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OFICINA LITERÁRIA - EXERCÍCIOS AULA 10

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Arno Dorian

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Questões resolvidas

Os versos a seguir são do poeta, cronista e compositor Vinícius de Moraes e fazem parte do poema "A um passarinho". Vinícius pertenceu à geração de Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, Jorge de Lima e Murilo Mendes, todos de grande destaque na poesia brasileira a partir da década de 1930.
Neste versos, o eu lírico encontra-se:
feliz e decidido, o eu lírico renuncia ao posto de poeta, visto que condiciona a atividade de escrever versos ao estado de tristeza.
reflexivo e repleto de indagações existenciais que se dirigem à natureza, no caso, ao passarinho.
agressivo e irritado com o incômodo causado pelo canto feliz do passarinho, uma vez que o eu lírico está indeciso quanto a ser ou não ser poeta.
animado, disposto a criar versos, pois associa a inspiração poética ao estado de felicidade.
interrogativo, com muitas dúvidas a respeito da felicidade e escolhe o passarinho como o seu interlocutor privilegiado.

Leia, abaixo, o poema de Carlos Drummond de Andrade e assinale a única alternativa que reflete o sentimento do Eu lírico.
Os Inocentes do Leblon
Crítica ao tráfico
Crítica ao contrabando
Crítica ao tráfico de mulheres
Crítica à elite
Crítica à censura

Embora a letra de música não seja um gênero literário, é um gênero textual que dialoga, estreitamente, com a literatura. Tanto quanto um poema, a letra de música pode exercer a função de veículo de denúncias sociais.
Sendo assim, após a leitura do texto apresentado, marque a alternativa que revela o questionamento apresentado no refrão.
O refrão revela, através de palavras como negócio e sócio, que se trata de um país próspero e gerenciador de boas relações.
O refrão apresenta a imagem de um país em evolução financeira, pois gerencia muitos negócios.
O refrão, através da frase "Brasil! Mostra tua cara", revela uma tentativa de busca da identidade nacional.
O refrão apresenta, através da frase "Confia em mim", um sentimento de confiança, de esperança de dias melhores.
O refrão apresenta um conformismo do povo diante do cenário social apresentado.

O samba-enredo, de 1993 da escola de samba Salgueiro, revela a dura realidade do nordestino que sai de sua terra para as grandes cidades em busca de melhores condições de vida.
A partir desta reflexão e da leitura da letra apresentada abaixo, escolha a alternativa correta.
A letra de música, assim como o poema, apresenta pouca subjetividade.
A letra de música, assim como o poema, funciona como um veículo que promove a denúncia de aspectos sociais.
A letra de música, assim como o poema, tiram o leitor da realidade, não promovendo, por isso, reflexão.
Não existe relação entre literatura e música.
A letra de música não dialoga com o gênero lírico.

Considere o poema, de Mauro Mota: Arte poética.
Marque a alternativa que não corresponde a uma possível leitura do poema:
Em elaborar, está presente a noção de que arte poética é fruto de uma obra, de um trabalho cuja matéria-prima é a palavra.
A primeira palavra do poema já nos introduz a ideia clara de que o fazer poético é um trabalho.
A apresentação da teoria poética do autor é feita por meio de uma comparação entre o poeta, que faz o poema, e a fruta, que faz o fruto.
Nos dois últimos versos, cor e semente se referem apenas ao poema.
No primeiro verso, o verbo elaborar está no imperativo e o sujeito, na segunda pessoa do singular, tu; isso mostra que o poema é dirigido a alguém, a quem o poeta expõe sua concepção de poesia.

A música e a literatura caminham de mãos dadas. A letra de música é um gênero textual que apresenta lirismo.
Assinale a alternativa que justifica essa afirmação.
A letra de música, assim como o poema, revela sempre um descontentamento com o mundo que nos cerca.
A letra de música, assim como o poema, revela o homem numa condição distante da realidade.
Na letra de música e no poema, existe um olhar singular, uma forma única de sentir o mundo.
A letra de música, assim como o poema, gera o sonho, pois apresenta alto grau de subjetividade.
A letra de música, assim como o poema, afasta o leitor da realidade.

Leia o poema de Vinícius de Moraes: A rosa de Hiroxima.
Com base no poema acima, assinale a única assertiva que poderia explicar o nome do poema e a comparação que é feita?
Compara o cogumelo da explosão atômica com uma rosa aberta.
Compara meninas cegas com pessoas que não enxergam a realidade.
Compara as crianças vítimas de abuso e o silêncio.
Compara o álcool com a cirrose hepática.
Compara todos os excluídos com uma rosa sem perfume.

O Poema de Sete Faces de Carlos Drummond de Andrade começa com a famosa estrofe: "Quando nasci, um anjo torto / desses que vivem na sombra / disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida."
O termo gauche pode ser interpretado como desajeitado, o que indica:
o desencontro entre o eu lírico e o mundo.
o encontro entre o eu lírico e o mundo.
a visão crítica do eu lírico em relação ao mundo.
a revolta do eu lírico com o mundo.
a resignação do eu lírico diante do sofrimento do mundo.

Os versos abaixo pertencem à canção Brigitte Bardot, do cantor e compositor Zeca Baleiro.
Podemos afirmar que:
A relação entre poesia lírica e música é recente, remonta ao século XX.
A poesia lírica foi substituída pela letra das canções no século XXI.
Música e literatura não possuem relações entre si.
A poesia lírica nasceu identificada com a música, mas depois dissociou-se desta por completo.
A letra de algumas canções são também poemas, como vemos em Brigitte Bardot, canção repleta de metáforas sobre a saudade.

A partir da leitura da primeira estrofe de Poema de sete faces, de Carlos Drummond de Andrade, identifique o significado que o eu lírico dá ao terceiro verso.
O eu lírico define a condição de poeta como algo promissor.
O eu lírico revela o poeta como um predestinado ao sucesso.
O eu lírico revela o poeta como um desajustado social.
O eu lírico afirma que ser poeta é estar no centro dos interesses sociais.
O eu lírico define a profissão de poeta com algo diferente e sujeito à inquietações e a um caminho difícil de ser trilhado.

Na primeira estrofe da letra da canção Que país é esse? de Renato Russo encontramos os seguintes versos: "Nas favelas, no senado / Sujeira pra todo lado / Ninguém respeita a constituição / Mas todos acreditam no futuro da nação / Que país é esse? / Que país é esse? / Que país é esse? / Que país é esse?". O texto manifesta preocupação com a situação do país e uma visão crítica dos problemas enfrentados. Pode-se perceber a ironia com que o texto fala do futuro da nação, que se encontra ameaçado:
pela falta de instrução do povo.
pelo fanatismo religioso.
pela corrupção generalizada.
pela ideologia dominante.
pelo sectarismo político.

De acordo com o soneto de José Régio, considere as afirmativas a seguir.
I - ao contrário de Narciso, personagem mitológico condenado a nunca conhecer a sua face externa sob o risco de morrer, o poema de José Régio explicita que o eu lírico busca conhecer a sua face interna. Há uma nítida preocupação com a autoanálise.
II - o eu lírico se decepciona com o que encontra ao dobrar-se sobre o seu próprio poço. A sugestão é de que o poço tem pouca água, pois o seu reflexo é visto muito lá no fundo. O eu lírico acha terrível o que encontra, sofre e deseja de se reconciliar consigo mesmo. Passa a viver à espera do momento, da noite estranha, em que possa, finalmente, como Narciso, seduzir-se com o que vê, ou seja, gostar de si mesmo, ideia reforçada pelos versos do segundo terceto.
III - o eu lírico, assim como Narciso, contempla a sua própria face e expressa fascinação, encantamento e prazer com o que encontra. Deseja ficar consigo próprio no fundo do poço em que se espelha, evidenciando egocentrismo e autossuficiência.
As afirmativas I e III são corretas.
As afirmativas I e II são corretas.
Todas as alternativas são corretas.
Somente a afirmativa I é correta.
Somente a afirmativa II é correta.

Na música Que País é Esse?, de Renato Russo, há um posicionamento diante de questões políticas e sociais que moviam o Brasil dos anos 80. O que significa o refrão apresentado?
Trata-se de um questionamento que nasce de um sentimento de indignação. É uma tentativa de conduzir à reflexão aquele que ouve ou lê.
Trata-se de um grito de libertação.
Trata-se de uma proposta para transformar o cenário político nacional.
Trata-se de uma dúvida diante de aspectos sociais.
Trata-se de um recurso para mostrar o inconformismo do leitor.

Leia, abaixo, o poema de Carlos Drummond de Andrade e assinale a única alternativa que reflete o sentimento do Eu lírico.
Crítica ao tráfico
Crítica ao contrabando
Crítica ao tráfico de mulheres
Crítica à elite
Crítica à censura

Da relação de Machado de Assis com a realidade que o cercava resultou um fino espírito crítico, cuja acidez incide sobre a figura humana e a sociedade como um todo.
Em O casamento do diabo, um dos raros momentos em que o autor escreve em verso, Machado dialoga com a realidade tendo como tema:
a religião
a relação homem e mulher
a riqueza e a pobreza
a diferença social
a vida e a morte

De acordo com o soneto de José Régio, considere as afirmativas a seguir.
I - ao contrário de Narciso, personagem mitológico condenado a nunca conhecer a sua face externa sob o risco de morrer, o poema de José Régio explicita que o eu lírico busca conhecer a sua face interna. Há uma nítida preocupação com a autoanálise.
II - o eu lírico se decepciona com o que encontra ao dobrar-se sobre o seu próprio poço. A sugestão é de que o poço tem pouca água, pois o seu reflexo é visto muito lá no fundo. O eu lírico acha terrível o que encontra, sofre e deseja de se reconciliar consigo mesmo. Passa a viver à espera do momento, da noite estranha, em que possa, finalmente, como Narciso, seduzir-se com o que vê, ou seja, gostar de si mesmo, ideia reforçada pelos versos do segundo terceto.
III - o eu lírico, assim como Narciso, contempla a sua própria face e expressa fascinação, encantamento e prazer com o que encontra. Deseja ficar consigo próprio no fundo do poço em que se espelha, evidenciando egocentrismo e autossuficiência.

Em O casamento do diabo, um dos raros momentos em que o autor escreve em verso, Machado dialoga com a realidade tendo como tema:
a religião
a relação homem e mulher
a riqueza e a pobreza
a diferença social
a vida e a morte

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Questões resolvidas

Os versos a seguir são do poeta, cronista e compositor Vinícius de Moraes e fazem parte do poema "A um passarinho". Vinícius pertenceu à geração de Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, Jorge de Lima e Murilo Mendes, todos de grande destaque na poesia brasileira a partir da década de 1930.
Neste versos, o eu lírico encontra-se:
feliz e decidido, o eu lírico renuncia ao posto de poeta, visto que condiciona a atividade de escrever versos ao estado de tristeza.
reflexivo e repleto de indagações existenciais que se dirigem à natureza, no caso, ao passarinho.
agressivo e irritado com o incômodo causado pelo canto feliz do passarinho, uma vez que o eu lírico está indeciso quanto a ser ou não ser poeta.
animado, disposto a criar versos, pois associa a inspiração poética ao estado de felicidade.
interrogativo, com muitas dúvidas a respeito da felicidade e escolhe o passarinho como o seu interlocutor privilegiado.

Leia, abaixo, o poema de Carlos Drummond de Andrade e assinale a única alternativa que reflete o sentimento do Eu lírico.
Os Inocentes do Leblon
Crítica ao tráfico
Crítica ao contrabando
Crítica ao tráfico de mulheres
Crítica à elite
Crítica à censura

Embora a letra de música não seja um gênero literário, é um gênero textual que dialoga, estreitamente, com a literatura. Tanto quanto um poema, a letra de música pode exercer a função de veículo de denúncias sociais.
Sendo assim, após a leitura do texto apresentado, marque a alternativa que revela o questionamento apresentado no refrão.
O refrão revela, através de palavras como negócio e sócio, que se trata de um país próspero e gerenciador de boas relações.
O refrão apresenta a imagem de um país em evolução financeira, pois gerencia muitos negócios.
O refrão, através da frase "Brasil! Mostra tua cara", revela uma tentativa de busca da identidade nacional.
O refrão apresenta, através da frase "Confia em mim", um sentimento de confiança, de esperança de dias melhores.
O refrão apresenta um conformismo do povo diante do cenário social apresentado.

O samba-enredo, de 1993 da escola de samba Salgueiro, revela a dura realidade do nordestino que sai de sua terra para as grandes cidades em busca de melhores condições de vida.
A partir desta reflexão e da leitura da letra apresentada abaixo, escolha a alternativa correta.
A letra de música, assim como o poema, apresenta pouca subjetividade.
A letra de música, assim como o poema, funciona como um veículo que promove a denúncia de aspectos sociais.
A letra de música, assim como o poema, tiram o leitor da realidade, não promovendo, por isso, reflexão.
Não existe relação entre literatura e música.
A letra de música não dialoga com o gênero lírico.

Considere o poema, de Mauro Mota: Arte poética.
Marque a alternativa que não corresponde a uma possível leitura do poema:
Em elaborar, está presente a noção de que arte poética é fruto de uma obra, de um trabalho cuja matéria-prima é a palavra.
A primeira palavra do poema já nos introduz a ideia clara de que o fazer poético é um trabalho.
A apresentação da teoria poética do autor é feita por meio de uma comparação entre o poeta, que faz o poema, e a fruta, que faz o fruto.
Nos dois últimos versos, cor e semente se referem apenas ao poema.
No primeiro verso, o verbo elaborar está no imperativo e o sujeito, na segunda pessoa do singular, tu; isso mostra que o poema é dirigido a alguém, a quem o poeta expõe sua concepção de poesia.

A música e a literatura caminham de mãos dadas. A letra de música é um gênero textual que apresenta lirismo.
Assinale a alternativa que justifica essa afirmação.
A letra de música, assim como o poema, revela sempre um descontentamento com o mundo que nos cerca.
A letra de música, assim como o poema, revela o homem numa condição distante da realidade.
Na letra de música e no poema, existe um olhar singular, uma forma única de sentir o mundo.
A letra de música, assim como o poema, gera o sonho, pois apresenta alto grau de subjetividade.
A letra de música, assim como o poema, afasta o leitor da realidade.

Leia o poema de Vinícius de Moraes: A rosa de Hiroxima.
Com base no poema acima, assinale a única assertiva que poderia explicar o nome do poema e a comparação que é feita?
Compara o cogumelo da explosão atômica com uma rosa aberta.
Compara meninas cegas com pessoas que não enxergam a realidade.
Compara as crianças vítimas de abuso e o silêncio.
Compara o álcool com a cirrose hepática.
Compara todos os excluídos com uma rosa sem perfume.

O Poema de Sete Faces de Carlos Drummond de Andrade começa com a famosa estrofe: "Quando nasci, um anjo torto / desses que vivem na sombra / disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida."
O termo gauche pode ser interpretado como desajeitado, o que indica:
o desencontro entre o eu lírico e o mundo.
o encontro entre o eu lírico e o mundo.
a visão crítica do eu lírico em relação ao mundo.
a revolta do eu lírico com o mundo.
a resignação do eu lírico diante do sofrimento do mundo.

Os versos abaixo pertencem à canção Brigitte Bardot, do cantor e compositor Zeca Baleiro.
Podemos afirmar que:
A relação entre poesia lírica e música é recente, remonta ao século XX.
A poesia lírica foi substituída pela letra das canções no século XXI.
Música e literatura não possuem relações entre si.
A poesia lírica nasceu identificada com a música, mas depois dissociou-se desta por completo.
A letra de algumas canções são também poemas, como vemos em Brigitte Bardot, canção repleta de metáforas sobre a saudade.

A partir da leitura da primeira estrofe de Poema de sete faces, de Carlos Drummond de Andrade, identifique o significado que o eu lírico dá ao terceiro verso.
O eu lírico define a condição de poeta como algo promissor.
O eu lírico revela o poeta como um predestinado ao sucesso.
O eu lírico revela o poeta como um desajustado social.
O eu lírico afirma que ser poeta é estar no centro dos interesses sociais.
O eu lírico define a profissão de poeta com algo diferente e sujeito à inquietações e a um caminho difícil de ser trilhado.

Na primeira estrofe da letra da canção Que país é esse? de Renato Russo encontramos os seguintes versos: "Nas favelas, no senado / Sujeira pra todo lado / Ninguém respeita a constituição / Mas todos acreditam no futuro da nação / Que país é esse? / Que país é esse? / Que país é esse? / Que país é esse?". O texto manifesta preocupação com a situação do país e uma visão crítica dos problemas enfrentados. Pode-se perceber a ironia com que o texto fala do futuro da nação, que se encontra ameaçado:
pela falta de instrução do povo.
pelo fanatismo religioso.
pela corrupção generalizada.
pela ideologia dominante.
pelo sectarismo político.

De acordo com o soneto de José Régio, considere as afirmativas a seguir.
I - ao contrário de Narciso, personagem mitológico condenado a nunca conhecer a sua face externa sob o risco de morrer, o poema de José Régio explicita que o eu lírico busca conhecer a sua face interna. Há uma nítida preocupação com a autoanálise.
II - o eu lírico se decepciona com o que encontra ao dobrar-se sobre o seu próprio poço. A sugestão é de que o poço tem pouca água, pois o seu reflexo é visto muito lá no fundo. O eu lírico acha terrível o que encontra, sofre e deseja de se reconciliar consigo mesmo. Passa a viver à espera do momento, da noite estranha, em que possa, finalmente, como Narciso, seduzir-se com o que vê, ou seja, gostar de si mesmo, ideia reforçada pelos versos do segundo terceto.
III - o eu lírico, assim como Narciso, contempla a sua própria face e expressa fascinação, encantamento e prazer com o que encontra. Deseja ficar consigo próprio no fundo do poço em que se espelha, evidenciando egocentrismo e autossuficiência.
As afirmativas I e III são corretas.
As afirmativas I e II são corretas.
Todas as alternativas são corretas.
Somente a afirmativa I é correta.
Somente a afirmativa II é correta.

Na música Que País é Esse?, de Renato Russo, há um posicionamento diante de questões políticas e sociais que moviam o Brasil dos anos 80. O que significa o refrão apresentado?
Trata-se de um questionamento que nasce de um sentimento de indignação. É uma tentativa de conduzir à reflexão aquele que ouve ou lê.
Trata-se de um grito de libertação.
Trata-se de uma proposta para transformar o cenário político nacional.
Trata-se de uma dúvida diante de aspectos sociais.
Trata-se de um recurso para mostrar o inconformismo do leitor.

Leia, abaixo, o poema de Carlos Drummond de Andrade e assinale a única alternativa que reflete o sentimento do Eu lírico.
Crítica ao tráfico
Crítica ao contrabando
Crítica ao tráfico de mulheres
Crítica à elite
Crítica à censura

Da relação de Machado de Assis com a realidade que o cercava resultou um fino espírito crítico, cuja acidez incide sobre a figura humana e a sociedade como um todo.
Em O casamento do diabo, um dos raros momentos em que o autor escreve em verso, Machado dialoga com a realidade tendo como tema:
a religião
a relação homem e mulher
a riqueza e a pobreza
a diferença social
a vida e a morte

De acordo com o soneto de José Régio, considere as afirmativas a seguir.
I - ao contrário de Narciso, personagem mitológico condenado a nunca conhecer a sua face externa sob o risco de morrer, o poema de José Régio explicita que o eu lírico busca conhecer a sua face interna. Há uma nítida preocupação com a autoanálise.
II - o eu lírico se decepciona com o que encontra ao dobrar-se sobre o seu próprio poço. A sugestão é de que o poço tem pouca água, pois o seu reflexo é visto muito lá no fundo. O eu lírico acha terrível o que encontra, sofre e deseja de se reconciliar consigo mesmo. Passa a viver à espera do momento, da noite estranha, em que possa, finalmente, como Narciso, seduzir-se com o que vê, ou seja, gostar de si mesmo, ideia reforçada pelos versos do segundo terceto.
III - o eu lírico, assim como Narciso, contempla a sua própria face e expressa fascinação, encantamento e prazer com o que encontra. Deseja ficar consigo próprio no fundo do poço em que se espelha, evidenciando egocentrismo e autossuficiência.

Em O casamento do diabo, um dos raros momentos em que o autor escreve em verso, Machado dialoga com a realidade tendo como tema:
a religião
a relação homem e mulher
a riqueza e a pobreza
a diferença social
a vida e a morte

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OFICINA LITERÁRIA 
AULA 10 – MINHAS LEITURAS II 
 
 1a Questão 
 
 
Os versos a seguir são do poeta, cronista e compositor Vinícius de Moraes e fazem parte do poema "A um 
passarinho". Vinícius pertenceu à geração de Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, Jorge de Lima 
e Murilo Mendes, todos de grande destaque na poesia brasileira a partir da década de 1930. Para que vieste/ 
Na minha janela/ Meter o nariz?/ Se foi por um verso/ Não sou mais poeta/ Ando tão feliz! Neste versos, o 
eu lírico encontra-se: 
 
 feliz e decidido, o eu lírico renuncia ao posto de poeta, visto que condiciona a atividade de escrever 
versos ao estado de tristeza. 
 
reflexivo e repleto de indagações existenciais que se dirigem à natureza, no caso, ao passarinho. 
 
agressivo e irritado com o incômodo causado pelo canto feliz do passarinho, uma vez que o eu 
lírico está indeciso quanto a ser ou não ser poeta. 
 
animado, disposto a criar versos, pois associa a inspiração poética ao estado de felicidade. 
 
interrogativo, com muitas dúvidas a respeito da felicidade e escolhe o passarinho como o seu 
interlocutor privilegiado. 
 
 2a Questão 
 
 
Leia, abaixo, o poema de Carlos Drummond de Andrade e assinale a única alternativa 
que reflete o sentimento do Eu lírico. 
Os Inocentes do Leblon 
 
Os inocentes do Leblon 
não viram o navio entrar. 
Trouxe bailarinas? 
trouxe imigrantes? 
trouxe um grama de rádio? 
Os inocentes, definitivamente inocentes, tudo ignoram, 
mas a areia é quente, e há um óleo suave 
que eles passam nas costas, e esquecem. (Carlos Drummond de Andrade 
- http://drummond.memoriaviva.com.br/alguma-poesia/inocentes-do-leblon/) 
 
 Crítica ao tráfico 
 Crítica ao contrabando 
 Crítica ao tráfico de mulheres 
 Crítica à elite 
 Crítica à censura 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 3a Questão 
 
 
Embora a letra de música não seja um gênero literário, é um gênero textual 
que dialoga, estreitamente, com a literatura. Tanto quanto um poema, a letra 
de música pode exercer a função de veículo de denúncias sociais. Sendo 
assim, após a leitura do texto apresentado, marque a alternativa que revela o 
questionamento apresentado no refrão. 
Não me convidaram 
Pra esta festa pobre 
Que os homens armaram 
Pra me convencer 
A pagar sem ver 
Toda essa droga 
Que já vem malhada 
Antes de eu nascer 
Não me ofereceram 
Nem um cigarro 
Fiquei na porta 
Estacionando os carros 
Não me elegeram 
Chefe de nada 
O meu cartão de crédito 
É uma navalha 
Brasil! 
Mostra tua cara 
Quero ver quem paga 
Pra gente ficar assim 
Brasil! 
Qual é o teu negócio? 
O nome do teu sócio? 
Confia em mim 
http://letras.mus.br/cazuza/7246/ 
 
 
 O refrão revela, através de palavras como negócio e sócio, que se trata 
de um país próspero e gerenciador de boas relações. 
 O refrão apresenta a imagem de um país em evolução financeira, pois 
gerencia muitos negócios. 
 O refrão, através da frase "Brasil! Mostra tua cara", revela uma tentativa 
de busca da identidade nacional. 
 O refrão apresenta, através da frase "Confia em mim", um sentimento de 
confiança, de esperança de dias melhores. 
 O refrão apresenta um conformismo do povo diante do cenário social 
apresentado. 
 
 4a Questão 
 
 
Considere o poema, de Manuel Bandeira: 
Nova poética 
Vou lançar a teoria do poeta sórdido. 
Poeta sórdido: Aquele em cuja poesia há a marca suja da vida. 
Vai um sujeito, 
Sai um sujeito de casa com a roupa de brim branco muito bem engomada, e na primeira esquina passa um 
caminhão, salpica-lhe o paletó de uma nódoa de lama. 
É a vida. 
O poema deve ser como a nódoa no brim: 
Fazer o leito satisfeito de si dar o desespero. 
Sei que a poesia é também orvalho. 
Mas este fica para as menininhas, as estrelas alfas, as virgens cem por cento e as amadas que 
envelheceram sem maldade. 
Sobre o poema, não se pode afirmar: 
 
 Manuel Bandeira ironiza a poesia que se ocupa de um mundo tão amplo, rico e plural como o mundo 
dos homens. 
 
O quinto verso, muito longo, sujeito de roupa de brim branco engomadinha sugere a típica figura do 
cidadão que aceita a vida sem qualquer questionamento, cuja roupa atende às convenções sociais. 
 
A vida no poema, objetiva retirar o leitor acomodado de sua passividade, fazer com que o indivíduo 
apático e insípido passe a sentir na própria pele a marca da vida. 
 
O poeta aponta, ironicamente, a existência da poesia sem a marca suja da vida, ou seja, a poesia 
orvalho, cujos assuntos poéticos são os amores cor-de-rosa escritos em versos certinhos e rimados. 
 
O papel do caminhão é sórdido como o do poeta: é a vida que fica impressa no brim branco do 
passante; é a vida que deve ser impressa no branco do papel. 
 
 5a Questão 
 
 
Belo belo 
Belo belo minha bela 
Tenho tudo que não quero 
Não tenho nada que quero 
Não quero óculos nem tosse 
Nem obrigação de voto 
Quero quero 
Quero a solidão dos píncaros 
A água da fonte escondida 
A rosa que floresceu 
Sobre a escarpa inacessível 
A luz da primeira estrela 
Piscando no lusco-fusco 
Quero quero 
Quero dar a volta ao mundo 
Só num navio de vela 
Quero rever Pernambuco 
Quero ver Bagdá e Cusco 
Quero quero 
Quero o moreno de Estela 
Quero a brancura de Elisa 
Quero a saliva de Bela 
Quero as sardas de Adalgisa 
Quero quero tanta coisa 
Belo belo 
Mas basta de lero-lero 
Vida noves fora zero. 
(Manuel Bandeira) 
O título do poema remete a um outro poema de Bandeira, que aparece no livro Lira dos cinquent¿anos. No 
texto sob análise observa-se que o eu lírico: 
 
 
Está satisfeito com o que tem, porque deseja tudo aquilo de que dispõe. 
 Está insatisfeito, pois tem o que não quer. E não tem aquilo que quer. 
 
Está pleno com as mulheres que teve. De cada uma delas, deseja o todo. 
 
Está satisfeito, pois seus desejos se harmonizam com a realidade de tal forma que o eu lírico não 
tem desejos. 
 
Está insatisfeito, embora tenha tudo o que deseja. 
 
 6a Questão 
 
 
O samba-enredo, de 1993 da escola de samba Salgueiro, revela a dura 
realidade do nordestino que sai de sua terra para as grandes cidades em 
busca de melhores condições de vida. A partir desta reflexão e da leitura da 
letra apresentada abaixo, escolha a alternativa correta. 
 
 Lá vou eu, lá vou eu lá vou eu 
Me levo pelo mar da sedução (sedução) 
Sou mais um aventureiro 
Rumo ao Rio de Janeiro, adeus adeus, 
Adeus Belém do Pará 
Um dia volto, meu pai 
Não chore, pois vou sorrir 
Felicidade, o velho Ita Vai partir 
Oi no balanço das ondas, eu vou 
No mar eu jogo a saudade, amor 
O tempo traz esperança e ansiedade 
Vou navegando em busca da felicidade 
Em cada porto que passo 
Eu vejo e retrato em fantasias 
Cultura, folclore e hábitos 
Com isso refaço minha alegria 
Chego ao Rio de Janeiro 
Terra do samba, da mulata e futebol 
Vou vivendo o dia a dia 
Embalado na magia 
Do seu Carnaval, explode 
Explode Coração 
Na maior felicidade 
É lindo o meu Salgueiro 
Contagiando sacudindo essa cidade 
 A letra de música, assim como o poema, apresenta pouca 
subjetividade. 
 A letra de música, assim como o poema, funciona como um veículo que 
promove a denúncia de aspectos sociais. 
 A letra de música, assim como o poema, tiram o leitor da realidade, não 
promovendo, por isso, reflexão. 
 Não existe relação entre literatura e música. 
 A letra de música não dialoga com o gênero lírico. 
 
 7a Questão 
 
 
Considere o poema, de Mauro Mota: 
Arte poética 
Elabora o poema como a fruta 
elabora os gomos, a fruta 
elabora o suco, a fruta elabora a casca, 
elabora a cor e sobre- tudo elabora a semente.Marque a alternativa que não corresponde a uma possível leitura do poema: 
 
 
Em elaborar, está presente a noção de que arte poética é fruto de uma obra, de um trabalho cuja 
matéria-prima é a palavra. 
 
A primeira palavra do poema já nos introduz a ideia clara de que o fazer poético é um trabalho. 
 
A apresentação da teoria poética do autor é feita por meio de uma comparação entre o poeta, que faz 
o poema, e a fruta, que faz o fruto. 
 Nos dois últimos versos, cor e semente se referem apenas ao poema. 
 
No primeiro verso, o verbo elaborar está no imperativo e o sujeito, na segunda pessoa do 
singular, tu; isso mostra que o poema é dirigido a alguém, a quem o poeta expõe sua concepção de 
poesia. 
 
 8a Questão 
 
 
A música e a literatura caminham de mãos dadas. A letra de música é um 
gênero textual que apresenta lirismo. Assinale a alternativa que justifica 
essa afirmação. 
 
 A letra de música, assim como o poema, revela sempre um 
descontentamento com o mundo que nos cerca. 
 A letra de música, assim como o poema, revela o homem numa 
condição distante da realidade. 
 Na letra de música e no poema, existe um olhar singular, uma forma 
única de sentir o mundo. 
 A letra de música, assim como o poema, gera o sonho, pois apresenta 
alto grau de subjetividade. 
 A letra de música, assim como o poema, afasta o leitor da realidade. 
 
 
 1a Questão 
 
 
Leia o poema de Vinícius de Moraes: 
A rosa de Hiroxima 
Pensem nas crianças 
Mudas telepáticas 
Pensem nas meninas 
Cegas inexatas 
Pensem nas mulheres 
Rotas alteradas 
Pensem nas feridas 
Como rosas cálidas 
Mas, oh, não se esqueçam 
Da rosa da rosa 
Da rosa de Hiroshima 
A rosa hereditária 
A rosa radioativa 
Estúpida e inválida 
A rosa com cirrose 
A anti-rosa atômica 
Sem cor sem perfume 
Sem rosa, sem nada 
(Vinicius de Moraes. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1998, p.381.) 
Com base no poema acima, assinale a única assertiva que poderia explicar o nome do poema e a 
comparação que é feita? 
 
 Compara o cogumelo da explosão atômica com uma rosa aberta. 
 
Compara meninas cegas com pessoas que não enxergam a realidade. 
 
Compara as crianças vítimas de abuso e o silêncio. 
 
Compara o álcool com a cirrose hepática. 
 
Compara todos os excluídos com uma rosa sem perfume. 
 
 2a Questão 
 
 
Leia atentamente a letra de canção A deusa da minha rua, composição de 
Jorge Faraj e Newton Teixeira, interpretada por Nelson Gonçalves, abaixo 
transcrita, e depois escolha a opção que contem uma afirmação incorreta. 
"A deusa da minha rua / Tem os olhos onde a lua / Costuma se embriagar / Nos 
seus olhos eu suponho / Que o sol, num dourado sonho / Vai claridade buscar. / 
Minha rua é sem graça / Mas quando por ela passa / Seu vulto que me seduz / A 
ruazinha modesta / É uma paisagem de festa / É uma cascata de luz. / Na rua 
uma poça d'água / Espelho da minha mágoa / Transporta o céu / Para o chão / 
Tal qual o chão de minha vida / A minh'alma comovida / O meu pobre coração. / 
Espelho da minha mágoa / Meus olhos / São poças d'água / Sonhando com seu 
olhar / Ela é tão rica e eu tão pobre / Eu sou plebeu / Ela é nobre / Não vale a 
pena sonhar." 
 
 a ruazinha modesta é o cenário do amor impossível e do sofrimento do eu 
lírico. 
 a figura feminina aparece idealizada na letra da canção. 
 o eu lírico está consciente da impossibilidade da realização do amor e por 
isso sofre. 
 o amor encontra na diferença de classes sociais um obstáculo. 
 o amor consegue superar todas as barreiras e convenções sociais. 
 
 3a Questão 
 
 
O Poema de Sete Faces de Carlos Drummond de Andrade começa com a famosa 
estrofe: "Quando nasci, um anjo torto / desses que vivem na sombra / disse: Vai, Carlos! 
ser gauche na vida." O termo gauche pode ser interpretado como desajeitado, o que 
indica: 
 
 o desencontro entre o eu lírico e o mundo. 
 o encontro entre o eu lírico e o mundo. 
 a visão crítica do eu lírico em relação ao mundo. 
 a revolta do eu lírico com o mundo. 
 a resignação do eu lírico diante do sofrimento do mundo. 
 
 4a Questão 
 
 
Os versos abaixo pertencem à canção Brigitte Bardot, do cantor e compositor Zeca Baleiro. 
 
a saudade 
é um trem de metrô 
subterrâneo obscuro 
escuro claro 
é um trem de metrô 
a saudade 
é prego parafuso 
quanto mais aperta 
tanto mais difícil arrancar 
a saudade 
é um filme sem cor 
que meu coração quer ver colorido. 
Podemos afirmar que: 
 
 
A relação entre poesia lírica e música é recente, remonta ao século XX. 
 
A poesia lírica foi substituída pela letra das canções no século XXI. 
 
Música e literatura não possuem relações entre si. 
 
A poesia lírica nasceu identificada com a música, mas depois dissociou-se desta por completo. 
 A letra de algumas canções são também poemas, como vemos em Brigitte Bardot, canção repleta 
de metáforas sobre a saudade. 
 
 
 5a Questão 
 
 
O bicho 
 
Vi ontem um bicho 
Na imundície do pátio 
Catando comida entre detritos. 
 
Quando achava alguma coisa, 
Não examinava nem cheirava: 
Engolia com voracidade. 
 
O bicho não era um cão, 
Não era um gato, 
Não era um rato. 
 
O bicho, meu Deus, era um homem. 
 
Este poema de Manuel Bandeira permite-nos afirmar que: 
 
 
 A poesia lírica rejeita temas perturbadores como este expresso 
no poema ¿O bicho¿. 
 A poesia lírica dedica-se apenas a temas amorosos. 
 A poesia lírica pode tratar do tema que desejar. A sua marca é o 
olhar subjetivo do poeta sobre qualquer realidade. 
 A poesia lírica dedica-se somente a temas sociais. 
 A poesia lírica dedica-se exclusivamente a temas de denúncia 
social. 
 
 6a Questão 
 
 
O texto que segue é um poema escrito em 1930, de Ricardo Reis, heterônimo do poeta do Modernismo 
português Fernando Pessoa. 
 
Quando, Lídia, vier o nosso Outono 
Com o Inverno que há nele, reservemos 
Um pensamento, não para a futura 
Primavera, que é de outrem, 
Nem para o Estio, de quem somos mortos, 
Senão para o que fica do que passa, 
O amarelo atual que as folhas vivem 
E as torna diferentes. 
 
Desses versos, é possível extrair o tema da: 
 
 Existência humana e de seus ciclos. 
 
Mudança de estação do ano. 
 
Inveja da juventude. 
 
Relação amorosa. 
 
Competição entre pessoas de gerações diferentes. 
 
 
 7a Questão 
 
 
Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) pertence à elite dos poetas brasileiros mais importante do 
século XX. Dentre os muitos temas trabalhados pelo poeta, o sentimento da cidade e as reflexões sobre o 
espaço urbano estão muito presentes não só na sua produção poética, como na sua produção narrativa. A 
transcrição que segue é parte de um poema extenso intitulado "Edifício Esplendor". 
 
Na areia da praia/ Oscar risca o projeto./ Salta o edifício/ da areia da praia./ No cimento, nem traço/ da 
pena dos homens./ As famílias se fecham/ em células estanques./ O elevador sem ternura/ expele, absorve/ 
num ranger monótono/ substância humana./ Entretanto há muito/ se acabaram os homens./ Ficaram 
apenas/ tristes moradores./ [...]. 
 
Neste versos de Carlos Drummond de Andrade, é possível afirmar que: 
 
 
a maneira de o homem morar nas cidades não alterou a sua substância, pelo contrário, o poema 
mostra que o edifício é uma extensão harmônica da própria natureza. Esta ideia expressa-se, por 
exemplo, na menção de que o edifício salta da praia. 
 
as células estanques são os apartamentos do edifício que protegem e acolhem os moradores. É 
possível comparar o nascimento do prédio e as demais descrições com a delicadeza e a ternura de um 
organismo vivo, representado, por exemplo, pela atividadedo elevador. 
 
a visão otimista e humanizadora do progresso urbano realiza-se por meio da figura concreta do 
edifício, que é símbolo da imponência das cidades. 
 
o desenvolvimento da cidade não impacta a maneira de estar no mundo do homem. Na última estrofe 
transcrita, a expressão tristes moradores recupera rigorosamente o sentido do substantivo homens, 
usado na mesma estrofe, evidenciando a manutenção da condição humana pós-urbanização. 
 a areia e o cimento constituem duas imagens que reforçam a oposição entre a natureza e o 
desenvolvimento da cidade. No contexto do poema, a areia da praia e o cimento do edifício funcionam 
como uma antítese. A areia é sensível ao riscado do homem, já o cimento é duro e indiferente à pena 
dos homens. 
 8a Questão 
 
 
Considere o poema de Gullar transcrito abaixo e marque a alternativa que não está 
em conformidade com o que diz o poema. 
Meu povo, meu poema 
 
Meu povo e meu poema crescem juntos 
como cresce no fruto 
a árvore nova. 
 
No povo meu poema vai nascendo 
como no canavial 
nasce verde o açúcar. 
 
No povo meu poema está maduro 
como o sol 
na garganta do futuro. 
 
Meu povo em meu poema 
se reflete 
como a espiga se funde em terra fértil. 
 
Ao povo seu poema aqui devolvo 
menos como quem canta 
do que planta. 
 
 
 Na primeira das cinco estrofes, povo e poema possuem crescimento simultâneo; 
sua forma de crescer é igual à da árvore que, em forma de semente, de vida 
potencial, repousa no interior do fruto. 
 A intenção do autor é clara: colocar a palavra povo no início de cada estrofe, com 
a mesma função sintática, ou seja, objeto indireto. 
 No título se anuncia o ritmo inicial de cada uma das cinco estrofes do texto, em 
cujo primeiro verso surge sempre o substantivo povo. 
 Partindo da palavra povo, o poema se constituirá a fim de retornar ao seu ponto 
de origem. 
 A segunda e a terceira estrofes apresentam um movimento, em que o povo 
agora é o próprio espaço onde rebenta o poema, é a própria terra nutriente que 
concebe e alimenta o broto. 
 
 
 
 
 
 
 
 1a Questão 
 
 
A partir da leitura da primeira estrofe de Poema de sete faces, de Carlos 
Drummond de Andrade, identifique o significado que o eu lírico dá ao 
terceiro verso. 
Quando nasci, um anjo torto 
desses que vivem na sombra 
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida. De Alguma 
poesia (1930)http://www.horizonte.unam.mx/brasil/drumm1.html 
 
 O eu lírico define a condição de poeta como algo promissor. 
 O eu lírico revela o poeta como um predestinado ao sucesso. 
 O eu lírico revela o poeta como um desajustado social. 
 O eu lírico afirma que ser poeta é estar no centro dos interesses sociais. 
 O eu lírico define a profissão de poeta com algo diferente e sujeito à 
inquietações e a um caminho difícil de ser trilhado. 
 
 2a Questão 
 
 
Na primeira estrofe da letra da canção Que país é esse? de Renato Russo 
encontramos os seguintes versos: "Nas favelas, no senado / Sujeira pra todo 
lado / Ninguém respeita a constituição / Mas todos acreditam no futuro da nação 
/ Que país é esse? / Que país é esse? / Que país é esse? / Que país é esse?". O 
texto manifesta preocupação com a situação do país e uma visão crítica dos 
problemas enfrentados. Pode-se perceber a ironia com que o texto fala do futuro 
da nação, que se encontra ameaçado: 
 
 pela falta de instrução do povo. 
 pelo fanatismo religioso. 
 pela corrupção generalizada. 
 pela ideologia dominante. 
 pelo sectarismo político. 
 
 3a Questão 
 
 
Leia o poema Sentimento do Mundo, de Carlos Drummond de Andrade, e responda o que se pede: 
Tenho apenas duas mãos 
e o sentimento do mundo, 
mas estou cheio escravos, 
minhas lembranças escorrem 
e o corpo transige 
na confluência do amor. 
Quando me levantar, o céu 
estará morto e saqueado, 
eu mesmo estarei morto, 
morto meu desejo, morto 
o pântano sem acordes. 
Os camaradas não disseram 
que havia uma guerra 
e era necessário 
trazer fogo e alimento. 
Sinto-me disperso, 
anterior a fronteiras, 
humildemente vos peço 
que me perdoeis. 
Quando os corpos passarem, 
eu ficarei sozinho 
desfiando a recordação 
do sineiro, da viúva e do microcopista 
que habitavam a barraca 
e não foram encontrados 
ao amanhecer 
esse amanhecer 
mais noite que a noite. 
 Acerca do poema seria inválido afirmar: 
 
 
Sentimento do mundo pode ser entendido também como um poema sobre o próprio fazer literário 
(minhas lembranças escorrem), onde os poemas ("escravos") surgem como armas. 
 
O poeta inicia o poema indicando suas limitações e impotência perante o mundo, nos versos, tenho 
apenas duas mãos/ e o sentimento do mundo. 
 O eu-lírico do poema, apesar de nos revelar que a realidade sempre nos espanta, visto que é dura e 
desafiante, faz um apelo para que se deixe de sonhar. 
 
O poeta revela, neste poema, uma visão de mundo extremamente pessimista, com um amanhecer 
mais noite que a noite. 
 
Os versos da terceira estrofe, indica que apesar da ajuda incompleta dos companheiros de vida 
(Camaradas), o poeta não consegue decifrar os códigos existenciais e perde, humilde, desculpas. 
 
 4a Questão 
 
 
José Régio (1901-1969) é um dos autores mais importantes da segunda geração do Modernismo português, 
o Presencismo, e um dos fundadores da revista Presença, que dá nome ao movimento. Leia o soneto 
"Narciso" e, em seguida, responda a questão. 
 
Dentro de mim me quis eu ver. Tremia,/ Dobrado em dois sobre o meu próprio poço.../ Ah, que terrível face 
e que arcabouço/ Este meu corpo lânguido escondia!/ Ó boca tumular, cerrada e fria,/ Cujo silêncio esfíngico 
bem ouço!/ Ó lindos olhos sôfregos, de moço,/ Numa fronte a suar melancolia!/ Assim me desejei nestas 
imagens./ Meus poemas requintados e selvagens,/ O meu Desejo os sulca de vermelho:/ Que eu vivo à 
espera dessa noite estranha,/ Noite de amor em que me goze e tenha,/ ...Lá no fundo do poço em que me 
espelho! 
 
De acordo com o soneto de José Régio, considere as afirmativas a seguir. 
 
I - ao contrário de Narciso, personagem mitológico condenado a nunca conhecer a sua face externa sob o 
risco de morrer, o poema de José Régio explicita que o eu lírico busca conhecer a sua face interna. Há uma 
nítida preocupação com a autoanálise. 
II - o eu lírico se decepciona com o que encontra ao dobrar-se sobre o seu próprio poço. A sugestão é de 
que o poço tem pouca água, pois o seu reflexo é visto muito lá no fundo. O eu lírico acha terrível o que 
encontra, sofre e deseja de se reconciliar consigo mesmo. Passa a viver à espera do momento, da noite 
estranha, em que possa, finalmente, como Narciso, seduzir-se com o que vê, ou seja, gostar de si mesmo, 
ideia reforçada pelos versos do segundo terceto. 
III - o eu lírico, assim como Narciso, contempla a sua própria face e expressa fascinação, encantamento e 
prazer com o que encontra. Deseja ficar consigo próprio no fundo do poço em que se espelha, evidenciando 
egocentrismo e autossuficiência. 
 
Assinale a alternativa correta. 
 
 
As afirmativas I e III são corretas. 
 As afirmativas I e II são corretas. 
 
Todas as alternativas são corretas. 
 
Somente a afirmativa I é correta. 
 
Somente a afirmativa II é correta. 
 
 5a Questão 
 
 
Na música Que País é Esse?, de Renato Russo, há um posicionamento diante de questões políticas 
e sociais que moviam o Brasil dos anos 80. O que significa o refrão apresentado? 
Nas favelas, no Senado 
Sujeira pra todo lado 
Ninguém respeita a Constituição 
Mas todos acreditam no futuro da nação 
Que país é esse? 
Que país é esse? 
Que país é esse? 
http://letras.mus.br/legiao-urbana/46973/ 
 Trata-se de um questionamento que nasce de um sentimento de indignação.É uma tentativa de 
conduzir à reflexão aquele que ouve ou lê. 
 
Trata-se de um grito de libertação. 
 
Trata-se de uma proposta para transformar o cenário político nacional 
 
Trata-se de uma dúvida diante de aspectos sociais. 
 
Trata-se de um recurso para mostrar o inconformismo do leitor. 
 
 6a Questão 
 
 
Leia atentamente a letra de canção abaixo e depois escolha a opção correta. 
"Quando eu digo que deixei de te amar / É porque eu te amo / Quando eu digo 
que não quero mais você / É porque eu te quero / Eu tenho medo de te dar meu 
coração / E confessar que eu estou em tuas mãos / Mas não posso imaginar / O 
que vai ser de mim / Se eu te perder um dia / Eu me afasto e me defendo de 
você / Mas depois me entrego / Faço tipo, falo coisas que eu não sou / Mas 
depois eu nego /Mas a verdade / É que eu sou louco por você / E tenho medo de 
pensar em te perder Eu preciso aceitar que não dá mais / Pra separar as nossas 
vidas // E nessa loucura de dizer que não te quero / Vou negando as aparências 
/ Disfarçando as evidências / Mas pra que viver fingindo / Se eu não posso 
enganar meu coração? / Eu sei que te amo! / Chega de mentiras / De negar o 
meu desejo / Eu te quero mais que tudo / Eu preciso do seu beijo / Eu entrego a 
minha vida / Pra você fazer o que quiser de mim / Só quero ouvir você dizer que 
sim! // Diz que é verdade, que tem saudade / Que ainda você pensa muito em 
mim / Diz que é verdade, que tem saudade / Que ainda você quer viver pra 
mim." (Evidências. Composição: Jose Augusto / Paulo Sérgio 
Valle. Intérpretes: Chitãozinho & Xororó.) 
 
 a letra da canção expressa o caráter contraditório e enigmático do 
sentimento amoroso. 
 na letra da canção, o amor é caracterizado como algo sublime e acima 
do plano mundano. 
 na letra da canção, eu lírico interessa-se exclusivamente pelo prazer 
pessoal, ignorando o desejo do outro. 
 na letra da canção, as convicções morais e religiosas do eu lírico 
impedem a realização do amor. 
 na letra da canção, o amor é relacionado à sexualidade de forma 
explícita e crua. 
 
 7a Questão 
 
 
Da relação de Machado de Assis com a realidade que o cercava resultou um fino espírito crítico, cuja acidez 
incide sobre a figura humana e a sociedade como um todo. 
 
O casamento do diabo 
Satã teve um dia a idéia 
De casar. Que original! 
Queria mulher não feia, 
Virgem corpo, alma leal. 
(...) 
Casar era a sua dita; 
Correu por terra e por mar, 
Encontrou mulher bonita 
E tratou de a requestar. 
(...) 
Ele quis, ela queria, 
Puseram mão sobre mão, 
E na melhor harmonia 
Verificou-se a união. 
(...) 
Passou-se um ano, e ao diabo, 
Não lhe cresceram por fim, 
Nem as unhas, nem o rabo... 
Mas as pontas, essas sim. 
 
Toma um conselho de amigo, 
Não te cases, Belzebu; 
Que a mulher, com ser humana 
É mais fina do que tu. 
 
Em O casamento do diabo, um dos raros momentos em que o autor escreve em verso, Machado 
dialoga com a realidade tendo como tema: 
 
a religião 
 a relação homem e mulher 
 
a riqueza e a pobreza 
 
a diferença social 
 
a vida e a morte 
 
 8a Questão 
 
 
Leia atentamente a letra de canção Suíte do Pescador, de Dorival 
Caymmi, abaixo transcrita, e depois escolha a opção correta. 
 
"Minha jangada vai sair pro mar/ Vou trabalhar, meu bem querer/ Se Deus quiser 
quando eu voltar do mar/ Um peixe bom eu vou trazer/ Meus companheiros 
também vão voltar/ E a Deus do céu vamos agradecer/ Adeus, adeus/ Pescador 
não se esqueça de mim/ Vou rezar pra ter bom tempo, meu bem/ Pra não ter 
tempo ruim/ Vou fazer sua caminha macia/ Perfumada com alecrim." 
 
 na letra da canção em questão, o eu lírico encontra-se integrado ao mar, 
constituindo para ele a fonte de sua subsistência. 
 na letra da canção em questão, o mar é fonte de angústia e apreensão 
para o eu lírico. 
 o mar constitui uma figura empregada exclusivamente na literatura 
erudita. 
 na letra da canção em questão, ter que ir para o mar representa uma 
punição para o eu lírico. 
 para o eu lírico, o mar constitui um lugar de privação material e 
provação espiritual.