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KEVIN LYNCH – A IMAGEM DA CIDADE Pioneiro no desenvolvimento das metodologias baseadas na percepção ambiental. Marco nas novas abordagens disciplinares sobre a relação homem x meio ambiente; Arquiteto americano (1918-1984), expoente da geração “pós-moderna”, contribuiu profundamente ao planejamento urbano através de pesquisas empíricas sobre como as pessoas observam, percebem e transitam na paisagem urbana. Obras importantes: A imagem da cidade, 1960. A boa forma da cidade, 1981. KEVIN LYNCH – A IMAGEM DA CIDADE “A Imagem da Cidade” (1960): anos de estudos sobre o modo pelo qual as pessoas percebem e organizam informações sobre o espaço urbano. Lynch destaca a maneira como percebemos a cidade e as suas partes constituintes. Pesquisa feita em Boston, Jersey City e Los Angeles. KEVIN LYNCH – A IMAGEM DA CIDADE Conceito geral: Os atributos do meio ambiente – natural ou construído – influenciam o processo perceptivo dos habitantes, possibilitando assim o reconhecimento de qualidades ambientais e a formação de imagens compartilhadas pela população; As pessoas formam uma imagem mental do ambiente construído, e esta é determinante no comportamento dos usuários diante do meio urbano. Sistematiza e torna científico o que era empírico e subjetivo; A pesquisa em torno da imagem da cidade, como método de interpretação da informação, contribuiu como instrumento de ação de planejamento. KEVIN LYNCH – A IMAGEM DA CIDADE “As cidades possuem imagens que estão presentes na mente das pessoas que a habitam. Algumas cidades irão propiciar a formação de imaginários coletivos, e dependendo das qualidades de seus atributos urbanos/arquitetônicos, terão maior ou menor significância, ou seja, uma imagem pública mais bem ou mais mal percebida pela população” KEVIN LYNCH – A IMAGEM DA CIDADE Lynch define as Qualidades que fundamentam a formação de imagem mental, primordial existirem na estrutura da cidade: LEGIBILIDADE: facilidade com que as partes podem ser reconhecidas e organizadas coerentemente; segurança emocional; IMAGEABILIDADE: qualidades físicas relacionadas com os atributos da identidade e estrutura da imagem mental; qualidades de um objeto que lhe possibilitam evocar fortes imagens; IDENTIDADE: estrutura e significado; se traduz pela diferenciação, personalidade, individualidade; significado prático ou emocional; Estas qualidades proporcionam na população efeitos como: senso de segurança emocional, maior intensidade nas relações humanas, domínio de símbolos populares, memória coletiva, permitem orientação mais fácil dentro do todo e maior identidade entre as partes KEVIN LYNCH – A IMAGEM DA CIDADE CAMINHOS LIMITES BAIRROS NÓS MARCOS VISUAIS Lynch identificou, como principal conclusão, os elementos que as pessoas utilizam para estruturar sua imagem da cidade; Estes cinco elementos da paisagem proporcionam imagens mentais urbanas; São eles: CAMINHOS, LIMITES, BAIRROS, PONTOS NODAIS e MARCOS VISUAIS. KEVIN LYNCH – A IMAGEM DA CIDADE impossível apreender toda a cidade de uma só vez. Portanto, o tempo é um elemento essencial. Além disso, verificou que nada é experimentado individualmente, e sim em relação a seu entorno. Elementos semelhantes, porém localizados em contextos diferentes, adquirem significados também diferentes. Cada cidadão tem determinadas associações com partes da cidade, e a imagem que ele faz delas está impregnada de memórias e significados. Portanto, nem tudo pode ser generalizado, apesar da aparente “universalidade” dos 5 elementos identificados por Lynch. Os cinco elementos da paisagem que proporcionam imagens mentais urbanas VIAS (paths): caminhos, canais ao longo dos quais o observador se locomove; destinos e origens definidas; BAIRROS (districts): porções ou partes da cidade; conjuntos morfológicos claramente e coerentemente percebidos, diferenciados uns dos outros; regiões onde o observador penetra e reconhece KEVIN LYNCH – A IMAGEM DA CIDADE LIMITES: definem fronteiras entre territórios (bairros); elementos lineares; separam ou unem partes; podem ser elementos do sítio físico (rios, montanhas) ou do espaço edificado (ruas, estradas); podem reforçar a desorganização da trama, segregar e estratificar zonas, dificultar transição e acessibilidade; PONTOS NODAIS: conexões, cruzamentos; caracterizam-se mais pelo uso que pela forma; idéia de movimento: para eles se vai ou deles se vem; são confluências de contextos morfológicos, funcionais ou significativos; variam segundo a escala de análise: uma cidade pode ser ponto nodal de uma região; MARCOS VISUAIS: referências urbanas representadas por objetos físicos; o observador não os penetra, como os nós; formas simples ou contrastantes no entorno; permitem leitura e orientação da estrutura espacial; KEVIN LYNCH – A IMAGEM DA CIDADE VIAS São Paulo, Vale do Anhangabaú KEVIN LYNCH – A IMAGEM DA CIDADE VIAS Carajás KEVIN LYNCH – A IMAGEM DA CIDADE VIAS Amsterdã KEVIN LYNCH – A IMAGEM DA CIDADE BAIRROS Barcelona KEVIN LYNCH – A IMAGEM DA CIDADE BAIRROS São Paulo, Heliópolis KEVIN LYNCH – A IMAGEM DA CIDADE BAIRROS Brasília KEVIN LYNCH – A IMAGEM DA CIDADE Boston LIMITES KEVIN LYNCH – A IMAGEM DA CIDADE PONTOS NODAIS Shangai KEVIN LYNCH – A IMAGEM DA CIDADE PONTOS NODAIS Los Angeles, Pershing Square KEVIN LYNCH – A IMAGEM DA CIDADE PONTOS NODAIS Paris, Ètoile Arco do Triunfo KEVIN LYNCH – A IMAGEM DA CIDADE PONTOS NODAIS Lagos, Nigéria KEVIN LYNCH – A IMAGEM DA CIDADE Florença MARCOS KEVIN LYNCH – A IMAGEM DA CIDADE MARCOS Rio de Janeiro MAPAS MENTAIS Mapa cognitivo, esquema primário, representa um sistema inconsciente, apoiado na experiência espacial, na locomoção e na orientação; pode-se identificar domínios espaciais, definir seu lugar, orientar-se no espaço O mapa mental corresponde à noção de conhecimento operativo de um lugar, quando o pensamento das pessoas já possui a capacidade de construção do lugar, capturando seus mecanismos operativos e identificando lógicas estrutrurais. KEVIN LYNCH – A IMAGEM DA CIDADE