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Profa. Dra. Lívia Cintra 1 Primeiro relato com sucesso de ventilação boca a boca, Dr W Tossach- 1744: “Coloquei minha boca sobre a dele e soprei tão forte quanto pude, mas como esqueci de fechar suas narinas todo o ar escapou. Fechando-as então soprei novamente tão forte quanto pude levantando seu tórax totalmente e imediatamente senti seis ou sete batimentos cardíacos”. 2 Primeiro relato de compressão torácica com sucesso. Dr F Maass- 1891: “Deve-se ir para o lado esquerdo do paciente e pressionar profundamente a região do coração com movimentos rápidos. A frequência deve ser de 120 compressões por minuto. A efetividade dos esforços pode ser reconhecida pelo pulso na carótida e pela constrição das pupilas”. 3 1960 - (Kouwenhoven, Safar e James Jude) - combinar ventilação e compressão torácica como parte de um todo no processo de ressuscitação do paciente em PCR; Nos anos 90 - American Heart Association iniciou estudo sistemático e aprimorou técnicas de RCP; Suporte Avançado de vida em Pediatria (PALS) Suporte Avançado de vida em Cardiologia (ACLS) Suporte Avançado de vida no Trauma (ATLS) 4 DIRETRIZES DE REANIMAÇÃO CARDIOPULMONAR Atendimento inicial: Suporte básico de vida (BLS) ou suporte primário. Atendimento avançado: Suporte Avançado de vida em Cardiologia (ACLS). 5 DIRETRIZES DE REANIMAÇÃO CARDIOPULMONAR 6 Padronizar o atendimento na PCR Nortear as atividades Qualificar a assistência DIRETRIZES DE REANIMAÇÃO CARDIOPULMONAR “O grande desafio presente em cada consenso, renovado a cada 5 anos, é o de encorajar uma população heterogênea de reanimadores para o atendimento rápido e de qualidade, com as manobras de ressuscitação abrangendo o maior número possível de vítimas.” (AHA, 2015) 7 IDENTIFICAÇÃO DA PCR Conceito de Parada Cardiorrespiratória: Cessação súbita e inesperada da circulação sistêmica. Identificação/diagnóstico clínico PCR: Inconsciência; Apneia ou respiração agônica; Ausência de pulsos nas grandes artérias (carotídeo e femoral). (KNOBEL, 2006). 8 REANIMAÇÃO CARDIOPULMONAR A partir da constatação de uma PCR cada minuto que passa correlaciona-se a menos 10% de chance do paciente sobreviver. 9 4 Min: Inicia-se a lesão cerebral 10 Min: Morte encefálica TEMPO É FUNDAMENTAL!!! REANIMAÇÃO CARDIOPULMONAR As manobras de Ressuscitação Cardiopulmonar consistem na manutenção de condições vitais por meio de: Compressão cardíaca externa Ventilação artificial Desfibrilação precoce (KNOBEL, 2006) 10 Parada Circulatória e Respiratória Hipóxia Tecidual Metabolismo Anaeróbio Acidose Metabólica Depressão Miocárdica REANIMAÇÃO CARDIOPULMONAR 11 SUPORTE BÁSICO DE VIDA - SBV Consiste em iniciar imediatamente manobras que restituam a circulação em órgãos nobres (coração e cérebro) e a oxigenação. C-A-B-D-primário C – Compressions (Assistência circulatória); A – Airway (Abertura das vias aéreas); B – Breathing (Respiração / Ventilação); D – Desfibrilação. 12 SUPORTE BÁSICO DE VIDA - SBV 13 14 COMPONENTES RCP PARA PROFISSIONAIS DO SBV 15 Segurança do local Responsividade, pulso e respiração SUPORTE BÁSICO DE VIDA - SBV Verifique a segurança do local (profissional/paciente) Alerta = Acessar/Verificar responsividade Encostar nos ombros e falar: “Você está bem?” 16 SUPORTE BÁSICO DE VIDA - SBV Responsividade Se a vítima não responder: Chame ajuda de alguém próximo; Acione o serviço médico de emergência (SME)/ SAMU; Obtenha um DEA e equipamentos de emergência; 17 2 ou mais profissionais 1 Chama ajuda (SAMU) e outro inicia RCP 1 profissional Chama ajuda e inicia RCP SUPORTE BÁSICO DE VIDA - SBV Posicione a vítima (decúbito dorsal em superfície plana, rígida e seca); Verifique respiração e pulso central; 18 SUPORTE BÁSICO DE VIDA - SBV Verifique respiração e pulso central simultaneamente; Há respiração ? Não há respiração ? Gasping ? Sente definitivamente o pulso em 10 segundos? Pulso carotídeo/femoral/braquial* Não recomendado para leigos 19 10 segundos SUPORTE BÁSICO DE VIDA - SBV Os profissionais de saúde/socorristas treinados devem pedir ajuda nas proximidades ao encontrarem uma vítima que não responde, mas seria bastante prático o profissional de saúde continuar a avaliar a respiração e o pulso simultaneamente antes de acionar totalmente o serviço médico de emergência (ou telefonar para pedir apoio). 20 Reduzir o tempo até a primeira compressão torácica. SUPORTE BÁSICO DE VIDA - SBV Se respiração normal com pulso: Monitore até a chegada do SAMU; Sem respiração normal, com pulso: Ventilações de resgate**; Sem respiração ou apenas em gasping, e sem pulso: RCP (compressões torácicas e ventilações). 21 SUPORTE BÁSICO DE VIDA - SBV Compressões C-Assistência circulatória (Compressões torácicas) 22 SUPORTE BÁSICO DE VIDA - SBV C-Assistência circulatória (Compressões torácicas) 23 SUPORTE BÁSICO DE VIDA - SBV C-Assistência circulatória (Compressões torácicas) 24 Duas mãos sobre a metade inferior do esterno. Adulto SUPORTE BÁSICO DE VIDA - SBV C-Assistência circulatória (Compressões torácicas) 25 SUPORTE BÁSICO DE VIDA - SBV C-Assistência circulatória (Compressões torácicas) 26 2 mãos ou 1 mão (criança muito pequena) sobre a metade inferior do esterno. Criança (1 ano até puberdade) SUPORTE BÁSICO DE VIDA - SBV C-Assistência circulatória (Compressões torácicas) 27 1 socorrista: 2 dedos no centro do tórax, abaixo da linha mamilar. Bebês (<1 ano) SUPORTE BÁSICO DE VIDA - SBV C-Assistência circulatória (Compressões torácicas) 28 2 socorristas: envolvimento do tórax e compressão com os 2 polegares no centro do tórax, abaixo da linha mamilar. Bebês (<1 ano) SUPORTE BÁSICO DE VIDA - SBV C-Assistência circulatória (Compressões torácicas) 29 100 a 120/min Velocidade compressões torácicas SUPORTE BÁSICO DE VIDA - SBV C-Assistência circulatória (Compressões torácicas) 30 Profundidade das CT Adulto No mínimo 2 polegadas (5 cm). Não excedendo 2,4 polegadas (6 cm) Crianças Pelo menos um terço do diâmetro AP do tórax (5 cm) Bebês Pelo menos um terço do diâmetro AP do tórax (4 cm) SUPORTE BÁSICO DE VIDA - SBV C-Assistência circulatória (Compressões torácicas) 31 Profundidade das compressões torácicas SUPORTE BÁSICO DE VIDA - SBV C-Assistência circulatória (Compressões torácicas) 32 Permita o retorno total do tórax após cada compressão Não se apoie sobre o tórax entre as compressões Minimizar as interrupções das compressões torácicas a menos de 10 segundos SUPORTE BÁSICO DE VIDA - SBV A- Abertura da via aérea 33 Inclinação da cabeça e elevação do mento (Chin Lift)Profissionais da saúde SUPORTE BÁSICO DE VIDA - SBV A- Abertura da via aérea 34 Profissionais da saúde Elevação da mandíbula (trauma cervical) Jaw Thrust 35 SUPORTE BÁSICO DE VIDA - SBV 36 37 SUPORTE BÁSICO DE VIDA - SBV Dispositivos de Barreira SUPORTE BÁSICO DE VIDA - SBV B- Breathing (Ventilações) 38 Expansão do tórax Máscara de bolso (Pocket Mask) SUPORTE BÁSICO DE VIDA - SBV B- Breathing (Ventilações) – Dispositivos de Barreira 39 Máscara facial descartável Bolsa-válvula -máscara SUPORTE BÁSICO DE VIDA - SBV B- Breathing (Ventilações) 40 Dispositivo Bolsa-válvula-máscara (BVM) Ventilação com técnica C-E; Risco distensão gástrica e regurgitação; Evitar hiperventilação. C E 41 C – Mantém a máscara fixa, sobre a face da vítima (polegar/indicador) E – 3º, 4º e 5º dedo inclina/eleva a mandíbula (abre VA) Técnica C-E SUPORTE BÁSICO DE VIDA - SBV 42 1 segundo Elevação do tórax SUPORTE BÁSICO DE VIDA - SBV B- Breathing (Ventilações) – Parada Respiratória Ventilações de resgate 43 VAS Adulto 1 ventilação a cada 5-6 segundos 10-12 ventilações/ min Elevação visível do tórax Verifique o pulso a cada 2 minutos. Se ausência de pulso carotídeo ou femoral RCP SUPORTE BÁSICO DE VIDA - SBV B- Breathing (Ventilações) – Parada Respiratória Ventilações de resgate 44 VAS (Bebês/ crianças) 1 ventilação a cada 3 ou 5 segundos 12 – 20 ventilações/ min Elevação visível do tórax e checar pulso a cada 2 min. Bebês: Pulso braquial. 45 SUPORTE BÁSICO DE VIDA - SBV 46 SUPORTE BÁSICO DE VIDA - SBV SUPORTE BÁSICO DE VIDA - SBV D- Desfibrilação precoce A administração precoce de uma ou mais descarga(s) elétrica(s) externa(s) permite re- sincronizar a atividade elétrica desordenada do coração para reiniciar com um ritmo cardíaco mais regular e recobrar uma contração eficaz do músculo cardíaco. 47 Desfibriladores externos Desfibriladores internos (cirurgia) SUPORTE BÁSICO DE VIDA - SBV D- Desfibrilação precoce Desfibriladores Semi-automáticos Desfibriladores Automáticos Desfibriladores Automáticos Médico analisa, seleciona a energia e aciona a descarga. Desfibriladores Semi- automáticos SUPORTE BÁSICO DE VIDA - SBV D- Desfibrilação precoce O aparelho analisa, seleciona energia, carrega e o socorrista aciona a descarga. SUPORTE BÁSICO DE VIDA - SBV D- Desfibrilação precoce Identificar o ritmo é fundamental. Verifique o ritmo cardíaco Ritmo Chocável Fibrilação ventricular Taquicardia ventricular sem pulso SUPORTE BÁSICO DE VIDA - SBV D- Desfibrilação precoce Fibrilação ventricular SUPORTE BÁSICO DE VIDA - SBV D- Desfibrilação precoce Verifique o ritmo cardíaco Ritmo não Chocável Atividade elétrica sem pulso (AESP) Assistolia SUPORTE BÁSICO DE VIDA - SBV D- Desfibrilação precoce Como se usa um Desfibrilador automático externo (DEA) ? SUPORTE BÁSICO DE VIDA - SBV D- Desfibrilação precoce (DEA) Como operar o DEA: Ligar DEA; Aplicar pás auto-adesivas; Analisar o ritmo e afastar-se da vítima; Pressionar o botão “choque”; Após aplicação do choque, RCP imediatas (30:2) por 2 minutos, até análise do ritmo pelo DEA Checar pulso. D- Desfibrilação precoce (DEA) Posicionamento das pás Anterolateral** Anteroposterior Tórax desnudo da vítima; Elevar mama E (mulher); Pelos no tórax; Paciente molhado, extremamente suado; CDI ou marca passo (8 cm); Retirar adesivos de medicamentos transdérmicos. 55 SUPORTE BÁSICO DE VIDA - SBV 56 D- Desfibrilação precoce (DEA) SUPORTE BÁSICO DE VIDA - SBV 57 D- Desfibrilação precoce (DEA) SUPORTE BÁSICO DE VIDA - SBV 58 Segurança do local Verificar responsividade Acionar SME Checar o pulso* Compressões torácicas/ ventilações* Iniciar 30:2 Frequência 100 – 120/min Profundidade 5-6 cm 59 60 61 62 63 Obrigada!