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CASO: SARAJANE
 
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ... VARA CRIMINAL DA COMARCA DE ....
Processo nº: XXX/2018
Rafael Arashiro, advogado, regularmente inscrito na OAB/MS sob o nr. XX, com endereço profissional na Rua XXX, na cidade de Campo Grande/MS, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência com fundamento no art. 5º, LXVIII, CRFB/88, bem como o art. 647, e seguintes do CPP, impetrar:
HABEAS CORPUS COM PEDIDO LIMINAR
Em favor de SARAJANE, (qualificação e endereço completo) pelos fatos e fundamentos que passa a expor:
I - DOS FATOS
O Delegado do Distrito Policial da Capital determinou, aos seus agentes, a prisão de todas as garotas de programa que atuam na região, pois pretende restabelecer os bons costumes na cidade, como afirmou em entrevista à radio local.
Algumas horas após a ordem, os agentes de polícia realizaram as primeiras prisões. A paciente, que atua como acompanhante na localidade, passou a temer ser presa no horário em que realiza os seus encontros, razão pela qual deixou de fazê-los.
II - DOS DIREITO
A conduta tomada pelo delegado de Polícia constitui ato ilegal, impondo a paciente restrição indevida do seu direito de ir e vir, pois como é sabida, a prostituição não caracteriza fato típico.
Vale ressaltar que a conduta do Delegado de Polícia além de ilegal, fere direitos fundamentais previsto em nosso ordenamento jurídico, consoante artigo 5°, XV da Carta Magna de 1988, a locomoção no território brasileiro é livre, desde que não ultrapasse os limites da lei, como foi mencionado anteriormente, a prostituição não constitui fato típico, desta forma não contaria nenhuma previsão legal.
Ainda há a contrariedade do disposto no artigo 5º, Liv da CF/88. A ordem de prisão se deu ao mero capricho do delegado, que ignorou a norma e sucumbiu a sua própria vontade sem se importar com a norma, sem seguir o devido processo legal, pois como prevê o artigo supramencionado, “ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal”.
Deste modo, a determinação do Delegado de Polícia constitui ato ilegal, impondo à paciente restrição indevida em seu direito de ir e vir, pois como é sabido, não constitui fato típico a prostituição.
IV - DOS PEDIDOS
Ante ao exposto espera respeitosamente de Vossa Excelência:
O recebimento da presente ordem de Habeas Corpus
A concessão da ordem em caráter liminar, uma vez que presentes seus requisitos restituindo imediatamente a liberdade de locomoção do paciente com a expedição do alvará de soltura.
No mérito a confirmação da liminar, sendo concedida a ordem mantendo-se em definitivo a liberdade da paciente.
Nestes termos, pede deferimento.
Local/data
Advogado
OAB/… n. ….
NOME: RAFAEL HIDEKI OSELAME ARASHIRO
RA:201702112616
�Av. Fernando Corrêa da Costa, 1800 - Vila Rosa Pires, Campo Grande - MS, 79004-311, n.º1175.
Tel: (67)3324-3440

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