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UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE - UFCG
CENTRO DE TECNOLOGIA E RECURSOS NATURAIS – CTRN
UNIDADE ACADÊMICA DE ENGENHARIA CIVIL – UAEC
DISCIPLINA: MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO EXPERIMENTAL
CONCRETO
Professora: Lêda Christiane de Figueirêdo Lopes Lucena
Aluna: Bruna Silveira Lira
Isadora Ribeiro de Andrade
Campina Grande, Março de 2014
LISTA DE FIGURAS 
CONCRETO
INTRODUÇÃO
1.1 Justificativa
O concreto é o material mais utilizado na construção civil, composto por uma mistura de cimento, água, pedra e areia. Ele possui aplicações em estruturas, revestimentos, pavimentos, fundações, entre outros. 
A proporção entre todos os materiais que fazem parte do concreto é conhecida por dosagem ou traço. A dosagem permite a obtenção do concreto mais adequado, ou seja, um concreto que atenda determinados requisitos ao menor custo possível, este será representado por um traço que pode ser adaptado e corrigido de acordo com as exigências. 
No preparo do concreto, além da qualidade dos materiais utilizados em sua composição (cimento, areia e pedra), é necessária atenção a qualidade e a quantidade da água utilizada, esta é a responsável por ativar a reação química que transforma o cimento em uma pasta aglomerante. Se sua quantidade for muito pequena, a reação não ocorrerá por completo e se for superior a ideal, a resistência diminuirá em função dos poros que ocorrerão quando este excesso evaporar.
Assim temos que a dosagem do concreto é de extrema importância para a determinação do desempenho do material em campo, a modificação de propriedades do concreto, influenciadas pelo traço, permite ao engenheiro definir a melhor aplicação do concreto em cada situação. 
Objetivos
Determinação da dosagem do concreto
REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 
MATERIAIS E MÉTODOS
3.1 Dosagem do concreto
A dosagem experimental do concreto é realizada de acordo com o método estabelecido pela ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland).
Para a determinação do traço foram usados os seguintes dados:
Concreto 
Resistência característica (Fck): 20 MPa 
Controle de qualidade: rigoroso 
Abatimento: 40-60 mm
Cimento CP II F 32
Massa especifica: 3100 Kg/m3
Brita
Diâmetro máximo: 19 mm
Modulo de finura: 6,07
Massa unitária compactada: 1596 kg/m3
Massa especifica real: 2645 kg/m³
Agua
Massa especifica: 1000 kg/m3
Areia 
Modulo de finura: 2,88
Massa unitária solta: 1640 kg/m³
Massa especifica: 2605 kg/m³
3.1.1 Determinação do fator água/cimento (Fa/c) 
O fator agua/cimento é determinado através do gráfico ?, dado em função da resistência aos 28 dias do concreto.
Para a resistência aos 28 dias (Fcc28) temos que:
Gráfico ?: Fator agua/cimento em função da resistência à compressão do concreto aos 28 dias.
Fonte: Notas de aula, materiais de construção II, aula 19 - concreto, slide 21. 
De acordo com gráfico ?, temos que o fator agua/cimento para a dosagem do concreto será 0,49. 
3.1.2 Determinação do consumo de água (Ca)
O consumo de agua é determinado pela Figura ?, dado em função do abatimento e do diâmetro máximo do agregado graúdo. 
Figura ?: Consumo de agua em função do abatimento e diâmetro máximo do agregado graúdo. 
Fonte: Notas de aula, materiais de construção II, aula 19 – concreto, slide 23.
De acordo com a Figura ?, temos que o consumo de agua será 195 litros. 
3.1.3 Determinação do consumo de cimento (Cc)
O consumo de cimento é razão entre o consumo de agua e o fator agua/cimento:
3.1.4 Determinação do consumo de agregado graúdo (Cb)
Para a determinação do consumo de agregado graúdo é necessária a obtenção do volume compactado seco do agregado (Vc), este é determinado na tabela da Figura ?, em função da dimensão máxima e do modulo de finura do agregado graúdo. 
Figura ?: Volume compactado seco de agregado graúdo em função do modulo de finura e diâmetro máximo do agregado graúdo.
Fonte: Notas de aula, materiais de construção II, aula 19 – concreto, slide 25.
Através da Figura ?, temos que o volume compactado seco do agregado é 0,64. 
O consumo de agregado graúdo é obtido através da multiplicação do volume compactado seco pela massa unitária do agregado (Muc).
3.1.5 Determinação do consumo de agregado miúdo (Cm)
O consumo do agregado miúdo é obtido pela multiplicação de seu volume (Vm) com a massa especifica (γm). 
O volume do agregado miúdo é obtido pela seguinte equação:
Onde: 
Vm = volume de areia
Cc = consumo de cimento
Ca = consumo de água
Cb = consumo de brita
Cm = consumo de areia
c = massa específica do cimento
b = massa específica da brita
a = massa específica da água
m = massa específica da areia
Determinado o volume do agregado miúdo, temos que o consumo de agregado miúdo será: 
3.1.6 Determinação do traço
O traço para dosagem de concreto é obtido seguinte fórmula: 
Temos que o traço para preparação do concreto é 1:1,9:2,56:0,49.
3.2 Mistura do concreto
3.2.1 Materiais
Os materiais usados na dosagem do concreto foram:
Cimento CP II F 32
Brita
Areia 
Água 
Betoneira 
Cilindro graduado
3.2.2 Métodos
A mistura do material foi feita por meio da betoneira, Figura ?. A máquina gira em torno de um eixo e o material é misturado por aletas internas.
Figura ?: Betoneira.
Metade da quantidade de cimento e a areia foram adicionadas a betoneira juntamente com um terço do volume total da agua, Figuras ? e ?. A mistura foi feita durante um minuto e depois foi adicionada metade da quantidade total de brita juntamente com mais um terço do volume total da agua.
Figura ?: Adição do cimento. 
Figura ?: Adição da areia.
Após um minuto de mistura foi adicionado o resto de cimento e areia, juntamente com o restante de brita e agua, Figura ?. O material é misturado por mais três minutos. 
Figura ?: Adição da agua. 
3.3 Ensaio de abatimento ou SLUMP 
3.3.1 Materiais
Os materiais usados no ensaio de penetração foram:
Concreto
Molde em forma de tronco de cone
Haste de compactação
Placa de base
Régua metálica 
3.3.2 Métodos
O ensaio é baseado na NBR NM 67:1996. 
Umedecer o molde e a placa base e colocar o molde sobre a placa base. Durante o preenchimento do molde com o concreto, o operador deve posicionar os pês sobre a placa base, de forma a mantê-lo estável, a placa base deve ser posicionada sobre uma superfície plana, rígida, horizontal e livre de vibrações, Figura ?. 
Figura ?: Placa base posicionada sobre uma superfície plana, rígida, horizontal e livre de vibrações.
Encher o molde com o concreto em três camadas, cada uma com aproximadamente um terço da altura do molde compactado. Compactar cada camada com 25 golpes da haste de socamento. Os golpes devem ser distribuídos uniformemente sobre a seção de cada camada, Figura ?. 
Figura ?: Golpes sobre a seção da camada. 
Deve-se rasar a superfície do concreto com uma desempenadeira e com movimentos rolantes da haste de compactação, Figura ?. 
Figura ?: Rasamento da superfície do concreto. 
Limpar a placa base e retirar o molde do concreto levantando-o cuidadosamente na direção vertical, sem submeter o concreto a movimentos de torção lateral, Figura ?.
Figura ?: Desmolde do concreto. 
Imediatamente após a retirada do molde, medir o abatimento do concreto, determinando a diferença entre a altura do molde e a altura do concreto desmoldado, aproximando aos 5 mm mais próximos, Figura ?.
Figura ?: Medição do abatimento do concreto. 
Caso ocorra desmoronamento ou deslizamento da massa de concreto ao ser desmoldado, o ensaio deve ser desconsiderado e nova determinação sobre outra porção de concreto da amostra deve ser feita. 
3.4 Moldagem dos corpos de prova
3.4.1 Materiais
Molde cilíndrico
Haste de adensamento
3.4.2 Métodos 
Antes da moldagem, os moldes devem ser revestidos internamente com óleo mineral para que não haja aderência do concreto no processo de endurecimento.
O concretofoi adicionado ao molde e compactado em três camadas com aplicação de 25 golpes em cada camada, Figura ?. 
Figura ?: Adição do concreto ao molde. 
Para evitar o aparecimento de vazios na massa de concreto, batidas leves foram dadas na face externa do molde. A ultima camada foi moldada com quantidade em excesso de concreto para que fosse possível completar todo o volume do molde e realizar o rasamento do material, Figura ?. 
Figura ?: Corpo de prova do concreto.
RESULTADOS EXPERIMENTAIS
Os corpos de prova foram rompidos na maquina de resistência a compressão, Figura ?.
Figura ?: Rompimento do corpo de prova. 
Na tabela ? encontram-se os valores obtidos no ensaio de resistência a compressão dos corpos de prova, após 7 dias de cura.
	
	CP 1
	CP 2
	Tensão (MPa)
	12.509
	11.697
	Força máxima (kN)
	221.055
	206.700
Tabela ?: Resultados da resistência a compressão após 7 dias.
A resistência à compressão média para o concreto em estudo aos 7 dias é dado pela seguinte formula: 
Através da resistência a compressão aos 7 dias é possível estimar a resistência do mesmo aos 28 dias. Segundo as recomendações da ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland), temos que:
A ABCP afirma que se R28≥Fck, as condições estão satisfeitas. No caso do concreto em estudo, temos que 17,22 MPa≤20 MPa, portando as condições não foram satisfeitas. 
CONCLUSÕES
Com base no que foi visto, pode-se concluir que 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
MEDEIROS, Talita Rodrigues. Materiais de construção experimental. Universidade Federal de Campina Grande. Campina Grande, 2009. 
LUCENA, Adriano Elísio. Materiais de Construção II, Aula 19 - concreto. Notas de aula. 21p. 
LUCENA, Adriano Elísio. Materiais de Construção II, Aula 19 - concreto. Notas de aula. 23p.
LUCENA, Adriano Elísio. Materiais de Construção II, Aula 19 - concreto. Notas de aula. 25p.

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