 
sais de alumínio
 Concentrações elevadas de ceras e fluidos de silicones não voláteis 
podem reduzir a eficácia - formam uma barriera física (partículas).
 Em Géis, o cloridróxido de alumínio e zircônio (eficácia).
 Antioxidante - evitar a mudança de coloração.
DESODORANTES e ANTIPERSPIRANTES 
Formas de Apresentação
 Desodorantes e Antiperspirantes de baixa viscosidade líquidos: squeeze, 
spray
 soluções hidroalcoólicas de sais de alumínio ou antibacterianos;
 etanol (solubilização dos perfumes e vaporização);
 umectantes (glicerol, sorbitol, polietilenoglicol (aumentam a 
viscosidade e aderência do produto na pele)
 tampão (uréia, bórax) para diminuir a irritabilidade dos sais de 
alumínio de pH baixo;
 Antiperspirantes e desodorantes líquidos: aerossol
 propelentes (CO2, butano)
DESODORANTES e ANTIPERSPIRANTES 
Formas de Apresentação
 Loções (emulsões de baixa e média viscosidade):
aplicador – roll-on.
 Cremes (emulsões de alta viscosidade): aplicador –
potes.
 Géis alcoólicos: aplicador – roll-on.
 Sólido/Bastão (base estearato de sódio e 
suspensão anidra): aplicador – stick.
Desodorante spray
 Água desmineralizada
 Álcool etílico
 Propilenoglicol
 Cloridróxido de alumínio
 Triclosan
 Fragrância
Desodorante e Antiperspirante
roll-on sem álcool 
 Água desmineralizada
 Material Graxo
 Tensoativo (não iônico)
 Cloridróxido de alumínio
 Triclosan
 Conservantes
 EDTA
 Fragrância

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