A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
18 pág.
apostila de CIÊNCIA POLÍTICA 2014

Pré-visualização | Página 4 de 6

mais largo que a Sociologia Política. Posto que conservem inumeráveis pontos de contato ou partilhem ambas um terreno comum e vasto, verdade é que se não confundem as duas disciplinas.
A Ciência política vai além, tomando rumos que a sociologia ignora, e que admitidos, favorecem o traçado de fronteiras: a direção normativa. Uma Sociologia Política não poderia, sem descrédito, entrar na esfera do “dever ser”, do “sollen”, ser uma ciência dos valores, segundo três sentidos que a valoração comporta: o empírico, o normativo e o subjetivo, ganhando aquela amplitude que a Ciência Política tem ostentado, através de suas tendências mais recentes.[1: Empirismo: doutrina ou atitude que admite, quanto à origem do conhecimento, que este provenha unicamente da experiência, seja negando a existência de princípios puramente racionais, seja negando que tais princípios, existentes embora, possam, independentemente da experiência, levar ao conhecimento da verdade. [Opõe-se a racionalismo.] (Dicionário Aurélio)Teoria Geral do Estado 
INTRODUÇÃO Para abordamos o assunto Teoria Geral do Estado é preciso defini-la como uma ciência teórica, especulativa, que se propõe a estudar o Estado em si mesmo, no que tem de essencial e permanente no tempo.Teoria Geral do Estado recebe dados das diferentes ciências particulares, e depois os reelabora, para chegar a uma síntese de elementos constantes e essenciais, com exclusão do acessório e secundário. O objetivo do trabalho é introduzir o assunto sobre teoria geral do Estado sobre a sociedade política, ministrando conhecimentos sobre a origem dos elementos, formas e dos fins do Estado, sob uma perspectiva sociológico-jurídica, investigando o fenômeno do poder e das nacionalidades, em uma visão básica das formas e sistemas de governo, regime democrático e Estado constitucional, visando prepará-lo para o estudo do Direito Constitucional.A metodologia usada no trabalho foram qualitativa, pura e descritiva. No primeiro capítulo veremos a definição sobre teoria geral do Estado em seguida veremos a origem da sociedade, o seu poder e política e finalizaremos o capítulo falando sobre a sociedade civil e o Estado.No segundo capítulo o assunto é sobre a origem do Estado, no terceiro capítulo é sobre o Estado e direito onde iremos falar sobre a política e a nação.E para finalizar o trabalho abordaremos o Estado moderno e a democracia. 
1. TEORIA GERAL DO ESTADO: CONCEITO É o conjunto de ciências aplicadas à compreensão do fenômeno estatal que disciplina de caráter teórico e geral, que tem por objeto o estudo do Estado como fenômeno social e histórico, não só quanto ao seu conteúdo econômico-social como no tocante às suas formas jurídicas e, inclusive, às suas manifestações ideológicas. A Ciência Política faz o estudo da organização política e dos comportamentos políticos, tratando dessa temática à luz da Teoria Política, sem levar em conta os elementos jurídicos. Tal enfoque é de evidente utilidade para complementar os estudos de Teoria Geral do Estado, mas, obviamente, é insuficiente para a compreensão dos direitos, das obrigações e das implicações jurídicas que se contêm no fato político ou decorrem dele. A questão do relacionamento da Teoria Geral do Estado com a Ciência Política é de interesse mais acadêmico do que prático. Entretanto, modificação recente imposta pela burocracia federal do ensino do Brasil pode dar a impressão de que algo de importante aconteceu e pode, eventualmente, suscitar dúvidas. Até recentemente era obrigatório o ensino da Teoria Geral do Estado nos cursos jurídicos e essa disciplina era expressamente referida como parte do Direito Constitucional. Por decisão do governo federal, a partir de dezembro de 1994 o ensino da Teoria Geral do Estado continuou a ser obrigatório, mas de maneira ambígua, o ato governamental menciona, entre as disciplinas fundamentais do curso jurídico, "Ciência Política (com Teoria Geral do Estado)". Uma vez que são disciplinas diferentes, a conclusão lógica é que se tornou obrigatório ensinar Ciência Política junto com Teoria Geral do Estado. Apesar da obscuridade, fica fora de dúvida que continua sendo obrigatório o ensino de Teoria Geral do Estado. 1.1 ORIGEM DA SOCIEDADE A sociedade é o produto de um simples associativo natural e da cooperação da vontade humana, segundo os atores contratulistas a sociedade é mesmo um produto, mas de vontade, ou seja, um contrato hipotético celebrado entre os homens. A sociedade para ser reconhecida como um agrupamento humano é necessário obter três elementos que são: finalidade ou valor social; manifestação de conjunto ordenado e o poder social.O fator determinante para a multiplicação da sociedade é devido aos homens que buscam os mesmos fins e tendem a agrupar para conseguir o mesmo. Existem três categorias de grupos sociais, onde o primeiro as sociedades que perseguem fins não determinados e difusos com o estado, o segundo as sociedades perseguem fins determinados e são voluntárias e a último grupo social é a sociedade que perseguem fins determinados e são involuntárias.Além das três categorias de sociedades existentes a sociedade possui duas espécies que são: a de fins particulares onde possui uma finalidade definida e a de fins gerais onde o objetivo é criar condições necessária para os indivíduos e demais sociedades. A sociedade política são aquelas que visando a criar condições para a consecução dos fins particulares de seus membros, ocupando-se das ações humanas, coordenando-as em função de um fim comum e determina todas as ações humanas. 1.2 O PODER E A POLÍTICA O Poder é correlato a duas ou a mais vontades (bilateral ou plurilateral), predominando a mais forte. Poder é a imposição real e unilateral de uma vontade. Estruturado na coação física (vis corporales) ou moral (vis compulsiva). São várias as modalidades de poder: social, político, religioso, familiar, econômico, etc.  Poder é a capacidade de impor obediência. A palavra tem origem no latim arcaico potis esse, contraída em posse e, daí, potere. Poder, então, é possibilidade, é potência, potencialidade para a realização de algo. O poder não é ação, é potência. O poder é, também, a força a serviço de uma idéia, suas características são: a) relação entre homens (bilateralidade); b) deliberação (determinação); c) autoridade; d) justificação (elemento de manutenção do poder). À força, costuma-se associar a idéia de algo que se encontra próximo e presente. Ela é mais coercitiva e imediata do que o poder. Fala-se, enfatizando-a, em força física. O poder, em seus estágios mais profundos e animais, é antes força.Dispondo de mais tempo, a força transforma-se em poder. Mas no momento crítico que, então, invariavelmente chega – o momento da decisão e da irrevogabilidade, volta a ser força pura. A força, com efeito, é inerente ao poder. A possibilidade de sua aplicação efetiva chama-se coercibilidade. A coerção é o emprego efetivo da força inerente ao poder; temos, aqui, a vis materialis ou corporalis. A simples expectativa do emprego da força chama-se coação (vis compulsiva).As formas de poder pode ser real e formal; legítimo e ilegítimo; disciplinar e controlador; macropoder e micropoder; poder político-jurídico (estatal); poder social; poder econômico. Denominaremos de macropoder aquele conjunto de faculdades de controle exercidas por um órgão de dominação sobre a totalidade de indivíduos de um dado universo estatístico. O macropoder é geral, abarcante, abrangente, podendo ser, em alguns casos, identificado com o Estado, em outros, até com entidades transestatais. O macropoder para se sustentar necessita de poderes menores, poderes subalternos que, em cada escaninho da realidade social, reproduzam seu discurso. É preciso que cada destinatário aceite os comandos e, ele mesmo, sem o saber, se torne agente do macropoder em relação a outros destinatários. Poder atual é quando um ser age sobre outro. Quando há um ato intencional que visa modificar o comportamento de terceiro e há a correspondência desse terceiro modificando o seu comportamento com