Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Com intuito de examinar a dimensão ética da vida e incentivar a busca pela sabedoria, “o julgamento de Sócrates” protagonizado por (...). É representando em que (...) encena a defesa de Sócrates, durante o julgamento pelo qual foi condenado à morte por envenenamento. 
- O julgamento dele é algo a se pensar muito, pois foi condenado por ensinar os jovens a pensar, a questionar, e também por não concordar com regras estabelecidas pela sociedade. E isso tudo é muito próximo do que vivemos hoje. 
Figurino: Sócrates veste um figurino neutro e atemporal, enquanto defende suas ideias e o direito de tê-las perante a plateia de espectadores, que, interpreta os jurados.
Cenário: banco para o acusado, para os acusadores, para o juiz e para a assembleia. Os discípulos e a plateia ficam em pé ao redor do cenário. 
PERSONAGENS: 
Apresentador
Relator
Juiz
Meletus
Discípulo
Ânito
Licon
Sócrates
Assembleia 1
Assembleia 2
Assembleia 3
O JULGAMENTO DE SÓCRATES
ARAUTO (RELATOR): Vocês que foram escolhidos pela sorte, por vontade dos Deuses. Saibam que têm de proferir sua sentença. Por ocasião deste processo promovido por Meletus, com apoio de Ânito e de Licon, contra Sócrates. 
Meletus Filho de Meletus, acusa Sócrates, filho de Sofrônico, dos seguintes crimes:
Primeiro: “Sócrates não crê nos Deuses de Atenas”
Segundo: “Sócrates propõe novas crenças” 
Terceiro: “Sócrates corrompe a juventude”
O acusador exige a pena de morte!
EPISTATÊS (JUIZ): A palavra ao primeiro acusador! A palavra a Miletus. 
MELETUS: Eu não fui conduzido por interesses pessoais, indo diante desse tribunal acusar nosso concidadão Sócrates pelo crime de impiedade. É por amor a Atenas! Sócrates pretende substituir o culto de nossos antigos deuses pelo culto de novos demônios, dos quais, aliais, evita precisar a natureza, pois está sempre muito mais propenso a destruir do que construir 
Este crime, agora que reencontramos a paz, ameaça desencadear contra a nossa pátria, contra a Atenas, a justa cólera de nossos deuses. Com o espirito deveras aflito, sinto que é meu dever exigir a pena de morte contra Sócrates. 
A existência da própria Atenas, está em suas mãos!
DISCIPULO: (conversando com outro). Ouviu isso? E ele disse que não foi por motivos pessoais.
EPISTATÊS (JUIZ): A palavra a Ânito!
ÂNITO: Atenienses! Já me conhecem há muito tempo e sabem quantos anos eu nutro pela nossa cidade. Por culpa de Sócrates, já sofremos uma grande desgraça. Os deuses não nos pouparam e a justa punição que sofremos. 
LICON: E é por isso que eu lhes digo atenienses, ninguém deve guiar a sua conduta. Agora conhecemos os motivos da acusação. Saberão, estou certo, pois conheço sua sabedoria, toma consentimento a decisão que se impõe.
(O povo estrala os dedos)
EPISTATÊS (JUIZ): Acabamos de ouvir os acusadores!
A palavras ao acusado! A palavra a Sócrates!
SÓCRATES: A lei exige que tome a palavra para me defender, e eu vou me defender. 
Todavia, antes de responder a meus acusadores que escutei com máxima atenção, tenho de contestar as más línguas que há 20 anos se enfurecem, confundindo-me com um certo Sócrates que ocupa em estudar os mistérios da terra, ou o que é pior, em venerar as nuvens.
Um personagem que está só no espirito daqueles que maliciosamente, colocaram em cena ateu. E Aristofanos ou seus imitadores não escondem mesmo, sob suas bobagens a gravidade de sua acusação. 
Bem, o personagem que lhes apresentam, que andar no ar ou que faz mil loucuras, mais ou menos cientificas, e das quais nada sei, não se assemelha em nada a mim. Recorro a testemunho dos que me conhecem. Ao dizerem que eu me ocupo da educação de muitos jovens para que me paguem, é para ensina-los a tornar justa a causa injusta. Estão dizendo algo falso. Eu me contento em procurar a verdade. Se eu tivesse a sorte de ser sábio como Hepias ou como Gorgias, que todos conhecem não hesitaria, certamente, em cobrar. Infelizmente, soou ignorante, e meu único conhecimento que não pode ser vendido. Agora, alguns de vocês podem perguntar, “Mas Sócrates, se você não tem nada de extraordinário, por que essas calunias? E por que este processo? ”. E eu responderei,
 “ Porque eu possuo a sabedoria”. 
Agora me dirijo a Meletus, é culpado pois me leva a julgamento fingindo se interessar por coisas das quais nada sabe.
Responda à minha pergunta, Meletus. Por acaso não dá muita importância à acusação da juventude?
(Meletus levanta e fica de frente para a assembleia)
MELETUS: Sim. É claro!
SÓCRATES: Já que diz que sou eu que corrompo a juventude, naturalmente deve saber quem a tornaria melhor. Então responda. Com seu silencio o tribunal poderá julgar que não sabe. Diga-me quem poderá tornar a juventude melhor?
MELETUS: São... as leis!
SÓCRATES: E quem tem o melhor conhecimento das leis?
MELETUS: Olhe em volta, Sócrates. São os juízes.
SOCRATES: Todos, ou alguns entre eles?
MELETUS: Todos!
SOCRATES: É uma boa notícia. E aqueles lá no fundo que estão ouvindo, eles também têm uma boa influência sobre a juventude?
MELETUS: Sim, sem dúvida. 
SÓCRATES: E os membros do conselho?
MELETUS: Eles também. 
SOCRATES: Em fim, todos os atenienses têm uma boa influência sobre a juventude. Todos menos Sócrates que os corrompe. 
É o que pretende?
MELETUS: Sim, e com toda a ênfase!
SOCRATES: Oh, que pobre homem, este Sócrates! Que horrível destino!
E que infelicidade se fosse verdade que toda a cidade tem boa influência sobre a juventude e que um só homem, este Sócrates, a corrompe. Você demonstrou, Meletus, que não tem o mínimo conhecimento dos problemas pelos quais me trouxe ao tribunal. Mas diga, ainda não é por acaso verdade que os ruins fazem sempre mal a quem deles se aproxima quanto os bons só fazem o bem?
MELETUS: Concordo!
SOCRATES: E conhece, por acaso, alguém que prefere as antes as ruins ás boas?
MELETUS: É claro!
SOCRATES: Acusando-me de corromper a juventude, ou seja, acusando-me de torna-la ruim, acha que a corrompo voluntariamente ou involuntariamente?
MELETUS: Voluntariamente, isso é mais que certo.
SOCRATES: Como pode ser?
Você sabe que os ruins fazem mal a quem deles se aproximam e acha que eu, na minha idade, não sabia disso? Acha então que tornando ruins os que me circundam eu não sabia que me expondo ao perigo de ser por eles maltratado?
(Uma pequena pausa. Os povos estralam os dedos)
Não!
Ou não corrompo a juventude. Ou se faço isso, faço sem querer, e neste caso, minha culpa involuntária não é competência deste tribunal.
DISCIPULO: Bem-dito Sócrates, tem razão!
SOCRATES: E ainda suponho que eu corrompo a juventude, como explica esses jovens, hoje crescidos, não estejam aqui para me acusar?
E agora, cidadãos atenienses, acabei meu discurso. Não vou tentar inspirar-lhes piedade e muito menos arranca-lhes a solução. Lembre-se apenas que meu Deus me colocou aqui para manter a verdade alerta. Se deixarem se convencer pelos meus acusadores, me mataram. E esse Deus, após minha morte não lhes enviará mais ninguém para defender a verdade. Afundará todos um interminável torpor, reflitam. E agora me remeto a vocês que julgam segundo as leis que eu respeito. Que sua decisão seja a melhor para todos nos.
EPISTATÊS (JUIZ): Que a assembleia decida e declare o justo veredito.
DEKASTA 1 (ASSEMBLEIA): Culpado!
DELASTA 2(ASSEMBLEIA): Culpado!
DELASTA 3(ASSEMBLEIA): Culpado! 
TODOS EM CORO: Culpado!
EPISTATÊS (JUIZ): Que os membros desta assembleia deliberem agora sobre a pena a ser empreitada ao acusado.
DEKASTA 1: Morte!
DEKASTA 2: Morte!
DEKASTA 3: Morte!
EPISTATÊS (JUIZ): Sócrates, foste considerado por esta assembleia, culpado das acusações formuladas por Meletus, Ânito e Licon. A pena deliberada para teu deleto é a morte, a ser cumprido pela ingestão do veneno, como determina a lei.

Mais conteúdos dessa disciplina