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Estado do Espírito Santo MUNICIPIO DE GUARAPARI Secretaria Municipal de Trabalho, Assistência e Cidadania. RESIDÊNCIA INCLUSIVA: SERVIÇO DE ACOLHIMENTO INSTITUCIONAL PARA JOVENS E ADULTOS COM DEFICIÊNCIA REGIMENTO INTERNO Aprovado pelo COMASG através da Resolução 036/2015 de 24/07/2015. Guarapari/ES 2015 Prefeito Municipal Orly Gomes da Silva Secretária Municipal de Trabalho, Assistência e Cidadania Maria Helena Netto SUMÁRIO CAPÍTULO I – DO ATENDIMENTO, FINALIDADE E OBJETIVOS. CAPÍTULO II – DO ACOLHIMENTO E DA DESINSTITUCIONALIZAÇÃO. CAPITULO III - DO BENEFICIO DE PRESTAÇÃO CONTINUADA CAPÍTULO IV – DOS DIREITOS, GARANTIAS E DEVERES DOS JOVENS E ADULTOS ACOLHIDOS. CAPÍTULO V – DOS RECURSOS HUMANOS. CAPÍTULO VI – DA METODOLOGIA DE ATENDIMENTO. CAPÍTULO VII – DO SISTEMA DE AVALIAÇÃO E MONITORAMENTO DAS ATIVIDADES. CAPÍTULO VIII – DO PROJETO POLITICO PEDAGOGICO. CAPÍTULO IX – DO SERVIÇO VOLUNTÁRIO. CAPÍTULO X – DISPOSIÇÕES GERAIS. CAPÍTULO I DO ATENDIMENTO, FINALIDADE E OBJETIVOS Art. 1º. A Residência Inclusiva é uma unidade que oferta Serviço de Acolhimento Institucional, da Proteção Social Especial de Alta Complexidade do SUAS, para jovens e adultos na faixa etária de 18 à 59 anos com deficiência, em situação de dependência, que não disponham de condições de autossustentabilidade ou de retaguarda familiar, em residências adaptadas, com estrutura física adequada, localizadas em áreas residenciais na comunidade. Art. 2º. A Residência Inclusiva tem como finalidade propiciar a construção progressiva da autonomia e do protagonismo no desenvolvimento das atividades da vida diária, a participação social e comunitária e o fortalecimento dos vínculos familiares com vistas à reintegração e/ou convivência, com a diretriz de romper com a prática do isolamento, de mudança do paradigma de estruturação de serviços de acolhimento para pessoas com deficiência em áreas afastadas. Art. 3º. Os objetivos do serviço de acolhimento institucional para jovens e adultos com deficiência em Residência Inclusiva são: I- Ofertar de forma qualificada a proteção integral de jovens e adultos com deficiência, em situação de dependência e risco social e pessoal; II- Promover a inclusão de jovens e adultos com deficiência, em situação de dependência, na vida comunitária e social; III- Contribuir para a interação e superação de barreiras; IV- Contribuir para a construção progressiva da autonomia, com maior independência e protagonismo no desenvolvimento das atividades da vida diária. § Único. As pessoas com transtornos mentais não serão atendidas por esse serviço, para garantir a proteção e integridade dos demais acolhidos. O transtorno mental deverá ser atendido pela rede de saúde municipal. Art. 4º. Os conceitos e concepções deste Regimento têm como referência a Política Nacional de Assistência Social – PNAS/2004; a Norma Operacional Básica do Sistema Único da Assistência Social – NOB/SUAS/2005, atualização 2012; a NOB/RH/SUAS/2006; a Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais do SUAS/2009; As Orientações Técnicas: Centro de Referência Especializado da Assistência Social – CREAS/2011. No rol de ações que versam sobre o cumprimento dos termos do Decreto Federal n° 7.612 de 17 de Novembro de 2011 que institui o Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Plano Viver sem Limite, organizado em quatro eixos: acesso à Educação; atenção à Saúde; Inclusão Social e Acessibilidade, por meio da integração e articulação de políticas, programas e ações, nos três níveis de governo e com a participação da sociedade. Art. 5º. A Residência inclusiva tem os seguintes princípios: I. Garantir a proteção integral a jovens e adultos com deficiência em situação de risco pessoal e social; II. Empreender esforços, para que seja viabilizada a reintegração familiar, para família de origem ou extensa; III. Preservar e fortalecer vínculos familiares e comunitários; IV. Garantia de acesso e respeito à diversidade e não discriminação; V. Oferta de atendimento personalizado e individualizado; VI. Garantia de um atendimento humanizado; VII. Garantia de liberdade de crença e culto religioso; VIII. Respeito à autonomia dos jovens e adultos. CAPITULO II DO ACOLHIMENTO E DA DESINSTITUCIONALIZAÇÃO Art. 6º. O Serviço de Acolhimento Institucional tem capacidade limite para acolher até 10 (dez) pessoas. Art. 7º. A unidade receberá jovens e adultos com deficiência para acolhimento, nas seguintes situações: § 1º. Encaminhados por formulário ou relatório do CREAS – Centro de Referência Especializado da Assistência Social; § 2º. Usuários encaminhados pela rede socioassistencial e dos órgãos do Sistema de Garantias e de Defesa de Direitos, serão analisados e encaminhados ao CREAS para avaliação; § 3º. No momento do acolhimento a coordenação ou membro da equipe técnica realizará o preenchimento da Ficha Individual de Acolhimento; § 4°. É vedado o acolhimento de crianças de outros municípios, exceto quando houver previamente anuência do Secretário da pasta ou Prefeito Municipal. Art. 8º. No ato do Acolhimento serão realizados os procedimentos: I. Acolhida afetiva; II. Preenchimento da Ficha Individual de Acolhimento onde descreve os pertences, documentos pessoais, as condições gerais de saúde física, observando sinais de violência; III. Arquivar na pasta individual a 2ª. Via da ficha de acolhimento onde descreve seus pertences, e guardar seus pertences pessoais; IV. Apresentação aos funcionários, demais acolhidos, o ambiente físico e as rotinas; V. Apresentação dos Direitos e Deveres; VI. Realização da interação com os demais acolhidos; VII. No caso de verificação da necessidade de atendimento médico urgente deverá ser encaminhado de imediato. Os demais casos serão agendados os acompanhamentos médicos necessários. Art. 9º. O serviço de Residência Inclusiva funcionará em tempo integral, com atendimento ininterrupto. Art. 10º. Todo jovem e adulto acolhido deverá estar acompanhado dos seguintes documentos: I. Relatório técnico do CREAS; II. Laudo médico dos serviços de saúde acessados pelos beneficiários, com especificação da deficiência com CID; III. RG, CPF, Cartão SUS e Cartão de Vacinação. Caso não tenha, a equipe técnica providenciará a emissão; IV. Equipe técnica deverá elaborar o Diagnóstico pós-acolhimento; Art. 11º. Obrigações internas da instituição: I. Observar os direitos e garantias da pessoa com deficiência; II. Não restringir nenhum direito que não tenha sido objeto de restrição na decisão de acolhimento; III. Oferecer atendimento personalizado, em pequenas unidades e grupos reduzidos; IV. Preservar a identidade e oferecer ambiente de respeito e dignidade da pessoa com deficiência; V. Reavaliar periodicamente cada acolhido, dando ciência dos resultados ao CREAS e, em casos encaminhados pelo Ministério Público, relatar a situação dos mesmos; VI. Oferecer instalações físicas em condições adequadas de habitabilidade, privacidade, higiene, salubridade e segurança e os objetos necessários à higiene pessoal, de forma a atender as diversidades e especificidades existentes; VII. Oferecer vestuário e alimentação suficientes e adequados; VIII. Oferecer cuidados médicos, psicológicos, odontológicose farmacêuticos, na rede de saúde municipal; IX. Propiciar escolarização e profissionalização, quando possível; X. Propiciar atividades culturais, esportivas, de lazer, dentre outras necessárias; XI. Propiciar assistência religiosa àqueles que desejarem, de acordo com suas crenças; XII. Proceder a estudo psicossocial de cada acolhido; XIII. Manter programas destinados ao apoio e acompanhamento dos acolhidos; XIV. Providenciar os documentos necessários ao exercício da cidadania àqueles que não os tiverem; XV. Manter arquivo de prontuários individuais onde constem data e circunstâncias do atendimento, nome, seus pais ou responsável, parentes, endereços, sexo, idade, acompanhamento da sua formação, relação de seus pertences e demais dados que possibilitem sua identificação e a individualização do atendimento. Art. 12. A desinstitucionalização ocorrerá mediante avaliação da equipe técnica e informada ao Ministério Público (Promotoria responsável) nas seguintes condições: I- Reintegração a família de origem ou extensa; II- Integração a família de parentes; III- Por solidariedade; IV- Por transferência. § Único - A equipe técnica deverá preparar gradualmente o jovem e adulto para a desinstitucionalização. CAPITULO III DO BENEFICIO DE PRESTAÇÃO CONTINUADA Art. 13. A guarda do acolhido será do município e a tutela do coordenador do serviço de Residência Inclusiva; § 1º Cabe ao coordenador do acolhimento abrir uma conta especifica em nome do beneficiário para deposito de 50% do Benefício de Prestação Continuada; § 2º Os 50% do benefício sob responsabilidade da tutora deverão ser utilizados na aquisição de medicamentos, roupas, higiene pessoal ou algum alimento específico necessário ao usuário. § 3º A utilização dos 50% do benefício pelo tutor deverá ser com notas fiscais e prestações de contas bimestrais ao Conselho Municipal de Assistência Social – COMASG. CAPITULO IV DOS DIREITOS, GARANTIAS E DEVERES DOS JOVENS E ADULTOS Art. 14. São princípios dos direitos e garantias da pessoa com deficiência de acordo com a legislação: I. Preservação e fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários; II. Excepcionalidade e provisoriedade do afastamento do convívio familiar; III. Garantia de acesso e respeito à diversidade e não discriminação; IV. Oferta de atendimento personalizado e individualizado; V. Garantia de liberdade de crença e religião; VI. Respeito à autonomia da pessoa com deficiência; VII. Garantia de proteção integral a jovens e adultos com deficiência em situação de risco pessoal e social; VIII. Atendimento personalizado e em pequenos grupos; IX. Proporcionar o convívio comunitário e a inclusão social de acordo com as necessidades de cada usuário; X. Promover experiências que contribuam para a construção de projetos individuais e coletivos, desenvolvimento da autoestima, autonomia de famílias e indivíduos; XI. Preparação gradativa para o desligamento. Art. 15. Direitos dos jovens e adultos acolhidos: I. Escuta qualificada; II. Proteção, apoio e afetividade; III. Ser atendido em suas necessidades físicas, psicológicas e sociais; IV. Ser tratado com dignidade e respeito às diversidades étnicas e culturais, sem discriminação; V. Ter espaços de atendimentos individuais, com escuta sigilosa que não as exponham em situações vexatórias; VI. Conviver em ambiente tranquilo e agradável; VII. Participar da organização do cotidiano da instituição (organização do espaço de moradia, limpeza, programação das atividades recreativas, culturais e sociais); VIII. Acesso às políticas públicas: educação, saúde, lazer, cultura, assistência social e demais que se fizerem necessárias; IX. Transporte para realização das diversas atividades; X. Ter a instituição como endereço residencial e de referência; XI. Segurança alimentar, condições físicas e materiais; XII. Higiene pessoal; XIII. Local adequado para guardar os pertences pessoais; XIV. Respeito a sua individualidade e história de vida, possibilitando espaços que preservem a intimidade e a privacidade, inclusive, o uso de objetos que possibilitem a diferenciação do meu, o seu e o nosso; XV. Liberdade de crença e culto religioso, bem como o direito de não participar de atos religiosos; XVI. Receber visitas de familiares, amigos e voluntários, semanalmente; XVII. Entrar em contato por telefone com familiares, amigos, com autorização prévia da Coordenação ou Equipe Técnica; XVIII. Ter a preservação da imagem. § 1º A autorização para que os acolhidos possam participar das atividades comunitárias deverá ser dada pela Coordenação da Instituição, sendo que os mesmos deverão estar acompanhados de pessoa responsável e devidamente autorizada para exercer atividades fora da Instituição de Acolhimento. § 2º A Coordenação poderá permitir e monitorar a visita nas instalações da Unidade, de pessoas e instituições com fins filantrópicos, a fim de colaborar com melhorias das instalações físicas, equipamentos e materiais diversos, bem como para reparo e manutenção dos bens móveis. § 3º Para as visitas assistidas, antes deverá ser feito contato com a Coordenação acerca do acolhido em relação à pessoa que está solicitando a visita assistida. Art. 16. Deveres dos jovens e adultos acolhidos: I. Respeitar os funcionários e os demais acolhidos; II. Preservar a estrutura física da Instituição; III. Respeitar e preservar os patrimônios públicos; IV. Respeitar as orientações recebidas, bem como cumprir as regras constantes neste Regimento; V. Solicitar autorização da Coordenação e/ou Equipe Técnica para utilizar telefone para ligar para familiares e amigos. CAPÍTULO V DOS RECURSOS HUMANOS Art. 17. A Unidade de Acolhimento Institucional, contará com a equipe profissional mínima, de acordo com Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais, Norma operacional Básica de Recursos Humanos – NOB-RH e Resolução CNAS Nº 17, de 20 de junho de 2011. Art. 18. A Equipe de Referência será definida de acordo com a NOB-RH/SUAS e Orientações Técnicas: Resolução CNAS Nº 17 de 20 de junho de 2011, a saber: I. Coordenador; II. Equipe Técnica: a) Assistente Social; b) Psicólogo; c) Terapeuta ocupacional; d) Nutricionista; III. Equipe de apoio: a) Cuidadores; b) Cozinheiros; c) Auxiliar de Serviços Gerais. Seção I Da Coordenação Art. 19. Compete a(o) coordenador(a) as seguintes atribuições: I. Coordenar o serviço na Residência Inclusiva a partir da elaboração do Plano de Trabalho da Unidade; II. Planejamento da implantação e do desenvolvimento do serviço; III. Referenciamento do serviço ao CREAS; IV. Identificação dos trabalhadores da unidade e suas competências na equipe multiprofissional; V. Organização da equipe e dos processos de trabalho; VI. Mobilização dos usuários e de suas famílias para participação no serviço; VII. Identificação das necessidades especiais de acessibilidade dos usuários; VIII. Planejamento das condições de acesso do usuário ao serviço; IX. Identificação de metodologias e técnicas de trabalho interdisciplinar; X. Levantamento das necessidades de capacitação e de apoio de profissionais especialistas, entidades parceiras na realização das atividades; XI. Desenvolvimento de articulações com os demais serviços do SUAS, órgãos gestores da Assistência Social e da Saúde para garantir a intersetorialidade do serviço e atenção integral aos usuários no território; XII. Avaliação das demandas encaminhadas para a Residência Inclusiva; XIII. Articulações com a redede serviços no território para favorecer o acesso dos usuários; XIV. Promoção de intercâmbios de informações com outros serviços e benefícios que potencializem a participação dos usuários; XV. Proposição de protocolos de atendimentos e de instrumentos de avaliação do serviço; XVI. Realizar acompanhamento e avaliação funcional (frequência, escala de serviço, contrato, pagamento); XVII. Providenciar gênero alimentícios, materiais de limpeza, materiais didáticos entre outros para suprir as necessidades do espaço; XVIII. Providenciar reparo e manutenção de equipamentos e realização de serviços no espaço, sempre que necessário; XIX. Viabilizar passeios e festividades comemorativas; XX. Coordenar reuniões administrativas e setoriais; XXI. Redigir e organizar relatórios trimestrais; XXII. Participar das técnicas e de estudo de caso. Seção II Dos Integrantes da Equipe Técnica Subseção I Do Assistente Social Art. 20. A unidade contará com serviço técnico de assistente social com as seguintes atribuições: I. Realizar atendimentos e acompanhamentos sociais; II. Encaminhar providências e prestar orientação social a indivíduos, grupos e a população; III. Orientar indivíduos e familiares no sentido de identificar recursos e de fazer uso dos mesmos no atendimentos na defesa de seus direitos; IV. Planejar, organizar e administrar serviços sociais; V. Planejar, executar e avaliar pesquisas que possam contribuir para a análise da realidade social e para subsidiar ações profissionais; VI. Realizar estudos socioeconomicos com os usuários para fins de benefícios e serviços sociais junto a órgãos da administração pública direta e indireta, empresas privadas e outras entidades; VII. Identificar a situação socioeconômica (habitacional, trabalhista e previdenciária) e familiar dos usuários com vistas a construção do perfil socioeconômico para possibilitar a formulação de estratégias de intervenção; VIII. Realizar abordagem individual e/ou grupal, tendo como objetivo trabalhar os determinantes sociais dos usuários, familiares e acompanhantes; IX. Criar mecanismos e rotinas de ação que facilitem e possibilitem o acesso dos usuários aos serviços, bem como a garantia de direitos na esfera da seguridade social; X. Realizar visitas domiciliares quando avaliada a necessidade pelo profissional; XI. Realizar visitas institucionais com objetivo de conhecer e mobilizar a rede de serviços no processo de viabilização dos direitos sociais; XII. Trabalhar com as famílias no sentido de fortalecer seus vínculos, na perspectiva de torná-las sujeitos do processo de promoção, proteção, prevenção e desenvolvimento da autonomia; XIII. Criar protocolos e rotina de ação que possibilitem a organização, normatização e sistematização do cotidiano do trabalho profissional; XIV. Registrar os atendimentos sociais no prontuário único com objetivo de formular estratégias de intervenção profissional e subsidiar a equipe de saúde quanto as informações sociais dos usuários, resguardadas as informações sigilosas que devem ser registradas no prontuário social; XV. Acolhida, escuta qualificada, acompanhamento especializado e oferta de informações e orientações; XVI. Elaboração do Plano de acompanhamento Individual e/ou Familiar, de forma multiprofissional (Psicólogo e Terapeuta Ocupacional), junto com as famílias/indivíduos, considerando as especificidades e particularidades de cada um; XVII. Realização de acompanhamento especializado, por meio de atendimentos familiar, individuais e em grupo; XVIII. Realização de encaminhamentos monitorados para a rede socioassistencial, demais políticas públicas setoriais e órgãos de defesa de direito; XIX. Participação nas atividades de planejamento, monitoramento e avaliação dos processos de trabalho; XX. Participação das atividades de capacitação e formação continuada da equipe da Residência Inclusiva, reuniões de equipe, estudos de casos, e demais atividades correlatas; XXI. Participação de reuniões para avaliação das ações e resultados atingidos e para planejamento das ações a serem desenvolvidas; XXII. Organização dos encaminhamentos, fluxos de informações e procedimentos de rotina. Subseção II Do Psicólogo Art. 21. A unidade contará com serviço de psicólogo com as seguintes atribuições: I. Realizar entrevista e acompanhamento psicológico de todas os usuários atendidos; II. Registrar dados coletados através de entrevista psicológica mantendo a ética profissional; III. Elaborar laudo psicológico quando solicitado pela justiça ou Conselho Tutelar; IV. Realizar reuniões com a equipe técnica e com educadores e demais funcionários para discussão dos casos quando necessário; V. Preparar o jovem ou adulto e informa-los acerca de seus direitos; VI. Elaborar relatórios de todos os atendimentos efetuados; VII. Atendimentos individuais, grupais, grupos de convivência e estudo de caso; VIII. Manter sigilo dos casos e identificação dos jovens e adultos nos espaços públicos; IX. Fazer acompanhamento dos casos; X. Contribuir com equipe Multiprofissional na elaboração do Plano Individual ou familiar de Atendimento do usuário, identificando habilidades, capacidades e necessidades de suportes e apoios para autonomia e inclusão social do usuário; XI. Orientar e apoiar os profissionais cuidadores da Residência Inclusiva; XII. Apoiar e orientar os cuidadores familiares, inclusive realizando visitas e orientação no domicílio, estabelecendo prioridades de atuação, a definição de metodologias e técnicas de trabalho interprofissional, os instrumentos e protocolos de trabalho; XIII. Realizando atividades individuais ou coletivas para consecução dos objetivos do serviço com o usuário; XIV. Estabelecendo processos de acompanhamento e avaliação dos resultados; XV. Elaboração de relatórios. Subseção III Do Nutricionista Art. 22. A unidade contará com serviço de Nutricionista com as seguintes atribuições: I. Planejar e elaborar cardápios, baseando-se na observação da aceitação dos alimentos pelos comensais e no estudo dos meios e técnicas de preparação dos mesmos; II. Acompanhar o trabalho do pessoal auxiliar, supervisionando o preparo, distribuição de refeições, recebimento dos gêneros alimentícios, sua armazenagem e distribuição; III. Zelar pela ordem e manutenção de boas condições higiênicas, observando e analisando o ambiente interno, orientando e supervisionando os funcionários e providenciando medidas adequadas para solucionar os problemas pertinentes, para oferecer alimentação sadia e o aproveitamento das sobras de alimento; IV. Prescrever suplementos nutricionais necessários à complementação da dieta; atualizar diariamente as dietas de pacientes, mediante prescrição médica; V. Preparar lista de compras de produtos utilizados, baseando-se nos cardápios e no número de refeições a serem servidas e no estoque existente; VI. Elaborar relatórios e laudos técnicos em sua área de especialidade; trabalhar segundo normas técnicas de segurança, qualidade, produtividade, higiene e preservação ambiental e avaliação nutricional dos usuários atendidos pelo serviço. Subseção IV Do Terapeuta Ocupacional Art. 23. A unidade contará com serviço de Terapeuta Ocupacional com as seguintes atribuições: I. Planejar e desenvolver a prevenção, promoção à saúde, reabilitação de pessoas com deficiência físicas e/ou mental, promovendo atividades com fins específicos, para ajudá-los na sua recuperação, integração social e ocupacional; II. Planejar e desenvolver programas educacionaise ocupacionais, selecionando atividades específicas destinadas à recuperação do usuário; III. Realizar triagem e anamnese completa do caso inscrito para planejamento, tratamento e acompanhamento do mesmo; IV. Possibilitar a redução ou cura das deficiências do usuário, desenvolver as capacidades remanescentes e melhorar o seu estado físico e psicológico; V. Orientar os pacientes na execução das atividades terapêuticas, acompanhando seu desenvolvimento; VI. Dar atendimento e orientação individual ou grupal aos usuários e cuidadores, aos familiares e, se for o caso, realizar visitas domiciliares; VII. Participar nos trabalhos de apoio à pesquisa e extensão universitária, promovendo e divulgando os meios profiláticos e assistenciais; VIII. Emitir boletins, relatórios, laudos e pareceres sobre assuntos de sua especialidade; IX. Promover atividades de prevenção, tratamento, reabilitação, retorno e permanência no trabalho; registrar os dados de diagnósticos, terapia e resultados dos tratamentos aplicados; X. Colaborar com equipes multiprofissionais em estudos que envolvam assuntos de sua competência e desenvolver suas atividades, aplicando normas e procedimentos de biossegurança. Seção III Da Equipe de Apoio Art. 24. A Equipe de Apoio Operacional será constituída de: I. Cuidador; II. Auxiliar de Serviço Geral; II. Cozinheira. Subseção I Do Cuidador Art. 25. A unidade contará com cuidadores, seguindo as orientações da NOB/RH/SUAS e Orientações Técnicas para o Serviço de Acolhimento e demais legislações pertinentes, com as seguintes atribuições: I. Cuidar de jovens e adultos com necessidade especial, a partir de objetivos estabelecidos pela instituição e normativas do serviço, zelar pelo bem- estar, saúde, alimentação, higiene pessoal, educação, cultura, recreação e lazer da pessoa assistida; II. Cuidar da aparência e Higiene; III. Controlar horários e atividades diárias; IV. Ajudar nas necessidades diárias (banhos, necessidades fisiológicas e troca de fraldas); V. Observar a temperatura, urina, fezes, vômito e alterações físicas (manchas, inchaço, ferimento); VI. Preparar a alimentação; ajudar nas terapias ocupacionais e físicas; VII. Prestar cuidados especiais a pessoas com limitações e/ou dependência física; VIII. Controlar guarda, horário e ingestão de medicamentos, prescrito por profissionais; IX. Acompanhar a pessoa com deficiência em consultas e atendimentos médico-hospitalar quando se fizer necessário; X. Promover atividades de estímulo a afetividade; XI. Servir a refeição em ambientes e em porções adequadas; XII. Estimular a ingestão de líquidos e de alimentos variados; XIII. Cuidar dos afazeres domésticos; XIV. Manter o ambiente organizado e limpo; XV. Cuidar da roupa e objetos pessoais da pessoa com deficiência; XVI. Planejar passeios e atividades lúdicas; XVII. Acompanhar a pessoa em atividades sociais, culturais, lazer e religiosas; XVIII. Dar suporte e apoio à equipe da Residência Inclusiva; XIX. Realização de atividades de convivência e promoção de inclusão social, grupal, comunitária e familiar; XX. Acompanhamento e assessoramento aos usuários, no serviço, em todas as atividades da vida diária; XXI. Orientação sobre prevenção de acidentes; XXII. Realização de atividades recreativas e ocupacionais de promoção de saúde, cuidados e autocuidado; XXIII. Colaboração nas práticas indicadas por profissionais dos usuários (Terapeuta Ocupacional, Fonoaudiólogo, Fisioterapeuta, etc); XXIV. Realização de atividades com o usuário e o cuidador familiar, sob a orientação da equipe, inclusive no domicílio e na comunidade, com o objetivo de vivenciar situações que resultem orientações sobre cuidados e autocuidados; XXV. Difusão de informações de promoção de saúde e inclusão social, dentre outras atividades, de acordo com a Classificação Brasileira de Ocupações –CBO, sob o código 5162. Subseção II Da Cozinheira Art. 26. A unidade contará com cozinheiras com as seguintes atribuições: I. Preparar refeições, almoço, lanche e jantar; II. Manter organização geral da cozinha; solicitar a coordenação, material necessário para a execução das tarefas da cozinha; III. Na ausência da coordenação a cozinheira ou quem a substitui, receberá todos os gêneros alimentícios e materiais de limpeza; IV. Colaborar sempre que possível com os educadores sociais e na limpeza; V. Zelar pela boa convivência entre funcionários, crianças e equipe técnica; VI. Manter sigilo dos casos de identificação das crianças nos espaços públicos; VII. Respeitar os horários de entrada e saída no serviço. Subseção III Do Auxiliar de Serviços Gerais Art. 27. A unidade contará com auxiliares de serviços gerais com as seguintes atribuições: I. Zelar pela limpeza de todo os espaços físicos da Residência Inclusiva; II. Manter a organização geral do ambiente; III. Preparar refeições, na ausência da cozinheira; IV. Solicitar a coordenação, material necessário para execução das tarefas prescritas; V. Colaborar sempre que possível com os Educadores Sociais/ cuidadores; VI. Respeitar horário de entrada e saída no serviço; VII. Zelar pela boa convivência entre funcionários, jovens e adultos e equipe técnica; VIII. Varrer, lavar, encerar e limpar (paredes, janelas, portas, máquinas, móveis, equipamentos); IX. Executar serviços de limpeza em áreas e pátios; X. Manter as instalações sanitárias limpas; XI. Limpar carpetes, lustres, lâmpadas, luminárias, fechaduras e olear móveis; XII. Trocar toalhas, colocar sabão e papel sanitário nos banheiros e lavatórios; XIII. Remover lixos e detritos; XIV. Desinfetar bens móveis e imóveis; XV. Arrumar dormitórios e trocar roupa de cama; XVI. Passar a ferro a roupa lavada. Art. 28. É obrigatório o cumprimento de todos os artigos constantes neste Regimento Interno. No caso de descumprimento estará sujeito as penalidades previstas em Legislações Trabalhistas, Estatuto do Servidor Público Municipal e de cada categoria de classe profissional. Em se tratando de infrações administrativas será realizado o seguinte procedimento: I. Escuta e avaliação da situação pela Coordenação. Havendo outras pessoas envolvidas, ouvir todas as partes; II. Se comprovado o fato ocorrido aplicação de advertência verbal pela Coordenação da instituição, com presença de testemunha; III. Caso haja reincidência será aplicada advertência por escrito; IV. O funcionário terá direito ao contraditório, caso do processo administrativo. V. Caso seja julgado procedente a infração praticada será desligado dos serviços pela Coordenação; Art. 29. Identificado qualquer descumprimento das atribuições por parte dos funcionários da Unidade que violem os direitos dos acolhidos, serão realizados os seguintes procedimentos: I. Escuta e avaliação da situação das partes envolvidas pela Coordenação e Equipe Técnica; II. Havendo necessidade a Coordenação solicitará a escuta das partes também pela Coordenação de Proteção Social Especial, e/ou Assessoria, e/ou Secretária Municipal; III. Após as escutas necessárias, serão realizadas avaliação e classificação da violação do direito, IV. Caso seja possível resolver internamente procederá conforme este Regimento; V. Fugindo da competência da Unidade e Órgão Gestor, serão tomadas as medidas cabíveis junto aos órgãos competentes. Art. 30. Caso o descumprimento das atribuições que violem os direitos dos jovens e adultos for por parte da Coordenação, serão seguidos os procedimentos descritos: I. Demais funcionárioscomunicam a Equipe Técnica (Assistente Social e Psicóloga) que farão a investigação dos fatos, ouvindo as partes; II. Se comprovados os fatos, elaborarão relatório que será enviado a Coordenação de Proteção Social Especial; III. A Coordenação de PSE comunicará a Assessoria e Secretária Municipal e tomarão as medidas cabíveis; IV. Caso a Assessoria e a Secretária Municipal não tomar as medidas cabíveis, a Equipe Técnica formalizará a denúncia a Promotoria Pública. Art. 31. É vedado aos funcionários durante o horário de expediente: I. Consumo de bebidas alcoólicas, fumo (cf. Decreto Lei no. 8262, de31de maio de 2014) e substâncias ilícitas; II. Uso de piercing, brinco e anéis por parte dos cuidadores para evitar acidentes; III. Uso de telefone fixo, sem autorização; IV. A permanência de animais de qualquer espécie dentro da Instituição; V. O uso de roupas transparentes, com excesso de decotes, curtas; VI. Alimentar-se primeiro do que as crianças/adolescentes; VII. Dormir durante a noite, permitindo somente 2 horas em sistema de revezamento; VIII. Realizar trabalhos manuais com fins particulares, durante o expediente (crochês, tricôs, etc.); IX. A utilização dos recursos públicos da instituição para fins particulares; X. A utilização da condição do acolhimento das crianças/adolescentes para fins de doações; XI. Utilizar cargos e funções da instituição para benefícios pessoais; XII. Criar um clima organizacional desfavorável (fofocas, intrigas, disputas, competições, discórdias); XIII. Desrespeitar os direitos das crianças. XIV. A entrada e permanência de parentes de funcionários, bem como pessoas estranhas nas dependências da instituição, principalmente durante a jornada de trabalho. XV. Utilização de celulares com redes de face book e Whats App. CAPÍTULO VI METODOLOGIA DE ATENDIMENTO Art. 32. A Residência Inclusiva é um equipamento social destinado à atenção integral de pessoas com deficiência em situação de dependência, vulnerabilidade, violação de direito e abandono, na qual haverá uma equipe multidisciplinar, que prestará serviço de proteção social especial (Alta Complexidade). O trabalho será desenvolvido mediante cuidados pessoais, superação da violação, autonomia e inclusão social, por meio de ações de acolhida; escuta, informação e orientação; elaboração de um Plano Individual e/ou Familiar de Atendimento (PIA), orientação e apoio nos autocuidados; trabalho de incentivo a reintegração familiar, apoio ao desenvolvimento do convívio familiar, grupal e social; identificação e fortalecimento de redes comunitárias de apoio; identificação e acesso a tecnologias assistivas e/ou ajudas técnicas de autonomia. Art. 33. Os cuidados cotidianos com os usuários durante o atendimento na Residência Inclusiva incluem acompanhamento e assessoramento em todas as atividades da vida diária: I. Apoio na administração de medicamentos indicados por via oral e de uso externo, prescrito por profissionais; ingestão assistida de alimentos; II. Higiene e cuidados pessoais; III. Ações preventivas de acidentes; IV. Atividades recreativas e ocupacionais de acordo com as possibilidades individuais; V. Colaboração nas práticas indicadas por profissionais; VI. Difusão de ações de promoção de saúde e inclusão social; VII. Acompanhamento nos deslocamentos e locomoção do seu cotidiano, dentre outras atividades. Parágrafo único - As atividades desenvolvidas devem ser pautadas na construção progressiva da autonomia, da inclusão social e comunitária e do desenvolvimento de capacidades adaptativas para a vida diária. Art. 34. O Plano de Organização do Cotidiano é um instrumento de planejamento das rotinas da Residência Inclusiva. Deve ser elaborado de forma participativa pelos usuários e profissionais do serviço, coordenado e acompanhado pelo Coordenador da Residência Inclusiva. A organização da rotina é central para alcançar os objetivos propostos, uma vez que o desenvolvimento de autonomia e independência passa pela utilização do cotidiano como instrumento terapêutico. CAPITULO VII DO SISTEMA DE AVALIAÇÃO E MONITORAMENTO DAS ATIVIDADES Art. 35. A avaliação e o monitoramento das atividades ocorrerão das seguintes formas: I. Reunião mensal com todos os funcionários da instituição para troca de experiências e feedback. Cada funcionário fará uma exposição do seu trabalho apresentando: os pontos positivos, negativos e os resultados obtidos em suas atividades. O funcionário deverá propor ações de melhorias para obtenção dos resultados não alcançados. II. Reunião mensal com a equipe do CREAS, Coordenação de Proteção Social Especial, Secretária e Assessora da Secretaria Municipal de Assistência Social. A coordenação e equipe técnica entregarão o relatório mensal dos acolhidos e os pontos positivos, negativos e resultados das atividades realizadas durante o mês. Será elaborado, quando necessário, o Plano de Ação de Melhorias para o próximo mês. § 1º Caso seja necessário, poderão ser realizadas reuniões extraordinárias. § 2º Todas as reuniões deverão ter uma pauta elaborada previamente e a duração será no máximo de 1h, com elaboração de ATAS e Registro de Presença. § 3º As reuniões serão realizadas conforme cronograma elaborado pela Coordenação. Deverá ser comunicado aos funcionários com antecedência mínima de 48h. Art. 36. Deverão ser elaborados os seguintes relatórios: I. Relatório de Estudo Diagnóstico pós-acolhimento, deverá ser elaborado em 03 (três) vias, sendo que uma via para o CREAS, uma para o Ministério Público e uma via fica no prontuário de cada acolhido; II. Relatórios bimestrais acerca do cotidiano de cada jovem/adulto institucionalizado em 03 (três vias), sendo que uma via para o CREAS, uma para o Ministério Público e uma via fica no prontuário de cada acolhido; III. Relatórios mensais estatísticos, com informações do número de jovem/adulto institucionalizado/desinstitucionalizado, elaborados em 02 (duas vias), sendo uma via arquivada na instituição e uma via para a Coordenação de Proteção Social Especial; IV. Relatórios anuais estatísticos de atendimento em 03 (três vias), duas vias para a Coordenação de Proteção Social Especial e uma via arquivada na instituição; V. Relatórios de visitas domiciliares para acompanhamento das famílias de origem ou extensa, em uma via, que serão arquivados prontuário de cada jovem/adulto; VI. Relatórios de Orientação Individual e familiar, em uma via, que serão arquivados na pasta de cada jovem/adulto respectivamente. Art. 37. Elaboração do Plano de Atendimento Individual e Familiar (PIA). I. Será elaborado juntamente com o acolhido e a equipe técnica, em 03 (três vias), uma via para o CREAS, uma via para a instituição, e uma via para o MP. Mensalmente será realizada reunião com os atores envolvidos para avaliar se as ações e estratégias propostas estão ocorrendo. Caso não estejam, devem ser revistas às ações e reprogramadas. CAPÍTULO VIII DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO Art. 38. Para garantir a oferta de atendimento adequado aos acolhidos, a instituição elaborará o Projeto Político-Pedagógico (PPP). § 1º O PPP deverá conter no mínimo os seguintes itens: I. Apresentação (histórico atual, composição da diretoria, os principais momentos do serviço, as principais mudanças e melhorias realizadas); II. Valores do serviço de acolhimento (valores que permeiam o trabalho e ação de todos os que trabalham e encontram-se acolhidos no serviço); III. Justificativa (razão de ser do serviço de acolhimento dentro do contexto social); IV.Objetivos do Serviço de Acolhimento; V. Organização do serviço de acolhimento (espaço físico, atividades e responsabilidades); VI. Organograma e quadro de pessoal (recursos humanos, cargos, funções, turnos, funcionários, competências e habilidades necessárias para o exercício da função; modo de contratações; estratégias para capacitação e supervisão); VII. Atividades psicossociais com os acolhidos, visando trabalhar auto-estima, resiliência, autonomia; com as famílias de origem, objetivando a preservação e fortalecimento de vínculos e reintegração familiar; VIII. Fluxo de atendimento e articulação com outros serviços em concordância com o Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência; IX. Monitoramento e avaliação do atendimento (métodos de monitoramento e avaliação do serviço que incluam a participação de funcionários, voluntários, famílias e atendidos durante o acolhimento e após o desligamento); X. Regras de convivência (direitos, deveres e sanções). CAPÍTULO IX DO SERVIÇO VOLUNTÁRIO Art. 39. Compreendem-se por serviço de voluntariado interno, atividades/ações realizadas dentro do âmbito da Instituição; e fora do âmbito, denomina-se voluntariado externo. Para a realização dos mesmos deverão ser observados os seguintes passos: I. Apresentar proposta de serviço por escrito a Coordenação da Instituição; II. As atividades propostas deverão fazer parte do Projeto Político- Pedagógico da Instituição; III. Análise e aprovação do voluntário e da proposta de serviço a serem realizados, pela Coordenação e Equipe Técnica; IV. Preencher e assinar a Ficha de Serviço Voluntário, conforme preconiza a Lei No. 9.608 de 18 de fevereiro de 1998, que dispõe sobre os serviços de voluntariado, onde será anexada a proposta de serviço a ser desenvolvida. § 1º Entende-se por serviços voluntários os prestados por pessoas físicas ou jurídicas (universidades, empresas, organizações não governamentais). § 2º Os serviços voluntários internos deverão ser nas seguintes áreas: saúde (consultas médicas, higienização pessoal, serviços odontológicos preventivos); lazer e cultura (atividades educativas e lúdicas); educação religiosa para aqueles que assim quiserem; serviços de beleza (cabeleireiro, pedicuro e manicure) e na área de direitos. § 3º Os funcionários da instituição deverão acompanhar os voluntários durante a execução do serviço, conforme determinação da Coordenação. §4º. Os serviços voluntários externos, como participação em festas, eventos, deverão ser acompanhados por cuidadoras autorizadas pela Coordenação. CAPITULO X DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 40. Quando da fiscalização realizada pelo Ministério Público, os funcionários deverão estar à disposição para prestarem as informações solicitadas, bem como apresentar documentos exigidos e pertinentes ao tipo de fiscalização. Parágrafo Único. Documentos de caráter sigiloso (prontuários dos jovens e adultos), somente serão apresentados mediante solicitação judicial. Art. 41. Os casos omissos serão resolvidos pela Coordenação de Proteção Social Especial e Secretária e/ou Assessoria da Secretaria Municipal de Trabalho, Assistência e Cidadania. Art. 42. O presente Regimento poderá ser alterado, quando necessário, devendo as alterações propostas serem remetidas a Secretaria Municipal de Trabalho, Assistência e Cidadania, para avaliação e aprovação. Art. 43. Este Regimento Interno entrará em vigor na data de sua aprovação. Guarapari/ES, 24 de julho de 2015.