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Aula 03
Administração de Recursos Materiais p/ Câmara - Analista - Material e Patrimônio
Professor: Felipe Petrachini
Administração de Recursos Materiais para a Câmara dos Deputados
Teoria e exercícios comentados
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AULA 03 - Compras. Organização do setor de
compras. Etapas do processo. Perfil do comprador.
Modalidades de compra. Cadastrode fornecedores.
Compras no setor público.Objeto de licitação. Edital de
licitação. Gestão patrimonial. Tombamento de bens.
Controle debens. Inventário. Alienação de bens.
Alterações e baixa de bens
SUMÁRIO PÁGINA
Sumário
Diplomas Normativos Pertinentes ................................................................... 2
7. Gestão Patrimonial ...................................................................................... 3
7.1 As Diversas Classificações de Bens Patrimoniais ................................. 3
7.2 Sistema Patrimonial: O Controle de Materiais e Patrimônio .................. 9
7.2.1 Tombamento dos Bens ................................................................... 9
7.2.2 Inventário de Material .................................................................... 11
7.2.3 Alienação de Bens, Alteração e Baixa de Bens ............................ 18
7.2.4 Classificação, Catalogação e Codificação de Materiais ................ 21
8. As Compras nas Organizações ................................................................. 38
8.1 Organização do setor de compras ....................................................... 41
8.2 Etapas do Processo de Compras ........................................................ 42
8.3 Negociação .......................................................................................... 45
8.4 Centralização e Descentralização de Compras ................................... 49
8.5 Modalidades de Compras .................................................................... 50
8.6 Acompanhamento de Pedidos ............................................................. 52
8.7 Cadastro de Fornecedores .................................................................. 53
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8.8 Perfil do Comprador ............................................................................. 61
8.9 Incoterms ............................................................................................. 64
9. Compras no Setor Público ......................................................................... 69
Links Úteis ................................................................................................. 69
9.1 Modalidades, Dispensa e Inexigibilidade de Licitação e Objeto de
Licitação ............................................................................................................... 73
9.2 Edital de Licitação ................................................................................ 86
9.3 Pregão ................................................................................................. 91
9.4 Disposições específicas sobre Compras Públicas ............................... 94
Despedida ................................................................................................... 101
Questões Comentadas ................................................................................ 101
Questões Propostas .................................................................................... 148
E vamos para nossa última aula do curso. Para variar, não tem muito
segredo.
Diplomas Normativos Pertinentes
Recomendo a leitura dos seguintes diplomas normativos, como forma de
complementação do conteúdo da aula:
http://www.comprasnet.gov.br/legislacao/in/in205_88.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/Antigos/D99658.htm
http://www.ciaar.com.br/pregao/in02.pdf
Farei menção a eles nesta aula, ressaltando o que costuma cair em prova,
mas sempre tem alguma pergunta perdida tirada de um artigo nunca antes utilizado,
então, vale a pena perder quinze minutos para ler os links.
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7. Gestão Patrimonial
7.1 As Diversas Classificações de Bens Patrimoniais
A grande sacada deste tema é que ele não se encontra dentro da
Administração de Recursos Materiais, mas sim da Administração Patrimonial.
Lembra-se do quadro da Aula 00?
Até agora nós falamos apenas de Materiais. Os materiais são encontrados no
processo produtivo, e até vez da ação da empresa, tornam-se produtos que serão
vendidos aos consumidores finais.
Agora, estamos falando de outra categoria de bens aqui. São bens que, a
princípio, a instituição não deseja colocar a venda, mas, pelo contrário, busca
incorporá-los à sua estrutura, de tal forma que dificilmente serão vendidos pela
entidade.
Outro aspecto interessante é que as provas gostam de abordar tópicos
referentes à gestão patrimonial na administração pública. Desta forma, eu que
sempre puxei o assunto para as empresas, hoje vou falar de órgãos, instituições e
entidades.
Pois bem, vamos relembrar alguns conceitos de aulas passadas.
Patrimônio é o conjunto de bens, direitos e obrigações de uma instituição que
podem ser avaliados monetariamente. Tudo, tudo, tudo que a empresa possui que
possa ser avaliado em dinheiro é patrimônio, inclusive suas dívidas (obrigações).
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E já que tais bens não serão alienados tão cedo pela entidade, existe um
raciocínio diferente no seu estudo. A máquina que prega botões na camisa serve
para que a empresa continue a produzir camisas. Sem ela, a empresa não
consegue produzir, logo, não consegue vender . Por esta razão, a empresa não
venderá esta máquina tão cedo, a não ser que seja para comprar outra máquina
que pregue botões mais rápido.
Assim, os bens que compõem o patrimônio da instituição ali estão para que
esta possa perseguir seus objetivos. Eles asseguram a continuidade das atividades
da instituição.
O que costuma cair em prova? Classificações! Embora todos estes bens
sejam patrimoniais, são bastante diferentes entre si.
Comecemos por uma diferenciação clássica, tanto na Administração como
em Direito: a diferenciação entre o patrimônio mobiliário e imobiliário. É bastante
simples na verdade, e se baseia na diferença entre bens móveis e bens imóveis:
- Bens Móveis: são os bens que podem ser removidos de sua posição sem
que sua substância seja destruída. Ou, de maneira bem mais simples, todo bem
que possa ser movimentado sem ser destruído. Imaginando uma caneta, se
você pegá-la de cima da mesa e colocá-la dentro de seu estojo, ela continuará
sendo uma caneta. Ela foi movimentada sem ser destruída.
- Bens Imóveis: Bens que perdem sua substância quando desprendidos
do solo. Encontram-se firmemente preso ao mesmo, e serão destruídos ou
descaracterizadoscaso sejam movimentados.
Imagine um prédio. Caso estejamos insatisfeitos com a posição dele na rua
(bate muito Sol na janela de manhã cedo ), ainda assim, não será possível
movimentá-lo para a esquina ao lado sem reduzi-lo a escombros. Ou ainda que o
removamos sem grandes danos, ele já não terá mais a finalidade que tinha
anteriormente.
Esta distinção tem origem no Código Civil, nos seguintes dispositivos:
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LIVRO II
DOS BENS
TÍTULO ÚNICO
Das Diferentes Classes de Bens
CAPÍTULO I
Dos Bens Considerados em Si Mesmos
Seção I
Dos Bens Imóveis
Art. 79. São bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe
incorporar natural ou artificialmente.
Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais:
I - os direitos reais sobre imóveis e as ações que os
asseguram;
II - o direito à sucessão aberta.
Art. 81. Não perdem o caráter de imóveis:
I - as edificações que, separadas do solo, mas conservando a
sua unidade, forem removidas para outro local;
II - os materiais provisoriamente separados de um prédio, para
nele se reempregarem.
Seção II
Dos Bens Móveis
Art. 82. São móveis os bens suscetíveis de movimento
próprio, ou de remoção por força alheia, sem alteração da
substância ou da destinação econômico-social.
Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais:
I - as energias que tenham valor econômico;
II - os direitos reais sobre objetos móveis e as ações
correspondentes;
III - os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas
ações.
Art. 84. Os materiais destinados a alguma construção,
enquanto não forem empregados, conservam sua qualidade de
móveis; readquirem essa qualidade os provenientes da
demolição de algum prédio.
A distinção entre patrimônio mobiliário e imobiliário tem justamente estes
dispositivos como premissa.
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Desta forma, o patrimônio mobiliário das organizações será composto pelos
bens dotados de mobilidade, quer seja por movimento próprio (nesta categoria
HVWmR�RV�VHPRYHQWHV��DQLPDLV�TXH�VmR�FDSD]HV�GH�VH�PRYHU�SRU�³LQLFLDWLYD�SUySULD´��
ou por remoção decorrente de força alheia (são os objetos inanimados, sem vida
própria, a exemplo de uma mesa, cadeira, lápis, computadores, que podem ser
movimentados por você).
Existe mais um ponto importante nesta classificação: não pode haver
alteração na substância ou na destinação econômico social do bem. Que se quer
dizer com isto?
Uma cadeira, quando movida de um ponto A para um ponto B ainda é uma
cadeira. Ela poderá ser utilizada da mesma maneira no ponto B como poderia ter
sido utilizada no ponto A. Ela não deixará de ser cadeira por conta disto, e as
pessoas poderão continuar a sentar nela.
De maneira análoga, o patrimônio imobiliário das organizações é composto
pelos bens naturalmente ou artificialmente incorporados ao solo. As árvores são
bens que se encontram fixadas ao solo sem que a força humana tenha concorrido
para tanto. Entretanto, um grande edifício só encontra suas fundações
profundamente arraigadas ao solo através do engenho humano (bonito né? ), sendo
um exemplo de incorporação artificial.
Os bens que compõem o patrimônio imobiliário, por definição, não podem ser
removidos de sua posição original sem que com isto sua substância seja destruída,
ou sua finalidade desvirtuada. Uma casa movida do ponto A para o ponto B
SURYDYHOPHQWH�VHUi�FRQYHUWLGD�HP� ³SLOKD�GH�HVFRPEURV´�HP�TXHVWmR�GH� LQVWDQWHV��
deixando de ter a finalidade econômico social que possuía anteriormente (pessoas
morando nela ).
Mas quem foi que disse que esta era a única classificação possível? . Temos
várias outras, tão legais quanto, que também podem ser cobradas em prova . Veja
só:
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Bens materiais: na contabilidade, estes bens corresponderiam ao ativo
imobilizado da empresa.
São bens dotados de existência física, tangíveis, palpáveis. São mais do
que meras ideias, são coisas, objetos. Um prédio, um carro, um lápis, todos estes
bens são materiais, pois correspondem a algo que podemos tocar. E claro, além de
poderem ser tocados, são bens permanentes, ou seja, a instituição tem a intenção
de mantê-los. É isto que os diferencia das mercadorias em estoque.
Por exemplo: é possível que uma concessionária possua tanto veículos
disponíveis para venda (mercadorias) como veículos para deslocamento de seus
vendedores (bens).
Embora ambos sejam veículos (talvez até do mesmo modelo, ano e maca), o
primeiro deles será considerado mercadoria (pois a entidade tem planos de aliená-
lo) enquanto o segundo será considerado um bem material (pois incorporado ao
ativo permanente da entidade). Por curiosidade tão somente, saiba esta distinção é
tão importante que o veículo, enquanto mercadoria, não está sujeito ao IPVA, e sim
ao ICMS (não, não cai tributário na sua prova, mas é importante você perceber a
LPSRUWkQFLD�GH�XPD�³VLPSOHV´�FODVVLILFDomR���
Bens imateriais: corresponderiam aos ativos intangíveis��(VWHV�³EHQV´�QmR�
são exatamente bens, mas estão mais próximos de direitos que a instituição
possui. Uma patente é um direito que possui uma instituição de fabricar
determinado produto de maneira exclusiva.
E este direito, por conceder uma vantagem de mercado, pode ser avaliado
monetariamente�� HPERUD� QmR� SDVVH� GH� XPD� VLPSOHV� LGHLD�� 7DLV� ³EHQV´� VmR�
intangíveis, não podem ser tocados.
Ok, você já sabe o que são bens matérias e porque os bens materiais não
são mercadorias (e, por favor, não existe estoque de bens materiais nem de bens
do ativo permanente ou imobilizado).
A gestão patrimonial volta sua atenção principalmente aos bens materiais.
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Contudo, a simples classificação entre bens materiais e bens imateriais não é
suficiente para atender aos interesses da Gestão Patrimonial. Devemos ir mais
fundo. Desta forma, uma subclassificação busca dividir os bens materiais em:
- Bens de Consumo: É o exemplo típico dos materiais de escritório.
Por suas características, o uso contínuo acaba por esgotar sua
substância ao final de um curto período de tempo (menos de dois anos), de tal
forma que precisam ser repostos com frequência.
Afinal, nenhuma carga de caneta do mundo vai durar a próxima década,
razão pela qual sua futura mesa terá um monte delas.
- Bens Permanentes: o uso corrente destes bens não o destrói.
Tendem permanecer com as mesmas características da data de sua
aquisição durante um longo tempo (pelo menos mais de dois anos).
O prédio não desmorona assim que saímos dele, nem precisa ser
reconstruído dia após dia. Ele é utilizado por mais de um século e continua lá, do
jeitinho que era (algumas rachaduras,mas é só isso).
Outra classificação vem lá do Direito Civil, e diferencia os bens entre:
Bens de uso comum do povo: São bens de uso geral, que podem ser
utilizados livremente por todos os indivíduos. A praça aonde você vai é um bem
público que pode ser utilizado por qualquer pessoa, sem necessidade de
autorização.
Bens de uso especial: São aqueles nos quais são prestados serviços
públicos, tais como hospitais públicos, escolas e aeroportos. Sua característica
principal é a que, embora públicos, o acesso às instalações pode ser
restringido a pessoas autorizadas.
Por exemplo: a repartição onde você irá trabalhar embora seja um bem
público, não autoriza a qualquer pessoa a possibilidade de entrar em qualquer sala
da unidade.
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Bens dominicais: São bens públicos que não possuem destinação
definida, e desta forma, são passíveis de alienação.
Ok, prometo que é só isso que precisa ser tratado quando falamos de bens.
7.2 Sistema Patrimonial: O Controle de Materiais e Patrimônio
Eis aqui outro tópico que cheira a Contabilidade Pública .
Tomando emprestada a definição que aquela disciplina traz a este conceito,
podemos dizer que o Sistema Patrimonial registra analiticamente todos os bens
de caráter permanente, com indicação dos elementos necessários para a
perfeita caracterização de cada um deles e dos agentes responsáveis pela sua
guarda e administração, bem como mantém registro sintético dos bens
moveis e imóveis.
Depois desta definição, viriam 50 páginas a respeito de previsão
orçamentária, resultado de exercícios, ativos de todas as espécies possíveis e
imagináveis, e após isso, você teria arranhado a superfície daquilo que se pretende
que um especialista no assunto conheça .
Não é assim aqui(ao menos, até hoje nunca foi cobrado algo tão específico).
O que mais importa neste ponto são duas coisas: o registro preciso daquele
bem que compõe o patrimônio (porque tudo na Administração Pública é registrado)
e o controle do bem (afinal, é dinheiro público, e assim, merece toda nossa
atenção).
Assim o sendo, os próximos tópicos ajudarão você a entender o
funcionamento do sistema patrimonial na Administração Pública.
7.2.1 Tombamento dos Bens
Vou explicar o processo desde o início. E no início, não há bem algum. Nossa
instituição, que pretendia adquiri-lo, licitou o objeto há muito tempo atrás. E agora
ele, o dito bem, chegou, está na porta da repartição. O que fazer?
Obviamente que você irá recebê-lo. Mas e aí? Mais nada? Errado!
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Todo bem que adentra a instituição (e principalmente uma instituição pública)
precisa ser devidamente registrado.
Lembra-se dos procedimentos de recebimento de materiais das aulas
passadas?
Tudo que está lá é importante para o recebimento do bem. Mas o
tombamento é a etapa que sucede a recepção do dito cujo.
Vamos relembrar rapidamente a recepção dos materiais, cujo princípio é o
mesmo aqui:
O recebimento provisório envolve apenas procedimentos de conferência
dos materiais, já o recebimento definitivo, momento posterior à conferência, é
quando se emite o aceite em documento fiscal e se declara que o material está de
acordo com o especificado no contrato firmado entre o comprador e o fornecedor,
ou devolve o material ao fornecedor, por estar em desacordo com as
especificações, para que este regularize os materiais.
Uma vez dado o recebimento definitivo, está na hora de realizar o
tombamento do bem. E o que é isso?
Tombamento é o procedimento administrativo de identificação de um
bem permanente e seu registro no patrimônio da instituição.
Essa identificação administrativa consiste em efetuar um cadastro onde são
dispostas todas as informações referentes ao bem.
E ao final, gera-se um número de patrimônio, normalmente em uma
plaqueta a ser afixada no bem, que será seu respectivo número de controle.
Enquanto este bem for um bem, e enquanto integrar o patrimônio da
administração, seu número de identificação permanecerá com ele.
Passada todas estas etapas, diremos que o bem foi incorporado ao
patrimônio da entidade, passando a compor seu acervo patrimonial.
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De tempos em tempos a administração efetuará o inventário de todos os
bens do seu patrimônio, e os números de patrimônio serão úteis nesta missão.
0DV� FRQFRUGD� TXH� QmR� p� WRGR� EHP� TXH� p� VXVFHWtYHO� GH� VHU� ³HPSODFDGR´"�
Alguns deles, por razão de seu valor econômico diminuto, talvez sejam mais baratos
que a própria plaquinha que seria colocada neles, não é mesmo?
Eu tinha dito que iria parar de classificar bens. O problema é que esta
classificação está diretamente relacionada ao tombamento, de forma que eu preciso
colocá-la nesta parte da aula. Mea culpa...
Dentro da classificação de bens móveis encontramos dois tipos de bens:
Bens Controlados: este é o material sujeito a tombamento propriamente
dito. Seu valor monetário justifica um rigoroso controle sobre sua existência, e
responsabilidade sobre sua guarda e conservação.
Bens Relacionados: Material dispensado de tombamento. Não vai ter
plaquinha .
Mas isso não quer dizer que ele não será controlado pela instituição. Ele
sofrerá um controle simplificado. Não é toda caneta que entra na repartição que
vai ganhar um número de patrimônio, mas haverá algum tipo de controle (variará
conforme a instituição).
7.2.2 Inventário de Material
Ok, o bem já está dentro da instituição e devidamente catalogado.
Mas nós devemos continuar a prestar atenção nele!
Os bens da instituição não podem desaparecer de uma hora para outra, pois
como dissemos, o objetivo é que continuem a servir seus objetivos durante muito
tempo ainda. Só que isto só poderá ser feito se exercermos controle sobre os bens.
E a melhor maneira de exercer este controle é através do inventário.
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Dá-se o nome de inventário à verificação ou confirmação da existência de
bens na instituição. Este inventário pode se dar tanto sobre os materiais em
estoque como sobre os bens patrimoniais da entidade.
O inventário em si consiste no levantamento físico ou contagem dos
materiais para que os dados obtidos sejam comparados ao registro efetuado pela
instituição.
Desta forma, inventariar os bens significa certificar-se de que as
informações constantes no controle da instituição refletem a realidade.
Os órgãos da Administração Pública Federal seguem uma definição bastante
elucidativa, constante da Instrução Normativa SEDAP 205/1998. O que eu gosto
desta definição é que ela ainda traz vários exemplos da utilidade do inventário. Veja
só:
8. INVENTÁRIO FÍSICOÉ O INSTRUMENTO DE CONTROLE
PARA A VERIFICAÇÃO DOS SALDOS DE ESTOQUES NOS
ALMOXARIFADOS E DEPÓSITOS, E DOS EQUIPAMENTOS E
MATERIAIS PERMANENTES EM USO NO ÓRGÃO OU
ENTIDADE, QUE IRÁ PERMITIR, DENTRE OUTROS:
A) O AJUSTE DOS DADOS ESCRITURAIS DE SALDOS E
MOVIMENTAÇÕES DOS ESTOQUES COMO SALDO FÍSICO
REAL NAS INSTALAÇÕES DE ARMAZENAGEM;
B) A ANÁLISE DO DESEMPENHO DAS ATIVIDADES DO
ENCARREGADO DO ALMOXARIFADO ATRAVÉS DOS
RESULTADOS OBTIDOS NO LEVANTAMENTO FÍSICO;
C) O LEVANTAMENTO DA SITUAÇÃO DOS MATERIAIS
ESTOCADOS NO TOCANTE AO SANEAMENTO DOS
ESTOQUES;
D) O LEVANTAMENTO DA SITUAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS E
MATERIAIS PERMANENTES EM USO E DAS SUAS
NECESSIDADES DE MANUTENÇÃO E REPAROS; E
E) A CONSTATAÇÃO DE QUE O BEM MÓVEL NÃO É
NECESSÁRIO NAQUELA UNIDADE.
E como proceder ao inventário? Existem três maneiras principais de se fazer
isso:
Inventário Geral ou Periódico: Estes são feitos no final do exercício fiscal
com a contagem e verificação sendo feitas uma única vez para todos os itens do
estoque ou patrimônio.
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Como você deve ser capaz de imaginar, isto levará um tempo considerável
para ser feito, e desta forma, a execução do inventário geral normalmente paralisa
as atividades da área inventariada.
Inventário Rotativo: o Inventário Geral é custoso para a instituição, pois
paralisará as atividades da entidade.
Para evitar estes males, existe o Inventário Rotativo. Nestes casos, haverá
um cronograma periódico a se seguido, fazendo-se a contagem periódica
(normalmente mês a mês) de cada área pretendida, de maneira que ao final do
exercício, todas as áreas tenham sido inventariadas.
A vantagem do método está justamente em não paralisar a atividade da
instituição.
O inventário rotativo tem mais uma vantagem. Caso a empresa combine
algum método de classificação de materiais (por exemplo, a classificação ABC), é
possível fazer com que alguns grupos de itens sejam verificados mais vezes
do que outros. E como vimos no capítulo da Curva ABC, alguns poucos itens
merecem mais atenção que outros muitos itens.
Os materiais podem ser divididos, por exemplo, em três grupos:
Grupo 1: itens correspondentes à Classe A, que por sua importância e valor
significativo, merecem atenção redobrada, e, portanto, serão inventariados, por
exemplo, três vezes ao ano.
Grupo 2: itens correspondentes à Classe B, que tem importância
intermediária, e assim, podem ser inventariados, por exemplo, apenas duas vezes
ao ano.
Grupo 3: estes são os demais itens (Classe C), que existem em grande
quantidade e pequeno valor total. E por representarem um valor menor do estoque
(além de dar bem mais trabalho inventariá-los), serão contados apenas uma vez por
ano.
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Inventário Dinâmico: Segue a mesma estrutura do inventário rotativo (a
eleição de grupos de itens diferentes que merecerão atenção diferente.
Mas, no inventário rotativo, cada grupo de itens é contado periodicamente,
independentemente da ocorrência de determinado evento. Se a contagem dos itens
do Grupo X está marcada para março, eles serão contados em março, não
importando o que aconteça.
O inventário dinâmico parte de outra premissa. Os materiais também estão
divididos em grupos, mas há um gatilho para a contagem ser realizada. O gatilho
pode ser, por exemplo, o fato de o registro de estoque ter chegado a zero no
sistema da empresa. Neste caso, a contagem serviria para conferir se realmente
não sobrou nenhum material daquele tipo. Outro critério pode ser o atingimento da
quantidade de materiais do Estoque de Segurança. Neste caso, o objetivo seria se
certificar de que a margem de materiais ainda existe realmente.
Por outro lado, levando-se em conta a Instrução Normativa 205/1988, existe
a classificação feita no âmbito da SEDAP, que é bom que você conheça também:
8.1. Os tipos de Inventários Físicos são:
a) anual- destinado a comprovar a quantidade e o valor dos
bens patrimoniais do acervo de cada unidade gestora,
existente em 31 de dezembro de cada exercício - constituído
do inventário anterior e das variações patrimoniais ocorridas
durante o exercício.
b) inicial- realizado quando da criação de uma unidade
gestora, para identificação e registro dos bens sob sua
responsabilidade;
c) de transferência de responsabilidade- realizado quando
da mudança do dirigente de uma unidade gestora;
d) de extinção ou transformação- realizado quando da
extinção ou transformação da unidade gestora;
e) eventual- realizado em qualquer época, por iniciativa do
dirigente da unidade gestora ou por iniciativa do órgão
fiscalizador.
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E como é feito o inventário? Já disse para você que é impossível que alguém
te diga como fazer algo, mas sempre existem critérios a serem levados em
consideração. A doutrina costuma estruturar os passos da seguinte maneira:
- Convocação das equipes de inventariantes: Normalmente, o inventário é
feito através de duas equipes: a primeira equipe vai fazer a primeira contagem, e
a segunda equipe vai....adivinha.... contar de novo!
Este procedimento é feito para fins de revisão, já que seria mais difícil que
duas equipes contassem errado o mesmo número de itens (seria como se você e
um colega seu não só acertassem as mesmas questões em uma prova, mas
também errassem as mesmas questões, na mesma alternativa. No mínimo
estranho, não? );
- Arrumação física: Não dá para contar objetos se eles não estiverem
organizados. Desta forma, nesta fase, os itens semelhantes são agrupados e, se
possível, sairão do caminho, para que as equipes possam transitar livremente. No
caso do inventário patrimonial, rearranjar os objetos pode ser bastante
difícil(imagine colocar todas as cadeiras do seu andar em um canto da sala), de
maneira que essa fase não é obrigatória;
- Cartão de Inventário: É a ficha na qual os itens são contados. Ali serão
inseridos os dados do objeto inventariado, e, depois, sua quantidade. Isto, lógico, se
o processo for feito manualmente. Caso, por exemplo, todos os materiais tenham
recebido códigos de barra ao chegar à entidade, seria só passar a maquininha .
- Atualização dos registros de estoque: Se houver algum documento
parado que altere as informações constantes na entidade antes do inventário, este
documento precisa ser processado.
Por exemplo: se no dia anterior foi feita uma retirada de 50 canetas, é claro
que elas não estarão lá para serem contadas. Mas, se por qualquer razão, esta
informação ainda não foi computada, chegou a hora de fazer isso.
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- Contagem do estoque(ou dos materiais, ou ainda, dos bens): E finalmentechega o momento. Depois de tanta preparação, está na hora de contar os materiais
ou bens. Cada item será contado duas vezes.
Da primeira vez, será colocado um cartão, etiqueta ou ficha no bem, para
mostrar que a primeira equipe o incluiu na contagem. A segunda equipe de
contagem vai contar tudo de novo, retirando parte da marca identificadora, para
mostrar que também contou o bem. E o que sobrou da marca será removido ao fim
do inventário.
- Reconciliação e ajustes: Fizemos tudo isto para nos certificarmos que não
há divergência entre a realidade e o registro da entidade. Mas e se houver?
Cabeças vão rolar . Brincadeira, mas alguém terá de explicar as divergências(e
se você vier a ser chefe, vai te dar uma baita dor de cabeça).
Uma vez explicada a variação, é feito o registro da informação real, e
assim, a contagem fica conciliada.
Estas etapas, na gestão patrimonial, também comportam outra classificação
que é cobrada em provas:
Levantamento: É a coleta de dados sobre todos os elementos do
patrimônio.
Nesta etapa, se determinada o que irá ser contado e procede-se à contagem,
em três sub etapas:
- Identificação: Verificação das características dos elementos do
patrimônio a serem inventariados, para posterior agrupamento por semelhança;
- Agrupamento: Junção dos elementos identificados conforme sua
semelhança, para ficar mais fácil de contá-los.
- Mensuração: É a contagem, o inventário em si. Nesta etapa será
determinada quantidade de bens existentes na entidade.
Depois do levantamento, seguem-se as atividades de:
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Arrolamento: Registro das informações levantadas.
Tombamento. É uma fase que nós já vimos. Também é um registro, mas
não de informações, mas do próprio bem que compõe o patrimônio da
entidade.
E como todo bem patrimonial é suscetível de avaliação monetária, passamos
à última fase, que é a da:
Avaliação: compreende a aferição do valor monetário do bem. Sem a
avaliação, o arrolamento só serve para controlar a existência do bem, mas tal
registro não poderá ser utilizado na contabilidade da entidade.
Estes itens correspondem à etapa ou etapas da descrição anterior. São dois
meios de classificar os passos a serem tomados no processamento do inventário.
Então, eles podem conter etapas comuns.
Um último termo a ser aprendido: Cut-off.
É uma paralisação em toda movimentação de materiais da empresa (é
recomendável que esta paralisação seja real, mas ela pode ser simplesmente
teórica, através de um registro apartado), a fim de que o material possa ser
contado.
É recomendável (não obrigatório, como veremos nas questões) que a
empresa não receba materiais na data do inventário, que as necessidades do
processo produtivo sejam atendidas previamente, de maneira que, quando realizado
o Cut-off, nenhum material na empresa esteja sendo movimentado, ou se não for
possível parar a movimentação, que esta seja feita em separado.
Isto é perfeitamente justificável: se o material continuasse a entrar e sair
livremente, o inventário nunca terminaria, já que sempre existiriam novos itens
para serem contados ou baixados.
Através do Cut-off, a empresa especifica a data limite que as informações do
inventário abarcarão.
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Por exemplo: inventário até o dia 31 de dezembro de 2012. Isto significa que
os itens que entrarem ou saírem da empresa no dia 1º de janeiro não serão
contados naquele inventário.
Mas, para traçar este limite com precisão, é necessário algo mais que a
simples estipulação da data. A empresa precisa apontar quais são as últimas
operações a serem consideradas no inventário (preferencialmente três) para que
esta delimitação fique bem clara.
Desta forma o cut-off pode ser feito através de um mapa que detalhe os três
últimos documentos considerados antes da contagem, e assim, o inventário pode
ser feito com tranquilidade, sem o risco de, por exemplo, que alguns itens sejam
esquecidos ou contados em duplicidade.
Viram que não tem muito segredo? É porque é só isso mesmo.
Próximo ponto.
7.2.3 Alienação de Bens, Alteração e Baixa de Bens
A alienação é uma das formas pela qual o bem da entidade pode deixar o
seu patrimônio, e desta forma, não há mais razões para realizar o seu controle.
Alienar é transferir a propriedade de um determinado bem a terceiro. No
Direito Civil, este termo é utilizado especificamente na venda do bem, não se
aplicando a doações ou permutas.
Entretanto, o Decreto 99.658/1990 (que inspira a criação de questões sobre o
assunto) aborda um conceito mais amplo de alienação: operação que transfere o
direito de propriedade do material mediante, venda, permuta ou doação.
Veja só:
Art. 3º Para fins deste decreto, considera-se:
I - material - designação genérica de equipamentos,
componentes, sobressalentes, acessórios, veículos em geral,
matérias-primas e outros itens empregados ou passíveis de
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emprego nas atividades dos órgãos e entidades públicas
federais, independente de qualquer fator;
II - transferência - modalidade de movimentação de material,
com troca de responsabilidade, de uma unidade organizacional
para outra, dentro do mesmo órgão ou entidade;
III - cessão - modalidade de movimentação de material do
acervo, com transferência gratuita de posse e troca de
responsabilidade, entre órgãos ou entidades da
Administração Pública Federal direta, autárquica e
fundacional do Poder Executivo ou entre estes e outros,
integrantes de qualquer dos demais Poderes da União;
IV - alienação - operação de transferência do direito de
propriedade do material, mediante venda, permuta ou
doação;
V - outras formas de desfazimento - renúncia ao direito de
propriedade do material, mediante inutilização ou
abandono.
Neste caso, mesmo que o bem seja doado, estaremos diante das hipóteses
de alienação do bem. Na verdade, não faz tanta diferença, já que as operações a
serem adotadas serão as mesmas.
A alienação no setor público é um fenômeno melhor estudado nas aulas de
Direito Administrativo, especificamente nos procedimentos licitatórios. Seria
temeridade de minha parte tentar resumir em algumas linhas o tema de uma aula
inteira, de maneira que vou passar rapidamente os requisitos para alienação dos
bens móveis e imóveis:
- Alienação de bens móveis: o administrador público não faz nada sem que
o interesse público o esteja amparando. Assim sendo, é necessário que se
comprove o interesse por trás da operação (público, por favor). Fora isto, é
QHFHVViULR� TXH� RFRUUD� D� ³desafetação´� GR� EHP�� TXH� QDGD� PDLV� p� GR� TXH� VXD�
GHVFDUDFWHUL]DomR� HQTXDQWR� ³EHP� GH� XVR� FRPXP� GR� SRYR´� RX� ³EHP� GH� XVR�
HVSHFLDO´��SRLV�HVWDV�PRGDOLGDGHV�GH�EHQV�S~EOLFRV�VmR�LQDOLHQiYHLV��H�FRQVHTXHQWH�
caracterização do bem enquanto bem dominical. E, por fim, deve ocorrer licitação,
salvo exceções.
- Alienação debens imóveis: Deve ocorrer tudo que eu mencionei acima, e
mais ainda, deve haver autorização legislativa que permita a alienação do bem.
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Ok, mas a alienação não é a única espécie de alteração que o acervo
patrimonial da entidade pode sofrer, apesar de ser a principal (e única cobrada no
seu edital diretamente).
O bem também pode perecer em decorrência de um sinistro (ocorrência de
um evento imprevisível) ou mesmo por simples extravio (embora o bem perdido
continue a existir, não integra mais patrimônio da entidade).
E tem mais uma hipótese, lá do fim da nota de rodapé, que é o comodato.
Comodato é um contrato de Direito Civil no qual o comodante cede um bem de sua
propriedade gratuitamente ao comodatário, sob a condição de que este restitua o
mesmo bem ao final do período fixado. Se qualquer das hipóteses grifadas não
ocorrer, não estamos falando de comodato, certo?
Mas, se uma repartição pública, via de regra, não se dedica a atividades
comerciais e mais ainda, seus bens constituem patrimônio público que, via de regra,
não pode ser alienado. Então, por que raios estaria tentando se desfazer de um
material, quer seja por alienação, cessão, ou qualquer outra forma de transferência
prevista em Direito?
Porque é possível que alguns materiais sejam inservíveis à Administração,
por uma infinidade de motivos, dentre os quais aqueles previstos no parágrafo único
do artigo 3º do Decreto 99.658/1990:
Parágrafo único. O material considerado genericamente
inservível, para a repartição, órgão ou entidade que detém
sua posse ou propriedade, deve ser classificado como:
a) ocioso - quando, embora em perfeitas condições de uso,
não estiver sendo aproveitado;
b) recuperável - quando sua recuperação for possível e
orçar, no âmbito, a cinqüenta por cento de seu valor de
mercado;
c) antieconômico - quando sua manutenção for onerosa, ou
seu rendimento precário, em virtude de uso prolongado,
desgaste prematuro ou obsoletismo;
d) irrecuperável - quando não mais puder ser utilizado para
o fim a que se destina devido a perda de suas características
ou em razão da inviabilidade econômica de sua recuperação.
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Com a alienação, transferência ou cessão, passa a haver outra necessidade:
a de que o bem registrado no patrimônio seja devidamente baixado, uma vez
que não compõe mais o patrimônio da entidade.
Na verdade, a baixa do bem é a atividade administrativa correspondente à
saída dele do patrimônio. Tudo é registrado, e TUDO MESMO é registrado em uma
repartição pública.
Pois bem, já sabemos que na baixa o bem deixa de compor o patrimônio da
entidade. Mas ele será para sempre lembrado. E por qual razão? O número de
registro patrimonial dele não poderá ser utilizado em nenhum outro bem.
Aquele número pertence àquele bem, e mesmo que a plaqueta seja removida, não
poderá ser utilizada em outro bem.
Caso, um dia, aquele mesmo bem retorne ao patrimônio da entidade,
somente aí o número voltará a ser utilizado. Até lá, o número fica guardado em
outro registro, o de bens desincorporados.
7.2.4 Classificação, Catalogação e Codificação de Materiais
6HJXQGR� D� )*9� �������� FODVVLILFDU� p� ³agrupar um material segundo sua
forma, dimensão e peso, de modo a permitir procedimentos de armazenagem
adequados e o controle eficiente dos estoques´� Resumindo a história: classificar
é estabelecer características objetivas e, com base nelas, dividir objetos segundo
essas características.
Esta classificação é feita com base na utilidade, natureza e função (ou
aplicação) dos materiais no processo produtivo.
Segundo Floriano do Amaral Gurgel e Paulino G Francischini, existem quatro
princípios a serem observados quando uma entidade deseja criar um sistema de
classificação de materiais:
Principio Arbitrário: os itens de material são codificados sequencialmente, à
medida que ingressam no estoque. Essa forma de codificação tem como grande
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desvantagem o fato de não permitir nenhuma forma de identidade entre itens de
material de mesma natureza, como, por exemplo dois materiais similares.
Exemplo: Duas turbinas de avião exatamente iguais dão entrada no
almoxarifado com 20 dias de diferença de uma para outra. Os códigos de controle
destas duas turbinas podem ser completamente diferentes se, por exemplo, durante
esses 20 dias, 750 outros materiais ingressaram no almoxarifado, pois o código é
estabelecido sequencialmente e cronologicamente;
Princípio Arbitrário Fichado: a codificação sequencial deverá ser associada
a um arquivo, em que as características do material são bem detalhadas. Ao se
localizar determinado código, deve-se abrir o arquivo e lá encontrar os dados do
item.
Principio Simbólico: codificação sob a forma numérica, como também sob a
forma mnemônica para facilitar a memorização. Codificação alfanumérica, de forma
que os seus códigos guardem uma identidade entre si. Não atende a séries muito
numerosas de itens.
Princípios do Número do Projeto: são utilizados os números dos desenhos
de detalhamento dos projetos. A codificação cobre apenas as partes e materiais
integrantes dos projetos específicos.
Aproveitando o ensejo, Marco Aurélio P. Dias faz questão de deixar claro:
"O objetivo da classificação é definir uma catalogação, simplificação,
especificação, normalização, padronização e codificação GH�WRGRV�RV�PDWHULDLV´
Codificação você já sabe o que é. Aqui vai a descrição dos demais termos.
- Catalogação: a entidade irá arrolar (registrar) todos os itens existentes,
de maneira a não esquecer nenhum deles. Isto permitirá construir um código que
seja verdadeiramente útil para o contexto da entidade.
- Simplificação: consiste em reduzir a grande variedade de itens
existentes a um único item, quando eles tiverem a mesma finalidade. Por
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exemplo: se a empresa tem dois materiais que fazem exatamente a mesma coisa,
seria bom escolher a penas um deles. Isso facilitará a normalização.
- Especificação: Consiste na descrição detalhada de cada item, com todas
as informações referentes a formato, tamanho, peso, etc. Desta forma, ganha-se
duas vezes: não haverá dúvida sobre o material que será solicitado, e isto facilitará
a inspeção de qualidade do material.
- Normalização: todo material tem um propósito. Nesta etapa, serão
descritas todas as diversas aplicações de cada material.
Segundo a FGV (2013), a normalização tem os seguintes objetivos:
Comunicação: Proporciona os meios necessários para a troca adequada de
informações entre clientes e fornecedores, com vista a assegurar a confiança e um
entendimento comumnas relações comerciais.
Proteção ao Consumidor: Define os requisitos que permitam aferir a
qualidade dos produtos e serviços.
Economia: Diminui o custo de produtos e serviços mediante a
sistematização, racionalização e ordenação dos processos e das atividades
produtivas, com a consequente economia para fornecedores e clientes.
Eliminação de barreiras: Evita a existência de regulamentos conflitantes
sobre produtos e serviços em diferentes países, de forma a facilitar o intermédio
comercial.
- Padronização: não adianta nada a empresa executar todos os passos
anteriores se ainda tiver de estocar uma infinidade de itens. Na padronização, se
estabelece uma especificação para determinado material, que será sempre
deste ou daquele tipo, evitando que uma infinidade de materiais fique estocada
desnecessariamente. Acredito que o exemplo do parafuso é ilustrativo: na
padronização, a empresa específica que só irá utilizar parafusos com este peso e
diâmetro, e assim, só aquele parafuso é comprado e estocado.
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3RGH� VHU� WDPEpP� TXH� YRFr� HQFRQWUH� R� WHUPR� ³taxonomia´� HP� DOJXP�
enunciado por aí. Taxonomia é a técnica que engloba a identificação, a
descrição, a nomenclatura e a classificação de objetos. Se você já assistiu
desenhos animados (principalmente do Pica-pau), é provável que já tenha se
GHSDUDGR� FRP� HVVD� ILJXUD�� SRLV� R� VLJQLILFDGR� RULJLQDO� GR� WHUPR� p� ³GLVFLSOLQD que
GHILQH� RV� JUXSRV� GH� RUJDQLVPRV� ELROyJLFRV´�� 2� WD[RQRPLVWD� GR� GHVHQKR� VHPSUH�
queria empalhar o Pica-pau para poder estuda-lo :P.
Vamos entender como funciona tudo isso no próximo tópico.
7.2.4.1 Sistemas de Classificação de Materiais e Codificação.
Voltemos um pouco para o contexto empresarial e pensemos em uma fábrica
de bicicletas.
O almoxarifado possui quinze tipos de correias dentadas, que se diferenciam
pelo seu tamanho, material, e marca, e vários pneus de diferentes aros.
É perfeitamente aceitável que o almoxarifado comece a se confundir quando
R� VHWRU� SURGXWLYR� SHGLU� XPD� ³FRUUHLD´� HP� VXD� UHTXLVLomR� GH� PDWHULDLV� H� DFDEH�
entregando uma correia diferente daquela que o setor produtivo esperava receber.
Mas embora isso seja aceitável, vai atrasar toda a produção das bicicletas, o que vai
deixar o dono da empresa bastante frustrado.
Por conta desta diversidade incontável de itens, fica inviável identificar todos
eles usando apenas o seu nome.
0DV�� VH� DR� LQYpV� GLVWR�� QyV� DJUXSiVVHPRV� WRGRV� RV� LWHQV� ³FRUUHLD´� H�
inventássemos, sei lá, um número ou três letras, um código, que representasse todo
o grupo, e na segunda parte deste código eu distinguisse todas as correias que
estão no estoque também por outro número, isso tornaria as coisas mais fáceis, não
acha?
A cada item específico corresponde um código, mas os códigos são
montados de maneira que todo item semelhante possua parte do código igual ao
dos seus pares.
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E o setor produtivo, ao invés de pedir a correia dentada x, vai pedir o item AC
1275, que corresponde exatamente ao tipo da correia dentada que deseja, em
tamanho, marca e material.
É isto que representa a codificação de materiais.
Ok, dito tudo isto, estamos prontos para utilizar um sistema de codificação.
Os três mais cobrados em prova são os seguintes:
- Sistema alfabético: os materiais são codificados utilizando letras, e cada
letra especificando um conjunto de características e especificações. Como só
possuímos 26 letras no alfabeto, este sistema de codificação é pouco utilizado.
Exemplo: A- Pedal, B- Correia, C- pneu.
- Sistema alfanumérico: este sistema utiliza uma combinação de letras e
números, nas quais as letras representarão a classe do material e o seu grupo
dentro da classe, enquanto os números representam o código indicador do item.
Exemplo:
AD ± 2568
A ± Grupo
D- Classe
2568 ± Código Indicador
Vou explicar o significado de grupo, classe e código indicador logo mais.
- Sistema Numérico: Baseado exclusivamente em números.
Pois bem, com a implantação de sistemas de processamento eletrônico de
dados, as entidades começaram a dar forte preferência pelo sistema numérico.
Entretanto, faltava um empurrão: a criação do Sistema Decimal Universal,
consolidando definitivamente a preferência das entidades pelos sistema numéricos.
Sistema Decimal de Classificação Universal (Variação do Sistema
Dewey ou ainda, Sistema Decimal Simplificado ou Decanumérico): este é o
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sistema mais utilizado, inclusive por repartições públicas na codificação não só de
matérias, mas de quase qualquer coisa que precise de uma codificação (por
exemplo, contas públicas em direito financeiro). É também brevemente abordado
por mim nas aulas de arquivologia, sendo, entretanto, um método bastante comum
no campo da biblioteconomia.
Aliás, aí vai o momento propaganda, com um trecho do curso de
Arquivologia:
³0HOYLOOH� /RXLV� .RVVXWK� 'HZH\�� 2� PpWRGR� RULJLQDO� HUD� DSOLFiYHO� QD�
Biblioteconomia. Dewey estava preocupado com o crescente número de
publicações e bibliotecas no mundo, e mais ainda, acreditava que as pessoas
encarregadas de custodiar este conhecimento não seriam lá muito brilhantes.
Desta forma, vislumbrou um sistema extremamente simples de organização,
dividindo o conhecimento humano em 9 classes principais e mais uma décima
classe geral. Pela metodologia utilizada em sua construção, o método decimal
permite expansão ilimitada de subdivisões de uma mesma classe, embora cada
classe ou assunto comporte apenas dez subdivisões.
Mesmo com essa limitação, Dewey foi capaz de publicar sua tabela em 1876
com aproximadamente mil assuntos GH�UiSLGD�FRQVXOWD�´
Sua popularidade decorre da facilidade de seu uso e da possibilidade de
classificar milhões de itens através das combinações dos números. Você já vai ver
por que.
No método original, Dewey dividiu o conhecimento humano em 10
subconjuntos (sendo este um dos motivos pelos quais a biblioteconomia estrutura
seus acervos sob este sistema)
000 Obras Gerais
100 Filosofia
200 Religião
300 Ciências Sociais
400 Linguística
500 Ciências Puras
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600 Artes Aplicadas
700 Artes e Recreações
800 Literatura
900 História
Cada subconjunto, por sua vez, era dividida em classes, seções, subseções,
grupos e subgrupos, a exemplo do campo das Ciências Puras:
510 Matemática
520 Astronomia
530 Física
540 Química
550 Ciências do Solo
560 Paleontologia
570 Antropologia
580 Botânica
590 Zoologia
E assim por diante.
O método que estudaremos agora não é este, masuma adaptação deste.
A estrutura básica dos códigos dentro deste método é a seguinte:
Funciona assim:
A primeira chave, chamada aglutinadora, identifica um grande grupo de
materiais com características relativamente afins.
Exemplo:
01 ± matéria prima
02 ± produtos em processamento
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03 ± produtos acabados
04 ± material de escritório
Como você pode ver, estes agrupamentos são bastante gerais, e essa é a
ideia do Grupo.
Cada grupo sofrerá uma nova divisão, agora em classes, que nada mais são
do que detalhamentos da informação do grupo. Esta organização se dá por meio da
segunda chave (chave individualizadora).
Exemplo:
04 ± material de escritório
01 ± canetas
02 ± lápis
03 ± papel
Estamos cada vez mais especificando o material, mas ainda não é suficiente!
Canetas existem de diversos tipos também. Mas falta uma definição destes
diversos tipos de materiais, o que é feito através do código de identificação,
também chamada de chave descritiva. A chave descritiva identifica cada item de
material dentro da chave individualizadora, que, por sua vez, identifica cada classe
dentro da chave aglutinadora.
Vamos brincar com as canetas:
04 ± material de escritório
01 ± canetas
01 ± FDQHWD�PDUFD�³TXDOLGDGH´��SRQWD�ILQD��FRU�SUHWD
02 ± FDQHWD�PDUFD�³HVWLOR´��SRQWD�JURVVD��FRU�D]XO
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A questão é que quando chegamos neste ponto, podemos ter uma infinidade
de itens. Assim, é bastante comum utilizarmos quatro, cinco ou seis dígitos ao invés
de apenas dois.
E o melhor desta classificação é que ainda poderíamos especificar o código
em subclasses, subgrupos e o que mais imaginarmos.
Desde que o código siga esta estrutura básica, estaremos diante de um
sistema decanumérico.
Outro sistema de codificação bastante utilizado no contexto das empresas e
que segue os mesmos princípios dos sistemas de decanuméricos é o ³)HGHUDO�
Supply Classification´ (FSC).
O FSC foi um sistema desenvolvido pelo Departamento de Defesa dos
Estados Unidos com um objetivo bem claro: estabelecer e manter um sistema
uniforme de identificação, codificação e catalogação de materiais, válido para todos
os órgãos que compunham a sua estrutura.
É composto de 76 grupos subdivididos em 564 classes.
Pois bem, o FSC tem uma estrutura de 4 dígitos. Os dois primeiros definem o
grupo a que pertence o material e os dois últimos a sua classe.
Começamos então desta forma:
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Ei! Os dois primeiros números permitiram a criação de 100 grupos. E, para
cada um desses grupos, poderíamos ter mais 100 classes, totalizando 10.000
classes.
Porque só temos 76 grupos e 564 classes então? Porque o sistema deixou
propositalmente grupos e classes vagos, de forma a permitir a expansão do
sistema. Muito sábio da parte dos inventores, pois não será necessário reformular o
código caso criemos novos grupos e classes.
Este é o princípio do código FSC. Todavia, ele precisa ser aplicado no
contexto da empresa. Isto se dará por meio do Federal Stock Number (FSN).
Que raios é isto, professor?! É o princípio do código FSC que você já
conhece (4 números iniciais, sendo dois de grupo e dois de classe) seguido de
outros sete dígitos, identificadores do item.
Ou, se melhorar graficamente, posso fazer colorido:
XXXX ± XXX - XXXX
Grupo
Classe
Identificador
A distribuição dos dígitos é esta mesma: 4 ± 3 ± 4, totalizando 11 algarismos.
Alguns códigos derivados do FSC podem ainda adicionar um ou dois dígitos
verificadores.
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7.2.4.2 Código de Barra
O código de barra, antes de qualquer coisa, é uma opção de entrada de
dados em um sistema informatizado. Uma empresa poderia determinar a seus
funcionários que digitassem manualmente, por exemplo, os códigos FSC dos
materiais que saem e entram do almoxarifado a cada instante.
A digitação por um teclado convencional é uma das formas de inserção de
dados em um sistema informatizado. Soa tedioso? Soa tendinite? E, pior do que
tudo isto, soa lento? Sim!
Para atender a esta demanda, diversos métodos de inserção de dados foram
criados, a exemplo de tarjas magnéticas, sensores de marca, reconhecimento ótico,
entre vários outros.
Todavia, o mais conhecido entre estas opções é o código de barras, por
conta de:
- Baixo custo e menor tempo de implantação;
- Fácil utilização;
- Uso de equipamentos compactos;
- Alta velocidade de captura de dados
No Brasil, a introdução e o gerenciamento do uso e aplicação dos códigos de
barras estão sob a supervisão da EAN Brasil (Associação Brasileira de Automação
Comercial), criada pelo Decreto 90.095/1984 e também pela Portaria 143 do
Ministério de Indústria e Comércio.
Neste decreto, o Brasil passou a adotar o sistema EAN (Europe Article
Number).
Os sistemas mais conhecidos são os seguintes: EAN-8, EAN-13, EAN/UCC-
14 e EAN-128. Vejamos todos eles então.
O EAN-8 tem a seguinte estrutura de codificação:
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3 dígitos (fixados pelo padrão EAN): Determinam o país do produto;
4 dígitos (fixados pelo padrão EAN Brasil): Determinam o produto;
1 dígito verificador (obtido por cálculo algoritmo).
O código de barras fica assim:
O EAN-13 possui estrutura semelhante, com uma diferença: ele inclui
também a identificação da empresa que produziu o bem codificado.
Veja a estrutura de codificação para conclui isto:
3 dígitos (fixados pelo padrão EAN): Determinam o país do produto;
3, 4 ou 5 dígitos (fixados pelo padrão EAN Brasil): Determinam a empresa
que produziu o bem;
4, 5 ou 6 dígitos (fixados pelo padrão EAN Brasil): Determinam o produto;
1 dígito verificador (obtido por cálculo algoritmo).
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Caso esteja curioso, o cálculo do dígito verificador no sistema EAN-13 segue
a seguinte sequencia de passos:
Seguindo mais um pouco, chegamos ao código de barra EAN -14 (ou ainda,
EAN/UCC-14, DUN-14, ITF-14, UCC-14). Além de todas as características do
código EAN-13, tem-se a inclusão de um dígito que identifica a quantidadede
produto ou a quantidade de embalagens de vendas. Costuma ser utilizado por
comerciantes, varejistas e atacadistas, servindo para identificar containers, caixas,
pallets, entre outros.
Por exemplo: Imagine que um atacadista vende 1000 unidades de salgadinho
para um varejista. Ele o faz remetendo 10 caixas de 100 unidades cada para o
varejista.
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Pois bem, cada um desses 1000 salgadinhos terá, muito provavelmente, um
código EAN 13 na sua respectiva embalagem, identificando país de produção,
empresa produtora e o produto vendido:
3 dígitos (fixados pelo padrão EAN): Determinam o país do produto;
3, 4 ou 5 dígitos (fixados pelo padrão EAN Brasil): Determinam a empresa
que produziu o bem;
4, 5 ou 6 dígitos (fixados pelo padrão EAN Brasil): Determinam o produto;
1 dígito verificador (obtido por cálculo algoritmo).
Mas as caixas também podem receber um código de barra, mas no padrão
EAN-14. 12 dos dígitos serão exatamente iguais ao dos códigos de barra dos
produtos, entretanto, o número extra identificará a quantidade de embalagens de
salgadinhos dentro da caixa. Caso esteja se perguntando, o 14º dígito é o
verificador, e será determinado por um algoritmo previamente identificado.
Então, assim que o código de barras EAN-14 passar pelo sistema do
destinatário das caixas, seu sistema de estoque vai dar entrada, automaticamente,
em 100 unidades de salgadinho para cada caixa que passar. Sensacional, não?
Ei! Na melhor das hipóteses, esse dígito extra pode representar 9 unidades
dentro da caixa (afinal, só temos um dígito disponível, que pode ir de 0 a 9).
Caro aluno atento, você tem razão! Se o número utilizado neste dígito extra
corresponde-se ao número de embalagens, estaríamos limitados.
Entretanto, não é exatamente assim que a coisa funciona. As empresas
costumam ter três tipos de código para identificar a quantidade de embalagens que
HVWmR�UHPHWHQGR��XP�SDUD�R�³PDVWHU´��R�PDLRU�FRQMXQWR�GH�HPEDODJHQV�GLVSRQtYHO���
XP�SDUD�R�³LQQHU´��TXDQWLGDGH�LQWHUPHGLiULD�GH�HPEDODJHQV�QD�FDL[D��H�XP�SDUD�R�
³EOLVWHU´��PHQRU�FRQMXQWR�GH�HPEDODJHQV�GLVSRQtYHO��TXH�SRGH�VHU�UHSUHVHQWDGR�SHOR�
código EAN-13, pois a menor quantidade disponível de embalagens pode ser igual a
exatamente 1 unidade do bem ).
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No nosso exemplo de salgadinhos, pode ser que também houvesse caixas
de 20 unidades.
1HVWH�FDVR��DV�FDL[DV�FRP�R�GtJLWR�FRUUHVSRQGHQWH�DR�GtJLWR�³LQQHU´�WHULDP����
VDOJDGLQKRV��DTXHODV�FRP�R�GtJLWR�³PDVWHU´�WHULDP�����VDOJDGLQKRV, e a ausência de
dígito (código de barras padrão EAN-���� FRUUHVSRQGHULD� DR� QRVVR� ³EOLVWHU´� GH� ��
unidade.
Supondo que o código de barra 7891072210557 correspondesse ao código
de barra do salgadinho, teríamos o seguinte arranjo:
- &DGD�VDOJDGLQKR��³EOLVWHU´��WHULD�R�FyGLJR�GH�EDUUD padrão EAN-13 abaixo:
- $�FDL[D�FRP����XQLGDGHV��³LQQHU´��WHULa o código 17891072210556:
Repare que o dígito verificador não é o mesmo, pois, ao adicionar o dígito 1 à
frente da etiqueta, mudamos o cálculo do algoritmo.
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Por fim, a caixa de 100 unidades teria o código de barra 27891072210553:
Por fim, o último código que abordaremos é o EAN-128. Como você deve
imaginar, é um código de barras que pode chegar a apresentar 128 caracteres! É
muita informação que uma pequena sequencia de números pode guardar. Entre as
informações que ele pode conter estão data de fabricação, data de validade, peso
líquido, números seriais, entre uma infinidade de outras características. Se o
sistema utilizado pela empresa não consigam fazer a leitura do código EAN 128,
este pode ser lido como um código EAN-13.
Como ele funciona? Vamos olhar para um código de barras desses para
termos uma noção:
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Reparou nos números que estão entre parênteses? Eles indicam qual a
informação à qual os dígitos subsequentes correspondem.
Neste caso, temos os números (01), (15), (21) e (3202). Se conferirmos a
tabela de códigos do sistema EAN 128, veremos que:
IA Descrição Número de dígitos e formato
01 Global Trade Item Number (GTIN) 14 dígitos numéricos
15 Melhor antes de... 6 dígitos numéricos no formato AAMMDD
21 Número de série de 1 a 20 dígitos alfanuméricos
320y Peso líquido do produto (em libras) 6 dígitos
1HVWH� ~OWLPR� FDVR�� R� Q~PHUR� LQVHULGR� QR� OXJDU� GH� ³\´� GHILQLUi� FRP� TXDQWDV�
casas decimais o peso do item em libra será descrito no código. O código de
exemplo era 3202, logo, o peso ali constante será expresso com duas casas
decimais.
Ainda vou chatear você mais um pouquinho com este assunto, mas acredito
que seja importante. Existem algumas recomendações caso uma empresa decida
trabalhar com um código de barras:
- A cor da impressão do código deve ser escura (não necessariamente
preta), ao passo que a cor de fundo precisa ser clara (branca, amarela, laranja,
etc).
- 2V� FDUDFWHUHV� GHYHP� VHU� GH� XPD� IRQWH� FKDPDGD� ³2&5-%´�
(convencionou-se assim), devendo os caracteres terem 5,72 mm de altura e
3,65 de largura.
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- Codificação: sendo dois aspectos a serem levados em consideração:
a) O Sistema de Geração de Códigos (SGC) serve para denominar os
materiais, sendo a base do processamento da informação na empresa. Ele não
só deve ser capaz de codificar os produtos acabados, mas deve também
contemplar a codificação de matérias primas, materiais semiacabados, entre
outros materiais da empresa;
b) O Sistema para Alimentar os Computadores (SAC). Leve em conta
que alguns estabelecimentos terão quantidades monstruosas de dados a
inserir (um supermercado de grande porte pode chegar a ter de inserir 250 mil
códigos de barra por dia), o que seria inviável se os caixas tivessem de fazer
isto manualmente. Daí a importância de um sistema que permita inserir e
gerenciar os códigos rapidamente dentro do sistema;
c) O principal sistema utilizado atualmente para leitura de dados é o
scanner, baseando sua leitura em um diodo ótico capaz de medir a
intensidade de luz refletida pelo código de barras e, a partir desta reflexão,
decodificar os pontos e riscas do código.
É isso meu caro, você sabe o que deve saber sobre a gestão do patrimônio.
Mesmo assim, dê uma lida no Decreto 99.658/1990 e na Instrução Normativa
SEDAP 205/1988. Vai salvar sua vida! .
8. As Compras nas Organizações
Este tópico,apesar de parecer curto, é tão grande que precisa ser dividido
em tópicos. Mas nada que a gente não resolva.
Já pensou em como é que um material chega ao estoque? Qual setor será
responsável por suprir os estoques?
Primeiramente observe que a ideia de suprimento está ligada ao
abastecimento da produção, e este ocorrerá por meio do fornecimento de
materiais, matérias-primas e insumos, quando necessários à produção.
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O material chegará ao estoque por intermédio de compras, uma operação
essencial entre aquelas que compõem o processo de suprimento de uma
empresa1. É por está razão que as compras assumem um papel tão importante na
ARM.
Falamos que os estoques são investimento da empresa. Pois bem, este
investimento ocorre justamente por meio das compras.
De acordo com Chiavenato2: ³O órgão de compras é hoje considerado um
centro de lucro e não simplesmente um centro de custo, uma vez que, quando
bem administrado, pode trazer consideráveis economias, vantagens e lucros para a
HPSUHVD�´�
O processo de compras, como quase todos os processos da ARM, deve
analisado de forma ampla, pois envolve desde a programação de compras
(localização de fornecedores, negociações...), passando pelo acompanhamento dos
pedidos, pelo dispêndio financeiro, até chegar o momento em que os materiais são
recebidos e verificados na empresa.
Estão entre os objetivos de um setor de compras de uma empresa: manter a
produção abastecida com os materiais necessários; obter a quantidade de
materiais necessários e com baixos preços; prezar pela qualidade do material
que será adquirido; enfim, buscar as melhores condições possíveis para a
empresa.
Mas não para por aí: também é objetivo do setor de compras suprir as
necessidades do sistema de produção, garantindo as entradas do processo
produtivo e estabelecendo, por consequência, uma cadeia de suprimentos.
1Dias, Marco Aurélio P., Administração de Materiais: princípios, conceitos e
gestão, ed. Atlas, 6ª ed.
2 Chiavenato, Idalberto. Administração de Materiais, ed. Campus, pág. 100.
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E não se assuste se, em algum momento, se deparar com uma empresa que
optou por operar sem fazer quase nenhuma compra. Tudo vai depender da
estratégia adotada
Por exemplo, se a empresa adota uma estratégia de verticalização, ela irá
produzir ou tentar produzir tudo de que precisa. Seria, por exemplo, uma
montadora de carro que opta por produzir o vidro, a borracha e até mesmo a liga de
aço que irá compor os seus veículos.
Tal empresa conseguirá:
- Independência de terceiros
- Lucros maiores
- Maior autonomia
- Domínio sobre tecnologia própria
Poxa! Porque comprar de terceiros então?
Porque tudo vem com um preço nessa vida. Essa mesma empresa perderá
seu foco. Ao invés de só precisar ser boa em uma coisa, vai precisar ser boa em
várias.
Além do fato de que isto demandará um investimento maior, tornando a
própria estrutura da empresa gigantesca (o que, talvez você não acredite, é ruim).
Na outra ponta, teremos os amantes da horizontalização. Esta empresa
comprará de terceiros o máximo possível dos itens que compõem o produto
final.
E é aqui que as compras adquirem importância. A horizontalização é a
estratégia favorita das empresas modernas. A única coisa que não se costuma
terceirizar são os processos fundamentais (core process), e isto apenas para não
ter de compartilhar a tecnologia com terceiros e assegurar a qualidade do produto
final.
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Agora, o resto, pode apostar que provavelmente vai ser terceirizado.
8.1 Organização do setor de compras
No processo de compras são fatores que influenciarão na tomada de
decisão: A quantidade (de acordo com a demanda), a qualidade, o preço e o prazo.
Segundo Marco Aurélio P Dias:
³Independentemente do porte da empresa, os princípios básicos de
organização constituem-se em normas fundamentais, assim consideradas:
x Autoridade para compras;
x Registro de compras;
x Registro de preços;
x Registro de estoques e consumo;
x Registro de fornecedores;
x Arquivos e especificações;
x Arquivos de catálogos.
Utilizemos o exemplo de uma compra de supermercado. Se você estivesse
encarregado do setor de compras e a fim de adequar os investimentos realizados à
capacidade financeira da empresa, qual seria a primeira providência a se tomar?
Ora, a mesma que você, ser humano racional dotado de recursos limitados
tomaria: pesquisa de preços!
Não só a pesquisa de preços (de custos), mas, dentre outros, o estudo do
mercado, o conhecimento do fornecedor, a possibilidade de se utilizar materiais
alternativos.
Passada a pesquisa, temos a aquisição, etapa que se estende desde a
encomenda, quando necessária, até o recebimento do material. Logo depois de
recebido o material, passamos à administração, com os procedimentos de
armazenamento no almoxarifado do material comprado.
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E, por fim, devemos verificar se tudo correu como planejado (controle e
avaliação). O material entregue não se revelou de baixa qualidade posteriormente?
O vendedor atrasou na entrega?
No que diz respeito às compras ela esta assim estruturada:
A administração de compras deve manter um fluxo contínuo de
suprimentos, mas não deve incorrer em gastos desnecessários.
8.2 Etapas do Processo de Compras
De acordo com a estrutura e o porte da empresa, o processo de compras,
também denominado ciclo de compras, poderá apresentar pequenas variações, no
entanto, a sequência a baixo seria uma organização básica:
1. Solicitação de compras (análise das ordens de compras3 ± Ordem de
Compras, recebidas);
2. Seleção de fornecedores (em decorrência de pesquisa);
3. Cotação de preços e determinação do preço certo;
4. Negociações com o fornecedor;
5. Pedido de Compra;
6. Acompanhamento de compras (follow-up);
3 É a comunicação enviada ao setor responsável pelas compras da necessidade de
aquisição de materiais.
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7. Recepção e aceitação das mercadorias (controle e recebimento do
material comprado);
8. Aprovação da fatura do fornecedor para pagamento.
Destas etapas citadas, as pesquisas de mercado, incluindo investigações de
fontes de fornecimento (item 2), e aanálise de custos (item 3) são atividades
consideradas típicas do departamento de compras, enquanto as demais podem ser
partilhadas com outros setores da instituição.
Vejamos cada uma delas
A solicitação de compras é a origem do processo de compra, ocorre por
meio da ordem de compra (OC), que é o documento que informa a necessidade de
compra, indicando também, qual o material se deve comprar, a quantidade que se
deve comprar, o prazo e o local de entrega. (a solicitação de compras pode ser com
ou sem concorrência)
A seleção de fornecedores4é etapa que antecede a cotação, na seleção de
fornecedores, são analisados o preço, a qualidade, a capacidade produtiva do
fornecedor, o prazo de entrega e as condições de pagamento (falaremos de
tudo isso na parte de cadastro de fornecedores).
Assim, devemos analisar uma série de fatores na seleção do fornecedor, de
tal forma que nem sempre o fornecedor selecionado será obrigatoriamente o que
apresentar o menor preço. A empresa analisará, de acordo com a suas
necessidades, qual é o fornecedor mais adequado.
Chiavenato à página descreve dois tipos de fornecedores em seu livro: o real
e o potencial.
4 Normalmente a pesquisa e a seleção são feitas entre os fornecedores
previamente cadastrados pela empresa, que registra também em um banco de dados as
negociações passadas.
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³Fornecedor real é aquele que já efetuou vendas de materiais ou insumos à
empresa, enquanto o fornecedor potencial é aquele que pode se candidatar a
IXWXURV�IRUQHFLPHQWRV�´��JULIRV�QRVVRV).
A empresa deve observar se seus fornecedores estão cumprindo suas
obrigações, e, em não sendo o caso, talvez seja recomendável explorar a lista de
fornecedores potenciais.
A cotação (registro) de preços normalmente é feita entre alguns
fornecedores pré-selecionados e tem como objetivo encontrar, a preço satisfatório,
os materiais de qualidade e nas especificações que a produção necessita.
O pedido de compra é a oficialização do negócio, é o contrato formal que
se estabelece entre o comprador e o fornecedor logo após a negociação.
Após o pedido ter sido efetuado passamos a uma nova etapa que é a de
acompanhamento (follow-up). Esta etapa funciona como um controle do processo
de compra5, dedicando sua atenção, entre outras coisas, à entrega do material.
Este acompanhamento deve ocorrer por meio de registros devidamente
documentados.
PERA AÍ!!!! Professor: você disse que a atividade de Recebimento de
Materiais era tarefa do almoxarifado. E eu acabei de ler no item 7 que o setor de
compras também faz a recepção. Que negócio é esse??!!
Calma, pois tudo tem uma explicação.
"Recebimento" é uma palavra com dois significados em nossa disciplina.
O primeiro deles é aquele previsto na Instrução Normativa SEDAP 205/1988,
reproduzido a seguir:
5 O setor de compras precisa manter uma boa comunicação com o fornecedor
mesmo após a realização do pedido. O processo não deve ser abandonado até o
recebimento e conferência da mercadoria.
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3. Recebimento é o ato pelo qual o material encomendado
é entregue ao órgão público no local previamente
designado, não implicando em aceitação. Transfere
apenas a responsabilidade pela guarda e conservação do
material, do fornecedor ao órgão recebedor. Ocorrerá nos
almoxarifados, salvo quando o mesmo não possa ou não
deva ali ser estocado ou recebido, caso em que a entrega
se fará nos locais designados.
Qualquer que seja o local de recebimento, o registro de entrada do material
será sempre no Almoxarifado.
Este recebimento é a entrega física do material na empresa. É caminhão
sendo descarregado, é caixa sendo posta no almoxarifado, enfim, é uma atividade
braçal.
Por outro lado, o recebimento, enquanto atividade intelectual (o que
corresponderia à ideia de verificação se aquilo que foi entregue corresponde àquilo
que foi comprado) é atividade atribuída pela doutrina ao setor de compras,
seguindo a ideia de que aquele que pede é o mais indicado para verificar o que foi
pedido.
O trecho que você mais vai encontrar associado a esta conclusão é de
autoria do DIAS:
"A função compras tem por finalidade suprir as necessidades de
materiais ou serviços, planejá-las quantitativamente e satisfazê-las no
momento certo com as quantidades corretas, verificar se recebeu
efetivamente o que foi comprado e providenciar armazenamento".
Conclusão: você vai ter de ler a questão com calma e ter em mente estes
dois significados da palavra "recebimento". Bem vindo à selva!
8.3 Negociação
A negociação tem um papel significativo no processo de compras, Trata-se
de uma relação entre o comprador e o fornecedor, na qual serão levados em
consideração alguns itens, tais como: a quantidade, a qualidade, o preço e o prazo.
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A empresa deve tratar seus fornecedores como parceiros em seus
negócios.
³$� QHJRFLDomR� VHUYH� SDUD� GHILQLU� FRPR� VHUi� IHLWD� D� HPLVVmR� GR� SHGLGR� GH�
FRPSUD�DR�IRUQHFHGRU�´.
Pois bem, as etapas de uma negociação costumam ser divididas seguindo
esquemas semelhantes ao abaixo:
- Preparação para a negociação:
É o primeiro momento onde podemos pensar em negociação. Aliás, não
estamos fazendo mais que isso mesmo.
Nesta etapa, nem sentamos à mesa com a contraparte. Estamos imaginando
o que ela quer, onde podemos ceder, o que devemos fazer, o que falar, como se
comportar, enfim, você marcou um encontro com uma garota s 19h, e agora são
18h .
Pontos que costumam ser associados a esta fase:
- Presunção de necessidades e expectativas da contraparte (nós apenas
fazemos uma ideia do que a nossa contraparte precisa).
- Planejamento de como nos comportaremos.
Devem ter como
objetivo o equilíbrio do
negócio, uma situação
em que ambos possam
sair ganhadores.
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- Fixação de parâmetros máximos e mínimos para a negociação, bem
como de nossos limites de concessão (quanto estamos dispostos a ceder).
- Abertura
Deram 19 horas, e Deus, ela é linda. Foco meu filho, você quer agradar. A
abertura da negociação busca realizar uma aproximação entre as partes, para que
elas se sintam confortáveis como que se seguirá. Assim, o que buscamos nesta
etapa é a criação de um clima de receptividade.
- Exploração
Ora da boa e velha conversa. Até agora a negociação estava centrada
naquilo que nós considerávamos bom, justo e correto. Na etapa de exploração, nós
estamos tentando descobrir a necessidade da contraparte, o que nossa contraparte
anseia, esperae tem como bom, justo e correto.
Em outras palavras, como já foi dito em prova da FUB, em 2013:
Na etapa de (abertura) exploração de um processo de negociação,
evidenciam-se os objetivos, as expectativas e as necessidades de ambas as partes,
de forma que se permita ao outro fazer um relacionamento de seus próprios
objetivos e expectativas iniciais com as necessidades da outra parte.
- Apresentação
Ok, agora que sabemos o que queremos e o que nossa contraparte quer,
está na hora de dizermos o que queremos efetivamente. Hora de apresentar sua
proposta, já levando em consideração o que ambos desejam.
E como não existe almoço grátis, é um bom momento para mostrar porque o
acordo é bom para ambos os lados.
- Clarificação
É possível que você e a contraparte não fechem negócio logo de cara (aliás,
são raras as oportunidades nas quais uma das partes aceita integralmente os
termos da outra, sem nem mesmo surgir alguma dúvida sobre o assunto.
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Que fazermos: clarificamos!
Tornamos claros os pontos sobre os quais pairam dúvidas, e mantemos
em mente que, se a contraparte não quisesse fechar negócio, já teria dito há muito
tempo.
- Ação final
É o grande momento, a hora de decidir. Você já fez sua oferta, já discutiu,
transigiu, expôs, argumentou, enfim, tudo que havia a ser dito, foi dito. Esta é a hora
na qual se pede uma decisão da contraparte. Ou sim, ou não.
Ou, se a natureza do negócio recomendar, podemos também fixar um prazo
para aceitação da proposta (para a contraparte mastigar o assunto).
- Controle e avaliação.
Uma vez fechado o negócio, esta etapa busca certificar-se de que o
combinado foi ou está sendo cumprido.
No nosso caso, o resultado final de uma negociação bem sucedida é o
pedido de compra.
Em quase todas as oportunidades, este pedido de compras se encontrará
consubstanciado em um contrato formal que representa fielmente as
condições estipuladas na negociação.
Das poucas vezes em que não houver contrato, a própria aceitação do
pedido de compra pelo fornecedor possui caráter contratual, obrigando-o a
atender todas as condições estipuladas no pedido, como por exemplo,
quantidade, qualidade, frequência de entregas, prazos, preços e o local de
entrega dos materiais.
Dado este caráter contratual da negociação (fique tranquilo que teoria dos
contratos é tema de Direito Civil, então, infelizmente, não vou dar aula disso agora ),
quaisquer alterações nas condições originais devem ser objeto de novas
discussões e entendimentos, para que não haja dúvidas sobre o que se propõe e
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deseja que seja fornecido. Do contrário, a empresa corre o risco de que haja
contestação por parte dos fornecedores, que acreditarão ter cumprido as condições
contratadas.
8.4 Centralização e Descentralização de Compras
Outra característica da organização das compras é aquela relacionada a
analise quanto a sua centralização (onde um único órgão é responsável pelas
compras ± o que favorece o controle de estoques) ou descentralização (quando há
unidades de compras dispersas).
Acredito que o que realmente importa neste tópico seja a análise comparativa
sobre as vantagens de cada uma:
A Centralização das Compras, de acordo com a doutrina, oferece as
seguintes vantagens:
- Possibilidade de compras em maior volume, o que pode significar o
aproveitamento de condições e preços melhores, decorrentes de descontos, por
exemplo;
- Redução dos custos de transporte vez que valor do frete poderá ser
³UDWHDGR´�HQWUH�XP�PDLRU�Q~PHUR�GH�PHUFDGRULDV�
- Homogeneidade na qualidade dos materiais adquiridos;
- Possibilidade de acerto de entregas menores e periódicas, que evitam a
ocorrência de pedidos duplicados;
- Melhor controle global das transações financeiras relacionadas ao setor
de compras, uma vez que todas elas serão gerenciadas pelo mesmo departamento;
- Evita a concorrência danosa entre os compradores regionais e as
disparidades de preços de aquisição de um mesmo material por vários compradores
Por outro lado, a Descentralização das Compras é associada às seguintes
vantagens:
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- Oferece maior autonomia funcional às unidades regionais;
- Permite maior flexibilidade e sensibilidade na solução de problemas
regionais. A unidade descentralizada está mais próxima dos problemas e anseios de
sua área de controle, além de melhor representar seus interesses, por constituir um
grupo menor. Desta forma, é de se esperar que possua melhor conhecimento a
respeito das fontes de suprimento, meios de transporte e armazenamento mais
próximo da região;
- Em situações emergenciais, costuma oferecer soluções mais rápidas e
adequadas àquele momento, pelas mesmas razões do item anterior.
- Permite melhor controle de suas funções. Lembre-se que estruturas
menores são sempre mais fáceis de gerenciar.
8.5 Modalidades de Compras
Toda classificação tem um propósito (ou ao menos, deveria ter um). Não
existem classificações boas ou ruins, mas existem classificações úteis e inúteis.
As modalidades de compras não são mais do que classificações.
E não, isto aqui não tem absolutamente nada a ver com a matéria de
licitações, que vocês verão com clareza nas aulas de Direito Administrativo.
Dito isto, eu não me preocuparia tanto em memorizar as modalidades aqui
expostas, são auto-explicativas.
Vamos lá:
Eu posso dividir as compras conforme o item comprado. Assim temos:
Compra voltada para o investimento: os bens assim adquiridos não
integrarão o produto final, mas farão parte do ativo imobilizado da empresa. Toda
vez que a empresa compra um prédio, máquinas de produção, ou até as cadeiras
onde os funcionários sentam, está comprando voltando seu foco para o
investimento, pois não tem intenção de vender esses itens no mercado.
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Compra voltada para o consumo: falamos aqui daqueles materiais que
compõem o processo produtivo. Olhe para a seta de novo:
Todos os itens comprados para integrar esse processo são feitos por
compras voltadas para o consumo.
Posso dividir também levando em conta onde está o fornecedor.
Compra local: Sem complicações: são as compras feitas no mesmo país
da empresa compradora.
Compra importada: O fornecedor dos produtos encontra-se em outro país
que não o do comprador.
Também posso classificar as compras de acordo com seu nível de
formalização:
Compra formal: Essas aqui são mais comuns no setor público, face à
exigência de licitação e outras exigências burocráticas atinentes ao Direito
Financeiro. São compras que exigem comprovação de, se não todas grandesparte
dos processos que as justificaram.
Compra informal: Por sua vez, são compras que não necessitam seguir um
ritual tão detalhado e rígido. Pense na feira: é tudo feito e combinado de boca, você
e o feirante acertam o preço na hora e você sai com a verdura, sem nenhum "papel"
que comprove a operação.
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Outra classificação que pode ser cobrada (e essa sim eu considero muito útil)
é a da urgência na entrega do item:
Compras antecipadas: São compras feitas com planejamento. A empresa
compra o item antes mesmo de vir a precisar dele.
Compras contratadas: Neste caso, a figura do contrato de fornecimento
ganha uma importância maior. Nele ficará discriminado a época em que o material
deve ser entregue (não sendo recomendado nem que a entrega seja feita antes,
nem depois), ou em quantas vezes a entrega será feita (um lote, dois, três, e assim
por diante). A compra é feita com tamanha antecedência que é possível inclusive
fixar entregas periódicas do material.
Compras emergenciais: Compras realizadas quando deu o popular "xabú"
(que desconfio não ser com "x"). A necessidade da compra não foi prevista com
antecedência, seja pela imprevisibilidade do evento que a provocou ou pela própria
falta de planejamento do gestor. Esse tipo de compra merece atenção especial, pois
é prejudicial à empresa. A pressa coloca o fornecedor em posição de vantagem,
pois a empresa não tem tempo de procurar muitos fornecedores para avaliar o
preço. Devem ser evitadas.
8.6 Acompanhamento de Pedidos
1yV�Mi�IDODPRV�SRU�FLPD�GHVVH�DVVXQWR��(VWH�p�R�³Follow-up´�TXH�PHQFLRQHL�
no ciclo de compras.
A fim de que a nossa empresa não entre em falência pela ausência de
materiais para dar seguimento a sua produção, é necessário que o órgão de
compras certifique-se que o material será entregue dentro dos prazos estipulados,
como não poderia deixar de ser, na quantidade e qualidade contratadas.
Para que se tenha absoluta certeza de que isto irá ocorrer, o setor de
compras não deve abandonar o fornecedor logo após o encaminhamento do
pedido de compras.
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Muito pelo contrário: deve entrar em contato com o fornecedor de
maneira constante, assegurando-se de que a produção do material solicitado
está em andamento.
Ao realizar este monitoramento constante do fornecedor, cobrando de
maneira permanente resultados (que, no caso, são os fornecimentos de bens
demandados), ao invés de simplesmente abandonar completamente o controle do
pedido, é como se o setor de compras desse prosseguimento no desempenho de
sua atividade, razão pela qual o correspondente em inglês desta descrição é o
nosso Follow-up (acompanhar, seguir, agendar).
E é só isso. Próximo ponto.
8.7 Cadastro de Fornecedores
O que, em verdade, seu examinador quer neste tópico é o conhecimento
teórico por trás da construção do cadastro de fornecedores. E é o que eu vou
ensinar a você.
Antes de qualquer coisa, você poderia imaginar que o cadastro de
fornecedores é algo inútil e ultrapassado.
Afinal, eu sempre posso procurar na internet por determinado produto e
comprá-lo, sem ter de incorrer nos custos de manter um cadastro próprio. Além do
que, o cadastro do Google sempre será maior e mais completo que o de qualquer
corporação do mundo.
Bobagens à parte, só tem um problema neste raciocínio: não estamos mais
comprando um quilo de carne no açougue.
O ato de compra em uma empresa é uma tarefa bastante complexa,
envolvendo conhecimentos que vão desde o próprio objeto da compra
(especificação do material, normas aplicáveis, critérios de inspeção) até a busca de
fontes de suprimento que sejam capazes de abastecer a empresa com o
produto desejado, na hora certa, local certo e na quantidade certa. Lembra-se da
tríade? Olha ela de novo:
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Já ficou mais complicado né? Para isso serve o cadastro de fornecedores. Ao
conseguir criar seu próprio cadastro, a empresa tem em mãos a lista de todos seus
parceiros de negócio, que vão lhe garantir a vantagem competitiva de que
necessita.
O cadastro de fornecedores é o corpo central que alimenta o processo
de suprimento da empresa.
Eu falei em parceiros de negócio logo acima. E eu realmente quis dizer isso.
O fornecedor não é uma pessoa da qual a empresa tenta tirar vantagem,
comprando o produto pelo menor preço possível, aumentando suas margens. Essa
visão de curto prazo é contrária à ideia por trás do cadastro. O que se busca é
formar alianças estratégicas visando interesses comuns. Só assim se garantirá
que o suprimento de materiais tenha:
- Qualidade
- Tempestividade
- Regularidade
Outra ideia que deve estar encrustada na sua mente é que o cadastro de
fornecedores não busca sempre e a todo o momento a aquisição de material pelo
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menor preço. Nos sistemas de administração tradicional, a busca pelo fornecedor só
se inicia no momento da necessidade de materiais. Espera-se ter sede para se abrir
o poço.
E somente a partir da existência da necessidade se busca o fornecedor. Uma
vez encontrado, começa-se a discutir preços e prazos de entrega. E pior, busca-se
condições espetaculares de fornecimento para aquela ocasião, em um raciocínio
típico de quem não pensa no longo prazo.
O cadastro de fornecedores não se presta a isto.
Veja: o que se busca com o cadastro é a construção de uma relação de
longo prazo com os fornecedores eventualmente aprovados para ali figurar. Esta
ideia, no longo prazo, se revelará mais rentável, por dois motivos principais:
- Não dá para manter o padrão espetacular de aquisições em todas as
compras, e assim, fatalmente, o ganho de uma operação se perderá em outra.
- Os fornecedores também têm seus interesses, e assim, procurarão
atender preferencialmente seus bons e leais clientes, em detrimento dos
demais.
Se você acha que tudo que eu falei acima não se aplica ao regime público,
por conta das licitações, se engana.
Os órgãos públicos também possuem cadastro de fornecedores, e embora
estejam atrelados à Lei de Licitações para fazer contratações, lembre-se de que a
modalidade convite comporta algum grau de preferência (pensem bem: três
fornecedores são diretamente convidados pela repartição enquanto os demais
precisam fuçar editais em quadros de aviso nelas).
Além do que, a licitação na PRGDOLGDGH� ³WRPDGD de preços´ depende da
existência de cadastro prévio dos fornecedores interessados.
Embora mitigada, a importância do cadastro também se faz presente nas
repartições públicas.
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Pois bem, agora que você já tem em mente as premissas do cadastro, vamos
falar de sua construção.
E quais fornecedores nós queremos em nosso cadastro? Os melhores! E os
melhores serão aqueles que:
- Tenham condições de fornecer o material ou executar os serviços na
quantidade, qualidade e prazo certos;
- Possam tornar-se uma fonte regular de suprimentos de materiais ou de
serviços;
- Possuam preços e condições competitivas.
O primeiro passo é pesquisar todos os existentes. Catálogos de fabricantes,
guias comerciais, e até a internet. Nesta primeira fase, buscamos conhecer todos os
fornecedores potenciais, a fim de vir a escolher algum deles.
Assim sendo, o órgão responsável pelo cadastro de fornecedores vai coletar
informações destas fontes, tabulando os dados para que sejam manipulados mais
facilmente em um momento posterior do processo.
Aliás, o cadastro tem de ser de fácil consulta por qualquer interessado dentro
da empresa. Afinal de contas, o cadastro existe para facilitar a vida de quem
precisará de fornecedores.
Por isso, outra preocupação do cadastro, fora a tabulação dos dados para
pesquisa, é que contenha os dados necessários para identificação do fornecedor,
entre os quais:
- Tipo de produto vendido (se eu quero lâmpadas, o fornecedor tem de ser
capaz de fornecer lâmpadas);
- Capacidade de produção (o número de unidades que o fornecedor é
capaz de atender por pedido).
- Facilidade de comunicação e relacionamento com seus clientes
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- Localização geográfica (os produtos têm de sair do fornecedor para
chegar à empresa, e esta informação é relevante para se estimar o custo de frete).
- Situação do fornecedor (uma empresa em falência provavelmente não
poderá continuar a ser fornecedora por muito tempo, e ainda que possa, talvez a
nossa empresa não se interesse mais por ela ).
Vencida estas etapas, a empresa está pronta para avaliar os fornecedores, e
assim, montar seu cadastro.
Tudo que irá precisar fazer daqui para frente é analisar o desempenho dos
mesmos ao longo do tempo, para garantir que o fornecedor mantém o mesmo
padrão de excelência no cumprimento de suas obrigações ao longo do tempo.
O processo de avaliação e seleção dos fornecedores deve ser elaborado por
cada instituição, dentro de seu próprio contexto.
Contudo, existem parâmetros usuais de avaliação e aprovação do fornecedor
(são aqueles que autorizam a inclusão do fornecedor no cadastro. Sem isto, a
empresa nem quer saber se aquele fornecedor existe):
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- Preço
- Qualidade
- Condições de Pagamento
- Condições de Embalagem e Transporte
Uma vez preenchidos os requisitos acima nos patamares desejados (cada
empresa terá o seu conforme sua situação), deve haver uma análise inicial das
entregas, para que a empresa avalie:
- Cumprimento dos prazos de entrega;
- Manutenção dos padrões de qualidade;
- Política de preços ao longo do tempo;
- Assistência Técnica
Mas, reforço: são apenas parâmetros! Cada empresa ou órgão público pode
usar os parâmetros que desejar, e não há maneira de especificar a infinidade de
possíveis critérios.
Apenas coloquei estes para que você tenha uma ideia de como se processa
a fase de avaliação.
Pois bem, o cadastro normalmente manterá dois tipos de fornecedores:
Fornecedores ativos: Aqueles que gradativamente suprem as necessidades
de bens e serviços da empresa. São aqueles a quem a empresa recorre
normalmente quando precisa de materiais.
Fornecedores potencias: São fontes alternativas de fornecimento. Caso um
fornecedor ativo não consiga fornecer os bens em determinada ocasião, é bom que
D� HPSUHVD� WHQKD� XP� ³3ODQR� %´� SDUD� QmR� ILFDU� VHP� R� PDWHULDO�� &RQIRUPH� R�
desempenho do fornecedor potencial, ele talvez consiga chegar ao cadastro de
fornecedores ativos da empresa.
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Não há um número fixo de fornecedores no cadastro para cada tipo de
material, entretanto, é sugerível que se mantenha ao menos três fornecedores
diferentes para cada item. Isto dificultará a interrupção do fluxo de fornecimento de
materiais.
Mas como eu disse, é apenas sugerível.
Há situações nas quais isto não é possível.
Veja que no caso de fornecedores monopolistas (fabricantes de produtos
exclusivos no mercado) e especiais (dominam materiais ou processos específicos,
normalmente não encontrados entre outros fornecedores), a manutenção de mais
de um fornecedor neste cadastro é impossível ou inviável, ou mesmo, não desejada.
Por essas razões, a relação entre fornecedores e compradores neste caso é
FRQKHFLGD�FRPR�GH�³fonte única´��
Aliás, uma última dica: o cadastro de fornecedores volta-se, essencialmente,
a manter uma base de dados de fornecedores habituais (em contraposição aos
fornecedores monopolistas e especiais).
E isto é perfeitamente justificável: os fornecedores habituais oferecem
produtos padronizados.
Existem vários deles concorrendo entre si e, portanto, em busca de parceiros
comerciais que permitam sua sobrevivência. Eles se diferenciarão no que diz
respeito à qualidade de seu atendimento e sua eficiência, e por isso, o cadastro da
empresa buscará ter como parceiro apenas aquele que cumpra de maneira
satisfatória seus objetivos. Os fornecedores habituais, a seu passo, estabelecem
UHODo}HV� GH� ³fontes múltiplas´�� Mi� TXH� R� FRPSUDGRU� SRVVXL� GLYHUVDV� RSo}HV� HP�
mercado para obter os materiais de que necessita.
E já que falamos de fontes, vamos passar mais uma classificação, que já tem
um tempinho que não vejo ser cobrada em provas:
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Fonte Única: Há exclusividade do produto fornecido (quer seja pela
existência de monopólio, produto especial, ou mero acordo exigindo que o material
seja obtido apenas daquele fornecedor);
Fonte Múltipla: O contrário. Agora o comprador tem livre acesso a diversas
fontes de materiais, podendo escolher a que mais lhe agradar.
Fonte Simples: Essa daqui é a cereja do bolo na organização do setor de
compras. Como dissemos, a tarefa de escolha do fornecedor é árdua. E, além de
WXGR��³DFHUWDU´�QD�HVFROKD�GH�XP�ERP�IRUQHFHGRU�p�EDVWDQWH�GLItFLO��4XDQGR�R�VHWRU�
de compras consegue isto, se agarra com unhas e dentes nele.
A fonte simples indica uma relação na qual a empresa poderia comprar de
qualquer fornecedor, mas que por questões de planejamento e estratégia, firma um
contrato de longo prazo com umfornecedor específico, sedimentando a relação
comercial entre eles. Muito bonito
Falemos um pouco do SICAF agora.
No serviço público, os fornecedores ficam cadastrados em uma base de
dados chamada SICAF (Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores).
Todos que desejam contratar com a Administração Pública em algumas
modalidades de licitação (que serão objeto de uma aula a parte) devem possuir
cadastro no SICAF. Embora seja fácil de fazer, imagino que saber como não te
interesse tanto agora.
O SICAF nada mais é que um banco de dados, através do qual as diversas
entidades do serviço público podem realizar pesquisas dentro da base a fim de
promover maior competitividade nas licitações.
A pessoa física ou jurídica que deseja se cadastrar no SICAF terá de indicar
exatamente quais tipos de produtos ela encontra-se apta a fornecer em caso de
eventual contrato com a Administração. Você verá o porquê dessa exigência na aula
que irá tratar dos requisitos para licitar com a administração. Por enquanto, tenha
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em mente apenas que esse procedimento facilita o processo de busca dentro da
base de dados.
Quanto às empresas em geral, elas podem seguir qualquer padrão de
cadastro que desejarem, basta que este cadastro contenha informações úteis à
escolha do fornecedor. É intuitivo: qualquer informação que possa ajudar na escolha
do fornecedor pode estar no cadastro, sem limitações.
Atente-se apenas para alguns itens essenciais: tipo do produto (se a empresa
fornecedora vende sabonete ou pneu de caminhão isto tem de estar no cadastro), e
claro, o preço praticado pelo fornecedor.
Quanto ao cadastro, é só isso. Não foi pouco, mas acredito que você não terá
problemas em dominar os conceitos e, mais importante, o raciocínio por trás do
cadastro.
8.8 Perfil do Comprador
Comprador é aquele que compra. Parece óbvio, mas das três palavras que
estão nessa frase, a mais importante é "aquele".
O comprador é uma pessoa. Esta atividade ainda não pode ser substituída
por uma máquina, de tal forma que é dever do comprador, representando sua
empresa, estabelecer um ponto em comum entre o seu representado e o
fornecedor, e fazer isso da maneira mais profissional possível.
Porém, é altamente recomendável que essa pessoa tenha algumas
características específicas, pois, de outro modo, o exercício de sua função será um
desastre, ou ao menos, extremamente antiética.
Você consegue se imaginar como fornecedor, recebendo um representante
da empresa interessada em comprar vindo de shorts, sem camisa, mascando
chiclete e te chamando de "cara" o tempo todo? Ou, pior ainda, sugerindo uma
venda por um valor fictício, de tal forma que você e ele dividam a diferença?
Tudo isto é péssimo! Mas devemos nos concentrar nas características
desejáveis a um comprador.
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Para fins de prova, acredito que as características mais importantes são as
seguintes:
- O comprador defende sua empresa. Ele tem em mente satisfazer os
interesses de seu patrão e não do fornecedor. Não pode, por exemplo, fazer uma
compra 20% mais cara do que seria possível para "rachar" com o fornecedor os
10%.
- Por outro lado, defesa de interesses tem limite. O comprador não pode ser
um estelionatário profissional a serviço de sua entidade. Ele age com
transparência, sem a ideia de querer prejudicar o fornecedor.
- O comprador deve ser um sujeito honesto. Ele não só não pratica
irregularidades, ele denuncia irregularidades de que tenha ciência.
- Por fim, do ponto de vista do comprador, todos os fornecedores devem
ser tratados de maneira igual. Então, nada de fazer um favorzinho para aquele
seu primo que está com dificuldades financeiras para facilitar a compra de material
da empresa dele. Tão ruim quanto é aceitar uma joia ou outro presente caro no caso
de uma negociação bem sucedida com a empresa.
Só a título de curiosidade, no caso do serviço público federal, presentes
abaixo de R$ 100,00 podem ser aceitos sem problemas, por serem classificáveis
como "brindes". Acima desse valor entende-se que o presente passa a influenciar
nas atribuições do servidor. Para distinguir as situações em que o recebimento do
presente ultrapassa a mera cortesia, utilize este parâmetro inicialmente.
Embora essas características todas sejam até mesmo óbvias, o que se
assiste nos noticiários locais todos os dias é justamente servidores fazendo o
contrário.
Então, lembre-se das reportagens como o exato oposto do perfil do
comprador . E por favor, quando passar nessa prova, nada de "esquema".
Se você está achando que isto é um pouco vago, eu até te dou razão. Cada
instituição tem seu próprio código de ética.
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Entretanto escolhi a proposta da National Association of Purchasing
Management (NAPM), que fixou alguns princípios e regras para balizar a conduta
dos compradores a ela associados. Escolhi esta proposta em específico por ser
bem completa, cobrindo praticamente todos os temas normalmente abordados por
todos os códigos de éticas.
Pela proposta daquele órgão, seus associados devem seguir os seguintes
princípios: lealdade à organização, justiça àqueles com quem negocia e fé na
sua profissão. Bonito? Bastante! Mas tem mais.
Com base nesses princípios, foram criados 12 padrões de práticas de
Compras. São bastante elucidativos:
Os 12 padrões de Práticas de Compras da NAPM (National Association of
Purchasing Management):
1. Evite a intenção e a aparência de prática aética ou comprometedora
em relacionamentos, ações e comunicações;
2. Demonstre lealdade ao seu empregador pelo correto atendimento às
suas instruções, utilizando-se dos cuidados necessários e somente da
autoridade delegada;
3. Evite qualquer negócio particular ou atividade profissional que venha
criar conflitos de interesses com o seu empregador;
4. Evite solicitar ou aceitar dinheiro, empréstimos, créditos ou
descontos preferenciais, como também a aceitação de presentes,
entretenimento, favores ou serviços de atuais ou potenciais futuros clientes,
que possam influenciar, ou parecer que influenciam as decisões de compras.
5. Manuseie informações proprietárias ou confidenciais, pertencentes a
empregadores ou fornecedores com o devido cuidado e consideração
apropriada, levando em conta suas ramificações éticas e legais, como também
regulamentações governamentais;
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6. Promova um relacionamento positivo com os fornecedores agindo
com cortesia e imparcialidade, em todas as fases do ciclo de compras;
7. Evite acordos recíprocos que limitem a livre competição;
8. Conheça e obedeçaa letra e o espírito das leis que governam a
função de compras e permaneça alerta para as ramificações legais das
decisões de compras;
9. Encoraje todos os segmentos da sociedade a participar pela
demonstração de apoio às empresas pequenas, desfavorecidas e minoritárias;
10. Desencoraje o envolvimento da empresa em compras pessoais;
11. Melhore a proficiência e estatura da profissão de comprador pela
aquisição e manutenção de técnicas e conhecimentos atuais, com a prática
dos mais altos comportamentos éticos; e
12. Conduza as compras internacionais de acordo com as leis
aduaneiras e práticas dos países estrangeiros, consistente com as leis
nacionais, com políticas da organização e esses padrões de comportamento
ético.
Simplesmente maravilhoso! . E serve pra você também, quando representar a
Administração Pública!
8.9 Incoterms
Comércio Internacional na veia! Essas siglas têm caído em prova com
alguma frequência. Se for só moda ou se vão ser prestigiadas sempre, impossível
saber, mas é fato que seu estudo não pode mais ser ignorado.
Incoterms são termos internacionais de comércio. Como nem todo mundo
fala a mesma língua, e você pode imaginar que contratos internacionais são
relativamente complexos, a Câmara de Comércio Internacional criou uma série de
termos, a fim de facilitar o comércio entre vendedores e compradores internacionais.
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Através deles, são estabelecidas cláusulas que delimitam a responsabilidade
de importadores e vendedores, para que cada um saiba sua parte no contrato.
Por exemplo: ao invés de o vendedor dizer que sua responsabilidade cessa
com a entrega da mercadoria a bordo do navio no porto de embarque, ele
simplesmente usará o termo "FOB" (Free on Board, ou Livre a bordo).
Assim, o vendedor tcheco pode explicar ao comprador espanhol que sua
responsabilidade acaba no navio, sem a necessidade de intérpretes, longas horas
de tradução e a possibilidade de alguém entender alguma coisa errado.
E isto é maravilhoso! Torna o comércio internacional muito mais prático, na
medida em que:
- Definem o ponto de entrega da mercadoria;
- O momento no qual cessa a responsabilidade do vendedor;
- Quem responde pelos custos da operação, e até que ponto.
Lembre-se: ninguém é obrigado a utilizar os Incoterms. Eles não constituem
leis, e não determinam a contratação de vendas internacionais, segundo qualquer
dos parâmetros ali fornecidos. Mas, por sua praticidade, são amplamente utilizados.
Utilizaremos como base de nossos estudos a Resolução 21 da Câmara de
Comércio Exterior para estudar as cláusulas dos INCOTERMS.
Pois bem, os Incoterms são divididos em 4 grupos:
EXW: Só há um contrato neste grupo, o chamado "EX Works". Neste grupo,
a responsabilidade do vendedor é a mais limitada possível. Ele apenas coloca a
mercadoria à disposição do comprador (normalmente em seu próprio pátio). Cabe
ao comprador incorrer em todos os custos necessários para movimentá-la do
estabelecimento do ponto de origem ao ponto de destino, respondendo por custos
de frete, alfândega, seguro, bem como quaisquer danos causados à mercadoria.
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Grupo F (Free ou "Livre": Boa parte dos custos de transação ficam a cargo
do comprador, mas o vendedor já é responsável por levar a carga ao menos até a
transportadora ou porto de embarque.
Grupo C (Cost ou "Custo"): Os contratos deste grupo normalmente preveem
a responsabilidade do vendedor até o momento em que a carga chega ao país de
destino, bem como os custos decorrentes desta assunção de responsabilidade.
Grupo D (Delivered ou "Entrega"): São contratos nos quais o vendedor se
responsabiliza também pela entrega do objeto do contratado ao comprador (com ou
sem pagamento dos custos alfandegários).
O objetivo acima é te dar uma noção de como os contratos são divididos,
partindo do menor nível de responsabilidade do vendedor até sua responsabilidade
total.
O próximo passo é um pouco mais chatinho. Eu vou te apresentar todas as
siglas previstas na resolução. Imagino que você vá gostar de saber que as que mais
caem em prova são "FOB" (Free on Board) e "CIF" (Cost, Insurance and
Freight).
Vejamos:
EXW
EX WORKS (named place of delivery) NA ORIGEM (local de entrega nomeado) O vendedor limita-
se a colocar a mercadoria à disposição do comprador no seu domicílio, no prazo estabelecido,
não se responsabilizando pelo desembaraço para exportação nem pelo carregamento da
mercadoria em qualquer veículo coletor.
Utilizável em qualquer modalidade de transporte.
Nota: em virtude de o comprador estrangeiro não dispor de condições legais
para providenciar o desembaraço para saída de bens do País, fica subentendido que esta
providência é adotada pelo vendedor, sob suas expensas e riscos, no caso da exportação
brasileira
Grupo F
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FCA
FREE CARRIER (named place of delivery)
LIVRE NO TRANSPORTADOR (local de entrega nomeado)
O vendedor completa suas obrigações e encerra sua responsabilidade quando
entrega a mercadoria, desembaraçada para a exportação, ao transportador ou a outra
pessoa indicada pelo comprador, no local nomeado do país de origem.
Utilizável em qualquer modalidade de transporte
FAZ
FREE ALONGSIDE SHIP (named port of shipment)
LIVRE AO LADO DO NAVIO (porto de embarque nomeado)
O vendedor encerra suas obrigações no momento em que a mercadoria é colocada,
desembaraçada para exportação, ao longo do costado do navio transportador
indicado pelo comprador, no cais ou em embarcações utilizadas para carregamento da
mercadoria, no porto de embarque nomeado pelo comprador.
Utilizável exclusivamente no transporte aquaviário (marítimo ou hidroviário
interior).
FOB
FREE ON BOARD (named port of shipment)
LIVRE A BORDO (porto de embarque nomeado)
O vendedor encerra suas obrigações e responsabilidades quando a mercadoria,
desembaraçada para a exportação, é entregue, arrumada, a bordo do navio no porto de
embarque, ambos indicados pelo comprador, na data ou dentro do período acordado.
Utilizável exclusivamente no transporte aquaviário (marítimo ou hidroviário
interior).
Grupo C
CFR
COST AND FREIGHT (named port of destination)
CUSTO E FRETE (porto de destino nomeado)
Além de arcar com obrigações e riscos previstos para o termo FOB, o
vendedor contrata e paga frete e custos necessários para levar a mercadoria até o porto
de destino combinado.
Utilizável exclusivamente no transporte aquaviário (marítimo ou hidroviário
interior).
CIF
COST, INSURANCE AND FREIGHT (named port of destination)
CUSTO, SEGURO E FRETE (porto de destino nomeado)
Além de arcar com obrigações e riscos previstos para o termo FOB, o
vendedor contrata e paga frete, custos e seguro relativos ao transporte da mercadoria
até o porto de destino combinado.
Utilizável exclusivamente no transporte aquaviário (marítimo ou hidroviário
interior).
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CPT
CARRIAGE PAID TO (named place of destination)
TRANSPORTE PAGO ATÉ (local de destino nomeado)
Além de arcar com obrigações e riscos previstos para o termo FCA, o
vendedor contrata e paga frete e custos necessários para levar a mercadoria até o local
de destino combinado.
Utilizável em qualquer modalidade de transporte.
CIP
CARRIAGE AND INSURANCE PAID TO (named place of destination)
TRANSPORTE E SEGURO PAGOS ATÉ (local de destino nomeado)
Além de arcar com obrigações e riscos previstos para o termo FCA, o
vendedor contrata e paga frete, custos e seguro relativos ao transporte da mercadoria
até o local de destino combinado.
Utilizável em qualquer modalidade de transporte.
Grupo D
DAT
DELIVERED AT TERMINAL (named terminal at port or place of destination) Utilizável em qualquer
modalidade de transporte.
ENTREGUE NO TERMINAL (terminal nomeado no porto ou local de destino)
O vendedor completa suas obrigações e encerra sua responsabilidade quando a
mercadoria é colocada à disposição do comprador, na data ou dentro do período
acordado, num terminal de destino nomeado (cais, terminal de contêineres ou
armazém, dentre outros), descarregada do veículo transportador mas não
desembaraçada para importação.
DAP
DELIVERED AT PLACE (named place of destination)
ENTREGUE NO LOCAL (local de destino nomeado)
O vendedor completa suas obrigações e encerra sua responsabilidade quando
coloca a mercadoria à disposição do comprador, na data ou dentro do período
acordado, num local de destino indicado que não seja um terminal, pronta para ser
descarregada do veículo transportador e não desembaraçada para importação.
Utilizável em qualquer modalidade de transporte
DDP
DELIVERED DUTY PAID (named place of destination)
ENTREGUE COM DIREITOS PAGOS (local de destino nomeado)
O vendedor completa suas obrigações e encerra sua responsabilidade quando a
mercadoria é colocada à disposição do comprador, na data ou dentro do período
acordado, no local de destino designado no país importador, não descarregada do meio
de transporte. O vendedor, além do desembaraço, assume todos os riscos e custos,
inclusive impostos, taxas e outros encargos incidentes na importação.
Utilizável em qualquer modalidade de transporte.
Nota: em virtude de o vendedor estrangeiro não dispor de condições legais
para providenciar o desembaraço para entrada de bens do País, este termo não pode ser
utilizado na importação brasileira, devendo ser escolhido o DAT ou DAP no caso de
preferência por condição disciplinada pela ICC
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Uma dica: isto é uma nova tendência nas provas de ARM, que nem seu
professor sabe ainda se vai ir para frente. Por enquanto, dê especial atenção para
os contratos "FOB" e "CIF", pois são os que já foram cobrados em prova. Quanto
aos demais, vá se acostumando aos poucos com a nomenclatura. Não há
necessidade de pânico.
9. Compras no Setor Público
Links Úteis
Lei de Licitações e Contratos:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8666cons.htm
Pregão:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10520.htm
Pregão Eletrônico:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2005/decreto/d5450.htm
E para provar a vocês que o assunto é extenso, vocês ainda podem guardar
o link desta obra de referência sobre o assunto:
Manual de Licitações e Contratos do Tribunal de Contas da União:
http://portal2.tcu.gov.br/portal/pls/portal/docs/2057620.PDF
É uma excelente obra DE CONSULTA.
Reforçando: se tiverem QUALQUER dúvida sobre QUALQUER artigo, por
favor, estou aqui para isto.
Pois bem, vamos em frente.
Os temas relacionados a Compras no Setor Público são eminentemente de
Direito Administrativo. É a minha casa, aquilo que passei cinco longos anos
estudando com afinco. Entretanto, para resolver as questões de ARM, não faria
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sentido algum eu marretar vocês com tudo que há para se falar sobre o tema. O que
faremos aqui é apenas o necessário para resolver esta parte da prova, e ter uma
noção razoável sobre o assunto.
Já adianto que se você já fez algum curso de Direito Administrativo na vida,
para algum concurso que abordasse o tema de licitações e contratos, asseguro a
vocês que já sabem absolutamente tudo que tratarei aqui neste tópico, razão pela
qual podem ficar tranquilos e pular isto aqui, se assim o desejarem.
Muito bem, comecemos.
O setor público também compra. Repartições, por mais que pareçam etéreas
e incompreensíveis, são, em sua maioria, grandes escritórios, e com esta visão, não
são muito diferentes das empresas que existem por aí.
Desta forma, os órgãos públicos precisam de materiais tanto quanto qualquer
empresa em funcionamento. Mas temos um pequeno problema agora.
Quando a empresa precisa de um material, o gerente da empresa é
informado disso e procede à autorização da compra. Entretanto, ele só tem
autoridade para fazer isso porque o dono da empresa (uma pessoa física e muito
bem conhecida por todos) disse que ele encontrava-se autorizado a tanto. Essa
pessoa física, fala, pensa e pode ser localizada dentro do espaço físico que
FKDPDPRV� GH� ³UHDOLGDGH´� O dono da empresa pode muito bem comprar de um
fornecedor mais caro, a preços extorsivos e não haveria nada de errado com isso.
Entretanto, pense comigo: é o negócio dele! Ele lucra com a eficiência de sua
empresa. Desta forma, é perfeitamente normal que busque sempre a melhor oferta,
o melhor fornecedor, as melhores condições, enfim, busque não ser enganado.
Só que na Administração Pública esse raciocínio opera de outra forma. A
Administração Pública não existe no plano físico. Ela não é uma pessoa, não pensa
e não fala. Desta forma, a Administração Pública, enquanto entidade, não é capaz
de resolver quem, dentre os fornecedores que se apresentam, é o melhor para
aquele caso, menos ainda manifestar verbalmente esta vontade, pelo simples fato
de ela não ser dotada de existência física.
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A Administração Pública opera através de seus representantes devidamente
eleitos (Prefeitos, Governadores e Presidente). Só que, mesmo estes
UHSUHVHQWDQWHV� QmR� SDVVDP� GH� PHURV� ³JHUHQWHV´� GD� JUDQGH� HPSUHVD� TXH� p� D�
Administração Pública. E assim o sendo, estão vinculados às ordens do chefe.
Mas já que o chefe mesmo não fala, como descobriremos a sua vontade?
É aqui começa a sua longa jornada de descobrimento: a vontade do Estado é
a Lei. As leis editadas por esta querida nação representam aquilo que o Estado
procura ver acontecer em seu território, sendo a manifestação do que a
Administração Pública entende por correto.
Pois bem, este raciocínio geralfunciona aqui também. O chefe já disse como
quer que compremos materiais. Se um órgão público precisar de materiais, e para
ser bem sincero, de quase qualquer coisa, terá de realizar um procedimento
específico, que garanta que aquele contrato fechado com um fornecedor era, de
fato, a melhor oferta entre todas as que se ofereceram e encontravam-se
disponíveis.
Este procedimento é chamado de licitação, e encontra-se atualmente
regulado na Lei 8666/1993. Olha o chefe falando aqui:
Art. 1o Esta Lei estabelece normas gerais sobre licitações
e contratos administrativos pertinentes a obras, serviços,
inclusive de publicidade, compras, alienações e locações
no âmbito dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios.
Parágrafo único. Subordinam-se ao regime desta Lei,
além dos órgãos da administração direta, os fundos
especiais, as autarquias, as fundações públicas, as
empresas públicas, as sociedades de economia mista e
demais entidades controladas direta ou indiretamente pela
União, Estados, Distrito Federal e Municípios.
Art. 2o As obras, serviços, inclusive de publicidade,
compras, alienações, concessões, permissões e locações
da Administração Pública, quando contratadas com
terceiros, serão necessariamente precedidas de licitação,
ressalvadas as hipóteses previstas nesta Lei.
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Parágrafo único. Para os fins desta Lei, considera-se contrato
todo e qualquer ajuste entre órgãos ou entidades da
Administração Pública e particulares, em que haja um acordo
de vontades para a formação de vínculo e a estipulação de
obrigações recíprocas, seja qual for a denominação utilizada.
Não resta dúvida, esta é a vontade do patrão, e assim será feito! Mas esse
patrão também explica o porquê de suas razões:
Art. 3º A licitação destina-se a garantir a observância do
princípio constitucional da isonomia, a seleção da
proposta mais vantajosa para a administração e a
promoção do desenvolvimento nacional sustentável e será
processada e julgada em estrita conformidade com os
princípios básicos da legalidade, da impessoalidade, da
moralidade, da igualdade, da publicidade, da probidade
administrativa, da vinculação ao instrumento
convocatório, do julgamento objetivo e dos que lhes são
correlatos.
Lembre-se: como todo patrão, a Administração Pública não deseja levar
prejuízo. É para impedir que isso ocorra que faremos uso do procedimento
licitatório.
Mas eu ainda não defini o que é uma licitação. Recorramos à doutrina de
meus queridos bancos acadêmicos:
³Licitação é procedimento administrativo pelo qual um ente público, no
exercício da função administrativa, abre a todos os interessados, que se
sujeitem às condições fixadas no instrumento convocatório, a possibilidade
de formularem propostas dentre as quais selecionará e aceitará a mais
conveniente para a celebração do contrato´��
Esta definição é José Roberto Dromi, com algumas adaptações para o nosso
caso aqui.
Através da licitação, a Administração abre a todos os interessados que se
sujeitem às condições fixadas no instrumento convocatório, a possibilidade de
oferecer sua proposta.
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Mas isso não é feito de qualquer jeito. A licitação é procedimento
administrativo, e assim o sendo, segue um rito determinado pela lei. E, mais
importante: a Administração Pública fixará as regras pelas quais analisará as
propostas, a fim de decidir qual delas é de fato a mais vantajosa.
O tal instrumento convocatório de que tanto falo é o edital, que será também
visto na aula de hoje. Então, fique tranquilo.
Ah sim: você está vendo nesta aula Lei 8666/93 para ARM. Este capítulo
introdutório precisaria de bem mais páginas se eu fosse falar sobre Lei 8666/93 para
Direito Administrativo (um dia...). Então, se você já conhece a matéria, não estranhe
algumas omissões. Como vocês podem ver, embora existam vários trechos
importantes na lei do ponto de vista da disciplina de contratos administrativos,
entretanto, só grifei aqueles que são pertinentes a nossa disciplina. O que não quer
dizer que esta aula esgote o assunto (nem que eu não saiba a matéria).
9.1 Modalidades, Dispensa e Inexigibilidade de Licitação e Objeto de
Licitação
$�H[SUHVVmR�³REMHWR�GH�OLFLWDomR´�p�UHSHWLGD�LQFRQWiYHLV�YH]HV�DR�ORQJR�GD Lei
8666/1993. Ela quer fazer referência àquilo que será contratado pela Administração
Pública, seja material, bem, serviço ou qualquer coisa que possa passar pela sua
cabeça.
É a primeira coisa que deve constar no edital de uma licitação, a teor do
artigo 40 da Lei 8666/1993:
Art. 40. O edital conterá no preâmbulo o número de ordem em
série anual, o nome da repartição interessada e de seu setor, a
modalidade, o regime de execução e o tipo da licitação, a
menção de que será regida por esta Lei, o local, dia e hora
para recebimento da documentação e proposta, bem como
para início da abertura dos envelopes, e indicará,
obrigatoriamente, o seguinte:
I - objeto da licitação, em descrição sucinta e clara;
[...]
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Mas por qual razão um termo cuja explicação pode ser dada em três
parágrafos será ministrado em tópico separado?
Porque, em algumas ocasiões, o objeto da licitação acaba forçando a
realização da licitação em uma determinada modalidade.
Mas vamos por partes, falemos das modalidades de licitações existentes:
Art. 22. São modalidades de licitação:
I - concorrência;
II - tomada de preços;
III - convite;
IV - concurso;
V - leilão.
§ 1o Concorrência é a modalidade de licitação entre
quaisquer interessados que, na fase inicial de habilitação
preliminar, comprovem possuir os requisitos mínimos de
qualificação exigidos no edital para execução de seu objeto.
§ 2o Tomada de preços é a modalidade de licitação entre
interessados devidamente cadastrados ou que atenderem
a todas as condições exigidas para cadastramento até o
terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas,
observada a necessária qualificação.
§ 3o Convite é a modalidade de licitação entre
interessados do ramo pertinente ao seu objeto,
cadastrados ou não, escolhidos e convidados em número
mínimo de 3 (três) pela unidade administrativa, a qual
afixará, em local apropriado, cópia do instrumento convocatório
e o estenderá aos demais cadastrados na correspondente
especialidade que manifestarem seu interesse com
antecedência de até 24 (vinte e quatro) horas da
apresentação das propostas.
§ 4o Concurso é a modalidade de licitação entre quaisquer
interessados para escolha de trabalho técnico, científico ou
artístico, mediante a instituição de prêmios ou
remuneração aos vencedores, conforme critérios constantes
de edital publicado na imprensa oficial com antecedência
mínima de 45 (quarenta e cinco) dias.
§ 5o Leilão é a modalidade de licitação entre quaisquer
interessados para a venda de bens móveis inservíveis para
a administração ou de produtos legalmenteapreendidos
ou penhorados, ou para a alienação de bens imóveis
prevista no art. 19, a quem oferecer o maior lance, igual ou
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superior ao valor da avaliação. (Redação dada pela Lei nº
8.883, de 1994)
[...]
Só de olhar as modalidades de licitação, você já tem alguma ideia dos
objetos possíveis deste procedimento. Veja, por exemplo, no caso do Leilão, o
REMHWR� GH� XPD� OLFLWDomR� SRGH� VHU� ³SURGXWR� OHJDOPHQWH� DSUHHQGLGR´� RX� DLQGD ³EHP�
LPyYHO´�
Pois bem, aqui para a nossa disciplina, peço apenas que você saiba o
seguinte:
A concorrência é obrigatória para os seguintes objetos contratuais:
- Compra e alienação de imóveis, qualquer que seja o valor, ressalvados
os casos de alienação de bens adquiridos em procedimentos judiciais ou
mediante dação em pagamento (estes casos admitem tanto leilão como
concorrência).
- Concessões de direito real de uso
- Elaboração do registro de preços, ressalvado neste caso a
possibilidade de se utilizar da modalidade pregão.
De resto, sugiro lembrar-se das faixas de valor para realização de
determinada modalidade de licitação.
Existe uma diferença básica: o fato de as obras ou serviços serem de
engenharia ou não. Acompanhe:
I - para obras e serviços de engenharia:
a) convite - até R$ 150.000,00 (cento e cinqüenta mil reais);
b) tomada de preços - até R$ 1.500.000,00 (um milhão e
quinhentos mil reais);
c) concorrência: acima de R$ 1.500.000,00 (um milhão e
quinhentos mil reais);
II - para compras e serviços não referidos no inciso anterior:
a) convite - até R$ 80.000,00 (oitenta mil reais);
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b) tomada de preços - até R$ 650.000,00 (seiscentos e
cinqüenta mil reais);
c) concorrência - acima de R$ 650.000,00 (seiscentos e
cinqüenta mil reais).
Estes são exemplos de objeto de licitações. Mas tenha em mente que a
expressão significa apeQDV� H� WmR� VRPHQWH� ³DTXLOR� TXH� VH� FRQWUDWD´� FRP� D�
Administração Pública. Simples? Fácil? É porque é para ser mesmo!
Só que agora o negócio vai ficar mais complicado. Nem sempre é necessário
realizar a licitação. Como assim??? Você acabou de dizer que era! Sim, eu disse,
mas digamos que nosso patrão tem lá seus caprichos .
Existem dois motivos pelos quais uma licitação pode não ser feita:
- Simplesmente porque não dá para fazer,
- O Estado não deseja fazê-la.
Tendo isto em mente, vamos refinar um pouco o raciocínio.
Os casos de inexigibilidade de licitação compreendem hipóteses em que a
competição entre licitantes é impossível, ou inviável. Sinta os artigos envolvidos:
Art. 25. É inexigível a licitação quando houver inviabilidade
de competição, em especial:
I - para aquisição de materiais, equipamentos, ou gêneros que
só possam ser fornecidos por produtor, empresa ou
representante comercial exclusivo, vedada a preferência de
marca, devendo a comprovação de exclusividade ser feita
através de atestado fornecido pelo órgão de registro do
comércio do local em que se realizaria a licitação ou a obra ou
o serviço, pelo Sindicato, Federação ou Confederação
Patronal, ou, ainda, pelas entidades equivalentes;
II - para a contratação de serviços técnicos enumerados no
art. 13 desta Lei, de natureza singular, com profissionais ou
empresas de notória especialização, vedada a
inexigibilidade para serviços de publicidade e divulgação;
III - para contratação de profissional de qualquer setor
artístico, diretamente ou através de empresário exclusivo,
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desde que consagrado pela crítica especializada ou pela
opinião pública.
§ 1o Considera-se de notória especialização o profissional
ou empresa cujo conceito no campo de sua especialidade,
decorrente de desempenho anterior, estudos,
experiências, publicações, organização, aparelhamento,
equipe técnica, ou de outros requisitos relacionados com
suas atividades, permita inferir que o seu trabalho é
essencial e indiscutivelmente o mais adequado à plena
satisfação do objeto do contrato.
§ 2o Na hipótese deste artigo e em qualquer dos casos de
dispensa, se comprovado superfaturamento, respondem
solidariamente pelo dano causado à Fazenda Pública o
fornecedor ou o prestador de serviços e o agente público
responsável, sem prejuízo de outras sanções legais
cabíveis
Veja que estes casos refletem uma impossibilidade de competição, o que
torna a exigência de licitação quase uma piada de mau gosto. Exemplos esdrúxulos
que podem fazer você entender a piada:
I ± $� HPSUHVD� ³0RFKLOHLURV� GD� *DOi[LD´� p a única vendedora do aparelho
³JHUDGRU� GH� LPSUREDELOLGDGH� LQILQLWD´�� XPD� JHULQJRQoD� YLWDO� SDUD� DTXHOHV� TXH�
desejam viajar no espaço. A partir do momento em que o Estado demanda este
DSDUHOKR�� QmR� Ki� FRPR� RXWUD� HPSUHVD� FRQFRUUHU� FRP� D� ³0RFKLOHLURV� GD� *DOi[LD´��
visto que ela, e somente ela, produzem a máquina. O servidor, coitado, não pode
ser penalizado por não fazer a licitação neste caso. Mas, coisa muito diferente seria
XP�HGLWDO�GH�OLFLWDomR�TXH�WLYHVVH�FRPR�REMHWR�XP�FDUUR�GD�PDUFD�³People Wagen´��
Esta exclusividade decorre da preferência de marca, coisa que o inciso I veda.
II ±Determinada Autarquia, que não conta com Procuradores em seus
quadros funcionais, contrata o parecerista Pontes de Miranda para confecção de um
parecer favorável à não aplicação do artigo 5º da Constituição Federal no âmbito
desta federação, parecer este a ser apresentado perante o STF em ação direta de
inconstitucionalidade. Para quem não conhece, Pontes de Miranda foi um
doutrinador da disciplina de Direito Civil, e somente um parecer altamente
especializado como o dele pode conceder à União a chance de passar com algo tão
nefasto. Não adianta ser um parecer do Joãozinho das Flores, bacharel recém-
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formado. A especialização faz o trabalho do tio Pontes mais incrivelmente especial
que os demais. Por outro lado, caso Didi Mendonça, renomado publicitário seja
contratado para fazer propaganda sobre as escolas Federais, tal contratação,
apesar de constituir serviço técnico especializado, não poderá ser feita em regime
de inexigibilidade de licitação, por conta da vedação do inciso II.
Só para constar, o artigo 13 da Lei 8666/1993 é o seguinte:
Art. 13. Para os fins desta Lei, consideram-se serviços
técnicos profissionais especializados os trabalhos
relativos a:
I - estudos técnicos, planejamentos e projetos básicos ou
executivos;
II - pareceres, perícias e avaliações em geral;
III - assessorias ou consultorias técnicas e auditorias
financeiras ou tributárias; (Redação dada pela Lei nº 8.883,
de 1994)
IV - fiscalização, supervisão ou gerenciamento de obras ou
serviços;V - patrocínio ou defesa de causas judiciais ou
administrativas;
VI - treinamento e aperfeiçoamento de pessoal;
VII - restauração de obras de arte e bens de valor histórico.
VIII - (Vetado).
Inciso III ± A contratação do imortal Falcão, um cantor famoso por seu terno
amarelo e girassol gigante para cantar em um show organizado por uma entidade
pública para arrecadar fundos. De novo, não adianta chamar o Joãozinho das
Flores, que além de bacharel, canta no bar do Tião as quintas e sextas feiras. O
público consagrou Falcão, e sua participação no show é que o torna especial.
Veja que nestes três casos, a inexigibilidade da licitação é a única saída, já
que não tem jeito nenhum de se realizar uma licitação competitiva.
Agora, meu filho, respire fundo, e pense comigo: é impossível prever todas as
hipóteses de inexigibilidade de licitação. A imaginação de nosso legislador não pode
ir tão longe, e ele tem mais coisas para fazer do que supor todos os 359847 casos
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em que seria impossível realizar uma licitação competitiva. Não é um capricho, é um
fato.
Desta forma, o artigo 25 está apenas enumerando exemplos onde,
obviamente, a competição é inviável. Mas, sempre que nos deparamos com uma
hipótese de licitação inviável, estaremos diante da inexigibilidade.
Assim, o rol do artigo 25 é exemplificativo, fornecendo apenas exemplos.
2XWURV�FDVRV�SRGHP�VXUJLU��GDt�D�ORFXomR�³em especial´��
Professor: vi que em umD�SURYD�FDLX�D�ILJXUD�GR�³credenciamento´�H�HX�QmR�
localizei o termo na lei. O que raios é isso?
Primeiro: o credenciamento não é uma hipótese de inexigibilidade de
licitação, mas um sistema que permite efetivar a contratação de profissionais nas
hipóteses de inexigibilidade.
Emprestando a definição de um doutrinador (DALLARI), credenciamento é ³o
ato ou contrato formal pelo qual a Administração Pública confere a um
particular, pessoa física ou jurídica, a prerrogativa de exercer certas
atividades materiais ou técnicas, em caráter instrumental ou de colaboração
com o Poder Público, a título oneroso, remuneradas diretamente pelos
interessados, sendo que o resultado dos trabalhos desfruta de especial
credibilidade, tendo o outorgante o poder/dever de exercer a fiscalização, podendo
até mesmo extinguir a outorga, assegurados os direitos e interesses patrimoniais do
outorgado inocente e de boa-Ip´�
O Poder Público pode credenciar profissionais interessados em prestar estes
serviços, conferindo-lhes a prerrogativa de exercer as atividades em colaboração
com este, sendo que sua remuneração será feita através dos próprios interessados
que buscam a rede credenciada.
Ao invés de fazer com que os interessados participem de licitação para
escolher apenas um deles para a prestação dos serviços, todos os profissionais
interessados que cumprirem os requisitos do credenciamento poderão credenciar-
se, e a partir deste momento, poderão prestar os serviços em regime de
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colaboração com o Poder Público. É bom para a Administração, e é bom para o
usuário.
Mas há casos em que a Licitação poderia ser realizada, mas o chefe tem
suas preferências, e nestes casos, por razões referentes ao pequeno valor, a
situações excepcionais, ao objeto e em razão da pessoa com quem contrata,
opta por não realizar a licitação.
Poderia ser vantajoso competir? Sim! Poderíamos encontrar alguém
querendo dar mais? Sim! Mas o chefe simplesmente dispensou a realização deste
procedimento.
São os casos de dispensa de licitação. Sinta o drama (dê só uma passada de
olho agora, preciso que você leia o que está lá embaixo para fechar o raciocínio):
Art. 24. É dispensável a licitação:
I - para obras e serviços de engenharia de valor até 10% (dez
por cento) do limite previsto na alínea "a", do inciso I do artigo
anterior, desde que não se refiram a parcelas de uma mesma
obra ou serviço ou ainda para obras e serviços da mesma
natureza e no mesmo local que possam ser realizadas
conjunta e concomitantemente; (Redação dada pela Lei nº 9.648,
de 1998)
II - para outros serviços e compras de valor até 10% (dez por
cento) do limite previsto na alínea "a", do inciso II do artigo
anterior e para alienações, nos casos previstos nesta Lei,
desde que não se refiram a parcelas de um mesmo serviço,
compra ou alienação de maior vulto que possa ser realizada de
uma só vez; (Redação dada pela Lei nº 9.648, de 1998)
III - nos casos de guerra ou grave perturbação da ordem;
IV - nos casos de emergência ou de calamidade pública,
quando caracterizada urgência de atendimento de situação
que possa ocasionar prejuízo ou comprometer a segurança de
pessoas, obras, serviços, equipamentos e outros bens,
públicos ou particulares, e somente para os bens necessários
ao atendimento da situação emergencial ou calamitosa e para
as parcelas de obras e serviços que possam ser concluídas no
prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias consecutivos e
ininterruptos, contados da ocorrência da emergência ou
calamidade, vedada a prorrogação dos respectivos contratos;
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V - quando não acudirem interessados à licitação anterior e
esta, justificadamente, não puder ser repetida sem prejuízo
para a Administração, mantidas, neste caso, todas as
condições preestabelecidas;
VI - quando a União tiver que intervir no domínio econômico
para regular preços ou normalizar o abastecimento;
VII - quando as propostas apresentadas consignarem preços
manifestamente superiores aos praticados no mercado
nacional, ou forem incompatíveis com os fixados pelos órgãos
oficiais competentes, casos em que, observado o parágrafo
único do art. 48 desta Lei e, persistindo a situação, será
admitida a adjudicação direta dos bens ou serviços, por valor
não superior ao constante do registro de preços, ou dos
serviços; (Vide § 3º do art. 48)
VIII - para a aquisição, por pessoa jurídica de direito público
interno, de bens produzidos ou serviços prestados por órgão
ou entidade que integre a Administração Pública e que tenha
sido criado para esse fim específico em data anterior à
vigência desta Lei, desde que o preço contratado seja
compatível com o praticado no mercado; (Redação dada pela Lei
nº 8.883, de 1994)
IX - quando houver possibilidade de comprometimento da
segurança nacional, nos casos estabelecidos em decreto do
Presidente da República, ouvido o Conselho de Defesa
Nacional; (Regulamento)
X - para a compra ou locação de imóvel destinado ao
atendimento das finalidades precípuas da administração, cujas
necessidades de instalação e localização condicionem a sua
escolha, desde que o preço seja compatível com o valor de
mercado, segundo avaliação prévia;(Redação dada pela Lei nº
8.883, de 1994)
XI - na contratação de remanescente de obra, serviço ou
fornecimento, em conseqüência de rescisão contratual, desde
que atendida a ordem de classificação da licitação anterior e
aceitas as mesmas condições oferecidas pelolicitante
vencedor, inclusive quanto ao preço, devidamente corrigido;
XII - nas compras de hortifrutigranjeiros, pão e outros gêneros
perecíveis, no tempo necessário para a realização dos
processos licitatórios correspondentes, realizadas diretamente
com base no preço do dia; (Redação dada pela Lei nº 8.883, de
1994)
XIII - na contratação de instituição brasileira incumbida
regimental ou estatutariamente da pesquisa, do ensino ou do
desenvolvimento institucional, ou de instituição dedicada à
recuperação social do preso, desde que a contratada detenha
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inquestionável reputação ético-profissional e não tenha fins
lucrativos;(Redação dada pela Lei nº 8.883, de 1994)
XIV - para a aquisição de bens ou serviços nos termos de
acordo internacional específico aprovado pelo Congresso
Nacional, quando as condições ofertadas forem
manifestamente vantajosas para o Poder Público; (Redação
dada pela Lei nº 8.883, de 1994)
XV - para a aquisição ou restauração de obras de arte e
objetos históricos, de autenticidade certificada, desde que
compatíveis ou inerentes às finalidades do órgão ou entidade.
XVI - para a impressão dos diários oficiais, de formulários
padronizados de uso da administração, e de edições técnicas
oficiais, bem como para prestação de serviços de informática a
pessoa jurídica de direito público interno, por órgãos ou
entidades que integrem a Administração Pública, criados para
esse fim específico;(Incluído pela Lei nº 8.883, de 1994)
XVII - para a aquisição de componentes ou peças de origem
nacional ou estrangeira, necessários à manutenção de
equipamentos durante o período de garantia técnica, junto ao
fornecedor original desses equipamentos, quando tal condição
de exclusividade for indispensável para a vigência da
garantia; (Incluído pela Lei nº 8.883, de 1994)
XVIII - nas compras ou contratações de serviços para o
abastecimento de navios, embarcações, unidades aéreas ou
tropas e seus meios de deslocamento quando em estada
eventual de curta duração em portos, aeroportos ou
localidades diferentes de suas sedes, por motivo de
movimentação operacional ou de adestramento, quando a
exiguidade dos prazos legais puder comprometer a
normalidade e os propósitos das operações e desde que seu
valor não exceda ao limite previsto na alínea "a" do inciso II do
art. 23 desta Lei: (Incluído pela Lei nº 8.883, de 1994)
XIX - para as compras de material de uso pelas Forças
Armadas, com exceção de materiais de uso pessoal e
administrativo, quando houver necessidade de manter a
padronização requerida pela estrutura de apoio logístico dos
meios navais, aéreos e terrestres, mediante parecer de
comissão instituída por decreto; (Incluído pela Lei nº 8.883, de
1994)
XX - na contratação de associação de portadores de
deficiência física, sem fins lucrativos e de comprovada
idoneidade, por órgãos ou entidades da Administração Pública,
para a prestação de serviços ou fornecimento de mão-de-obra,
desde que o preço contratado seja compatível com o praticado
no mercado. (Incluído pela Lei nº 8.883, de 1994)
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XXI - para a aquisição de bens e insumos destinados
exclusivamente à pesquisa científica e tecnológica com
recursos concedidos pela Capes, pela Finep, pelo CNPq ou
por outras instituições de fomento a pesquisa credenciadas
pelo CNPq para esse fim específico; (Redação dada pela Lei nº
12.349, de 2010)
XXII - na contratação de fornecimento ou suprimento de
energia elétrica e gás natural com concessionário,
permissionário ou autorizado, segundo as normas da
legislação específica; (Incluído pela Lei nº 9.648, de 1998)
XXIII - na contratação realizada por empresa pública ou
sociedade de economia mista com suas subsidiárias e
controladas, para a aquisição ou alienação de bens, prestação
ou obtenção de serviços, desde que o preço contratado seja
compatível com o praticado no mercado.(Incluído pela Lei nº
9.648, de 1998)
XXIV - para a celebração de contratos de prestação de
serviços com as organizações sociais, qualificadas no âmbito
das respectivas esferas de governo, para atividades
contempladas no contrato de gestão. (Incluído pela Lei nº 9.648,
de 1998)
XXV - na contratação realizada por Instituição Científica e
Tecnológica - ICT ou por agência de fomento para a
transferência de tecnologia e para o licenciamento de direito de
uso ou de exploração de criação protegida. (Incluído pela Lei nº
10.973, de 2004)
XXVI ± na celebração de contrato de programa com ente da
Federação ou com entidade de sua administração indireta,
para a prestação de serviços públicos de forma associada nos
termos do autorizado em contrato de consórcio público ou em
convênio de cooperação. (Incluído pela Lei nº 11.107, de 2005)
XXVII - para o fornecimento de bens e serviços, produzidos ou
prestados no País, que envolvam, cumulativamente, alta
complexidade tecnológica e defesa nacional, mediante parecer
de comissão especialmente designada pela autoridade
máxima do órgão. (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005)
XXVII - na contratação da coleta, processamento e
comercialização de resíduos sólidos urbanos recicláveis ou
reutilizáveis, em áreas com sistema de coleta seletiva de lixo,
efetuados por associações ou cooperativas formadas
exclusivamente por pessoas físicas de baixa renda
reconhecidas pelo poder público como catadores de materiais
recicláveis, com o uso de equipamentos compatíveis com as
normas técnicas, ambientais e de saúde pública. (Redação dada
pela Lei nº 11.445, de 2007).
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XXVIII ± para o fornecimento de bens e serviços, produzidos
ou prestados no País, que envolvam, cumulativamente, alta
complexidade tecnológica e defesa nacional, mediante parecer
de comissão especialmente designada pela autoridade
máxima do órgão. (Incluído pela Lei nº 11.484, de 2007).
XXIX ± na aquisição de bens e contratação de serviços para
atender aos contingentes militares das Forças Singulares
brasileiras empregadas em operações de paz no exterior,
necessariamente justificadas quanto ao preço e à escolha do
fornecedor ou executante e ratificadas pelo Comandante da
Força. (Incluído pela Lei nº 11.783, de 2008).
XXX - na contratação de instituição ou organização, pública ou
privada, com ou sem fins lucrativos, para a prestação de
serviços de assistência técnica e extensão rural no âmbito do
Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural
na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária, instituído por lei
federal. (Incluído pela Lei nº 12.188, de 2.010) Vigência
XXXI - nas contratações visando ao cumprimento do disposto
nos arts. 3º, 4º, 5º e 20 da Lei no 10.973, de 2 de dezembro de 2004,
observados os princípios gerais de contratação dela
constantes. (Incluído pela Medida Provisória nº 495, de 2010)
XXXI - nas contratações visando ao cumprimento do disposto
nos arts. 3º, 4º, 5º e 20 da Lei no 10.973, de 2 de dezembro de 2004,
observados os princípios gerais de contratação dela
constantes. (Incluído pela Lei nº 12.349, de 2010)XXXII - na contratação em que houver transferência de
tecnologia de produtos estratégicos para o Sistema Único de
Saúde - SUS, no âmbito da Lei no 8.080, de 19 de setembro de
1990, conforme elencados em ato da direção nacional do SUS,
inclusive por ocasião da aquisição destes produtos durante as
etapas de absorção tecnológica.
Bela paulada né? Vou ser honesto com você: é humanamente impossível
memorizar estas hipóteses, e mesmo que seja possível, isto vai consumir um
espaço monstruoso na sua cabeça que poderia ser mais bem aproveitado com outro
conteúdo. Eu mesmo tenho de recorrer à Lei 8666/1993 quando preciso responder
uma questão a respeito de Dispensa de Licitação.
O que você pode fazer é o seguinte: peque um lápis, e anote do lado de cada
inciso em qual das quatro hipóteses ele se encaixa. Isso vai, aos poucos, ajudar
você a memorizar mais naturalmente o assunto. Mas não se desespere se você, ao
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tomar posse no último cargo público da sua vida, ainda precisar recorrer ao Vade
Mecum para responder estas perguntas
Continuando. Repare que o artigo como um todo parece um tanto aleatório,
né? Um monte de hipóteses sem aparente ligação. Existem duas razões para isso:
- As hipóteses de dispensa de licitação são taxativas, ou seja, se não
estiver previsto em lei, a licitação é obrigatória. Isso força o legislador a sair
escrevendo tudo que lhe vem à cabeça, pois se não estiver lá, tem de licitar. Note
que existem várias leis posteriores à 8666/1993 que adicionam novos incisos, e a
tendência é isso continuar indefinidamente .
- Como as dispensas de licitação tem origem casuística (são editadas para
atender a determinados cenários, conforme vão surgindo), o artigo começa a
crescer desordenadamente, e sem nenhuma coesão, já que a edição legislativa é
fruto de diversas épocas, todas condensadas neste caótico dispositivo .
E para ficar bonitinho, vamos ao SmartArt:
E falta falar de algumas coisinhas mais. A primeira delas você já conhece de
outros carnavais: a homologação.
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A homologação é a aprovação do procedimento. Só que este ato singelo
é precedido do exame de todos os atos que integraram o procedimento, de maneira
a garantirmos que não houve nenhum vício no curso da licitação. Estando tudo em
ordem, o procedimento é homologado. Igualzinho concurso público (alias, você
ficaria surpreso com quantas perguntas sobre licitação você pode acertar pensando
em concurso público )
A segunda é um pouco mais pomposa. Nós não passamos por um monte de
fases para que o objeto não fosse finalmente contratado. A Administração, através
daquela longa lista de procedimentos previstos na Lei 8666/1993 queria saber quem
oferecia o objeto da licitação nas melhores condições possíveis. E ela achou o
sujeito ideal, razão pela qual homologou o procedimento, de maneira a atestar a
regularidade de tudo que se passou ali.
Aí chegamos à etapa final do procedimento licitatório: a adjudicação.
Doutrinariamente, a adjudicação é "o ato pelo qual a Administração, pela
mesma autoridade competente para homologar, atribui ao vencedor o objeto
da licitação".
Primeira lição: adjudicação é um ato declaratório. Não é a assinatura do
contrato. Assemelha-se mais a um ato formal no qual a Administração proclama
que o objeto da licitação será entregue ao vencedor. Depois disso é que vem a
convocação para assinatura do contrato. E se o licitante não assinar o contrato,
apesar do objeto já ter sido adjudicado?
Como eu já disse, a adjudicação não é a celebração do contrato. Se o
particular, depois de tudo isso, não quiser contratar, não contrata e pronto. Será
punido por isso, mas até que passe a caneta no contrato, não ocorreu a
contratação. Isto deve ficar bem claro na sua cabeça.
9.2 Edital de Licitação
Caro concurseiro. No fundo, você já sabe essa matéria. Era você que estava
lá dando F5 constantemente na página do Diário Oficial (ou do Fórum, conforme seu
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nível de preguiça) para ver em primeira mão o edital de algum concurso (quem sabe
até deste concurso aqui).
2� TXH� p� R� HGLWDO"� ³(GLWDO� p� R� DWR� SHOR� TXDO� D� $GPLQLVWUDomR� divulga a
abertura da concorrência, fixa os requisitos para participação, define o objeto
e as condições básicas do contrato e convida a todos os interessados para
que apresentem suas propostas´��(VVD�GHILQLomR�p�GD�PLQKD�TXHULGD�3URIHVVRUD�
de Direito Administrativo da Faculdade, que alguns de voFrV� FRQKHFHP� SRU� ³',�
3,(752´�
Vou começar fazendo as comparações com o edital de concurso público, e
depois vou falar do edital de licitação. Assim, pela familiaridade, você vai saber o
que procurar. Quer ver?
- divulga a abertura da concorrência: A Administração Pública procura uma
competição justa, mas, mais ainda, deseja que o máximo de pessoas apareça para
fazer propostas, pois assim, é mais provável que consiga a melhor oferta possível.
Isto só é possível através de divulgação, para que todos saibam que aquela licitação
vai acontecer, e em breve.
Pense no seu edital deste concurso: todo mundo ficou sabendo que o
concurso estava aberto por conta do edital. Não foi manda uma cartinha para
nenhum apadrinhado comparecer em um concurso secreto. Tornou-se público que o
seu concurso público seria realizado e TODO MUNDO ficou sabendo.
Uma questão interessante é a seguinte: porque a definição doutrinária fala
VREUH�³FRQFRUUrQFLD´"�$�ULJRU��D�IDVH�GH�DEHUWXUD�GR�HGLWDO�HVWi�YLQFXODGD�D�HVWH�WLSR�
específico de licitação.
A licitação na modalidade concorrência é a mais ampla possível, permitindo a
participação de praticamente qualquer interessado. E mais ainda, de maneira a
garantir essa participação ampla, faz uso do edital. Caso estivéssemos tratando da
modalidade GH� OLFLWDomR� ³convite´�� D� $GPLQLVWUDomR� 3~EOLFD� PDQGDULD� R� TXH�
FKDPDPRV� GH� ³carta-convite´� SDUD� WUrV� SRWHQFLDLV� IRUQHFHGRUHV�� H� DIL[DULD� QR�
quadro de avisos da repartição um informe para os demais.
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Veja que a carta-convite é diretamente direcionada a alguns fornecedores.
No caso da concorrência, é na base do edital mesmo .
- fixa os requisitos para participação: No caso do edital de concurso
público, lá encontramos disposições a respeito da idade mínima, quitação das
obrigações eleitorais e militares, nível de escolaridade exigido e afins.
Para o nosso edital de licitação, a coisa não muda em absolutamente nada. A
Administração Pública possui algumas exigências a serem cumpridas por aqueles
que desejam com ela contratar.
Estes requisitos são verificados atrDYpV�GH�XPD�IDVH�FKDPDGD�³KDELOLWDomR´��
no qual a AdministraçãoPública deseja ver cumpridos os seguintes requisitos:
Art. 27. Para a habilitação nas licitações exigir-se-á dos
interessados, exclusivamente, documentação relativa a:
I - habilitação jurídica;
II - qualificação técnica;
III - qualificação econômico-financeira;
IV ± regularidade fiscal e trabalhista; (Redação dada pela Lei
nº 12.440, de 2011) (Vigência)
- define o objeto e as condições básicas do contrato: Aqui vale a máxima:
o edital é a lei da licitação. O que estiver contido no edital deve ser seguido
rigorosamente, sob pena de nulidade de todo o procedimento. Isso está muito nítido
no artigo 3º da Lei 8666/1993:
Art. 3º A licitação destina-se a garantir a observância do princípio
constitucional da isonomia, a seleção da proposta mais vantajosa
para a administração e a promoção do desenvolvimento nacional
sustentável e será processada e julgada em estrita conformidade
com os princípios básicos da legalidade, da impessoalidade, da
moralidade, da igualdade, da publicidade, da probidade
administrativa, da vinculação ao instrumento convocatório, do
julgamento objetivo e dos que lhes são correlatos
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Desta forma, nem o particular que aceitou participar da licitação, nem a
própria Administração Pública, que já manifestou a sua vontade através do edital,
poderão mudar de ideia depois.
Sim, nem mesmo a Administração Pública. Lembre-se de que a licitação
busca um fim bastante peculiar: a assinatura de um contrato, representando direitos
e obrigações de ambas as partes. A Administração Pública precisa de algum bem
ou material, e para isso, contrata com o particular. Mas não se pode mudar as
regras do jogo no meio do caminho e isso não é direito concedido nem mesmo à
Administração Pública.
É a mesma ideia de um contrato de fornecimento: o fornecedor fez
preparativos para atender ao pedido da empresa, cumprir os prazos e ainda tirar
uma margem de lucro da operação. Se as regras ficarem mudando, essa
expectativa se frustra.
Contudo, a Lei de Licitações abriu uma brecha que permite a alteração
posterior dos contratos firmados entre Administração Pública e contratante:
Art. 65. Os contratos regidos por esta Lei poderão ser
alterados, com as devidas justificativas, nos seguintes casos:
I - unilateralmente pela Administração:
a) quando houver modificação do projeto ou das
especificações, para melhor adequação técnica aos seus
objetivos;
b) quando necessária a modificação do valor contratual em
decorrência de acréscimo ou diminuição quantitativa de seu
objeto, nos limites permitidos por esta Lei;
II - por acordo das partes:
a) quando conveniente a substituição da garantia de
execução;
b) quando necessária a modificação do regime de
execução da obra ou serviço, bem como do modo de
fornecimento, em face de verificação técnica da
inaplicabilidade dos termos contratuais originários;
c) quando necessária a modificação da forma de
pagamento, por imposição de circunstâncias supervenientes,
mantido o valor inicial atualizado, vedada a antecipação do
pagamento, com relação ao cronograma financeiro fixado, sem
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a correspondente contraprestação de fornecimento de bens ou
execução de obra ou serviço;
d) para restabelecer a relação que as partes pactuaram
inicialmente entre os encargos do contratado e a
retribuição da administração para a justa remuneração da
obra, serviço ou fornecimento, objetivando a manutenção do
equilíbrio econômico-financeiro inicial do contrato, na hipótese
de sobrevirem fatos imprevisíveis, ou previsíveis porém de
conseqüências incalculáveis, retardadores ou impeditivos da
execução do ajustado, ou, ainda, em caso de força maior, caso
fortuito ou fato do príncipe, configurando álea econômica
extraordinária e extracontratual. (Redação dada pela Lei nº
8.883, de 1994)
§ 1o O contratado fica obrigado a aceitar, nas mesmas
condições contratuais, os acréscimos ou supressões que
se fizerem nas obras, serviços ou compras, até 25% (vinte
e cinco por cento) do valor inicial atualizado do contrato,
e, no caso particular de reforma de edifício ou de
equipamento, até o limite de 50% (cinqüenta por
cento) para os seus acréscimos.
[...]
Este é o trecho clássico, exigido em quase qualquer prova que exigia o tema
de Licitações. Contudo, recomendo a leitura do artigo inteiro da Lei 8.666/1993.
- convida a todos os interessados para que apresentem suas propostas:
Este é tranquilo. É o bom e velho convite para que todos que quiserem participem
do procedimento, tal como qualquer interessado na vaga deste concurso poderia se
inscrever se assim o desejasse.
Recomendo uma leitura pausada do artigo 40 da Lei 8666/1993. Ele possui
todas as informações daquilo que deve constar em um edital. Eu normalmente
reproduziria os artigos aqui, mas a aula se tornaria excessivamente longa. O que é
verdadeiramente importante que você aluno tenha em mente é que qualquer inciso
do artigo 40 pode ser encaixado dentro de uma dessas quatro funções coloridas:
divulgação, fixação de requisitos, definição do objeto ou convite dos
interessados. Pode ir lá tirar a prova .
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9.3 Pregão
Pregão também é modalidade de licitação. E porque não a coloquei lá no
começo, junto das demais?
1 ± Esta modalidade não está prevista na Lei 8666/1993, e sim na Lei
10.520/2002, o que prejudicaria um pouco a coesão do curso.
2- Seu edital pediu um tópico específico, então, é melhor que eu te dê um
tópico específico
O Pregão é uma espécie de leilão inverso, onde os participantes dão lances
cada vez menores, até que se proclame um vencedor. Esta é a ideia geral, e é com
estes olhos que você deve olhar os próximos itens.
Comecemos:
Art. 1º Para aquisição de bens e serviços comuns, poderá
ser adotada a licitação na modalidade de pregão, que será
regida por esta Lei.
Parágrafo único. Consideram-se bens e serviços comuns,
para os fins e efeitos deste artigo, aqueles cujos padrões de
desempenho e qualidade possam ser objetivamente definidos
pelo edital, por meio de especificações usuais no mercado.
Art. 2º (VETADO)
§ 1º Poderá ser realizado o pregão por meio da utilização de
recursos de tecnologia da informação, nos termos de
regulamentação específica.
[...]
Primeira lição: pregão serve para aquisição de bens e serviços comuns.
Embora a lei defina o que é um bem ou serviço comum, esqueça aquilo e
pense nisso: um bloco de folhas de sulfite.
Dá para fixar objetivamente padrões de desempenho e qualidade? Bom, eu
consigo colocar no edital que o objeto do pregão será a aquisição de folhas sulfite,
brancas, próprias para impressão em impressora laser, tamanho A4? São
critérios objetivos.
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Por outro lado, fazer um pregão para apresentação de uma cantora que seja
bonita e cante bem não é possível, pois são atributos subjetivos, dependendo da
opinião de quem observa o objeto.
Como não estamos em Direito Administrativo, não vou marretar vocês com
todas as minúcias do tema. É improvável que algo muito profundo vá cair em ARM,
quando a banca poderia muito bem passar por cima de vocês em Direito
Administrativo.
Mas você vai sair daqui sabendo o necessário.
O Pregão costuma ser dividido em duas fases: a fase interna (ou
preparatória, anterior à abertura do procedimento ao público) e a fase externa (a
partir da publicação do edital).
A fase interna busca o seguinte:
Art. 3º A fase preparatória do pregão observará o seguinte:
I - a autoridade competente justificará a necessidade de
contratação e definirá o objeto do certame, as exigências
de habilitação, os critérios de aceitação das propostas, as
sanções por inadimplemento e as cláusulas do contrato,
inclusive com fixação dos prazos para fornecimento;
II - a definição do objeto deverá ser precisa, suficiente e clara,
vedadas especificações que, por excessivas, irrelevantes ou
desnecessárias, limitem a competição;
[...]
Veja que estes passos são, inclusive, comuns a todos os procedimentos
licitatórios. Só que a Lei 10.520/2002 resolveu deixá-los bem clara. Só ressalto que
aqui não há nenhuma peculiaridade desta modalidade em relação às demais.
E a fase externa? Veja só:
Art. 4º A fase externa do pregão será iniciada com a convocação dos
interessados e observará as seguintes regras: [...].
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O artigo 4º é um primor de detalhamento. Reproduzi-lo aqui é desnecessário,
além de extremamente chato. Apenas chamo a sua atenção a uma casca de
banana, eternizada pelas bancas de concurso:
VII - aberta a sessão, os interessados ou seus representantes,
apresentarão declaração dando ciência de que cumprem
plenamente os requisitos de habilitação e entregarão os
envelopes contendo a indicação do objeto e do preço
oferecidos, procedendo-se à sua imediata abertura e à
verificação da conformidade das propostas com os requisitos
estabelecidos no instrumento convocatório;
Não existe disposição semelhante na Lei 8666/1993. E por quê? Porque no
pregão, a fase de habilitação é posterior à fase de competição, o que não ocorre
nas modalidades de licitação da Lei 8666/1993.
Por que isso faz alguma diferença?
Pense no seguinte: em uma licitação "normal", eu coletaria todos os
envelopes contendo a comprovação da habilitação dos licitantes, abriria um por um
e opinaria pela comprovação ou não dos requisitos para participar. Isso leva
bastante tempo, fora o fato de que a decisão que delibera pela não habilitação do
licitante comporta recurso (o que quer dizer mais tempo gasto).
Sabendo disso, o Pregão tenta ser mais ágil. O pregoeiro só irá olhar os
envelopes de habilitação DEPOIS de terminada a fase de competição. Mas aqui
vem a grande sacada: ele só precisa abrir o envelope do vencedor. Menos
documentos para olhar, menos tempo perdido. Se o licitante não cumprir os
requisitos, o objeto da licitação não lhe será adjudicado, e se passa ao segundo
lugar.
Reforço que isto não está nem perto de ser um curso satisfatório de Direito
Administrativo, mas você saiu daqui sabendo o que precisa saber para
Administração de Recursos Materiais . O dia que seu professor for agraciado com a
oportunidade de ministrar aquele curso, nós vamos perder bem mais tempo aqui .
E por fim, reproduzo algumas peculiaridades do procedimento do Pregão que
você deve ter em mente, caso não tenha tempo de dar uma lida na lei:
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VIII - no curso da sessão, o autor da oferta de valor
mais baixo e os das ofertas com preços até 10% (dez por
cento) superiores àquela poderão fazer novos lances
verbais e sucessivos, até a proclamação do vencedor;
IX - não havendo pelo menos 3 (três) ofertas nas
condições definidas no inciso anterior, poderão os autores
das melhores propostas, até o máximo de 3 (três), oferecer
novos lances verbais e sucessivos, quaisquer que sejam
os preços oferecidos;
X - para julgamento e classificação das propostas,
será adotado o critério de menor preço, observados os
prazos máximos para fornecimento, as especificações
técnicas e parâmetros mínimos de desempenho e
qualidade definidos no edital;
Para Administração de Recursos Materiais, o conteúdo deste item é
suficiente para responder as questões. Caso queiram ir mais longe, neste caso eu
sugeriria um Manual de Direito Administrativo ou, ao menos, um curso da disciplina.
.
9.4 Disposições específicas sobre Compras Públicas
Tudo que nós vimos até agora tem a ver com compras públicas. Só que a Lei
de Licitações tem um capítulo próprio sobre o assunto, mostrando algumas
especificidades do processo quando o comprador é a Administração Pública.
Estes tópicos vêm caindo com frequência crescente em prova, então, já sabe
né?
Vamos ver o que temos:
Art. 14. Nenhuma compra será feita sem a adequada
caracterização de seu objeto e indicação dos recursos
orçamentários para seu pagamento, sob pena de nulidade
do ato e responsabilidade de quem lhe tiver dado causa.
E começamos bem o dia. Lá no setor de compras de uma empresa, a
preocupação com a caracterização do objeto era típica dos setores que efetuavam
compras (dizer ao fornecedor exatamente o que se deseja).
Só que agora você está falando de um órgão público, e órgão público quer
tudo discriminado em orçamento. Quem efetuará a compra precisa também apontar
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de onde estão saindo os recursos (públicos, é bom que se adiante) para que aquela
compra seja possível, do contrário, o ato é nulo! E o servidor responsável vai ter de
explicar a patinada.
Que mais que devemos saber?
Art. 15. As compras, sempre que possível, deverão:
I - atender ao princípio da padronização, que imponha
compatibilidade de especificações técnicas e de
desempenho, observadas, quando for o caso, as condições
de manutenção, assistência técnica e garantia oferecidas;
Você está indo para um templo da burocracia . Se até o formulário é
padronizado em uma repartição, é normal que ela prestigie essa característica. Fora
isto, não podemos comprar bens que não sirvam ao propósito a que se destinam, ou
que possuam desempenho abaixo do necessário.
E, lógico, assistência técnica, garantia, e condições de manutenção são
coisas que todo consumidor gosta, inclusive a Administração.
II - ser processadas através de sistema de registro de
preços;
O Registro de Preços consiste em uma listagem de preços que a
Administração Pública dispõe para efetuar suas contratações. Imagine que a
Administração efetuou uma concorrência para que os participantes competissem
pelo próprio registro de seus preços nos sistemas do órgãopúblico.
A partir deste momento, o beneficiário do registro tem uma prerrogativa:
sempre que, em igualdade de condições, a Administração Pública puder contratar o
objeto tanto do beneficiário do registro quanto de outro eventual contratante, deverá
efetuar a contratação com o beneficiário.
Entenda: a Administração Pública não está obrigada a contratar o beneficiário
sempre que precisar do objeto. Poderá muito bem efetuar uma licitação para o
fornecimento de determinado bem ou material, e quem sabe até obter um preço
mais barato pelo objeto.
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Contudo, caso o preço seja igual, o beneficiário tem direito a exigir que seja
ele o fornecedor. Obviamente, quando houver registro de preços, eventuais
licitações realizadas não poderão ter um objeto mais caro do que o constante do
registro, afinal de contas, já existe um fornecedor disposto a ofertar o bem por um
valor menor.
Já podemos adiantar alguns dos parágrafos do artigo:
§ 1o O registro de preços será precedido de ampla
pesquisa de mercado.
§ 2o Os preços registrados serão publicados trimestralmente
para orientação da Administração, na imprensa oficial.
Veja que o objetivo aqui não é criar uma reserva de mercado para o
beneficiário, e sim, sempre obter a proposta mais vantajosa para a Administração.
O preço é fixado depois de ampla pesquisa de mercado, buscando garantir
TXH�DTXHOH�SUHoR�p�UHDOPHQWH�XP�³SUHoR�MXVWR´��
E o sistema de preços tem um benefício adicional, apontado no parágrafo 2º:
ele serve de guia para Administração Pública, garantindo que as ofertas dos
licitantes não serão manifestamente superiores aos preços praticados em mercado.
Os órgãos públicos encontram-se livres parar criar seus registros de preços,
entretanto, as disposições seguintes consistem no mínimo que deve ser observado:
§ 3o O sistema de registro de preços será regulamentado por
decreto, atendidas as peculiaridades regionais, observadas as
seguintes condições:
I - seleção feita mediante concorrência;
II - estipulação prévia do sistema de controle e atualização
dos preços registrados;
III - validade do registro não superior a um ano.
Muito cuidado aqui! Repare que o parágrafo 3º foi extraído da Lei 8.666/1993
e assim, antes da edição da edição da Lei 10.520/2002. Assim, não havia como
constar disposição expressa quanto ao pregão no texto da época.
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Com o advento da Lei 10.520/2002, o artigo 11 deixou claro que a seleção
para o Registro de Preços também poderia ser feita por pregão, desde que as
compras e contratações se tratassem de bens e serviços comuns, como estudado
anteriormente:
Art. 11. As compras e contratações de bens e serviços
comuns, no âmbito da União, dos Estados, do Distrito Federal
e dos Municípios, quando efetuadas pelo sistema de registro
de preços previsto no art. 15 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de
1993, poderão adotar a modalidade de pregão, conforme
regulamento específico
E só porque o registro existe, a Administração Pública não está obrigada a
efetuar as contratações. O Registro existe para facilitar este trabalho, como já
vimos, mas nem por isso força a Administração a contratar objetos:
§ 4o A existência de preços registrados não obriga a
Administração a firmar as contratações que deles poderão
advir, ficando-lhe facultada a utilização de outros meios,
respeitada a legislação relativa às licitações, sendo
assegurado ao beneficiário do registro preferência em
igualdade de condições.
Pois bem, as compras precisam, quando possível, ser padronizadas e
obedecer a um registro de preços. Que mais?
III - submeter-se às condições de aquisição e pagamento
semelhantes às do setor privado;
As compras públicas não podem ser um universo à parte daquilo que é
praticado em mercado. Se a Administração Pública praticar condições de aquisição
muito rígidas e pagamento muito abaixo do preço de mercado, ninguém se
interessará em fornecer os bens que ela precisa. Se for muito acima do preço de
mercado, todo mundo vai querer tirar uma casquinha do dinheiro público do
contribuinte, o que é péssimo para qualquer país.
IV - ser subdivididas em tantas parcelas quantas
necessárias para aproveitar as peculiaridades do mercado,
visando economicidade;
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Aqui você pode pensar em um contrato de fornecimento de gêneros
alimentícios. Se a empresa fornecer todos os alimentos que a repartição pública
precisa por um ano, estes alimentos provavelmente perecerão, já que não há onde
guardá-los.
Outro cenário possível seria o da compra de um bem cujo preço sabidamente
oscila ao longo do ano. Se a repartição vai precisar dele o ano todo, talvez seja
melhor fazer pequenas compras ao longo do período, para aproveitar as melhores
vantagens do mercado.
Não confunda isso com a vedação ao fracionamento do contrato. Fracionar o
contrato é sempre possível, contudo, a modalidade de licitação obrigatória
dependerá do valor TOTAL da aquisição.
V - balizar-se pelos preços praticados no âmbito dos
órgãos e entidades da Administração Pública.
Você já viu boa parte dos parágrafos quando falamos sobre registro de
preços. Vamos pulá-los agora.
Reforçando: Só porque o registro existe, a Administração Pública não está
obrigada a efetuar as contratações. O Registro existe para facilitar este trabalho,
como já vimos, mas nem por isso força a Administração a contratar objetos:
§ 4o A existência de preços registrados não obriga a
Administração a firmar as contratações que deles poderão
advir, ficando-lhe facultada a utilização de outros meios,
respeitada a legislação relativa às licitações, sendo
assegurado ao beneficiário do registro preferência em
igualdade de condições.
E agora que você já sabe para o que serve, está pronto para as disposições
seguintes, de caráter operacional do registro de preços:
§ 5o O sistema de controle originado no quadro geral de
preços, quando possível, deverá ser informatizado.
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§ 6o Qualquer cidadão é parte legítima para impugnar preço
constante do quadro geral em razão de incompatibilidade
desse com o preço vigente no mercado.
Pois bem, o próximo parágrafo é essencial!!!
§ 7o Nas compras deverão ser observadas, ainda:
I - a especificação completa do bem a ser adquiridos em
indicação de marca;
II - a definição das unidades e das quantidades a serem
adquiridas em função do consumo e utilização prováveis,
cuja estimativa será obtida, sempre que possível, mediante
adequadas técnicas quantitativas de estimação;
III - as condições de guarda e armazenamento que não
permitam a deterioração do material.É isso mesmo que você leu! O sujeito responsável pelas compras ainda vai
ter de ficar pensando nas condições de guarda e armazenamento dos materiais,
função típica do setor de almoxarifado. Ensinei-te errado? NÃO!
Mas você está olhando o maravilhoso mundo da Administração Pública, e
neste caso, um servidor bastante especial: o agente de compras. Do ponto de vista
da Administração Pública, não basta só especificar o bem e definir suas unidades.
Deve, necessariamente, haver preocupação com o armazenamento do material.
O órgão que fará a compra, e o servidor responsável pela licitação precisa
pensar também em como vai guardar o material. Guarde isto!
§ 8o O recebimento de material de valor superior ao limite
estabelecido no art. 23 desta Lei, para a modalidade de
convite, deverá ser confiado a uma comissão de, no
mínimo, 3 (três) membros.
O limite a que alude o artigo são os seguintes:
Art. 23. As modalidades de licitação a que se referem os
incisos I a III do artigo anterior serão determinadas em função
dos seguintes limites, tendo em vista o valor estimado da
contratação:
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I - para obras e serviços de engenharia:
a) convite - até R$ 150.000,00 (cento e cinqüenta mil reais)
[...]
I - para compras e serviços não referidos no inciso anterior
[outros]:
a) convite - até R$ 80.000,00 (oitenta mil reais);
[...]
Se a compra for feita acima destes valores, a entrega do objeto deve ser feita
a uma comissão de pelo menos três membros (para evitar que apenas um deles
fique com a responsabilidade de efetuar o recebimento).
Art. 16. Será dada publicidade, mensalmente, em órgão de
divulgação oficial ou em quadro de avisos de amplo acesso
público, à relação de todas as compras feitas pela
Administração Direta ou Indireta, de maneira a clarificar a
identificação do bem comprado, seu preço unitário, a
quantidade adquirida, o nome do vendedor e o valor total da
operação, podendo ser aglutinadas por itens as compras feitas
com dispensa e inexigibilidade de licitação.(Redação dada pela
Lei nº 8.883, de 1994)
Parágrafo único. O disposto neste artigo não se aplica aos
casos de dispensa de licitação previstos no inciso IX do
art. 24.
Última peculiaridade: é necessário publicar mensalmente as compras
efetuadas pela Administração Direta ou Indireta, com todas as informações ali
descritas no artigo 16, com uma única exceção (que também é um caso de
dispensa de licitação):
IX - quando houver possibilidade de comprometimento da
segurança nacional, nos casos estabelecidos em decreto do
Presidente da República, ouvido o Conselho de Defesa
Nacional
Faz sentido: se a Administração Pública publicar, por exemplo, a relação de
armamentos e blindados comprados pelo exército, bem como a compra de metais
raros, específicos para produção de armamentos, provavelmente algumas
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operações se veriam comprometidas (o "inimigo", o dia que existir, teria a sua
disposição informação valiosa para o caso de uma guerra contra o Brasil).
Despedida
Agora sim terminou. Eu sei que não foi muito divertido, mas agora você pode
dizer, sem dúvida alguma, que conhece todos os assuntos que serão cobrados na
prova. Foi um enorme prazer tê-lo como meu aluno e só posso desejar que alcance
os seus objetivos pretendidos.
Lembre-se: você só precisa fazer uma prova direito. E mais nada. Mas com o
esforço adequado, talvez você só precise fazer esta prova, e mais nenhuma
Estarei disponível no fórum para dúvidas, até o dia da prova. Aceito
sugestões de melhoramentos no curso, afinal, o maior interessado na aprovação é
você. Se algum tema foi sacrificado em demasia em prol da didática (isto pode
acontecer), ou se você acredita que falei uma bobagem monumental, ou deixei de
dizer algo crucial para a aprovação dos alunos, por favor, me passe um email que
corrigimos isso para ontem.
Aos exercícios agora. Forte abraço.
Questões Comentadas
1.CESPE - SERPRO - 2008A alienação consiste na operação que transfere o
direito de propriedade do material mediante venda, permuta ou doação.
Comentário: Questão baseada no texto do Decreto 99.658/1990:
Art. 3º Para fins deste decreto, considera-se:
[...]
IV - alienação - operação de transferência do direito de
propriedade do material, mediante venda, permuta ou
doação;
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A assertiva transcreve o texto do inciso IV, na íntegra. Alienação, para os fins
do referido decreto é qualquer transferência do direito de propriedade através de
operações de venda, permuta ou doação.
Item Certo
2.CESPE - STF - 2008 Diz-se que um bem móvel classificado como material
permanente está sujeito ao tombamento quando ele não pode ser alienado nem
modificado, tampouco sua destinação alterada.
Comentário: O critério para tombamento é diferente do sugerido pela
assertiva:
Bens Controlados: este é o material sujeito a tombamento propriamente
dito. Seu valor monetário justifica um rigoroso controle sobre sua existência, e
responsabilidade sobre sua guarda e conservação.
Bens Relacionados: Material dispensado de tombamento.
É o valor monetário do bem permanente que justifica a necessidade de
tombamento. Tanto é verdade que mesmo os bens dominicais (sujeitos, por tanto, a
alienação) devem ser tombados quando seu valor monetário justificar controle
rigoroso sobre sua existência.
Item Errado.
3. IADES - CFA -2010Assinale a alternativa que define a cessão de um
material pertencente do patrimônio de uma instituição.
a) Ocorre quando materiais são entregues na organização com a
transferência gratuita de posse e direito de uso.
b) Ocorre quando os materiais são produzidos no próprio órgão.
c) Cessão é a troca de materiais ocorrida entre organizações e que tenham o
mesmo valor comum.
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d) Cessão é a mesma coisa que aquisição remunerada de material com a
utilização de recursos orçamentários disponíveis na organização.
Comentário: Relembremos o texto do Decreto 99.658/1990:
Art. 3º Para fins deste decreto, considera-se:
[...]
III - cessão - modalidade de movimentação de material do
acervo, com transferência gratuita de posse e troca de
responsabilidade, entre órgãos ou entidades da
Administração Pública Federal direta, autárquica e
fundacional do Poder Executivo ou entre estes e outros,
integrantes de qualquer dos demais Poderes da União;
[...]
Conforme sugere a letra a), a cessão ocorre quando há transferência gratuita
da posse de determinado material (consequentemente, haverá transferência
também do direito de uso). Mas preste atenção: há cessão só ocorre quando essa
transferência,além de gratuita, ocorrer entre órgãos da Administração Pública ou de
outros poderes da União.
Letra a)
4. FCC - Sergipe Gás S.A. -2010O processo realizado pela instituição a fim
de cumprir a legislação e manter em dia as informações patrimoniais é denominado
a) Recolhimento.
b) Redistribuição.
c) Cadastramento
d) Inventário físico.
e) Alienação
Comentário: "Manter em dia as informações patrimoniais"... Hum, isto
significa atualizar os sistemas da entidade, a fim de que reflitam a posição do
inventário em um dado instante.
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Ora, vimos em aula que é justamente isto que o inventário busca fazer:
O inventário consiste no levantamento físico ou contagem dos materiais
para que os dados obtidos sejam comparados ao registro efetuado pela
instituição.
Desta forma, inventariar os bens significa certificar-se de que as
informações constantes no controle da instituição refletem a realidade.
Letra d)
5. IADES - CFA - 2010 Assinale a alternativa que apresenta vantagem da
gestão de inventário e controle de estoque em uma organização.
a) Gestão de inventário e controle de estoque são necessários para manter
baixos custos de capital e manutenção das linhas de produção.
b) A gestão de inventário permite reduzir os custos no processo de vendas,
por meio da otimização de rotas.
c) Uma das vantagens é a negociação com os fornecedores em bases
favoráveis, uma vez que os estoques estarão abarrotados.
d) A efetiva gestão do inventário possibilitará ganhos de escala na produção,
por meio da automatização dos processos de compra e controle de estoques.
Comentário: Essa é uma questão bastante interessante. Vamos pensar um
pouquinho
A empresa gerencia seu inventário e controla estoques para ter certeza de
que os bens e mercadorias ali constantes permanecem com as características de
quando foram adquiridos e também para assegurar-se de que as informações dos
sistemas estão atualizadas.
Ora, ao fazer isso, ela consegue gerir seu estoque com o máximo de
eficiência, já que só terá de fazer compras estritamente necessárias ao seu
funcionamento.
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Pois bem, podemos descartar a letra b) já que a adoção do inventário em
nada afetará as rotas adotadas para entrega dos produtos aos clientes, não tendo
impacto sobre o processo de vendas.
A letra c) também é um absurdo, pois a gestão do inventário não implica, por
si só, abarrotar os estoques de materiais. Aliás, a adoção de uma gestão de
inventário eficiente provavelmente levará a uma redução dos estoques.
A letra d) também faz uma conclusão maluca: automatizar processos de
compra e controlar os estoques realmente pode ter impacto na produção, contudo, o
inventário tem um objetivo bem mais humilde: verificar as informações dos registros
da empresa e a realidade. Isto não implicará, por si, em ganhos de escala na
produção.
Só nos restou a letra a): o controle de estoques e a gestão do inventário
reduzem os custos de capital (pois a empresa poderá reduzir o número de materiais
estocados mantendo o mesmo nível de serviço) sem permitir que essa redução
impacte no suprimento da produção.
Quer ver um exemplo simples: se temos uma gestão de inventário eficiente, o
gestor pode confiar nos registros a ponto de saber quando seu estoque está baixo
(ao invés de ser surpreendido com o estoque zerado e uma informação
ultrapassada no sistema). Com isto, pode comprar exatamente aquilo que é
necessário para a produção, sem excedentes. Se não puder confiar no registro, é
provável que tenha de comprar mais material (pois a informação pode estar
desatualizada) e antes do tempo (pelo mesmo motivo), aumentando o capital
imobilizado inutilmente.
Letra a)
6. CESPE -Câmara dos Deputados - 2012 A interdependência dos
componentes patrimoniais, o conteúdo econômico avaliável em moeda dos bens
que compõem o patrimônio bem como a vinculação do conjunto patrimonial a
entidade que vise determinado fim constituem requisitos básicos para que um
conjunto de bens, direitos e obrigações seja considerado patrimônio.
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Comentário: Olha uma definição maravilhosa de patrimônio aí, fornecida por
uma banca de concurso. Vamos olhar ponto por ponto:
- A interdependência dos componentes patrimoniais: os elementos do
patrimônio relacionam-se entre si. Um empréstimo realizado em uma instituição
financeira (obrigação) pode muito bem fornecer dinheiro para a aquisição de uma
máquina para o processo produtivo (bem), que produzirá camisas que serão
vendidas para o cliente que resolveu parcelar a compra (gerando um direito de
receber dinheiro para a empresa);
- O conteúdo econômico avaliável em moeda dos bens que compõem o
patrimônio: Estudamos nas aulas passadas que o patrimônio é o conjunto de bens,
direitos e obrigações avaliáveis em pecúnia (moeda). Não existe nada no patrimônio
que não possa ser avaliado em moeda.
- Vinculação do conjunto patrimonial a entidade que vise determinado
fim: Patrimônio tem dono. Todos aqueles bens, direitos e obrigações pertencem a
alguém (pessoa ou entidade) que tem algum objetivo a ser atingido por meio desse
conjunto patrimonial. Nem que esta "entidade" seja você, cujo objetivo seja o de
sobreviver até o fim do dia .
Tudo que a assertiva mencionou é requisito para que eu realmente possa
reconhecer uma massa de bens, direitos e obrigações como um patrimônio.
Digamos que as características são os elementos de coesão.
Item Certo.
7. CESPE - Câmara dos Deputados - 2012São inalienáveis, enquanto
empregados no serviço público, os bens de uso especial, embora possam ser
contabilizados no ativo, inventariados e avaliados.
Comentário: Os bens públicos só podem ser alienados em prol do interesse
público. E a princípio, se foram adquiridos, é porque a sua utilização e manutenção
são mais interessantes ao poder público do que o valor monetário que representam
(fosse de outro modo, não precisariam ser adquiridos).
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Relembremos da classificação do Direito Civil:
Bens de uso comum do povo: São bens de uso geral, que podem ser
utilizados livremente por todos os indivíduos. A praça aonde você vai é um bem
público que pode ser utilizado por qualquer pessoa, sem necessidade de
autorização.
Bens de uso especial: São aqueles nos quais são prestados serviços
públicos, tais como hospitais públicos, escolas e aeroportos. Sua característica
principal é a que, embora públicos, o acesso às instalações pode ser
restringido a pessoas autorizadas.
Por exemplo: a repartição onde você irá trabalhar embora seja um bem
público, não autorizaa qualquer pessoa a possibilidade de entrar em qualquer sala
da unidade.
Bens dominicais: São bens públicos que não possuem destinação
definida, e desta forma, são passíveis de alienação.
Pois bem, nenhuma destas características impede a contabilização,
avaliação e inventário destes bens. Aliás, é extremamente recomendável que tais
bens sejam controlados.
Item Certo.
8. CESPE - STM - 2010 Compras e doações são as únicas origens de
recebimento de bens patrimoniais nos órgãos sistêmicos.
Comentário: Pelo amor de Deus. Dificilmente alguma coisa é a única coisa
possível de ser algo .
([SUHVV}HV� FRPR� ³VHPSUH´�� ³QXQFD´�� ³~QLFR´�� ³WRGRV´�� ³QHQKXP´� TXDVH�
VHPSUH��Mi�TXH�QmR�H[LVWH�³VHPSUH´��LQYDOLGDP�D�DOWHUQDWLYD��
E aqui não é diferente. Vamos olhar para o texto do Decreto 99.658/1990 e
ver se tem algum outro exemplo por lá:
Art. 3º Para fins deste decreto, considera-se:
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[...]
III - cessão - modalidade de movimentação de material do
acervo, com transferência gratuita de posse e troca de
responsabilidade, entre órgãos ou entidades da Administração
Pública Federal direta, autárquica e fundacional do Poder
Executivo ou entre estes e outros, integrantes de qualquer dos
demais Poderes da União;
IV - alienação - operação de transferência do direito de
propriedade do material, mediante venda, permuta ou doação;
E isto para ficar apenas no decreto .
Item Errado.
9. COPEVE - Prefeitura de Penedo - 2010 - O controle de materiais
utilizados em uma repartição pública obedece ao conjunto de competências do
responsável pelo setor. O controle deve ser capaz de identificar a qualquer
momento as opções abaixo relacionadas, excetuando-se:
a) quantidades a disposição.
b) devoluções feitas ao fornecedor.
c) necessidades específicas de aquisição.
d) compras recebidas.
e) compras aceitas.
Comentário: O ilustre servidor do almoxarifado é um guardião. Ele é capaz
de dizer a qualquer instante o que está em seu poder naquela sala. Mas ele não faz
ideia do porque e nem para que serve aquilo que ele guarda.
Assim sendo, ele não conhece as necessidades que conduziram à aquisição
daquele item. Se alguém pedir meio quilo de plutônio, nosso encarregado saberá:
- Quantos quilos de plutônio ainda estão à disposição (letra a certa)
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- Quantos quilos de plutônio foram devolvidos porque, na verdade, eram
urânio e o pedido veio errado (letra b certa)
- Quantos quilos de plutônio foram entregues (letra d certa)
- Quantos quilos de plutônio foram aceitos, pois conferiam com as
características solicitadas (letra e certa)
Mas ele não sabe se você solicitou a aquisição do plutônio como peso de
papel (plutônio é um metal ) ou para montar uma bomba. Simplesmente não é o
trabalho dele saber.
Letra c)
10. CESPE -TJ-AL - 2012 Na gestão patrimonial, o registro das
características e das quantidades determinadas pelo levantamento consiste na
etapa de inventário denominada:
a) Grupamento.
b) Mensuração
c) Arrolamento
d) Avaliação
e) Identificação
Comentário: Vamos rever todas as etapas do inventário:
Levantamento: É a coleta de dados sobre todos os elementos do
patrimônio.
Nesta etapa, se determinada o que irá ser contado e procede-se à contagem,
em três sub etapas:
- Identificação: Verificação das características dos elementos do
patrimônio a serem inventariados, para posterior agrupamento por semelhança;
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- Agrupamento: Junção dos elementos identificados conforme sua
semelhança, para ficar mais fácil de contá-los.
- Mensuração: É a contagem, o inventário em si. Nesta etapa será
determinada quantidade de bens existentes na entidade.
Depois do levantamento, seguem-se as atividades de:
Arrolamento: Registro das informações levantadas.
Tombamento. É uma fase que nós já vimos. Também é um registro, mas
não de informações, mas do próprio bem que compõe o patrimônio da
entidade.
E como todo bem patrimonial é suscetível de avaliação monetária, passamos
à última fase, que é a da:
Avaliação: compreende a aferição do valor monetário do bem. Sem a
avaliação, o arrolamento só serve para controlar a existência do bem, mas tal
registro não poderá ser utilizado na contabilidade da entidade.
Letra c)
11. CESPE - Câmara dos Deputados - 2012Para o inventário de material
permanente, deve-se considerar o material cuja vida útil estimada seja superior a
dois anos.
Comentário: Perfeita a definição de material permanente. Seu uso contínuo
não descaracteriza sua substância, e sua vida útil é estimada em mais de dois anos.
Item correto.
12. CESPE - Câmara dos Deputados - 2012O arrolamento, uma das fases
do inventário do patrimônio, consiste no registro das características e quantidades
obtidas na fase do levantamento.
Comentário: Relembremos as etapas do inventário:
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Levantamento: É a coleta de dados sobre todos os elementos do
patrimônio.
Arrolamento: Registro das informações levantadas.
Tombamento. É uma fase que nós já vimos. Também é um registro, mas
não de informações, mas do próprio bem que compõe o patrimônio da
entidade.
E como todo bem patrimonial é suscetível de avaliação monetária, passamos
à última fase, que é a da:
Avaliação: compreende a aferição do valor monetário do bem. Sem a
avaliação, o arrolamento só serve para controlar a existência do bem, mas tal
registro não poderá ser utilizado na contabilidade da entidade.
Item Certo.
13 CESPE - 2012 - IBAMA A atualização dos registros de controle
orçamentário constitui objetivo do inventário físico.
Comentário: Dá-se o nome de inventário à verificação ou confirmação da
existência de bens na instituição. Este inventário pode se dar tanto sobre os
materiais em estoque como sobre os bens patrimoniais da entidade.
O propósito do inventário é simplesmente constatar se o bem ou material
relacionado nos registros da instituição continua lá. Não está nem de longe
relacionado com objetivos orçamentários.
Item Errado.
14. CESPE - TJ-ES- 2011 Caso determinado item apresente duas contagens
divergentes em um mesmo inventário, deve-se adotar como estoque físico a média
aritmética entre os resultados das duas contagens, assumindo-se o número inteiro
imediatamente inferior.
Comentário: Trapaceiros .
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Se a primeira conta não bateu com a segunda, isto significa que a
contagem de ser refeita.
(VWH� ³EHP� ERODGR´� GH� WLUDU� D� PpGLD� DFDED� GHVFDUDFWHUL]DQGR� D� GXSOD�
contagem, que tem justamente a finalidade de dimensionar a real situação dos bens
e materiais, e não uma simples aproximação.
Item Errado.
15. COPEVE- UFAL - 2011 Em relação ao processo de inventário na
administração pública, não é correto afirmar:
a) na Administração Pública o inventário é obrigatório, pois a legislação
estabelece que o levantamento geral de bens móveis e imóveis terá por base o
inventário analítico de cada unidade gestora e os elementos da escrituração
sintética da contabilidade.
b) a fim de manter atualizados os registros dos bens patrimoniais, bem como
a responsabilidade dos setores onde se localizam tais bens, a Administração
Pública deve proceder ao inventário mediante verificações físicas pelo menos uma
vez a cada cinco anos.
c) na Administração Pública, o inventário é entendido como o arrolamento
dos direitos e comprometimentos da Fazenda Pública, feito periodicamente, com o
objetivo de se conhecer a exatidão dos valores que são registrados na contabilidade
e que formam o Ativo e o Passivo ou, ainda, com o objetivo de apurar a
responsabilidade dos agentes sob cuja guarda se encontram determinados bens.
d) é um instrumento de controle para verificação dos saldos de estoques nos
almoxarifados e depósitos, e da existência física dos bens em uso no órgão ou
entidade, informando seu estado de conservação, e mantendo atualizados e
conciliados os registros do sistema de administração patrimonial e os contábeis,
constantes do sistema financeiro.
e) os inventários na Administração Pública devem ser levantados não apenas
por uma questão de rotina ou de disposição legal, mas também como medida de
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controle, tendo em vista que os bens nele arrolados não pertencem a uma pessoa
física, mas ao Estado, e precisam estar resguardados quanto a quaisquer danos.
Comentário: Não existe uma regra específica dizendo quantas vezes uma
entidade deve realizar o inventário. Vai das particularidades de cada caso, podendo
ir desde diariamente até "nunca"
Contudo, tem-se certo consenso em sugerir que o inventário seja feito ao
menos uma vez por ano, de forma a permitir que a informação dos registros esteja
atualizada na entrada do exercício. A sugestão da letra b) é um ultraje à
organização .
Letra b)
16. CESPE - Câmara dos Deputados- 2012Uma das formas viáveis de
alienação de um bem público inservível em almoxarifado é sua doação a uma
organização pública ou privada, que poderá utilizá-lo para qualquer fim, exigindo-se
que a definição do bem como inservível seja atestada por comissão nomeada
especificamente para esse fim.
Comentários: Mais uma questão extraída do Decreto 99.658/1990. Primeiro:
os materiais inservíveis podem ser:
Art. 3º Para fins deste decreto, considera-se:
[...]
Parágrafo único. O material considerado genericamente
inservível, para a repartição, órgão ou entidade que detém
sua posse ou propriedade, deve ser classificado como:
a) ocioso - quando, embora em perfeitas condições de uso,
não estiver sendo aproveitado;
b) recuperável - quando sua recuperação for possível e
orçar, no âmbito, a cinqüenta por cento de seu valor de
mercado;
c) antieconômico - quando sua manutenção for onerosa, ou
seu rendimento precário, em virtude de uso prolongado,
desgaste prematuro ou obsoletismo;
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d) irrecuperável - quando não mais puder ser utilizado para
o fim a que se destina devido a perda de suas características
ou em razão da inviabilidade econômica de sua recuperação.
Muito bem. E como podemos alienar este bem público inservível?
Art. 15. A doação, presentes razões de interesse social,
poderá ser efetuada pelos órgãos integrantes da
Administração Pública Federal direta, pelas autarquias e
fundações, após a avaliação de sua oportunidade e
conveniência, relativamente à escolha de outra forma de
alienação, podendo ocorrer, em favor dos órgãos e entidades a
seguir indicados, quando se tratar de material: (Redação dada
pelo Decreto nº 6.087, de 2007).
I - ocioso ou recuperável, para outro órgão ou entidade da
Administração Pública Federal direta, autárquica ou
fundacional ou para outro órgão integrante de qualquer dos
demais Poderes da União; (Redação dada pelo Decreto nº
6.087, de 2007).
II - antieconômico, para Estados e Municípios mais
carentes, Distrito Federal, empresas públicas, sociedade de
economia mista, instituições filantrópicas, reconhecidas de
utilidade pública pelo Governo Federal, e Organizações da
Sociedade Civil de Interesse Público; (Redação dada pelo
Decreto nº 6.087, de 2007).
III - irrecuperável, para instituições filantrópicas,
reconhecidas de utilidade pública pelo Governo Federal, e as
Organizações da Sociedade Civil de Interesse
Público; (Redação dada pelo Decreto nº 6.087, de 2007).
V - adquirido com recursos de convênio celebrado com Estado,
Território, Distrito Federal ou Município e que, a critério do
Ministro de Estado, do dirigente da autarquia ou fundação, seja
necessário à continuação de programa governamental, após a
extinção do convênio, para a respectiva entidade
convenente;(Redação dada pelo Decreto nº 6.087, de 2007).
V - destinado à execução descentralizada de programa federal,
aos órgãos e entidades da Administração direta e indireta da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e aos
consórcios intermunicipais, para exclusiva utilização pelo órgão
ou entidade executora do programa, hipótese em que se
poderá fazer o tombamento do bem diretamente no patrimônio
do donatário, quando se tratar de material permanente,
lavrando-se, em todos os casos, registro no processo
administrativo competente. (Redação dada pelo Decreto nº
6.087, de 2007).
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Parágrafo único. Os microcomputadores de mesa, monitores
de vídeo, impressoras e demais equipamentos de informática,
respectivo mobiliário, peças-parte ou componentes,
classificados como ociosos ou recuperáveis, poderão ser
doados a instituições filantrópicas, reconhecidas de utilidade
pública pelo Governo Federal, e Organizações da Sociedade
Civil de Interesse Público que participem de projeto integrante
do Programa de Inclusão Digital do Governo Federal.
A princípio o bem pode ser doado a instituição pública (ocioso, recuperável
ou antieconômico) ou privada (antieconômico e irrecuperável). Também não há
estipulação da destinação do material doado.
Mas, olha uma coisa interessante:
Art. 19. As avaliações, classificação e formação de lotes,
previstas neste decreto, bem assim os demais
procedimentos que integram o processo de alienação de
material, serão efetuados por comissão especial, instituída
pela autoridade competente e composta de, no mínimo,
três servidores integrantes do órgão ou entidadeinteressados.
A comissão que define um bem como inservível não foi "especialmente
constituída para este fim". Ela faz uma infinidade de outras coisas. É aqui que está o
erro.
Item Errado.
17. CESPE - ABIN- 2010 O inventário, ou levantamento físico para
verificação de estoques, deve ser realizado uma única vez ao final do ano fiscal,
para fins de declaração do imposto de renda da empresa.
Comentário: O inventário pode ser feito quantas vezes a instituição reputar
válidas, e em qualquer época do ano.
Lembra-se que o inventário rotativo se caracteriza justamente pela realização
de diversos inventários ao longo do ano, a cada momento em uma área da
instituição?
Olha o trecho da aula:
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Inventário Rotativo: o Inventário Geral é custoso para a instituição, pois
paralisará as atividades da entidade.
Para evitar estes males, existe o Inventário Rotativo. Nestes casos, haverá
um cronograma periódico a se seguido, fazendo-se a contagem periódica
(normalmente mês a mês) de cada área pretendida, de maneira que ao final do
exercício, todas as áreas tenham sido inventariadas.
A vantagem do método está justamente em não paralisar a atividade da
instituição.
O inventário rotativo tem mais uma vantagem. Caso a empresa combine
algum método de classificação de materiais (por exemplo, a classificação ABC), é
possível fazer com que alguns grupos de itens sejam verificados mais vezes
do que outros. E como vimos no capítulo da Curva ABC, alguns poucos itens
merecem mais atenção que outros muitos itens.
Item Errado
18. CESPE - MPU- 2010 Considere que o responsável pelo setor de estoque
de certa organização pretenda adotar um método de inventário físico que permita
que os artigos de alta rotatividade sejam contados com mais frequência que os de
baixa rotatividade. Nessa situação, o responsável pelo referido setor deve adotar o
método de inventário periódico.
Comentário: Olha que legal, eu fiz essa questão na época que ela saiu .
O que o examinador sugeriu logo acima é mais bem realizado com o
inventário rotativo e não com o periódico. O inventário periódico se presta a efetuar
a contagem do estoque todo, de maneira uniforme.
Por outro lado, eu posso organizar o inventário rotativo de maneira que
determinadas áreas e classes de itens sejam contadas mais vezes do que outras.
Essa é uma das finalidades da classificação ABC: selecionar os itens que
merecem mais atenção do gestor de estoques. Desta forma, é perfeitamente
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possível que o inventário rotativo preveja contagens 12 vezes ao ano para itens da
classe A, e se contente com apenas duas contagens dos itens da classe C.
Assim, se o responsável realmente quiser contar artigos de maior rotatividade
com maior frequência, deverá adotar o inventário rotativo.
Item Errado.
19. CESGRANRIO - BACEN - 2010 Após o término do inventário físico dos
itens em estoque, deve-se calcular um índice representativo da acurácia dos
controles de movimentação de materiais da empresa. Considerando que foram
inventariados 10.000 itens e encontrados 1.200 itens com divergências, o índice de
acurácia desse estoque é de
a) 12%
b) 13,6%
c) 76%
d) 88%
e) 94%
Comentário: Fica tranquilo que dá pra resolver sem conta.
O inventário contou 10.000 itens e identificou, durante a contagem, 1.200
itens com divergência.
$FXUiFLD�p�XPD�SDODYUD�TXH�VLJQLILFD�DOJR�PXLWR�SUy[LPR�GH�³QtYHO�GH�DFHUWR´��
Se 1.200 de 10.000 estavam errados, 12% do estoque divergia do registro.
Por outro lado, os outros 88% estavam corretos, e os 88% são o nível de
acurácia (NÃO OS 12%).
Letra d).
20. FCC - TRE-MS - 2007 Considere as afirmativas abaixo quanto ao
inventário:
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I. É a contagem física de todos os estoques da empresa, para que seja
verificado se as quantidades efetivas correspondem aos controles registrados.
II. O maior benefício do inventário é ter os estoques com as quantidades
registradas corretamente.
III. Quando se trabalha com volumes de estoques muito pequenos, a prática
de inventário é mais onerosa que o benefício por ela proporcionado.
IV. As divergências devem ser acertadas no sistema através de requisições
para possibilitar a saída ou de pedidos para se aportar entradas.
V. É necessário que durante o processo de inventário o atendimento seja
paralisado, pois entradas e saídas comprometem as contagens.
VI. É recomendável que o inventário seja coordenado pelo setor responsável
pelo almoxarifado, pois os funcionários dominam as rotinas e conhecem os itens
estocados.
VII. É recomendável que seja dada atenção prioritária aos itens classificados
como A, dentro do conceito de curva A, B, C.
É correto o que se afirma APENAS em
a) I, II e VII.
b) II, V e VII.
c) I, IV e VI.
d) III, IV e V.
e) IV, V e VII.
Comentário: Vamos começar pelos casos mais absurdos. Se inventário deu
divergência, esta divergência precisa ser registrada. Comprar mais bens para cobrir
o saldo negativo é simplesmente subverter a ideia por trás do inventário, que é a de
controlar os bens e itens que já existem na instituição. O item IV está errado.
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Agora, imagine-se como fornecedor. Você chega ao destinatário com a carga
e o responsável vira para você e te responde que a empresa está fechada para
inventário, favor voltar mês que vem.
Isso pode comprometer as atividades futuras da empresa. Desta forma,
embora possamos paralisar as atividades do almoxarifado para realizar o inventário
(e como vimos no cut-off isso é até recomendável), a contagem pode muito bem ser
feita com o almoxarifado em funcionamento, apenas demandando maior cuidado
(registro apartado dos materiais que entram e saem depois da data limite fixada.
"Ser recomendável" não quer dizer "ser necessário". Item V também
incorreto.
O item III também propõe um desastre: menos volume, menos espaço, mais
trabalho? Não faz sentido. O estoque menor é mais fácil de gerenciar, e por
consequência, de contar. Item III está fora.
O item VI é bem mais legal. Eu aprendi a responder este item em Auditoria.
Preste atenção: é recomendável que quem realize determinada tarefa não seja a
mesma pessoa que fiscaliza o correto cumprimento da mesma.
Quer seja por dolo (se houver alguma divergência, esta pessoa irá,
deliberadamente, ocultar sua existência por medo ou para obter alguma vantagem)
ou por culpa (é muito pouco provável que uma pessoa identifique um erro próprio,
pois se fosse capaz disto, não teria errado em primeiro lugar), sua análise encontra-
se prejudicada.
Assim sendo,se são os funcionários do almoxarifado executam funções
concernentes ao estoque, e o inventário é justamente a conferência deste trabalho,
é recomendável que seja feito justamente por alguém que não trabalhe no
almoxarifado.
Os outros itens estão de acordo com o que vimos na aula. (itens I, II e VIII)
Letra a)
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21. ESAF± DNIT ± 2013Considere um setor de compras e os responsáveis
pelas compras. Analise as opções abaixo e selecione aquela que representa um
atributo do perfil do comprador.
a) Um comprador deve ser preparado, mas não é preciso que seu
conhecimento esteja no mesmo nível do fornecedor.
b) Todo comprador deve perseguir uma compra que resulte em economia de
recurso financeiro, independentemente das políticas organizacionais.
c) O comprador deve orientar seu comportamento nos mais altos níveis, em
concorrências, discussões de preços e finalização da compra.
d) A ética negocial é definida pelos negociadores e não pelas organizações.
e) O sigilo das negociações é opcional, podendo o negociador revelar as
ofertas feitas por concorrentes para obter melhor preço do fornecedor.
Comentário: Ninguém fazia ideia (e acho que ninguém fazia) do que a ESAF
TXHULD� FRP� R� WySLFR� ³SHUILO� GR� FRPSUDGRU´ naquele edital. Felizmente, ela não
inventou muito nesta questão .
O comprador deve conhecer o que compra, de maneira que seu
conhecimento precisa estar no mesmo nível do fornecedor, do contrário, corre o
risco de ser enganado, ou de simplesmente adquirir um produto que não é capaz de
atender a expectativa de sua organização. Questão a) está incorreta.
Por outro lado, o comprador é um empregado da organização. Ele representa
os interesses de seu empregador. Se a política da organização prestigiar algum
outro valor (preservação do meio ambiente, respeito à legislação trabalhista ou outro
fator), é possível que este valor represente um acréscimo nos custos de aquisição,
entretanto, o comprador deve respeitar esta política. Alternativa b) também errada.
A ética negocial, como qualquer manifestação da ética, não é definida por
indivíduos, mas por grupos, que ao possuírem uma noção geral e bem definida
daquilo que é ou não aceitável dentro do mundo dos negócios, prestigia ou rechaça
determinados comportamentos. Entretanto, os negociadores, como meros agentes
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dentro deste contexto, não tem poder para delimitar a ética que rege essas
relações. Alternativa d) errada.
E por fim, a alternativa e) guarde que o sigilo é regra em negociações, razão
pela qual a divulgação de ofertas feitas por concorrentes afronta os princípios da
ética negocial. Representa muito mais um aspecto de discrição, e sua violação é no
mínimo uma indelicadeza (para não dizer antiética).
Só ficamos com a letra c). Sim, o comprador deve se pautar nos mais altos
níveis, qualquer que seja a etapa da negociação. Mais do que um bom comprador,
ao portar-se de maneira tão elevada, reflete os padrões éticos que a instituição
busca transmitir a seus contratantes (inclusive fornecedores).
Letra c).
22. ESAF± DNIT ± 2013 Entende-se por tombamento de bens:
a) o ato de incluir um bem em uma lista de plaquetas metálicas.
b) o registro de um bem permanente no sistema de controle patrimonial.
c) processo realizado pelo almoxarifado com o fim de transferir a
responsabilidade de guarda dos bens.
d) processo por meio do qual é verificado se os materiais se encontram onde
deveriam estar guardados.
e) processo de derrubada do registro de patrimônio de bens.
Comentário: Observemos a definição mostrada em aula:
Tombamento é o procedimento administrativo de identificação de um
bem permanente e seu registro no patrimônio da instituição. Essa identificação
administrativa consiste em efetuar um cadastro onde são dispostas todas as
informações relacionadas ao bem.
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Ao final, será gerado um número de patrimônio, normalmente em uma
plaqueta a ser afixada no bem, que será o número de controle deste mesmo bem
até sua alienação ou perecimento.
Letra b)
23. ESAF - DNIT ± 2013 A seção de patrimônio de uma organização é
responsável pela conferência dos bens que constam da lista de materiais que se
encontram nos ambientes da organização. Assinale a opção correta.
a) Os bens que estão na lista e não foram encontrados são excluídos do
inventário.
b) No final do inventário é publicada uma lista com as divergências
encontradas.
c) O inventário de materiais administrativos é realizado pelas áreas de
expedição.
d) O inventário patrimonial é realizado a qualquer momento durante o ano
fiscal.
e) O inventário físico e o patrimonial são ambos de responsabilidade da
contabilidade da organização.
Comentário: Espero que ainda se lembre dos últimos passos de realização
do inventário:
- Contagem do estoque (ou dos materiais, ou ainda, dos bens): E finalmente
chega o momento. Depois de tanta preparação, está na hora de contar os materiais
ou bens. Cada item será contado duas vezes.
Da primeira vez, será colocado um cartão, etiqueta ou ficha no bem, para
mostrar que a primeira equipe o incluiu na contagem. A segunda equipe de
contagem vai contar tudo de novo, retirando parte da marca identificadora, para
mostrar que também contou o bem. E o que sobrou da marca será removido ao fim
do inventário.
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- Reconciliação e ajustes: Fizemos tudo isto para nos certificarmos que não
há divergência entre a realidade e o registro da entidade. Mas e se houver?
Cabeças vão rolar . Brincadeira, mas alguém terá de explicar as divergências(e
se você vier a ser chefe, vai te dar uma baita dor de cabeça).
Uma vez explicada a variação, é feito o registro da informação real, e
assim, a contagem fica conciliada.
Pois bem, depois da contagem do estoque, verificamos uma primeira leva de
divergências. Estas divergências têm de, necessariamente, passar pela
reconciliação, para serem explicadas, e se for o caso, o estoque ser reajustado (e
não varrer a sujeira pra debaixo do tapete, como a alternativa "a" sugere).
Mas, se a reconciliação não conseguir mesmo localizar estes bens, o estoque
precisa ser ajustado.
A ESAF provavelmente estava pensando em seu novo emprego quando falou
em publicação .
Mas, de fato, deve se dar ciência (ao menos para a organização) de que
aquelas divergências existem e foram localizadas, de maneira a permitir eventual
apuração de responsabilidade e, em caso de admissão de um novo responsável
pelo setor, para que este não se veja na posição de ter de explicar um fato que
ocorreu em momento anterior a sua chegada.
Letrab)
24. CESPE - ABIN - 2010 As funções da equipe de compras envolvem todo o
processo de localização de fornecedores e fontes de suprimento, cotação, aquisição
de materiais, acompanhamento da ordem de fornecimento junto aos fornecedores e
o recebimento do material comprado, para controlar e garantir o fornecimento de
acordo com a especificação solicitada.
Comentário: Afirmação perfeita! Todas as etapas do processo de compras
foram colocadas na assertiva:
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1. Solicitação de compras (análise das ordens de compras6 ± Ordem de
Compras, recebidas);
2. Seleção de fornecedores(em decorrência de pesquisa);
3. Cotação de preços e determinação do preço certo;
4. Negociações com o fornecedor;
5. Pedido de Compra;
6. Acompanhamento de compras (follow-up);
7. Recepção e aceitação das mercadorias (controle e recebimento do
material comprado);
8. Aprovação da fatura do fornecedor para pagamento.
Item Certo
25. CESPE - ABIN - 2010A fonte simples é caracterizada pela existência de
apenas um fornecedor disponível no mercado, seja em razão de patentes,
especificações técnicas, matéria-prima, seja em razão de localização.
Comentários: Não é isto que diz a teoria . A fonte simples representa um
fornecedor que, embora forneça um bem facilmente encontrado em mercado e
adquirível de qualquer outro fornecedor, foi selecionado pela empresa para formar
uma parceria de longo prazo.
Olha a teoria:
Fonte Única: Há exclusividade do produto fornecido (quer seja pela
existência de monopólio, produto especial, ou mero acordo exigindo que o material
seja obtido apenas daquele fornecedor);
Fonte Múltipla: O contrário . Agora o comprador tem livre acesso a diversas
fontes de materiais, podendo escolher a que mais lhe agradar.
6 É a comunicação enviada ao setor responsável pelas compras da necessidade de
aquisição de materiais.
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Fonte Simples: Essa daqui é a cereja do bolo na organização do setor de
compras. Como dissemos, a tarefa de escolha do fornecedor é árdua. E, além de
WXGR��³DFHUWDU´�QD�HVFROKD�GH�XP�ERP�IRUQHFHGRU�p�EDVWDQWH�GLItFLO��4XDQGR�R�VHWRU�
de compras consegue isto, se agarra com unhas e dentes nele .
A fonte simples indica uma relação na qual a empresa poderia comprar de
qualquer fornecedor, mas que por questões de planejamento e estratégia, firma um
contrato de longo prazo com um fornecedor específico, sedimentando a relação
comercial entre eles. Muito bonito
Item Errado
26. CESPE - ABIN - 2010No planejamento de um inventário devem ser
incluídos a convocação e o treinamento das equipes inventariantes, bem como a
arrumação física dos estoques e a preparação dos cartões de inventário, ou
instrumento similar.
Comentário: Do jeitinho que vimos na aula teórica. As etapas descritas na
assertiva corresponde àquelas previstas na doutrina:
- Convocação das equipes de inventariantes: Normalmente, o inventário é
feito através de duas equipes: a primeira equipe vai fazer a primeira contagem, e
a segunda equipe vai....adivinha.... contar de novo!
- Arrumação física: Não dá para contar objetos se eles não estiverem
organizados. Desta forma, nesta fase, os itens semelhantes são agrupados e, se
possível, sairão do caminho, para que as equipes possam transitar livremente. No
caso do inventário patrimonial, rearranjar os objetos pode ser bastante
difícil(imagine colocar todas as cadeiras do seu andar em um canto da sala), de
maneira que essa fase não é obrigatória;
- Cartão de Inventário: É a ficha na qual os itens são contados. Ali serão
inseridos os dados do objeto inventariado, e, depois, sua quantidade. Isto, lógico, se
o processo for feito manualmente. Caso, por exemplo, todos os materiais tenham
recebido códigos de barra ao chegar à entidade, seria só passar a maquininha .
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- Atualização dos registros de estoque: Se houver algum documento
parado que altere as informações constantes na entidade antes do inventário, este
documento precisa ser processado.
Por exemplo: se no dia anterior foi feita uma retirada de 50 canetas, é claro
que elas não estarão lá para serem contadas. Mas, se por qualquer razão, esta
informação ainda não foi computada, chegou a hora de fazer isso.
- Contagem do estoque(ou dos materiais, ou ainda, dos bens): E finalmente
chega o momento. Depois de tanta preparação, está na hora de contar os materiais
ou bens. Cada item será contado duas vezes.
Item Certo.
27 - CESPE - SERPRO - 2013 Inventário é a verificação da existência dos
materiais da empresa, que consiste na contagem dos materiais existentes,
comparada com os estoques anotados no banco de dados.
Comentários: O inventário em si consiste no levantamento físico ou
contagem dos materiais para que os dados obtidos sejam comparados ao registro
efetuado pela instituição.
Inventariar os bens significa certificar-se de que as informações
constantes no controle da instituição refletem a realidade.
De tal forma, o inventário acaba se prestando também à verificação da
existência de determinado bem registrado nos sistemas.
Item Certo
28 - CESPE - SERPRO - 2013 Um componente processado que, contudo,
ainda adquirirá outra característica ao final do processo produtivo deverá ser
baixado do estoque, porém continuará no inventário.
Comentário: Esta é uma alternativa que merece estudo aprofundado. O
enunciado estava se referindo ao avanço do processo produtivo, com o material
ainda no meio do caminho.
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Tomando como exemplo a fabricação de uma bicicleta. O setor produtivo
provavelmente vai solicitar um par de pneus do almoxarifado.
Neste caso, o item é baixado do estoque, pois já não existe mais como
aquele material, mas continua no inventário.
Como isso? Lembre-se de que o almoxarifado representa o estoque de
matérias primas da empresa. Se o pneu saiu de lá, não está mais no estoque.
Por exemplo: damos baixa em dois pneus de bicicleta, pois eles já viraram
"bicicleta", e, afinal, não podem mais ser utilizados pelo setor produtivo para
confecção de novos produtos.
Se a linha de produção precisar de mais pneus, de nada adiantará o
almoxarife dizer: tenho dois aqui, mas estão em outra bicicleta .
Por isso o item é baixado do estoque (não está mais disponível para uso e
não é mais matéria prima), mas continua no inventário, pois ainda está na empresa,
ora no meio do processo produtivo, ou na própria bicicleta estocada.
Item Certo
29 - CESPE - SERPRO - 2013Uma organização que centraliza o processo de
suprimento tem como principal vantagema agilidade nas suas compras.
Comentários: A centralização traz várias vantagens inegáveis ao processo
de compra, mas a agilidade na resposta das necessidades não é uma delas!!!
A organização procurará a melhor oportunidade de fazer a compra em maior
quantidade, e isto nem sempre é a alternativa mais ágil. Fora isto, se ocorrer algum
problema e uma compra emergencial precisar ser feita, o setor interessado tem de
fazer o pedido para o órgão central de compras, que terá uma infinidade de outras
demandas de diversos outros setores da empresa, o que pode acarretar em uma
resposta mais lenta.
Item Errado.
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30 - CESPE - SERPRO - 2013 A Descentralização no processo de
suprimento possibilita que a organização obtenha, durante as compras, maiores
descontos junto aos fornecedores potenciais.
Comentários: Exatamente o contrário, meu caro!
Ao descentralizarmos o processo de compras, estas serão feitas por cada
unidade, de acordo com suas necessidades particulares, o que implicará um
número menor de unidades adquiridas por pedido de compra e, consequentemente,
menor poder de barganha junto ao fornecedor.
Item Errado
31 CESPE - MPU - 2013 Para a aquisição de bens e serviços comuns,
quando permitida a participação de consórcio de empresas, deverão estar
explicitadas, nos editais de pregões eletrônicos, as condições de liderança da
empresa-líder e a definição de índices contábeis das empresas consorciadas.
Comentários: Ora de verificar se você realmente leu e entendeu a lei do
pregão e a lei de licitações .
A resposta desta questão em específico pode ser encontrada no artigo 33 da
Lei 8666/1993:
Art. 33. Quando permitida na licitação a participação de
empresas em consórcio, observar-se-ão as seguintes normas:
I - comprovação do compromisso público ou particular de
constituição de consórcio, subscrito pelos consorciados;
II - indicação da empresa responsável pelo consórcio que
deverá atender às condições de liderança,
obrigatoriamente fixadas no edital;
III - apresentação dos documentos exigidos nos arts. 28 a 31
desta Lei por parte de cada consorciado, admitindo-se, para
efeito de qualificação técnica, o somatório dos quantitativos de
cada consorciado, e, para efeito de qualificação econômico-
financeira, o somatório dos valores de cada consorciado, na
proporção de sua respectiva participação, podendo a
Administração estabelecer, para o consórcio, um acréscimo de
até 30% (trinta por cento) dos valores exigidos para licitante
individual, inexigível este acréscimo para os consórcios
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compostos, em sua totalidade, por micro e pequenas
empresas assim definidas em lei;
IV - impedimento de participação de empresa consorciada, na
mesma licitação, através de mais de um consórcio ou
isoladamente;
V - responsabilidade solidária dos integrantes pelos atos
praticados em consórcio, tanto na fase de licitação quanto na
de execução do contrato.
Talvez você se pergunte da aplicação destas regras para o caso do pregão
eletrônico. E aqui o caminho é tortuoso. Veja a disposição do artigo 9º da Lei
10520/2002 (que trata dos pregões "comuns"):
Art. 9º Aplicam-se subsidiariamente, para a modalidade de
pregão, as normas da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993.
E chegando finalmente no Decreto 5.450/2005, temos logo em seu
preâmbulo:
"O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que
lhe confere o art. 84, inciso IV, da Constituição, e tendo em
vista o disposto na Lei no 10.520, de 17 de julho de 2002"
O Decreto que institui o pregão eletrônico está simplesmente regulamentando
a Lei 10.520. Pegou o caminho?
Item Certo
32 CESPE - MPU - 2013Na descrição do objeto da licitação, é obrigatória a
previsão das quantidades de materiais e serviços a serem fornecidas.
Comentários: Vamos olhar de novo a nossa querida Lei 8666/1993:
Art. 7o As licitações para a execução de obras e para a
prestação de serviços obedecerão ao disposto neste artigo e,
em particular, à seguinte seqüência:
[...]
§ 4o É vedada, ainda, a inclusão, no objeto da licitação, de
fornecimento de materiais e serviços sem previsão de
quantidades ou cujos quantitativos não correspondam às
previsões reais do projeto básico ou executivo.
Item Certo
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33 CESPE - MPU - 2013O inventário é o único instrumento disponível à
administração pública para o controle de bens patrimoniais.
Comentários: Se você consultar o seu bom senso, verá que qualquer
DOWHUQDWLYD� TXH� GLJD� ³VHPSUH´�� ³MDPDLV´�� ³~QLFR´�� ³QXQFD´� RX� TXDOTXer outro
radicalismo, está provavelmente errada, pois é extremamente raro que um objeto
atinja tal nível de exclusividade.
Nesta questão em específico, posso mencionar a vocês o tombamento
como meio de controle de bens patrimoniais: a Administração cola a famigerada
placa de patrimônio no item, e passa a controlá-lo a partir daí.
Desta forma, o inventário já não é mais o único meio de controle de bens
patrimoniais.
Item Errado.
34 CESPE - MPU - 2013No inventário analítico, o bem móvel que tiver valor
de aquisição ou custo de produção desconhecido poderá ser avaliado tomando-se
como referência o valor de outro, semelhante ou sucedâneo, no mesmo estado de
conservação e a preço de mercado.
Comentários: Esta questão foi arrancada diretamente da Instrução
Normativa SEDAP 205/1998
(http://www.comprasnet.gov.br/legislacao/in/in205_88.htm), que vincula a
Administração Pública Federal no que diz respeito à administração de materiais.
Veja só:
8.2.2. O bem móvel cujo valor de aquisição ou custo de
produção for desconhecido será avaliado tomando como
referência o valor de outro, semelhante ou sucedâneo, no
mesmo estado de conservação e a preço de mercado.
Item Certo
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35 - CESGRANRIO - Transpetro- 2012A administração de materiais auxilia
uma organização na gestão e no controle de todo o fluxo de materiais que passa
pela empresa. Nesse contexto, a correta classificação dos materiais possibilita a
utilização de sistemas automatizados de controle de estoque.
NÃO é um objetivo da codificação de materiais
a) facilitar a comunicação entre as áreas funcionais de uma organização no
que tange ao suprimento e à manutenção dos materiais.
b) facilitar o controle contábil dos estoques.
c) dificultar a duplicidade de itens.
d) promover a padronização de materiais.
e) evitar avarias no material.
Comentário: Pensemos em uma fábrica de bicicletas.
O almoxarifado possui quinze tipos de correias dentadas, que se diferenciam
pelo seu tamanho, material, e marca, e vários pneus de diferentes aros.
É perfeitamenteaceitável que o almoxarifado comece a se confundir quando
R� VHWRU� SURGXWLYR� SHGH� XPD� ³FRUUHLD´� HP� VXD� UHTXLVLomR� GH� PDWHULDLV� H� DFDEH�
entregando uma correia diferente daquela que o setor produtivo esperava receber.
Mas embora isso seja aceitável, vai atrasar toda a produção das bicicletas, o que vai
deixar o dono da empresa bastante frustrado.
Por conta desta diversidade incontável de itens, fica inviável identificar todos
eles usando apenas o seu nome, você já viu a zona que seria.
0DV��VH�DR� LQYpV�GLVWR��HX�DJUXSDVVH� WRGRV�RV� LWHQV� ³FRUUHLD´�H� LQYHQWDVVH��
sei lá, um número ou três letras, um código, que representasse todo o grupo, e na
segunda parte deste código eu distinguisse todas as correias que estão no estoque
também por outro número, isso tornaria as coisas mais fáceis, não acha?
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A cada item específico corresponde um código, mas os códigos são
montados de maneira que todo item semelhante possua parte do código igual aos
seus pares.
Dos itens apontados, a única coisa que a codificação não é capaz de fazer é
evitar avarias (danos) no material, já que é procedimento que se limita a simplificar a
enorme gama de materiais disponíveis em estoque em um conjunto de códigos mais
fácil de operar.
Letra e)
36 - CESGRANRIO± Transpetro ± 2012A função compras é um subsistema
do Departamento de Administração de Materiais, a qual tem por finalidade suprir as
necessidades de materiais ou serviços da empresa, no momento certo e com as
quantidades desejadas.
Enquadram-se como compras para investimento
a) aqueles materiais que integram o produto final, e, portanto, nesse caso, as
matérias-primas e outros materiais que fazem parte do produto.
b) aqueles materiais que, sendo consumidos normal e rotineiramente, não
integram o produto, sendo apenas material de consumo ou de custeio.
c) todas as compras que forem processadas na administração pública
através da Lei no 8.666/1993.
d) as compras que demandem a participação de um administrador com
especialidade em comércio exterior.
e) as compras de bens e equipamentos que compõem o ativo da empresa.
Comentário: Vamos rever a definição de compra para investimento:
Compra voltada para o investimento: os bens assim adquiridos não
integrarão o produto final, mas farão parte do ativo imobilizado da empresa. Toda
vez que a empresa compra um prédio, máquinas de produção, ou até as cadeiras
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onde os funcionários sentam, está comprando voltando seu foco para o
investimento, pois não tem intenção de vender esses itens no mercado.
Tem como exemplo mais comum a compra de uma máquina para utilização
na produção dos bens que a empresa vende em mercado. Comporá, desta forma, o
ativo imobilizado da empresa, não havendo intenção de se alienar o objeto
comprado.
Letra e)
37 - CESGRANRIO - LIQUIGAS ± 2012A eficiência de um moderno sistema
de compras depende da relação entre fornecedores e compradores, o que garante o
fornecimento de bens e serviços dentro das especificações desejadas.
Essa relação deverá resultar na implantação de um processo de
a) favorecimento dos melhores clientes, de forma irrestrita.
b) autoridade plena, assumida por alguma das partes.
c) garantia do estoque mínimo para o fornecedor, a todo custo.
d) maximização dos interesses dos fornecedores.
e) parceria, que maximize os interesses de ambas as partes no longo prazo.
Comentário: Alguém aí se lembra disto?
Fonte Simples: Essa daqui é a cereja do bolo na organização do setor de
compras. Como dissemos, a tarefa de escolha do fornecedor é árdua. E, além de
WXGR��³DFHUWDU´�QD�HVFROKD�GH�XP�bom fornecedor é bastante difícil. Quando o setor
de compras consegue isto, se agarra com unhas e dentes nele .
A fonte simples indica uma relação na qual a empresa poderia comprar de
qualquer fornecedor, mas que por questões de planejamento e estratégia, firma um
contrato de longo prazo com um fornecedor específico, sedimentando a relação
comercial entre eles. Muito bonito
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Pois bem, este tipo de relação duradoura de confiança não é obtida
estripando os coleguinhas fornecedores em relações negociais quase leoninas, e
sim através de uma relação de parceria.
Quando todo mundo colabora em prol de um objetivo, o ganho é muito maior
(sim, eu adoro teoria dos jogos).
Letra e)
38 CESGRANRIO± PETROBRAS ±2011A função de compras de uma
empresa tem grande importância para a administração, em especial para a
administração pública. São objetivos típicos da função de compras, EXCETO o de
a) obter serviços e mercadorias na quantidade e qualidade necessárias.
b) obter serviços e mercadorias ao menor custo possível.
c) garantir a entrega do produto ou serviço por parte do fornecedor.
d) garantir a armazenagem correta dos produtos.
e) desenvolver novos fornecedores.
Comentário: O nosso responsável pelas compras já tem bastante coisa para
pensar. Encontrar fornecedores dignos de relações duradouras, encontrar bens que
atendem às necessidades da empresa, tudo isto já dá trabalho bastante.
Imagine se, além de tudo isto, ele ainda tivesse de ficar olhando o
almoxarifado da empresa para saber se está tudo sendo armazenado corretamente.
Seria pedir demais . Por esta razão, não se atribui ao responsável pelas
compras a tarefa de armazenar os materiais corretamente. Isto fica a cargo do
almoxarife.
Letra d)
39 ± CESPE ± TRT17 ± 2013O controle do ativo imobilizado independe de
sistemas orçamentários.
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Comentário: Um sistema orçamentário consiste em um sistema de controle
de execução de despesas. Basicamente, é saber quanto se pode gastar e onde se
está gastando. Uma empresa faz isto o tempo todo, há cada pequeno segundo de
sua existência, e o dia em que deixa de fazê-lo, é porque fechou ou porque vai
fechar em breve .
Só que o controle do ativo imobilizado, e aliás, o controle de absolutamente
qualquer bem, direito ou obrigação da empresa passa por considerações de ordem
orçamentária ("podemos comprar a máquina X", "não seria melhor comprar a
máquina Y", "precisamos repor as cadeiras do 5º andar do prédio"), de maneira que
é inadequado propor uma completa separação entre o controle dos bens e o
sistema orçamentário da entidade.
Item Errado.
40 ± CESPE ± TRT17 ± 2013Decorridos mais de sessenta dias da avaliação,
o valor da alienação de material deve ser automaticamente atualizado, tomando-se
por base o fator de correção aplicável às demonstrações contábeis e considerando-
se o período decorrido entre a avaliação e a conclusão do processo.
Comentário: Texto retirado talqual exposto no Decreto 99.658/1990, que
pode ser acessado no seguinte link:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/Antigos/D99658.htm
Pois bem, lá no artigo 7º você vai encontrar este trecho:
Art. 7º Nos casos de alienação, a avaliação do material deverá ser
feita de conformidade com os preços atualizados e praticados no
mercado.
Parágrafo único. Decorridos mais de sessenta dias da avaliação,
o material deverá ter o seu valor automaticamente atualizado,
tomando-se por base o fator de correção aplicável às
demonstrações contábeis e considerando-se o período
decorrido entre a avaliação e a conclusão do processo de
alienação.
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Item Certo.
41 - FCC - TRT - 2014. Sobre o Pedido de Compras, NÃO é correto afirmar:
a) Deve conter todas as condições negociadas, tais como: quantidade,
qualidade, prazo de pagamento, data e local da entrega.
b) Qualquer alteração, a ser feita após a emissão do pedido de compra, deve
ter sido acordada entre o comprador e o fornecedor.
c) Uma vez aceito pelo fornecedor, o pedido de compra tem força de
contrato.
d) Deve ser remetido ao fornecedor por intermédio de um protocolo para o
qual se farão registros e controles.
e) Não representa um contrato formal entre a empresa e o fornecedor, este
que é celebrado pela requisição de compra.
Comentário: Vamos refrescar a memória com um trechinho da Aula 03:
O resultado final de uma negociação bem sucedida é o pedido de compra.
Em quase todas as oportunidades, este pedido de compras se encontrará
consubstanciado em um contrato formal que representa fielmente as
condições estipuladas na negociação.
Das poucas vezes em que não houver contrato, a própria aceitação do
pedido de compra pelo fornecedor possui caráter contratual, obrigando-o a
atender todas as condições estipuladas no pedido, como por exemplo,
quantidade, qualidade, frequência de entregas, prazos, preços e o local de
entrega dos materiais.
Dado este caráter contratual da negociação (fique tranquilo que teoria dos
contratos é tema de Direito Civil, então, infelizmente, não vou dar aula disso agora ),
quaisquer alterações nas condições originais devem ser objeto de novas
discussões e entendimentos, para que não haja dúvidas sobre o que se propõe e
deseja que seja fornecido. Do contrário, a empresa corre o risco de que haja
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contestação por parte dos fornecedores, que acreditarão ter cumprido as condições
contratadas.
A requisição de compras, ao contrário do que sugere a letra e), constitui sim
um contrato formal, e uma vez aceito, vincula fornecedor e comprador aos termos ali
pactuados.
Letra e)
42 - CESPE - CADE - 2014 A inventariação de materiais tem por objetivo
confrontar a quantidade física armazenada do produto com seus registros
documentais. Um dos métodos de inventariação é o inventário rotativo, cuja
principal desvantagem é a interrupção do processo produtivo para a realização da
contagem dos produtos.
Comentário: A definição de inventário está excelente! Só que a segunda
parte da assertiva não corresponde ao que estudamos em aula:
Inventário Rotativo: o Inventário Geral é custoso para a instituição, pois
paralisará as atividades da entidade. Para evitar estes males, existe o Inventário
Rotativo. Nestes casos, haverá um cronograma periódico a se seguido, fazendo-se
a contagem mês a mês de cada área pretendida, de maneira que ao final do
exercício, todas as áreas tenham sido inventariadas. A vantagem do método está
justamente em não paralisar a atividade da instituição.
A desvantagem apontada na assertiva é a do método do Inventário Geral.
Item Errado
43 - CESPE - ANATEL± 2014No que diz respeito ao procedimento de
cadastro de fornecedores, é necessário que o setor de compras inclua, entre outros
documentos, cópia dos últimos balanços de cada fornecedor da empresa.
Comentário: Essa é uma exigência específica para os órgãos da
Administração Pública Federal, prevista na legislação que rege o SICAF (Sistema
de Cadastro de Fornecedores). A apresentação do balanço busca demonstrar a
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qualificação econômico-financeira da empresa que busca licitar com o Poder
Público:
Art. 18. O registro regular no nível Qualificação Econômico-
financeira supre as exigências dos incisos I e II do art. 31, da Lei nº
8.666, de 1993.
Parágrafo único. São documentos necessários para a validação do
nível Qualificação Econômico-financeira os previstos no Manual do
SICAF, disponível no Comprasnet.
Art. 19. O balanço patrimonial apresentado pelo empresário ou
sociedade empresária, para fins de habilitação no SICAF, deve
ser registrado na Junta Comercial
Este fragmento foi retirado da Instrução Normativa 02/2010, que pode ser
obtida no seguinte link:
http://www.comprasnet.gov.br/legislacao/legislacaoDetalhe.asp?ctdCod=672
Item Certo
44 - CESPE - ANATEL± 2014 Uma instituição pública pode isolar por
completo a área de armazenagem para realizar o inventário geral.
Comentário: As instituições públicas seguem as mesmas orientações
aplicáveis às entidades privadas quando falamos de inventário.
(�XPD�GHVVDV�RULHQWDo}HV�p�D�GH�UHDOL]DU�XP�³Cut-off´��2�WHUPR�GHVLJQD�uma
paralisação em toda movimentação de materiais da instituição (é recomendável
que esta paralisação seja real, mas ela pode ser simplesmente teórica, através
de um registro apartado), a fim de que o material possa ser contado.
Item Certo.
45 - CESPE ± 2013 ± BACEN O objetivo principal da área de gestão de
compras é assegurar o suprimento dos bens e serviços necessários às atividades
da empresa. O setor de compras planeja e coordena o processo de aquisição de
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materiais, além de controlar o estoque de matéria-prima. A seleção de fornecedores
é a última etapa da gestão de compras, pois as outras demandas da área
independem do tipo de fornecedor escolhido e possuem nível maior de prioridade.
Comentário: A banca levanta, você corta! Do jeitinho que vimos em aula, SÓ
QUE NÃO :P:
De acordo com a estrutura e o porte da empresa, o processo de compras,
também denominado ciclo de compras, poderá apresentar pequenas variações, no
entanto, a sequência a baixo seria uma organização básica:
1. Solicitação de compras (análise das ordens de compras7 ± Ordem de
Compras, recebidas);
2. Seleção de fornecedores (em decorrência de pesquisa);
3. Cotação de preços e determinação do preço certo;
4. Negociações com o fornecedor;
5. Pedido de Compra;
6. Acompanhamento de compras (follow up);
7. Recepção e aceitação das mercadorias (controle e recebimento do
materialcomprado);
8. Aprovação da fatura do fornecedor para pagamento.
A seleção de fornecedores8é etapa que antecede a cotação, na seleção
de fornecedores, são analisados o preço, a qualidade, a capacidade produtiva do
fornecedor, o prazo de entrega e as condições de pagamento.
Assim sendo, a seleção de fornecedores NÃO É a última etapa do processo
de compras. Aliás, costuma ser uma das etapas iniciais.
7 É a comunicação enviada ao setor responsável pelas compras da necessidade de
aquisição de materiais.
8 Normalmente a pesquisa e a seleção são feitas entre os fornecedores
previamente cadastrados pela empresa, que registra também em um banco de dados as
negociações passadas.
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Item Errado
46 - CESPE ± MPOG ENAP ± 2015 Entre as condições para que um material
passível de alienação seja considerado alienável incluem-se a de que esse material
seja de consumo irregular e que tenha sido substituído por outro de tecnologia mais
avançada.
Comentário: Vamos exercitar o raciocínio um pouco. Se o material é de uso
regular, não temos razões para nos livrar dele. Afinal, ele está sendo utilizado,
sendo necessário ao desempenho das atividades da entidade.
Mesmo que seu consumo seja irregular (dito de outra forma, o material é
demandado de forma imprevisível), enquanto ele não for substituído, seria
imprudente nos livrarmos dele. E também não faria sentido substituí-lo por outro de
tecnologia menos avançada (fosse caso, melhor seria ficar com o material original).
Item Certo
47 - CESPE ± MPOG ENAP ± 2015 Os procedimentos para cadastro de
fornecedores são compostos de duas fases de análise, a preliminar e a
complementar, nas quais a análise técnica, presente em ambas as fases, tem papel
relevante
Comentário: O processo de avaliação e seleção dos fornecedores deve ser
elaborado por cada instituição, dentro de seu próprio contexto.
Contudo, existem parâmetros usuais de avaliação e aprovação do fornecedor
(são aqueles que autorizam a inclusão do fornecedor no cadastro. Sem isto, a
empresa nem quer saber se aquele fornecedor existe):
- Preço
- Qualidade
- Condições de Pagamento
- Condições de Embalagem e Transporte
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Uma vez preenchidos os requisitos acima nos patamares desejados (cada
empresa terá o seu conforme sua situação), deve haver uma análise inicial das
entregas, para que a empresa avalie:
- Cumprimento dos prazos de entrega;
- Manutenção dos padrões de qualidade;
- Política de preços ao longo do tempo;
- Assistência Técnica
Se você analisar bem estas características, podemos dividi-las em dois
grupos: aquelas que são feitas preliminarmente à contratação do fornecedor
(primeiro grupo), e aquelas que somente podem ser feitas depois de um certo tempo
de relacionamento com o fornecedor escolhido (que complementarão a análise
preliminar).
Item Certo
48 CESPE ± TRE MT ± 2015 A gestão patrimonial engloba uma série de
atividades inerentes ao acervo patrimonial de uma instituição, como, por exemplo,
tombamento, controle, inventário, alienação, alterações e baixa de bens. Em relação
a essas atividades, assinale a opção correta.
a) Em caso de sinistro, a baixa do bem sinistrado deve ocorrer imediatamente
após a verificação do fato.
b) Por meio do tombamento, faz-se o levantamento físico dos bens
patrimoniais de uma instituição, para proceder à baixa de bens obsoletos.
c) A identificação da ociosidade de um bem, que ocorre com bens em perfeito
estado de uso, mas que não estão sendo aproveitados, é realizada por meio do
controle do estado de conservação.
d) A verificação de bens sujeitos a tombamento é uma das finalidades do
inventário.
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e) A alienação de bens consiste na incorporação de um bem ao patrimônio
de uma instituição.
Comentário: Vamos nós:
a) Errado. A baixa não pode ser feita imediatamente após a verificação dos
fatos em todos os casos, pois alguns sinistros demandam investigação e conclusões
da autoridade competente antes de serem reconhecidos enquanto tal.
Um exemplo seria o furto de equipamentos. Cabe apenas à autoridade
policial constar se determinado bem foi ou não furtado (vai que ele é localizado
posteriormente, perdido em algum lugar da própria repartição).
b) Errado. O levantamento físico a que alude o item é chamado de inventário.
c) Certo. Lembre-se que "ocioso", de acordo com o Decreto 99658/1990, é
uma das quatro possibilidades de subclassificação dos materiais inservíveis (as
outras são antieconomico, irrecuperável e recuperável).
Quando fazemos o controle do estado de conservação do bem (ou seja,
quando examinamos os bens e materiais da entidade, buscando nos assegurar de
suas características), podemos concluir duas coisas na Administração Pública: ou o
bem está em condições de uso, ou é considerado "genericamente inservível", e
dentro dessa última possibilidade, ele pode ser considerado ocioso.
Embora a ociosidade não seja uma característica inerente ao material ou
bem (e sim a seu uso), descobri-la é um dos resultados possíveis.
d) Errado. O inventário se presta ao levantamento físico de todos os bens, e
não apenas para identificar aqueles que estariam sujeitos ao tombamento.
e) Errado. A alienação tem o efeito contrário ao proposto no item: ao ser
alienado, o bem será desincorporado do acervo patrimonial da entidade.
Letra c)
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49 CESPE ± TRE MT ± 2015 Sabendo que administração de compras é uma
atividade de fundamental importância para o suprimento das necessidades de
materiais de uma instituição, assinale a opção correta.
a) A existência de um fluxo contínuo de suprimento de materiais é suficiente
para garantir que os objetivos de um departamento de compras sejam alcançados.
b) A centralização do processo de compras garante a negociação de
melhores preços, a redução do tempo necessário para a aquisição de materiais e a
facilidade de diálogo entre compradores e fornecedores.
c) Prazo, quantidade e qualidade dos materiais são parâmetros inerentes ao
suprimento de materiais no setor industrial, mas que não se aplicam à administração
de materiais em instituições públicas.
d) Pesquisas de mercado, análises de custos e investigações de fontes de
fornecimento são atividades típicas do departamento de compras; outras atividades,
entretanto, podem ser partilhadas com outros setores da instituição.
e) A qualificação dos compradores é de grande importância no processo de
gestão de materiais, embora esses profissionais não interfiram no processo
decisório de compras.
Comentário:O único item que corresponde aos conceitos visto em aula é o da letra d).
1. Solicitação de compras (análise das ordens de compras9 ± Ordem de
Compras, recebidas);
2. Seleção de fornecedores (em decorrência de pesquisa);
3. Cotação de preços e determinação do preço certo;
4. Negociações com o fornecedor;
9 É a comunicação enviada ao setor responsável pelas compras da necessidade de
aquisição de materiais.
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5. Pedido de Compra;
6. Acompanhamento de compras (follow-up);
7. Recepção e aceitação das mercadorias (controle e recebimento do
material comprado);
8. Aprovação da fatura do fornecedor para pagamento.
Destas etapas citadas, as pesquisas de mercado, incluindo investigações
de fontes de fornecimento (item 2), e a análise de custos (item 3) são atividades
consideradas típicas do departamento de compras, enquanto as demais podem
ser partilhadas com outros setores da instituição.
Letra d)
50 CESPE ± TRE MT ± 2015 Assinale a opção correta, considerando a
relação entre compras e fornecedores e o disposto na Lei n.º 8.666/1993.
a) O cadastro de fornecedores deve ser composto pela relação do maior
número possível de empresas que atuam no segmento, independentemente de
qualificação técnica ou legal, pois esses quesitos são verificados após a conclusão
da licitação.
b) As compras realizadas em tribunais regionais eleitorais são realizadas em
condições de aquisição e pagamento distintas das do setor privado.
c) Para melhor utilização do cadastro de fornecedores, é permitida pela
legislação a modalidade de compra denominada convite, que engloba quaisquer
interessados para a escolha de trabalho técnico, científico ou artístico.
d) O cadastro de fornecedores tem por finalidade subsidiar as atividades do
comprador, portanto são relevantes os registros de informações relativas à
eficiência dos serviços prestados.
e) O presidente do TRE/MT possui autonomia para avaliar a dispensa ou a
inexigibilidade de licitação para compra de materiais de consumo, podendo optar
diretamente pelo fornecedor que melhor atenda às necessidades de fornecimento.
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Comentário: Permita a seu professor relembrar por alguns instantes as aulas
de Direito Administrativo. Espero que tenha lido o link que coloquei da Lei
8.666/1993 e, muito provavelmente, seu professor daquela disciplina já pincelou o
tema com você.
a) Errado. Os requisitos referentes à qualificação técnica ou legal são
verificados antes mesmo da abertura do envelope, no curso do procedimento
licitatório, ainda na fase de habilitação:
Art. 27. Para a habilitação nas licitações exigir-se-á dos
interessados, exclusivamente, documentação relativa a:
I - habilitação jurídica;
II - qualificação técnica;
III - qualificação econômico-financeira;
IV ± regularidade fiscal e trabalhista; (Redação dada pela Lei
nº 12.440, de 2011) (Vigência)
b) Errado. As compras no âmbito da Administração Pública (incluído aqui o
TRE-MT) devem ser feitas, tanto quanto possível, em igualdade de condições de
aquisição e pagamento com o setor privado. A Lei 8.666/1993, ao prestigiar a
concorrência, busca ao máximo que esta paridade seja observada.
c) Errado. Trabalhos técnicos, científicos e artísticos são selecionados com
EDVH�QD�PRGDOLGDGH�GH�OLFLWDomR�FKDPDGD�³FRQFXUVR´�
Art. 22. São modalidades de licitação:
[...]
IV - concurso;
[...]
§ 4o Concurso é a modalidade de licitação entre quaisquer
interessados para escolha de trabalho técnico, científico ou
artístico, mediante a instituição de prêmios ou
remuneração aos vencedores, conforme critérios constantes
de edital publicado na imprensa oficial com antecedência
mínima de 45 (quarenta e cinco) dias.
e) As hipóteses de dispensa de licitação (aquelas onde a licitação é
teoricamente possível, mas a própria lei exclui a necessidade de realização) estão
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expressa e taxativamente previstas na Lei 8666/1993, não podendo a autoridade
competente criar novas hipóteses.
Só nos restou a letra d). Eficiência nos serviços prestados é uma informação
relevante para o comprador, razão pela qual deve constar nos registros do cadastro.
Letra d)
51. FGV ± TCE-BA ± 2013 Os vários possíveis critérios para o
cadastramento de empresas em geral incluem uma fase de análise preliminar, feita
com base em documentos importantes apresentados pela empresa interessada em
se cadastrar. A partir dessa documentação básica, é possível desenvolver análises
de cunho social, econômico-financeira e técnica.
Nesse sentido, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.
( ) A análise social é feita com base no estudo do ato constitutivo da
empresa. A composição acionária, o objetivo primordial e o capital da empresa são
itens importantes a serem verificados.
( ) A análise econômico-financeira é feita com base nos balanços mais
recentes da empresa, em suas referências bancárias e em suas eventuais cartas de
crédito.
( ) A análise técnica tem por base os atestados de capacidade técnica
apresentados pela empresa e na relação de seus equipamentos. Essa análise tem
por objetivo essencial constatar a qualificação e a tradição da empresa.
As afirmativas são, respectivamente,
a) F, F e F.
b) V, F e F.
c) V, F e V.
d) V, V e V.
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e) F, V e V.
Comentário: Vamos nós de novo:
A análise social é feita com base no estudo do ato constitutivo da
empresa. A composição acionária, o objetivo primordial e o capital da
empresa são itens importantes a serem verificados.
O estudo do ato constitutivo é suficiente para executarmos a análise social.
Mas, porque nos interessamos pela composição acionária, objetivo primordial e
capital da empresa. A composição acionária nos dirá quem são seus sócios,
permitindo, por exemplo, que descubramos se um dos sócios já teve alguma
empresa falida, o que talvez sugira algum risco em contratar com aquele fornecedor.
O objetivo primordial nos permitirá saber quais os materiais produzidos pela
empresa e, por fim, o capital da empresa permitirá que saibamos se ela tem
realmente condições de produzir o que se dispôs a fornecer e se, em caso de
descumprimento contratual, se tem condições de arcar com a indenização.
A análise econômico-financeira é feita com base nos balanços mais
recentes da empresa, em suas referências bancárias e em suas eventuais
cartas de crédito.
Os balanços da empresa e referências bancárias indicam se a empresa tem
fluxo de caixa suficiente para atender suas demandas de curto prazo. Veja só: a
empresapode ter 1 milhão de capital social subscrito (e, portanto, patrimônio que
responde pelas dívidas da empresa), entretanto, R$ 800.000,00 estão imobilizados
em um imóvel (sem liquidez). Só ficam outros R$ 200.000,00 para investir no
negócio o que pode não ser suficiente para que a empresa cumpra suas obrigações
de curto prazo.
A análise técnica tem por base os atestados de capacidade técnica
apresentados pela empresa e na relação de seus equipamentos. Essa análise
tem por objetivo essencial constatar a qualificação e a tradição da empresa.
A análise técnica se concentrará na capacidade que o fornecedor tem de
HQWUHJDU� R� REMHWR� FRQWUDWDGR� SHUJXQWDQGR�� ³YRFr� VDEH� R� TXH� HVWi� ID]HQGR´"� $�
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empresa pode ter capital social e capital de giro suficientes para produzir máquinas
de raio-x, mas se não souber operar com Césio-137, não teremos um fornecedor
competente e sim um acidente radioativo. A análise dos equipamentos e os
atestados asseguram à empresa interessada que o fornecedor tem condições de
produzir o que oferece.
Todas as afirmativas estão corretas.
Letra d)
Questões Propostas
1. CESPE - SERPRO - 2008A alienação consiste na operação que transfere
o direito de propriedade do material mediante venda, permuta ou doação.
2. CESPE - STF - 2008 Diz-se que um bem móvel classificado como material
permanente está sujeito ao tombamento quando ele não pode ser alienado nem
modificado, tampouco sua destinação alterada.
3. IADES - CFA -2010Assinale a alternativa que define a cessão de um
material pertencente do patrimônio de uma instituição.
a) Ocorre quando materiais são entregues na organização com a
transferência gratuita de posse e direito de uso.
b) Ocorre quando os materiais são produzidos no próprio órgão.
c) Cessão é a troca de materiais ocorrida entre organizações e que tenham o
mesmo valor comum.
d) Cessão é a mesma coisa que aquisição remunerada de material com a
utilização de recursos orçamentários disponíveis na organização.
4. FCC - Sergipe Gás S.A. -2010O processo realizado pela instituição a fim
de cumprir a legislação e manter em dia as informações patrimoniais é denominado
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a) Recolhimento.
b) Redistribuição.
c) Cadastramento
d) Inventário físico.
e) Alienação
5. IADES - CFA - 2010 Assinale a alternativa que apresenta vantagem da
gestão de inventário e controle de estoque em uma organização.
a) Gestão de inventário e controle de estoque são necessários para manter
baixos custos de capital e manutenção das linhas de produção.
b) A gestão de inventário permite reduzir os custos no processo de vendas,
por meio da otimização de rotas.
c) Uma das vantagens é a negociação com os fornecedores em bases
favoráveis, uma vez que os estoques estarão abarrotados.
d) A efetiva gestão do inventário possibilitará ganhos de escala na produção,
por meio da automatização dos processos de compra e controle de estoques.
6. CESPE -Câmara dos Deputados - 2012 A interdependência dos
componentes patrimoniais, o conteúdo econômico avaliável em moeda dos bens
que compõem o patrimônio bem como a vinculação do conjunto patrimonial a
entidade que vise determinado fim constituem requisitos básicos para que um
conjunto de bens, direitos e obrigações seja considerado patrimônio.
7. CESPE - Câmara dos Deputados - 2012São inalienáveis, enquanto
empregados no serviço público, os bens de uso especial, embora possam ser
contabilizados no ativo, inventariados e avaliados.
8. CESPE - STM - 2010 Compras e doações são as únicas origens de
recebimento de bens patrimoniais nos órgãos sistêmicos.
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9. COPEVE - Prefeitura de Penedo - 2010 - O controle de materiais
utilizados em uma repartição pública obedece ao conjunto de competências do
responsável pelo setor. O controle deve ser capaz de identificar a qualquer
momento as opções abaixo relacionadas, excetuando-se:
a) quantidades a disposição.
b) devoluções feitas ao fornecedor.
c) necessidades específicas de aquisição.
d) compras recebidas.
e) compras aceitas.
10. CESPE -TJ-AL - 2012 Na gestão patrimonial, o registro das
características e das quantidades determinadas pelo levantamento consiste na
etapa de inventário denominada:
a) Grupamento.
b) Mensuração
c) Arrolamento
d) Avaliação
e) Identificação
11. CESPE - Câmara dos Deputados - 2012Para o inventário de material
permanente, deve-se considerar o material cuja vida útil estimada seja superior a
dois anos.
12. CESPE - Câmara dos Deputados - 2012O arrolamento, uma das fases
do inventário do patrimônio, consiste no registro das características e quantidades
obtidas na fase do levantamento.
13 CESPE - 2012 - IBAMA A atualização dos registros de controle
orçamentário constitui objetivo do inventário físico.
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14. CESPE - TJ-ES- 2011 Caso determinado item apresente duas contagens
divergentes em um mesmo inventário, deve-se adotar como estoque físico a média
aritmética entre os resultados das duas contagens, assumindo-se o número inteiro
imediatamente inferior.
15. COPEVE- UFAL - 2011 Em relação ao processo de inventário na
administração pública, não é correto afirmar:
a) na Administração Pública o inventário é obrigatório, pois a legislação
estabelece que o levantamento geral de bens móveis e imóveis terá por base o
inventário analítico de cada unidade gestora e os elementos da escrituração
sintética da contabilidade.
b) a fim de manter atualizados os registros dos bens patrimoniais, bem como
a responsabilidade dos setores onde se localizam tais bens, a Administração
Pública deve proceder ao inventário mediante verificações físicas pelo menos uma
vez a cada cinco anos.
c) na Administração Pública, o inventário é entendido como o arrolamento
dos direitos e comprometimentos da Fazenda Pública, feito periodicamente, com o
objetivo de se conhecer a exatidão dos valores que são registrados na
contabilidade e que formam o Ativo e o Passivo ou, ainda, com o objetivo de apurar
a responsabilidade dos agentes sob cuja guarda se encontram determinados bens.
d) é um instrumento de controle para verificação dos saldos de estoques nos
almoxarifados e depósitos, e da existência física dos bens em uso no órgão ou
entidade, informando seu estado de conservação, e mantendo atualizados e
conciliados os registros do sistema de administração patrimonial e os contábeis,
constantes do sistema financeiro.
e) os inventários na Administração Pública devem ser levantados não apenas
por uma questão de rotina ou de disposição legal, mas tambémcomo medida de
controle, tendo em vista que os bens nele arrolados não pertencem a uma pessoa
física, mas ao Estado, e precisam estar resguardados quanto a quaisquer danos.
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16. CESPE - Câmara dos Deputados- 2012Uma das formas viáveis de
alienação de um bem público inservível em almoxarifado é sua doação a uma
organização pública ou privada, que poderá utilizá-lo para qualquer fim, exigindo-se
que a definição do bem como inservível seja atestada por comissão nomeada
especificamente para esse fim.
17. CESPE - ABIN- 2010 O inventário, ou levantamento físico para
verificação de estoques, deve ser realizado uma única vez ao final do ano fiscal,
para fins de declaração do imposto de renda da empresa.
18. CESPE - MPU- 2010 Considere que o responsável pelo setor de estoque
de certa organização pretenda adotar um método de inventário físico que permita
que os artigos de alta rotatividade sejam contados com mais frequência que os de
baixa rotatividade. Nessa situação, o responsável pelo referido setor deve adotar o
método de inventário periódico.
19. CESGRANRIO - BACEN - 2010 Após o término do inventário físico dos
itens em estoque, deve-se calcular um índice representativo da acurácia dos
controles de movimentação de materiais da empresa. Considerando que foram
inventariados 10.000 itens e encontrados 1.200 itens com divergências, o índice de
acurácia desse estoque é de
a) 12%
b) 13,6%
c) 76%
d) 88%
e) 94%
20. FCC - TRE-MS- 2007 Considere as afirmativas abaixo quanto ao
inventário:
I. É a contagem física de todos os estoques da empresa, para que seja
verificado se as quantidades efetivas correspondem aos controles registrados.
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II. O maior benefício do inventário é ter os estoques com as quantidades
registradas corretamente.
III. Quando se trabalha com volumes de estoques muito pequenos, a prática
de inventário é mais onerosa que o benefício por ela proporcionado.
IV. As divergências devem ser acertadas no sistema através de requisições
para possibilitar a saída ou de pedidos para se aportar entradas.
V. É necessário que durante o processo de inventário o atendimento seja
paralisado, pois entradas e saídas comprometem as contagens.
VI. É recomendável que o inventário seja coordenado pelo setor responsável
pelo almoxarifado, pois os funcionários dominam as rotinas e conhecem os itens
estocados.
VII. É recomendável que seja dada atenção prioritária aos itens classificados
como A, dentro do conceito de curva A, B, C.
É correto o que se afirma APENAS em
a) I, II e VII.
b) II, V e VII.
c) I, IV e VI.
d) III, IV e V.
e) IV, V e VII.
21. ESAF ± DNIT ± 2013Considere um setor de compras e os responsáveis
pelas compras. Analise as opções abaixo e selecione aquela que representa um
atributo do perfil do comprador.
a) Um comprador deve ser preparado, mas não é preciso que seu
conhecimento esteja no mesmo nível do fornecedor.
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b) Todo comprador deve perseguir uma compra que resulte em economia de
recurso financeiro, independentemente das políticas organizacionais.
c) O comprador deve orientar seu comportamento nos mais altos níveis, em
concorrências, discussões de preços e finalização da compra.
d) A ética negocial é definida pelos negociadores e não pelas organizações.
e) O sigilo das negociações é opcional, podendo o negociador revelar as
ofertas feitas por concorrentes para obter melhor preço do fornecedor.
22. ESAF± DNIT ± 2013 Entende-se por tombamento de bens:
a) o ato de incluir um bem em uma lista de plaquetas metálicas.
b) o registro de um bem permanente no sistema de controle patrimonial.
c) processo realizado pelo almoxarifado com o fim de transferir a
responsabilidade de guarda dos bens.
d) processo por meio do qual é verificado se os materiais se encontram onde
deveriam estar guardados.
e) processo de derrubada do registro de patrimônio de bens.
23. ESAF - DNIT ± 2013 A seção de patrimônio de uma organização é
responsável pela conferência dos bens que constam da lista de materiais que se
encontram nos ambientes da organização. Assinale a opção correta.
a) Os bens que estão na lista e não foram encontrados são excluídos do
inventário.
b) No final do inventário é publicada uma lista com as divergências
encontradas.
c) O inventário de materiais administrativos é realizado pelas áreas de
expedição.
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d) O inventário patrimonial é realizado a qualquer momento durante o ano
fiscal.
e) O inventário físico e o patrimonial são ambos de responsabilidade da
contabilidade da organização.
24. CESPE - ABIN - 2010 As funções da equipe de compras envolvem todo o
processo de localização de fornecedores e fontes de suprimento, cotação, aquisição
de materiais, acompanhamento da ordem de fornecimento junto aos fornecedores e
o recebimento do material comprado, para controlar e garantir o fornecimento de
acordo com a especificação solicitada.
25. CESPE - ABIN - 2010 A fonte simples é caracterizada pela existência de
apenas um fornecedor disponível no mercado, seja em razão de patentes,
especificações técnicas, matéria-prima, seja em razão de localização.
26. CESPE - ABIN - 2010No planejamento de um inventário devem ser
incluídos a convocação e o treinamento das equipes inventariantes, bem como a
arrumação física dos estoques e a preparação dos cartões de inventário, ou
instrumento similar.
27 - CESPE - SERPRO - 2013 Inventário é a verificação da existência dos
materiais da empresa, que consiste na contagem dos materiais existentes,
comparada com os estoques anotados no banco de dados.
28 - CESPE - SERPRO - 2013 Um componente processado que, contudo,
ainda adquirirá outra característica ao final do processo produtivo deverá ser
baixado do estoque, porém continuará no inventário.
29 - CESPE - SERPRO - 2013 Uma organização que centraliza o processo
de suprimento tem como principal vantagem a agilidade nas suas compras.
30 - CESPE - SERPRO - 2013 A Descentralização no processo de
suprimento possibilita que a organização obtenha, durante as compras, maiores
descontos junto aos fornecedores potenciais.
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31 CESPE - MPU - 2013 Para a aquisição de bens e serviços comuns,
quando permitida a participação de consórcio de empresas, deverão estar
explicitadas,nos editais de pregões eletrônicos, as condições de liderança da
empresa-líder e a definição de índices contábeis das empresas consorciadas.
32 CESPE - MPU - 2013 Na descrição do objeto da licitação, é obrigatória a
previsão das quantidades de materiais e serviços a serem fornecidas.
33 CESPE - MPU - 2013 O inventário é o único instrumento disponível à
administração pública para o controle de bens patrimoniais.
34 CESPE - MPU - 2013 No inventário analítico, o bem móvel que tiver valor
de aquisição ou custo de produção desconhecido poderá ser avaliado tomando-se
como referência o valor de outro, semelhante ou sucedâneo, no mesmo estado de
conservação e a preço de mercado.
35 - CESGRANRIO - Transpetro- 2012A administração de materiais auxilia
uma organização na gestão e no controle de todo o fluxo de materiais que passa
pela empresa. Nesse contexto, a correta classificação dos materiais possibilita a
utilização de sistemas automatizados de controle de estoque.
NÃO é um objetivo da codificação de materiais
a) facilitar a comunicação entre as áreas funcionais de uma organização no
que tange ao suprimento e à manutenção dos materiais.
b) facilitar o controle contábil dos estoques.
c) dificultar a duplicidade de itens.
d) promover a padronização de materiais.
e) evitar avarias no material.
36 - CESGRANRIO ± Transpetro ± 2012A função compras é um subsistema
do Departamento de Administração de Materiais, a qual tem por finalidade suprir as
necessidades de materiais ou serviços da empresa, no momento certo e com as
quantidades desejadas.
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37 - CESGRANRIO - LIQUIGAS ± 2012A eficiência de um moderno sistema
de compras depende da relação entre fornecedores e compradores, o que garante o
fornecimento de bens e serviços dentro das especificações desejadas.
Essa relação deverá resultar na implantação de um processo de
a) favorecimento dos melhores clientes, de forma irrestrita.
b) autoridade plena, assumida por alguma das partes.
c) garantia do estoque mínimo para o fornecedor, a todo custo.
d) maximização dos interesses dos fornecedores.
e) parceria, que maximize os interesses de ambas as partes no longo prazo.
38 CESGRANRIO ± PETROBRAS ±2011A função de compras de uma
empresa tem grande importância para a administração, em especial para a
administração pública. São objetivos típicos da função de compras, EXCETO o de
a) obter serviços e mercadorias na quantidade e qualidade necessárias.
b) obter serviços e mercadorias ao menor custo possível.
c) garantir a entrega do produto ou serviço por parte do fornecedor.
d) garantir a armazenagem correta dos produtos.
e) desenvolver novos fornecedores.
39 ± CESPE ± TRT17 ± 2013O controle do ativo imobilizado independe de
sistemas orçamentários.
40 ± CESPE ± TRT17 ± 2013Decorridos mais de sessenta dias da avaliação,
o valor da alienação de material deve ser automaticamente atualizado, tomando-se
por base o fator de correção aplicável às demonstrações contábeis e considerando-
se o período decorrido entre a avaliação e a conclusão do processo.
41 - FCC - TRT - 2014. Sobre o Pedido de Compras, NÃO é correto afirmar:
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a) Deve conter todas as condições negociadas, tais como: quantidade,
qualidade, prazo de pagamento, data e local da entrega.
b) Qualquer alteração, a ser feita após a emissão do pedido de compra, deve
ter sido acordada entre o comprador e o fornecedor.
c) Uma vez aceito pelo fornecedor, o pedido de compra tem força de
contrato.
d) Deve ser remetido ao fornecedor por intermédio de um protocolo para o
qual se farão registros e controles.
e) Não representa um contrato formal entre a empresa e o fornecedor, este
que é celebrado pela requisição de compra.
42 - CESPE - CADE - 2014 A inventariação de materiais tem por objetivo
confrontar a quantidade física armazenada do produto com seus registros
documentais. Um dos métodos de inventariação é o inventário rotativo, cuja
principal desvantagem é a interrupção do processo produtivo para a realização da
contagem dos produtos.
43 - CESPE - ANATEL± 2014No que diz respeito ao procedimento de
cadastro de fornecedores, é necessário que o setor de compras inclua, entre outros
documentos, cópia dos últimos balanços de cada fornecedor da empresa.
44 - CESPE - ANATEL± 2014Uma instituição pública pode isolar por
completo a área de armazenagem para realizar o inventário geral.
45 - CESPE ± 2013 ± BACEN O objetivo principal da área de gestão de
compras é assegurar o suprimento dos bens e serviços necessários às atividades
da empresa. O setor de compras planeja e coordena o processo de aquisição de
materiais, além de controlar o estoque de matéria-prima. A seleção de fornecedores
é a última etapa da gestão de compras, pois as outras demandas da área
independem do tipo de fornecedor escolhido e possuem nível maior de prioridade.
46 - CESPE ± MPOG ENAP ± 2015 Entre as condições para que um material
passível de alienação seja considerado alienável incluem-se a de que esse material
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seja de consumo irregular e que tenha sido substituído por outro de tecnologia mais
avançada.
47 - CESPE ± MPOG ENAP ± 2015 Os procedimentos para cadastro de
fornecedores são compostos de duas fases de análise, a preliminar e a
complementar, nas quais a análise técnica, presente em ambas as fases, tem papel
relevante
48 CESPE ± TRE MT ± 2015 A gestão patrimonial engloba uma série de
atividades inerentes ao acervo patrimonial de uma instituição, como, por exemplo,
tombamento, controle, inventário, alienação, alterações e baixa de bens. Em relação
a essas atividades, assinale a opção correta.
a) Em caso de sinistro, a baixa do bem sinistrado deve ocorrer imediatamente
após a verificação do fato.
b) Por meio do tombamento, faz-se o levantamento físico dos bens
patrimoniais de uma instituição, para proceder à baixa de bens obsoletos.
c) A identificação da ociosidade de um bem, que ocorre com bens em perfeito
estado de uso, mas que não estão sendo aproveitados, é realizada por meio do
controle do estado de conservação.
d) A verificação de bens sujeitos a tombamento é uma das finalidades do
inventário.
e) A alienação de bens consiste na incorporação de um bem ao patrimônio
de uma instituição.
49 CESPE ± TRE MT ± 2015 Sabendo que administração de compras é uma
atividade de fundamental importância para o suprimento das necessidades de
materiais de uma instituição, assinale a opção correta.
a) A existência de um fluxo contínuo de suprimento de materiais é suficiente
para garantir que os objetivos de um departamento de compras sejam alcançados.
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b) A centralização do processo de compras garante a negociação de
melhores preços, a redução do tempo necessário para a aquisição de materiais e a
facilidade de diálogo entre compradores e fornecedores.
c) Prazo, quantidade e qualidade dos materiais são parâmetros inerentes ao
suprimento de materiais no setor industrial, mas que não se aplicam à administração
de materiais em instituições públicas.
d) Pesquisas de mercado, análises de custos e investigações de fontes de
fornecimento são atividades típicas do departamento de compras; outras atividades,
entretanto, podem ser partilhadas com outros setores da instituição.
e) A qualificação dos compradores é de grande importância no processo de
gestão de materiais, embora esses profissionais não interfiram no processo
decisório de compras.
50 CESPE ± TRE MT ± 2015 Assinale a opção correta, considerando a
relação entre compras e fornecedores e o disposto na Lei n.º 8.666/1993.
a) O cadastro de fornecedores deve ser composto pela relação do maior
número possível de empresas que atuam no segmento, independentemente de
qualificação técnica ou legal, pois esses quesitos são verificados após a conclusão
da licitação.
b) As compras realizadas em tribunais regionais eleitorais são realizadas em
condições de aquisição e pagamento distintas das do setor privado.
c) Para melhor utilização do cadastro de fornecedores, é permitida pela
legislação a modalidade de compra denominada convite, que engloba quaisquer
interessados para a escolha de trabalho técnico, científico ou artístico.
d) O cadastro de fornecedores tem por finalidade subsidiar as atividades do
comprador, portanto são relevantes os registros de informações relativas à
eficiência dos serviços prestados.
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e) O presidente do TRE/MT possui autonomia para avaliar a dispensa ou a
inexigibilidade de licitação para compra de materiais de consumo, podendo optar
diretamente pelo fornecedor que melhor atenda às necessidades de fornecimento.
51. FGV ± TCE-BA ± 2013 Os vários possíveis critérios para o
cadastramento de empresas em geral incluem uma fase de análise preliminar, feita
com base em documentos importantes apresentados pela empresa interessada em
se cadastrar. A partir dessa documentação básica, é possível desenvolver análises
de cunho social, econômico-financeira e técnica.
Nesse sentido, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.
( ) A análise social é feita com base no estudo do ato constitutivo da
empresa. A composição acionária, o objetivo primordial e o capital da empresa são
itens importantes a serem verificados.
( ) A análise econômico-financeira é feita com base nos balanços mais
recentes da empresa, em suas referências bancárias e em suas eventuais cartas de
crédito.
( ) A análise técnica tem por base os atestados de capacidade técnica
apresentados pela empresa e na relação de seus equipamentos. Essa análise tem
por objetivo essencial constatar a qualificação e a tradição da empresa.
As afirmativas são, respectivamente,
a) F, F e F.
b) V, F e F.
c) V, F e V.
d) V, V e V.
e) F, V e V.
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Gabarito:
1 C 11 C 21 C 31 C
2 E 12 C 22 B 32 C
3 A 13 E 23 B 33 E
4 D 14 E 24 C 34 C
5 A 15 B 25 C 35 E
6 C 16 E 26 C 36 E
7 C 17 E 27 C 37 E
8 E 18 E 28 C 38 D
9 C 19 D 29 E 39 E
10 C 20 A 30 E 40 C
41 E 51 D
42 E
43 C
44 C
44 C
45 E
46 C
47 C
48 C
49 D
50 D
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