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Capitulo I
 Introdução
Os ruminantes em Moçambique dependem fundamentalmente dos pastos naturais e espontâneos para a sua alimentação. Estes pastos estão adaptados as condições agro-ecológicas e climáticas de cada região. Estas condições, principalmente o regime de chuvas, determinam a ocorrência de vários tipos de pastos (doces, amargos e mistos) (MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, 2010).
Ao longo do ano, os pastos perdem as suas qualidades nutritivas quer por maturação e lenhificação (formação de fibra), ou pela não transferência de nutrientes principalmente minerais para a planta uma vez que a sua disponibilidade no solo é escassa reduzindo o consumo voluntário pelos animais. Esta diminuição da qualidade, bem como da quantidade disponível é mais acentuada durante a estação seca, agravada pelo tempo insuficiente de pastoreio e outro factor é a fraca disponibilidade de pasto devido as queimadas descontroladas (VILELA et all, 2007).
As situações anteriormente mencionadas, obrigam os animais a percorrerem grandes distâncias a procura de bom pasto, levando mais tempo a andar e menos tempo a comer, o que leva ao seu emagrecimento progressivo e consequente um aumento da susceptibilidade as doenças e, em alguns casos os animais são obrigados a deslocar-se para fora das áreas de pastagens, podendo invadir machambas, resultando em conflitos (idem).
Para fazer face a esta situação, foram estabelecidas alternativas para aumentar a produtividade, disponibilidade e qualidade dos pastos através do seu melhoramento o qual poderá ser alcançado por reforço e ou cultivo de pastagens, conservação e uso de forragens e produção e uso de bloco mineral na suplementação animal.
No entanto, o presente trabalho pretende-se avaliar o impacto da utilização de blocos minerais na alimentação de bovinos a base de pastos na época seca, com o propósito de demonstrar o quão importe são os blocos minerais e incentivar os criadores de ruminantes a usarem-nos nas suas unidades de produção com vista a melhorar a produção e produtividade desta área. 
 Delimitação do tema
O presente trabalho tem como tema avaliação do impacto do uso de blocos minerais na alimentação de bovinos a base de pasto na época seca, foi realizado no posto administrativo de Malei, no distrito de Namacurra, Província da Zambézia onde se verificaram problemas na produção, utilização de blocos minerais na alimentação de bovinos. A pesquisa limitou-se apenas na relação do uso de blocos minerais com a alimentação ou ingestão de pasto e foragem de baixa qualidade, avaliação da taxa de digestibilidade a aparente e da composição dos componentes das misturas para a produção de blocos minerais. 
 Problematização 
O pesquisador deve contextualizar de forma sucinta o tema de sua pesquisa. Contextualizar significa abordar o tema de forma a identificar a situação ou o contexto no qual o problema a seguir será inserido. Essa é uma forma de introduzir o leitor no tema em que se encontra o problema, permitindo uma visualização situacional da questão (OLIVEIRA, 2002:169).
Dentro dos limites genéticos e garantidas condições sanitárias e de maneio adequadas, o desempenho animal é o produto do suprimento (oferta), consumo, valor nutritivo (concentrações de energia e nutrientes, digestibilidade) e metabolismo, em outras palavras, é o reflexo do consumo e eficiência de utilização de nutrientes metabolizáveis.
Conforme (PEDREIRA & BERCHIELLI, 2006) o princípio básico e universal de qualquer sistema de produção de bovinos é a obtenção do equilíbrio entre demanda e suprimento de alimento (energia e nutriente digestíveis / metabolizáveis).
Hipoteticamente, as forragens consideradas de alta qualidade devem ser capazes de fornecer os nutrientes necessários para atender às exigências dos animais em sistema de pastoreio, quais sejam, energia, proteína, minerais e vitaminas. Entretanto, as pastagens raramente estão em estado de equilíbrio na relação entre suprimento e demanda e, este desequilíbrio é mais acentuado na época seca.
Nesta ordem de ideia levanta-se a seguinte questão:
Ate que ponto pode ser considerada relevante a utilização do blocos minerais na alimentação de bovinos a base de pastos na época seca?
 Justificativa 
Os alimentos mais comumente utilizados por esses animais contêm proporções desequilibradas, com deficiência de minerais, pouca palatabilidade e digestibilidade, provocando sérios distúrbios metabólicos em função da deficiência de minerais e redução do consumo voluntario no animal na época seca como consequência da lignificação dos pastos. 
Os ruminantes em Moçambique dependem fundamentalmente dos pastos naturais e espontâneos para a sua alimentação, particularmente no distrito de Namacurra o sistema de criação é maioritariamente familiar em que são alocados os mínimos recursos possíveis para a sua criação. Assim, as pastagens constituem a base da alimentação dos bovinos e, portanto, o fornecimento de nutrientes e consequente produção animal satisfatória depende da quantidade e qualidade da matéria seca disponível no pasto.[1: Matéria seca é o que sobra dos alimentos depois de retirada toda água.]
A escolha do tema foi motivada pela observação de uma realidade vivida no quotidiano. Pois tem se visto frequentemente que na época chuvosa os ruminantes apresentam uma boa aparência corporal e na época subsequente estes apresentam-se numa situação deplorável e mais susceptíveis a doenças. 
Os minerais estão envolvidos em quase todas as vias metabólicas do organismo animal, com funções importantes na performance reprodutiva, na manutenção do crescimento, no metabolismo energético, na função imune entre outras tantas funções fisiológicas, não só para a manutenção da vida, como também para o aumento da produtividade animal (LAMB et al, 2008; WILDE, 2006).
Contudo os minerais nem sempre são encontrados em quantidades desejáveis nos alimentos volumosos principalmente na época seca, não sendo suficiente para a máxima resposta animal, havendo a necessidade de uma suplementação para compensar essa deficiência (PEIXOTO et al, 2005; TOKARNIA et al, 2000). 
Estratégias devem ser adotadas para melhor atender as exigências de minerais dos animais que, quando não supridos, poderão causar diversas alterações metabólicas, diretamente relacionadas ao desempenho produtivo desses animais (PEDREIRA & BERCHIELLI, 2006).
Por esta razão nasce a necessidade de procurar perceber qual é o impacto do bloco mineral na alimentação dos bovinos.
 Hipóteses 
H0: O desempenho de bovinos alimentados de volumosos na época seca não é influenciado pela administração de blocos minerais.
H1: O desempenho de bovinos alimentados de volumosos na época seca é influenciado positivamente pela administração de blocos minerais.
Objectivos
Geral
Avaliar o impacto do uso de blocos minerais na alimentação de bovinos a base de pastos na época seca.
Específicos
Descrever o comportamento das pastagens ao longo do ano;
Equiparar os índices de ganho de peso nos animais suplementados e não suplementados;
Comparar a digestibilidade aparente;
Comparar a constituição dos ingredientes para a produção de blocos minerais.
Propor medidas de uma boa utilização do bloco mineral na alimentação de bovinos.
Capitulo II
2.1. Fundamentação teórica 
2.2. Conceitos relacionados 
Alimentos são todas as substâncias e proteínas utilizadas pelos seres vivos como fontes de matéria e energia para poderem realizar as suas funções vitais, incluindo o crescimento, movimento e reprodução (www.dicionarioonline. 12/06/2014. 19:50h). 
Alimentação é o processo pelo qual os organismos obtêm e assimilam alimentos ou nutrientes para as suas funções vitais, incluindo o crescimento, movimento, reprodução e manutenção da temperatura do corpo (www.dicionarioonline. 12/06/2014. 20:03h).
Blocos minerais são blocos nutritivos a base de sais minerais com a finalidade de estimular o apetite dos animais de modo a aumentar o consumo voluntário de pasto de baixa palatabilidade (VILELA et al, 2007).
Pastotodo o material que o gado consome de forma livre e voluntaria na pastagem. 
Pasto  é a vegetação utilizada para a alimentação do gado e por extensão o terreno onde o gado é deixado para se alimentar (www.dicionarioonline. 12/10/2014. 21:19h).
Pastagem natural é uma pastagem onde a vegetação original (vegetação clímax) é composta principalmente de espécies herbáceas (gramíneas ou não) e arbustos (COSTA, 1973). Ainda segundo o mesmo autor vegetação clímax é o mais alto estágio de desenvolvimento que a vegetação pode alcançar em equilíbrio dinâmico com o clima e o solo. 
Palatabílidade segundo IVINS (1952), citado por PAULINO (2000), é definida como a soma dos factores que operam ou influenciam para determinar melhor, até que grau o alimento é atrativo para os animais.
Digestibilidade - é o coeficiente de absorção de um nutriente, sendo em geral expresso como percentagem do que foi retido em relação ao que foi ingerido (EMBRAPA, 2003).
Suplementos são alimentos destinados a complementarem a dieta e fornecer nutrientes, como vitaminas, minerais, fibras, ácidos graxos ou aminoácidos, que podem estar faltando ou não podem ser consumidas em quantidade suficiente na dieta (BACURAU, 2007).
2.3. Alimentos e seus derivados 
Os alimentos são classificados de acordo com a Associação Americana Oficial de Controle de Alimentos (AAFCO) e o Conselho Nacional de Pesquisas dos EUA (NRC) e adaptada por F.B. MORRISON citado por Teixeira (1998)
Alimentos volumosos - são aqueles alimentos de baixo teor energético, com altos teores em fibra ou em água. Possuem menos de 60% de NDT e ou mais de 18% de fibra bruta (FB) e podem ser divididos em secos e húmidos. São os de mais baixo custo na propriedade. Os mais usados para os bovinos de corte são as pastagens naturais ou artificiais (braquiárias e panicuns em sua maioria), capineiras (capim elefante), silagens (capim, milho, sorgo), cana-de-açúcar, bagaço de cana hidrolisado; entre os menos usados estão: fenos de gramíneas, silagem de girassol, palhadas de culturas, etc. [2: É a fonte de alimentaçao de ruminantes mais barata em todo o mundo e maior parte de Moçambique.][3: Nutrientes digestíveis totais. ]
Alimentos concentrados - são aqueles com alto teor de energia, mais de 60% de NDT, menos de 18% de FB, sendo divididos em:
Energético: alimentos concentrados com menos de 20% de proteína bruta (PB); origem vegetal - milho, sorgo, trigo, arroz, melaço, polpa cítrica; origem animal - sebos e gordura animal.
Proteicos: alimentos concentrados com mais de 20% de PB; origem vegetal - farelo de soja, farelo de algodão, farelo de girassol, soja grão, farelo de amendoim, caroço de algodão, cama de frango -; origem animal - farinha de sangue, de peixe, carne e ossos (sendo esta última atualmente proibida pelo Ministério Agricultura para uso em ruminantes).
Minerais - compostos de minerais usados na alimentação animal: fosfato bicálcico, calcário, sal comum, sulfato de cobre, sulfato de zinco, óxido de magnésio, etc.
Vitaminas - compostas das vitaminas lipossolúveis e hidrossolúveis;
Aditivos - compostos de substâncias como antibióticos, hormônios, probióticos, antioxidante, corantes, etc.
Outros alimentos - aqueles que não se classificam nos itens anteriores (TEIXEIRA, 1998; MELLO, 1999).
 Tipos de pastos 
Segundo REBELO (1984), citado por VILELA et all (1994) em Moçambique podem ser considerados três tipos principais de pastos:
Pastos doces
Pastos mistos
Pastos amargos
Os pastos doces ocorrem onde a precipitação é reduzida e irregular e geralmente em altitudes baixas. O pasto mantém-se palatável durante todo o ano, tem geralmente fraca cobertura graminosa e tendência para a invasão de arbustos indesejáveis, mas rico em pastos arbustivos e arbóreos.
Pastos amargos ocorrem onde a precipitação é elevada e geralmente em altitudes também elevadas, assim, o pasto mantém-se grosseiro e pouco palatável no fim da época das chuvas e apresenta boa cobertura do solo até onde a meta o permite, suportando o pastoreio intensivo.
Por sua vez, os pastos mistos apresentam algumas características comuns aos pastos doces e amargos e como são de transição entre elas, tanto se pode aproximar dos doces como dos amargos. É o que acontece nalgumas regiões do Sul de Moçambique.
 Comportamento das pastagens ao longo do ano
As plantas forrageiras dependendo do estádio fenológico, oferecem maior ou menor quantidade de nutrientes aproveitáveis. Normalmente, os melhores índices são alcançados durante o estádio vegetativo pleno. Durante o início da estação chuvosa (rebrota) as plantas são aquosas (pobres em matéria seca). No período seco-inverno as gramíneas ao atingirem estádio de florescimento tornam-se fibrosas e reduzem os teores de proteína, fósforo e caroteno (pró-vitamina A) (PAULINO, 2000). Isto se deve ao fato de certos nutrientes, como o fósforo serem móveis na planta, diminuindo a concentração em tecidos mais velhos (idem). 
O consumo de pastos nos bovinos é positivamente influenciado pelo teor de nutrientes como proteína, fósforo, cobalto, enxofre e pela digestibilidade de sua matéria seca ou matéria orgânica, este ultimo fator é negativamente correlacionado com constituintes de parede celular, quando os níveis de fibra detergente neutra alcançam patamares superiores a 55 - 60% (EMBRAPA, 2000). 
A qualidade do pasto envolve o consumo, a concentração de nutrientes, a digestibilidade do nutriente e a natureza dos produtos finais da digestão (associados à eficiência de utilização). Forragens diferem no valor nutritivo potencial de sua fração parede celular (fibra) por causa de diferenças na quantidade de paredes celulares derivadas de vários tipos de células consumidos pelo animal e suas degradabilidades individuais, ou seja, diferenças na proporção dos diferentes componentes desta parede (celulose, hemicelulose e lignina) e na forma como estes componentes interagem em sua estrutura. Estas variações são observadas não somente entre espécies, mas em diferentes partes da planta e estádios de maturidade dentro de uma mesma espécie.
Conforme SOEST, (1994) o conteúdo de matéria seca indigestível é o fator que, em maior medida limita, o consumo. Dentro de certos limites (aproximadamente 67% de digestibilidade), o consumo de matéria seca se incrementa à medida que aumenta a digestibilidade da dieta (idem). 
A digestibilidade da matéria orgânica, a qual determina o valor energético da forragem, depende essencialmente do grau de lignificação da parede celular. Por outro lado, a velocidade (taxa) de digestão é correlacionada com a distribuição da lignina nas células, a relação carbono: nitrogênio e a população microbiana, ou seja, depende do substrato e do aparato enzimático. As células se lignificam de acordo com o tipo e idade da célula, ou seja, a lignificação é característica associada à célula individualmente e ao processo de envelhecimento (estádio de diferenciação) (SOEST, 1994).
 Importância da Disponibilidade do pasto 
Para PAULINO (2000), os sistemas baseados em pastagem o nível de oferta de pasto terá um efeito direto na resposta animal já que condiciona a quantidade e qualidade do material ingerido. Assim, deve-se permitir ofertas de pasto não limitantes de consumo, inclusive otimizando a pastagem seletiva. A atitude dos bovinos em pastagem por selecionar dieta com a mais alta qualidade possível é uma manifestação da estratégia para otimizar o balanço nutricional. Em consequência e como resultado da preferência manifestada em pastagem, a dieta é, geralmente, de maior digestibilidade, maior conteúdo de proteína e menor conteúdo de parede celular que o pasto oferecido (idem). 
A disponibilidade de matéria seca afeta a proporção de material que pode ser colhido pelo animal, o grau de seletividade, o consumo de forragem e, consequentemente, o desempenho animal. À medida que a matéria seca ofertada diminui o animal procura manter o nível de consumo alterando o comportamento ingestivo. Nesta situação, o consumo por bocado é a variável mais influenciadapelas condições da pastagem, principalmente pela altura da mesma (HODGSON, 1990), sendo tanto menor quanto menor for à oferta de pasto. [4: Bocado é o ato de colher com a boca uma quantidade de pasto, ignorando os movimentos da arcada associados inicialmente com a colocação do pasto na boca e com a manipulação deste dentro dela antes de engolir.]
A taxa de bocados, geralmente, tende a aumentar, mas a taxa de incremento não é suficiente para prevenir uma diminuição na taxa de consumo (produto da taxa de bocados e o tamanho do bocado). Enfim, a resposta adaptativa que mais rapidamente deve ser observada é o aumento do tempo de pastoreio que deve ocorrer quando a disponibilidade diminui. [5: dentada ou porção consumida.]
A altura para os animais é significado de quantidade de biomassa disponível. A preferência por altura significa oportunidade de alta ingestão na medida em que ela potencializa a profundidade do bocado que, por sua vez é o principal determinante da massa do bocado (HODGSON, 1990).
Em pastagens tropicais como é o caso de Moçambique em particular o distrito de Namacurra, caracterizadas por heterogeneidade em qualidade nos distintos estratos da planta (diferenciação morfológica), os animais selecionam uma dieta mais rica em proteína e mais digestível que a planta inteira.
Nesse contexto, a folha seria o componente mais importante da pastagem, enquanto o rendimento em folha, sua percentagem e a densidade do material verde seriam os principais fatores que influenciam o tamanho do bocado e consequentemente o consumo dos animais em pastagem.
Os animais pastam seletivamente, mesmo em condições onde a quantidade de pastos disponível é limitante. Assim, quando o conteúdo de folhas diminui, o tamanho do bocado também o faz, refletindo o esforço do animal em selecionar a folha remanescente, mas isto exige uma compensação via dilatação do tempo de pastoreio. 
 Deficiência de nutrientes nas pastagens 
Deficiências de nutrientes são comuns nas pastagens, pois muitos solos são deficientes em certos nutrientes, que afetam as plantas e, por sua vez, aos animais que se alimentam delas. Assim, em certos períodos as gramíneas em disponibilidade nos pastos apresentam teores de nutrientes abaixo das exigências dos animais.
A tentativa de equilibrar os nutrientes oferecidos contribui para a manutenção de um padrão de fermentação uniforme, parâmetros ruminais (amônia, pH) constantes, ensejando maior eficiência microbiana, maior disponibilidade de substratos energéticos (ácidos graxos voláteis) e proteína microbiana (SOEST, 1994).
A proteína microbiana sintetizada no rúmen vária de acordo com a energia disponível para os microrganismos, que é determinada pelo consumo de energia e pelos compostos nitrogenados degradados no rúmen (idem).
A utilização de paredes celulares de plantas requer a interação dinâmica do animal, dieta e população microbiana. O uso produtivo de paredes celulares pelos animais é determinado pela restrição mais limitante dentro dessa interação dinâmica.
Um nutriente disponível em concentrações inadequadas (um nutriente “em mínimo”) é um fator limitante do rendimento. A elevação da capacidade produtiva dos bovinos gera demanda de nutrientes pelos tecidos. Embora os ruminantes tenham capacidade de digerir paredes celulares de plantas, o seu consumo elevado torna uma limitação quando o potencial de produção destes animais torna-se maior. As paredes celulares das plantas são menos digestíveis e têm menor densidade (maior capacidade de enchimento ruminal) que solúveis de plantas, resultando em menor densidade de energia nas pastagens (PAULINO, 2000). 
A maneira mais simples de satisfazer as exigências de energia de ruminantes alto-produtores é remover parte das paredes celulares da dieta e substituí-la com conteúdos celulares mais fácil, rápida e altamente digestíveis.
Os fatores controláveis que podem ser utilizados para potencializar a utilização do pasto são: a escolha da espécie e maneio do pasto, que permita a colheita de pasto pelo animal em um estádio imaturo e suplementação.
 Função dos minerais 
As pastagens são a forma mais económica e prática de alimentação de bovinos. Com isso, torna-se prioridade aumentar a utilização das forragens via optimização do consumo e da disponibilidade de seus nutrientes. Pastos durante o período seco, em sua maioria, apresentam menos de 7% de proteína bruta (PB) na matéria seca, havendo, assim, deficiência de proteína degradável no rúmen (PDR) para crescimento microbiano e actividades fermentativa adequados (SOEST, 1994), causando depressão na digestão da celulose e no consumo, acarretando baixo desempenho animal. Nessas condições, torna-se fundamental a correção da deficiência mineral e proteica.
A correção de deficiências minerais e energética pode ocorrer mediante o fornecimento de blocos minerais, o que proporcionará aumento na população de microrganismos do rúmen e, consequentemente, elevará a digestibilidade da forragem de baixa qualidade e o consumo de matéria seca e de energia digestível (TEIXEIRA, 1998).
Segundo SOEST (1994), a eficiência de utilização da energia metabolizável (EM) dos pastos pode ser significativamente melhorada pela suplementação. Ao reduzir as deficiências dos nutrientes, a suplementação garante o crescimento microbiano eficiente, o que pode resultar em eficiente fermentação microbiana para um máximo de extração de carbohidratos dos pastos, com consequente aumento na produção de ácidos graxos voláteis. Além disso, o aumento da síntese microbiana, promovido pela PB fornecida na dieta, eleva a saída de proteína microbiana do rúmen.
Os elementos minerais podem exercer quatro funções no organismo animal, conforme descreve UNDERWOOD & SUTTLE (1999) citado por TEIXEIRA (1998). Apesar desta separação, cada função não é exclusiva de um determinado elemento mineral, de forma que, um único mineral pode exercer mais de uma função específica assim como diversos minerais podem exercer uma única função quando em interação no organismo animal.
Estrutural
Compõem estruturas nos órgãos e tecidos do corpo. Por exemplo, Ca, P, Mg, F e Si nos ossos e dentes e P e S nas proteínas do músculo. Zn e P contribuem com a estabilidade estrutural de moléculas e membranas das quais fazem parte.
Fisiológica
Ocorrem nos fluidos e tecidos como eletrólitos e estão envolvidos com a manutenção da pressão osmótica, do balanço ácido-básico, da permeabilidade de membranas e irritabilidade dos tecidos.[6: Um fluido é uma substância que se deforma continuamente quando submetida a uma tensão de cisalhamento, não importando o quanto pequena possa ser essa tensão. Tanto os gases quanto os líquidos são classificados como fluidos.][7: Eletrólito é toda a substância que dissociada ou ionizada origina íons positivos ( cations ) e íons negativos ( ânions }, pela adição de um solvente ou aquecimento. Desta forma torna-se um condutor de eletricidade.]
Exemplo: Na, K, Cl, Ca, e Mg no sangue, fluido cérebroespinal e suco gástrico.
Catalítica 
Agem como catalisadores nos sistemas enzimáticos e hormonais, como componentes da estrutura de ou como ativador do sistema.
Reguladora
Recentemente, tem-se verificado ação reguladora dos minerais na replicação e diferenciação celular. Ca, por exemplo, influencia o sinal de transdução e o Zn na transcrição durante o mecanismo de síntese proteica no organismo animal.[8: Transdução é o processo de reprodução no qual o DNA bacteriano é transferido de uma célula bacteriana da para outra por um vírus.]
 Estratégias de suplementação alimentar de ruminantes na época seca
As estratégias de suplementação alimentar de ruminantes na época seca constituem alternativas para aumentar a produtividade, disponibilidade e quantidade dos pastos bem como estimular o consumo voluntario e corrigir deficiências nutricionais suprindo aos animais os nutrientes de que necessitam. 
Segundo VILELA et all (2007), as estratégias de suplementação alimentar de ruminantes na época seca são:
Melhoramento de pastagens;Estabelecimento de um banco forrageiro;
Conservação de pastagens e;
Uso de blocos minerais.
Melhoramento de pastagens
O melhoramento de pastagens pode ser de duas maneiras destintas nomeadamente:
Por reforço – que consiste em melhorar a qualidade da pastagens natural por uma introdução de novas espécies de boa qualidade e produtividade, assegurando a alimentação dos animais numa área relativamente limitada. Esta pode ser feita mediante uma queimada controlada seguida do lançamento de gramíneas ou leguminosas como por exemplo a Brachiaria spp e Desmodium uncinatum respectivamente, para que germinem com o surgimento das chuvas. 
Por cultivo - O cultivo de pastagens consiste na preparação do solo e sementeira de novos pastos de boa produtividade e qualidade tais como Panicum spp, Brachiaria spp, Urochloa spp e Cenchrus spp, durante o ano. Devem ser pastos que produzem mais folhas que caule, os amanhos culturais são idênticos aos realizados em culturas agrícolas e, as pastagens melhoradas podem ser usadas para pastoreio direto controlado, produção de feno e silagem.
 Estabelecimento de banco forrageiro 
O banco forrageiro é uma reserva de forragens cultivadas em pequenas áreas restritas que vamos buscar cortando determinada quantidade para o reforço alimentar dos animais (VILELA, et all, 2007).
Para o estabelecimento de um banco forrageiro, podem ser usadas espécies vegetais como amoreiras, leucaenas, gliricidias, capim elefante, cana-de-açúcar e tantas outras espécies (EMBRAPA, 2000).
Tem o mesmo efeito que a silagem, com a diferença de que, para o banco forrageiro, plantamos arvores, arbustos e ou gramíneas que se mantêm verdes durante todo o ano.
Conservação de pastagens 
O excesso de forragem produzida durante a época das chuvas poderá ser conservada para mais tarde ser disponibilizada aos animais durante a época de escassez alimentar, como suplemento ou alimento verde de base. 
Existem diferentes métodos de conservação e melhoria das forragens, nomeadamente: a fenação e ensilagem.
A conservação das forragens faz-se por dois processos principais:
A desidratação (perda de uma certa quantidade de agua) que é a base da fenação que é um processo simples que consiste no corte e desidratação de forragens verdes. (www.dicionariooniline.com 27/10/2014.05:46h).
A idade da planta recomendada para o corte é quando em cada 4/5 plantas, uma esta em floração. Isso significa dizer que temos cerca de 25% de matéria seca (MS). A MS é a parte da planta que resta quando extraída toda humidade (MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, 2010). 
Conforme VILELA et all (2007), os fenos só puderam ser usados 60 dias a pois seu preparo. Os fenos novos não deverão ser usados em quantidades, pois sendo muito apetecíveis poderão causar problemas digestivos se consumidos em excesso.
O valor nutritivo do feno, no entanto será superior sempre que se obtenha uma boa mistura entre gramíneas e leguminosas. O valor nutritivo varia ainda com: idade da planta, espécie usada e a proporção entre folhas e caules.
A fermentação controlada que é o processo que sustenta a ensilagem. 
A ensilagem consiste no corte de forragens verdes, possuindo um certo grau de humidade, e sua compressão num local denominado silo e através da fermentação controlada, transformam-se em material conservado (VILELA, et all, 2007).
A fermentação é um termo para mudanças químicas provocadas por seres microscópicos, como bactérias. A fermentação é um processo anaeróbico, isto é, que ocorre na ausência de oxigénio. Neste processo ocorre a formação de resíduos (restos, produtos ou sobras) formados por material orgânico. Não deve ser confundida com a respiração anaeróbica (processo no qual algumas bactérias produzem energia anaerobicamente formando resíduos inorgânicos, (www.dicionariooniline.com 27/10/2014.05:46h).
Uso de blocos minerais 
Para bovinos mantidos exclusivamente em pasto, a suplementação de minerais é feita, geralmente, com blocos minerais, colocados em locais estratégicos. A mistura mineral deve estar sempre à disposição, pois o consumo, para ser efetivo na suplementação das exigências, tem de ser contínuo (PAULINO, 2000).
PAULINO, 2000; VILELA, 2007 & EMBRAPA, 2000 são unanimes em afirmar que um dos problemas relacionados com o fornecimento de misturas minerais à vontade nos comedouros é que o consumo é variável e errático. O sal comum (NaCl), por ser palatável e bem aceite, é um importante veículo para ingestão de outros minerais, sendo então incorporado na proporção de 30% a 50% da mistura total. 
Em moçambique os blocos minerais são produzidos de duas formas dependendo das condições do criador. A diferença reside no facto de que algumas pessoas usam cimento de construção e outras em substituição deste usam argila (MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, 2010). os ingredientes indispensáveis são:
Cimento de construção ou argila – este componente serve para solidificar ostros componentes, mais também são fontes de alguns minerais como o caso de ferro;
Sal da cozinha (cloreto de sódio) – o sal serve para estimular o consumo voluntaria no animal além disso faz a correção de cálcio e sódio; 
Farelo de milho – este é uma fonte de energia, é um alimento concentrado de altamente nutritivo;
Açúcar ou melaço é uma fonte de energia;
Água – tem a função de solvente, permite misturar os componentes com argila ou cimento de modo a formar uma massa.
 Procedimentos para a preparação de um bloco mineral
Conforme VILELA et all (2007) e MINISTÉRIO DA AGRICULTURA (2000), os procedimentos para a produção de blocos minerais são:
 Misturar cimento ou argila e farelo;
Misturar sal, açúcar e agua formando uma solução;
Juntar as duas misturas para formar uma massa;
Por num molde de madeira, prato, panela ou forma de fabrico de blocos de construção e deixar 48h e secar com um pau no meio;
Tirar do molde e deixar na sombra para secar durante uma semana;
Pendurar no curral para o gado lamber. Facilita a digestão e aumenta o consumo voluntario pelo aumento de apetite do anima.
Capítulo III
3.1. Procedimentos metodológicos 
De acordo com UNIVELLE (2006) citado por SILVA (2000) metodologia é o conjunto de métodos e técnicas utilizadas para a realização de uma pesquisa. 
Metodologia é como o conjunto detalhado e sequencial de métodos e técnicas científicas a serem executados ao longo da pesquisa, de tal modo que se consiga atingir os objectivos inicialmente propostos e, ao mesmo tempo, atender aos critérios de menor custo, maior rapidez, maior eficácia e mais confiabilidade de informação. Está, portanto, associada a caminhos, formas, maneiras, procedimentos para atingir determinado fim, (MARCONI e LAKATOS, 2003).
O proponente apoiou-se nessa ideia e acrescenta que metodologias são caminhos usados pelo pesquisador para alcançar os objectivos do trabalho que está sendo desenvolvido dentro dos parâmetros preestabelecidos.
Tipo de pesquisa 
Tendo em conta a abordagem do estudo foi realizado, do problema assim como dos objetivos previamente definidos, a pesquisa foi do tipo exploratória, pois este tipo proporciona maior familiaridade com o problema com vistas a torná-lo explícito ou a construir hipóteses. Assume, em geral, as formas de Pesquisas Bibliográficas e Estudos de Caso (MARCONI e LAKATOS, 2003). 
Forma de abordagem 
Quanto a forma de abordagem do problema foi quantitativa, pois de acordo com estudo feito por SILVA & MENEZES (2001), este tipo de pesquisa permite maior familiaridade com o problema e facilita a construção de hipóteses, para além de que os resultados obtidos nesse tipo de estudo podem influenciar e facilitar a resolução de problemas de ordem qualitativa.
Método de abordagem 
O método de abordagem foi hipotético dedutivo, pois este consiste na construção de conjeturas baseadas nas hipóteses, isto é, caso as hipóteses sejam verdadeiras então as conjeturas também serão. Por esta razão as hipóteses devem ser testadas e confrontadas com os factos, para verificar quais são as hipóteses que persistem comovalidas resistindo as tentativas de falseamento. É um método logico, que leva a um grau de certeza igual ao das hipóteses iniciais, assim o conhecimento absolutamente certo e demonstrável é dependente do grau de certeza da hipótese (MARCONI e LAKATOS: 2003).[9: Foi criado por Karl Popper (1902-1994), físico, matemático e filósofo da ciência britânico, criticou o critério da verificabilidade e propôs como única possibilidade para o saber científico o critério da não refutabilidade ou da falseabilidade. De acordo com este critério, uma teoria mantém-se como verdadeira até que seja refutada, isto é, que seja mostrada sua falsidade, suas brechas, seus limites. No seu entendimento, nenhuma teoria científica pode ser verificada empiricamente.]
Técnicas de pesquisa 
Para a recolha dos dados da pesquisa baseou-se nas diversas técnicas como a observação, entrevista estruturada e questionário e para dar mais sumula a pesquisa o autor preferiu cingir nestas técnicas porque achou os mais importantes para a fase seguinte ou etapa que se segue que análise e interpretação dos dados uma vez que não se pode interpretar dados que não foram obtidos a razão pela qual as técnicas são de extrema importância porque para poder ter os dados para serem interpretados é necessariamente que seja colhidos no tereno e uma das técnicas de recolha é observação que para além de observar pode fazer entrevistas sobre o mesmo assunto assim como um questionário sendo assim, a escolha recaiu sobre estes instrumentos pois são aqueles que mais se inscrevem no conjunto dos objectivos da investigação, e são os mais adequados para confirmar ou não as hipóteses inicialmente propostas.
 Observação 
Esta foi utilizada para a obtenção de informações reais, isto é, o pesquisador observou o consumo voluntario, taxa de digestibilidade aparente bem como o ganho de peso. Com esta técnica, o pesquisador obteve informações sobre o tema, e que ajudaram muito na observação e registo de fenómenos que aparecem na realidade, sendo um recurso importante para a realização da pesquisa.
Observação é uma técnica de colecta de dados para conseguir informação (...), aspectos da realidade. Não consiste apenas em ver e ouvir mas também factos que se desejam estudar (LAKATOS e MARCONI, 1991:90). 
Esta foi útil na medida em que auxiliou o autor a inteirar-se devidamente no terreno e conciliar os dados dos entrevistados e questionados. E como o pequisador neste caso o autor tem preciacção do facto mas não participa e não há duvida que é uma observação participante. 
Segundo GIL (1999:113) a “observação participativa consiste no real conhecimento da vida da sociedade, do grupo ou da situação determinada”.
 Entrevista 
A entrevista é um método de recolha de informações que consiste em conversas orais, individuais ou de grupos, com várias pessoas seleccionadas cuidadosamente, cujo grau de pertinência, validade e fiabilidade é análisado nas perspectivas dos objectivos da recolha de informações. 
Segundo GHIGLIONE e MATALON (1993:70) a entrevista é uma conversa com um objectivo, que tem um conjunto de características, tais como: controlo de uma questão específica; verificação de um domínio de investigação cuja estrutura já é conhecida mas que se pretende averiguar acerca da evolução de determinados factores; aprofundamento de um campo que não está completamente esclarecido; exploração de um domínio que não se conhece.
Segundo GIL (1999:117), “pode-se definir entrevista como técnica que o investigador se apresenta frente ao entrevistado e lhe formula perguntas, com o objectivo de obtenção dos dados que interessam a investigação”. Ainda conforme GIL (1999:116) “a entrevista é uma das técnicas de colecta de dados mais utilizadas no âmbito das ciências sociais, psicólogos, sociólogos pedagogos assistentes sociais e praticamente todos outros profissionais que tratam de problemas humanos valem-se dessa técnica não apenas para colecta de dados, mas também com objectivos voltados para diagnóstico e orientação”.
A entrevista como técnica que o investigador se apresenta frente ao entrevistado e lhe formula perguntas, com o objectivo de obtenção dos dados que interessam a investigação, (GIL, 1997:90) 
Esta técnica foi útil para completar os dados recolhidos na técnica documental, através de informações, ideias colhidas a cerca dos blocos minerais e outras formas de suplementação de bovinos na época seca. Para o pesquisador Entrevista é a obtenção de informações de um entrevistado, sobre determinado assunto ou problema e que esta é despadronizada ou não-estruturada uma vez que não existe rigidez de roteiro e que pode-se explorar mais amplamente algumas questões.
 Questionário 
Segundo GHIGLIONE e MATALON (1993), para construir um questionário é obviamente necessário saber com exactidão o que se procura, garantir que as questões tenham o mesmo significado para todos, que os diferentes aspectos da questão tenham sido bem abordados, etc. 
Para LAKATOS e MARCONI, (1999:300), questionário é um instrumento de colecta dados constituído por uma serie de perguntas que devem ser respondidas por escrito e sem a presença do entrevistador. 
Questionário: é uma série ordenada de perguntas que devem ser respondidas por escrito pelo informante. O questionário deve ser objetivo, limitado em extensão e estar acompanhado de instruções As instruções devem esclarecer o propósito de sua aplicação, ressaltar a importância da colaboração do informante e facilitar o preenchimento,(SILVA e MENESE 2001:31).
O questionário é uma serie ordenada de perguntas que devem ser respondidas por escrito pelo informante. Pode conter perguntas abertas (questões subjectivas), fechadas (questões objectivas de assinalar) e perguntas de múltipla escolha (fechadas com uma serie de respostas possíveis), (LAKATOS e MARCONI 2002:34).
Universo e Amostra
Se o pesquisador trabalha com todo o grupo que ele tenta compreender, dizemos que está trabalhando com a população. 
População consiste em um conjunto de indivíduos que compartilham de, pelo menos, uma característica comum.
Entretanto, o pesquisador trabalha com tempo, energia e recursos econômicos limitados. Portanto, são raras as vezes em que pode trabalhar com todos os elementos da população. Geralmente, o pesquisador estuda um pequeno grupo de indivíduos retirados da população. Este grupo denomina-se amostra (LEVIN, 1987). 
O processo de escolha dos indivíduos que pertencerão a uma amostra, é denominado amostragem (idem).
Para POCINHO (2009:11), amostra é um subconjunto retirado da população, que se supõe ser representativo de todas as características da mesma, sobre o qual será feito o estudo, com o objectivo de serem tiradas conclusões validas sobre a população.
No entanto, amostra é um subconjunto de indivíduos extraídos de uma população. O pesquisador busca generalizar conclusões referentes à amostra, estendendo-as para toda a população da qual essa amostra foi extraída. 
Há diversos métodos de amostragem. Para o proponente, interessam-lhe os métodos que permitem que qualquer indivíduo da população possa vir a fazer parte da amostra. Estes métodos de amostragem são denominados por LEVIN (1987) de probabilísticos. 
Métodos de Amostragem Probabilística são os que selecionam os indivíduos da população de forma que todos tenham as mesmas chances de participar da amostra (idem).
Não há dúvida de que uma amostra não representa perfeitamente uma população, ou seja, a utilização de uma amostra implica na aceitação de uma margem de erro que conforme POCINHO (2009) é denominada erro amostral. 
Erro Amostral é a diferença entre um resultado amostral e o verdadeiro resultado populacional; tais erros resultam de flutuações amostrais aleatórias. Não se pode evitar a ocorrência do erro amostral, porém pode-se limitar seu valor através da escolha de uma amostra de tamanho adequado (LEVIN, 1987).
A determinação do tamanho da amostra foi feita com base na estimativa da proporção populacional. 
A fórmula para cálculo do tamanho da amostra para uma estimativaconfiável da proporção populacional (p) é dada por: 
Onde: 
n = Número de indivíduos na amostra 
= Valor crítico que corresponde ao grau de confiança desejado. 
p = Proporção populacional de indivíduos que pertence a categoria que estamos interessados em estudar. 
q = Proporção populacional de indivíduos que não pertence à categoria que estamos interessados em estudar (q = 1 – p). 
E = Margem de erro ou erro máximo de estimativa. Identifica a diferença máxima entre a proporção amostral e a verdadeira proporção populacional 		
Para o presente caso estudou-se 40.1% da população, população esta que foi constituída de vacas e touros da raça landim com em média 170kg, isso significa que do universo populacional de 58 bovinos, retirou-se aleatoriamente uma amostra de 40.1% e o nível de significância escolhido foi de 95%. 
A escolha dessa proporção amostral visa reduzir o erro amostral e isso é sustentado pelos pressupostos de TRIOLA (1999), ao salientar que, o erro amostral e o tamanho da amostra seguem sentidos contrários, isto é, quanto maior o tamanho da amostra, menor o erro cometido e vice-versa. 
Matematicamente terremos:
	Dados
n = ?
 = 95% = 0.05 = 1.96[10: Ver tabela de Z. ]
p = 40.1% = 0.401
q = 1 – 0.401 = 0.599
E = 0.585 – 0.415 = 0.198
	Fórmula
	Resolução
Procedimentos de apresentaçaoe análise e interpretaçao de dados
 Breve descriçao do local de estudo
O distrito de Namacurra esta localizado a sul da provincia da Zambezia, fazendo fronteira a norte com o distrito de mocuba, a oeste acom distrito de nicoadala, a sul com Oceano indico e a Este com o distrito de Maganja da Costa (www.mct.gov.mz. 05/01/2015. 07:23h). 
Este possui uma superficie de 2.041 Km2, o clima predominante é tropical de savana (classificaçao de Koppen), a temperatura media anual ronda nos 27oC, geomorfologicamente Namacurra é dividido por duas unidade principais nomeadmente: a bacia sedimentar e relevo declivoso (www.mct.gov.mz. 05/01/2015. 07:23h).
A agricultura é a atividade dominante e envolve quase todos os agregados familiares. De um modo a agricultura é feita predominantemente em condiçoes de sequeiro, nem sempres bem sucedida, uma vez que o risco de perda das colheitas é alto, dada a baixa capacidade de armazenamento de humidade durante o periodo de crescimento das culturas (MINISTERIO DA ADMINISTRAÇAO ESTATAL, 2005).
 Parâmetros a avaliados 
Ganho de peso;
Digestibilidade aparente;
Constituição das misturas para a produção dos blocos minerais 
 Ganho de peso 
O ganho de peso é de acordo com SOEST (1994) a eficiência com que os animais utilizam os alimentos que consomem para o aumento da sua massa corporal. A resposta animal, é afetada principal pelo consumo ad libitum. As medidas de consumo variam em função da variabilidade animal (espécie animal, status nutricional, categoria animal, demanda energética, idade, sexo), palatabilidade e seleção da forragem (idem). [11: O animal é deixado a pastar a vontade e alimenta-se de acordo com o seu apetite.]
O principal problema da avaliação do consumo de um alimento reside nas razões pelas quais um animal pode recusar um alimento. Uma das razões é a palatabilidade (prazer em ingerir um alimento). Como os animais não comunicam os seus gostos e desgostos tornam-se difícil distinguir se foi a palatabilidade ou se foi uma razão fisiológica que causou a rejeição (PAULINO, 2000). 
Entende-se que a palatabilidade é a escolha livre do animal por um alimento dentre outros que foram oferecidos.
Para avaliar o ganho de peso foi feito um ensaio com 8 (oito) repetições e 3 (três) tratamentos sendo: 
Tratamento1 – testemunha;
Tratamento 2 – prática local.
Tratamento 3 – inovação (administração de bloco mineral + prática local).
Os ensaios serram a partir da utilização do DCC, pois este é útil quando as unidades experimentais são essencialmente homogéneas. Isto é, quando a variação entre as unidades experimentais é pequena (MLAY, et all, 2006) isto assemelha-se ao caso de estudos feitos com animais uma vez que o DBCC é normalmente usado principalmente com o intuito de reduzir o erro experimental devido a formação de blocos (Bloking), o DCC torna-se o mais adequado na medida em que a fonte de variação para o ensaio que se fará assenta-se somente nos tratamentos e todo o resto é homogéneo e ou não influenciará o ensaio e, ainda segundo MLAY et all (2006) este delineamento é flexível no sentido de que o número de tratamentos e repetições é constrangido apenas pela disponibilidade de unidades experimentais. [12: Este consiste no esboço dum experimento entretanto, algumas das variações naturais ao longo da coleção das unidades experimentais são fisicamente manipuladas, tal que, elas não façam uma contribuição ao erro experimental. Esta técnica envolve a priori, agrupamento de unidades experimentais em grupos homogéneos, conhecidos como blocos. Os blocos são fixados desta maneira como forma de maximizar as diferenças entre eles, enquanto se minimizam as diferenças dentro deles. Os tratamentos são assim aleatoriamente fixados dentro dos blocos.]
O ensaio durará um período de 75 dias contando a partir de 22 de outubro de 2014, após a coleta dos resultados estes foram analisados ao nível de significância de 5%. 
Para responder os objectivos do ensaio, o peso medio do tratamento 3 referente a administração de blocos minerais aos bovinos alimentados a base de pastos na época seca foi comparado com os pesos médios dos tratamentos 1 e 2 que representam a testemunha e a prática local prospectivamente usando o teste DMS.
O pevo vivo dos animais será calculado a partir da medição do perímetro torácico (T), perimetro da regiao ventral (V) e comprimento do corpo (C) e aplicação da fórmula de Malhiewitch proposta por VASCONCELOS (2005), que é:
 
Onde:
P = Peso vivo.
T = Perímetro torácico (metro).
V = Perímetro da região ventral (metro).
C = Comprimento do corpo (metro).
62 = Coeficiente.
 Digestibilidade aparente 
O balanço de matéria perdida na passagem através do trato digestivo é o que melhor mensura o aproveitamento de um alimento. Conforme SOEST (1994) a digestibilidade aparente é o balanço dos alimentos menos as fezes. 
A resposta do animal em diferentes digestibilidades pode ocorrer pela compensação em comer mais alimento de mais baixa qualidade. O volume e as lentas taxas de digestão limitam a quantidade ingerida deste tipo de volumoso (SOEST, 1994, PAULINO, 2000, PEDREIRA, 2006).
Uma vez que foi feito o delineamento como a metodologia para avaliar as hipóteses, para a avaliação da digestibilidade aparente foram colhidas as fezes dos animais nos devidos tratamentos, pesadas e em seguida foi feita a separação das fezes propriamente dita e partes de alimento não digerido e pesadas as proporções novamente para se achar a proporção digerida na totalidade e não digerida e no final (método direto) foram comparadas as medias com base no teste DMS ao nível de significância de 5%. Para o calculo da digestibilidade aparente foi usada a seguinte formula proposta por (MAYNARD & LOOSLY, 1966) citado por SOEST (1994).[13: A determinação da digestibilidade pode ser realizada por dois procedimentos básicos: o método direto(coleta total de fezes) e o método indireto (por meio de indicadores).]
 Onde:
DA – Digestibilidade aparente;
MSI – Matéria seca ingerida;
MSE – Matéria seca excretada.
 Constituição da mistura para produção do bloco mineral
Para a produção de blocos minerais são necessários ingredientes. Para obtenção de dados refentes a constituição das misturas foi feito um questionário a 16 produtores. Para o refente questionário não foi necessário retirar uma amostra da população uma vez que esta erra muito pequena. Depois de colhidos os dados foi empregue o teste t - student ao nível de significância de 5% para se avaliar se houve diferença significativa nas proporções do constituinte sal da cozinha, uma vez que segundo VILELA et all (2007) & PAULINO (2000) é este que estimula o consumo voluntario nos animais.No nível de significância de 5% foram comparados os resultados com a seguinte condição: se o valor de t-tabelado for maior ou igual ao t-calculado não há diferença significativa entre as proporções do NaCl adicionado a mistura de bloco mineral, matematicamente teremos:
Não há diferença significativa entre as proporçoes de NaCl em ambos tratamentos.t cal tα/2 = t0.025 
Há diferenças significavas entre as proporçoes de NaCl em ambos tratamentos.
t cal > tα/2 = t0.025 
 
Impacto do uso de blocos minerais na alimentação de bovinos a base de pastos na época seca
Para avaliar o impacto do uso de blocos minerais na alimentação de bovinos a base de pastos na época seca, foi elaborada uma tabela de análise de variância (ANOVA) com base nos dados colhidos nos 3 (três) pontos anteriores a este, em que foram plasmados resultados referentes aos parâmetros avaliados. Na ANOVA foram comparados os valores de Fcal e Ftab ao nível de confiança de 1 e 5% e, a partir desta comparação foi feita a verificação das hipóteses, baseando-se no principio de que:
Fcal < Ftab: não se deve rejeitar a H0, uma vez que se assume que não houve diferença significativa entre os tratamentos.
Fcal > F tab: há diferenças significativas entre os tratamentos e deve ser rejeitada a H0
Capítulo IV
 Análise e interpretação de dados 
Considera a análise e interpretação dos dados como a fase seguir a recolha de dados. Estes dois processos apesar de conceitualmente aparecem sempre estreitamente relacionados. A análise tem por objectivo organizar e sumarizar os dados de forma a possibilitar o fornecimento de respostas ao problema, enquanto a interpretação tem como objectivo procurar o sentido mais amplo das respostas, o que é feito sua ligação e outros conhecimentos anteriormente adquiridos (GIL 2002).
Procurando responder à questão derivada, após os dados analisados, procedeu-se à verificação das hipóteses levantadas no início desta investigação e nesta pesquisa para recolha desta variavel foi feito um ensaio para apurar a veracidade dos factos referentes ao impacto da utilização de blocos minerais na alimentação de bovinos a base de pastos na época seca. 
Ganho de peso 
Tabela 1. Ganhos médios diários de pesos em bovinos alimentados em pastos na época seca, submetidos a diferentes tratamentos. 
	
Repetição 
	Tratamentos
	
	Trat.1
	Trat.2
	Trat.3
	1
	- 0.31
	0.10
	0.34
	2
	- 0.27
	0.08
	0.32
	3
	- 0.27
	0.08
	0.32
	4
	- 0.28
	0.09
	0.33
	5
	- 0.26
	0.07
	0.31
	6
	- 0.26
	0.07
	0.30
	7
	- 0.27
	0.08
	0.30
	8
	- 0.0.28
	0.09
	0.31
	Total 
	- 2.19
	0.66
	2.53
	Media
	- 0.27
	0.08
	0.32
	
	0.60
	0.06
	0.80
	CV
	8.15
	8.27
	7.91
Fonte: Autor (dados primários).
Tabela 2. Diferenças entre as médias de ganho de peso.
	Tratamento
	
	Erro
	DMS
	
	0.24
	0.01
	0.021
	
	0.51
	0.01
	0.021
	
	0.35
	0.01
	0.021
Fonte: Autor (dados primários).
Nota: A DMS foi calculada ao nível de significância de 5% pela expressão:
* Onde: = Grau de liberdade e = Diferença entre as médias.
Os dados constantes das tabelas 1 e 2 demonstram que para o trat.1 houve uma queda de peso estimada em cerca de 0.27kg por dia facto justificado pela diminuição tanto da quantidade bem como da qualidade do pasto associada ao menor tempo de pastoreio, ao passo que para o trat.2 verifica-se ligeiro aumento de peso que é verificado na ordem dos 0.08kg por dia fato que mais que mais se assemelha a uma manutenção do peso do animal, este facto justifica-se pelo significativo prolongamento do tempo de pastoreio, no entanto, verificou-se um significativo ganho de peso situado nos 0.32kg nos animais do trat.3 graças a suplementação alimentar com blocos minerais que em parte, estimulam o consumo voluntario no animal e por outro lado corrigem as deficiências minerais eventualmente existentes no animal.
Os dados estatísticos demostram que ao nível de significância de 0.05 existem diferenças significativas entre os tratamentos ou seja entre os ganhos de peso em animais alimentados de pasto na época, que situam-se nos níveis de 0.24kg e 0.51kg para as diferenças do tret.3 comparativamente aos trat.2 e 1 respetivamente e uma diferença de 0.35kg entre os trat.2 comparativamente ao trat.1. No entanto, estes resultados comprovam os que foram encontrados pelo MINISTÉRIO DA AGRICULTURA (2010); EMBRAPA (2000) & VILELA et al (2007), que obtiveram valores ainda maiores, isto é, que demonstraram um significativo índice de ganho de peso para animais suplementados com blocos minerais em relação aos naos suplementados.
Digestibilidade aparente 
Tabela 3. Taxa média de digestibilidade aparente em bovinos alimentados em pastos na época seca, submetidos a tratamentos de uso de blocos minerais e sem blocos minerais.
	Repetição
	Tratamentos
	
	Trat.2
	Trat.3
	1
	0.32
	0.73
	2
	0.29
	0.70
	3
	0.28
	0.70
	4
	0.30
	0.71
	5
	0.31
	0.72
	6
	0.32
	0.73
	7
	0.32
	0.72
	8
	0.30
	0.73
	Total 
	2.44
	5.74
	Média 
	0.31
	0.72
	
	0.75
	3.34
	CV
	7.86
	7.98
	
	0.32
	Erro 
	0.003
	DMS
	0.006
Fonte: Autor (dados primários).
Nota: A DMS foi calculada ao nível de significância de 5% pela expressão:
* onde: = Grau de liberdade e = Diferença entre as médias.
Na tabela 3, acima ilustrada, estão patentes dados referentes a digestibilidade aparente da matéria seca em animais suplementados com blocos minerais e não suplementado. Da análise estatística efetuada, nota-se uma diferença significativa entre as médias dos suplementados e os não suplementados. Estes resultados equiparam-se aos encontrados por SOEST, (1994); MELLO (1999) & VILELA et all (2007) que obtiveram ligeiramente a cima e abaixo para os dois primeiros e o terceiro repetidamente.
Na época seca do ano, os pastos apresentam baixa disponibilidade de matéria seca e deficiência de alguns nutrientes. Nestas condições, os animais encontram-se em desequilíbrio nutricional e o consumo de energia digestível torna-se o principal limitante do desempenho animal. O melhor aproveitamento de forrageiras de baixa qualidade depende da fermentação realizada pelos microrganismos do rúmen, que necessitam de substratos energéticos, proteicos e minerais para o seu desenvolvimento e otimização da digestão dos componentes da fibra. Muitos trabalhos têm demonstrado que essas limitações podem ser corrigidos com a suplementação (energética/proteica/mineral), a qual permite a correção das deficiências de nutrientes, melhorando a eficiência de utilização e transformação da base forrageira em produto animal, em função da melhora do ambiente ruminal.
 Constituição da mistura para produção do bloco mineral
 Tabela 4. Constituição da mistura para a produção de blocos minerais
	Constituintes
	Quantidade em kg
	
	Prática local
	Prática proposta 
	Argila / Cimento de construção 
	3.1
	2.0
	Farelo de milho 
	2.0
	1.2
	Açúcar / Melaço
	1.0
	1.3
	Sal da cozinha (NaCl)
	1.1
	3.5
	Água (H2O) 
	1.0l
	1.2l
	Moringa (folhas)
	0.0
	0.8
	
	0.384
	
	0.62
	
	15
	
	1.75
Fonte: Autor (dados primários).
Nota: nível de confiança usado 5% e o teste é unilateral a direita.
Os dados constantes da tabela 4 acima, são referentes a constituição da mistura para a produção de blocos minerais usando a prática local e a prática proposta pelo pesquisador. Da análise estatística efetuada, os resultados constantes mostram a existência de uma diferença significativa entre as proporções de cloreto de sódio (NaCl) entre os tratamentos ao nível de probabilidades de 5 % e em um teste unilateral a direita.
A prática proposta pelo autor do trabalho mostra-se significativamente superior nas proporções do elemento NaCl em relação à proporção da prática local. Tais resultados assemelham-se com os obtidos por VILELA (2007); PAULINO (2000); PAULINO et all (1996) e WILDE (2006), que relatam a cerca da suplementação e especialmente em relação aprodução de misturas de sais minerais proporções ótimas situadas ao nível da 30-60% do conteúdo da mistura.
Alem do componente NaCl outro constituinte não menos importante é o farelo de milho. Verificou-se a partir do questionário e entrevistas feitas que a quantidade deste para a produção de blocos minerais dependia muito da disponibilidade financeira ou ate mesmo material, isto se eles tivessem eles poderiam incorporar na mistura uma proporção de ate 30 – 35%, esta pratica não é boa para alimentação de bovino, pois conforme HOOVER (1986), quando grande quantidade de concentrado é adicionada à dieta de ruminantes ocorre aumento na taxa de passagem da digesta pelo rúmen, acarretando um menor tempo de colonização e, por conseguinte, diminuição da degradação da fibra deste alimento.
Constatou-se que existem lacunas por parte dos questionados e entrevistados na matéria de produção de blocos minerais pois estes misturavam os elementos ou seja os constituintes, os ingredientes em proporções empíricas e isso constituía uma potencial fonte de fracasso atendendo que cada elemento constituinte do bloco mineral tem suas funções distintas dos outros. Entretanto o facto da falta de domínio na produção de blocos minerais é agravado pelo facto de que, os blocos produzidos pelos questionados e entrevistados nos tempos passados eram expostos a chuvas e isso pode ter contribuído para a perca de qualidade dos blocos uma vez que eram lavados os nutrientes.
Discussão e validação de hipóteses 
Para uma melhor orientação, do presente trabalho, foram formuladas duas hipóteses que foram testadas em funçao dos parametros avaliados e dos objectivos especificos previamente descritos. 
Neste ponto, juntaram-se os resultados dos diferentes parâmetros avaliados e em seguida, ao nível de confiança de 1 e 5% foi avaliado se houveram diferenças significativas entre os tratamentos.
Tabela 5. Resumo da análise de variância (ANOVA) dos parâmetros avaliados: ganho de peso (GP), digestibilidade aparente (DA), composição das misturas para a produção de blocos minerais (CMPBM).
	FV
	GL
	SQ
	QM 
	Valores de F cal
	Valores de Ftab
	
	
	GP
	DA
	GP
	DA
	GP
	DA
	GP
	DA
	Trat.
	2
	0.24
	0.42
	0.12
	0.42
	240
	67
	X:0.05= 3.47
	X:0.05= 4.60
	Erro 
	21
	0.01
	0.18
	0.0005
	0.01
	
	
	X:0.01= 5.78
	X:0.01= 8.86
	total
	23
	0.25
	0.60
	_____
	____
	Valores de t cal 
	Valores de t tab CMPBM
	
	
	
	
	
	
	CMPBM
	
	
	
	
	
	
	
	
	tcal = 15
	
	
Nota: os números dos graus de liberdades das fontes de variação para os dados do DA são: 1, 14 e 15 para tratamento, erro e total respetivamente. Para CMPBM foi aplicado o teste t-student e por esta razão não estão patentes na tabela acima os dados de SQ e QM, avaria n refere-se ao tamanho da amostra que é igual a 16 e ( representa o grau de liberdade.
H0: O desempenho de bovinos alimentados de volumosos na época seca não é influenciado pela administração de blocos minerais.
H1: O desempenho de bovinos alimentados de volumosos na época seca é influenciado positivamente pela administração de blocos minerais.
A luz das hipóteses supra citadas, foi conduzido um ensaio usando o DCC com 3 (três) tratamentos e 8 (oito) repetições e, foram questionados e entrevistados 16 indivíduos, com o objectivo de testar e confrontar as hipóteses com os factos, para verificar qual delas persistiria como válida resistindo as tentativas de falseamento.
Os dados constantes da tabela 5 acima, mostram que tanto para o nível de confiança de 5% bem como 1% o tratamento 3, equivalente a suplementação mostra índice significativamente superiores nos para metros avaliados em relação a prática local e, nesta ordem, uma vez que se verifica que o tanto para o ganho de peso bem com para a digestibilidade aparente é maior que o nos níveis de confiança de 0.01 e 0.05 e o também é maior que aos níveis de confiança de 0.01 e 0.05 rejeita-se a H0 e assume-se assim que O desempenho de bovinos alimentados de volumosos na época seca é influenciado positivamente pela administração de blocos minerais.
Capítulo V
Conclusão 
Com estudo feito, Objetivou-se avaliar o impacto do uso de blocos minerais na alimentação de bovinos a base de pastos na época seca. Fazendo uma alusão aos resultados obtidos, entre dos parâmetros avaliados, conclui-se que:
O uso de blocos minerais na alimentação de bovinos a base de pastos proporciona ganho de peso e maior eficácia digestiva aos animais na época seca. Esse ganho de peso é proporcionada por um dos constituintes da mistura de blocos minerais que cloreto de sódio (NaCl), vulgo sal da cozinha que, estímulo do consumo voluntário nos animais ao consumo de pastos de baixa qualidade por um lado e pela eficiente e eficaz taxa de digestibilidade proporcionada direita ou indiretamente pelos carbohidratos e açúcar ou melaço (do farelo de milho e produto de processamento da cana sacarina que são uma fonte de energia), proteínas (da moringa), minerais e ate mesmo da fibra dos pastos que estimulam a reprodução e funcionamento dos microrganismos da flora ruminal do trato gastro intestinal dos bovinos. Os resultados obtidos levam a crer que animais alimentados apenas com pastagem, sem suplementação mineral, consomem dietas que não correspondem as suas necessidades fisiológicas, nesse contexto, há que se corrigi-las para que os mesmos possam desenvolver seu potencial genético, além de manterem-se sãos.
Sugestões 
Sugere-se aos criadores de gado bovinos, principalmente aos que tem volumosos como sua única fonte de alimento para a sua manada, para que:
Na época seca, produzam blocos minerais e administrem-no aos animais, não se esquecendo-se de protege-los das intemperes em particular das chuvas e fornecer forragem em caso de administrar os blocos minerais nos curais de pernoita;
Prolonguem o tempo de pastoreio por algumas horas, para os animais alimentar-se um pouco mais;
Forneçam água contendo sal e foragem nos bebedouros e comedouros respetivamente em caso não poder produzir blocos minerais.
Limitações 
Não foi feita a análise do solo para verificar quais os minerais o solo possui em proporções muito baixas;
Não foi feito o teste de digestibilidade total.
Referências bibliográficas
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Apêndices
Apêndice 1: Questionário de pesquisa
UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA
DELEGAÇÃO DE QUELIMANE 
Questionário de pesquisa
O presente questionário de cunho académico visa a colecta de dados e informação de experiencias vividas por pastores e proprietários de unidades de criação de animais em particular bovinos, relativamente ao tema: Avaliação do Impacto do Uso de Blocos Minerais na Alimentação de Bovinos a base de pasto na época seca: caso de centro agropecuário de Malei -Namacurra (2013-2014).
Acredita que os blocos minerais estimulam o apetite dos bovinos?
Sim_____________
Não_____________
Porquê ____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Acha que o uso de blocos minerais na época seca na suplementação de bovinos influencia no desempenho? 
Sim______________
Não______________ 
Porquê______________________________________________________________________________________________________________________________________________________
No seu ponto de vista acreditas que a ineficiência na utilização de blocos minerais esta relacionada a falta de conhecimento técnico?
Sim ______________
Não ______________
Porquê?_____________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Há dificuldades na administração de blocos minerais?
Sim _________
Não _________
Porquê?_____________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Achas que as condições económicas interferem na suplementação mineral?
Sim____________
Não____________
Porquê ____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Achas que as técnicas aplicadas para a produção de blocos minerais interferem na adoção desta forma de suplementação?
Sim ___________
Não ___________
Poequê______________________________________________________________________________________________________________________________________________________
 qual é a quantidade de sal que colocam na mistura para produçao de blocos minerais?
1 lata___ 2 latas___ 3 latas _____ 1kg ____ 2kg ____ 3kg____4kg ___5k ou + __ 
Obrigado pela colaboração.
Apêndice 2 : Guião de Entrevista
UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA
DELEGAÇÃO DE QUELIMANE
Guião de Entrevista
A presente entrevista de cunho académico visa a colecta de dados e informação de experiencias vividas por pastores e proprietários de unidades de criação de animais em particular bovinos, relativamente ao tema: Avaliação do Impacto do Uso de Blocos Minerais na Alimentação de Bovinos a base de pasto na época seca: caso de centro agropecuário de Malei - Namacurra (2013-2014).
O que entendes a cerca da suplementação alimentar?
Em que época do ano a suplementação torna-se indispensável?
Quais são as estratégias de suplementação que conhece?
Das que conhece qual delas acha ser economicamente viável?
Como é feita a suplementação por blocos minerais na alimentação de bovinos?
Qual é a quantidade de sal colocada nas misturas para produção de blocos minerais?
Ate que ponto o uso de blocos minerais influencia no consumo de forragem de baixa qualidade?
Apêndice 3: Tabela ANOVA de ganho de peso
	FV
	GL
	SQ
	QM
	Fcal
	Ftab
	Trat.
	2
	0.24
	0.12
	240
	X:0.05 = 3.47
	Erro
	21
	0.01
	0.0005
	
	X:0.01 = 5.78
	Total
	23
	0.25
	____
	
	
Fonte: Dados primários
Apêndice 4: Tabela de ANOVA de digestibilidade aparente
	FV
	GL
	SQ
	QM
	Fcal
	Ftab
	Trat.
	1
	0.42
	0.42
	67
	X:0.05 = 4.60
	Erro
	14
	0.18
	0.01
	
	X:0.01 = 8.86
	Total
	15
	0.60
	
	
	
Fonte: Dados primários 
Apêndice 5: Tabela de resposta dos questionados acerca da quantidade de sal que colocavam nas misturas de bloco mineral.
	Amostra
	Respostas
	
	1 lata
	2 latas
	3latas
	1kg
	2kg
	3kg
	4kg
	5kg
	Proprietários
	0
	0
	0
	XX
	X
	0
	0
	0
	Pastores
	0
	XX
	XXXXX
	XX
	0
	0
	0
	0
	Total
	0
	2
	5
	4
	1
	0
	0
	0
Fonte: Dados primários 
Apêndice 6: Tabela de resposta dos entrevistados. Questão de entrevista: qual é a quantidade de sal que colocam as misturas para produção de blocos minerais? 
	Amostra
	Resposta
	Proprietário
	… da vez em produzimos, aviamos colocado aproximadamente 1.5kg …
	Pastor
	… na altura que produzimos, patrão havia dito para colo 1kg…mais eu tava colocar vi o sal era muito e por isso não coloquei todo sal …
	Pastor
	… na verdade nunca fiz, mais ouvi com um técnicos da agricultura numa palestra no Macúse e ele disse que temos que colar 2.5kg a 3.kg de sal …
	Pastor
	… depende do tempo, se coincidir enquanto tivermos dinheiro para comprar colocamos três ou quatro latas de leite …
Fonte: dados primários

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