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Irmandade Santa Casa de Misericórdia de São Paulo 
Setor de Fisioterapia
Prof. Dr. Thiago Yukio Fukuda
ULTRA-SOM E TERAPIA 
COMBINADA
ULTRA-SOM
Física
As ondas do US são produzidas por energia mecânica
Frequência de 1 a 3 MHz são usadas em Fisioterapia
Variáveis que dependem da frequência (f)
Diminui comprimento de onda
Aumenta f Diminui colimação do feixe (paralelismo)
Diminui profundidade de penetração
Propriedade piezoeletrica
Causada pela compressão e dilatação do cristal (efeito vibratório)
Material com características de gerar tensão elétrica quando submetidas a stress 
mecânico (deformação) - PZT (titanato de zirconato)
US (1MHz)
A taxa de absorção da gordura é muito baixa
US (3MHz)
Estruturas mais superficiais
Penetra menos, pois absorve mais
Melhores efeitos terapêuticos que 1 MHz
Draper et al, JOSPT, 1995
ERA (área efetiva de radiação): 1 a 5 cm2
Absorção do US
Depende: Tº, densidade e viscosidade do tecido, quantidade de proteína, 
água e gordura, frequência do US
Quanto mais proteína, mais absorve
Quanto mais água, menos absorve
Quanto mais gordura, menos absorve
APLICAÇÃO SUBAQUÁTICA
TIPOS DE US
Contínuo
- Emite ondas sônicas contínuas
- sem modulação
- efeitos térmicos
- alteração da pressão
- micro-massagem
- efeitos não-térmicos
Pulsado
- Emite ondas sônicas pulsadas
- modulação em amplitude (F = 16 a 100 Hz)
- alteração da pressão
- efeitos térmicos minimizados
- efeitos atérmicos
Efeitos terapêuticos
Regeneração tissular
Síntese de proteínas
Estimulação do calo ósseo (?)
Aumento circulação
Diminuição de espasmos
AIF
RELAXAMENTO MUSCULAR
ANALGÉSICO
REGENERAÇÃO TECIDUAL
Efeitos biológicos
Aumento permeabilidade das membranas
Aumento transporte de íons Ca++
Degranulação de mastócitos (fagocitose)
Liberação histaminas
Diminui atividade elétrica dos tecidos
Aumenta atividade enzimática nas células
Aumenta síntese de colágeno e proteínas
Baker et al, 2001; Kitchen & Partridge, 1990
Frequência de Pulso - Modulação
Pacote 100 Hz 16 Hz 48 Hz
50% 5 5 31,25 31,25 10 10
20% 2 8 12,5 50 4 16
10% 1 9 6,25 56,25 2 18
5% 0,5 9,5 3,125 59,38 1 19
1Hz = 1 ciclo por segundo
1s = 1000ms
F = 100 Hz abaixo 10% não gera calor, 
acima 20% começa com pouco calor
F = 16 Hz nem com 10% se pode usar em fase aguda 
pq causa calor em todas os pacotes
Para contrabalancear usa-se 48 Hz que é múltiplo de 16 Hz e não causa calor 
com 10%
Contínuo calor
16 Hz (síntese protéica/regeneração)
Modo F pulso 48 Hz 
(US) 100 Hz (AIF e analgésico)
Pulsado
50% (crônica)
Pacote 20% (subaguda)
10% (aguda e subaguda)
5% (aguda)
Indicações
Traumatismo tecido ósseo e muscular
Tendinites e bursites
OA e artrite
Transtornos circulatórios (Raynaud, Sudeck, edema)
Anomalias tróficas (tecido cicatricial, Dupuytren, úlceras)
Contra-indicações
Olhos / útero gravídico ( ? ), testículos
Placas epifisárias
Tecido cerebral
Endoprótese / material osteossíntese
Tumores
Tromboflebites e varizes
Inflamação séptica 
BOM SENSO.........
Cavitação
É a formação de pequenas bolhas gasosas nos tecidos como resultado 
da vibração do US. 
Quando as bolhas implodem (US estacionário), causam aumento da 
pressão e mudanças de temperatura, resultando em danos aos tecidos
Haar & Daniels, 1981. In: Physics Med Biol
Tempo de aplicação
2 técnicas 
Áreas maiores que esta usaremos OC, CIV, etc
DOSE
Dose = Intensidade x Tempo de aplicação
Contínuo
� Máximo: 2 W/cm2
� Intensidade baixa < 0,3 W/cm2
� Intensidade média 0,3 a 1,2 W/cm2
� Intensidade alta 1,2 a 2 W/cm2
A Intensidade alta é utilizada para diminuir aderências, soltar tecido fibroso
Acima destes valores há risco de lesões dos tecidos superficiais
(Edel & Lang, Conradi, Lehman)
 US Pulsado
Nervo 1,0 a 1,2 w/cm2
Músculo 0,8 a 1,2 w/cm2
Cápsula 0,6 a 0,8 w/cm2
Tendão 0,5 a 0,7 w/cm2
Ligamento 0,4 a 0,6 w/cm2
Bursa 0,3 a 0,5 w/cm2
Para nervo e músculo, a I é maior por ter muita água na formação
Fuirini & Longo, 2000 In: KLD Biosistemas - US
Half-Value Distance (D/2)
Como não há uma profundidade na qual toda energia tenha sido 
absorvida, é usual especificar uma profundidade da metade do valor, ou seja, a 
profundidade ou distância na qual metade da energia inicial tenha sido 
absorvida.
Depende da natureza do meio e da frequência das ondas.
Ex. Músculo 
Para 1 MHz, D/2 = 9 mm (músculo)
Para 3 MHz, D/2 = 3 mm
Tecido adiposo
Para 1 MHz, D/2 = 50 mm
Para 3 MHz, D/2 = 16,5 mm
D/2 é 50% de atenuação
(Wadsworth e Chanmugan, 1980)
Frizzel & Dunn, 1982. Biophysics of US. In: Therapeutic heat and cold
Irmandade Santa Casa de Misericórdia de São Paulo 
Setor de Fisioterapia
Prof. Dr. Thiago Yukio Fukuda
TERAPIA COMBINADA
DEFINIÇÃO (1)
Combinação U.S.P. + EE simultaneamente
Aplicação de duas modalidades terapêuticas ao mesmo tempo, e no 
mesmo local
Low & Reed, 2001; Gam et al, 1998; Esenyel et al, 2000 
COMBINAÇÕES + USADAS
Isso pode ser feito pq o transdutor ultra-sonoro proporciona 
um contato elétrico de baixa resistência com a pele
US e EE nervo e músculo 
(Ex. US e CIV)
SONOFORESE
Produção, aplicação e os efeitos terapêuticos são os mesmos das
terapias individuais
JUSTIFICATIVA PARA USO DA TC
1. Efeitos benéficos das modalidades alcançados ao mesmo tempo, 
tornando assim a terapia + eficiente (Tempo gasto pelo terapeuta e 
paciente)
2. Pode haver um efeito amplificador de uma terapia sobre a outra, 
tornando a combinação mais efetiva do que terapia individual 
DEFINIÇÃO (2)
Hoogland, 1985; Ersch, 1992; Almeida et al, 2003
EUROPA (US + CDB)
INGLATERRA / EUA (US + CI Bipolar)
Combinação US + CI proporciona mesmo efeito, porém com 
intensidades mais baixas e menor acomodação
Escassas evidências sustentam o valor da TC. Sugere-se que 
diferentes modalidades de terapia, não necessariamente aplicadas
ao mesmo tempo, são mais efetivas do que a terapia única
Hoogland, 1985; Almeida et al, 2003
DIAGNÓSTICA
LOCALIZAÇÃO PRECISA DE LESÕES
TERAPÊUTICA
LESÕES ONDE ESTIVER INDICADO O USO DE U.S.P. E 
ESTÍMULO ELÉTRICO
APLICAÇÕES
Hoogland, 1985
USO DIAGNÓSTICO DA TC
US contínuo a 0,5 W/cm2, embora alguns autores sugiram doses menores
AMF = 100 Hz, bipolar e US = 1 MHz (maior penetração)
Eletrodo dispersivo (eletrodo CI normal) 
Liga-se inicialmente o US, seguido pela CI
Inicia-se com cabeçote do US afastado da lesão, aumentando gradualmente a 
intensidade da CI
Move-se cabeçote do US à área de lesão, notando área de maior sensibilidade 
ou dor
O ponto com máxima sensibilidade é o foco de lesão, embora não permita 
informações sobre o tecido lesado, nem a profundidade
Ersch, 1992
POTENCIALIZAÇÃO DE EFEITOS
REDUÇÃO NO TEMPO DA SESSÃO
MAIOR PENETRAÇÃO DA CORRENTE ELÉTRICA
MELHOR ABSORÇÃO DO U.S.P.
VANTAGENS
T.E.N.S.
CORRENTE INTERFERENCIAL
SOMENTE MODO BIPOLAR
C.D.B.
DESPOLARIZAR A CORRENTE
ELETRODO DISPERSIVO C/ ESPONJA
MAIOR QTDE DE GEL NO US
MÁXIMO DE 6’ POR CORRENTE
NÃO SE UTILIZA MF E RS
NÃO UTILIZADO EM FASE AGUDA
CORRENTES ELÉTRICAS UTILIZADAS
ELETRODO DISPERSIVO DE 3 A 4 VEZES MAIOR E 
POSICIONADO PROXIMALMENTE AO ATIVO
INTENSIDADE MÍNIMA DE CORRENTE
DOSE DE U.S.P. 20% MENOR QUE O UTILIZADO
TEMPO DE APLICAÇÃO DO U.S.P.
REGRAS GERAIS
Não houve diferença entre uso de 1 ou 2 
aplicações semanais