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Olá. Meu nome é João Trindade Cavalcante Filho. Sou professor de Direito 
Constitucional (há dez anos) e membro do comitê de Coordenação da Turma 
Platinum do IMP Concursos (presencial) e do IMP Concursos Online. Tenho mestrado 
em Direito Constitucional pelo Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP) e 
atualmente curso o doutorado em Direito Constitucional na Universidade de São 
Paulo (USP).
 Antes de mais nada, porém, sou servidor público – e, assim como você, já 
passei pelo extenuante (mas ao final gratificante!) ciclo de preparações, decepções, 
recomeços e alegrias que marcam o mundo dos concursos públicos. Atualmente, 
sou consultor legislativo do Senado Federal, na área de Direito Constitucional, cargo 
ao qual cheguei em 2012 após muita “ralação” e dedicação. Antes disso, porém, fui 
Analista Processual e Técnico do MPU, e técnico (em Química!) da Universidade 
Federal da Paraíba. Ao longo dessa jornada (a meu ver, vitoriosa), contudo, vivenciei 
também algumas decepções e dissabores: ser reprovado no primeiro concurso que 
prestei, para Técnico do TRF5; ser reprovado por uma questão (uma!) no concurso 
para oficial de justiça do TJPB; ser reprovado na primeira etapa do concurso de 
promotor de justiça do MPDFT, etc. Enfim, digo isso para que você saiba que, antes 
qualquer outro cargo ou título, eu fui um concursando igual a você: sei o que fazer (e 
o que não fazer!) para tentar ajudar você a alcançar esse tão sonhado cargo, que 
certamente mudará para melhor a sua vida e a de seus familiares.
 Pois bem: preparei este material exatamente para tentar trazer algumas 
dicas sobre como estudar para concursos; e também sobre quais erros evitar. Não 
se trata de um material de Direito Constitucional, mas sim de um roteiro de estudos, 
um conjunto de orientações de alguém que obviamente não é dono da verdade – 
mas que, por já estar calejado de preparar alunos e ver suas vitórias e derrotas e de 
ter ele mesmo alegrias e tristezas, conhece um pouco do “caminho das pedras”.
 Então vamos lá!
TECNICAS DE ESTUDOS´
^O QUE VOCE PRECISA SABER
 Primeiramente, é indispensável definir um foco, uma área de interesses. Você não precisa 
necessariamente focar em um cargo, mas sua vida será muito mais fácil se você conseguir encontrar 
uma área de interesse. Essa área deve ser definida não só pelas matérias que caem no edital, mas 
também com base em muitos outros fatores, tais como condições de trabalho (será preciso mudar de 
cidade? Há um horário fixo de trabalho? O ambiente naquele órgão é legal?), realização pessoal (é um 
trabalho que eu gostaria de realizar? Eu me sentirei útil à sociedade desempenhando essa função? 
Eu tenho o perfil para essa função?), remuneração, etc. Lembre-se: você não precisa começar pelo 
cargo dos seus sonhos, mas também é preciso ter cuidado para não se vincular a uma função com a 
qual você não tenha nenhuma identificação. Não são poucos os casos de depressão entre servidores 
concursados que, após tomarem posse, descobrem que o trabalho não era exatamente o que 
pensavam, então vale a pena até mesmo conversar com alguém que trabalhe no setor, etc.
COMEcaNDO A ESTUDAR
OS PRIMEIROS PASSOS
Aqui vão algumas dicas por área de concursos (pelo menos as áreas mais procuradas pelos nossos 
alunos):
Tribunais e MPU (Ministério Público da União): uma área que é para muitos a “porta de entrada” 
no mundo dos concursos. São certames que geralmente disponibilizam um grande quantitativo 
de vagas, e cujos concursos são, em geral, parecidos entre si, além de saírem com bastante 
frequência. Isso possibilita que você comece a estudar para um cargo com um pouco mais de 
tranquilidade pelo fato de que, se não passar naquele concurso, poderá “aproveitar” o que 
estudou para outra seleção. As grandes vantagens do trabalho em si são o horário de trabalho 
(em geral, mais flexível), o ambiente organizacional e poder integrar uma instituição respeitada 
pela sociedade. Nesse concurso, têm muito peso matérias como Português, Constitucional, 
Administrativo e Administração Pública, matérias que são muito bem exploradas, por exemplo, 
na Turma Platinum do IMP Concursos presencial.
Carreiras Policiais: trata-se de uma área para quem tem perfil. Se você não gosta, melhor nem 
se aventurar nela. É um caso de “ame-a ou odeie-a”! De qualquer forma, alguns concursos 
disponibilizam uma quantidade grande de vagas (boa parte delas para nível superior). Em geral, 
os certames têm várias fases, inclusive testes físicos e sindicância de vida pregressa. Não que 
você vá treinar corrida antes de passar na prova objetiva, mas é bom saber! Matérias principais: 
Português, Penal, Processo Penal e Legislação Penal Extravagante. O IMP Online dispõe de um 
curso bastante aprofundado para essa finalidade.
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b
Carreiras Jurídicas: são conhecidas assim as carreiras privativas de bacharel em Direito, tais 
como juiz, promotor, defensor, procurador, etc. São concursos muito específicos, geralmente 
quem se prepara escolhe uma subárea (digamos, defensoria), até porque as matérias diferem 
muito entre si, às vezes. São concursos com várias fases dissertativas, mas o primeiro passo é 
passar na prova objetiva, o que exige um conhecimento de amplo leque de matérias. De qualquer 
jeito, melhor estar sempre muito bem nas seis matérias “básicas”: Penal e Processo Penal, Civil e 
Processo Civil, Constitucional e Administrativo. O IMP presencial oferece um curso 
especificamente voltado para as carreiras jurídicas.
Poder Legislativo: uma gama de concursos que abrange os Legislativos Federal, Estadual e 
Municipal. A estrutura do edital varia muito de acordo com o nível do cargo: para o nível médio 
nem sempre há prova discursiva, ao passo que para os cargos de consultor geralmente existem 
várias provas discursivas. Nesse sentido, a preparação varia muito de um cargo para o outro. De 
qualquer forma, é indispensável focar em Português, Constitucional, Administrativo e no 
Regimento Interno da Casa Legislativa respectiva. A Turma Platinum do IMP Concursos é também 
fortemente conectada com a preparação para cargos do Legislativo.
Carreiras Fiscais: um gama enorme de concursos, que vão de fiscal de rendas a auditor de 
Tribunal de Contas. Mas, apesar da multiplicidade de cargos, 80% do conteúdo são iguais. Foque 
muito em contabilidade, controle externo, auditoria e administração financeira e orçamentária 
(AFO). O IMP possui o curso Carreiras Fiscais, especialmente desenhado para esses concursos de 
ponta.
c
d
e
 Definida sua área de preferência, é hora de partir para montar sua preparação. Lembre-se: por 
mais que haja técnicas de estudos e outros conselhos que podem te ajudar, o que passa você na 
prova é CONTEÚDO. Então ter uma preparação eficaz é indispensável. 
 Leia os editais dos concursos passados, cruze com as provas que foram aplicadas veja quais 
temas foram mais cobrados, quais matérias são decisivas. Às vezes, o edital não reflete o que foi a 
prova: há assuntos longos que são cobrados em poucas questões, e vice-versa. Defina as disciplinas 
prioritárias, mas lembre-se: é mais provável ser aprovado um candidato que tem um conhecimento 
“bom” em todas as matérias do que aquele que é “ótimo” em algumas disciplinas e fraco em outras – 
seu primeiro desafio é alcançar um nível de preparação “homogêneo”, equilibrado em todas as 
matérias.
 Separe os materiais. Vai estudar por apostila? É uma apostila confiável? Eu particularmente 
prefiro livros, pois os concursos de hoje em dia estão muito difíceis, mas o principal fator é ter à mão 
um material confiável. Vai fazer cursinho? Online ou presencial? Completo ou só de algumas 
matérias? Tudo isso tem que ser definido antes do próximo passo: definir seu horário de estudos.
 Para montar um horário de estudos, você precisa ter em mente que quantidade de horas não é 
o fator principal. Conheço muita gente que estudapoucas horas, mas de forma extremamente 
eficiente, e outras que “perdem tempo” e não conseguem render. O importante – assim como numa 
atividade física, por exemplo – é a regularidade. Assim, monte um horário de estudos que seja 
factível, que você vá conseguir cumprir, chova ou faça sol. Também cuide para não estudar demais a 
teoria, mas não resolver exercícios, ou deixar de fazer revisões. Finalmente, cuidado para não estudar 
demais ou de menos uma matéria: tendemos a estudar mais a matéria que mais sabemos ou da qual 
mais gostamos, esse é um erro crasso!
 Isso vai variar de pessoa para pessoa e até mesmo segundo o grau de preparação (uma pessoa 
que está começando a estudar vai precisar focar muito na teoria, e resolver alguns exercícios; alguém 
que já está na reta final de um edital vai praticamente resolver exercícios em 80% do tempo, e gastar 
apenas 20% com revisões teóricas:
À medida que se avança nos estudos, o tempo que se destina ao estudo
de teoria e exercícios se inverte
120
100
80
60
40
20
0
Categoria 1 Categoria 2 Categoria 3 Categoria 4
Exercícios Teoria
Algumas dicas importantes:
Não é geralmente muito bom passar muito tempo estudando uma matéria só. Claro que isso é 
pessoal, mas, em tese, o ideal é não estudar mais que 2h seguidas uma mesma disciplina.
Tente intercalar períodos de estudo com pequenos descansos, de 10min, por exemplo. Isso ajuda 
a ter qualidade e até mesmo a aguentar mais tempo estudando, se houver disponibilidade.
A questão principal é a qualidade: se vir que já não está mais fixando nada, é hora de mudar de 
disciplina ou de dar uma pausa.
Se possível, é recomendável ter um dia de descanso, para “desintoxicar” a mente.
Se você tem intervalos cursos em que pode estudar, aproveite para fazer questões: elas exigem 
menos concentração do que a leitura de um livro, por exemplo, e costumamos aprender muito 
com nossos erros.
a
b
c
e
d
Não esqueça de reservar horários para fazer revisões. Revisar não significa reestudar a matéria, 
mas sim rever, olhar as anotações, dar uma olhada na lei (se for o caso) e fazer questões: se 
conseguir um desempenho bom (aproximadamente 80% de acerto), prossiga; se não, é hora de 
reestudar a matéria (isto é, reiniciar o ciclo de estudos daquele tema). Lembre também das 
peculiaridades das disciplinas: algumas são difíceis de aprender, mas não se esquece tão rápido 
(matemática, por exemplo); outras se aprende rápido, mas também se esquece rápido (direito, 
por exemplo).
 A seguir, um exemplo de possível horário de estudos de alguém que vai fazer um curso pela 
manhã (Turma Platinum do IMP, por exemplo, que tem aula de segunda a sexta, mas que deixa um dia 
livre para revisões e estudo em casa), trabalha à tarde e precisa ficar com os filhos num período à 
noite (isto é, uma rotina bem puxada!). Apenas para fins de exemplo, consideraremos que essa 
pessoa fará o concurso do MPU.
f
Horário
7h - 8h
8h - 12h
12h - 13h
13h - 20h
20h - 22h
22h - 23h
Português
Aula
Almoço
Trabalho
Jantar e brincar com os filhos
Gestão de
Pessoas
Legislação
MPU
Aula
Trabalho
Arquivologia
Constitucional
Gestão de
Pessoas e 
Raciocínio 
Lógico
Trabalho
Administração
de Materiais
Adm. Pública 
Aula
Trabalho
Informática
Administraivo
Aula
Trabalho
Legislação
MPU
Informática
Arquivologia, 
Administrativo
e Adm. Pública
Constitucional,
Português e
Raciocínio
Lógico
Livre
Livre
Livre
Livre
Livre
Segunda Terça Quarta Quinta Sexta Sábado Domingo
 Note que matérias mais curtas (Legislação do MPU, por exemplo) têm apenas 2h de estudo por 
semana. Disciplinas mais complexas e extensas, como Português, podem chegar a ter o dobro. É uma 
programação puxada? Claro. Mas é eficaz porque é factível. Não se exige que a pessoa estude 12h por 
dia, ou que deixe de brincar com os filhos, ou que não tenha vida social. Lembre-se: o fundamental é 
a REGULARIDADE.
 Muitas pessoas acham que concurso público é algo para “iluminados”, pessoas fora-de-série 
que estudam pouquíssimo tempo e passam. Nada mais enganoso. A quase totalidade das pessoas 
que passam em concursos – principalmente os de ponta – estuda muito e há muito tempo, mas não 
possui nenhuma grande habilidade fora do comum. Muitos, inclusive, fizeram a “escadinha”, 
passando de um concurso para outro, até atingir o cargo dos sonhos.
 Aliás, se você perguntar à maioria dos aprovados, verá que eles sequer achavam que iriam 
passar naquela prova. Portanto, pode ter certeza: concurso público é, sim, para você, mesmo que não 
seja um geniozinho ou “cabeção”. Concurso é o triunfo da disciplina sobre a inteligência desidiosa. 
O QUE NAO FAZER~
O “JOGO DOS SETE ERROS” DOS CONCURSANDOS
PRIMEIRO ERRO: ACHAR QUE NÃO É CAPAZ
 Pululam no Facebook e em outras redes sociais postagens do tipo: “Passei no concurso X 
estudando apenas 4 meses”, “Passe em concurso estudando só 50% do edital”, ou “Como passar em 
concursos imediatamente”. Acredite: se houvesse fórmula mágica, os autores dessas pérolas não 
precisariam fazer propaganda, e ainda cobrariam milhões para “vendê-las”. 
 Acontece que o concursando é uma pessoa em situação muito vulnerável – e, por isso mesmo, 
muito crédula. Se eu dissesse que passei no Senado porque fiz uma jornada mística para plantar uma 
árvore às margens do Rio Nilo, certamente haveria alguém que iria lá “só pra garantir”... Não se deixe 
enganar; não deixe que charlatães usem esse momento – sempre difícil – pelo qual você passa para 
surrupiar seu dinheiro. Em concurso se passa estudando. Claro que existem formas e formas de se 
estudar, mas se alguém disser que tem alguma “fórmula” ou “técnica” especial que ninguém mais 
sabe, desconfie. Ou não funciona, ou é ilícita. Igualzinho a quem diz que ganhou músculo sem malhar 
– ou é mentira, ou é “bomba”.
 Como diz meu amigo Zélio Maia, “a melhor técnica de estudo chama-se estudar”.
SEGUNDO ERRO: ACREDITAR EM “FÓRMULAS MÁGICAS”
 É incrível, mas existe quem realmente acredite que dá pra passar em concurso sem estudar. Ou 
só decorando “macetes”, ou apenas resolvendo questões (sem nunca ver a teoria!), ou com 
“fórmulas” e “simpatias” (já falamos sobre esse último item).
 Agora me diga: com o grau de dificuldade dos concursos hoje, você realmente crê ser possível 
passar sem “colocar a bunda na cadeira”? Existem milhares de candidatos bem-preparados, quem 
quer aplicar a lei do menor esforço costuma não ter nem chance.
 Porém, veja: estou falando que você precisa estudar, não apenas assistir às aulas. Falo do 
estudo em casa, na sala de estudos, na biblioteca, etc. O estudo sozinho. O acúmulo de 
“horas-bunda”. 
 Uma vez, uma aluna me interpelou: “Professor, eu estudo há sete anos e nunca passei”. 
Impossível. Quando a questionei, descobri o motivo: “Mas você estuda quantas horas por dia, 
sozinha?” “Não, eu só assisto às aulas”.
 O cursinho é importante? É, embora não seja decisivo. O curso serve muito bem para algumas 
pessoas, por exemplo: quem está começando, e não pode ficar perdido; quem já estuda há mais 
tempo, e quer fazer uma revisão ou curso de exercícios; ou quem não tem disciplina para estudar 
sozinho, se não tiver uma matéria para vencer. O curso te dá o caminho das pedras, mas o que faz 
você passar é o estudo sozinho!
TERCEIRO ERRO: NÃO ESTUDAR
 Essa é a parte mais complicada. Muita gente estuda muito, mas da forma errada. Não existe um 
único “jeito certo” de estudar, mas certamente existem jeitos “errados” – ou que são muito pouco 
eficientes.
 Há pessoas que pensam estar num doutorado: querem entender absolutamente tudo de todos 
os detalhes de todas as disciplinas num nível muito maior que o exigido no concurso. Esses 
raramente terminam o edital e, portanto, dificilmente passam antes de largar esse“vício”. É que, 
salvo para cargos muito específicos, é mais importante vencer o edital todo, num nível “bom”, do que 
ver apenas algumas partes num nível avançadíssimo.
 Outro erro comum é não estudar pelo material certo. Hoje, temos um problema de excesso de 
fontes de informação – nem todas confiáveis. Procure a orientação de professores ou colegas já 
concursados sobre materiais (livros, etc.) confiáveis e focados em concurso público, elaborados por 
professores da área.
 Finalmente, estudar sem disciplina é uma boa forma de... ficar parado anos e anos. É igual à 
atividade física: é mais importante estudar todo dia, nem que seja meia hora, do que estudar uma 
semana oito horas por dia e depois passar duas semanas parado.
 Mais uma vez: nada vai ocorrer de uma hora para a outra. É como pintar uma obra-prima. 
Nenhum pintor, por mais talentoso que seja, começou pintando quadros inquestionáveis. A pessoa 
vai treinando, copiando, aprendendo, testando, errado, passando horas a fio, até chegar num nível 
ótimo.
QUARTO ERRO: NÃO ESTUDAR DIREITO
 Crie um horário de estudos, que seja realista, e que você consiga cumprir efetivamente. É um 
ótimo primeiro passo.
 “Professor, devo fazer resumos, mapas mentais, etc?”.
 Duas palavras sobre essas formas de estudar:
Resumo: muito efetivo (a pessoa fixa bem a matéria), mas muito pouco eficiente (gasta-se muito 
tempo). Eu, particularmente, nunca gostei muito de fazê-los, porque sou detalhista, então queria 
colocar no resumo todas as informações – o que é inviável. Se você tem dificuldades em fixar 
algumas matérias, pode ser útil, ainda que para alguns tópicos apenas;
Mapa mental: nunca usei e nunca entendi como usar, mas há quem idolatre. Pode ser útil, desde 
que você não gaste muito tempo elaborando. Um amigo meu passa mais tempo desenhando o 
mapa mental do que estudando, aí não dá. Ah, ele agora está fazendo um curso de “como fazer 
mapas mentais”. Acho que ele vai prestar concurso para essa atividade, ou então está perdendo 
um tempo precioso...
Grifar e reler o material: pode ser uma boa, se você é daqueles que só fixam a matéria depois de 
relê-la. Para mim, não costuma funcionar muito;
a
b
c
Ler a mesma matéria por mais de um material: funciona muito bem para mim, mas tem gente 
que torce o nariz porque dá muito trabalho. A vantagem é que você fixa muito bem a matéria, e, às 
vezes, os livros se complementam muito bem (o que um não explica tão bem, o outro compensa, 
etc.);
Resolução de exercícios: é indispensável. É preciso conhecer o que cai, como cai, e como a banca 
pensa – e isso só se consegue resolvendo questões anteriores. A não ser casos especialíssimos, 
resolva apenas questões de concursos anteriores e da banca que fará seu concurso. No começo, 
você fará poucos exercícios (ainda está estudando a teoria, né), mas deve ir aumentando 
gradativamente essa quantidade. Às vésperas da prova, o ideal é que tenha vencido todo o edital 
e fique apenas revisando a matéria por meio de questões.
d
e
 É o jeito mais fácil de não passar. Sabe aquele “concurseiro” profissional, que faz concurso todo 
domingo, qualquer que seja o cargo? Provavelmente, ele ainda vai dar muito dinheiro a bancas e 
cursinhos antes de passar...
 Não caia na história de parentes e “amigos” que dizem que “quanto mais concursos você fizer, 
mais chances tem de passar”. Concurso não é Tele-Sena. Quem faz concursos muito diferentes entre 
si estuda tudo e não estuda nada, se perde, confunde, mistura.
 Também não recomendo focar em um único concurso e apostar todas as fichas nele (vai que 
algo dá errado...). O ideal é focar em uma área, e fazer concursos das oportunidades que forem 
aparecendo naquele setor.
 Escolha: área jurídica (Analista Judiciário, Delegado, Promotor, Juiz, Defensor, Procurador, etc.); 
carreiras fiscais (Auditor Fiscal, Analista Tributário, TCU, TCEs, etc.); carreiras policiais e de segurança 
pública (PF, Polícia Civil, ABIN, entre outros); Tribunais (analistas e técnicos de TJ, TRT, STF, STJ, etc.); 
área administrativa (agências reguladoras e/ou ministérios); carreiras do Legislativo (Câmara dos 
Deputados, Senado, Assembleias Legislativas...); área bancária... O importante é focar em uma área e 
dominá-la, para estar preparado ANTES de os editais saírem.
QUINTO ERRO: NÃO TER FOCO
 Sabe aquela figura que aparece na academia ou na aula ou no médico, começa o 
treinamento/curso/tratamento e para no meio? E depois volta e recomeça e para? Você acha isso a 
atitude mais adequada? Com concurso é a mesma coisa.
 Claro que estudo nunca é perdido, e você nunca volta exatamente ao zero. Mas cada vez que 
você para de se preparar, é como se tivesse que “remar” mais um pouco para voltar àquele ponto de 
preparação em que estava. 
 “Ah, professor, mas é que acho que concurso não é para mim. Estudo com afinco e dedicação 
total há mais de um ano e não passei em nada! Acho que vou desistir!”. Foi o que ouvi de uma aluna, 
uma semana antes de ela fazer a prova em passou em primeiro lugar para analista de um tribunal. 
Imagine se ela tivesse desistido, hein!!! Precisa dizer mais
SEXTO ERRO: NÃO PERSISTIR
 Quem faz cursinho presencial ou lê aqueles fóruns terríveis sabe do que estou falando: sempre 
tem alguém que fica “ensinando” aos outros o que fazer e como fazer, dizendo que estuda Y horas por 
dia, que acertou 120% da prova, etc. Não dê ouvidos. Cada um tem seu ritmo. Como numa corrida, 
você, com um ano de treino, não pode querer acompanhar alguém que treina há cinco anos. 
 Estude no seu ritmo, do jeito que dá mais certo para você, e persevere: os resultados vão chegar.
 Como me disse uma amiga minha, citando um autor que desconheço: “nós devemos confiar 
como se tudo dependesse de Deus, mas agir como se tudo dependesse de nós mesmos”.
SÉTIMO ERRO: COMPARAR-SE COM OS OUTROS
Então, é isso, pessoal. Obviamente nenhuma dessas dicas “inventou a roda”. Mas, se podem 
parecer óbvias para quem já estuda há um certo tempo, também podem ser úteis para 
quem está dando os primeiros passos dessa longa caminhada. Bons estudos a todos!

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