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Resumo Direito Internacional Aula 01 Nacionalidade Ricardo Macau

Material de apoio (anotações de aula) sobre nacionalidade: conceito jurídico e prevalência do direito interno; Art. 12 da CF; distinção entre nacionalidade originária (brasileiro nato) e derivada (naturalizado); critérios jus soli e jus sanguinis e exceção do filho de estrangeiros a serviço.

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Exame de Ordem 
Damásio Educacional 
Curso: Intensivo-Matutino | Disciplina: Direito Internacional 
Aula: 01/02 |Data: 23.08.2018 
 
 MATERIAL DE APOIO 
EXAME DE ORDEM 
 
ANOTAÇÃO DE AULA 
 
EMENTA DA AULA 
 
NACIONALIDADE 
 
1. INTRODUÇÃO 
2. NACIONALIDADE BRASILEIRA 
3. CRITÉRIOS DO BRASILEIRO NATO 
 
 
GUIA DE ESTUDOS 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
- É um vínculo jurídico de um indivíduo com um Estado Soberano. 
- O Direito Internacional adota o princípio de que as hipóteses de aquisição e de perda da nacionalidade de um 
país devem ser previstas pelo Direito Interno desse país (prevalência do Direito Interno). 
- No Brasil as hipóteses de aquisição e de perda da nacionalidade brasileira estão previstas no Art. 12 da CF. 
 
2. NACIONALIDADE BRASILEIRA 
A Constituição Federal de 1988 prevê no Art. 12, dois tipos de nacionalidade brasileira: 
 
I) Nacionalidade Originária ou Primária – trata-se do Brasileiro Nato, ou seja, o indivíduo que tem vínculo de 
solo(“jus soli”), ou vínculo de sangue (“jus sanguinis”) com o Brasil. 
II) Nacionalidade Derivada ou Secundária (Art. 12,II) – trata-se do Brasileiro Naturalizado, isto é, o estrangeiro 
que pretende se tornar brasileiro, mas não tem vínculo de solo, nem tem vínculo de sangue com o Brasil. O 
Brasileiro naturalizado tem apenas VONTADE de se tornar brasileiro, ou seja, “amor para dar ao Brasil”. 
 
 
 
 
 
Exame de Ordem 
Damásio Educacional 
2 de 2 
 MATERIAL DE APOIO 
EXAME DE ORDEM 
 
 
3. CRITÉRIOS DO BRASILEIRO NATO 
 
Brasileiro nato ( Art. 12, I, CF) prevê dois critérios para a definição do brasileiro nato: 
 
I) “Jus Soli” ou Direito de Solo - o pressuposto para aplicar o jus soli é que o indivíduo tenha nascido no 
território brasileiro. 
Regra geral: será brasileiro NATO o indivíduo nascido no brasil ainda que os pais sejam estrangeiros. 
 
Exceção: NÃO SERÁ BRASILEIRO NATO O INDIVÍDUO NASCIDO NO BRASIL QUE FOR FILHO DE PAIS 
ESTRANGEIROS QUE ESTEJAM A SERVIÇO DO PRÓPRIO PAÍS NO BRASIL. 
 
Ex. casal de Argentinos que teve um filho no Brasil, quando : 
A) Os pais argentinos estavam a serviço da Argentina -> o filho não será brasileiro nato; 
B) Quando os pais Argentinos estavam a serviço do Uruguai -> o filho será brasileiro nato. 
 
II) “Jus Sanguinis” ou Direito de Sangue – o pressuposto para a aplicar o “Jus Sanguinis” é que o indivíduo tenha 
nascido no exterior ( não tem vínculo de solo) e tenha pai brasileiro OU mãe brasileira (vínculo de sangue). 
PEGADINHA: Para aplicar o “Jus Sanguinis” (o filho será brasileiro nato), o Art. 12,I, “b” e “c”, CF exige que 
apenas um dos genitores (pai ou mãe) seja brasileiro NATO ou NATURALIZADO.

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