Prévia do material em texto
Prof. MSc. Luciana Machado Guaberto guaberto@unoeste.br LABORATÓRIO DE GENÉTICA MOLECULAR E CITOGENÉTICA UNIVERSIDADE DO OESTE PAULISTA- UNOESTE Genética e o Organismo Avaliação Citogenética: Culturas de Linfócitos CITOGENÉTICA •O estudo dos cromossomos humanos, vegetal e animal. •É um ramo da biologia que servi de veículo para o auxílio do entendimento de vários fenômenos que acontecem nos cromossomos. CITOGENÉTICA Núcleo Celular Cromatina - representa o material genético, com proteínas e moléculas de DNA. Têm aspecto emaranhado de filamentos longos e finos, denominados cromonemas. Durante a divisão celular, os cromonemas espiralizam-se, tornando- se mais curtos e mais grossos e passam a ser chamados de cromossomos. Ciclo Celular • G1: 12 horas • S: 7 a 8 horas • G2: 3 a 4 horas • Mitose: 1 a 2 horas Duração do ciclo: 24 horas Período G1: intensa síntese de RNA e proteínas e aumento do citoplasma. PERÍODO S: duplicacão do DNA. PERÍODO G2: tempo adicional para assegurar completa replicação do DNA antes da mitose. MITOSE : Divisão equacional da célula. Cromonema = Cromossomo Durante a divisão celular, os cromonemas espiralizam-se, tornando-se mais curtos e mais grossos. Podem, então, ser vistos individualmente e passam a ser chamados de cromossomos. . . NÚCLEO INTERFÁSICO C r o m a t i n a Cromonema: célula em interfase. Cromossomo: célula em divisão. CONCEITOS • CARIÓTIPO: conjunto de cromossomos de uma espécie. • CROMOSSOMOS: longa molécula de DNA associada com proteínas. • CROMOSSOMOS AUTOSSOMOS: 22 pares • CROMOSSOMOS SEXUAIS: que diferem os indivíduos masculino e feminino. • ABERRAÇÃO CROMOMOSSÔMICA: qualquer modificação no cariótipo- numéricas ou estruturais Cariótipo Cariótipo bovino: 30 pares de cromossomos, 29 de autossomos e 1 par de cromossomos sexuais) Cariótipo Caprinos: 30 pares de cromossomos. Ovinos: 27 pares de cromossomos. Suínos: 19 pares de cromossomos. Abelhas: 16 pares de cromossomos. Coelhos: 22 pares de cromossomos. Cariótipo • Nº de pares de cromossomos: n • Células animais 2n pares de cromossomos SISTEMAS REPRODUTIVOS: •Diferentes espécies •Forma, tamanho e nº de cromossomos •Cromossomos sexuais O CARIÓTIPO • Descrição das características do conjunto cromossômico de uma espécie • Nomenclatura do cariótipo humano •Os cromossomos são identificados pelo seu tamanho, pela posição do centrômero e padrão de bandas. São agrupados em pares de homólogos, em ordem decrescente de tamanho • •Representação do cariótipo • Cariograma – construído a partir de fotografias ou de desenhos detalhados de uma metáfase em que todos os cromossomos estão bem corados e individualizados •Idiograma – representação esquemática do cariótipo TERMINOLOGIA CROMOSSÔMICA p = “petit” (pequeno) = braço curto q = segue-se ao p no alfabeto = braço longo • Cromossomo metafásico mitótico Cromossomo 2, braço p na região 1, banda 6 QUANTO À POSIÇÃO DO CENTROMÊRO Cromossomos • Pares homólogos Cromossomos Dois tipos de cromossomos: No par de cromossomos sexuais podem haver diferença. Cromossomos autossomos Cromossomos Sexuais CARIÓTIPO HUMANO OS GRUPOS DE CROMOSSOMOS Acrocêntricos G 21, 22, Y Acrocêntricos e submetacêntrico F 19, 20 submetacêntrico E 16 – 18 Menores Acrocêntricos D 13 – 15 Submetacêntricos C 6 - 12, X Médios Submetacêntricos B 4, 5 Metacêntricos e Submetacêntrico A 1 – 3 Maiores Aparência do cromossomo Grupo Cromossomos Tamanho CROMOSSOMOS HUMANOS Cariótipo • As células em que o nº de cromossomos aparecem aos pares é um diplóide (2n); • As células em que o nº de cromossomos ocorre pela metade: genoma haplóide (n). Genoma • É todo o material genético de uma célula; • Conjunto de genes. Gene • Segmento de DNA que ocupa uma posição específica de um determinado cromossomo e que participa da manifestação fenotípica de uma determinada característica. → RNAm → Proteína Gene A – T C – G C – G G – C T – A T – A C – G A – T Característica específica Éxons: são as partes “efetivamente” responsáveis pela codificação de proteínas. Gene • DNA Transcrição RNA (mensageiro, transportador, ribossômico) • Ácido RiboNucléico (RNA) • Loco: local específico do gene no cromossomo. Pl. Locus. Alterações Cromossômicas • Gênicas; • Cromossômicas. 30 31 Mutações que afetam os genes; Principais responsáveis pelo surgimento de novas características; Classificam-se em : Substituições Deleções Duplicações 32 Qualquer alterações no cariótipo é considerada uma mutação ou aberração cromossômica e causa grandes alterações no funcionamento celular, produzindo doenças graves ou mesmo a morte. • NUMÉRICAS: Quando ocorrem em cromossomos inteiros (faltam ou sobram cromossomos) • ESTRUTURAIS: Quando ocorrem internamente, em um ou mais genes ou segmentos cromossômicas. 33 • São alterações que ocorrem no número de cromossomos das células somáticas e podem ser de dois tipos: • EUPLOIDIAS: Envolvem genomas inteiros • ANEUPLOIDIAS: Envolvem parte do genoma, diminuição ou acréscimo de um ou mais cromossomos no cariótipo normal. 34 As aneuploidias podem ser: Autossômicas Sexuais Do par 1 ao 22 Par 23 Cariótipo normal humano: 44 A + par sexual (xx ou xy) São resultado de mutações que comprometem segmentos relativamente grandes de cromossomos, permitindo sua visualização ao microscópio de luz. ANOMALIAS CROMOSSÔMICAS O CARIÓTIPO IDEOGRAMA HUMANO Alterações numéricas Tipos Euploidia Monoploidia (n) Tripolidia (3n) Poliplóidia(4n, 5n, ...) Aneuploidia Nulissomia (2n – 2) Monossomia (2n – 1) Trissomia (2n +1) Polissomia (2n + 2, 3 ou 4) 38 ANOMALIAS NUMÉRICAS ANEUPLODIAS ANOMALIAS NUMÉRICAS Euploidia Número haplóide (gametas) 23 Número diplóide (células somáticas) 46 Poliploidia Múltiplo do número haplóide Triploidia 69 Tetraploidia 92 A viable fetus presenting 68,XX[73]/69,XXX[27] triploid mosaicism Genet. Mol. Biol. vol. 21 n. 3 São Paulo Sept. 1998 A) microcefalia, ponte nasal baixa, pescoço curto com excesso de pele; B) orelhas baixas ; C) sindactilia cutânea entre 2° e 3° dedos e contratura ulnar irredutível; D)aumento da separação entre 1° e 2° dedos ALTERAÇÕES NO CARIÓTIPO SÍNDROME DE DOWN = TRISSOMIA AUTOSSÔMICA 45 +XX ou XY + 1/600 Falta de crescimento Retardo mental Doença cardíaca congénita Dedo grande espaçado Mãos curtas e largas ALTERAÇÕES NO CARIÓTIPO 44 =+X0 SÍNDROME DE TURNER = MONOSSOMIA SEXUAL Baixa estatura Mamilos muito espaçados Deformidades do cotovelo Ovários rudimentar Sem Menstruação Síndrome de Klinefelter Trissomia do par sexual: fórmula genética (47, XXY) Frequência: 1 em cada 850 recém-nascidos do sexo masculino (aumenta com a idade materna). C A R A C T E R Í S T I C A S Síndrome de Edwards Trissomia do 18 (45A + sexual)= 47 Deformidade facial Anomalias de extremidades(dedos cerrados, encurvados) Malformações cardíacas, renais, genitais e respiratórias Lábio leporino e palato fendido Óbito em 90% dos casos antes do primeiro ano de vida Maxilar retraído ou ausente Síndrome de Edwards Trissomia do 18: fórmula genética (47, XY + 18) ou (47, XX + 18) Indicador maior e flexionado sobre dedo médio e dedo mínimo flexionado sobre o anular. Genitais externos anormais. Anomalias renais. Mãos fortemente fechadas. Retardo mental e de crescimento. Trissomia do 13 (45A + sexual)= 47 Síndrome de Patau Microcefalia e face deformada Olhos pequenos, ausentes ou cíclopes Orelhas deformadas Pescoço alado Lábio leporino e fenda palatina Malformações cardíacas, renais, digestivas Polidactilia Morte rápida, abortos espontâneos ou sobrevida até o segundo ano As características hereditárias são determinadas por fatores particulados (genes). Esses fatores ocorrem aos pares. Na formação dos gametas, os fatores segregam, para cada gameta. “ALELOS SEGREGAM NA MEIOSE ” 1a LEI DE MENDEL MEIOSE Dois ou mais pares de alelos, situados em diferentes pares cromossômicos, segregam independentemente na meiose, formando, com frequências iguais, todas as combinações possíveis nos gametas. “GENES SEGREGAM INDEPENDENTEMENTE NA MEIOSE ” 2a LEI DE MENDEL MEIOSE HUMANA Alterações Cromossômicas numéricas Alterações estruturais Deleção Resulta de quebras, dentro de um cromossomo, com perda de material genético. O tamanho da deleção e os genes envolvidos determinam a viabilidade e o fenótipo. Podem ocorrer nas extremidades dos cromossomos (terminais) ou no seu interior (intersticiais). Duplicações: Em geral, a duplicação parece ser bem menos nociva que a deleção. As duplicações podem originar-se desigual ou por segregação anormal da meiose num portador de uma translocação ou inversão. Arranjos balanceados • Inversão Translocações recíprocas Resultam de quebra de cromossomos não homólogos, com trocas recíprocas de segmentos soltos. 1964/65 – Descoberto aumento geneticamente determinado de instabilidade cromossômica na Anemia de Fanconi e na Síndrome de Bloom Quando os cromossomos de uma translocação recíproca balanceada se pareiam na meiose, forma-se uma figura quadrirradial (em forma de cruz). Translocações robertsonianas • Envolve dois cromossomos acrocêntricos que se fundem próximos à região do centrômero com perda dos braços curtos 1960 – Descrito o cromossomo Philadelphia na leucemia mielóide crônica Exemplo de deleção terminal não letal: síndrome do cri du chat (5p-). A neurofibromatose do tipo 1 é resultante de um defeito no gene (NF1) que produz uma proteína (neurofibromina), envolvida no controle do crescimento celular. Este gene fica localizado no braço longo do cromossomo 17 em 17q11.2. Imagem : http://www.colegioweb.com.br/nucleo/o-cariotipo-humano.html Para o diagnóstico da NF1 é necessário que a pessoa apresente dois ou mais dos critérios abaixo: 1. Um dos pais ou um dos irmãos ou um dos filhos já possui a doença NF1 2. Manchas cor de café-com-leite 3. Neurofibromas (cutâneos ou plexiformes) 4. Sardas axilares ou inguinais 5. Nódulos de Lisch 6. Tumor no nervo óptico 7. Deformidades esqueléticas congênitas O gene alterado que causa o retinoblastoma está localizado na banda q14 do cromossomo 13 e é chamado de RB1. • Lócus q31 do cromossomo 7 • CFTR (“canal de Cl-”) •Centenas de mutações na FC; mais comum deleção de trinca da Phe508 (ΔF508). FIBROSE CÍSTICA (FC) FIBROSE CÍSTICA (FC) • Doença hereditária potencialmente letal mais importante na raça branca. • Aprox. 1 a cada 5.000 nascidos vivos na Europa. Brasil: 1/10.000. • ↑ Viscosidade das secreções mucosas, afetando pulmões, pâncreas, fígado, intestino e testículos. • Enfisema, fibrose pulmonar, deficiência na absorção de proteínas. • É a fraqueza dos músculos esqueléticos. A mutação do gene COL18A1 do cromossomo X (21), compromete a musculatura esquelética surgindo problemas cardíacos e respiratórios. Este gene codifica a cadeia alfa do colágeno tipo XVIII DISTROFIA MUSCULAR • Deficiência de piruvato-quinase (cães, gatos); • Deficiência da enzima G6PD o que ajuda as células vermelhas do sangue (hemácias) funcionam normalmente. Localizado no cromossomo X. ANEMIA HEMOLÍTICA IDEOGRAMA Avaliação Citogenética de Culturas de Linfócitos METODOLOGIA COLETA DE SANGUE PERIFÉRICO Também podem ser utilizadas células nucleadas de outros tecidos: sangue fetal (cordocentese) líquido amniótico biópsia de pele tumores sólidos material de aborto medula óssea Estes tecidos são submetidos a métodos de preparação citológica direta ou a técnicas de cultivo em laboratório. Para cada tecido, técnicas específicas. (Cordocentese) Análise cromossômica para propósitos clínicos Células devem ser capazes de crescer e se dividir rapidamente em cultura. Mais acessíveis: leucócitos (linfócitos T). Cromossomos observados na metáfase ou prometáfase da mitose. Cada cromossomo apresenta 2 cromátides unidas pelo centrômero. Centrômero é ponto de referência que divide o cromossomo em 2 braços: p (curto) e q (longo) Cultura de Linfócitos Coleta de sangue periférico (com heparina) Centrifugação para obtenção da película de leucócitos Implantação dos leucócitos em meio de cultura Adição de fito-hemaglutinina (estimulante de mitose) Incubação por 72 horas Obtenção de metáfases, com colchicina (inibidora da formação do fuso acromático) Adição de solução hipotônica, para lise das células com liberação dos cromossomos Distribuição em lâminas Coloração (técnicas diversas) Observação e análise das metáfases ao microscópio Fotografia e montagem do cariótipo Lançamento de cultura de linfócitos Retirada da cultura Tratamento com Hipotônica Tratamento com hipotônica por 50 minutos com agitação a cada 10 minutos em banho maria a 37°C Fixação Preparo das lâminas Despreza o Sobrenadant e Despreza o Sobrenadant e CULTIVO CELULAR Cultura: Moorhead et al, 1960 Modificação: Bender, 1965 Alta Resolução: Yunis et al, 1978 Bandeamento: Seabright, 1971 Nomenclatura: ISCN 1995 Sangue Periferic o Soro Fetal Bovin o Proliferação Celular (70h) Fitohema - glutinina Hipotoni- zação (20’) Fixação Solução Fixadora (3:1) Digestão por Tripsina Visualização e Montagem de Cariótipo por Sistema Computacional Cytovision Bromet o de Etídio Colcemid Sincronização Celular (1h30’) Bloqueio da Mitose (30’) Centrifu- gação Cloreto de Potássio C e nt ri fu - ga çã o Centrifu- gação Repete o Processo de Fixação Preparação das Lâminas Bandeamto GTG Coloração por Giemsa Meio RPMI 1640 ANÁLISE AO MICROSCÓPIO OPTICO. CROMOSSOMOS HUMANOS Análise Cromossômica – Citogenética 2N = 34 1. Predomínio de cromossomos acrocêntricos. x Y Análise Cromossômica – Citogenética Animal X Y RESULTADOS METÁFASE MITÓTICA DE CULTURA DE LINFÓCITOS Esquema padronizado dos cromossomos humanos Técnicas diferentes Padrão de nomenclatura do International Soil Carbon Network - ISCN (1995) de notação de cariótipo: Feminino normal: 46,XX Masculino normal: 46,XY Exemplos de anomalias cromossômicas numéricas: 47,XY, + 21 (homem com trissomia do cromossomo 21) 47,XX, + 13 (mulher com trissomia do cromossomo 13) 45, X (mulher com monossomia de cromossomos sexuais) 47, XXY (homem com duplo cromossomo X) 47,XYY (homem com duplo Y) Cariótipo feminino (XX) com isocromossomo (i) do braço longo (q) do cromossomo X. Ex: 46, XX, i (X) (q) ou 46, XX, i (X) (qtercenqter) Cariótipo feminino (XX) com anel (r) envolvendo a quebra e rearranjo das bandas 15 do braço curto (p) e da banda 35 do braço longo (q) do cromossomo 5. Ex: 46, XX, r (5) (p15-q35) Cariótipo masculino (XY) com duplicação das bandas 22 a 24 do braço longo (q) do cromossomo 10 e que foram inseridas na banda 22 do braço longo (q) do cromossomo 6. Ex: 46, XY, ins (6;10) (q22;q22-q24) ou 46, XY, ins (6;10) (6pter6p22: : 10q22-10q24: : 6p226qter; 10pter10q22: :10q2410qter Exemplos de anomalias cromossômicas estruturais: Deleção de braço curto de 5: 46, XX, 5p- ou 46, XY, 5p Translocação Robertsoniana: 46, XX, -14, +t(14/21) Cariótipo feminino (XX) com inversão paracêntrica (inv) e, rearranjo, das bandas 22 a 32 do braço longo (q) do cromossomo 4: 46, XX, inv (4) (q22-q32) ou 46, XX, inv (4) (pterq22: : q32-q22: : q32qter) Cariótipo masculino (XY) com deleção (del) intersticial no cromossomo 15. Deleção da banda 13 do braço longo (q) com rearranjo (- ou : :) entre as bandas 12 e 14. Ex: 46, XY, del (15) (q12-q14) ou 46, XY, del (15) (pterq12: :q14qter) RELATÓRIO CITOGENÉTICO Paciente: R.I. : Avaliação Cromossômica: Tipo de material: sangue periférico Número de células examinadas: 15 Interpretação: Foram analisadas 03 metáfases através de coloração convencional e 12 através de técnica de bandamento G, num total de 15 metáfases com constituição cromossômica de 46,XY. Diagnóstico Citogenético: O estudo citogenético dos linfócitos do paciente revelou constituição cromossômica masculina de 46,XY, através das técnicas utilizadas. Presidente Prudente,___ de dezembro de _______. Laboratório de Genética Molecular e Citogenética Ass do Responsável: RELATÓRIO CITOGENÉTICO Paciente: RN R.I. : Avaliação Cromossômica: Tipo de material: sangue periférico Número de células examinadas: 20 Interpretação: Foram analisadas 03 metáfases através de coloração convencional e 17 através de técnica de bandamento G, num total de 20 metáfases com constituição cromossômica de 47, XX + 21. O estudo citogenético dos linfócitos da paciente revelou trissomia do cromossomo 21. Diagnóstico Citogenético: Padrão cromossômico feminino com trissomia do cromossomo 21 (47,XX + 21). Sugere-se Aconselhamento Genético para a família. Presidente Prudente, ___ de setembro de ______. Laboratório de Genética Molecular e Citogenética Indicações clínicas para a análise cromossômica Problemas precoces de crescimento e de desenvolvimento São achados frequentes em crianças com anomalias cromossômicas: Falta ou retardo de crescimento e desenvolvimento Fácies dismórfica Malformações múltiplas Baixa estatura Genitália ambígua Retardo mental Essas características não são observadas apenas em pacientes com anomalias cromossômicas. Caso não haja um diagnóstico não-cromossômico estabelecido, pacientes com a combinação de pelo menos 3 dessas características devem ser encaminhados para análise cromossômica Problemas de fertilidade Mulheres com amenorréia Casais com história de infertilidade Abortos recorrentes Em casais com história de infertilidade ou dois ou mais abortos observa-se anomalia cromossômica, em um ou outro genitor, na proporção de 3% a 6% Gestação de mulher em idade avançada Há risco aumentado de anomalia cromossômica em fetos concebidos por mulheres com mais de 35 anos. A análise cromossômica deveria ser oferecida como parte da rotina dos cuidados pré-natais História familiar Anomalia cromossômica, diagnosticada ou suspeitada, em parente de 1° grau pode constituir indicação para análise cromossômica Neoplasia Quase todos os tipos de câncer estão associados a uma ou mais anomalias cromossômicas Nestes casos, está indicada a análise do genoma da amostra adequada do tecido – o próprio tumor ou a medula óssea As informações podem fornecer diagnóstico e ou serem úteis para o prognóstico Natimortos (NM) e morte neonatal (MN) Incidência de anomalias cromossômicas em NM e MN– até ~ 10% (entre nativivos ~ 0,7%) A análise cromossômica está indicada em todos os casos de NM e MN, para estabelecimento do diagnóstico (ou descarte) de anomalia cromossômica O diagnóstico preciso da etiologia pode fornecer informações importantes para diagnóstico pré-natal em gestações futuras. Intervalo