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Islamismo Islã ou Islamismo Religião estabelecida pelo profeta Maomé entre os anos 610 e 632. Muçulmano é aquele que segue a religião conhecida como Islamismo, portanto deverá crer em um único Deus, (Alá, em Árabe) e tomar para si a mensagem do profeta Maomé, fundador da religião Islamismo. Muçulmano significa “aquele que se submete a Deus” (Husain p. 8). Mohammad ou Maomé Fundador da religião Islamismo, nascido em um respeitável Clã Coraixita que governava a cidade sagrada de Meca, ficou órfão aos 6 anos de idade sendo adotado por um tio e desde muito cedo foi trabalhar ajudando a cuidar de camelos e também viajava em caravanas. Segundo a história Maomé sempre foi estudioso e não gostava de adorar ídolos, prática que os moradores de Meca adotavam, seguiu os exemplos de seu avô levando uma vida mais pura e também voltada para a prática da meditação. Antes do Islamismo as pessoas se reuniam em Meca para rezarem em uma capela, hoje conhecida como Kaaba. Acredita-se que existiam cerca de 360 ídolos pagãos e quase não se falava no cristianismo tendo uma forte tendência para o judaísmo, existindo também uma forte inclinação para o politeísmo onde as comunidades adaptavam suas crenças inclinando para a política e a economia, as grandes famílias eram muito ricas e tinham muitos escravos que eram tratados com muita crueldade e também possuíam hábitos bárbaros como matar meninas recém-nascidas. Essas atitudes angustiavam Maomé, foi quando passou a refletir sobre as atitudes dos seres humanos, foram nesses momentos de reflexão que Maomé um homem religioso e de Estado recebe o texto sagrado que transformaria Meca eternamente. Pessoas que conheceram Maomé quando criança disseram que “ele era gentil e pensativo (Husain, p. 12). Gostava de crianças e animais, não concordava com o assassinato de crianças e dizia que os escravos deveriam ser bem tratados por seus donos. Acredita-se que por volta de 610, Maomé já com 40 anos de idade tenha se dedicado um pouco mais para a meditação pois essa era uma prática ao ele sempre teve interesse e tinha grande influência de seu avô e outros religiosos da época, após profundos meditações, jejuns e orações no Monte Hira em uma caverna na Arábia Saudita, quando teve uma revelação do Anjo Gabriel trazendo uma mensagem divina, “disse ter escutado uma voz que lhe dizia que recitasse alguns versos, os quais se tornariam os versos 1 a 5 da Sura 96 do Corão. Segundo Mohammed, quem havia falado com ele era mesmo o anjo Gabriel (Gibrail em árabe) e foi ele também quem lhe chamou de “mensageiro de Allah”. A principal mensagem proclamada nos primeiros quatro anos era a de que Allah era o único Deus, e Mohammed era seu profeta”. (Murabak, p. 10) Quando Mohammed voltou para casa depois daquela experiência transcendental, contou onde que deveria dizer ao povo de Meca que parassem de adorar falsos deuses e ídolos e aceitassem o Deus único e verdadeiro, Alá. Posteriormente o anjo havia falado a Maomé sobre os outros profetas Abraão, Moisés e Jesus, depois disso Maomé retorna à sua casa e conta para sua família tudo que havia acontecido sua esposa Kadija, um servidor por nome Zaid e seu primo, ali ouviram a tudo e aceitaram a mensagem, se tornaram então os primeiros muçulmanos. Maomé passou então a transmitir suas mensagens que foram sendo revelados aos poucos, portanto passou a ser perseguido por seus adversários e decidiu se mudar da cidade de Meca para Medina, ficou conhecida também a Hégira ou migração. Em pouco tempo Medina se transformou na primeira capital do Islamismo, Mohammed era habilidoso com as palavras conseguindo conquistar a amizade de pessoas influentes, passou então a aconselhar os adeptos sobre as regras para o Islã como os rituais de oração ao meio dia voltada para a cidade de Jerusalém e o jejum juntamente com o hebreu como forma estratégica para agradar a comunidade judaica de Meca mesmo assim não conseguiu e logo depois declarou oposição à eles, alegando que no passado haviam recebido apenas parte do livro sagrado dizendo também que muitas citações que a compunham haviam sido inseridos por rabinos e escribas judeus. Determinou que o dia de sexta-feira seria o dia sagrado para orações públicas dos mulçumanos dirigidas à cidade de Meca, que os mesmos deveriam retornar para lá a fim de cumprir com suas peregrinações, “o jejum, baseado nos rituais judeus, muda de data e nome, passando a ser conhecido como o Ramadã”. (Murabak p. 11). Depois de algum tempo Maomé decidiu retornar à cidade de Meca pois estava para se iniciar uma guerra onde os fiéis foram requisitados a lutarem pela causa do islã, surgindo aí o termo Jihad, que significa “Guerra Santa”, em 630 a cidade de Meca foi vencida e tomada pela religião, durante esse período segundo Marubak, “Mohammed afirma e convence a todos os árabes de que ele é o último dos profetas e o único que tem a verdade absoluta. Com sua mensagem, o profeta do Islã cria ser o único meio de unir os povos árabes para alcançar a unidade entre centenas de povos e comunidades árabes dispersas”. Designando que o Corão a ser seguido como única norma religiosa e política. De volta à Medina constituiu um governo aproximadamente 90.000 discípulos. Em 632, Maomé fez a peregrinação da despedida, deixando uma mensagem de unidade entre os mulçumanos, “que o sangue derramado em tempos pagãos não deveria ser vingado; os muçulmanos deveriam combater a todos os homens até que que se diga ‘Só há um Deus’” (p. 12). Nesse mesmo ano quando estava se preparando para mais uma batalha contra os incrédulos, Maomé foi acometido de uma grave doença e morreu aos 62 anos de idade. Posteriormente a morte de Maomé, a Arábia foi consolidada, os seguidores do Alcorão iniciaram um crescimento do império Árabe com o intuito de disseminar o islamismo a outras nações por meio da Guerra Santa. Com o aparecimento do Islã, os antigos elos comunitários firmados pelo parentesco e acordos familiares foram trocados por acordos alicerçados numa crença comum, unificando-os e ao mesmo tempo criando uma relação entre religião e política (Estado), dos quais atualmente suas consequências ainda podem ser percebidas pelo mundo afora. Alcorão É o livro sagrado do Islamismo, conforme a história “o conteúdo foi revelado ao profeta Mohammed durante 23 anos de sua vida, por meio do anjo Gabriel Gibrail). E o profeta, ainda que iletrado, de maneira milagrosa reteve os ensinamentos e pôde transmitir aos fiéis seguidores, transformando as revelações em um livro”. (Mubarak, p. 6). Segundo a crença islâmica o Corão é uma transcrição fiel do primeiro livro que está no céu, foi escrito em Árabe entre os anos de 610 e 632, está dividido em 104 livros (ou suratas), vem da raiz de um verbo árabe que significa ler ou recitar e simboliza “leitura por excelência ou recitação”, onde quatro destes livros são mais importantes pelos mulçumanos são eles: O livro da Lei de Moisés (Torah), os Salmos de David (Zalm), o Evangelho de Jesus (Injil) e o Corão de Mohammed. Referencias Caleb Mubarak ©2014, Caleb Mubarak Título: Islamismo: una introducción Copyright de la edición en español ©2014, por Despertarespiritual.es (SEVILLA, ESPAÑA) Tradução: Hellen Ramiro de Araújo Edição: Junta de Missões Mundiais Todos os direitos em língua espanhola. HUSAIN, Shahrukh; O que sabemos sobre o Islamismo?; Tradução Helena gomes Klimes; 2ª edição, São Paulo; Callis Ed. 2009.