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Slide 3 Escalas: Escala é uma medida usada para definir as dimensões proporcionais dos tamanhos reais em representações gráficas. Lesão por Pressão (LP): LP é um dano localizado na pele e/ou tecidos moles subjacentes, geralmente sobre uma proeminência óssea ou relacionada ao uso de dispositivo médico ou a outro artefato. A lesão pode se apresentar em pele íntegra ou como úlcera aberta e pode ser dolorosa. As LP são lesões provocadas pela falta de movimento, juntamente com a pressão e fricção de superfícies na pele. Normalmente se desenvolvem em proeminências ósseas, como é o caso de tornozelos, calcâneos, trocânteres e cóccix. Esse processo é intensificado pela umidade e deficiência nutricional do paciente, deixando a epiderme mais vulnerável ao baixo nível de oxigênio e nutrientes nos tecidos. Existem pacientes que merecem atenção especial, pois possuem alguma limitação que acelera o desenvolvimento de LP. Alguns exemplos são: Idosos, pessoas com pouca mobilidade, lesão medular, doenças degenerativas, pele frágil, incontinência urinária ou intestinal, desnutrição, obesidade ou com problemas de circulação arterial. Como estamos aprendendo no decorrer desta graduação, recursos tecnologicos no cuidado de enfermagem é um fato crescente desde a decada de 60, quando houve a fundamentação cientifica da profissão. No tratamento e prevenção de Lesões por pressão (LP), por exemplo, existem varias tecnologias principalmente no ambito hospitalar. Existem produtos e equipamentos, como substâncias tópicas, coberturas biológicas, colchões e etc, e há também saberes clínicos, protocolos e escalas. Nosso grupo mostrara ma ferramenta muito utilizada que é a escala de Barden, que tem como objetivo prevenir lesões por pressão (LP), e breve frelato da escala de Fugulin, que é utilizada para dimensionamento de profissionais da saúde. Slide 4 A Drª Barbara J. Braden foi quem desenvolveu essa ferramenta de avaliação de risco de degradação da pele em pacientes idosos e acamados, para reduzir a dor, o sofrimento e as despesas associadas ao atendimento ao paciente. Esta ferramenta que começou a ser utilizada no ano 1987 era conhecida por incorporar diversos fatores de risco em conceitos amplos que combinavam facilidade de uso com precisão na predição em todos os níveis de instalações de saúde. Seu sucesso foi imediato e indiscutível, e foi prontamente implementado em hospitais, agências de cuidados domiciliários e lares de idosos em todo o mundo. Hoje, é comum reconhecer que a prevenção de lesão por pressão é uma estratégia significativa para reduzir o custo e o sofrimento através da prevenção. A carreira ao longo da vida do Dr. Braden para testar e medir o sucesso de sua ferramenta pioneira - agora conhecida mundialmente como a Escala de Braden tornou-se uma medida-chave de cuidados de qualidade em ambientes de cuidados hospitalares e de longo prazo. Slide 5 A determinação do risco do paciente para o desenvolvimento da lesão é a primeira medida a ser adotada para a prevenção da lesão. Deve ser realizada na admissão do paciente e pelo menos a cada 48 horas, ou quando ocorrer alteração em suas condições de saúde, principalmente em pacientes criticamente enfermos que apresentam grande número de fatores de risco. O instrumento de avaliação do risco mais extensivamente testado e utilizado é a escala de Braden e, embora não tenha sido desenvolvida especificamente para pacientes criticamente enfermos, apresenta especificidade e sensibilidade para essa população. Apresenta-se como instrumento eficaz no auxílio ao enfermeiro quando em processo de decisão das medidas preventivas a serem adotadas, de acordo com o risco de cada paciente. A escala de Braden fornece seis parâmetros para avaliação, pelas suas subescalas: Percepção sensorial=a capacidade de captar através dos sentidos os sinais exteriores e descodificá-los Umidade=quantidade de vapor d'água presente em determinado espaço Atividade=movimento corporal Mobilidade=facilidade para se movimentar Nutrição=alimentação Fricção ou cisalhamento= Atrito, esfregação que se faz sobre uma parte do corpo. cortar ou causar deformação slide 6 e 7 A escala de Braden analisa seis fatores principais no paciente, e cada uma dessas características é testada e pontuada de 1 a 4, sendo maior quanto mais positivo for o estado do paciente. A soma total de todos os fatores analisados resultará em um número entre 6 e 23 que indicará o estado da lesão e quais práticas devem se seguir a essa avaliação. Veja o que deve ser feito pelo enfermeiro em cada caso de acordo com o protocolo oficial do Ministério da Saúde: Risco baixo (15 a 18 pontos) Cronograma de mudança de decúbito; Otimização da mobilização; Proteção do calcanhar; Manejo da umidade, nutrição, fricção e cisalhamento, bem como uso de superfícies de redistribuição de pressão. Risco moderado (13 a 14 pontos) Continuar as intervenções do risco baixo; Mudança de decúbito com posicionamento a 30°. Risco alto (10 a 12 pontos) Continuar as intervenções do risco moderado; Mudança de decúbito frequente; Utilização de coxins de espuma para facilitar a lateralização a 30º. Risco muito alto (≤ 9 pontos) Continuar as intervenções do risco alto; Utilização de superfícies de apoio dinâmico com pequena perda de ar, se possível; Manejo da dor. A assistencia ao paciente que apresente qualquer um dos riscos apresentados deve ser sistematizada e individualizada. Slide 7 Modelo escala de Braden Slide 8 e 9 Apresentamos 2 studos de caso, para que cada um vocês com o auxilio da escala de braden disponibilizada, realizem analises individuais que veremos em 10 minutos. CASO 1: Paciente L.N.A., 89 anos, emagrecida, com diagnóstico de acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico. Entubada, em peça T acoplada à macronebulização contínua com oxigênio a 5 l/min. Com abertura ocular espontânea, mas não interage com o examinador. Em uso de sonda naso-enteral (SNE) para dietoterapia contínua. Está hemiplégica em dimídio esquerdo. Em uso de sonda vesical com débito urinário satisfatório. Fazendo cerca de 4 episódios de fezes líquidas nas 24h. Em curso de soroterapia em 4 etapas pela veia jugular interna direita. Resultado da escala de braden Precepçao sensorial – muito limitada – escore – 2 Umidade – raramente molhada – escore – 4 Atividade – acamada – escore – 1 Mobilidade – bastante limitada – escore – 2 Nutrição – muito pobre – escore – 1 Fricção e cisalhamento – problema potencial - escore – 2 Total – escore 12 – resultado risco moderado CASO 2: Paciente M.N.T., 64 anos, pesando 100 kg, com 1,60 m. Foi internada na UTI com quadro de insuficiência respiratória aguda, sendo esta fumante e com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) de longa data. Lúcida, respondendo com orientação aos questionamentos. Respirando espontaneamente com auxílio de macronebulização contínua de oxigênio a 2 l/min. Realizando CPAP 3 vezes ao dia. Soroterapia contínua em 3 etapas por veia periférica em membro superior esquerdo. Diurese espontânea e eliminação de fezes moldadas na comadre. Não tolera decúbito lateral direito por apresentar derrame pleural em base pulmonar direita. Está se alimentando por via oral com dieta branda Resultado da escala de braden Percepção sensorial – nenhuma limitação – escore – 4 Umidade – raramente molhada – escore – 4 Atividade – anda ocasionalmente – escore – 3 Mobilidade – levemente limitado – escore – 3 Nutrição – provavelmente inadequada – escore – 2 Fricção e cisalhamento – problema potencial – escore – 2 Total – escore – 18 – resultado risco brando Intervenções de enfermagem para evitar LPP – lesãopor pressão parente de poliuretano ou hidrocolóide extrafino; permitir; 4 horas, de acordo com a necessidade; adesivos com auxílio de emolientes; paciente. Slide 10 ESCALA DE FUGULIN A professora e enfermeira Fernanda Maria Togeira Fugulin, foi a responsável pela pesquisa e implatação do Sistema de Classificação de paciente (SCP), que veio em 1994 a ser chamada de escala de Fugulin. Slide 11 USO DA ESCALA DE FUGULIN A escala de Fugulin e utilizada para dimensionar a equipe de enfermagem, um processo sistemático que tem por finalidade a previsão da quantidade e qualidade por categoria necessária para atender direta ou indiretamente, às necessidades de assistência de enfermagem da clientela. O dimensionamento constitui um dos instrumentos de administração. O Enfermeiro traz de sua formação, além do conhecimento clínico e de saúde coletiva, um componente administrativo e cabe a ele desenvolvê-lo, adquirindo habilidades e competências para discuti-lo frente ao seus subordinados, pares e superiores hierárquicos, além do amparo legal Resolução Cofen nº 293/2004. SLIDE 12 A escala de fugulin constitue de alguns parâmetros são eles: Estado Mental, oxigenação, sinais vitais, motilidade, deambulação, alimentação, cuidado corporal, eliminação, terapêutica, curativo, tempo gasto no curativo. Estado Mental Inconsciente Períodos de insconsciência Periodos de desorientação Orientado no tempo e espaço Oxigenção Ventilação mecânica Uso contínuo de máscara ou cateter de oxigênio Uso intermitente de máscara ou cateter de oxigênio Não depende de oxigênio Sinais Vitais Controle de 2 em 2 horas Controle de 4 em 4 horas Controle de 6 em 6 horas Controle de rotina Motilidade Incapaz de movimentar qualquer segmento corporal, movimentação pela enfermagem, Dificuldade para movimentar segmentos corporais, movimentação com auxílio da enfermagem, Limitação de movimentos, Movimenta todos os segmentos corporais, Deambulação Restrito ao leito Locomoção através de cadeira de rodas Auxílio para deambular Deambula sozinho Alimentação Através de cateter central Através de cateter enteral Oral com auxílio Autosufíciente Cuidado corporal Banho no leito e higiene oral pela enfermagem Banho no chuveiro e higiene oral pela enfermagem Banho no chuveiro e higiene oral auxiliado pela enfermagem Autosuficiênte Eliminação Evacuação no leito e uso de CVD Uso de comadre ou eliminação no leito Uso de vaso sanitário com auxílio Autosuficiênte Terapêutica Uso de drogas vasoativas para manutenção da PA, EV contínuo ou através de cateter, EV intermitente, IM ou VO Integridade Cutaneomucosa/Comprometimento tecidual, Presença de solução de continuidade da pele com destruição da derme, epiderme e/ou evisceração, Presença de solução de continuidade da pele envolvendo tecido subcutâneo e músculo. Cirúrgia, ostomia, drenos... Alteração da cor da pele, Pele íntegra, Curativo 3 vezes ao dia pela enfermagem 2 vezes ao dia pela enfermagem 1 vez ao dia pela enfermagem Sem curativo Tempo utilizado no curativo Superior a 30 minutos Entre 15 e 30 minutos Entre 5 e 15 minutos Sem curativo Realizar o somatório dos escores e obter o tipo de cuidado. COMPLEXIDADE ASSISTENCIAL Cuidado semi-intesivo 29-34 Cuidado alta dependência 23-28 Cuidado intermediário – 18-22 Complexidade Assistencial Cuidado Mínimo 12-17 Slide 13 Visando conciliar redução de custos, melhorias dos serviços oferecidos e satisfação dos clientes, algumas organizações de saúde, dentre elas hospitalares tem investidos em novas estrategias gerenciais. Assim, é necessário que a gerência do serviço de enfermagem avalie continuamente a carga de trabalho de sua equipe, utilizando conhecimentos e instrumentos que lhe permitam realizar um melhor planejamento, alocação, distribuição e controle do quadro de enfermagem. Os sistemas de classificação de pacientes podem ser definidos como métodos que determinam, monitoram e validam as necessidades de cuidado individualizado do paciente. Slide 14 Modelo utilizando fugulin e braden