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Toxocara canis Hospedeiro: Cães Boca trilabiada Asa cervical longa e estreita – Forma de lança A porção posterior apresenta um apêndice digitiforme Ovos larvados com L3 Ovo larvado de T. canis Asa cervical do T. canis Toxocara cati Hospedeiro: Felinos Boca trilabiada Asa cervical larga e curta (forma de seta) – difere do T. canis por mais estreita anteriormente e mais larga posteriormente Ovos semelhantes ao do T. canis Ovos larvados de T. cati Asa cervical do Toxocara cati Toxascaris leonina Hospedeiro: Felinos e canídeos domésticos e silvestres Boca trilabiada Adultos com asas cervicais estreitas Ovos com casca espessa e diferem dos ovos de Toxicara sp por serem bem mais claros, arredondados e com casca mais lisa Ovos de T. leonina Asas cervicais do T. leonina Oxyuris equi Vermes alfinete – Extremidade posterior bem mais afilada que a anterior (principal característica morfológica para diagnóstico) Machos com um espículo em forma de alfinete e asa caudal com dois pares de papilas grandes Ovos ovais, amarelados e operculados Oxyuris equi Ovos de Oxyuris equi Physaloptera preputialis A cutícula da região anterior projeta-se, formando um colar semelhante a um prepúcio Grandes asas caudais nos machos Ovos larvados com casca grossa Physaloptera preputialis Ovos de P. preputialis Trichuris vulpis Extremidade anterior muito mais afilada do que a posterior – Verme chicote Ovos com formato de barril, casca lisa, acastanhado e com um opérculo saliente em cada extremidade Os machos apresentam a porção posterior espiralada, que apresenta um espículo recoberto por uma bainha, que apresenta aspecto de prepúcio Trichuris vulpis Trichuris vulpis macho, evidenciando o espículo (1) e bainha (2) Ovos de Trichuris vulpis, que é bioperculado Haemonchus sp. Extremidade anterior afilada e com um capsula bucal pequena, contendo um pequena lanceta Papilas cervicas em ambos os sexos Bolsa copulatória bem desevolvidade, com espículos e um gubernáculo As fêmeas possuem um flap vulvar, uma proeminência na região da vulva. Bolsa copulatória, com espículos (1) Porção anterior (1) e papilas cervicais (2) Fêmea, com flap vulvar (1) e ovos (2) Oesophagostomum spp: Presença de uma cápsula bucal pequena, vesícula cefálica pequena, vesícula cervical desenvolvida e asas cervicais pouco desenvolvidas O corpo da fêmea termina afiladamente Machos com uma bolsa copuladora desenvolvida e com dois espículos de tamanho médio Oesophagostomum spp Vesícula cefálica (A), vesícula cervical (B) e asa cervical (C) Ovos de Oesophagostomum spp, contendo de 16 a 32 blastômeros Ancylostoma spp: Curvados dorsalmente – Aspecto de gancho Bolsa copuladora bem desenvolvida Pequenos: Fêmeas – 15 a 20 mm ; Machos – 12 mm A. caninum – Três pares de dentes marginais; A. braziliense – dois pares de dentes marginais Ancylostoma caninum – Três pares de dentes marginais. Ancylostoma spp Ovo de Ancylostoma spp Stephanurus dentatus Vermes grandes e robustos (fêmea com 3 a 4,5 cm; macho com 2 a 3 cm), normalmente rosados Cápsula bucal proeminente, em forma de taça, com duas projeções cuticulares anteriores transparentes, coroa franjada e dentículos em sua base Os machos apresentam bolsa copuladora pequena com dois espículos, iguais ou desiguais em tamanho O corpo da fêmea termina afiladamente Stephanurus dentatus em cópula. Macho (2) e Fêmea (1) Parascaris equorum: Tamanho grande (fêmea com 20 a 50 cm e macho com 15 a 28 cm de comprimento; Os machos têm asa caudal Boca trilabiada com interlábios Os ovos são esféricos, com casca rugosa e com superfície pegajosa que adere facilmente a objetos no meio ambiente. Boca trilabiada do P. equorum Parascaris equorum Strongylus vulgaris: Vermes robustos (fêmea: 20 a 24 mm; macho: 14 a 16 mm), de coloração vermelho-escura Cápsula bucal bem desenvolvida e oval, com coroa franjada, dois dentes arredondados em formato de orelha em sua base e um ducto dorsal da glândula esofágica Machos com bolsa copuladora bem desenvolvida e dois espículos de tamanho médio O corpo das fêmeas afila-se no final Os ovos são ovais, de casca fina Strongylus vulgaris Esquema – Coroa franjada (A) e Dentes (B) Dictyocaulus viviparus: Raios bursais bem desenvolvidos, com alguns raios fusionados Espículos curtos e reticulados (grossos e iguais) Extremidade anterior com papilas cefálicas Medem entre 5 e 10 cm. Dictyocaulus viviparus Dictiophyme renale Nematoides de cor vermelha (apresentam um pigmento semelhante à hemoglobina dos vertebrados) As fêmeas podem chegar a até 1 m de comprimento × 1 cm de diâmetro e têm a vulva próxima à extremidade anterior do corpo Ovos bioperculados de casca grossa e enrugada Os machos medem em torno de 40 cm de comprimento, têm somente um espículo e apresentam uma pequena bolsa copuladora com aspecto de sino Dictiophyme renale Bolsa copuladora em forma de sino (1) Ovos de Dictiophyme renale Ascaris spp São vermes de tamanho grande (fêmea com 20 a 40 cm e macho com 15 a 25 cm; Fêmea com vagina localizada no terço anterior do corpo Parasitos trilabiados sem interlábios Não apresentam asas cervicais no corpo O corpo das fêmeas termina em cauda romba e os machos têm dois espículos Os ovos têm casca muito espessa, com três camadas, e a mais externa, albuminosa, confere uma aparência irregular ao ovo Boca trilabiada Ascaris spp Ovos de Ascaris spp Platynosomum spp Corpo estreito e alongado Adultos medem até 8 mm de comprimento Testículos volumosos, na mesma linha horizontal, pós-acetabulares Ovário menor que os testículos, abaixo do testículo direito. Ovo Platynosomum spp. Platynosomum spp. Fasciola hepatica: Trematódeos foliáceos Apresentam uma projeção cônica anterior ou cone cefálico Tegumento coberto de espinhos e acetábulo próximo da ventosa oral Ovos amarelados com aproximadamente 150 mm de comprimento Mede até 30 mm de comprimento Testículos, ovário, cecos intestinais e canais excretores muito ramificados Fasciola hepática – principais estruturas Ovo de Fasciola hepatica FILO ARTHROPODA (ARTHRON = ARTICULAÇÃO; PODOS = PÉS) Principais características: Apresentam apêndices articulados Corpo com simetria bilateral Corpo geralmente segmentado e articulado Cabeça, tórax e abdome diferenciados (insetos) ou fusionados (ácaros) Muitos têm exoesqueleto endurecido (quitina) Fazem mudas do exoesqueleto entre as diferentes fases de vida Tubo digestivo completo (com aparelho bucal, intestino, ânus) Sistema circulatório aberto (a hemolinfa não está contida em vasos, é transparente, contém hemócitos e circula entre os órgãos) Respiração por traqueias, brânquias e/ou pulmões Presença de órgãos de sentido, como antenas e pelos sensitivos Reprodução sexuada, raramente partenogênese. A maioria dos artrópodes tem fecundação interna e é ovípara Classe Arachnida Presença de quelíceras e no aparelho bucal Ausência de antenas Subclasse Acari (= acarina) Corpo fusionado, sem segmentações; Não há cabeça; Na parte anterior, há o gnatossoma, que é o aparelho bucal, composto de palpos (função sensorial), quelíceras (para cortar a pele) e hipostômio (canal alimentar). Família Ixodidae Principais características: Aparelho bucal constituído de palpos, quelíceras e hipostômio contendo dentes (Figura 4.1) Fêmeas com área porosa na base do capítulo Carrapatos com escudo dorsal cobrindo toda a face dorsal no macho e somente um terço da face dorsalda fêmea, ninfa e larva. Por isso, são chamados de carrapatos duros Dimorfismo sexual nítido (machos com escudo completo e fêmeas com escudo incompleto na face dorsal do corpo; Orifício genital nos adultos ingurgitados (cheios de sangue), localizado entre as patas I e II e, quando não estão ingurgitados, entre as patas II e III As ninfas e os adultos têm um par de estigmas respiratórios ao nível da coxa IV, abrindo-se em peritremas com forma de vírgula É importante ressaltar que as larvas têm três pares de patas, respiração cutânea e escudo incompleto Ninfas: têm quatro pares de patas, escudo incompleto e ausência de aparelho genital Fêmeas: têm quatro pares de patas, escudo incompleto e aparelho genital na face ventral, entre o 1o e o 3o pares de coxas, dependendo de quanto estão ingurgitadas Machos: têm quatro pares de patas, escudo completo e aparelho genital na face ventral do corpo, entre o 1o e o 3o pares de coxas, dependendo de quanto estão ingurgitados. Amblyoma spp: Gnatossoma mais longo do que largo e presença de olhos no escudo Geralmente com escudo ornamentado (de cor diferente do resto do corpo e muitas vezes com desenhos; Festões presentes, placas adanais ausentes no macho e presença de estigmas em forma de vírgula ou triângulo Amblyomma sp – Poro genital (1), poro excretor (2) e estigmas (3) Amblyomma sp macho – escudo dorsal ornamentado completo (1) e festões (2) Fêmea de Amblyomma sp – Escudo dorsal ornamentado incompleto (1), gnatossoma (2) e festões (3) Ninfa de Amblyomma sp – Escudo dorsal incompleto (1), festões (2), gnatossoma (3) e poro excretor (4) Ninfa de Amblyomma sp Diferentes fases do ciclo de vida do Amblyomma sp Rhipicephalus sp. Palpos e rostro (hipostômio + quelíceras) curtos Base do gnatossoma geralmente hexagonal Escudo sem ornamentação Machos com um par de placas adanais desenvolvidas e um par rudimentar, coxa I bífida Rhipicephalus sp – Escudo não ornamentado (1) e festões (2) Rhipicephalus sp – Palpos (1), quelíceras (2) e hipostômio (3) e aparelho bucal hexagonal Rhipicephalus sp Rhipicephalus sp macho – Placas adanais (1) e coxas bífidas (2) Família Argasidae Características: Não apresentam escudo e, por isso, são chamados de carrapatos moles Gnatossoma ventral nos adultos (machos e fêmeas) e nas ninfas e anterior nas larvas Palpos livres Fêmeas sem áreas porosas na base do capítulo Tegumento coriáceo, rugoso e granuloso O estigma respiratório se abre entre o 3o e o 4o par de coxas Dimorfismo sexual pouco acentuado. Nas fêmeas, a abertura genital localiza-se ventralmente, entre o primeiro e o segundo pares de coxas, tem forma de fenda e é grande, indo quase de uma coxa a outra. No macho, é arredondada e pequena. Vista dorsal. Segundo segmento do palpo com projeção lateral (1). Onze festões (2), base do gnatossoma retangular (3) e escudo dorsal não ornamentado (4). Fêmea. Faces ventral (A) – aparelho bucal (gnatossoma) (1), abertura genital (2) e borda lateral (3) – e (B) dorsal.