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Aula 03
Administração de Recursos Materiais p/ Câmara - Analista - Material e Patrimônio
Professor: Felipe Petrachini
Administração de Recursos Materiais para a Câmara dos Deputados 
Teoria e exercícios comentados 
Prof. Felipe Cepkauskas Petrachini Aula 03 
 
Prof. Felipe Cepkauskas Petrachini www.estrategiaconcursos.com.br 
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AULA 03 - Compras. Organização do setor de 
compras. Etapas do processo. Perfil do comprador. 
Modalidades de compra. Cadastrode fornecedores. 
Compras no setor público.Objeto de licitação. Edital de 
licitação. Gestão patrimonial. Tombamento de bens. 
Controle debens. Inventário. Alienação de bens. 
Alterações e baixa de bens 
 
 
SUMÁRIO PÁGINA 
Sumário 
Diplomas Normativos Pertinentes ................................................................... 2 
7. Gestão Patrimonial ...................................................................................... 3 
7.1 As Diversas Classificações de Bens Patrimoniais ................................. 3 
7.2 Sistema Patrimonial: O Controle de Materiais e Patrimônio .................. 9 
7.2.1 Tombamento dos Bens ................................................................... 9 
7.2.2 Inventário de Material .................................................................... 11 
7.2.3 Alienação de Bens, Alteração e Baixa de Bens ............................ 18 
7.2.4 Classificação, Catalogação e Codificação de Materiais ................ 21 
8. As Compras nas Organizações ................................................................. 38 
8.1 Organização do setor de compras ....................................................... 41 
8.2 Etapas do Processo de Compras ........................................................ 42 
8.3 Negociação .......................................................................................... 45 
8.4 Centralização e Descentralização de Compras ................................... 49 
8.5 Modalidades de Compras .................................................................... 50 
8.6 Acompanhamento de Pedidos ............................................................. 52 
8.7 Cadastro de Fornecedores .................................................................. 53 
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Teoria e exercícios comentados 
Prof. Felipe Cepkauskas Petrachini Aula 03 
 
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8.8 Perfil do Comprador ............................................................................. 61 
8.9 Incoterms ............................................................................................. 64 
9. Compras no Setor Público ......................................................................... 69 
Links Úteis ................................................................................................. 69 
9.1 Modalidades, Dispensa e Inexigibilidade de Licitação e Objeto de 
Licitação ............................................................................................................... 73 
9.2 Edital de Licitação ................................................................................ 86 
9.3 Pregão ................................................................................................. 91 
9.4 Disposições específicas sobre Compras Públicas ............................... 94 
Despedida ................................................................................................... 101 
Questões Comentadas ................................................................................ 101 
Questões Propostas .................................................................................... 148 
 
E vamos para nossa última aula do curso. Para variar, não tem muito 
segredo. 
Diplomas Normativos Pertinentes 
Recomendo a leitura dos seguintes diplomas normativos, como forma de 
complementação do conteúdo da aula: 
http://www.comprasnet.gov.br/legislacao/in/in205_88.htm 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/Antigos/D99658.htm 
http://www.ciaar.com.br/pregao/in02.pdf 
Farei menção a eles nesta aula, ressaltando o que costuma cair em prova, 
mas sempre tem alguma pergunta perdida tirada de um artigo nunca antes utilizado, 
então, vale a pena perder quinze minutos para ler os links. 
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Teoria e exercícios comentados 
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7. Gestão Patrimonial 
7.1 As Diversas Classificações de Bens Patrimoniais 
A grande sacada deste tema é que ele não se encontra dentro da 
Administração de Recursos Materiais, mas sim da Administração Patrimonial. 
Lembra-se do quadro da Aula 00? 
 
Até agora nós falamos apenas de Materiais. Os materiais são encontrados no 
processo produtivo, e até vez da ação da empresa, tornam-se produtos que serão 
vendidos aos consumidores finais. 
Agora, estamos falando de outra categoria de bens aqui. São bens que, a 
princípio, a instituição não deseja colocar a venda, mas, pelo contrário, busca 
incorporá-los à sua estrutura, de tal forma que dificilmente serão vendidos pela 
entidade. 
Outro aspecto interessante é que as provas gostam de abordar tópicos 
referentes à gestão patrimonial na administração pública. Desta forma, eu que 
sempre puxei o assunto para as empresas, hoje vou falar de órgãos, instituições e 
entidades. 
Pois bem, vamos relembrar alguns conceitos de aulas passadas. 
Patrimônio é o conjunto de bens, direitos e obrigações de uma instituição que 
podem ser avaliados monetariamente. Tudo, tudo, tudo que a empresa possui que 
possa ser avaliado em dinheiro é patrimônio, inclusive suas dívidas (obrigações). 
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E já que tais bens não serão alienados tão cedo pela entidade, existe um 
raciocínio diferente no seu estudo. A máquina que prega botões na camisa serve 
para que a empresa continue a produzir camisas. Sem ela, a empresa não 
consegue produzir, logo, não consegue vender . Por esta razão, a empresa não 
venderá esta máquina tão cedo, a não ser que seja para comprar outra máquina 
que pregue botões mais rápido. 
Assim, os bens que compõem o patrimônio da instituição ali estão para que 
esta possa perseguir seus objetivos. Eles asseguram a continuidade das atividades 
da instituição. 
O que costuma cair em prova? Classificações! Embora todos estes bens 
sejam patrimoniais, são bastante diferentes entre si. 
Comecemos por uma diferenciação clássica, tanto na Administração como 
em Direito: a diferenciação entre o patrimônio mobiliário e imobiliário. É bastante 
simples na verdade, e se baseia na diferença entre bens móveis e bens imóveis: 
- Bens Móveis: são os bens que podem ser removidos de sua posição sem 
que sua substância seja destruída. Ou, de maneira bem mais simples, todo bem 
que possa ser movimentado sem ser destruído. Imaginando uma caneta, se 
você pegá-la de cima da mesa e colocá-la dentro de seu estojo, ela continuará 
sendo uma caneta. Ela foi movimentada sem ser destruída. 
- Bens Imóveis: Bens que perdem sua substância quando desprendidos 
do solo. Encontram-se firmemente preso ao mesmo, e serão destruídos ou 
descaracterizadoscaso sejam movimentados. 
Imagine um prédio. Caso estejamos insatisfeitos com a posição dele na rua 
(bate muito Sol na janela de manhã cedo ), ainda assim, não será possível 
movimentá-lo para a esquina ao lado sem reduzi-lo a escombros. Ou ainda que o 
removamos sem grandes danos, ele já não terá mais a finalidade que tinha 
anteriormente. 
Esta distinção tem origem no Código Civil, nos seguintes dispositivos: 
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LIVRO II 
DOS BENS 
TÍTULO ÚNICO 
Das Diferentes Classes de Bens 
CAPÍTULO I 
Dos Bens Considerados em Si Mesmos 
Seção I 
Dos Bens Imóveis 
Art. 79. São bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe 
incorporar natural ou artificialmente. 
Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais: 
I - os direitos reais sobre imóveis e as ações que os 
asseguram; 
II - o direito à sucessão aberta. 
Art. 81. Não perdem o caráter de imóveis: 
I - as edificações que, separadas do solo, mas conservando a 
sua unidade, forem removidas para outro local; 
II - os materiais provisoriamente separados de um prédio, para 
nele se reempregarem. 
Seção II 
Dos Bens Móveis 
Art. 82. São móveis os bens suscetíveis de movimento 
próprio, ou de remoção por força alheia, sem alteração da 
substância ou da destinação econômico-social. 
Art. 83. Consideram-se móveis para os efeitos legais: 
I - as energias que tenham valor econômico; 
II - os direitos reais sobre objetos móveis e as ações 
correspondentes; 
III - os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas 
ações. 
Art. 84. Os materiais destinados a alguma construção, 
enquanto não forem empregados, conservam sua qualidade de 
móveis; readquirem essa qualidade os provenientes da 
demolição de algum prédio. 
 
A distinção entre patrimônio mobiliário e imobiliário tem justamente estes 
dispositivos como premissa. 
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Desta forma, o patrimônio mobiliário das organizações será composto pelos 
bens dotados de mobilidade, quer seja por movimento próprio (nesta categoria 
HVWmR�RV�VHPRYHQWHV��DQLPDLV�TXH�VmR�FDSD]HV�GH�VH�PRYHU�SRU�³LQLFLDWLYD�SUySULD´��
ou por remoção decorrente de força alheia (são os objetos inanimados, sem vida 
própria, a exemplo de uma mesa, cadeira, lápis, computadores, que podem ser 
movimentados por você). 
Existe mais um ponto importante nesta classificação: não pode haver 
alteração na substância ou na destinação econômico social do bem. Que se quer 
dizer com isto? 
Uma cadeira, quando movida de um ponto A para um ponto B ainda é uma 
cadeira. Ela poderá ser utilizada da mesma maneira no ponto B como poderia ter 
sido utilizada no ponto A. Ela não deixará de ser cadeira por conta disto, e as 
pessoas poderão continuar a sentar nela. 
De maneira análoga, o patrimônio imobiliário das organizações é composto 
pelos bens naturalmente ou artificialmente incorporados ao solo. As árvores são 
bens que se encontram fixadas ao solo sem que a força humana tenha concorrido 
para tanto. Entretanto, um grande edifício só encontra suas fundações 
profundamente arraigadas ao solo através do engenho humano (bonito né? ), sendo 
um exemplo de incorporação artificial. 
Os bens que compõem o patrimônio imobiliário, por definição, não podem ser 
removidos de sua posição original sem que com isto sua substância seja destruída, 
ou sua finalidade desvirtuada. Uma casa movida do ponto A para o ponto B 
SURYDYHOPHQWH�VHUi�FRQYHUWLGD�HP� ³SLOKD�GH�HVFRPEURV´�HP�TXHVWmR�GH� LQVWDQWHV��
deixando de ter a finalidade econômico social que possuía anteriormente (pessoas 
morando nela ). 
Mas quem foi que disse que esta era a única classificação possível? . Temos 
várias outras, tão legais quanto, que também podem ser cobradas em prova . Veja 
só: 
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Bens materiais: na contabilidade, estes bens corresponderiam ao ativo 
imobilizado da empresa. 
São bens dotados de existência física, tangíveis, palpáveis. São mais do 
que meras ideias, são coisas, objetos. Um prédio, um carro, um lápis, todos estes 
bens são materiais, pois correspondem a algo que podemos tocar. E claro, além de 
poderem ser tocados, são bens permanentes, ou seja, a instituição tem a intenção 
de mantê-los. É isto que os diferencia das mercadorias em estoque. 
Por exemplo: é possível que uma concessionária possua tanto veículos 
disponíveis para venda (mercadorias) como veículos para deslocamento de seus 
vendedores (bens). 
Embora ambos sejam veículos (talvez até do mesmo modelo, ano e maca), o 
primeiro deles será considerado mercadoria (pois a entidade tem planos de aliená-
lo) enquanto o segundo será considerado um bem material (pois incorporado ao 
ativo permanente da entidade). Por curiosidade tão somente, saiba esta distinção é 
tão importante que o veículo, enquanto mercadoria, não está sujeito ao IPVA, e sim 
ao ICMS (não, não cai tributário na sua prova, mas é importante você perceber a 
LPSRUWkQFLD�GH�XPD�³VLPSOHV´�FODVVLILFDomR��� 
Bens imateriais: corresponderiam aos ativos intangíveis��(VWHV�³EHQV´�QmR�
são exatamente bens, mas estão mais próximos de direitos que a instituição 
possui. Uma patente é um direito que possui uma instituição de fabricar 
determinado produto de maneira exclusiva. 
E este direito, por conceder uma vantagem de mercado, pode ser avaliado 
monetariamente�� HPERUD� QmR� SDVVH� GH� XPD� VLPSOHV� LGHLD�� 7DLV� ³EHQV´� VmR�
intangíveis, não podem ser tocados. 
Ok, você já sabe o que são bens matérias e porque os bens materiais não 
são mercadorias (e, por favor, não existe estoque de bens materiais nem de bens 
do ativo permanente ou imobilizado). 
A gestão patrimonial volta sua atenção principalmente aos bens materiais. 
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Contudo, a simples classificação entre bens materiais e bens imateriais não é 
suficiente para atender aos interesses da Gestão Patrimonial. Devemos ir mais 
fundo. Desta forma, uma subclassificação busca dividir os bens materiais em: 
- Bens de Consumo: É o exemplo típico dos materiais de escritório. 
Por suas características, o uso contínuo acaba por esgotar sua 
substância ao final de um curto período de tempo (menos de dois anos), de tal 
forma que precisam ser repostos com frequência. 
Afinal, nenhuma carga de caneta do mundo vai durar a próxima década, 
razão pela qual sua futura mesa terá um monte delas. 
- Bens Permanentes: o uso corrente destes bens não o destrói. 
Tendem permanecer com as mesmas características da data de sua 
aquisição durante um longo tempo (pelo menos mais de dois anos). 
O prédio não desmorona assim que saímos dele, nem precisa ser 
reconstruído dia após dia. Ele é utilizado por mais de um século e continua lá, do 
jeitinho que era (algumas rachaduras,mas é só isso). 
Outra classificação vem lá do Direito Civil, e diferencia os bens entre: 
Bens de uso comum do povo: São bens de uso geral, que podem ser 
utilizados livremente por todos os indivíduos. A praça aonde você vai é um bem 
público que pode ser utilizado por qualquer pessoa, sem necessidade de 
autorização. 
Bens de uso especial: São aqueles nos quais são prestados serviços 
públicos, tais como hospitais públicos, escolas e aeroportos. Sua característica 
principal é a que, embora públicos, o acesso às instalações pode ser 
restringido a pessoas autorizadas. 
Por exemplo: a repartição onde você irá trabalhar embora seja um bem 
público, não autoriza a qualquer pessoa a possibilidade de entrar em qualquer sala 
da unidade. 
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Bens dominicais: São bens públicos que não possuem destinação 
definida, e desta forma, são passíveis de alienação. 
Ok, prometo que é só isso que precisa ser tratado quando falamos de bens. 
7.2 Sistema Patrimonial: O Controle de Materiais e Patrimônio 
Eis aqui outro tópico que cheira a Contabilidade Pública . 
Tomando emprestada a definição que aquela disciplina traz a este conceito, 
podemos dizer que o Sistema Patrimonial registra analiticamente todos os bens 
de caráter permanente, com indicação dos elementos necessários para a 
perfeita caracterização de cada um deles e dos agentes responsáveis pela sua 
guarda e administração, bem como mantém registro sintético dos bens 
moveis e imóveis. 
Depois desta definição, viriam 50 páginas a respeito de previsão 
orçamentária, resultado de exercícios, ativos de todas as espécies possíveis e 
imagináveis, e após isso, você teria arranhado a superfície daquilo que se pretende 
que um especialista no assunto conheça . 
Não é assim aqui(ao menos, até hoje nunca foi cobrado algo tão específico). 
O que mais importa neste ponto são duas coisas: o registro preciso daquele 
bem que compõe o patrimônio (porque tudo na Administração Pública é registrado) 
e o controle do bem (afinal, é dinheiro público, e assim, merece toda nossa 
atenção). 
Assim o sendo, os próximos tópicos ajudarão você a entender o 
funcionamento do sistema patrimonial na Administração Pública. 
7.2.1 Tombamento dos Bens 
Vou explicar o processo desde o início. E no início, não há bem algum. Nossa 
instituição, que pretendia adquiri-lo, licitou o objeto há muito tempo atrás. E agora 
ele, o dito bem, chegou, está na porta da repartição. O que fazer? 
Obviamente que você irá recebê-lo. Mas e aí? Mais nada? Errado! 
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Todo bem que adentra a instituição (e principalmente uma instituição pública) 
precisa ser devidamente registrado. 
Lembra-se dos procedimentos de recebimento de materiais das aulas 
passadas? 
Tudo que está lá é importante para o recebimento do bem. Mas o 
tombamento é a etapa que sucede a recepção do dito cujo. 
Vamos relembrar rapidamente a recepção dos materiais, cujo princípio é o 
mesmo aqui: 
O recebimento provisório envolve apenas procedimentos de conferência 
dos materiais, já o recebimento definitivo, momento posterior à conferência, é 
quando se emite o aceite em documento fiscal e se declara que o material está de 
acordo com o especificado no contrato firmado entre o comprador e o fornecedor, 
ou devolve o material ao fornecedor, por estar em desacordo com as 
especificações, para que este regularize os materiais. 
Uma vez dado o recebimento definitivo, está na hora de realizar o 
tombamento do bem. E o que é isso? 
Tombamento é o procedimento administrativo de identificação de um 
bem permanente e seu registro no patrimônio da instituição. 
Essa identificação administrativa consiste em efetuar um cadastro onde são 
dispostas todas as informações referentes ao bem. 
E ao final, gera-se um número de patrimônio, normalmente em uma 
plaqueta a ser afixada no bem, que será seu respectivo número de controle. 
Enquanto este bem for um bem, e enquanto integrar o patrimônio da 
administração, seu número de identificação permanecerá com ele. 
Passada todas estas etapas, diremos que o bem foi incorporado ao 
patrimônio da entidade, passando a compor seu acervo patrimonial. 
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De tempos em tempos a administração efetuará o inventário de todos os 
bens do seu patrimônio, e os números de patrimônio serão úteis nesta missão. 
0DV� FRQFRUGD� TXH� QmR� p� WRGR� EHP� TXH� p� VXVFHWtYHO� GH� VHU� ³HPSODFDGR´"�
Alguns deles, por razão de seu valor econômico diminuto, talvez sejam mais baratos 
que a própria plaquinha que seria colocada neles, não é mesmo? 
Eu tinha dito que iria parar de classificar bens. O problema é que esta 
classificação está diretamente relacionada ao tombamento, de forma que eu preciso 
colocá-la nesta parte da aula. Mea culpa... 
Dentro da classificação de bens móveis encontramos dois tipos de bens: 
Bens Controlados: este é o material sujeito a tombamento propriamente 
dito. Seu valor monetário justifica um rigoroso controle sobre sua existência, e 
responsabilidade sobre sua guarda e conservação. 
Bens Relacionados: Material dispensado de tombamento. Não vai ter 
plaquinha . 
Mas isso não quer dizer que ele não será controlado pela instituição. Ele 
sofrerá um controle simplificado. Não é toda caneta que entra na repartição que 
vai ganhar um número de patrimônio, mas haverá algum tipo de controle (variará 
conforme a instituição). 
7.2.2 Inventário de Material 
Ok, o bem já está dentro da instituição e devidamente catalogado. 
Mas nós devemos continuar a prestar atenção nele! 
Os bens da instituição não podem desaparecer de uma hora para outra, pois 
como dissemos, o objetivo é que continuem a servir seus objetivos durante muito 
tempo ainda. Só que isto só poderá ser feito se exercermos controle sobre os bens. 
E a melhor maneira de exercer este controle é através do inventário. 
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Dá-se o nome de inventário à verificação ou confirmação da existência de 
bens na instituição. Este inventário pode se dar tanto sobre os materiais em 
estoque como sobre os bens patrimoniais da entidade. 
O inventário em si consiste no levantamento físico ou contagem dos 
materiais para que os dados obtidos sejam comparados ao registro efetuado pela 
instituição. 
Desta forma, inventariar os bens significa certificar-se de que as 
informações constantes no controle da instituição refletem a realidade. 
Os órgãos da Administração Pública Federal seguem uma definição bastante 
elucidativa, constante da Instrução Normativa SEDAP 205/1998. O que eu gosto 
desta definição é que ela ainda traz vários exemplos da utilidade do inventário. Veja 
só: 
8. INVENTÁRIO FÍSICOÉ O INSTRUMENTO DE CONTROLE 
PARA A VERIFICAÇÃO DOS SALDOS DE ESTOQUES NOS 
ALMOXARIFADOS E DEPÓSITOS, E DOS EQUIPAMENTOS E 
MATERIAIS PERMANENTES EM USO NO ÓRGÃO OU 
ENTIDADE, QUE IRÁ PERMITIR, DENTRE OUTROS: 
 A) O AJUSTE DOS DADOS ESCRITURAIS DE SALDOS E 
MOVIMENTAÇÕES DOS ESTOQUES COMO SALDO FÍSICO 
REAL NAS INSTALAÇÕES DE ARMAZENAGEM; 
B) A ANÁLISE DO DESEMPENHO DAS ATIVIDADES DO 
ENCARREGADO DO ALMOXARIFADO ATRAVÉS DOS 
RESULTADOS OBTIDOS NO LEVANTAMENTO FÍSICO; 
C) O LEVANTAMENTO DA SITUAÇÃO DOS MATERIAIS 
ESTOCADOS NO TOCANTE AO SANEAMENTO DOS 
ESTOQUES; 
D) O LEVANTAMENTO DA SITUAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS E 
MATERIAIS PERMANENTES EM USO E DAS SUAS 
NECESSIDADES DE MANUTENÇÃO E REPAROS; E 
E) A CONSTATAÇÃO DE QUE O BEM MÓVEL NÃO É 
NECESSÁRIO NAQUELA UNIDADE. 
E como proceder ao inventário? Existem três maneiras principais de se fazer 
isso: 
Inventário Geral ou Periódico: Estes são feitos no final do exercício fiscal 
com a contagem e verificação sendo feitas uma única vez para todos os itens do 
estoque ou patrimônio. 
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Como você deve ser capaz de imaginar, isto levará um tempo considerável 
para ser feito, e desta forma, a execução do inventário geral normalmente paralisa 
as atividades da área inventariada. 
Inventário Rotativo: o Inventário Geral é custoso para a instituição, pois 
paralisará as atividades da entidade. 
Para evitar estes males, existe o Inventário Rotativo. Nestes casos, haverá 
um cronograma periódico a se seguido, fazendo-se a contagem periódica 
(normalmente mês a mês) de cada área pretendida, de maneira que ao final do 
exercício, todas as áreas tenham sido inventariadas. 
A vantagem do método está justamente em não paralisar a atividade da 
instituição. 
O inventário rotativo tem mais uma vantagem. Caso a empresa combine 
algum método de classificação de materiais (por exemplo, a classificação ABC), é 
possível fazer com que alguns grupos de itens sejam verificados mais vezes 
do que outros. E como vimos no capítulo da Curva ABC, alguns poucos itens 
merecem mais atenção que outros muitos itens. 
Os materiais podem ser divididos, por exemplo, em três grupos: 
Grupo 1: itens correspondentes à Classe A, que por sua importância e valor 
significativo, merecem atenção redobrada, e, portanto, serão inventariados, por 
exemplo, três vezes ao ano. 
Grupo 2: itens correspondentes à Classe B, que tem importância 
intermediária, e assim, podem ser inventariados, por exemplo, apenas duas vezes 
ao ano. 
Grupo 3: estes são os demais itens (Classe C), que existem em grande 
quantidade e pequeno valor total. E por representarem um valor menor do estoque 
(além de dar bem mais trabalho inventariá-los), serão contados apenas uma vez por 
ano. 
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Inventário Dinâmico: Segue a mesma estrutura do inventário rotativo (a 
eleição de grupos de itens diferentes que merecerão atenção diferente. 
Mas, no inventário rotativo, cada grupo de itens é contado periodicamente, 
independentemente da ocorrência de determinado evento. Se a contagem dos itens 
do Grupo X está marcada para março, eles serão contados em março, não 
importando o que aconteça. 
O inventário dinâmico parte de outra premissa. Os materiais também estão 
divididos em grupos, mas há um gatilho para a contagem ser realizada. O gatilho 
pode ser, por exemplo, o fato de o registro de estoque ter chegado a zero no 
sistema da empresa. Neste caso, a contagem serviria para conferir se realmente 
não sobrou nenhum material daquele tipo. Outro critério pode ser o atingimento da 
quantidade de materiais do Estoque de Segurança. Neste caso, o objetivo seria se 
certificar de que a margem de materiais ainda existe realmente. 
Por outro lado, levando-se em conta a Instrução Normativa 205/1988, existe 
a classificação feita no âmbito da SEDAP, que é bom que você conheça também: 
8.1. Os tipos de Inventários Físicos são: 
a) anual- destinado a comprovar a quantidade e o valor dos 
bens patrimoniais do acervo de cada unidade gestora, 
existente em 31 de dezembro de cada exercício - constituído 
do inventário anterior e das variações patrimoniais ocorridas 
durante o exercício. 
b) inicial- realizado quando da criação de uma unidade 
gestora, para identificação e registro dos bens sob sua 
responsabilidade; 
c) de transferência de responsabilidade- realizado quando 
da mudança do dirigente de uma unidade gestora; 
d) de extinção ou transformação- realizado quando da 
extinção ou transformação da unidade gestora; 
e) eventual- realizado em qualquer época, por iniciativa do 
dirigente da unidade gestora ou por iniciativa do órgão 
fiscalizador. 
 
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E como é feito o inventário? Já disse para você que é impossível que alguém 
te diga como fazer algo, mas sempre existem critérios a serem levados em 
consideração. A doutrina costuma estruturar os passos da seguinte maneira: 
- Convocação das equipes de inventariantes: Normalmente, o inventário é 
feito através de duas equipes: a primeira equipe vai fazer a primeira contagem, e 
a segunda equipe vai....adivinha.... contar de novo! 
Este procedimento é feito para fins de revisão, já que seria mais difícil que 
duas equipes contassem errado o mesmo número de itens (seria como se você e 
um colega seu não só acertassem as mesmas questões em uma prova, mas 
também errassem as mesmas questões, na mesma alternativa. No mínimo 
estranho, não? ); 
- Arrumação física: Não dá para contar objetos se eles não estiverem 
organizados. Desta forma, nesta fase, os itens semelhantes são agrupados e, se 
possível, sairão do caminho, para que as equipes possam transitar livremente. No 
caso do inventário patrimonial, rearranjar os objetos pode ser bastante 
difícil(imagine colocar todas as cadeiras do seu andar em um canto da sala), de 
maneira que essa fase não é obrigatória; 
- Cartão de Inventário: É a ficha na qual os itens são contados. Ali serão 
inseridos os dados do objeto inventariado, e, depois, sua quantidade. Isto, lógico, se 
o processo for feito manualmente. Caso, por exemplo, todos os materiais tenham 
recebido códigos de barra ao chegar à entidade, seria só passar a maquininha . 
- Atualização dos registros de estoque: Se houver algum documento 
parado que altere as informações constantes na entidade antes do inventário, este 
documento precisa ser processado. 
Por exemplo: se no dia anterior foi feita uma retirada de 50 canetas, é claro 
que elas não estarão lá para serem contadas. Mas, se por qualquer razão, esta 
informação ainda não foi computada, chegou a hora de fazer isso. 
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- Contagem do estoque(ou dos materiais, ou ainda, dos bens): E finalmentechega o momento. Depois de tanta preparação, está na hora de contar os materiais 
ou bens. Cada item será contado duas vezes. 
Da primeira vez, será colocado um cartão, etiqueta ou ficha no bem, para 
mostrar que a primeira equipe o incluiu na contagem. A segunda equipe de 
contagem vai contar tudo de novo, retirando parte da marca identificadora, para 
mostrar que também contou o bem. E o que sobrou da marca será removido ao fim 
do inventário. 
- Reconciliação e ajustes: Fizemos tudo isto para nos certificarmos que não 
há divergência entre a realidade e o registro da entidade. Mas e se houver? 
Cabeças vão rolar . Brincadeira, mas alguém terá de explicar as divergências(e 
se você vier a ser chefe, vai te dar uma baita dor de cabeça). 
Uma vez explicada a variação, é feito o registro da informação real, e 
assim, a contagem fica conciliada. 
Estas etapas, na gestão patrimonial, também comportam outra classificação 
que é cobrada em provas: 
Levantamento: É a coleta de dados sobre todos os elementos do 
patrimônio. 
Nesta etapa, se determinada o que irá ser contado e procede-se à contagem, 
em três sub etapas: 
- Identificação: Verificação das características dos elementos do 
patrimônio a serem inventariados, para posterior agrupamento por semelhança; 
- Agrupamento: Junção dos elementos identificados conforme sua 
semelhança, para ficar mais fácil de contá-los. 
- Mensuração: É a contagem, o inventário em si. Nesta etapa será 
determinada quantidade de bens existentes na entidade. 
Depois do levantamento, seguem-se as atividades de: 
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Arrolamento: Registro das informações levantadas. 
Tombamento. É uma fase que nós já vimos. Também é um registro, mas 
não de informações, mas do próprio bem que compõe o patrimônio da 
entidade. 
E como todo bem patrimonial é suscetível de avaliação monetária, passamos 
à última fase, que é a da: 
Avaliação: compreende a aferição do valor monetário do bem. Sem a 
avaliação, o arrolamento só serve para controlar a existência do bem, mas tal 
registro não poderá ser utilizado na contabilidade da entidade. 
Estes itens correspondem à etapa ou etapas da descrição anterior. São dois 
meios de classificar os passos a serem tomados no processamento do inventário. 
Então, eles podem conter etapas comuns. 
Um último termo a ser aprendido: Cut-off. 
É uma paralisação em toda movimentação de materiais da empresa (é 
recomendável que esta paralisação seja real, mas ela pode ser simplesmente 
teórica, através de um registro apartado), a fim de que o material possa ser 
contado. 
É recomendável (não obrigatório, como veremos nas questões) que a 
empresa não receba materiais na data do inventário, que as necessidades do 
processo produtivo sejam atendidas previamente, de maneira que, quando realizado 
o Cut-off, nenhum material na empresa esteja sendo movimentado, ou se não for 
possível parar a movimentação, que esta seja feita em separado. 
Isto é perfeitamente justificável: se o material continuasse a entrar e sair 
livremente, o inventário nunca terminaria, já que sempre existiriam novos itens 
para serem contados ou baixados. 
Através do Cut-off, a empresa especifica a data limite que as informações do 
inventário abarcarão. 
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Por exemplo: inventário até o dia 31 de dezembro de 2012. Isto significa que 
os itens que entrarem ou saírem da empresa no dia 1º de janeiro não serão 
contados naquele inventário. 
Mas, para traçar este limite com precisão, é necessário algo mais que a 
simples estipulação da data. A empresa precisa apontar quais são as últimas 
operações a serem consideradas no inventário (preferencialmente três) para que 
esta delimitação fique bem clara. 
Desta forma o cut-off pode ser feito através de um mapa que detalhe os três 
últimos documentos considerados antes da contagem, e assim, o inventário pode 
ser feito com tranquilidade, sem o risco de, por exemplo, que alguns itens sejam 
esquecidos ou contados em duplicidade. 
Viram que não tem muito segredo? É porque é só isso mesmo. 
Próximo ponto. 
7.2.3 Alienação de Bens, Alteração e Baixa de Bens 
A alienação é uma das formas pela qual o bem da entidade pode deixar o 
seu patrimônio, e desta forma, não há mais razões para realizar o seu controle. 
Alienar é transferir a propriedade de um determinado bem a terceiro. No 
Direito Civil, este termo é utilizado especificamente na venda do bem, não se 
aplicando a doações ou permutas. 
Entretanto, o Decreto 99.658/1990 (que inspira a criação de questões sobre o 
assunto) aborda um conceito mais amplo de alienação: operação que transfere o 
direito de propriedade do material mediante, venda, permuta ou doação. 
Veja só: 
Art. 3º Para fins deste decreto, considera-se: 
 
I - material - designação genérica de equipamentos, 
componentes, sobressalentes, acessórios, veículos em geral, 
matérias-primas e outros itens empregados ou passíveis de 
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emprego nas atividades dos órgãos e entidades públicas 
federais, independente de qualquer fator; 
II - transferência - modalidade de movimentação de material, 
com troca de responsabilidade, de uma unidade organizacional 
para outra, dentro do mesmo órgão ou entidade; 
III - cessão - modalidade de movimentação de material do 
acervo, com transferência gratuita de posse e troca de 
responsabilidade, entre órgãos ou entidades da 
Administração Pública Federal direta, autárquica e 
fundacional do Poder Executivo ou entre estes e outros, 
integrantes de qualquer dos demais Poderes da União; 
IV - alienação - operação de transferência do direito de 
propriedade do material, mediante venda, permuta ou 
doação; 
V - outras formas de desfazimento - renúncia ao direito de 
propriedade do material, mediante inutilização ou 
abandono. 
Neste caso, mesmo que o bem seja doado, estaremos diante das hipóteses 
de alienação do bem. Na verdade, não faz tanta diferença, já que as operações a 
serem adotadas serão as mesmas. 
A alienação no setor público é um fenômeno melhor estudado nas aulas de 
Direito Administrativo, especificamente nos procedimentos licitatórios. Seria 
temeridade de minha parte tentar resumir em algumas linhas o tema de uma aula 
inteira, de maneira que vou passar rapidamente os requisitos para alienação dos 
bens móveis e imóveis: 
- Alienação de bens móveis: o administrador público não faz nada sem que 
o interesse público o esteja amparando. Assim sendo, é necessário que se 
comprove o interesse por trás da operação (público, por favor). Fora isto, é 
QHFHVViULR� TXH� RFRUUD� D� ³desafetação´� GR� EHP�� TXH� QDGD� PDLV� p� GR� TXH� VXD�
GHVFDUDFWHUL]DomR� HQTXDQWR� ³EHP� GH� XVR� FRPXP� GR� SRYR´� RX� ³EHP� GH� XVR�
HVSHFLDO´��SRLV�HVWDV�PRGDOLGDGHV�GH�EHQV�S~EOLFRV�VmR�LQDOLHQiYHLV��H�FRQVHTXHQWH�
caracterização do bem enquanto bem dominical. E, por fim, deve ocorrer licitação, 
salvo exceções. 
- Alienação debens imóveis: Deve ocorrer tudo que eu mencionei acima, e 
mais ainda, deve haver autorização legislativa que permita a alienação do bem. 
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Ok, mas a alienação não é a única espécie de alteração que o acervo 
patrimonial da entidade pode sofrer, apesar de ser a principal (e única cobrada no 
seu edital diretamente). 
O bem também pode perecer em decorrência de um sinistro (ocorrência de 
um evento imprevisível) ou mesmo por simples extravio (embora o bem perdido 
continue a existir, não integra mais patrimônio da entidade). 
E tem mais uma hipótese, lá do fim da nota de rodapé, que é o comodato. 
Comodato é um contrato de Direito Civil no qual o comodante cede um bem de sua 
propriedade gratuitamente ao comodatário, sob a condição de que este restitua o 
mesmo bem ao final do período fixado. Se qualquer das hipóteses grifadas não 
ocorrer, não estamos falando de comodato, certo? 
Mas, se uma repartição pública, via de regra, não se dedica a atividades 
comerciais e mais ainda, seus bens constituem patrimônio público que, via de regra, 
não pode ser alienado. Então, por que raios estaria tentando se desfazer de um 
material, quer seja por alienação, cessão, ou qualquer outra forma de transferência 
prevista em Direito? 
Porque é possível que alguns materiais sejam inservíveis à Administração, 
por uma infinidade de motivos, dentre os quais aqueles previstos no parágrafo único 
do artigo 3º do Decreto 99.658/1990: 
Parágrafo único. O material considerado genericamente 
inservível, para a repartição, órgão ou entidade que detém 
sua posse ou propriedade, deve ser classificado como: 
a) ocioso - quando, embora em perfeitas condições de uso, 
não estiver sendo aproveitado; 
b) recuperável - quando sua recuperação for possível e 
orçar, no âmbito, a cinqüenta por cento de seu valor de 
mercado; 
c) antieconômico - quando sua manutenção for onerosa, ou 
seu rendimento precário, em virtude de uso prolongado, 
desgaste prematuro ou obsoletismo; 
d) irrecuperável - quando não mais puder ser utilizado para 
o fim a que se destina devido a perda de suas características 
ou em razão da inviabilidade econômica de sua recuperação. 
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Com a alienação, transferência ou cessão, passa a haver outra necessidade: 
a de que o bem registrado no patrimônio seja devidamente baixado, uma vez 
que não compõe mais o patrimônio da entidade. 
Na verdade, a baixa do bem é a atividade administrativa correspondente à 
saída dele do patrimônio. Tudo é registrado, e TUDO MESMO é registrado em uma 
repartição pública. 
Pois bem, já sabemos que na baixa o bem deixa de compor o patrimônio da 
entidade. Mas ele será para sempre lembrado. E por qual razão? O número de 
registro patrimonial dele não poderá ser utilizado em nenhum outro bem. 
Aquele número pertence àquele bem, e mesmo que a plaqueta seja removida, não 
poderá ser utilizada em outro bem. 
Caso, um dia, aquele mesmo bem retorne ao patrimônio da entidade, 
somente aí o número voltará a ser utilizado. Até lá, o número fica guardado em 
outro registro, o de bens desincorporados. 
7.2.4 Classificação, Catalogação e Codificação de Materiais 
6HJXQGR� D� )*9� �������� FODVVLILFDU� p� ³agrupar um material segundo sua 
forma, dimensão e peso, de modo a permitir procedimentos de armazenagem 
adequados e o controle eficiente dos estoques´� Resumindo a história: classificar 
é estabelecer características objetivas e, com base nelas, dividir objetos segundo 
essas características. 
Esta classificação é feita com base na utilidade, natureza e função (ou 
aplicação) dos materiais no processo produtivo. 
Segundo Floriano do Amaral Gurgel e Paulino G Francischini, existem quatro 
princípios a serem observados quando uma entidade deseja criar um sistema de 
classificação de materiais: 
Principio Arbitrário: os itens de material são codificados sequencialmente, à 
medida que ingressam no estoque. Essa forma de codificação tem como grande 
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desvantagem o fato de não permitir nenhuma forma de identidade entre itens de 
material de mesma natureza, como, por exemplo dois materiais similares. 
Exemplo: Duas turbinas de avião exatamente iguais dão entrada no 
almoxarifado com 20 dias de diferença de uma para outra. Os códigos de controle 
destas duas turbinas podem ser completamente diferentes se, por exemplo, durante 
esses 20 dias, 750 outros materiais ingressaram no almoxarifado, pois o código é 
estabelecido sequencialmente e cronologicamente; 
Princípio Arbitrário Fichado: a codificação sequencial deverá ser associada 
a um arquivo, em que as características do material são bem detalhadas. Ao se 
localizar determinado código, deve-se abrir o arquivo e lá encontrar os dados do 
item. 
Principio Simbólico: codificação sob a forma numérica, como também sob a 
forma mnemônica para facilitar a memorização. Codificação alfanumérica, de forma 
que os seus códigos guardem uma identidade entre si. Não atende a séries muito 
numerosas de itens. 
Princípios do Número do Projeto: são utilizados os números dos desenhos 
de detalhamento dos projetos. A codificação cobre apenas as partes e materiais 
integrantes dos projetos específicos. 
Aproveitando o ensejo, Marco Aurélio P. Dias faz questão de deixar claro: 
"O objetivo da classificação é definir uma catalogação, simplificação, 
especificação, normalização, padronização e codificação GH�WRGRV�RV�PDWHULDLV´ 
Codificação você já sabe o que é. Aqui vai a descrição dos demais termos. 
- Catalogação: a entidade irá arrolar (registrar) todos os itens existentes, 
de maneira a não esquecer nenhum deles. Isto permitirá construir um código que 
seja verdadeiramente útil para o contexto da entidade. 
- Simplificação: consiste em reduzir a grande variedade de itens 
existentes a um único item, quando eles tiverem a mesma finalidade. Por 
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exemplo: se a empresa tem dois materiais que fazem exatamente a mesma coisa, 
seria bom escolher a penas um deles. Isso facilitará a normalização. 
- Especificação: Consiste na descrição detalhada de cada item, com todas 
as informações referentes a formato, tamanho, peso, etc. Desta forma, ganha-se 
duas vezes: não haverá dúvida sobre o material que será solicitado, e isto facilitará 
a inspeção de qualidade do material. 
- Normalização: todo material tem um propósito. Nesta etapa, serão 
descritas todas as diversas aplicações de cada material. 
Segundo a FGV (2013), a normalização tem os seguintes objetivos: 
Comunicação: Proporciona os meios necessários para a troca adequada de 
informações entre clientes e fornecedores, com vista a assegurar a confiança e um 
entendimento comumnas relações comerciais. 
Proteção ao Consumidor: Define os requisitos que permitam aferir a 
qualidade dos produtos e serviços. 
Economia: Diminui o custo de produtos e serviços mediante a 
sistematização, racionalização e ordenação dos processos e das atividades 
produtivas, com a consequente economia para fornecedores e clientes. 
Eliminação de barreiras: Evita a existência de regulamentos conflitantes 
sobre produtos e serviços em diferentes países, de forma a facilitar o intermédio 
comercial. 
- Padronização: não adianta nada a empresa executar todos os passos 
anteriores se ainda tiver de estocar uma infinidade de itens. Na padronização, se 
estabelece uma especificação para determinado material, que será sempre 
deste ou daquele tipo, evitando que uma infinidade de materiais fique estocada 
desnecessariamente. Acredito que o exemplo do parafuso é ilustrativo: na 
padronização, a empresa específica que só irá utilizar parafusos com este peso e 
diâmetro, e assim, só aquele parafuso é comprado e estocado. 
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3RGH� VHU� WDPEpP� TXH� YRFr� HQFRQWUH� R� WHUPR� ³taxonomia´� HP� DOJXP�
enunciado por aí. Taxonomia é a técnica que engloba a identificação, a 
descrição, a nomenclatura e a classificação de objetos. Se você já assistiu 
desenhos animados (principalmente do Pica-pau), é provável que já tenha se 
GHSDUDGR� FRP� HVVD� ILJXUD�� SRLV� R� VLJQLILFDGR� RULJLQDO� GR� WHUPR� p� ³GLVFLSOLQD que 
GHILQH� RV� JUXSRV� GH� RUJDQLVPRV� ELROyJLFRV´�� 2� WD[RQRPLVWD� GR� GHVHQKR� VHPSUH�
queria empalhar o Pica-pau para poder estuda-lo :P. 
Vamos entender como funciona tudo isso no próximo tópico. 
7.2.4.1 Sistemas de Classificação de Materiais e Codificação. 
Voltemos um pouco para o contexto empresarial e pensemos em uma fábrica 
de bicicletas. 
O almoxarifado possui quinze tipos de correias dentadas, que se diferenciam 
pelo seu tamanho, material, e marca, e vários pneus de diferentes aros. 
É perfeitamente aceitável que o almoxarifado comece a se confundir quando 
R� VHWRU� SURGXWLYR� SHGLU� XPD� ³FRUUHLD´� HP� VXD� UHTXLVLomR� GH� PDWHULDLV� H� DFDEH�
entregando uma correia diferente daquela que o setor produtivo esperava receber. 
Mas embora isso seja aceitável, vai atrasar toda a produção das bicicletas, o que vai 
deixar o dono da empresa bastante frustrado. 
Por conta desta diversidade incontável de itens, fica inviável identificar todos 
eles usando apenas o seu nome. 
0DV�� VH� DR� LQYpV� GLVWR�� QyV� DJUXSiVVHPRV� WRGRV� RV� LWHQV� ³FRUUHLD´� H�
inventássemos, sei lá, um número ou três letras, um código, que representasse todo 
o grupo, e na segunda parte deste código eu distinguisse todas as correias que 
estão no estoque também por outro número, isso tornaria as coisas mais fáceis, não 
acha? 
A cada item específico corresponde um código, mas os códigos são 
montados de maneira que todo item semelhante possua parte do código igual ao 
dos seus pares. 
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E o setor produtivo, ao invés de pedir a correia dentada x, vai pedir o item AC 
1275, que corresponde exatamente ao tipo da correia dentada que deseja, em 
tamanho, marca e material. 
É isto que representa a codificação de materiais. 
Ok, dito tudo isto, estamos prontos para utilizar um sistema de codificação. 
Os três mais cobrados em prova são os seguintes: 
- Sistema alfabético: os materiais são codificados utilizando letras, e cada 
letra especificando um conjunto de características e especificações. Como só 
possuímos 26 letras no alfabeto, este sistema de codificação é pouco utilizado. 
Exemplo: A- Pedal, B- Correia, C- pneu. 
- Sistema alfanumérico: este sistema utiliza uma combinação de letras e 
números, nas quais as letras representarão a classe do material e o seu grupo 
dentro da classe, enquanto os números representam o código indicador do item. 
Exemplo: 
AD ± 2568 
A ± Grupo 
D- Classe 
2568 ± Código Indicador 
Vou explicar o significado de grupo, classe e código indicador logo mais. 
- Sistema Numérico: Baseado exclusivamente em números. 
Pois bem, com a implantação de sistemas de processamento eletrônico de 
dados, as entidades começaram a dar forte preferência pelo sistema numérico. 
Entretanto, faltava um empurrão: a criação do Sistema Decimal Universal, 
consolidando definitivamente a preferência das entidades pelos sistema numéricos. 
Sistema Decimal de Classificação Universal (Variação do Sistema 
Dewey ou ainda, Sistema Decimal Simplificado ou Decanumérico): este é o 
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sistema mais utilizado, inclusive por repartições públicas na codificação não só de 
matérias, mas de quase qualquer coisa que precise de uma codificação (por 
exemplo, contas públicas em direito financeiro). É também brevemente abordado 
por mim nas aulas de arquivologia, sendo, entretanto, um método bastante comum 
no campo da biblioteconomia. 
Aliás, aí vai o momento propaganda, com um trecho do curso de 
Arquivologia: 
³0HOYLOOH� /RXLV� .RVVXWK� 'HZH\�� 2� PpWRGR� RULJLQDO� HUD� DSOLFiYHO� QD�
Biblioteconomia. Dewey estava preocupado com o crescente número de 
publicações e bibliotecas no mundo, e mais ainda, acreditava que as pessoas 
encarregadas de custodiar este conhecimento não seriam lá muito brilhantes. 
Desta forma, vislumbrou um sistema extremamente simples de organização, 
dividindo o conhecimento humano em 9 classes principais e mais uma décima 
classe geral. Pela metodologia utilizada em sua construção, o método decimal 
permite expansão ilimitada de subdivisões de uma mesma classe, embora cada 
classe ou assunto comporte apenas dez subdivisões. 
 Mesmo com essa limitação, Dewey foi capaz de publicar sua tabela em 1876 
com aproximadamente mil assuntos GH�UiSLGD�FRQVXOWD�´ 
Sua popularidade decorre da facilidade de seu uso e da possibilidade de 
classificar milhões de itens através das combinações dos números. Você já vai ver 
por que. 
No método original, Dewey dividiu o conhecimento humano em 10 
subconjuntos (sendo este um dos motivos pelos quais a biblioteconomia estrutura 
seus acervos sob este sistema) 
000 Obras Gerais 
100 Filosofia 
200 Religião 
300 Ciências Sociais 
400 Linguística 
500 Ciências Puras 
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600 Artes Aplicadas 
700 Artes e Recreações 
800 Literatura 
900 História 
Cada subconjunto, por sua vez, era dividida em classes, seções, subseções, 
grupos e subgrupos, a exemplo do campo das Ciências Puras: 
510 Matemática 
520 Astronomia 
530 Física 
540 Química 
550 Ciências do Solo 
560 Paleontologia 
570 Antropologia 
580 Botânica 
590 Zoologia 
 
E assim por diante. 
O método que estudaremos agora não é este, masuma adaptação deste. 
A estrutura básica dos códigos dentro deste método é a seguinte: 
 
Funciona assim: 
A primeira chave, chamada aglutinadora, identifica um grande grupo de 
materiais com características relativamente afins. 
 Exemplo: 
01 ± matéria prima 
02 ± produtos em processamento 
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03 ± produtos acabados 
04 ± material de escritório 
Como você pode ver, estes agrupamentos são bastante gerais, e essa é a 
ideia do Grupo. 
Cada grupo sofrerá uma nova divisão, agora em classes, que nada mais são 
do que detalhamentos da informação do grupo. Esta organização se dá por meio da 
segunda chave (chave individualizadora). 
Exemplo: 
04 ± material de escritório 
 01 ± canetas 
 02 ± lápis 
 03 ± papel 
Estamos cada vez mais especificando o material, mas ainda não é suficiente! 
Canetas existem de diversos tipos também. Mas falta uma definição destes 
diversos tipos de materiais, o que é feito através do código de identificação, 
também chamada de chave descritiva. A chave descritiva identifica cada item de 
material dentro da chave individualizadora, que, por sua vez, identifica cada classe 
dentro da chave aglutinadora. 
Vamos brincar com as canetas: 
04 ± material de escritório 
 01 ± canetas 
 01 ± FDQHWD�PDUFD�³TXDOLGDGH´��SRQWD�ILQD��FRU�SUHWD 
 02 ± FDQHWD�PDUFD�³HVWLOR´��SRQWD�JURVVD��FRU�D]XO 
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A questão é que quando chegamos neste ponto, podemos ter uma infinidade 
de itens. Assim, é bastante comum utilizarmos quatro, cinco ou seis dígitos ao invés 
de apenas dois. 
E o melhor desta classificação é que ainda poderíamos especificar o código 
em subclasses, subgrupos e o que mais imaginarmos. 
Desde que o código siga esta estrutura básica, estaremos diante de um 
sistema decanumérico. 
 
 
Outro sistema de codificação bastante utilizado no contexto das empresas e 
que segue os mesmos princípios dos sistemas de decanuméricos é o ³)HGHUDO�
Supply Classification´ (FSC). 
O FSC foi um sistema desenvolvido pelo Departamento de Defesa dos 
Estados Unidos com um objetivo bem claro: estabelecer e manter um sistema 
uniforme de identificação, codificação e catalogação de materiais, válido para todos 
os órgãos que compunham a sua estrutura. 
É composto de 76 grupos subdivididos em 564 classes. 
Pois bem, o FSC tem uma estrutura de 4 dígitos. Os dois primeiros definem o 
grupo a que pertence o material e os dois últimos a sua classe. 
Começamos então desta forma: 
 
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Ei! Os dois primeiros números permitiram a criação de 100 grupos. E, para 
cada um desses grupos, poderíamos ter mais 100 classes, totalizando 10.000 
classes. 
Porque só temos 76 grupos e 564 classes então? Porque o sistema deixou 
propositalmente grupos e classes vagos, de forma a permitir a expansão do 
sistema. Muito sábio da parte dos inventores, pois não será necessário reformular o 
código caso criemos novos grupos e classes. 
Este é o princípio do código FSC. Todavia, ele precisa ser aplicado no 
contexto da empresa. Isto se dará por meio do Federal Stock Number (FSN). 
Que raios é isto, professor?! É o princípio do código FSC que você já 
conhece (4 números iniciais, sendo dois de grupo e dois de classe) seguido de 
outros sete dígitos, identificadores do item. 
 
Ou, se melhorar graficamente, posso fazer colorido: 
XXXX ± XXX - XXXX 
Grupo 
Classe 
Identificador 
A distribuição dos dígitos é esta mesma: 4 ± 3 ± 4, totalizando 11 algarismos. 
Alguns códigos derivados do FSC podem ainda adicionar um ou dois dígitos 
verificadores. 
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7.2.4.2 Código de Barra 
O código de barra, antes de qualquer coisa, é uma opção de entrada de 
dados em um sistema informatizado. Uma empresa poderia determinar a seus 
funcionários que digitassem manualmente, por exemplo, os códigos FSC dos 
materiais que saem e entram do almoxarifado a cada instante. 
A digitação por um teclado convencional é uma das formas de inserção de 
dados em um sistema informatizado. Soa tedioso? Soa tendinite? E, pior do que 
tudo isto, soa lento? Sim! 
Para atender a esta demanda, diversos métodos de inserção de dados foram 
criados, a exemplo de tarjas magnéticas, sensores de marca, reconhecimento ótico, 
entre vários outros. 
Todavia, o mais conhecido entre estas opções é o código de barras, por 
conta de: 
- Baixo custo e menor tempo de implantação; 
- Fácil utilização; 
- Uso de equipamentos compactos; 
- Alta velocidade de captura de dados 
No Brasil, a introdução e o gerenciamento do uso e aplicação dos códigos de 
barras estão sob a supervisão da EAN Brasil (Associação Brasileira de Automação 
Comercial), criada pelo Decreto 90.095/1984 e também pela Portaria 143 do 
Ministério de Indústria e Comércio. 
Neste decreto, o Brasil passou a adotar o sistema EAN (Europe Article 
Number). 
Os sistemas mais conhecidos são os seguintes: EAN-8, EAN-13, EAN/UCC-
14 e EAN-128. Vejamos todos eles então. 
O EAN-8 tem a seguinte estrutura de codificação: 
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3 dígitos (fixados pelo padrão EAN): Determinam o país do produto; 
4 dígitos (fixados pelo padrão EAN Brasil): Determinam o produto; 
1 dígito verificador (obtido por cálculo algoritmo). 
O código de barras fica assim: 
 
O EAN-13 possui estrutura semelhante, com uma diferença: ele inclui 
também a identificação da empresa que produziu o bem codificado. 
Veja a estrutura de codificação para conclui isto: 
3 dígitos (fixados pelo padrão EAN): Determinam o país do produto; 
3, 4 ou 5 dígitos (fixados pelo padrão EAN Brasil): Determinam a empresa 
que produziu o bem; 
4, 5 ou 6 dígitos (fixados pelo padrão EAN Brasil): Determinam o produto; 
1 dígito verificador (obtido por cálculo algoritmo). 
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Caso esteja curioso, o cálculo do dígito verificador no sistema EAN-13 segue 
a seguinte sequencia de passos: 
 
Seguindo mais um pouco, chegamos ao código de barra EAN -14 (ou ainda, 
EAN/UCC-14, DUN-14, ITF-14, UCC-14). Além de todas as características do 
código EAN-13, tem-se a inclusão de um dígito que identifica a quantidadede 
produto ou a quantidade de embalagens de vendas. Costuma ser utilizado por 
comerciantes, varejistas e atacadistas, servindo para identificar containers, caixas, 
pallets, entre outros. 
Por exemplo: Imagine que um atacadista vende 1000 unidades de salgadinho 
para um varejista. Ele o faz remetendo 10 caixas de 100 unidades cada para o 
varejista. 
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Pois bem, cada um desses 1000 salgadinhos terá, muito provavelmente, um 
código EAN 13 na sua respectiva embalagem, identificando país de produção, 
empresa produtora e o produto vendido: 
3 dígitos (fixados pelo padrão EAN): Determinam o país do produto; 
3, 4 ou 5 dígitos (fixados pelo padrão EAN Brasil): Determinam a empresa 
que produziu o bem; 
4, 5 ou 6 dígitos (fixados pelo padrão EAN Brasil): Determinam o produto; 
1 dígito verificador (obtido por cálculo algoritmo). 
Mas as caixas também podem receber um código de barra, mas no padrão 
EAN-14. 12 dos dígitos serão exatamente iguais ao dos códigos de barra dos 
produtos, entretanto, o número extra identificará a quantidade de embalagens de 
salgadinhos dentro da caixa. Caso esteja se perguntando, o 14º dígito é o 
verificador, e será determinado por um algoritmo previamente identificado. 
Então, assim que o código de barras EAN-14 passar pelo sistema do 
destinatário das caixas, seu sistema de estoque vai dar entrada, automaticamente, 
em 100 unidades de salgadinho para cada caixa que passar. Sensacional, não? 
Ei! Na melhor das hipóteses, esse dígito extra pode representar 9 unidades 
dentro da caixa (afinal, só temos um dígito disponível, que pode ir de 0 a 9). 
Caro aluno atento, você tem razão! Se o número utilizado neste dígito extra 
corresponde-se ao número de embalagens, estaríamos limitados. 
Entretanto, não é exatamente assim que a coisa funciona. As empresas 
costumam ter três tipos de código para identificar a quantidade de embalagens que 
HVWmR�UHPHWHQGR��XP�SDUD�R�³PDVWHU´��R�PDLRU�FRQMXQWR�GH�HPEDODJHQV�GLVSRQtYHO���
XP�SDUD�R�³LQQHU´��TXDQWLGDGH�LQWHUPHGLiULD�GH�HPEDODJHQV�QD�FDL[D��H�XP�SDUD�R�
³EOLVWHU´��PHQRU�FRQMXQWR�GH�HPEDODJHQV�GLVSRQtYHO��TXH�SRGH�VHU�UHSUHVHQWDGR�SHOR�
código EAN-13, pois a menor quantidade disponível de embalagens pode ser igual a 
exatamente 1 unidade do bem ). 
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No nosso exemplo de salgadinhos, pode ser que também houvesse caixas 
de 20 unidades. 
1HVWH�FDVR��DV�FDL[DV�FRP�R�GtJLWR�FRUUHVSRQGHQWH�DR�GtJLWR�³LQQHU´�WHULDP����
VDOJDGLQKRV��DTXHODV�FRP�R�GtJLWR�³PDVWHU´�WHULDP�����VDOJDGLQKRV, e a ausência de 
dígito (código de barras padrão EAN-���� FRUUHVSRQGHULD� DR� QRVVR� ³EOLVWHU´� GH� ��
unidade. 
Supondo que o código de barra 7891072210557 correspondesse ao código 
de barra do salgadinho, teríamos o seguinte arranjo: 
- &DGD�VDOJDGLQKR��³EOLVWHU´��WHULD�R�FyGLJR�GH�EDUUD padrão EAN-13 abaixo: 
 
- $�FDL[D�FRP����XQLGDGHV��³LQQHU´��WHULa o código 17891072210556: 
 
Repare que o dígito verificador não é o mesmo, pois, ao adicionar o dígito 1 à 
frente da etiqueta, mudamos o cálculo do algoritmo. 
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Por fim, a caixa de 100 unidades teria o código de barra 27891072210553: 
 
Por fim, o último código que abordaremos é o EAN-128. Como você deve 
imaginar, é um código de barras que pode chegar a apresentar 128 caracteres! É 
muita informação que uma pequena sequencia de números pode guardar. Entre as 
informações que ele pode conter estão data de fabricação, data de validade, peso 
líquido, números seriais, entre uma infinidade de outras características. Se o 
sistema utilizado pela empresa não consigam fazer a leitura do código EAN 128, 
este pode ser lido como um código EAN-13. 
Como ele funciona? Vamos olhar para um código de barras desses para 
termos uma noção: 
 
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Reparou nos números que estão entre parênteses? Eles indicam qual a 
informação à qual os dígitos subsequentes correspondem. 
Neste caso, temos os números (01), (15), (21) e (3202). Se conferirmos a 
tabela de códigos do sistema EAN 128, veremos que: 
IA Descrição Número de dígitos e formato 
01 Global Trade Item Number (GTIN) 14 dígitos numéricos 
15 Melhor antes de... 6 dígitos numéricos no formato AAMMDD 
21 Número de série de 1 a 20 dígitos alfanuméricos 
320y Peso líquido do produto (em libras) 6 dígitos 
 
1HVWH� ~OWLPR� FDVR�� R� Q~PHUR� LQVHULGR� QR� OXJDU� GH� ³\´� GHILQLUi� FRP� TXDQWDV�
casas decimais o peso do item em libra será descrito no código. O código de 
exemplo era 3202, logo, o peso ali constante será expresso com duas casas 
decimais. 
Ainda vou chatear você mais um pouquinho com este assunto, mas acredito 
que seja importante. Existem algumas recomendações caso uma empresa decida 
trabalhar com um código de barras: 
- A cor da impressão do código deve ser escura (não necessariamente 
preta), ao passo que a cor de fundo precisa ser clara (branca, amarela, laranja, 
etc). 
- 2V� FDUDFWHUHV� GHYHP� VHU� GH� XPD� IRQWH� FKDPDGD� ³2&5-%´�
(convencionou-se assim), devendo os caracteres terem 5,72 mm de altura e 
3,65 de largura. 
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- Codificação: sendo dois aspectos a serem levados em consideração: 
a) O Sistema de Geração de Códigos (SGC) serve para denominar os 
materiais, sendo a base do processamento da informação na empresa. Ele não 
só deve ser capaz de codificar os produtos acabados, mas deve também 
contemplar a codificação de matérias primas, materiais semiacabados, entre 
outros materiais da empresa; 
b) O Sistema para Alimentar os Computadores (SAC). Leve em conta 
que alguns estabelecimentos terão quantidades monstruosas de dados a 
inserir (um supermercado de grande porte pode chegar a ter de inserir 250 mil 
códigos de barra por dia), o que seria inviável se os caixas tivessem de fazer 
isto manualmente. Daí a importância de um sistema que permita inserir e 
gerenciar os códigos rapidamente dentro do sistema; 
c) O principal sistema utilizado atualmente para leitura de dados é o 
scanner, baseando sua leitura em um diodo ótico capaz de medir a 
intensidade de luz refletida pelo código de barras e, a partir desta reflexão, 
decodificar os pontos e riscas do código. 
É isso meu caro, você sabe o que deve saber sobre a gestão do patrimônio. 
Mesmo assim, dê uma lida no Decreto 99.658/1990 e na Instrução Normativa 
SEDAP 205/1988. Vai salvar sua vida! . 
8. As Compras nas Organizações 
Este tópico,apesar de parecer curto, é tão grande que precisa ser dividido 
em tópicos. Mas nada que a gente não resolva. 
Já pensou em como é que um material chega ao estoque? Qual setor será 
responsável por suprir os estoques? 
Primeiramente observe que a ideia de suprimento está ligada ao 
abastecimento da produção, e este ocorrerá por meio do fornecimento de 
materiais, matérias-primas e insumos, quando necessários à produção. 
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O material chegará ao estoque por intermédio de compras, uma operação 
essencial entre aquelas que compõem o processo de suprimento de uma 
empresa1. É por está razão que as compras assumem um papel tão importante na 
ARM. 
Falamos que os estoques são investimento da empresa. Pois bem, este 
investimento ocorre justamente por meio das compras. 
De acordo com Chiavenato2: ³O órgão de compras é hoje considerado um 
centro de lucro e não simplesmente um centro de custo, uma vez que, quando 
bem administrado, pode trazer consideráveis economias, vantagens e lucros para a 
HPSUHVD�´� 
O processo de compras, como quase todos os processos da ARM, deve 
analisado de forma ampla, pois envolve desde a programação de compras 
(localização de fornecedores, negociações...), passando pelo acompanhamento dos 
pedidos, pelo dispêndio financeiro, até chegar o momento em que os materiais são 
recebidos e verificados na empresa. 
Estão entre os objetivos de um setor de compras de uma empresa: manter a 
produção abastecida com os materiais necessários; obter a quantidade de 
materiais necessários e com baixos preços; prezar pela qualidade do material 
que será adquirido; enfim, buscar as melhores condições possíveis para a 
empresa. 
Mas não para por aí: também é objetivo do setor de compras suprir as 
necessidades do sistema de produção, garantindo as entradas do processo 
produtivo e estabelecendo, por consequência, uma cadeia de suprimentos. 
 
1Dias, Marco Aurélio P., Administração de Materiais: princípios, conceitos e 
gestão, ed. Atlas, 6ª ed. 
2 Chiavenato, Idalberto. Administração de Materiais, ed. Campus, pág. 100. 
 
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E não se assuste se, em algum momento, se deparar com uma empresa que 
optou por operar sem fazer quase nenhuma compra. Tudo vai depender da 
estratégia adotada 
Por exemplo, se a empresa adota uma estratégia de verticalização, ela irá 
produzir ou tentar produzir tudo de que precisa. Seria, por exemplo, uma 
montadora de carro que opta por produzir o vidro, a borracha e até mesmo a liga de 
aço que irá compor os seus veículos. 
Tal empresa conseguirá: 
- Independência de terceiros 
- Lucros maiores 
- Maior autonomia 
- Domínio sobre tecnologia própria 
Poxa! Porque comprar de terceiros então? 
Porque tudo vem com um preço nessa vida. Essa mesma empresa perderá 
seu foco. Ao invés de só precisar ser boa em uma coisa, vai precisar ser boa em 
várias. 
Além do fato de que isto demandará um investimento maior, tornando a 
própria estrutura da empresa gigantesca (o que, talvez você não acredite, é ruim). 
Na outra ponta, teremos os amantes da horizontalização. Esta empresa 
comprará de terceiros o máximo possível dos itens que compõem o produto 
final. 
E é aqui que as compras adquirem importância. A horizontalização é a 
estratégia favorita das empresas modernas. A única coisa que não se costuma 
terceirizar são os processos fundamentais (core process), e isto apenas para não 
ter de compartilhar a tecnologia com terceiros e assegurar a qualidade do produto 
final. 
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Agora, o resto, pode apostar que provavelmente vai ser terceirizado. 
8.1 Organização do setor de compras 
 No processo de compras são fatores que influenciarão na tomada de 
decisão: A quantidade (de acordo com a demanda), a qualidade, o preço e o prazo. 
Segundo Marco Aurélio P Dias: 
³Independentemente do porte da empresa, os princípios básicos de 
organização constituem-se em normas fundamentais, assim consideradas: 
x Autoridade para compras; 
x Registro de compras; 
x Registro de preços; 
x Registro de estoques e consumo; 
x Registro de fornecedores; 
x Arquivos e especificações; 
x Arquivos de catálogos. 
 
Utilizemos o exemplo de uma compra de supermercado. Se você estivesse 
encarregado do setor de compras e a fim de adequar os investimentos realizados à 
capacidade financeira da empresa, qual seria a primeira providência a se tomar? 
Ora, a mesma que você, ser humano racional dotado de recursos limitados 
tomaria: pesquisa de preços! 
Não só a pesquisa de preços (de custos), mas, dentre outros, o estudo do 
mercado, o conhecimento do fornecedor, a possibilidade de se utilizar materiais 
alternativos. 
Passada a pesquisa, temos a aquisição, etapa que se estende desde a 
encomenda, quando necessária, até o recebimento do material. Logo depois de 
recebido o material, passamos à administração, com os procedimentos de 
armazenamento no almoxarifado do material comprado. 
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E, por fim, devemos verificar se tudo correu como planejado (controle e 
avaliação). O material entregue não se revelou de baixa qualidade posteriormente? 
O vendedor atrasou na entrega? 
No que diz respeito às compras ela esta assim estruturada: 
 
A administração de compras deve manter um fluxo contínuo de 
suprimentos, mas não deve incorrer em gastos desnecessários. 
8.2 Etapas do Processo de Compras 
De acordo com a estrutura e o porte da empresa, o processo de compras, 
também denominado ciclo de compras, poderá apresentar pequenas variações, no 
entanto, a sequência a baixo seria uma organização básica: 
1. Solicitação de compras (análise das ordens de compras3 ± Ordem de 
Compras, recebidas); 
2. Seleção de fornecedores (em decorrência de pesquisa); 
3. Cotação de preços e determinação do preço certo; 
4. Negociações com o fornecedor; 
5. Pedido de Compra; 
6. Acompanhamento de compras (follow-up); 
 
3 É a comunicação enviada ao setor responsável pelas compras da necessidade de 
aquisição de materiais. 
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7. Recepção e aceitação das mercadorias (controle e recebimento do 
material comprado); 
8. Aprovação da fatura do fornecedor para pagamento. 
 
Destas etapas citadas, as pesquisas de mercado, incluindo investigações de 
fontes de fornecimento (item 2), e aanálise de custos (item 3) são atividades 
consideradas típicas do departamento de compras, enquanto as demais podem ser 
partilhadas com outros setores da instituição. 
Vejamos cada uma delas 
A solicitação de compras é a origem do processo de compra, ocorre por 
meio da ordem de compra (OC), que é o documento que informa a necessidade de 
compra, indicando também, qual o material se deve comprar, a quantidade que se 
deve comprar, o prazo e o local de entrega. (a solicitação de compras pode ser com 
ou sem concorrência) 
A seleção de fornecedores4é etapa que antecede a cotação, na seleção de 
fornecedores, são analisados o preço, a qualidade, a capacidade produtiva do 
fornecedor, o prazo de entrega e as condições de pagamento (falaremos de 
tudo isso na parte de cadastro de fornecedores). 
Assim, devemos analisar uma série de fatores na seleção do fornecedor, de 
tal forma que nem sempre o fornecedor selecionado será obrigatoriamente o que 
apresentar o menor preço. A empresa analisará, de acordo com a suas 
necessidades, qual é o fornecedor mais adequado. 
Chiavenato à página descreve dois tipos de fornecedores em seu livro: o real 
e o potencial. 
 
4 Normalmente a pesquisa e a seleção são feitas entre os fornecedores 
previamente cadastrados pela empresa, que registra também em um banco de dados as 
negociações passadas. 
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³Fornecedor real é aquele que já efetuou vendas de materiais ou insumos à 
empresa, enquanto o fornecedor potencial é aquele que pode se candidatar a 
IXWXURV�IRUQHFLPHQWRV�´��JULIRV�QRVVRV). 
A empresa deve observar se seus fornecedores estão cumprindo suas 
obrigações, e, em não sendo o caso, talvez seja recomendável explorar a lista de 
fornecedores potenciais. 
A cotação (registro) de preços normalmente é feita entre alguns 
fornecedores pré-selecionados e tem como objetivo encontrar, a preço satisfatório, 
os materiais de qualidade e nas especificações que a produção necessita. 
O pedido de compra é a oficialização do negócio, é o contrato formal que 
se estabelece entre o comprador e o fornecedor logo após a negociação. 
Após o pedido ter sido efetuado passamos a uma nova etapa que é a de 
acompanhamento (follow-up). Esta etapa funciona como um controle do processo 
de compra5, dedicando sua atenção, entre outras coisas, à entrega do material. 
Este acompanhamento deve ocorrer por meio de registros devidamente 
documentados. 
PERA AÍ!!!! Professor: você disse que a atividade de Recebimento de 
Materiais era tarefa do almoxarifado. E eu acabei de ler no item 7 que o setor de 
compras também faz a recepção. Que negócio é esse??!! 
Calma, pois tudo tem uma explicação. 
"Recebimento" é uma palavra com dois significados em nossa disciplina. 
O primeiro deles é aquele previsto na Instrução Normativa SEDAP 205/1988, 
reproduzido a seguir: 
 
5 O setor de compras precisa manter uma boa comunicação com o fornecedor 
mesmo após a realização do pedido. O processo não deve ser abandonado até o 
recebimento e conferência da mercadoria. 
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3. Recebimento é o ato pelo qual o material encomendado 
é entregue ao órgão público no local previamente 
designado, não implicando em aceitação. Transfere 
apenas a responsabilidade pela guarda e conservação do 
material, do fornecedor ao órgão recebedor. Ocorrerá nos 
almoxarifados, salvo quando o mesmo não possa ou não 
deva ali ser estocado ou recebido, caso em que a entrega 
se fará nos locais designados. 
Qualquer que seja o local de recebimento, o registro de entrada do material 
será sempre no Almoxarifado. 
Este recebimento é a entrega física do material na empresa. É caminhão 
sendo descarregado, é caixa sendo posta no almoxarifado, enfim, é uma atividade 
braçal. 
Por outro lado, o recebimento, enquanto atividade intelectual (o que 
corresponderia à ideia de verificação se aquilo que foi entregue corresponde àquilo 
que foi comprado) é atividade atribuída pela doutrina ao setor de compras, 
seguindo a ideia de que aquele que pede é o mais indicado para verificar o que foi 
pedido. 
O trecho que você mais vai encontrar associado a esta conclusão é de 
autoria do DIAS: 
"A função compras tem por finalidade suprir as necessidades de 
materiais ou serviços, planejá-las quantitativamente e satisfazê-las no 
momento certo com as quantidades corretas, verificar se recebeu 
efetivamente o que foi comprado e providenciar armazenamento". 
Conclusão: você vai ter de ler a questão com calma e ter em mente estes 
dois significados da palavra "recebimento". Bem vindo à selva! 
8.3 Negociação 
A negociação tem um papel significativo no processo de compras, Trata-se 
de uma relação entre o comprador e o fornecedor, na qual serão levados em 
consideração alguns itens, tais como: a quantidade, a qualidade, o preço e o prazo. 
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A empresa deve tratar seus fornecedores como parceiros em seus 
negócios. 
³$� QHJRFLDomR� VHUYH� SDUD� GHILQLU� FRPR� VHUi� IHLWD� D� HPLVVmR� GR� SHGLGR� GH�
FRPSUD�DR�IRUQHFHGRU�´. 
Pois bem, as etapas de uma negociação costumam ser divididas seguindo 
esquemas semelhantes ao abaixo: 
- Preparação para a negociação: 
É o primeiro momento onde podemos pensar em negociação. Aliás, não 
estamos fazendo mais que isso mesmo. 
Nesta etapa, nem sentamos à mesa com a contraparte. Estamos imaginando 
o que ela quer, onde podemos ceder, o que devemos fazer, o que falar, como se 
comportar, enfim, você marcou um encontro com uma garota s 19h, e agora são 
18h . 
Pontos que costumam ser associados a esta fase: 
- Presunção de necessidades e expectativas da contraparte (nós apenas 
fazemos uma ideia do que a nossa contraparte precisa). 
- Planejamento de como nos comportaremos. 
Devem ter como 
objetivo o equilíbrio do 
negócio, uma situação 
em que ambos possam 
sair ganhadores. 
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- Fixação de parâmetros máximos e mínimos para a negociação, bem 
como de nossos limites de concessão (quanto estamos dispostos a ceder). 
- Abertura 
Deram 19 horas, e Deus, ela é linda. Foco meu filho, você quer agradar. A 
abertura da negociação busca realizar uma aproximação entre as partes, para que 
elas se sintam confortáveis como que se seguirá. Assim, o que buscamos nesta 
etapa é a criação de um clima de receptividade. 
- Exploração 
Ora da boa e velha conversa. Até agora a negociação estava centrada 
naquilo que nós considerávamos bom, justo e correto. Na etapa de exploração, nós 
estamos tentando descobrir a necessidade da contraparte, o que nossa contraparte 
anseia, esperae tem como bom, justo e correto. 
Em outras palavras, como já foi dito em prova da FUB, em 2013: 
Na etapa de (abertura) exploração de um processo de negociação, 
evidenciam-se os objetivos, as expectativas e as necessidades de ambas as partes, 
de forma que se permita ao outro fazer um relacionamento de seus próprios 
objetivos e expectativas iniciais com as necessidades da outra parte. 
 - Apresentação 
Ok, agora que sabemos o que queremos e o que nossa contraparte quer, 
está na hora de dizermos o que queremos efetivamente. Hora de apresentar sua 
proposta, já levando em consideração o que ambos desejam. 
E como não existe almoço grátis, é um bom momento para mostrar porque o 
acordo é bom para ambos os lados. 
- Clarificação 
É possível que você e a contraparte não fechem negócio logo de cara (aliás, 
são raras as oportunidades nas quais uma das partes aceita integralmente os 
termos da outra, sem nem mesmo surgir alguma dúvida sobre o assunto. 
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Que fazermos: clarificamos! 
Tornamos claros os pontos sobre os quais pairam dúvidas, e mantemos 
em mente que, se a contraparte não quisesse fechar negócio, já teria dito há muito 
tempo. 
- Ação final 
É o grande momento, a hora de decidir. Você já fez sua oferta, já discutiu, 
transigiu, expôs, argumentou, enfim, tudo que havia a ser dito, foi dito. Esta é a hora 
na qual se pede uma decisão da contraparte. Ou sim, ou não. 
Ou, se a natureza do negócio recomendar, podemos também fixar um prazo 
para aceitação da proposta (para a contraparte mastigar o assunto). 
- Controle e avaliação. 
Uma vez fechado o negócio, esta etapa busca certificar-se de que o 
combinado foi ou está sendo cumprido. 
No nosso caso, o resultado final de uma negociação bem sucedida é o 
pedido de compra. 
Em quase todas as oportunidades, este pedido de compras se encontrará 
consubstanciado em um contrato formal que representa fielmente as 
condições estipuladas na negociação. 
Das poucas vezes em que não houver contrato, a própria aceitação do 
pedido de compra pelo fornecedor possui caráter contratual, obrigando-o a 
atender todas as condições estipuladas no pedido, como por exemplo, 
quantidade, qualidade, frequência de entregas, prazos, preços e o local de 
entrega dos materiais. 
Dado este caráter contratual da negociação (fique tranquilo que teoria dos 
contratos é tema de Direito Civil, então, infelizmente, não vou dar aula disso agora ), 
quaisquer alterações nas condições originais devem ser objeto de novas 
discussões e entendimentos, para que não haja dúvidas sobre o que se propõe e 
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deseja que seja fornecido. Do contrário, a empresa corre o risco de que haja 
contestação por parte dos fornecedores, que acreditarão ter cumprido as condições 
contratadas. 
8.4 Centralização e Descentralização de Compras 
Outra característica da organização das compras é aquela relacionada a 
analise quanto a sua centralização (onde um único órgão é responsável pelas 
compras ± o que favorece o controle de estoques) ou descentralização (quando há 
unidades de compras dispersas). 
Acredito que o que realmente importa neste tópico seja a análise comparativa 
sobre as vantagens de cada uma: 
A Centralização das Compras, de acordo com a doutrina, oferece as 
seguintes vantagens: 
- Possibilidade de compras em maior volume, o que pode significar o 
aproveitamento de condições e preços melhores, decorrentes de descontos, por 
exemplo; 
- Redução dos custos de transporte vez que valor do frete poderá ser 
³UDWHDGR´�HQWUH�XP�PDLRU�Q~PHUR�GH�PHUFDGRULDV� 
- Homogeneidade na qualidade dos materiais adquiridos; 
- Possibilidade de acerto de entregas menores e periódicas, que evitam a 
ocorrência de pedidos duplicados; 
- Melhor controle global das transações financeiras relacionadas ao setor 
de compras, uma vez que todas elas serão gerenciadas pelo mesmo departamento; 
- Evita a concorrência danosa entre os compradores regionais e as 
disparidades de preços de aquisição de um mesmo material por vários compradores 
Por outro lado, a Descentralização das Compras é associada às seguintes 
vantagens: 
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- Oferece maior autonomia funcional às unidades regionais; 
- Permite maior flexibilidade e sensibilidade na solução de problemas 
regionais. A unidade descentralizada está mais próxima dos problemas e anseios de 
sua área de controle, além de melhor representar seus interesses, por constituir um 
grupo menor. Desta forma, é de se esperar que possua melhor conhecimento a 
respeito das fontes de suprimento, meios de transporte e armazenamento mais 
próximo da região; 
- Em situações emergenciais, costuma oferecer soluções mais rápidas e 
adequadas àquele momento, pelas mesmas razões do item anterior. 
- Permite melhor controle de suas funções. Lembre-se que estruturas 
menores são sempre mais fáceis de gerenciar. 
8.5 Modalidades de Compras 
Toda classificação tem um propósito (ou ao menos, deveria ter um). Não 
existem classificações boas ou ruins, mas existem classificações úteis e inúteis. 
As modalidades de compras não são mais do que classificações. 
E não, isto aqui não tem absolutamente nada a ver com a matéria de 
licitações, que vocês verão com clareza nas aulas de Direito Administrativo. 
Dito isto, eu não me preocuparia tanto em memorizar as modalidades aqui 
expostas, são auto-explicativas. 
Vamos lá: 
Eu posso dividir as compras conforme o item comprado. Assim temos: 
Compra voltada para o investimento: os bens assim adquiridos não 
integrarão o produto final, mas farão parte do ativo imobilizado da empresa. Toda 
vez que a empresa compra um prédio, máquinas de produção, ou até as cadeiras 
onde os funcionários sentam, está comprando voltando seu foco para o 
investimento, pois não tem intenção de vender esses itens no mercado. 
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Compra voltada para o consumo: falamos aqui daqueles materiais que 
compõem o processo produtivo. Olhe para a seta de novo: 
 
Todos os itens comprados para integrar esse processo são feitos por 
compras voltadas para o consumo. 
Posso dividir também levando em conta onde está o fornecedor. 
Compra local: Sem complicações: são as compras feitas no mesmo país 
da empresa compradora. 
Compra importada: O fornecedor dos produtos encontra-se em outro país 
que não o do comprador. 
Também posso classificar as compras de acordo com seu nível de 
formalização: 
Compra formal: Essas aqui são mais comuns no setor público, face à 
exigência de licitação e outras exigências burocráticas atinentes ao Direito 
Financeiro. São compras que exigem comprovação de, se não todas grandesparte 
dos processos que as justificaram. 
Compra informal: Por sua vez, são compras que não necessitam seguir um 
ritual tão detalhado e rígido. Pense na feira: é tudo feito e combinado de boca, você 
e o feirante acertam o preço na hora e você sai com a verdura, sem nenhum "papel" 
que comprove a operação. 
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Outra classificação que pode ser cobrada (e essa sim eu considero muito útil) 
é a da urgência na entrega do item: 
Compras antecipadas: São compras feitas com planejamento. A empresa 
compra o item antes mesmo de vir a precisar dele. 
Compras contratadas: Neste caso, a figura do contrato de fornecimento 
ganha uma importância maior. Nele ficará discriminado a época em que o material 
deve ser entregue (não sendo recomendado nem que a entrega seja feita antes, 
nem depois), ou em quantas vezes a entrega será feita (um lote, dois, três, e assim 
por diante). A compra é feita com tamanha antecedência que é possível inclusive 
fixar entregas periódicas do material. 
Compras emergenciais: Compras realizadas quando deu o popular "xabú" 
(que desconfio não ser com "x"). A necessidade da compra não foi prevista com 
antecedência, seja pela imprevisibilidade do evento que a provocou ou pela própria 
falta de planejamento do gestor. Esse tipo de compra merece atenção especial, pois 
é prejudicial à empresa. A pressa coloca o fornecedor em posição de vantagem, 
pois a empresa não tem tempo de procurar muitos fornecedores para avaliar o 
preço. Devem ser evitadas. 
8.6 Acompanhamento de Pedidos 
1yV�Mi�IDODPRV�SRU�FLPD�GHVVH�DVVXQWR��(VWH�p�R�³Follow-up´�TXH�PHQFLRQHL�
no ciclo de compras. 
A fim de que a nossa empresa não entre em falência pela ausência de 
materiais para dar seguimento a sua produção, é necessário que o órgão de 
compras certifique-se que o material será entregue dentro dos prazos estipulados, 
como não poderia deixar de ser, na quantidade e qualidade contratadas. 
Para que se tenha absoluta certeza de que isto irá ocorrer, o setor de 
compras não deve abandonar o fornecedor logo após o encaminhamento do 
pedido de compras. 
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Muito pelo contrário: deve entrar em contato com o fornecedor de 
maneira constante, assegurando-se de que a produção do material solicitado 
está em andamento. 
Ao realizar este monitoramento constante do fornecedor, cobrando de 
maneira permanente resultados (que, no caso, são os fornecimentos de bens 
demandados), ao invés de simplesmente abandonar completamente o controle do 
pedido, é como se o setor de compras desse prosseguimento no desempenho de 
sua atividade, razão pela qual o correspondente em inglês desta descrição é o 
nosso Follow-up (acompanhar, seguir, agendar). 
E é só isso. Próximo ponto. 
8.7 Cadastro de Fornecedores 
O que, em verdade, seu examinador quer neste tópico é o conhecimento 
teórico por trás da construção do cadastro de fornecedores. E é o que eu vou 
ensinar a você. 
Antes de qualquer coisa, você poderia imaginar que o cadastro de 
fornecedores é algo inútil e ultrapassado. 
Afinal, eu sempre posso procurar na internet por determinado produto e 
comprá-lo, sem ter de incorrer nos custos de manter um cadastro próprio. Além do 
que, o cadastro do Google sempre será maior e mais completo que o de qualquer 
corporação do mundo. 
Bobagens à parte, só tem um problema neste raciocínio: não estamos mais 
comprando um quilo de carne no açougue. 
O ato de compra em uma empresa é uma tarefa bastante complexa, 
envolvendo conhecimentos que vão desde o próprio objeto da compra 
(especificação do material, normas aplicáveis, critérios de inspeção) até a busca de 
fontes de suprimento que sejam capazes de abastecer a empresa com o 
produto desejado, na hora certa, local certo e na quantidade certa. Lembra-se da 
tríade? Olha ela de novo: 
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Já ficou mais complicado né? Para isso serve o cadastro de fornecedores. Ao 
conseguir criar seu próprio cadastro, a empresa tem em mãos a lista de todos seus 
parceiros de negócio, que vão lhe garantir a vantagem competitiva de que 
necessita. 
O cadastro de fornecedores é o corpo central que alimenta o processo 
de suprimento da empresa. 
Eu falei em parceiros de negócio logo acima. E eu realmente quis dizer isso. 
O fornecedor não é uma pessoa da qual a empresa tenta tirar vantagem, 
comprando o produto pelo menor preço possível, aumentando suas margens. Essa 
visão de curto prazo é contrária à ideia por trás do cadastro. O que se busca é 
formar alianças estratégicas visando interesses comuns. Só assim se garantirá 
que o suprimento de materiais tenha: 
- Qualidade 
- Tempestividade 
- Regularidade 
Outra ideia que deve estar encrustada na sua mente é que o cadastro de 
fornecedores não busca sempre e a todo o momento a aquisição de material pelo 
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menor preço. Nos sistemas de administração tradicional, a busca pelo fornecedor só 
se inicia no momento da necessidade de materiais. Espera-se ter sede para se abrir 
o poço. 
E somente a partir da existência da necessidade se busca o fornecedor. Uma 
vez encontrado, começa-se a discutir preços e prazos de entrega. E pior, busca-se 
condições espetaculares de fornecimento para aquela ocasião, em um raciocínio 
típico de quem não pensa no longo prazo. 
O cadastro de fornecedores não se presta a isto. 
Veja: o que se busca com o cadastro é a construção de uma relação de 
longo prazo com os fornecedores eventualmente aprovados para ali figurar. Esta 
ideia, no longo prazo, se revelará mais rentável, por dois motivos principais: 
- Não dá para manter o padrão espetacular de aquisições em todas as 
compras, e assim, fatalmente, o ganho de uma operação se perderá em outra. 
- Os fornecedores também têm seus interesses, e assim, procurarão 
atender preferencialmente seus bons e leais clientes, em detrimento dos 
demais. 
Se você acha que tudo que eu falei acima não se aplica ao regime público, 
por conta das licitações, se engana. 
Os órgãos públicos também possuem cadastro de fornecedores, e embora 
estejam atrelados à Lei de Licitações para fazer contratações, lembre-se de que a 
modalidade convite comporta algum grau de preferência (pensem bem: três 
fornecedores são diretamente convidados pela repartição enquanto os demais 
precisam fuçar editais em quadros de aviso nelas). 
Além do que, a licitação na PRGDOLGDGH� ³WRPDGD de preços´ depende da 
existência de cadastro prévio dos fornecedores interessados. 
Embora mitigada, a importância do cadastro também se faz presente nas 
repartições públicas. 
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Pois bem, agora que você já tem em mente as premissas do cadastro, vamos 
falar de sua construção. 
E quais fornecedores nós queremos em nosso cadastro? Os melhores! E os 
melhores serão aqueles que: 
- Tenham condições de fornecer o material ou executar os serviços na 
quantidade, qualidade e prazo certos; 
- Possam tornar-se uma fonte regular de suprimentos de materiais ou de 
serviços; 
- Possuam preços e condições competitivas. 
O primeiro passo é pesquisar todos os existentes. Catálogos de fabricantes, 
guias comerciais, e até a internet. Nesta primeira fase, buscamos conhecer todos os 
fornecedores potenciais, a fim de vir a escolher algum deles. 
Assim sendo, o órgão responsável pelo cadastro de fornecedores vai coletar 
informações destas fontes, tabulando os dados para que sejam manipulados mais 
facilmente em um momento posterior do processo. 
Aliás, o cadastro tem de ser de fácil consulta por qualquer interessado dentro 
da empresa. Afinal de contas, o cadastro existe para facilitar a vida de quem 
precisará de fornecedores. 
Por isso, outra preocupação do cadastro, fora a tabulação dos dados para 
pesquisa, é que contenha os dados necessários para identificação do fornecedor, 
entre os quais: 
- Tipo de produto vendido (se eu quero lâmpadas, o fornecedor tem de ser 
capaz de fornecer lâmpadas); 
- Capacidade de produção (o número de unidades que o fornecedor é 
capaz de atender por pedido). 
- Facilidade de comunicação e relacionamento com seus clientes 
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- Localização geográfica (os produtos têm de sair do fornecedor para 
chegar à empresa, e esta informação é relevante para se estimar o custo de frete). 
- Situação do fornecedor (uma empresa em falência provavelmente não 
poderá continuar a ser fornecedora por muito tempo, e ainda que possa, talvez a 
nossa empresa não se interesse mais por ela ). 
 
 
Vencida estas etapas, a empresa está pronta para avaliar os fornecedores, e 
assim, montar seu cadastro. 
Tudo que irá precisar fazer daqui para frente é analisar o desempenho dos 
mesmos ao longo do tempo, para garantir que o fornecedor mantém o mesmo 
padrão de excelência no cumprimento de suas obrigações ao longo do tempo. 
O processo de avaliação e seleção dos fornecedores deve ser elaborado por 
cada instituição, dentro de seu próprio contexto. 
Contudo, existem parâmetros usuais de avaliação e aprovação do fornecedor 
(são aqueles que autorizam a inclusão do fornecedor no cadastro. Sem isto, a 
empresa nem quer saber se aquele fornecedor existe): 
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- Preço 
- Qualidade 
- Condições de Pagamento 
- Condições de Embalagem e Transporte 
Uma vez preenchidos os requisitos acima nos patamares desejados (cada 
empresa terá o seu conforme sua situação), deve haver uma análise inicial das 
entregas, para que a empresa avalie: 
- Cumprimento dos prazos de entrega; 
- Manutenção dos padrões de qualidade; 
- Política de preços ao longo do tempo; 
- Assistência Técnica 
Mas, reforço: são apenas parâmetros! Cada empresa ou órgão público pode 
usar os parâmetros que desejar, e não há maneira de especificar a infinidade de 
possíveis critérios. 
Apenas coloquei estes para que você tenha uma ideia de como se processa 
a fase de avaliação. 
Pois bem, o cadastro normalmente manterá dois tipos de fornecedores: 
Fornecedores ativos: Aqueles que gradativamente suprem as necessidades 
de bens e serviços da empresa. São aqueles a quem a empresa recorre 
normalmente quando precisa de materiais. 
Fornecedores potencias: São fontes alternativas de fornecimento. Caso um 
fornecedor ativo não consiga fornecer os bens em determinada ocasião, é bom que 
D� HPSUHVD� WHQKD� XP� ³3ODQR� %´� SDUD� QmR� ILFDU� VHP� R� PDWHULDO�� &RQIRUPH� R�
desempenho do fornecedor potencial, ele talvez consiga chegar ao cadastro de 
fornecedores ativos da empresa. 
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Não há um número fixo de fornecedores no cadastro para cada tipo de 
material, entretanto, é sugerível que se mantenha ao menos três fornecedores 
diferentes para cada item. Isto dificultará a interrupção do fluxo de fornecimento de 
materiais. 
Mas como eu disse, é apenas sugerível. 
Há situações nas quais isto não é possível. 
Veja que no caso de fornecedores monopolistas (fabricantes de produtos 
exclusivos no mercado) e especiais (dominam materiais ou processos específicos, 
normalmente não encontrados entre outros fornecedores), a manutenção de mais 
de um fornecedor neste cadastro é impossível ou inviável, ou mesmo, não desejada. 
Por essas razões, a relação entre fornecedores e compradores neste caso é 
FRQKHFLGD�FRPR�GH�³fonte única´�� 
Aliás, uma última dica: o cadastro de fornecedores volta-se, essencialmente, 
a manter uma base de dados de fornecedores habituais (em contraposição aos 
fornecedores monopolistas e especiais). 
E isto é perfeitamente justificável: os fornecedores habituais oferecem 
produtos padronizados. 
Existem vários deles concorrendo entre si e, portanto, em busca de parceiros 
comerciais que permitam sua sobrevivência. Eles se diferenciarão no que diz 
respeito à qualidade de seu atendimento e sua eficiência, e por isso, o cadastro da 
empresa buscará ter como parceiro apenas aquele que cumpra de maneira 
satisfatória seus objetivos. Os fornecedores habituais, a seu passo, estabelecem 
UHODo}HV� GH� ³fontes múltiplas´�� Mi� TXH� R� FRPSUDGRU� SRVVXL� GLYHUVDV� RSo}HV� HP�
mercado para obter os materiais de que necessita. 
E já que falamos de fontes, vamos passar mais uma classificação, que já tem 
um tempinho que não vejo ser cobrada em provas: 
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Fonte Única: Há exclusividade do produto fornecido (quer seja pela 
existência de monopólio, produto especial, ou mero acordo exigindo que o material 
seja obtido apenas daquele fornecedor); 
Fonte Múltipla: O contrário. Agora o comprador tem livre acesso a diversas 
fontes de materiais, podendo escolher a que mais lhe agradar. 
Fonte Simples: Essa daqui é a cereja do bolo na organização do setor de 
compras. Como dissemos, a tarefa de escolha do fornecedor é árdua. E, além de 
WXGR��³DFHUWDU´�QD�HVFROKD�GH�XP�ERP�IRUQHFHGRU�p�EDVWDQWH�GLItFLO��4XDQGR�R�VHWRU�
de compras consegue isto, se agarra com unhas e dentes nele. 
A fonte simples indica uma relação na qual a empresa poderia comprar de 
qualquer fornecedor, mas que por questões de planejamento e estratégia, firma um 
contrato de longo prazo com umfornecedor específico, sedimentando a relação 
comercial entre eles. Muito bonito 
Falemos um pouco do SICAF agora. 
No serviço público, os fornecedores ficam cadastrados em uma base de 
dados chamada SICAF (Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores). 
Todos que desejam contratar com a Administração Pública em algumas 
modalidades de licitação (que serão objeto de uma aula a parte) devem possuir 
cadastro no SICAF. Embora seja fácil de fazer, imagino que saber como não te 
interesse tanto agora. 
O SICAF nada mais é que um banco de dados, através do qual as diversas 
entidades do serviço público podem realizar pesquisas dentro da base a fim de 
promover maior competitividade nas licitações. 
A pessoa física ou jurídica que deseja se cadastrar no SICAF terá de indicar 
exatamente quais tipos de produtos ela encontra-se apta a fornecer em caso de 
eventual contrato com a Administração. Você verá o porquê dessa exigência na aula 
que irá tratar dos requisitos para licitar com a administração. Por enquanto, tenha 
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em mente apenas que esse procedimento facilita o processo de busca dentro da 
base de dados. 
Quanto às empresas em geral, elas podem seguir qualquer padrão de 
cadastro que desejarem, basta que este cadastro contenha informações úteis à 
escolha do fornecedor. É intuitivo: qualquer informação que possa ajudar na escolha 
do fornecedor pode estar no cadastro, sem limitações. 
Atente-se apenas para alguns itens essenciais: tipo do produto (se a empresa 
fornecedora vende sabonete ou pneu de caminhão isto tem de estar no cadastro), e 
claro, o preço praticado pelo fornecedor. 
Quanto ao cadastro, é só isso. Não foi pouco, mas acredito que você não terá 
problemas em dominar os conceitos e, mais importante, o raciocínio por trás do 
cadastro. 
8.8 Perfil do Comprador 
Comprador é aquele que compra. Parece óbvio, mas das três palavras que 
estão nessa frase, a mais importante é "aquele". 
O comprador é uma pessoa. Esta atividade ainda não pode ser substituída 
por uma máquina, de tal forma que é dever do comprador, representando sua 
empresa, estabelecer um ponto em comum entre o seu representado e o 
fornecedor, e fazer isso da maneira mais profissional possível. 
Porém, é altamente recomendável que essa pessoa tenha algumas 
características específicas, pois, de outro modo, o exercício de sua função será um 
desastre, ou ao menos, extremamente antiética. 
Você consegue se imaginar como fornecedor, recebendo um representante 
da empresa interessada em comprar vindo de shorts, sem camisa, mascando 
chiclete e te chamando de "cara" o tempo todo? Ou, pior ainda, sugerindo uma 
venda por um valor fictício, de tal forma que você e ele dividam a diferença? 
Tudo isto é péssimo! Mas devemos nos concentrar nas características 
desejáveis a um comprador. 
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Para fins de prova, acredito que as características mais importantes são as 
seguintes: 
- O comprador defende sua empresa. Ele tem em mente satisfazer os 
interesses de seu patrão e não do fornecedor. Não pode, por exemplo, fazer uma 
compra 20% mais cara do que seria possível para "rachar" com o fornecedor os 
10%. 
- Por outro lado, defesa de interesses tem limite. O comprador não pode ser 
um estelionatário profissional a serviço de sua entidade. Ele age com 
transparência, sem a ideia de querer prejudicar o fornecedor. 
- O comprador deve ser um sujeito honesto. Ele não só não pratica 
irregularidades, ele denuncia irregularidades de que tenha ciência. 
- Por fim, do ponto de vista do comprador, todos os fornecedores devem 
ser tratados de maneira igual. Então, nada de fazer um favorzinho para aquele 
seu primo que está com dificuldades financeiras para facilitar a compra de material 
da empresa dele. Tão ruim quanto é aceitar uma joia ou outro presente caro no caso 
de uma negociação bem sucedida com a empresa. 
Só a título de curiosidade, no caso do serviço público federal, presentes 
abaixo de R$ 100,00 podem ser aceitos sem problemas, por serem classificáveis 
como "brindes". Acima desse valor entende-se que o presente passa a influenciar 
nas atribuições do servidor. Para distinguir as situações em que o recebimento do 
presente ultrapassa a mera cortesia, utilize este parâmetro inicialmente. 
Embora essas características todas sejam até mesmo óbvias, o que se 
assiste nos noticiários locais todos os dias é justamente servidores fazendo o 
contrário. 
Então, lembre-se das reportagens como o exato oposto do perfil do 
comprador . E por favor, quando passar nessa prova, nada de "esquema". 
Se você está achando que isto é um pouco vago, eu até te dou razão. Cada 
instituição tem seu próprio código de ética. 
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Entretanto escolhi a proposta da National Association of Purchasing 
Management (NAPM), que fixou alguns princípios e regras para balizar a conduta 
dos compradores a ela associados. Escolhi esta proposta em específico por ser 
bem completa, cobrindo praticamente todos os temas normalmente abordados por 
todos os códigos de éticas. 
Pela proposta daquele órgão, seus associados devem seguir os seguintes 
princípios: lealdade à organização, justiça àqueles com quem negocia e fé na 
sua profissão. Bonito? Bastante! Mas tem mais. 
Com base nesses princípios, foram criados 12 padrões de práticas de 
Compras. São bastante elucidativos: 
Os 12 padrões de Práticas de Compras da NAPM (National Association of 
Purchasing Management): 
1. Evite a intenção e a aparência de prática aética ou comprometedora 
em relacionamentos, ações e comunicações; 
2. Demonstre lealdade ao seu empregador pelo correto atendimento às 
suas instruções, utilizando-se dos cuidados necessários e somente da 
autoridade delegada; 
3. Evite qualquer negócio particular ou atividade profissional que venha 
criar conflitos de interesses com o seu empregador; 
4. Evite solicitar ou aceitar dinheiro, empréstimos, créditos ou 
descontos preferenciais, como também a aceitação de presentes, 
entretenimento, favores ou serviços de atuais ou potenciais futuros clientes, 
que possam influenciar, ou parecer que influenciam as decisões de compras. 
5. Manuseie informações proprietárias ou confidenciais, pertencentes a 
empregadores ou fornecedores com o devido cuidado e consideração 
apropriada, levando em conta suas ramificações éticas e legais, como também 
regulamentações governamentais; 
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6. Promova um relacionamento positivo com os fornecedores agindo 
com cortesia e imparcialidade, em todas as fases do ciclo de compras; 
7. Evite acordos recíprocos que limitem a livre competição; 
8. Conheça e obedeçaa letra e o espírito das leis que governam a 
função de compras e permaneça alerta para as ramificações legais das 
decisões de compras; 
9. Encoraje todos os segmentos da sociedade a participar pela 
demonstração de apoio às empresas pequenas, desfavorecidas e minoritárias; 
10. Desencoraje o envolvimento da empresa em compras pessoais; 
11. Melhore a proficiência e estatura da profissão de comprador pela 
aquisição e manutenção de técnicas e conhecimentos atuais, com a prática 
dos mais altos comportamentos éticos; e 
12. Conduza as compras internacionais de acordo com as leis 
aduaneiras e práticas dos países estrangeiros, consistente com as leis 
nacionais, com políticas da organização e esses padrões de comportamento 
ético. 
Simplesmente maravilhoso! . E serve pra você também, quando representar a 
Administração Pública! 
8.9 Incoterms 
Comércio Internacional na veia! Essas siglas têm caído em prova com 
alguma frequência. Se for só moda ou se vão ser prestigiadas sempre, impossível 
saber, mas é fato que seu estudo não pode mais ser ignorado. 
Incoterms são termos internacionais de comércio. Como nem todo mundo 
fala a mesma língua, e você pode imaginar que contratos internacionais são 
relativamente complexos, a Câmara de Comércio Internacional criou uma série de 
termos, a fim de facilitar o comércio entre vendedores e compradores internacionais. 
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Através deles, são estabelecidas cláusulas que delimitam a responsabilidade 
de importadores e vendedores, para que cada um saiba sua parte no contrato. 
Por exemplo: ao invés de o vendedor dizer que sua responsabilidade cessa 
com a entrega da mercadoria a bordo do navio no porto de embarque, ele 
simplesmente usará o termo "FOB" (Free on Board, ou Livre a bordo). 
Assim, o vendedor tcheco pode explicar ao comprador espanhol que sua 
responsabilidade acaba no navio, sem a necessidade de intérpretes, longas horas 
de tradução e a possibilidade de alguém entender alguma coisa errado. 
E isto é maravilhoso! Torna o comércio internacional muito mais prático, na 
medida em que: 
- Definem o ponto de entrega da mercadoria; 
- O momento no qual cessa a responsabilidade do vendedor; 
- Quem responde pelos custos da operação, e até que ponto. 
Lembre-se: ninguém é obrigado a utilizar os Incoterms. Eles não constituem 
leis, e não determinam a contratação de vendas internacionais, segundo qualquer 
dos parâmetros ali fornecidos. Mas, por sua praticidade, são amplamente utilizados. 
Utilizaremos como base de nossos estudos a Resolução 21 da Câmara de 
Comércio Exterior para estudar as cláusulas dos INCOTERMS. 
Pois bem, os Incoterms são divididos em 4 grupos: 
EXW: Só há um contrato neste grupo, o chamado "EX Works". Neste grupo, 
a responsabilidade do vendedor é a mais limitada possível. Ele apenas coloca a 
mercadoria à disposição do comprador (normalmente em seu próprio pátio). Cabe 
ao comprador incorrer em todos os custos necessários para movimentá-la do 
estabelecimento do ponto de origem ao ponto de destino, respondendo por custos 
de frete, alfândega, seguro, bem como quaisquer danos causados à mercadoria. 
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Grupo F (Free ou "Livre": Boa parte dos custos de transação ficam a cargo 
do comprador, mas o vendedor já é responsável por levar a carga ao menos até a 
transportadora ou porto de embarque. 
Grupo C (Cost ou "Custo"): Os contratos deste grupo normalmente preveem 
a responsabilidade do vendedor até o momento em que a carga chega ao país de 
destino, bem como os custos decorrentes desta assunção de responsabilidade. 
Grupo D (Delivered ou "Entrega"): São contratos nos quais o vendedor se 
responsabiliza também pela entrega do objeto do contratado ao comprador (com ou 
sem pagamento dos custos alfandegários). 
O objetivo acima é te dar uma noção de como os contratos são divididos, 
partindo do menor nível de responsabilidade do vendedor até sua responsabilidade 
total. 
O próximo passo é um pouco mais chatinho. Eu vou te apresentar todas as 
siglas previstas na resolução. Imagino que você vá gostar de saber que as que mais 
caem em prova são "FOB" (Free on Board) e "CIF" (Cost, Insurance and 
Freight). 
Vejamos: 
 
EXW 
EX WORKS (named place of delivery) NA ORIGEM (local de entrega nomeado) O vendedor limita-
se a colocar a mercadoria à disposição do comprador no seu domicílio, no prazo estabelecido, 
não se responsabilizando pelo desembaraço para exportação nem pelo carregamento da 
mercadoria em qualquer veículo coletor. 
Utilizável em qualquer modalidade de transporte. 
Nota: em virtude de o comprador estrangeiro não dispor de condições legais 
para providenciar o desembaraço para saída de bens do País, fica subentendido que esta 
providência é adotada pelo vendedor, sob suas expensas e riscos, no caso da exportação 
brasileira 
Grupo F 
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FCA 
FREE CARRIER (named place of delivery) 
LIVRE NO TRANSPORTADOR (local de entrega nomeado) 
O vendedor completa suas obrigações e encerra sua responsabilidade quando 
entrega a mercadoria, desembaraçada para a exportação, ao transportador ou a outra 
pessoa indicada pelo comprador, no local nomeado do país de origem. 
Utilizável em qualquer modalidade de transporte 
FAZ 
FREE ALONGSIDE SHIP (named port of shipment) 
LIVRE AO LADO DO NAVIO (porto de embarque nomeado) 
O vendedor encerra suas obrigações no momento em que a mercadoria é colocada, 
desembaraçada para exportação, ao longo do costado do navio transportador 
indicado pelo comprador, no cais ou em embarcações utilizadas para carregamento da 
mercadoria, no porto de embarque nomeado pelo comprador. 
Utilizável exclusivamente no transporte aquaviário (marítimo ou hidroviário 
interior). 
FOB 
FREE ON BOARD (named port of shipment) 
LIVRE A BORDO (porto de embarque nomeado) 
O vendedor encerra suas obrigações e responsabilidades quando a mercadoria, 
desembaraçada para a exportação, é entregue, arrumada, a bordo do navio no porto de 
embarque, ambos indicados pelo comprador, na data ou dentro do período acordado. 
Utilizável exclusivamente no transporte aquaviário (marítimo ou hidroviário 
interior). 
Grupo C 
CFR 
COST AND FREIGHT (named port of destination) 
CUSTO E FRETE (porto de destino nomeado) 
Além de arcar com obrigações e riscos previstos para o termo FOB, o 
vendedor contrata e paga frete e custos necessários para levar a mercadoria até o porto 
de destino combinado. 
Utilizável exclusivamente no transporte aquaviário (marítimo ou hidroviário 
interior). 
CIF 
COST, INSURANCE AND FREIGHT (named port of destination) 
CUSTO, SEGURO E FRETE (porto de destino nomeado) 
Além de arcar com obrigações e riscos previstos para o termo FOB, o 
vendedor contrata e paga frete, custos e seguro relativos ao transporte da mercadoria 
até o porto de destino combinado. 
Utilizável exclusivamente no transporte aquaviário (marítimo ou hidroviário 
interior). 
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CPT 
CARRIAGE PAID TO (named place of destination) 
TRANSPORTE PAGO ATÉ (local de destino nomeado) 
Além de arcar com obrigações e riscos previstos para o termo FCA, o 
vendedor contrata e paga frete e custos necessários para levar a mercadoria até o local 
de destino combinado. 
Utilizável em qualquer modalidade de transporte. 
CIP 
CARRIAGE AND INSURANCE PAID TO (named place of destination) 
TRANSPORTE E SEGURO PAGOS ATÉ (local de destino nomeado) 
Além de arcar com obrigações e riscos previstos para o termo FCA, o 
vendedor contrata e paga frete, custos e seguro relativos ao transporte da mercadoria 
até o local de destino combinado. 
Utilizável em qualquer modalidade de transporte. 
Grupo D 
DAT 
DELIVERED AT TERMINAL (named terminal at port or place of destination) Utilizável em qualquer 
modalidade de transporte. 
 
ENTREGUE NO TERMINAL (terminal nomeado no porto ou local de destino) 
O vendedor completa suas obrigações e encerra sua responsabilidade quando a 
mercadoria é colocada à disposição do comprador, na data ou dentro do período 
acordado, num terminal de destino nomeado (cais, terminal de contêineres ou 
armazém, dentre outros), descarregada do veículo transportador mas não 
desembaraçada para importação. 
DAP 
DELIVERED AT PLACE (named place of destination) 
ENTREGUE NO LOCAL (local de destino nomeado) 
O vendedor completa suas obrigações e encerra sua responsabilidade quando 
coloca a mercadoria à disposição do comprador, na data ou dentro do período 
acordado, num local de destino indicado que não seja um terminal, pronta para ser 
descarregada do veículo transportador e não desembaraçada para importação. 
Utilizável em qualquer modalidade de transporte 
DDP 
DELIVERED DUTY PAID (named place of destination) 
ENTREGUE COM DIREITOS PAGOS (local de destino nomeado) 
O vendedor completa suas obrigações e encerra sua responsabilidade quando a 
mercadoria é colocada à disposição do comprador, na data ou dentro do período 
acordado, no local de destino designado no país importador, não descarregada do meio 
de transporte. O vendedor, além do desembaraço, assume todos os riscos e custos, 
inclusive impostos, taxas e outros encargos incidentes na importação. 
Utilizável em qualquer modalidade de transporte. 
Nota: em virtude de o vendedor estrangeiro não dispor de condições legais 
para providenciar o desembaraço para entrada de bens do País, este termo não pode ser 
utilizado na importação brasileira, devendo ser escolhido o DAT ou DAP no caso de 
preferência por condição disciplinada pela ICC 
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Uma dica: isto é uma nova tendência nas provas de ARM, que nem seu 
professor sabe ainda se vai ir para frente. Por enquanto, dê especial atenção para 
os contratos "FOB" e "CIF", pois são os que já foram cobrados em prova. Quanto 
aos demais, vá se acostumando aos poucos com a nomenclatura. Não há 
necessidade de pânico. 
9. Compras no Setor Público 
Links Úteis 
Lei de Licitações e Contratos: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8666cons.htm 
Pregão: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10520.htm 
Pregão Eletrônico: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2005/decreto/d5450.htm 
E para provar a vocês que o assunto é extenso, vocês ainda podem guardar 
o link desta obra de referência sobre o assunto: 
Manual de Licitações e Contratos do Tribunal de Contas da União: 
http://portal2.tcu.gov.br/portal/pls/portal/docs/2057620.PDF 
É uma excelente obra DE CONSULTA. 
Reforçando: se tiverem QUALQUER dúvida sobre QUALQUER artigo, por 
favor, estou aqui para isto. 
Pois bem, vamos em frente. 
Os temas relacionados a Compras no Setor Público são eminentemente de 
Direito Administrativo. É a minha casa, aquilo que passei cinco longos anos 
estudando com afinco. Entretanto, para resolver as questões de ARM, não faria 
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sentido algum eu marretar vocês com tudo que há para se falar sobre o tema. O que 
faremos aqui é apenas o necessário para resolver esta parte da prova, e ter uma 
noção razoável sobre o assunto. 
Já adianto que se você já fez algum curso de Direito Administrativo na vida, 
para algum concurso que abordasse o tema de licitações e contratos, asseguro a 
vocês que já sabem absolutamente tudo que tratarei aqui neste tópico, razão pela 
qual podem ficar tranquilos e pular isto aqui, se assim o desejarem. 
Muito bem, comecemos. 
O setor público também compra. Repartições, por mais que pareçam etéreas 
e incompreensíveis, são, em sua maioria, grandes escritórios, e com esta visão, não 
são muito diferentes das empresas que existem por aí. 
Desta forma, os órgãos públicos precisam de materiais tanto quanto qualquer 
empresa em funcionamento. Mas temos um pequeno problema agora. 
Quando a empresa precisa de um material, o gerente da empresa é 
informado disso e procede à autorização da compra. Entretanto, ele só tem 
autoridade para fazer isso porque o dono da empresa (uma pessoa física e muito 
bem conhecida por todos) disse que ele encontrava-se autorizado a tanto. Essa 
pessoa física, fala, pensa e pode ser localizada dentro do espaço físico que 
FKDPDPRV� GH� ³UHDOLGDGH´� O dono da empresa pode muito bem comprar de um 
fornecedor mais caro, a preços extorsivos e não haveria nada de errado com isso. 
Entretanto, pense comigo: é o negócio dele! Ele lucra com a eficiência de sua 
empresa. Desta forma, é perfeitamente normal que busque sempre a melhor oferta, 
o melhor fornecedor, as melhores condições, enfim, busque não ser enganado. 
Só que na Administração Pública esse raciocínio opera de outra forma. A 
Administração Pública não existe no plano físico. Ela não é uma pessoa, não pensa 
e não fala. Desta forma, a Administração Pública, enquanto entidade, não é capaz 
de resolver quem, dentre os fornecedores que se apresentam, é o melhor para 
aquele caso, menos ainda manifestar verbalmente esta vontade, pelo simples fato 
de ela não ser dotada de existência física. 
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A Administração Pública opera através de seus representantes devidamente 
eleitos (Prefeitos, Governadores e Presidente). Só que, mesmo estes 
UHSUHVHQWDQWHV� QmR� SDVVDP� GH� PHURV� ³JHUHQWHV´� GD� JUDQGH� HPSUHVD� TXH� p� D�
Administração Pública. E assim o sendo, estão vinculados às ordens do chefe. 
Mas já que o chefe mesmo não fala, como descobriremos a sua vontade? 
É aqui começa a sua longa jornada de descobrimento: a vontade do Estado é 
a Lei. As leis editadas por esta querida nação representam aquilo que o Estado 
procura ver acontecer em seu território, sendo a manifestação do que a 
Administração Pública entende por correto. 
Pois bem, este raciocínio geralfunciona aqui também. O chefe já disse como 
quer que compremos materiais. Se um órgão público precisar de materiais, e para 
ser bem sincero, de quase qualquer coisa, terá de realizar um procedimento 
específico, que garanta que aquele contrato fechado com um fornecedor era, de 
fato, a melhor oferta entre todas as que se ofereceram e encontravam-se 
disponíveis. 
Este procedimento é chamado de licitação, e encontra-se atualmente 
regulado na Lei 8666/1993. Olha o chefe falando aqui: 
Art. 1o Esta Lei estabelece normas gerais sobre licitações 
e contratos administrativos pertinentes a obras, serviços, 
inclusive de publicidade, compras, alienações e locações 
no âmbito dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios. 
 
Parágrafo único. Subordinam-se ao regime desta Lei, 
além dos órgãos da administração direta, os fundos 
especiais, as autarquias, as fundações públicas, as 
empresas públicas, as sociedades de economia mista e 
demais entidades controladas direta ou indiretamente pela 
União, Estados, Distrito Federal e Municípios. 
 
Art. 2o As obras, serviços, inclusive de publicidade, 
compras, alienações, concessões, permissões e locações 
da Administração Pública, quando contratadas com 
terceiros, serão necessariamente precedidas de licitação, 
ressalvadas as hipóteses previstas nesta Lei. 
 
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Parágrafo único. Para os fins desta Lei, considera-se contrato 
todo e qualquer ajuste entre órgãos ou entidades da 
Administração Pública e particulares, em que haja um acordo 
de vontades para a formação de vínculo e a estipulação de 
obrigações recíprocas, seja qual for a denominação utilizada. 
 
Não resta dúvida, esta é a vontade do patrão, e assim será feito! Mas esse 
patrão também explica o porquê de suas razões: 
Art. 3º A licitação destina-se a garantir a observância do 
princípio constitucional da isonomia, a seleção da 
proposta mais vantajosa para a administração e a 
promoção do desenvolvimento nacional sustentável e será 
processada e julgada em estrita conformidade com os 
princípios básicos da legalidade, da impessoalidade, da 
moralidade, da igualdade, da publicidade, da probidade 
administrativa, da vinculação ao instrumento 
convocatório, do julgamento objetivo e dos que lhes são 
correlatos. 
 
Lembre-se: como todo patrão, a Administração Pública não deseja levar 
prejuízo. É para impedir que isso ocorra que faremos uso do procedimento 
licitatório. 
Mas eu ainda não defini o que é uma licitação. Recorramos à doutrina de 
meus queridos bancos acadêmicos: 
³Licitação é procedimento administrativo pelo qual um ente público, no 
exercício da função administrativa, abre a todos os interessados, que se 
sujeitem às condições fixadas no instrumento convocatório, a possibilidade 
de formularem propostas dentre as quais selecionará e aceitará a mais 
conveniente para a celebração do contrato´�� 
Esta definição é José Roberto Dromi, com algumas adaptações para o nosso 
caso aqui. 
Através da licitação, a Administração abre a todos os interessados que se 
sujeitem às condições fixadas no instrumento convocatório, a possibilidade de 
oferecer sua proposta. 
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Mas isso não é feito de qualquer jeito. A licitação é procedimento 
administrativo, e assim o sendo, segue um rito determinado pela lei. E, mais 
importante: a Administração Pública fixará as regras pelas quais analisará as 
propostas, a fim de decidir qual delas é de fato a mais vantajosa. 
O tal instrumento convocatório de que tanto falo é o edital, que será também 
visto na aula de hoje. Então, fique tranquilo. 
Ah sim: você está vendo nesta aula Lei 8666/93 para ARM. Este capítulo 
introdutório precisaria de bem mais páginas se eu fosse falar sobre Lei 8666/93 para 
Direito Administrativo (um dia...). Então, se você já conhece a matéria, não estranhe 
algumas omissões. Como vocês podem ver, embora existam vários trechos 
importantes na lei do ponto de vista da disciplina de contratos administrativos, 
entretanto, só grifei aqueles que são pertinentes a nossa disciplina. O que não quer 
dizer que esta aula esgote o assunto (nem que eu não saiba a matéria). 
9.1 Modalidades, Dispensa e Inexigibilidade de Licitação e Objeto de 
Licitação 
$�H[SUHVVmR�³REMHWR�GH�OLFLWDomR´�p�UHSHWLGD�LQFRQWiYHLV�YH]HV�DR�ORQJR�GD Lei 
8666/1993. Ela quer fazer referência àquilo que será contratado pela Administração 
Pública, seja material, bem, serviço ou qualquer coisa que possa passar pela sua 
cabeça. 
É a primeira coisa que deve constar no edital de uma licitação, a teor do 
artigo 40 da Lei 8666/1993: 
Art. 40. O edital conterá no preâmbulo o número de ordem em 
série anual, o nome da repartição interessada e de seu setor, a 
modalidade, o regime de execução e o tipo da licitação, a 
menção de que será regida por esta Lei, o local, dia e hora 
para recebimento da documentação e proposta, bem como 
para início da abertura dos envelopes, e indicará, 
obrigatoriamente, o seguinte: 
I - objeto da licitação, em descrição sucinta e clara; 
[...] 
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Mas por qual razão um termo cuja explicação pode ser dada em três 
parágrafos será ministrado em tópico separado? 
Porque, em algumas ocasiões, o objeto da licitação acaba forçando a 
realização da licitação em uma determinada modalidade. 
Mas vamos por partes, falemos das modalidades de licitações existentes: 
Art. 22. São modalidades de licitação: 
I - concorrência; 
II - tomada de preços; 
III - convite; 
IV - concurso; 
V - leilão. 
§ 1o Concorrência é a modalidade de licitação entre 
quaisquer interessados que, na fase inicial de habilitação 
preliminar, comprovem possuir os requisitos mínimos de 
qualificação exigidos no edital para execução de seu objeto. 
§ 2o Tomada de preços é a modalidade de licitação entre 
interessados devidamente cadastrados ou que atenderem 
a todas as condições exigidas para cadastramento até o 
terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas, 
observada a necessária qualificação. 
§ 3o Convite é a modalidade de licitação entre 
interessados do ramo pertinente ao seu objeto, 
cadastrados ou não, escolhidos e convidados em número 
mínimo de 3 (três) pela unidade administrativa, a qual 
afixará, em local apropriado, cópia do instrumento convocatório 
e o estenderá aos demais cadastrados na correspondente 
especialidade que manifestarem seu interesse com 
antecedência de até 24 (vinte e quatro) horas da 
apresentação das propostas. 
§ 4o Concurso é a modalidade de licitação entre quaisquer 
interessados para escolha de trabalho técnico, científico ou 
artístico, mediante a instituição de prêmios ou 
remuneração aos vencedores, conforme critérios constantes 
de edital publicado na imprensa oficial com antecedência 
mínima de 45 (quarenta e cinco) dias. 
§ 5o Leilão é a modalidade de licitação entre quaisquer 
interessados para a venda de bens móveis inservíveis para 
a administração ou de produtos legalmenteapreendidos 
ou penhorados, ou para a alienação de bens imóveis 
prevista no art. 19, a quem oferecer o maior lance, igual ou 
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superior ao valor da avaliação. (Redação dada pela Lei nº 
8.883, de 1994) 
[...] 
Só de olhar as modalidades de licitação, você já tem alguma ideia dos 
objetos possíveis deste procedimento. Veja, por exemplo, no caso do Leilão, o 
REMHWR� GH� XPD� OLFLWDomR� SRGH� VHU� ³SURGXWR� OHJDOPHQWH� DSUHHQGLGR´� RX� DLQGD ³EHP�
LPyYHO´� 
Pois bem, aqui para a nossa disciplina, peço apenas que você saiba o 
seguinte: 
A concorrência é obrigatória para os seguintes objetos contratuais: 
- Compra e alienação de imóveis, qualquer que seja o valor, ressalvados 
os casos de alienação de bens adquiridos em procedimentos judiciais ou 
mediante dação em pagamento (estes casos admitem tanto leilão como 
concorrência). 
- Concessões de direito real de uso 
- Elaboração do registro de preços, ressalvado neste caso a 
possibilidade de se utilizar da modalidade pregão. 
De resto, sugiro lembrar-se das faixas de valor para realização de 
determinada modalidade de licitação. 
Existe uma diferença básica: o fato de as obras ou serviços serem de 
engenharia ou não. Acompanhe: 
I - para obras e serviços de engenharia: 
a) convite - até R$ 150.000,00 (cento e cinqüenta mil reais); 
b) tomada de preços - até R$ 1.500.000,00 (um milhão e 
quinhentos mil reais); 
c) concorrência: acima de R$ 1.500.000,00 (um milhão e 
quinhentos mil reais); 
II - para compras e serviços não referidos no inciso anterior: 
a) convite - até R$ 80.000,00 (oitenta mil reais); 
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b) tomada de preços - até R$ 650.000,00 (seiscentos e 
cinqüenta mil reais); 
c) concorrência - acima de R$ 650.000,00 (seiscentos e 
cinqüenta mil reais). 
 
Estes são exemplos de objeto de licitações. Mas tenha em mente que a 
expressão significa apeQDV� H� WmR� VRPHQWH� ³DTXLOR� TXH� VH� FRQWUDWD´� FRP� D�
Administração Pública. Simples? Fácil? É porque é para ser mesmo! 
Só que agora o negócio vai ficar mais complicado. Nem sempre é necessário 
realizar a licitação. Como assim??? Você acabou de dizer que era! Sim, eu disse, 
mas digamos que nosso patrão tem lá seus caprichos . 
Existem dois motivos pelos quais uma licitação pode não ser feita: 
- Simplesmente porque não dá para fazer, 
- O Estado não deseja fazê-la. 
Tendo isto em mente, vamos refinar um pouco o raciocínio. 
Os casos de inexigibilidade de licitação compreendem hipóteses em que a 
competição entre licitantes é impossível, ou inviável. Sinta os artigos envolvidos: 
Art. 25. É inexigível a licitação quando houver inviabilidade 
de competição, em especial: 
I - para aquisição de materiais, equipamentos, ou gêneros que 
só possam ser fornecidos por produtor, empresa ou 
representante comercial exclusivo, vedada a preferência de 
marca, devendo a comprovação de exclusividade ser feita 
através de atestado fornecido pelo órgão de registro do 
comércio do local em que se realizaria a licitação ou a obra ou 
o serviço, pelo Sindicato, Federação ou Confederação 
Patronal, ou, ainda, pelas entidades equivalentes; 
II - para a contratação de serviços técnicos enumerados no 
art. 13 desta Lei, de natureza singular, com profissionais ou 
empresas de notória especialização, vedada a 
inexigibilidade para serviços de publicidade e divulgação; 
III - para contratação de profissional de qualquer setor 
artístico, diretamente ou através de empresário exclusivo, 
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desde que consagrado pela crítica especializada ou pela 
opinião pública. 
§ 1o Considera-se de notória especialização o profissional 
ou empresa cujo conceito no campo de sua especialidade, 
decorrente de desempenho anterior, estudos, 
experiências, publicações, organização, aparelhamento, 
equipe técnica, ou de outros requisitos relacionados com 
suas atividades, permita inferir que o seu trabalho é 
essencial e indiscutivelmente o mais adequado à plena 
satisfação do objeto do contrato. 
§ 2o Na hipótese deste artigo e em qualquer dos casos de 
dispensa, se comprovado superfaturamento, respondem 
solidariamente pelo dano causado à Fazenda Pública o 
fornecedor ou o prestador de serviços e o agente público 
responsável, sem prejuízo de outras sanções legais 
cabíveis 
 
Veja que estes casos refletem uma impossibilidade de competição, o que 
torna a exigência de licitação quase uma piada de mau gosto. Exemplos esdrúxulos 
que podem fazer você entender a piada: 
I ± $� HPSUHVD� ³0RFKLOHLURV� GD� *DOi[LD´� p a única vendedora do aparelho 
³JHUDGRU� GH� LPSUREDELOLGDGH� LQILQLWD´�� XPD� JHULQJRQoD� YLWDO� SDUD� DTXHOHV� TXH�
desejam viajar no espaço. A partir do momento em que o Estado demanda este 
DSDUHOKR�� QmR� Ki� FRPR� RXWUD� HPSUHVD� FRQFRUUHU� FRP� D� ³0RFKLOHLURV� GD� *DOi[LD´��
visto que ela, e somente ela, produzem a máquina. O servidor, coitado, não pode 
ser penalizado por não fazer a licitação neste caso. Mas, coisa muito diferente seria 
XP�HGLWDO�GH�OLFLWDomR�TXH�WLYHVVH�FRPR�REMHWR�XP�FDUUR�GD�PDUFD�³People Wagen´��
Esta exclusividade decorre da preferência de marca, coisa que o inciso I veda. 
II ±Determinada Autarquia, que não conta com Procuradores em seus 
quadros funcionais, contrata o parecerista Pontes de Miranda para confecção de um 
parecer favorável à não aplicação do artigo 5º da Constituição Federal no âmbito 
desta federação, parecer este a ser apresentado perante o STF em ação direta de 
inconstitucionalidade. Para quem não conhece, Pontes de Miranda foi um 
doutrinador da disciplina de Direito Civil, e somente um parecer altamente 
especializado como o dele pode conceder à União a chance de passar com algo tão 
nefasto. Não adianta ser um parecer do Joãozinho das Flores, bacharel recém-
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formado. A especialização faz o trabalho do tio Pontes mais incrivelmente especial 
que os demais. Por outro lado, caso Didi Mendonça, renomado publicitário seja 
contratado para fazer propaganda sobre as escolas Federais, tal contratação, 
apesar de constituir serviço técnico especializado, não poderá ser feita em regime 
de inexigibilidade de licitação, por conta da vedação do inciso II. 
Só para constar, o artigo 13 da Lei 8666/1993 é o seguinte: 
Art. 13. Para os fins desta Lei, consideram-se serviços 
técnicos profissionais especializados os trabalhos 
relativos a: 
I - estudos técnicos, planejamentos e projetos básicos ou 
executivos; 
II - pareceres, perícias e avaliações em geral; 
III - assessorias ou consultorias técnicas e auditorias 
financeiras ou tributárias; (Redação dada pela Lei nº 8.883, 
de 1994) 
IV - fiscalização, supervisão ou gerenciamento de obras ou 
serviços;V - patrocínio ou defesa de causas judiciais ou 
administrativas; 
VI - treinamento e aperfeiçoamento de pessoal; 
VII - restauração de obras de arte e bens de valor histórico. 
VIII - (Vetado). 
 
Inciso III ± A contratação do imortal Falcão, um cantor famoso por seu terno 
amarelo e girassol gigante para cantar em um show organizado por uma entidade 
pública para arrecadar fundos. De novo, não adianta chamar o Joãozinho das 
Flores, que além de bacharel, canta no bar do Tião as quintas e sextas feiras. O 
público consagrou Falcão, e sua participação no show é que o torna especial. 
Veja que nestes três casos, a inexigibilidade da licitação é a única saída, já 
que não tem jeito nenhum de se realizar uma licitação competitiva. 
Agora, meu filho, respire fundo, e pense comigo: é impossível prever todas as 
hipóteses de inexigibilidade de licitação. A imaginação de nosso legislador não pode 
ir tão longe, e ele tem mais coisas para fazer do que supor todos os 359847 casos 
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em que seria impossível realizar uma licitação competitiva. Não é um capricho, é um 
fato. 
Desta forma, o artigo 25 está apenas enumerando exemplos onde, 
obviamente, a competição é inviável. Mas, sempre que nos deparamos com uma 
hipótese de licitação inviável, estaremos diante da inexigibilidade. 
Assim, o rol do artigo 25 é exemplificativo, fornecendo apenas exemplos. 
2XWURV�FDVRV�SRGHP�VXUJLU��GDt�D�ORFXomR�³em especial´�� 
Professor: vi que em umD�SURYD�FDLX�D�ILJXUD�GR�³credenciamento´�H�HX�QmR�
localizei o termo na lei. O que raios é isso? 
Primeiro: o credenciamento não é uma hipótese de inexigibilidade de 
licitação, mas um sistema que permite efetivar a contratação de profissionais nas 
hipóteses de inexigibilidade. 
Emprestando a definição de um doutrinador (DALLARI), credenciamento é ³o 
ato ou contrato formal pelo qual a Administração Pública confere a um 
particular, pessoa física ou jurídica, a prerrogativa de exercer certas 
atividades materiais ou técnicas, em caráter instrumental ou de colaboração 
com o Poder Público, a título oneroso, remuneradas diretamente pelos 
interessados, sendo que o resultado dos trabalhos desfruta de especial 
credibilidade, tendo o outorgante o poder/dever de exercer a fiscalização, podendo 
até mesmo extinguir a outorga, assegurados os direitos e interesses patrimoniais do 
outorgado inocente e de boa-Ip´� 
O Poder Público pode credenciar profissionais interessados em prestar estes 
serviços, conferindo-lhes a prerrogativa de exercer as atividades em colaboração 
com este, sendo que sua remuneração será feita através dos próprios interessados 
que buscam a rede credenciada. 
Ao invés de fazer com que os interessados participem de licitação para 
escolher apenas um deles para a prestação dos serviços, todos os profissionais 
interessados que cumprirem os requisitos do credenciamento poderão credenciar-
se, e a partir deste momento, poderão prestar os serviços em regime de 
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colaboração com o Poder Público. É bom para a Administração, e é bom para o 
usuário. 
 
Mas há casos em que a Licitação poderia ser realizada, mas o chefe tem 
suas preferências, e nestes casos, por razões referentes ao pequeno valor, a 
situações excepcionais, ao objeto e em razão da pessoa com quem contrata, 
opta por não realizar a licitação. 
Poderia ser vantajoso competir? Sim! Poderíamos encontrar alguém 
querendo dar mais? Sim! Mas o chefe simplesmente dispensou a realização deste 
procedimento. 
São os casos de dispensa de licitação. Sinta o drama (dê só uma passada de 
olho agora, preciso que você leia o que está lá embaixo para fechar o raciocínio): 
Art. 24. É dispensável a licitação: 
 I - para obras e serviços de engenharia de valor até 10% (dez 
por cento) do limite previsto na alínea "a", do inciso I do artigo 
anterior, desde que não se refiram a parcelas de uma mesma 
obra ou serviço ou ainda para obras e serviços da mesma 
natureza e no mesmo local que possam ser realizadas 
conjunta e concomitantemente; (Redação dada pela Lei nº 9.648, 
de 1998) 
II - para outros serviços e compras de valor até 10% (dez por 
cento) do limite previsto na alínea "a", do inciso II do artigo 
anterior e para alienações, nos casos previstos nesta Lei, 
desde que não se refiram a parcelas de um mesmo serviço, 
compra ou alienação de maior vulto que possa ser realizada de 
uma só vez; (Redação dada pela Lei nº 9.648, de 1998) 
III - nos casos de guerra ou grave perturbação da ordem; 
IV - nos casos de emergência ou de calamidade pública, 
quando caracterizada urgência de atendimento de situação 
que possa ocasionar prejuízo ou comprometer a segurança de 
pessoas, obras, serviços, equipamentos e outros bens, 
públicos ou particulares, e somente para os bens necessários 
ao atendimento da situação emergencial ou calamitosa e para 
as parcelas de obras e serviços que possam ser concluídas no 
prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias consecutivos e 
ininterruptos, contados da ocorrência da emergência ou 
calamidade, vedada a prorrogação dos respectivos contratos; 
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V - quando não acudirem interessados à licitação anterior e 
esta, justificadamente, não puder ser repetida sem prejuízo 
para a Administração, mantidas, neste caso, todas as 
condições preestabelecidas; 
VI - quando a União tiver que intervir no domínio econômico 
para regular preços ou normalizar o abastecimento; 
VII - quando as propostas apresentadas consignarem preços 
manifestamente superiores aos praticados no mercado 
nacional, ou forem incompatíveis com os fixados pelos órgãos 
oficiais competentes, casos em que, observado o parágrafo 
único do art. 48 desta Lei e, persistindo a situação, será 
admitida a adjudicação direta dos bens ou serviços, por valor 
não superior ao constante do registro de preços, ou dos 
serviços; (Vide § 3º do art. 48) 
VIII - para a aquisição, por pessoa jurídica de direito público 
interno, de bens produzidos ou serviços prestados por órgão 
ou entidade que integre a Administração Pública e que tenha 
sido criado para esse fim específico em data anterior à 
vigência desta Lei, desde que o preço contratado seja 
compatível com o praticado no mercado; (Redação dada pela Lei 
nº 8.883, de 1994) 
IX - quando houver possibilidade de comprometimento da 
segurança nacional, nos casos estabelecidos em decreto do 
Presidente da República, ouvido o Conselho de Defesa 
Nacional; (Regulamento) 
X - para a compra ou locação de imóvel destinado ao 
atendimento das finalidades precípuas da administração, cujas 
necessidades de instalação e localização condicionem a sua 
escolha, desde que o preço seja compatível com o valor de 
mercado, segundo avaliação prévia;(Redação dada pela Lei nº 
8.883, de 1994) 
XI - na contratação de remanescente de obra, serviço ou 
fornecimento, em conseqüência de rescisão contratual, desde 
que atendida a ordem de classificação da licitação anterior e 
aceitas as mesmas condições oferecidas pelolicitante 
vencedor, inclusive quanto ao preço, devidamente corrigido; 
XII - nas compras de hortifrutigranjeiros, pão e outros gêneros 
perecíveis, no tempo necessário para a realização dos 
processos licitatórios correspondentes, realizadas diretamente 
com base no preço do dia; (Redação dada pela Lei nº 8.883, de 
1994) 
XIII - na contratação de instituição brasileira incumbida 
regimental ou estatutariamente da pesquisa, do ensino ou do 
desenvolvimento institucional, ou de instituição dedicada à 
recuperação social do preso, desde que a contratada detenha 
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inquestionável reputação ético-profissional e não tenha fins 
lucrativos;(Redação dada pela Lei nº 8.883, de 1994) 
XIV - para a aquisição de bens ou serviços nos termos de 
acordo internacional específico aprovado pelo Congresso 
Nacional, quando as condições ofertadas forem 
manifestamente vantajosas para o Poder Público; (Redação 
dada pela Lei nº 8.883, de 1994) 
XV - para a aquisição ou restauração de obras de arte e 
objetos históricos, de autenticidade certificada, desde que 
compatíveis ou inerentes às finalidades do órgão ou entidade. 
XVI - para a impressão dos diários oficiais, de formulários 
padronizados de uso da administração, e de edições técnicas 
oficiais, bem como para prestação de serviços de informática a 
pessoa jurídica de direito público interno, por órgãos ou 
entidades que integrem a Administração Pública, criados para 
esse fim específico;(Incluído pela Lei nº 8.883, de 1994) 
XVII - para a aquisição de componentes ou peças de origem 
nacional ou estrangeira, necessários à manutenção de 
equipamentos durante o período de garantia técnica, junto ao 
fornecedor original desses equipamentos, quando tal condição 
de exclusividade for indispensável para a vigência da 
garantia; (Incluído pela Lei nº 8.883, de 1994) 
XVIII - nas compras ou contratações de serviços para o 
abastecimento de navios, embarcações, unidades aéreas ou 
tropas e seus meios de deslocamento quando em estada 
eventual de curta duração em portos, aeroportos ou 
localidades diferentes de suas sedes, por motivo de 
movimentação operacional ou de adestramento, quando a 
exiguidade dos prazos legais puder comprometer a 
normalidade e os propósitos das operações e desde que seu 
valor não exceda ao limite previsto na alínea "a" do inciso II do 
art. 23 desta Lei: (Incluído pela Lei nº 8.883, de 1994) 
XIX - para as compras de material de uso pelas Forças 
Armadas, com exceção de materiais de uso pessoal e 
administrativo, quando houver necessidade de manter a 
padronização requerida pela estrutura de apoio logístico dos 
meios navais, aéreos e terrestres, mediante parecer de 
comissão instituída por decreto; (Incluído pela Lei nº 8.883, de 
1994) 
XX - na contratação de associação de portadores de 
deficiência física, sem fins lucrativos e de comprovada 
idoneidade, por órgãos ou entidades da Administração Pública, 
para a prestação de serviços ou fornecimento de mão-de-obra, 
desde que o preço contratado seja compatível com o praticado 
no mercado. (Incluído pela Lei nº 8.883, de 1994) 
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XXI - para a aquisição de bens e insumos destinados 
exclusivamente à pesquisa científica e tecnológica com 
recursos concedidos pela Capes, pela Finep, pelo CNPq ou 
por outras instituições de fomento a pesquisa credenciadas 
pelo CNPq para esse fim específico; (Redação dada pela Lei nº 
12.349, de 2010) 
XXII - na contratação de fornecimento ou suprimento de 
energia elétrica e gás natural com concessionário, 
permissionário ou autorizado, segundo as normas da 
legislação específica; (Incluído pela Lei nº 9.648, de 1998) 
XXIII - na contratação realizada por empresa pública ou 
sociedade de economia mista com suas subsidiárias e 
controladas, para a aquisição ou alienação de bens, prestação 
ou obtenção de serviços, desde que o preço contratado seja 
compatível com o praticado no mercado.(Incluído pela Lei nº 
9.648, de 1998) 
XXIV - para a celebração de contratos de prestação de 
serviços com as organizações sociais, qualificadas no âmbito 
das respectivas esferas de governo, para atividades 
contempladas no contrato de gestão. (Incluído pela Lei nº 9.648, 
de 1998) 
XXV - na contratação realizada por Instituição Científica e 
Tecnológica - ICT ou por agência de fomento para a 
transferência de tecnologia e para o licenciamento de direito de 
uso ou de exploração de criação protegida. (Incluído pela Lei nº 
10.973, de 2004) 
XXVI ± na celebração de contrato de programa com ente da 
Federação ou com entidade de sua administração indireta, 
para a prestação de serviços públicos de forma associada nos 
termos do autorizado em contrato de consórcio público ou em 
convênio de cooperação. (Incluído pela Lei nº 11.107, de 2005) 
XXVII - para o fornecimento de bens e serviços, produzidos ou 
prestados no País, que envolvam, cumulativamente, alta 
complexidade tecnológica e defesa nacional, mediante parecer 
de comissão especialmente designada pela autoridade 
máxima do órgão. (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005) 
XXVII - na contratação da coleta, processamento e 
comercialização de resíduos sólidos urbanos recicláveis ou 
reutilizáveis, em áreas com sistema de coleta seletiva de lixo, 
efetuados por associações ou cooperativas formadas 
exclusivamente por pessoas físicas de baixa renda 
reconhecidas pelo poder público como catadores de materiais 
recicláveis, com o uso de equipamentos compatíveis com as 
normas técnicas, ambientais e de saúde pública. (Redação dada 
pela Lei nº 11.445, de 2007). 
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XXVIII ± para o fornecimento de bens e serviços, produzidos 
ou prestados no País, que envolvam, cumulativamente, alta 
complexidade tecnológica e defesa nacional, mediante parecer 
de comissão especialmente designada pela autoridade 
máxima do órgão. (Incluído pela Lei nº 11.484, de 2007). 
XXIX ± na aquisição de bens e contratação de serviços para 
atender aos contingentes militares das Forças Singulares 
brasileiras empregadas em operações de paz no exterior, 
necessariamente justificadas quanto ao preço e à escolha do 
fornecedor ou executante e ratificadas pelo Comandante da 
Força. (Incluído pela Lei nº 11.783, de 2008). 
XXX - na contratação de instituição ou organização, pública ou 
privada, com ou sem fins lucrativos, para a prestação de 
serviços de assistência técnica e extensão rural no âmbito do 
Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural 
na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária, instituído por lei 
federal. (Incluído pela Lei nº 12.188, de 2.010) Vigência 
XXXI - nas contratações visando ao cumprimento do disposto 
nos arts. 3º, 4º, 5º e 20 da Lei no 10.973, de 2 de dezembro de 2004, 
observados os princípios gerais de contratação dela 
constantes. (Incluído pela Medida Provisória nº 495, de 2010) 
XXXI - nas contratações visando ao cumprimento do disposto 
nos arts. 3º, 4º, 5º e 20 da Lei no 10.973, de 2 de dezembro de 2004, 
observados os princípios gerais de contratação dela 
constantes. (Incluído pela Lei nº 12.349, de 2010)XXXII - na contratação em que houver transferência de 
tecnologia de produtos estratégicos para o Sistema Único de 
Saúde - SUS, no âmbito da Lei no 8.080, de 19 de setembro de 
1990, conforme elencados em ato da direção nacional do SUS, 
inclusive por ocasião da aquisição destes produtos durante as 
etapas de absorção tecnológica. 
 
Bela paulada né? Vou ser honesto com você: é humanamente impossível 
memorizar estas hipóteses, e mesmo que seja possível, isto vai consumir um 
espaço monstruoso na sua cabeça que poderia ser mais bem aproveitado com outro 
conteúdo. Eu mesmo tenho de recorrer à Lei 8666/1993 quando preciso responder 
uma questão a respeito de Dispensa de Licitação. 
O que você pode fazer é o seguinte: peque um lápis, e anote do lado de cada 
inciso em qual das quatro hipóteses ele se encaixa. Isso vai, aos poucos, ajudar 
você a memorizar mais naturalmente o assunto. Mas não se desespere se você, ao 
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tomar posse no último cargo público da sua vida, ainda precisar recorrer ao Vade 
Mecum para responder estas perguntas 
Continuando. Repare que o artigo como um todo parece um tanto aleatório, 
né? Um monte de hipóteses sem aparente ligação. Existem duas razões para isso: 
- As hipóteses de dispensa de licitação são taxativas, ou seja, se não 
estiver previsto em lei, a licitação é obrigatória. Isso força o legislador a sair 
escrevendo tudo que lhe vem à cabeça, pois se não estiver lá, tem de licitar. Note 
que existem várias leis posteriores à 8666/1993 que adicionam novos incisos, e a 
tendência é isso continuar indefinidamente . 
- Como as dispensas de licitação tem origem casuística (são editadas para 
atender a determinados cenários, conforme vão surgindo), o artigo começa a 
crescer desordenadamente, e sem nenhuma coesão, já que a edição legislativa é 
fruto de diversas épocas, todas condensadas neste caótico dispositivo . 
E para ficar bonitinho, vamos ao SmartArt: 
 
E falta falar de algumas coisinhas mais. A primeira delas você já conhece de 
outros carnavais: a homologação. 
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A homologação é a aprovação do procedimento. Só que este ato singelo 
é precedido do exame de todos os atos que integraram o procedimento, de maneira 
a garantirmos que não houve nenhum vício no curso da licitação. Estando tudo em 
ordem, o procedimento é homologado. Igualzinho concurso público (alias, você 
ficaria surpreso com quantas perguntas sobre licitação você pode acertar pensando 
em concurso público ) 
A segunda é um pouco mais pomposa. Nós não passamos por um monte de 
fases para que o objeto não fosse finalmente contratado. A Administração, através 
daquela longa lista de procedimentos previstos na Lei 8666/1993 queria saber quem 
oferecia o objeto da licitação nas melhores condições possíveis. E ela achou o 
sujeito ideal, razão pela qual homologou o procedimento, de maneira a atestar a 
regularidade de tudo que se passou ali. 
Aí chegamos à etapa final do procedimento licitatório: a adjudicação. 
Doutrinariamente, a adjudicação é "o ato pelo qual a Administração, pela 
mesma autoridade competente para homologar, atribui ao vencedor o objeto 
da licitação". 
Primeira lição: adjudicação é um ato declaratório. Não é a assinatura do 
contrato. Assemelha-se mais a um ato formal no qual a Administração proclama 
que o objeto da licitação será entregue ao vencedor. Depois disso é que vem a 
convocação para assinatura do contrato. E se o licitante não assinar o contrato, 
apesar do objeto já ter sido adjudicado? 
Como eu já disse, a adjudicação não é a celebração do contrato. Se o 
particular, depois de tudo isso, não quiser contratar, não contrata e pronto. Será 
punido por isso, mas até que passe a caneta no contrato, não ocorreu a 
contratação. Isto deve ficar bem claro na sua cabeça. 
9.2 Edital de Licitação 
Caro concurseiro. No fundo, você já sabe essa matéria. Era você que estava 
lá dando F5 constantemente na página do Diário Oficial (ou do Fórum, conforme seu 
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nível de preguiça) para ver em primeira mão o edital de algum concurso (quem sabe 
até deste concurso aqui). 
2� TXH� p� R� HGLWDO"� ³(GLWDO� p� R� DWR� SHOR� TXDO� D� $GPLQLVWUDomR� divulga a 
abertura da concorrência, fixa os requisitos para participação, define o objeto 
e as condições básicas do contrato e convida a todos os interessados para 
que apresentem suas propostas´��(VVD�GHILQLomR�p�GD�PLQKD�TXHULGD�3URIHVVRUD�
de Direito Administrativo da Faculdade, que alguns de voFrV� FRQKHFHP� SRU� ³',�
3,(752´� 
Vou começar fazendo as comparações com o edital de concurso público, e 
depois vou falar do edital de licitação. Assim, pela familiaridade, você vai saber o 
que procurar. Quer ver? 
- divulga a abertura da concorrência: A Administração Pública procura uma 
competição justa, mas, mais ainda, deseja que o máximo de pessoas apareça para 
fazer propostas, pois assim, é mais provável que consiga a melhor oferta possível. 
Isto só é possível através de divulgação, para que todos saibam que aquela licitação 
vai acontecer, e em breve. 
Pense no seu edital deste concurso: todo mundo ficou sabendo que o 
concurso estava aberto por conta do edital. Não foi manda uma cartinha para 
nenhum apadrinhado comparecer em um concurso secreto. Tornou-se público que o 
seu concurso público seria realizado e TODO MUNDO ficou sabendo. 
Uma questão interessante é a seguinte: porque a definição doutrinária fala 
VREUH�³FRQFRUUrQFLD´"�$�ULJRU��D�IDVH�GH�DEHUWXUD�GR�HGLWDO�HVWi�YLQFXODGD�D�HVWH�WLSR�
específico de licitação. 
A licitação na modalidade concorrência é a mais ampla possível, permitindo a 
participação de praticamente qualquer interessado. E mais ainda, de maneira a 
garantir essa participação ampla, faz uso do edital. Caso estivéssemos tratando da 
modalidade GH� OLFLWDomR� ³convite´�� D� $GPLQLVWUDomR� 3~EOLFD� PDQGDULD� R� TXH�
FKDPDPRV� GH� ³carta-convite´� SDUD� WUrV� SRWHQFLDLV� IRUQHFHGRUHV�� H� DIL[DULD� QR�
quadro de avisos da repartição um informe para os demais. 
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Veja que a carta-convite é diretamente direcionada a alguns fornecedores. 
No caso da concorrência, é na base do edital mesmo . 
- fixa os requisitos para participação: No caso do edital de concurso 
público, lá encontramos disposições a respeito da idade mínima, quitação das 
obrigações eleitorais e militares, nível de escolaridade exigido e afins. 
Para o nosso edital de licitação, a coisa não muda em absolutamente nada. A 
Administração Pública possui algumas exigências a serem cumpridas por aqueles 
que desejam com ela contratar. 
Estes requisitos são verificados atrDYpV�GH�XPD�IDVH�FKDPDGD�³KDELOLWDomR´��
no qual a AdministraçãoPública deseja ver cumpridos os seguintes requisitos: 
Art. 27. Para a habilitação nas licitações exigir-se-á dos 
interessados, exclusivamente, documentação relativa a: 
I - habilitação jurídica; 
II - qualificação técnica; 
III - qualificação econômico-financeira; 
IV ± regularidade fiscal e trabalhista; (Redação dada pela Lei 
nº 12.440, de 2011) (Vigência) 
 
- define o objeto e as condições básicas do contrato: Aqui vale a máxima: 
o edital é a lei da licitação. O que estiver contido no edital deve ser seguido 
rigorosamente, sob pena de nulidade de todo o procedimento. Isso está muito nítido 
no artigo 3º da Lei 8666/1993: 
Art. 3º A licitação destina-se a garantir a observância do princípio 
constitucional da isonomia, a seleção da proposta mais vantajosa 
para a administração e a promoção do desenvolvimento nacional 
sustentável e será processada e julgada em estrita conformidade 
com os princípios básicos da legalidade, da impessoalidade, da 
moralidade, da igualdade, da publicidade, da probidade 
administrativa, da vinculação ao instrumento convocatório, do 
julgamento objetivo e dos que lhes são correlatos 
 
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Desta forma, nem o particular que aceitou participar da licitação, nem a 
própria Administração Pública, que já manifestou a sua vontade através do edital, 
poderão mudar de ideia depois. 
Sim, nem mesmo a Administração Pública. Lembre-se de que a licitação 
busca um fim bastante peculiar: a assinatura de um contrato, representando direitos 
e obrigações de ambas as partes. A Administração Pública precisa de algum bem 
ou material, e para isso, contrata com o particular. Mas não se pode mudar as 
regras do jogo no meio do caminho e isso não é direito concedido nem mesmo à 
Administração Pública. 
É a mesma ideia de um contrato de fornecimento: o fornecedor fez 
preparativos para atender ao pedido da empresa, cumprir os prazos e ainda tirar 
uma margem de lucro da operação. Se as regras ficarem mudando, essa 
expectativa se frustra. 
Contudo, a Lei de Licitações abriu uma brecha que permite a alteração 
posterior dos contratos firmados entre Administração Pública e contratante: 
Art. 65. Os contratos regidos por esta Lei poderão ser 
alterados, com as devidas justificativas, nos seguintes casos: 
I - unilateralmente pela Administração: 
a) quando houver modificação do projeto ou das 
especificações, para melhor adequação técnica aos seus 
objetivos; 
b) quando necessária a modificação do valor contratual em 
decorrência de acréscimo ou diminuição quantitativa de seu 
objeto, nos limites permitidos por esta Lei; 
II - por acordo das partes: 
a) quando conveniente a substituição da garantia de 
execução; 
b) quando necessária a modificação do regime de 
execução da obra ou serviço, bem como do modo de 
fornecimento, em face de verificação técnica da 
inaplicabilidade dos termos contratuais originários; 
c) quando necessária a modificação da forma de 
pagamento, por imposição de circunstâncias supervenientes, 
mantido o valor inicial atualizado, vedada a antecipação do 
pagamento, com relação ao cronograma financeiro fixado, sem 
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a correspondente contraprestação de fornecimento de bens ou 
execução de obra ou serviço; 
d) para restabelecer a relação que as partes pactuaram 
inicialmente entre os encargos do contratado e a 
retribuição da administração para a justa remuneração da 
obra, serviço ou fornecimento, objetivando a manutenção do 
equilíbrio econômico-financeiro inicial do contrato, na hipótese 
de sobrevirem fatos imprevisíveis, ou previsíveis porém de 
conseqüências incalculáveis, retardadores ou impeditivos da 
execução do ajustado, ou, ainda, em caso de força maior, caso 
fortuito ou fato do príncipe, configurando álea econômica 
extraordinária e extracontratual. (Redação dada pela Lei nº 
8.883, de 1994) 
§ 1o O contratado fica obrigado a aceitar, nas mesmas 
condições contratuais, os acréscimos ou supressões que 
se fizerem nas obras, serviços ou compras, até 25% (vinte 
e cinco por cento) do valor inicial atualizado do contrato, 
e, no caso particular de reforma de edifício ou de 
equipamento, até o limite de 50% (cinqüenta por 
cento) para os seus acréscimos. 
[...] 
 
Este é o trecho clássico, exigido em quase qualquer prova que exigia o tema 
de Licitações. Contudo, recomendo a leitura do artigo inteiro da Lei 8.666/1993. 
- convida a todos os interessados para que apresentem suas propostas: 
Este é tranquilo. É o bom e velho convite para que todos que quiserem participem 
do procedimento, tal como qualquer interessado na vaga deste concurso poderia se 
inscrever se assim o desejasse. 
Recomendo uma leitura pausada do artigo 40 da Lei 8666/1993. Ele possui 
todas as informações daquilo que deve constar em um edital. Eu normalmente 
reproduziria os artigos aqui, mas a aula se tornaria excessivamente longa. O que é 
verdadeiramente importante que você aluno tenha em mente é que qualquer inciso 
do artigo 40 pode ser encaixado dentro de uma dessas quatro funções coloridas: 
divulgação, fixação de requisitos, definição do objeto ou convite dos 
interessados. Pode ir lá tirar a prova . 
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9.3 Pregão 
Pregão também é modalidade de licitação. E porque não a coloquei lá no 
começo, junto das demais? 
1 ± Esta modalidade não está prevista na Lei 8666/1993, e sim na Lei 
10.520/2002, o que prejudicaria um pouco a coesão do curso. 
2- Seu edital pediu um tópico específico, então, é melhor que eu te dê um 
tópico específico 
O Pregão é uma espécie de leilão inverso, onde os participantes dão lances 
cada vez menores, até que se proclame um vencedor. Esta é a ideia geral, e é com 
estes olhos que você deve olhar os próximos itens. 
Comecemos: 
Art. 1º Para aquisição de bens e serviços comuns, poderá 
ser adotada a licitação na modalidade de pregão, que será 
regida por esta Lei. 
Parágrafo único. Consideram-se bens e serviços comuns, 
para os fins e efeitos deste artigo, aqueles cujos padrões de 
desempenho e qualidade possam ser objetivamente definidos 
pelo edital, por meio de especificações usuais no mercado. 
Art. 2º (VETADO) 
§ 1º Poderá ser realizado o pregão por meio da utilização de 
recursos de tecnologia da informação, nos termos de 
regulamentação específica. 
[...] 
Primeira lição: pregão serve para aquisição de bens e serviços comuns. 
Embora a lei defina o que é um bem ou serviço comum, esqueça aquilo e 
pense nisso: um bloco de folhas de sulfite. 
Dá para fixar objetivamente padrões de desempenho e qualidade? Bom, eu 
consigo colocar no edital que o objeto do pregão será a aquisição de folhas sulfite, 
brancas, próprias para impressão em impressora laser, tamanho A4? São 
critérios objetivos. 
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Por outro lado, fazer um pregão para apresentação de uma cantora que seja 
bonita e cante bem não é possível, pois são atributos subjetivos, dependendo da 
opinião de quem observa o objeto. 
Como não estamos em Direito Administrativo, não vou marretar vocês com 
todas as minúcias do tema. É improvável que algo muito profundo vá cair em ARM, 
quando a banca poderia muito bem passar por cima de vocês em Direito 
Administrativo. 
Mas você vai sair daqui sabendo o necessário. 
O Pregão costuma ser dividido em duas fases: a fase interna (ou 
preparatória, anterior à abertura do procedimento ao público) e a fase externa (a 
partir da publicação do edital). 
A fase interna busca o seguinte: 
Art. 3º A fase preparatória do pregão observará o seguinte: 
I - a autoridade competente justificará a necessidade de 
contratação e definirá o objeto do certame, as exigências 
de habilitação, os critérios de aceitação das propostas, as 
sanções por inadimplemento e as cláusulas do contrato, 
inclusive com fixação dos prazos para fornecimento; 
II - a definição do objeto deverá ser precisa, suficiente e clara, 
vedadas especificações que, por excessivas, irrelevantes ou 
desnecessárias, limitem a competição; 
[...] 
Veja que estes passos são, inclusive, comuns a todos os procedimentos 
licitatórios. Só que a Lei 10.520/2002 resolveu deixá-los bem clara. Só ressalto que 
aqui não há nenhuma peculiaridade desta modalidade em relação às demais. 
E a fase externa? Veja só: 
Art. 4º A fase externa do pregão será iniciada com a convocação dos 
interessados e observará as seguintes regras: [...]. 
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O artigo 4º é um primor de detalhamento. Reproduzi-lo aqui é desnecessário, 
além de extremamente chato. Apenas chamo a sua atenção a uma casca de 
banana, eternizada pelas bancas de concurso: 
VII - aberta a sessão, os interessados ou seus representantes, 
apresentarão declaração dando ciência de que cumprem 
plenamente os requisitos de habilitação e entregarão os 
envelopes contendo a indicação do objeto e do preço 
oferecidos, procedendo-se à sua imediata abertura e à 
verificação da conformidade das propostas com os requisitos 
estabelecidos no instrumento convocatório; 
Não existe disposição semelhante na Lei 8666/1993. E por quê? Porque no 
pregão, a fase de habilitação é posterior à fase de competição, o que não ocorre 
nas modalidades de licitação da Lei 8666/1993. 
Por que isso faz alguma diferença? 
Pense no seguinte: em uma licitação "normal", eu coletaria todos os 
envelopes contendo a comprovação da habilitação dos licitantes, abriria um por um 
e opinaria pela comprovação ou não dos requisitos para participar. Isso leva 
bastante tempo, fora o fato de que a decisão que delibera pela não habilitação do 
licitante comporta recurso (o que quer dizer mais tempo gasto). 
Sabendo disso, o Pregão tenta ser mais ágil. O pregoeiro só irá olhar os 
envelopes de habilitação DEPOIS de terminada a fase de competição. Mas aqui 
vem a grande sacada: ele só precisa abrir o envelope do vencedor. Menos 
documentos para olhar, menos tempo perdido. Se o licitante não cumprir os 
requisitos, o objeto da licitação não lhe será adjudicado, e se passa ao segundo 
lugar. 
Reforço que isto não está nem perto de ser um curso satisfatório de Direito 
Administrativo, mas você saiu daqui sabendo o que precisa saber para 
Administração de Recursos Materiais . O dia que seu professor for agraciado com a 
oportunidade de ministrar aquele curso, nós vamos perder bem mais tempo aqui . 
E por fim, reproduzo algumas peculiaridades do procedimento do Pregão que 
você deve ter em mente, caso não tenha tempo de dar uma lida na lei: 
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VIII - no curso da sessão, o autor da oferta de valor 
mais baixo e os das ofertas com preços até 10% (dez por 
cento) superiores àquela poderão fazer novos lances 
verbais e sucessivos, até a proclamação do vencedor; 
IX - não havendo pelo menos 3 (três) ofertas nas 
condições definidas no inciso anterior, poderão os autores 
das melhores propostas, até o máximo de 3 (três), oferecer 
novos lances verbais e sucessivos, quaisquer que sejam 
os preços oferecidos; 
X - para julgamento e classificação das propostas, 
será adotado o critério de menor preço, observados os 
prazos máximos para fornecimento, as especificações 
técnicas e parâmetros mínimos de desempenho e 
qualidade definidos no edital; 
Para Administração de Recursos Materiais, o conteúdo deste item é 
suficiente para responder as questões. Caso queiram ir mais longe, neste caso eu 
sugeriria um Manual de Direito Administrativo ou, ao menos, um curso da disciplina. 
. 
9.4 Disposições específicas sobre Compras Públicas 
Tudo que nós vimos até agora tem a ver com compras públicas. Só que a Lei 
de Licitações tem um capítulo próprio sobre o assunto, mostrando algumas 
especificidades do processo quando o comprador é a Administração Pública. 
Estes tópicos vêm caindo com frequência crescente em prova, então, já sabe 
né? 
Vamos ver o que temos: 
Art. 14. Nenhuma compra será feita sem a adequada 
caracterização de seu objeto e indicação dos recursos 
orçamentários para seu pagamento, sob pena de nulidade 
do ato e responsabilidade de quem lhe tiver dado causa. 
 
E começamos bem o dia. Lá no setor de compras de uma empresa, a 
preocupação com a caracterização do objeto era típica dos setores que efetuavam 
compras (dizer ao fornecedor exatamente o que se deseja). 
Só que agora você está falando de um órgão público, e órgão público quer 
tudo discriminado em orçamento. Quem efetuará a compra precisa também apontar 
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de onde estão saindo os recursos (públicos, é bom que se adiante) para que aquela 
compra seja possível, do contrário, o ato é nulo! E o servidor responsável vai ter de 
explicar a patinada. 
Que mais que devemos saber? 
Art. 15. As compras, sempre que possível, deverão: 
I - atender ao princípio da padronização, que imponha 
compatibilidade de especificações técnicas e de 
desempenho, observadas, quando for o caso, as condições 
de manutenção, assistência técnica e garantia oferecidas; 
Você está indo para um templo da burocracia . Se até o formulário é 
padronizado em uma repartição, é normal que ela prestigie essa característica. Fora 
isto, não podemos comprar bens que não sirvam ao propósito a que se destinam, ou 
que possuam desempenho abaixo do necessário. 
E, lógico, assistência técnica, garantia, e condições de manutenção são 
coisas que todo consumidor gosta, inclusive a Administração. 
II - ser processadas através de sistema de registro de 
preços; 
O Registro de Preços consiste em uma listagem de preços que a 
Administração Pública dispõe para efetuar suas contratações. Imagine que a 
Administração efetuou uma concorrência para que os participantes competissem 
pelo próprio registro de seus preços nos sistemas do órgãopúblico. 
A partir deste momento, o beneficiário do registro tem uma prerrogativa: 
sempre que, em igualdade de condições, a Administração Pública puder contratar o 
objeto tanto do beneficiário do registro quanto de outro eventual contratante, deverá 
efetuar a contratação com o beneficiário. 
Entenda: a Administração Pública não está obrigada a contratar o beneficiário 
sempre que precisar do objeto. Poderá muito bem efetuar uma licitação para o 
fornecimento de determinado bem ou material, e quem sabe até obter um preço 
mais barato pelo objeto. 
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Contudo, caso o preço seja igual, o beneficiário tem direito a exigir que seja 
ele o fornecedor. Obviamente, quando houver registro de preços, eventuais 
licitações realizadas não poderão ter um objeto mais caro do que o constante do 
registro, afinal de contas, já existe um fornecedor disposto a ofertar o bem por um 
valor menor. 
Já podemos adiantar alguns dos parágrafos do artigo: 
§ 1o O registro de preços será precedido de ampla 
pesquisa de mercado. 
§ 2o Os preços registrados serão publicados trimestralmente 
para orientação da Administração, na imprensa oficial. 
Veja que o objetivo aqui não é criar uma reserva de mercado para o 
beneficiário, e sim, sempre obter a proposta mais vantajosa para a Administração. 
O preço é fixado depois de ampla pesquisa de mercado, buscando garantir 
TXH�DTXHOH�SUHoR�p�UHDOPHQWH�XP�³SUHoR�MXVWR´�� 
E o sistema de preços tem um benefício adicional, apontado no parágrafo 2º: 
ele serve de guia para Administração Pública, garantindo que as ofertas dos 
licitantes não serão manifestamente superiores aos preços praticados em mercado. 
Os órgãos públicos encontram-se livres parar criar seus registros de preços, 
entretanto, as disposições seguintes consistem no mínimo que deve ser observado: 
§ 3o O sistema de registro de preços será regulamentado por 
decreto, atendidas as peculiaridades regionais, observadas as 
seguintes condições: 
 
I - seleção feita mediante concorrência; 
 
II - estipulação prévia do sistema de controle e atualização 
dos preços registrados; 
 
III - validade do registro não superior a um ano. 
 
Muito cuidado aqui! Repare que o parágrafo 3º foi extraído da Lei 8.666/1993 
e assim, antes da edição da edição da Lei 10.520/2002. Assim, não havia como 
constar disposição expressa quanto ao pregão no texto da época. 
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Com o advento da Lei 10.520/2002, o artigo 11 deixou claro que a seleção 
para o Registro de Preços também poderia ser feita por pregão, desde que as 
compras e contratações se tratassem de bens e serviços comuns, como estudado 
anteriormente: 
Art. 11. As compras e contratações de bens e serviços 
comuns, no âmbito da União, dos Estados, do Distrito Federal 
e dos Municípios, quando efetuadas pelo sistema de registro 
de preços previsto no art. 15 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 
1993, poderão adotar a modalidade de pregão, conforme 
regulamento específico 
 
E só porque o registro existe, a Administração Pública não está obrigada a 
efetuar as contratações. O Registro existe para facilitar este trabalho, como já 
vimos, mas nem por isso força a Administração a contratar objetos: 
 
§ 4o A existência de preços registrados não obriga a 
Administração a firmar as contratações que deles poderão 
advir, ficando-lhe facultada a utilização de outros meios, 
respeitada a legislação relativa às licitações, sendo 
assegurado ao beneficiário do registro preferência em 
igualdade de condições. 
 
Pois bem, as compras precisam, quando possível, ser padronizadas e 
obedecer a um registro de preços. Que mais? 
III - submeter-se às condições de aquisição e pagamento 
semelhantes às do setor privado; 
As compras públicas não podem ser um universo à parte daquilo que é 
praticado em mercado. Se a Administração Pública praticar condições de aquisição 
muito rígidas e pagamento muito abaixo do preço de mercado, ninguém se 
interessará em fornecer os bens que ela precisa. Se for muito acima do preço de 
mercado, todo mundo vai querer tirar uma casquinha do dinheiro público do 
contribuinte, o que é péssimo para qualquer país. 
IV - ser subdivididas em tantas parcelas quantas 
necessárias para aproveitar as peculiaridades do mercado, 
visando economicidade; 
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Aqui você pode pensar em um contrato de fornecimento de gêneros 
alimentícios. Se a empresa fornecer todos os alimentos que a repartição pública 
precisa por um ano, estes alimentos provavelmente perecerão, já que não há onde 
guardá-los. 
Outro cenário possível seria o da compra de um bem cujo preço sabidamente 
oscila ao longo do ano. Se a repartição vai precisar dele o ano todo, talvez seja 
melhor fazer pequenas compras ao longo do período, para aproveitar as melhores 
vantagens do mercado. 
Não confunda isso com a vedação ao fracionamento do contrato. Fracionar o 
contrato é sempre possível, contudo, a modalidade de licitação obrigatória 
dependerá do valor TOTAL da aquisição. 
V - balizar-se pelos preços praticados no âmbito dos 
órgãos e entidades da Administração Pública. 
Você já viu boa parte dos parágrafos quando falamos sobre registro de 
preços. Vamos pulá-los agora. 
Reforçando: Só porque o registro existe, a Administração Pública não está 
obrigada a efetuar as contratações. O Registro existe para facilitar este trabalho, 
como já vimos, mas nem por isso força a Administração a contratar objetos: 
 
§ 4o A existência de preços registrados não obriga a 
Administração a firmar as contratações que deles poderão 
advir, ficando-lhe facultada a utilização de outros meios, 
respeitada a legislação relativa às licitações, sendo 
assegurado ao beneficiário do registro preferência em 
igualdade de condições. 
 
 
E agora que você já sabe para o que serve, está pronto para as disposições 
seguintes, de caráter operacional do registro de preços: 
§ 5o O sistema de controle originado no quadro geral de 
preços, quando possível, deverá ser informatizado. 
 
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§ 6o Qualquer cidadão é parte legítima para impugnar preço 
constante do quadro geral em razão de incompatibilidade 
desse com o preço vigente no mercado. 
 
Pois bem, o próximo parágrafo é essencial!!! 
 
§ 7o Nas compras deverão ser observadas, ainda: 
 
I - a especificação completa do bem a ser adquiridos em 
indicação de marca; 
 
II - a definição das unidades e das quantidades a serem 
adquiridas em função do consumo e utilização prováveis, 
cuja estimativa será obtida, sempre que possível, mediante 
adequadas técnicas quantitativas de estimação; 
 
III - as condições de guarda e armazenamento que não 
permitam a deterioração do material.É isso mesmo que você leu! O sujeito responsável pelas compras ainda vai 
ter de ficar pensando nas condições de guarda e armazenamento dos materiais, 
função típica do setor de almoxarifado. Ensinei-te errado? NÃO! 
Mas você está olhando o maravilhoso mundo da Administração Pública, e 
neste caso, um servidor bastante especial: o agente de compras. Do ponto de vista 
da Administração Pública, não basta só especificar o bem e definir suas unidades. 
Deve, necessariamente, haver preocupação com o armazenamento do material. 
O órgão que fará a compra, e o servidor responsável pela licitação precisa 
pensar também em como vai guardar o material. Guarde isto! 
 
§ 8o O recebimento de material de valor superior ao limite 
estabelecido no art. 23 desta Lei, para a modalidade de 
convite, deverá ser confiado a uma comissão de, no 
mínimo, 3 (três) membros. 
 
O limite a que alude o artigo são os seguintes: 
Art. 23. As modalidades de licitação a que se referem os 
incisos I a III do artigo anterior serão determinadas em função 
dos seguintes limites, tendo em vista o valor estimado da 
contratação: 
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I - para obras e serviços de engenharia: 
 
a) convite - até R$ 150.000,00 (cento e cinqüenta mil reais) 
 
[...] 
 
I - para compras e serviços não referidos no inciso anterior 
[outros]: 
 
a) convite - até R$ 80.000,00 (oitenta mil reais); 
 
[...] 
 
Se a compra for feita acima destes valores, a entrega do objeto deve ser feita 
a uma comissão de pelo menos três membros (para evitar que apenas um deles 
fique com a responsabilidade de efetuar o recebimento). 
Art. 16. Será dada publicidade, mensalmente, em órgão de 
divulgação oficial ou em quadro de avisos de amplo acesso 
público, à relação de todas as compras feitas pela 
Administração Direta ou Indireta, de maneira a clarificar a 
identificação do bem comprado, seu preço unitário, a 
quantidade adquirida, o nome do vendedor e o valor total da 
operação, podendo ser aglutinadas por itens as compras feitas 
com dispensa e inexigibilidade de licitação.(Redação dada pela 
Lei nº 8.883, de 1994) 
 
Parágrafo único. O disposto neste artigo não se aplica aos 
casos de dispensa de licitação previstos no inciso IX do 
art. 24. 
 
Última peculiaridade: é necessário publicar mensalmente as compras 
efetuadas pela Administração Direta ou Indireta, com todas as informações ali 
descritas no artigo 16, com uma única exceção (que também é um caso de 
dispensa de licitação): 
IX - quando houver possibilidade de comprometimento da 
segurança nacional, nos casos estabelecidos em decreto do 
Presidente da República, ouvido o Conselho de Defesa 
Nacional 
 
Faz sentido: se a Administração Pública publicar, por exemplo, a relação de 
armamentos e blindados comprados pelo exército, bem como a compra de metais 
raros, específicos para produção de armamentos, provavelmente algumas 
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operações se veriam comprometidas (o "inimigo", o dia que existir, teria a sua 
disposição informação valiosa para o caso de uma guerra contra o Brasil). 
Despedida 
Agora sim terminou. Eu sei que não foi muito divertido, mas agora você pode 
dizer, sem dúvida alguma, que conhece todos os assuntos que serão cobrados na 
prova. Foi um enorme prazer tê-lo como meu aluno e só posso desejar que alcance 
os seus objetivos pretendidos. 
Lembre-se: você só precisa fazer uma prova direito. E mais nada. Mas com o 
esforço adequado, talvez você só precise fazer esta prova, e mais nenhuma 
Estarei disponível no fórum para dúvidas, até o dia da prova. Aceito 
sugestões de melhoramentos no curso, afinal, o maior interessado na aprovação é 
você. Se algum tema foi sacrificado em demasia em prol da didática (isto pode 
acontecer), ou se você acredita que falei uma bobagem monumental, ou deixei de 
dizer algo crucial para a aprovação dos alunos, por favor, me passe um email que 
corrigimos isso para ontem. 
Aos exercícios agora. Forte abraço. 
Questões Comentadas 
1.CESPE - SERPRO - 2008A alienação consiste na operação que transfere o 
direito de propriedade do material mediante venda, permuta ou doação. 
Comentário: Questão baseada no texto do Decreto 99.658/1990: 
Art. 3º Para fins deste decreto, considera-se: 
[...] 
IV - alienação - operação de transferência do direito de 
propriedade do material, mediante venda, permuta ou 
doação; 
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A assertiva transcreve o texto do inciso IV, na íntegra. Alienação, para os fins 
do referido decreto é qualquer transferência do direito de propriedade através de 
operações de venda, permuta ou doação. 
Item Certo 
2.CESPE - STF - 2008 Diz-se que um bem móvel classificado como material 
permanente está sujeito ao tombamento quando ele não pode ser alienado nem 
modificado, tampouco sua destinação alterada. 
Comentário: O critério para tombamento é diferente do sugerido pela 
assertiva: 
Bens Controlados: este é o material sujeito a tombamento propriamente 
dito. Seu valor monetário justifica um rigoroso controle sobre sua existência, e 
responsabilidade sobre sua guarda e conservação. 
Bens Relacionados: Material dispensado de tombamento. 
É o valor monetário do bem permanente que justifica a necessidade de 
tombamento. Tanto é verdade que mesmo os bens dominicais (sujeitos, por tanto, a 
alienação) devem ser tombados quando seu valor monetário justificar controle 
rigoroso sobre sua existência. 
Item Errado. 
3. IADES - CFA -2010Assinale a alternativa que define a cessão de um 
material pertencente do patrimônio de uma instituição. 
a) Ocorre quando materiais são entregues na organização com a 
transferência gratuita de posse e direito de uso. 
b) Ocorre quando os materiais são produzidos no próprio órgão. 
c) Cessão é a troca de materiais ocorrida entre organizações e que tenham o 
mesmo valor comum. 
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d) Cessão é a mesma coisa que aquisição remunerada de material com a 
utilização de recursos orçamentários disponíveis na organização. 
Comentário: Relembremos o texto do Decreto 99.658/1990: 
Art. 3º Para fins deste decreto, considera-se: 
[...] 
III - cessão - modalidade de movimentação de material do 
acervo, com transferência gratuita de posse e troca de 
responsabilidade, entre órgãos ou entidades da 
Administração Pública Federal direta, autárquica e 
fundacional do Poder Executivo ou entre estes e outros, 
integrantes de qualquer dos demais Poderes da União; 
[...] 
Conforme sugere a letra a), a cessão ocorre quando há transferência gratuita 
da posse de determinado material (consequentemente, haverá transferência 
também do direito de uso). Mas preste atenção: há cessão só ocorre quando essa 
transferência,além de gratuita, ocorrer entre órgãos da Administração Pública ou de 
outros poderes da União. 
Letra a) 
4. FCC - Sergipe Gás S.A. -2010O processo realizado pela instituição a fim 
de cumprir a legislação e manter em dia as informações patrimoniais é denominado 
a) Recolhimento. 
b) Redistribuição. 
c) Cadastramento 
d) Inventário físico. 
e) Alienação 
Comentário: "Manter em dia as informações patrimoniais"... Hum, isto 
significa atualizar os sistemas da entidade, a fim de que reflitam a posição do 
inventário em um dado instante. 
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Ora, vimos em aula que é justamente isto que o inventário busca fazer: 
O inventário consiste no levantamento físico ou contagem dos materiais 
para que os dados obtidos sejam comparados ao registro efetuado pela 
instituição. 
Desta forma, inventariar os bens significa certificar-se de que as 
informações constantes no controle da instituição refletem a realidade. 
Letra d) 
5. IADES - CFA - 2010 Assinale a alternativa que apresenta vantagem da 
gestão de inventário e controle de estoque em uma organização. 
a) Gestão de inventário e controle de estoque são necessários para manter 
baixos custos de capital e manutenção das linhas de produção. 
b) A gestão de inventário permite reduzir os custos no processo de vendas, 
por meio da otimização de rotas. 
c) Uma das vantagens é a negociação com os fornecedores em bases 
favoráveis, uma vez que os estoques estarão abarrotados. 
d) A efetiva gestão do inventário possibilitará ganhos de escala na produção, 
por meio da automatização dos processos de compra e controle de estoques. 
Comentário: Essa é uma questão bastante interessante. Vamos pensar um 
pouquinho 
A empresa gerencia seu inventário e controla estoques para ter certeza de 
que os bens e mercadorias ali constantes permanecem com as características de 
quando foram adquiridos e também para assegurar-se de que as informações dos 
sistemas estão atualizadas. 
Ora, ao fazer isso, ela consegue gerir seu estoque com o máximo de 
eficiência, já que só terá de fazer compras estritamente necessárias ao seu 
funcionamento. 
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Pois bem, podemos descartar a letra b) já que a adoção do inventário em 
nada afetará as rotas adotadas para entrega dos produtos aos clientes, não tendo 
impacto sobre o processo de vendas. 
A letra c) também é um absurdo, pois a gestão do inventário não implica, por 
si só, abarrotar os estoques de materiais. Aliás, a adoção de uma gestão de 
inventário eficiente provavelmente levará a uma redução dos estoques. 
A letra d) também faz uma conclusão maluca: automatizar processos de 
compra e controlar os estoques realmente pode ter impacto na produção, contudo, o 
inventário tem um objetivo bem mais humilde: verificar as informações dos registros 
da empresa e a realidade. Isto não implicará, por si, em ganhos de escala na 
produção. 
Só nos restou a letra a): o controle de estoques e a gestão do inventário 
reduzem os custos de capital (pois a empresa poderá reduzir o número de materiais 
estocados mantendo o mesmo nível de serviço) sem permitir que essa redução 
impacte no suprimento da produção. 
Quer ver um exemplo simples: se temos uma gestão de inventário eficiente, o 
gestor pode confiar nos registros a ponto de saber quando seu estoque está baixo 
(ao invés de ser surpreendido com o estoque zerado e uma informação 
ultrapassada no sistema). Com isto, pode comprar exatamente aquilo que é 
necessário para a produção, sem excedentes. Se não puder confiar no registro, é 
provável que tenha de comprar mais material (pois a informação pode estar 
desatualizada) e antes do tempo (pelo mesmo motivo), aumentando o capital 
imobilizado inutilmente. 
Letra a) 
6. CESPE -Câmara dos Deputados - 2012 A interdependência dos 
componentes patrimoniais, o conteúdo econômico avaliável em moeda dos bens 
que compõem o patrimônio bem como a vinculação do conjunto patrimonial a 
entidade que vise determinado fim constituem requisitos básicos para que um 
conjunto de bens, direitos e obrigações seja considerado patrimônio. 
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Comentário: Olha uma definição maravilhosa de patrimônio aí, fornecida por 
uma banca de concurso. Vamos olhar ponto por ponto: 
- A interdependência dos componentes patrimoniais: os elementos do 
patrimônio relacionam-se entre si. Um empréstimo realizado em uma instituição 
financeira (obrigação) pode muito bem fornecer dinheiro para a aquisição de uma 
máquina para o processo produtivo (bem), que produzirá camisas que serão 
vendidas para o cliente que resolveu parcelar a compra (gerando um direito de 
receber dinheiro para a empresa); 
- O conteúdo econômico avaliável em moeda dos bens que compõem o 
patrimônio: Estudamos nas aulas passadas que o patrimônio é o conjunto de bens, 
direitos e obrigações avaliáveis em pecúnia (moeda). Não existe nada no patrimônio 
que não possa ser avaliado em moeda. 
- Vinculação do conjunto patrimonial a entidade que vise determinado 
fim: Patrimônio tem dono. Todos aqueles bens, direitos e obrigações pertencem a 
alguém (pessoa ou entidade) que tem algum objetivo a ser atingido por meio desse 
conjunto patrimonial. Nem que esta "entidade" seja você, cujo objetivo seja o de 
sobreviver até o fim do dia . 
Tudo que a assertiva mencionou é requisito para que eu realmente possa 
reconhecer uma massa de bens, direitos e obrigações como um patrimônio. 
Digamos que as características são os elementos de coesão. 
Item Certo. 
7. CESPE - Câmara dos Deputados - 2012São inalienáveis, enquanto 
empregados no serviço público, os bens de uso especial, embora possam ser 
contabilizados no ativo, inventariados e avaliados. 
Comentário: Os bens públicos só podem ser alienados em prol do interesse 
público. E a princípio, se foram adquiridos, é porque a sua utilização e manutenção 
são mais interessantes ao poder público do que o valor monetário que representam 
(fosse de outro modo, não precisariam ser adquiridos). 
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Relembremos da classificação do Direito Civil: 
Bens de uso comum do povo: São bens de uso geral, que podem ser 
utilizados livremente por todos os indivíduos. A praça aonde você vai é um bem 
público que pode ser utilizado por qualquer pessoa, sem necessidade de 
autorização. 
Bens de uso especial: São aqueles nos quais são prestados serviços 
públicos, tais como hospitais públicos, escolas e aeroportos. Sua característica 
principal é a que, embora públicos, o acesso às instalações pode ser 
restringido a pessoas autorizadas. 
Por exemplo: a repartição onde você irá trabalhar embora seja um bem 
público, não autorizaa qualquer pessoa a possibilidade de entrar em qualquer sala 
da unidade. 
Bens dominicais: São bens públicos que não possuem destinação 
definida, e desta forma, são passíveis de alienação. 
Pois bem, nenhuma destas características impede a contabilização, 
avaliação e inventário destes bens. Aliás, é extremamente recomendável que tais 
bens sejam controlados. 
Item Certo. 
8. CESPE - STM - 2010 Compras e doações são as únicas origens de 
recebimento de bens patrimoniais nos órgãos sistêmicos. 
Comentário: Pelo amor de Deus. Dificilmente alguma coisa é a única coisa 
possível de ser algo . 
([SUHVV}HV� FRPR� ³VHPSUH´�� ³QXQFD´�� ³~QLFR´�� ³WRGRV´�� ³QHQKXP´� TXDVH�
VHPSUH��Mi�TXH�QmR�H[LVWH�³VHPSUH´��LQYDOLGDP�D�DOWHUQDWLYD�� 
E aqui não é diferente. Vamos olhar para o texto do Decreto 99.658/1990 e 
ver se tem algum outro exemplo por lá: 
Art. 3º Para fins deste decreto, considera-se: 
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[...] 
III - cessão - modalidade de movimentação de material do 
acervo, com transferência gratuita de posse e troca de 
responsabilidade, entre órgãos ou entidades da Administração 
Pública Federal direta, autárquica e fundacional do Poder 
Executivo ou entre estes e outros, integrantes de qualquer dos 
demais Poderes da União; 
IV - alienação - operação de transferência do direito de 
propriedade do material, mediante venda, permuta ou doação; 
 
E isto para ficar apenas no decreto . 
Item Errado. 
9. COPEVE - Prefeitura de Penedo - 2010 - O controle de materiais 
utilizados em uma repartição pública obedece ao conjunto de competências do 
responsável pelo setor. O controle deve ser capaz de identificar a qualquer 
momento as opções abaixo relacionadas, excetuando-se: 
a) quantidades a disposição. 
b) devoluções feitas ao fornecedor. 
c) necessidades específicas de aquisição. 
d) compras recebidas. 
e) compras aceitas. 
Comentário: O ilustre servidor do almoxarifado é um guardião. Ele é capaz 
de dizer a qualquer instante o que está em seu poder naquela sala. Mas ele não faz 
ideia do porque e nem para que serve aquilo que ele guarda. 
Assim sendo, ele não conhece as necessidades que conduziram à aquisição 
daquele item. Se alguém pedir meio quilo de plutônio, nosso encarregado saberá: 
- Quantos quilos de plutônio ainda estão à disposição (letra a certa) 
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- Quantos quilos de plutônio foram devolvidos porque, na verdade, eram 
urânio e o pedido veio errado (letra b certa) 
- Quantos quilos de plutônio foram entregues (letra d certa) 
- Quantos quilos de plutônio foram aceitos, pois conferiam com as 
características solicitadas (letra e certa) 
Mas ele não sabe se você solicitou a aquisição do plutônio como peso de 
papel (plutônio é um metal ) ou para montar uma bomba. Simplesmente não é o 
trabalho dele saber. 
Letra c) 
10. CESPE -TJ-AL - 2012 Na gestão patrimonial, o registro das 
características e das quantidades determinadas pelo levantamento consiste na 
etapa de inventário denominada: 
a) Grupamento. 
b) Mensuração 
c) Arrolamento 
d) Avaliação 
e) Identificação 
Comentário: Vamos rever todas as etapas do inventário: 
Levantamento: É a coleta de dados sobre todos os elementos do 
patrimônio. 
Nesta etapa, se determinada o que irá ser contado e procede-se à contagem, 
em três sub etapas: 
- Identificação: Verificação das características dos elementos do 
patrimônio a serem inventariados, para posterior agrupamento por semelhança; 
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- Agrupamento: Junção dos elementos identificados conforme sua 
semelhança, para ficar mais fácil de contá-los. 
- Mensuração: É a contagem, o inventário em si. Nesta etapa será 
determinada quantidade de bens existentes na entidade. 
Depois do levantamento, seguem-se as atividades de: 
Arrolamento: Registro das informações levantadas. 
Tombamento. É uma fase que nós já vimos. Também é um registro, mas 
não de informações, mas do próprio bem que compõe o patrimônio da 
entidade. 
E como todo bem patrimonial é suscetível de avaliação monetária, passamos 
à última fase, que é a da: 
Avaliação: compreende a aferição do valor monetário do bem. Sem a 
avaliação, o arrolamento só serve para controlar a existência do bem, mas tal 
registro não poderá ser utilizado na contabilidade da entidade. 
Letra c) 
11. CESPE - Câmara dos Deputados - 2012Para o inventário de material 
permanente, deve-se considerar o material cuja vida útil estimada seja superior a 
dois anos. 
Comentário: Perfeita a definição de material permanente. Seu uso contínuo 
não descaracteriza sua substância, e sua vida útil é estimada em mais de dois anos. 
Item correto. 
12. CESPE - Câmara dos Deputados - 2012O arrolamento, uma das fases 
do inventário do patrimônio, consiste no registro das características e quantidades 
obtidas na fase do levantamento. 
Comentário: Relembremos as etapas do inventário: 
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Levantamento: É a coleta de dados sobre todos os elementos do 
patrimônio. 
Arrolamento: Registro das informações levantadas. 
Tombamento. É uma fase que nós já vimos. Também é um registro, mas 
não de informações, mas do próprio bem que compõe o patrimônio da 
entidade. 
E como todo bem patrimonial é suscetível de avaliação monetária, passamos 
à última fase, que é a da: 
Avaliação: compreende a aferição do valor monetário do bem. Sem a 
avaliação, o arrolamento só serve para controlar a existência do bem, mas tal 
registro não poderá ser utilizado na contabilidade da entidade. 
Item Certo. 
13 CESPE - 2012 - IBAMA A atualização dos registros de controle 
orçamentário constitui objetivo do inventário físico. 
Comentário: Dá-se o nome de inventário à verificação ou confirmação da 
existência de bens na instituição. Este inventário pode se dar tanto sobre os 
materiais em estoque como sobre os bens patrimoniais da entidade. 
O propósito do inventário é simplesmente constatar se o bem ou material 
relacionado nos registros da instituição continua lá. Não está nem de longe 
relacionado com objetivos orçamentários. 
Item Errado. 
14. CESPE - TJ-ES- 2011 Caso determinado item apresente duas contagens 
divergentes em um mesmo inventário, deve-se adotar como estoque físico a média 
aritmética entre os resultados das duas contagens, assumindo-se o número inteiro 
imediatamente inferior. 
Comentário: Trapaceiros . 
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Se a primeira conta não bateu com a segunda, isto significa que a 
contagem de ser refeita. 
(VWH� ³EHP� ERODGR´� GH� WLUDU� D� PpGLD� DFDED� GHVFDUDFWHUL]DQGR� D� GXSOD�
contagem, que tem justamente a finalidade de dimensionar a real situação dos bens 
e materiais, e não uma simples aproximação. 
Item Errado. 
15. COPEVE- UFAL - 2011 Em relação ao processo de inventário na 
administração pública, não é correto afirmar: 
a) na Administração Pública o inventário é obrigatório, pois a legislação 
estabelece que o levantamento geral de bens móveis e imóveis terá por base o 
inventário analítico de cada unidade gestora e os elementos da escrituração 
sintética da contabilidade. 
b) a fim de manter atualizados os registros dos bens patrimoniais, bem como 
a responsabilidade dos setores onde se localizam tais bens, a Administração 
Pública deve proceder ao inventário mediante verificações físicas pelo menos uma 
vez a cada cinco anos. 
c) na Administração Pública, o inventário é entendido como o arrolamento 
dos direitos e comprometimentos da Fazenda Pública, feito periodicamente, com o 
objetivo de se conhecer a exatidão dos valores que são registrados na contabilidade 
e que formam o Ativo e o Passivo ou, ainda, com o objetivo de apurar a 
responsabilidade dos agentes sob cuja guarda se encontram determinados bens. 
d) é um instrumento de controle para verificação dos saldos de estoques nos 
almoxarifados e depósitos, e da existência física dos bens em uso no órgão ou 
entidade, informando seu estado de conservação, e mantendo atualizados e 
conciliados os registros do sistema de administração patrimonial e os contábeis, 
constantes do sistema financeiro. 
e) os inventários na Administração Pública devem ser levantados não apenas 
por uma questão de rotina ou de disposição legal, mas também como medida de 
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controle, tendo em vista que os bens nele arrolados não pertencem a uma pessoa 
física, mas ao Estado, e precisam estar resguardados quanto a quaisquer danos. 
Comentário: Não existe uma regra específica dizendo quantas vezes uma 
entidade deve realizar o inventário. Vai das particularidades de cada caso, podendo 
ir desde diariamente até "nunca" 
Contudo, tem-se certo consenso em sugerir que o inventário seja feito ao 
menos uma vez por ano, de forma a permitir que a informação dos registros esteja 
atualizada na entrada do exercício. A sugestão da letra b) é um ultraje à 
organização . 
Letra b) 
16. CESPE - Câmara dos Deputados- 2012Uma das formas viáveis de 
alienação de um bem público inservível em almoxarifado é sua doação a uma 
organização pública ou privada, que poderá utilizá-lo para qualquer fim, exigindo-se 
que a definição do bem como inservível seja atestada por comissão nomeada 
especificamente para esse fim. 
Comentários: Mais uma questão extraída do Decreto 99.658/1990. Primeiro: 
os materiais inservíveis podem ser: 
 Art. 3º Para fins deste decreto, considera-se: 
[...] 
Parágrafo único. O material considerado genericamente 
inservível, para a repartição, órgão ou entidade que detém 
sua posse ou propriedade, deve ser classificado como: 
a) ocioso - quando, embora em perfeitas condições de uso, 
não estiver sendo aproveitado; 
b) recuperável - quando sua recuperação for possível e 
orçar, no âmbito, a cinqüenta por cento de seu valor de 
mercado; 
c) antieconômico - quando sua manutenção for onerosa, ou 
seu rendimento precário, em virtude de uso prolongado, 
desgaste prematuro ou obsoletismo; 
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d) irrecuperável - quando não mais puder ser utilizado para 
o fim a que se destina devido a perda de suas características 
ou em razão da inviabilidade econômica de sua recuperação. 
Muito bem. E como podemos alienar este bem público inservível? 
Art. 15. A doação, presentes razões de interesse social, 
poderá ser efetuada pelos órgãos integrantes da 
Administração Pública Federal direta, pelas autarquias e 
fundações, após a avaliação de sua oportunidade e 
conveniência, relativamente à escolha de outra forma de 
alienação, podendo ocorrer, em favor dos órgãos e entidades a 
seguir indicados, quando se tratar de material: (Redação dada 
pelo Decreto nº 6.087, de 2007). 
I - ocioso ou recuperável, para outro órgão ou entidade da 
Administração Pública Federal direta, autárquica ou 
fundacional ou para outro órgão integrante de qualquer dos 
demais Poderes da União; (Redação dada pelo Decreto nº 
6.087, de 2007). 
II - antieconômico, para Estados e Municípios mais 
carentes, Distrito Federal, empresas públicas, sociedade de 
economia mista, instituições filantrópicas, reconhecidas de 
utilidade pública pelo Governo Federal, e Organizações da 
Sociedade Civil de Interesse Público; (Redação dada pelo 
Decreto nº 6.087, de 2007). 
III - irrecuperável, para instituições filantrópicas, 
reconhecidas de utilidade pública pelo Governo Federal, e as 
Organizações da Sociedade Civil de Interesse 
Público; (Redação dada pelo Decreto nº 6.087, de 2007). 
V - adquirido com recursos de convênio celebrado com Estado, 
Território, Distrito Federal ou Município e que, a critério do 
Ministro de Estado, do dirigente da autarquia ou fundação, seja 
necessário à continuação de programa governamental, após a 
extinção do convênio, para a respectiva entidade 
convenente;(Redação dada pelo Decreto nº 6.087, de 2007). 
V - destinado à execução descentralizada de programa federal, 
aos órgãos e entidades da Administração direta e indireta da 
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e aos 
consórcios intermunicipais, para exclusiva utilização pelo órgão 
ou entidade executora do programa, hipótese em que se 
poderá fazer o tombamento do bem diretamente no patrimônio 
do donatário, quando se tratar de material permanente, 
lavrando-se, em todos os casos, registro no processo 
administrativo competente. (Redação dada pelo Decreto nº 
6.087, de 2007). 
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Parágrafo único. Os microcomputadores de mesa, monitores 
de vídeo, impressoras e demais equipamentos de informática, 
respectivo mobiliário, peças-parte ou componentes, 
classificados como ociosos ou recuperáveis, poderão ser 
doados a instituições filantrópicas, reconhecidas de utilidade 
pública pelo Governo Federal, e Organizações da Sociedade 
Civil de Interesse Público que participem de projeto integrante 
do Programa de Inclusão Digital do Governo Federal. 
A princípio o bem pode ser doado a instituição pública (ocioso, recuperável 
ou antieconômico) ou privada (antieconômico e irrecuperável). Também não há 
estipulação da destinação do material doado. 
Mas, olha uma coisa interessante: 
Art. 19. As avaliações, classificação e formação de lotes, 
previstas neste decreto, bem assim os demais 
procedimentos que integram o processo de alienação de 
material, serão efetuados por comissão especial, instituída 
pela autoridade competente e composta de, no mínimo, 
três servidores integrantes do órgão ou entidadeinteressados. 
A comissão que define um bem como inservível não foi "especialmente 
constituída para este fim". Ela faz uma infinidade de outras coisas. É aqui que está o 
erro. 
Item Errado. 
17. CESPE - ABIN- 2010 O inventário, ou levantamento físico para 
verificação de estoques, deve ser realizado uma única vez ao final do ano fiscal, 
para fins de declaração do imposto de renda da empresa. 
Comentário: O inventário pode ser feito quantas vezes a instituição reputar 
válidas, e em qualquer época do ano. 
Lembra-se que o inventário rotativo se caracteriza justamente pela realização 
de diversos inventários ao longo do ano, a cada momento em uma área da 
instituição? 
Olha o trecho da aula: 
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Inventário Rotativo: o Inventário Geral é custoso para a instituição, pois 
paralisará as atividades da entidade. 
Para evitar estes males, existe o Inventário Rotativo. Nestes casos, haverá 
um cronograma periódico a se seguido, fazendo-se a contagem periódica 
(normalmente mês a mês) de cada área pretendida, de maneira que ao final do 
exercício, todas as áreas tenham sido inventariadas. 
A vantagem do método está justamente em não paralisar a atividade da 
instituição. 
O inventário rotativo tem mais uma vantagem. Caso a empresa combine 
algum método de classificação de materiais (por exemplo, a classificação ABC), é 
possível fazer com que alguns grupos de itens sejam verificados mais vezes 
do que outros. E como vimos no capítulo da Curva ABC, alguns poucos itens 
merecem mais atenção que outros muitos itens. 
Item Errado 
18. CESPE - MPU- 2010 Considere que o responsável pelo setor de estoque 
de certa organização pretenda adotar um método de inventário físico que permita 
que os artigos de alta rotatividade sejam contados com mais frequência que os de 
baixa rotatividade. Nessa situação, o responsável pelo referido setor deve adotar o 
método de inventário periódico. 
Comentário: Olha que legal, eu fiz essa questão na época que ela saiu . 
O que o examinador sugeriu logo acima é mais bem realizado com o 
inventário rotativo e não com o periódico. O inventário periódico se presta a efetuar 
a contagem do estoque todo, de maneira uniforme. 
Por outro lado, eu posso organizar o inventário rotativo de maneira que 
determinadas áreas e classes de itens sejam contadas mais vezes do que outras. 
 Essa é uma das finalidades da classificação ABC: selecionar os itens que 
merecem mais atenção do gestor de estoques. Desta forma, é perfeitamente 
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possível que o inventário rotativo preveja contagens 12 vezes ao ano para itens da 
classe A, e se contente com apenas duas contagens dos itens da classe C. 
Assim, se o responsável realmente quiser contar artigos de maior rotatividade 
com maior frequência, deverá adotar o inventário rotativo. 
Item Errado. 
19. CESGRANRIO - BACEN - 2010 Após o término do inventário físico dos 
itens em estoque, deve-se calcular um índice representativo da acurácia dos 
controles de movimentação de materiais da empresa. Considerando que foram 
inventariados 10.000 itens e encontrados 1.200 itens com divergências, o índice de 
acurácia desse estoque é de 
a) 12% 
b) 13,6% 
c) 76% 
d) 88% 
e) 94% 
Comentário: Fica tranquilo que dá pra resolver sem conta. 
O inventário contou 10.000 itens e identificou, durante a contagem, 1.200 
itens com divergência. 
$FXUiFLD�p�XPD�SDODYUD�TXH�VLJQLILFD�DOJR�PXLWR�SUy[LPR�GH�³QtYHO�GH�DFHUWR´��
Se 1.200 de 10.000 estavam errados, 12% do estoque divergia do registro. 
Por outro lado, os outros 88% estavam corretos, e os 88% são o nível de 
acurácia (NÃO OS 12%). 
Letra d). 
20. FCC - TRE-MS - 2007 Considere as afirmativas abaixo quanto ao 
inventário: 
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I. É a contagem física de todos os estoques da empresa, para que seja 
verificado se as quantidades efetivas correspondem aos controles registrados. 
II. O maior benefício do inventário é ter os estoques com as quantidades 
registradas corretamente. 
III. Quando se trabalha com volumes de estoques muito pequenos, a prática 
de inventário é mais onerosa que o benefício por ela proporcionado. 
IV. As divergências devem ser acertadas no sistema através de requisições 
para possibilitar a saída ou de pedidos para se aportar entradas. 
V. É necessário que durante o processo de inventário o atendimento seja 
paralisado, pois entradas e saídas comprometem as contagens. 
VI. É recomendável que o inventário seja coordenado pelo setor responsável 
pelo almoxarifado, pois os funcionários dominam as rotinas e conhecem os itens 
estocados. 
VII. É recomendável que seja dada atenção prioritária aos itens classificados 
como A, dentro do conceito de curva A, B, C. 
É correto o que se afirma APENAS em 
a) I, II e VII. 
b) II, V e VII. 
c) I, IV e VI. 
d) III, IV e V. 
e) IV, V e VII. 
Comentário: Vamos começar pelos casos mais absurdos. Se inventário deu 
divergência, esta divergência precisa ser registrada. Comprar mais bens para cobrir 
o saldo negativo é simplesmente subverter a ideia por trás do inventário, que é a de 
controlar os bens e itens que já existem na instituição. O item IV está errado. 
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Agora, imagine-se como fornecedor. Você chega ao destinatário com a carga 
e o responsável vira para você e te responde que a empresa está fechada para 
inventário, favor voltar mês que vem. 
Isso pode comprometer as atividades futuras da empresa. Desta forma, 
embora possamos paralisar as atividades do almoxarifado para realizar o inventário 
(e como vimos no cut-off isso é até recomendável), a contagem pode muito bem ser 
feita com o almoxarifado em funcionamento, apenas demandando maior cuidado 
(registro apartado dos materiais que entram e saem depois da data limite fixada. 
"Ser recomendável" não quer dizer "ser necessário". Item V também 
incorreto. 
O item III também propõe um desastre: menos volume, menos espaço, mais 
trabalho? Não faz sentido. O estoque menor é mais fácil de gerenciar, e por 
consequência, de contar. Item III está fora. 
O item VI é bem mais legal. Eu aprendi a responder este item em Auditoria. 
Preste atenção: é recomendável que quem realize determinada tarefa não seja a 
mesma pessoa que fiscaliza o correto cumprimento da mesma. 
Quer seja por dolo (se houver alguma divergência, esta pessoa irá, 
deliberadamente, ocultar sua existência por medo ou para obter alguma vantagem) 
ou por culpa (é muito pouco provável que uma pessoa identifique um erro próprio, 
pois se fosse capaz disto, não teria errado em primeiro lugar), sua análise encontra-
se prejudicada. 
Assim sendo,se são os funcionários do almoxarifado executam funções 
concernentes ao estoque, e o inventário é justamente a conferência deste trabalho, 
é recomendável que seja feito justamente por alguém que não trabalhe no 
almoxarifado. 
Os outros itens estão de acordo com o que vimos na aula. (itens I, II e VIII) 
Letra a) 
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21. ESAF± DNIT ± 2013Considere um setor de compras e os responsáveis 
pelas compras. Analise as opções abaixo e selecione aquela que representa um 
atributo do perfil do comprador. 
a) Um comprador deve ser preparado, mas não é preciso que seu 
conhecimento esteja no mesmo nível do fornecedor. 
b) Todo comprador deve perseguir uma compra que resulte em economia de 
recurso financeiro, independentemente das políticas organizacionais. 
c) O comprador deve orientar seu comportamento nos mais altos níveis, em 
concorrências, discussões de preços e finalização da compra. 
d) A ética negocial é definida pelos negociadores e não pelas organizações. 
e) O sigilo das negociações é opcional, podendo o negociador revelar as 
ofertas feitas por concorrentes para obter melhor preço do fornecedor. 
Comentário: Ninguém fazia ideia (e acho que ninguém fazia) do que a ESAF 
TXHULD� FRP� R� WySLFR� ³SHUILO� GR� FRPSUDGRU´ naquele edital. Felizmente, ela não 
inventou muito nesta questão . 
O comprador deve conhecer o que compra, de maneira que seu 
conhecimento precisa estar no mesmo nível do fornecedor, do contrário, corre o 
risco de ser enganado, ou de simplesmente adquirir um produto que não é capaz de 
atender a expectativa de sua organização. Questão a) está incorreta. 
Por outro lado, o comprador é um empregado da organização. Ele representa 
os interesses de seu empregador. Se a política da organização prestigiar algum 
outro valor (preservação do meio ambiente, respeito à legislação trabalhista ou outro 
fator), é possível que este valor represente um acréscimo nos custos de aquisição, 
entretanto, o comprador deve respeitar esta política. Alternativa b) também errada. 
A ética negocial, como qualquer manifestação da ética, não é definida por 
indivíduos, mas por grupos, que ao possuírem uma noção geral e bem definida 
daquilo que é ou não aceitável dentro do mundo dos negócios, prestigia ou rechaça 
determinados comportamentos. Entretanto, os negociadores, como meros agentes 
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dentro deste contexto, não tem poder para delimitar a ética que rege essas 
relações. Alternativa d) errada. 
E por fim, a alternativa e) guarde que o sigilo é regra em negociações, razão 
pela qual a divulgação de ofertas feitas por concorrentes afronta os princípios da 
ética negocial. Representa muito mais um aspecto de discrição, e sua violação é no 
mínimo uma indelicadeza (para não dizer antiética). 
Só ficamos com a letra c). Sim, o comprador deve se pautar nos mais altos 
níveis, qualquer que seja a etapa da negociação. Mais do que um bom comprador, 
ao portar-se de maneira tão elevada, reflete os padrões éticos que a instituição 
busca transmitir a seus contratantes (inclusive fornecedores). 
Letra c). 
22. ESAF± DNIT ± 2013 Entende-se por tombamento de bens: 
a) o ato de incluir um bem em uma lista de plaquetas metálicas. 
b) o registro de um bem permanente no sistema de controle patrimonial. 
c) processo realizado pelo almoxarifado com o fim de transferir a 
responsabilidade de guarda dos bens. 
d) processo por meio do qual é verificado se os materiais se encontram onde 
deveriam estar guardados. 
e) processo de derrubada do registro de patrimônio de bens. 
Comentário: Observemos a definição mostrada em aula: 
Tombamento é o procedimento administrativo de identificação de um 
bem permanente e seu registro no patrimônio da instituição. Essa identificação 
administrativa consiste em efetuar um cadastro onde são dispostas todas as 
informações relacionadas ao bem. 
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Ao final, será gerado um número de patrimônio, normalmente em uma 
plaqueta a ser afixada no bem, que será o número de controle deste mesmo bem 
até sua alienação ou perecimento. 
Letra b) 
23. ESAF - DNIT ± 2013 A seção de patrimônio de uma organização é 
responsável pela conferência dos bens que constam da lista de materiais que se 
encontram nos ambientes da organização. Assinale a opção correta. 
a) Os bens que estão na lista e não foram encontrados são excluídos do 
inventário. 
b) No final do inventário é publicada uma lista com as divergências 
encontradas. 
c) O inventário de materiais administrativos é realizado pelas áreas de 
expedição. 
d) O inventário patrimonial é realizado a qualquer momento durante o ano 
fiscal. 
e) O inventário físico e o patrimonial são ambos de responsabilidade da 
contabilidade da organização. 
Comentário: Espero que ainda se lembre dos últimos passos de realização 
do inventário: 
- Contagem do estoque (ou dos materiais, ou ainda, dos bens): E finalmente 
chega o momento. Depois de tanta preparação, está na hora de contar os materiais 
ou bens. Cada item será contado duas vezes. 
Da primeira vez, será colocado um cartão, etiqueta ou ficha no bem, para 
mostrar que a primeira equipe o incluiu na contagem. A segunda equipe de 
contagem vai contar tudo de novo, retirando parte da marca identificadora, para 
mostrar que também contou o bem. E o que sobrou da marca será removido ao fim 
do inventário. 
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- Reconciliação e ajustes: Fizemos tudo isto para nos certificarmos que não 
há divergência entre a realidade e o registro da entidade. Mas e se houver? 
Cabeças vão rolar . Brincadeira, mas alguém terá de explicar as divergências(e 
se você vier a ser chefe, vai te dar uma baita dor de cabeça). 
Uma vez explicada a variação, é feito o registro da informação real, e 
assim, a contagem fica conciliada. 
Pois bem, depois da contagem do estoque, verificamos uma primeira leva de 
divergências. Estas divergências têm de, necessariamente, passar pela 
reconciliação, para serem explicadas, e se for o caso, o estoque ser reajustado (e 
não varrer a sujeira pra debaixo do tapete, como a alternativa "a" sugere). 
Mas, se a reconciliação não conseguir mesmo localizar estes bens, o estoque 
precisa ser ajustado. 
A ESAF provavelmente estava pensando em seu novo emprego quando falou 
em publicação . 
Mas, de fato, deve se dar ciência (ao menos para a organização) de que 
aquelas divergências existem e foram localizadas, de maneira a permitir eventual 
apuração de responsabilidade e, em caso de admissão de um novo responsável 
pelo setor, para que este não se veja na posição de ter de explicar um fato que 
ocorreu em momento anterior a sua chegada. 
Letrab) 
24. CESPE - ABIN - 2010 As funções da equipe de compras envolvem todo o 
processo de localização de fornecedores e fontes de suprimento, cotação, aquisição 
de materiais, acompanhamento da ordem de fornecimento junto aos fornecedores e 
o recebimento do material comprado, para controlar e garantir o fornecimento de 
acordo com a especificação solicitada. 
Comentário: Afirmação perfeita! Todas as etapas do processo de compras 
foram colocadas na assertiva: 
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1. Solicitação de compras (análise das ordens de compras6 ± Ordem de 
Compras, recebidas); 
2. Seleção de fornecedores(em decorrência de pesquisa); 
3. Cotação de preços e determinação do preço certo; 
4. Negociações com o fornecedor; 
5. Pedido de Compra; 
6. Acompanhamento de compras (follow-up); 
7. Recepção e aceitação das mercadorias (controle e recebimento do 
material comprado); 
8. Aprovação da fatura do fornecedor para pagamento. 
 
Item Certo 
25. CESPE - ABIN - 2010A fonte simples é caracterizada pela existência de 
apenas um fornecedor disponível no mercado, seja em razão de patentes, 
especificações técnicas, matéria-prima, seja em razão de localização. 
Comentários: Não é isto que diz a teoria . A fonte simples representa um 
fornecedor que, embora forneça um bem facilmente encontrado em mercado e 
adquirível de qualquer outro fornecedor, foi selecionado pela empresa para formar 
uma parceria de longo prazo. 
Olha a teoria: 
Fonte Única: Há exclusividade do produto fornecido (quer seja pela 
existência de monopólio, produto especial, ou mero acordo exigindo que o material 
seja obtido apenas daquele fornecedor); 
Fonte Múltipla: O contrário . Agora o comprador tem livre acesso a diversas 
fontes de materiais, podendo escolher a que mais lhe agradar. 
 
6 É a comunicação enviada ao setor responsável pelas compras da necessidade de 
aquisição de materiais. 
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Fonte Simples: Essa daqui é a cereja do bolo na organização do setor de 
compras. Como dissemos, a tarefa de escolha do fornecedor é árdua. E, além de 
WXGR��³DFHUWDU´�QD�HVFROKD�GH�XP�ERP�IRUQHFHGRU�p�EDVWDQWH�GLItFLO��4XDQGR�R�VHWRU�
de compras consegue isto, se agarra com unhas e dentes nele . 
A fonte simples indica uma relação na qual a empresa poderia comprar de 
qualquer fornecedor, mas que por questões de planejamento e estratégia, firma um 
contrato de longo prazo com um fornecedor específico, sedimentando a relação 
comercial entre eles. Muito bonito 
Item Errado 
26. CESPE - ABIN - 2010No planejamento de um inventário devem ser 
incluídos a convocação e o treinamento das equipes inventariantes, bem como a 
arrumação física dos estoques e a preparação dos cartões de inventário, ou 
instrumento similar. 
Comentário: Do jeitinho que vimos na aula teórica. As etapas descritas na 
assertiva corresponde àquelas previstas na doutrina: 
- Convocação das equipes de inventariantes: Normalmente, o inventário é 
feito através de duas equipes: a primeira equipe vai fazer a primeira contagem, e 
a segunda equipe vai....adivinha.... contar de novo! 
- Arrumação física: Não dá para contar objetos se eles não estiverem 
organizados. Desta forma, nesta fase, os itens semelhantes são agrupados e, se 
possível, sairão do caminho, para que as equipes possam transitar livremente. No 
caso do inventário patrimonial, rearranjar os objetos pode ser bastante 
difícil(imagine colocar todas as cadeiras do seu andar em um canto da sala), de 
maneira que essa fase não é obrigatória; 
- Cartão de Inventário: É a ficha na qual os itens são contados. Ali serão 
inseridos os dados do objeto inventariado, e, depois, sua quantidade. Isto, lógico, se 
o processo for feito manualmente. Caso, por exemplo, todos os materiais tenham 
recebido códigos de barra ao chegar à entidade, seria só passar a maquininha . 
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- Atualização dos registros de estoque: Se houver algum documento 
parado que altere as informações constantes na entidade antes do inventário, este 
documento precisa ser processado. 
Por exemplo: se no dia anterior foi feita uma retirada de 50 canetas, é claro 
que elas não estarão lá para serem contadas. Mas, se por qualquer razão, esta 
informação ainda não foi computada, chegou a hora de fazer isso. 
- Contagem do estoque(ou dos materiais, ou ainda, dos bens): E finalmente 
chega o momento. Depois de tanta preparação, está na hora de contar os materiais 
ou bens. Cada item será contado duas vezes. 
Item Certo. 
27 - CESPE - SERPRO - 2013 Inventário é a verificação da existência dos 
materiais da empresa, que consiste na contagem dos materiais existentes, 
comparada com os estoques anotados no banco de dados. 
Comentários: O inventário em si consiste no levantamento físico ou 
contagem dos materiais para que os dados obtidos sejam comparados ao registro 
efetuado pela instituição. 
Inventariar os bens significa certificar-se de que as informações 
constantes no controle da instituição refletem a realidade. 
De tal forma, o inventário acaba se prestando também à verificação da 
existência de determinado bem registrado nos sistemas. 
Item Certo 
28 - CESPE - SERPRO - 2013 Um componente processado que, contudo, 
ainda adquirirá outra característica ao final do processo produtivo deverá ser 
baixado do estoque, porém continuará no inventário. 
Comentário: Esta é uma alternativa que merece estudo aprofundado. O 
enunciado estava se referindo ao avanço do processo produtivo, com o material 
ainda no meio do caminho. 
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Tomando como exemplo a fabricação de uma bicicleta. O setor produtivo 
provavelmente vai solicitar um par de pneus do almoxarifado. 
Neste caso, o item é baixado do estoque, pois já não existe mais como 
aquele material, mas continua no inventário. 
Como isso? Lembre-se de que o almoxarifado representa o estoque de 
matérias primas da empresa. Se o pneu saiu de lá, não está mais no estoque. 
Por exemplo: damos baixa em dois pneus de bicicleta, pois eles já viraram 
"bicicleta", e, afinal, não podem mais ser utilizados pelo setor produtivo para 
confecção de novos produtos. 
Se a linha de produção precisar de mais pneus, de nada adiantará o 
almoxarife dizer: tenho dois aqui, mas estão em outra bicicleta . 
Por isso o item é baixado do estoque (não está mais disponível para uso e 
não é mais matéria prima), mas continua no inventário, pois ainda está na empresa, 
ora no meio do processo produtivo, ou na própria bicicleta estocada. 
Item Certo 
29 - CESPE - SERPRO - 2013Uma organização que centraliza o processo de 
suprimento tem como principal vantagema agilidade nas suas compras. 
Comentários: A centralização traz várias vantagens inegáveis ao processo 
de compra, mas a agilidade na resposta das necessidades não é uma delas!!! 
A organização procurará a melhor oportunidade de fazer a compra em maior 
quantidade, e isto nem sempre é a alternativa mais ágil. Fora isto, se ocorrer algum 
problema e uma compra emergencial precisar ser feita, o setor interessado tem de 
fazer o pedido para o órgão central de compras, que terá uma infinidade de outras 
demandas de diversos outros setores da empresa, o que pode acarretar em uma 
resposta mais lenta. 
Item Errado. 
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30 - CESPE - SERPRO - 2013 A Descentralização no processo de 
suprimento possibilita que a organização obtenha, durante as compras, maiores 
descontos junto aos fornecedores potenciais. 
Comentários: Exatamente o contrário, meu caro! 
Ao descentralizarmos o processo de compras, estas serão feitas por cada 
unidade, de acordo com suas necessidades particulares, o que implicará um 
número menor de unidades adquiridas por pedido de compra e, consequentemente, 
menor poder de barganha junto ao fornecedor. 
Item Errado 
31 CESPE - MPU - 2013 Para a aquisição de bens e serviços comuns, 
quando permitida a participação de consórcio de empresas, deverão estar 
explicitadas, nos editais de pregões eletrônicos, as condições de liderança da 
empresa-líder e a definição de índices contábeis das empresas consorciadas. 
Comentários: Ora de verificar se você realmente leu e entendeu a lei do 
pregão e a lei de licitações . 
A resposta desta questão em específico pode ser encontrada no artigo 33 da 
Lei 8666/1993: 
Art. 33. Quando permitida na licitação a participação de 
empresas em consórcio, observar-se-ão as seguintes normas: 
I - comprovação do compromisso público ou particular de 
constituição de consórcio, subscrito pelos consorciados; 
II - indicação da empresa responsável pelo consórcio que 
deverá atender às condições de liderança, 
obrigatoriamente fixadas no edital; 
III - apresentação dos documentos exigidos nos arts. 28 a 31 
desta Lei por parte de cada consorciado, admitindo-se, para 
efeito de qualificação técnica, o somatório dos quantitativos de 
cada consorciado, e, para efeito de qualificação econômico-
financeira, o somatório dos valores de cada consorciado, na 
proporção de sua respectiva participação, podendo a 
Administração estabelecer, para o consórcio, um acréscimo de 
até 30% (trinta por cento) dos valores exigidos para licitante 
individual, inexigível este acréscimo para os consórcios 
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compostos, em sua totalidade, por micro e pequenas 
empresas assim definidas em lei; 
IV - impedimento de participação de empresa consorciada, na 
mesma licitação, através de mais de um consórcio ou 
isoladamente; 
V - responsabilidade solidária dos integrantes pelos atos 
praticados em consórcio, tanto na fase de licitação quanto na 
de execução do contrato. 
 
Talvez você se pergunte da aplicação destas regras para o caso do pregão 
eletrônico. E aqui o caminho é tortuoso. Veja a disposição do artigo 9º da Lei 
10520/2002 (que trata dos pregões "comuns"): 
Art. 9º Aplicam-se subsidiariamente, para a modalidade de 
pregão, as normas da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993. 
E chegando finalmente no Decreto 5.450/2005, temos logo em seu 
preâmbulo: 
"O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que 
lhe confere o art. 84, inciso IV, da Constituição, e tendo em 
vista o disposto na Lei no 10.520, de 17 de julho de 2002" 
O Decreto que institui o pregão eletrônico está simplesmente regulamentando 
a Lei 10.520. Pegou o caminho? 
Item Certo 
32 CESPE - MPU - 2013Na descrição do objeto da licitação, é obrigatória a 
previsão das quantidades de materiais e serviços a serem fornecidas. 
Comentários: Vamos olhar de novo a nossa querida Lei 8666/1993: 
Art. 7o As licitações para a execução de obras e para a 
prestação de serviços obedecerão ao disposto neste artigo e, 
em particular, à seguinte seqüência: 
[...] 
§ 4o É vedada, ainda, a inclusão, no objeto da licitação, de 
fornecimento de materiais e serviços sem previsão de 
quantidades ou cujos quantitativos não correspondam às 
previsões reais do projeto básico ou executivo. 
Item Certo 
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33 CESPE - MPU - 2013O inventário é o único instrumento disponível à 
administração pública para o controle de bens patrimoniais. 
Comentários: Se você consultar o seu bom senso, verá que qualquer 
DOWHUQDWLYD� TXH� GLJD� ³VHPSUH´�� ³MDPDLV´�� ³~QLFR´�� ³QXQFD´� RX� TXDOTXer outro 
radicalismo, está provavelmente errada, pois é extremamente raro que um objeto 
atinja tal nível de exclusividade. 
Nesta questão em específico, posso mencionar a vocês o tombamento 
como meio de controle de bens patrimoniais: a Administração cola a famigerada 
placa de patrimônio no item, e passa a controlá-lo a partir daí. 
Desta forma, o inventário já não é mais o único meio de controle de bens 
patrimoniais. 
Item Errado. 
34 CESPE - MPU - 2013No inventário analítico, o bem móvel que tiver valor 
de aquisição ou custo de produção desconhecido poderá ser avaliado tomando-se 
como referência o valor de outro, semelhante ou sucedâneo, no mesmo estado de 
conservação e a preço de mercado. 
Comentários: Esta questão foi arrancada diretamente da Instrução 
Normativa SEDAP 205/1998 
(http://www.comprasnet.gov.br/legislacao/in/in205_88.htm), que vincula a 
Administração Pública Federal no que diz respeito à administração de materiais. 
Veja só: 
8.2.2. O bem móvel cujo valor de aquisição ou custo de 
produção for desconhecido será avaliado tomando como 
referência o valor de outro, semelhante ou sucedâneo, no 
mesmo estado de conservação e a preço de mercado. 
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35 - CESGRANRIO - Transpetro- 2012A administração de materiais auxilia 
uma organização na gestão e no controle de todo o fluxo de materiais que passa 
pela empresa. Nesse contexto, a correta classificação dos materiais possibilita a 
utilização de sistemas automatizados de controle de estoque. 
NÃO é um objetivo da codificação de materiais 
a) facilitar a comunicação entre as áreas funcionais de uma organização no 
que tange ao suprimento e à manutenção dos materiais. 
b) facilitar o controle contábil dos estoques. 
c) dificultar a duplicidade de itens. 
d) promover a padronização de materiais. 
e) evitar avarias no material. 
Comentário: Pensemos em uma fábrica de bicicletas. 
O almoxarifado possui quinze tipos de correias dentadas, que se diferenciam 
pelo seu tamanho, material, e marca, e vários pneus de diferentes aros. 
É perfeitamenteaceitável que o almoxarifado comece a se confundir quando 
R� VHWRU� SURGXWLYR� SHGH� XPD� ³FRUUHLD´� HP� VXD� UHTXLVLomR� GH� PDWHULDLV� H� DFDEH�
entregando uma correia diferente daquela que o setor produtivo esperava receber. 
Mas embora isso seja aceitável, vai atrasar toda a produção das bicicletas, o que vai 
deixar o dono da empresa bastante frustrado. 
Por conta desta diversidade incontável de itens, fica inviável identificar todos 
eles usando apenas o seu nome, você já viu a zona que seria. 
0DV��VH�DR� LQYpV�GLVWR��HX�DJUXSDVVH� WRGRV�RV� LWHQV� ³FRUUHLD´�H� LQYHQWDVVH��
sei lá, um número ou três letras, um código, que representasse todo o grupo, e na 
segunda parte deste código eu distinguisse todas as correias que estão no estoque 
também por outro número, isso tornaria as coisas mais fáceis, não acha? 
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A cada item específico corresponde um código, mas os códigos são 
montados de maneira que todo item semelhante possua parte do código igual aos 
seus pares. 
Dos itens apontados, a única coisa que a codificação não é capaz de fazer é 
evitar avarias (danos) no material, já que é procedimento que se limita a simplificar a 
enorme gama de materiais disponíveis em estoque em um conjunto de códigos mais 
fácil de operar. 
Letra e) 
36 - CESGRANRIO± Transpetro ± 2012A função compras é um subsistema 
do Departamento de Administração de Materiais, a qual tem por finalidade suprir as 
necessidades de materiais ou serviços da empresa, no momento certo e com as 
quantidades desejadas. 
Enquadram-se como compras para investimento 
a) aqueles materiais que integram o produto final, e, portanto, nesse caso, as 
matérias-primas e outros materiais que fazem parte do produto. 
b) aqueles materiais que, sendo consumidos normal e rotineiramente, não 
integram o produto, sendo apenas material de consumo ou de custeio. 
c) todas as compras que forem processadas na administração pública 
através da Lei no 8.666/1993. 
d) as compras que demandem a participação de um administrador com 
especialidade em comércio exterior. 
e) as compras de bens e equipamentos que compõem o ativo da empresa. 
Comentário: Vamos rever a definição de compra para investimento: 
Compra voltada para o investimento: os bens assim adquiridos não 
integrarão o produto final, mas farão parte do ativo imobilizado da empresa. Toda 
vez que a empresa compra um prédio, máquinas de produção, ou até as cadeiras 
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onde os funcionários sentam, está comprando voltando seu foco para o 
investimento, pois não tem intenção de vender esses itens no mercado. 
Tem como exemplo mais comum a compra de uma máquina para utilização 
na produção dos bens que a empresa vende em mercado. Comporá, desta forma, o 
ativo imobilizado da empresa, não havendo intenção de se alienar o objeto 
comprado. 
Letra e) 
37 - CESGRANRIO - LIQUIGAS ± 2012A eficiência de um moderno sistema 
de compras depende da relação entre fornecedores e compradores, o que garante o 
fornecimento de bens e serviços dentro das especificações desejadas. 
Essa relação deverá resultar na implantação de um processo de 
a) favorecimento dos melhores clientes, de forma irrestrita. 
b) autoridade plena, assumida por alguma das partes. 
c) garantia do estoque mínimo para o fornecedor, a todo custo. 
d) maximização dos interesses dos fornecedores. 
e) parceria, que maximize os interesses de ambas as partes no longo prazo. 
Comentário: Alguém aí se lembra disto? 
Fonte Simples: Essa daqui é a cereja do bolo na organização do setor de 
compras. Como dissemos, a tarefa de escolha do fornecedor é árdua. E, além de 
WXGR��³DFHUWDU´�QD�HVFROKD�GH�XP�bom fornecedor é bastante difícil. Quando o setor 
de compras consegue isto, se agarra com unhas e dentes nele . 
A fonte simples indica uma relação na qual a empresa poderia comprar de 
qualquer fornecedor, mas que por questões de planejamento e estratégia, firma um 
contrato de longo prazo com um fornecedor específico, sedimentando a relação 
comercial entre eles. Muito bonito 
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Pois bem, este tipo de relação duradoura de confiança não é obtida 
estripando os coleguinhas fornecedores em relações negociais quase leoninas, e 
sim através de uma relação de parceria. 
Quando todo mundo colabora em prol de um objetivo, o ganho é muito maior 
(sim, eu adoro teoria dos jogos). 
Letra e) 
38 CESGRANRIO± PETROBRAS ±2011A função de compras de uma 
empresa tem grande importância para a administração, em especial para a 
administração pública. São objetivos típicos da função de compras, EXCETO o de 
a) obter serviços e mercadorias na quantidade e qualidade necessárias. 
b) obter serviços e mercadorias ao menor custo possível. 
c) garantir a entrega do produto ou serviço por parte do fornecedor. 
d) garantir a armazenagem correta dos produtos. 
e) desenvolver novos fornecedores. 
Comentário: O nosso responsável pelas compras já tem bastante coisa para 
pensar. Encontrar fornecedores dignos de relações duradouras, encontrar bens que 
atendem às necessidades da empresa, tudo isto já dá trabalho bastante. 
Imagine se, além de tudo isto, ele ainda tivesse de ficar olhando o 
almoxarifado da empresa para saber se está tudo sendo armazenado corretamente. 
Seria pedir demais . Por esta razão, não se atribui ao responsável pelas 
compras a tarefa de armazenar os materiais corretamente. Isto fica a cargo do 
almoxarife. 
Letra d) 
39 ± CESPE ± TRT17 ± 2013O controle do ativo imobilizado independe de 
sistemas orçamentários. 
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Comentário: Um sistema orçamentário consiste em um sistema de controle 
de execução de despesas. Basicamente, é saber quanto se pode gastar e onde se 
está gastando. Uma empresa faz isto o tempo todo, há cada pequeno segundo de 
sua existência, e o dia em que deixa de fazê-lo, é porque fechou ou porque vai 
fechar em breve . 
Só que o controle do ativo imobilizado, e aliás, o controle de absolutamente 
qualquer bem, direito ou obrigação da empresa passa por considerações de ordem 
orçamentária ("podemos comprar a máquina X", "não seria melhor comprar a 
máquina Y", "precisamos repor as cadeiras do 5º andar do prédio"), de maneira que 
é inadequado propor uma completa separação entre o controle dos bens e o 
sistema orçamentário da entidade. 
Item Errado. 
40 ± CESPE ± TRT17 ± 2013Decorridos mais de sessenta dias da avaliação, 
o valor da alienação de material deve ser automaticamente atualizado, tomando-se 
por base o fator de correção aplicável às demonstrações contábeis e considerando-
se o período decorrido entre a avaliação e a conclusão do processo. 
Comentário: Texto retirado talqual exposto no Decreto 99.658/1990, que 
pode ser acessado no seguinte link: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/Antigos/D99658.htm 
Pois bem, lá no artigo 7º você vai encontrar este trecho: 
Art. 7º Nos casos de alienação, a avaliação do material deverá ser 
feita de conformidade com os preços atualizados e praticados no 
mercado. 
Parágrafo único. Decorridos mais de sessenta dias da avaliação, 
o material deverá ter o seu valor automaticamente atualizado, 
tomando-se por base o fator de correção aplicável às 
demonstrações contábeis e considerando-se o período 
decorrido entre a avaliação e a conclusão do processo de 
alienação. 
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Item Certo. 
41 - FCC - TRT - 2014. Sobre o Pedido de Compras, NÃO é correto afirmar: 
a) Deve conter todas as condições negociadas, tais como: quantidade, 
qualidade, prazo de pagamento, data e local da entrega. 
b) Qualquer alteração, a ser feita após a emissão do pedido de compra, deve 
ter sido acordada entre o comprador e o fornecedor. 
c) Uma vez aceito pelo fornecedor, o pedido de compra tem força de 
contrato. 
d) Deve ser remetido ao fornecedor por intermédio de um protocolo para o 
qual se farão registros e controles. 
e) Não representa um contrato formal entre a empresa e o fornecedor, este 
que é celebrado pela requisição de compra. 
Comentário: Vamos refrescar a memória com um trechinho da Aula 03: 
O resultado final de uma negociação bem sucedida é o pedido de compra. 
Em quase todas as oportunidades, este pedido de compras se encontrará 
consubstanciado em um contrato formal que representa fielmente as 
condições estipuladas na negociação. 
Das poucas vezes em que não houver contrato, a própria aceitação do 
pedido de compra pelo fornecedor possui caráter contratual, obrigando-o a 
atender todas as condições estipuladas no pedido, como por exemplo, 
quantidade, qualidade, frequência de entregas, prazos, preços e o local de 
entrega dos materiais. 
Dado este caráter contratual da negociação (fique tranquilo que teoria dos 
contratos é tema de Direito Civil, então, infelizmente, não vou dar aula disso agora ), 
quaisquer alterações nas condições originais devem ser objeto de novas 
discussões e entendimentos, para que não haja dúvidas sobre o que se propõe e 
deseja que seja fornecido. Do contrário, a empresa corre o risco de que haja 
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contestação por parte dos fornecedores, que acreditarão ter cumprido as condições 
contratadas. 
A requisição de compras, ao contrário do que sugere a letra e), constitui sim 
um contrato formal, e uma vez aceito, vincula fornecedor e comprador aos termos ali 
pactuados. 
Letra e) 
42 - CESPE - CADE - 2014 A inventariação de materiais tem por objetivo 
confrontar a quantidade física armazenada do produto com seus registros 
documentais. Um dos métodos de inventariação é o inventário rotativo, cuja 
principal desvantagem é a interrupção do processo produtivo para a realização da 
contagem dos produtos. 
Comentário: A definição de inventário está excelente! Só que a segunda 
parte da assertiva não corresponde ao que estudamos em aula: 
Inventário Rotativo: o Inventário Geral é custoso para a instituição, pois 
paralisará as atividades da entidade. Para evitar estes males, existe o Inventário 
Rotativo. Nestes casos, haverá um cronograma periódico a se seguido, fazendo-se 
a contagem mês a mês de cada área pretendida, de maneira que ao final do 
exercício, todas as áreas tenham sido inventariadas. A vantagem do método está 
justamente em não paralisar a atividade da instituição. 
A desvantagem apontada na assertiva é a do método do Inventário Geral. 
Item Errado 
43 - CESPE - ANATEL± 2014No que diz respeito ao procedimento de 
cadastro de fornecedores, é necessário que o setor de compras inclua, entre outros 
documentos, cópia dos últimos balanços de cada fornecedor da empresa. 
Comentário: Essa é uma exigência específica para os órgãos da 
Administração Pública Federal, prevista na legislação que rege o SICAF (Sistema 
de Cadastro de Fornecedores). A apresentação do balanço busca demonstrar a 
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qualificação econômico-financeira da empresa que busca licitar com o Poder 
Público: 
Art. 18. O registro regular no nível Qualificação Econômico-
financeira supre as exigências dos incisos I e II do art. 31, da Lei nº 
8.666, de 1993. 
Parágrafo único. São documentos necessários para a validação do 
nível Qualificação Econômico-financeira os previstos no Manual do 
SICAF, disponível no Comprasnet. 
Art. 19. O balanço patrimonial apresentado pelo empresário ou 
sociedade empresária, para fins de habilitação no SICAF, deve 
ser registrado na Junta Comercial 
Este fragmento foi retirado da Instrução Normativa 02/2010, que pode ser 
obtida no seguinte link: 
http://www.comprasnet.gov.br/legislacao/legislacaoDetalhe.asp?ctdCod=672 
Item Certo 
44 - CESPE - ANATEL± 2014 Uma instituição pública pode isolar por 
completo a área de armazenagem para realizar o inventário geral. 
Comentário: As instituições públicas seguem as mesmas orientações 
aplicáveis às entidades privadas quando falamos de inventário. 
(�XPD�GHVVDV�RULHQWDo}HV�p�D�GH�UHDOL]DU�XP�³Cut-off´��2�WHUPR�GHVLJQD�uma 
paralisação em toda movimentação de materiais da instituição (é recomendável 
que esta paralisação seja real, mas ela pode ser simplesmente teórica, através 
de um registro apartado), a fim de que o material possa ser contado. 
 Item Certo. 
45 - CESPE ± 2013 ± BACEN O objetivo principal da área de gestão de 
compras é assegurar o suprimento dos bens e serviços necessários às atividades 
da empresa. O setor de compras planeja e coordena o processo de aquisição de 
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materiais, além de controlar o estoque de matéria-prima. A seleção de fornecedores 
é a última etapa da gestão de compras, pois as outras demandas da área 
independem do tipo de fornecedor escolhido e possuem nível maior de prioridade. 
Comentário: A banca levanta, você corta! Do jeitinho que vimos em aula, SÓ 
QUE NÃO :P: 
De acordo com a estrutura e o porte da empresa, o processo de compras, 
também denominado ciclo de compras, poderá apresentar pequenas variações, no 
entanto, a sequência a baixo seria uma organização básica: 
1. Solicitação de compras (análise das ordens de compras7 ± Ordem de 
Compras, recebidas); 
2. Seleção de fornecedores (em decorrência de pesquisa); 
3. Cotação de preços e determinação do preço certo; 
4. Negociações com o fornecedor; 
5. Pedido de Compra; 
6. Acompanhamento de compras (follow up); 
7. Recepção e aceitação das mercadorias (controle e recebimento do 
materialcomprado); 
8. Aprovação da fatura do fornecedor para pagamento. 
A seleção de fornecedores8é etapa que antecede a cotação, na seleção 
de fornecedores, são analisados o preço, a qualidade, a capacidade produtiva do 
fornecedor, o prazo de entrega e as condições de pagamento. 
Assim sendo, a seleção de fornecedores NÃO É a última etapa do processo 
de compras. Aliás, costuma ser uma das etapas iniciais. 
 
7 É a comunicação enviada ao setor responsável pelas compras da necessidade de 
aquisição de materiais. 
8 Normalmente a pesquisa e a seleção são feitas entre os fornecedores 
previamente cadastrados pela empresa, que registra também em um banco de dados as 
negociações passadas. 
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Item Errado 
46 - CESPE ± MPOG ENAP ± 2015 Entre as condições para que um material 
passível de alienação seja considerado alienável incluem-se a de que esse material 
seja de consumo irregular e que tenha sido substituído por outro de tecnologia mais 
avançada. 
Comentário: Vamos exercitar o raciocínio um pouco. Se o material é de uso 
regular, não temos razões para nos livrar dele. Afinal, ele está sendo utilizado, 
sendo necessário ao desempenho das atividades da entidade. 
Mesmo que seu consumo seja irregular (dito de outra forma, o material é 
demandado de forma imprevisível), enquanto ele não for substituído, seria 
imprudente nos livrarmos dele. E também não faria sentido substituí-lo por outro de 
tecnologia menos avançada (fosse caso, melhor seria ficar com o material original). 
Item Certo 
47 - CESPE ± MPOG ENAP ± 2015 Os procedimentos para cadastro de 
fornecedores são compostos de duas fases de análise, a preliminar e a 
complementar, nas quais a análise técnica, presente em ambas as fases, tem papel 
relevante 
Comentário: O processo de avaliação e seleção dos fornecedores deve ser 
elaborado por cada instituição, dentro de seu próprio contexto. 
Contudo, existem parâmetros usuais de avaliação e aprovação do fornecedor 
(são aqueles que autorizam a inclusão do fornecedor no cadastro. Sem isto, a 
empresa nem quer saber se aquele fornecedor existe): 
- Preço 
- Qualidade 
- Condições de Pagamento 
- Condições de Embalagem e Transporte 
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Uma vez preenchidos os requisitos acima nos patamares desejados (cada 
empresa terá o seu conforme sua situação), deve haver uma análise inicial das 
entregas, para que a empresa avalie: 
- Cumprimento dos prazos de entrega; 
- Manutenção dos padrões de qualidade; 
- Política de preços ao longo do tempo; 
- Assistência Técnica 
Se você analisar bem estas características, podemos dividi-las em dois 
grupos: aquelas que são feitas preliminarmente à contratação do fornecedor 
(primeiro grupo), e aquelas que somente podem ser feitas depois de um certo tempo 
de relacionamento com o fornecedor escolhido (que complementarão a análise 
preliminar). 
Item Certo 
48 CESPE ± TRE MT ± 2015 A gestão patrimonial engloba uma série de 
atividades inerentes ao acervo patrimonial de uma instituição, como, por exemplo, 
tombamento, controle, inventário, alienação, alterações e baixa de bens. Em relação 
a essas atividades, assinale a opção correta. 
a) Em caso de sinistro, a baixa do bem sinistrado deve ocorrer imediatamente 
após a verificação do fato. 
b) Por meio do tombamento, faz-se o levantamento físico dos bens 
patrimoniais de uma instituição, para proceder à baixa de bens obsoletos. 
c) A identificação da ociosidade de um bem, que ocorre com bens em perfeito 
estado de uso, mas que não estão sendo aproveitados, é realizada por meio do 
controle do estado de conservação. 
d) A verificação de bens sujeitos a tombamento é uma das finalidades do 
inventário. 
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e) A alienação de bens consiste na incorporação de um bem ao patrimônio 
de uma instituição. 
Comentário: Vamos nós: 
a) Errado. A baixa não pode ser feita imediatamente após a verificação dos 
fatos em todos os casos, pois alguns sinistros demandam investigação e conclusões 
da autoridade competente antes de serem reconhecidos enquanto tal. 
Um exemplo seria o furto de equipamentos. Cabe apenas à autoridade 
policial constar se determinado bem foi ou não furtado (vai que ele é localizado 
posteriormente, perdido em algum lugar da própria repartição). 
b) Errado. O levantamento físico a que alude o item é chamado de inventário. 
c) Certo. Lembre-se que "ocioso", de acordo com o Decreto 99658/1990, é 
uma das quatro possibilidades de subclassificação dos materiais inservíveis (as 
outras são antieconomico, irrecuperável e recuperável). 
Quando fazemos o controle do estado de conservação do bem (ou seja, 
quando examinamos os bens e materiais da entidade, buscando nos assegurar de 
suas características), podemos concluir duas coisas na Administração Pública: ou o 
bem está em condições de uso, ou é considerado "genericamente inservível", e 
dentro dessa última possibilidade, ele pode ser considerado ocioso. 
Embora a ociosidade não seja uma característica inerente ao material ou 
bem (e sim a seu uso), descobri-la é um dos resultados possíveis. 
d) Errado. O inventário se presta ao levantamento físico de todos os bens, e 
não apenas para identificar aqueles que estariam sujeitos ao tombamento. 
e) Errado. A alienação tem o efeito contrário ao proposto no item: ao ser 
alienado, o bem será desincorporado do acervo patrimonial da entidade. 
Letra c) 
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49 CESPE ± TRE MT ± 2015 Sabendo que administração de compras é uma 
atividade de fundamental importância para o suprimento das necessidades de 
materiais de uma instituição, assinale a opção correta. 
a) A existência de um fluxo contínuo de suprimento de materiais é suficiente 
para garantir que os objetivos de um departamento de compras sejam alcançados. 
b) A centralização do processo de compras garante a negociação de 
melhores preços, a redução do tempo necessário para a aquisição de materiais e a 
facilidade de diálogo entre compradores e fornecedores. 
c) Prazo, quantidade e qualidade dos materiais são parâmetros inerentes ao 
suprimento de materiais no setor industrial, mas que não se aplicam à administração 
de materiais em instituições públicas. 
d) Pesquisas de mercado, análises de custos e investigações de fontes de 
fornecimento são atividades típicas do departamento de compras; outras atividades, 
entretanto, podem ser partilhadas com outros setores da instituição. 
e) A qualificação dos compradores é de grande importância no processo de 
gestão de materiais, embora esses profissionais não interfiram no processo 
decisório de compras. 
Comentário:O único item que corresponde aos conceitos visto em aula é o da letra d). 
1. Solicitação de compras (análise das ordens de compras9 ± Ordem de 
Compras, recebidas); 
2. Seleção de fornecedores (em decorrência de pesquisa); 
3. Cotação de preços e determinação do preço certo; 
4. Negociações com o fornecedor; 
 
9 É a comunicação enviada ao setor responsável pelas compras da necessidade de 
aquisição de materiais. 
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5. Pedido de Compra; 
6. Acompanhamento de compras (follow-up); 
7. Recepção e aceitação das mercadorias (controle e recebimento do 
material comprado); 
8. Aprovação da fatura do fornecedor para pagamento. 
 
Destas etapas citadas, as pesquisas de mercado, incluindo investigações 
de fontes de fornecimento (item 2), e a análise de custos (item 3) são atividades 
consideradas típicas do departamento de compras, enquanto as demais podem 
ser partilhadas com outros setores da instituição. 
Letra d) 
50 CESPE ± TRE MT ± 2015 Assinale a opção correta, considerando a 
relação entre compras e fornecedores e o disposto na Lei n.º 8.666/1993. 
a) O cadastro de fornecedores deve ser composto pela relação do maior 
número possível de empresas que atuam no segmento, independentemente de 
qualificação técnica ou legal, pois esses quesitos são verificados após a conclusão 
da licitação. 
b) As compras realizadas em tribunais regionais eleitorais são realizadas em 
condições de aquisição e pagamento distintas das do setor privado. 
c) Para melhor utilização do cadastro de fornecedores, é permitida pela 
legislação a modalidade de compra denominada convite, que engloba quaisquer 
interessados para a escolha de trabalho técnico, científico ou artístico. 
d) O cadastro de fornecedores tem por finalidade subsidiar as atividades do 
comprador, portanto são relevantes os registros de informações relativas à 
eficiência dos serviços prestados. 
e) O presidente do TRE/MT possui autonomia para avaliar a dispensa ou a 
inexigibilidade de licitação para compra de materiais de consumo, podendo optar 
diretamente pelo fornecedor que melhor atenda às necessidades de fornecimento. 
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Comentário: Permita a seu professor relembrar por alguns instantes as aulas 
de Direito Administrativo. Espero que tenha lido o link que coloquei da Lei 
8.666/1993 e, muito provavelmente, seu professor daquela disciplina já pincelou o 
tema com você. 
a) Errado. Os requisitos referentes à qualificação técnica ou legal são 
verificados antes mesmo da abertura do envelope, no curso do procedimento 
licitatório, ainda na fase de habilitação: 
Art. 27. Para a habilitação nas licitações exigir-se-á dos 
interessados, exclusivamente, documentação relativa a: 
I - habilitação jurídica; 
II - qualificação técnica; 
III - qualificação econômico-financeira; 
IV ± regularidade fiscal e trabalhista; (Redação dada pela Lei 
nº 12.440, de 2011) (Vigência) 
 
b) Errado. As compras no âmbito da Administração Pública (incluído aqui o 
TRE-MT) devem ser feitas, tanto quanto possível, em igualdade de condições de 
aquisição e pagamento com o setor privado. A Lei 8.666/1993, ao prestigiar a 
concorrência, busca ao máximo que esta paridade seja observada. 
c) Errado. Trabalhos técnicos, científicos e artísticos são selecionados com 
EDVH�QD�PRGDOLGDGH�GH�OLFLWDomR�FKDPDGD�³FRQFXUVR´� 
Art. 22. São modalidades de licitação: 
[...] 
IV - concurso; 
[...] 
§ 4o Concurso é a modalidade de licitação entre quaisquer 
interessados para escolha de trabalho técnico, científico ou 
artístico, mediante a instituição de prêmios ou 
remuneração aos vencedores, conforme critérios constantes 
de edital publicado na imprensa oficial com antecedência 
mínima de 45 (quarenta e cinco) dias. 
 
e) As hipóteses de dispensa de licitação (aquelas onde a licitação é 
teoricamente possível, mas a própria lei exclui a necessidade de realização) estão 
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expressa e taxativamente previstas na Lei 8666/1993, não podendo a autoridade 
competente criar novas hipóteses. 
Só nos restou a letra d). Eficiência nos serviços prestados é uma informação 
relevante para o comprador, razão pela qual deve constar nos registros do cadastro. 
Letra d) 
51. FGV ± TCE-BA ± 2013 Os vários possíveis critérios para o 
cadastramento de empresas em geral incluem uma fase de análise preliminar, feita 
com base em documentos importantes apresentados pela empresa interessada em 
se cadastrar. A partir dessa documentação básica, é possível desenvolver análises 
de cunho social, econômico-financeira e técnica. 
Nesse sentido, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa. 
( ) A análise social é feita com base no estudo do ato constitutivo da 
empresa. A composição acionária, o objetivo primordial e o capital da empresa são 
itens importantes a serem verificados. 
( ) A análise econômico-financeira é feita com base nos balanços mais 
recentes da empresa, em suas referências bancárias e em suas eventuais cartas de 
crédito. 
( ) A análise técnica tem por base os atestados de capacidade técnica 
apresentados pela empresa e na relação de seus equipamentos. Essa análise tem 
por objetivo essencial constatar a qualificação e a tradição da empresa. 
As afirmativas são, respectivamente, 
a) F, F e F. 
b) V, F e F. 
c) V, F e V. 
d) V, V e V. 
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e) F, V e V. 
Comentário: Vamos nós de novo: 
A análise social é feita com base no estudo do ato constitutivo da 
empresa. A composição acionária, o objetivo primordial e o capital da 
empresa são itens importantes a serem verificados. 
O estudo do ato constitutivo é suficiente para executarmos a análise social. 
Mas, porque nos interessamos pela composição acionária, objetivo primordial e 
capital da empresa. A composição acionária nos dirá quem são seus sócios, 
permitindo, por exemplo, que descubramos se um dos sócios já teve alguma 
empresa falida, o que talvez sugira algum risco em contratar com aquele fornecedor. 
O objetivo primordial nos permitirá saber quais os materiais produzidos pela 
empresa e, por fim, o capital da empresa permitirá que saibamos se ela tem 
realmente condições de produzir o que se dispôs a fornecer e se, em caso de 
descumprimento contratual, se tem condições de arcar com a indenização. 
A análise econômico-financeira é feita com base nos balanços mais 
recentes da empresa, em suas referências bancárias e em suas eventuais 
cartas de crédito. 
Os balanços da empresa e referências bancárias indicam se a empresa tem 
fluxo de caixa suficiente para atender suas demandas de curto prazo. Veja só: a 
empresapode ter 1 milhão de capital social subscrito (e, portanto, patrimônio que 
responde pelas dívidas da empresa), entretanto, R$ 800.000,00 estão imobilizados 
em um imóvel (sem liquidez). Só ficam outros R$ 200.000,00 para investir no 
negócio o que pode não ser suficiente para que a empresa cumpra suas obrigações 
de curto prazo. 
A análise técnica tem por base os atestados de capacidade técnica 
apresentados pela empresa e na relação de seus equipamentos. Essa análise 
tem por objetivo essencial constatar a qualificação e a tradição da empresa. 
A análise técnica se concentrará na capacidade que o fornecedor tem de 
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empresa pode ter capital social e capital de giro suficientes para produzir máquinas 
de raio-x, mas se não souber operar com Césio-137, não teremos um fornecedor 
competente e sim um acidente radioativo. A análise dos equipamentos e os 
atestados asseguram à empresa interessada que o fornecedor tem condições de 
produzir o que oferece. 
Todas as afirmativas estão corretas. 
Letra d) 
 
Questões Propostas 
1. CESPE - SERPRO - 2008A alienação consiste na operação que transfere 
o direito de propriedade do material mediante venda, permuta ou doação. 
2. CESPE - STF - 2008 Diz-se que um bem móvel classificado como material 
permanente está sujeito ao tombamento quando ele não pode ser alienado nem 
modificado, tampouco sua destinação alterada. 
3. IADES - CFA -2010Assinale a alternativa que define a cessão de um 
material pertencente do patrimônio de uma instituição. 
a) Ocorre quando materiais são entregues na organização com a 
transferência gratuita de posse e direito de uso. 
b) Ocorre quando os materiais são produzidos no próprio órgão. 
c) Cessão é a troca de materiais ocorrida entre organizações e que tenham o 
mesmo valor comum. 
d) Cessão é a mesma coisa que aquisição remunerada de material com a 
utilização de recursos orçamentários disponíveis na organização. 
4. FCC - Sergipe Gás S.A. -2010O processo realizado pela instituição a fim 
de cumprir a legislação e manter em dia as informações patrimoniais é denominado 
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a) Recolhimento. 
b) Redistribuição. 
c) Cadastramento 
d) Inventário físico. 
e) Alienação 
5. IADES - CFA - 2010 Assinale a alternativa que apresenta vantagem da 
gestão de inventário e controle de estoque em uma organização. 
a) Gestão de inventário e controle de estoque são necessários para manter 
baixos custos de capital e manutenção das linhas de produção. 
b) A gestão de inventário permite reduzir os custos no processo de vendas, 
por meio da otimização de rotas. 
c) Uma das vantagens é a negociação com os fornecedores em bases 
favoráveis, uma vez que os estoques estarão abarrotados. 
d) A efetiva gestão do inventário possibilitará ganhos de escala na produção, 
por meio da automatização dos processos de compra e controle de estoques. 
6. CESPE -Câmara dos Deputados - 2012 A interdependência dos 
componentes patrimoniais, o conteúdo econômico avaliável em moeda dos bens 
que compõem o patrimônio bem como a vinculação do conjunto patrimonial a 
entidade que vise determinado fim constituem requisitos básicos para que um 
conjunto de bens, direitos e obrigações seja considerado patrimônio. 
7. CESPE - Câmara dos Deputados - 2012São inalienáveis, enquanto 
empregados no serviço público, os bens de uso especial, embora possam ser 
contabilizados no ativo, inventariados e avaliados. 
8. CESPE - STM - 2010 Compras e doações são as únicas origens de 
recebimento de bens patrimoniais nos órgãos sistêmicos. 
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9. COPEVE - Prefeitura de Penedo - 2010 - O controle de materiais 
utilizados em uma repartição pública obedece ao conjunto de competências do 
responsável pelo setor. O controle deve ser capaz de identificar a qualquer 
momento as opções abaixo relacionadas, excetuando-se: 
a) quantidades a disposição. 
b) devoluções feitas ao fornecedor. 
c) necessidades específicas de aquisição. 
d) compras recebidas. 
e) compras aceitas. 
10. CESPE -TJ-AL - 2012 Na gestão patrimonial, o registro das 
características e das quantidades determinadas pelo levantamento consiste na 
etapa de inventário denominada: 
a) Grupamento. 
b) Mensuração 
c) Arrolamento 
d) Avaliação 
e) Identificação 
11. CESPE - Câmara dos Deputados - 2012Para o inventário de material 
permanente, deve-se considerar o material cuja vida útil estimada seja superior a 
dois anos. 
12. CESPE - Câmara dos Deputados - 2012O arrolamento, uma das fases 
do inventário do patrimônio, consiste no registro das características e quantidades 
obtidas na fase do levantamento. 
13 CESPE - 2012 - IBAMA A atualização dos registros de controle 
orçamentário constitui objetivo do inventário físico. 
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14. CESPE - TJ-ES- 2011 Caso determinado item apresente duas contagens 
divergentes em um mesmo inventário, deve-se adotar como estoque físico a média 
aritmética entre os resultados das duas contagens, assumindo-se o número inteiro 
imediatamente inferior. 
15. COPEVE- UFAL - 2011 Em relação ao processo de inventário na 
administração pública, não é correto afirmar: 
a) na Administração Pública o inventário é obrigatório, pois a legislação 
estabelece que o levantamento geral de bens móveis e imóveis terá por base o 
inventário analítico de cada unidade gestora e os elementos da escrituração 
sintética da contabilidade. 
b) a fim de manter atualizados os registros dos bens patrimoniais, bem como 
a responsabilidade dos setores onde se localizam tais bens, a Administração 
Pública deve proceder ao inventário mediante verificações físicas pelo menos uma 
vez a cada cinco anos. 
c) na Administração Pública, o inventário é entendido como o arrolamento 
dos direitos e comprometimentos da Fazenda Pública, feito periodicamente, com o 
objetivo de se conhecer a exatidão dos valores que são registrados na 
contabilidade e que formam o Ativo e o Passivo ou, ainda, com o objetivo de apurar 
a responsabilidade dos agentes sob cuja guarda se encontram determinados bens. 
d) é um instrumento de controle para verificação dos saldos de estoques nos 
almoxarifados e depósitos, e da existência física dos bens em uso no órgão ou 
entidade, informando seu estado de conservação, e mantendo atualizados e 
conciliados os registros do sistema de administração patrimonial e os contábeis, 
constantes do sistema financeiro. 
e) os inventários na Administração Pública devem ser levantados não apenas 
por uma questão de rotina ou de disposição legal, mas tambémcomo medida de 
controle, tendo em vista que os bens nele arrolados não pertencem a uma pessoa 
física, mas ao Estado, e precisam estar resguardados quanto a quaisquer danos. 
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16. CESPE - Câmara dos Deputados- 2012Uma das formas viáveis de 
alienação de um bem público inservível em almoxarifado é sua doação a uma 
organização pública ou privada, que poderá utilizá-lo para qualquer fim, exigindo-se 
que a definição do bem como inservível seja atestada por comissão nomeada 
especificamente para esse fim. 
17. CESPE - ABIN- 2010 O inventário, ou levantamento físico para 
verificação de estoques, deve ser realizado uma única vez ao final do ano fiscal, 
para fins de declaração do imposto de renda da empresa. 
18. CESPE - MPU- 2010 Considere que o responsável pelo setor de estoque 
de certa organização pretenda adotar um método de inventário físico que permita 
que os artigos de alta rotatividade sejam contados com mais frequência que os de 
baixa rotatividade. Nessa situação, o responsável pelo referido setor deve adotar o 
método de inventário periódico. 
19. CESGRANRIO - BACEN - 2010 Após o término do inventário físico dos 
itens em estoque, deve-se calcular um índice representativo da acurácia dos 
controles de movimentação de materiais da empresa. Considerando que foram 
inventariados 10.000 itens e encontrados 1.200 itens com divergências, o índice de 
acurácia desse estoque é de 
a) 12% 
b) 13,6% 
c) 76% 
d) 88% 
e) 94% 
20. FCC - TRE-MS- 2007 Considere as afirmativas abaixo quanto ao 
inventário: 
I. É a contagem física de todos os estoques da empresa, para que seja 
verificado se as quantidades efetivas correspondem aos controles registrados. 
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II. O maior benefício do inventário é ter os estoques com as quantidades 
registradas corretamente. 
III. Quando se trabalha com volumes de estoques muito pequenos, a prática 
de inventário é mais onerosa que o benefício por ela proporcionado. 
IV. As divergências devem ser acertadas no sistema através de requisições 
para possibilitar a saída ou de pedidos para se aportar entradas. 
V. É necessário que durante o processo de inventário o atendimento seja 
paralisado, pois entradas e saídas comprometem as contagens. 
VI. É recomendável que o inventário seja coordenado pelo setor responsável 
pelo almoxarifado, pois os funcionários dominam as rotinas e conhecem os itens 
estocados. 
VII. É recomendável que seja dada atenção prioritária aos itens classificados 
como A, dentro do conceito de curva A, B, C. 
É correto o que se afirma APENAS em 
a) I, II e VII. 
b) II, V e VII. 
c) I, IV e VI. 
d) III, IV e V. 
e) IV, V e VII. 
21. ESAF ± DNIT ± 2013Considere um setor de compras e os responsáveis 
pelas compras. Analise as opções abaixo e selecione aquela que representa um 
atributo do perfil do comprador. 
a) Um comprador deve ser preparado, mas não é preciso que seu 
conhecimento esteja no mesmo nível do fornecedor. 
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b) Todo comprador deve perseguir uma compra que resulte em economia de 
recurso financeiro, independentemente das políticas organizacionais. 
c) O comprador deve orientar seu comportamento nos mais altos níveis, em 
concorrências, discussões de preços e finalização da compra. 
d) A ética negocial é definida pelos negociadores e não pelas organizações. 
e) O sigilo das negociações é opcional, podendo o negociador revelar as 
ofertas feitas por concorrentes para obter melhor preço do fornecedor. 
22. ESAF± DNIT ± 2013 Entende-se por tombamento de bens: 
a) o ato de incluir um bem em uma lista de plaquetas metálicas. 
b) o registro de um bem permanente no sistema de controle patrimonial. 
c) processo realizado pelo almoxarifado com o fim de transferir a 
responsabilidade de guarda dos bens. 
d) processo por meio do qual é verificado se os materiais se encontram onde 
deveriam estar guardados. 
e) processo de derrubada do registro de patrimônio de bens. 
23. ESAF - DNIT ± 2013 A seção de patrimônio de uma organização é 
responsável pela conferência dos bens que constam da lista de materiais que se 
encontram nos ambientes da organização. Assinale a opção correta. 
a) Os bens que estão na lista e não foram encontrados são excluídos do 
inventário. 
b) No final do inventário é publicada uma lista com as divergências 
encontradas. 
c) O inventário de materiais administrativos é realizado pelas áreas de 
expedição. 
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d) O inventário patrimonial é realizado a qualquer momento durante o ano 
fiscal. 
e) O inventário físico e o patrimonial são ambos de responsabilidade da 
contabilidade da organização. 
24. CESPE - ABIN - 2010 As funções da equipe de compras envolvem todo o 
processo de localização de fornecedores e fontes de suprimento, cotação, aquisição 
de materiais, acompanhamento da ordem de fornecimento junto aos fornecedores e 
o recebimento do material comprado, para controlar e garantir o fornecimento de 
acordo com a especificação solicitada. 
25. CESPE - ABIN - 2010 A fonte simples é caracterizada pela existência de 
apenas um fornecedor disponível no mercado, seja em razão de patentes, 
especificações técnicas, matéria-prima, seja em razão de localização. 
26. CESPE - ABIN - 2010No planejamento de um inventário devem ser 
incluídos a convocação e o treinamento das equipes inventariantes, bem como a 
arrumação física dos estoques e a preparação dos cartões de inventário, ou 
instrumento similar. 
27 - CESPE - SERPRO - 2013 Inventário é a verificação da existência dos 
materiais da empresa, que consiste na contagem dos materiais existentes, 
comparada com os estoques anotados no banco de dados. 
28 - CESPE - SERPRO - 2013 Um componente processado que, contudo, 
ainda adquirirá outra característica ao final do processo produtivo deverá ser 
baixado do estoque, porém continuará no inventário. 
29 - CESPE - SERPRO - 2013 Uma organização que centraliza o processo 
de suprimento tem como principal vantagem a agilidade nas suas compras. 
30 - CESPE - SERPRO - 2013 A Descentralização no processo de 
suprimento possibilita que a organização obtenha, durante as compras, maiores 
descontos junto aos fornecedores potenciais. 
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31 CESPE - MPU - 2013 Para a aquisição de bens e serviços comuns, 
quando permitida a participação de consórcio de empresas, deverão estar 
explicitadas,nos editais de pregões eletrônicos, as condições de liderança da 
empresa-líder e a definição de índices contábeis das empresas consorciadas. 
32 CESPE - MPU - 2013 Na descrição do objeto da licitação, é obrigatória a 
previsão das quantidades de materiais e serviços a serem fornecidas. 
33 CESPE - MPU - 2013 O inventário é o único instrumento disponível à 
administração pública para o controle de bens patrimoniais. 
34 CESPE - MPU - 2013 No inventário analítico, o bem móvel que tiver valor 
de aquisição ou custo de produção desconhecido poderá ser avaliado tomando-se 
como referência o valor de outro, semelhante ou sucedâneo, no mesmo estado de 
conservação e a preço de mercado. 
35 - CESGRANRIO - Transpetro- 2012A administração de materiais auxilia 
uma organização na gestão e no controle de todo o fluxo de materiais que passa 
pela empresa. Nesse contexto, a correta classificação dos materiais possibilita a 
utilização de sistemas automatizados de controle de estoque. 
NÃO é um objetivo da codificação de materiais 
a) facilitar a comunicação entre as áreas funcionais de uma organização no 
que tange ao suprimento e à manutenção dos materiais. 
b) facilitar o controle contábil dos estoques. 
c) dificultar a duplicidade de itens. 
d) promover a padronização de materiais. 
e) evitar avarias no material. 
36 - CESGRANRIO ± Transpetro ± 2012A função compras é um subsistema 
do Departamento de Administração de Materiais, a qual tem por finalidade suprir as 
necessidades de materiais ou serviços da empresa, no momento certo e com as 
quantidades desejadas. 
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37 - CESGRANRIO - LIQUIGAS ± 2012A eficiência de um moderno sistema 
de compras depende da relação entre fornecedores e compradores, o que garante o 
fornecimento de bens e serviços dentro das especificações desejadas. 
Essa relação deverá resultar na implantação de um processo de 
a) favorecimento dos melhores clientes, de forma irrestrita. 
b) autoridade plena, assumida por alguma das partes. 
c) garantia do estoque mínimo para o fornecedor, a todo custo. 
d) maximização dos interesses dos fornecedores. 
e) parceria, que maximize os interesses de ambas as partes no longo prazo. 
38 CESGRANRIO ± PETROBRAS ±2011A função de compras de uma 
empresa tem grande importância para a administração, em especial para a 
administração pública. São objetivos típicos da função de compras, EXCETO o de 
a) obter serviços e mercadorias na quantidade e qualidade necessárias. 
b) obter serviços e mercadorias ao menor custo possível. 
c) garantir a entrega do produto ou serviço por parte do fornecedor. 
d) garantir a armazenagem correta dos produtos. 
e) desenvolver novos fornecedores. 
39 ± CESPE ± TRT17 ± 2013O controle do ativo imobilizado independe de 
sistemas orçamentários. 
40 ± CESPE ± TRT17 ± 2013Decorridos mais de sessenta dias da avaliação, 
o valor da alienação de material deve ser automaticamente atualizado, tomando-se 
por base o fator de correção aplicável às demonstrações contábeis e considerando-
se o período decorrido entre a avaliação e a conclusão do processo. 
41 - FCC - TRT - 2014. Sobre o Pedido de Compras, NÃO é correto afirmar: 
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a) Deve conter todas as condições negociadas, tais como: quantidade, 
qualidade, prazo de pagamento, data e local da entrega. 
b) Qualquer alteração, a ser feita após a emissão do pedido de compra, deve 
ter sido acordada entre o comprador e o fornecedor. 
c) Uma vez aceito pelo fornecedor, o pedido de compra tem força de 
contrato. 
d) Deve ser remetido ao fornecedor por intermédio de um protocolo para o 
qual se farão registros e controles. 
e) Não representa um contrato formal entre a empresa e o fornecedor, este 
que é celebrado pela requisição de compra. 
42 - CESPE - CADE - 2014 A inventariação de materiais tem por objetivo 
confrontar a quantidade física armazenada do produto com seus registros 
documentais. Um dos métodos de inventariação é o inventário rotativo, cuja 
principal desvantagem é a interrupção do processo produtivo para a realização da 
contagem dos produtos. 
43 - CESPE - ANATEL± 2014No que diz respeito ao procedimento de 
cadastro de fornecedores, é necessário que o setor de compras inclua, entre outros 
documentos, cópia dos últimos balanços de cada fornecedor da empresa. 
44 - CESPE - ANATEL± 2014Uma instituição pública pode isolar por 
completo a área de armazenagem para realizar o inventário geral. 
45 - CESPE ± 2013 ± BACEN O objetivo principal da área de gestão de 
compras é assegurar o suprimento dos bens e serviços necessários às atividades 
da empresa. O setor de compras planeja e coordena o processo de aquisição de 
materiais, além de controlar o estoque de matéria-prima. A seleção de fornecedores 
é a última etapa da gestão de compras, pois as outras demandas da área 
independem do tipo de fornecedor escolhido e possuem nível maior de prioridade. 
46 - CESPE ± MPOG ENAP ± 2015 Entre as condições para que um material 
passível de alienação seja considerado alienável incluem-se a de que esse material 
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seja de consumo irregular e que tenha sido substituído por outro de tecnologia mais 
avançada. 
47 - CESPE ± MPOG ENAP ± 2015 Os procedimentos para cadastro de 
fornecedores são compostos de duas fases de análise, a preliminar e a 
complementar, nas quais a análise técnica, presente em ambas as fases, tem papel 
relevante 
48 CESPE ± TRE MT ± 2015 A gestão patrimonial engloba uma série de 
atividades inerentes ao acervo patrimonial de uma instituição, como, por exemplo, 
tombamento, controle, inventário, alienação, alterações e baixa de bens. Em relação 
a essas atividades, assinale a opção correta. 
a) Em caso de sinistro, a baixa do bem sinistrado deve ocorrer imediatamente 
após a verificação do fato. 
b) Por meio do tombamento, faz-se o levantamento físico dos bens 
patrimoniais de uma instituição, para proceder à baixa de bens obsoletos. 
c) A identificação da ociosidade de um bem, que ocorre com bens em perfeito 
estado de uso, mas que não estão sendo aproveitados, é realizada por meio do 
controle do estado de conservação. 
d) A verificação de bens sujeitos a tombamento é uma das finalidades do 
inventário. 
e) A alienação de bens consiste na incorporação de um bem ao patrimônio 
de uma instituição. 
49 CESPE ± TRE MT ± 2015 Sabendo que administração de compras é uma 
atividade de fundamental importância para o suprimento das necessidades de 
materiais de uma instituição, assinale a opção correta. 
a) A existência de um fluxo contínuo de suprimento de materiais é suficiente 
para garantir que os objetivos de um departamento de compras sejam alcançados. 
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b) A centralização do processo de compras garante a negociação de 
melhores preços, a redução do tempo necessário para a aquisição de materiais e a 
facilidade de diálogo entre compradores e fornecedores. 
c) Prazo, quantidade e qualidade dos materiais são parâmetros inerentes ao 
suprimento de materiais no setor industrial, mas que não se aplicam à administração 
de materiais em instituições públicas. 
d) Pesquisas de mercado, análises de custos e investigações de fontes de 
fornecimento são atividades típicas do departamento de compras; outras atividades, 
entretanto, podem ser partilhadas com outros setores da instituição. 
e) A qualificação dos compradores é de grande importância no processo de 
gestão de materiais, embora esses profissionais não interfiram no processo 
decisório de compras. 
50 CESPE ± TRE MT ± 2015 Assinale a opção correta, considerando a 
relação entre compras e fornecedores e o disposto na Lei n.º 8.666/1993. 
a) O cadastro de fornecedores deve ser composto pela relação do maior 
número possível de empresas que atuam no segmento, independentemente de 
qualificação técnica ou legal, pois esses quesitos são verificados após a conclusão 
da licitação. 
b) As compras realizadas em tribunais regionais eleitorais são realizadas em 
condições de aquisição e pagamento distintas das do setor privado. 
c) Para melhor utilização do cadastro de fornecedores, é permitida pela 
legislação a modalidade de compra denominada convite, que engloba quaisquer 
interessados para a escolha de trabalho técnico, científico ou artístico. 
d) O cadastro de fornecedores tem por finalidade subsidiar as atividades do 
comprador, portanto são relevantes os registros de informações relativas à 
eficiência dos serviços prestados. 
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e) O presidente do TRE/MT possui autonomia para avaliar a dispensa ou a 
inexigibilidade de licitação para compra de materiais de consumo, podendo optar 
diretamente pelo fornecedor que melhor atenda às necessidades de fornecimento. 
51. FGV ± TCE-BA ± 2013 Os vários possíveis critérios para o 
cadastramento de empresas em geral incluem uma fase de análise preliminar, feita 
com base em documentos importantes apresentados pela empresa interessada em 
se cadastrar. A partir dessa documentação básica, é possível desenvolver análises 
de cunho social, econômico-financeira e técnica. 
Nesse sentido, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa. 
( ) A análise social é feita com base no estudo do ato constitutivo da 
empresa. A composição acionária, o objetivo primordial e o capital da empresa são 
itens importantes a serem verificados. 
( ) A análise econômico-financeira é feita com base nos balanços mais 
recentes da empresa, em suas referências bancárias e em suas eventuais cartas de 
crédito. 
( ) A análise técnica tem por base os atestados de capacidade técnica 
apresentados pela empresa e na relação de seus equipamentos. Essa análise tem 
por objetivo essencial constatar a qualificação e a tradição da empresa. 
As afirmativas são, respectivamente, 
a) F, F e F. 
b) V, F e F. 
c) V, F e V. 
d) V, V e V. 
e) F, V e V. 
 
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Prof. Felipe Cepkauskas Petrachini Aula 03 
 
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Gabarito: 
1 C 11 C 21 C 31 C 
2 E 12 C 22 B 32 C 
3 A 13 E 23 B 33 E 
4 D 14 E 24 C 34 C 
5 A 15 B 25 C 35 E 
6 C 16 E 26 C 36 E 
7 C 17 E 27 C 37 E 
8 E 18 E 28 C 38 D 
9 C 19 D 29 E 39 E 
10 C 20 A 30 E 40 C 
 
41 E 51 D 
42 E 
43 C 
44 C 
44 C 
45 E 
46 C 
47 C 
48 C 
49 D 
50 D 
 
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