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Slide 3 1 ESCALA DE FUGULIN

Apresentação sobre Lesão por Pressão (LP) e a Escala de Braden: define LP, lista fatores de risco e grupos vulneráveis, contextualiza a escala, descreve os seis parâmetros avaliados, sistema de pontuação (6–23) e medidas preventivas conforme protocolo.

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Slide 3 
Escalas: 
Escala é uma medida usada para definir as dimensões proporcionais dos tamanhos reais 
em representações gráficas. 
Lesão por Pressão (LP): 
LP é um dano localizado na pele e/ou tecidos moles subjacentes, geralmente sobre uma 
proeminência óssea ou relacionada ao uso de dispositivo médico ou a outro artefato. A lesão 
pode se apresentar em pele íntegra ou como úlcera aberta e pode ser dolorosa. 
As LP são lesões provocadas pela falta de movimento, juntamente com a pressão e fricção 
de superfícies na pele. 
 
Normalmente se desenvolvem em proeminências ósseas, como é o caso de tornozelos, 
calcâneos, trocânteres e cóccix. Esse processo é intensificado pela umidade e deficiência 
nutricional do paciente, deixando a epiderme mais vulnerável ao baixo nível de oxigênio e 
nutrientes nos tecidos. 
Existem pacientes que merecem atenção especial, pois possuem alguma limitação que 
acelera o desenvolvimento de LP. Alguns exemplos são: Idosos, pessoas com pouca 
mobilidade, lesão medular, doenças degenerativas, pele frágil, incontinência urinária ou 
intestinal, desnutrição, obesidade ou com problemas de circulação arterial. 
 
 
Como estamos aprendendo no decorrer desta graduação, recursos tecnologicos no cuidado 
de enfermagem é um fato crescente desde a decada de 60, quando houve a fundamentação 
cientifica da profissão. 
No tratamento e prevenção de Lesões por pressão (LP), por exemplo, existem varias 
tecnologias principalmente no ambito hospitalar. 
Existem produtos e equipamentos, como substâncias tópicas, coberturas biológicas, colchões 
e etc, e há também saberes clínicos, protocolos e escalas. 
Nosso grupo mostrara ma ferramenta muito utilizada que é a escala de Barden, que tem como 
objetivo prevenir lesões por pressão (LP), e breve frelato da escala de Fugulin, que é utilizada 
para dimensionamento de profissionais da saúde. 
 
Slide 4 
A Drª Barbara J. Braden foi quem desenvolveu essa ferramenta de avaliação de risco de 
degradação da pele em pacientes idosos e acamados, para reduzir a dor, o sofrimento e as 
despesas associadas ao atendimento ao paciente. 
Esta ferramenta que começou a ser utilizada no ano 1987 era conhecida por incorporar 
diversos fatores de risco em conceitos amplos que combinavam facilidade de uso com 
precisão na predição em todos os níveis de instalações de saúde. Seu sucesso foi imediato e 
indiscutível, e foi prontamente implementado em hospitais, agências de cuidados domiciliários 
e lares de idosos em todo o mundo. 
 
Hoje, é comum reconhecer que a prevenção de lesão por pressão é uma estratégia 
significativa para reduzir o custo e o sofrimento através da prevenção. A carreira ao longo da 
vida do Dr. Braden para testar e medir o sucesso de sua ferramenta pioneira - agora conhecida 
mundialmente como a Escala de Braden tornou-se uma medida-chave de cuidados de 
qualidade em ambientes de cuidados hospitalares e de longo prazo. 
 
 
Slide 5 
A determinação do risco do paciente para o desenvolvimento da lesão é a primeira medida a 
ser adotada para a prevenção da lesão. 
Deve ser realizada na admissão do paciente e pelo menos a cada 48 horas, ou quando ocorrer 
alteração em suas condições de saúde, principalmente em pacientes criticamente enfermos 
que apresentam grande número de fatores de risco. 
 
O instrumento de avaliação do risco mais extensivamente testado e utilizado é a escala de 
Braden e, embora não tenha sido desenvolvida especificamente para pacientes criticamente 
enfermos, apresenta especificidade e sensibilidade para essa população. 
 
Apresenta-se como instrumento eficaz no auxílio ao enfermeiro quando em processo de 
decisão das medidas preventivas a serem adotadas, de acordo com o risco de cada paciente. 
 
A escala de Braden fornece seis parâmetros para avaliação, pelas suas subescalas: 
Percepção sensorial=a capacidade de captar através dos sentidos os sinais exteriores e 
descodificá-los 
Umidade=quantidade de vapor d'água presente em determinado espaço 
Atividade=movimento corporal 
Mobilidade=facilidade para se movimentar 
Nutrição=alimentação 
Fricção ou cisalhamento= Atrito, esfregação que se faz sobre uma parte do corpo. 
cortar ou causar deformação 
 
slide 6 e 7 
A escala de Braden analisa seis fatores principais no paciente, e cada uma dessas 
características é testada e pontuada de 1 a 4, sendo maior quanto mais positivo for o estado 
do paciente. 
A soma total de todos os fatores analisados resultará em um número entre 6 e 23 que indicará 
o estado da lesão e quais práticas devem se seguir a essa avaliação. 
 
Veja o que deve ser feito pelo enfermeiro em cada caso de acordo com o protocolo oficial do 
Ministério da Saúde: 
Risco baixo (15 a 18 pontos) 
 Cronograma de mudança de decúbito; 
 Otimização da mobilização; 
 Proteção do calcanhar; 
 Manejo da umidade, nutrição, fricção e cisalhamento, bem como uso de superfícies de 
redistribuição de pressão. 
Risco moderado (13 a 14 pontos) 
 Continuar as intervenções do risco baixo; 
 Mudança de decúbito com posicionamento a 30°. 
Risco alto (10 a 12 pontos) 
 Continuar as intervenções do risco moderado; 
 Mudança de decúbito frequente; 
 Utilização de coxins de espuma para facilitar a lateralização a 30º. 
Risco muito alto (≤ 9 pontos) 
 Continuar as intervenções do risco alto; 
 Utilização de superfícies de apoio dinâmico com pequena perda de ar, se possível; 
 Manejo da dor. 
 
A assistencia ao paciente que apresente qualquer um dos riscos apresentados deve ser 
sistematizada e individualizada.
Slide 7 
Modelo escala de Braden 
 
Slide 8 e 9 
Apresentamos 2 studos de caso, para que cada um vocês com o auxilio da escala de braden 
disponibilizada, realizem analises individuais que veremos em 10 minutos. 
CASO 1: Paciente L.N.A., 89 anos, emagrecida, com diagnóstico de acidente vascular 
cerebral (AVC) isquêmico. Entubada, em peça T acoplada à macronebulização contínua 
com oxigênio a 5 l/min. Com abertura ocular espontânea, mas não interage com o 
examinador. Em uso de sonda naso-enteral (SNE) para dietoterapia contínua. Está 
hemiplégica em dimídio esquerdo. Em uso de sonda vesical com débito urinário satisfatório. 
Fazendo cerca de 4 episódios de fezes líquidas nas 24h. Em curso de soroterapia em 4 
etapas pela veia jugular interna direita. 
Resultado da escala de braden 
Precepçao sensorial – muito limitada – escore – 2 
Umidade – raramente molhada – escore – 4 
Atividade – acamada – escore – 1 
Mobilidade – bastante limitada – escore – 2 
Nutrição – muito pobre – escore – 1 
Fricção e cisalhamento – problema potencial - escore – 2 
Total – escore 12 – resultado risco moderado 
 
CASO 2: Paciente M.N.T., 64 anos, pesando 100 kg, com 1,60 m. Foi internada na UTI com 
quadro de insuficiência respiratória aguda, sendo esta fumante e com doença pulmonar 
obstrutiva crônica (DPOC) de longa data. Lúcida, respondendo com orientação aos 
questionamentos. Respirando espontaneamente com auxílio de macronebulização contínua 
de oxigênio a 2 l/min. Realizando CPAP 3 vezes ao dia. Soroterapia contínua em 3 etapas 
por veia periférica em membro superior esquerdo. Diurese espontânea e eliminação de 
fezes moldadas na comadre. Não tolera decúbito lateral direito por apresentar derrame 
pleural em base pulmonar direita. Está se alimentando por via oral com dieta branda 
Resultado da escala de braden 
Percepção sensorial – nenhuma limitação – escore – 4 
Umidade – raramente molhada – escore – 4 
Atividade – anda ocasionalmente – escore – 3 
Mobilidade – levemente limitado – escore – 3 
Nutrição – provavelmente inadequada – escore – 2 
Fricção e cisalhamento – problema potencial – escore – 2 
Total – escore – 18 – resultado risco brando 
 
Intervenções de enfermagem para evitar LPP – lesãopor pressão 
 
 
 
 
parente de poliuretano ou 
hidrocolóide extrafino; 
 
permitir; 
4 horas, de acordo com a 
necessidade; 
 
 
 
 
adesivos com auxílio de emolientes; 
paciente. 
 
 
Slide 10 
ESCALA DE FUGULIN 
A professora e enfermeira Fernanda Maria Togeira Fugulin, foi a responsável pela pesquisa e 
implatação do Sistema de Classificação de paciente (SCP), que veio em 1994 a ser chamada 
de escala de Fugulin. 
 
Slide 11 
 
USO DA ESCALA DE FUGULIN 
A escala de Fugulin e utilizada para dimensionar a equipe de enfermagem, um processo 
sistemático que tem por finalidade a previsão da quantidade e qualidade por categoria 
necessária para atender direta ou indiretamente, às necessidades de assistência de 
enfermagem da clientela. O dimensionamento constitui um dos instrumentos de 
administração. O Enfermeiro traz de sua formação, além do conhecimento clínico e de saúde 
coletiva, um componente administrativo e cabe a ele desenvolvê-lo, adquirindo habilidades e 
competências para discuti-lo frente ao seus subordinados, pares e superiores hierárquicos, 
além do amparo legal Resolução Cofen nº 293/2004. 
 
SLIDE 12 
A escala de fugulin constitue de alguns parâmetros são eles: Estado Mental, oxigenação, 
sinais vitais, motilidade, deambulação, alimentação, cuidado corporal, eliminação, terapêutica, 
curativo, tempo gasto no curativo. 
 
Estado Mental 
Inconsciente 
Períodos de insconsciência 
Periodos de desorientação 
Orientado no tempo e espaço 
 
Oxigenção 
Ventilação mecânica 
Uso contínuo de máscara ou cateter de oxigênio 
Uso intermitente de máscara ou cateter de oxigênio 
Não depende de oxigênio 
 
Sinais Vitais 
Controle de 2 em 2 horas 
Controle de 4 em 4 horas 
Controle de 6 em 6 horas 
Controle de rotina 
 
Motilidade 
Incapaz de movimentar qualquer segmento corporal, movimentação pela enfermagem, 
Dificuldade para movimentar segmentos corporais, movimentação com auxílio da 
enfermagem, 
Limitação de movimentos, 
Movimenta todos os segmentos corporais, 
 
Deambulação 
Restrito ao leito 
Locomoção através de cadeira de rodas 
Auxílio para deambular 
Deambula sozinho 
 
Alimentação 
Através de cateter central 
Através de cateter enteral 
Oral com auxílio 
Autosufíciente 
 
Cuidado corporal 
Banho no leito e higiene oral pela enfermagem 
Banho no chuveiro e higiene oral pela enfermagem 
Banho no chuveiro e higiene oral auxiliado pela enfermagem 
Autosuficiênte 
 
Eliminação 
Evacuação no leito e uso de CVD 
Uso de comadre ou eliminação no leito 
Uso de vaso sanitário com auxílio 
Autosuficiênte 
 
Terapêutica 
Uso de drogas vasoativas para manutenção da PA, EV contínuo ou através de cateter, EV 
intermitente, IM ou VO Integridade Cutaneomucosa/Comprometimento tecidual, 
Presença de solução de continuidade da pele com destruição da derme, epiderme e/ou 
evisceração, 
Presença de solução de continuidade da pele envolvendo tecido subcutâneo e músculo. 
Cirúrgia, ostomia, drenos... 
Alteração da cor da pele, 
Pele íntegra, 
 
Curativo 
3 vezes ao dia pela enfermagem 
2 vezes ao dia pela enfermagem 
1 vez ao dia pela enfermagem 
Sem curativo 
 
Tempo utilizado no curativo 
Superior a 30 minutos 
Entre 15 e 30 minutos 
Entre 5 e 15 minutos 
Sem curativo 
 
Realizar o somatório dos escores e obter o tipo de cuidado. 
 
COMPLEXIDADE ASSISTENCIAL 
Cuidado semi-intesivo 29-34 
Cuidado alta dependência 23-28 
Cuidado intermediário – 18-22 
Complexidade Assistencial Cuidado Mínimo 12-17 
 
Slide 13 
Visando conciliar redução de custos, melhorias dos serviços oferecidos e satisfação dos 
clientes, algumas organizações de saúde, dentre elas hospitalares tem investidos em novas 
estrategias gerenciais. 
Assim, é necessário que a gerência do serviço de enfermagem avalie continuamente a carga 
de trabalho de sua equipe, utilizando conhecimentos e instrumentos que lhe permitam realizar 
um melhor planejamento, alocação, distribuição e controle do quadro de enfermagem. Os 
sistemas de classificação de pacientes podem ser definidos como métodos que determinam, 
monitoram e validam as necessidades de cuidado individualizado do paciente. 
 
Slide 14 
Modelo utilizando fugulin e braden

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