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APOSTILA

Matéria: Direito Constitucional

Publicação: 2ª Edição

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DIREITO CONSTITUCIONAL

SUMÁRIO

1. Direito Constitucional
2. Constituição
2.1 Classificação Dogmática das Constituições
2.2 Classificação da Constituição Federal Brasileira
2.3 Objeto

3. Aplicabilidade das Normas Constitucionais

4. Controle de Constitucionalidade
4.1 Fundamentos do Controle de Constitucionalidade
4.2 Inconstitucionalidade
4.3 Formas de Inconstitucionalidade
4.4 Distinção entre Ação de Inconstitucionalidade por Omissão e Mandado de Injunção
4.5 Sistema de Controle de Constitucionalidade
4.6 Sistema Brasileiro de Controle de Constitucionalidade
4.7 Critérios de Exercício de Controle de Constitucionalidade
4.8 Competência para propor Ação Direta de Constitucionalidade e Ação Declaratória de

Constitucionalidade
4.9 Efeitos da Declaração de Inconstitucionalidade
4.10 Eficácia da Sentença que decida a Inconstitucionalidade
4.11 Espécies de Ações de Inconstitucionalidade

5. Federalismo
5.1 União
5.2 Estados Federados
5.3 Municípios
5.4 Distrito Federal

6. Poder Constituinte
6.1 Poder Constituinte Originário
6.2 Poder Constituinte Derivado

7. Poder de Reforma da Constituição
7.1 Emenda Constitucional
7.2 Limitação às Emendas Constitucionais

8. Repartição de Competências
8.1 Espécies de Competências
8.2 Modelos de Repartição de Competências
8.3 Princípio adotado pela Constituição Federal de 1988 para Repartição de Competências

9. Organização dos Poderes
9.1 Poder Legislativo
9.2 Poder Executivo
9.3 Poder Judiciário

10. Remédios Constitucionais

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1. DIREITO CONSTITUCIONAL

É o ramo do direito público interno destinado a analisar e interpretar as normas constitucionais, os
princípios e normas fundamentais do Estado. Tem por função regulamentar e delimitar o poder
estatal e de garantir os direitos considerados fundamentais e por objeto o estudo das normas que
integram a constituição política do Estado.

2. CONSTITUIÇÃO

Considerada a lei fundamental do Estado, consiste no sistema de normas jurídicas, escritas ou
costumeiras, que regem a forma do Estado e de seu Governo, o modo de aquisição e o exercício
do poder, além de estabelecer seus órgãos e os limites de ação destes. Define os direitos
fundamentais dos cidadãos e as respectivas garantias.

A Constituição Federal contém duas partes distintas:

� Disposições permanentes

� Disposições transitórias.

As disposições transitórias integram a Constituição, possuindo a mesma rigidez e a mesma
eficácia das disposições permanentes, ainda que por um período limitado.

Os atos transitórios podem ser alterados seguindo-se o mesmo procedimento de alteração dos
dispositivos presentes no corpo da Constituição, por emenda constitucional.

Preâmbulo Constitucional

É a parte introdutória que contém a enunciação de certos princípios, os quais refletem a síntese da
posição ideológica do constituinte. O preâmbulo caracteriza-se como um importante elemento de
interpretação das normas constitucionais.

O preâmbulo é parte integrante da Constituição Federal, tendo em vista que sua redação foi objeto
de votação, assim como todos os artigos do texto constitucional.

Contudo, segundo entendimento do STJ, o preâmbulo não possui força normativa, não serve
como parâmetro do Controle de Constitucionalidade das Leis, tão pouco é de observância
obrigatória no âmbito das Constituições Estaduais.

2.1. CLASSIFICAÇÃO DOGMÁTICA DAS CONSTITUIÇÕES

� Quanto ao conteúdo: materiais e formais;
� Quanto à forma: escritas e não escritas;
� Quanto ao modo de elaboração: dogmáticas e históricas;
� Quanto à origem: populares (democráticas) ou outorgadas;
� Quanto à estabilidade: rígidas, flexíveis e semi rígidas.

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2.2 CLASSIFICAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL BRASILEIRA

� Quanto ao conteúdo: formal
� Quanto à forma: escrita
� Quanto ao modo de elaboração: dogmática
� Quanto à origem: popular/democrática
� Quando à estabilidade: rígida

Constituição formal: peculiar modo de existir do Estado, reduzido, sob forma escrita, a um
documento solenemente estabelecido pelo Poder Constituinte e somente modificável por
processos e formalidades especiais estabelecidos na própria constituição.

Constituição escrita: codificada e sistematizada num texto único, elaborado por um órgão
constituinte, encerrando todas as normas tidas como fundamentais sobre a estrutura do Estado, a
organização dos poderes constituídos, seu modo de exercício e limites de atuação e os direitos
fundamentais.

Constituição dogmática: escrita e elaborada por um órgão constituinte, sistematizando os
dogmas ou as ideias fundamentais da teoria política e do direito dominante naquele momento.

Constituição popular/democrática e promulgada: origina-se de um órgão constituinte composto
de representantes do povo, eleitos para o fim de elaborar e estabelecer a constituição. No caso do
Brasil, a Assembleia Nacional Constituinte foi eleita e promulgou a CF/88).

Constituição rígida: somente modificada mediante processos, solenidades e exigências formais
especiais1, diferentes e mais difíceis que os de formação das leis ordinárias ou complementares.

2.3 OBJETO

Estabelecer a estrutura do Estado, a organização de seus órgãos, o modo de aquisição do poder e
a forma de seu exercício, limites de sua atuação, assegurar os direitos e garantias dos indivíduos
(individuais e coletivos), fixar o regime político e disciplinar os fins sócio-econômicos do Estado,
bem como os fundamentos dos direitos econômicos, sociais e culturais.

1
 CF/88. “Art. 60. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta: I - de um terço, no

mínimo, dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal; II - do Presidente da
República; III - de mais da metade das Assembleias Legislativas das unidades da Federação,
manifestando-se, cada uma delas, pela maioria relativa de seus membros. § 1º - A Constituição
não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal, de estado de defesa ou de estado
de sítio. § 2º - A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional, em dois
turnos, considerando-se aprovada se obtiver, em ambos, três quintos dos votos dos respectivos
membros. § 3º - A emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara dos
Deputados e do Senado Federal, com o respectivo número de ordem. § 4º - Não será objeto de
deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: I - a forma federativa de Estado; II - o voto
direto, secreto, universal e periódico; III - a separação dos Poderes; IV - os direitos e garantias
individuais. § 5º - A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada
não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa”.

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